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A “DEMOCRACIA” SEGUNDO OS ESQUERDISTAS

Written By Beraká - o blog da família on domingo, 15 de maio de 2016 | 13:48



Entendam: quando a esquerda utiliza a palavra “democracia”, quer dizer “socialismo”. Por exemplo, a Alemanha sob o controle da União Soviética tinha o nome de “República Democrática Alemã”; a Coréia do Norte, “República Democrática Popular da Coreia”. Meus senhores, vejam se percebem que em nome da democracia a direita é para ser um partido minoritário patusco em que os seus adeptos se vestem de verde seco e veludo cotelê e tratam-se por você (ao invés de cumpanheiro). E nem ousem pensar em governar, ou sequer em ter voz mediática credível, isso não. Vocês existem apenas  para serem caricaturados. São os resquícios do Estado Novo, e de todas as ditaduras, portanto, jamais podem ser levados a sério. E se tiverem o azar de haver pessoas inteligentes entre vocês, a esquerda arranja logo uma maneira de  os  ridicularizar e conta para isso com o apoio cúmplice da imprensa e dos fazedores dos artigos de opinião, por sua vez escolhidos dentro do mainstream do pensamento dominante. Percebem? Portanto, quando os esquerdistas  falam em defender a democracia, ampliar a democracia, aperfeiçoar a democracia, e coisas do gênero, não se enganem, eles querem apenas aumentar e manter o seu domínio ideológico hegemônico, e sem o menor escrúpulo de usar táticas literalmente Maquiavélicas, com o apoio de seus idiotas úteis, nada mais além disso.




Os filósofos gregos e a noção de democracia – (Entendendo o conjunto da obra):


É na Grécia Antiga que vamos encontrar aqueles que são considerados como os dois primeiros grandes mestres do pensamento político e social: Platão e seu discípulo, Aristóteles.


Platão e Aristóteles refletiram sobre as principais questões políticas de sua época e redigiram algumas obras onde aparece de forma clara suas ideias em torno da política grega e ateninense e, com base na análise das sociedades e suas respectivas relações sócio-políticas, procuraram dividi-las naquilo que eles próprios denominaram de as formas justas e degeneradas do Estado.



Partindo do princípio de que o fim do Estado é facilitar o alcance do bem comum, tanto Platão quanto Aristóteles dividem as constituições possíveis (ou seja, as possíveis formas de governo) em duas categorias: justas e injustas. Afirmam que ocorrem três formas de constituições justas e outras tantas injustas. Constituições justas são aquelas que servem ao bem comum e não só aos interesses dos governantes. Estas são:

1)- A monarquia, isto é, o comando de um só que cuida do bem de todos;

2)- A aristocracia, isto é, o comando dos virtuosos, dos melhores, que cuidam do bem de todos sem se atribuir nenhum privilégio;

3)- A república ou politia, isto é, o governo popular que cuida do bem de toda a cidade.


Ao contrário, constituições injustas são aquelas que servem aos interesses dos governantes e não ao bem comum. São estas as principais:

1)- A Tirania, ou seja, o comando de um só chefe que persegue o próprio interesse.

2)- A Oligarquia, ou seja, o comando dos ricos que procuram o bem econômico pessoal; a toda a diferença social em nome da igualdade (MONDIN, 1980, p. 121)

3)- A Demagogia, ou seja, a verdadeira forma corrupta de Governo de caráter Populista (BOBBIO, MATTEUCCI, PASQUINI, 1998, p. 330).




Em suas obras, tal como A república, Platão define a democracia como o estado no qual reina a liberdade e descreve uma sociedade utópica dirigida pelos filósofos, únicos conhecedores da autêntica realidade, que ocupariam o lugar dos reis, tiranos e oligarcas.



Mas o filósofo ficou desiludido com a forma como a política era direcionada naquela época, sobretudo depois de algumas experiências frustradas no campo da política.


“Outrora na minha juventude – escreve Platão quando tinha então 70 anos – experimentei o que tantos jovens experimentam. Tinha o projeto de, no dia em que pudesse dispor de mim próprio, imediatamente intervir na política”. Platão expressou este sentimento em uma de suas cartas endereçadas aos parentes e amigos de Dion de Siracusa, a Carta VII.



Através da Carta VII sabe-se que Platão foi por três vezes a Siracusa, numa tentativa, todas malogradas, de implantar seu ideário filosófico-político. Desta forma, dentre as diversas contribuições que poderíamos extrair do conjunto da obra de Platão podemos destacar a idéia de que todo filósofo deve ter um papel ativo – prático – dentro da sociedade. E foi por isso que Platão tentou repetidas vezes implantar suas idéias em Siracusa até se desiludir completamente e se voltar quase que exclusivamente para a reflexão filosófica.



Aristóteles, discípulo de Platão e mestre de Alexandre o Grande, deixou a obra política mais influente na antiguidade clássica e na Idade Média. Em A Política, o primeiro tratado conhecido sobre a natureza, funções e divisão do estado e as várias formas de governo defendeu, como Platão, equilíbrio e moderação na prática do poder, apesar de considerar impraticáveis muitos dos conceitos de seu mestre. Para Aristóteles, a pólis é o ambiente adequado ao desenvolvimento das aptidões humanas e, como o homem é, por natureza, um animal político, a associação é natural e não convencional. Na busca do bem, o homem forma a comunidade, que se organiza pela distribuição das tarefas especializadas. Aristóteles entendia que o homem nascia para viver em sociedade e por isso não poderia dela se isentar. Aristóteles procurou demonstrar que somente na cidade-estado o homem seria capaz de desenvolver todas as suas capacidades. A pólis seria aquela cidade que torna possível a felicidade obtida pela vida criativa da razão (bios theoretikos). À felicidade individual deve corresponder o bem comum e, portanto, uma cidade feliz (polis eudaimon).





