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Os quatro tipos de Evangelização: Querigmática – Catequética – Testemunha da Verdade e Intercessora

Written By Beraká - o blog da família on segunda-feira, 22 de junho de 2020 | 22:48







Não tem coisa melhor do que ser um "Católico esclarecido", conhecer o sagrado magistério da Igreja, a missão universal e integral a ela confiada como instituição divina, e a partir disto encontrar o seu lugar e sua missão pessoal dentro deste grande jardim. Como do contrário, não tem coisa pior do que aqueles(as) que desconhecem isto e ficam perdidos(as), querendo transformar realidades particulares e pessoais em missão universal, ou quando pior, achando que só o seu trabalho e missão é o mais importante de todos, menosprezando e diminuindo os demais com críticas do tipo: “Por que você não vai evangelizar ao invés de ficar só polemizando e falando de política?”. Como se a política não fosse uma ferramenta evangelizadora querida e motivada pela própria Igreja na obra de evangelização. Desconhece que a Igreja em sua experiência milenar, tem por excelência, quatro formas de evangelizar:




1)-A evangelização Querigmática (parte do processo evangelizador, porém, não é o único).

2)-A evangelização Catequético-litúrgica (criar raízes e celebrar a fé professada).

3)-A evangelização Testemunhal (indo até o martírio no Testemunho da Verdade).

4)-A evangelização pela ação Intercessora (sem intercessão não há evangelização eficaz).



O que é evangelizar para a Igreja?



“Evangelizar, para a Igreja, é levar a Boa Nova a todas as parcelas da humanidade, mas para a Igreja, não se trata tanto de pregar o Evangelho a espaços geográficos cada vez mais vastos ou populações maiores em dimensões de massa, mas de chegar a atingir e como que a modificar pela força do Evangelho os critérios de julgar, os valores que contam, os centros de interesse, as linhas de pensamento, as fontes inspiradoras e os modelos de vida da humanidade, que se apresentam em contraste com a Palavra de Deus e com o desígnio da salvação.” (Evangelii Nuntiandi Nº 18-19. Papa Paulo VI)



A EVANGELIZAÇÃO CONFORME O MAGISTÉRIO DA IGREJA:



Evangelização e testemunho dos batizados



CIC§2044: A fidelidade dos batizados é condição primordial para o anúncio do Evangelho e para a missão da Igreja no mundo. Para manifestar diante dos homens sua força de verdade e de irradiação, a mensagem da salvação deve ser autenticada pelo testemunho de vida dos cristãos: "O próprio testemunho da vida cristã e as boas obras feitas em espírito sobrenatural possuem a força de atrair os homens para a fé e para Deus.


CIC§2472: O dever dos cristãos de tomar parte na vida da Igreja leva-os a agir como testemunhas do Evangelho e das obrigações dele decorrentes. Esse testemunho é transmissão da fé em palavras e atos. O testemunho é um ato de justiça que estabelece ou dá a conhecer a verdade: Todos os cristãos, onde quer que vivam, pelo exemplo da vida e pelo testemunho da palavra, devem manifestar o novo homem que pelo Batismo vestiram e a virtude do Espírito Santo que os revigorou pela confirmação.



Missão dos leigos na evangelização


CIC§905: Os leigos exercem sua missão profética também pela evangelização, isto é, o anúncio de Cristo feito pelo testemunho da vida e pela palavra. Nos leigos, esta evangelização adquire características específicas e eficácia peculiar pelo fato de se realizar nas condições comuns do século".



Motivo da evangelização


CIC§851: O motivo da missão. É do amor de Deus por todos os homens que a Igreja sempre tirou a obrigação e a força de seu clã missionário: "Pois o amor de Cristo nos impele..." (2Cor 5,14). Com efeito, "Deus quer que todos os homens sejam salvos e cheguem ao conhecimento da verdade" (1Tm 2,4). Deus quer a salvação de todos pelo conhecimento da verdade. A salvação está na verdade. Os que obedecem à moção do Espírito de verdade já estão no caminho da salvação; mas a Igreja, a quem esta verdade foi confiada, deve ir ao encontro de seu anseio, levando-lhes a mesma verdade. Ela tem de ser missionaria porque crê no projeto universal de salvação.







Cristãos leigos e a construção da política



CIC§899: A iniciativa dos cristãos leigos é particularmente necessária quando se trata de descobrir, de inventar meios para impregnar as realidades sociais, políticas e econômicas com as exigências da doutrina e da vida cristãs. Esta iniciativa é um elemento normal da vida da Igreja. Os fiéis leigos estio na linha mais avançada da vida da Igreja: graças a eles a Igreja é o princípio vital da sociedade humana. Por isso, especialmente eles devem ter uma consciência sempre mais clara não somente de pertencerem à Igreja, mas de serem Igreja, isto é, a comunidade dos fiéis na terra sob a direção do Chefe comum, o Papa, e dos Bispos em comunhão com ele. Eles são a Igreja.




Distinção entre serviço de Deus e o serviço da comunidade política




CIC§2242: O cidadão é obrigado em consciência a não seguir as prescrições das autoridades civis quando estes preceitos são contrários às exigências da ordem moral, aos direitos fundamentais das pessoas ou aos ensinamentos do Evangelho. A recusa de obediência às autoridades civis, quando suas exigências são contrárias às da reta consciência, funda-se na distinção entre o serviço a Deus e o serviço à comunidade política: "Dai a César o que é de César e a Deus o que é de Deus" (Mt 22,21). 'E preciso obedecer antes a Deus que aos homens" (At 5,29):Se a autoridade pública, exorbitando de sua competência, oprimir os cidadãos, estes não recusem o que é objetivamente exigido pelo bem comum; contudo, é lícito defenderem os seus direitos e os de seus concidadãos contra os abusos do poder, guardados os limites traçados pela lei natural e pela lei evangélica.









