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Por que a Igreja é considerada o modelo da Sociedade Perfeita ? - “Assim na terra como no Céu” ?

Written By Beraká - o blog da família on domingo, 16 de julho de 2017 | 14:18





Em nossa era, verifica-se uma preocupação constante: como alcançar uma sociedade perfeita? Fala-se muito de ordem, leis e direitos, mas a resposta não se restringe a isso. A solução encontra -se em algo muito mais profundo, régio e elevado, que bem podemos chamar de fonte da qual emanam todas as perfeições: A Santa Igreja Católica Apostólica e Romana. A sociedade pode ser comparada a uma enorme construção. Para a edificação de um castelo, por exemplo, é necessário, mais que majestosas torres e altaneiras muralhas ou elegantes escadarias e magníficos salões, é necessário um sólido fundamento. Sem este, de nada valerá a construção, pois, na primeira tempestade, tudo desmoronará e se reduzirá a um amontoado pedras. Tendo uma base forte, o castelo atravessa os séculos, incólume a chuvas e intempéries. Estas só contribuirão para torná-lo mais belo, pois dar-lhe-ão a glória de ter resistido às piores situações. Ora, a sociedade tem como fundamento a Igreja Católica. Podemos contemplar, no passado, o esplendor e grandeza em todos os campos nos quais ela penetrou. Em contrapartida, encontramos nos dias atuais apenas os restos dessa civilização luminosa, pois ela ruiu quando seu fundamento lhe foi tirado. Tal realidade, muito esquecida na sociedade em que vivemos, merece grande importância.





Numa época como a nossa, em que as pessoas, guiadas pelo egoísmo e por falsas doutrinas, afastam-se da Religião, é difícil ter uma noção exata de como foi a Idade Média , que foi parte deste alicerce no qual vive o mundo de hoje. Durante três séculos, a Igreja teve inteiro domínio sobre os povos do continente europeu e, sem dúvida, foi este “o período mais fecundo e sob muitos aspectos, mais harmonioso de todos os que a Europa conheceu até os nossos dias. Saindo das trevas invernais da época bárbara, a humanidade cristã viveu a sua primavera”.A Igreja converteu aqueles bárbaros germanos em filhos de Deus e deles fez uma brilhante civilização. A sociedade era totalmente penetrada pela Fé e o Estado tinha a obrigação, antes de tudo, de prestar honra à Igreja, dar-lhe proteção e apoio. Assim descreve o Papa Leão XIII a luminosa Cristandade Medieval:


Tempo houve em que a filosofia do Evangelho governava os Estados. Nessa época, a influência da sabedoria cristã e sua virtude divina penetravam as leis, as instituições, os costumes dos povos, todas as categorias e todas as relações da sociedade civil. Então a religião instituída por Nosso Senhor Jesus Cristo, solidamente estabelecida no grau de dignidade que lhe é devido, em toda parte era florescente, graças ao favor dos Príncipes e à proteção legítima dos Magistrados. Então o Sacerdócio e o Império estavam ligados entre si por uma feliz concórdia e pela permuta amistosa de bons ofícios.



A hierarquia eclesiástica compunha-se de três graus: o Sumo Pontífice, os bispos e os párocos. A esta categoria, “por causa de sua condição sacral, era tida como a mais importante das classes sociais. Além de sua missão própria que é de salvar as almas, tinha sob sua responsabilidade duas atividades: a educação e a saúde pública”.Desta forma, todo o povo era orientado e auxiliado pelo próprio clero. O desempenho do ensino era administrado por sacerdotes e bispos, e os nobres necessitavam de uma licença eclesiástica para lecionar, pois o ensino dizia respeito à ortodoxia e para isso era preciso estar sob a vigilância do clero.Notando a importância de saber ler e escrever, não só para os trabalhos habituais mas, especialmente, para a difusão da Religião, a Igreja desenvolveu uma forma de alfabetizar a todos através das passagens bíblicas. O mito de que a Idade Média foi a era do atraso no que diz respeito aos estudos fica desmascarado, pois foi também neste período que se desenvolveu o livro, instrumento de cultura que substituiu os pergaminhos; bem como os estudos aprofundados de filosofia e teologia na Escolástica.Além disso, todas as decisões eram resolvidas pelo soberano, que baseava-se na doutrina católica exposta claramente pela lógica cristã como nos explica Woods:

Se a Idade Média tivesse sido realmente um período em que as questões eram resolvidas pelo mero recurso aos argumentos de autoridade, esse rigor no estudo da lógica formal não faria sentido. O empenho com que se ministrava essa disciplina revela, pelo contrário, uma civilização que almejava compreender e persuadir. Para esse fim os professores procuravam alunos capazes de detectar as falácias lógicas e de formular argumentos logicamente sólidos. Foi a Idade da Escolástica.




Quanto à saúde pública, sabe-se que a Igreja foi solícita em atender as necessidades dos enfermos, auxiliando-os não somente no campo espiritual, através dos Sacramentos, como também no campo físico, erigindo hospitais atenciosamente cuidados por religiosos, os quais dedicavam-se aos doentes com esmero e verdadeira caridade. De tal forma isto sucedeu que não somente o mundo cristão foi modificado, mas todo o comportamento global. Compreendendo que servir o próximo é servir a Deus, as ordens hospitaleiras atendiam os doentes, quem quer que fosse, de todos os lugares, sem exceção. Inclusive, foi esta “uma das razões que haviam levado os cristãos da Idade Média a chamar ‘Hospedagem de Deus’ ou ‘Casa de Deus’ não às igrejas, mas aos lugares onde se acolhiam e tratavam, gratuitamente, pobres, doentes, miseráveis”,comenta a historiadora Régine Pernoud, fazendo alusão ao vocábulo francês hôtel-Dieu, hospital.

Foi com os tesouros de dinheiro dados à Igreja, pela caridade, que se pôde estender, pelo continente europeu,  uma notável rede de hospitais.Tais frutos dependiam do fato de a Igreja estar cercada de prestígio pelo Estado e pelos poderosos de então, dando-lhe os meios de exercer uma grande ação.Encontrando o apoio do Estado, a Igreja pôde atuar em todos os campos:

Impulsionou as ciências e o progresso técnico, aperfeiçoou as relações internacionais entre os estados, aboliu a escravidão, fez avançar no progresso social, elevou a condição da mulher, de tal modo que, no século XIV, a Europa havia ultrapassado de muito todos os outros continentes.



