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A ÚNICA E MESMA MARIA NOMEADA "NOSSA SENHORA" , COMO PADROEIRA NAS AMÉRICAS:

Written By Beraká - o blog da família on quarta-feira, 3 de outubro de 2012 | 11:22







Muitos são os títulos com os quais a Igreja louva a Virgem Maria. Muitos também são os títulos com que os povos no mundo inteiro aplicam a Maria, como forma de amor e carinho, e no desejo de enaltecê-la sempre mais.


Todos eles alimentam a nossa devoção, fazendo-nos pensar na grandeza e na dignidade da Mãe de Deus. Muitos títulos de Maria se referem a momentos da sua vida, como por exemplo, o de Nossa Senhora da Conceição, quando nos referimos a Ela que foi concebida Imaculada, pura, enriquecida de privilégios por Deus, em razão da sua maternidade Divina. Maria é chamada pelo nome do lugar onde Ela apareceu. Por exemplo: Nossa Senhora de Lourdes, de Fátima, Aparecida, etc. Outros títulos significam proteção, socorro, consolo e assim por diante. Entretanto, os títulos são muitos, mas uma só é a Virgem Maria.



O povo cristão deseja honrá-la como Jesus Cristo a honrou como filho, pois por sua vontade na cruz Ela nos foi dada também como Mãe, mediante suas palavras: "Eis aí teu Filho".


Qual deverá ser então a nossa atitude para com a Virgem Maria?

A Igreja nos ensina: devemos "elevar nossos olhos a Maria que refulge para toda a comunidade dos eleitos como exemplo de virtudes" (LG. 65).


Devemos também ter para com Ela uma verdadeira devoção que "não consiste num estéril e transitório afeto, nem numa certa vã credulidade, mas que procede da fé verdadeira, pela qual somos levados a reconhecer a excelência da Mãe de Deus, excitados a um amor filial para com nossa Mãe e à imitação de suas virtudes".


A Virgem Maria a quem veneramos com muito amor, nos aponta sempre para Deus para que o adoremos e para vivermos o mandamento maior do amor com nossos irmãos e irmãs!

Embora sejamos muitos, Maria está atenta às nossas necessidades, e lembra sempre à cada um:

"Fazei tudo o que Jesus Vos disse".


VEJAMOS MARIA COMO PADROEIRA NAS AMÉRICAS:

1)- Nossa Senhora de Guadalupe - Padroeira do México e América Latina

A devoção a Nossa Senhora no México é embalada por uma belíssima história de aparição. No início do século XVI, o índio recém batizado, Juan Diego, quando se dirigia à capela para assistir à missa, passando pela colina de Tepeyac, ouviu uma suave melodia. Olhando para o lado, viu sobre uma nuvem branca uma linda senhora que resplandecia de luz, tendo ao seu redor um brilhante arco-íris. Surpreso, ouviu-a chamá-lo pelo nome e dizer-lhe que era a verdadeira mãe de Deus. Incumbiu o índio de dizer ao bispo do local, Dom Juan de Zumárraga, que construísse naquele local um templo para sua veneração.
Como era de se esperar, o bispo não deu crédito à história. De volta para casa, onde seu tio estava gravemente enfermo, Juan Diego teve nova aparição da Virgem que lhe garantiu a cura de seu tio.

Seguindo instruções da misteriosa senhora, Dieguito foi ao bosque colher flores, embrulhou-as em seu poncho e foi levá-las à presença do bispo. Era inverno e qual não foi sua surpresa quando o índio, abrindo seu manto, derrama a seus pés flores frescas e perfumadas. Embaixo das flores, bordada no manto do índio, aparece a figura da Virgem de Guadalupe: tez morena, olhos claros e muito límpidos, vestida como as mulheres da Palestina. Emocionado, Dom Zumárraga cai de joelhos diante daquela aparição e, humildemente, acredita no índio. Do México sua devoção foi levada a vários países da Europa e de toda a América Latina. Hoje Nossa Senhora de Guadalupe é também a padroeira da América Latina.
Muitos estudiosos analisaram a pintura original, hoje entronizada no maior santuário mariano do mundo, na colina de Tepeyac. O material e a técnica utilizados na confecção do quadro permanecem um mistério. A curiosidade maior são os olhos da Virgem nos quais, após estudos científicos, foi possível revelar-se a imagem de um homem de 50 anos, Juan Diego, e de um grupo de pessoas em oração. Nossa Senhora de Guadalupe é por isso lembrada para cura de doenças dos olhos.

2)- Nossa Senhora de Luján - Padroeira da Argentina

Na Argentina a devoção mariana remonta aos seus colonizadores, no início do século XVI. Diz a tradição que nas guerras da independência os conquistadores e generais não saíam para as batalhas sem antes pedir com seus soldados a proteção da Virgem Maria. Entre os muitos santuários dedicados a Nossa Senhora, destaca-se o de Luján, cerca de 60 km a oeste de Buenos Aires. A origem do título Nossa Senhora de Luján é contada de pai para filho: um rico fazendeiro, Antonio Farias de Sá, habitante de Sumampa, hoje Santiago deI Estero, encomendara de um amigo brasileiro, uma estatueta da Imaculada Conceição. Era sua intenção construir na fazenda uma capela em louvor àVirgem Maria.
hegada de navio a Buenos Aires, sua encomenda seguiu viagem com outras mercadorias, em carros-de-bois. Às margens do rjo Luján, os mercadores fizeram uma parada. No dia seguinte, por um estranho prodígio, os bois empacaram e nada os fazia andar. Resolveram então aliviar-Ihes a carga. De nada adiantou. Só depois que o último caixote, justamente o que guardava a imagem, foi retirado do carro, os bois saíram do lugar. Todos entenderam então que era ali que a Virgem queria ficar. Estando próximos da fazenda de João Rosendo, para lá se dirigiram em procissão, e improvisaram um altar para a imagem. Tão logo possível, construíram ali uma pequena capela que hoje é o belíssimo santuário de Luján. Esse local ficou conhecido como a "detenção da carreta" ou o "milagre de Luján".
A devoção a Nossa Senhora de Luján espalhou-se por toda a América. Sua festa principal é celebrada no dia 8 de maio.

3)- Nossa Senhora de Copacabana - Padroeira da Bolívia

As margens do Titicaca, o lago mais alto do mundo, na pequena cidade de Copa cabana, situa-se o principal santuário mariano da Bolívia. Habitada pelos incas, com suas tradições religiosas, esta foi uma das primeiras regiões a beneficiar-se com a evangelização dos missionários católicos que ali chegaram com as tropas espanholas.
Dom Francisco Tito Yupanqui, nobre descendente da família real, convertido ao cristianismo, fez voto de conseguir uma imagem da mãe de Deus que viria tirar do paganismo seus irmãos de Copacabana.
Certo dia, em seu quarto, tem a visão de uma senhora coberta por longo manto. Sustentava no braço direito um Menino reclinado sobre seu peito e na mão esquerda uma vela acesa. Yupanqui logo teve a certeza de que assim deveria ser a representação da Virgem. Sem talento para a arte, fez jejuns e orações pedindo à Virgem que o ajudasse a fazer uma imagem sua.
Depois de várias tentativas, primeiro em barro, depois em madeira, conseguiu esculpir uma imagem que estava muito longe da beleza original de sua visão. Prestes a desistir, tem uma inspiração divina, consegue retocar a imagem tornando-a belíssima, com uma expressão tão forte no olhar que comovia a quantos a contemplavam. Diz a lenda que naquela noite dois anjos vieram dourá-Ia envolvendo-a num belíssimo resplendor.
A estátua original, de um metro de altura, ocupa o altar principal do santuário da cidade de Copacabana. Em 2 de agosto de 1925 Nossa Senhora de Copacabana foi proclamada padroeira da nação boliviana. Sua devoção superou fronteiras e hoje encontram-se igrejas a ela dedicadas em várias partes do mundo, inclusive no Brasil.

