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A SEPTUAGINTA – TRADUÇÃO DOS SETENTA

Written By Beraká - o blog da família on sexta-feira, 8 de outubro de 2010 | 22:26



(Foto: Fragmento da Septuaginta -Sec. I a D)



Septuaginta é o nome da versão da Bíblia hebraica para o grego koiné, traduzida em etapas entre o terceiro e o primeiro século a.C. em Alexandria.Dentre outras tantas, é a mais antiga tradução da bíblia hebraica para o grego, língua franca do Mediterrâneo oriental pelo tempo de Alexandre, o Grande.A tradução ficou conhecida como a Versão dos Setenta (ou Septuaginta, palavra latina que significa setenta, ou ainda LXX), pois setenta e dois rabinos trabalharam nela e, segundo a história, teriam completado a tradução em setenta e dois dias.

 



A Septuaginta foi usada como base para diversas traduções da Bíblia:



A Septuaginta inclui alguns livros não encontrados na bíblia hebraica. Muitas bíblias da Reforma seguem o cânone judaico e excluem estes livros adicionais. Entretanto, católicos romanos incluem alguns destes livros em seu cânon e as Igrejas ortodoxas usam todos os livros conforme a Septuaginta. Anglicanos, assim como a Igreja oriental, usam todos os livros exceto o Salmo 151, e a bíblia do rei James em sua versão autorizada inclui estes livros adicionais em uma parte separada chamada de Apocrypha.




A Septuaginta foi tida em alta conta nos tempos antigos. Fílon de Alexandria e Flávio Josefo consideravam-na divinamente inspirada. Além das traduções latinas antigas, a LXX também foi a base para as versões em eslavo eclesiástico, para a Héxapla de Orígenes (parte) e para as versões armênia, georgiana e copta do Antigo testamento. De grande significado para muitos cristãos e estudiosos da Bíblia, é citada no Novo Testamento e pelos Padres da Igreja. Muito embora judeus não usassem a LXX desde o século II AD recentes estudos acadêmicos troxeram um novo interesse sobre o tema nos estudos judaicos. Alguns dos pergaminhos do Mar Morto sugerem que o texto hebraico pode ter tido outras fontes que não apenas aquelas que formaram o texto massorético. Em vários casos, estes novos textos encontrados estão de acordo com a LXX. Os mais antigos códices da LXX (Vaticanus e Sinaiticus) datam do século IV AD.



Controvérsia



Há controvérsia quanto à veracidade de que a Septuaginta tenha mesmo existido como uma versão pré-cristã do Velho Testamento em grego, pois nunca foi encontrada nenhuma versão do Velho Testamento em grego datando antes de Orígenes (185 — 253 d.C)[1].O Dr. H. D. Williams, vice-presidente da Dean Burgon Society[2] publicou um estudo detalhado, no qual defende que a Septuaginta nunca existiu e não passa de um mito.



Criação do texto



De acordo com o historiador judeu Flávio Josefo, sábios judeus traduziram a Torah para o grego koiné no séc. III a.C. . Outros livros foram traduzidos ao longo dos dois séculos seguintes. Não é claro quando ou onde cada tradução foi realizada. Alguns livros podem inclusive ter sido traduzidos mais de uma vez, configurando diferentes versões e posteriormente revisados. A qualidade e o estilo dos diferentes tradutores também variavam consideravelmente de livro a livro, indo da tradução literal, à de paráfrase e à interpretativa. De acordo com a avaliação de um estudioso "o Pentateuco foi razoavelmente bem traduzido, mas o resto dos livros, especialmente os poéticos, foram em geral mal feitos e contém mesmo alguns absurdos".