Além dos deveres e direitos individuais, os medievais preocupavam-se mais com o bem comum do que com o próprio. Considerando-se ligado aos outros pela mesma Fé, o homem medieval sentia intensamente que tinha deveres para com a sociedade. Mais do que um meio indispensável para ganhar a vida, o trabalho tinha um valor altíssimo, pois criava condições para a prática das virtudes. Tanto os camponeses como o carpinteiro ou o padeiro executavam, com suas simples atividades, uma obra piedosa, pois operavam visando o bem alheio, e assim, preparavam-se para o Céu. A disposição do grupo de trabalhadores trazia a marca cristã da caridade fraterna. Havia muitas confrarias ou irmandades, ou seja, pessoas que trabalhavam juntas em convivência fraterna, como os arquitetos, os escultores, pedreiros, aparelhadores e amassadores de cal, para construir catedrais ou casas paroquiais. Joalheiros, curtidores, vendedores de peles e alfaiates reuniam-se e ofereciam à catedral um vitral que trazia embaixo uma vinheta, designando as ocupações de seu estado, feito por eles mesmos em louvor ao seu santo padroeiro ou à Virgem Mãe de Deus. Assim o trabalho, sob o olhar de Deus, se enobrecia.


 “Assim na Terra como no Céu”: o Reinado de Cristo na Terra


Sabemos que a vida nesta Terra diferencia-se profundamente da vida eterna, porém não são dois planos separados um do outro. Pelo contrário, possuem eles uma íntima relação:


“Assim como a Escola Militar é o caminho para a carreira das armas, ou o noviciado é o caminho para o definitivo ingresso numa Ordem Religiosa, assim a terra é o caminho para o Céu”.


O anseio pela felicidade leva o homem a procurar na vida presente algum resquício do Reino que os espera no Céu. O próprio Nosso Senhor Jesus Cristo nos ensinou a pedir ao Pai Celeste: “Venha a nós o vosso Reino” (Mt 6, 10). Esta súplica, rezada todos os dias, há mais de dois mil anos Igreja Militante, roga que o Reino de Deus se estabeleça o quanto antes entre nós.Porém, como seria isso possível tendo o próprio Nosso Senhor Jesus Cristo afirmado não ser deste mundo o seu Reino? (Cf. Jo 18, 36). Será uma contradição? Ou teria ensinado a pedir algo impossível de se alcançar?



De fato, como nos explica São Tomás,Nosso Senhor disse:


“O meu reino não é deste mundo”, e não “o meu Reino não está neste mundo”, ou seja, está neste mundo com a humanidade regenerada pela graça e não é um reino comum aos reis da Terra, mas, um reino divino, pois o seu poder vem do Céu. “É o reino da virtude, é o reino da santidade, é o reino do Evangelho”, que só se “torna efetivo na terra, individual e social, quando os homens, no íntimo de sua alma, como em suas ações, e as sociedades em suas instituições, leis, costumes, manifestações culturais e artísticas, se conformam com a lei de Cristo”.



O Reino de Deus se realiza na sua plenitude no outro mundo. Mas para todos nós ele começa a se realizar em estado germinativo já neste mundo. Tal como em um noviciado, já se pratica a vida religiosa, embora em estado preparatório; e em uma escola militar um jovem se prepara para o Exército, vivendo a própria vida militar. E a Santa Igreja Católica já é neste mundo uma imagem, e mais do que isto, uma verdadeira antecipação do Céu. Para o futuro, portanto, estão reservadas maravilhas jamais verificadas na História. A este mundo controverso, violento, que parece caminhar de paroxismo em paroxismo, sucederá uma nova era na qual florescerá a verdadeira sociedade cristã, ainda mais harmoniosa e bela que a sociedade medieval, pois terá a unção do perdão divino, única solução —  mas quão eficaz! — para os desregramentos humanos. Sob a égide desse perdão e alicerçada na Igreja, a sociedade, será verdadeiro espelho da fisionomia de Cristo, em que serão reunidas “todas as coisas, as que estão nos Céus e as que estão na Terra” (Ef I, 10).



A civilização cristã é o protótipo da sociedade perfeita?



Sim. Se Jesus Cristo é o verdadeiro ideal de perfeição de todos os homens, uma sociedade que aplique todas as Suas leis tem de ser uma sociedade perfeita, a cultura e a civilização nascidas da Igreja de Cristo tem de ser forçosamente, não só a melhor civilização, mas, a única verdadeira. Dí-lo o Santo Pontífice Pio X:



"Não há verdadeira civilização sem civilização moral, e não há verdadeira civilização moral senão com a Religião verdadeira". (Carta ao Episcopado Francês, de 28-VIII-1910, sobre "Le Sillon").



A ação da Igreja sobre os homens é só individual?

Não, Ela forma também povos, culturas, civilizações.


Por quê?



Porque Deus criou o homem naturalmente sociável, e quis que os homens, em sociedade, trabalhassem uns pela santificação dos outros.



Os demais homens nos influenciam?


Sim. Temos todos, pela própria pressão do instinto de sociabilidade, a tendência a comunicar em certa medida nossas idéias aos outros, e, em certa medida, em receber a influência deles. Isto se pode afirmar nas relações de indivíduo a indivíduo, e do indivíduo com a sociedade.



As leis, costumes, culturas nos influenciam?



Os ambientes, as leis, as instituições em que vivemos exercem efeito sobre nós, têm sobre nós uma ação pedagógica. Resistir inteiramente ao ambiente ruim, cuja influência nos penetra até por osmose e como que pela pele, é obra de alta e árdua virtude. E por isto os primitivos cristãos não foram mais admiráveis enfrentando as feras do Coliseu, do que mantendo íntegro seu espírito católico embora vivessem no seio de uma sociedade pagã.


A cultura e a civilização são meios que Deus também pode usar como salvação da alma?



Sim. A cultura e a civilização são fortíssimos meios para agir sobre as almas. Agir para a sua ruína, quando a cultura e a civilização são pagãs. Para a sua edificação e sua salvação, quando são católicas. Por isso, a Igreja não pode desinteressar-se em produzir uma cultura e uma civilização, e se contentar em agir sobre cada alma a título meramente individual.




Todo cristão é um foco de Civilização Cristã?



Sim. Toda a alma sobre a qual a Igreja age, e que corresponde generosamente a tal ação, é como que um foco ou uma semente da civilização cristã, que ela expande ativa e energicamente em torno de si. A virtude transparece e contagia. Contagiando, propaga-se. Agindo e propagando-se tende a transformar-se em cultura e civilização católica.