4)- Nossa Senhora Aparecida - Padroeira do Brasil

Três pescadores: João Alves, Domingos Garcia e Felipe Pedroso, em outubro de 1717, precisavam de muito peixe para o banquete do Conde de Assumar. Várias vezes jogaram as redes nas águas do rio Paraíba do Sul, e nada conseguiam pescar. Já estavam desanimados quando, de repente, na altura do Porto de Itaguaçu, percebem algo estranho na rede. Era o corpo de uma imagem feita de terracota. Em seguida, redes novamente ao rio, e o que acham desta vez? A cabeça que se encaixa direitinho no corpo da imagem. Gritam de espanto e sentem um sinal dos céus, pois, a partir daquele momento, a pesca foi abundante.
Os piedosos habitantes do lugar logo atribuíram o fato a um milagre da Virgem morena, que passaram a chamar Nossa Senhora da Conceição Aparecida.
Felipe Pedroso improvisou um altar em sua casa, no qual colocou a pequena imagem. Naquela mesma tarde reuniu-se toda a vizinhança para a reza do terço, que se tornou tradição na vila, hoje cidade de Aparecida.
Os prodígios da Senhora Aparecida começaram a multiplicar-se e os peregrinos a chegar em romarias para pedir seus favores.
Da capelinha improvisada, logo foi preciso outra maior, e depois outra, e hoje o Santuário Nacional de Nossa Senhora da Conceição Aparecida é a segunda maior igreja do mundo em área construída.
Aos 16 de julho de 1930, o Papa Pio XI assinou o Decreto constituindo Nossa Senhora da Conceição Aparecida Padroeira do Brasil, legitimando assim um fato já consagrado pelo povo.
Hoje peregrinos de todo o país e do exterior chegam aos milhares ao seu majestoso santuário em Aparecida, especialmente no mês de outubro, quando se celebra, no dia 12, a festa oficial da Rainha e Padroeira do Brasil.

5)- Nossa Senhora do Carmo - Padroeira do Chile

No dia 16 de junho de 1251, a Virgem do Carmo aparece a São Simão Stock e entrega-lhe o Escapulário com muitas promessas. A Ordem do Carmo, na ocasião lutando com dificuldades, começa a viver uma renovação extraordinária. A partir dali os Carmelitas se expandem pelo mundo todo, principalmente Portugal e Espanha. Com facilidade encontram terreno fértil em toda a América Latina, e de modo especial no Chile.
As raízes da devoção mariana começam no início da evangelização da América Latina.
Até hoje podemos ver no convento de São Francisco de Assis, em Santiago, a primeira imagem de Nossa Senhora do Carmo, trazida pelo primeiro conquistador espanhol que veio ao Chile (D. Pedro de Valdívia). As primeiras manifestações da devoção a Nossa Senhora do Carmo datam do século XVI, com a construção da Igreja "La Tirana", mais ao norte do país. Ainda hoje lá acontece a manifestação religiosa popular do país: os bailes religiosos. A primeira Confraria do Carmo foi fundada, na Igreja dos Agostinianos, em 1643.
Vários acontecimentos históricos envolvem a participação benigna da Virgem do Carmo: nas lutas pela independência, ela foi proclamada Patrona e Generala do exército andino. Em seu santuário nacional, na cidade de Maipu, estão sepultados os soldados que lutaram pela pátria. Na bandeira do Chile foi colocada uma estrela branca no céu azul simbolizando a Virgem do Carmo, Patrona do Exército.
A Cruz de Maipu, símbolo da religiosidade e da luta do povo chileno, é ostentada em todas as dioceses do país, trazendo sobre as cores vermelho e azul, a estrela branca de Maria. Em cada lar daquele país são encontradas as mais diversas formas de representação da "Carmelita", como é carinhosamente conhecida no Chile.

6)- Nossa Senhora de Chiquinquirá - Padroeira da Colômbia

"A Colômbia é um jardim mariano, em cujos santuários domina, como o sol entre as estrelas, Nossa Senhora de Chiquinquirá", são palavras de Pio XII depois repetidas por João Paulo II em julho de 1986, por ocasião do quarto centenário da restauração miraculosa do quadro da Virgem.
Esse quadro, medindo l,13x26, encomendado por Antonio de Santana, rico proprietário de terras, foi pintado por Alonso de Narváez, sobre uma tela rústica tecida pelos índios.

Depois de doze anos exposto à veneração popular, essa obra de arte apresentou sinais de deterioração e foi retirada do altar. Maria Ramos, uma devota, encontrando-o entre velharias de um depósito, recolheu o quadro e colocou-o num pequeno altar em sua casa. Diante desse altar, toda tarde rezava com parentes e amigos.
Conta-se que no dia 26 de dezembro de 1586 a tela se iluminou, as cores se reavivaram e a imagem reapareceu límpida e bela deixando atônitas as pessoas que ali rezavam. A notícia do prodígio espalhou-se. Logo iniciaram-se as grandes peregrinações. Foi construída no local uma pequena capela que em 1608 tornou-se uma bela igreja e, em 1812, cedeu lugar à atual basílica.
A pequena cidade colombiana de Chiquinquirá, às margens do rio Suárez, é testemunha de inumeráveis favores de Maria ao povo colombiano. Várias vezes durante o primeiro século de independência, quando o país foi vítima de lutas sanguinárias, a intervenção da Virgem foi decisiva. Em 1816, proclamada Capitã do exército, a imagem foi levada ao campo de batalha. No dia da vitória ela recebeu, como ex-voto, a espada gloriosa do "libertador" Simon Bolívar.
7)- Nossa Senhora dos Anjos - Padroeira da Costa Rica

A devoção mariana em Costa Rica é muito expressiva. A piedade popular expressa-se em tríduos, novenas, procissões e festas em suas igrejas e santuários. Muitos são os títulos dedicados à Virgem naquele país: Imaculada Conceição, N. Sra. do Rosário, de Montserrat, das Mercês, de Lourdes, de Fátima, de Guadalupe. O santuário mais importante, porém, é o de Nossa Senhora dos Anjos, na cidade de Cartago.
Conta-se que, por volta do ano 1635, Juana Pereira, uma jovem negra, lenhando num bosque, encontrou sobre uma pedra a imagem da Santíssima Virgem com o Menino Jesus nos braços. Cheia de emoção, levou-a para casa e guardou-a num velho cofre.
No dia seguinte, de volta ao bosque, surpresa, vê sobre a mesma pedra a imagem da Virgem. Pegou-a novamente e, ao chegar em casa, constatou que ela não estava mais no cofre. Isso se repetiu por vários dias. Assustada, resolveu levar o assunto ao conhecimento de seu pároco. Este, não acreditando na história de Juana, pegou a imagem e guardou-a na igreja. No dia seguinte, ela havia desaparecido e foi encontrada novamente sobre a pedra no bosque. Entenderam então que deveriam construir naquele local a capela para a Virgem.
Como a imagem foi encontrada na região de Barrio de Ia Puebla de Los Angeles, ela passou a ser chamada Virgem dos Anjos.
Sua festa principal acontece no dia 2 de agosto, data em que no ano de 1821 foi proclamada solenemente Padroeira de Costa Rica.

