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O Protagonismo dos leigos na Política na Igreja e no mundo

Written By Beraká - o blog da família on domingo, 1 de dezembro de 2019 | 22:53





Quem são os leigos?


“Sob o nome de leigos entendem-se aqui todos os cristãos, exceto os membros das Sagradas Ordens ou do estado religioso reconhecido na Igreja, isto é, os fiéis que, incorporados a Cristo pelo Batismo, constituídos em Povo de Deus e a seu modo feitos participantes da função sacerdotal, profética e régia de Cristo, exercem, em seu âmbito, a missão de todo o Povo cristão na Igreja e no mundo” (CIC §897).




“Uma vez que, como todos os fiéis, por meio do batismo e da confirmação, são destinados por Deus ao apostolado, os leigos, individualmente ou reunidos em associações, têm obrigação geral e gozam do direito de trabalhar para que o anúncio divino da salvação seja conhecido e aceito por todos os homens, em todo o mundo; esta obrigação é tanto mais premente naquelas circunstâncias em que somente através deles os homens podem ouvir o Evangelho e conhecer a Cristo” (CDC c. 225 §1).



O ministério dos leigos


Devemos lembrar que as portas sempre estiveram e continuam abertas para todo fiel que, como povo de Deus, queira participar e evoluir, a seu modo, do tríplice múnus de Cristo (cf. LG n.31), desenvolvendo a missão evangelizadora que Jesus Cristo deixou para nossa Igreja através dos frutos do Espírito Santo (cf. AA n.2).



Pelo chamado a um enobrecedor projeto de vida pessoal, sendo, pela graça, um instrumento para a construção do Reino de Deus (cf. CIC §2820), todo discípulo missionário deve engajar-se ativamente em algum ministério eclesial, ou em obras de ações sociais voltadas ao bem da comunidade, pois estando incorporado mais ativamente às obras divinas, produz frutos abundantes que o elevam ainda mais a um estado contemplativo de amizade com o Pai – servindo-O em ações de fraternidade, realizadas e reconhecidas em todas as missões exercidas para o bem comum dahumanidade (cf. Gl 6,10). “Consagram a Deus o próprio mundo” (LG n.34).




O Papa Francisco nos lembrou que a atuação na política por parte dos leigos é uma das mais altas formas de caridade. Mas, como assim?


(Por: Hannele Araújo – Comunidade Católica Shalom)


O leigo católico é convidado a atuar na política por amor. Amor a Deus, a sua pátria, a seus valores cristãos e ao próximo, e não somente em vista do seu bem estar material e social.São Tomas More, patrono dos políticos e chanceler do Rei Henrique VIII, morreu por não deixar-se corromper. More não abriu mão dos valores católicos que são valores universais, ou seja, não servem “apenas” aos católicos, mas a todos os povos. Ele nos ensina:


“O homem não pode se separar de Deus nem a política da moral”.


O mesmo santo disse, ao ser condenado à morte por se manter fiel à Igreja: “Ninguém no seu leito de morte se arrependeu jamais por ter sido católico.”  Tomas More morreu pela fé ao não usar seu cargo político para promover a corrupção e preservar sua vida terrena. Ele foi um cidadão consciente dos seus atos e sabia que grave distorção seria se afirmar católico e, ao mesmo tempo, ignorar a importância de uma vida pública coerente com valores cristãos inegociáveis. Ele não morreu ou lutou por uma ideologia, ele morreu por uma pessoa, por amor a Jesus Cristo e a seu Reino.


Em um Brasil tão polarizado pela política partidária, não há como ser verdadeiramente católico sem rezar, ocupar mente e coração com o que está acontecendo com nosso país. Muitas vezes nos deixamos tomar pela desesperança e acabamos por repetir a velha sentença: “Odeio política”, porque nos sentimos impotentes diante de tanta corrupção. Entretanto, somos filhos do Deus do Impossível, somos marcados pela Paz, somos cidadãos do Céu e queremos que a vida nesta Terra seja, para todos, vida em abundância como nos disse Jesus. Abundância, principalmente e essencialmente, da Graça, da fé, da dignidade humana restaurada ao se reconciliar com o Criador e, por consequência, com as criaturas.


O outro não é meu inimigo, mas meu irmão e é um cidadão!