Da Democracia entendida em sentido mais amplo, Aristóteles subdistingue cinco formas:


1) ricos e pobres participam do Governo em condições paritárias. A maioria é popular unicamente porque a classe popular é mais numerosa.


2) Os cargos públicos são distribuídos com base num censo muito baixo.


3) São admitidos aos cargos públicos todos os cidadãos entre os quais os que foram privados de direitos civis após processo judicial.


4) São admitidos aos cargos públicos todos os cidadãos sem exceção.


5) Quaisquer que sejam os direitos políticos, soberana é a massa e não a lei. Este último caso é o da dominação dos demagogos ou seja, a verdadeira forma corrupta do Governo popular (BOBBIO, MATTEUCCI, PASQUINI, 1998, p. 330).



De modo geral, Platão e Aristóteles acreditam que o Estado, para que ele possa cumprir sua função essencial de garantir a paz, a justiça e o bem-estar para todos, é necessário dispor de um governo sábio e justo. O bom governo depende da virtude de bons governantes e as massas devem ser dirigidas por homens que se distinguem pelo saber, sendo levados assim a conceber uma espécie de sofocracia, um governo dos sábios. A proposta de Platão leva a um modelo aristocrático de poder, mas não a uma aristocracia da riqueza e sim, da inteligência, em que o poder é confiado aos melhores. Para Platão, a política é a arte de governar os homens,  e o político é precisamente aquele que conhece a arte da política. Para governar uma cidade é preciso conhecer esta arte. (Análises sobre a democracia antiga podem ser encontradas em: ARBLASTER, 1988; DAVIES, 1978; FINLEY, 1988; FORREST, 1966; JONES, 1957).




A noção de Democracia na Filosofia moderna


Na modernidade é sobretudo em Rousseau, pensador francês do séc. XVII e autêntico teórico revolucionário do iluminismo, que a Democracia vai aparecer como a forma mais legítima de Governo. Na sua obra Contrato social confluem, até se fundirem, a doutrina clássica da soberania popular, a quem compete, através da formação de uma vontade geral inalienável, indivisível e infalível, o poder de fazer as leis, o ideal da doutrina contratualista do Estado fundado sobre o consenso e sobre a participação de todos na produção das leis e o ideal igualitário que acompanhou na história, a ideia republicana, levantando-se contra a desigualdade dos regimes monárquicos e despóticos.



O Contrato Social é um clássico de filosofia e sociologia, um estudo minucioso, profundo e sistemático das teorias políticas em meados do século XVIII. Nele, são discutidas as questões da origem, formação e manutenção das sociedades humanas entendidas sobre a base da celebração de um acordo ou contrato entre os homens. O povo aparece como a origem legítima do poder soberano e não mais a figura do monarca.


O povo passa a ser o soberano e o governante (monarca ou administrador eleito) restringe-se à função de agente do soberano. Rousseau torna-se, desta forma, um dos maiores defensores da democracia.


O Estado, que Rousseau constrói é uma Democracia mas prefere chamá-lo, seguindo a doutrina mais moderna das formas de Governo, de "república":



Enquanto chama república à forma do Estado ou do corpo político, considera a Democracia uma das três formas possíveis de Governo de um corpo político (retomando a distinção feita por Bodin entre forma de Estado e a forma de Governo), que, enquanto tal, ou é uma república ou não é nem sequer um Estado mas o domínio privado deste ou daquele poderoso que tomou conta dele e o governa através da força.



Antes de Rousseau, não podemos esquecer as reflexões de Maquiavel escritas antes dele:


DEMOCRACIA POLICRÁTICA, OU MONOCRÁTICA ?


No início da obra que ele dedicou ao principado que "todos os Estados, todos os domínios que tiveram e têm império sobre os homens, foram e são ou repúblicas ou principados". Se bem que a república, em sua contraposição à monarquia, não se identifique com a Democracia, com o "Governo popular", até porque nas repúblicas democráticas existem repúblicas aristocráticas (para não falar do Governo misto que o próprio Maquiavel vê como um exemplo perfeito na república romana), na noção idealizada da república que de Maquiavel passará através dos escritores radicais dos séculos XVII e XVIII até à Revolução Francesa, entendida em sua oposição ao governo real, como aquela forma de Governo em que o poder não está concentrado nas mãos de um só mas é distribuído variadamente por diversos órgãos colegiados, embora, por vezes, contrastando entre si, se acham constantemente alguns traços que contribuíram para formar a imagem ou pelo menos uma das imagens da Democracia moderna, que hoje, cada vez mais frequentemente, é definida como regime policrático oposto ao regime monocrático (BOBBIO, MATTEUCCI, PASQUINI, 1998, p. 322).



Teórico do iluminismo, junto com Rousseau, Voltaire, entre outros, Montesquieu descreve três formas de Governo:


1)- Republicana

2)- Monárquica

3)- Despótica


Sendo que a forma republicana de Governo compreende tanto a república democrática como a aristocrática, quase sempre tratadas separadamente. Quando o discurso visa os princípios de um Governo, o princípio próprio da república que é a virtude, é o princípio clássico da Democracia e não da aristocracia.



A noção de Democracia na contemporaneidade


Um dos pensadores contemporâneos cuja ideia de Democracia é um tema recorrente em suas obras é Noberto Bobbio. Podemos verificar facilmente isso no contexto de suas obras dentre as quais podemos destacar:

•        O futuro da democracia (cuja segunda edição ampliada é de 1991);
•        o texto “Democracia e ditadura”, inserido no livro Estado, governo e sociedade: para uma teoria geral da política (1985);
•        os capítulos “Democracia: os fundamentos” e “Democracia: as técnicas”, integram o livro Teoria geral da política: a filosofia política e a lição dos clássicos (1999);
•        em sua obra Do fascismo à democracia: os regimes, as ideologias e a cultura política Bobbio procura alternativas contra tudo aquilo que o fascismo emblematizou (traduzido para o português em 2007 pela editora Elsevier);
•        a conferência Qual Democracia? (traduzido em 2009 pelas edições Loyola).