8)- Nossa Senhora da Caridade do Cobre - Padroeira de Cuba


Nossa Senhora da Caridade foi proclamada padroeira de Cuba no início do século XX, 10 de maio de 1916, pelo papa Bento XV, e solene-mente coroada em 20 de janeiro de 1936, em Santiago de Cuba, na presença de uma grande multidão.
Há duas versões narrando o aparecimento da imagem. É a estátua de uma Virgem negra, coroada e coberta por vestes reais, com o Menino Jesus ao colo. A primeira versão diz que ela foi encontrada nas águas do Mar das Caraíbas, por Alonso Ojeda. Este era um comandante do exército espanhol que, em sério perigo de naufrágio, clamou à Virgem, prometendo erguer-lhe uma capela se fosse salvo. Outra versão atribui o encontro da imagem a dois irmãos índios, Juan Rodrigo e Juan Diego Hoyos, e ao negro Juan Moreno, que teriam passado três dias em altomar enfrentando terrível tempestade. E eis que ao amanhecer do quarto dia, conforme diz Moreno: Naquela manhã o mar estava tranqüilo e, com os irmãos Rodrigo e Diego, decidimos partir, antes do nascer do sol, para recolher sal bem distante do golfo. No meio do mar vimos qualquer coisa que flutuava. Aproximamo-nos. Aquilo parecia um feixinho de ramos secos. Logo um dos irmãos exclamou que se tratava de uma estátua da Virgem Santa que trazia nos braços o Menino Jesus. Em seu pedestal de madeira estava gravado: Eu sou a virgem da Caridade. A imagem flutuava sobre a água, no entanto o seu manto, que era de tecido, não estava nem um pouco molhado. Cheios de alegria e felizes, re-colhemos apenas um terço do sal de que precisávamos e, com a estátua, retornamos à margem.
Hoje a Virgem da Caridade do Cobre é venerada também fora de Cuba, em diversos países da América central e na Espanha. Em Miami, nos Estados Unidos, também há um santuário a ela dedicado. Sua festa é celebrada no dia 8 de setembro.

9)- Nossa Senhora da Salete - Padroeira da Dominica

Dominica é uma ilha vulcânica das Pequenas Antilhas, que fica entre Martinica e Guadalupe. Aquele pequeno país de pouco mais de 100 mil habitantes só obteve sua independência política em 1978. Inicialmente colonizada pelos espanhóis, foi no séc. XVI invadida e dominada por piratas franceses.
A devoção a Nossa Senhora da Salete foi herdada portanto da França, no século XIX. Conta a tradição que na pequena vila de La Salete, situada no confins dos Alpes franceses, dois pastorinhos, Melânia e Maximino, vislumbraram a figura da Virgem Maria, envolvida por uma bola de fogo que mais parecia o sol caído na terra. Atônitos com a aparição, os jovens pastores ficaram paralisados. Naquele momento, a senhora de fisionomia muito triste e preocupada passou a dirigir-lhes mensagens de alerta recomendando ao povo submissão à vontade de Deus, respeito aos preceitos de sua lei, mais religiosidade, mais dedicação à oração e à espiritualidade pessoal. Num alerta especial àqueles que facilmente blasfemavam contra seu Filho Jesus, fez ameaçadoras profecias aos que não se regenerassem. E, recomendando aos dois pastorinhos que levassem a novidade a todo o povo daquela terra, foi-se elevando e desapareceu em um grande facho de luz que chegava até o céu.
O fenômeno dessa aparição foi detidamente estudado pelas autoridades eclesiásticas e finalmente veio a palavra final do Bispo de Grenoble, D. Felisberto de Bruilhard: "Julgamos que a aparição de Nossa Senhora a dois pastores, no dia 19 de setembro de 1846, numa montanha da Cordilheira dos Andes C..) tem todas as características de verdade e autenticidade e que os fiéis têm razões suficientes para nela acreditar como indubitável e certa".

10)- Nossa Senhora da Paz - Padroeira de El Salvador

No ano de 1682, EI Salvador era assolada por uma violenta guerra fratricida. Foi naqueles dias que alguns mercadores, passando pelas praias do Mar do Sul, encontraram uma grande caixa de madeira e ficaram muito intrigados. Tentaram abri-Ia mas foi em vão. Resolveram então levá-Ia ao centro da cidade para as autoridades, pois julgaram tratar-se de algum tesouro à deriva depois de um assalto pirata.
Com muito custo, pois a caixa era muito pesada, chegaram à pequena Vila de São Miguel, e eis que, em frente à igreja paroquial, o burrico que carregava a preciosa carga empacou. Acharam melhor abrir ali mesmo a caixa. Qual não foi a surpresa de todos ao encontrar a linda imagem da Virgem, em tamanho natural, vestida de rainha, com o Menino Jesus em seu braço esquerdo.
A notícia do encontro da imagem correu rápido por todos os cantos do país, chegando até aos campos de batalha.
E o primeiro prodígio aconteceu. Soldados e civis, tocados pela doce ternura da Virgem, depuseram as armas e a paz reinou em todo o país. Passaram então a chamá-la Nossa Senhora da Paz. E ficaram no ar sem respostas as dúvidas a seu respeito: Para onde estaria indo a imagem da Virgem da Paz? Teria seu navio sido vítima de um naufrágio? Por que o burrico empacou justamente diante da igreja, na praça principal?
O certo é que ali mesmo construíram o primeiro altar a Nossa Senhora da Paz, de onde manifestaram-se muitos favores e bênçãos ao povo salvadorenho. Guerras são evitadas, tremores de terra, tempestades, vulcões são neutralizados sempre com a intercessão da querida Virgem da Paz.
Em 23 de novembro de 1966 ela foi proclamada Padroeira de EI Salvador, pelo Papa Paulo VI. Sua festa oficial acontece no dia 9 de julho.

11)- Nossa Senhora da Apresentação de El Quinche - Padroeira do Equador

El Quinche é uma pequena vila nas encostas geladas da Cordilheira dos Andes. Entre tantas manifestações da devoção mariana nesse país, a de Nossa Senhora da Apresentação de EI Quinche foi a mais notável, merecendo-lhe o título de Padroeira do Equador, desde sua coroação em 20 de junho de 1943, em Quito, a capital.
A história começa quando, em 1591, os índios de Oyacachi recebem das mãos de Dom Diego de Robles, um artista espanhol, a escultura da imagem, em troca de madeiras de fino cedro existente na região.
Segundo a tradição, antes disso a Virgem já havia aparecido várias vezes àquela gente simples e prometera-lhe proteção contra as feras e os estragos das tempestades e dos vulcões, se ali construíssem para ela um altar. Por isso, foi com muita alegria que receberam o presente do artista espanhol. Logo dedicaram-lhe uma gruta natural que passou a ser o local onde todas as tardes se reuniam para entoar louvores e fazer seus pedidos a Nossa Senhora.
Os peregrinos para lá afluíam em tão grande número que Oyacachi tornou-se muito pequena para recebê-los.
Em 1604, por ordem de Dom Frei Luiz López de Sólis, a imagem foi transladada para eI Quinche, uma aldeia maior, distante 50 km de Quito. Centenas de índios e espanhóis acompanharam a procissão e em cada povoado que paravam o povo vinha saudar a Imagem da Virgem com velas, músicas e vivas. EI Quinche preparou-se para recebê-la e colocou-a no altar principal da Igreja do povoado. A partir daí este tornou-se um grande centro de peregrinação.

12)- Nossa Senhora do Rosário - Padroeira da Guatemala

O povo da Guatemala com sua história de guerras e vulcões tem recorrido desde o início de sua colonização aos favores de sua virgem protetora, Nossa Senhora do Rosário.
A devoção ao rosário foi difundida na Guatemala pelos missionários Dominicanos que ali fundaram suas Casas do Rosário para educar os filhos dos índios. O carisma dos dominicanos era divulgar os prodígios da reza do rosário.
O fundador da Ordem, São Domingos de Gusmão, passava horas de suas noites diante do sacrário implorando a ajuda de Deus para comba-ter as heresias que grassavam por toda a Europa. Certo dia, durante a oração, apareceu-lhe a Virgem Maria, e indicou-lhe a recitação do rosá-rio como o grande meio de oração. A prova concreta de sua eficácia foi a vitória de Lepanto, séc. XVI. Conta a história que nessa batalha os cristãos estavam prestes a ser derrotados pelos turcos. Em Roma, todos se uniram na reza do rosário ensinada pela própria Virgem Maria e, milagrosamente, os cristãos conseguiram a vitória. Nos últimos trinta anos, porém, o culto público à mãe de Deus encontrou dificuldades na Guatemala, por causa da ditadura militar que tomou o poder no país. Muitos cristãos sofreram perseguições e mortes, igrejas foram fechadas e milhares de católicos foram massacrados.
A partir de 1995, graças ao fervor das orações daquele povo sofrido, sinais de esperança começaram a surgir, e em 1996, em sua visita ao país, o papa da paz, João Paulo lI, disse à nação: "Este é um momento de graça para os guatemaltecos, surge no horizonte um sinal de alegria com a assinatura de acordos que porão fim à sua recente história de guerra e de violência" .

