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Pergunta que não cala: Precisava Deus ter sacrificado Cristo na Cruz ?

Written By Beraká - o blog da família on domingo, 28 de outubro de 2012 | 23:32



Nós iremos afundo no assunto de justificação, reconciliação e perdão  para o entendimento deste plano de amor do Pai:

O que você deve compreender ao ler este texto é o problema no universo que a mentalidade bíblica (a mentalidade de Deus) está tentando resolver por meio da morte de Cristo.
Como isto difere dos problemas que a mentalidade secular diz que Deus tem de resolver?

“A quem Deus propôs, no seu sangue, como propiciação, mediante a fé, para manifestar a sua justiça, por ter Deus, na sua tolerância, deixado impunes os pecados anteriormente cometidos...”(Romanos 3:25)

Reduza isso ao problema mais básico ao qual a morte de Cristo se propõe a resolver ?

Deus propôs Cristo (Ele lhe enviou para morrer) para demonstrar sua retidão (ou justiça).

O problema que carecia de uma solução teológica, era que Deus por alguma razão, parecia ser injusto, e quis exaltar e limpar seu nome. Esta é a explicação base.



Mas o que criou aquele problema?

Por que Deus enfrentou o problema de precisar dar uma demonstração pública de sua retidão?
A resposta está na última frase de versículo 25:

“Por ter Deus, na sua tolerância, deixado impunes os pecados anteriormente cometidos.”

O que isso significa?

Significa que durante séculos Deus continuou fazendo o que o Salmo 103:10 diz:

“[Deus] Não nos trata segundo os nossos pecados, nem nos retribui segundo as nossas iniqüidades...”

Ele tinha ignorado milhares de pecados. Ele os tinha perdoado, lhes permitindo continuar, não os castigando.

O Rei Davi é um bom exemplo:


Em 2 Samuel 12, ele é confrontado pelo profeta Natã por cometer adultério com Bateseba e matado seu marido. Natã interroga:”Por que desprezaste a palavra do SENHOR?”(2 Samuel 12:9).

Davi sente a repreensão de Natã, e no versículo 13 diz: Pequei contra o Senhor. A isto Natã responde: Também o SENHOR traspassou o teu pecado; não morrerás.

Apenas isso! Adultério e assassinato são ignorados.

Nosso senso de justiça urge:

Não! Você não pode apenas o deixar ir assim. Ele merece morrer ou ser severamente castigado.Mas Natã não diz isso. Ele diz:  “O SENHOR traspassou o teu pecado; não morrerás.”

Por que o Perdão é um Problema?

Isso é o que o Paulo quer dizer em Romanos 3:25 ,por deixar de lado os pecados cometidos. Mas por que isso é um problema?

É percebido como um problema pela mentalidade secular que Deus é bondoso para com os pecadores?

Quantas pessoas fora do escopo da influência bíblica lutam com o problema de um Deus santo e íntegro que faz o sol nascer para maus e bons, e envia chuva para justos e injustos (Mateus 5:45)?

Quantos lutam com a aparente injustiça de Deus ser indulgente para com os pecadores? Quantos dos cristãos lutam com fato de ser seu próprio perdão uma ameaça à retidão de Deus?

A mentalidade secular não consegue avaliar as situações do modo como a mentalidade bíblica o faz, e Por que isso?

Porque a mentalidade secular inicia seu pensamento de um ponto de partida radicalmente diferente da bíblico. Não começa com os direitos de Criador inerentes a Deus:O direito de ostentar e exibir o valor infinito de sua retidão e glória.

Ela começa com o homem e assume que Deus se moldará aos nossos direitos e desejos.

O Pecado é um Depreciador da Glória de Deus ?

Veja o versículo 23: “Porque todos pecaram e destituídos estão da glória de Deus.”

O que está em jogo em meio ao pecado é a glória de Deus.

Quando Natã confronta Davi, ele cita Deus como que dizendo: Por que você me desprezou?

