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Se José teve ou não, filhos próprios antes de Maria, é dogma ? ou questão teológica em aberto ?

Written By Beraká - o blog da família on segunda-feira, 27 de junho de 2016 | 23:23




É preciso entender que o inquestionável dogma da Virgindade Perpétua de Maria, não trata sobre José, ou seja, se o mesmo tinha ou não filhos anteriores a Maria. Este tema na teologia e na tradição é uma questão em aberto, ou seja, não se chegou ainda a um veredito definitivo por parte da Igreja. A tradição nos diz que José era já de idade avançada, quando se casou com Maria (tradição que nasce de livros apócrifos e não dos evangelhos). Por causa disso, sobretudo na Igreja Ortodoxa, já desde o Século III, nasceu a tradição segundo a qual se afirma que os "irmãos de Jesus" (Tiago, José, Simão e Judas - Veja Mateus 13,55 e Marcos 6,3), na verdade, eram filhos de um casamento de José antes de ter sido esposo de Maria. Nesse caso José teria casado com Maria depois de ter ficado viúvo. Esta tese foi defendida também por antigos pais da igreja tais como: Orígenes, Eusébio de Cesaréia, Epifânio, Ambrósio e outros, segundo a qual José era viúvo quando se casou com Maria, e os aludidos irmãos e irmãs eram filhos de seu matrimônio anterior, com uma tal Melca ou Esca, chamada por outros Salomé.Os protestantes também têm sua própria lista, é melhor chamá-la de “pretensa lista, de citações de Pais da Igreja”. Os citados quando não têm seus textos falseados são hereges que só, por isso, não merecem nenhuma atenção. Os mencionados são:Irineu, Tertuliano, Santo Eusébio, Santo Epifânio, Hegesipo, Helvídeo, Vigilâncio, Joviniano e pasmem!!! Nestório. Tertuliano primeiramente defensor assíduo da fé cristã, depois no fim da vida acaba por se tornar um herege montanista. Santo Agostinho nos informa que Tertuliano, por fim, acaba por fundar uma seita própria, o próprio Santo Agostinho diz ter trazido de volta ao seio da Igreja seus últimos adeptos. [Os Padres da Igreja - séc I – IV / Jacques Liébaert] O «Protoevangelho de Tiago» afirma que José era originário de Belém e, antes do matrimónio com a Virgem Maria, seria casado com uma mulher com quem teve seis filhos: quatro homens (Judas, José, Tiago e Simão) e duas mulheres (Lísia e Lídia). No entanto, teria ficado viúvo muito cedo e com os filhos para educar.






De acordo ainda com os apócrifos, José, já em idade avançada, uniu-se a um grupo de homens, todos descendentes de David.O sacerdote Zacarias teria ordenado que todos os filhos da estirpe real fossem convocados para disputar o matrimónio com a Virgem Maria, futura Mãe de Jesus, à época com doze anos e que vivera nove anos no Templo de Jerusalém.Por indicação divina, estes homens castos conduziram até ao altar os seus cajados, de entre os quais Deus faria florir o do eleito.José foi o escolhido.Inicialmente hesitante devido à grande diferença de idade, foi admoestado por Zacarias a submeter-se à vontade divina, acolhendo a Virgem em sua casa.





A história de Maria nos evangelhos apócrifos, textos das origens do cristianismo que não fazem  parte do Cânon da Bíblia, nos traz novidades sobre a vida dessa personagem tão cara e polêmica entre os cristãos. Os principais textos e evangelhos apócrifos que falam sobre Maria são: O nascimento de Maria: Proto-evangelho de Tiago; O nascimento de Maria: Papiro Bodmer; Evangelho do Pseudo-Mateus; História de José, o carpinteiro; Evangelho armênio da infância; Evangelho dos Hebreus; Livro da infância do Salvador; Pistis Sophia; Aparição à Maria: Fragmentos de textos coptas; Lamentação de Maria: Evangelho de Gamaliel; Maria fala aos apóstolos: Evangelho de Bartolomeu; Trânsito de Maria do Pseudo-Militão de Sardes; Livro do descanso; O evangelho secreto da Virgem Maria.