13)- Nossa Senhora de Fátima - Padroeira da Guiana e Suriname

O povo da Guiana e do Suriname, como todos os católicos do mundo inteiro, aguardam confiantes o grande momento em que se realizará a profecia da paz, quando triunfará o Imaculado Coração de Maria.
As antigas Guianas Inglesa e Holandesa, hoje Guiana e Suriname, são pequenos países da América do Sul que elegeram sua padroeira Nossa Senhora de Fátima. A história das aparições da Virgem aos três pastorinhos, na pequena paróquia de Fátima, na diocese de Leiria, em Portugal, espalhou por todo o mundo a devoção e a esperança em suas mensagens.
Três aparições de anjos prepararam as grandes revelações de Fátima. Identificando-se sempre como o "Anjo da paz", a aparição pedia sacrifícios, orações e muito amor aos Sagrados Corações de Jesus e de Maria. A 13 de maio de 1917, num domingo, manhã de céu claro, como de costume, as três crianças, Lúcia, Francisco e Jacinta,levavam o rebanho ao pasto. Eis que ao meio-dia, inexplicavelmente, um relâmpago corta o céu. Em seguida outro clarão e surge sobre uma pequena azinheira a figura de "uma Senhora vestida de branco, mais brilhante que o sol, espargindo luz mais clara e intensa que um copo de cristal cheio de água cristalina, atravessado pelos raios do sol mais ardente".
Dirigindo-se às crianças, a Virgem lhes pede: "Rezem o terço todos os dias, para alcançarem a paz para o mundo e o fim da guerra".
As aparições sucederam-se, sempre recomendando a reza do terço e a prática de sacrifícios para a salvação da humanidade.
Essa aparição foi testemunhada pelo povo português. Em êxtase, rezavam o terço, enquanto sobre a azinheira permaneceu imóvel uma pequena nuvem branca com a qual Lúcia parecia conversar em voz alta.
As profecias de Maria vêm-se concretizando, como a desintegração do comunismo, as aberrações morais de nossa época, as crises internas na Igreja.


14)- Nossa Senhora de Suyapa - Padroeira de Honduras

Segundo a tradição, esta é a história da Padroeira de Honduras: todo sábado o jovem lavrador Alejandro Colindres e seu companheiro, o menino Lorenzo Martinez, deixavam mais cedo o trabalho na roça para chegar ao anoitecer a sua terra, Suyapa. Naquele sábado de fevereiro de 1747, inexplicavelmente, saíram mais tarde do trabalho. Surpreendidos pela noite, resolveram achar um lugar para descansar.
Deitados na relva, os dois companheiros tentavam dormir. O menino dormiu logo. Alejandro não conseguia adormecer, pois alguma coisa incomodava suas costas. Sem saber se era pedra ou raiz, livrou-se do objeto atirando-o para bem longe. Começava a dormir quando sentiu-se incomodado pelo mesmo objeto. Pegou de novo aquela pedra ou raiz e, para não ser novamente incomodado, guardou-a dentro da mochila.
Ao amanhecer, os dois continuaram a caminhada. Já em casa, Alejandro deixou a mochila com sua mãe, que logo começou a desfazê-la. Enrolado em sua camisa, a mãe encontrou o objeto que incomodara seu filho na noite anterior. Seria uma pedra? Uma raiz? Nada disso. Era uma imagem da Imaculada Conceição, esculpida em madeira.
Aquela família, tomada por um profundo espírito religioso, começa ali mesmo a devoção à Imaculada Conceição de Suyapa.
O primeiro prodígio da Virgem de Suyapa aconteceu com José de Zelaya y Midense, capitão dos Granadeiros. Ainda muito jovem, sofria de sérios problemas renais, e não havia remédio que o curasse. No auge de seu sofrimento, alguém lhe fala da Imagem de Nossa Senhora de Suyapa. Pede para vê-Ia. A mãe de Alejandro deixa que a levem até a casa do capitão. Este a recebe de joelhos e pede-lhe a cura, prometendo construir-lhe uma capela em sua aldeia. Não passaram três dias e o ca-pitão expeliu as pedras que durante anos foram a causa de suas dores.
Depois de alguns anos o capitão, completamente curado, construiu II em sua fazenda, no vale de Suyapa, uma capela para a Virgem. A peque na capela passou por diversas transformações, e hoje é o Santuário de Nossa Senhora de Suyapa, cuja festa é celebrada no dia 2 de fevereiro.

15)- Nossa Senhora La Puríssima - Padroeira da Nicarágua


Salve, ó Virgem puríssima - Concebida sem pecado.” Essa costuma ser a saudação dos nicaragüenses devotos da Virgem,numa piedosa tradição que vem dos seus colonizadores no início do século XVI. Gil Gonzalez de Á vila, explorador espanhol, devotíssimo de Maria, costumava distribuir aos índios, em suas expedições, medalhinhas e imagens da Virgem. Estes recorriam a ela em suas necessidades e orações.
Essa devoção achou terreno fértil entre os nicaragüenses e floriu na linguagem popular, dentro das famílias, nas canções populares, com o título de Nossa Senhora Ia Purissima, destacando a pureza de Maria.
Hoje as famílias celebram na Nicarágua as "Purissimas", ou novenas dedicadas à Virgem Ia Purissima, em preparação à festa da padroeira, que acontece em 8 de dezembro de cada ano. Ao redor da imagem reúnem-se familiares, amigos e vizinhos para elevar suas preces e louvores à Mãe querida. Essa nove na termina com a "Gritaria", no dia 7 de dezembro, véspera da grande festa, quando os fiéis, em alegria incontida, saúdam a Virgem com o grito tradicional: "De onde nos vem tanta alegria?", e respondem: "Da Conceição de Maria". E à meia-noite ouvem-se os sinos das cidades e das vilas de todo o país, e intermináveis fogos de artifício clareiam o céu para inaugurar o dia festivo de Nossa Senhora Ia Purissima.
Com essa devoção difundiu-se também a oração do rosário. No mês de outubro, celebra-se o "Atabale", costume que reúne o povo, em todos os sábados de outubro, para a reza solene do Rosário. Nesses dias o Atabale, ou tambor, percorre as ruas da cidade, principalmente a cidade de Granada, conduzindo a Imagem da Virgem ao som de instrumentos, de cânticos populares e da recitação dos Mistérios do Rosário.

16)- Nossa Senhora da Assunção - Padroeira do Panamá

A devoção a Nossa Senhora da Assunção chegou ao Panamá com os evangelizadores franciscanos, cuja fundação fora impregnada por Francisco de Assis com a espiritualidade mariana. A assunção de Nossa Senhora é um dogma de fé da Igreja católica. Inexplicável aos olhos humanos, é motivo de lendas e tradições que são contadas de gerações a gerações. Conta-se que Maria, rodeada pelos apóstolos, fazia suas últimas recomendações enquanto adormecia em Deus. Mas entre eles faltava um: Tomé, que pregava em terras distantes. Quando este chegou, a Virgem já havia sido levada para o Vale do Cedron onde foi sepultada. Ele não se conformou e exigiu que fosse aberto o túmulo de Maria, pois queria ver e beijar pela última vez as mãos de sua mãe santíssima. A todos surpreendeu o fato de nada encontrar no sepulcro, apenas um suave perfume de flores e uma melodia celestial.
Hoje, em Jerusalém, no Monte Sião, podemos encontrar a Igreja da "Dormição", que segundo consta foi uma área doada para moradia de Nossa Senhora, pelo mesmo dono que emprestou o Cenáculo para a Santa Ceia de Jesus.
Nossa Senhora da Assunção é invocada como Virgem Titular no Panamá, tendo seu santuário principal na Catedral Metropolitana do país.

