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CONSERVADORISMO CRISTÃO – ORIGEM, CAUSAS E CONSEQUÊNCIAS NA POLITICA E SOCIEDADE

Written By Beraká - o blog da família on segunda-feira, 6 de julho de 2020 | 22:24






A direita cristã é também "conhecida como a Nova Direita Cristã (NDC) ou a Direita Religiosa", embora alguns considerem a direita religiosa a ser "uma categoria um pouco mais ampla do que a direita cristã". John C. Green do Pew Research Center afirma que Jerry Falwell usou o rótulo de direita religiosa para descrever a si mesmo. Gary Schneeberger, vice-presidente de mídia e relações públicas para a Focus on the Family, diz que "termos como 'direita religiosa' têm sido tradicionalmente utilizados de forma pejorativa para sugerir extremismo. O termo: “Cristãos Socialmente Conservadores” não é muito emocionante, mas é certamente o mais conveniente caminho para fazê-lo.A direita cristã abrange indivíduos de uma ampla variedade de crenças teológicas conservadoras, incluindo alguns movimentos tradicionais do pentecostalismo, do fundamentalismo cristão, do mormonismo, do catolicismo romano e alguns ramos teologicamente conservadores do luteranismo.




“O conservador pensa na política como um meio de preservar a ordem, a justiça e a liberdade. O ideólogo, pelo contrário, pensa na política como um instrumento revolucionário para transformar a sociedade e até mesmo transformar a natureza humana. Na sua marcha em direção à Utopia, o ideólogo é impiedoso.” (Russell Kirk: 1918 – 1994; teórico político americano).



O conservadorismo é um pensamento político que defende a manutenção das instituições sociais tradicionais – como a família, a comunidade local e a religião -, além dos usos, costumes, tradições e convenções. O conservadorismo enfatiza a continuidade e a estabilidade das instituições, opondo-se a qualquer tipo de movimentos revolucionários e de políticas progressistas. Mas é importante entender que o conservadorismo não é um conjunto de ideias políticas definidas, pois os valores conservadores variam enormemente de acordo com os lugares e com o tempo. Por exemplo, conservadores chineses, indianos, russos, africanos, latino-americanos e europeus podem defender conjuntos de ideias e valores bastante diferentes, mas que estão sempre de acordo as tradições de suas respectivas sociedades.










CORRENTES DE PENSAMENTO POLÍTICO: UMA INTRODUÇÃO PARA ENTENDER O FENÔMENO CONSERVADORISTA



Temas comuns dos Conservadores:



1)-Evangelização de refugiados muçulmanos.

2)-Perseguição aos cristãos.

3)-Liberdade de religião nos Estados Laicos (mas, não ateus).

4)-Críticas ao Terrorismo e apoio a Israel.

5)-Valorização da Cultura Judaico-Cristã e do direito Romano.



Temas como estes estão cada vez mais presentes no debate político e contribuem para a polarização da sociedade, anteriormente mais monopolizadamente progressista. Na Alemanha,Brasil e mundo afora, os Cristãos Conservadores conseguem cada vez mais incluir suas pautas centrais no debate público.




Muitos cristãos da atualidade não podem nem ouvir o termo “conservador”. Associam-no a farisaísmo, legalismo, fanatismo e posturas extremistas quanto a usos e costumes. Pensam que o conservador é aquele Cristão frio e retrógrado, inimigo de tudo o que é novo e progressista, que parece viver em seu “mundinho”, como se pertencesse a uma religião ascética fora da realidade. Entretanto, à luz da Palavra de Deus, todo Cristão autêntico deve ser conservador. Por quê? Porque conservar, do ponto de vista bíblico, não significa ter uma falsa santidade, estereotipada, que faz dos usos e costumes a causa, e não o efeito. O verdadeiro Conservadorismo, este conjunto de bons valores e sentimentos herdados, esta maneira de ver o mundo e compreender a ordem social segundo uma tradição constante e correta de interpretar os acontecimentos à luz da Palavra de Deus e dos acontecimentos pela experiência comprovada na história em suas tentativas de erros e acertos, se elege aquilo que é seguro. Ora, segundo o grande teórico do Conservadorismo Russell Kirk, no seu Dez Princípios Conservadores, o conservador acredita na natureza humana, em princípios morais sólidos, fundamentados na tradição de nossa civilização, uma ordem moral que herdamos de nossos antepassados e sobre a qual construímos o nosso presente, tendo em vista o futuro. O conservador crê no valor da tradição, dos bons costumes, e sobre este alicerce firme assenta sua opinião política, desejosa sempre da ordem social e do bem comum.



O livro base de todo Conservadorismo Cristão, Bíblia Sagrada, nos manda guardar e conservar, o que temos recebido do Senhor, bem como a experiências de nossos antepassados em seus erros e acertos (conf. 2 Cron 29,6;1 Tim 6,20; 2 Tm 1,14; Rom 15,4;Col 2,20-22). E, para as igrejas da Ásia que estavam agradando ao Senhor Jesus, Ele transmitiu mensagens que implicavam manutenção, conservação (Ap 2,25; 3,11).



Mas, por que muitos não querem ser considerados conservadores?





Ser conservador não é apenas ter aparência de piedade, tampouco se isolar da sociedade. Por outro lado, o conservador também, não é como alguns Cristãos da atualidade, os quais desprezam o fato de o Senhor atentar para a integralidade do ser humano, pensando que Ele não se preocupa com o nosso exterior. O Senhor olha para a nossa totalidade: espírito, alma e corpo, nessa ordem (1 Ts 5,23). Mas, a bem da verdade, enquanto alguns Cristãos libertários afirmam que têm liberdade para fazerem o que bem entendem, deixando de observar a santificação plena, existem aqueles que consideram tudo pecaminoso. Estes últimos também, estão enganados, posto que ignoram o fato de os mandamentos de Deus não serem pesados (1 Jo 5,3), sendo a sua vontade agradável (Rm 12,2) e o seu fardo leve (Mt 11,30).Infelizmente, é fato, existem sim líderes extremistas que pregam o falso conservadorismo farisaico. Fujamos disso! A Palavra do Senhor condena este tipo de extremismo (Ecle 7,16-17). Por isso, as igrejas que se prezam conservam a verdade; guardam e integralidade daquilo que Deus revelou. Não são legalistas, exigindo dos seus membros uma santificação moral inatingível, posto que Deus respeita as nossas limitações, como disse o salmista, inspirado pelo Espírito:


“Ele conhece a nossa estrutura; lembra-se de que somos pó” (Sl 103,14).


Na América Latina, o cristianismo costumava ser associado apenas à Igreja Católica, que praticamente exercia o monopólio religioso até a década de 1980. O único desafio para o catolicismo era o anticlericalismo, o ateísmo e a proliferação da Seitas. Nunca houve concorrência de outra força religiosa Cristã, mas isso mudou.Os evangélicos hoje representam quase 20% da população na América Latina, em contraste aos 3% de três décadas atrás.