A medida que o trabalho de tradução gradualmente progredia e novos livros eram adicionados à coleção, a abrangência da Bíblia grega passou a ficar um tanto indefinida. O Pentateuco sempre manteve a sua preeminencia como a base do Cânon, mas a coleção de livros proféticos (a partir dos quais os Neviim foram selecionados) teve sua composição alterada por ter vários escritos hagiográficos nele incorporados. Alguns dos escritos mais recentes, os chamados anagignoskomena, em grego, não estão incluídos no Cânon judaico. Dentre estes livros estão os Livros dos Macabeus e o Eclesiástico. Além disso, a versão da LXX de algumas obras, como o Livro de Daniel e o Livro de Ester, são mais longos do que aqueles encontrados no texto massorético.Alguns livros posteriores, como o Livro da Sabedoria, II Macabeus, entre outros, aparentemente já foram compostos em grego e não em hebraico. A autoridade do grupo mais extenso de "escritos", a partir dos quais se formou o ketuvim, ainda não havia sido determinada, apesar de que algum tipo de processo seletivo deve ter sido empregado, uma vez que a LXX não inclui outros documentos judaicos bem conhecidos como o Livro de Enoque, o Livro dos Jubileus e outros escritos que atualmente são parte da Pseudepigrafia. Não é sabido quais foram os critérios usados para determinar o conteúdo da LXX além da "Lei e dos Profetas", expressão usada muitas vezes no Novo Testamento.



Nome e designação



A Septuaginta tem seu nome vindo do latim Interpretatio septuaginta virorum (em grego: ἡ μετάφρασις τῶν ἑβδομήκοντα, transl. hē metáphrasis tōn hebdomēkonta), "tradução dos setenta intérpretes".O título latino se refere ao relato legendário contido na pseudepigráfica Carta de Aristeias em que o rei do Egito Ptolomeu II Filadelfo pede a setenta e dois sábios judeus que traduzam a Torah para o grego, com o fim de incluí-la na Biblioteca de Alexandria.




Uma versão posterior da lenda, narrada por Fílon de Alexandria, afirma que apesar de os tradutores terem sido mantidos em salas separadas, todos eles produziram versões idênticas do texto em setenta e dois dias. Apesar desse relato ser historicamente implausível, sua redação traz à tona e desejo dos sábios judeus da época de apresentar a tradução como divinamente inspirada.[12] Uma versão desta lenda é encontrada no Tratado Megillah do Talmude Babilônico (páginas 9a-9b), que identifica especificamente quinze traduções pouco usuais feitas por eruditos. Somente duas dessas traduções são encontradas no texto da LXX que chegou até nós.



Edições impressas



Todas as edições impressas da Septuaginta são derivadas de três antigas cópias:


1ª)- A Editio princeps é a Bíblia Poliglota Complutense, baseada em manuscritos atualmente perdidos, é considerada bastante próxima aos mais antigos manuscritos.


2ª)- A edição aldina publicou-se em Veneza em 1518. O texto aproxima-se mais do Codex B do que do complutense. O editor não os especifica que manuscritos usou. Foi reimpressa diversas vezes.


3ª)- A edição mais importante é a romana ou sistina, que reproduz exclusivamente o Codex Vaticanus. Foi publicada pelo Cardeal Caraffa, com a ajuda dos vários peritos, em 1586, autorizado pelo Papa Sisto V, para ajudar nas revisões em preparação da Vulgata Latina, requisitada pelo Concílio de Trento. Transformou-se num repositório de textos do Antigo Testamento grego e teve muitas edições novas, tais como o de Holmes e de Pearsons (Oxford, 1798-1827), e as sete edições de Constantin von Tischendorf, que se publicaram em Leipzig entre 1850 e 1887, sendo que os últimos dois, publicou-se após a morte do autor na revisão da Nestle, e as quatro edições do Henry Barclay Swete (Cambridge, 1887-95, 1901, 1909), etc.



A edição de Grabe foi publicada em Oxford, 1707 a 1720, e reproduzida, de maneira incompleta no Codex Alexandrinus de Londres. Para edições parciais, veja Vigouroux, “Dict. de la Bible”, sqq 1643.



FONTE:Wikpedia





A “Septuaginta”Útil no passado e no presente







UM HOMEM influente da Etiópia regressava de Jerusalém para casa. Enquanto viajava no seu carro por uma estrada no deserto, ele lia em voz alta um rolo religioso.A explicação das palavras que lia teve um impacto tão grande nele, que sua vida mudou daquele momento em diante.O discípulo Filipe explicou uma passagem lida na Septuaginta (Atos 8:26-38).O homem havia lido Isaías 53:7, 8, na primeiríssima tradução da Bíblia — a Septuaginta grega.



No decorrer dos séculos, essa obra desempenhou um papel tão importante na divulgação da Bíblia, que foi chamada de tradução da Bíblia que mudou o mundo.Quando e sob que circunstâncias a Septuaginta foi preparada? Por que havia necessidade de tal tradução? Qual tem sido sua utilidade no decorrer dos séculos ?



