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As mulheres bíblicas do Antigo e Novo Testamento e as lições que nos deixaram

Written By Beraká - o blog da família on terça-feira, 21 de julho de 2020 | 23:19





As revelações divinas contidas na Bíblia foram escritas em uma época em que os homens devido as circunstâncias contextuais comandavam o mundo, e por consequência, a mulher era subordinada a ele. Por isso, muitas passagens da Bíblia, lidas com os olhos de hoje, são consideradas machistas. Mas estas mulheres conscientes de sua missão, lutaram pelo seu espaço e ganharam importância fundamental tanto no passado como no presente, conquistando hoje o protagonismo que lhe cabe, inclusive na Igreja Católica, onde hoje elas são maioria. As mulheres da Bíblia têm muito para ensinar às mulheres de hoje. A Bíblia tem vários exemplos de mulheres tementes a Deus, que fizeram a diferença no seu tempo. Essas mulheres se destacaram em seu tempo e mostraram que Deus usa todos para cumprir seus propósitos, independente das circunstâncias. Podemos aprender valorosas e permanentes lições com a história delas. (conf.Romanos 15,4; 2 Timóteo 3,16-17) Esta despretensiosa matéria que apenas contribuir sem encerrar o assunto, falando brevemente apenas algumas das mulheres mencionadas na Bíblia. Muitas delas são exemplos a ser imitados. Outras não, pelo seus maus exemplos, que nos dão um alerta do que não devemos fazer (1 Coríntios 10,11; Hebreus 6,12). O livro de Provérbios 31 nos ensina as caraterísticas de uma mulher virtuosa, que serve a Deus. Ao longo da Bíblia, várias mulheres se tornaram exemplos de mulheres virtuosas, mostrando que é possível viver de maneira exemplar. Essas mulheres têm grandes lições de vida para ensinar, tanto para mulheres quanto para homens, enfim, para a grande família humana. As escrituras falam de grandes mulheres sábias, valentes e dedicadas a Deus e a sua obra. Mulheres que dedicaram e arriscaram suas vidas em prol do reino de Deus. Mulheres que fizeram a diferença em um tempo em que sequer eram contadas como seres humanos. Acompanhe agora algumas que fizeram uma grande obra, porém claro, a Bíblia fala de muitas outras. Mulheres que às vezes não tiveram sequer seus nomes citados, mas suas histórias estão registadas na Palavra de Deus e no coração de quem conviveu com elas.




 
(O dignidade perdida em Eva é restaurada em Maria)


*1)-O mau exemplo de Eva


Quem era Eva? Eva foi a primeira mulher que existiu e também, a primeira mulher a ser mencionada na Bíblia.



O que ela fez? Eva desobedeceu a uma ordem clara de Deus. Assim como o seu marido, Adão, Eva gozava da perfeição da criação anterior ao pecado, tinha liberdade de escolha e a capacidade de desenvolver as mesmas qualidades de Deus, como amor e  sabedoria. (Gênesis 1,27) Eva sabia que Deus tinha dito para Adão que, se eles comessem de determinada árvore do jardim (do conhecimento do bem e do mal), eles morreriam. Só que Satanás enganou Eva e disse que ela não morreria. Na verdade, Satanás fez com que Eva acreditasse que teria uma vida melhor se desobedecesse a Deus, inclusive se tornaria igual a Deus. Daí,  ela comeu o fruto e ainda depois convenceu o seu marido a fazer o mesmo (Gênesis 3,1-6; 1 Timóteo 2,14).




O que podemos aprender com o mau exemplo de Eva?




Eva é um exemplo que nos alerta como é perigoso ficar desejando ser igual a Deus, e não apenas semelhante, pois somos criaturas. Deus tinha dado uma ordem clara. Mesmo assim, Eva desenvolveu um desejo muito forte de possuir um conhecimento que só compete a Deus (o bem e o mal em plenitude), e pior ainda, querer ser igual a Deus ou seja, onipotente, onisciente e onipresente. (Gênesis 3,6; 1 João 2,16).




2)-O bom exemplo de Abigail


Quem era Abigail? Ela foi a esposa de um homem rico e malvado chamado Nabal. Mas Abigail era sensata e humilde, além de ser muito bonita tanto física como espiritualmente. — 1 Samuel 25,3.



O que ela fez? Agindo com sabedoria e discernimento, Abigail evitou que uma tragédia acontecesse. Ela e Nabal viviam na região onde Davi estava se escondendo como fugitivo antes de se tornar rei de Israel. Davi e seus homens protegeram os rebanhos de Nabal enquanto estavam ali. Mas, quando os mensageiros de Davi foram pedir alimentos a Nabal, Nabal se recusou a ajudar. Davi ficou furioso! Ele e seus homens estavam decididos a matar Nabal e todos os homens da casa dele (conf.1 Samuel 25,10-12.22). Quando Abigail soube o que seu marido tinha feito, agiu rapidamente. Ela pediu que seus servos levassem alimentos para Davi e os homens dele, e depois ela mesma foi até Davi implorar por misericórdia. (1 Samuel 25,14-19;24-31). Davi viu o que Abigail tinha enviado, percebeu sua humildade e ouviu o conselho sábio dela; então ele reconheceu que Deus estava usando Abigail para impedir uma tragédia. (1 Samuel 25,32-33) Logo depois disso, Nabal morreu e Davi se casou com Abigail (1 Samuel 25,37-41).



O que podemos aprender com Abigail?


Embora fosse rica e bonita, Abigail tinha um ponto de vista equilibrado sobre si mesma. Com o objetivo de manter a paz, ela estava disposta a se desculpar por algo que não era culpa dela. Ela resolveu uma situação tensa com calma, usando as virtudes da prudência, coragem e da sabedoria, as quais exercitou ao longo de sua vida.


3)- O bom exemplo da jovem Sulamita


Quem era a jovem sulamita? Ela era uma linda jovem camponesa que foi personagem principal do livro Canônico: O Cântico de Salomão. A Bíblia não fala exatamente o nome dela.


O que ela fez? A moça Sulamita se manteve leal ao jovem pastor que ela amava. (Cântico de Salomão 2,16) Como era muito bonita, ela chamou a atenção do rico rei Salomão, que tentou conquistá-la. (Cântico de Salomão 7,6). Embora outros a incentivassem a escolher Salomão, ela se recusou a fazer isso. Ela amava o humilde pastor e foi leal a ele (Cânticos dos Cânticos 3,5; 7,10; 8,6).


O que podemos aprender com a jovem Sulamita?


Ela era modesta, apesar de ser uma jovem muito bonita e de receber muita atenção de outros. Ela com muita determinada determinação, não permitiu que tentações outros sentimentos além dos que tinha pelo seu amado, se sobrepusessem sobre a sua razão pela pressão externa de outros(as) (talvez até de sua família e amigas) pela possibilidade de ficar rica e famosa. Ela manteve suas emoções sob controle e permaneceu moralmente pura, serena e pacificada, ou seja, não permitiu misturas de sentimentos, mas manteve-se focada naquilo que realmente queria.


*4)- O mau exemplo da mulher de Ló



Quem era a mulher de Ló? A Bíblia não fala o nome dela. Sabemos apenas que ela teve duas filhas e que ela morava com sua família na cidade de Sodoma (Gênesis 19,1 -15).