Nós poderíamos imaginar Davi respondendo:

“O que você quer dizer com eu o desprezei ? Eu não o desprezei. Eu nem mesmo estava pensando em você.Apenas me interessei por esta mulher, e então me apavorei com a possibilidade de outros descobrirem. Seu nome nem mesmo foi citado...”

Portanto, o problema quando Deus ignora o pecado é que ele parece concordar com esses que desprezam seu nome e depreciam a sua glória. Ele parece estar dizendo que é uma questão indiferente que sua glória que seja menosprezada.

Ele parece tolerar a baixa estipulação de seu valor.


Que pessoa secular perde seu sono pela aparente injustiça de ser Deus benigno para com os pecadores?

Mas, de acordo com Romanos, este é o problema mais básico que Deus resolveu pela morte de seu Filho.

Leiamos novamente: Para manifestar a sua justiça, por ter Deus, na sua tolerância, deixado impunes os pecados anteriormente cometidos; tendo em vista a manifestação da sua justiça no tempo presente... Deus seria injusto se ele ignorasse os pecados como se o valor de sua glória fosse nulo.

Deus viu a sua glória sendo desprezada por pecadores (como Davi) ,Ele viu seu valor depreciado e seu nome desonrado por nossos pecados,e em lugar de vindicar o valor de sua glória matando seu povo, ele vindicou sua glória matando o seu Filho.

Porque Deus enviou o seu Filho ao mundo, não para que julgasse o mundo, mas para que o mundo fosse salvo por Ele(João 3:17).

Sabemos que Deus é por nós. Sabemos que nossa salvação é o objetivo da vinda de Jesus. Mas nós conhecemos os alicerces de tudo isso?

Sabemos que há um objetivo ainda mais profundo no envio do Filho?

Sabemos que o amor de Deus para conosco depende de um amor ainda mais profundo, isto é, o amor de Deus por sua glória?

Sabemos que a paixão de Deus para salvar os pecadores reside em uma paixão ainda mais intensa, isto é, a paixão de Deus para vindicar sua própria retidão?

Nós temos consciência de que a realização da nossa salvação não está centrada em nós, mas na glória de Deus?

A vindicação da glória de Deus é o fundamento de nossa salvação (Romanos 3:25-6), e a exaltação da glória de Deus é o objetivo de nossa salvação.

Cristo foi feito ministro da circuncisão, para que os gentios glorifiquem a Deus pela sua misericórdia(Romanos 15:8-9).


Alguém poderia perguntar: Como pode ser o amoroso Deus se auto-exaltar na obra da cruz?

Se ele está realmente exaltando sua própria glória e vindicando a própria retidão, então como a cruz é realmente um ato de amor por nós?.

A mentalidade bíblica nos aponta  o seguinte: A cruz é o apogeu do amor de Deus para com os pecadores, não porque demonstra o valor dos pecadores, mas porque vindica o valor de Deus para alegria dos pecadores.

O amor de Deus pelo homem não consiste em fazer do homem o centro, mas de tornar a si mesmo centro para o homem. A cruz não dirige a atenção do homem para seu próprio valor, mas para a retidão de Deus.

A auto-exaltação de Deus, é amor, porque nos preserva e nos oferece o único Objeto de desejo capaz de nos satisfazer por completo: O próprio  Deus todo-glorioso, o Deus todo-justo.

Por que a Cruz é Loucura para o mundo ?

A razão primária do porquê a cruz é loucura para o mundo é que ela significa o fim da auto-exaltação humana, e um compromisso radical para com a exaltação divina.

Antes, a cruz é um chamado à exultação” radical na exaltação de Deus.

A cruz é a morte da nossa demanda para sermos amados e feitos o centro.

E ela é o nascimento da alegria em fazer de Deus o centro.

PERGUNTAS SOBRE O PLANO DE DEUS:



Eu redescobri a Igreja recentemente e tenho recebido várias perguntas constrangedoras de meus pais que não consigo responder. Elas acabam tornando-se minhas dúvidas também, por isso gostaria da ajuda de vocês para respondê-las.

