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RENOVAR OU REFORMAR A IGREJA ?

Written By Beraká - o blog da família on segunda-feira, 23 de maio de 2011 | 23:39




INTRODUÇÃO:

LUMEN GENTIUM 8 : “...De igual modo, a Igreja abraça com amor todos os afligidos pela enfermidade humana; mais ainda, reconhece nos pobres e nos que sofrem a imagem do seu fundador pobre e sofredor, procura aliviar as suas necessidades, e intenta servir neles a Cristo. Enquanto Cristo «santo, inocente, imaculado» (Hebr. 7,26), não conheceu o pecado (cfr. 2 Cor. 5,21), mas veio apenas expiar os pecados do povo (Hebr. 2,17), a Igreja, contendo pecadores no seu próprio seio, simultaneamente santa e sempre necessitada de purificação, exercita continuamente a penitência e a renovação.

1)- Não se pode colocar a Diaconia e a Catequese à frente do Querígma. 



Colocar o rico tesouro da catequese Cristã a quem não experimentou de Deus, e nem aderiu ainda a Ele, é atirar pérolas a porcos, ou dar caviar a defunto.


O RICA ( Ritual de Iniciação Cristã) já estabeleceu esta ordem de princípios na Iniciação Cristã.


2)- É preciso primeiro levar a pessoa, alvo do amor e da misericórdia de Deus, a experimentar pessoalmente o Deus da misericórdia.

3)-Ora, experimentar o amor misericordioso de Deus não é um privilégio de poucos escolhidos, ou predestinados,mas um direito de toda humanidade, que geme e chora em dores de parto aguardando a manifestação dos filhos da luz.


4)-A RCC ao contrário da TEOLOGIA DA LIBERTAÇÃO, (Que quer reformar a Igreja deste a forma de interpretar as escrituras, numa perspectiva sociológica, até a reforma litúrgica) não é um movimento de reforma, mas de renovação. Renovação e reforma não são termos sinônimos, mas distintos:

REFORMAR: É mudar o que está estabelecido.

RENOVAR: É apenas dar nova vida ao que já existe e está estabelecido.Se promovo uma reforma em uma casa, eu mudo completamente a sua forma, portanto REFORMEI. 

Se eu restauro um quadro, ou obra de arte, não mudo nada, apenas dei nova vida e realcei as cores e formas já existentes sem mudar nada, apenas RENOVEI.

5)- O teólogo alemão Heribert Muhlen - referiu-se à Renovação Carismática –‘não como um movimento da Igreja, mas sim, como a Igreja em movimento’- querendo salientar que este movimento carismático se fundamenta na redescoberta do imenso tesouro que a Igreja Católica recebeu de Jesus e no reencontro da ação poderosa do Espírito Santo que renova continuamente todas as coisas.



As reflexões abaixo irão tentar sem dar por fechado e encerrado esta diferenciação basilar e fundamental da RCC.

MOVIMENTOS DE RENOVAÇÃO E REFORMA

Pe. José Artulino Besen
(Prof. de História do ITESC)


O “Século de Ferro”, com a decadência na vida monástica, na Sede de Pedro e mesmo na vida cristã, demonstrou que a conversão dos povos bárbaros não tinha levado a um autêntico estilo de vida cristã, pois, por trás de uma sociedade cristã, se ocultava um mundo viciado de antigas práticas pagãs, ainda não tocado pelo Evangelho.

IGREJAS PRÓPRIAS

Uma das pragas, surgida desde o século VII entre os francos, mas existente também na Itália e na Espanha, foi o sistema das igrejas “próprias” ou “privadas”.
Quando um rico construía uma igreja, capela ou mosteiro, considerava-os como sua propriedade. Podia mantê-los, deixar em herança, trocar ou doar e, a seu gosto, nomeava ou demitia o vigário ou abade.

Quando a autoridade religiosa morria, enquanto não se escolhia outra, os rendimentos eram do dono. Para seu uso, reservava ainda as ofertas, os dízimos e as espórtulas.

No século VIII, o número de igrejas próprias era muito superior ao das igrejas sujeitas à jurisdição dos bispos.

Houve casos em que dioceses eram bens particulares, verificando-se verdadeiro leilão no momento da escolha do titular. Já vimos no capítulo anterior que no século X a própria sede papal tornou-se uma igreja particular.


Esse sistema era totalmente estranho às concepções da Igreja antiga, quando cabia ao bispo, como pastor, a nomeação dos titulares das igrejas e dos administradores dos bens eclesiásticos.

AS INVESTIDURAS LEIGAS
As vantagens oferecidas à Igreja pelo Estado tiveram como contrapartida uma exagerada preocupação das autoridades eclesiásticas com a política, fazendo-as se esquecerem dos deveres pastorais. O serviço na corte colocou-as no meio das intrigas palacianas.

Os reis tinham todo o interesse em influenciar na nomeação dos bispos e abades, devido à importância de sua função e, para piorar, normalmente eram aliados da monarquia.


Bispos e abades eram verdadeiros príncipes soberanos, detendo o mercado da moeda e a alfândega. Alguns, contra toda a tradição cristã, chegam a comandar exércitos.

Ao invés da eleição canônica pelo clero e pelo povo, a regra passou a ser a nomeação pelo rei ou, no mínimo, dependia de confirmação real.

A entronização do bispo ou abade, a partir do século XI, passou a ser conhecida como investidura. O rei entregava o báculo e o anel à nova autoridade religiosa que, em seguida, prestava juramento de fidelidade e de vassalagem. Somente então seguia-se a consagração episcopal.
Isso era contrário à essência do ofício espiritual, pois passava a idéia de que a Igreja era propriedade real e, para piorar, a nomeação se dava, não pela dignidade do candidato, mas pela política e interesses econômicos.


Embora que reis piedosos, como Carlos Magno, Otão I e Henrique II tenham nomeado pessoas digníssimas, muitas dioceses e abadias foram entregues a leigos, a pessoas indignas e até a crianças, não se ficando livre do pecado da simonia, ou seja, da venda de benefícios sagrados.

Qual o caminho trilhado pela Igreja para recuperar sua liberdade?


MOVIMENTOS DE RENOVAÇÃO E DE REFORMA
Como quase sempre aconteceu, o impulso renovador parte dos mosteiros. Assim foi entre os anos 900 e 1050, quando a Igreja conseguiu se libertar de muitos abusos incrustados em sua estrutura.

Centros de reforma foram os mosteiros de Cluny (França), Görze (Alemanha), de onde partem grupos renovadores para a Bélgica, Itália, Espanha, Inglaterra...

A abadia de Cluny, que surgiu em 910, quando os mosteiros estavam em profunda decadência, foi fundada pelo duque Guilherme de Aquitânia que, renunciando ao direito de propriedade, colocou-a sob a proteção papal, assegurando a liberdade do mosteiro.



A abadia ganhou o antigo rigor monástico e profunda renovação espiritual, pois ingressava em Cluny quem realmente queria ser monge. A força vital era a liturgia.

A oração se torna quase a única atividade dos monges. Isso se tornou perigoso, pois a regra de São Bento coloca o trabalho físico e intelectual como atividade necessária.
O povo, que gostava muito de Cluny, encheu o mosteiro de doações e riquezas, nela erguendo a maior igreja do mundo, com 5 naves, sendo das quais 2 transversais, 7 torres e 5 capelas. Cluny desenvolveu de modo profundo a idéia da Comunhão dos Santos: ali se rezava noite e dia pelos fiéis defuntos. Por uma dessas ironias da história, em 1258, Cluny, que tinha cumprido sua grandiosa missão de libertar a Igreja do governo leigo, se oferece como propriedade ao rei Luiz IX da França.