O que ela fez? Assim como Eva, ela desobedeceu a uma ordem de Deus. Deus havia decidido destruir Sodoma e as cidades vizinhas por causa da grande imoralidade sexual que existia ali. Deus amava o justo Ló e sua família, que viviam na cidade de Sodoma; por isso, Ele mandou dois anjos para tirá-los da cidade e levá-los para um lugar seguro (Gênesis 18,20; 19,1-13). Os anjos disseram para Ló e sua família fugirem e não olharem para trás. Se não seguissem essas instruções, eles morreriam. (Gênesis 19,17) Mas a mulher de Ló “olhou para trás, e ela se transformou em uma coluna de sal” (Gênesis 19,26).



O que podemos aprender com o mau exemplo da mulher de Ló?


A história dela nos mostra como é perigoso não confiar em Deus, estar apegado(a) as coisas materiais deixadas para trás por circunstâncias até catastróficas permitidas por Deus, ponto de tirarmos o nosso olhar para as coisas que não passam e nos fixar naquelas que passam. Jesus falou dela como um mau exemplo, o qual serve de alerta para nós. Ele disse: Lucas 17,32-33:


“Lembrai-vos da mulher de Ló. Qualquer que procurar salvar a sua vida, perdê-la-á, e qualquer que a perder, salvá-la-á”.



Nossa atitude diante de tudo que nos aconteça deve ser sempre aquela de Jó:

“E disse: Nu saí do ventre de minha mãe e nu tornarei para lá. O Senhor o deu, e o Senhor o tomou: Bendito seja o nome do Senhor!” ( Jó 1,21-22)



5)- O bom exemplo de Ana


Quem era Ana? Ela era a esposa de Elcana e mãe de Samuel. Samuel se tornou um profeta bem conhecido no Israel antigo. (1Samuel 1,1-2;4-7).


O que Ana fez? Como Ana não conseguia ter filhos, ela buscou a Deus para obter consolo. O marido de Ana tinha duas esposas. Sua outra esposa, Penina, tinha filhos, mas Ana não teve filhos por um bom tempo depois de ter se casado. Penina humilhava Ana com crueldade. Mas Ana orava a Deus pedindo consolo. Ela fez um voto a Deus: ela disse que, se Ele permitisse que ela tivesse um filho, ela dedicaria esse filho a Ele. Ana iria entregar o filho para servir a Deus no tabernáculo, uma tenda portátil que a nação de Israel usava para adorar a Deus (1 Samuel 1,11). Deus atendeu a oração de Ana e ela teve um filho chamado Samuel. Ana cumpriu sua promessa e levou Samuel para servir no tabernáculo quando ele ainda era bem pequeno. (1 Samuel 1,27-28) Todos os anos, ela fazia uma túnica sem mangas e levava para ele. Depois, Deus abençoou Ana com mais três filhos e duas filhas (1 Samuel 2,18-21).



O que podemos aprender com Ana?


As orações que Ana fazia com todo seu coração a ajudaram a enfrentar situações difíceis. A oração de agradecimento que ela fez, registrada em 1 Samuel 2,1-10, mostra como era grande a fé e intimidade que ela tinha para com Deus.



*6)- O mau exemplo da Dalila


Quem era Dalila? Ela foi uma mulher por quem o juiz israelita Sansão se apaixonou (Juízes 16,4-5).


O que Dalila fez? Ela aceitou dinheiro dos oficiais filisteus para trair Sansão. Jeová estava usando Sansão para libertar os israelitas dos filisteus. Os filisteus não conseguiam derrotar Sansão por causa da incrível força que ele tinha ganhado de Deus. (Juízes 13,5) Então, os oficiais filisteus pediram a ajuda de Dalila. Os filisteus subornaram Dalila e pediram que ela descobrisse como Sansão tinha ganhado sua força. Dalila aceitou o suborno e, depois de várias tentativas, ela descobriu o segredo de Sansão. (Juízes 16,15-17). Daí então, ela contou para os filisteus o que tinha descoberto. Com isso, eles conseguiram derrotar e prender Sansão (Juízes 16,18-21).



O que podemos aprender com Dalila?




Dalila é um completo mau exemplo. Usou seu poder sedutor unicamente em favor de si mesma. Movida exclusivamente  por ganância, ela agiu de maneira desleal e egoísta, enganando um servo de Deus e por consequência o povo eleito para ser luz das Nações.



 
7)- O bom exemplo de Débora



Quem era Débora? Ela foi uma profetisa que o Deus de Israel, Javé, usou para revelar qual era a vontade d’Ele em assuntos relacionados ao Seu povo. Deus também a usou para resolver problemas que existiam entre os israelitas (Juízes 4,4-5).




O que ela fez? Débora, corajosamente apoiou o povo de Deus. Seguindo a orientação de Deus, ela convocou Baraque para liderar o exército israelita numa guerra contra os cananeus. (Juízes 4,6-7). Quando Baraque pediu que Débora fosse junto com ele para a batalha, ela teve coragem e aceitou prontamente (Juízes 4,8-9). Depois de Deus dar a vitória aos israelitas, Débora compôs pelo menos parte do cântico que ela e Baraque cantaram sobre o que tinha acontecido. Nesse cântico, ela fala do que Jael, outra mulher corajosa, fez para ajudar a derrotar os cananeus (Juízes 5).


O que podemos aprender com o bom exemplo de Débora?


Débora exercitou a virtude da fé, da coragem e da gratidão, pois estava disposta a se sacrificar pelos outros. Pela sua bravura e determinação, ela encorajou outros a obedecerem a Deus. E, quando eles fizeram isso, ela os elogiou pelo que tinham feito.




8)- O bom exemplo de Ester




Quem era Ester? Ela era uma mulher judia que foi escolhida pelo rei persa Assuero para ser sua rainha.


O que ela fez? Ao contrário de Dalila, ou seja, não pensando em si mas em seu povo, Ester usou a influência que tinha como rainha para impedir o extermínio do seu povo. Ela descobriu que havia sido emitido um decreto oficial que especificava um dia em que todos os judeus que viviam no Império Persa seriam mortos. Esse plano perverso foi ideia de Hamã, que servia como primeiro ministro. (Ester 3,13-15; 4,1-5) Com a ajuda de Mordecai, seu primo mais velho, Ester revelou o plano ao seu marido, o rei Assuero, mesmo correndo risco de vida. (Ester 4,10-16; 7,1-10) Daí, o rei Assuero permitiu que Ester e Mordecai emitissem um outro decreto, autorizando os judeus a se defender. Os judeus derrotaram os seus inimigos com sucesso (Ester 8,5-11; 9,16-17).


O que podemos aprender com o bom exemplo de Ester?


Ester deu um excelente exemplo no uso das virtudes da coragem, humildade, sabedoria e modéstia. (Salmo 31,24; Filipenses 2,3) Embora fosse muito bonita e ocupasse uma posição de poder, ela buscou ajuda e conselhos de outros. Ela falou com seu marido de forma corajosa, mas com tato e respeito. E, mesmo quando os judeus estavam condenados à morte, ela teve coragem de não negar sua origem e disse ao seu rei e esposo, que era um deles.



 


9)- O bom exemplo de Jael




Quem era Jael? Ela era a esposa de Héber, um homem que não era israelita. Jael corajosamente ajudou o povo de Deus.