Queremos um país onde reine a Paz não por amor a uma ideologia ou pensamento, mas por Amor a uma pessoa que conhecemos, descobrimos e que causou a maior de todas as revoluções no mundo, a revolução da Cruz, do Amor, do abaixamento. O poder que transformou e transforma todas as coisas é do Amor de Cruz e Ressurreição que Jesus nos oferece para com o coração convertido ao Evangelho anunciar a Paz em todas as instâncias da sociedade. Dentro das Igrejas, das Assembléias Legislativas, do Congresso Nacional e aonde Nosso Senhor quiser nos enviar.



Você sabia que em passado recente, quase foi aprovada uma proposta de lei que poderia tirar a liberdade de pais católicos de educar livremente e segundo sua fé, seus filhos?


Você sabia que esta proposta não passou graças a muitas orações e ações de cristãos no Congresso Nacional? Você sabia que o PNE (Plano Nacional de Educação), votado pelo Senado propunha o ensino da Ideologia do Gênero em todas as escolas brasileiras? O próprio site do Senado noticiou que o “Alô Senado” ficou congestionado por ligações de cidadãos, a maioria que se manifestavam contra a PL 122, a chamada “Lei da Mordaça Gay” e contra o PNE.


De forma geral sabemos opinar muito e detectar os problemas de maneira magistral. Mas, e as soluções, e as respostas para estes males? Que fonte segura buscar?


A resposta deveria ser óbvia e clara, entretanto não é. Mas, temos sim uma fonte de documentos segura e iluminada pelo próprio Criador das estruturas humanas: a Doutrina Social da Igreja, as encíclicas relacionadas às questões sociais da humanidade e muito mais.  Será que conhecemos a Doutrina Social da Igreja? Será que sabemos que está à nossa disposição um grande tesouro de sabedoria semeado, fecundado e frutificado durante mais de dois mil anos? Precisamos urgentemente, estudar este material para em espírito de diálogo com Deus, permitir que a Verdade molde nossas mentalidades segundo o Evangelho de Cristo e nos ofereça, assim, respostas preciosas e eficazes.


Por fim, não podemos nos esquecer de que em ano de eleições e manifestações, devemos usar as nossas armas mais poderosas contra a corrupção e a favor da Paz: o terço, a Eucaristia e a proclamação da Verdade na caridade. Contemos também com a intercessão de Nossa Senhora de Guadalupe e consagremos, sem cessar, toda a América Latina à poderosa intercessão de Sua Mãe e Padroeira.

Hannele Araújo – Comunidade Católica Shalom









O que diz a doutrina Católica sobre os leigos e a política?


(Blog do Carmadélio – Comunidade Católica Shalom)


Catecismo da Igreja Católica:§2246 -  “Faz parte da missão da Igreja emitir juízo moral também sobre as realidades que dizem respeito à ordem política, quando o exijam os direitos fundamentais da pessoa ou a salvação das almas, empregando todos os recursos, e somente estes, que estão de acordo com o Evangelho e com o bem de todos conforme a diversidade dos tempos e das situações”


Compêndio da Doutrina Social da Igreja Católica, publicação oficial da Igreja:571- O empenho político dos católicos é freqüentemente posto em relação com a “laicidade”, ou seja, a distinção entre a esfera política e a religiosa. Tal distinção é um valor adquirido e reconhecido pela Igreja, e faz parte do patrimônio de civilização já conseguido. A doutrina moral católica, todavia, exclui claramente a perspectiva de uma laicidade concebida como autonomia da lei moral: A “laicidade”, de fato, significa, em primeiro lugar, a atitude de quem respeita as verdades resultantes do conhecimento natural que se tem do homem que vive em sociedade, mesmo que essas verdades sejam contemporaneamente ensinadas por uma religião específica, pois a verdade é uma só. Buscar sinceramente a verdade, promover e defender com meios lícitos as verdades morais concernentes à vida social, a justiça, a liberdade, o respeito à vida e aos demais direitos da pessoa , é direito e dever de todos os membros de uma comunidade social e política. Quando o Magistério da Igreja se pronuncia sobre questões inerentes à vida social e política, não desatende ás exigências de uma correta interpretação da laicidade, porque não pretende exercer um poder político nem eliminar a liberdade de opinião dos católicos em questões contingentes. Entende, invés, como é sua função própria, instruir e iluminar a consciência dos fiéis, sobretudo dos que se dedicam a uma participação na vida política, para que o seu operar esteja sempre ao serviço da promoção integral da pessoa e do bem comum. O ensinamento social da Igreja não é uma intromissão no governo de cada País. Não há dúvida, porém, que põe um dever moral de coerência aos fiéis leigos, no interior da sua consciência, que é única e unitária.”