A leitura desses escritos apócrifos sobre Maria, a mãe de Jesus, é uma viagem fascinante. Quem começa não quer parar. Muitas curiosidades são sanadas ou deixadas em aberto diante das possíveis “fantasias” relatadas. Muitas tradições religiosas em relação à Maria, guardadas na memória popular e em dogmas de fé, têm suas origens nos apócrifos, assim como: 





A palma e o véu de nossa Senhora; as roupas que ela confeccionou para usar no dia de sua morte; sua assunção ao céu; a consagração à Maria e de Maria; os títulos que Maria recebeu na ladainha dedicada a ela; os nomes de seu pai e de sua mãe; a visita que ela e Jesus receberam dos magos; o parto em uma manjedoura, etc. A nossa devoção Mariana é mais apócrifa que canônica.



A virgindade de Maria é defendida pela quase totalidade dos apócrifos. Segundo essa tradição, ela era virgem antes, durante e depois do parto. Ao falar da virgindade de Maria, a comunidade dos apócrifos tem intenção mais apologética que histórica. A pureza de Maria é demonstrada pela sua vida consagrada no templo de Jerusalém. Ela está sempre em contato com o sagrado. Quando Jesus nasce, a virgindade de Maria é mantida. A parteira Salomé ousou testar a sua virgindade colocando o seu dedo na “natureza de Maria” e suas mãos pegaram fogo. Assim, o teste corporal feito por Salomé comprovou a virgindade de Maria. Mais tarde, quando a gravidez de Maria é denunciada aos sacerdotes, esses confirmam a sua virgindade com outro teste comum entre os judeus, o da água amarga (Nm 5,11-31). Maria não foi culpada de adultério pelos sacerdotes. José tinha certeza que não teve nenhum relacionamento sexual com ela, portanto, ela continuava virgem. Quanto aos outros filhos de José (4 homens e 2 mulheres), os apócrifos dizem que eles eram do primeiro casamento. Logo, Maria não teve outros filhos, permaneceu virgem até a morte. 





São Gregório de Nissa (330 — 395):


"Pois se José a tomou como sua esposa com o proposito de ter filhos, por que ela ficou pensando sobre o anuncio de sua maternidade, se ela mesma aceitou o fato de se tornar mãe de acordo com a lei da natureza? Mas assim como era necessário Guardar o corpo da consagrada a Deus como oferenda intocada e Espírito Santo, por esta mesma razão, ela afirma, mesmo se você é um anjo que desceu do céu e mesmo que este fenômeno está além da capacidade dos homens, no entanto, impossível para mim conhecer homem. Como devo tornar-me mãe sem conhecer homem? Pois, embora considere um José para ser meu marido, ainda assim não conhecerei homem" (Sobre a Geração de Santo Cristo, 5)




São Máximo, o Confessor (580 — 662):


"O nascimento e a adolescência daquela que concebeu e deu à luz - evento impensável, incompreensível, inefável! - ao Filho de Deus, o Verbo, Rei e Deus do Universo, já haviam sido mais maravilhosos que tudo o que se pode ver na natureza. Desde então, todos os dias de sua inteira existência, mostrou um estilo de vida superior à natureza [...] Logo, no caminho de sua fatigosa tarefa, sofreu e suportou muitas tribulações, provas, aflições e lamentos durante a Crucifixão do Senhor, alcançando uma completa vitória  e obtendo coroas de triunfo, até ao ponto de ser constituída a Rainha de todas as criaturas[...] A Virgem não só  animava e ensinava aos santos apóstolos e aos demais fiéis a ser pacientes e suportar as provas, senão que era solidária com eles em suas fadigas, lhes sustentava na pregação, estava em união espiritual com os discípulos do Senhor em suas privações e suplícios, em suas prisões[...] Depois da partida de João, o Evangelista, São Tiago, o filho de José, também chamado «irmão do Senhor», tomou a seu cuidado a santa Mãe de Cristo..." (Vida da Virgem)



