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Já ouviu alguém dizer: “Prefiro errar com o papa que errar sozinho ?”

Written By Beraká - o blog da família on terça-feira, 28 de junho de 2016 | 14:07









A frase "Prefiro errar com o Papa, do que acertar sozinho" é muito citada. Especialmente por aqueles que, não tendo mais argumentos, se refugiam no argumento de autoridade. O tema é delicado, e para evitar falsas interpretações, serei até repetitivo:





A frase acima citada pretende demonstrar uma grande devoção ao Papa, e, ao mesmo tempo, insinua que o oponente está contra o Papa. Na verdade, ela é falsa e demonstra que quem a usa, de fato, não tem verdadeira devoção ao Papa, e não tem também boa doutrina.


Senão, vejamos:


A pessoa diz: "Prefiro errar com o Papa...", fingindo devotamento ao Papa e à doutrina de Pedro. Mas o que, de fato, ela está dizendo é que o Papa pode errar. Ora, o Papa não pode errar. O Papa é infalível, quando fala ex cathedra, ou quando, em seu Magistério Ordinário, ensina o que sempre os Papas ensinaram num problema universal, dando sempre a mesma solução, sempre ensinada pelos seus antecessores. Porém, quando um Papa dá uma sua simples opinião pessoal, ele pode errar.



Dizendo que prefere errar com o Papa, no fundo, essa pessoa está negando a infalibilidade papal. O que é heresia.


Depois a pessoa diz, provando sua "modéstia" e acusando insidiosamente o oponente de orgulhoso e de pouca fidelidade ao papado: "do que acertar sozinho"... insinuando que ele pretende "acertar sozinho". Acusando o opositor de singularidade e soberba.Na realidade, quem usa desse sofisma e dessas insinuações revela um parco conhecimento da doutrina da infalibilidade.


É preciso aqui esclarecer que o Papa só é infalível quando fala ex cathedra, isto é, quando ensina matéria de Fé ou de moral, a toda a Igreja, com o poder dado por Cristo a Pedro, e com intenção de definir de forma definitiva e irrevogável, ensinando o que é certo, e condenando o que é errado. Estas são as condições da infalibilidade papal, segundo o Concílio Vaticano I, que proclamou o dogma da infalibilidade pontifícia.



Os ensinamentos dos Papas, ainda que pronunciados não de modo ex cathedra, isto é, em seu Magistério Ordinário, mas por exemplo nas encíclicas, podem ser infalíveis quando os Papas, continuamente, tratando de uma questão de importância universal, e ensinam continuamente a mesma coisa. Por isso, a doutrina do Magistério Ordinário também deve ser acatada como infalível, desde que ensinada desse modo. É o que faz com que os ensinamentos permanentes e constantes das encíclicas devam ser aceitos como infalíveis, apesar de que devemos dar a estes um assentimento racional e não de fé.


O Concílio Vaticano I não declarou que tudo o que a pessoa que exerce o papado diz é infalível. Noutras palavras, a infalibilidade está ligada à condição de Papa, e não é uma qualidade pessoal de quem está exercendo o papado.



Há pois que distinguir entre o Papa no cargo nfalível nas condições citadas e a pessoa humana falível que é Papa, e que pode pessoalmente cair em erro, quando fala como simples pessoa particular, dando uma opinião puramente pessoal sobre algo. Dizer, então: "Prefiro errar com o Papa..." é confundir o que a pessoa que está no Sumo Pontificado diz como pessoa particular, quando pode pessoalmente errar, com o que diz o Papa, enquanto Papa, que é sempre infalível quando fala ex cathedra, ou no Magistério Ordinário, na forma como foi dita.