O que ela fez? Jael agiu com firmeza quando Sísera, chefe do exército cananeu, chegou ao acampamento dela. Sísera tinha perdido a batalha contra Israel e agora estava fugindo em busca de abrigo. Jael o convidou para se esconder e descansar na sua tenda. Daí, enquanto ele dormia, Jael o matou (Juízes 4,17-21). O que Jael fez cumpriu uma profecia que Débora havia falado: “Será nas mãos de uma mulher que Javé entregará Sísera.” (Juízes 4,9) Por causa do que fez, Jael foi elogiada como “a mais abençoada das mulheres” (Juízes 5,24).



O que podemos aprender com o exemplo de Jael?


Jael teve iniciativa, firmeza e agiu com coragem pensado não apenas em si mesma. A sua experiência mostra que Deus pode manobrar situações históricas e circunstanciais para que suas profecias se cumpram.


*10)- O mau exemplo de Jezabel


Quem era Jezabel? Ela era a esposa de Acabe, que foi rei de Israel. Ela não era israelita e não adorava a Javé. Em vez disso, ela adorava a Baal, um deus cananeu.


O que ela fez? Jezabel era uma rainha autoritária, cruel e violenta. Ela promovia a adoração de Baal, que incluía a imoralidade sexual. Ao mesmo tempo, ela tentava acabar com a adoração a Javé o Deus verdadeiro (1 Reis 18,4-13; 19,1-3). Para conseguir o que queria, Jezabel mentia e até matava as pessoas. (1 Reis 21,8-16).Como Deus predisse, ela teve uma morte violenta e não foi enterrada (1 Reis 21;23; 2 Reis 9:10, 32-37)



O que podemos aprender com Jezabel?


Jezabel é um completo mau exemplo para uma mulher de Deus. Ela inescrupulosa, ou seja, não tinha princípios e estava disposta a fazer qualquer coisa para satisfazer sua vontade narcisista. Por isso, o seu nome se tornou símbolo de uma mulher que é descarada, imoral, sem nenhum respeito por autoridade.



11)- O exemplo da vida de Leia


Quem era Leia? Ela foi a primeira esposa de Jacó. Sua irmã mais nova, Raquel, era a outra esposa dele (Gênesis 29,20-29).



O que Leia fez? Leia foi mãe de seis filhos de Jacó. (Rute 4,11). Jacó queria ter se casado com Raquel, não com Leia. Mas o pai das moças, Labão, fez com que Leia tomasse o lugar de Raquel. Quando Jacó percebeu que tinha sido enganado e tinha se casado com Leia, ele confrontou Labão. Labão disse que não era costume a filha mais nova se casar antes da mais velha. Daí, uma semana depois, Jacó se casou com Raquel (Gênesis 29,26-28).Jacó amava mais a Raquel do que Leia. (Gênesis 29,30) Por isso, Leia ficava com ciúmes e estava sempre competindo com sua irmã pelo amor e atenção de Jacó. Deus viu o que Leia estava passando sem culpa, pois cumpria os costumes de ordens de seu pai, então Deus a abençoou com seis filhos e uma filha (Gênesis 29,31).


O que podemos aprender com a vida de Leia?


Leia era uma boa filha, confiava em Deus e orava a Ele. Embora tivesse problemas na sua família, ela conseguia ver como Deus a estava ajudando, e era grata por isso. (Gênesis 29,32-35; 30,20). A vida de Leia mostra de maneira realista que a poligamia não funciona, pois é um amor dividido, e sempre haverá preferências, embora Deus tenha tolerado essa prática por um tempo, pois neste contexto se morriam muitos homens nas guerras constantes com povos vizinhos. O padrão de casamento aprovado por Deus é que o homem tenha apenas uma esposa, e a mulher apenas um marido (Mateus 19,4-6). Leia aprendeu isto de forma muito dura ao ver a preferência de seu esposo por sua irmã Raquel.



12)-O exemplo de Mirian


Quem era Mirian? Ela era a irmã de Moisés e de Arão. Ela foi a primeira mulher na Bíblia a ser chamada de profetisa.



O que ela fez? Como era profetisa, ela transmitia as mensagens de Deus para outros. Ela tinha uma posição importante em Israel e cantou um cântico de vitória junto com os homens depois que Deus destruiu o exército egípcio no Mar Vermelho (Êxodo 15,1-20.21).


Mas, algum tempo depois, provavelmente por orgulho e ciúme, Miriã e Arão começaram a criticar Moisés. Deus viu isto e os repreendeu. (Números 12,1-9) Daí, Deus puniu Miriã com lepra, aparentemente porque foi ela que começou a falar mal da autoridade Moisés. Mas Moisés implorou que Deus a curasse, e Ele fez isso. Depois de ficar em isolamento por sete dias, ela pôde voltar para o acampamento de Israel (Números 12,10-15).


A Bíblia indica que Miriã aceitou a dura punição corretiva que recebeu. Muito tempo depois, ao falar aos israelitas, Deus mencionou o privilégio especial que ela teve: “Eu enviei à sua frente Moisés, Arão e Miriã.” (Miqueias 6,4).



O que podemos aprender com a vida de Miriã?


O que aconteceu com Miriã mostra que Deus está atento ao que seus servos falam uns dos outros e principalmente das autoridades legitimamente instituídas. Também, aprendemos que, para agradar a Deus, precisamos lutar contra o orgulho e a inveja, males que trazem problemas para vida Comunitária. Esses sentimentos e atitudes podem nos levar a falar e fazer algo que vai manchar a reputação de alguém que pode perder a credibilidade e liderança junto à aqueles que Deus lhes confiou.


12)-O bom exemplo de Raabe


Quem era Raabe? Ela era uma prostituta que vivia em Jericó, uma cidade cananeia. Ela se tornou adoradora de Javé.


O que ela fez? Raabe escondeu dois israelitas que estavam espionando a terra em que ela morava. Ela fez isso porque tinha ouvido relatos de que o Deus de Israel, Jeová, havia libertado o seu povo do Egito e, depois, de um ataque da tribo dos amorreus. Raabe ajudou os dois espiões e implorou que eles salvassem a ela e sua família quando viessem destruir Jericó. Eles concordaram, mas com as seguintes condições: ela não podia contar para ninguém o que eles estavam fazendo, ela e sua família deviam ficar dentro da casa dela durante o ataque dos israelitas, e ela devia pendurar uma corda vermelha na janela para identificar sua casa. Raabe obedeceu a todas as instruções, e ela e sua família sobreviveram quando os israelitas destruíram Jericó. Mais tarde, Raabe se casou com um israelita e se tornou antepassada entrando na genealogia tanto de Davi como de Jesus (Josué 2,1-24; 6,25; Mateus 1,5-6.16).



O que podemos aprender com Raabe?


A Bíblia fala de Raabe como um grande exemplo de fé. (Hebreus 11,30-31; Tiago 2,25). A história dela mostra que Deus é misericordioso e imparcial, e não nos trata conforme os nossos pecados. Ele abençoa todos os que confiam n’Ele, não importa a sua origem ou o que tenham feito no passado.


13)-O bom exemplo de Raquel



Quem era Raquel? Ela era filha de Labão e a esposa preferida de Jacó.


O que Raquel fez? Raquel se casou com Jacó e teve dois filhos com ele. Seus filhos estavam entre os chefes de família das 12 tribos de Israel. Raquel conheceu Jacó enquanto estava cuidando das ovelhas do pai dela. (Gênesis 29,9-10). Ela era ‘muito atraente’, comparada com sua irmã mais velha, Leia a qual vimos acima (Gênesis 29,17). Jacó se apaixonou por Raquel e concordou em trabalhar sete anos para poder se casar com ela. (Gênesis 29,18). Mas Labão enganou Jacó e fez com que ele se casasse primeiro com Leia. Depois, Labão permitiu que Jacó se casasse com Raquel (Gênesis 29,25-27). Jacó amava mais Raquel e os filhos dela do que Leia e os filhos que teve com ela. (Gênesis 37,3; 44,20.27-29) Por isso, havia muito ciúme entre as duas mulheres irmãs biológicas (Gênesis 29,30; 30,1.15).