A REFORMA GREGORIANA
Cluny colocou-se a serviço da liberdade da vida monástica, e de toda a Igreja. Era um mosteiro livre, com governo próprio. Seu exemplo se alastra: Papas e bispos, donos de igrejas próprias, chamam os monges de Cluny para reformarem seus mosteiros.

Milhares de comunidades e mosteiros se confederam a Cluny, absorvendo seu espírito e ganhando a liberdade, pois ficavam sujeitos apenas à Sé apostólica. O abade de Cluny é o abade dos abades, havendo mosteiros com 400 monges.

Cluny oferecerá à Igreja papas reforma-dores, como:

Leão IX (1049-1054), que leva para Roma o ideal de liberdade.

Gregório VII (1073-1085), antes monge Hildebrando, que lutou com bispos e imperadores, conseguindo libertar a nomeação das autoridades da Igreja da influência imperial. 

Na Concordata de Worms (1122) foi sancionado o princípio que limitava o direito dos patrões das igrejas próprias sem à proteção e à apresentação do candidato eclesiástico. O ofício propriamente dito era conferido só pelo bispo.

A reforma gregoriana transformou a história européia: de uma Igreja governada pelos leigos, passa-se a uma sociedade governada pela Igreja, a uma Sociedade Cristã. 

Há uma transformação na vida religiosa, como as grandes reformas de São Bernardo de Claraval (os cistercienses), os cartuxos, carmelitas, cônegos regulares e premonstratenses.

O LEIGO CONTA POUCO
O papa, antes controlado pelo imperador, tem agora um efetivo poder sobre o imperador e o Estado. 

A autoridade dos soberanos, afirmava Inocêncio IV (1243-1254), deriva da do papa que, como vigário de Deus, é a suprema autoridade na cristandade e mesmo no mundo. Temos uma clericalização do Estado e da vida cristã.

Com Gregório VII e seus sucessores Inocêncio III e Bonifácio VIII, veremos uma Igreja onde o leigo conta pouco, onde o Direito Canônico terá a palavra final. Num retrocesso evangélico, a vida da Igreja passa a ser orientada por leis sempre mais abundantes.



O Papa surge como o guia do Ocidente. Gregório VII coloca o grande imperador alemão Henrique IV em penitência, prostrado a seus pés, pedindo para ser reintegrado como imperador. 

Este papa expôs seu programa político-eclesiástico em 27 breves proposições que constituem o Dictatus Papae.

Citamos algumas delas que marcam o pontificado romano até nossos dias:

* Somente o papa pode depor e absolver bispos.

• Somente ele pode estabelecer novas leis, reunir novos povos, dividir um bispado, unir bispados pobres.

• O papa é o único homem ao qual os príncipes beijam os pés.

• Nenhum sínodo pode ser convocado sem sua ordem.

• Ninguém pode modificar suas sentenças nem julgá-lo.

• O Romano Pontífice é indubita-velmente santo.

• Quem não está com a Igreja romana não deve ser considerado católico.


Um programa completo de centralização da Igreja nas mãos do papa! 

Devemos porém constatar que todos esses papas poderosos terminaram derrotados:

Gregório VII é exilado, Inocêncio III morre e é abandonado nu pela sua corte, Bonifácio VIII morre após ser traído e aprisionado.

O Cristo crucificado e nu parece não combinar com as púrpuras palacianas.

Outras reformas Cristã virão:

Através da humilde obra de Francisco e Clara de Assis, depois a reforma do Carmelo com Santa Tereza D’avila, a reforma Protestante com Lutero, e logo após a Contra Reforma Católica de Trento.


A REFORMA PROTESTANTE E A CONTRA-REFORMA CATÓLICA
(Gilberto Venâncio Luiz)
A Igreja Católica, no século XVI, vivia uma situação que era muito difícil. Ela havia perdido espaço na Alemanha, Inglaterra e nos países escandinavos e estava em recuo na também na França, nos Países Baixos, na Áustria e na Hungria. Isto tudo devido ao avanço do protestantismo começado por Lutero e que tomou grandes proporções em toda Europa.

Diante dessa situação, a Igreja Católica estabeleceu a Contra-Reforma, desenvolvendo um conjunto de medidas abrangendo duas correntes de ações: atuar contra as novas religiões protestantes e promover novas formas de expansão da fé católica.
A Contra-Reforma
A Contra-Reforma, ou Reforma católica, foi uma resposta da Igreja Católica em meio a essa crescente onda do protestantismo. De maneira geral, essa resposta consistiu em um conjunto de ações desenvolvidas pela Igreja Católica com o surgimento das religiões protestantes.
Diante dos movimentos protestantes, a primeira reação da Igreja católica foi punir os rebeldes, na esperança de que as idéias reformistas não se espalhassem mais e a Igreja Católica recuperasse a unidade perdida. Assim, em meados do século XVI, ela reativou os tribunais da Inquisição, que haviam criado no ano de 1231, e que, com o tempo, haviam sido extintos em vários países.
Os Tribunais da Inquisição foram instaurados pelo Tribunal do Santo Oficio, outra instituição eclesiástica criada na Contra-Reforma que tinha como objetivo combater os desvios dos fiéis católicos e o crescimento de outras denominações religiosas. Essa tática, entretanto, não obteve bons resultados, pois não resolvia o principal motivador da reforma protestante: a corrupção do alto clero com a venda de objetos sagrados, relíquias e indulgências.
Neste sentido, a Igreja, para organizar-se internamente e definir com clareza sua doutrina, organizou o Concílio de Trento (1545-1563). Segundo Pe. José Besen (2004), este Concílio teve uma história demorada, com muitos conflitos de interesses, a constante oposição de príncipes protestantes e desacordos entre o papa e o imperador Carlos V. Contudo, os 18 anos de duração do Concílio ofereceram à Igreja verdadeiros instrumentos de renovação e reforma, dando-lhe uma nova forma, dentre os quais pode-se citar:
- A organização e a disciplina do clero: os padres deveriam estudar e formar-se em seminários;

- Cada diocese devia ter seu Seminário e selecionar melhor seus candidatos ao sacerdócio;

- Não podiam ser padres antes dos 25 anos, nem bispos antes dos 30 anos;
- Estabeleceu-se que as crenças católicas poderiam ter dupla origem: as Sagradas Escrituras (Bíblia) ou as tradições transmitidas pela Igreja;
- Reafirmou-se a sacramentalidade e indissolubilidade do matrimônio, as indulgências, o culto aos santos, às relíquias e imagens;
- Apenas o Magistério da Igreja estava autorizado a interpretar a Bíblia. Mantinham-se os princípios de valia das obras, o culto à Virgem Maria e às imagens; e
- Reafirmação da infalibilidade do papa e o dogma da transubstanciação.
Após o Concilio de Trento, a Igreja Católica teve um vigoroso impulso à vida religiosa. Fugindo da tentação do luxo e das artes, definiu-se como missão essencial da Igreja e de seus pastores a salvação das almas: “seja lei suprema a salvação das almas” (Pe. José Besen, 2004).
Para difundir a fé Católica, a partir da Contra-Reforma, surgiram novas ordens religiosas, como a Companhia de Jesus (os Jesuítas), fundada por Ignácio de Loyola em 1534. Os Jesuítas se organizaram em moldes quase militares e fortaleceram a posição da Igreja dentro dos países europeus que permaneceram católicos e desenvolveram ações para barrar o avanço do protestantismo pelo mundo. Eles criavam escolas, onde foram educados filhos das famílias nobres; foram confessores e educadores de várias famílias reais; fundaram colégios e missões para difundir a doutrina católica nas Américas e na Ásia.
Conclusões
A contra-reforma não atingiu o seu principal objetivo que era a unidade do cristianismo e embora tenha utilizado diversos meios para chegar a essa unidade, uns que deram certo e outros que não, não impediu o crescimento do protestantismo.