17)- Nossa Senhora de Caacupê - Padroeira do Paraguai


A pequena imagem de madeira que ocupa os principais altares paraguaios, a Virgem de Caacupê, foi esculpida por um índio guarani fugitivo. Vendo-se encurralado pelos índios que o perseguiam e que iriam matá-Io, ele se esconde atrás de uma grande árvore e promete que se fosse salvo faria com aquele tronco que o protegia uma imagem de Nossa Senhora. Fora de perigo, pois milagrosamente seus perseguidores passaram ao seu lado sem o terem percebido, o índio guarani esculpiu duas imagens da Virgem, uma grande, que destinou à igreja da aldeia, e outra menor, que fez para sua devoção particular. Mais tarde houve uma grande inundação no lago de Ypacaraí, arrastando tudo que estava a sua margem. Índios e habitantes do lugar ficavam ali na praia na esperança de recuperar seus pertences ou o corpo de algum familiar. De repente um índio carpinteiro, chamado José, vê descendo pelas águas barrentas uma pequena maleta de couro. Apressa-se em resgatá-la e descobre em seu interior uma pequena imagem da Virgem de Caacupê envolta em panos.
Todos na aldeia sabiam a origem daquela imagem, e em que circunstâncias ela fora esculpida, mas seu dono nunca mais apareceu. O que ninguém conseguia explicar era por que aquela imagenzinha, que havia percorrido diversas aldeias sem qualquer proteção, acabava sendo encontrada toda embalada, dentro da maleta de couro.
Depois de ficar por algum tempo na casa do índio José, e de ter testemunhado inúmeros prodígios e graças, a imagem foi levada à aldeia de Tobati, onde lhe construíram uma capela. Para ali acorreram muitos moradores e logo a aldeia cresceu, dando origem à cidade de Caacupê.
Caacupê é hoje uma realidade mariana e crescem a cada dia as romarias e procissões para aquele santuário. Padroeira do Paraguai, tem sua festa principal no dia 8 de dezembro de cada ano.

18)- Nossa Senhora das Mercês - Padroeira do Peru


Considerada no início padroeira oficial das Forças Armadas, Nossa Senhora das Mercês é cultuada no Peru desde o século XVI. Era invoca da como padroeira especial de Lima, a capital do país, mas logo seus colonizadores a proclamaram padroeira de toda a nação peruana. A festa anual de Nossa Senhora das Mercês acontece com grande pompa no dia 24 de setembro de cada ano. Essa devoção foi trazida à América, em especial ao Peru, pelos padres mercedários, cuja ordem foi fundada por São Pedro Nolasco, aconselhado por Nossa Senhora, para resgatar os cativos infiéis.
Conta a história dessa ordem que, por volta de 1218, época em que os cristãos da península ibérica eram escravizados pelos mouros, a ponto de perderem sua fé e sua inocência, Nossa Senhora apareceu em sonho a três homens: Pedro, militar francês de origem fidalga, que veio a ser São Pedro Nolasco; Raimundo, um dos mais notáveis teólogos de sua época, mais tarde São Raimundo Peñaforte; e Jaime, piedoso rei de Aragão, convidando-os a fundar uma ordem religiosa com a missão de trazer os cristãos cativos de volta para a fé. Quando descobriram que os três tiveram a mesma visão, não duvidaram de que esta era a vontade de Deus, e resolveram fundar a Ordem que recebeu o nome de Ordem Real e Militar de Nossa Senhora das Mercês para o Resgate dos Cativos.
Em sua iconografia Nossa Senhora das Mercês aparece em geral semelhante à Virgem do Carmo, pois segura uma espécie de insígnia com o brasão dos mercedários. Outras vezes aparece abrigando sob seu manto dois escravos ajoelhados, sendo que um deles tem algemas e grilhões nos braços. O que a identifica é principalmente sua vestimenta, uma túnica presa à cintura e sobre ela um escapulário com as armas da Ordem.

19)- Nossa Senhora da Divina Providência - Padroeira de Porto Rico

Desde o século XII, Nossa Senhora da Divina Providência já era invocada na Itália, sempre representada em pinturas e afrescos com um I menino nos braços. Só no século XVIII, porém, esse título foi reconheci do oficialmente pela Santa Sé e se espalhou pelo mundo.
A história desse quadro teve início quando, para ampliar a famosa Piazza Colonna, foi preciso demolir um antigo convento ali existente. Em uma das paredes estava encrustado o belíssimo afresco de autor desconhecido, representando a Virgem Maria.
Apesar de todo cuidado que tiveram para removê-l o, não conseguiram evitar que o quadro caísse e se fizesse em pedaços. Inconformado, o arquiteto responsável indenizou os religiosos e mandou providenciar um outro quadro da Virgem Maria, que ficou exposto no altar de São Carlos, onde os irmãos se reuniam para rezar.
Quase um século depois, um jovem sacerdote encontrou entre velhos documentos um manuscrito sobre a construção da igreja e do mosteiro, no qual o fundador dizia ter sido a Virgem Maria sua única provedora naquela obra. Como por inspiração divina, mandou fazer uma cópia do quadro doado pelo engenheiro e colocou-o no corredor entre o convento e a igreja, com a seguinte inscrição: "Mater Divinae Providentiae".
Em sua iconografia original observa-se que somente a Virgem tem uma fina e luminosa auréola em torno da cabeça, o menino em seus braços representa a humanidade sob a proteção de sua mãe.
A devoção a Nossa Senhora da Divina Providência espalhou-se e nas Américas foi trazida pelos padres barnabitas. Porto Rico, pequena ilha das Antilhas, elegeu-a sua Padroeira. Os portorriquenhos dividem sua devoção entre Nossa Senhora da Divina Providência e Nossa Senhora do Perpétuo Socorro.

20)- Nossa Senhora de Altacrácia - Padroeira da República Dominicana

A devoção a Maria é registrada na República Dominicana desde os inicios de sua colonização, século XV, em nomes de ilhas, portos e hospitais: Porto de Maria, Porto da Conceição, Ilha Santa Maria da Conceição, Hospital Conceição de Nossa Senhora etc. A origem do título Nossa Senhora de Altagrácia, porém, é baseada em uma narrativa lendária.
Contam que um distinto senhor de terras e de gado costumava viajar para vender seus produtos na cidade de Ozama. Ao partir para uma dessas viagens, suas filhas lhe fizeram suas costumeiras encomendas: a mais velha, moça vaidosa e extrovertida, pediu-lhe vestidos, adornos e material de costura; a mais nova, jovem compenetrada, simples e pie-dosa, encomendou-lhe uma imagem de Nossa Senhora de Altagrácia. O pai ficou encabulado, pois ninguém jamais ouvira tal invocação da Virgem Maria.
Já de volta para casa, o comerciante não conseguira encontrar a encomenda da filha mais nova. Parando em uma pousada na cidade de Los Dos Ríos, o pai desapontado lamentava-se com um seu amigo de viagem por não poder atender ao pedido da filha.
Certo velhinho que ouvia sua conversa interrompeu-os dizendo: "Como não conhecem Altagrácia? Eu a trago comigo". E, tirando do bolso um pergaminho e pincéis, desenhou a imagem da Virgem: era Maria adorando um recém-nascido, tendo atrás de si São José, que trazia nas mãos uma vela acesa. O velhinho entregou essa imagem ao pai e no dia seguinte desapareceu.
Já em casa, na pequena cidade de Higuey, sob uma laranjeira, que resiste até hoje através dos séculos, o pai entregou à filha o retrato de Nossa Senhora de Altagrácia. Ali mesmo foi construída uma pequena capela que deu origem ao atual Santuário de Higuey, dedicado à padroeira da República Dominicana. Sua festa é celebrada no dia 21 de Janeiro.
Hoje o quadro é reproduzido e exposto à veneração popular em muitas igrejas da América Latina e dos Estados Unidos.