É claro que as discussões de Bobbio sobre a Democracia não se esgotam nesses textos ou obras. Aqui estão apenas alguns exemplos para demonstrar como este pensador italiano tinha, de fato, um vivo interesse pela questão da democracia e do governo popular.Vale salientar que é de Bobbio, o verbete "democracia" que consta no Dicionário de Política (organizado pelo próprio Bobbio, Nicola Matteucci e Gianfranco Pasquino).Segundo Bobbio:



Na teoria contemporânea da Democracia confluem três grandes tradições do pensamento político:


a) a teoria clássica, divulgada como teoria aristotélica, das três formas de Governo, segundo a qual a Democracia, como Governo do povo, de todos os cidadãos, ou seja, de todos aqueles que gozam dos direitos de cidadania, se distingue da monarquia, como Governo de um só, e da aristocracia, como Governo de poucos;


b) a teoria medieval, de origem "romana, apoiada na soberania popular, na base da qual há a contraposição de uma concepção ascendente a uma concepção descendente da soberania conforme o poder supremo deriva do povo e se torna representativo ou deriva do príncipe e se transmite por delegação do superior para o inferior;


c) a teoria moderna, conhecida como teoria de Maquiavel, nascida com o Estado moderno na forma das grandes monarquias, segundo a qual as formas históricas de Governo são essencialmente duas: a monarquia e a república, e a antiga Democracia nada mais é que uma forma de república (a outra é a aristocracia), onde se origina o intercâmbio característico do período prérevolucionário entre ideais democráticos e ideais republicanos e o Governo genuinamente popular é chamado, em vez de Democracia, de república (BOBBIO; MATTEUCCI; PASQUINO, 1998, p. 319)


Neste mesmo Verbete encontramos a seguinte definição de Democracia na teoria política contemporânea de acordo com um conjunto de características que definiriam um regime democrático:

1.      o órgão político máximo, a quem é assinalada a função legislativa, deve ser composto de membros direta ou indiretamente eleitos pelo povo, em eleições de primeiro ou de segundo grau;


2.      junto do supremo órgão legislativo deverá haver outras instituições com dirigentes eleitos, como os órgãos da administração local ou o chefe de Estado (tal como acontece nas repúblicas);


3.      todos os cidadãos que tenham atingido a maioridade, sem distinção de raça, de religião, de censo e possivelmente de sexo, devem ser eleitores;


4.      todos os eleitores devem ter voto igual;


5.      todos os eleitores devem ser livres em votar segundo a própria opinião formada o mais livremente possível, isto é, numa disputa livre de partidos políticos que lutam pela formação de uma representação nacional;


6.      devem ser livres também no sentido em que devem ser postos em condição de ter reais alternativas (o que exclui como democrática qualquer eleição de lista única ou bloqueada);


7.      tanto para as eleições dos representantes como para as decisões do órgão político supremo vale o princípio da maioria numérica, se bem que podem ser estabelecidas várias formas de maioria segundo critérios de oportunidade não definidos de uma vez para sempre;


8.      nenhuma decisão tomada por maioria deve limitar os direitos da minoria, de um modo especial o direito de tornar-se maioria, em paridade de condições;


9.      o órgão do Governo deve gozar de confiança do Parlamento ou do chefe do poder executivo, por sua vez, eleito pelo povo.



Certamente nenhum regime histórico jamais observou inteiramente o ditado de todas estas regras; e por isso é lícito falar de regimes mais ou menos democráticos. Não é possível estabelecer quantas regras devem ser observadas para que um regime possa dizer-se democrático. Pode afirmar-se somente que um regime que não observa nenhuma não é certamente um regime democrático, pelo menos até que se tenha definido o significado comportamental de Democracia. (BOBBIO, MATTEUCCI, PASQUINI, 1998, p. 327).



A massa de militontos que compõe a base do partido (massa de manobra, gado, ou idiotas uteis) nem faz ideia do que seja uma democracia e tantos outros termos que ficam a repetir como papagaios, e muito menos ainda a grande maioria do povão alienado deste país, que são paulatinamente enganados com falsas promessas de um paraíso na terra, ou de salvadores messiânicos na política, e como consequência são usados como bucha de canhão, ou massa de manobra de pessoas de má fé, tanto de direita como de esquerda. Os únicos que entendem de fato essa linguagem cifrada, esse código de linguagem revolucionário, são os mandatários do partido, e obviamente os caras do primeiro, do segundo e do terceiro escalão desta pirâmide de comando revolucionário nacional, latino americano e internacional.



Quanto mais próximo da elite comandante do processo revolucionário o militante estiver, mais ele entende. Quando mais afastado dos mandatários, menos a pessoa sabe destas coisas. No linguajar da esquerda, que adotou a revolução gramsciana como forma de chegar ao poder e implantar o regime totalitário, implantando o regime socialista SEM CHAMAR de socialismo, evitando falar em comunismo, evitando falar qualquer coisa que faça o povo desconfiar das intenções deles, quando eles usam a palavra “DEMOCRACIA”, eles estão na verdade se referindo ao CENTRALISMO DEMOCRÁTICO, ou seja, a democracia vermelha, a democracia pra eles, onde todas as outras correntes políticas divergentes deles e mesmo aquelas correntes marxistas que destoam das correntes principais, fiquem todos de fora, e dessa forma, apenas as vertentes “permitidas” da mesma ideologia, isto é, os vários tons de vermelho consentidos e aceitos pela elite revolucionária possam predominar e mandar na política nacional, nas instituições, nos órgãos de estado, nas empresas estatais, nas agências reguladoras, em todas as secretarias, ministérios, e nas repartições públicas, enfim, em todos os poderes e órgãos e instituições da república.



