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FIDES QUA (fé em que?) e FIDES QUAE (a fé que) na Economia da Salvação

Written By Beraká - o blog da família on quarta-feira, 10 de junho de 2020 | 20:46



















"Fides qua indica o ato mesmo com o qual o fiel, sob a ação da graça, confia em Deus que se revela e assume o conteúdo da revelação como verdadeiro. Fides quae indica o conteúdo da fé que é aceito pelo fiel, as diversas verdades de fé que são acolhidas ou cridas como uma só coisa, em um só ato". (R. Fisichella)































Economia da Salvação, também chamada de Economia Divina, é aquela parte da revelação divina na tradição cristã que lida com a criação de Deus e a gestão do mundo, especialmente com o seu plano de salvação que continua a realizar-se de forma concreta pelo seu corpo que é a Igreja. Do grego oikonomia (economia), literalmente, "gestão de uma família" ou "mordomia". A palavra Economia vem da junçao de duas palavras gregas: oikos (que significa casa) e nomia (que significa lei). Economia, literalmente, quer dizer a Lei da Casa, como se gere, se cuida e se leva avante uma casa, um património, etc. A expressão Economia da Salvação parece-nos hoje estranha, é verdade. No entanto, é uma expressão que tem um enorme e abrangente significado que se confundiu apenas com a dimensão financeira. Esta expressão foi usada em toda a história da Igreja, sobretudo a partir de um teólogo do séc. III, Ireneu de Lion, para falar de toda a história de Salvação que Deus escreveu e construiu com a Humanidade. 




A Economia da Salvação é o Projeto de Amor que o nosso Deus sonhou e construiu, sonha e constrói com a Humanidade que é a sua casa.






Todo o Universo encontra a sua origem no Amor Criador e Fecundo de Deus, Família de Amor. No Universo, neste pequeno canto que é a Terra, surge uma nova Aventura: o Homem, ser pessoal e relacional, criado e sonhado à imagem e semelhança de Deus. É belo compreendermo-nos como um Projeto de Amor que Deus nos sonha, como chamados a nascer e a ser à sua imagem: pessoas em comunhão de amor, únicas e originais, livres e felizes! Deus é Pessoal e Personificada do amor relacional: três Pessoas Divinas em Comunhão plena de Amor, Pai, Filho e Espírito Santo. Também a Humanidade é uma comunhão de pessoas em crescimento, em construção, a caminho. A Economia da Salvação é este Caminho que Deus percorre com a Humanidade à medida que esta vai amadurecendo e crescendo na sua história pessoal e comunitária de Salvação. O Espírito Santo de Deus vai convidando e inspirando a viver em Aliança, e todo o caminho do povo de Israel é essa consciência de uma revelação progressiva de que Deus quer fazer uma Aliança de amor com o Homem. Abraão, Isaac, David, os Profetas. Nem o pecado, que é a recusa a viver em Aliança e comunhão com Deus e com os irmãos, faz com que Deus desista.



Gálatas 4,4-9: “Todavia, quando chegou a plenitude dos tempos, Deus enviou seu Filho, nascido de mulher, nascido também debaixo da autoridade da Lei, para resgatar os que estavam subjugados pela Lei, a fim de que recebêssemos a adoção de filhos. E, porque sois filhos, Deus enviou o Espírito de seu Filho para habitar em vossos corações, e ele clama: “Abba, Pai!” Portanto, tu não és mais escravo, mas filho; e sendo filho, és igualmente pleno herdeiro por decreto de Deus. Zelo por uma doutrina sadia. No passado, quando não conhecíeis a Deus, éreis escravos daqueles que, por natureza, não são deuses. Agora, entretanto, que já conheceis a Deus, ou melhor, sendo conhecidos por Ele, como é que podeis pensar em retroceder a esses princípios insignificantes, fracos e pobres, aos quais de novo desejais servir?



Com o Sim de Jesus de Nazaré, o Ungido pelo Espírito, que “passou fazendo o bem, curando e libertando, porque Deus estava com ele” (Act 10, 38) Deus-Pai dá o pleno Sim: e na Ressurreição de Jesus inaugura-se plenamente a Aliança entre Deus e o Homem, Aliança de Salvação, Aliança de Ressurreição e Comunhão eterna e plena no seio do Pai:




“Eis a morada de Deus entre os homens: habitará com eles, eles serão o seu povo e o próprio Deus estará com eles…” (Apc 21, 3).




“O que vimos e ouvimos vo-lo anunciamos também a vós…” (1Jo 1, 3).



A Economia da Salvação é este caminho de Aliança que Deus continua a construir, hoje, com a Humanidade e com cada um de nós. Aliança que nos conduz sempre a Jesus. É a revelação é esta verdadeira descoberta do seu Rosto do Pai no filho pelo Espírito que nos foi dado e do seu Projeto de amor perfeito, que se da história como caminho, itinerário a ser acolhido e percorrido. No tempo que se chama hoje, prolonga-se a Economia da Salvação que Deus percorre como o Emanuel, o Deus que caminha Conosco, que abraça toda criação e toda história da Humanidade.