Mas, com a contra-reforma, a Igreja Católica tomou novos rumos e reafirmou a sua vocação que é a salvação de almas.
A Igreja por meio do Concílio de Trento conseguiu, apesar da lentidão em alguns países, moralizar o clero, se libertar do luxo e dos privilégios que este havia obtido com o passar dos anos.
Apesar dessas mudanças na igreja, ainda ficam, até os dias de hoje, as marcas das ações que não deram certo, como a repressão e o derramamento de sangue, frutos das diversas guerras entre católicos e protestantes, que fazem com muitas vozes se levantem contra a Igreja Católica questionando sua doutrina e suas ações nos dias atuais.
Bibliografia:
BESEN, Pe. José Artulino. A Reforma da Igreja: O Concílio de Trento. Jornal Missão Jovem. pag. 9 – n.º 191 – mês de Julho – Ano 2004.
BETTENCOURT, Estevão Tavares. Crenças, religiões, igrejas e seitas: quem são? Santo André-SP: Editora o Mensageiro de Santo Antônio, 1999.
FREI BATTISTINI. A Igreja do Deus Vivo: curso bíblico popular sobre a verdadeira Igreja.Petrópolis-RJ: Editora Vozes, 2001.
MOURA, Jaime Francisco de. As diferenças entre a Igreja Católica e Igrejas evangélicas.São José dos Campos-SP: Editora ComDeus, 2005.


REFORMAR OU RENOVAR A IGREJA ?


O que está acontecendo com o movimento carismático? pergunta-se, entre entusiasmo e perplexidade, os católicos, as mídias e os estudiosos da sociologia religiosa. Indiscutivelmente, é o maior fenômeno religioso dos últimos anos.

A renovação Carismática Católica - RCC - que, nesses últimos anos, está congregando milhões no Brasil e no mundo afora, literalmente explodiu.

O que antes era monopólio das Igrejas evangélicas, tanto que alguns quase preconizavam o fim da Igreja católica, agora se reverteu em favor do catolicismo, reunindo milhões de pessoas que estavam à margem da religião.

O que é a RCC ?
O movimento carismático está marcado pela vinda do Espírito Santo narrada nos Atos dos Apóstolos, Cap.2l, quando os discípulos de Jesus, após sua ascensão, com medo, estavam recolhidos no cenáculo.

Uma manhã, entre fragores e luzes, desceu sobre eles o Espírito Santo em forma de pomba e chamas, transformando aqueles rudes homens do povo que, reanimados, saíram às praças e ruas e começaram a evangelizar.

A partir da vida do Espírito Santo, surgiu a Igreja que se espalhou pelo mundo inteiro, se organizou e hoje ainda existe, com sua rica história e experiências acumuladas ao longo de dois mil anos.

Dom das línguas, entusiasmo, renovação, dom de cura eram alguns dos carismas do Espírito Santo que sempre acompanharam os evangelizadores. A renovação Carismática Católica quer, hoje, de certa forma, repetir o que aconteceu naquele dia, por obra do Espírito Santo.

Renovação, nesse caso, não é no sentido de que haveria algo de errado, de velho dentro da Igreja e que deve ser renovado, mas uma maneira nova de viver o dom de Jesus Cristo e do Espírito que é nos dado por Deus Pai: criar um novo entusiasmo, criar homens novos na vida e na oração; tornar novo o que já existe, conforme o espírito do Concílio Vaticano II, em comunhão com Igreja e com o papa.

Uma renovação, portanto, que converta e transforme o homem no seu ser e na sua oração, uma conversão interior - não da não- crença- mas para uma maneira mais vivida e própria de crer e viver seu contato com Deus. Algo mais pessoal, mais íntimo.

Melhor, porém, é ouvir o que os protagonistas que se converteram nesse batismo no Espírito Santo falam: "A RCC é o batismo no Espírito Santo, ou seja, um mergulho na graça do Espírito, para que o fiel viva melhor sua vida e seu carisma de cristão onde ele se encontrar, seja como leigo ou como consagrado, numa maneira mais humana e mais divina" (pe. Eduardo Dougherty à revista Mundo e Missão).


Pe. Jonas Abib e outros insistem na semelhança do movimento carismático com o que aconteceu no dia do Pentecostes, o que, em outras palavras, quer dizer uma experiência de conversão pessoal e comunitária à pessoa de Jesus: "Não somente uma conversão simplesmente intelectual, racional, ou uma conversão baseada na simples aceitação de verdades dogmáticas e, portanto estéril, mais uma experiência pessoal com Jesus Cristo, o Deus vivo, que penetra em nossas vidas, inundado-as com o amor do Pai, uma experiência que não só é sentimental mas que invade toda à vida.... transformando todo nosso ser através da oração, da palavra, dos sacramentos, do testemunho de vida e de serviço aos irmãos.

Experiência de amor que leva a Deus e aos irmãos...experiência que provém do Espírito Santo... dos que nasceram de novo no Espírito". E poderíamos continuar citando muitos outros que se converteram ao movimento numa busca sincera de uma vida nova, dentro do espírito da RCC. Eles chamam o movimento de "Caminho Novo do Espírito", a "Obra Nova" que Deus nos propõe.

A Vida após o batismo no Espírito:
Dentro desse espírito de conversão total ( alma, corpo, razão e sentimentos), voltam a ter nova importância na vida do carismático, as devoções, que n nos anos passados, foram deixadas de lado, como a participação à Eucaristia e adoração ao Santíssimo, a devoção a Nossa Senhora com a reza do terço (até numa forma incomum, o chamado terço bizantino), a oração e muitos cânticos como expressão de louvor e pedido a Deus Trindade, acompanhados de gestos, movimentos do corpo e símbolos.

Nesse espírito de renovação carismática, estão surgindo também movimentos religiosos e laicais com um revigoramento inesperado de vocações masculinas e femininas que há tempo não acontecia. A preparação desses aspirantes vocacionados diverge dos modelos recentes de formação, às vezes, polêmicos por causa do espírito da teologia da libertação. 

É um retorno a um certo tradicionalismo, mas com novidades como o espírito de louvor que permeia toda oração carismática.

Emoção e Evangelização
Nem todos que participaram do movimento carismático, especialmente o povo que freqüenta somente as missas e shows, têm essa visão clara do espírito que fundamenta o movimento que a liderança gostaria que tivessem a respeito dos carismas, da conversão, não só emocional, mas também da razão.

Muitas pessoas - é fato conhecido - participam por exigências muito mais concretas e pessoais, como a emoção, a expectativa de solucionar algum problema como desemprego, doença, etc.. em busca de uma segurança emocional, religiosa, diante do mundo que assusta porque permissivo, consumista, violento e individualista. São motivos pessoalmente validos e que na participação das missas parecem encontrar um alivio, senão ema solução.


A Evangelização é a parte essência da RCC, isto é, formar as pessoas profundamente conscientes de sua fé e de sua transformação em Cristo, pela ação do Espírito Santo. 