Compêndio da Doutrina Social da Igreja Católica, publicação oficial da Igreja 382 - Quando o poder humano sai dos limites da vontade de Deus, se autodiviniza e exige submissão absoluta, torna-se a Besta do Apocalipse, imagem do poder imperial perseguidor, ébrio do sangue dos santos e dos mártires de Jesus (Ap. 17, 6). A Besta tem a seu serviço o falso profeta (Ap. 19, 20), que impele os homens a adorá-la com portentos que seduzem. Esta visão indica profeticamente todas as insídias usadas por Satanás para governar os homens, insinuando- se no seu espírito com a mentira. Mas Cristo é o Cordeiro Vencedor de todo poder que se absolutiza no curso da história humana. Em face de tais poderes, São João recomenda a resistência dos mártires: dessa maneira, os fiéis testemunham que o poder corrupto e satânico é vencido, porque já não tem ascendência alguma sobre eles.”



A Instrução Libertatis conscientia, publicada pelo Papa João Paulo II e retomando as grandes chaves de leitura da Doutrina Social da Igreja, asseverou:



“Nesta missão, a Igreja ensina o caminho que o homem deve seguir neste mundo para entrar no Reino de Deus. Por isso, sua Doutrina abarca toda ordem moral e, particularmente, a justiça, que deve regular as relações humanas. […] Quando propõe sua doutrina acerca da promoção da justiça na sociedade humana ou exorta os leigos ao engajamento, segundo sua vocação, a Igreja não excede seus limites […] Na mesma linha, a Igreja é fiel à sua missão, quando denuncia os desvios, as servidões e as opressões de que os homens são vítimas; quando se opõe às tentativas de instaurar, seja por oposição consciente, seja por negligência culposa, uma vida social da qual Deus esteja ausente, enfim, quando exerce seu julgamento a respeito de movimentos políticos que pretendem lutar contra a miséria e a opressão, mas são contaminados por teorias e métodos de ação contrários ao Evangelho e ao próprio ser humano.” (Idem, p. 1122)



Portanto, Católico não deve votar em partidos que tenham um comprometimento formal com a legalização do aborto, uma vez que o tema atinge o bem natural maior, que é a vida dos mais indefesos, os nascituros.


Fonte: Blog do Carmadélio - Comunidade Católica Shalom








Resumo do Documento 105 CNBB - Cristãos Leigos e Leigas na Igreja e na Sociedade Sal daTerra e Luz do Mundo (Mt 5, 13-14) 54ª Assembleia Geral – Aparecida





Introdução


No dom de ser cristão, todos se tornam discípulos missionários. • Na descoberta do viver com Ele, o cristão torna-se anunciador, testemunha. Os modelos de organização eclesial podem mudar ao longo da história – fica sempre a primazia do amor (1Cor 13). O cristão é um sujeito eclesial, ou seja, maduro na fé, testemunha o amor à Igreja, serve aos irmãos, permanece na escuta da palavra, obediente a inspiração do Espírito Santo. Deve ter coragem e ousadia para dar testemunho de Cristo.Os pastores da Igreja agradecem aos cristãos leigos e leigas pelo testemunho de fé, pelo amor e dedicação a Igreja e pelo entusiasmo com que se doam ao povo, às comunidades, às suas famílias, às suas atividades profissionais, até ao sacrifício de si. • Nós, bispos, com toda a Igreja de Cristo, somos devedores a estes e estas, que carregam a Igreja no coração e nos ombros e fazem acontecer o Reino com suas mãos e seus pés. • Os leigos vivem no mundo, em todas as profissões e trabalhos, nas condições comuns de vida familiar e social. São chamados a viver segundo o Evangelho como fermento de Santificação, sendo testemunha da fé, da esperança e do amor. • Paulo VI lembra que o leigo, não é responsável pelo desenvolvimento da comunidade eclesial, esse papel é especifico dos pastores. O leigo a chamado a agir fora da igreja. • Hoje temos um imenso número de leigos com um alto grau de sentido de comunidade, uma grande fidelidade a caridade, a catequese, da celebração e da fé.