Foi feita para os judeus da dispersão de língua grega



Em 332 AEC, quando Alexandre, o Grande, entrou no Egito, depois de destruir a cidade fenícia de Tiro, ele foi acolhido como libertador. Fundou ali a cidade de Alexandria, um centro de erudição do mundo antigo.Com o objetivo de divulgar a cultura grega nos países conquistados, Alexandre introduziu o grego comum (coiné) em todo o seu vasto domínio.No terceiro século AEC, Alexandria passou a ter uma grande população de judeus. Muitos deles, que depois do exílio babilônico haviam morado em colônias espalhadas fora da Palestina, migraram para Alexandria.



Até que ponto esses judeus conheciam a língua hebraica? 


A Cyclopedia de McClintock e Strong declara: “É bem conhecido que, depois de os judeus terem voltado do cativeiro em Babilônia, tendo perdido em grande parte a familiaridade com o hebraico antigo, explicava-se-lhes na língua caldéia a leitura dos livros de Moisés nas sinagogas da Palestina.



Os judeus de Alexandria provavelmente conheciam menos ainda o hebraico; sua língua familiar era o grego alexandrino.” Pelo visto, o ambiente de Alexandria favorecia a tradução das Escrituras Hebraicas para o grego.Aristóbulo, judeu do segundo século AEC, escreveu que uma versão da lei hebraica foi traduzida para o grego e completada durante o reinado de Ptomoleu Filadelfo (285-246 AEC).



De qualquer modo, segundo a tradição, cerca de 72 eruditos judeus estiveram envolvidos naquela primeira tradução escrita das Escrituras do hebraico para o grego. Mais tarde começou-se a usar o número redondo 70.Por isso, a versão foi chamada de Septuaginta, que significa “70”, e recebeu a designação LXX, que representa 70 em algarismos romanos.No fim do segundo século AEC, todos os livros das Escrituras Hebraicas podiam ser lidos em grego. De modo que o nome Septuaginta passou a referir-se às inteiras Escrituras Hebraicas traduzidas para o grego.



Útil no primeiro século



A Septuaginta foi usada extensamente pelos judeus de língua grega antes e durante o tempo de Jesus Cristo e seus apóstolos.Muitos dos judeus e dos prosélitos reunidos em Jerusalém no dia de Pentecostes de 33 EC eram do distrito da Ásia, do Egito, da Líbia, de Roma e de Creta — regiões em que se falava grego.Sem dúvida, eles costumavam ler a Septuaginta. (Atos 2:9-11) De modo que essa versão influiu na divulgação das boas novas no primeiro século.




Por exemplo, ao conversar com homens de Cirene, Alexandria, Cilícia e Ásia, o discípulo Estêvão disse: “José enviou e chamou a Jacó, seu pai, e todos os seus parentes daquele lugar [Canaã], no número de setenta e cinco almas.” (Atos 6:8-10; 7:12-14)O texto hebraico de Gênesis, capítulo 46, diz que o número dos parentes de José era setenta. Mas a Septuaginta usa o número setenta e cinco. Pelo visto, Estêvão citou a Septuaginta. — Gênesis 46:20, 26, 27, nota, NM com Referências.Ao viajar pela Ásia Menor e pela Grécia na segunda e na terceira viagem missionária, o apóstolo Paulo pregava a muitos gentios que temiam a Deus e a “gregos que adoravam a Deus”. (Atos 13:16, 26; 17:4)Essas pessoas haviam chegado a temer a Deus ou a adorá-lo por terem obtido conhecimento dele pela Septuaginta. Ao pregar a tais que falavam grego, Paulo muitas vezes citava ou parafraseava partes dessa tradução. — Gênesis 22:18, nota; Gálatas 3:8.




As Escrituras Gregas Cristãs contêm umas 320 citações diretas e o total conjunto de talvez 890 citações e referências das Escrituras Hebraicas. A maioria delas se baseia na Septuaginta.Em resultado disso, as citações tiradas desta tradução, e não dos manuscritos hebraicos, tornaram-se parte das inspiradas Escrituras Gregas Cristãs.Como isso é significativo! Jesus havia predito que as boas novas do Reino seriam pregadas em toda a terra habitada. (Mateus 24:14)Para realizar isso, Javé permitiria que sua Palavra inspirada fosse traduzida para os diversos idiomas lidos por pessoas em todo o mundo.