João Paulo II recomenda essa evangelização: no discurso de abertura da Conferência Internacional de Lideres Carismáticos, além de elogiar a inegável força de conversão que leva a "redescobrir a presença e o poder do Espírito Santo em suas vidas, na vida da Igreja e do mundo...


que tem levantado uma fé cheia de alegria, um amor pela Igreja e uma generosa dedicação à evangelização", insiste que "o movimento- carismático católico- é eclesial e a palavra eclesial implica uma tarefa precisa de formação cristã, envolvendo uma profunda convergência de fé e de vida. 

A fé entusiástica, que dá vida às suas comunidades, deve ser acompanhada por uma formação cristã abrangente e fiel aos ensinamentos da Igreja. De uma formação sólida, surgirá uma espiritualidade profunda, enraizada nas fontes de vida cristã e capaz de responder às perguntas cruciais colocadas colocada pela cultura de nossos dias..." (Brasil Cristão, fevereiro 99, p.23).


A evangelização é portanto, parte essencial da legitima renovação cristã. Na entrevista concedida por pe. Eduardo a Mundo e Missão, ele insistia sobre as palavras que sublinháramos na descrição de Pentecostes. 

Os apóstolos, após ter recebido o Espírito Santo, saíram à rua para evangelizar com a palavra e o testemunho pessoal, porque sem testemunho e palavra, ou seja, sem essa evangelização, nem Pentecostes teria tido efeito que teve. 

Tudo teria acabado no cenáculo ou, talvez, tivesse surgido mais seita como existiam outras no mundo judaico. 

Portanto, insiste pe. Eduardo, um dos iniciadores do movimento no Brasil e fundador da Associação do Senhor Jesus, "sem uma evangelização constante e universal que abranja o mundo inteiro, a RCC perderia sua característica de movimento eclesial".

Evangelização e solidariedade:

Outra face da Renovação Carismática, mais pouco divulgada, é o aspecto social e a ajuda aos pobres e marginalizados. Na mesma entrevista, tomamos conhecimento dos muitos trabalhos realizados em favor de drogados, moradores de rua, crianças e órfãos e carentes e das instituições que o movimento mantém. 

Aliás, no final de 1998, em Brasília, realizou-se o I Fórum Nacional da Renovação Carismática de Direitos sociais, onde se discutiram os novos caminhos que a RCC deve tomar em relação aos direitos humanos. 

O objetivo è "promover a consciência social e ocupar os espaços que são de direitos e de dever dos leigos na tarefa de conduzir toda a humanidade a Deus" (Brasil Cristão, fevereiro, 99).


Carismas polêmicos:
No dia de Pentecostes, os Apóstolos ficaram cheios do Espírito Santo e começaram a falar em línguas, conforme o mesmo Espírito lhes concedia que falassem. Logo na primeira pregação, na rua, os presentes ouviam falar em sua própria língua. 

Este dom, junto com o dom da cura, foi praticado nas primeiras comunidades cristã, mas São Paulo já alertava que o dom era útil, se houvesse alguém para interpretar os sons pronunciados.


Na reforma evangélica pentecostal e no movimento carismático católico fala-se muito desse dom que suscita perplexidade em alguns e entusiasmo em outros. 

Em Brasil cristão, a revista da Associação do senhor Jesus, pe. Eduardo refere-se a esse dom como "uma benção de Deus"... uma experiência linda e fantástica. Não é uma oração intelectual, mas espiritual, por isto a expressão: Orar no Espírito.

A nossa língua, mente, nosso coração e corpo são purificados, por isso temos que exercitar esses dons preciosos que Deus Pai nos concede através do Espírito Santo... 

Não existem palavras suficientes para louvar a Deus. Deixe portanto, que o Espírito Santo reze em você, aos poucos sentirá toda a purificação dentro de seu ser. Falar em línguas é estar em sintonia com Deus.

História do Movimento Pentecostal
(Jorge Paleari)

É no seio do metodismo que nasce o movimento pentecostal. 

Tudo começou em 1866, nos Estados Unidos, quando alguns fiéis se encontraram para uma grande concentração "renovadora" ( de revival, em inglês, isto é, renovação). 

Essas concentrações de oração chegavam a reunir até 20 mil pessoas. Havia sempre explosão emocional intensas que contagiavam a todos. 

Os "revivals" se multiplicaram. Em janeiro de 1901, Charles F. Parham começou a pregar sobre os dons do Espírito; em 1906, William J. Seymour, um ministro negro, insistente nas experiências emocionais e introduz o dom das línguas.

Los Angeles é tida como lugar do surgimento da primeira experiência pentecostal. Em 1906, em Los Angeles (Azuza Street), uma enorme quantidade de pessoas "continuou a gritar por três dias e trÊs noites, durante o tempo pascal. 

As pessoas vinham de todos os lugares. Ninguém podia se aproximar da casa por causa da enorme massa de gente que circundava. Cada um que entrava na casa era violentamente envolvido pelo poder de Deus. Eles gritaram até que a casa caiu, mas ninguém ficou ferido".

O jornal: "The New York Americam" do dia 03 de Dezembro de 1906 falou que algo estranho estava acontecendo. "Um novo movimento religioso, formado por negros e brancos, estava começando. A tradição metodista estava sendo misturada à religiosidade popular dos negros". 

Dissensões e divisões marcaram logo, a epopéia pentecostal: mais briga havia, mais os pentecostais se multiplicavam. A primeira explosão pentecostal, acontecida em Los Angeles em 1906, é tida como o período clássico do movimento.
Uma segunda onda coincide com a difusão missionária pentecostal pelo mundo e o estabelecimento dos primeiros templos autóctones. De Chicago, Luigi Francescon, a partir de 1910, chega ao Brasil e começa a "Congregação Cristã"; Daniel Berg e Gunnar Vingren Começam a "Assembléia de Deus" em Belém ( em 1911). 

Um terceira onda pentecostal pretende influenciar as Igrejas protestantes tradicionais e a Igreja católica. Em 1960, na Califórnia o pastor Dennis Bennet, reitor da igreja episcopal, aceita o pentecostalismo em sua própria organização.
Em 1967, a Igreja católica começa o movimento carismático entres os estudantes e professores da universidade Du Quesne (USA). Uma quarta onda pentecostal coincide com o processo do uso dos meios de comunicação e a especialização na cura divina. Este novo desenvolvimento é chamado de neopentecostalismo. 

O Brasil conheceu uma explosão pentecostal, nos anos 50, com o surgimento das igrejas tipicamente brasileiras, como "Brasil para Cristo", "Deus é Amor" e a "igreja quandrangular". 

Nos anos 80, surgem outras neopentecostais como a "Igreja universal do reino de Deus", a igreja internacional da graça de Deus", a "Igreja renascer", etc.

OS BISPOS DOS BRASIL E A RCC:

Há alguns anos, a CNBB fez um estudo sobre a RCC e em 1994 publicou um amplo documento "Orientações pastorais sobre a Renovação Carismática Católica".

Reproduzimos alguns trechos significativos. "Reconhecendo-se a presença da RCC em muitas dioceses e também a contribuição que tem trazido à Igreja no Brasil, é preciso estabelecer o diálogo fraterno no seio da comunidade eclesial, apoiando o sadio pluralismo, acolhendo a diversidade de carisma e corrigindo o que for necessário" (n.º 19).

"Haja muito discernimento na identificação de carismas e dons extraordinários. Diante dos pessoas que teriam carismas especiais, o juízo sobre sua autenticidade e seu ordenado exercício compete aos pastores da Igreja. A eles em especial cabe não extinguir o Espírito, mas provar as coisas para ficar com o que é bom" (n.º 57).

