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Só Igreja Católica tem DOGMAS? Ou toda Igreja, seita, religião e filosofias, também tem os seus dogmas?

Written By Beraká - o blog da família on sexta-feira, 26 de agosto de 2016 | 09:59







Vária religiões, seitas e filosofias criticam a Igreja por ser dogmática  (como se estas mesmas também, não tivessem seus próprios dogmas, pois basta uma simples análise de suas crenças e práticas para constatar). Ora, o dogma não é católico, sua metodologia  é tomada  de empréstimo da razão filosófica. Porém, na religião o dogma se torna uma verdade de fé, de caráter definitivo e irrevogável, por isto mesmo a prudência da Igreja decretou solenemente pouquíssimos dogmas, em um total atual desde o primeiro concílio universal da Igreja, de apenas 44 dogmas (Você os conhece ?).






Indiscutivelmente, existe uma resistência quase que insana ao dogma, devido tanto à reação ao dogmatismo, quanto à postura do espírito moderno e pós-moderno da autonomia do sujeito. Importa superar o conceito de dogma que o associa a algo irracional, heterônimo e inflexível. O dogma serviu e serve para delimitar o campo de sentido duvidoso porém essencial e estabelecer marcos consensuais e avançar na compreensão dos dados da fé. Ex.: O inferno, Céu e Purgatório são realidades comprovadas pela revelação nas escrituras, e são questões dogmáticas, mas se perguntarmos como são intrinsecamente estas realidades? esta temática de “como o são”, é considerada pela teologia e magistério da Igreja como “questões em aberto”, ou seja, não são dogmáticas.”




O dogma contribui assim para a atualização da palavra de Deus e da formulação da experiência cristã. No dogma aparentemente predomina a falsa aparência, por não entender sua abrangência, a tendência de clausura de sentido. Mas, ao mudar o horizonte de compreensão e se apresentarem problemas novos à vida cristã, ele recobra toda sua força polissêmica e necessária.



O dogma surge sempre na base, nunca da cúpula da Cristandade, pois a Igreja não cria dogmas, mas os confirma, ou nega heresias contrárias em definitivo, de afirmações surgidas geralmente na base. E como elemento que provém da Tradição e faz Tradição, é fruto da tarefa interpretativa realizada por vários grupos na comunidade eclesial. O senso comum dos fiéis aponta e prepara a base consensual imprescindível para o dogma. Grupos minoritários de leigos, religiosos, sacerdotes e bispos ensaiam a tematização, auxiliando ainda na sua divulgação e aceitação. Por fim, o magistério, através do conjunto dos bispos unidos ao Papa, realiza o discernimento final e o define solenemente, como sempre foi assim praticado pela Igreja, conforme nos revela as escrituras:


“Não trateis com desdém as profecias, mas, examinai todas as evidências e retende apenas o que for bom.” ( I Tessa 5,20-21).




“Congregaram-se, pois, os apóstolos e os presbíteros  para considerar este assunto. E, havendo grande contenda, levantou-se Pedro e disse-lhes: Homens irmãos, bem sabeis que já há muito tempo Deus me elegeu dentre nós, para que os gentios ouvissem da minha boca a palavra do evangelho, e cressem...”  (Atos 15,6-7).





A infalibilidade reside no fato que o dogma significa uma conquista irrevogável, trazendo elementos vinculantes para expressão da fé. A "reformabilidade" advém de sua formulação humana, simultaneamente caducável e passível de maior exploração de sentido.


A reforma, ou atualização do dogma visa "suprir o descompasso da língua, aperfeiçoar as fórmulas usadas, purificar o esquema de pensamento, manter viva a verdade da revelação em sua relação com a existência humana e dar mais clareza e plenitude a esta verdade". Pode-se falar, com propriedade, de uma "evolução do dogma"(Não confundir evolução com negação do dógma, é uma evolução sempre para melhor entendimento da formulação.Tudo sobre formulação dogmática é avanço, jamais é retrocesso, pois nenhum dógma proclamado ex-cátedra, jamais foi e jamais será negado, ou anulado).



Embora se servindo da razão, o dogma não se reduz a um conjunto de fórmulas frias e exatas, como uma equação matemática Cartesiana. O dogma na realidade manifesta ao contrário, um sentimento doxológico, isto é, de louvor. Só se compreende Deus deixando-se fascinar por Ele, abrindo o coração, a mente e o entendimento para a luz e o calor de sua presença transformante.


Por fim, o dogma evita discussões vãs e vazias e propõem esclarecimentos sujeitos a evolução dentro de uma tradição revelada, porém, não totalmente e devidamente interpretada, de temas cruciais sem retrocesso a problemáticas  já superadas e respondidas pela teologia, sempre em vista do bem comunitário e pessoal em relação a nossa salvação.


O último Concílio da Igreja (Vaticano II), deixou claro que: ´A infalibilidade da qual quis o Divino Redentor estivesse sua Igreja dotada ao definir doutrina de Fé e de Moral, tem a mesma extensão do depósito da Revelação Divina, que deve ser santamente guardado e fielmente exposto´(LG,25).