Domínio político da opinião



CIC §2499: A moral denuncia o flagelo dos estados totalitários que falsificam sistematicamente a verdade, exercem mediante os meios de comunicação uma dominação política da opinião, "manipulam" os acusados e as testemunhas de processos públicos e imaginam assegurar sua tirania sufocando e reprimindo tudo o que consideram "delitos de opinião".



Juízo moral da Igreja e a ordem política



CICI §2246:  Faz parte da missão da Igreja "emitir juízo moral também sobre as realidades que dizem respeito à ordem política, quando o exijam os direitos fundamentais da pessoa ou a salvação das almas, empregando todos os recursos - e somente estes - que estão de acordo com o Evangelho e com o bem de todos, conforme a diversidade dos tempos e das situações.



Regimes políticos e bem comum



CIC §190: Se, por um lado, a autoridade remete a uma ordem fixada por Deus, por outro, são entregues à livre vontade dos cidadãos a escolha do regime e a designação dos governantes.



CIC §1902: A diversidade dos regimes políticos é moralmente admissível, contanto que concorram para o bem legítimo da comunidade que os adota. Os regimes cuja natureza é contrária à lei natural, à ordem pública e aos direitos fundamentais das pessoas não podem realizar o bem comum das nações às quais são impostos. A autoridade não adquire de si mesma sua legitimidade moral. Não deve comportar-se de maneira despótica, mas agir para o bem comum, como uma "força moral fundada na liberdade e no senso de responsabilidade”: A legislação humana não goza do caráter de lei senão na medida em que se conforma à justa razão; de onde se vê que ela recebe seu vigor da lei eterna. Na medida em que ela se afastasse da razão seria necessário declará-la injusta, pois não realizaria a noção de lei; seria antes uma forma de violência.



CIC §1903: A autoridade só será exercida legitimamente se procurar o bem comum do grupo em questão e se, para atingi-lo empregar meios moralmente lícitos. Se acontecer de os dirigentes promulgarem leis injustas ou tomarem medidas contrárias à ordem moral, estas disposições não poderão obrigar as consciências. "Neste caso, a própria autoridade deixa de existir degenerando em abuso do poder."
CIC §1904 "É preferível que cada poder seja equilibrado por outros poderes e outras esferas de competência que o mantenham em seu justo limite. Este e o principio do 'estado de direito', no qual é soberana a lei, e não a vontade arbitrária dos homens."



CIC §2237: Os poderes políticos devem respeitar os direitos fundamentais da pessoa humana. Exercerão humanamente a justiça no respeito pelo direito de cada um, principalmente das famílias e dos deserdados. Os direitos políticos ligados à cidadania podem e devem ser concedidos segundo as exigências do bem comum. Não podem ser suspensos pelos poderes públicos sem motivo legítimo e proporcionado. O exercício dos direitos políticos é destinado ao bem comum da nação e da comunidade humana.




Resistência à opressão do poder político



CIC §2243: A resistência à opressão do poder político não recorrerá legitimamente às armas, salvo se ocorrerem conjuntamente as seguintes condições:

1)-Em caso de violações certas, graves, e prolongadas dos direitos fundamentais.

2)-Depois de ter esgotado todos os outros recursos.

3)-Sem provocar desordens piores.

4)-Que haja uma esperança fundada de êxito.

5)-Se for impossível prever razoavelmente soluções melhores.







QUAL É A MISSÃO EVANGELIZADORA UNIVERSAL DA IGREJA?





A missão de pregar a todos, em todo os lugares e em todo tempo, inclui a evangelização pessoal, coletiva, nacional e transcultural. Nesse tópico vamos ver o exemplo de Cristo, o evangelista por excelência. Vamos dividir esse tópico de forma pedagógica para melhor compreensão em quatro também:








1)- A Evangelização pessoal (pessoa-a-pessoa: Pesca de anzol):Em vários momentos de seu ministério, o Senhor Jesus consagrou-se à evangelização pessoal. Na calada da noite, recebeu Nicodemos, a quem falou do milagre do novo nascimento (João 3,1-16. E, no ardor do meio dia, mostrou à mulher samaritana a eficácia da água da vida (João 4,1-24). Neste momento, há alguém, bem pertinho de você que precisa ouvir falar de Cristo. Não perca a oportunidade e evangelize, pois talvez esta pessoa não terá outro meio e oportunidade a não ser você para evangeliza-la.





2)-Evangelização coletiva (Pescar de redes: Grandes eventos: Festas de Padroeiros e as grandes festas do calendário litúrgico): Cristo dedicou-se também ao evangelismo coletivo. Aproveitou-se das grandes festas Judaicas para falar de Deus e dos valores do seu reino. Ele aproveitava estes ajuntamentos e concentrações, afim de expor a boa nova. As multidões também precisam ser alcançadas com a pregação do Evangelho, para que todos ouçam a mensagem da cruz e da ressurreição. Voltar à prática do evangelização, ou pesca em massa com grandes e eficazes redes, é uma necessidade urgente da Igreja!