Essa distinção pode ser encontrada no próprio Evangelho:


Logo depois de dar a Pedro o poder das chaves, esse mesmo Apóstolo, falando como Simão, filho de Jonas - e não como Pedro -,cometeu um erro dizendo a Jesus que devia afastar-se de Jerusalém. Cristo lhe respondeu chamando-o de satanás. Deve-se seguir sempre a Pedro como Vigário de Cristo, o que não implica segui-lo quando Simão trai a Cristo três vezes. Portanto, preferiria você errar com Simão, no pátio da casa de Caifás, ou ficar fiel, sozinho, junto à Cruz no Calvário ?


"Ubi Petrus, ibi Ecclaesia". Essa é uma verdade na qual todo católico deve firmemente crer. Mas ela não pode ser substituída por outra, que diga erroneamente: "Ubi Simon, ibi Ecclesia". Não é a pessoa que tem o cargo que deve ser seguida, e sim o PAPA como vigário de Cristo.





Deve-se sempre, absolutamente, acatar todo ensinamento ex cathedra, sob pena de deixar de ser católico, como se deve também respeitar o Magistério Ordinário. Não é lícito crer que se pode, à vontade, discordar do Papa naquilo que ele ordinariamente afirma, acreditando ser obrigatório acreditar, apenas, naquilo que ele afirma em caráter extraordinário.




Como princípio, não se pode discordar do Papa, mesmo quando se pronuncia de modo falível, como se discorda de um jornalista, por exemplo. É preciso haver fortíssimas razões para isso. E essas fortíssimas razões são os ensinamentos de outros Papas, e não nossa opinião.


Mesmo quando o Papa ensina ordinariamente, isso não significa que é apenas Simão quem fala, e não Pedro. Pedro, e não apenas Simão, também fala falivelmente. Ele não é Pedro apenas quando fala ex cathedra.Mas, não se deve querer errar com ninguém, nem mesmo com o Papa, que pode errar quando dá uma simples opinião pessoal. A autoridade do Papa não foi instituída por Cristo para que errássemos com ele, mas para acertarmos com ele.


Ora, em abril de 1986, o Papa João Paulo II, em carta oficial aos Bispos do Brasil, escreveu o seguinte:


"Estamos convencidos, nós e os Senhores, de que a Teologia da Libertação é não só oportuna, mas útil e necessária".



Tempos depois, porém, a Teologia da Libertação foi condenada pela Igreja. Que prova isto? Prova que o Papa não é infalível ao fazer simples discursos, ou ao escrever simples cartas.A infalibilidade exige que o Papa esteja ensinando toda a Igreja, sobre Fé e moral, com o poder dado por Cristo a Pedro e a seus sucessores, os Papas, e com intenção de definir uma questão, isto é, ensinando algo, e proibindo pensar o oposto.




Também São Pio X, um Papa santo, elogiou o movimento do Sillon, e, logo depois, condenou o Sillon na Carta Apostólica "Notre Charge Apostolique", humildemente reconhecendo que o Sillon o enganara.




“Louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo”

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Neste Apostolado promovemos a “EVANGELIZAÇÃO ANÔNIMA", pois neste serviço somos apenas o Jumentinho que leva Jesus e sua verdade aos Povos. Portanto toda honra e Glória é para Ele.Cristo disse-nos:Eu sou o caminho, a verdade e a vida e “ NINGUEM” vem ao Pai senão por mim." ( João, 14, 6).Como Católicos,defendemos a verdade, contra os erros que, de fato, são sempre contra Deus.Cristo não tinha opiniões, tinha verdades, a qual confiou a sua Igreja, ( Coluna e sustentáculo da verdade – Conf. I Tim 3,15) que deve zelar por elas até que Cristo volte.Quem nos acusa de falta de caridade mostra sua total ignorância na Bíblia,e de Deus, pois é amor, e quem ama corrige, e a verdade é um exercício da caridade.Este Deus adocicado,meloso,ingênuo, e sentimentalóide,é invenção dos homens tementes da verdade, não é o Deus revelado por seu filho: Jesus Cristo.Por fim: “Não se opor ao erro é aprová-lo, não defender a verdade é nega-la” - ( Sto. Tomáz de Aquino)

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