Os pastores evangélicos adotam ideologias variadas, mas quando se trata de questões gênero e sexualidade, seus valores são tipicamente conservadores e patriarcais, ou ‘homofóbicos’ segundo seus críticos.



O Conservadorismo Cristão defende:


1)-Que as mulheres, respeitando-as em sua igualdade de direitos, partindo de Cristo, sejam submissas aos seus maridos, que os filhos sejam obedientes e respeitosos aos pais e mais velhos.


2)-Defendem que a família é a Célula Máter da Sociedade, formada por um homem e uma mulher, deve ser defendida, apoiada e promovida pelo Estado, e não destruída.


3)-Defendem o direito à propriedade Privada.


4)-O respeito às liberdades de expressão individuais, religiosas e o direito ao Contraditório em todas as instâncias, sem coerções forçadas, ainda que através de leis oportunamente instituídas, mas não aprovadas pela maioria democrática da população.


5)-Defendem a escola sem partido, combatendo e denunciando principalmente, aquela que quer fazer dos alunos militantes, mas que se houver, que se mostrem democrática e pacificamente, os três lados da moeda pelos seus respectivos defensores, e não apresentando apenas uma narrativa.


6)-Contra a cultura e proliferação da agenda LGBTQI+, pedofilia e depravações do tipo.



Essa nova forma do Conservadorismo Cristão, com contorno políticos, mostra que os Cristãos estão oferecendo agora também, aos partidos conservadores eleitores das classes econômicas mais baixas, o que é bom para a democracia. Isso está fortalecendo a uma saudável polarização cultural, evitando o monopólio do pensamento único que vinha se instalando. De certa forma, a política latino-americana está sendo reinventada pelos Cristãos Conservadores. O Brasil é um excelente exemplo do crescente poder dos Cristãos Conservadores na América Latina. Os 90 membros da bancada evangélica no Congresso frustraram as ações legislativas do lobby LGBT, desempenharam um papel fundamental na saída da presidente esquerdista Dilma Rousseff, e, mais recentemente, impediram, ou denunciaram exposições ditas "artísticas imorais" em museus e outros espaços:










Um pastor evangélico foi eleito prefeito do Rio de Janeiro, uma das cidades mais ‘gay friendly’ do mundo. Esse ‘case de sucesso’ foi tão grande que grupos e lideranças Cristãs de outros países, estão a querer imitar “o modelo brasileiro”. E parece que esse modelo está se espalhando:


a)-Aliando-se a movimentos católicos, os evangélicos também organizaram marchas anticasamento gay na Colômbia, Costa Rica, República Dominicana, Peru e México.


b)- No Paraguai e na Colômbia, eles conseguiram que os ministérios da educação proibissem livros que falassem de homossexualidade para crianças pequenas.


c)-Na Colômbia, mobilizaram-se para derrotar um referendo sobre um acordo de paz com as FARC, o maior grupo guerrilheiro da América Latina, argumentando que esses acordos impunham agendas paralelas do feminismo e de ativismo LGBT.



Como os Cristãos Conservadores se tornaram politicamente tão influentes e poderosos?


Afinal, mesmo com os evangélicos crescendo no Brasil, ainda são uma minoria, e na maioria dos países a irreligiosidade também está crescendo. A resposta tem a ver com suas novas táticas políticas:



1)-Nenhuma tática tem sido mais transformadora que a decisão dos evangélicos de forjar alianças com os partidos políticos de direita.


2)-Historicamente, os partidos conservadores da América Latina tendiam que depender da boa vontade da Igreja Católica e até desdenhavam do protestantismo, deixando os evangélicos virtualmente fora da política.


3)-Isso mudou. Partidos conservadores, Católicos Conservadores e políticos evangélicos estão unindo forças.




Há uma razão fundamental porém, pela qual os políticos conservadores e de direita estão se aliando ao Conservadorismo cristão:


Os evangélicos estão ajudando a reverter a desvantagem política que os partidos de direita tinham na América Latina: a falta de vínculos com as camadas mais populares. Como observou o cientista político Ed Gibson, os partidos de direita geralmente apelavam para os membros das classes mais altas, geralmente com mais estudo formal.



Este casamento de pastores e partidos não é uma invenção latino-americana. Está acontecendo nos Estados Unidos desde a década de 1980, já que a direita cristã tornou-se, indiscutivelmente, o eleitorado mais confiável do Partido Republicano. Até mesmo Donald Trump – que muitos criticam por não se portar como um cristão – concorreu cercado de líderes Cristãos. O maior exemplo foi a escolha do seu companheiro de chapa, Mike Pence, conhecido por ser um Cristão praticante. Além de formar alianças com partidos políticos, os evangélicos latino-americanos aprenderam a viver em paz com seu rival histórico, a Igreja Católica.



Pelo menos quando se trata de questões como casamento gay e aborto, Católicos Conservadores e Evangélicos encontraram um terreno em comum. O melhor exemplo de cooperação tem sido o uso de pautas comuns em “bandeiras” conservadoras – termo usado pelos políticos para descrever suas causas. Para os cientistas políticos, quanto mais uma bandeira ganha visibilidade, mais consegue atrair atenção para si e gerar um debate sobre sua importância, fazendo com que se torne uma questão que influencia a política.


Um teste decisivo para isso no Brasil foi eleição presidencial de 2018, onde as pautas conservadoras foram defendidas por apenas dois pré-candidatos: Jair Bolsonaro e Levir Fidélix que disse aquela famosa frase: “ânus não é um órgão reprodutor, mas excretor”.Na América Latina, lideranças católicas e evangélicas conseguiram erguer com sucesso a bandeira mais combatida pelo conservadorismo: a luta contra a “ideologia do gênero”. O termo é usado para rotular qualquer esforço de promoção da diversidade sexual e de que gênero se escolhe.


Quando os ‘especialistas’ argumentam que a diversidade sexual é real e a identidade de gênero é uma construção, os sacerdotes evangélicos e católicos respondem que isso é uma questão de ideologia, não de ciência, pois a biologia não se rende a ideologias, pois pode-se mudar a estética, mas jamais a genética.



Os evangélicos reiteram que “ideologia” é realmente o melhor termo, pois isso comprova como é algo político. Afinal, tenta mudar – sobretudo nas crianças – a percepção do que a sexualidade nada tem a ver a biologia.