A ECONOMIA DA SALVAÇÃO NO MAGISTÉRIO DA IGREJA



Ameaças de perversão para a Economia divina


CIC§57: Esta ordem ao mesmo tempo cósmica, social e religiosa da pluralidade das nações destina-se a limitar o orgulho de uma humanidade decaída que unânime em sua perversidade, gostaria de construir por si mesma sua unidade à maneira de Babel. Contudo, devido ao pecado, o politeísmo, assim como a idolatria da nação e de seu chefe, constitui uma contínua ameaça de perversão pagã para essa Economia provisória.


Caráter definitivo da Economia da salvação


CIC §66: “A Economia cristã, portanto, como aliança nova e definitiva, jamais passará, e já não há que esperar nenhuma nova revelação pública antes da gloriosa manifestação de Nosso Senhor Jesus Cristo". Todavia, embora a Revelação esteja terminada, não está explicitada por completo; caberá à fé cristã captar gradualmente todo o seu alcance ao longo dos séculos.



Economia da criação e da salvação na oração de Jesus



CIC§2604: A segunda oração é referida por São João antes da ressurreição de Lázaro. A ação de graças precede o acontecimento: "Pai, eu te dou graças por me teres ouvido", o que implica que o Pai escuta sempre seu pedido, e Jesus logo acrescenta: "Eu sabia que sempre me ouves". Isso implica que, de sua parte, Jesus pede de modo constante. Dessa forma, motivada pela ação de graças, a oração de Jesus nos revela como pedir: Antes que o dom seja feito, Jesus adere Àquele que nos dá seus dons. O Doador é mais precioso do que o dom concedido, Ele é o "Tesouro", e nele é que está o coração de seu Filho; o dom é dado "por acréscimo”. A oração "sacerdotal" de Jesus ocupa um lugar único na economia da salvação. Será meditada no final da primeira seção. Revela com efeito a oração sempre atual de nosso Sumo Sacerdote e, ao mesmo tempo, contém o que Ele nos ensina em nossa oração a nosso Pai, que será desenvolvida na segunda seção.



CIC §2606: Todas as misérias da humanidade de todos os tempos, escrava do pecado e da morte, todos os pedidos e intercessões na história da salvação estão recolhidos neste Grito do Verbo encarnado. Eis que o Pai os acolhe e, indo além de todas as esperanças, ouve-os, ressuscitando seu Filho. Dessa forma se realiza e se consuma o evento da oração na Economia da criação e da salvação. Sua chave de interpretação nos é dada pelo Saltério em Cristo. E no Hoje da Ressurreição que o Pai diz: "Tu és meu Filho, eu hoje te gerei. Pede, e eu te darei as nações como herança, os confins da terra como propriedade!" A Epístola aos Hebreus exprime em termos dramáticos como a oração de Jesus opera a vitória da salvação. "É ele que, nos dias de sua vida terrestre, apresentou pedidos e súplicas, com veemente clamor e lágrimas, àquele que o podia salvar da morte; e foi atendido por causa de sua submissão. E, embora fosse Filho, aprendeu, contudo, a obediência pelo sofrimento; e, levado à perfeição, se tomou para todos os que lhe obedecem princípio de salvação eterna" (1 Hb 5,7-9)


CIC §2746: Quando chega sua Hora, Jesus ora ao Pai. Sua oração, a mais longa transmitida pelo Evangelho, abarca toda a economia da criação e da salvação, como sua Morte e Ressurreição. A oração da Hora de Jesus é sempre a sua, assim como sua Páscoa, acontecida "uma vez por todas", estará sempre presente na Liturgia de sua Igreja.



CIC §2758: A oração da Hora de Jesus, chamada com propriedade "oração sacerdotal, recapitula toda a Economia da criação e da salvação e inspira os grandes pedidos do "Pai-Nosso".



Economia da Lei e da graça libertadora do coração humano



CIC §2541: A economia da lei e da graça desvia o coração dos homens ambição e da inveja e o inicia no desejo do Sumo Bem; instrui-o nos desejos do Espírito Santo, que sacia o coração do homem. O Deus das promessas desde sempre advertiu o homem contra a sedução daquilo que, desde as origens, aparece como "bom ao apetite, agradável aos olhos, desejável para adquirir ciência" (cf. Gn 3,6).



Economia da revelação concretizada em acontecimentos e palavras



CIC §1103: A anamnese. A celebração litúrgica refere-se sempre às intervenções salvíficas de Deus na história. "A economia da revelação concretiza-se por meio das ações e das palavras intimamente interligadas.As palavras proclamam as obras e elucidam o mistério nelas contido." Na liturgia da palavra, o Espírito Santo "recorda" à assembléia tudo o que Cristo fez por nós. Segundo a natureza das ações litúrgicas e as tradições rituais das Igrejas, uma celebração "faz memória" das maravilhas de Deus em uma anamnese mais ou menos desenvolvida. O Espírito Santo, que desperta assim a memória da Igreja, suscita então a ação de graças e o louvor (doxologia).