Aqui vão algumas delas:

1)- Por que, se Deus é justo e perfeito, os descendentes de Adão e Eva devem ser julgados por um crime que não cometeram?

2)- Caso Fulano matasse alguém, os filhos e netos e bisnetos de Fulano deveriam ser julgados culpados e sofrerem as mesmas penas somente por terem nascido?

3)-Por que algumas crianças morrem antes de serem capazes de escolher entre Deus ou o pecado, algumas ainda no ventre materno? Ouvi dizer que seria para poupar a própria criança que em vida cometeria pecados muito mais graves, isso procede? Para mim parece confuso.

4)- Se só nós cometemos os pecados, por que toda a criação teve que decair? Eles (animais) precisam matar para sobreviver. E nós precisamos matá-los ou colocá-los em cativeiro por toda vida para nos alimentar.

Muito obrigado pela atenção.
André.

RESPOSTA

Meu caro André, salve Maria.

1)- Sua primeira pergunta é sobre a justiça de Deus na questão do pecado original.

Deus não nos responsabiliza, nem nos pune pessoalmente pelo pecado original de Adão e Eva. Todos os homens nascem com o pecado original, mas nenhum homem é punido pessoalmente por esse pecado que foi só de Adão e Eva.

Ninguém vai ao inferno por ter o pecado original, pois que ele não é de responsabilidade pessoal. Se Deus punisse com o inferno, alguém, pelo pecado de Adão e Eva, evidentemente seria uma injustiça. O pecado original foi de Adão, pessoalmente.

Ocorre, porém, que, com esse pecado, Adão danificou a natureza humana.

E como ele era a fonte de toda a humanidade, ele nos transmitiu,não a culpa do pecado,mas apenas uma natureza danificada pelo pecado.

Por isso ninguém confessa ser culpado do pecado original que é só de Adão.

Você imagine um homem que adquira  AIDS, ao cometer um pecado. O filho não herda a culpa do pai. Mas vai receber, com a natureza, o virus da aids. Ele não herda a culpa moral do pai. Recebe dele apenas uma natureza doente como consequência.

O filho de um alcoólatra sofre consequências semelhantes(A propensão ao alcoolismo).

Quando Adão pecou, ele perdeu uma série de dons que Deus lhe havia concedido.

Além disso, Adão, revoltando-se contra Deus, danificou a natureza humana.

Antes do pecado, a natureza de Adão era toda ordenada. Depois, a inteligência humana ficou prejudicada, e tendente ao erro e não à verdade.

A vontade humana ficou desregrada e tendente ao mal. A sensibilidade ficou desordenada, e, por isso, temos sentimentos irracionais: Simpatizamos com quem não devemos, e antipatizamos sem razão, com quem nos faria bem, etc.

O corpo ficou revoltado contra o domínio da alma. Em suma, nossa natureza ficou tendente ao erro e ao pecado. Nisto consiste a herança do pecado original, e não na herança da culpa moral que cabe só a Adão e Eva.

2)Caso um fulano, como você diz, matasse alguém, os filhos não herdariam essa culpa.

Mas herdam, sim, a desonra desse crime.Dos pais, herdamos não as culpas deles, mas apenas sua honra ou desonra, assim como, possivelmente, as “tendências” para os pecados em que eles mais caíram ou viveram.

3)- Sua segunda pergunta é por que Deus permite que algumas crianças morram antes de nascer ou quando ainda muito pequenas ?

Deus só quer o bem de todos. Viver mais ou menos tempo é um bem relativo, porque Ele não nos criou para vivermos neste mundo e sim no céu. Por isso, Ele nos deixa viver o tempo mais conveniente para nosso bem.

A Providência de Deus guia as causas segundas, isto é, as leis naturais.