Esse sistema de poder, de aparelhamento do Estado, que transforma o Estado em instrumento desses malucos fanáticos ideológicos, onde eles mandam e somente a ideologia deles prevalece, isso tudo, esse conjunto de cargos ou postos públicos loteados entre esses sujeitos das diversas facções dispersas e presentes em todas as diversas siglas partidárias da MESMA CORRENTE IDEOLÓGICA, é a esse sistema político vigente que eles chamam de DEMOCRACIA. Eles chamam isso de democracia porque é o poder deles, onde eles podem mandar, e onde nenhuma corrente ideológica inimiga consegue tirá-los do poder. Ocorra o que ocorrer, se uma corrente vermelha cai, a outra corrente de outro tom de vermelho, ou similar, assume, e assim ficam nesse rodízio entre eles.
   

Esse rodízio de esquerdistas é chamado por eles de “DEMOCRACIA”, ou seja, um sistema onde só eles mandam e só eles podem e devem mandar, e quando algum grupo ou pessoa ameaça essa hegemonia esquerdista, eles berram por todo lado dizendo que a “democracia está sendo ameaçada”. Na verdade, o que está sendo ameaçado é o sistema ESQUERDOCRÁTICO VIGENTE, onde existe o centralismo democrático leninista, onde somente as diversas facções de esquerda que competem entre si, é que são as donas absolutas da verdade.



Eles chamam o PSDB de direita porque dentro das diversas facções esquerdistas, existem aquelas facções que são mais moderadas, tem aquelas que são mais moderadas, tem aquelas que são mais ortodoxas, mas não são radicais ou extremistas, apenas são mais rígidas em sua postura ideológica, tem aquelas facções que são extremamente radicais, que se não forem contidas até mesmo os próprios esquerdistas seriam eliminados por elas, como ocorre no Estado Islâmico, quando os jihadistas matam os próprios muçulmanos moderados, pois na visão extremada deles, para ser muçulmano fiel tem de ser igual a eles, e se for diferente, torna-se um Kafir, isto é, um INFIEL, e portanto, digno da MORTE! Entre os marxistas existem também radicais jihadistas, que se tomarem o poder, matariam as outras correntes, para ficar somente eles no poder, pois eles não toleram nem mesmo as divergências entre a própria ideologia. E assim por diante.
  
Tem corrente de todo tipo dentro da esquerda, desde aquele vermelho denso, escuro, quase marrom, até aquele vermelho clarinho, já rosado. O espectro da esquerda é muito grande e passa por todas as tonalidades:
   
1)- EXTREMA ESQUERDA


2)- ESQUERDA


3)- ESQUERDA MODERADA


Essas diversas facções de cunho SOCIALISTA se distribuem e atuam dentro dos diversos partidos políticos e nas diversas redações da imprensa, e nas diversas cátedras universitárias, e nos diversos movimentos “sociais”, que na verdade não são movimentos sociais espontâneos da sociedade, mas sim, movimentos criados e orquestrados esquerda, são instrumentos revolucionários, são braços de ação deles.
    


Em todos os partidos existem divergências. Dentro do próprio PT existem petistas moderados, que não concordam com o radicalismo da ala mais revolucionária do próprio partido. E assim ocorre em todos os partidos. Ocorre o mesmo no PMDB, no PDT, no PPS, no PCdoB, no PSOL, no PSTU, no PCO, no PPL, no PSDB, no PROS, no PR, e em todos os demais partidos, INCLUINDO O PT, CLARO.


  
Quando o terrorista latino americano Manoel Marulanda, líder das FARC veio ao Brasil no começo do primeiro mandato do governo Lula, para fazer uma visita ao PT, ele disse na época que o PT era um SACO DE GATOS IDEOLÓGICO.O que quer dizer isso?Quer dizer que existem dentro do PT, diversas facções internas que competem entre si. E que a briga interna é muito grande.De fato, historicamente é sabido que o PT começou com o ajuntamento de católicos esquerdistas, sindicalistas, e a corrente marxista revolucionária de extrema esquerda bolchevique soviética.Essas três correntes se uniram e fundaram o PT.



E da mesma maneira, existem as divergências entre os partidos, seja de direita, ou esquerda.Sendo que cada partido destes é composto por diversas correntes ideológicas, umas semelhantes, outras iguais e outras bem diferentes das correntes que existem no PT, e todas essa correntes dentro de cada respectivo partido, competem entre si.


Essa briga eterna entre essas diversas facções que estão dentro de diversos partidos, formam o que eles chamam de “DEMOCRACIA”, que na verdade é a democracia deles. É o sistema de centralismo democrático leninista, onde somente eles podem prevalecer na política, é aquilo que podemos denominar de ESQUERDOCRACIA.Acho que agora, com essas explicações, ficou claro porque eles temem tanto que apareçam pessoas de correntes ideológicas de direita, ou libertária.






A direita se subdivide em três grupos:



1)-    Os conservadores. (os mais difamados dentre os direitistas), difamados injustamente, é a corrente que defende as mesmas coisas que os liberais no que tange a economia, defendem a propriedade privada, o livre comércio, etc., e da mesma forma defendem as instituições, o império das leis quase idêntico aos liberais. A diferença entre os conservadores e os liberais está nos COSTUMES. Enquanto um liberal não dá tanta importância aos costumes, pois um liberal tende a achar que cada um pode e deve fazer de sua vida o que quiser, por isso são favoráveis à liberação das drogas, aborto, etc., um conservador se posiciona contra tudo isso. Um conservador não gosta de drogas, não defende o aborto, não gosta de sexualização na TV, defendem mais a família, e entendem que uma família bem estruturada e um lar ordeiro e saudável produzirá pessoas equilibradas e cidadãos de bem para a sociedade, enquanto que o oposto disso, ou seja, um lar desestruturado e uma família destruída, irá produzir pessoas problemáticas, e retroalimentar essa sociedade conspurcada e transloucada e sem rumo violenta imunda imoral e perdida que está aí resultado da deterioração cultural, moral, e dos bons costumes. Ao mesmo tempo, os conservadores não gostam de chamar os libertários de direita pelo mesmo motivo, pois os libertários agem como esquerdistas nas suas posturas morais e costumes, pois são posturas antagônicas aos costumes e valores morais dos conservadores, pois os conservadores são em maior parte, pessoas religiosas (Existem ateus conservadores também, mas são minoria). Conservadores primam pela conservação dos valores morais.