21)- Nossa Senhora de Fátima - Padroeira da Guiana e Suriname

O povo da Guiana e do Suriname, como todos os católicos do mundo inteiro, aguardam confiantes o grande momento em que se realizará a profecia da paz, quando triunfará o Imaculado Coração de Maria.
As antigas Guianas Inglesa e Holandesa, hoje Guiana e Suriname, são pequenos países da América do Sul que elegeram sua padroeira Nossa Senhora de Fátima. A história das aparições da Virgem aos três pastorinhos, na pequena paróquia de Fátima, na diocese de Leiria, em Portugal, espalhou por todo o mundo a devoção e a esperança em suas mensagens.
Três aparições de anjos prepararam as grandes revelações de Fátima. Identificando-se sempre como o "Anjo da paz", a aparição pedia sacrifícios, orações e muito amor aos Sagrados Corações de Jesus e de Maria. A 13 de maio de 1917, num domingo, manhã de céu claro, como de costume, as três crianças, Lúcia, Francisco e Jacinta,levavam o rebanho ao pasto. Eis que ao meio-dia, inexplicavelmente, um relâmpago corta o céu. Em seguida outro clarão e surge sobre uma pequena azinheira a figura de "uma Senhora vestida de branco, mais brilhante que o sol, espargindo luz mais clara e intensa que um copo de cristal cheio de água cristalina, atravessado pelos raios do sol mais ardente".
Dirigindo-se às crianças, a Virgem lhes pede: "Rezem o terço todos os dias, para alcançarem a paz para o mundo e o fim da guerra".
As aparições sucederam-se, sempre recomendando a reza do terço e a prática de sacrifícios para a salvação da humanidade.
Essa aparição foi testemunhada pelo povo português. Em êxtase, rezavam o terço, enquanto sobre a azinheira permaneceu imóvel uma pequena nuvem branca com a qual Lúcia parecia conversar em voz alta.
As profecias de Maria vêm-se concretizando, como a desintegração do comunismo, as aberrações morais de nossa época, as crises internas na Igreja.

22)- Nossa Senhora de Sipária - Padroeira de Trinidad y Tobago

Sipária é uma aldeia da ilha de Trinidad, que se orgulha de possuir muitos tesouros espirituais. Nessa aldeia foi erguida a primeira capela à Santíssima Virgem de Sipária, com o título de Divina Pastora ou Nossa Senhora Divina Pastora.
Diz a tradição que a imagem da Virgem aí venerada foi traz ida pelos, espanhóis, na época do descobrimento por Cristóvão Colombo, em 31 de julho de 1498. Os índios a teriam encontrado no meio da mata e no local construíram uma pequena ermida.
Anos mais tarde quiseram levá-la para Oropenche, onde estaria mais acessível aos peregrinos, mas a Santíssima Virgem manifestou sua vontade de permanecer no mesmo local onde fora encontrada.
Então foi construído ali mesmo o seu santuário que hoje recebe os romeiros de todas as Antilhas, da Venezuela e do Brasil.
A festa de Nossa Senhora de Sipária é celebrada todos os anos no segundo domingo depois da Páscoa, quando se lê o evangelho do Bom Pastor.
Devido aos inúmeros prodígios que se manifestam em sem santuário, fruto da grande devoção popular, a imagem ficou conhecida como a Lourdes da ilha de Trinidad.

23)- Nossa Senhora dos Trinta e Três - Padroeira do Uruguai

A história mariana no Uruguai começou em 1726, ano da fundação de Montevidéu, com sua primeira igreja dedicada à Imaculada Conceição de Maria.
Durante a guerra da independência do país muitos fatos históricos revelaram a filial devoção dos uruguaios a Maria.
Conta a história que antes da última batalha decisiva no Uruguai, em maio de 1823, sob o comando do general Juan Lavalleja, 33 soldados vindos do Brasil desfilaram diante do altar da Virgem de Luján deI Pintado, na cidade de Florida, renovando o juramento de "Liberdade ou Morte".
Em agosto do mesmo ano, a Assembléia dos Bispos, convocada pela igreja paroquial de Florida, declarou a independência nacional e decretou que a partir daquela data a Virgem receberia o nome de Virgem dos Trinta e Três, passando para a história o confiante e decidido gesto dos 33 valentes soldados.
Inspirada na Assunção de Murillo, sua estatueta, de 36 cm apenas, foi esculpida por um indígena, que a expôs à veneração numa ermida na Serra do Pintado, próxima a uma aldeia jesuíta. Com a partida dos jesuítas surgiu ao seu redor um pequeno centro habitado, Vila de Luján deI Pintado, que mais tarde tornou-se paróquia.
Trasladada para a cidade de Florida, a pequena imagem traz hoje em uma lápide a histórica inscrição: "Diante desta imagem de Nossa Senhora de Luján del Pintado, os trinta e três inclinaram sua bandeira tricolor; a Ela também invocaram os Convencionais da Independência".
 
Em 21 de novembro de 1962, a Virgem dos Trinta e Três foi proclamada pela Santa Sé Padroeira do Uruguai e, em 1° de abril de 1963, a catedral de Florida foi honrada com o título de Basílica Menor.
Sua festa é celebrada no dia 8 de dezembro.

24)- Nossa Senhora de Coromoto - Padroeira da Venezuela

As primeiras manifestações da devoção a Maria no continente latino-americano aconteceram na Venezuela. João Mateus e Alonso de Ojeda, da esquadra de Colombo, trouxeram consigo uma pequena imagem de Nossa Senhora, a mais antiga de que se tem notícia na América Latina.
Ainda hoje a Venezuela é considerada uma das nações mais marianas do mundo. Há no país mais de 40 santuários dedicados à Virgem Maria.
A denominação Nossa Senhora de Coromoto vem da tradicional história de conversão do cacique Coromoto. No começo do ano de 1652, o cacique dirigia-se para a lavoura nas montanhas, na região do rio Guanare. Eis que de repente uma visão: belíssima Senhora, com um menino ao colo, vem em sua direção, andando sobre as águas cristalinas do rio. Aproximando-se, ordena-lhe, em sua língua nativa, que saia do bosque e vá até onde moram os brancos, para receber água sobre a cabeça e assim poder ir para o céu.
As palavras da Senhora convenceram o cacique; e todos os índios, sabendo do ocorrido, quiseram também receber o batismo.
Cacique Coromoto passa a estudar religião, participando de encontros de catequese. Logo, porém, perde o interesse e abandona tudo.
A Virgem aparece-lhe novamente e insiste que continue os estudos. Irritado, achando tratar-se de repreensão da Virgem, o índio atira-lhe uma flecha e avança contra ela para empurrá-la. Quando ia tocar a Senhora, esta sorri e desaparece, deixando nas mãos do índio uma pedra ovalada, na qual estava gravada a imagem da Mãe de Deus num trono, com seu filho ao colo. Essa relíquia é até hoje venerada na Basílica de Guanare.
À morte, picado por uma cobra venenosa, o cacique Coromoto se converte e pede a todos os seus índios que sigam a fé católica.
Hoje é muito concorrido pelos peregrinos o santuário de Nossa Senhora de Coromoto, cuja festa litúrgica celebra-se no dia 8 de setembro.

Fonte: http://nossasenhoradasamericas.blogspot.com.br/

25)- Nossa Senhora da Conceição – Padroeira dos Estados Unidos e seu Santuário

A Basílica do Santuário Nacional da Imaculada Conceição (em inglês: Basilica of the National Shrine of the Immaculate Conception) é uma basílica católica romanalocalizada em Washington, D.C. e dedicada à Virgem Maria sob o título de Nossa Senhora da Imaculada Conceição, padroeira dos Estados Unidos.
Esta basílica é o maior templo católico dos Estados Unidos, a oitava maior estrutura religiosa do mundo e o prédio mais alto de Washington, D.C.

Localizada num terreno doado pela Universidade Católica da América na Avenida Michigan, a basílica é visitada por cerca de 1 milhão de peregrinos de todo o país e do mundo anualmente.

A construção, notável por sua arquitetura neo-bizantina, teve a construção iniciada em 1920 por um empreteiro da Filadélfia chamado John McShain e foi inaugurada em 20 de novembro de 1959[1], embora não estivesse concluída.