A Igreja pode não produzir uma Civilização e uma cultura católicas?



Não. O próprio da Igreja é de produzir uma cultura e uma civilização cristã. É de produzir todos os seus frutos numa atmosfera social plenamente católica.



Deve-se desejar a Civilização Cristã?



Sim. O católico deve aspirar a uma civilização católica como o homem encarcerado num subterrâneo deseja o ar livre, e o pássaro aprisionado anseia por recuperar os espaços infinitos do Céu.


Qual é, em resumo, o ideal católico hoje?



E é esta nossa finalidade, nosso grande ideal. Caminhamos para a civilização católica que poderá nascer dos escombros do mundo de hoje, como dos escombros do mundo romano nasceu a civilização medieval. Caminhamos para a conquista deste ideal, com a coragem, a perseverança, a resolução de enfrentar e vencer todos os obstáculos, com que os Cruzados marcharam para Jerusalém. Porque, se nossos maiores no passado, souberam morrer para reconquistar o sepulcro de Cristo, como não queremos nós filhos da Igreja como eles lutar e morrer para restaurar algo que vale infinitamente mais do que o preciosíssimo sepulcro do Salvador, isto é, seu reinado sobre as almas e as sociedades, que Ele criou e salvou para O amarem eternamente?




A Igreja católica vive várias tensões devido a sua natureza própria de uma realidade sociológica e teologal, respondendo simultaneamente às necessidades e conjunturas históricas culturais e à intenção de Jesus expressa por sua vida, mensagem e práticas.A esperança de uma sociedade mais justa combinada com a preguiça, a falta de espírito comunitário, e alguns oportunistas que vêem no Estado uma fonte de dinheiro e poder, cobrem a sociedade aberta com uma sombra de totalitarismo.Todos nós, em algum nível, ansiamos por uma sociedade perfeita. Para o personagem autista de Dustin Hoffman em Rain Man, ela era uma vida perfeitamente coreografada e cronometrada em um asilo de luxo, onde cada dia da semana e hora do dia se tornavam perfeitamente previsíveis. O tipo de autista retratado apresentava inteligência e um rígido padrão de comportamento, e não estava muito distante das pessoas “normais”.




Para satisfazer este sonho das pessoas de viver em uma sociedade em que todos os seus problemas são resolvidos por alguém que não elas mesmas, temos o totalitarismo, que é o sistema político baseado na extensão do Estado a todos os níveis e aspectos da sociedade. Na visão socialista gramsciana, o partido é o sucessor do príncipe de Maquiavel e é por meio dele que se deve conquistar o poder estatal, que atingirá o seu ápice quando não houver separação entre o partido e o Estado e entre este e a sociedade.




O totalitarismo é caracterizado por um partido de massa, processo de decisão centralizado no diretório nacional não eleito pelo povo, aparelho estatal ocupado por membros do partido, culto à personalidade do líder, propaganda estatal intensa, censura aos meios de comunicação, paranóia social, entre outros.


Os totalitarismos clássicos são o nazista e o comunista.A versão tupiniquim atual desta utopia salvadora é o petismo. Um partido de massa fundado sobre o corporativismo das relações de trabalho, ideologicamente sustentado no socialismo, feminismo e anti-racismo, e com apoio da igreja da teologia da libertação, além, é claro, da geração 68, que se inspirava na velha revolução cubana.Confesso que a justiça social é um lindo sonho, é um delírio do qual políticos corporativistas sabem se servir muito bem. Ninguém gosta de ver crianças mendigando pelas calçadas, famílias embaixo de viadutos, e é fácil sucumbir à tentação de soluções imediatistas como o bolsa família, e outros benefícios Sociais que paralisaram o país, pois de onde se tira e não se coloca, um dia falta, e faltou mesmo.




MODELO DE IGREJA HIERÁRQUICA



Em que consiste?
       


Consiste numa percepção do ser interno da Igreja e de sua missão a partir da autoridade constitutiva da hierarquia. A Igreja se estrutura de cima para baixo, de maneira vertical, sem naturalmente negar a necessidade de uma vida interna de comunidade e de missão. A coesão interna é vista desde a instituição e a autoridade que a representa.A preocupação central da unidade conduz a uma insistência na atuação das autoridades, guardiães da ortodoxia – isto é da permanência inalterada das verdades reveladas dogmáticas e morais –, das práticas sacramentais, dos ministérios sobretudo ordenados e de sua forma organizativa desde os órgãos centrais até as instituições menores locais.A dupla vigilância da verdade e da disciplina eclesiástica é exercida com constância e competência pelas instâncias institucionais, sobretudo romanas, que estão a serviço do ministério petrino. A Igreja entende-se como uma “sociedade perfeita”, de natureza original e única, dotada de todos os elementos necessários e suficientes para cumprir sua missão visível e institucional através dos tempos e lugares, como um corpo social.



Suas raízes históricas e constituição
       


Tal concepção firmou-se a partir do século XI, mas lança raízes no IV para o V século. No centro desse modelo está o poder do Bispo de Roma. Santo Agostinho está na sua origem sob o aspecto teológico. Em tensão com a crise donatista, enfatiza uma compreensão institucional e hierárquica da Igreja e de todo o Ocidente.


A teologia da história do livro da Cidade de Deus influenciará fortemente a Idade Média



O poder romano foi crescendo desde os papas dos séc. IV/V através das tensões com os concílios e das lendas do Papa S. Silvestre e da "Doação de Constantino". Gregório Magno (590-604) tem importância nesse processo, como o verdadeiro primeiro papa medieval. A Igreja mantém estreita união com o Estado de modo que no Ocidente ser cidadão era ser cristão, católico e romano. Tal modelo tem repercussões na liturgia, no canto gregoriano, na prática da confissão individual, no rigorismo da moral sexual. A partir de Gregório VII (séc. XI) esse modelo se fortalece, ao estender o Papa pelo "Dictatus papae" seu poder sobre todo o mundo com competência ilimitada. A centralização, o legalismo da igreja e sua ciência do direito canônico, a politização através do poder eclesiástico e seu domínio sobre todo o mundo, a militarização com a "guerra santa", a clericalização com um clero celibatário vão configurando-o. Ele encontra em Tomás de Aquino a grande síntese teológica.