Fins da Economia divina



CIC §122: Com efeito, "a Economia do Antigo Testamento estava ordenada principalmente para preparar a vinda de Cristo, redentor de todos". "Embora contenham também coisas imperfeitas e transitórias", os livros do Antigo Testamento dão testemunho de toda a divina pedagogia do amor salvífico de Deus: "Neles encontram-se sublimes ensinamentos acerca de Deus e uma salutar sabedoria concernente à vida do homem, bem como admiráveis tesouros de preces; nestes livros, enfim está latente o mistério de nossa salvação"



CIC §260: O fim último de toda a Economia divina é a entrada das criaturas na unidade perfeita da Santíssima Trindade. Mas desde já somos chamados a ser habitados pela Santíssima Trindade: "Se alguém me ama - diz o Senhor -, guardará a minha palavra, e meu Pai o amará e viremos a ele, e faremos nele a nossa morada" (Jo 14,23):Ó meu Deus, Trindade que adoro, ajudai-me a esquecer-me inteiramente para firmar-me em Vós, imóvel e pacifica, como se a minha alma já estivesse na eternidade: que nada consiga perturbar a minha paz nem fazer-me sair de Vós, ó meu Imutável, mas que cada minuto me leve mais longe na profundidade do vosso Mistério! Pacificai a minha alma! Fazei dela o vosso céu, vossa amada morada e o lugar do vosso repouso. Que nela eu nunca vos deixe só, mas que eu esteja aí, toda inteira, completamente vigilante na minha fé, toda adorante, toda entregue à vossa ação criadora.



Início da Economia da salvação



CIC §56: Desfeita a unidade do gênero humano pelo pecado, Deus procura antes de tudo salvar a humanidade passando por cada uma de suas partes. A Aliança com Noé depois do dilúvio exprime o princípio da Economia divina para com as "nações", isto é, para com os homens agrupados "segundo seus países, cada um segundo sua língua, e segundo seus clãs" (Gn 10,5)
































MARIA DA ECONOMIA DA SALVAÇÃO



CIC §489 Ao longo de toda a Antiga Aliança, a missão de Maria foi preparada pela missão de santas mulheres. No princípio está Eva: a despeito de sua desobediência, ela recebe a promessa de uma descendência que será vitoriosa sobre o Maligno e a de ser a mãe de todos os viventes Em virtude dessa promessa, Sara concebe um filho, apesar de sua idade avançada. Contra toda expectativa humana, Deus escolheu o que era tido como impotente e fraco para mostrar sua fidelidade à sua promessa: Ana, a mãe de Samuel, Débora, Rute, Judite e Ester, e muitas outras mulheres. Maria "sobressai entre (esses) humildes e pobres do Senhor, que dele esperam e recebem com confiança a Salvação. Com ela, Filha de Sião por excelência, depois de uma demorada espera da promessa, completam-se os tempos e se instaura a nova economia"



A RESILIÊNCIA FUTURA NA ECONOMIA DA SALVAÇÃO


CIC §705 Desfigurado pelo pecado e pela morte, o homem continua sendo "à imagem de Deus", à imagem do Filho, mas é "privado da Glória de Deus", privado da "semelhança". A promessa feita a Abraão o inaugura a Economia da salvação, no fim da qual o próprio Filho assumirá "a imagem" e a restaurará na "semelhança" com o Pai, restituindo-lhe a Glória, o Espírito "que dá a vida".



Oração e Economia da salvação


CIC §2850 O último pedido ao nosso Pai aparece também na oração de Jesus: "Não te peço que os tires do mundo, mas que os guardes do Maligno" (Jo 17,15). Diz respeito a cada um de nós pessoalmente, mas somos sempre "nós" que rezamos em comunhão com toda a Igreja e pela libertação de toda a família humana. A Oração do Senhor não cessa de abrir-nos para as dimensões da economia da salvação. Nossa interdependência no drama do pecado e da morte se transforma em solidariedade no Corpo de Cristo, na "comunhão dos santos".







Toda economia divina obra das Três pessoas



CIC §258 Toda a economia divina é obra comum das três pessoas divinas. Pois da mesma forma que a Trindade não tem senão uma única e mesma natureza, assim também não tem senão uma única e mesma operação. "O Pai, o Filho e o Espírito Santo não são três princípios das criaturas, mas um só princípio". Contudo cada pessoa divina cumpre a obra comum segundo sua propriedade pessoal. Assim a Igreja confessa, na linha do Novo Testamento: "Um Deus e Pai do qual são todas as coisas, um Senhor Jesus Cristo mediante o qual são todas as coisas, um Espírito Santo em quem são todas as coisas". São sobretudo as missões divinas da Encarnação do Filho e do dom do Espírito Santo que manifestam as propriedades das pessoas divinas.



