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Quem conquistou "por primeiro a Terra Prometida?" Os Filisteus, Judeus, ou Palestinos?

Written By Beraká - o blog da família on quarta-feira, 11 de outubro de 2023 | 09:35



 


Êxodo 33,2-3: “Enviarei adiante de ti um Anjo e expulsarei os cananeus, os amorreus, os hititas, os fereseus, os heveus e os jebuseus. Sobe para uma terra que mana leite e mel. Eu, contudo, não subirei no meio de ti, porquanto és povo insubordinável, de dura cerviz; e, caso seguisse convosco, Eu vos poderia exterminar ao longo do caminho!”




 

 






Os Palestinos hoje em Gaza são os autênticos descendentes dos antigos Filisteus?



Sim e não! os palestinos atuais não são descendente puros e uniformes dos filisteus da bíblia, mas um amálgama de povos conquistados e conquistadores daquela região. Na realidade, se você ler qualquer livro de história neutro, do oriente médio (não somente na versão tendenciosa dos palestinos) você vai descobrir que na realidade os palestinos são em sua grande maioria, descendentes de árabes que chegaram ali após a invasão muçulmana no ano de 665 da EC. Entre eles também, há um grande número de descendentes de egípcios (principalmente em Gaza), outros são descendentes de turcos e outros até mesmo Judeus, que foram obrigados a se converterem durante a dominação muçulmana. Os filisteus originais foram um povo oriundo dos cretenses (Ilha de Creta) que foram exterminados pelos Romanos e Nabateus, principalmente porque Roma conquistou a região a fim de controlar a rota do incenso, isso são fatos históricos comprováveis e não narrativas carregadas de ideologias polarizadas, como verá a seguir. O topônimo Palestina é muito utilizado por historiadores e teólogos modernos para designar o antigo território de Israel como lugar da habitação do povo judeu e da origem do Cristianismo. No entanto, a palavra Palestina não aparece em nenhum mapa antigo se referindo ao território habitado pelo povo judeu ou pelos primeiros cristãos. O objetivo deste post é identificar as razões dessa utilização, bem como suas implicações políticas, culturais e teológicas. O vocábulo Palestina está etimologicamente associado ao povo filisteu e à terra onde habitavam, que se chamava Filístia. Esta era uma pequena faixa costeira onde os filisteus, oriundos de Caftor, atual Creta, se estabeleceram em cinco cidades-estados após serem expulsos do Egito pelo Faraó Ramsés III. O termo Filístia nunca foi utilizado para denominar a região central daquela terra prometida a Abrão que teve, até o segundo século d.C., os sucessivos nomes de Canaã, Israel, Judá e Judeia, mas não Filístia ou Palestina. O nome Palestina foi dado pelo imperador romano Adriano após sufocar a segunda revolta dos judeus liderada por Bar Kochba em 135 d.C. Ele mudou o nome da província romana da Judeia para Síria-Palestina. Também mudou o nome de Jerusalém para Aelia Capitolina.  Palestina é um nome pagão, relacionado à terra e ao povo filisteu  que foi dado à Judeia, posteriormente ao tempo de Jesus, com o objetivo de anular, de maneira difamatória, a cosmovisão judaica daqueles revoltosos habitantes. Ao renomear a terra dos judeus com o nome da terra de seus piores inimigos, Adriano intencionou destruir para sempre a identidade do povo judeu adicionando a tortura psicológica aos que escaparam da morte e da deportação. Chamar a Terra Santa de Palestina, além de ser um equívoco histórico-temporal, é também uma questão de incoerência, pois quem assim o faz deveria também rejeitar o nome de Jerusalém e usar apenas Aelia Capitolina, pois Adriano mudou os dois nomes, mas nenhum teólogo ou historiador jamais afirmou que Jesus ensinou ou morreu em um lugar chamado Aelia Capitolina. Portanto, afirmar que o Cristianismo nasceu na Palestina é compartilhar a assimilação cultural de um termo pagão que não se encontra na narrativa bíblica. Na verdade, especialmente no meio acadêmico e teológico, o correto, historicamente, é afirmar que o Cristianismo nasceu na Judeia.