 











Os irmãos de Jesus eram irmãos de criação. Nem é preciso recorrer à interpretação de Jerônimo (séc.IV E.C.) que entendeu o substantivo irmão dos evangelhos canônicos como primos, parentes. Segundo os apócrifos, José já tinha 93 anos, quando se casou com Maria, uma jovem entre 14 e 15 anos. Nos diálogos que Maria tem com os apóstolos, anjos e Jesus, sempre vem ressaltado a sua condição de virgem. As virgens são suas amigas no templo. Um grupo delas é designado para o seu cuidado na casa de José. Após a morte de Maria, são outras virgens, iguais a ela, que preparam o seu corpo e seguem o cortejo. João, aquele que recebeu o encargo de cuidar dela, levou a palma da virgindade de Maria, porque também se manteve virgem. Por isso se oferece a palma à Maria nas coroações de Nossa Senhora. Esses e tantos outros elementos nos mostram como as comunidades discutiram a questão da virgindade de Maria, bem como reafirmam as informações sobre esse tema conservadas nos evangelhos apócrifos (Não reconhecidos como Canônicos pela Igreja Católica).




Os escritores dos evangelhos tornam claro o entendimento de que os irmãos de Jesus eram filhos de José em razão de seu matrimônio anterior:



O fato de que Jesus confiou Sua mãe aos cuidados de João (João 19,26 - 27) indica que os ‘irmãos’ (e irmãs) de Jesus não eram propriamente filhos de Maria. Que eles eram mais velhos que Jesus é demonstrado pela atitude deles no seu relacionamento para com o Senhor Jesus, pois eles tentavam repreendê-lo e falavam-lhe com severidade (João 7, 3 - 4) procurando interferir em Sua conduta por outras maneiras. Tais atitudes somente seriam cabíveis a irmãos mais velhos, segundo os costumes da época.




DADOS ARQUEOLÓGICOS:




O pesquisador da Sorbonne de Paris, André Lamaire, revelou ao mundo a descoberta de um ossário (uma caixa de ossos) do século I, na qual encontra-se a inscrição aramaica: “Ya’akov bar Yosef akhui di Yeshua” (Tiago filho de José irmão de Jesus). Seria a primeira evidência arqueológica da existência de Jesus. Que pensar sobre o assunto? Há alguma implicação para a nossa fé? Como fica a questão da virgindade de Maria, mãe de Jesus?



1   Do ponto de vista científico:


Não se pode dizer com toda certeza que se trata do Tiago, do José e do Jesus do Novo Testamento. Os próprios cientistas reconhecem que, sendo esses três nomes muito comuns no século I, feitos os cálculos de probabilidade, haveria provavelmente cerca de vinte pessoas que, naquela época, poderiam se chamar Tiago, filho de José, irmão de Jesus. Assim, nunca será possível afirmar com certeza que se trata dos personagens bíblicos.Do ponto de vista da frase em si mesma, se olharmos bem, ela é ambígua: pode significar que Tiago é filho de José e é irmão de Jesus ou pode dizer que Tiago é filho de José e que este José é irmão de Jesus.



Suponhamos ainda que este Tiago seja o irmão do Senhor de que fala o Novo Testamento. Então, a inscrição está afirmando que ele é filho de José. Seria o José de Maria? Seria um outro José, parente (= irmão), também ele de Jesus? Recordemo-nos que, na linguagem bíblica, irmão não significa simplesmente filho do mesmo pai ou da mesma mãe. Então, aqui se trataria de Tiago, que é da parentela do Senhor e seu pai, como o pai de Jesus, chamava-se também José.Há, então, muita coisa que, do ponto de vista científico, é incerto e, pelo jeito, permanecerá incerto por um bom tempo.





2. Do ponto de vista teológico


A única questão que pode suscitar perguntas, do ponto de vista da teologia católica, é a realidade dogmática da virgindade perpétua da Virgem Maria. É parte da fé católica que a Mãe de Jesus é perpetuamente Virgem. Isso exclui totalmente a possibilidade que a Virgem Santíssima tenha outros filhos naturais, além de Jesus.