CIC §259 Obra ao mesmo tempo comum e pessoal, toda a Economia divina dá a conhecer tanto a propriedade das pessoas divinas como sua única natureza. Outrossim, toda a vida cristã é comunhão com cada uma das pessoas divinas, sem de modo algum separá-las. Quem rende glória ao Pai o faz pelo Filho no Espírito Santo; quem segue a Cristo, o faz porque o Pai atrai e o Espírito o impulsiona.



CIC §1066 No Símbolo da Fé, a Igreja confessa o mistério da Santíssima Trindade e seu "desígnio benevolente" (Ef 1,9) sobre toda a criação: o Pai realiza o "mistério de sua vontade" entregando seu Filho bem-amado e seu Espírito para a salvação do mundo e para a glória de seu nome. Este é o mistério de Cristo, revelado e realizado na história segundo um plano, uma "disposição" sabiamente ordenada que São Paulo denomina "a realização do mistério" (Ef 3,9) e que a tradição patrística chamará de "Economia do Verbo Encarnado" ou "a Economia da Salvação".




















A COMPREENSÃO DA FÉ PROFESSADA PARA MELHOR CRER



Os dados revelados (os artigos da fé ou o fides quae) constituem o fundamento e a matéria prima da Teologia. O teólogo deve ser antes de tudo um crente, que aceita o Credo da Igreja segundo o sentido exato das proposições dogmáticas. Os artigos da fé não são inventados pelos teólogos, mas lhe são transmitidos pela comunidade eclesial, que é guiada por Deus. A Teologia parte da fé e ela mesma é um ato de fé. À Teologia pertence o crer e à teologia pertence o pensar. A ausência de um ou do outro provocaria a dissolução da atividade teológica. Isto significa que a teologia pressupõe um novo inicio no pensar que não e produto de nossa reflexão, mas que nasce do encontra com a Palavra que nos precede.A Teologia chama ao dado revelado objetivo presente na Sagrada Escritura e na Tradição Eclesial como a expressão “depósito da fé”. O Magistério atua como um depositário, que mantém vivo o testemunho dos apóstolos e garante a sua integridade. A palavra apostólica segue, portanto, viva. Este depósito da fé possui a capacidade de se proteger contra corrupções e de se atualizar em novas situações culturais.







A fides qua como pressuposto subjetivo da Teologia



A fé pela qual cremos é no teólogo cristão a raiz de sua Teologia. A Teologia nasce como efeito de uma fé que assume o discurso ou o proceder da razão.  A razão que é instrumento da Teologia não é carismática nem racionalista, mas uma razão guiada pela fé. Entendemos aqui que a fé é a atitude interior e a conduta livre, sobrenatural e razoável dos homens e mulheres que aceitaram a revelação de Deus e tentam viver a vontade divina.



A fé, portanto, é entendida com a resposta da criatura humana a Deus que se revela e a chama. Crer é um ato pessoal, quer dizer, algo que ocorre entre dois seres pessoais. Deus se auto-comunica, se deixa encontrar e o crente responde à sua chamada. Antes de crer em algo, o fiel cristão crê em alguém.





O Concílio Vaticano II ensina que quando Deus se revela deve-se prestar-lhe a obediência da fé (Rom. 16,26), pela qual o homem se confia livre e totalmente a Deus (se totum libere Deo committit), prestando do Deus revelador a homenagem do entendimento e da vontade, e assentindo voluntariamente à revelação feita por ele.



Se olharmos o Novo Testamento veremos:



a) Nos Evangelhos Sinóticos: a fé é a resposta ao chamado de Jesus, é um ato interior de confiança plena na pessoa e na autoridade de Jesus, entendido como enviado de Deus e centro do Reino que chega com ele.


b) São Paulo: destaca o fato de que pela fé em Deus se aceita uma mensagem de vida sob Jesus Cristo, morto e ressuscitado por nós (Cfr. Rom. 4, 25).


c) São João: a fé é um impulso interior que leva a reconhecer livremente o caráter divino de Jesus. Não tem uma causa externa porque é graça direta de Deus.





O Ato de fé:


A fé subjetiva contém as seguintes características:


a) É um ato de assentimento: o crente aceita verdades e mistérios que não são tão evidentes para a razão. Pela fé cremos ser verdadeiro o que nos foi revelado por Deus e o cremos não pela intrínseca verdade das coisas, percebida pela luz natural da razão, mas pela autoridade do mesmo Deus que se revela que não pode se enganar, nem nos enganar. O aspecto intelectual da fé significa que a fé é conhecimento certo, não simples opinião, e que não se esgota na confiança em Deus. O crente aceita e incorpora à sua visão da realidade, verdades concretas de modo que a sua fé possui um conteúdo preciso e certo.


