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Professor Dr Armando Araújo Silvestre classifica as religiões de matiz africanas como “politeístas” (acreditam em vários deuses)

Written By Beraká - o blog da família on segunda-feira, 20 de novembro de 2023 | 22:31

 


 


Comentário (apostolado Berakash): O povo africano, mais tarde conhecido pelo nome de “ioruba”, acreditava que forças sobrenaturais impessoais, espíritos, ou entidades estavam presentes ou corporificados em objetos e forças da natureza. Tementes dos perigos da natureza que punham em risco constante a vida humana, perigos que eles não podiam controlar, esses antigos africanos ofereciam sacrifícios para aplacar a fúria dessas forças, doando sua própria comida como tributo que selava um pacto de submissão e proteção, sedimentando as relações de lealdade e filiação entre os homens e os espíritos da natureza. Muitos desses espíritos da natureza passaram a ser cultuados como divindades, mais tarde designadas orixás, detentoras do poder de governar fenômenos do mundo natural, como o trovão, o raio e a fertilidade da terra, enquanto outros foram cultuados como guardiões de montanhas, cursos d’água, árvores e florestas. De acordo com o "Dicionário de Cultos Afro-Brasileiros de Olga Cacciatore", os orixás são divindades intermediárias entre Olorum (o deus supremo) e os homens. Na África eram cerca de 600 - para o Brasil vieram talvez uns 50 que estão reduzidos a 16 no Candomblé.







 


Por *Armando Araújo Silvestre


 

 

Politeísmo é a crença em muitos deuses ou sua adoração. Resulta de crenças em espíritos, demônios e forças sobrenaturais, definidas vagamente em crenças como o animismo, totemismo e culto aos ancestrais. As forças sobrenaturais são organizadas e personificadas em uma família cósmica que é o núcleo do sistema de crenças de um povo ou etnia. O politeísmo se espalhou pelo mundo antigo e em muitas culturas antigas existiu a prática do politeísmo e seus deuses tinham características humanas (antropomorfismo) e funções específicas, como na Grécia e Roma antigas, onde havia um intrincado sistema mitológico e diversas divindades que interferiam nas atividades humanas (mitologia grega): Zeus, Hera, Palas-Atena, Poseidon, Ares, Apolo, Afrodite etc. O Império Romano assimilou o politeísmo grego e de outras culturas que conquistara (mitologia romana): Júpiter, Juno, Minerva, Netuno, Marte, Apolo, Vênus. No Egito antigo os deuses tinham formas híbridas de objetos da natureza, animais e humanos num sistema de crenças bem desenvolvido e que era a base de sua cultura. Os faraós eram as personificações de deuses na terra e seus deuses eram o sol (Amon-Rá), a fertilidade (Isis), a fecundidade (Osíris) e outros.




Conforme os sistemas de crenças politeístas se desenvolviam, se estabeleciam sistemas de hierarquia entre essas divindades e as famílias de deuses explicavam os fenômenos naturais e sua relação com o universo. Raramente admite uma verdade absoluta como no monoteísmo e o politeísmo praticado em muitas antigas culturas asiáticas, africanas, europeias e entre indígenas nas Américas, ainda hoje é a crença de muitos povos. Politeístas são as religiões e crenças popularmente praticadas em todo o mundo atual, ou seja, no Hinduísmo, Budismo Mahayana, Confucionismo, Taoísmo, Xintoísmo e "nas religiões tribais africanas" e americanas. 










As ideias politeístas de moral e ética são relativas à cada cultura e aos seus indivíduos, sendo cada qual livre para adorar os deuses de sua escolha e para agir à sua própria maneira




Faltam aos politeístas responsabilidades, senso de propósito e esperança como a de salvação e vida eterna, típicas dos monoteístas, com maior relativismo e flexibilidade entre o relacionamento de pessoas e divindades.




Ainda que se admita que o politeísmo é conciliável com o monoteísmo inclusivo ou outras formas de monismo religioso, a incidência histórica do monoteísmo é tão rara e dificilmente se admite a teoria da evolução natural das religiões do politeísmo ao henoteísmo e monoteísmo. 










Mas, certas doutrinas politeístas modernamente foram chamadas de neopaganismo, porque combinam elementos de várias religiões anteriores ao cristianismo e há quem defenda uma graduação entre o politeísmo e o monoteísmo – o henoteísmo - que adota a crença em vários deuses, mas com a preponderância de um sobre os outros e que somente este maior é que recebe a adoração dos seus crentes, fiéis ou seguidores. 









Com isso, há antropólogos que defendem a teoria de que as sociedades antigas passaram do politeísmo para o henoteísmo e finalmente chegaram ao monoteísmo. Portanto, a distinção entre monoteísmo, henoteísmo e politeísmo não é objetiva ou clara.




*Armando Araújo Silvestre:


-Pós-doutorado em História da Cultura (Unicamp, 2011)

-Doutor em Ciências da Religião (Umesp, 2001)

-Mestre em Teologia e História (Umesp, 1996)

-Licenciado em Filosofia (Unicamp, 1992)

-Bacharel em Teologia (Mackenzie, 1985)



 

Referências bibliográficas:




-CHARTIER, Roger. A história cultural: entre práticas e representações. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 1988.