O The New York Times, um dos jornais mais influentes do mundo, publicou um longo artigo,  onde avalia a influência dos valores cristãos na pauta política da América Latina. Assinado por Javier Corrales, professor de Ciência Política no Amherst College, uma faculdade católica em Massachusetts, Estados Unidos. Reproduzo o material (com adaptações) abaixo:


Hoje em dia, igrejas evangélicas podem ser encontradas em quase todos os bairros da América Latina – e elas estão transformando a política como nenhuma outra força no continente. São as responsáveis por dar às causas conservadoras, e especialmente os partidos políticos, uma nova força e conquistar novos polos eleitorais. Os pastores evangélicos adotam ideologias variadas, mas quando se trata de questões gênero e sexualidade, seus valores são tipicamente conservadores e patriarcais, ou ‘homofóbicos’ segundo seus críticos. Em todos os países da região, eles possuem as posições mais fortes contra a agenda LGBT. O Brasil é um excelente exemplo do crescente poder dos evangélicos na América Latina. Os 90 membros da bancada evangélica no Congresso frustraram as ações legislativas do lobby LGBT, desempenharam um papel fundamental na saída da presidente esquerdista Dilma Rousseff.


As eleições presidenciais do Chile em 2017 forneceram um exemplo perfeito desta união de pastores e partidos. Os dois candidatos de centro-direita, Sebastián Piñera e José Antonio Kast, pediram apoio dos evangélicos. Piñera, que acabou ganhado, tinha quatro bispos evangélicos como conselheiros de campanha.




A imposição da “ideologia do gênero” ajudou os Cristãos Conservadores a perceberem que isso implica numa interferência do estado no direito dos pais em passarem seus valores aos filhos. Na América Latina, o slogan cristão mais comum parece ser: “Não mexa com meus filhos”. E esse é um dos resultados mais visíveis da colaboração de evangélicos e católicos. Politicamente, podemos estar testemunhando uma trégua histórica entre protestantes e católicos na América do Sul: os evangélicos concordam em abraçar a forte condenação do católicos sobre a impostura da diversidade sexual e vice-versa. Juntos, eles podem ter força para enfrentar o crescente secularismo globalista, que rejeita toda manifestação moral religiosa na política.




“As ideias moldam o curso da história.” (John Maynard Keynes: 1883 – 1946; economista britânico).




O século XX pode ser considerado o século das ideologias. Por quase todo esse período, ideologias travaram embates no campo político e agitaram toda a sociedade, em especial após o vácuo político deixado ao término da Primeira Guerra Mundial. Em conjunto com diversos outros fatores, esses embates culminaram na Segunda Guerra Mundial que colocou em confronto regimes fascistas e socialistas – ambos totalitários e coletivistas – e as democracias liberais – individualistas. Ao final do conflito, os regimes fascistas desapareceram e iniciou-se a Guerra Fria, que polarizou o mundo entre nações comunistas, politicamente autoritárias e com economias planificadas, e nações capitalistas, a maioria com democracias liberais e algum grau de livre mercado. Mas antes do final do século, a União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS) sucumbiu e seu bloco político desintegrou-se, um evento marcado simbolicamente pela queda do muro de Berlim. Desde então as democracias liberais ganharam força no mundo, substituindo regimes comunistas e ditaduras militares em muitos países, incluindo o Brasil.


O objetivo desta trilha é analisar as principais correntes de pensamento político existentes. Entre elas estão correntes mais aderentes à democracia liberal, que tem como base a garantia dos direitos individuais (políticos, civis e econômicos) defendida pelo liberalismo político. Essas correntes são:



1)-A social democracia.

2)-O conservadorismo.

3)-O libertarianismo.


Mas além deles, serão abordadas também, correntes menos presentes no mundo, apesar de muito influentes na história, como socialismo, comunismo, fascismo e anarquismo. Além disso, será apresentado o progressismo, uma doutrina que tem importante influência nas correntes de pensamento apresentadas e está no palco central do debate político moderno. A proposta é abordar essas correntes de pensamentos político de maneira objetiva, apresentando pontos positivos e negativos e analisando-os na mesma profundidade, de maneira a apresentá-los de forma igual e justa para que o leitor forme suas próprias opiniões.



O CONFLITO ENTRE INDIVIDUALISMO E COLETIVISMO NAS CORRENTES DE PENSAMENTO POLÍTICO



“A menor minoria na Terra é o indivíduo. Aqueles que negam os direitos individuais não podem clamar serem defensores das minorias.” (Ayn Rand: 1905 – 1982; escritora e filósofa libertária russa-americana, criadora do objetivismo).



COLETIVISMO X INDIVIDUALISMO


*Alessandro Nicoli de Mattos


Como introdução a esta trilha de conteúdos sobre correntes de pensamento político, é importante entender a importância da dicotomia: indivíduo-coletividade. Boa parte das diferenças de opinião entre os pensamentos políticos se dá pelo conflito entre individualismo e coletivismo em diversos aspectos da vida em sociedade, especialmente nas questões econômicas, morais e sociais. Esses pensamentos políticos podem ser classificados como individualistas e coletivistas, como na tabela a seguir (É importante entender que esta tabela não apresenta todos os pensamentos políticos existentes, mas apenas um exemplo de pensamento político para cada combinação possível de ideias individualistas e coletivistas):









*Nota do autor: e onde estão os liberais? Como o termo é entendido no Brasil, eles têm um pensamento semelhante aos libertários, mas menos radical. Os liberais rejeitam o intervencionismo estatal na economia e são contra o uso do Estado para a imposição de padrões morais e de hierarquia social. Embora muitos deles adotem valores morais conservadores, entendem que esta deve ser uma decisão individual e não uma imposição da sociedade. No entanto, é importante entender que o termo “liberal” pode ser confuso, pois nos Estados Unidos se referem a posições políticas mais à esquerda, enquanto que na América Latina e na Europa se referem a posições de direita.



O individualismo é uma ideia ou visão que enfatiza o valor moral do indivíduo e entende que os objetivos e interesses de cada um devem prevalecer sobre os interesses dos grupos e do Estado. O individualismo valoriza a independência, a autonomia, a responsabilidade sobre si mesmo e a tolerância aos outros indivíduos; neste contexto, cada um deve se responsabilizar por suas ações e colher o sucesso ou o fracasso de suas decisões.



Já o coletivismo é uma ideia ou visão que enfatiza o valor dos grupos e entende que seus objetivos e interesses devem prevalecer sobre os interesses dos indivíduos. O coletivismo valoriza a coesão dos grupos, a obediência, o altruísmo e o respeito à hierarquia. Nesse contexto, o grupo oferece segurança aos indivíduos em troca de lealdade INQUESTIONÁVEL.



As motivações desses individualismos e coletivismos em cada pensamento político serão esclarecidas em outras postagens.Por enquanto, é importante entender que esse debate sobre individualismo e coletivismo envolve uma das questões fundamentais da política: qual é o papel do Estado na sociedade? Desde que existe política e governo – da antiguidade aos dias de hoje –, essa é uma das questões políticas fundamentais e origem das desavenças mais infindáveis da história. Os pensamentos políticos mudam de nome, mas as questões fundamentais mantêm a sua essência.



Afinal, qual o papel do Estado na sociedade?


-Qual deve ser seu tamanho?

-Quais devem ser os limites do poder estatal?

-Quais são seus deveres?

-Quais valores devem promover?

-Quem deve dirigi-lo?