2)-    Os liberais. São a favor do livre mercado, da propriedade privada, do império das leis, e de estado mínimo e forte e atuante dentro das suas atribuições, e que não se meta ou intervenha nas relações comerciais entre as empresas e os cidadãos, na sua relação de trabalho ou de consumo. Defendem as instituições autônomas, as privatizações, e são um meio termo entre os conservadores e os libertários. Entre os liberais, existem as duas coisas, tem aqueles que se alinham mais aos conservadores e tem aqueles que se alinham mais aos libertários, e tem uns que não pendem nem para um lado nem para o outro, e se mantém mais ou menos no centro entre os dois grupos, sendo, portanto, uma corrente ideológica mais flexível ou menos apegada a esta ou aquela postura. Liberais primam mais pelo mercado liberal, menos intervenção estatal nas relações humanas e relações comerciais, sem entrar em detalhes dogmáticos como os dois anteriores



3)-  Os libertários. Uma corrente alternativa, não necessariamente de direita, mas um grupo de pessoas que tem costumes de vida ou modo de viver de esquerda, porém um pensamento liberal em termos de economia. Poderia ser classificada como uma ideologia de “esquerda liberal”, digamos assim a grosso modo para um entendimento pedagógico. São esquerdistas nos costumes porque eles defendem aborto, liberação das drogas, não defendem a família, são a favor de tudo o que os conservadores são contra. Mas defendem o livre mercado, a propriedade privada, enfim, o sistema capitalista de economia. Os libertários não gostam de ser identificados como direita, pois para eles, direita representa os conservadores religiosos moralistas cristãos, pois a maioria dos libertários são pessoas de mentalidade secularista (anti religiosa), sendo que grande parte, senão a maioria deles, são ateus. Portanto, eles não gostam de serem chamados de direita. Os Libertários primam pela liberdade sem limites, quaisquer que sejam elas, desde que não agrida ou cause dano aos outros (como se isso num dado momento ou contexto social não afetasse a vida alheia). Eu prefiro chamar os libertários de CENTRO. Pois centro subentende qualquer ideologia que não se enquadra na descrição de direita nem de esquerda. E no centro temos correntes ideológicas diversas e aqueles que não tem ideologia. Centro é na verdade um imenso mercado de peixe, uma babilônia, um mar de gente com pensamentos desencontrados, que se alinham a este ou aquele grupo de acordo com a conveniência de momento e lugar, ou aqueles que querem manter a maior isenção ou neutralidade possível, ou quem pretende estar num meio termo entre as forças políticas mais fortes e atuantes, ou aqueles que desejam conter os extremos e tentam mediar e achar um denominador comum, quando possível, e aqueles que são contra tudo e todos, e não concorda com nenhuma das correntes existentes, como no caso dos libertários.É isso que eu entendo e chamo de centro. Como os libertários tem posturas de esquerda e de direita misturadas, numa combinação muito peculiar, muito particular, próprio ou característico deles, e não se enquadram nem na direita nem na esquerda, sendo inclusive adversário de ambas as correntes, eu vejo os libertários como centristas rebeldes e nada mais que isto.


COMO SE COMPORTA O DEMOCRATA DE ESQUERDA:



Uma parte deles que figuram no centro, apenas FINGEM ser de centro, para posar de moderados, e enganar a população, pois suas posturas são apenas para facilitar as coisas para os vermelhos, e engolir os demais, impedindo-os que estes cresçam e se fortaleçam.Todos eles fazem parte do sistema ESQUERDOCRÁTICO de poder, todos eles estão integrados ao centralismo democrático leninista.

Essa é a democracia deles. O governo da esquerda para as esquerdas.É o sistema político onde somente uma única corrente ideológica pode prevalecer, O MARXISMO, nas suas variadas formas admitidas, e quando alguém ou algum grupo destoar das correntes majoritárias e as ameaçar, ou outro grupo tenta quebrar essa hegemonia esquerdista e tentar diminuir o poder deles e colocar uma pauta diferente, a esquerdalha toda fica apavorada, com medo, disparam o alerta vermelho, ligam e soam as sirenes, entram em frenesi, ficam alvoroçados, desesperados, entram em pânico, e começam a fazer uma movimentação INTENSA de bastidores, e colocam os batalhões de jornalistas e a militância virtual e seus militantes de rua pra dizer que existem pessoas querendo dar um GOLPE na democracia, e que a democracia está ameaçada, e que essa gente que está tentando isso são nazi fascistas, etc...

Apesar de que dentro de cada partido existem diversas correntes ideológicas.Quando uma corrente marxista começa a destoar DEMAIS das correntes majoritárias, eles chamam isso de “reformismo”,revisionismo, ou de “trotskismo”.Quando uma corrente não se declara ou não se comporta como marxista, e prefere a neutralidade, não assumindo nem o liberalismo econômico, nem o marxismo político e cultural, nem a fusão das duas coisas, mantendo uma postura mais ao centro, são chamados de “direita”, ou acusados de “direitismo” pelos partidos e políticos e militantes da esquerda radical.



Quando um político se declara contra o marxismo, e se opõe a eles, aí se torna uma afronta, um desaforo, e a esquerda ODEIA ISSO, detesta e não aceita ser confrontada, e por conta disso, chama o “despeitado” de “EXTREMA DIREITA”, como fazem contra o Bolsonaro e seus filhos. A democracia esquerdista, ou ESQUERDOCRACIA, não aceita contestação, não aceita perder o poder, e só ela quer prevalecer, e se perpetuar no poder.