3)-Evangelização regional, ou nacional (Congressos regionais e Nacionais que determinam o Plano de Evangelização): Em seu ministério terreno, Jesus era um judeu inserido na sociedade judaica, falando-lhes em sua própria língua. Sua identificação com a cultura israelita era perfeita:“Disse-lhe, pois, a mulher samaritana: Como, sendo tu judeu, me pedes de beber a mim, que sou mulher samaritana? (porque os judeus não se comunicam com os samaritanos - João 4,9).Ele não podia esconder sua identidade hebreia (Luc 9,53). Cristo viveu como judeu e, como judeu, morreu – Mt 27,37. Nessa condição Ele anunciou o Evangelho do Reino de Deus às ovelhas perdidas da casa de Israel. Estejamos portanto, atentos às ações evangelizadoras locais.




4)-Evangelização transcultural, ou internacional (a que faz parte da grande missão universal da Igreja presidida pelo papa e seus dicastérios auxiliares): Embora a missão imediata de Jesus fosse redimir as ovelhas da casa de Jacó (Mt 15,24),Jesus não deixou de evangelizar pessoas de outras culturas e nacionalidades.Atendeu a mulher siro-fenícia (Mc 7,26);socorreu o servo do centurião romano (Mt 8,5-11).E não foram poucos os seus contatos com os samaritanos (Lc 17,16; Jo 4,9). É chegado o momento de olharmos além de nossas fronteiras, ouvindo o gemidos das nações, tribos e povos ainda não alcançados pelo evangelho da Salvação.Não podemos ficar indiferentes.



























I - A EVANGELIZAÇÃO QUERÍGMÁTICA




Falar sobre o querígma é falar sobre o anúncio de Jesus Cristo. Anunciar o Mistério de sua vida, o mistério da salvação que se realiza na encarnação do Filho, o Verbo eterno, por decisão do Deus-Trindade, e livre vontade do Filho. Essa encarnação sela a aliança definitiva de Deus com os homens, expressão do seu amor pelo povo eleito desde o princípio, e do qual pede uma resposta de amor e obediência. Nossa salvação foi realizada especialmente pelo Mistério Pascal, que se tornou possível pela encarnação: mistério de morte e de Ressurreição, pelo qual o Filho, depois de ter dado a seus apóstolos o sentido de seu gesto, oferece-se a seu Pai na Cruz.A encarnação e a redenção pelo Mistério Pascal são, em Cristo, um processo de atos que exprimem seu amor e sua obediência, sendo o dom de sua vida no momento de sua morte o último desses atos. Amor por seu Pai e, nele, amor pela humanidade. Jesus veio anunciar o amor de Deus Pai. Este é o ponto de partida: Deus nos ama porque somos bons; nos ama porque ele é bom e é próprio do amor espalhar-se por meio das pessoas amadas. Ao expressar o amor do Pai, Jesus proporciona um encontro que transforma e dá sentido à vida, pois seu desejo é comunicar a Boa-Nova do Reino de Deus e permitir que as pessoas, baseadas na compreensão e no amor, o aceitem em suas vidas. Assim se deu a percepção do grande amor de Deus acontecendo na vida das pessoas desde quando Ele (Deus) tomou a iniciativa de vir nos visitar em pessoa. A encarnação de Jesus Cristo é a revelação definitiva do grande mistério do Pai que deseja salvar o mundo em seu Filho Jesus. A verdadeira evangelização começa com o querigma, palavra que tem sua raiz relacionada com os arautos reais, os “quérix”, homens que percorriam os reinos proclamando as notícias relacionadas com a vida palaciana. Na tradição cristã, a palavra querigma se tornou sinônimo do primeiro anúncio das verdades da fé. Os discípulos, após a morte de Jesus, saíram pelas cidades e povoados anunciando o querigma do Reino de Deus, que, nas Escrituras, é assim resumido: “Jesus de Nazaré foi morto, ressuscitado e exaltado à direita de Deus Pai”. Essa afirmação é o centro da fé cristã. Entre os apóstolos, São Paulo é muitas vezes chamado de grande missionário querigmático, já que ele soube mais do que ninguém propor as bases do Evangelho e o nome de Jesus para muitos povos e muitas culturas diferentes. O querigma cristão consiste na apresentação de Jesus com seus três grandes títulos: Salvador, Senhor e Messias.Todos os que desejam seguir Jesus Cristo passam, necessariamente, pelo anúncio primeiro da fé, pelo despertar do amor a Jesus Cristo. O querigma é, então, o primeiro anúncio do Evangelho para aquelas pessoas que ainda não conhecem Jesus Cristo. A palavra anunciada não é uma teoria. É a Boa Notícia que revela o amor de Deus pela humanidade na entrega de seu Filho Jesus.


A verdadeira evangelização começa com o querigma, que dá vida nova, experiência de fé, Boa-Nova e poder do espírito. Só os que são enviados têm autoridade para anunciar o querigma. A evangelização tem um processo próprio que não se deve inverter, sob pena de perder a força intrínseca da Palavra de Deus: primeiro, deve-se apresentar Jesus, centro e base da Boa-Nova; depois, e somente depois, é que se devem expor as verdades, leis e exigências desse Jesus.A continuidade do anúncio querigmático é a catequese. O querigma inaugura a experiência da fé; a catequese sedimenta esse amor, primeiro por meio do desenvolvimento das verdades e doutrinas e da adesão contínua ao projeto de Jesus. Ainda que sejam interdependentes, pois são formas de evangelização essenciais para a vida do cristianismo, o anúncio inicial e a catequese são modos distintos de inserir o cristão no seguimento de Jesus Cristo. Ambas as ações são necessárias e delas resulta o verdadeiro espírito missionário, que movimenta nossa Igreja.