Capítulo 1


O Cristão leigo, sujeito na Igreja e no mundo: Esperanças e Angústias - Nos leva a um “passeio histórico” pela Teologia do Laicato (no mundo e na América Latina) nos últimos 50 anos! Documentos do CELAM Rio de Janeiro 1955 Medellín 1968 Puebla 1979 Santo Domingo 1992 2007 1965.



“Se o sal perde seu sabor, com que se salgará?” (Mt 5,13) Sujeito eclesial: Discípulos Missionários e Cidadãos do Mundo. “Vós sois o sal daTerra”. “vós sois a Luz do mundo.” (Mt 5,13-14).


Nem o sal, nem a luz , nem a Igreja vivem para si mesmo


Missão iluminar, doar, dar sabor e se dissolver.Eu sou a videira e vós os ramos (Jo 15,1-8). A vitalidade dos ramos depende de sua ligação com a videira – Jesus Cristo. Daí a necessidade de pertença a uma comunidade de fé, para se alimentar. Papa Francisco na EG pede aos leigos que saiam para o encontro com Cristo vivo e com os irmãos. Na Carta de Diogneto – cristãos são a alma do mundo. Assim como a alma está no corpo, assim os cristãos estão no mundo.


Avanços e Recuos



Muitos leigos são teólogos, formadores, pregadores da palavra, etc. Grupos de reflexão bíblicos, escolas de teologia, as pastorais. Muitos jovens estão criando consciência de serem missionários. Temos a ação de muitos leigos com uma vida de espiritualidade, fazendo visita a hospitais, as periferias. Muitas dioceses contam com leigos na administração dos bens, do dízimo • Muitos leigos competentes no mercado de trabalho, nas diferentes áreas levando a mensagem de Cristo através de seus comportamentos • Muitos leigos envolvidos na politica, com a intenção de fazer o bem ao próximo • Hoje existe a mística da proximidade, a pedagogia do diálogo, superação de estruturas ultrapassadas, vejam os tribunais eclesiásticos, existe a consciência de quem toca no pobre, toca na carne de Jesus. • A Igreja não tem medo de entrar na noite do povo.


Recuos


Ainda é insuficiente o numero de leigos atuando nas estruturas do mundo e da sociedade • Muitos ainda valorizam o serviço somente no interior da Igreja, não assumindo a missão para o mundo. • Proliferação de grupos de elite, pretensão de dominar o espaços da igreja, fofocas, criticas exageradas. • É preciso muito discernimento a respeito da pratica de determinados exorcismos, e promessas de cura, certos estilos de celebrações, especialmente na mídia. • Existe muito clericalismos, ou seja, centralização nos padres. • Persiste o amadorismo em relação à preparação e formação de lideranças, discórdias, divisões, apego aos cargos, acumulo de responsabilidades. • Desafio para superação do analfabetismo bíblico • Existe dentro da Igreja o pelagianismo, ou seja, o homem não precisa de Deus para sua salvação, cumprindo os ritos ele se salva por si mesmo, não necessita da graça de Deus.



Rostos do laicato


Casais que constituem a Igreja doméstica, por meio da convivência e educação dos filhos crescem na santidade familiar. • Pais que acolhem a vida humana, desde a concepção, assumem com amor os filhos com deficiência, dando testemunho do evangelho da vida. • As crianças da catequese, crianças que são coroinhas, tornando a Igreja mais bela e atraente e evangelizam seus familiares, amigos e outras crianças. Essas crianças são o germe do laicato maduro. • A participação das mulheres nas responsabilidades pastorais, porque o gênio feminino é necessário em todas as expressões da vida vai social. • Constata-se o crescimento da consagração de leigos para o bem da Igreja e da sociedade. • A Igreja se alegra com os cristãos leigos que atuam como coordenadores, lideres nas pastorais e movimentos. Esse é um serviço do lava-pés, seguindo o Cristo Bom Pastor, agindo em nome da Igreja em favor do povo. Liderar é um ato de amor à Igreja, que convence e anima outro. • Os vocacionados são filhos de Deus pelo batismo, e não devem compreender sua vocação com honra, status ou vantagem pessoal, devem ser discernido pela Igreja. • Missionários nas Igrejas irmãs que oferecem suas vidas para o crescimento do Reino.