O que podemos aprender com Raquel?


Raquel apesar de ser uma mulher fiel e temente a Deus, enfrentou as dificuldades de uma família de seu tempo, sem perder a esperança de que Deus ouviria as suas orações (Gênesis 30,22-24). A sua história deixa claro que a poligamia traz muitas dificuldades para uma família. E se já causava problemas naquele contexto, imagine hoje. O que aconteceu com ela mostra como é sábio o padrão que Deus criou para o casamento: cada homem deve ter apenas uma esposa (conf. Mateus 19,4-6), evitando assim todo este tipo de sofrimento e constrangimento familiar com disputas de atenção.



14)-O bom exemplo de Rebeca


Quem era Rebeca? Ela era a esposa de Isaque. Ela teve com ele dois filhos gêmeos: Jacó e Esaú.


O que Rebeca fez? Ela obedeceu a Deus, mesmo quando isso foi muito difícil. Enquanto ela estava tirando água de um poço, um homem pediu a ela um pouco de água para beber. Rebeca rapidamente deu água para ele e se ofereceu para tirar água para os camelos dele também. (Gênesis 24,15-20). Aquele homem era um servo de Abraão. Ele tinha viajado uma grande distância para encontrar uma esposa para Isaque, filho de Abraão. (Gênesis 24,2-4). Ele havia orado para que Deus abençoasse sua missão. Quando viu como Rebeca trabalhava duro e era hospitaleira, ele percebeu que Deus havia respondido sua oração, mostrando que ela era a escolha certa para Isaque (Gênesis 24,10-14. 21, 27).Quando Rebeca descobriu o que aquele servo estava fazendo ali, ela concordou em ir com ele e se casar com Isaque. (Gênesis 24,57-59) Mais tarde, Rebeca se tornou mãe de dois irmãos gêmeos. Deus havia revelado para ela que o filho mais velho, Esaú, iria servir ao mais novo, Jacó. (Gênesis 25,23) Quando Isaque foi dar a Esaú a bênção da primogenitura, Rebeca fez com que Jacó recebesse essa bênção, já que ela sabia que essa era a vontade de Deus (Gênesis 27,1-17).



O que podemos aprender com Rebeca?


Rebeca era modesta, trabalhadora e hospitaleira. Essas qualidades chamaram a atenção de Isaque ,e fizeram dela uma boa esposa, mãe prudente, e uma adoradora do Deus verdadeiro.



15)-O bom exemplo de Rute



Quem era Rute? Ela era uma moabita que deixou para trás seus deuses e sua terra para se tornar adoradora de Javé em Israel.



O que Rute fez? Ela demonstrou grande amor por sua sogra, Noemi. Noemi, seu marido e seus dois filhos tinham se mudado para Moabe por causa de uma fome que estava acontecendo em Israel. Mais tarde, os filhos dela se casaram com mulheres moabitas, Rute e Orpa. Só que, algum tempo depois, o marido de Noemi e os dois filhos dela morreram, deixando as três mulheres viúvas. Noemi decidiu voltar para Israel, já que a seca tinha acabado. Rute e Orpa também queriam ir com ela. Mas Noemi pediu que elas retornassem para as suas famílias. Orpa fez isso. (Rute 1,1-6.15) Porém, Rute se apegou lealmente a sua sogra. Ela amava a Noemi e queria também, adorar o Deus dela, Javé (Rute 1,16-17; 2,11).Por ser uma nora leal e muito trabalhadora, em pouco tempo Rute criou uma boa reputação na cidade de Noemi, Belém. Um rico proprietário de terras chamado Boaz ficou muito impressionado com Rute e generosamente providenciou alimento para ela e Noemi. (Rute 2,5-7, 20) Mais tarde, Rute se casou com Boaz e se tornou antepassada genealógica tanto do rei Davi como de Jesus Cristo (Mateus 1,5-6.16).


O que podemos aprender com Rute?


Por causa do amor que tinha por Noemi e por Javé, Rute deixou para trás sua casa e sua família. Suas qualidades como trabalhadora, zelosa e leal, mesmo quando enfrentava dificuldades chamou a tenção de seu futuro esposo Boaz. A vida de Rute nos lembra um ditado popular: “Não corra atrás faz borboletas, pois elas podem fugir de você, cuide de seu jardim e elas virão naturalmente”.





16)-O bom exemplo de Sara


Quem era Sara? Ela era a esposa de Abraão e mãe de Isaque.



O que Sara fez? Ela deixou para trás a vida confortável que tinha na rica cidade de Ur, porque tinha fé nas promessas que Deus havia feito para seu marido, Abraão. Deus disse para Abraão sair de Ur e ir para a terra de Canaã. Deus prometeu que ia abençoá-lo e fazer dele uma grande nação. (Gênesis 12,1-5) Sara talvez tivesse uns 60 anos quando isso aconteceu. Dali em diante, Sara e Abraão viveram em tendas, se mudando de um lugar para o outro.Embora esse tipo de vida fosse perigoso, Sara apoiou a decisão de Abraão de obedecer a Deus. (Gênesis 12,10-15) Durante muito tempo, Sara não teve filhos. Isso a deixava muito triste. Mas Deus havia prometido abençoar a descendência de Abraão. (Gênesis 12,7; 13,15; 15,18; 16,1- 2.15) Mais tarde, Deus disse que Sara teria um filho com Abraão. E ela realmente teve um filho, quando já tinha passado muito da idade de se tornar mãe. Ela tinha 90 anos, e Abraão já tinha 100 (Gênesis 17,17; 21,2-5) Eles chamaram seu filho de Isaque.



O que podemos aprender com Sara?


A história de Sara mostra que sempre podemos confiar que Deus vai cumprir suas promessas, mesmo que isso pareça impossível. (Hebreus 11,11).O exemplo dela como esposa mostra a importância do respeito no casamento e submissa ao seu esposo em Deus, principalmente quando este cumpre uma missão divina (1 Pedro 3,5-6).



17)-O bom exemplo de Lídia








MULHERES DO NOVO TESTAMENTO







1)-Maria (irmã de Marta e de Lázaro)






Quem era Maria? Ela e seus irmãos, Lázaro e Marta, eram muito amigos de Jesus.


O que Maria irmã de Lázaro fez? Ela mostrou várias vezes que respeitava e valorizava Jesus como o Filho de Deus. Ela demonstrou fé ao dizer que Jesus poderia ter impedido a morte de seu irmão, Lázaro, e ela estava presente quando Jesus o ressuscitou. Sua irmã, Marta, a criticou por escolher escutar a Jesus em vez de ajudá-la com as coisas da casa. Mas Jesus elogiou Maria porque ela colocava as coisas espirituais em primeiro lugar, e havia escolhido a melhor parte que não lhe seria tirada (Lucas 10,38-42). Em outra ocasião, Maria demonstrou grande hospitalidade para com Jesus por derramar um “óleo perfumado muito caro” na cabeça e nos pés dele. (Mateus 26,6-7) Os que estavam presentes acusaram Maria de estar desperdiçando algo muito valioso. Mas Jesus a defendeu, dizendo:


“Onde quer que se preguem as boas novas [do Reino de Deus] em todo o mundo, o que essa mulher fez também será relatado, em memória dela.” (Mateus 24,14; 26,8-13).