No século XVI, em reação à teologia dos reformadores elabora-se uma eclesiologia fortemente calcada na visibilidade. A posição de S. Roberto Bellarmino (1542-1621) tornou-se paradigmática ao frisar os aspectos visíveis da Igreja. “Para que alguém possa ser declarado membro dessa Igreja verdadeira, da qual falam as Escrituras, não pensamos que dele se peça nenhuma virtude interior. Basta a profissão exterior de fé e de comunhão dos sacramentos, coisa que o próprio sentido pode constatar. A Igreja é uma comunidade de homens tão visíveis e palpáveis quanto a comunidade do Povo Romano ou o Reino de França ou a República de Veneza”.



O Concílio Vaticano I (1870) desenrola-se num contexto tenso de violentos ataques à Igreja católica hierárquica com a conseqüente postura defensiva e restauradora. Por razões históricas, o Concílio não conseguiu levar a cabo toda a tarefa que se propusera e termina por tratar unilateralmente do poder papal, separado do conjunto da Igreja. Define o Primado do Romano Pontífice e a sua infalibilidade. Pio XII termina esse ciclo, insistindo no aspecto de que o Corpo Místico de Cristo se identifica com a Igreja Católica Romana.


Tensão entre Igreja universal e particular
      


A tensão entre Igreja universal e particular se vive nesse modelo sob a forma de submissão das igrejas particulares à Igreja de Roma. Gregório VII já se atribuíra o título de "universalis pontifex" e de "universalis ecclesiae episcopus", gerando a impressão de Roma ser realmente a Igreja universal e as igrejas particulares subordinadas a ela.O próprio Paulo VI assina os documentos do Concílio com o título de "episcopus ecclesiae catholicae". Esse título permite um duplo sentido. Num primeiro sentido, vale de todo bispo. Assim um bispo de uma diocese é bispo da igreja católica, situada na cidade ou região de que é bispo. Ou pode significar que o Papa é o único bispo da Igreja católica, isto é universal. Essa concepção de que o Bispo de Roma é na prática o Bispo da Igreja universal teve conseqüências para o ministério episcopal em toda a Igreja católica.


Como a Igreja de Roma, sobretudo a partir de Gregório VII, se atribuiu títulos como "caput, mater, fons, origo, fundamentum. basis et cardo totius ecclesiae" (cabeça, mãe, fonte, origem, fundamento, base e núcleo de toda Igreja"). Ora esses são atributos universais.O primado de jurisdição, definido no Concílio Vaticano I, funcionou na prática como a universalização do modelo da Igreja de Roma de forma positiva, gerando a unidade em torno do pontífice.




Pio X exprimiu de maneira clara essa consciência, ao afirmar que a vida dos fiéis na Igreja dependia e se originava da hierarquia. Esta estabelecia as verdadeiras balizas dentro das quais os leigos se situavam e se entendiam:


“Só na hierarquia reside o direito e a autoridade de orientar e dirigir...O dever da multidão é deixar-se governar e seguir com obediência a direção dos que a regem”.



Foi necessário esperar o Concílio Vaticano II para que esse modelo fosse usurpado no sentido hegeliano de ir para a frente, retendo os elementos válidos e fundamentais e negando outros, para alcançar um modelo estranho e diferente a tradição dos apóstolos: o modelo de Igreja como Povo de Deus
                                                       



A virada copernicana



É sabido que o esquema sobre a Igreja, preparado pela Comissão Teológica pré-conciliar e proposto ao plenário do Concílio, foi acremente criticado pelos Padres Conciliares, terminando por sua rejeição como um todo. E elaborou-se então um novo esquema. E em dado momento houve uma votação decisiva que foi a inversão da ordem de dois capítulos. O capítulo da hierarquia precedia ao dos leigos. Criou-se então um capítulo prévio aos dois dedicado ao Povo de Deus em que hierarquia e leigos foram contemplados na sua unidade anterior. Não se tratava de algo puramente redacional, mas teológico-simbólico. Primeiro o Povo de Deus que se constitui pelo batismo, primeiro o sacerdócio comum dos fiéis, também ele fundado no batismo. A seu serviço está a hierarquia.


Modelo Povo de Deus
       


Ele se caracteriza pela base laical e colegial, como aparece na Lumen gentium. A Igreja é laical no sentido de ser povo de Deus.No centro da vida da Igreja está o batismo que nos faz todos membros iguais de um mesmo Povo de Deus. Sobre tal igualdade fundamental e após ela, virão as diferenças de ministérios e carismas.


Não é a hierarquia que nos constitui cristãos, mas o nascimento pelo batismo. A autonomia do batizado não significa independência nem rebelião. Ninguém é independente de ninguém. Todos temos laços de relação que nos fazem mutuamente dependentes.O caráter de graça sacramental do poder na Igreja não o torna absoluto, antes obriga o ministro à consciência de que o recebeu como graça a serviço de todo o corpo. Ele não é dono da graça que sempre é de Deus.O batismo na Igreja nos confere direitos e deveres seja qual for o ofício ou cargo que exercemos.



O DIÁLOGO É NOVO NOME DA CARIDADE



Onde há tais relações não existem poderes absolutos, já que o poder se defronta com o limite imposto pelos direitos e liberdade dos outros, concedidos por Deus pela graça batismal.A base laical da Igreja abre-nos novos horizontes para pensar a relação entre os fiéis numa igualdade fundamental. E quando emergem as diferenças por causa dos ministérios e carismas, estas são pensadas em função, ao serviço da igualdade fundamental batismal. Destaque-se que a parte canônica e legislativa da Igreja ainda não contempla esse modelo de Povo de Deus aqui retratado.


Relação entre Igreja universal e particular



Para responder a mudança na relação entre Igreja universal e particular, que no modelo hierárquico era de dependência, o Concílio Vaticano II introduz a categoria "colegialidade". É uma conseqüência da base laical da Igreja. Se o ser e agir na Igreja parte da igualdade fundamental do batismo, segue-se que todos são responsáveis por tudo e isso se exprime na colegialidade.O Concílio a tratou no último nível da hierarquia da Igreja: a colegialidade dos bispos com o papa, cabeça do colégio. Nesse nível existem várias instituições que permitem sua concretização prática: as conferências regionais e nacionais anteriormente existentes em muitos lugares e a instituição do Sínodo dos Bispos, criada depois do concílio.