Qualquer um que se atrever a contestá-la, ou conseguir diminuir seu poder, ou subir ao poder, será encarado como inimigo, como golpista, como fascista, sendo que o fascismo é a própria ESQUERDOCRACIA.A esquerdocracia é fascismo puro. É o clube de swing dos partidos vermelhos.



É a autêntica casa da luz vermelha, um antro de perdição e de promiscuidade, temos visto isso desde 1994 em diante, quando FHC assumiu o poder, e passou a faixa para Lula, que por sua vez passou para Dilma, e se deixarmos, vão passar pra outro esquerdista, que quase ganhou: Aécio Neves.Desde a derrubada do Collor em 1992 que o Brasil entrou numa promiscuidade crescente.E cada vez mais, a direita foi sendo reduzida, e a tal “democracia” (centralismo leninista) passou a ocupar mais espaço, e quando chegou na eleição de 2002 a imprensa dizia que foi a eleição mais democrática que já existiu na história do Brasil.



Porque a imprensa dizia isso?Diziam que era a eleição mais democrática do mundo porque só tinha candidatos de esquerda e de centro esquerda.Para quem não se lembra, eu relembro agora:


Os candidatos eram Lula, o José Serra, Ciro Gomes e Antony Garotinho. Antes de 2002, em 1998 havia o Dr. Enéas, que era de direita. Ou seja, quando existe de fato uma democracia autêntica, onde diversas correntes ideológicas concorrem livremente, eles da imprensa e da esquerda não chamam isso de disputa verdadeiramente democrática.A imprensa e as esquerdas só consideram democracia autêntica quando quem disputa e quem exerce o poder são pessoas e partidos marxistas.Falaram isso em 2002, e isso se repetiu em 2006, quando o próprio Lula declarou em discurso, que a eleição de 2006 foi a mais democrática de todas, porque só haviam CANDIDATOS DE ESQUERDA.



E para engrossar o coro,a Associação dos Juízes Para a Democracia (AJD) vem dando exemplos inafastáveis de hipocrisia e desrespeito à instituição da qual se propugna defensora incondicional. A esse respeito, comentaremos brevemente um dos artigos publicados pela agremiação (leia-o aqui), de autoria de seu mais obstinado membro, Jorge Luiz Souto Maior (sim, de novo ele), juiz do trabalho e professor da Faculdade de Direito da USP, sobre cujas opiniões já falamos, aqui, e que mais uma vez simpatiza abertamente com o desprezo pela legalidade democrática.



Hipocrisia e desrespeito, dissemos. São essas, de fato, as únicas ideias que naturalmente podem advir dos artigos recentemente publicados no portal da entidade, aptos a dissipar quaisquer dúvidas quanto à verdadeira orientação política ali predominante. Contudo, o problema é algo maior que apenas esse; a leitura dos referidos textos permite muito mais que uma tão simples constatação. Aclarada a névoa de conceitos falseados e valores subvertidos, logo se solidifica uma única, firme e inquietante certeza a respeito da entidade: ocorre que para alguns de seus excelsos magistrados membros, fica evidente que “Democracia” não passa de um belo e vazio nome destinado à blindagem de um ideário essencialmente autoritário, covarde e perigoso.Antes, porém, de passarmos a considerar o “artigo-modelo” em si, e de apontarmos seus vícios e perigos, explicaremos as fontes, estruturas e funções da postura que procuramos denunciar.


A dita “Associação de Juízes” seria “para a Democracia”, correto? Ou não tão correto assim?


É que basta uma leitura despretensiosa do artigo citado acima para concluir-se que talvez a A.J.D., afinal, não morra tanto assim de amores pelo verdadeiro ideário democrático. Afinal de contas, qual democracia queremos nós, e a qual “democracia” alude a Associação já em seu próprio nome? Cremos, não sem pesar, que alguns de seus membros querem mais bem ao nome, por sua utilidade, que à própria coisa em si.Certo é que tal tática de “camuflagem política” por meio da evocação meramente simbólica de conceitos sacrossantos, a exemplo da própria “democracia”, é conhecida o bastante para não surpreender a mais ninguém com o mínimo de conhecimento de causa; porém, não é ainda obsoleta a ponto de haver-se tornado ineficaz. Tanto é assim que mesmo hoje abundam os regimes autocráticos que cinicamente se passam por mansas democracias, valendo-se unicamente de tais leviandades propositais, tão consagradas pelos tempos  mais somrbrios quanto ignoradaspela massa de “imbecis úteis” da qual falava Lênin.



Trata-se aqui, de fato, da própria espinha dorsal da estrutura ideológica de todos os regimes embebidos em convicções revolucionárias assassinas. Regimes que das mais diversas maneiras agitam suas bandeiras e símbolos em homenagem à soberania popular em frente às câmeras e ao público, ao passo que simultaneamente o Partido, acima que está do próprio Estado, verte rios de sangue em seus porões – igualmente imprescindíveis à consecução da “Justiça Social” exigida pela Revolução. São os casos das tantas “repúblicas” e “democracias nomenclaturais” experimentadas pelo passado e pelo presente, verba gratia, a “República Democrática Alemã (Alemanha Oriental Comunista)”, a “República Democrática Popular da Coreia (do Norte)”, a “República de Cuba”, entre incontáveis outros regimes totalitários.