Exegeticamente, é fora de dúvida que quando o Novo Testamento fala em “irmãos de Jesus”, de modo nenhum está referindo-se aos filhos de Maria! A palavra irmãos pode indicar vários graus de parentesco. Supondo que José tenha morrido cedo (como é muito provável, já que os evangelhos não se referem mais a ele), e Maria tenha ficado sozinha (já que Jesus saiu de casa para exercer seu ministério público), era totalmente conforme aos usos judeus que a Virgem tivesse uma relação muito próxima com o clã, a família, sobretudo do marido. Por isso vemos algumas vezes as referências aos irmãos de Jesus, com quem Maria aparece nos evangelhos.Mas, e se este José da inscrição encontrada no ossário for o José, esposo de Maria? Então, os irmãos de Jesus são irmãos no sentido nosso, irmãos não de fato.É verdade. Mas, nem neste caso deve-se negar a virgindade de Maria. Há uma antiqüíssima tradição do século I, que já aparece no Proto-evangelho de Tiago, que afirma que José era viúvo ao casar com Maria e os irmãos de Jesus seriam filhos de José com uma primeira esposa. As Igrejas do Oriente em geral seguem esta tradição. Contudo, as duas opiniões são possíveis e compatíveis com a fé na virgindade de Maria, que tanto os católicos quanto os ortodoxos, apesar de serem separados, afirmam dogmaticamente, segundo a constante Tradição da Igreja.




Uma coisa deve, portanto, ficar clara: a atual descoberta de modo nenhum coloca em dúvida o problema de virgindade perpétua de Nossa Senhora. Também deve ficar claro que tal virgindade não é uma questão sem importância para os católicos e ortodoxos: ela é parte da fé da Igreja, e isso não por horror ao sexo ou por idolatria de um hímen. A virgindade de Maria tem um profundo sentido na simbologia bíblica: ela é a imagem viva da virgem filha de Sião, o Israel fiel do Antigo Testamento; ela é também imagem vivente da Igreja, virgem e mãe. Aqui seria muito longo mostrar como isto aparece de modo belo, claro e profundo nos textos bíblicos.









No entanto, que fique bem claro isso: é de fé católica a virgindade de Maria antes, durante e depois do parto. Somente na fé poderemos afirma-la compreender sua realidade. A questão verdadeira é, portanto, esta: cremos que Deus pode intervir no mundo? Senão acreditemos, podemos dizer adeus cristianismo: teríamos crido em vão, teríamos apostado a vida numa ilusão!




Uma comissão oficial de peritos em arqueologia sob a responsabilidade do Governo de Israel, tornou pública uma comunicação afirmando que a inscrição no ossário não é autêntica, isto é, não é do tempo de Jesus, mas foi aberta recentemente como fraude. O ossário é do século I; a inscrição, não!







Portanto, nenhum problema com o dogma da virgindade de Maria


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6 de julho de 2016 13:29

No caso a virgindade de Maria é uma suposição, digo depois de ter Jesus! É essas suposições são baseadas em escritos apócrifos, que não fazem parte do cânon! Minha pergunta é! I igreja não aceita os apócrifos pq? Se falam tanto sobre os personagens bíblicos? E baseado somente nos evangelhos, não a base alguma que diga que ela continuou virgem depois do nascimento? É também não fala que os filhos são de José ou são delá também? O que nos leva a crer que o assunto é uma incógnita e não pode se ter certeza disto? Correto a não ser é claro a fé de quem disse que assim era, e de quem crê que assim é!

6 de julho de 2016 16:50

Prezada Micheli,

Com relação a estas suas duvidas, sugerimos a leitura de matéria já publicada no blog neste link abaixo (Copie e cole):

http://berakash.blogspot.com.br/2011/03/virgem-maria-mae-de-deus-e-mae-da.html

Shalom !!!

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