O que podemos aprender com Maria de Betânia?


Maria se esforçava para ter uma fé forte e intimidade espiritual com Jesus. Ela colocava a adoração a Deus em primeiro lugar na vida. E ela humildemente honrou a Jesus, mesmo com um alto custo financeiro, dando de seus bens mais preciosos: Seus perfumes agradáveis a Deus.




2)- Maria de Magdala (Madalena)





Quem era Maria de Magdala? Ela foi uma seguidora fiel de Jesus, que antes como seu próprio nome revela, era da cidade de Magdala(cidade da torre do quartel). Magdalena, é um termo perjorativo, que quer dizer “ quarteleira”, indicando que ela se relacionava com os soldados da torre daquele quartel.


O que Maria de Magdala fez? Ela era uma das várias mulheres que viajavam com Jesus e seus discípulos. Ela generosamente usou seus próprios recursos para cuidar das necessidades deles. (Lucas 8,1-3). Maria de Magdala seguiu Jesus até o fim do ministério d’Ele, e estava por perto quando Ele foi executado. Ela teve o privilégio de ser uma das primeiras pessoas a ver Jesus depois de ser ressuscitado (conf.João 20,11-18). Neste episódio, percebemos que Jesus não a chamava de Magdalena, mas simplesmente Maria, o que a fez reconhece-lo imediatamente e responder: Raboni! (mestre).


O que podemos aprender com Maria? Maria de Magdala apoiou generosamente o ministério de Jesus e foi uma seguidora leal dele, sua conversão nos lembra aquilo que Santo Agostinho dizia:


“Não existe santo sem passado e nem pecador(a) sem futuro”





3)-Marta, irmã de Lázaro e de Maria de Betânia




Quem era Marta? Ela era a irmã de Maria e de Lázaro. Os três moravam em Betânia, perto de Jerusalém.


O que Marta fez? Marta era muito amiga de Jesus. A Bíblia diz: “Jesus amava Marta, a irmã dela e Lázaro.” (João 11,5) Marta era muito hospitaleira. Durante uma das visitas de Jesus, Marta ficou cuidando dos assuntos da casa enquanto sua irmã, Maria, preferiu ficar escutando o que Jesus tinha a dizer. Marta reclamou com Jesus porque Maria não estava ajudando. Com jeito, Jesus corrigiu o ponto de vista de Marta, sem negar seu necessário trabalho e hospitalidade (Lucas 10,38-42). Quando Lázaro ficou doente, Marta e sua irmã pediram que Jesus fosse até lá. Elas tinham certeza de que Jesus podia curar seu irmão. (João 11,3-21).Mas Lázaro morreu. A conversa que Marta teve com Jesus mostra que ela confiava na promessa bíblica da ressurreição e sabia que Jesus podia trazer seu irmão de volta à vida (João 11,20-27).



O que podemos aprender com Marta?




Marta era trabalhadeira, mais de ação do que contemplação e muito hospitaleira, mas aceitava conselhos com humildade. Ela falava abertamente sobre os seus sentimentos e sua fé, mostrando que diante de Deus temos que agir como verdadeiros amigos íntimos.



4)-Priscila esposa de Áquila







5)-Tabita (Dorcas)






6)- Maria Santíssima a “Mãe do meu Senhor” (conforme Lucas1, 43)



Quem era Maria de Nazaré? Ela era uma jovem judia. Maria tinha apenas 15 anos e virgem quando se tornou a mãe de Jesus, o filho de Deus, nosso Senhor e Salvador. Ela ficou grávida por obra do Espírito Santo (Lucas 1,35), sem intervenção humana (Lucas 1,34).







O que Maria a “Teotokos” fez? Ela humildemente fez a vontade de Deus (Lucas 1,38). Ela estava apenas noiva de José quando um anjo apareceu para ela e disse que ela ficaria grávida e daria à luz o tão aguardado Messias de Israel (Lucas 1,26-33).Maria Santíssima aceitou de boa vontade essa designação divina, sem sugerir que Deus deixasse tudo isto para depois do casamento com seu noivo José, e com isto sujeitou-se a ser rejeitada pelo seu noivo e apedreja conforme a lei de Moises. Maria Santíssima em virtude da sua MISSÃO DIVINA:

a)-Gerar Aquele que não tinha pecado (Heb 4,15): Jesus o Cristo.


b)-Ela por graça divina, foi preservada do pecado original, pois conforme as escrituras: O impuro não pode jamais gerar o puro (Conforme: Jó 14,4; Cânticos 4,7).


c)-Permaneceu virgem PERPETUAMENTE após o nascimento de Jesus conforme a promessa divina em: Ezeq 44,2 ; Cânticos 4,12


d)-Em virtude de seu Sim, bem como de sua obediência(Lucas1,38), e de sua fé como a primeira crente (Lucas1,45). Será por toda a eternidade proclamada de BEM AVENTURADA (Lucas 1,48).



Quais virtude podemos aprender com Maria a Mãe do Nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo?


Maria Santíssima praticou de maneira admirável todas as virtudes convenientes à sua condição humana. Convenientes, disse, porque é claro que nem todas as virtudes são praticáveis por todos. Com efeito, a virtude, que em si mesma significa perfeição, porque é o hábito de operar o bem, nem sempre supõe perfeita a pessoa que a possui. Assim, há virtudes que tendem a liberar o homem do pecado ou das conseqüências deste, virtudes que somente podem aflorar numa consciência antes maculada pela iniqüidade. Claro está que tais virtudes não se poderiam encontrar nem em Jesus nem em Maria. Por exemplo, não diremos que Ela tenha praticado a penitência, pois sempre foi inocente, nem as outras virtudes pelas quais o homem domina suas paixões, porque essas lutas interiores nunca perturbaram a serena e tranqüila liberdade de espírito da Mãe de Deus. Exceção feita dessas virtudes, a Virgem Santíssima praticou todas as demais, de maneira extraordinária. Infelizmente, pouco conhecemos da vida de Maria para podermos nos deliciar na contemplação detalhada de todos os atos virtuosos por Ela praticados. Todavia, as breves notícias que temos a respeito nos Evangelhos, podem nos dar pelo menos uma idéia de suas exímias virtudes.
 


*Atenção!!! Virtude é diferente de graça: A Graça é dada, porém a virtude é exercitada.




1)- Profunda humildade: Maria sabia reconhecer-se como humilde serva, sentia-se nada diante do Senhor, sem vaidade nenhuma oferecia ao Senhor os louvores que recebia e não havia nada em seu coração que centrasse nela própria. Ela era simples, todos seus atos eram feitos no silêncio e no escondimento. A humildade de Maria é a principal virtude que esmaga a cabeça do demônio. Nossa Senhora nunca se esqueceu que tudo nela era dom de Deus (Tiago 4,6;João 3,27; I Cor 4,7).Ela se alegrava em servir ao próximo e se colocava sempre em último lugar.