b) É um livre condicionamento: pela fé o homem se confia livre e totalmente a Deus (D.V. 5). A fé é uma opção da vontade que se inclina para Deus e decide se entregar a Ele. Os sinais contidos na Revelação, não impelem o homem a aceita-la necessariamente. O homem permanece livre para responder a esses sinais.


c) É razoável: a fé supera a razão, como a graça supera à natureza, mas não a destrói nem a ignora. “Quero falar da doutrina de Cristo Salvador, a fim de que alguns não considerem o seu ensinamento demasiado rude e possam suspeitar que haja uma fé carente de razão (Santo Atanásio)”. Nesse sentido também Pascal afirmava: “Se submetemos tudo à razão, nossa religião nada terá de misterioso nem de sobrenatural. Se são desprezados os princípios da razão, nossa religião será absurda e ridícula”.  Os crentes tem sempre razões para crer, ainda que a fé proceda sempre de uma moção da graça.


d) É um dom gratuito e sobrenatural: “os homens não são capazes de alcançar nenhum conhecimento salvífico sem a graça de Deus” (Cfr. Concilio II de Orange, D. 373-378). A fé é um ato humano livre, mais só é possível mediante uma graça aceita pela pessoa.


e) A fé é o princípio e a base do modo de viver segundo o Evangelho (Cfr. Rom. 6, 3-4). A fé é para vida, deve se fazer operativa e deve se realizar na vida do crente.





 O Mistério Cristão e os dogmas da Igreja:



A religião crista é uma religião dogmática, quer dizer, os mistérios revelados são expressos pela Igreja em formulas de fé que traduzem as verdades divinas a linguagem humana. Os dogmas são a identidade doutrinal do cristianismo. São declarações precisas sobre a realidade sobrenatural e a confissões vivas de fé verdadeira.Os primeiros autores cristãos aplicaram a palavra dogma aos ensinamentos e preceitos de Jesus. Orígenes fala expressamente dos dogmas de Deus como diferentes das opiniões humanas. O dogma cristão se apresenta basicamente como pronunciamento eclesial sobre a verdade religiosa. Os dogmas são princípios fundamentais que orientam o comportamento humano.



O dogma não pode ser entendido como uma opinião, ou ponto de vista. É sempre formulado com rigor e precisão, que supõe veneração ao mistério que contem e também respeito e consideração ao intelecto e à sensibilidade do homem que o aceita. O dogma expressa sempre a consciência doutrinal e colegial da igreja, encerra sempre um componente eclesial e tradicional, que não pode ser simplesmente eliminado ou modificado ao sabor de opiniões divergentes.



O valor das fórmulas dogmáticas:



As fórmulas dogmáticas mantêm sempre o mesmo sentido que tinham no tempo que foram definidas pela igreja. São como portas ou aparatos que só permitem caminhar para frente e não mais para trás. O Concílio Vaticano I reconheceu o desenvolvimento dogmático, mas declarou que o dogma possui seu sentido próprio de uma vez para sempre e censuram aqueles que se separam desse sentido, sob o pretexto de um conhecimento superior, do progresso da ciência.


O caráter irreversível e irreformável do dogma se encontra implícito na infalibilidade da igreja guiada pelo Espírito Santo (que não erra):





O Espírito Santo faz com que a igreja participe da veracidade de Deus. Paulo VI insistiu na Encíclica Mysterium Fidei (1965) na necessidade de se reter as expressões precisas dos dogmas fixados pela tradição da igreja. O dogma nos proporciona o conhecimento certo, sem equívocos ou dúvidas sobre a verdade revelada. É um conhecimento certo porém, imperfeito por causa dos limites da nossa inteligência, da debilidade da linguagem humana e das circunstancias históricas da formulação, que às vezes não nos permitem captar e entender bem todos os aspectos de verdade que se encontram nela.



“As formulas dogmáticas devem ser consideradas como respostas a problemas precisos e é nesta perspectiva que permanecem sempre verdadeiras.”



A interpretação dos dogmas:



Os dogmas necessitam interpretação para que a verdade neles contida se faça mais clara e explicita à Igreja e a todos os crentes. A interpretação dos dogmas deve responder aos seguintes princípios:

a) Integração de todos os dogmas na totalidade da doutrina e na vida da Igreja (D.V. 8).

b) Integração de cada dogma no conjunto de todos os demais, já que os dogmas não são compreendidos senão a partir dos seus nexos intrínsecos e da hierarquia de verdades (U. R. 11).

c)-Compreensão analógica (como que), que permite superar interpretações errôneas.

d) Eliminação das concepções puramente simbólicas.

e) Idéia da interpretação como um processo que não é meramente intelectual, que deve ser entendido como um esforço espiritual dirigido pelo Espírito da Verdade.