As principais discussões políticas têm em sua essência essas questões, que no fundo é o discutido quando nos perguntamos:


-Quanto de imposto deve-se cobrar?

-Quantos funcionários públicos deve haver?

-Quais serviços públicos devem ser oferecidos?

-Quais ações o Estado pode obrigar um cidadão a realizar?


As respostas a essas questões serão diferentes se elaboradas de um ponto de vista individualista ou coletivista, e cada pensamento político sugere um conjunto de respostas. Veremos algumas delas:
















CONSERVADORISMO X POSTURA CONSERVADORA: CONFUSÃO SEMÂNTICA



Além de não existir unidade de pensamento de caráter ideológico Conservador (como em qualquer corrente ideológica, filosófica, sociológica, ou mesmo religiosa). É importante não confundir o pensamento político conservador com a atitude em relação às mudanças políticas chamada de conservadora (junto com outras como reacionários, progressistas e radicais).


O conservador neste último sentido busca manter a situação política do jeito que está, independentemente do conjunto de ideias a que se aplica. É um termo normalmente aplicável a qualquer pensamento político que esteja no poder. Um socialista ou um liberal que esteja governando pode ser conservador nesse sentido, pois deseja manter-se no poder e almeja a continuação de suas políticas. Um revolucionário torna-se um conservador depois do sucesso de sua revolução.



O conservadorismo que será abordado aqui é aquele que existe no Brasil e tem diversas semelhanças com o conservadorismo ocidental existente na América Latina, na América do Norte e na Europa, pois todos eles têm como base a doutrina cristã e a adoção, em maior ou menor grau, das ideias políticas liberais. Mas é importante entender que mesmo o conservadorismo ocidental possui muitas variantes, e é difícil identificar um posicionamento político específico. Partidos políticos conservadores podem até ter opiniões divergentes entre si sobre algumas questões. De todo modo, é possível determinar algumas características fundamentais do pensamento conservador ocidental.


O conservadorismo tem como seus principais valores:


1)-A liberdade e a ordem, especialmente a liberdade política e econômica

2)-A ordem social e moral. O conservador acredita que há uma ordem moral duradoura e transcendente, que no caso do conservadorismo ocidental é baseada na doutrina cristã e tem na religião a sua base. Ainda nas esferas social e moral, o conservador defende a manutenção dos usos, costumes e convenções, além de uma estrutura social e hierárquica tradicional.



3)-O conservadorismo valoriza a diversidade típica do individualismo e rejeita a igualdade como um objetivo da política. O conservador, assim como o libertário, entende que a igualdade político-jurídica é suficiente para garantir a igualdade necessária entre as pessoas. Qualquer desigualdade material ou de resultado é consequência inevitável das diferenças naturais entre os indivíduos, de seus esforços e de suas decisões.


4)-Na esfera política, o conservador procura preservar as instituições políticas e sociais que se desenvolveram ao longo do tempo e são fruto dos usos, costumes e tradições testadas e comprovadas ao longo da história. O conservadorismo entende que as mudanças e o progresso são necessários para manter uma sociedade saudável, mas essas mudanças devem ser cautelosas e graduais. Assim, a política do conservador é a política da prudência, sempre preferindo manter e melhorar as instituições estáveis e testadas do que tentar rupturas para implantar modelos de sociedade e instituições advindas da razão humana (ideologias de escritório).Essa postura coloca o pensamento conservador em conflito com ideologias essencialmente reformistas, que almejam criar uma sociedade “perfeita” pelo uso da política.


Para o conservador, a política é a “arte do possível” e não um meio para se chegar a uma sociedade utópica.





6)-Na cultura, o conservadorismo valoriza as manifestações locais e uma identidade nacional. Nessas esferas, os conservadores são coletivistas, pois entendem que toda a comunidade deve adotar certos padrões de comportamento e certos valores para garantir uma coesão social e a identificação dos indivíduos com a comunidade.



CONSERVADORISMO NA ECONOMIA



O conservadorismo defende o individualismo na esfera econômica. A defesa da propriedade privada também é vista como uma questão intimamente ligada à liberdade, pois não é possível ser livre se os meios de sobrevivência, principalmente a propriedade de um indivíduo estão nas mãos de outros, dos quais acaba se tornando dependente.



Entretanto, a defesa de uma economia de livre mercado não é assunto de consenso entre os conservadores de vários países do mundo, inclusive os brasileiros.


Mesmo os conservadores que defendem a globalização e a abertura dos mercados ao capital internacional tentam manter essa integração somente no âmbito econômico e financeiro, protegendo a cultura e a identidade nacionais de influências externas. Mas, como o conservadorismo costuma ter fortes traços de nacionalismo, as ideias econômicas acabam sendo influenciadas e, assim, boa parte dos conservadores nacionais prefere políticas econômicas desenvolvimentistas, nacionalistas e protecionistas. Esse fato não impede que políticos conservadores sejam até hoje chamados de neoliberais na América Latina, o que não é uma designação correta na maioria dos casos, visto que muitos conservadores advogam políticas intervencionistas no âmbito econômico.



CRÍTICAS AO CONSERVADORISMO



1ª)-A crítica mais comum ao conservadorismo é a sua ideia de que toda a sociedade deve acatar o código moral e a estrutura social tradicionais, o que é uma visão conflituosa com as ideias progressistas. Para os seus críticos, é uma contradição o conservadorismo defender indivíduos autônomos na esfera econômica enquanto defende a aceitação de padrões na esfera social e moral.


2ª)-Outra crítica comum ao conservadorismo é sua rejeição ao multiculturalismo e ao cosmopolismo cultural, comuns nos grandes centros urbanos. Para o conservador, uma cultura local ou nacional compartilhada por todos os membros da sociedade é uma condição necessária para criar coesão social e espírito de comunidade. Para entender: multiculturalismo normalmente se refere a casos em que culturas distintas convivem no mesmo espaço, o que é diferente das culturas formadas pelo sincretismo de diversas fontes, como a cultura brasileira, e que costuma ser designado como um interculturalismo. Como o Brasil sempre teve um sincretismo cultural e religioso muito forte, o multiculturalismo – culturas muito diferentes convivendo no mesmo espaço – não é muito comum por aqui. No Brasil, são mais comuns as culturas formadas pela mistura de diversas influências e que acabam originando a cultura local e os usos e costumes da sociedade, que são, portanto, parte do que os conservadores defendem como a cultura da sociedade brasileira.


3ª)-Na esfera política, o principal embate entre os conservadores e seus adversários ocorre em torno do valor da igualdade. Os conservadores, assim como os liberais, elogiam a diversidade e entendem que não é papel do Estado promover políticas igualitárias para além da igualdade político-jurídica. Mas os seus opositores argumentam que não basta promover uma igualdade político-jurídica de cunho formal se esta não se concretiza pela igualdade material e de resultados. Na mesma linha de pensamento, os conservadores entendem que a assistência estatal deve limitar-se somente aos que realmente precisam dela e não deve se estender a toda a vida das pessoas, como é proposto pelo Estado do Bem-Estar Social, o que atrai as críticas daqueles que entendem que o Estado deve prover uma rede de segurança aos cidadãos durante todas as fases da vida e que cubra um grande leque de situações.