Imitando essa virtude: Devemos buscar a humildade, pensando sempre que se temos qualidades e potenciais tudo devemos a Deus, tudo isso é dom de Deus. Compreendamos que o homem sem Deus não é nada e nada possui. Nunca se deixar levar pelo orgulho, pela vaidade e soberba. Ser modestos, comedidos, sem vaidade, sempre dispostos a servir aos outros, ter simplicidade na maneira de se apresentar e quando receber um elogio dar os créditos a Deus. A humildade se opõe a soberba. “Porque pôs os olhos na humildade da sua Serva.” (Lc. 1,48) “Derrubou os poderosos de seus tronos E exaltou os humildes.” (Lc. 1,52).



2)- Paciência: Nossa Senhora passou por muitos momentos estressantes de provação, de incômodo e de dor, durante toda sua vida, mas suportou tudo com paciência. Sua tolerância era admirável! Nunca se revoltou contra os acontecimentos, nem mesmo quando viu o próprio filho na Cruz! Sabia que tudo era vontade de Deus e meditava tudo isso em seu coração. Maria, nossa mãe, teve sempre paciência, sabendo aguardar em paz aquilo, que ainda não se tenha obtido, acreditando que iria conseguir, pela espera em Deus.



Imitando essa virtude: Ter paciência é não perder a calma, manter a serenidade e o controlo emocional. Além disso é saber suportar, como Maria, os desabores e contrariedades do dia a dia, saber suportar com paciências nossas próprias cruzes. Devemos saber ouvir as pessoas com calma e atenção, sem pressa, exercitando assim a virtude da caridade. Fazer um esforço para nos calarmos frente aquelas situações mais irritantes e estressantes. Quando houver um momento de impaciência pode-se rezar uma oração, como por exemplo, um Pai-nosso, buscando se acalmar para depois tentar resolver o conflito. Devemos nos propor, firmemente não nos queixarmos da saúde, do calor ou do frio, do abafamento no autocarro lotado, do tempo que levamos sem comer nada… Temos que renunciar, frases típicas, que são ditas pelos impacientes: “Você sempre faz isso!”, “De novo, mulher, já é a terceira vez que você…!”, “Outra vez!”, “Já estou cansado”, “Estou farto disso!”. Fugir da ira, se calando ou rezando nesses momentos. A paciência se opõe à ira! “Não só isso, mas nos gloriamos até das tribulações. Pois sabemos que a tribulação produz a paciência, a paciência prova a fidelidade e a fidelidade, comprovada, produz a esperança.”(Rom. 5,3-4) “Eu, porém, vos digo que todo aquele que (sem motivo) se irar contra seu irmão estará sujeito a julgamento; e quem proferir um insulto a seu irmão estará sujeito a julgamento do tribunal; e quem lhe chamar: Tolo, esta­rá sujeito ao inferno de fogo.”(Mat 5,22).



3)- Oração contínua: Nossa Senhora era silenciosa, estava sempre num espírito perfeito de oração. Tinha a vida mergulhada em Deus, tudo fazia em Sua presença. Mulher de oração e contemplação, sempre centrada em Deus. Buscava a solidão e o retiro pois é na solidão que Deus fala aos corações. “Eu a levarei à solidão e falarei a seu coração (Os 2, 14)” Em sua vida a oração era contínua e perseverante, meditando a Palavra de Deus em seu coração, louvando a Deus no Magnificat, pedindo em Caná, oferecendo as dores tremendas que sentiu na crucificação de Jesus, etc.



Imitando essa virtude: Buscar uma vida interior na presença de Deus, um “espírito” contínuo de oração. Não se limitar somente as orações ao levar, ao se deitar e nas refeições, estender a oração para a vida, no trabalho, nos caminhos, em fim, em todas as situações, buscando a vontade de Deus em sua vidas. “Tudo quanto fizerdes, por palavra ou por obra, fazei-o em nome do Senhor Jesus, dando por ele graças a Deus Pai”. (Cl 3,17). e “Não vos inquieteis com nada! Em todas as circunstâncias apresentai a Deus as vossas preocupações, mediante a oração, as súplicas e a acção de graças. E a paz de Deus, que excede toda a inteligência, haverá de guardar vossos corações e vossos pensamentos, em Cristo Jesus.”(Fil 6,6-7).


4)- Obediência: Maria disse seu “sim” a Deus e ao projeto da salvação, livremente, por obediência a vontade suprema de Deus. Um “sim” amoroso, numa obediência perfeita, sem negar nada, sem reservas, sem impor condições. Durante toda a vida Nossa Mãezinha foi sempre fiel ao amor de Deus e em tudo o obedeceu. Ela também respeitava e obedecia as autoridades, pois sabia que toda a autoridade vem de Deus.



Imitando essa virtude: O Catecismo da Igreja Católica indica que a obediência é a livre submissão à palavra escutada, cuja verdade está garantida por Deus, que é a Verdade em si mesma. Esforcemo-nos para obedecer a requisitos ou a proibições. A subordinação da vontade a uma autoridade, o acatamento de uma instrução, o cumprimento de um pedido ou a abstenção de algo que é proibido, nos faz crescer. Rezar pelos superiores. Obedecer sempre a Deus em primeiro lugar e depois aos superiores. Obedecer a Deus é obedecer seus Mandamentos, ser dócil a Sua vontade. Também é ouvir a palavra e a colocar em prática. “Então disse Maria: Eis aqui a serva do Senhor. Faça-se em mim segundo a tua palavra.” (Luc 1, 38).



5)- Suprema Caridade Maternal: Nossa Mãe cheia de graça ama toda a humanidade com a totalidade do seu coração. Cheia de amor, puro e incondicional de mãe, nos ama com todo o seu coração imaculado, com toda energia de sua alma. Nada recusa, nada reclama, em tudo é a humilde serva do Pai. Viveu o amor a Deus, cumprindo perfeitamente o primeiro mandamento. Fez sempre a Vontade Divina e por amor a Deus aceitou também amar incondicionalmente os filhos que recebeu na cruz. Era cheia da virtude da caridade, amou sempre seu próximo, como quando visitou Isabel, sua prima, para a ajudar, ou nas bodas de Caná, preocupada porque não tinham mais vinho.




Imitando essa virtude: Todos os homens são chamados a crescer no amor até à perfeição e inteira doação de si mesmo, conforme o plano de Deus para sua vida. Devemos buscar o verdadeiro amor em Deus, o amor ágape, que nos une a todos como irmãos. Praticar o amor ao próximo, a bondade, benevolência e compaixão. O amor é doação, assim como Maria doou sua vida e como Jesus se doou no cruz para nos salvar, também devemos nos doar ao próximo, por essa razão o amor é a essência do cristianismo e a marca de todo católico. “Por ora subsistem a fé, a esperança e o amor – estes três. Porém, o maior deles é o amor.” (I Cor. 13,13).




6)- Mortificação: Maria, mulher forte que assume a dor e o sofrimento unida a Jesus e ao seu plano de salvação. Sabe sofrer por amor, sabe amar sofrendo e oferecendo dores e sacrifícios. Sabe unir-se ao plano redentor, oferecendo a Vítima e oferecendo-se com Ela. Maria empreendeu, e abraçou uma vida cheia de enormes sofrimentos, e os suportou, não só com paciência, mas com alegria sobrenatural. Nada de revolta, nada de queixas, nada de repreensões ou mau humor. Pelo contrário, dedicou-se à meditação para buscar entender o motivo que leva um Deus perfeito a permitir aqueles acontecimentos. Pela meditação, pela submissão, pela humildade, Ela encontrou a verdade.