"Orar e falar em línguas: O destinatário da oração em línguas é o próprio Deus, por ser uma atitude da pessoa absorvida em conversa particular com Deus. E o destinatário do falar em línguas é a comunidade. O apóstolo Paulo ensina: "Numa assembléia prefiro dizer cinco palavras com minha inteligência pra instruir também aos outros, a dizer dez mil palavras em línguas" (1 Cor 14,3). 

Como é difícil discernir, na prática, entre inspiração do Espírito Santo e os apelos do animador do grupo reunido não se incentive a oração em línguas e nunca fale em línguas sem que haja intérprete (n.º 62).





Dom das curas
Quem procura as cerimônias carismáticas, às vezes, vai mais na esperança de curar doenças de todos os tipos ou pata solucionar problemas pessoais como o desemprego. Em um artigo publicado em Brasil Cristão (n. 14), ir. Cecília R. Vianna, explica que a cura mais profunda e própria do movimento é a cura interior, ou seja, a cura espiritual dos males que afligem o espírito. 

Nessa linha de entendimento, estamos dentro da lógica da conversão do todo ser, conversão do pecado, dos vícios, das más inclinações, etc. É normal- e a ciência confirma - que uma purificação profunda do espírito, aliada a uma fé e uma confiança total em Deus, pode operar as curas de males físicos e psíquicos.



A oração de entrega, recomendada na revista, é um forte exemplo: 

"Senhor Jesus, eu me entrego aos pés de Sua Cruz. Preciso do Seu Amor Redentor, da plenitude de Seu Santo Espírito. Entrego todas as minhas faltas, meus traumas, em fim tudo aquilo que me machuca interiormente me causando desânimo e desamor. Olhando para Você agora, sacrificado em uma cruz por meus pecados, me sinto pequeno diante de tanto Amor. Meus traumas, problemas, infelicidades se tornam pequenos diante do Seu sacrifício por mim. Quero abraçá-lo, Jesus, e me entregar completamente a este Amor que me cura e liberta. Peço que caminhe comigo em todas as fases de minha vida. Amém".



A Renovação Carismática no Brasil

Um dos fundadores da Renovação Carismática Católica no Brasil foi pe. Eduardo Duogherty SJ. Mundo e Missão foi entrevista-lo em Valinhos, SP, onde ele dirige um centro de produção de programas de televisão, a Associação do Senhor Jesus.

1)- M.M.: Como o movimento da Renovação Carismática veio para o Brasil?
Pe. Eduardo: Vou contar minha história. Em 1966, cheguei como escolástico ao Brasil. Trabalhei em Campinas no centro social dos jesuítas, coordenei grupos de jovens, campeonatos de futebol e até um seleção de atletismo. Em 1968, comecei o primeiro ano de teologia em São Paulo com os dominicanos. No segundo semestre, houve problemas na escola, a policia entrou na faculdade e fui embora para o Canadá. Logo que cheguei lá, ouvi falar dos pentecostais (naquele tempo era esse o nome da Renovação Carismática). Em 1969, e no dia 15 de março, num fim de semana que passei junto com pessoas desse movimento, tive uma experiência de Deus. Mergulhei no Espírito Santo. Realmente experimentei uma grande paz, muita alegria, acho que tive uma experiência de Pentecostes. Comecei a ler e a estudar o que era a Renovação Carismática Católica. Durante as férias de verão do Canadá ( de julho a agosto), voltei ao Brasil, ao centro social dos jesuítas de Campinas, e com o padre Haroldo Ranhm começamos um grupo de oração. Em setembro, voltei para o Canadá e continuei meus estudos de teologia e aproveitei para ler tudo o que podia sobre espiritualidade inaciana e espiritualidade carismática. Em 1970, fui ordenado padre, em 1971 terminei teologia e fui encarregado de pregar retiros para sacerdotes nos Estados Unidos. Nesse tempo, continuei aprofundando cada vez mais meus conhecimentos da espiritualidade da Renovação Carismática.

2)- M.M.: Permaneceu muito tempo nos Estados Unidos depois de sua ordenação?

P.E.: Somente dois anos. Em 1972, voltei ao Brasil e fui para Osasco. Meu ministério continuou sendo pregar retiros. Eu gosto muito de fazer isso. Fui liberado logo de qualquer compromisso paroquial em Osasco para poder viajar pelo Brasil inteiro, pregando retiros e espalhando a Renovação Carismática.

Entre 69 e 72 pe. Haroldo publicou um livro: "Batizados no Espírito" que foi uma peça chave para a Renovação Carismática aqui. Em 73, organizamos, eu e ele, a equipe nacional. O movimento foi muito influenciado pelos retiros com os sacerdotes: milhares deles fizeram retiros carismáticos e muitos deles entraram em cheio. Outra peça-chave para a renovação foram os padres pregadores que viajaram pelo Brasil inteiro. Dentre eles: pe. Haroldo, pe. Alírio Pedrini, Schuster, Pe. Jonas...

A partir de 1980, entramos mais na mídia e isso ajudou muito para que o movimento se espalhasse pelo país. O pe. Jonas começou em 1980 com a rádio Canção Nova", nós entramos em 1983, no mundo da televisão com um programa semanal e começamos a produzir programas também.

O que ajudou a fortalecer o movimento e lhe deu uma certa estrutura foi a formação de equipes locais: esta foi a chave para que a Renovação Carismática se organizasse e chegasse ao ponto que se encontra agora. Em março, celebramos 30 anos do movimento no Brasil.



3)- M.M.: Existe abertura à questão missionária dentro da Renovação Carismática?

P.E.: Existe, ainda que, aparentemente, a gente tenha a impressão de que poderia ser sentida e vivida mais intensamente. Cabe aos pastores orientar a Igreja e a ovelhas, dar a visão que Jesus Cristo tinha da Igreja, abrir os horizontes, animar e estimular os fiéis.É problema de cabeças, de lideres.


4)- M.M.: Costuma-se dizer que a Renovação Carismática não se engaja muito no campo social. O que acha disso?

P.E.: Muito pelo contrario. Nós temos um secretariado que cuida do empenho co campo social e esse é um dos aspectos da Renovação Carismática. Temos dado atendimento a viciados, a menores abandonados: a Renovação Carismática trabalha com pessoas de rua, com drogados, em orfanatos e em creches.

Depois de Pentecostes, as pessoas que receberam o Espírito Santo saíram para a rua. Fazer a experiência de Deus e depois ir ao encontro do irmão que está na rua, abandonado, é essencial para o carismático, faz parte da vida ra RCC e prova que é autentica.

Conheço pessoas que saem às dez goras da noite para encontrar as pessoas da rua e não só para dar-lhes sopa, mas para ajuda-las a deixar essa vida, a sair das ruas.