DIFERENÇA ENTRE LIBERAL E LIBERTÁRIO



ENTENDA O QUE É LIBERTARIANISMO



“Quando você perceber que para produzir precisa obter a autorização de quem não produz nada; quando comprovar que o dinheiro flui para quem negocia não com bens, mas com favores; quando perceber que muitos ficam ricos pelo suborno e pela influência, mais que pelo trabalho; que as leis não nos protegem deles mas, pelo contrário, são eles que estão protegidos de você; quando perceber que a corrupção é recompensada e a honestidade se converte em auto-sacrifício, então poderá afirmar, sem temor de errar, que sua sociedade está condenada.” (Ayn Rand: 1905 – 1982; escritora e filósofa libertária russa-americana, criadora do objetivismo)


O libertarianismo é uma ideologia política que tem a liberdade como seu principal valor e objetivo político. Para os libertários, o objetivo da política deve ser maximizar a autonomia e a liberdade de escolha, não sendo função do Estado promover a ordem ou a igualdade.


Os libertários tentam minimizar a legitimidade de qualquer instituição que tenha algum poder coercitivo sobre as pessoas e limitem o julgamento individual. O libertarianismo é como um liberalismo radical ou “turbinado”, mas que – diferentemente da anarquia – ainda reconhece a necessidade da existência de um Estado para exercer um mínimo de funções, como estabelecer e executar um conjunto mínimo de leis, proteger a vida e a propriedade. Como exemplo: Os libertários aceitam a ideia de o Estado impor regras de trânsito, mas não aceitam leis impondo o uso de cintos de segurança ou de capacetes. Nesse contexto, o libertarianismo acolhe bem a ideia da minarquia, ou seja, do Estado mínimo.



No entanto, é importante entender que o libertarianismo – assim como a anarquia – é uma ideologia que existe tanto na direita quanto na esquerda.


Por isso, o termo “libertarianismo” acaba sendo usado como uma expressão guarda-chuva para inúmeras filosofias políticas. Os libertários da esquerda tentam associar de diversas formas o socialismo com os ideais de liberdade e de abolição de instituições autoritárias, enquanto os libertários de direita advogam o livre mercado e a associação voluntária de indivíduos. Na prática o libertarianismo de direita, defensor do capitalismo “laissez-faire”, é o mais presente no discurso político e aquele que tem mais seguidores, especialmente nos Estados Unidos da América, onde se desenvolveu com bastante força no século XX. É este o libertarianismo que será abordado daqui para frente.



LIBERALISMO E LIBERTARIANISMO: DIFERENÇAS



É importante não confundir libertarianismo com liberalismo. A maioria dos liberais não tem problemas com alguma intervenção do Estado na economia e nem defenderia um capitalismo laissez-faire em sua versão mais pura, além de não se opor ao Estado estabelecer um nível considerado adequado de ordem. Para os liberais, a liberdade é um valor necessário para atingir outros objetivos, enquanto que para os libertários a liberdade é o objetivo em si.


Na esfera econômica, os libertários de direita defendem um capitalismo do tipo laissez-faire e se opõem a qualquer interferência do Estado na economia. Por outro lado, defendem a ação do Estado para garantir os direitos de propriedade. Para os libertários, a economia deve ser baseada na associação voluntária de pessoas e não haveria a necessidade de uma entidade centralizadora para coordená-la. Na esfera social, os libertários valorizam características pessoais como a autossuficiência e a independência, e entendem que as pessoas devem andar com seus próprios pés e receberem as recompensas por seus esforços individuais. Assim, eles se opõem a qualquer tipo de programa social, mas o fazem mais por princípio do que pelos custos que eles geram para a sociedade por meio de impostos. Eles criticam a tendência das pessoas em aceitar trocar a própria independência por “direitos” providos pelo Estado. Para os libertários, ajudar os necessitados deve ser uma escolha individual e não uma imposição de uma instituição coercitiva.



CRÍTICAS AO LIBERTARIANISMO



1)-A primeira crítica ao libertarianismo é ser uma ideologia que tenta implantar uma visão de mundo teórica pelo uso da política. Os seus críticos observam que se uma sociedade libertária fosse possível, existiria pelo menos algum país no mundo com um Estado mínimo, com economia livre, sem serviços públicos básicos, sem imposição de limites morais e de uma estrutura social.


2)-O libertarianismo também é criticado por buscar uma liberdade abstrata que nunca existiu em nenhuma sociedade, nem mesmo nas mais primitivas. Os críticos argumentam que a busca por uma liberdade fora de qualquer tipo de ordem coloca em risco a própria liberdade e tende a acabar em despotismo. O argumento é que, enquanto os libertários acreditam que as pessoas essencialmente têm uma natureza boa e benevolente (assim como os socialistas acreditam), a história mostra que o ser humano tem muitos defeitos e vícios. Como as pessoas são naturalmente diferentes, sempre haverá os mais fortes e mais inteligentes, que tentarão dominar os outros ou criar vantagens para si; por isso, nem sempre a associação voluntária de indivíduos funcionaria.


3)-Do ponto de vista econômico, o capitalismo laissez-faire defendido pelo libertarianismo e baseado na associação voluntária de indivíduos seria inviável em economias grandes e complexas como as atuais, que exigem algum nível de coordenação de uma entidade centralizada para funcionar eficientemente. Nesse sentido, a economia sem nenhuma supervisão do Estado se provaria menos eficiente.


4)-Outra crítica ao libertarianismo é que neste sistema não há uma solução proposta para problemas ambientais. Neste modelo, a pequena abrangência do poder do Estado tornaria inviável a administração das externalidades negativas – efeitos negativos sobre toda a sociedade por uma atividade privada, como a poluição gerada pelos carros ou por uma fábrica –, principalmente relacionadas ao meio ambiente e que dificilmente seriam resolvidas pelo setor privado. Além disso, a falta de uma regulação sobre o uso dos recursos naturais poderia levar ao seu abuso.


5)-Nas esferas social e moral, o libertarianismo tem divergências inconciliáveis tanto com a social democracia quanto com o conservadorismo. Enquanto os conservadores entendem que o Estado deve preservar uma base moral e uma estrutura social que levariam as pessoas a terem um senso de comunidade, os libertários entendem que a imposição de um código moral e social a toda a sociedade é algo inaceitável, mesmo ao custo de uma identificação mais fraca dos indivíduos com a comunidade. Neste contexto, o libertarianismo aceita bem as ideias progressistas – a exemplo da social democracia – embora não aceite a ação do Estado como promotor desses ideais. Já os socialistas criticam a ideia de que a ajuda às pessoas em necessidade fique dependente da caridade e da boa vontade dos indivíduos (o que também contradiz a tese de que as pessoas são boas por natureza, se são, então para que obriga-las a serem?).