Imitando essa virtude: Muitas vezes Deus nos envia provações que não compreendemos, portanto devemos seguir o exemplo de Nossa Senhora e meditar os motivos que levam um Deus perfeito a permitir essas provações, aceitá-las e saber oferecer todas as nossas dores a Jesus em expiação dos nossos pecados, pelos pecados de todos e pelas almas, unindo nossos sofrimentos aos sofrimentos de Jesus na Cruz. Não devemos oferecer somente os grandes sofrimentos, devemos oferecer também o jejum, fugir do excesso de conforto e prazeres e, na medida do possível, oferecer alguns sacrifícios a Deus, seja no comer (renunciar de algum alimento que se tenha preferência ou simplesmente esperar alguns instantes para beber água quando se tem sede), nas diversões (televisão principalmente), nos desconfortos que a vida oferece (calor, trabalho, etc.), sabendo suportar os outros, tendo paciência em tudo. É indispensável sorrir quando se está cansado, terminar uma tarefa no horário previsto, ter presente na cabeça problemas ou necessidades daquelas pessoas que nos são caras e não só os próprios. Oferecer os sofrimentos, desconfortos da vida, jejuns e sacrifícios a Deus pela salvação das almas. “Ó vós todos, que passais pelo caminho: olhai e julgai se existe dor igual à dor que me atormenta.” (Lamentações 1,12).




7)- Doçura: Nossa Senhora, é a Augusta Rainha dos Anjos, portanto senhora de uma doçura angelical inigualável. Ela é a cheia de graça, pura e imaculada. Ela pode clamar as Legiões Celestes, que estão às ordens, para perseguirem e combaterem os demônios por toda a parte, precipitando-os no abismo. A Mãe de Deus é para todos os homens a doçura. Com Ela e por Ela, não temos temor.



Imitando essa virtude: A doçura é uma coragem sem violência, uma força sem dureza, um amor sem cólera. A doçura é antes de tudo uma paz, a manifestação da paz que vem do Senhor. É o contrário da guerra, da crueldade, da brutalidade, da agressividade, da violência… Mesmo havendo angústia e sofrimento, pode haver doçura. “Portanto, como eleitos de Deus, santos e queridos, revesti-vos de entranhada misericórdia, de bondade, humildade, doçura, paciência.” (Col. 3,12).




8)- Fé viva: Feliz porque acreditou, aderiu com seu “sim” incondicional aos planos de Deus, sem ver, sem entender, sem perceber. Nossa Senhora gerou para o mundo a salvação porque acreditou nas palavras do anjo, sua fé salvou Adão e toda a sua descendéncia. Por causa desta fé, proclamou-a Isabel bem-aventurada: “E bem-aventurada tu, que creste, porque se cumprirão as coisas que da parte do Senhor te foram ditas” (Lc 1,45). A inabalável fé de Nossa Senhora sofreu imensas provas: – A prova do invisível: Viu Jesus no estábulo de Belém e acreditou que era o Filho de Deus; – A prova do incompreensível: Viu-O nascer no tempo e acreditou que Ele é eterno; – A prova das aparências contrárias: Viu-O finalmente maltratado e crucificado e creu que Ele realmente tinha todo poder. Senhora da fé, viveu intensamente sua adesão aos planos de Deus com humildade e obediência.




Imitando essa virtude: A fé é um dom de Deus e, ao mesmo tempo, uma virtude, devemos pedir a Jesus como fizeram os apóstolos para aumentar a nossa fé. Porém ter fé não é o bastante, é preciso ser coerente e viver de acordo com o que se crê. “Porque assim como sem o espírito o corpo está morto, morta é a fé, sem as obras” Tg (2,26). Ter fé é acreditar que se recebe uma graça muito antes de a possuir e é, acima de tudo, ter uma confiança inabalável em Deus! “Disse o Senhor: Se tiverdes fé como um grão de mostarda, direis a esta amoreira: Arranca-te e transplanta-te no mar, e ela vos obedecerá.” (Luc 17,6).



9)- Pureza Divina: Senhora da castidade, sempre virgem, mãe puríssima, sem apego algum as coisas do mundo, Deus era o primeiro em seu coração, sempre teve o corpo, a alma, os sentidos, o coração, centrados no Senhor. O esplendor da Virgindade da Mãe de Deus, fez dela a criatura mais radiosa que se possa imaginar. O dogma de fé na Virgindade Perpétua na alma e no corpo de Maria Santíssima, envolve a concepção Virginal de Jesus por obra do Espírito Santo, assim como sua maternidade virginal. Para resgatar o mundo, Cristo tomou o corpo isento do pecado original, portanto imaculado, de Maria de Nazaré.



Imitando essa virtude: Esta preciosa virtude leva o homem até o céu, pela semelhança que ela dá com os anjos, e com o próprio Jesus Cristo. Nossa Senhora disse, na aparição de Fátima, que os pecados que mais mandam almas para o inferno, são os pecados contra a pureza. Não que estes sejam os mais graves, e sim os mais frequentes. Praticar a virtude da castidade, buscando a pureza nos pensamentos, palavras e ações! Os olhos são os espelhos da alma. Quem usa seus olhos para explorar o corpo do outro com malícia perde a pureza. Portanto, coloque seus olhos em contemplação, por exemplo na Adoração, e receba a luz que santifica. Quem luta pela castidade deve buscá-la por três meios: o jejum, a fugida das ocasiões de pecado(Como dizia Pe Pio: Só os covardes vencem os pecados e as tentações), e a oração. “Celebremos, pois, a festa, não com o fermento velho nem com o fermento da malícia e da corrupção, mas com os pães não fermentados de pureza e de verdade” (I Cor.5,8).