Para que o modelo Povo de Deus se realize, é necessário que tal colegialidade afete os três centros da Igreja – Roma, diocese e paróquia – entre si, encontrando formas de participação. E dentro de cada centro as relações também devem fazer-se em base à igualdade batismal e à colegialidade de responsabilidade. Em vez da cabeça de qualquer menor centro eclesial decidir por ela, sentem-se corresponsáveis por tais decisões os outros membros da comunidade. Todos são Povo de Deus.



A construção desse modelo pede que a participação nasça no interior das comunidades menores para ir subindo aos níveis mais altos de poder. Tal modelo não contradiz o modelo anterior no seu elemento fundamental. Pois os ministérios que se recebem no interior do Povo de Deus não são conferidos pela vontade popular, mas pela graça de Deus, transmitida na ordenação para os ministérios ministeriais.



A Igreja universal é a comunhão de todas as igrejas particulares entre si e com a Igreja particular de Roma. Cada igreja particular realiza a totalidade da Igreja católica. Mas ela não é pensável fora da comunhão com as outras igrejas. A Igreja universal não pode existir em si mesma, mas somente nas igrejas particulares. Ela é o sacramento universal da salvação, continuando na história a presença universal salvífica de Jesus Cristo. E o realiza na mediação das igrejas particulares. A Igreja universal é a expressão da unidade do plano salvador universal de Deus que se concretiza no tempo e espaço das igrejas particulares. A Igreja de Roma é sinal e tem um serviço especial a esta universalidade.



Relações no interior do Povo de Deus



Nesse modelo o leigo assume mais plenamente sua autonomia e cidadania na condição de batizado. Não se contrapõe ao clero, porque todos partem da mesma base comum. Reconhecem-se diferentes serviços no interior da Igreja. O Espírito Santo está tanto presente no leigo com sua graça e despertando carismas quanto no clero no cumprimento de seu ministério. Não pode haver contradição no interior do Espírito Santo. Toda tensão vem da imperfeição de nossa compreensão e do pecado de nossa sede de poder. O caminho será o reconhecimento da liberdade do Espírito, o diálogo entre todos, a responsabilidade pela totalidade da Igreja.



Nosso Senhor Jesus Cristo nos recomendou que tivéssemos linguagem franca, sem fraudes, ao nos dizer:

"Que vosso falar seja sim, sim; não, não. Porque tudo o que passar disso provém do mal" (Mateus 5,  37)



E o Espírito Santo condenou a linguagem dupla, enganadora:



“Todo pecador se dá a conhecer pela duplicidade de sua língua” (Ecle 5, 11).”


Maldito o homem de coração duplo, cujos lábios são criminosos, e cujas mãos fazem o mal, e do pecador que anda sobre a terra por dois caminhos”(Ecle 2, 14).



Ora alguns teólogos(não todos), durante o Concílio Vaticano II adotou uma linguagem ambígua, uma língua dupla e, por vezes, até polissêmica. Daí as várias interpretações e leituras que ele causou, a ponto de Bento XVI garantir que dele ainda não foi dada a interpretação legítima oficial, que continua ainda sendo meditada e aprofundada até os dias de hoje. É conhecida a confissão feita por um perito conciliar de que estes teólogos adotariam uma linguagem "diplomática" da qual, depois, tirariam as conseqüências que lhes conviesse. E foi o que aconteceu. A linguagem dupla, ambígua e capciosa destes Teólogos acabaram se impondo em alguns documentos do Vaticano II, dividindo os católicos em inúmeros grupos, cada um dando uma interpretação diversa da doutrina conciliar. Alguns defendem a letra do concílio, outros, o espírito do Concílio. É o próprio Padre J.B.Libânio que confessa sobre o linguajar do Vaticano II:



"A linguagem é a grande via dos equívocos".



Isso é verdade, quando se usa uma linguagem dupla, condenada por Deus, pela honestidade e pelo bom senso. E Padre Libânio se alegra com essa duplicidade de linguagem que permitiu enganar os Bispos ingênuos. Onde, em que seminário, teria se formado esse herege modernista que se alegra em constatar a língua dupla do Vaticano II?


Razão teve, então, o perito modernista Yves Congar ao dizer que o Vaticano II teve papel idêntico que os Estados Gerais da Revolução Francesa, em 1789, que liquidou o poder do Rei da França, preparando seu futuro guilhotinamento. O Concílio Vaticano II, se deixar levar não pela letra, mas por este tal fantasiosos espírito do concílio, e por uma ambígua doutrina da Colegialidade, prepara o destronamento do Papa.


Os teólogos modernistas infiltrados no Vaticano II lançaram as bases ambíguas e movediças de uma Nova Igreja igualitária e democrática. "Comunitária", como gosta de proclamar desinibidamente o novo clero, ansioso por ter sogra. O Concílio lançou as bases frouxas de uma igreja nova diametralmente oposta ao que é a Igreja católica Apostólica Romana. Daí, Padre JB Libânio falar em eclesiológica“revolução copernicana”realizada pelo Vaticano II. Copernicânica, sim, porque trocou o centro da Igreja. Antes o centro era Cristo e o ensinamento do  Papa. Agora, na Nova Igreja Soviética, o centro é os líderes modernistas e o Povo manipulado por eles.Padre Libânio repele a Igreja de sempre, a Igreja hierárquica, e propõe uma Nova Igreja igualitária, soviética, inspirada na ambigüidade do Vaticano II. Escreveu ele:




"Pio X exprimiu de maneira clara essa consciência, ao afirmar que a vida dos fiéis na Igreja dependia e se originava da hierarquia. Esta estabelecia as verdadeiras balizas dentro das quais os leigos se situavam e se entendiam. “Só na hierarquia reside o direito e a autoridade de orientar e dirigir [...]. O dever da multidão é deixar-se governar e seguir com obediência a direção dos que a regem” [2- Pio X, Encíclica Vehementer, 11 de fevereiro de 1906].



CONCLUI LIBÂNIO:


"Foi necessário esperar o Concílio Vaticano II para que esse modelo fosse superado no sentido hegeliano de ir para a frente, retendo os elementos válidos e fundamentais e negando sua negatividade para alcançar um modelo mais rico e integrado: o modelo Povo de Deus".
  