O QUE É O LIBERALISMO?



Trata-se de uma doutrina política muito discutida hoje em dia, em geral colocada em contraposição ao socialismo, e que tem origens no movimento conhecido como iluminismo. É uma doutrina político-econômica que surge, em sua essência, da vontade de limitação do Estado para a consequente ascensão da liberdade individual, dos direitos individuais, da igualdade perante a lei, da proteção à propriedade privada e do livre comércio. Essa vontade era intimamente ligada às lutas da burguesia na Inglaterra do século XIII e é por isso que por muitas vezes o liberalismo foi e ainda é facilmente associado a essa classe social. Para o liberalismo, portanto, o Estado Mínimo é necessário para que se possa garantir as pautas defendidas, que são variadas, conforme indicadas acima, e serão explicadas adiante. O mercado é considerado o grande provedor e regulador da sociedade na percepção dos liberais.


O liberalismo pode ser visto por três enfoques diferentes:


1)-O binômio liberalismo político.

2)-O liberalismo econômico (dois em um, que se correlacionam facilmente).

3)-E o liberalismo como corrente de pensamento, que pode abranger os dois primeiros ou não.


Então, para que comecemos com clareza, algumas ponderações:



a)-O liberalismo como corrente de pensamento: se contrapõe ao conservadorismo como corrente de pensamento. Adjetiva a pessoa que possui ideias flexíveis e abertas, tendente a ser mais tolerante com a diversidade e com o novo.


b)-O liberalismo como corrente político-econômica: ao contrário do liberalismo como corrente de pensamento, tradicionalmente, no Brasil, o liberalismo político-econômico está atrelado a visões com uma linha de pensamento conservadora e à direita na política. Tradicionalmente porque o liberalismo político-econômico não concorda obrigatoriamente com a moral conservadora, mesmo que seja a “regra geral” do liberalismo no nosso país. A ideologia liberalista político-econômica é o nosso enfoque, e será explicada abaixo.


c)-Disso, concluímos: não existe uma só definição de liberalismo que seja aceita por todos.


As grandes doutrinas políticas são vistas com muitas particularidades tanto por quem as adota, quanto por quem as critica. Portanto, vamos (eu e você) focar nas questões gerais e importantes, sem a pretensão de esgotar o tema. A exposição pretende ensinar e descomplicar a doutrina através de uma linguagem acessível e de uma análise mais prática.



O QUE É ESTADO MÍNIMO?



Atrelado à concepção política do liberalismo, o conceito descreve que o Estado (governo) não pode atuar ou intervir em todas as esferas. O liberalismo político afirma que há um aglomerado de direitos inerentes ao ser humano e que, portanto, o Estado não pode intervir. Esses direitos seriam:

1)-A liberdade individual.

2)-Os direitos individuais.

3)-A igualdade perante a lei.

4)-A segurança.

5)-A felicidade.

6)-A liberdade religiosa.

7)-A liberdade de imprensa, entre outros.


O Estado seria limitado no plano legal, através das leis, e no plano individual/privado em razão desse conjunto de direitos.

E COMO SERIA A ATUAÇÃO DO ESTADO DIANTE DESSAS LIMITAÇÕES?



Aqui vale a famosa frase:


“O Estado é um mal, porém um mal necessário”


O Estado atuaria, então, para fornecer as condições mínimas necessárias para o livre desenvolvimento de cada cidadão. Livre desenvolvimento significa a ausência de assistencialismo. O liberalismo afasta o Estado paternalista, que não poderá atuar interferindo, limitando ou suprindo necessidade na vida de qualquer indivíduo e, sobretudo, não poderá intervir na economia e no mercado.



ESQUEMATIZANDO – PRINCIPAIS IDEAIS DO LIBERALISMO



1º)-Defesa das liberdades e direitos individuais: Há um conceito chamado de individualismo metodológico. O liberalismo não reconhece direitos coletivos. O indivíduo é o agente das relações jurídico-sociais e detém direitos individuais e não coletivos.

2º)-Liberdade de imprensa, de associação, de reunião, de religião.

3º)-Estado Mínimo.

4º)-Igualdade perante a lei: através da instituição do Estado de Direito. Todos seriam iguais perante a lei, e tratados como iguais pelo Estado. Não existem privilégios.

5º)-Governos representativos e constitucionais.

6º)-Ideais Sociais: Reconhecimento do mérito. Ou seja, o lugar de cada um na sociedade dependeria diretamente do mérito individual. Há a pressuposição de igualdade de oportunidades, e alguns indivíduos possuem mais do que os outros em razão da diferença no grau de esforço aplicado para o alcance dos objetivos.


7º)-Ideais Econômicos:

a)-Reconhecimento da propriedade privada: o bem pode ser utilizado exclusivamente por quem o adquiriu. Não há espaço para o instituto da função social da propriedade, ou seja, não há utilização ou obrigação de objetivos sociais para a propriedade privada.

b)-Livre Mercado: a economia se fundamenta na lei da oferta e da demanda. O Estado não pode intervir em nenhuma esfera da economia, não pode intervir nos preços, nos salários ou nas trocas comerciais, tampouco corrigindo as falhas ou disparidades sociais causadas pela economia. O liberalismo coloca o livre mercado como o grande “regulador” da sociedade e as falhas se corrigiriam naturalmente, através da “mão invisível” referida por Adam Smith em seu livro “ A Riqueza das Nações”.

c)-Tributação mínima: principalmente no que concerne à carga tributária das empresas.



O QUE É SOCIAL DEMOCRACIA?







Essa frase representa um pouco do conceito de social democracia, uma corrente política e econômica que ganhou muito espaço na Europa, em países como França, Holanda, Espanha, Suécia, Alemanha e Áustria. Mas em que consiste o pensamento social democrata? Quais são seus pilares e quais as críticas?




SOCIAL DEMOCRACIA: QUAIS SUAS IDEIAS?



A social democracia é, em sua origem, uma variação do socialismo, surgida dentro do movimento operário ainda no século XIX. Hoje em dia, após mais de um século de evolução, essa corrente diverge do socialismo marxista, que busca substituir o sistema econômico capitalista, no qual os meios de produção estão nas mãos de indivíduos, pelo sistema econômico socialista, no qual os meios de produção são coletivizados.



A social democracia aceita o capitalismo, mas busca mitigar os efeitos desse sistema considerados adversos, por meio da política. Para isso, utiliza-se de intervenções econômicas e sociais e promove reformas parciais do sistema ao invés de substitui-lo por inteiro. Esse é um pensamento político atrelado à centro-esquerda e seus principais valores são a igualdade e a liberdade.


No campo político, a social democracia defende as liberdades civis, os direitos de propriedade e a democracia representativa, na qual os cidadãos escolhem os rumos do governo por meio de eleições regulares com partidos políticos que competem entre si.