É útil hoje



A Septuaginta continua valiosa hoje e é usada para ajudar a identificar erros de copistas que talvez tenham sido introduzidos em manuscritos hebraicos, copiados numa data posterior.Por exemplo, o relato de Gênesis 4:8 reza: “Depois, Caim disse a Abel, seu irmão: [‘Vamos ao campo.’] Sucedeu, pois, enquanto estavam no campo, que Caim passou a atacar Abel, seu irmão, e o matou.”A frase entre colchetes “vamos ao campo” não se encontra nos manuscritos hebraicos datados de depois do décimo século EC. Mas está incluída em manuscritos mais antigos da Septuaginta e em algumas fontes primitivas.




Consta no texto hebraico a expressão que costuma introduzir as palavras de alguém, mas não as palavras de Caim. O que teria acontecido? Gênesis 4:8 contém duas orações consecutivas que terminam com as expressões “ao campo” e “no campo”.A Cyclopedia de McClintock e Strong sugere: “É provável que o olho do copista tenha sido iludido pela [mesma] palavra . . . que conclui ambas as orações.” De modo que o copista pode ter despercebido a oração que termina com a expressão “ao campo”.É evidente que a Septuaginta, bem como outros manuscritos antigos, podem ser úteis para identificar erros em cópias posteriores do texto hebraico.



Existem hoje cópias completas da Septuaginta que datam do quarto século EC. Esses manuscritos e cópias posteriores não contêm o nome divino, Javé, representado em hebraico pelo Tetragrama (YHWH).Essas cópias usaram em substituição as palavras gregas para “Deus” e “Senhor” sempre que no texto hebraico constasse o Tetragrama. No entanto, uma descoberta feita na Palestina há cerca de 50 anos lançou luz sobre esse assunto.Uma equipe que investigava cavernas perto do litoral ocidental do mar Morto descobriu fragmentos dum antigo rolo de couro dos 12 profetas (de Oséias até Malaquias) escrito em grego. Esses escritos datam de entre 50 AEC e 50 EC.Nesses antigos fragmentos, o Tetragrama não havia sido substituído pelas palavras gregas para “Deus” e “Senhor”. De modo que se confirmou o uso do nome divino na primitiva versão Septuaginta das Escrituras.Em 1971 foram liberados para publicação fragmentos dum antigo rolo de papiro (Papiros Fouad 266). O que revelaram essas partes da Septuaginta, que datam do segundo ou do primeiro século AEC.O nome divino também foi preservado nelas. Esses antigos fragmentos da Septuaginta fornecem forte evidência de que Jesus e seus discípulos do primeiro século conheciam e usavam o nome de Deus e que usavam nas sinagogas a Septuaginta.




Hoje em dia, a Bíblia é o livro mais amplamente traduzido na História. Mais de 90 por cento da família humana tem acesso a pelo menos parte dela na sua própria língua.Somos especialmente gratos à igreja católica ( S.Jerônimo) por nos dispor uma traduções das escrituras em línguas modernas na íntegra ou em parte em várias línguas.De fato, a Septuaginta versão utilizada pelos católicos Romanos continua a ser de interesse e de valor insubstituível para os estudantes da Bíblia nos nossos dias.




FONTE: http://www.watchtower.org/t/20020915/article_01.htm

 

Pequena História das Traduções Bíblicas





A Septuaginta ou Versão dos LXX - A Bíblia Grega



Durante o século II a.C., Alexandria, onde se falava o idioma grego, vivia o reinado do rei egípcio Ptolomeu Filadelfo II (285-247 a.C.), que se orgulhava de possuir em sua rica biblioteca todos os 'livros do mundo'. Havia também em Alexandria uma importante colônia judaica.Informado o soberano por seu bibliotecário, Demétrio Falário de que não existia uma versão da Bíblia em grego, prontamente estabeleceu um projeto para tal.De Israel foram enviados 72 sábios (6 para cada uma das doze tribos de Israel) com a incumbência de traduzir as escrituras do hebraico para o grego, trabalho que cada um completou, segundo o Talmude ou Guemará (estudo), em 72 dias, estando cada um desses sábios confinado em celas separadas, na ilha de Faros. Somente o Pentateuco - Torá, foi traduzido nesta etapa, os demais livros, completando O Tanách - Bíblia, a saber, Nevii - Profetas (8) e Ketuvim - Escritos (11), foram traduzidos posteriormente, até o final do século II a.C. (a bíblia em hebraico é composta somente do Velho Testamento - Primeira Aliança). O Novo Testamento, também em grego, não é acoplado à Septuaginta, somente existindo em separado.