Por Pe. Evaldo César de Souza, C.Ss.R. – A12.com





























II - UMA CATEQUESE INTEGRAL PARA QUE A SEMENTE CRIE RAÍZES



Podemos lembrar aqui as palavras do etíope que não entendia o sentido das Escrituras e responde a Filipe que lhe pergunta:


Entendes o que lê? O Etíope responde: “Como poderia entender se alguém não me explicar”. (cf. At 8,31).



A fidelidade ao conteúdo das verdades da fé exige também, da parte do catequista, uma didática adequada, de modo que se possa adaptar ao grau de compreensão dos seus discípulos em diversas fases de idade. É notório que a autoridade da Igreja se tem preocupado com a transmissão das verdades da fé ou a catequese hoje. O S. Padre João Paulo II, rematando e enfeixando as observações do Sínodo Mundial dos Bispos de 1977, publicou em 1980 a Exortação Apostólica Catechesi Tradendae (Catequese hoje); considera aí os problemas do conteúdo e de forma do ensino religioso em nossos tempos.




Aos 15-16/01/1981 o Cardeal Joseph Ratzinger, Prefeito de S. Congregação para a Doutrina da Fé, proferiu em Lyon e Paris famosa conferência sobre o assunto.  Apontava então, como uma das principais falhas dos métodos modernos, o descuido de transmitir aos catecúmenos o conhecimento do Credo, dos sacramentos e dos mandamentos. 


Tal falha é conseqüência da supressão dos manuais de catecismo que existiam outrora. Em vez de recorrer a tais compêndios da fé, muitos mestres “tentaram reconstruir a doutrina da fé partindo diretamente da Bíblia”, sem levar em conta a Tradição e o magistério da Igreja.  A Escritura foi assim sujeita a re-leitura ou re-interpretaações, que não rara tinham por critério decisivo a experiência da comunidade ou a dos peritos; tal procedimento tem despojado a fé do seu conteúdo ou da sua substância.



Eis que em 19/07/83 o Cardeal Silvio Oddi, Prefeito da S. Congregação para o Clero, proferiu no Catechetical Day do Estado de Virgíinia (U.S.A.) uma alocução, que faz eco à Palavra do S. Padre e do Cardeal Prefeito da S. Congregação para a Doutrina da Fé.  Dada a importância da temática, apresentamos, a seguir, este texto em tradução portuguesa.  O original inglês encontra-se na revista Divine Love, 2º trimestre de 1983; endereço: P. O. Box 24, Fresno, Ca 93707, U.S.A.







O DIREITO À VERDADE INTEGRAL



O direito dos catecúmenos à verdade. “A catequese é a arte de levar à maturidade a fé dos que se aproximam, e de fazer destes, mediante a educação, verdadeiros discípulos de Cristo (João Paulo II, “Catequese Hoje”, nº 19). 



Com palavras precisas, catequese é o modo de procedermos para tornar mais explícita nossa adesão pessoal a Jesus Cristo (Jo 14,6) após o Batismo. Nas terras de missão, quem se esforça por aprofundar a sua fé de principiante, é frequentemente chamado “catecúmeno”.  Mas aqueles que ainda não foram batizados e ouvem pela primeira vez a explanação da doutrina da fé, são também chamados “catecúmenos”.  Nas dioceses mais antigas, falamos até de catequese de adultos e expressões semelhantes.  Disto depreendemos que, no uso popular, a palavra “catequese” serve para indicar a transmissão da Palavra de Deus em quase todos os níveis, a quase todas as idades, a cristãos batizados como também a aspirantes ao Batismo.  Em sentido isto, somos todos catecúmenos, em paralelo a uma dona de casa coreana que ouça falar de Jesus pela primeira vez. Por conseguinte, a palavra “catequese” é, muitas vezes, tomada em sentido assaz amplo.  Se queremos abordar tal assunto com todas as suas implicações ele se torna realmente muito vasto.  Eis por que resolvi restringir-me a um só aspecto: o direito dos catecúmenos à verdade.


À primeira vista, esta proposição parece clara por si mesma, como o lema que se acha impresso no dólar norte-americano: “In God we trust” (Em Deus confiamos).  Todos os homens, e não apenas os norte-americanos, devem pôr em Deus a sua confiança; e todos os homens, não somente os catecúmenos, tem direito à verdade. Todavia é um fato – sabemo-lo bem – que nem todos colocam a sua confiança em Deus; paralelamente nem em toda parte é respeitado o direito à verdade.  Por conseguinte, no setor da catequese é necessário examinar o direito, de todo homem, mulher, e criança, de ouvir a verdade a respeito de Deus; como corolário deste direito, a Igreja tem a obrigação de vigiar para que a Verdade de Deus seja fielmente transmitida.



O Catecismo



Os cristãos aprendem que as quatro notas da Igreja são a unidade, a santidade, a catolicidade e a apostilicidade. Parece-me que as mesmas quatro notas características, com as devidas adaptações também marcam a Verdade.  Desejo examinar cada uma delas, reservando maior espaço à primeira, que é a unidade e a integridade da verdade, sinal necessário da autenticidade da doutrina.  Esta nota nos ajudará a esclarecer o que se entende por “legítimo pluralismo”.