I - A Associação do senhor Jesus:
Foi fundada por pe. Eduardo que descreve: "Em 1979, nós nos convencemos de que a melhor maneira de evangelizar seria pelos meios de comunicação. Tenho certeza de que Santo Inácio queria que a gente fosse produtora de TV. S. Paulo hoje estaria na TV, Jesus Cristo, se estivesse aqui, estaria na TV. Eu sou americano, pragmático e jesuíta. Os jesuítas também são altamente pragmáticos.
Com zelo "para a maior gloria de Deus", própria dos jesuítas, e uma idéia fixa na cabeça de que com 50 mil pessoas ajudando com um dólar Poe mês daria para fazer muita coisa, eu comecei.Em minhas viagens pelo Brasil, levava fichas comigo e as preenchia e com as quais sabia que podia contar. Inicialmente não tínhamos equipamentos e alugamos os da PUC.
Aos poucos. Fomos comprando os nossos. O meu principio básico foi sempre esse: "Gaste o dinheiro que tem não gaste o que não tem".Já fizemos o programa "Ajuda à Igreja que sofre", programas para as Irmãs Paulinas, telenovelas ("Irmã Catarina", "A verdadeira história de Papai Noel", "Santo Antonio dos Milagres", "A vinda do Messias", "Ultima semana" "Ele Vive").
As novelas passaram na Tv Bandeirantes, na Tv Gazeta e agora na Rede Vida. Quando surgiu a Rede Vida, resolvemos dar uma força para ela. Agora, de produtora passaremos a ser canal, isto é, estação de transmissão. Conseguimos um canal do satélite. Vamos jogar a imagem para o satélite e atingir todo o Brasil. Vamos fazer uma rede de transmissão, futuramente com transmissão durante todo o dia. Estamos abrindo uma filial no Mercosul, estamos passando para o nosso Know-how. Tem que ter um plano mundial de televisão tem que haver uma interligação entre as televisões católicas do mundo".
COMUNIDADE CATÓLICA SHALOM - SHALOM, o dom da paz:
No dia 9 de julho de 1982, em Fortaleza, é inaugurado o Centro Católico de Evangelização Shalom (plenitude de paz, em hebraico), com a benção do cardeal d. Aloísio Lorscheider. Um centro de evangelização singular, porque se trata de uma lanchonete, com a finalidade de aproximar os jovens e anuncia-lhes Jesus além dos esquemas convencionais. 

É o início de uma Obra agora em plena expansão no Brasil e também em outros países, mas que levou vários anos de preparação na oração e no discernimento, às vezes, sofrido. 

O desejo do fundador Moysés Louro de Azevedo Filho, e do seu grupo de oração, que deu origem à Obra, era de evangelizar, sobretudo os jovens, e de se comprometer totalmente com Deus e com os outros.

O grupo nasceu da Renovação Carismática Católica e algumas pessoas deste movimento ajudaram de maneira determinante na primeira etapa de busca de vontade de Deus: entre elas pe. Jonas, da Comunidade Canção Nova de Cachoeira Paulista, SP. Importante também foi o encontro com dois santos, Francisco de Assis e Teresa de Ávila, que imprimiram suas marcas na Obra nascente. O primeiro iluminou sobre a pobreza e a fraternidade e a mística espanhola os conduziu no caminho da oração.Logo depois da fundação, a Obra conheceu um rápido crescimento. "No inicio, eram os jovens, mas começaram a comparecer também seus pais, adultos, crianças, enfim todos os tipos de pessoas" (Moysés Azevedo).


A forma comunitária da convivência fraterna começou a se definir, desde as primeiras inspirações e experiências, e era sentida como uma exigência essencial da nova espiritualidade. A primeira foi a comunidade de Vida e, em um segundo momento , a comunidade de Aliança (CF Box). Em janeiro de 1985, os primeiros cinco membros (homens e mulheres) emitiam votos como consagrados na comunidade de Vida Shalom, depois que, no ano anterior, foram redigidas as primeiras regras.

SHALOM é uma comunidade da Igreja Católica, formada por homens e mulheres casados, solteiros e sacerdotes, que consagraram suas vidas inteiramente ao serviço de Deus, da Igreja e da humanidade.

Sua missão é instaurar a paz no mundo e nos corações, através do anúncio de Jesus Cristo e da formação de filhos de Deus autênticos, mediante a transformação dos meios seculares em meios de evangelização e renovação do apostolado da Igreja.


Formas de vida
  • Comunidade de vida:
    Forma o núcleo da Obra e vive a consagração plena a Deus e ao seu Reino, através de uma vida inteiramente dedicada ao serviço na Obra, à contemplação e ao amor fraterno.
    Seus membros vivem em residências comunitárias, com intensa vida de oração, dedicação exclusiva ao apostolado, total partilha de vida e renúncia completa dos bens. Seu sustento da Providência e de uma parte do dizimo da Comunidade Aliança.
  • Comunidade de Aliança:
    É formada por membros comprometidos com o Shalom, exercendo atividades profissionais no mundo e nele sendo fermento, morando em residências de vida fraterna (Aliança residencial) ou com suas próprias famílias (Aliança externa), assumindo compromisso de oração, fraternidade e dias de apostolados na Obra.

Espiritualidade
"Nossa vocação nasceu no interior da Igreja, através da graça da efusão do Espírito Santo como vivida pela Renovação Carismática Católica"(Moysés Azevedo). Nesse contexto se faz uso dos carismas do Espírito Santo, para a edificação da Igreja. 

O cerne da vocação Shalom é o amor esponsal a Jesus Cristo, que Moysés assim explica: "Ao dizermos 'sim à vocação Shalom, dizemos igualmente nosso 'sim' ao amor incondicional a Jesus Cristo, em sua paixão, morte e ressurreição e, como Ele e com Ele, nos dispomos a unir perfeitamente nossa vontade à vontade do Pai, seja como for, custe o que custar, pois, 'um coração inflamado por este amor tudo realiza, a tudo se dispõe' (Regras de Vida)". 

Nesse sentido, a oração amplo espaço nas comunidades e a Igreja é amada como Mãe, com a qual unicamente Shalom pode viver sua vocação e missão, na fidelidade ao Magistério a com uma vida sacramental autêntica e profunda.


Atividade
* Evangelização: tudo começou com os jovens na lanchonete em uma livraria e agora se estende aos ambientes e categorias cada vez mais numerosos e categorias cada vez mais numerosos e diversificados com projetos apropriados: crianças, família, sacerdotes, jovens, doentes, profissionais. 

A metodologia é variada: grupos de oração, missões, retiros, pregações em praças públicas, abordagem direta como visitas de casa em casa ou em lugares públicos, com festas, praias, portas de cinema, teatro, restaurantes etc.


Depois da fase do primeiro anúncio (querigma) vem a catequese, na qual as pessoas se engajam em um grupo de oração para que sua fé seja fortificada. São organizados grandes eventos evangelizadores, como encontros no Carnaval, acampamentos de jovens, fóruns e congressos. A evangelização realiza-se também através de cinco estações de rádio, de produção de programas para Tv, uma revista mensal ("Shalom Maná") e publicações de livros. Sustenta este projeto uma grande variedade de ministérios: de evangelização, de pastoreio, de animadores, de eventos, de acolhimento, de liturgia, de cura e acolhimento.


* Formação: milhares de pessoas são formadas na doutrina, na liderança na vivenciada fé, através de Centros de Formação Shalom, cursos, apostilas e retiros de aprofundamento.


*Obras: o amor ao irmão, sobre tudo ao pobre, se traduz em atividades de vários tipos: em creches, hospitais, orfanatos, com leprosos, meninos de rua, dependentes de álcool e drogas e em diversas pastorais sociais.



RCC – MOVIMENTO DA IGREJA OU A IGREJA EM MOVIMENTO ?

A Renovação Carismática Católica não é um movimento à semelhança de outros movimentos da Igreja Católica.

Por exemplo, ao contrário de outros movimentos este não tem um fundador: Não houve intenção de fundar um movimento. 

Foi suscitado pelo Espírito Santo como caminho de renovação da Igreja.