História


Em 1792, John Carroll, o bispo de Baltimore e Primaz dos Estados Unidos, consagrou o recém-criado Estados Unidos sob a proteção da Santíssima Virgem Maria (com o título de A Imaculada Conceição).

Em 1847, formalizado a aclamação do Papa Pio IX, que proclamou a Imaculada Conceição como a padroeira dos Estados Unidos. Nos anos seguintes, alguns sacerdotes imaginaram elaborar um santuário em honra da sua padroeira do país.

Bispo Joseph Thomas Shahan, o quarto reitor da Universidade Católica da América propôs a construção de um santuário nacional para comemorar o Dia da Imaculada Conceição na capital do país. O bispo Shahan teve o seu apelo ao Papa Pio IX em 15 de agosto de 1913. Shahan recebeu o apoio entusiástico do papa e sua contribuição pessoal de US $ 400. Shahan retornou aos Estados Unidos e persuadiu o Conselho de Curadores da Universidade Católica da América para doar terrenos no canto sudoeste do campus para o seu santuário.

Em janeiro de 1914, foi publicado o primeiro tema do Salve Regina, que descreveu entusiasmo pelo seu projeto. Ele escreveu que o santuário seria um "monumento de amor e gratidão, um grande hino em pedra tão perfeitas quanto a arte do homem pode torná-lo tão sagrado e como as intenções dos seus construtores poderiam desejar que ele seja."


Seu boletim foi enviado a dioceses em todo o país, e começou a derramar doações financeiras em Washington. Em 1915, o Padre Bernard McKenna da Filadélfia foi nomeado pelo Shahan como primeiro diretor do santuário nacional, elevando o bispo o sonho de um passo mais perto da realidade. Shahan supervisionou a construção do santuário até a sua morte em 9 de março de 1932.

Depois da guerra, em 1953, os bispos da América, sob a liderança de John Noll, arcebispo de Fort Wayne, e Patrick O'Boyle, arcebispo de Washington, comprometeram-se a levantar os fundos necessários para completar a parte superior do templo do santuário nacional.

Em 20 de novembro de 1959, milhares de católicos se reuniram com os seus bispos para a dedicação da Igreja, a Grande Igreja.

Em 2008, durante sua peregrinação apostólica aos Estados Unidos, o Papa Bento XVI ofereceu a Rosa de Ouro à Basílica do Santuário Nacional da Imaculada Conceição.
Fonte: Wikpedia

ESTADOS UNIDOS - TERRA DE MARIA IMACULADA

(Marion A. Habig, OFM)

No ano de 1846, em 10 de maio, IV Domingo depois da Páscoa, o arcebispo Samuel Eccleston e 22 bispos dos Estados Unidos se reuniram na cidade de Baltimore, na Catedral da Assunção de Nossa Senhora, para a abertura do Primeira Sessão da Sexta Conselho Provincial de Baltimore.

Arcebispo Eccleston ofereceu uma solene Santa Missa, eo bispo de Cincinnati Purcell pregou um sermão apropriado.A província eclesiástica de Baltimore neste momento composta por todos os Estados Unidos e, portanto, a Sexta Conselho Provincial foi capaz de emitir decretos para todo o país.

Em 13 de maio, os bispos dos Estados Unidos que estavam reunidos na residência do Arcebispo e sob a sua presidência para a terceira reunião privada do Conselho, que começou às nove da manhã, aprovou um decreto pelo qual escolheu a Virgem Maria , concebida sem pecado, como Padroeira dos Estados Unidos.

Este decreto, traduzido do latim para o Inglês, é a seguinte:

“Com elogios entusiasmados e com aprovação unânime e consentimento, os pais [do Conselho] escolheu a Virgem Maria, concebida sem pecado, como a Padroeira dos Estados Unidos da América, sem, no entanto, adicionando a obrigação de ouvir missa e abster-se do trabalho servil, na festa da Conceição de Maria Santíssima. E, portanto, eles decidiram que o Sumo Pontífice se humildemente pediu para transferir a solenidade, a menos que a queda festa em um domingo, para o próximo domingo, em que missas privadas e solene podem ser celebrada a festa assim transferidos, eo vesper escritório da festa mesmo pode ser recitado.

Shea nos diz que era "para satisfazer um desejo piedoso que permeia todos os Estados Unidos", que "os Padres do Concílio pediu ao Sumo Pontífice para ratificar a escolha da Bem-Aventurada Virgem Maria, concebida sem pecado, como Padroeira dos Estados Unidos , e transferir a solenidade da festa para o domingo seguinte. "

Na quarta reunião privada do Conselho, realizada em 15 de maio, na mesma hora e no mesmo local, os bispos dos Estados Unidos concordaram em pedir à Santa Sé a permissão, em todas as dioceses do país, para adicionar a palavra "Imaculada" nas orações e prefácio do Ofício Divino e Missa da Conceição de Maria, e também para incluir na Ladainha de Nossa Senhora a invocação: "Rainha, concebida sem pecado, rogai por nós."

Os favores últimas foram concedidas em primeiro lugar, pelo Papa Pio IX, em uma audiência em 13 de setembro de 1846, e anunciou pela Sagrada Congregação de Propaganda (ao qual a Igreja nos Estados Unidos estava sujeito na época) em um decreto publicado dois dias depois. Quando o Conselho Sexto Provincial de Baltimore conheceu o Pontífice decisão foi Gregório XVI. Ele morreu em 01 de junho daquele ano, e foi sucedido por Pio IX em 16 de junho.

A escolha de Nossa Senhora em sua Imaculada Conceição como Padroeira dos Estados Unidos foi aprovado pelo Papa Pio IX, em uma audiência em 7 de fevereiro de 1847, e esta aprovação foi anunciada em um decreto de Propaganda de 2 de julho, no mesmo ano. Ambos decretos de Propaganda tem a assinatura do cardeal Fransoni.

Mais dois decretos, emitido pela Congregação dos Ritos Sagrados em 10 de abril de 1848, responderam às perguntas que tinham surgido. (1) A Missa da Imaculada Conceição, transferida para o domingo, tem a Gloria e Credo e do Evangelho do domingo, no final, e, se a missa é cantada, tem uma comemoração só do domingo, se ele é um Missa privada, tem comemorações também de outras festas observadas nesse mesmo dia. (2) A obrigação de recitar as vésperas do ofício divino é satisfeita pela participação na Vésperas da Imaculada Conceição, no domingo, para que a festa seja transferido.

Vai ser de interesse para listar os bispos que assinaram o decreto pelo qual a Imaculada Conceição foi escolhida Padroeira dos Estados Unidos. A primeira foi, naturalmente, a de Dom Samuel Eccleston, de Baltimore, o presidente do Conselho. Depois, seguiu as assinaturas de 22 bispos, três dos quais eram bispos coadjutores (Louisville, Nova York e Boston), um administrador de um (Detroit), e um vigário apostólico (Texas). Os bispos 22 assinaram seus nomes na seguinte ordem:

(1) Michael Portier, Bispo de celular
(2) Francis Patrick Kenrick, Bispo de Filadélfia
(3) João Batista Purcell, Bispo de Cincinnati
(4) Guido Inácio Chabrat, Coadjutor de Louisville
(5) Anthony Blanc, Bispo de Nova Orleans
(6) Matthias Loras, Bispo de Dubuque
(7) John Hughes, Bispo de Nova York
(8) Richard Miles Pio, bispo de Nashville
(9) Celestino Rene Lawrence Guynemer de la Hailandiere, Bispo de Vincennes
(10) John Joseph Chanche, Bispo de Natchez
(11) Richard Whelan Vicente, bispo de Richmond
(12) Peter Paul Lefevere, Administrador de Detroit
(13) Peter Richard Kenrick, bispo de Saint Louis
(14) João Maria Odin, Vigário Apostólico de Texas
(15) Michael O'Connor, bispo de Pittsburgh
(16) Andrew Byrne, bispo de Little Rock
(17) William Quarter, bispo de Chicago
(18) John McCloskey, Coadjutor de Nova York
(19) William Tyler, Bispo de Hartford
(20) Inácio Aloysius Reynolds, bispo de Charleston
(21) João Henni, bispo de Milwaukee
(22) John Bernard Fitzpatrick, Coadjutor de Boston

A pedido dos bispos americanos a permissão para adicionar a palavra "Imaculada", nas orações e prefácio para a festa da Conceição da Santíssima Virgem requer alguma explicação. A festa da Conceição de Maria foi celebrada em alguns lugares já no século XIII, no entanto, que não ensinam claramente a Imaculada Conceição.