A Catequese Hoje


Muitos catecúmenos hoje em dia são instruídos apenas a respeito de uma parte da doutrina da fé.  Em certos periódicos transparece verdadeira antipatia para com os textos catequéticos que proclamam, sem rodeios, a doutrina da fé. Talvez seja esta a razão pela qual os jovens negligenciam seus deveres religiosos. As cartas que me chegam de certas regiões do mundo, confirmam-me nesta opinião.  Está claro que, se nós nos contentarmos com ensinar que os Apóstolos viram Jesus depois de sua morte, sem mencionar os pormenores pitorescos do peixe comido em eles (Lc 14,42), o convite a Tomé para que pusesse a mão no lado aberto de Jesus (Jo 20,27), o encontro de Jesus com Maria Madalena, que a princípio não o reconhecera, pois não imaginava revê-lo (Jo 20,14),os catecúmenos são privados do seu direito à verdade inteira.



A ressurreição corporal de Jesus



Por que as coisas são assim?  Porque deixamos os nossos catequizados expostos ao fluxo de meias-verdades a propósito da ressurreição corporal de Cristo.  Às vezes, querendo evitar exageros na interpretação da Escritura, transmitimos uma visão deformada do relato evangélico e privamos os nossos ouvintes da descrição completa da ressurreição de Jesus.  Evidentemente, a verdade completa é que os Apóstolos não foram vítimas de alucinação.  Realmente Jesus em corpo e alma saiu vivo do sepulcro; muitos o viram, comeram com Ele; aqueles mesmos que a princípio duvidaram, perguntando se era Ele realmente, foram convencidos.  A seguir, ele se elevou aos céus. Não houve sombra de alucinação; trata-se da verdade exata (cf. At. 10, 40-43).







A verdade é o reconhecimento da realidade objetiva



No fundo, que é a verdade ? Esta é a questão proposta por Pilatos.



Os filósofos no decorrer dos tempos enfrentaram o problema. A verdade é a conformação do espírito à realidade exterior.  Por conseguinte, a verdade exige que nos submetamos a realidades que estão fora de nós mesmos; e isto nos é difícil. Temos a tendência a decidir a respeito do que é verdade ou erro apoiando-nos exclusivamente sobre nós mesmos, sem referência a qualquer coisa ou pessoa fora de nós. 


Somos sempre os filhos de Adão, herdeiros da sua propensão a centrar tudo sobre si mesmo.  Todavia a verdade não se determina por opiniões pessoais; ela se apoia sobre a realidade objetiva. De fato, Papa João Paulo II define a verdade como sendo “o reconhecimento da realidade”(alocução à Universidade Católica da América, Washington DC, 10/10/1979).




Somos chamados, em todas as situações, a praticar essa submissão à verdade, principalmente, quando se trata da verdade divina.  Muitas vezes, porém, como Pilatos procuramos cinicamente furtar-nos a ela; ou mesmo, como Satanás, nós nos colocamos em rebelião flagrante contra a verdade, movidos por um orgulho disposto a não ceder nem diante do homem nem diante de Deus.  Certas verdades religiosas não são de fácil aceitação ou porque é demasiado limitada para as apreender. Como quer que seja, Deus quer que as aceitemos, e aceitemos na Fé.


Aquelas palavras continuam “duras demais”(Jo 6,60)



Lembramo-nos da tristeza com que Jesus olhou os que dele se afastavam, quando Ele anunciara à multidão a instituição da Eucaristia e a entrega do seu corpo como comida e do seu sangue como bebida.  Os ouvintes julgaram as suas palavras “duras” e se foram (Jo 6,60). Mas Pedro e os outros Apóstolos ficaram com Ele.  Assim devemos nós fazer.


A verdade revelada não é algo a que a razão nos leve, mas ela nos vem pela fé.  Por conseguinte, a vontade deve mover a razão a aceitar, não porque a inteligência tenha aprendido cabalmente o conceito, mas porque Deus o revelou e nós cremos em Deus.  É preciso ensinar os jovens a estudar a doutrina da Igreja com o olhar da Fé e ensinar-lhes o que Deus revelou.  É evidente que tais verdades são muito mais importantes do que o que eles podem imaginar.




Transmitir o ensinamento da Igreja, e não opiniões


Eis por que os catequistas se devem preservar, com grande cuidado, de censurar a Palavra de Deus.  O Senhor nada nos ensinou que nos possa fazer mal. Todos aqueles que procuram entravar a marcha do inocente para a verdade inteira, destroem na criança a razão mesma da sua existência e põem-se em contradição com o objetivo da Encarnação, que é: arrebatar o homem ao pai da mentira e apresentá-lo ao Pai da Verdade. Criando o homem e a mulher à sua semelhança (Gn 1,26), Deus deu a todo ser humano o direito à verdade, isto é, o direito de O conhecer como Ele é,não deformado pelos homens que tentam rebaixar o Criador ao nível da criatura.


Um dever paralelo toca naturalmente aos que têm o encargo de formar os jovens: estão obrigados a respeitar o direito destes a ser instituídos na Verdade, em toda a Verdade, e nada mais; para tanto, será preciso fazer clara distinção entre aquilo que a Igreja ensina e as opiniões humanas.