 



 

 ORIGEM HISTÓRICA DA PALESTINA








 

Palestina (em árabe: فلسطين, translit. Filasīn; em hebraico: פלשתינה; em grego: Παλαιστίνη, transl. Palaistinē, e em latim: Palæstina), é a denominação histórica dada pelo Império Romano a partir de um nome hebraico bíblico, a uma região do Oriente Médio situada entre a costa oriental do Mediterrâneo e as atuais fronteiras ocidentais do Iraque e Arábia Saudita, hoje compondo os territórios da Jordânia e Israel, além do sul do Líbano e os territórios da Faixa de Gaza e Cisjordânia. A área correspondente à Palestina até 1948 encontra-se hoje dividida em três partes: 



-Uma parte integra o Estado de Israel. 



-Outra a atual Jordânia.



-E duas outras (a Faixa de Gaza e a Cisjordânia). 




De maioria de árabes, os palestinos, deveriam integrar um estado palestino a ser criado - de acordo com a lei internacional, bem como as determinações das Nações Unidas, o Reino Unido. Em 1967, a Faixa de Gaza e a Cisjordânia foram conquistadas por Israel do Egito e à Jordânia respetivamente, após a Guerra dos Seis Dias. E, posteriormente, a Faixa de Gaza, que em 2005, foi entregue à Autoridade Palestina. Já a Cisjordânia, chamada pelo governo israelense de Judeia e Samaria, possui partes de territórios soberanos palestinos e parte de territórios com habitantes israelenses estabelecidos na conquista do território. Há alguns anos, porções dispersas dessas duas áreas foram oferecidas por Israel e passaram a ser administradas pela Autoridade Palestina, mas, devido aos ataques violentos dos palestinos, esses territórios e sua população estão sob constante observação. A população palestina dispersa pelos países árabes em campos de refugiados, ou situados nos territórios de Gaza e Cisjordânia, que começou com algo em torno de 700 mil, hoje é estimada em 5 milhões de pessoas.[1] Portanto, não se pode falar de genocídio ao povo palestino que só cresceu e se multiplicou naquela região.

 

 



Etimologia da palavra palestina




A região era chamada de Palastu pelos assírios.[2] A palavra Palestina deriva do grego Filístia (Philistia), nome dado pelos autores da Grécia Antiga a esta região, devido ao facto de em parte dela (entre a actual cidade de Tel Aviv e Gaza) se terem fixado no século XII a.C. os filisteus. Os filisteus não eram semitas bem como não mantêm relações com os atuais palestinos e sua provável origem é creto-miceniana, uma das mais conhecidas (embora recorrentemente mencionadas) vagas dos chamados "Povos do Mar" que se estabeleceram em várias partes do litoral sul do mar Mediterrâneo, incluindo a área hoje conhecida como Faixa de Gaza. Segundo a tradição bíblica os filisteus seriam oriundos de Caftor, termo associado à ilha de Creta. Este povo é igualmente referido nos escritos do Antigo Egito com o nome de prst, por onde também passaram e foram repelidos. No século II, os romanos utilizaram o termo Síria Palestina para se referirem à parte sul da província romana da Síria. O termo entraria posteriormente na língua árabe e é usado desde então para se referir a esta região. Foi onde nasceu o Cristianismo. Mas o termo Palestina para se referir a uma nação surgiu nos anos 40 quando começou o processo de descolonização do Oriente Médio.[3]

 



O QUE DIZ A História?









 