Este movimento católico é, de fato, melhor descrito como uma graça, uma onda de renovação que percorre a Igreja impelida pelo Espírito Santo.


O teólogo alemão Heribert Muhlen - referiu-se à Renovação Carismática –‘não como um movimento da Igreja, mas sim, como a Igreja em movimento’- querendo salientar que este movimento carismático se fundamenta na redescoberta do imenso tesouro que a Igreja Católica recebeu de Jesus e no reencontro da ação poderosa do Espírito Santo que renova continuamente todas as coisas.

Em 1972, o Papa Paulo VI dizia textualmente: "Perguntamo-nos, repetidas vezes, quais as principais necessidades da Igreja… A Igreja precisa do seu eterno Pentecostes: precisa de fogo no seu coração, de palavras na sua boca, de profecias no seu olhar".

E em 1975, ao falar no dia de Pentecostes, aos líderes da Renovação Carismática Católica, o referido Papa, qualifica a Renovação como "uma chance, uma oportunidade, uma bênção para a Igreja e para o mundo. E, dizia, neste caso, porque não fazer tudo para que assim continue a ser sempre".

 
O Papa João Paulo II - ao receber os participantes do VI Congresso Internacional de Líderes - em maio de 1987, dizia também que: "O vigor e a fecundidade da Renovação Carismática Católica atestam a poderosa presença do Espírito Santo atuando na Igreja nestes anos posteriores ao Vaticano II".


Natureza da Renovação – Espiritualidade

Mas, qual é, então, o centro ou o coração da Renovação Carismática Católica?

 
É a Efusão do Espírito Santo, como experiência de pentecostes pessoal, atestada pelos frutos que são, generalizadamente, os seguintes:

 
1. A redescoberta da pessoa viva de Jesus, como Senhor e Salvador, conduzindo à uma nova relação pessoal em Cristo. 
2. O reencontro filial com Deus Pai- com muita confiança, muita espontaneidade, muita alegria. 
3. Um sentido novo e um gosto renovado pela oração pessoal e comunitária. Para muitos a descoberta da oração de louvor e adoração. 
4. Um novo apreço pela Sagrada Escritura como Palavra viva de Deus, que converte e transforma. 
5. Uma procura mais consciente dos Sacramentos, nomeadamente da Reconciliação e da Eucaristia, e uma participação com mais alegria nas celebrações litúrgicas. 
6. Um amor renovado e uma maior fidelidade à Igreja, assim como uma entrega mais generosa ao serviço dos irmãos. Daí, o desabrochar de numerosas vocações na Renovação Carismática Católica. 
7. Um amor terno e filial à Maria, Mãe de Deus e da Igreja, e uma maior compreensão do seu lugar no plano da salvação. 
8. Muitas vezes, uma profunda conversão interior e a correspondente transformação de vida. 
9. Uma maior liberdade espiritual e um sentido mais vivo da comunhão fraterna. Daí, um desejo sincero de vivência comunitária para crescimento na fé e na audácia da evangelização. 
10. Uma força nova para dar testemunho do Senhor Jesus em todas as circunstâncias. 
11. Finalmente, a experiência do exercício dos carismas, como instrumentos para uma nova evangelização. 

Grupos de Oração

Onde e como são vividas as graças da efusão?

 
As graças da Efusão do Espírito Santo são normalmente vividas a partir dos grupos de oração e na vida comunitária.

 
Os grupos de oração, com algumas dezenas ou centenas de participantes, reúnem-se, uma vez por semana, num encontro de oração em que predomina a oração de louvor e de ação de graças, a leitura da Palavra de Deus, o canto como expressão de oração e o ensinamento para crescer no conhecimento da fé.

 
Em Portugal, há cerca de 400 grupos de oração da Renovação Carismática Católica, que reúnem, semanalmente, cerca de 15.000 pessoas. Os membros destes grupos são, freqüentemente, membros ativos na sua paróquia ou em movimentos apostólicos e no apostolado sócio-caritativo.

ICCRS

“A fim de ajudarem mutuamente e melhor servirem à Igreja - a Renovação e a Nova Evangelização, na graça de Pentecostes, um grande número de comunidades e grupos de oração aderem respectivamente a duas Associações Católicas de direito pontifício: a Fraternidade Católica Internacional de Comunidades e o Serviço Internacional da Renovação Carismática Católica (ICCRS), cuja sede é em Roma. Através destas Associações, das suas atividades e das suas permutas à dimensão internacional, mundial da Renovação, é manifestada bem como a sua total presença à Igreja Católica" (In "Dai Testemunho").
Como noutros países, a Equipe de Serviço Nacional da Renovação Carismática Católica, em Portugal, está em ligação com o Serviço Internacional da Renovação Carismática Católica (ICCRS).

 
Atualmente, o Presidente do ICCRS é o australiano Allan Pannoza.
A Fraternidade Católica Internacional de Comunidades, que agrupa várias comunidades nascidas da Renovação Carismática Católica no mundo, tem por nomeação do Conselho Pontifício para os Leigos, como Conselheiro Episcopal, D. Albert-Marie de Monléon, Bispo de Meaux (França).

Atividades

Finalmente, as atividades da Renovação Carismática Católica são múltiplas … Normalmente cada Diocese realiza Assembléias Diocesanas, Retiros, Encontros de Formação, etc…

 
Com relação aos grupos de oração - há outras atividades tais como: visita a prisões, a hospitais, evangelização de rua, colaboração nas paróquias…

 
As comunidades desenvolvem, com autonomia, um conjunto de atividades próprias, tais como: o Fórum Nacional de Jovens, organizado pela Comunidade Emanuel. 


Escolas de Evangelização para jovens; evangelização de casais e famílias; retiros para sacerdotes; formação de responsáveis de grupos de oração; grandes assembléias em Fátima; atividades missionárias, nomeadamente em países de língua oficial portuguesa, publicações e edições.

NÃO TENHAM MEDO DA RENOVAÇÃO

Frei Raniero Cantalamessa, Pregador Pontifício: Não se deve ter medo da Renovação Carismática - Castel Gandolfo (Itália), 26/9/2003

"Longe de ser uma realidade que deva ser observada com 'prevenção', a experiência do batismo no Espírito faz da Renovação Carismática Católica um formidável meio querido por Deus para revitalizar a vida cristã" - constatou esta quinta-feira o padre Raniero Cantalamessa, pregador oficial da Casa Pontifícia. 
 
Em 18 de fevereiro de 1967, trinta estudantes e professores da universidade de Duquesne (Pensilvânia, Estados Unidos), fizeram um retiro espiritual para aprofundar na força do Espírito dentro da Igreja primitiva. O chamado teve uma resposta surpreendente, estendendo-se pelos cinco continentes.


Reconhecida pelo Conselho Pontifício para os leigos, atualmente mais de cem milhões de católicos vivem esta experiência, segundo confirma Alan Panozza, presidente dos "Serviços Internacionais da Renovação Carismática Católica" (ICCRS, por suas siglas em inglês), com sede no Vaticano.

             Hoje, depois de 35 anos, a Renovação Carismática está presente em mais de duzentos países.

             Considerando os fiéis das Igrejas protestantes, evangélicas e pentecostais, e alguns da Igreja ortodoxa, estima-se que no total os cristãos que tiveram esta experiência carismática somam cerca de 600 milhões no mundo.