O Papa lembrou energicamente aos professores de Religião:



“Teólogos e exegeses têm o dever de vigiar com grande solicitude, para que os fiéis não tomem por proposições certas de fé o que pertence ao setor das opiniões ou dos objetos discutidos entre os peritos. (Os catequistas) devem acautelar-se para não perturbar a mente dos jovens introduzindo na catequese teorias estranhas, questões inúteis e discussões estéreis, coisas que S. Paulo frequentemente reprovou em suas Cartas Pastorais” (“Catequese Hoje” nº 61; cf. 1 Tm 6,22).



A sã pedagogia não se opõe ao ensino dos mandamentos



Alguns professores de Religião parecem hoje passar mais tempo dirigindo exercícios literários do que ministrando aos seus alunos uma doutrina sólida.  Os bons mestres sabem utilizar a aula de modo a não ocupar o tempo quase todo com motivações, deixando apenas poucos momentos para a exposição da matéria programada.  Acontece também às vezes que os programas são muito pobres de conteúdo. Dizem, por exemplo:



A Santíssima Trindade é assunto a evitar, porque a criança não aprenderia.  O pecado também, porque a criança corre o risco de adquirir um complexo de culpa; o Inferno igualmente, porque traumatizaria a criança.  O divórcio, da mesma forma, porque a criança conhece numerosas pessoas divorciadas na sua família. Sendo assim, tornam-se necessárias imagens, filmes e discussões para ocupar o tempo que não é mais consagrado a apresentar a Palavra de Deus. Todavia o espírito da criança, desde que se abre, precisa de receber algo de substancial.  Nenhum catequista tem o direito de recusar à criança o conhecimento dos pontos fundamentais da fé. 



Não merece o seu salário o professor que não seja capaz de falar aos seus alunos a respeito da queda, da Redenção, do pecado, da graça, do juízo, do céu e do inferno, sem traumatizar os seus discípulos.  


Às vezes são precipitadamente ensinadas às crianças coisas que eles deveriam ignorar na sua idade; ao mesmo tempo, porém, é-lhes recusado o conhecimento de coisas que elas precisam de saber em qualquer idade.



Pluralismo somente fora do depósito da fé




O suave e muito estimado Papa João Paulo I, que tão cedo nos foi arrebatado, dirigiu-se no último dia da sua vida aos Bispos das Filipinas, dizendo-lhes enfaticamente:


“Um dos mais estritos direitos dos fiéis é o de receber a Palavra de Deus em toda a sua pureza e inteireza” (28/9/1978).



No estudo da Teologia e da Bíblia há certamente vários setores em que a verdade não aparece com clareza ao espírito humano e a respeito dos quais a Igreja não se pronunciou.  Aí é aceitável um pluralismo de opiniões entre os estudiosos.  Mas, mesmo em tais casos, o pluralismo tem seus limites. Uma opinião não pode ser verídica se ela contradiz a uma sentença certa.  Não se pode dizer Não às verdades conhecidas, sob pretexto de descobrir o desconhecido.  Se a negação do que a Igreja tem por certo é necessária para apreender uma “verdade nova”, aonde vamos parar ?  Por certo, em tais casos e “verdade nova” é falsa.  Eis por que toda sentença de Escritura ou do Magistério há de ser interpretada não isoladamente, mas no contexto do depósito da fé.



Adaptar a educação sexual à capacidade da criança



Passemos agora à segunda característica da verdade: ela é santa. A verdade é santa porque Deus é verdade:


“Eu sou a Verdade”, disse Jesus (Jo 14,6).


A verdade não ameaça a dignidade e a santificação do homem. Tudo o que Deus fez e dispõe, tendo a santificar o homem, desde que este o utilize em conformidade com as exigências da natureza e o ensinamento divino.  Nosso corpo, a natureza em geral, as descobertas científicas, tudo isto é bom como tal.  Todavia o uso que fazemos de tais bens, será aferido em função da seguinte pergunta:


Tal uso contribui ou não para a realização da finalidade para a qual Deus criou o homem ?


A Igreja não tem medo da verdade, de nenhuma verdade, porque Deus é a Verdade.  Ao mesmo tempo, porém, as circunstâncias nas quais a verdade é transmitida aos jovens, devem ser seriamente levadas em consideração pelo professor inteligente.


A verdade é comparável, sob certos aspectos,  aos bons alimentos que devem ser ingeridos em quantidade conveniente e temperados agradavelmente para que o homem tire proveito.  Disseram-me, por exemplo, que não devem ser dadas aos bebezinhos grandes fatias de filé “mignon”.  Do mesmo modo, se temos que explicar aos jovens a sexualidade humana, precisamos de tomar muito cuidado para apresentar a matéria gradativamente, levando em conta a sua capacidade de assimilação.



Respeito à santidade da verdade



Sempre me surpreendi por ver que a nossa geração, que se gloria de ter dado passos de gigante no setor da psicologia humana, parece não compreender o que nossos antepassados sabiam instintivamente, a saber:



Tudo o que concerne à reprodução humana, emociona vivamente os jovens.



Eis por que o respeito ao corpo humano, santuário do Espírito Santo, que vive nos homens e nas mulheres, nos meninos e meninas santificadas pela graça divina, exige que se tenha grande solicitude por adaptar às condições emotivas, intelectuais e fisiológicas dos catequizandos os dados biológicos, sociais e teológicos relativos à reprodução humana.  A reverência ao ser humano, o respeito à santidade da verdade, a solicitude para com a modéstia instintiva e protetora ditarão ao professor a maneira de se exprimir e de apresentar a matéria.