No entanto, conta a história que, devido aos corações desses sábios estarem 'plenos de sabedoria divina', quando as 72 traduções foram comparadas, 'elas eram idênticas' . Imagina-se que tenham feito as mesmas mudanças para que o rei não alimentasse qualquer dúvida a respeito de sua autenticidade, pois a tradução de um idioma oriental, consonantal, com um conjunto de regras interpretativas, que se escreve da direita para a esquerda, para um idioma ocidental, vocálico (7), que se escreve da esquerda para a direita, rico em declinações, conjugações e casos gramaticais e que não possui a simbologia do hebraico, realmente deveria produzir uma Nova Torre de Babel.Segundo o Talmude, "o dia da tradução foi tão doloroso quanto o dia em que o Bezerro de Ouro foi construído, pois a Torá não poderia ser acuradamente traduzida". Alguns rabinos disseram que "as trevas cobriram a Terra por três dias" quando a LXX (Setenta ou Septuaginta) foi escrita.



A alteração começou pelos nomes originais dos livros do Pentateuco (Torá), que ficaram da seguinte forma:


HEBRAICO Transliterado (primeira ou principal palavra do início de cada livro) GREGO / PORTUGUÊS



Bereshit (No princípio) Gênesis / Gênese (origem)

Shemôt (Nomes) ... dos filhos de Israel Exodos / Êxodo (saída)

Vaicrá (Ele Clama) ou Sêfer Torat Cohanim (livro dos sacerdotes) Levitikon / Levítico (sacerdotes) (descendentes de Levi)

Bamidbar (No deserto) ou Humash

Hapecudim (Livro dos Censos) Arithmoi / Números (as duas contagens do povo ou recenseamentos)

Dvarim (Palavras) ou Misné Torá

(Segunda Torá) Deuteronomos / Deuteronômio (deutéros = segundo / nomos = lei)



A tradução grega passou a fazer parte da biblioteca do rei Ptolomeu Filadelfo II, em Alexandria e recebeu o nome de Septuaginta ou Versão dos LXX em virtude dos principais idiomas do mundo serem em número de Setenta e os outros, variantes, híbridas ou dialetos desses setenta.



A Vulgata de São Jerônimo - A Bíblia Latina da Igreja Católica



Devido às dificuldades reinantes no século III d.C., grandes divergências dogmáticas agitaram o mundo cristão e provocaram sanguinolentas perturbações, até que o imperador Teodósio conferiu a supremacia ao papado, impondo a opinião do bispo de Roma à cristandade.A fim de por termo a essas divergências de opinião, no momento em que vários concílios discutiam acerca da natureza de Jesus, uns admitindo e outros rejeitando sua divindade, o Papa Dâmaso confia a São Jerônimo, no ano 384, a missão de redigir uma tradução latina do Antigo e do Novo Testamento. Essa tradução passaria ser a única reputada ortodoxa e aceita pela Igreja.São Jerônimo sentiu o peso da responsabilidade, escrevendo ao papa sobre suas preocupações acerca da tradução. Eis o seu desabafo:



"Da velha obra me obrigais a fazer obra nova. Quereis que, de alguma sorte, me coloque como árbitro entre os exemplares das Escrituras que estão dispersos por todo o mundo e, como diferem entre si, que eu distinga os que estão de acordo com o verdadeiro texto grego. É um piedoso trabalho, mas é também um perigoso arrojo, da parte de quem deve ser por todos julgado, julgar ele mesmo os outros, querer mudar a língua de um velho e conduzir à infância o mundo já envelhecido.Qual de fato, o sábio e mesmo o ignorante que, desde que tiver nas mãos um exemplar novo, depois de o haver percorrido apenas uma vez, vendo que se acha em desacordo com o que está habituado a ler, não se ponha imediatamente a clamar que eu sou um sacrílego, um falsário, porque terei tido a audácia de acrescentar, substituir, corrigir alguma coisa nos antigos livros ?Um duplo motivo me consola desta acusação. O primeiro é que vós, que sois o soberanos pontífice, me ordenais que o faça; o segundo é que a verdade não poderia existir em coisas que divergem, mesmo quanto tivessem elas por si a aprovação dos maus."