Essas palavras da ´Lumen Gentium´ ensinam´nos que a validade dos ensinamentos do Magistério da Igreja tem o mesmo peso que o da Tradição Apostólica e da Bíblia, devidamente interpretada pelo Magistério. Enfim, a Igreja sabe que a sua missão é continuar a obra de Cristo e ensinar a sua Verdade. É o que disse o Concílio último:



´Nenhuma ambição terrestre move a Igreja. Com efeito, guiada pelo Espírito Santo ela pretende somente uma coisa: continuar a obra do próprio Cristo que veio ao mundo para dar testemunho da verdade (Jo 18,37), para salvar e não para condenar, para servir e não para ser servido ´ (Mt 20,28), (GS,3).



Santo Ambrósio (†397) , o grande bispo que batizou Santo Agostinho, expressou muito bem toda a importância da verdade de fé ensinada pela Igreja:


´No início se davam sinais aos não crentes. A nós, porém, na plenitude da Igreja, importa compreender a verdade. Já não por sinais, mas pela fé´.



Mais do que nunca hoje a Igreja precisa dar este testemunho da verdade, pois parece que chegaram aqueles tempos que São Paulo anunciou: ´Porque virá tempo em que os homens já não suportarão a sã doutrina da salvação. Levados pelas próprias paixões, ajuntarão para si mestres. Apartarão os ouvidos da verdade e se atirarão às fábulas´ (2Tm 4,1´4). São Paulo chama esses falsos ensinamentos de ´doutrinas estranhas´ (1Tm 1,3), ´diabólicas´ (1Tm 4,1). São Pedro, já no seu tempo alertava as comunidades primitivas da Igreja para o perigo das ´seitas´ e falsos doutores, e que novamente hoje se multiplicam. ´Assim como houve entre o povo falsos profetas, assim também haverá entre vós falsos doutores, que introduzirão disfarçadamente seitas perniciosas´ (1Pe 2,1).



Para enfrentar o perigo das seitas, que segundo o nosso Papa, se ´espalham como uma mancha de óleo pela América Latina´, só mesmo levando o povo católico a conhecer a verdade de Cristo confiada à Igreja. É urgente levar o povo ao ´conhecimento da verdade´ (1Tm 2,4), para que seja protegido dos ´falsos profetas´ (Mt 7,15) e dos ´lobos cruéis´ (At 20,28). Somente ´apegados à doutrina da fé´ (Tt1,9), ´na integridade dessa doutrina´ (Tt 2,7), e ´perseverando no ensinamento dos Apóstolos´ ( At 2,4), o nosso bom povo católico, muitas vezes ignorante dos fundamentos da fé que professa, poderá deixar de ser ´como crianças ao sabor das ondas, agitadas por qualquer sopro de doutrina, ao capricho da malignidade dos homens e de seus artífices enganadores´ (Ef 4,14).



Urge levar a este povo ´alimento sólido´ (Hb 5,11s) que sutenta a fé adulta preparada para o ´bom combate´ (2Tm4,7). O grande místico São João da Cruz (1542´1591), companheiro de lutas de Santa Teresa, nos tempos da Reforma protestante, nos deixou uma palavra muito forte sobre a importância de se ter a Igreja como norma da verdade revelada por Deus:


´Além das verdades reveladas pela Igreja quanto `a substância de nossa fé, não há mais o que revelar. Por isso é necessário não só rejeitar qualquer novidade, mas também acautelar´se para não admitir as que aparecem sutilmente misturadas às substâncias dos dogmas.´


Por fim vale aqui o que Cristo disse a Pedro nosso primeiro papa: sobre as definições dogmáticas, dando-lhe a ele e tão somente a ele e seus legítimos sucessores esta autoridade infalível:

Mateus 16,18: “Eu vos asseguro: O que ligares na terra será ligado nos céus..."
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Neste Apostolado promovemos a “EVANGELIZAÇÃO ANÔNIMA", pois neste serviço somos apenas o Jumentinho que leva Jesus e sua verdade aos Povos. Portanto toda honra e Glória é para Ele.Cristo disse-nos:Eu sou o caminho, a verdade e a vida e “ NINGUEM” vem ao Pai senão por mim." ( João, 14, 6).Como Católicos,defendemos a verdade, contra os erros que, de fato, são sempre contra Deus.Cristo não tinha opiniões, tinha verdades, a qual confiou a sua Igreja, ( Coluna e sustentáculo da verdade – Conf. I Tim 3,15) que deve zelar por elas até que Cristo volte.Quem nos acusa de falta de caridade mostra sua total ignorância na Bíblia,e de Deus, pois é amor, e quem ama corrige, e a verdade é um exercício da caridade.Este Deus adocicado,meloso,ingênuo, e sentimentalóide,é invenção dos homens tementes da verdade, não é o Deus revelado por seu filho: Jesus Cristo.Por fim: “Não se opor ao erro é aprová-lo, não defender a verdade é nega-la” - ( Sto. Tomáz de Aquino)

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