A Palestina, sendo um estreito trecho de favorável passagem entre a África e Ásia, foi palco de um grande número de conquistas, pelos mais variados povos, por se constituir num corredor natural para os antigos exércitos. Em meados do século XV a.C. a região é conquistada pelo faraó Tutemés III, mas será perdida antes de completar 18 de dinastia, para ser novamente reconquistada por Seti I e por Ramessés II. Com o enfraquecimento do poder egípcio em finais do século XIII a.C., a região será invadida pelos Povos do Mar. Um destes povos, os filisteus, fixa-se junto à costa onde constroem pequenas cidades. Contemporânea a esta invasão é a chegada das tribos hebraicas, lideradas por Josué. A sua instalação no interior gerou guerras com os filisteus, que se recusam a aceitar a presença hebraica. As tribos hebraicas decidem então unir-se para formar uma monarquia, cujo primeiro rei é Saul. O seu sucessor, David (início do I milénio a.C.) derrota finalmente os filisteus e fixa a capital do reino em Jerusalém. Durante o reinado do seu filho, Salomão, o reino vive um período de prosperidade, mas com a sua morte é dividido em duas partes: a norte, surgirá o reino de Israel (com capital em Samaria) e a sul, o reino de Judá (com capital em Jerusalém). Abrevie-se para afirmar que, salvo breves intervalos, a região foi dominada por outras potências tais como a Assíria (722 a.C.), os babilônicos (fins do século VII a.C.), os persas aquemênidas (539 a.C.), os greco/macedónios (331 a.C. permanecendo em poder dos ptolomaicos de 320 a 220 a.C. e dos Selêucidas de 220 a 142 a.C.) passando por uma retomada pelos locais Asmoneus que dominaram daí até o ano de 63 a.C. quando sobreveio o domínio romano.No ano de 66 d.C. inicia-se uma rebelião dos judeus que foi fortemente reprimida pelos romanos, com a destruição do templo de Iavé, no ano de 70. Só no ano de 131 a pax romana seria novamente abalada por rebeliões ao fim das quais o imperador Adriano rebatizou Jerusalém de Colônia Élia Capitolina, e a Judeia foi incorporada à nova Síria Palestina. Passando pela divisão do Império Romano, a região viveu entre 324 e 638, extrema prosperidade e crescimento demográfico, sendo de se considerar que a esta altura a população era de maioria cristã, aliás, religião oficial do Império Bizantino, além da presença judaica sempre presente na região. No ano de 614 a região acaba de ser ocupada pelos persas Sassânidas que mantém seu jugo até o ano de 628 e no ano de 638 toda a região está sob o domínio árabe muçulmano.









De 1517 a 1917 o Império Otomano controla toda região (incluindo Síria e Líbano). No século XIX (1850 em diante), judeus perseguidos nos territórios aonde estavam refugiados, começam a voltar para a região juntando-se aos judeus que já estabelecidos ali, dando surgimento a novas cidades como rishon letzion e no crescimento de comunidades com as de Mea Shearim. Ao mesmo tempo, fortes movimentos migratórios oriundos dos territórios sírios e de países árabes vizinhos, forçados pela escassez em seus territórios, também fizeram a população árabe local dar saltos populacionais. Durante a Primeira Guerra Mundial, o Império Otomano, que apoiava a Alemanha, foi derrotado e expulso do Oriente Médio pelas tropas aliadas, com apoio dos povos árabes. Por esse apoio, os árabes obtiveram a promessa, por parte dos Aliados, de reconstituição de um estado árabe, totalmente independente da Turquia. Todavia, no final da guerra, foram instituídos mandatos britânicos e franceses para as regiões que hoje correspondem a Síria, Iraque, Líbano, Palestina e Jordânia, cujas fronteiras artificiais foram devidamente reconhecidas pela Liga das Nações. Em 1923 a Grã-Bretanha divide a sua zona em dois distritos administrativos, separados pelo rio Jordão, sendo que os Judeus apenas seriam permitidos na zona costeira, a oeste do rio (cerca de 25% da parte britânica). Os árabes rejeitam a divisão, receando tornar-se uma minoria e incitados pelo crescente nacionalismo árabe no médio oriente, assim como apoiando-se no acordo pós 1ª Guerra Mundial. A Grã-Bretanha entrega a resolução do problema às Nações Unidas em 1947. A Assembleia Geral das Nações Unidas determina a partilha da parte ocidental da Palestina (os 25% em disputa) entre um Estado judeu e outro Estado árabe, através da resolução 181. Os árabes recusam esta partilha. A 14 de maio de 1948, os israelitas declaram a constituição do estado de Israel levando à declaração de guerra por parte de Egito, Jordânia, Síria, Líbano, Arábia Saudita, Iraque e Iêmen. 












Nos 19 meses seguintes, na chamada Guerra da Independência, Israel sairia vencedor, conquistando um território maior do que o inicialmente proposto pelas Nações Unidas, dois anos antes. Egito e Jordânia ocupam a parte restante do antigo território do Mandato Britânico da Palestina.











Em 1967, em meio ao crescimento das tensões entre os países árabes e Israel, a força aérea israelense lança uma grande ofensiva contra as bases da força aérea egípcia no Sinai, dando início à chamada Guerra dos seis dias. Além do Egito, Jordânia e Síria, juntamente com Líbano, Arábia Saudita e Iraque também mobilizam os seus exércitos para a guerra. Afinal, Israel derrota os exércitos árabes em outras tantas frentes, ocupando a península do Sinai (Egito), as Colinas de Golã (Síria) e a Cisjordânia (Jordânia), incluindo Jerusalém. A partir de então, Israel adota uma política de colonização das áreas ocupadas, construindo as casas para os seus cidadãos. 