III - EVANGELIZAR DANDO TESTEMUNHO DA VERDADE ATÉ O MARTÍRIO (BRANCO e DE SANGUE)


(Formação Shalom - Elisângela Alves)


“Os discípulos de Cristo ‘revestiram-se do homem novo, criado segundo Deus, na justiça e santidade da verdade’. ‘Livres da mentira’, devem rejeitar toda maldade, toda mentira, todas as formas de hipocrisia, inveja e maledicência” (CIC. 2475).



Jesus se apresenta a nós como a Verdade: “Eu Sou o Caminho, a Verdade e a Vida” (Jo 14,6). Deus é a fonte de toda verdade, por meio de sua Palavra encontramos a verdade acerca dele e de nós mesmos, cumprindo-se assim o que Jesus afirma: “Conhecereis a verdade e a verdade vos libertará” (Jo 8,32). Nele encontramos a Verdade plena de Deus manifestada ao homem e crendo na Verdade não permaneceremos nas trevas.Como membros de Cristo, somos chamados a viver e testemunhar a verdade: “Uma vez que Deus é ‘veraz’ (Rm 3,4), os membros do seu povo são chamados a viver na verdade” (Cat, 2465). Aquele que é discípulo de Jesus aprende dele o amor incondicional à verdade: “Seja o vosso ‘sim’, sim, e o vosso ‘não’, não” (Mt 5,37). Jesus abertamente condena a hipocrisia dos fariseus e escribas: “Ai de vós, escribas e fariseus hipócritas! Sois semelhantes aos sepulcros caiados: por fora parecem formosos, mas por dentro estão cheios de ossos, cadáveres e de toda espécie de podridão. Assim também vós: por fora parecem justos aos olhos dos homens, mas por dentro estais cheios de hipocrisia e de iniquidade” (Mt 23,27-28).


A verdade torna o homem cada vez mais semelhante a Deus, fonte de toda verdade. Seria impossível os homens viverem juntos sem a confiança recíproca, ou seja, sem a manifestação da verdade uns para com os outros.


Muitos chegaram ao martírio pelo supremo testemunho prestado às verdades de fé. “O mártir dá testemunho de Cristo, morto e ressuscitado, ao qual está unido pela caridade. Dá testemunho da verdade da fé e da doutrina cristã, enfrenta a morte num ato de fortaleza” (CIC. 2473).


Por exemplo, Santo Inácio de Antioquia manifestou com suas palavras esta fortaleza e fidelidade à verdade, quando foi interpelado a negar a sua fé em Jesus Cristo. Por não negar a sua fé foi dado às feras e desta forma se tornou mártir. Com ousadia afirmava: “Deixai-me ser comida das feras. É por elas que me será concedido chegar até Deus.”



“A consciência é o núcleo secretíssimo e o sacrário do homem, onde ele está sozinho com Deus e onde ressoa a Sua voz” (GS, 16).


Nela se encontra uma lei inscrita pelo próprio Deus, mostrando como melhor agir, amar, fazer o bem e evitar o mal. Com o passar do tempo, a mentalidade vai adquirindo conceitos dos mais variados níveis, podendo distorcer a consciência do homem.


“A relação que existe entre a liberdade do homem e a lei de Deus tem a sua sede viva no ‘coração’ da pessoa, ou seja, na sua consciência moral: no fundo da própria consciência – escreve o Concílio Vaticano II – o homem descobre uma lei que não se impôs a si mesmo, mas à qual deve obedecer; essa voz, que sempre o está chamando ao amor do bem e fuga do mal, soa no momento oportuno, na intimidade do seu coração: faze isto, evita aquilo. O homem tem no coração uma lei escrita pelo próprio Deus: a sua dignidade está em obedecer-lhe, e por ela é que será julgado” (VS, 54).



De qualquer forma, a nossa consciência só se torna reta graças à verdade. É necessário escutarmos a Deus por meio da nossa consciência, meditando os mandamentos que Ele mesmo incutiu no nosso coração e fazermos a sua vontade, escutando dele a verdade. Essa tarefa, por mais difícil que pareça, torna-se possível, pois “o homem tende naturalmente para a verdade. É obrigado a honrá-la e testemunhá-la (…) a aderir à verdade conhecida e a ordenar toda vida segundo as exigências da verdade” (CIC. 2467).



Infelizmente, a nossa consciência nem sempre absorve coisas boas, colhe também conceitos e exemplos errados que agridem a consciência reta, o nosso inconsciente recebe conceitos negativos. Por isso, é necessário utilizar meios que formem positivamente a nossa consciência.


O uso dos meios de comunicação social também deve ser bem discernido, pois nem tudo convém a um cristão. “A gravidade da mentira se mede segundo a natureza da verdade que ela deforma, de acordo com as circunstâncias, as intenções daquele que a comete, os prejuízos sofridos por aqueles que são suas vítimas. Embora a mentira, em si, não constitua senão um pecado venial, torna-se mortal quando fere gravemente as virtudes da justiça e da caridade” (CIC. 2484).



Inclusive nos meios de comunicação, a sociedade tem direito a uma informação fundada na verdade, na liberdade e na justiça. É conveniente que se imponha moderação e disciplina no uso dos meios de comunicação social. Devemos tomar o devido cuidado do que vai formando a nossa consciência para não chegarmos ao ponto de defender uma mentira ou aquilo que vai contra a verdade incutida por Deus em nosso coração. O homem sempre está em busca da verdade, mas somente em Deus encontrará a verdade plena de quem é Deus e quem ele é. Deve dar testemunho da verdade em nossos atos, palavras e ações, mostrando claramente com nossas atitudes que somos filhos da luz e não das trevas.