Habemus confitentem reum! Temos a confissão do próprio réu! Padre Libânio confessa que o Vaticano II permitiu criar hegelianamente, dialeticamente, um novo modelo de Igreja. Os teólogos do Vaticano II criaram uma Nova Igreja: a Igreja do POVO DE DEUS, que é hegelianamente oposta à Igreja Católica Apostólica Romana, fundada por Cristo, sobre Pedro.Duas Igrejas metafísica e teologicamente opostas como tese e antítese.Quem é católico não pode aceitar essa Nova Igreja igualitária, comunitária, soviética,anti-Papal, anti-Romana proposta por Padre J.B. Libânio.Se no protestantismo, conforme seus reformadores, foi preciso nascer Lutero e somente a partir de 1545 para o Espírito Santo que estava dormindo, começasse a atuar.Na Igreja católica, foi mais longe ainda, ou seja, tivemos que esperar o nascimento do padre Libânio e o fim do Concílio Vaticano II em 1965, para que o Espírito Santo visse tão somente a partir dai, atuar na Igreja.A Igreja dai para trás, conforme o entendimento infalível deste padre, não teve o auxílio do Espírito santo.



Como nasceu a nova noção soviética de igreja, no Vaticano II?



Libânio explica o seu nascimento no seguinte parágrafo:


"É sabido que o esquema sobre a Igreja, preparado pela Comissão Teológica pré-conciliar e proposto ao plenário do Concílio, foi acremente criticado pelos Padres Conciliares, terminando por sua rejeição como um todo. E elaborou-se então um novo esquema. E em dado momento houve uma votação decisiva que foi a inversão da ordem de dois capítulos. O capítulo da hierarquia precedia ao dos leigos. Criou-se então um capítulo prévio aos dois dedicado ao Povo de Deus em que hierarquia e leigos foram contemplados na sua unidade anterior. Não se tratava de algo puramente redacional, mas teológico-simbólico. Primeiro o Povo de Deus que se constitui pelo batismo, primeiro o sacerdócio comum dos fiéis, também ele fundado no batismo. A seu serviço está a hierarquia. Está jogada a grande cartada eclesiológica. Estabelece-se a base laical da Igreja".
    



A nova terminologia teológica de "Igreja, Povo de Deus" foi lançada, foi "jogada" como isca venenosa para introduzir sub-repticiamente a falsa noção de que, sendo todos batizados fundamentalmente, são completamente iguais na Igreja. O que passa por cima cinicamente da desigualdade estabelecida por Cristo, pelo Sacramento da Ordem, entre Apóstolos, Sacerdotes e simples batizados, leigos.O Bispo é batizado. Mas é também sagrado Bispo. O Papa é também batizado. Mas é o sucessor de Pedro, Sumo Pontífice, soberano da Igreja, mestre infalível de todos os católicos Cardeais, Patriarcas, Bispos, Sacerdotes, Religiosos, e leigos.Essa acentuação deformante da igualdade fundamental de todos os batizados, omite fraudulentamente a verdade que há outras diferenças sacramentais que diferenciam os batizados.



Essa noção de igreja como Povo de Deus é popularesca, democratizante, igualitária e sovietizante (comunitária). Os modernistas falam em Igreja comunitária, mas ensinam, na verdade, uma igreja soviética e sovietizante, onde todos seriam completamente iguais, e na qual a autoridade fosse apenas serviço ao POVO, ditado calro pelos seus infalíveis e poderosos dirigentes.


Para padre Libânio a Igreja nascida do Concílio é antes de tudo colegial. Nem o Papa manda na Igreja sem os bispos, nem o Bispo na diocese sem os padres, nem o pároco na paróquia sem os leigos, ou seja, é casa da mãe Joana, onde todo mundo entra e todo mundo manda, e ninguém sabe mais a quem obedecer.A Nova Igreja é participativa, devendo ser em tudo colegiada, tomando-se as decisões igualitariamente, subindo o poder da base para ao alto.



Eis o que diz o próprio infalível modernista Padre Libânio:



“O Concílio a tratou no último nível da hierarquia da Igreja: a colegialidade dos bispos com o papa, cabeça do colégio. Nesse nível existem várias instituições que permitem sua concretização prática: as conferências regionais e nacionais anteriormente existentes em muitos lugares e a instituição do Sínodo dos Bispos, criada depois do concílio. Para que o modelo Povo de Deus se realize, é necessário que tal colegialidade afete os três centros da Igreja – Roma, diocese e paróquia – entre si, encontrando formas de participação. E dentro de cada centro as relações também devem fazer-se em base à igualdade batismal e à colegialidade de responsabilidade. Em vez da cabeça de qualquer menor centro eclesial decidir por ela, sentem-se corresponsáveis por tais decisões os outros membros da comunidade. Todos são Povo de Deus”.



O infalível Padre Libânio demonstra que enquanto a Igreja Católica, a Igreja de sempre, era Papal, monárquica, a Nova Igreja conciliar é Colegial. Enquanto a Igreja Católica Apostólica Romana é hierárquica, a Nova Igreja Conciliar é democrática, niveladora e igualitária. É laical. Enquanto a Igreja Católica Apostólica Romana veio do alto, dos Céus, fundada por Cristo, a Nova Igreja Conciliar vem das bases, do Povo, e por isso ela foi chamada de Igreja Povo de Deus. Dessa forma vejamos as diferenças:


1)- A Igreja Católica Apostólica Romana é divina.


A Nova Igreja do Padre Líbânio e CIA LTDA é humana. É popular.


2)- A Igreja Católica Apostólica Romana é fundamentada na autoridade Petrina


A Nova Igreja do Padre Líbânio e CIA LTDA é fundamentada no serviço, pouco se importando se este serviço fere o magistério da Igreja.

3)- A Igreja Católica Apostólica Romana é teocêntrica.


A Nova Igreja do Padre Líbânio e CIA LTDA é antropocêntrica.

4)- A Igreja Católica Apostólica Romana busca a glória de Deus, a santificação e a salvação das almas.


A Nova Igreja do Padre Líbânio e CIA LTDA , busca servir o Homem, servir a Humanidade. Trata de comida, reforma agrária, de favela, metrô, de eleições, de carnaval, Cristoteca e de rede de esgoto, ecologia, menos em dar o verdadeiro alimento, e preocupar-se com a salvação das almas.

5)- A Igreja Católica Apostólica Romana é imutável, dogmática e pregadora da Verdade imutável, por isso, ela é missionária.


A Nova Igreja do Padre Líbânio e CIA LTDA, é ecumênica e anti-dogmática, amoral e relativista.
           
6)- A Igreja Católica Apostólica Romana excomunga as heresias e os hereges.