O presidente americano Jimmy Carter, em 1978, juntou o presidente egípcio Anwar Al Sadat e o primeiro-ministro israelita (Menachem Begin) em Camp David, a fim de estabelecer o primeiro tratado de paz entre israelenses e árabes. Foi então acordada a devolução da península do Sinai, retirada das colônias israelenses ali existentes. Em 1982, Israel devolve a península do Sinai ao Egito.



 

Domínio árabe NA REGIÃO






Ao contrário de várias potências que por ali só estenderam seu domínio de passagem, às vezes legando a administração da região a potentados locais, os árabes, à semelhança dos judeus, estabeleceram-se na região, e o primeiro elemento cultural que introduziram foi a língua, que, aparentada com o aramaico, obteve fácil aceitação. Desde o ano de 660 até 750, vigorou o Califado Omíada, cuja capital era Damasco datando daí a construção do Nobre Santuário na região dos templos judaicos (Har Hamoriah) e chamada pelos árabes de Esplanada das Mesquitas em Jerusalém(cidade fundada pelos judeus), substituída pela dinastia dos abássidas cuja capital era Bagdá que dominou até o ano de 974, seguindo-se a Califado Fatímida que perduraram até o ano 1071. Ao fim do longo domínio árabe de mais de quatro séculos, a religião islâmica em sua campanha de massificação acabou amplamente majoritária, seguindo-se de uma pequena minoria de cristãos e judeus, até quando, no ano de 1072, sobreveio a conquista da região pelos turcos seldjúcidas que tinham capital em Bagdá. No ano 1099 com a Primeira Cruzada europeus conquistaram Jerusalém e lá estabeleceram o seu domínio sob o nome de Reino Latino de Jerusalém cuja existência periclitante em meio à sociedade islâmica se demorou até o ano de 1187 quando a cidade foi reconquistada por Saladino.











REGIÃO SOB O Império Otomano





Após a expulsão dos Cruzados, a Palestina tornou-se parte do Sultanato mameluco do Egito, integrada no distrito (vilaiete) de Damasco. Sob a administração mameluca a região viveu cerca de cem anos de relativa prosperidade, com a consequente reconstrução de mesquitas. Em torno de 1382 a expansão territorial dos Mamelucos leva-os a confrontarem os Mongóis, e posteriormente os Otomanos. Estas campanhas vão estender-se até 1516, quando as forças do Sultão Selim I derrotam os Mamelucos na batalha de Marj Dabiq, e ocupam a totalidade da Palestina. Durante os próximos 400 anos, o nome Palestina praticamente desaparece, pois a designação oficial sob a administração turca, uma vez que estes dividem o território em subprovíncias (vilaiete) que recebiam o nome da sua cidade capital (ex.: vilaiete de Sidom). Em 1799, durante a Guerras Napoleónicas, e no âmbito da Campanha do Egito, as tropas napoleónicas invadem por pouco mais de um mês as cidades de Jafa, Haifa e Cesareia; é ainda nesta altura, durante o cerco a Acre, que um estadista europeu publicamente avança com a ideia de um estado judaico na região palestina. De fato, Napoleão tinha uma proclamação preparada nesse sentido, mas nunca chegou a ser publicada. Entre 1832 e 1840 esteve sob administração do Quedivado do Egito de Maomé Ali, voltando à dependência directa do Império Otomano no fim desse período.





Em 1873 a região é reorganizada administrativamente, sendo dividida em três grandes áreas: 




1ª)-A do Norte.


2ª)-De Jafa a Jericó.


3ª)-E a do Rio Jordão a pertencer ao vilaiete de Beirute. 




De Jafa, ao longo da costa até ao Sinai, pertencia ao distrito de Jerusalém, enquanto o restante território Península do Sinai, Deserto de Negueve pertencia ao vilaiete de Hijaz, que se estendia até à parte ocidental da Arábia. 





É também em torno desta data que devido às perseguições, os primeiros emigrantes judeus europeus, sionistas, começam a voltar à região palestina e se juntam ao milhares de judeus locais já estabelecidos ali. 