O desenvolvimento dogmático:


Os dogmas não mudam, mas se desenvolvem. A verdade pode se desenvolver e receber uma nova formulação. Nesse caso, a doutrina não se corrompeu nem perdeu sua pureza evangélica. O que ocorre, é que o implícito na doutrina se torna mais explicito. Quando, por exemplo, a Igreja definiu os dogmas da Conceição Imaculada de Maria (1854), e de sua Assunção ao céu (1950), não inventou novas verdades marianas, mas declarou explicitamente aspectos que estavam contidos desde sempre no mistério de Maria. O desenvolvimento do dogma é sintoma da vida da Igreja.


O teólogo Cardeal John Newman em 1845 escreveu uma obra decisiva para explicar o desenvolvimento dogmático da Igreja, o “Ensaio Sobre o Desenvolvimento da Doutrina Cristã”. Nesta obra Newman propõe sete critérios que ajudam a distinguir um desenvolvimento genuíno de um falso:

a) “Preservação do tipo”: conservação da formula fundamental das proporções e da relação entre as partes e o todo.

b) “Continuidade de princípios”: cada uma das diferentes doutrinas representa princípios que vivem num nível mais profundo.

c) “Poder de assimilação”: uma idéia viva demonstra sua força por sua capacidade de penetrar a realidade, de assimilar outras idéias, de estimular o pensamento, e desenvolver-se sem perder sua unidade interior.

d) “Coerência lógica”: as conclusões dogmáticas devem ser sempre congruentes com os dados iniciais da Revelação.

e) “Antecipação do futuro”: tendências que só mais tarde chegarão a sua plenitude são signos do acordo do desenvolvimento posterior com a idéia original.
f) “Influência protetora sobre o passado”: um verdadeiro desenvolvimento confirma os desenvolvimentos e formulações precedentes, enquanto que uma corrupção é negadora do passado.


g) “Vigor durável”: a corrupção conduz à desintegração; o que esse corrompe não pode durar de modo que a força vital é um critério do desenvolvimento fiel e genuíno.




O que é teologia? Como se faz teologia? Quais as ferramentas (método) usadas?


De modo geral, quais os primeiros passos dados para se apropriar dos conteúdos teológicos e elaborarmos uma autêntica teologia?


1)-Teologia – discurso(estudo) sobre Deus e suas manifestações (economia).


2)-Teosofia – conhecimento sobre Deus a partir da filosofia e da sabedoria comum.


3)-Teodiceia – conhecimento de Deus a partir do problema da existência, do mal (Responde a pergunta: Se Deus é bom, porque permite o mal?).



Teologia compreende-se sob a mediação da fé. A fé pensada, a fé sentida e a fé enquanto agir, ação.




O teólogo trabalha com a dupla dimensão da fé: 





1)-Fides qua (a fé como ato livre de acolhida e vivencia da Revelação de Deus).



2)-Fides quae (a fé como reconhecimento e adesão subjetiva a Palavra de Deus).




O teólogo só pode pensar a fé a partir da comunidade eclesial, pois a fé é transmitida. Eu creio porque primeiro nós cremos.




No aprendizado da teologia o aluno deve apropria-se dos seguintes passos inicial: 




1)-Conhecer e apropria-se do conteúdo teológico.

2)-Elaborar sínteses.

3)-Fixar na memória.




Em um segundo momento, fazer teologia consiste em: 




Elaborar um discurso espontâneo; e ou, elaborar um discurso segundo as normas técnicas dos padrões científicosconforme as regras internas do discurso teológico.




Para isso, o teólogo iniciante deve: 



1)-Aprender as regras internas


2)-Compreender-lhe o significado.


3)-Apropria-se da linguagem técnica.


4)-Produzir conteúdos.



Na função aprender teologia, o acento cai no trabalho necessário de apropria-se dos conteúdos já elaborados, bem como ter uma visão completa de toda a história da teologia enquanto tal. Esse trabalho demanda tempo, pesquisa, leitura, anotações, sínteses, assimilação de ideias, conceitos, nomes de obras e autores, etc. Devemos entender que, apesar de haver um conteúdo, obras, e ideias, o aprendizado tem uma dinâmica própria e que toda teologia tem seu dado cultural circunstancial e contextual, mas que de outro modo, também faz caminho cuja característica e consequência se desenvolve de algum modo a-posteriori, deixando marcos de referencias.





Fazer Teologia



Fazer teologia tem dois níveis:



1)-O nível do discurso espontâneo que toda e qualquer pessoa pode fazer, tendo como pressuposto a experiência empírica a partir dos dados da fé revelada, sentida e celebrada. Tal discurso teológico parte de uma lógica não elaborada conforme o sentido mais técnico, é a teologia popular.



2)-A outra de nível, técnico e erudita, segue regras internas da própria natureza teológico-cientifica, de modo mais refinado. Nesse sentido há todo um processo elaborativo, cuja contribuição anterior das diversas áreas ajuda a compor o quadro, e a elaborar com objetivo próprio da teologia internamente, o discurso tipicamente teológico.