A Nova Igreja do Padre Líbânio e CIA LTDA , aplaude toda heresia e dialoga com todos os hereges, perseguindo e excluindo os que são fiéis à doutrina de sempre.

7)- A Igreja Católica Apostólica Romana é imutável em sua doutrina e em sua lei moral.


A Nova Igreja do Padre Líbânio e CIA LTDA é evolucionista na doutrina e relativista na moral.

8)- A Igreja Católica Apostólica Romana exige que se pratiquem os mandamentos e que se viva na virtude e na caridade.


A Nova Igreja do Padre Líbânio e CIA LTDA,  é laxista na moral, tudo permitindo, e quer ser apenas uma ONG filantrópica, proclamando-se a Igreja do Amor incestuoso, pedófilo,entre homens e animais, pessoas do mesmo sexo,adultério duplamente consentido, etc... entendido como bem supremo fazer apenas o bem material.

9)- A Igreja Católica Apostólica Romana tem uma liturgia divina imutável em sua essência, que renova o Sacrifício do Calvário.


A Nova Igreja do Padre Líbânio e CIA LTDA, fabricou uma liturgia sacrílega que se tornou um show , onde se esquece do sacrifício e só lembra a ressurreição.

10)- A Igreja Católica Apostólica Romana tem seu coração no Santíssimo Sacramento, onde Jesus Cristo, Deus e Homem, está realmente presente com seu Corpo, Sangue, Alma e Divindade.


A Nova Igreja do Padre Líbânio e CIA LTDA, declara pela boca de certos teólogos que “é preciso tirar o Faraó que está no sacrário” (Padre Maurice Zundel), ou “esquecer o Deus de Belém” (Padre José Bedin), ou se declara “atéia daquele Velho barbudo que mora lá em cima” (Ex Frei Boff).



Em sua herética conclusão, Padre J.B. Libânio repele a Igreja Católica Apostólica Romana, aquela que como Cristo é sempre a mesma, ontem, hoje e sempre, para pedir que se instale a Nova Igreja Conciliar:


“Depois do Concílio Vaticano II já não tem sentido manter o modelo hierárquico, mas sim construir o modelo Povo de Deus” e que se deveria “construir o modelo Povo de Deus, cuja base última é laical-batismal e colegial-ministerial”.



É entre essas duas Igrejas que os católicos, hoje, devem fazer a sua escolha: ou continuar fiéis à Igreja Católica Apostólica Romana fundada por Cristo sobre Pedro, aceitando o Papa, os dogmas e a lei imutável de Deus, ou a Nova Igreja do Padre Líbânio e CIA LTDA, aquela que tem língua dupla.


Modelos da Igreja


A história da eclesiologia, como diria Congar, ou a história teológica da Igreja Católica, como gosta de dizer o contemporâneo Ghislain Lafont, enumera de forma sistemática cinco modelos:

1)- O modelo institucional.

2)- O modelo da comunhão.

3)- O modelo sacramental.

4)- O modelo profético.

5)- E o modelo diaconal.
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Com efeito, desde o fim da Idade Média até meados do nosso século, a Igreja católica deu indiscutível prioridade ao modelo institucional. Dizemos prioridade porque, na realidade, nunca, num dado momento da história, a Igreja se esgota numa única forma de se compreender. Contudo, é fácil determinar, sobretudo em certas épocas, o modelo dominante ou pelo menos aquele que as autoridades da Igreja impõem a todo o povo fiel.



O modelo aqui estudado caracteriza-se pela preocupação excessiva, e por vezes distorcida, que se deu à visibilidade da Igreja. Se o importante na Igreja são as suas instituições, tudo deve ser feito para aumentar, engrandecer e prestigiar essas instituições. Rapidamente se cai nos vícios das grandezas, dos triunfalismos, das honrarias.É evidente que este modelo também trouxe vantagens consideráveis à expansão do Corpo de Cristo. De outro modo, não se explica a sua permanência e domínio durante mais de 400 anos.Antes de interrogarmos a história com o fim de conhe­cermos a origem deste modelo, avancemos, desde já, uma definição do modelo proposto, ou seja, como é que a Igreja se define a ela mesma segundo o modelo institucional. A Igreja define-se como uma «sociedade perfeita».A partir desta definição, a Igreja foi descrita com ana­logias tomadas das sociedades civis e não a partir do Novo Testamento. Ao considerar-se como sociedade, a Igreja vai pôr em destaque a estrutura de governo, como elemento formal dessa sociedade. Daí a predominância da noção de hierarquia neste modelo institucional.



Por outro lado, ao dizer-se «sociedade perfeita» a Igreja queria dizer que não tinha nada a aprender da história, pois evidentemente é ela A PORTADORA DA BOA NOTÍCIA, e Cristo não disse IDE E SEDE EVANGELIZADOS, mas o contrário. E sob nenhum título, estava subordinada a alguma sociedade, qualquer que ela fosse. Em resumo, a Igreja dizia possuir a verdade sobre tudo o que toca a vida do homem. Este modelo eclesial atingiu o seu apogeu doutrinal no Concílio Vaticano I (1869). Eis o que foi possível escrever há cerca de um século:



“A Igreja de Cristo não é uma comunidade de iguais na qual todos os crentes tivessem os mesmos direitos. Mas é uma sociedade de desiguais, não só porque entre os crentes uns são clérigos e outros leigos, mas também porque de maneira especial na Igreja reside o poder que vem de Deus pelo qual a uns é dado santificar, ensinar, governar e a outros não”» .



Se o institucionalismo se acentua na Igreja, a partir do fim da Idade Média, a origem histórica do modelo institucional pode talvez datar-se da famosa bula Unam Sanctam, imposta por Bonifácio VIII à cristandade. do séc. XIV (18 de Novembro de 1302). O modelo institucional foi codificado por Torquemada (1468) e pelo cardeal Caietano (1534), que defendiam a monarquia papal contra as posições democráticas e conciliares de João de Paris. Os Papas do Renascimento e a criação da cúria romana em 1542 (Paulo IIl), acentuam a centralização e a imposição de um único modelo. E, tudo isto, contra o pluralismo ainda vigente, em parte, ao longo do séc. XVI.