Lógica individualista de um mundo globalizado Papa Francisco no dia mundial da paz


Precisamos vencer a indiferença com as obras de misericórdia para conquistar a paz. • Caim se mostrou indiferente em relação ao irmão. O bom samaritano, pelo contrário, deixou-se comover, venceu a indiferença pela misericórdia • Corremos o risco de perder a capacidade de chorar com quem chora, mas também de nos alegrar com quem se alegra (Rm 12,15).


O mundo globalizado além de “unificar a economia”, também inclui o homem com seus anseios e desejos, tornando-o um voraz consumidor, tornando a vida perversa e competitiva. Essa lógica se caracteriza por: • Satisfação individual e indiferença pelo outro • Supremacia do desejo em relação às necessidades • Predomínio da aparência em relação à realidade • Inclusão perversa, que gera uma falsa necessidade e desejo aos incluídos no mercado • Falsa satisfação – bens efêmeros Contradições do mundo globalizado • Desenvolvimento x pobreza • Confiança no mercado x crises constantes • Enriquecimento de uns x degradação ambiental • Bem estar de uns x exclusão da maioria • Busca de riqueza x corrupção e tráfico • Segregação dos grupos sociais privilegiado x segregação em bolsões de pobreza • Redes sociais virtuais x indiferença real.


Para viver na Igreja e viver a missão temos que aprender a distinguir • Pluralidade, que respeita as diferenças do relativismo que se pauta pela indiferença • A secularidade que valoriza as conquistas humanas do secularismo que considera Deus como intruso • Benefícios da tecnologia da dependência de eletrônicos • Uso das redes sociais como forma de relações mais amplas da comunicação virtual isolada que dispensa a relação pessoal • Consumo dos bens necessários da busca desordenada • Uso do dinheiro para justa aquisição de bens da idolatria do dinheiro como valor absoluto • Autonomia, liberdade do isolamento individualista • Valores e instituições tradicionais do tradicionalismo que se nega a dialogar com o mundo. • Vivência comunitária que possibilita a justa relação com o outro do comunitarismo sectário que isola o grupo do mundo.


Tentações na missão do leigo:


Ideologização da mensagem evangélica – interpretar o evangelho fora da bíblia • Reducionismo socializante – reduzir a palavra de Deus a partir da ótica puramente social. Tanto o liberalismo de mercado como o marxismo são reducionistas. • Ideologização psicológica – entende o encontro com Cristo como dinâmica do autoconhecimento, não há a transcendência, não existe a missionariedade. • Proposta gnóstica – A partir da razão, do conhecimento, confiam mais nos raciocínios do que na graça • Proposta pelagiana- procura a solução dos problemas sem recorrer a graça de Deus, confia apenas na disciplina, na lei, no rigor. • Clericalismo – o Padre centraliza tudo, assim o leigo assume o que é mais cômodo para ele • Comunitarismo Sectário – comunidade que se veem mais puras do que os que estão de fora. • Secularismo – é a negação da religiosidade, em prol de uma vida corrida com a preocupação com o dinheiro, família o social.


A necessária mudança de mentalidade e de estruturas


A igreja não é ilha de perfeitos, viver e atuar no mundo globalizado implica mudança de mentalidade e de estruturas • A Igreja é chamada a ser comunidade de discípulos de Jesus, e deve-se aprofundar no conhecimento, na vivencia do amor e acolhimento. • Viver de modo que sejamos sinal de contradição a tudo o que não condiz com o plano de Deus • Organização da comunidade permitindo a inserção de varias pessoas com dons e funções distintas • Convidados a buscarmos os sinais do Reino no mundo e valorizá-los • Viver como comunidade que pratica a fraternidade aos mais frágeis e necessitados. • Devemos ser igreja em saída e acompanhar o irmão que ficou caído pelo caminho • Bento XVI nos diz que o leigo não é um colaborador mas um corresponsável do ser e agir da Igreja, sempre em comunhão cordial com bispos • O testemunho da unidade em meio a diversidade deve tornar a igreja resplandecente e fascinante.