Vemos nessas declarações o testemunho das modificações e adaptações por que passou a Bíblia e, por isso, não se pode afirmar, categoricamente, que tudo que existe neste livro, em português, é a pura verdade.Santo Agostinho, bispo de Hipona, escreve a São Jerônimo no ano 395, demonstrando sua preocupação com relação à sua tradução e testificando a inexistência de exatidão nas traduções bíblicas. Vejamos sua carta:



"A meu ver, eu preferiria que tu antes nos interpretasse as Escrituras gregas canônicas que são atribuídas aos setenta intérpretes, pois se há dissonância entre o latim das antigas versões e o grego da Setenta, pode-se ir verificar, mas se há dissonância entre o latim da nova versão e o texto conhecido do público, como dar a prova da sua exatidão ?"



As Divisões da Bíblia



A Bíblia nem sempre foi dividida em capítulos e versículos como ocorre atualmente. Inicialmente, a Torá (O Pentateuco - 5 livros de Moisés), foi dividida em Seções (peraxiôt) para leitura nas sinagogas judaicas, cada uma dessas seções lida em uma semana, com a quantidade de "peraxiôt" igual ao número de semanas do ano judaico. O restante da Bíblia hebraica completando o Tanách, ou seja, a "Primeira Aliança" ou Velho Testamento era dividida em versículos e seções para leitura nas sinagogas, antes da era cristã.A divisão moderna do Antigo Testamento e sua numeração em Capítulos foi efetuada em 1228 e é atribuída a Estêvão Langton, professor em Paris e nomeado Arcebispo de Canterbury. É possível que ele tenha usado a divisão já existente. A numeração do Antigo Testamento em Versículos foi realizada por Sante Pagnini, em 1528.Em 1555, o redator parisiense Robert Etienne adotou a numeração de Pagnini e numerou os versículos do Novo Testamento de acordo com ela.Tal divisão e distribuição, como também o título e a ordem dos Livros Sagrados apresentam leve diferença entre a Vulgata e as traduções atuais. Por exemplo: do Salmo 10 ao 148, a numeração da Bíblia hebraica está uma unidade à frente da numeração da Bíblia grega e da Vulgata, que reúnem os Salmos 9 e 10 e os Salmos 114 e 115, mas dividem em dois os Salmos 116 e 147.



Existem, ainda, nas bíblias, diferenças de ordem na disposição dos livros. Por exemplo: na Bíblia judaica (O Tanách), temos como último livro o II Livro das Crônicas; na Vulgata, o último livro do Velho Testamento é o II livro dos Macabeus; nas Bíblias ocidentais católicas ou protestantes, o último livro do Velho Testamento é o Livro de Malaquias, descobrindo-se ainda outras diferenças, à medida que manuseamos cada uma delas .Aos interessados em mais informações preciosas acerca das contradições entre o original hebraico e as atuais traduções em português, indicamos a consulta de: "Analisando as Traduções Bíblicas", de Severino Celestino da Silva - Editora Idéia.




Obra Consultada: "Analisando as Traduções Bíblicas", de autoria de Severino Celestino da Silva - Editora Idéia .


FONTE: http://www.nossosaopaulo.com.br/Reg_SP/Educacao/M_BibliaTraducoes.htm



Deuterocanônicos no Novo Testamento



Caro Professor Orlando, a paz de Cristo.



Quero desde já agradecer pela atenção e pela resposta do e-mail anterior, pois me foi muito util.