             Mais de 1.000 líderes da Renovação Carismática Católica procedentes de 73 países se reuniram na localidade italiana de Castel Gandolfo em torno ao tema da santidade, à luz da Encíclica de João Paulo II "Novo Millenio Ineunte" de 20 a 25 de setembro em um retiro cuja pregação foi encomendada ao padre Cantalamessa, ofm. Cap.

             O Cardeal James Francis Stafford, presidente do Conselho Pontifício para os Leigos, e o bispo Stanislaw Rylko, secretário deste organismo vaticano, estiveram entre os convidados à reunião internacional convocada pelo ICCRS.

             Por seus testemunhos de primeira mão na experiência "carismática", Zenit entrevistou o padre Raniero Cantalamessa momentos antes da Conclusão do encontro.

- Zenit: Na Igreja há fiéis que consideram que o "batismo no Espírito" é uma invenção dos carismáticos. Inclusive que puseram nome a uma vivência, mas que não está "catalogada" na Igreja. Poderia explicar, desde sua própria experiência, o que é o batismo no Espírito?

- Pe. Raniero Cantalamessa: "O batismo no Espírito não é uma invenção humana, é uma invenção divina. É uma renovação do batismo e de toda a vida cristã, de todos os sacramentos. Para mim foi também uma renovação de minha profissão religiosa, de minha confirmação, de minha ordenação sacerdotal. Todo o organismo espiritual se reaviva como quando o vento sopra sobre uma chama. Por que o Senhor decidiu atuar neste tempo desta maneira tão forte? Não sabemos. É a graça de um novo pentecostes.

             Não é que a Renovação Carismática tenha inventado o batismo no Espírito. De fato, muitos o receberam sem saber nada da Renovação Carismática. É uma graça; depende do Espírito Santo. É uma vinda do Espírito Santo que se traduz em arrependimento dos pecados, que faz ver a vida de uma maneira nova, que revela Jesus como o Senhor vivo, não como um personagem do passado, e a Bíblia se converte em uma palavra viva. A verdade é que não se pode explicar.

             Há uma relação com o batismo, porque o Senhor diz que quem crê será batizado e será salvo. Nós recebemos o batismo de crianças e a Igreja pronunciou nosso ato de fé; mas chega o momento em que nós temos que ratificar o que sucedeu no batismo. Esta é uma ocasião para fazê-lo, não como um esforço pessoal, mas sob a ação do Espírito Santo.

             Não se pode afirmar que milhões de pessoas estejam equivocadas. Yves Congar, este grande teólogo que não pertencia à Renovação Carismática, em seu livro sobre o Espírito Santo afirmava que a realidade é que esta experiência mudou profundamente a vida de muitos cristãos. E é um fato. A mudou e iniciou caminhos de santidade."

- Zenit: Como vive seu ministério como pregador da Casa Pontifícia desde sua experiência na Renovação Carismática? 

- Pe. Raniero Cantalamessa: "Para mim tudo o que passou desde 1977 é um fruto de meu batismo no Espírito. Era professor na Universidade. Dedicava-me à pesquisa científica na história das origens cristãs. E quando aceitei não sem resistência esta experiência, depois tive o chamado de deixar tudo e colocar-me à disposição da pregação, e também a nomeação como pregador da Casa Pontifícia chegou depois de que tinha experimentado esta 'ressurreição'. Vejo isso como uma grande graça. Depois de minha vocação religiosa, a Renovação Carismática foi a graça mais assinalada de minha vida."

- Zenit: Desde seu ponto de vista, os membros da Renovação Carismática têm uma vocação específica dentro da Igreja?

- Pe. Raniero Cantalamessa: "Sim e não. A Renovação Carismática, temos que dizer e repetir, não é um movimento eclesial. É uma corrente de graça que está destinada a transformar toda a Igreja: a pregação, a liturgia, a oração pessoal, a vida cristã. Assim que não é uma espiritualidade própria. Os movimentos têm uma espiritualidade e acentuam um aspecto, por exemplo a caridade. Antes de tudo, a Renovação Carismática não tem fundador; nenhum pensa em atribuir à Renovação Carismática um fundador porque é algo que começou em muitos lugares de diferentes maneiras. E não tem uma espiritualidade; é a vida cristã vivida no Espírito.

             Mas pode-se dizer que como a gente que viveu esta experiência constitui socialmente uma realidade, são pessoas que fazem determinados gestos, oram de certa maneira, então se pode identificar uma realidade social cujo papel é simplesmente o de colocar-se à disposição para que outros possam ter a mesma experiência. O cardeal Leo Jozef Suenens, que foi o grande protetor e partidário da Renovação Carismática no início, dizia que o destino final da Renovação Carismática poderá ser o de desaparecer quando esta corrente de graça tenha contagiado toda a Igreja."

- Zenit: A ponto de concluir a pregação de um retiro no qual estiveram mil líderes carismáticos de todo o mundo, que mensagem gostaria de deixar ao crente que desconhece a Renovação?

- Pe. Raniero Cantalamessa: "Quero dizer aos fiéis, aos bispos, aos sacerdotes, que não tenham medo. Desconheço por que há medo. Talvez em alguma medida porque esta experiência começou entre outras confissões cristãs, como pentecostais e protestantes. Contudo, o Papa não tem medo. Falou dos movimentos eclesiais, inclusive da Renovação Carismática, como de sinais de uma nova primavera da Igreja, e muito com freqüência faz referência na importância disso. E Paulo VI afirmou que era uma oportunidade para a Igreja.

             Não há que ter medo. Há Conferências Episcopais, por exemplo na América Latina, é o caso do Brasil, onde a hierarquia descobriu que a Renovação Carismática não é um problema: é parte da solução ao problema dos católicos que se afastam da Igreja porque não encontram nela uma palavra viva, a Bíblia vivida, uma possibilidade de expressar a fé de maneira gozosa, de forma livre, e a Renovação Carismática é um meio formidável que o Senhor pôs na Igreja para que se possa viver uma experiência do Espírito, pentecostal, na Igreja católica, sem necessidade de sair dela.

             Tampouco se deve considerar que se trata de uma 'ilha' na qual se reúnem algumas pessoas que são um pouco emocionais. Não é uma ilha. É uma graça destinada a todos os batizados. Os sinais externos podem ser diferentes, mas em sua essência é uma experiência destinada a todos os batizados."


"Não somos os melhores, somos apenas diferentes, não somos a Igreja, somos apenas uma expressão da Igreja, na sua diversidade e pluralidade..."

Fonte: Zenit.org

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Neste Apostolado promovemos a “EVANGELIZAÇÃO ANÔNIMA", pois neste serviço somos apenas o Jumentinho que leva Jesus e sua verdade aos Povos. Portanto toda honra e Glória é para Ele.Cristo disse-nos:Eu sou o caminho, a verdade e a vida e “ NINGUEM” vem ao Pai senão por mim." ( João, 14, 6).Como Católicos,defendemos a verdade, contra os erros que, de fato, são sempre contra Deus.Cristo não tinha opiniões, tinha verdades, a qual confiou a sua Igreja, ( Coluna e sustentáculo da verdade – Conf. I Tim 3,15) que deve zelar por elas até que Cristo volte.Quem nos acusa de falta de caridade mostra sua total ignorância na Bíblia,e de Deus, pois é amor, e quem ama corrige, e a verdade é um exercício da caridade.Este Deus adocicado,meloso,ingênuo, e sentimentalóide,é invenção dos homens tementes da verdade, não é o Deus revelado por seu filho: Jesus Cristo.Por fim: “Não se opor ao erro é aprová-lo, não defender a verdade é nega-la” - ( Sto. Tomáz de Aquino)

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