O Concílio de Trento faz obra de legislação que irá modelar, até aos mais pequenos detalhes, a vida da Igreja universal durante quatro longos séculos. Inácio de Loiola, que difunde a imagem da igreja ordenada como um exército, transporta para a prática militante esse modelo institucional. Deste modo, o projecto da “Cidade de Deus” que agia sobretudo ao nível da utopia é socializado e historicizado pelos “comandos” da Com­panhia de Jesus. Até ao fim do séc. XVI ainda há quem disputa e conteste a imposição dum único modelo para a Igreja. Estamos na época das grandes controvérsias. Mas, em 1572 Sta­pleton, já pode afirmar: em matéria de fé, não é o que se diz que importa, mas quem o diz.


Na Espanha, com Francisco de Vitória e depois com Francisco Suarez que afirmava que a igreja visível é o corpo político ou moral daqueles que professam a fé em Cristo. João de S. Tomás (1644) estabelece um primeiro tratado sobre a Igreja que passa a funcionar como apologética.Na Itália, este modelo receberá grandes apoios em S. Roberto Belarmino e em S. Carlos Borromeu. Inicia-se a expansão da Igreja católica, apostólica, romana, que havia de conhecer o seu apogeu no fim do século passado.



A Igreja é uma sociedade ou organização, em tudo seme­lhante às outras sociedades. Mas Cristo interveio no princípio como fundador, o que dá superioridade a esta sociedade sobre todas as outras. O Espírito intervém como garantia da autoridade exercida no interior deste sistema. A instituição tem qualidade supra-terrestre.A Igreja, na sua acepção mais geral, é uma sociedade estabelecida por Jesus Cristo, a qual, governada por certas autoridades, e especialmente pela do Sumo Pontífice, sucessor de S. Pedro, tem por objeto dar ao verdadeiro Deus o verdadeiro serviço em vista da salvação eterna das almas lhes confiadas.



Se a obra de extrema sacralização dum Mário Cappelari (1799), futuro Gregório XVI, não é seguida por todos, mesmo em Roma, não há dúvida que todo o século XIX prepara o apogeu doutrinal que convergiu para a definição de infalibilidade em 1869. É a afirmação máxima do modelo institucional.Se tantas forças, no interior da Igreja, se reuniram e se puseram ao serviço deste modelo institucional, é porque ele deu boas provas na evangelização que a Igreja se propunha. Convém, então, salientar alguns dos aspectos positivos deste modelo eclesiológico. A doutrina codificada, com muita cla­reza, pelo Concílio de Trento, vai ser o instrumento principal de difusão duma Igreja institucional, que, assim, diz a cada fiel o que deve crer, o que deve fazer, e até o que deve pensar. Isto trará uma grande coesão à vida da Igreja, a ponto de a sua disciplina interna, o seu espírito de corpo serem invejados por vários estadistas e pensadores ao longo dos tempos.Um alto grau de fidelidade à instituição permitirá a expansão mundial do cristianismo, como aconteceu desde a Reforma até ao fim da segunda guerra mundial. Por outro lado, a centralização hierárquica permitiu que as igrejas locais resistissem à corrente absolutista dos Estados modernos.

Doutrina bem definida, zelo e disciplina, santidade e heroísmo, concorreram para que o modelo institucional domi­nasse a vida da Igreja nos últimos quatro séculos. Este glo­rioso passado continua a atrair alguns cristãos de hoje, como se constata hoje nos movimentos Conservadores e tradicionalistas. Este modelo impôs-se tão fortemente na catequese, na pregação e nos documentos oficiais da Igreja, que muitos cristãos pensam que a Igreja foi sempre assim. Muitos dos que pertencem a grupos carismáticos mal sabem que, há 100, ou mesmo 50 anos, esses grupos não poderiam existir no seio da Igreja.


Com efeito, os aspectos negativos deste modelo são muitos:


As bases deste modelo na Escritura e na Tradição primitiva da Igreja são poucas. Aí, a Igreja nunca é apresentada como sociedade única fortemente estruturada. O espírito profético é recusado, acentuando-se o juridismo que exagera o lugar da lei e da autoridade na vida da comunidade. O clericalismo, isto é, a predominância dos clérigos sobre o povo de Deus desenvolve-se a ponto de asfixiar as liberdades mínimas de convivência eclesial. A teologia é reduzida ao silêncio, uma vez que a doutrina se basta a si mesma. Como a experiência histórica o mostrou, este modelo tornou impraticável qualquer diálogo ecuménico, ou relações dos cristãos com outras religiões. Enfim, o modo como neste modelo se identificava o saber e o poder, tornaram-no inaceitável para a mentalidade moderna. Segundo o modelo clássico, a Igreja ensina, santifica e governa.
Em cada tempo por inspiração do Espírito Santos o motor da Igreja, ela tem de procurar formas de organização que não sejam obstáculo ao desenvolvimento de sua missão: Evangelizar e ser luz para os povos, apontando Cristo como Caminho de vida e Slavação.



REFERÊNCIAS BIBLIOGRAFICAS


CONGAR, Yves. L´Église de St. Augustin à l´époque moderne. Paris: Cerf, 1970.

RIGAL, J. Découvrir l´Église: initiation à l´ecclésiologie. Paris: DDB, 2000.

LIBANIO, João Batista. Elaboração do conceito Igreja particular. In: LIBANIO, J. B.; GOETH, V. et alii, Igreja Particular. VI Semana de Reflexão Teológica. São Paulo: Loyola, 1974, p. 17-59.


Pio X, Encíclica Vehementer, 11 de fevereiro de 1906.



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Neste Apostolado promovemos a “EVANGELIZAÇÃO ANÔNIMA", pois neste serviço somos apenas o Jumentinho que leva Jesus e sua verdade aos Povos. Portanto toda honra e Glória é para Ele.Cristo disse-nos:Eu sou o caminho, a verdade e a vida e “ NINGUEM” vem ao Pai senão por mim." ( João, 14, 6).Como Católicos,defendemos a verdade, contra os erros que, de fato, são sempre contra Deus.Cristo não tinha opiniões, tinha verdades, a qual confiou a sua Igreja, ( Coluna e sustentáculo da verdade – Conf. I Tim 3,15) que deve zelar por elas até que Cristo volte.Quem nos acusa de falta de caridade mostra sua total ignorância na Bíblia,e de Deus, pois é amor, e quem ama corrige, e a verdade é um exercício da caridade.Este Deus adocicado,meloso,ingênuo, e sentimentalóide,é invenção dos homens tementes da verdade, não é o Deus revelado por seu filho: Jesus Cristo.Por fim: “Não se opor ao erro é aprová-lo, não defender a verdade é nega-la” - ( Sto. Tomáz de Aquino)

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