No campo econômico, a social democracia encontrou nas teorias do economista britânico John Maynard Keynes (1883-1946) a combinação perfeita para aliar os interesses sociais à mitigação de aspectos considerados problemáticos do capitalismo, como crises periódicas e elevado desemprego. Dessa combinação surgiu o Estado de Bem-Estar Social, que explicaremos a seguir.




O QUE É O ESTADO DE BEM-ESTAR SOCIAL?



O Estado de bem-estar social é uma perspectiva política e econômica na qual o Estado tem um papel central na organização econômica, visando promover o progresso social e criar redes de segurança aos cidadãos “do berço ao túmulo”, ou seja, durante toda a sua vida. O Estado é o regulador da vida social e econômica do país. No paradigma keynesiano, o Estado passou a ter a função de evitar ou amenizar as crises econômicas com intervenções anticíclicas na economia, isto é, intervenções do Estado que visam minimizar os efeitos do clico econômico (flutuações na economia, em que há a alternância de períodos de crescimento, estagnação e declínio), aumentando a demanda interna e reaquecendo a economia em períodos de crise.


Mas como assim aumentar a demanda interna?


1)-Esse aumento da demanda interna pode ocorrer pelo aumento da renda dos trabalhadores.

2)-Pela abertura de linhas de crédito subsidiadas.

3)-Ou pelo gasto público direto em obras de qualquer espécie.


Mesmo que essas ações causem um déficit público num primeiro momento, tudo se compensa à longo prazo, quando um novo ciclo de expansão da economia se inicia. O governo, ao prezar pelo Estado de bem-estar social, também passa a ter como objetivo a manutenção de um regime de pleno emprego e o aumento da renda dos trabalhadores, que resultariam em aumento da demanda interna, crescimento econômico e melhora das condições sociais. Além disso, o governo regula o mercado de trabalho:

a)-Criando proteções e leis como o salário mínimo,

b)-A regulação da jornada de trabalho,

c)-Negociações coletivas entre sindicatos e representantes de setores empresariais e uma gama de direitos trabalhistas. Aliás, os sindicatos são uma das bases políticas mais importantes na social democracia.

d)-Por fim, o Estado também participa de atividades econômicas que são consideradas necessárias ao desenvolvimento do país, mas que poderiam não ser atendidas adequadamente pela iniciativa privada, tanto por falta de interesse devido às margens de lucro pequenas, quanto pela impossibilidade de oferecer serviços adequados para toda a sociedade – como costuma ocorrer nos setores de energia (geração elétrica, petróleo, carvão), comunicações, transportes entre outros, e mais raramente na produção de bens de consumo.



PROTEÇÃO DO ESTADO AO CIDADÃO



No campo social, o Estado passa a oferecer à população uma rede de segurança que garante um padrão mínimo de vida. Essa rede de segurança inclui a seguridade social, com benefícios como o seguro desemprego, auxílio durante períodos de enfermidade, licença maternidade, aposentadoria por invalidez ou por tempo de trabalho, entre outros. Também inclui programas de assistência social que visam auxiliar as pessoas mais vulneráveis da sociedade.Uma parte importante do papel do Estado na área social é o provimento de serviços públicos abrangentes e de qualidade. Nesse paradigma, o Estado é considerado o melhor provedor de serviços básicos, pois atenderia a toda a sociedade igualmente independente de poder econômico ou localização geográfica, em contraposição aos serviços privados, que podem ficar restritos a uma parte da população ou apenas realizarem o trabalho se for lucrativo – o que não acontece com o Estado, que prioriza à população ao superávit.
Entre os serviços públicos providos pelo Estado de bem-estar social, costumam estar inclusos:


1)-A assistência médica ampla e gratuita.

2)-Programas habitacionais.

3)-Educação infantil, educação superior, bem como educação básica.

4)-Segurança.

5)-Infraestrutura.

6)-Justiça, entre outros.


É claro que essa ampla gama de serviços e tarefas do Estado necessita de recursos, que serão obtidos da sociedade por meio de uma carga tributária mais alta do que em um governo não preveja esses benefícios.



O PROGRESSISMO NA SOCIAL DEMOCRACIA



A social democracia, apesar de ser coletivista em assuntos econômicos (ao defender a intervenção do Estado na economia e prover serviços públicos abrangentes), é individualista nas questões de ordem social e moral, por não acreditar que o governo deva interferir nesses assuntos, dando mais liberdade aos cidadãos para escolherem questões ligadas a direitos sociais. Nesse contexto, a social democracia adapta-se bem às ideias progressistas no campo social e não tem como um de seus valores a manutenção da ordem social vigente ou a defesa dos comportamentos tradicionais. Esse fato acaba gerando certa confusão nas pessoas, que não percebem que as ideias progressistas não são, necessariamente, as mesmas ideias da esquerda. O progressismo é, na verdade, o contraposto do conservadorismo e não da direita como um todo.



CRÍTICAS À SOCIAL DEMOCRACIA



A aplicação prática desse modelo recebe críticas descrevendo alguns problemas estruturais:


1)-Uma delas, segundo aqueles que se opõe à social democracia, é a tendência a baixos níveis de crescimento econômico, pois muitas vezes os objetivos sociais acabam tornando-se antagônicos à eficiência econômica, como por exemplo quando o governo aumenta artificialmente o valor dos salários, mantém taxas de câmbio desequilibradas para evitar a inflação, usa empresas estatais em déficit financeiro para prover bens e serviços ou aumenta os impostos para financiar o Estado.


2)-Os liberais (corrente econômica oposta à intervenção estatal na economia) dizem ainda que a busca da social democracia em mitigar ao máximo os riscos inerentes à vida implicaria menor autonomia das pessoas e seria uma tentação para políticos transformarem o Estado em uma instituição paternalista. Em adição, o avanço do Estado em mais esferas da vida social, com imposição de mais regras e burocracia, deixaria menor espaço para a liberdade de decisão individual.


3)-Alguns de seus críticos apontam, por fim, que o próprio sucesso do sistema social democrata pode acionar os mecanismos de seu enfraquecimento. O aumento da segurança social, tanto pela previdência – como a ampliação das situações cobertas ou do número de beneficiários –, quanto por meio de programas sociais, impõe aumentos de gastos públicos que devem ser cobertos por encargos sociais, a maioria dos quais incide sobre a folha de pagamento. Nesse cenário, o custo do trabalho eleva-se e os empresários buscam alternativas para diminuir a necessidade de mão de obra, como a automatização ou a transferência para outros países.Essa situação comprometeria o objetivo de manter o pleno emprego. Como consequência, haveria mais pessoas desempregadas, que impõem um custo maior à seguridade social, que por sua vez conta com menos contribuintes para sustentá-la. Ou seja, pode-se iniciar um ciclo vicioso que resultará em uma crise de sustentabilidade do sistema.






PROGRESSISMO: O QUE É?