Venho por meio deste fazer uma nova pergunta. Há no novo testamento alguma(s) referencia(s) sobre os deuterocanônicos considerado pelos protestantes não revelados? Tenho debatido muito com meu amigo protestante(que eu sitei no e-mail anterior) e já estou a proximo de sua conversão, pois ele já não considera errado chamarmos Maria de Mãe de Deus, tambem a considera a sua mãe e acredita na presença real de Cristo na eucaristia.Ele tambem ACREDITAVA que as pessoas seriam jugaldas por Deus todas juntas, que quando morremos já acordamos no juizo final e que por isso era impossivel haver interseção dos mortos já que as pessoas tambem não teriam lembranças do que viveram durante a vida, mais provem que tudo isso era errado somente com a parte da abertura do 5º selo de Apocalipse. Por esse motivo está acontecendo um grande problema, ele está achando que há biblia está cheia de contradições, mais eu nas minhas limitações disse que como a biblia é de inspiração divina nEla não a contradições e que o erro estava nas interpretacões que ensinaram a ele. Gostaria de saber se estou agindo certo e se não tiver o que devo fazer.

Fiquem com Deus, e se mantenham nesse trabalho brilhante na luta pela nossa Fé.


RESPOSTA:

Muito prezado André, salve Maria!



Agradeço suas palavras de confiança em nosso trabalho.



Passo a responder diretamente suas questões.



As referências dos deuterocanônicos no Novo Testamento são muito sutis e em pequeno número.Alguns católicos tentaram mostrar relações mais profundas, mas em geral não se dão bem. O artigo da Enciclopédia Católica é mais esclarecedor a respeito: http://www.newadvent.org/cathen/03267a.htm.



O que é importante considerar na questão do cânon é o seguinte: Em primeiro lugar, deve-se considerar que o cânon está fora da Bíblia! A relação dos livros da Bíblia não está na Bíblia, e portanto a Escritura não se sustém por si mesma, precisando da Tradição que a forjou e que a elenca.



1)-Já entre os judeus anteriores a Cristo se havia posto o problema sobre que livros deviam ser considerados inspirados por Deus, e quais não.



2)-Os rabinos judeus de Alexandria consideraram que os livros deuterocanônicos [aqueles que hoje estão na Bíblia Católica] eram, de fato, inspirados por Deus.



3)-O sínodo de Jâmnia, no ano 100 d.C., feito pelos rabinos da Palestina, determinou que só eram inspirados por Deus os livros escritos em Hebraico, e na Palestina, o que exclui os deuterocanônicos do cânon da Bíblia.



4)-A retirada dos livros deuterocanônicos tinha motivações puramente políticas, como unidade de língua e de estado (como já lhe disse, os livros tinham que ser escritos em hebraico e em Jerusalém, antes do cativeiro de Babilônia).



5)-A versão da Sagrada Escritura para o grego-- a chamada Bíblia dos Septuaginta -- seguiu o cânon de Alexandria.



6)-Ora, Nosso Senhor Jesus Cristo citou muitos textos do Antigo Testamento a partir da Septuaginta, na sinagoga, e nem por isso os judeus O acusaram de usar livros apócrifos.



6)-Bastaria o fato de que Nosso Senhor citou a Bíblia dos Septuaginta -- que continha os chamados livros deuterocanônicos-- para concluir que esses livros são de fato inspirados por Deus.



7)-O Novo Testamento cita livros apócrifos (S. Judas cita o livro de Henoc), e nem por isso eles ficaram inspirados. (S. Judas I, 14); Além disso, há livros deuterocanônicos também no Novo Testamento. Porque os protestantes não os rejeitaram?



8)-Cada seita protestante diz uma coisa: em geral se diz que a alma "dorme" até o juízo final, o que é um absurdo, pois na passagem de Lázaro se fala de Abraão no céu. E a expressão "seio de Abraão" significava o céu, se Abraão estivesse "dormindo", não faria sentido a expressão.



9)-Considerando que a alma é julgada logo após a morte, e podendo ir para o céu se estiver livre de todo pecado venial e imperfeições, a alma dos santos pode perfeitamente interceder junto a Deus como fez aqui na Terra.No fim do mundo de fato haverá o juízo universal, quando os corpos se juntarão às almas e todos seremos julgados juntos.



10)-Quanto às contradições, esse é o triste fim dos protestantes: como acham que sabem interpretar livremente a Bíblia, acabam colocando-a em constante contradição, pois de fato cada um entende uma coisa! Não é a Bíblia a causa do problema, mas o livre-exame destruidor de qualquer livro.



FONTE:Montfort
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22 de setembro de 2017 16:07

É verdade que quando os 70 voltaram as traduções eram iguais?

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