É em meio aos labirintos desse contexto oficialista ao qual a História sempre dá preferência, entretanto, que muitos analistas sérios se esquecem de que as propostas revolucionárias constróem-se, como dissemos, mediante diversas técnicas, provenientes elas de várias fontes distintas. Levando-se isso em conta, entretanto, sabe-se que tão essenciais à mentalidade revolucionária e a seus objetivos quanto os instrumentos oficiais de propaganda e o massacre silencioso dos opositores, destinados a tornar imperceptíveis tanto a gradativa usurpação do poder quanto a completa eliminação do regime, são os “intelectuais anônimos” que operam por detrás do mesmo. Tratam-se eles, invariavelmente, de figuras decisivas enquanto fautores “desarmados” e arquitetos das mórbidas quimeras que levarão ao “Fim da História”, atuando como lentos corrosivos das forças morais e políticas contrárias à Revolução.  É sabido, ademais, que tal classe age sempre em meio à útil penumbra subjacente aos cargos oficiais do Partido, e sempre mantendo uma higiênica (ainda que falsa) distância da estúpida militância oficial, instrumento igualmente importante mas alienado de seus próprios objetivos. Esta tríplice estruturação, composta deburocracia oficial, militância e justificativa intelectual, em 100% dos casos, sempre caracterizou os movimentos revolucionários em sua estrutura e forma de atuação.



Feita esta breve explicação, passemos ao vexatório artigo publicado pela Associação dos Juízes Para a Democracia, identificando como,  a partir dele, ainda que “provavelmente de boa-fé”, a agremiação mina as premissas fundamentais de todo e qualquer regime democrático, acabando por objetivamente se prestar à condição de corpo intelectual revolucionário, de acordo com as funções e consequencias acima descritas.Muito bem. Eis que no artigo “Em Defesa dos Direitos Humanos”, a primeira atitude tomada pelo autor é rapidamente imputar a orientação hitlerista a um artigo publicado pela Revista Veja, que tece críticas ao Poder Judiciário brasileiro por seu frequente desrespeito a expressas disposições legais; é essa a sua primeira, violenta e covarde providência, construída como se segue:



” O articulista, sem a formação jurídica necessária, provavelmente de boa fé, portanto, fez uma grave inversão de valores, indo na mesma direção da estratégia utilizada para implementação de um regime de ultra direita na Alemanha nazista. O nazismo, não se pode esquecer, foi um regime baseado na legalidade estrita. A constatação de que os horrores da guerra tiveram por base argumentos de legalidade motivou uma profunda alteração nas bases teóricas do Direito, que proporcionou o advento da concepção internacional dos Direitos Humanos”



Primeiramente, é óbvio que o ilustríssimo togado tem plena consciência de que nosso ordenamento jurídico não aceita a propugnação de quaisquer ideologias totalitárias (a exemplo do nacional-socialismo alemão) em seu seio político; a imputação de “nazista” ao articulista de Veja, que simplesmente criticava em sua atuação concreta o corpo de magistrados do País, reflete o velho procedimento esquerdista de eliminação instantânea da parte contrária, por meio da atribuição trapaceira e desavergonhada de uma ideologia que fulmina de pronto, sob argumento ad hominem tantum, qualquer debate possível, através da própria aniquilação ideológica do opositor.


Consideremos agora o seguinte: Souto Maior apela para a legalidade do regime nazista, a seu tempo, para ligar à ideologia hitlerista a argumentação exposta por Veja. Vejamos:


1) sendo fato que a revista exigia do judiciário o respeito (constitucionalmente devido) à aplicação da lei, não caberia afinal a pergunta: qual lei? Ou será possível que, para Souto Maior, trocar a aplicação do conteúdo ideológico da Constituição de 1988 pela normatização nazista ou pela burocracia comunista (ainda mais sanguinária, diga-se de passagem) dá no mesmo que trocar seis por meia-dúzia?


2) será ainda possível que no corpo de nosso judiciário haja membros que confundam “legalidade” com “democracia”? regime esse que consiste, sim, em procedimento, mas procedimento que pressupõe necessariamente a inclusão e o respeito, e nunca a eliminação do outro, princípio diametralmente oposto à torpeza empreendida pelo próprio autor do artigo.


3)será ainda concebível que hajam juízes absolutamente ignorantes acerca dos  próprios fundamentos dos “Direitos Humanos”, e como estes imprescindem da legalidade democrática? já que, como em Kelsen “O domínio da maioria, característico da democracia, distingue-se por sua essência mais íntima; pressupõe por definição uma oposição – a minoria – mas tambémre conhece politicamente tal oposição e a protege com direitos e liberdades fundamentais” (A Democracia, Martins Fontes, 2000, pg. 106),.



Enfim, perguntamos: segundo tal conceito, seriam mesmo democráticos os métodos de debate utilizados pela AJD? Houve, afinal, o reconhecimento e o respeito à oposição? Se sim, como? Chamando-a de “nazista” simplesmente por exigir o respeito a leis democraticamente (elas sim) implementadas ?



Mas não é tudo:



“No momento em que os seres humanos se tornam supérfluos e descartáveis, no momento em que vige a lógica da destruição, em que cruelmente se abole o valor da pessoa humana, torna-se necessária a reconstrução dos direitos humanos, como paradigma ético capaz de restaurar a lógica do razoável. A barbárie do totalitarismo significou a ruptura do paradigma dos direitos humanos, por meio da negação do valor da pessoa humana como valor fonte de direito (…) Nesse contexto, desenha-se o esforço de reconstrução dos direitos humanos, como paradigma e referencial ético a orientar a ordem internacional contemporânea. Se a Segunda Guerra significou a ruptura com os direitos humanos, o pós-guerra deveria significar sua reconstrução.”



Com sua mágica cartola, Souto Maior consegue destruir em dois parágrafos a inteira genealogia dos Direitos Humanos, omitindo sua milenar construção: atropela de um só golpe a construção Humanista, de Erasmo a More, passando pelo esquecimento (?) da tradição escolástico-cristã tomista, bem com opela aniquilação completa de todo o edifício jusnaturalista, de Hobbes a Locke; o magistrado, obviamente, ignora o que todos sabem: que é em tal tradição que se situa o nascedouro do ideário dos direistos fundamentais do homem, bem como da inviolabilidade de suas liberdades, pressupostos necessários de um Estado de Direito Democrático (v. citação de H. Kensel, acima), cujas normas devem sim ser respeitadas.