10)- Sabedoria divina: Desde a criação do mundo até a plenitude dos tempos, só a Virgem de Nazaré encontrou graça diante de Deus, para si e para todo gênero humano, a ponto de ser considerada digna de trazer ao mundo Jesus Cristo, a Sabedoria encarnada. Ainda hoje, só a Mãe de Deus tem o poder, por virtude do Espírito Santo, de “encarnar” a Sabedoria nos predestinados. Pela sublimidade de suas virtudes, [Maria] mereceu esse bem infinito, de “tornar-se Mãe, Senhora e Trono da divina Sabedoria” (SÃO LUÍS MARIA GRIGNION DE MONTFORT. O Amor da Sabedoria Eterna, 203)e continua a sua missão materna até a consumação eterna de todos os eleitos (Constituição Dogmática Lumen Gentium, 62). A Virgem Maria é Mãe da Sabedoria porque a encarnou e a colocou no mundo como fruto de suas entranhas. “Onde quer que esteja Jesus – no Céu ou na Terra, nos tabernáculos ou nos corações – poder-se-á sempre afirmar com verdade que Ele é fruto e obra de Maria, que só Maria é a Árvore da vida e que Jesus é o seu único Fruto". Por isso, se quisermos trazer esse Fruto maravilhoso em nosso coração, devemos trazer em nós a Árvore que O produziu; se queremos possuir Jesus, devemos possuir Maria; “se queremos […] ser cristãos, devemos também ser marianos, isto é, devemos reconhecer [a sua maternidade divina] a relação essencial, vital e providencial que une Nossa Senhora a Jesus e que nos abre o caminho que leva a Ele”A Santíssima Virgem é senhora da Sabedoria, não porque ela esteja acima da Sabedoria divina ou que Lhe seja igual – pensar ou afirmar uma ou outra como verdade de fé seria blasfêmia – “mas porque Deus Filho, a Sabedoria eterna, submeteu-se perfeitamente a Maria, como sua Mãe; deu-lhe sobre si mesmo um incompreensível poder materno e natural, não apenas durante a vida terrena, mas também no Céu, já que a glória não só não destrói a natureza, mas até a aperfeiçoa. Isso faz com que, no Céu, Jesus seja, mais do que nunca, filho de Maria, e Maria, mais do que nunca, Mãe de Jesus”.O Senhor Jesus é submisso a Nossa Senhora porque, dessa forma, lhe agrada. Por suas poderosas preces e graças ao dom da maternidade divina, a Virgem Maria “obtém de Jesus tudo o que deseja, comunica-o a quem quer e O gera, cada dia, nas almas que ela quer” (Cf. SÃO LUÍS MARIA GRIGNION DE MONTFORT. Tratado da Verdadeira Devoção à Santíssima Virgem, 27, 29, 164-165). Jesus Cristo veio ao mundo por meio de Maria e é por meio dela que podemos obter a Sabedoria divina. No entanto, para receber dom tão grandioso como a Sabedoria, quem somos nós para oferecer-Lhe uma casa, ainda que esta seja o nosso coração? Não podemos receber a Sabedoria num coração manchado, impuro, carnal, cheio de paixões e, por isso, indigno de Deus. Mas, foi o próprio Jesus quem construiu para si uma casa, conforme nos revelou o Senhor pelo profeta Natã: “É ele que me construirá uma casa e firmarei seu trono para sempre” (1 Cr 17, 12). Para tornar nosso coração digno da Majestade divina, “eis aqui o grande conselho, o segredo admirável: façamos entrar Maria em nossa casa(Cf. Jo 19, 27: “E desde aquela hora, o discípulo recebeu-a em sua casa”), consagrando-nos a Jesus por meio dela, sem qualquer reserva, na qualidade de seus servos e escravos!”.Devemos nos desapegar de tudo, nada reservando para nós, para que a Mãe de Jesus se entregue inteiramente a nós, de maneira incompreensível, mas autêntica. Desse modo, “a Sabedoria eterna virá morar nela como em seu trono real mais glorioso” (Cf. SÃO LUÍS MARIA GRIGNION DE MONTFORT. Tratado da Verdadeira Devoção à Santíssima Virgem, 68-77).



Imitando esta virtude: Portanto, se conseguirmos acolher a Virgem Maria em nosso coração, no mais íntimo de nosso interior, facilmente e em pouco tempo, por seu intermédio, alcançaremos a divina Sabedoria. Já dizia SÃO LUÍS MARIA GRIGNION DE MONTFORT:“Dentre todos os meios para alcançar Jesus Cristo, Maria é o mais seguro, o mais fácil, o mais curto[o mais perfeito]e o mais santo”. Ainda que fizéssemos as mais duras penitências, os trabalhos mais fatigantes, ou até chegássemos a derramar nosso próprio sangue, sem a devoção e a intercessão da Mãe de Deus, estes esforços seriam inúteis e incapazes de nos obter a Sabedoria. “Porém, se Maria disser uma simples palavra em nosso favor, se em nós reinar o seu amor, se estivermos marcados com o sinal de seus fiéis servos, que andam pelos seus caminhos, alcançamos logo e sem fadiga a divina Sabedoria”. Por todas essas razões, nos consagremos inteiramente a Santíssima Virgem Maria, para alcançar Jesus Cristo, a Sabedoria eterna, e O acolher mais dignamente em nossos corações. Nossa Senhora, Mãe de Deus e Mãe da Sabedoria, rogai por nós!






















UMA PALAVRA FINAL: AS VIRGENS PRUDENTES




Não poderia encerrar sem falar sobre esta dimensão tão bela e tão pouco compreendida na Igreja, e creio que este ícone das Virgens Prudentes da Comunidade Católica Shalom, é muito oportuno para estes esclarecimentos. Da esquerda para a direita vemos os tipos de virgindades presentes na vida da Igreja:



1)-A esposa do Cântico dos Cânticos: A Virgindade “guardada” para o seu esposo:


“Mulheres de Jerusalém, eu vos conjuro: Não despertem nem incomodem o amor enquanto ele não o quiser...” (Cânticos 8,4)


2)-Tereza de Jesus: A Virgindade “ofertada”:



“Pois há alguns eunucos que nasceram assim do ventre de suas mães; outros se tornaram eunucos pelos homens; e há outros ainda que a si mesmos se fizeram celibatários, por causa do Reino dos céus. Quem for capaz de aceitar esse conceito, que o receba” (Mateus 19,12).



3)- A mulher que muito amou: A Virgindade “restaurada”



“Por esta razão, eu te declaro: os muitos pecados que ela cometeu estão perdoados porque ela mostrou muito amor. Aquele a quem se perdoa pouco mostra pouco amor. E Jesus disse à mulher: Teus pecados estão perdoados. Então, os convidados começaram a pensar: Quem é este que até perdoa pecados? Mas Jesus disse à mulher: Tua fé te salvou. Vai em paz” (Lucas 7,36-50)



4)- Maria de Betânia: A Virgindade “sustentada” na intimidade com o amado de nossas almas.



“E aconteceu que, indo eles de caminho, entrou Jesus numa aldeia; e certa mulher, por nome Marta, o recebeu em sua casa; E tinha esta uma irmã chamada Maria, a qual, assentando-se também aos pés de Jesus, ouvia a sua palavra. Marta, porém, andava distraída em muitos serviços; e, aproximando-se, disse: Senhor, não se te dá de que minha irmã me deixe servir só? Dize-lhe que me ajude. E respondendo Jesus, disse-lhe: Marta, Marta, estás ansiosa e afadigada com muitas coisas, mas uma só é necessária; E Maria escolheu a boa parte, a qual não lhe será tirada...” (Lucas 10,38-42)


5)- Maria Santíssima a Mãe do meu Senhor: A Virgindade “conservada” e intacta por obra da Graça:




“O Senhor me disse: Esta porta deve permanecer trancada. Não deverá ser aberta; ninguém poderá entrar por ela. Deve permanecer trancada para sempre, porque o Senhor, o Deus de Israel, passou por ela...” (Ezequiel 44,2)




                          
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Neste Apostolado promovemos a “EVANGELIZAÇÃO ANÔNIMA", pois neste serviço somos apenas o Jumentinho que leva Jesus e sua verdade aos Povos. Portanto toda honra e Glória é para Ele.Cristo disse-nos:Eu sou o caminho, a verdade e a vida e “ NINGUEM” vem ao Pai senão por mim." ( João, 14, 6).Como Católicos,defendemos a verdade, contra os erros que, de fato, são sempre contra Deus.Cristo não tinha opiniões, tinha verdades, a qual confiou a sua Igreja, ( Coluna e sustentáculo da verdade – Conf. I Tim 3,15) que deve zelar por elas até que Cristo volte.Quem nos acusa de falta de caridade mostra sua total ignorância na Bíblia,e de Deus, pois é amor, e quem ama corrige, e a verdade é um exercício da caridade.Este Deus adocicado,meloso,ingênuo, e sentimentalóide,é invenção dos homens tementes da verdade, não é o Deus revelado por seu filho: Jesus Cristo.Por fim: “Não se opor ao erro é aprová-lo, não defender a verdade é nega-la” - ( Sto. Tomáz de Aquino) “Não a nós, Senhor, não a nós, mas ao vosso nome dai glória...” (Salmo 115,1)

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