Por: Bruno André Blume - Formado em Relações Internacionais pela UFSC, ex-editor do Politize


Já falamos aqui no Politize! sobre o conservadorismo, doutrina política que valoriza a manutenção de valores, tradições e estruturas sociais. Agora é a vez de falar de uma doutrina que faz um contraponto ao conservadorismo: é o progressismo, ideia aprimorada na idade moderna e hoje muito difundida – mesmo que muitos nem a percebam.


O progressismo é a doutrina segundo a qual, certas medidas econômicas e sociais – impulsionadas sobretudo pela ciência e tecnologia – são imprescindíveis para a melhoria da condição humana. Também está relacionado à ruptura de padrões sociais tradicionais, que por sua vez promoveriam valores como liberdade e igualdade. O progressismo possui forte ligação com o iluminismo. Por isso, precisamos dar um passo atrás e relembrar o que foi esse movimento histórico.



O iluminismo e o progresso


Os historiadores chamam de iluminismo o movimento intelectual e político do século XVIII que defendia que o progresso deve ser fundamentado sobretudo pela razão humana, e não pela fé religiosa. Naquela época, a doutrina cristã ainda era hegemônica na Europa e em todo o ocidente. Por isso, as ideias iluministas significaram uma revolução filosófica, cujos efeitos são sentidos até hoje. Ainda no século XVIII e ao longo dos séculos seguintes, ocorreram mudanças estruturais profundas baseadas no pensamento iluminista, como:


a)-O fim dos regimes absolutistas e o surgimento das democracias modernas.

b)-Liberalização dos mercados e fim do mercantilismo.


c)-Centralidade da razão e da ciência, em detrimento do pensamento religioso, e a laicidade do Estado.


Vários autores de grande relevância histórica foram ligados ao iluminismo. Alguns exemplos são Voltaire, John Locke, Montesquieu e Adam Smith. Todos esses intelectuais fizeram contribuições fundamentais para o pensamento político e econômico moderno.



O positivismo



Além do iluminismo, outra doutrina que se ancorou na ideia de progresso foi o positivismo. Criado no século XIX por autores como Auguste Comte, o positivismo pode ser visto como uma adoção radical dos valores iluministas. Comte propôs, por exemplo, que a ciência seria mais do que o principal norteador dos progressos sociais: ela seria a única fonte legítima do conhecimento humano. Por isso, apenas aquilo que possa ser comprovado por métodos científicos pode ser considerado como válido. Os positivistas chegaram a criar uma nova religião, denominada por Comte de religião da humanidade. Até hoje, existe uma Igreja Positivista do Brasil. Outra influência do positivismo em terras tupiniquins é o lema “Ordem e Progresso”, inscrito na bandeira nacional.



PROGRESSISMO E CONSERVADORISMO: QUAIS AS DIFERENÇAS?



O progressismo tem um caráter eminentemente reformista (mas não radical) e secular (não religioso), e por isso acaba se contrapondo ao conservadorismo. É o que afirma Bobbio, em seu Dicionário de Política (p. 243): “Na relação que se estabelece entre progressismo e conservadorismo, este é sempre apresentado como negação, mais ou menos acentuada, daquele; aparece como tal, mostrando assim seu caráter alternativo; [o conservadorismo] existe só porque existe uma posição progressista.”



Um dos aspectos fundamentais dessa contraposição é o debate sobre qual deve ser o norteador das mudanças na sociedade?


a)-Segundo o progressismo, esse norte deve ser a razão – como defendido por iluminismo, positivismo e outras doutrinas.


b)-Do ponto de vista do conservadorismo, deve ser principalmente a tradição, os costumes, a fé, etc.


Outra questão de discordância entre conservadores e progressistas é em relação à velocidade com que as mudanças sociais devem ocorrer. Os progressistas preferem mudanças mais rápidas e intensas do que um conservador aceitaria. Em grande parte, também acreditam que o Estado é um agente importante para a promoção dessas mudanças. Desde seu surgimento, o progressismo já se alterou muitas vezes e adotou diversas bandeiras, dentre as quais o sufrágio universal, os direitos trabalhistas, programas sociais, entre outros. Nesse contexto, o progressismo se adaptou bem ao pensamento social democrata e até hoje ambos se encontram fortemente associados.


PROGRESSISMO É DE ESQUERDA OU DE DIREITA?



No contexto político atual, o progressismo é fortemente associado à luta pelos direitos sociais e a movimentos sociais em prol de minorias ou grupos historicamente preteridos pela sociedade, como, por exemplo, o movimento negro, o feminismo, os direitos dos indígenas e movimentos relacionados a orientações sexuais e identidades de gênero minoritárias. O progressismo também tem um forte componente ambientalista. Esses grupos, de forma geral, são associados à esquerda.


É importante esclarecer, porém, que o progressismo não é uma doutrina necessariamente de esquerda: ele pode ser adotado em muitos aspectos pelo pensamento político liberal, especialmente quando este se manifestar contrário à imposição de uma ordem social tradicional.



MAS AFINAL, O QUE É PROGRESSO?



O progressismo está, evidentemente, relacionado à ideia de progresso. Segundo o progressista de esquerda Norberto Bobbio, em seu Dicionário de Política:



“A ideia de progresso pode ser definida como ideia de que o curso das coisas, especialmente da civilização, conta desde o início com um gradual crescimento do bem-estar ou da felicidade, com uma melhora do indivíduo e da humanidade, constituindo um movimento em direção a um objetivo desejável.” Mas isso cria um problema: qual deve ser este objetivo desejável citado por Bobbio? O que é considerado ou não um pensamento progressista pode variar muito de acordo com o contexto social dos indivíduos. (Referência: Norberto Bobbio: Dicionário de Política).




Esse é um aspecto também questionado no conservadorismo: a falta de um conteúdo certo, imutável para a doutrina. O conteúdo do progressismo depende muito do que se considera progresso e evolução dentro de certo contexto social, em determinado momento histórico.








Nota: este conteúdo foi extraído e adaptado do livro Urgente da Política Brasileira.



*Alessandro Nicoli de Mattos: Engenheiro em Elétrica, trabalha na área de exatas mas gosta de estudar História, Economia e Política no seu tempo livre. Dos três ebooks gratuitos que já publicou, “O Livro Urgente da Política Brasileira” é o último e busca explicar a política e o Estado brasileiros da forma mais objetiva e visual possível, como gostam os engenheiros. Acredita que na democracia é necessário participar, mas sempre com conhecimento de causa, e, assim, educar os conterrâneos sobre política também é exercer a cidadania.



BIBLIOGRAFIA CONSULTADA:



-https://www.politize.com.br/conservadorismo-pensamento-conservador/(visitado:06/07/2020)



-https://www.terra.com.br/noticias/conservadorismo-cristao-ganha-espaco-na-alemanha,09dc82204c718b799ddf064fe42daee6bu2q9rg3.html (visitado:06/07/2020)



-https://www.youtube.com/watch?v=ezZRPOwtnNM(visitado:06/07/2020)




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