 



A escola Mikveh Israel tinha sida fundada em 1870 pela Alliance Israélite Universelle, com o objectivo de ensinar aos colonos como cultivar a terra, por forma a obter os melhores resultados. As terras cultivadas por estes colonos eram compradas diretamente da administração Turca. Apesar das designações oficiais, o termo 'Palestina' foi utilizado informalmente, em sentido lato, não só pelas populações locais como, em algumas situações, também pelos Otomanos; a partir do século XIX a expressão Arz-i Filistin (A Terra da Palestina) aparece em vários documentos oficiais para indicar uma região a oeste do Rio Jordão. O Império Otomano era um dos membros da Tríplice Aliança e, portanto, inimigo da Inglaterra na Primeira Guerra Mundial. Os ingleses, sobretudo a partir do Egito lançaram várias ofensivas contra os otomanos, nomeadamente através das ações de Lawrence da Arábia, o qual, à frente das forças árabes, conquista a região, chegando até Damasco a 1º de Outubro de 1918. Contudo, um ano antes, a 2 de novembro de 1917, o então ministro britânico dos Assuntos Estrangeiros, Arthur James Balfour, havia enviado a Lord Rothschild a carta, conhecida como a Declaração Balfour, na qual comprometia a Inglaterra na criação de um estado judaico.




Com o Tratado de Versalhes a Palestina, no seu sentido lato, é dividida entre a França (que ocuparia os atuais Libano e Síria) e a Inglaterra. 




O enquadramento legal dessa situação será dado pelo Mandato Britânico na Palestina, por decisão da Sociedade das Nações, que, com base no Acordo Sykes-Picot previa que a Palestina seria colocada sob administração internacional. Tal situação manter-se-ia até ao final da Segunda Guerra Mundial.

 




Do Mandato Britânico a Israel

 

 









Apoiado no Mandato Britânico na Palestina, o Reino Unido estabelece uma administração semicolonial, que, apesar da Declaração Balfour, é reticente quanto à emigração judaica, no intuito de apaziguar a reação da população árabe. Esta já se considerava traída depois da quebra das promessas de reconhecimento da soberania da nação árabe - feitas por Lawrence da Arábia a Faiçal. Isto porque, após a Primeira Guerra Mundial, os territórios árabes do antigo Império Otomano acabaram por ser divididos em mandatos da França (Síria e Líbano) e do Reino Unido (Palestina e Mesopotâmia). A esse sentimento, somava-se o receio de que a emigração de judeus, em massa, para a Palestina, resultasse afinal na formação de um estado judeu, com a consequente expulsão da população árabe.A insatisfação é crescente entre os grupos de sionistas. Então, já em 1931, surge o primeiro grupo militante conhecido como tal, o Irgun. Essa força paramilitar sionista consistia em apressar a criação do estado de Israel pela imposição da força, resistindo aos ataques árabes e ao mesmo tempo forçando a expulsão dos britânicos que os haviam "traído". A ascensão do Nazismo e as perseguições aos judeus aumentam a pressão migratória sobre a administração inglesa, que, face a uma crescente oposição árabe, à qual não é estranha a ajuda nazi ao Grão-Mufti de Jerusalém, Mohammad Amin al-Husayni, na propaganda antijudaica, fecha cada vez mais os portos, chegando mesmo a repatriar emigrantes judeus para a Alemanha nazi.No final da Segunda Guerra Mundial, os sobreviventes do Holocausto são impedidos de voltar para a região palestina pela administração britânica. Os ânimos de ambos os lados exaltam-se e são acompanhados por uma escalada de violência que a Inglaterra já não consegue conter. O Reino Unido, enfraquecido pela guerra e debilitado pela ação dos grupos militantes judaicos - que, após uma trégua durante a guerra, regressam mais ativos e combativos no apoio à emigração clandestina e na luta armada - e de grupos militantes árabes igualmente ativos na campanha de povoar / colonizar o território com o maior número de árabes possível, entrega a administração da região palestina à recém-criada Organização das Nações Unidas(ONU).O aumento dos conflitos entre judeus, ingleses e árabes forçou a reunião da Assembleia Geral da ONU, realizada em 29 de Novembro de 1947, que deliberou a partição da região palestina em dois estados, um judeu e outro árabe, que deveriam formar uma união econômica e aduaneira. A 14 de maio de 1948 David Ben-Gurion proclama a constituição do Estado de Israel, ao assinar a Declaração de Independência. A Liga Árabe recusa esta partilha.