Mas uma teologia que fica apenas no discurso, pode se tornar oca, vazia. Isso se pode dizer, sobretudo da teologia no segundo nível.  A fé que é pensada, discursiva, deve se tornar fé sentida, celebrada, rezada, enfim uma Teologia de Joelhos como definem a teologia de Hans Urs von Balthasar.



Pois, para além dos conceitos frios, rígidos, acabados e parados do cientificismo, a teologia deve evocar a fé enquanto celebração daquilo que se crer. Isto é, a teologia enquanto fé celebrada deve constituir a alma da teologia enquanto corpo pensado, analogicamente falando. E seu lugar apropriado é a comunidade eclesial que o fim a quem se dirige todo trabalho teológico. O teólogo mais que pensar Deus, é aquele que se sente atraído por Ele e nele, percebe-se misticamente envolvido, como num auscultar e perscrutar de uma poesia cujos sentimentos afloram e desabrocha em arroubos de nítido amor amante.


Celebrar e rezar a Teologia



A teologia pensada, refletida, encontra seu lugar próprio na comunidade, mas uma comunidade que celebra a fé e a vida, que faz memória. Assim, a teologia que pensa, é a teologia que reza, que celebra. Celebrar os conteúdos da fé, enquanto discurso teológico, teologia enquanto discurso sobre Deus implica rezar, dançar e cantar os conteúdos cridos. No fundo o que está em jogo é a mística do teologizar a fé, a experiência sentida, pensada. A liturgia é o coração pela qual sentimos e rezamos aquilo que é próprio na/da teologia. Ela, a liturgia, é a teologia rezada, celebrada. Lex orandi, lex credenti, lex theologandi: a lei de orar é a lei de crer e de fazer teologia. (J. Libanio, A. Murad, 2011, pág. 55).



A Teologia enquanto ciência tem sua estrutura, seu momento interno, sua natureza. A teologia internamente possui enquanto ciência uma estrutura própria que adquiriu no decorrer de sua história. No centro da teologia está Deus, mistério insondável.


A teologia ao longo da história teve suas prioridades teológicas:




1)-No período da Patrística a teologia se caracterizou pela catequese, no combate às heresias, na formulação da sã doutrina unificada, por sua piedade e perfeição cristã. Sua reflexão se fazia a partir das categorias platônicas e neoplatônicas.



2)-Durante a Idade Média a teologia explorou os quatros sentidos do texto bíblico e da literatura cristã: o sentido literal; o sentido alegórico; o sentido tropológico e o sentido anagógico. A letra ensina os acontecimentos; a alegoria o que deves crer; a moral o que deves fazer; e a anagogia para ondes caminhamos escatologicamente. Essa dimensão sapiencial da teologia vigorou desde a Patrística até a entrada da metafisica de Aristóteles e a ruptura entre teologia e espiritualidade.




3)-Com os mestres da suspeitas, K. Max, Nietzsche, Emmanuel Kant, L. Feuerbach e S. Freud, a teologia viveu momentos críticos e de criticas. E mais ainda, com o advento da ciência moderna, sobretudo com Copérnico, Galileu e Newton nascem os conflitos mais arraigados que criou uma separação e feridas profundas que só no final do século XX e começo do século XXI é que começou uma nova jornada de amizades e curas.





Ciências exatas, Teologia, Filosofia, Psicologia e Sociologia são áreas do saber humano que tratam de temáticas diferentes, com critérios diferentes, mas com métodos de análises comuns (método científico), de modo que não se exclui umas às outras, elas se entreajudam e se complementam mutuamente. Não são justapostas, estão em campos distintos, mas em busca de compreensão da verdade sob aspectos e olhares diferentes, que não é o mesmo que estar em contradição ou contrários como inimigos. Todos estes saberes têm em mãos materiais de analises diferentes que se complementam e caminham por caminhos cuja hermenêutica e sistematização, tem suas próprias regras de exposição e assimilação. Seus objetivos são diversos um dos outros, enquanto ciências, mas comum enquanto experiência humana.



Os interesses das ciências humanas aparecem mais claramente vinculados com objetivo de incrementar, ampliar a interação e a comunicação entre as pessoas dentro de um universo de sentido. A teologia por sua vez, utiliza paradigmas para entender a relação central entre o ser humano e auto comunicação de Deus na história humana de modo concreto em ações e palavras. Cada qual na busca de seus interesses pode se entregar a ideologias ou usar delas para sua hermenêutica da realidade investigadas e para suas objetividades especificas, mas aí é uma outra questão, esta da instrumentalização da ciência e demais saberes como tal (que não é objeto deste estudo).




Ciência exatas e teologia estão em dois mundos de linguagem. A linguagem corriqueira, comum, corrente, diária, lógica, metódica, pautada por regras cientifica da comunidade cientifica é o que define o campo da ciência; na teologia a linguagem é de outra ordem. Ela vai além da linguagem corriqueira, lógica e cientificista, parte da narrativa histórica, poética, sapiencial e mística. Não que ela não use dessa outra linguagem (fria, neutra, lógica) e instrumentos das ciências como a arqueologia e a história, mas é que a teologia parte do mistério em linguagem simbólica que transcende a própria realidade. Linguagem que dá sentido, aquece e acalenta o coração, arde em amor, provoca fé e metanoia. Sua linguagem enche-se de paradoxos ao exprimir realidades inexprimíveis. Eis a natureza da linguagem teológica.