Se Ele permite que uma criança morra cedo ou bem pequena, isso não significa de modo algum que Deus vai destiná-las ao inferno. Se a criança foi batizada, ela vai diretamente ao céu, porque não tem culpa alguma.

Se ela não foi batizada e está com o pecado original, ela não pode ser mandada ao inferno, porque como lhe expliquei acima,ela não tem culpa pessoal pelo pecado de Adão.

Ela, porém, não pode entrar no céu, pois não foi redimida pelo sangue de Cristo, cujos méritos ela receberia no batismo.Isso tudo não quer dizer que essa criança vai estar perdida.

Segundo alguns teólogos, Deus dará às crianças que morrem sem batismo uma oportunidade de escolha entre o bem e o mal, e conforme elas escolherem, irão para o céu ou para o inferno.

Mas isto é apenas uma opinião de alguns teólogos. Segundo outros, Deus daria a essas crianças que morrem sem batismo uma felicidade natural completa, ainda que não o céu.

Pessoalmente, acho a primeira opinião mais interessante, mas eu não sou teólogo, e minha opinião não tem importância.

De tudo isso, a regra fundamental é que Deus sempre faz acontecer o que é melhor para cada um.

4)- Enfim você me pergunta por que Deus puniu toda a criação e por que precisamos matar animais para comer, etc.?

Quando Adão foi amaldiçoado por Deus, disse-lhe:

"Por tua causa, maldita será a terra". Tanto Deus ama o homem que, para poupá-lo, desviou parte do mal dele, fazendo que a terra, para produzir, devesse ser cultivada, e que naturalmente ela não produza cafezais e trigais, que o homem tem que cultivar com trabalho e suor.

O fato de ser necessário aos animais comerem ervas, e outros animais, e que nós devamos comer outros seres tirando-lhes a vida, não é um mal.

Deus fez um ser para o outro. O sol é que permite a vida na terra. A terra sustenta as plantas. Estas sustentam os animais que se  sustentam, e nos sustentam.

Por que Ele fez assim?

Para nos mostrar que devemos servir uns aos outros. André me pergunta. Eu lhe respondo. André, com a resposta, vai ajudar outros. E assim por diante. Nós existimos uns para os outros e todos para Deus.

Deus que se fez nosso servo, a ponto de lavar os pés dos Apóstolos, e que nos lava as culpas com seu sangue derramado por nós na Cruz.

Deus que nos dá seu próprio corpo como comida, e seu sangue como bebida. Deus que nos dá inteligência para ver a verdade e para amá-la.

Deus que quer-se nos dar eternamente no céu. É no Coração d’Ele que espero, um dia, estarmos todos reunidos.

É por isso que concluo escrevendo:

In Corde Jesu, semper, para sempre,

Orlando Fedeli.

FONTE:Montfort

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Neste Apostolado promovemos a “EVANGELIZAÇÃO ANÔNIMA", pois neste serviço somos apenas o Jumentinho que leva Jesus e sua verdade aos Povos. Portanto toda honra e Glória é para Ele.Cristo disse-nos:Eu sou o caminho, a verdade e a vida e “ NINGUEM” vem ao Pai senão por mim." ( João, 14, 6).Como Católicos,defendemos a verdade, contra os erros que, de fato, são sempre contra Deus.Cristo não tinha opiniões, tinha verdades, a qual confiou a sua Igreja, ( Coluna e sustentáculo da verdade – Conf. I Tim 3,15) que deve zelar por elas até que Cristo volte.Quem nos acusa de falta de caridade mostra sua total ignorância na Bíblia,e de Deus, pois é amor, e quem ama corrige, e a verdade é um exercício da caridade.Este Deus adocicado,meloso,ingênuo, e sentimentalóide,é invenção dos homens tementes da verdade, não é o Deus revelado por seu filho: Jesus Cristo.Por fim: “Não se opor ao erro é aprová-lo, não defender a verdade é nega-la” - ( Sto. Tomáz de Aquino)

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