Da Fundação de Israel à atualidade

 










Em 15 de Maio de 1948, um dia depois da fundação do Estado de Israel, sete exércitos de países da Liga Árabe atacaram Israel. Durante a Guerra árabe-israelita, estimulada pelos países árabes, a maioria da população árabe da região da palestina se vê na esperança de que destruíssem o estado judeu e fogem para os países vizinhos (Líbano, Jordânia, Síria e Egito) em busca de segurança, para retornarem quando o território fosse "limpo" pelos países árabes. Com a inesperada e surpreendente vitória de Israel, a maioria desses refugiados, cerca de 750 mil, continua a não aceitar o estado de Israel e agora fica impedida de regressar às suas casas, pois a esperança de que pudessem tomar toda a terra para si, se transformara no oposto.É na sequência do trabalho efetuado no apoio a estes refugiados que nasce o Alto Comissariado das Nações Unidas para os Refugiados. Após um período inicial de estadia nos países árabes vizinhos, muitos destes refugiados traídos por seus próprios aliados, são expulsos desses países de acolhimento, dirigindo-se para o sul do Líbano, onde permanecem em campos de refugiados até hoje, não sendo integrados pelos países onde estão e passando o estatuto de refugiado de pais para filhos e de filhos para netos. 











Em 2009, os jornalistas Judith Miller and David Samuels, trabalhando para o The Independent, reportam a tragédia da diáspora palestiniana, que não é bem-vinda pelos seus vizinhos árabes, que, excetuando o melhor caso da Jordânia, lhes negam os direitos mais básicos e impedem a cidadania. "Marginalizados, privados de direitos políticos e económicos básicos, presos nos campos, desprovidos de perspectivas realistas, fortemente armados (...) ," como observou um relatório do grupo internacional de crises (ICG), no Líbano, "a população de refugiados constitui uma bomba-relógio."[4]

 










Em 1964, o Alto Comissariado da Palestina solicitou à Liga Árabe a fundação de uma Organização para a Libertação da Palestina (OLP), cujo missão estatutária é a destruição do Estado de Israel. Em 1988, a OLP proclamou o estabelecimento de um estado palestino. O principal líder da organização foi o egípcio Yasser Arafat, falecido em 2004. Arafat, após anos de luta contra Israel, resolveu abandonar a luta armada, a violência e o terrorismo e iniciou as negociações que levaram aos Acordos de Paz de Oslo. Desde 1994 parte da Palestina está sob a administração da Autoridade Nacional Palestina, como resultado dos Acordos. Atualmente a Faixa de Gaza é governada pelo primeiro-ministro Ismail Haniyeh, do Hamas, e a Cisjordânia (Judeia e Samaria) pelo presidente Mahmoud Abbas, do Fatah, tendo havido confrontos armados entre os dois grupos em Gaza em 2007. 





Em 29 de novembro de 2012, 65 anos depois da Resolução 181, referente à partilha da Palestina, a Assembleia Geral das Nações Unidas, numa votação histórica, reconheceu os territórios ocupados pelos palestinos como Estado-não membro da ONU,[5] status político igual ao do Vaticano.[6] 




Na votação em que eram necessários apenas 97 votos a favor, com o apoio de 139 países, capitaneados na Europa pela França e tendo entre eles o Brasil, Angola e Portugal, o Estado Palestino teve seu reconhecimento feito para participar das reuniões da Organização como membro sem direito a voto. Além de Israel, os Estados Unidos, Canadá e a República Tcheca ficaram entre os nove votos contrários (e 41 abstenções) à resolução.[5]

 




Referências




1. ONU, ed. (23 de janeiro de 2018). «Agência da ONU para refugiados da Palestina lança campanha de doações; participe». Consultado em 20 de fevereiro de 2018.



2. Donald A. Mackenzie, The Myths of Babylonia and Assyria, Chapter XVIII: The Age of Semiramis.



3. Travel and Tourism Ads of the 1940s Vintage Ad Broswer



4. Miller, Judith (e David Samuels) (21 de Outubro de 2009). «No way home: The tragedy of the Palestinian diaspora -You might think Palestinian refugees would be welcomed by their Arab neighbours, yet they are denied basic rights and citizenship». The Independent



5.«Com 138 votos, ONU reconhece Palestina como Estado não membro,». O Globo. Consultado em 30 de novembro de 2012



6. «ONU aprova Palestina». Correio da Manhã. Consultado em 30 de novembro de 2012. Arquivado do original em 30 de julho de 2013

 

 



Fonte: https://pt.wikipedia.org/wiki/Palestina_(regi%C3%A3o)






E SOBRE A JUDEIA? QUAL SUA ORIGEM E HISTÓRIA?