Somos sujeitos de nossas vidas pelas nossas palavras e ações


No seguimento de Cristo, somos conscientes de nossa dignidade, livre de qualquer escravidão e capaz de doar-nos ao serviço do Reino Igreja povo de Deus peregrino e evangelizador • Somos chamados de povo de Deus, e quando Deus chama alguém, tem sempre em vista o serviço a todo um povo • “antes não eram povo, agora porém, são povo de Deus, alcançaram misericórdia. (1Pd, 2,10) • A noção de Igreja como povo de Deus lembra que a salvação, embora pessoal, não considera as pessoas de maneira individualista, mas com inter-relacionadas e interdependentes. • Deus vocaciona as pessoas e as santifica como comunidade, como povo de Deus. • Papa Francisco: “ninguém se salva sozinho, isto é, nem como indivíduo isolado, nem por suas próprias forças” • A inter-relação e interdependência nos leva a valorizar o outro, o diferente. • Ser povo de Deus é ser o fermento de Deus no meio da humanidade, é anunciar e levar a salvação de Deus a este nosso mundo.


A Igreja, Corpo de Cristo na história


Os cristãos são chamados a serem os olhos, os ouvidos, as mãos, a boca, o coração de Cristo na Igreja e no mundo. • O batismo nos incorpora a Cristo, ao sairmos das águas do batismos, todos nós ouvimos a voz que um dia se fez ouvir nas águas do Jordão, “Tu és meu filho muito amado” (Lc 3,22). Nos tornamos filhos de adoção e irmãos de Cristo. • A crisma nos unge com o óleo do mesmo Espirito Santo, para sermos defensores e difusores da fé. • A Eucaristia une a todos nós na mesma fração do pão (1Cor 10,17) • Os bispos do Brasil, tomaram por fazer da catequese um processo de inspiração catecumenal. A iniciação àVida Cristã há de caracterizar toda a catequese, de modo que todos os membros da Igreja e os que nela se inserem, ou a ela retornem, encontrem Cristo Ressuscitado, façam verdadeira experiência do amor de Deus e se tornem autênticos discípulos missionários do Evangelho de Cristo. • Deus nos dota com um instinto da fé, o sensus fidei, que nos ajuda a discernir o que vem realmente de Deus.


Perfil Mariano da Igreja


Maria por sua fé e obediência à vontade de Deus e por sua constante meditação e prática da Palavra, é a discípula mais perfeita do Senhor. • O perfil mariano é para a Igreja, tão fundamental e característico, senão muito mais, que o perfil apostólico e petrino • Maria precede Pedro e os apóstolos, ela é figura da Igreja, na sua pessoa a Igreja já atingiu a perfeição • Em Maria, mulher leiga, santa, Mãe de Deus, os fiéis leigos encontram razões teológicas para a compreensão de sua identidade e dignidade no povo de Deus. Vocação Universal a Santidade.


A maior parte dos batizados ainda não tomou plena consciência de sua pertença à Igreja


Sentem-se católicos, mas não Igreja”(DSD,96) O cristão leigo é verdadeiro sujeito na medida em que: • cresce na consciência de sua dignidade de batizado, • assume de maneira pessoal e livre as interpelações da sua fé, • abre-se de maneira integrada às relações fundamentais (com Deus, com o mundo, consigo mesmo e com os demais), • contribui efetivamente na humanização do mundo, rumo a um futuro em que Deus seja tudo em todos.


Entraves à vivência do cristão como sujeito na Igreja e no mundo


O cristão encontra alguns entraves para a vivência de sua fé de modo integral e integrado. Eis algumas delas: • Oposição entre a fé e a vida • Oposição entre sagrado e profano • Oposição entre a Igreja e o mundo • Oposição entre identidade eclesial e ecumenismo.



A AÇÃO TRANFORMADORA NA IGREJA e NO MUNDO


E a massa toda fica fermentada (Mt 13,33) “ Ide pelo mundo inteiro e anunciai a boa nova a toda criatura!” (Mc 16,15).Enviados por Cristo, em comunhão com os ministros ordenados e as pessoas da vida consagrada, os cristãos leigos são fermento. • O fermento quando misturado à massa, desaparece. No entanto a massa já não é mais a mesma • O Papa quer uma igreja de portas abertas: • Mais forte no queriguima do que no legalismo • Igreja da misericórdia mais do que da severidade • Não crescer por proselitismo (catequese, apostolado), mas por atração