Isso foi feito no Office "sicut Lilium" ea Missa "Egredimini" de Leonardo de Nogarolis, que foi aprovado em 1477 por Sisto IV, de fato, estes tiveram a mesma oração que temos hoje para a festa da Imaculada Conceição. Quando Pio V revisto o Breviário Romano em 1568, embora os franciscanos foram autorizados a manter o Ofício e Missa do Nogarolis, este escritório foi lançada para o resto da Igreja e do escritório da Natividade da Virgem foi substituído, a palavra " Concepção "é substituído por" Natividade ".

Quando os bispos norte-americanos pediram permissão para adicionar a palavra "Imaculada", eles esperavam e, talvez influenciado um passo dado pelo Papa Pio IX de um ano depois de ter concedido a pedido dos bispos americanos. Em 30 de setembro de 1847, o papa autorizou para a diocese de Roma, um novo escritório e Missa bom para a festa da Imaculada Conceição e ensinando claramente a doutrina da Imaculada Conceição de Maria, e, dois anos depois, ele ampliou o novo escritório e massa para a Igreja universal.

Em 8 de dezembro de 1854, oito anos e quatro meses após os bispos americanos haviam escolhido Maria Imaculada como a Padroeira dos Estados Unidos, o Papa Pio IX declarou solenemente a Imaculada Conceição da Virgem Maria para ser um artigo de fé.

Numerosas petições para a definição desta doutrina tinha derramado em nos anos anteriores, e Papa Pio IX tinha escrito o primum Ubi encíclica em que ele pediu aos bispos do mundo (1) como é grande a devoção dos fiéis era para com a Imaculada Conceição e como é grande o seu desejo para a definição desta doutrina, e (2) que foi a opinião eo desejo dos próprios bispos.

Os bispos norte-americanos, reunidos no VII Conselho Provincial de Baltimore, 05-13 maio de 1849, havia dado uma resposta favorável a ambas as perguntas (em decretos I e II, em 12 de maio), informando o Santo Padre que os fiéis nos Estados Unidos Estados eram animados com uma grande devoção à Imaculada Conceição, e que os bispos, ficaria contente se o Santo Padre declarou a doutrina da Imaculada Conceição, um artigo de fé.

Os documentos em que são registrados todos os fatos mencionados sobre os Conselhos Sexto e Sétimo de Baltimore estão contidos no volume três do Lacensis Collectio chamado, contendo os atos e decretos do Conselho dos Bispos da América do Norte e Grã-Bretanha a partir de 1789-1869, e publicado pela Herder em Freiburg em Breisgau, em 1875.

É interessante notar que entre esses documentos, há um que nos diz que o Bispo Carroll tinha escolhido a Virgem como padroeira da diocese de Baltimore na época em que foi feito bispo. O documento em questão é a ata da quinta sessão, em 10 de novembro, do Sínodo Diocesano de Baltimore, realizada em 1791, que foi realmente o primeiro sínodo nacional dos Estados Unidos.

Muito antes de os bispos norte-americanos, em 1846, escolheu a Imaculada Conceição como Padroeira dos Estados Unidos, uma grande parte do nosso país, ou seja, o que tem sido chamado de "Nossos Borderlands espanhóis", tinha sido colocada sob o patrocínio de Maria Imaculada.

Foi em 1760 que o Papa Clemente XIII aprovou a escolha da Imaculada Conceição da Bem-Aventurada Virgem Maria como a Padroeira principal e universal da Espanha e de suas posses, e que incluiu o nosso Borderlands-o espanhol estados da Flórida, Geórgia, Texas, Nova México, Arizona e Califórnia.

Muito antes disso, porém, os espanhóis, tanto em sua terra natal e em suas colônias em todo o mundo, superou todos os outros povos e países em seu amor e veneração de Nuestra Señora de la Puríssima Conceição. O carro-chefe de Cristóvão Colombo em sua viagem marca época no Atlântico em 1492 foi nomeado não apenas Santa Maria, mas de acordo com alguns historiadores Santa Maria de Concepcion. Para a segunda ilha que encontrou no Novo Mundo, Colombo deu o nome de La Concepcion depois de ter nomeado o primeiro San Salvador. A partir de então, inúmeros rios, lagos, cidades, missões na América hispânica foram nomeados para e colocado sob a tutela de La Puríssima Concepción.

Em nossos próprios Borderlands espanhóis não menos que 10 missões foram dedicados à Imaculada Conceição, quatro na Flórida, dois no Texas, dois no Novo México, e dois na Califórnia. Os dois, no Novo México, em Hawikuh e Quarai, foram os primeiros, e um dos que estão no Texas, La Mission Puríssima Conceição, perto de San Antonio, ainda hoje, como fez quando concluída em 1762-a mais velha igreja da Imaculada Conceição, no Estados Unidos. A igreja ao lado do convento franciscano em St. Augustine, Flórida, fundada em 1584 e dedicada a Maria Imaculada, foi a primeira igreja da Imaculada Conceição, em território hoje uma parte dos Estados Unidos.

Já em 1644 Papa Inocêncio X permitiu a festa da Conceição da Santíssima Virgem a ser feita um dia santo de obrigação em Espanha e suas posses, enquanto foi apenas em 1708, sob Clemente XI, que a festa da Conceição de Maria tornou-se tal para toda a Igreja.

Em 1761, um ano após a escolha da Imaculada Conceição como Padroeira da Espanha havia sido aprovado por Clemente XIII, a Espanha e suas posses também recebeu permissão para fazer uso do escritório e Missa da Imaculada Conceição, que estava então em uso entre os franciscanos e que claramente ensinado e elogiou singular privilégio de Maria da Imaculada Conceição.

A concessão foi feita ainda a Espanha e suas possessões em 1767, quando este cargo e Missa da Imaculada Conceição foi permitido, e não apenas em 8 de dezembro, mas em todos os sábados do ano, exceto durante o Advento e da Quaresma.

Um símbolo bem como exemplo de devoção da Espanha de Maria Imaculada são as belas pinturas da Imaculada Conceição por parte do grande artista espanhol, Bartolomé Esteban Murillo (1617-1682). El Maestro, como é chamado Murillo, pintado inúmeras fotos da Imaculada Conceição , o mais famoso dos quais é no Museu do Louvre. Ela representa a Virgem rodeada por querubins e de pé sobre a lua crescente, com as mãos cruzadas sobre o peito e os olhos voltados para cima. Semelhante ao que é seu famoso quadro da Assunção, também no Museu do Louvre.

O espírito de Murillo é indicado pelo fato de que ele nunca começou uma pintura religiosa sem oração e penitência, e também pela prática dos alunos da escola de arte fundada por ele, que se reuniu com a saudação: "Louvado seja o Santíssimo Sacramento Conceição e os puros de Nossa Senhora! "

Este último tornou-se, na verdade, uma saudação favorito e aspiração entre os espanhóis em todos os lugares, especialmente na forma seguinte: "Alabado mar el Santíssimo Sacramento do altar del mar Bendita La Limpia y Puríssima Conceição de Nuestra Señora Maria Santíssima pecado mancha de Pecado original -! Louvado seja o Santíssimo Sacramento do Altar! Bendito seja o Conceição inoxidável e mais pura de Nossa Senhora Maria Santíssima sem a mancha do pecado original! "

Retirado da edição de junho de 1954 de "The American Review Eclesiástica".


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