 



 





Judeia (Iudaea) foi a província do Império Romano, que se estabeleceu no território do Oriente Médio habitado e governado anteriormente pelos judeus.






Antecedentes






O Reino Selêucida da Síria, ao impor a helenização forçada aos judeus, provocou uma violenta reação armada por parte das facções mais conservadoras da sociedade.Em 142 a.C., a Judeia recuperou a independência sob a dinastia dos Asmoneus (ver Macabeus). Durante o século I, começou a manifestar-se de forma crescente o intervencionismo de Roma a pretexto de estabilizar politicamente a região. Em 63 a.C., o general Pompeu conquistou a Judeia a civilização romana aos judeus e anexou o território ao domínio romano. Entre 63 a.C. e 6 d.C., foi um principado vassalo de Roma.[1] Em 40 a.C., Herodes, genro de Hircano II, foi nomeado "rei da Judeia" pelos cônsules Otaviano e Marco António. Foi-lhe concedida autonomia quase ilimitada nos assuntos internos do país. A Judeia foi então invadida pelos partas, porém Herodes obteve ajuda das legiões romanas que expulsaram os invasores.Herodes tornou-se rei efetivamente em 37 a.C., com a conquista da cidade de Jerusalém. Grande admirador da cultura greco-romana (ver Período helenístico), o rei Herodes lançou um audacioso programa de construções, que incluía as cidades de Cesareia e Sebástia e as fortalezas em Heródio e Massada. Ele também reformou o Templo, transformando-o num dos mais magníficos edifícios da época. Após a morte de Herodes, o território foi dividido em três principados entre os seus filhos: Arquelau, Herodes Antipas e Filipe. Sobre a tributação dos romanos, calçada no rendimento dos camponeses. A punição por não entregar ou piquetes contra a recolha dos impostos era severa, algumas repressões geravam mortes , A resistência contra os imposto ocorreu de várias maneiras, desde emboscada a caravanas do governo da região, resistência passiva de ficarem na frente das casas, até a não colheita em suas terras.[1] A partir de 6 d.C., tornou-se uma província romana sob jurisdição parcial do governador da Síria. A administração do território foi entregue a governadores romanos da ordem equestre, chamados de prefeitos. Mais tarde, foram também chamados de procuradores. Arquelau foi chamado a Roma e partiu para o exílio. À proporção que aumentava a opressão romana sobre os judeus, crescia a insatisfação, que se manifestava por revoltas esporádicas, até que rompeu uma revolta total, em 66 d.C. As legiões romanas, lideradas pelo general Tito, superiores em número e armamento, conquistaram a Judeia e arrasaram a cidade de Jerusalém e seu templo, em 70 d.C., e posteriormente, tomaram a última fortaleza judaica - Massada, em 73 d.C. Um último breve período de soberania judaica na era antiga foi o que se seguiu à revolta de Simão Barcoquebas, em 132 d.C., quando Jerusalém e a Judeia foram reconquistadas. 










Três anos depois, o imperador Adriano decidiu rebaptizar a Judeia de Palestina e a Jerusalém foi dado o nome de Élia Capitolina. Grande parte da população foi então massacrada e os sobreviventes tiveram que emigrar, no início da dispersão pelo mundo ou diáspora.



Ao adoptar o cristianismo como religião oficial do império, Roma dispensou especial proteção ao território que a partir de então começou a ser considerado como a "Terra Santa". A cidade de Jerusalém voltou a florescer e transformou-se em importante centro de peregrinação, ao qual afluíam habitantes de todas as regiões do império. 





Construíram-se basílicas notáveis e a cidade foi embelezada pelos imperadores bizantinos, sob cuja jurisdição ficou a Palestina após a divisão do império, no ano de 395 d.C. - Em 611 d.C., registrou-se a invasão dos sassânidas, que ao fim de 3 anos, conquistam Jerusalém e destruíram todas as igrejas da cidade. Em 628 d.C., o imperador bizantino Heráclio recuperou a Terra Santa.