Cabe ainda outra singela pergunta ao articulista. Teria ele se referido à “barbárie” de qual “totalitarismo”?


Apenas à do nacional-socialismo? Realmente não conseguimos entender a razão de ser esse o único e exaustivo exemplo utilizado em todo o texto. Ou será que nega-se a condição humana aos 100  milhões de cadáveres produzidos pelos regimes esquerdistas em menos de cem anos? Onde ficam eles nessa historinha, AJD? São questões que ficam no ar.



Sabemos, no entanto, que tantos erros grosseiros, que tanta ignorância (ou desprezo) acerca da essência do Estado Democrático de Direito (cominada com tamanho desrespeito a seus princípios), são típicos da ideologia revolucionária que transparece na opinião em foco, de modo que não há aqui, de nossa parte, surpresa alguma.


A inversão moral, de um mesmo peso com medidas diferente, sabe-se bem, é o próprio cerne da mentalidade revolucionária; aqueles que a defendem, os únicos abençoados com a Revelação, têm todas as suas atitudes, por mais traiçoeiras, imorais, violentas e demoníacas que sejam,  previamente justificadas pelo “Futuro de Justiça” que dará cabo da História; História essa, no Brasil, capaz de agigantar o martítirio de 400 terorroristas mortos, mas incapaz de recordar-se de nações inteiras assassinadas em nome dos mais justos e excelsos valores.






RESUMINDO O CONCEITO DE DEMOCRACIA ESQUERDISTA, POSSO SINTETIZAR A IDEIA NESSE RESUMO FINAL:
  
Para os esquerdistas, democracia só é democracia quando existem apenas pessoas, grupos, movimentos, militantes de esquerda ocupando os espaços, intelectuais, artistas, jornalistas e professores de esquerda dirigindo o pensamento popular, partidos de esquerda disputando as eleições, ocupando cargos, mandando nos poderes da república, governando e dirigindo os rumos do país. Qualquer outra condição diferente desta, eles não consideram democracia. Democracia pra eles é quando somente eles mandam e eliminam qualquer oposição.
   
Assim como ocorre nos partidos únicos de países comunistas/socialistas, como na China, como em Cuba, etc.Lá, eles chamam o governo de governo popular, de democracia popular.Veja a cara de pau, o cinismo dessa gente, mas não se engane é assim mesmo que eles pensam e agem, e tudo isto faz parte da estratégia  ideológica.
 


Portanto, agora que vocês aprenderam o que é democracia para um esquerdista, toda vez que vocês ouvirem ou lerem um esquerdista falando que precisam defender a democracia, democratizar mais os meios de comunicação, democratizar mais a política, democratizar mais isso ou aquilo, ampliar a democracia, aperfeiçoar a democracia, avançar a reforma política, e coisas assim.SAIBA QUE ELES ESTÃO FALANDO EM AMPLIAR, APROFUNDAR, ENRAIZAR, E CONSOLIDAR AINDA MAIS OS PODERES DA ESQUERDA, E IMPEDIR QUE A DIREITA OU OUTRA CORRENTE DE CENTRO ASSUMA O PODER E LHES TIRE OU DIMINUA A HEGEMONIA, OU OS ATRAPALHE NUM DADO MOMENTO.




Agora vocês entendem o que o FHC, o Lula, o Stédile, e tantos outros querem dizer com defender a democracia, impedir que desestabilize a democracia, avançar ainda mais as reformas democráticas, e assim por diante. Eles estão querendo simplesmente defender e aumentar o poder das esquerdas. Vocês agora já foram avisados, só vão acreditar neles se vocês forem muito ingênuos,  teimosos, ou orgulhosos, em não querer reconhecer o óbvio.


REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS


ARBLASTER, A. A democracia. Lisboa: Estampa, 1988.
BOBBIO, Norberto; MATTEUCCI, Nicola; PASQUINO, Gianfranco. Dicionário de política. trad. Carmen C, Varriale et al.; coord. trad. João Ferreira; rev. geral João Ferreira e Luis Guerreiro Pinto Cacais. Brasília : Editora Universidade de Brasília, 1998. Vol I.
DAVIES, J. K. Democracy and classical Greece. Londres: Fontana, 1978.
FINLEY, M. I. A democracia antiga e moderna. Rio de Janeiro: Graal, 1988.
FORREST, W. G. The emergence of greek democracy. Londres: Weidenfeld & Nicolson, 1966.
JONES, A. H. M. Atheniam democracy. Oxford: Basil Blackwell, 1957.

MONDIN, B. Introdução à Filosofia: problemas, sistemas, autores, obras. Tradução de J. Renard. São Paulo: Paulus, 1980.
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Neste Apostolado promovemos a “EVANGELIZAÇÃO ANÔNIMA", pois neste serviço somos apenas o Jumentinho que leva Jesus e sua verdade aos Povos. Portanto toda honra e Glória é para Ele.Cristo disse-nos:Eu sou o caminho, a verdade e a vida e “ NINGUEM” vem ao Pai senão por mim." ( João, 14, 6).Como Católicos,defendemos a verdade, contra os erros que, de fato, são sempre contra Deus.Cristo não tinha opiniões, tinha verdades, a qual confiou a sua Igreja, ( Coluna e sustentáculo da verdade – Conf. I Tim 3,15) que deve zelar por elas até que Cristo volte.Quem nos acusa de falta de caridade mostra sua total ignorância na Bíblia,e de Deus, pois é amor, e quem ama corrige, e a verdade é um exercício da caridade.Este Deus adocicado,meloso,ingênuo, e sentimentalóide,é invenção dos homens tementes da verdade, não é o Deus revelado por seu filho: Jesus Cristo.Por fim: “Não se opor ao erro é aprová-lo, não defender a verdade é nega-la” - ( Sto. Tomáz de Aquino)

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