(Por Elisângela Alves – Comunidade Católica Shalom)








IV - A INDISPENSÁVEL NECESSIDADE DA INTERCESSÃO NA EVANGELIZAÇÃO




Efésios 6, 18-19: “Orai no Espírito em todas as circunstâncias, com toda petição e humilde insistência. Tendo isso em mente, vigiai com toda a perseverança na oração por todos os santos. Orai do mesmo modo por mim para que, quando eu falar, seja-me concedido o poder da mensagem, a fim de que, destemidamente, possa revelar o mistério do Evangelho...”







Santa Teresinha do Menino Jesus é a padroeira das missões,mesmo sem nunca ter saído do Carmelo, nunca deixou de cumprir santamente a missão evangelizadora de seu Carisma Carmelita a Intercessão pela Igreja.


O Carmelo, desde o seu início quando Teresa d’Avila movida pelo Espírito Santo fundou uma nova Ordem Carmelita e, com a ajuda de João da Cruz, o complementou com os carmelitas descalços de maneira que “monjas e frades” formam uma única realidade, sempre teve a clareza da força da oração como apostolado. A Igreja e seus problemas se tornam problemas e necessidades do mesmo Carmelo.



“A Santa Madre (Teresa) transmitiu a suas filhas seu próprio espírito apostólico, desejando que se afeiçoassem ao bem das almas e ao aumento da Igreja, sinal evidente da verdadeira perfeição. Por isso lhes indicou o serviço eclesial da oração e da imolação, como finalidade da vocação para a qual o Senhor mesmo as havia reunido no Carmelo.” (Constituições das Carmelitas Descalças 125)



Teresa d’Avila diz:



“No dia em que vossos trabalhos, orações e jejuns não forem pela Igreja, considerai que não atingis o objetivo para o qual o Senhor as reuniu aqui. (Caminho 3,10)”




Esta chama viva de amor eclesial e apostólico foi tomada e tornada mais acesa pela teologia vivencial e vocacional de Santa Teresinha do Menino Jesus. Ela é o novo paradigma da força da oração como apostolado. É só acolher e entender o que diz no manuscrito C: “na Igreja, minha mãe, serei o amor”. Não podendo abraçar toda a Igreja e todos os lugares escolhe o caminho que abraça a todos. “Serei missionária pela oração e pelo sacrifício.


“Tenho a vocação de ser Apóstolo… quisera percorrer a terra, pregar teu nome e plantar sobre o solo infiel tua Cruz gloriosa.(MB 2v)”



Fazer apostolado é um momento da vida, um espaço da vida. Para todos vai chegar o dia em que, por força da idade, da doença, ou de outros acontecimentos, deixaremos de “fazer apostolado”, de anunciar com palavras e obras, mas nunca podemos deixar de “ser apóstolos”, porque isto faz parte “geneticamente” do nosso ser cristão. Talvez seja este o motivo principal do fracasso de muitos Planos de evangelização por falta de intercessores. Queremos fazer as coisas com o poder do nosso braço e confiando na mera sabedoria humana. O próprio Cristo nos alertou quanto a isto em João 15,5:




“Eu sou a videira, vós as varas; quem está em mim, e eu nele, esse dá muito fruto; porque sem mim nada podeis fazer...” (João 15,5)



CONCLUSÃO



Evangelizar é a missão de todo Cristão, quer seja sacerdote, religioso consagrado, ou simples leigo, ou seja, ganhar almas para Cristo é o nosso dever e salvação. Na crise atual, muitos são os que, desesperados, buscam salvadores e libertadores humanos. Mas apenas a igreja de Cristo pode mostrar o verdadeiro caminho da salvação. É hora de evangelizar e de fazer missão. Arranquemos as almas enganadas e perdidas das garras de Satanás, transladando-as para o reino da Luz de Cristo!







"Por isso, a criação aguarda ansiosamente a manifestação dos filhos de Deus." (Romanos 8,19)



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Neste Apostolado promovemos a “EVANGELIZAÇÃO ANÔNIMA", pois neste serviço somos apenas o Jumentinho que leva Jesus e sua verdade aos Povos. Portanto toda honra e Glória é para Ele.Cristo disse-nos:Eu sou o caminho, a verdade e a vida e “ NINGUEM” vem ao Pai senão por mim." ( João, 14, 6).Como Católicos,defendemos a verdade, contra os erros que, de fato, são sempre contra Deus.Cristo não tinha opiniões, tinha verdades, a qual confiou a sua Igreja, ( Coluna e sustentáculo da verdade – Conf. I Tim 3,15) que deve zelar por elas até que Cristo volte.Quem nos acusa de falta de caridade mostra sua total ignorância na Bíblia,e de Deus, pois é amor, e quem ama corrige, e a verdade é um exercício da caridade.Este Deus adocicado,meloso,ingênuo, e sentimentalóide,é invenção dos homens tementes da verdade, não é o Deus revelado por seu filho: Jesus Cristo.Por fim: “Não se opor ao erro é aprová-lo, não defender a verdade é nega-la” - ( Sto. Tomáz de Aquino) “Não a nós, Senhor, não a nós, mas ao vosso nome dai glória...” (Salmo 115,1)

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