Geografia política













Quando foi conquistada por Pompeu, as terras dos judeus não se tornaram, imediatamente, uma unidade administrativa do Império Romano, guardando uma certa autonomia, ainda que governada por monarcas politicamente subordinados a Roma, um dos quais foi Herodes, que reinou de 37 a.C. a 4 d.C.Após a sua morte, a Judeia passou a designar os domínios do etnarca Herodes Arquelau, que abrangiam a Judeia propriamente dita (a Judá, dos tempos davídicos), a Samaria e a Idumeia. Com a deposição de Arquelau, tornou-se a província romana da Judeia, governada por prefeitos (praefectus) nomeados pelo imperador romano, e vinculada à província da Síria. Nos tempos de Herodes Agripa I, ocorreu a reunificação, e o Reino da Judeia voltou a ser o conjunto de territórios da época de Herodes. Após a grande revolta de 68-70, desapareceu qualquer resquício de autonomia, passando todos esses territórios a constituirem a província romana da Judeia, desvinculada da província da Síria, e administrada por procuradores imperiais.













Eventos posteriores





Por último, após a revolta de 132-135, seu nome foi trocado para Síria Palestina. Passados dois séculos e meio, em 395 d.C., o Império Romano foi dividido pelo imperador Teodósio em duas partes: Ocidental e Oriental. No ano 637 d.C., a Judeia sofreu invasões dos árabes sarracenos comandados pelo califa Omar que conquistaram toda a Palestina bizantina e passaram a controlá-la durante séculos (grifos nossos: portanto, a pureza de um povo filisteu, ou palestino não existe ali naquela região, seria o mesmo que dizer que toda população existente no Brasil hoje, é descendente dos índios que aqui habitavam, sem levar em conta a miscigenação migratória de outros povos ).

 




Fonte:https://pt.wikipedia.org/wiki/Judeia_(prov%C3%ADncia_romana)













Durante vários séculos, a cidade de Jerusalém foi parte do Império Otomano. Esse domínio só teve fim com os desdobramentos da Primeira Guerra Mundial. Nesse conflito, que se estendeu de 1914 a 1918, os otomanos aliaram-se com a Alemanha e lutaram contra os ingleses. Com a derrota, o Império Otomano foi fragmentado, e a Palestina foi entregue ao domínio dos britânicos. De 1917 até 1920, a região foi ocupada por tropas britânicas, que depois repassou a ONU. (Veja mais sobre "História de Jerusalém" em: https://brasilescola.uol.com.br/historia/historia-jerusalem.htm).













Evidentemente, não podemos interpretar as escrituras de forma literal, seria cair no fundamentalismo religioso de caráter nacionalista, mas, quando Deus nos aponta uma terra prometida que mana leite e mel,  está nos apontando para nossa pátria definitiva que é o céu, pois essa terra prometida aqui na terra, ou seja, o famoso e utópico “PARAÍSO SOCIALISTA”, só existe para os poderosos dirigentes, como vemos em Cuba, na China e Coreia do Norte, o povo mesmo, continua na miséria e escravidão, mas já percebeu que trocar o sistema capitalista por uma ditadura comunista, é mesmo que trocar seis por meia dúzia de forma piorada.











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Neste Apostolado APOLOGÉTICO (de defesa da fé, conforme 1 Ped.3,15) promovemos a “EVANGELIZAÇÃO ANÔNIMA", pois neste serviço somos apenas o Jumentinho que leva Jesus e sua verdade aos Povos. Portanto toda honra e Glória é para Ele.Cristo disse-nos:Eu sou o caminho, a verdade e a vida e “ NINGUEM” vem ao Pai senão por mim" (João14, 6).Defendemos as verdade da fé contra os erros que, de fato, são sempre contra Deus.Cristo não tinha opiniões, tinha a verdade, a qual confiou a sua Igreja, ( Coluna e sustentáculo da verdade – Conf. I Tim 3,15) que deve zelar por ela até que Ele volte(1Tim 6,14).Deus é amor, e quem ama corrige, e a verdade é um exercício da caridade. Este Deus adocicado, meloso, ingênuo, e sentimentalóide, é invenção dos homens tementes da verdade, não é o Deus revelado por seu filho: Jesus Cristo.Por fim: “Não se opor ao erro é aprová-lo, não defender a verdade é nega-la” - ( Sto. Tomás de Aquino).Este apostolado tem interesse especial em Teologia, Política e Economia. A Economia e a Política são filhas da Filosofia que por sua vez é filha da Teologia que é a mãe de todas as ciências. “Não a nós, Senhor, não a nós, mas ao vosso nome dai glória...” (Salmo 115,1)

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