Cada cristão é missionário na medida em que se encontrou com o amor de Deus


É necessário e educar o povo na leitura e na meditação da Palavra, do contrário como vão anunciar uma mensagem cujo conteúdo e espírito não conhecem profundamente. • A oração e a contemplação são fundamentais na vida dos cristãos, é preciso cultivar um espaço interior, onde se dedica um tempo à oração sincera, que leva a saborear a amizade e a mensagem de Jesus. • O discípulo missionário enfrentará realidades que contradizem o Reino de Deus e deve gritar. • Não nos roubem o entusiasmo missionário” • “Não nos roubem a alegria da evangelização” • “Não nos roubem a esperança” • “Não deixemos que nos roubem a comunidade” • “Não deixemos que nos roubem o Evangelho” • “Não deixemos que nos roubem o ideal de amor fraterno”



Igreja pobre, para os pobres, com os pobres


Na Evangelii Gaudim é dito, que existe um vínculo indissolúvel entre a fé e os pobres. Não os deixemos jamais sozinhos” (EG, n. 48). • Devemos praticar a cultura do encontro: “Isso implica não se fechar na própria comunidade, na própria instituição paroquial ou diocesana, no grupo de amigos, na própria religião, em si mesmo.” ( EG, n. 220) Espiritualidade Encarnada • Uma espiritualidade encarnada caracteriza-se pelo seguimento de Jesus, pela vida no Espírito, pela comunhão fraterna e pela inserção no mundo.


Presença e organização dos cristãos leigos e leigas no Brasil


Nos anos 70:


Criação de organismo de articulação do Laicato, o então Conselho Nacional dos Leigos (CNL), hoje Conselho Nacional do Laicato do Brasil (CNLB).


Hoje:


A Igreja conta com uma gama variada de Associações de fiéis que agregam leigos e clérigos, leigos(as) consagrados(as), cada qual com seu carisma. • Novas comunidades: “Todas as formas de Associação existem para edificação da Igreja e para contribuir com a sua missão no mundo.



Formação do laicato


“Aqueles que ocupam funções de direção ou exercem especial responsabilidade no povo de Deus – bispos, presbíteros, diáconos, consagrados e lideranças leigas de um modo geral – são responsáveis pelo processo formativo.” • A formação do sujeito eclesial, para ser integral, precisa considerar as dimensões humana e espiritual, teológica e pastoral, teórica e prática. • É um caminho longo, requer itinerários diversificados, respeitando o processo de cada indivíduo • Requer acompanhamento do discípulo • A espiritualidade tem que transformar a vida de cada discípulo.



Referências


-Catecismo da Igreja Católica. São Paulo: Edições Loyola, 1999

-CELAM. Documento de Aparecida. São Paulo: Paulus, 2008

-Código de Direito Canônico. São Paulo: Edições Loyola, 2001

-Documentos do Concílio Ecumênico Vaticano II. São Paulo: Paulus, 2014

- Doutrina Social da Igreja

- Documento 105 CNBB - Cristãos Leigos e Leigas na Igreja e na Sociedade Sal daTerra e Luz do Mundo (Mt 5, 13-14) 54ª Assembleia Geral – Aparecida



Apostolado Berakash


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Neste Apostolado promovemos a “EVANGELIZAÇÃO ANÔNIMA", pois neste serviço somos apenas o Jumentinho que leva Jesus e sua verdade aos Povos. Portanto toda honra e Glória é para Ele.Cristo disse-nos:Eu sou o caminho, a verdade e a vida e “ NINGUEM” vem ao Pai senão por mim." ( João, 14, 6).Como Católicos,defendemos a verdade, contra os erros que, de fato, são sempre contra Deus.Cristo não tinha opiniões, tinha verdades, a qual confiou a sua Igreja, ( Coluna e sustentáculo da verdade – Conf. I Tim 3,15) que deve zelar por elas até que Cristo volte.Quem nos acusa de falta de caridade mostra sua total ignorância na Bíblia,e de Deus, pois é amor, e quem ama corrige, e a verdade é um exercício da caridade.Este Deus adocicado,meloso,ingênuo, e sentimentalóide,é invenção dos homens tementes da verdade, não é o Deus revelado por seu filho: Jesus Cristo.Por fim: “Não se opor ao erro é aprová-lo, não defender a verdade é nega-la” - ( Sto. Tomáz de Aquino) “Não a nós, Senhor, não a nós, mas ao vosso nome dai glória...” (Salmo 115,1)

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