-FERNÁNDEZ-ARMESTO, Felipe. Milênio: Uma história de nossos últimos mil anos. Rio de Janeiro: Record, 1999.



-HAUGHT, James A. Perseguições religiosas. Trad. Bete Torii. Rio de Janeiro: Ediouro, 2003.




Texto originalmente publicado em:  https://www.infoescola.com/religiao/politeismo/






Uma das maiores autoridades no estudo das religiões afro no País, Reginaldo Prandi, autor do livro "Mitologia dos orixás" reafirma: “O CANDOBLÉ É POLITEISTA SIM!”



 

 





“...O candomblé, por exemplo, "é religião politeísta" (que tem um panteão com vários deuses), como a grega e romana...Existe a ideia de Deus supremo, criador, mas na maioria dos eventos do dia-a-dia, ele não interfere. Quem cuida do emprego é Xangô, da fertilidade, Oxum, e sucessivamente. As religiões politeístas têm facilidade de assimilar deuses estrangeiros e os trata em posição de igualdade. Embora seja extremamente próprio de cada religião defender a sua verdade como a única e combater a fé alheia, gerando uma grande possibilidade de conflitos e perseguições, o candomblé (apesar de ter suas verdades), tem outra prática de aceitar o outro com mais facilidade. Prova disso é o "sincretismo". Oxalá, por exemplo, foi sincretizado com Jesus Cristo.(fonte: https://extra.globo.com/noticias).




 

 

REFERÊNCIAS

 

 

 

-CAMARGO, Candido Procopio Ferreira de. Kardecismo e umbanda. São Paulo: Pioneira, 1961.



-CHEVITARESE, A. L.; CORNELLI, G. Judaísmo, cristianismo, helenismo: ensaio  sobre  interações  culturais  no  Mediterrâneo  Antigo.  São  Paulo:  Annablume, 2007.



-MARIANO, Ricardo. Análise sociológica do crescimento pentecostal no Brasil. Tese de doutorado em Sociologia. São Paulo: Universidade de São Paulo, 2001.



-MARIZ,  Cecília  Loreto.  Refl  exões  sobre  a  reação  afro-brasileira  à  guerra  santa. Guerra Santa. Porto Alegre, Debates do NER, n. 1, p. 96-103, 1997.



-NEGRÃO, Lísias Nogueira. Pluralismo e multiplicidades religiosas no Brasil. Sociedade e Estado. Brasília, v. 23, n. 2, p. 261-279, 2008.



-ORO, Ari Pedro. Neopentecostais e brasileiros, quem vencerá esta guerra? Debates NER, Porto Alegre, v. 1, n. 1, p. 10-37, 1997.



-PRANDI, Reginaldo. "Os candomblés de São Paulo: a velha magia na metró-pole nova". São Paulo: Hucitec & Edusp, 1991.



-RABELO, Miriam Cristina Marcilio. Rodando com o santo e queimando com o espírito: possessão e a dinâmica de lugar no candomblé e pentecos-talismo. Ciencias sociales y religión. Porto Alegre, v. 7, n. 7, p. 11-37, 2005.



-REIS, João José. Domingos Sodré, um sacerdote africano: escravidão, liberdade e candomblé na Bahia do século XIX. São Paulo, Companhia das Letras, 2008.



-SEGATO, Rita. Santos e daimones: o politeísmo afro-brasileiro e a tradição arquetipal. 2 ed. Brasília: Editora da UnB, 2005.

 

 



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Neste Apostolado APOLOGÉTICO (de defesa da fé, conforme 1 Ped.3,15) promovemos a “EVANGELIZAÇÃO ANÔNIMA", pois neste serviço somos apenas o Jumentinho que leva Jesus e sua verdade aos Povos. Portanto toda honra e Glória é para Ele.Cristo disse-nos:Eu sou o caminho, a verdade e a vida e “ NINGUEM” vem ao Pai senão por mim" (João14, 6).Defendemos as verdade da fé contra os erros que, de fato, são sempre contra Deus.Cristo não tinha opiniões, tinha a verdade, a qual confiou a sua Igreja, ( Coluna e sustentáculo da verdade – Conf. I Tim 3,15) que deve zelar por ela até que Ele volte(1Tim 6,14).Deus é amor, e quem ama corrige, e a verdade é um exercício da caridade. Este Deus adocicado, meloso, ingênuo, e sentimentalóide, é invenção dos homens tementes da verdade, não é o Deus revelado por seu filho: Jesus Cristo.Por fim: “Não se opor ao erro é aprová-lo, não defender a verdade é nega-la” - ( Sto. Tomás de Aquino).Este apostolado tem interesse especial em Teologia, Política e Economia. A Economia e a Política são filhas da Filosofia que por sua vez é filha da Teologia que é a mãe de todas as ciências. “Não a nós, Senhor, não a nós, mas ao vosso nome dai glória...” (Salmo 115,1)

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