A teologia enquanto ciência do mistério situa-se no campo da fé, e por isso não pode situa-se na ordem da objetividade expositiva, do verificável pela repetição em laboratório, pois Deus não é objeto manipulável, observável, ela não expressa pensamentos simplesmente e tão somente. Seu pressuposto é a fé diante da Palavra de Deus e de sua ação no mundo e na vida. E nesse caso, sua linguagem simbólica corresponde melhor à natureza. Ela não se enquadra como uma “ciência exata” nem muito menos inexata, mas uma ciência cuja natureza transcendental e ao mesmo tempo imanente que toca profundamente nossa inteligência e nossa existência dando-nos o “logos” que não se reduz a simples logos terapia. A teologia constitui-se em movimento de espiral. Capta determinado dado inicial, reflete sobre ele, ampliando-o, para em momento ulterior retomá-lo, e sobre ele avançar a reflexão. Ao momento da escuta a tradição chamou auditus fidei, (ouvir a fé) e ao momento da reflexão intellectus fidei (pensar a fé). Não se trata de dois tipos de teologia positiva e especulativa, mas de um único processo teórico:



1)-auditus fidei – consiste em coletar (ouvir) o dado da tradição através do que foi exposto nas Escrituras, nos Padres da Igreja, nos grandes teólogos, na reflexão teológica recente. A preocupação desse momento é a descoberta dos dados, tomar conhecimento, acumular informações.


2)-intellectus fidei – consiste  ao contrário do momento anterior, em penetrar intelectualmente nos dados, refletindo, pensando, ampliando a capacidade de compreensão, abrindo novos horizontes, adaptado, atualizando o dado da revelação.  Aqui o teólogo usa sua capacidade de sistematização, de sínteses, de atualização e de releituras reinterpretando em novos esquemas mentais, em novas matrizes. Nesse processo de realização e trabalho de teologia, Clodovis Boff, distingue teologia de discurso religioso. A teologia é a operação teórica, disciplinada, autorregulada, enquanto o discurso religioso realiza a mesma operação de maneira espontânea, não controlada e regrada.



TIPOS DE SE FAZER TEOLOGIA



Em termos gerais, a teologia pode em sua análise partir de um princípio universal da fé, e por dedução ir explicitando-o aplicando-o a outras realidades – é a teologia dedutiva.


De outro modo a teologia pode partir de perguntas e realidades que emergem da vida humana e responder a luz da revelação – é a teologia indutiva.


Uma parte da tradição/fé para as realidades históricas; a outra parte das realidades históricas confrontando com o dado da revelação/fé.

A teologia teve e tem uma grande importância. Passou por fases e tempos. Desde o final do século XVIII até em meados do século XX passou por momento de ferro e fogo, tanto dentro da igreja como fora, mediante os ventos da modernidade:








































A Teologia conquistou seu lugar e hoje é respeitada enquanto ciência que tem uma contribuição a dar para a sociedade.




BIBLIOGRAFIA CONSULTADA:


-J. RATZINGER, Natura e compito della teologíaMillano, 1993


-Constituição Dogmática Dei Verbum


-Concílio Vaticano I, Constituição Dogmática sobre a Fé Católica


-Comissão Teológica Internacional, Unidade da fé e pluralismo teológico, tese 10.





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Neste Apostolado promovemos a “EVANGELIZAÇÃO ANÔNIMA", pois neste serviço somos apenas o Jumentinho que leva Jesus e sua verdade aos Povos. Portanto toda honra e Glória é para Ele.Cristo disse-nos:Eu sou o caminho, a verdade e a vida e “ NINGUEM” vem ao Pai senão por mim." ( João, 14, 6).Como Católicos,defendemos a verdade, contra os erros que, de fato, são sempre contra Deus.Cristo não tinha opiniões, tinha verdades, a qual confiou a sua Igreja, ( Coluna e sustentáculo da verdade – Conf. I Tim 3,15) que deve zelar por elas até que Cristo volte.Quem nos acusa de falta de caridade mostra sua total ignorância na Bíblia,e de Deus, pois é amor, e quem ama corrige, e a verdade é um exercício da caridade.Este Deus adocicado,meloso,ingênuo, e sentimentalóide,é invenção dos homens tementes da verdade, não é o Deus revelado por seu filho: Jesus Cristo.Por fim: “Não se opor ao erro é aprová-lo, não defender a verdade é nega-la” - ( Sto. Tomáz de Aquino) “Não a nós, Senhor, não a nós, mas ao vosso nome dai glória...” (Salmo 115,1)

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