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Qual a solução para os problemas do mundo ? Capitalismo ou Comunismo ?

Written By Beraká - o blog da família on segunda-feira, 2 de novembro de 2015 | 23:27







O COMUNISMO

Para a maior parte das pessoas o comunismo é, em primeiro lugar, uma doutrina elaborada no século dezenove pelos dois célebres irmãos siameses Karl Marx e F. Engels e aperfeiçoada pouco tempo depois pelo fundador do Estado soviético, Lenine. Foi, supostamente, aplicada com mais ou menos sucesso em alguns países: U.R.S.S., Europa de Leste, China, Cuba… É neste sentido que debate para se saber se a Jugoslávia ou a Argélia têm, ou não, regimes socialistas, capitalistas ou mistos. Quer isso conforte ou dê lugar a… lamentações, não vamos aqui elogiar os encantos desse socialismo nem desse comunismo. Não compramos gato por lebre nem confundimos a atmosfera cinzenta dos países de leste ou os delírios do culto da personalidade na China com o futuro radioso da humanidade.


O comunismo não foi fundado nem por Marx, Engels, Jesus Cristo e nem por Ramsés II. Talvez encontremos algum inventor genial na origem do arame para cortar manteiga e da pólvora de canhão. Mas não encontramos nenhum na origem do comunismo, assim como na origem do capitalismo. Os movimentos sociais não são questão de invenção.




Engels, e a seguir a ele Marx, juntaram-se a um movimento que já estava bem consciente da sua própria existência. Nunca pretenderam ter inventado a palavra ou a coisa. Sobre a sociedade comunista propriamente dita, nem sequer escreveram muito. Ajudaram o movimento e a teoria comunista a livrar-se das brumas da utopia para a praxis. Incitaram os proletários a não fundarem o seu movimento sobre os planos deste ou daquele reformador, sobre as revelações deste ou daquele iluminado.Os verdadeiros revolucionários não idolatram as ideias de Marx nem de Engels. Sabem que estas são fruto de uma época determinada e que têm os seus limites. Estes dois pensadores evoluíram e, por vezes, entraram em contradição.


Os Comunistas nem sempre são Marxistas,mas negam a todos os que se dizem marxistas o direito de se apropriarem e de falsificarem o pensamento dos seus ídolos.


A prova da impotência dos grandes homens face ao movimento da história é-nos dada pela forma ignóbil como a obra de Marx e de Engels foi deformada para ser usada contra o comunismo. Ora,há pessoas mais dotadas e mais clarividentes do que a maioria dos seus semelhantes. A sociedade de classes cultiva essas diferenças. Elas repercutem-se no seio do movimento comunista. Nós não discutimos para tentar saber se são os chefes ou o povo que fazem a história. Afirmamos que a obra de Marx, tal como a de Fourier, de Bordiga ou de qualquer outro porta-voz do comunismo, ultrapassa o simples ponto de vista de um indivíduo isolado. O comunismo não nega as diferenças de capacidades, nem reduz os teóricos a simples altofalantes das massas, apesar de ser um inimigo encarniçado e permanente do carreirismo e do vedetismo.O comunismo não é nem uma ideologia nem uma doutrina. Tal como há atos comunistas há, também, palavras, escritos e teorias comunistas, mas a acção não é a aplicação da ideia. A teoria não é o plano pré–estabelecido de um combate nem de uma sociedade que convinha plasmar na realidade. O comunismo não é um ideal.


A planificação imperativa, a propriedade colectiva dos meios de produção e a ideologia proletária não têm nada de comunistas. São características do capitalismo que foram simplesmente acentuadas. Teóricos da suposta ideologia Comunista mais evidentes são: Friedrich Engels, Rosa Luxemburgo, Vladimir Lenin, entre outros. Uma das principais obras fundadoras desta corrente política é O Manifesto do Partido Comunista de Marx e Engels e a principal obra teórica é O Capital de Marx.


As principais características do modelo de sociedade comunal proposto nas obras de Marx e Engels são:


1)- A inexistência das classes sociais.

2)- As necessidades de todas as pessoas supridas.


3)- A ausência do Estado.



Para chegar a tal situação, Marx propõe uma fase de transição, com a tomada do poder pelos proletários para abolir a propriedade privada dos meios de produção e a consequente orientação da economia de forma planejada com o objetivo de suprir todas as necessidades da sociedade e seus indivíduos. Marx entende que, com as necessidades supridas, deixam de existir as classes sociais e, portanto, não existe mais a necessidade do Estado.



Algumas vertentes do socialismo e do comunismo, identificadas como anarquistas, defendem a abolição imediata do Estado. Tornam-se mais visíveis as diferenças entre estes grupos quando se sabe que a primeira Associação Internacional dos Trabalhadores (AIT) terminou como resultado da cisão entre Marxistas (que acreditavam na necessidade de tomar o poder do Estado para realizar a revolução) e Bakuninistas (que acreditavam que não haveria revolução a menos que o Estado fosse abolido em simultâneo com o capitalismo).



A teoria que dá base à construção do comunismo tem como ponto de partida a análise feita por Marx da sociedade capitalista. Segundo ele, a propriedade privada dos meios de produção, característica fundamental do capitalismo, só existe com a apropriação da mais-valia pela classe dominante, ou seja, a exploração do homem pelo homem é fundamental ao capitalismo.Marx acreditava que somente em uma sociedade sem classes sociais essa exploração não aconteceria. Considerava, ainda, que somente o proletariado poderia, por uma luta política consciente e consequente de seu papel, derrubar o capitalismo, não para constituir um Estado para si, mas para acabar com as classes sociais e derrubar o Estado como instrumento político de existência das classes.



A palavra comunismo apareceu pela primeira vez na imprensa em 1827, quando Robert Owen se referiu a socialistas e comunistas. Segundo ele, estes consideravam o capital comum mais benéfico do que o capital privado. As palavras socialismo e comunismo foram usadas como sinônimos durante todo o século XIX. A definição do termo comunismo é dada após a Revolução russa, no início do século XX, pois Vladimir Lenin entendia que o termo socialismo já estava desgastado e deturpado. Por sua teoria, o comunismo só seria atingido depois de uma fase de transição pelo socialismo, onde haveria ainda uma hierarquia de governo.A história está ai para provar em que descambou as tentativas de implantação desta ideologia mundo afora, e contra fatos não existem argumentos contrários, pois os argumentos falam, as palavras gritam, mas os fatos nos calam.




O CAPITALISMO



Criticar e demonizar o capitalismo se tornou para muitos um exercício diário. Gostar do capitalismo é ser concentrador de renda, malvado, insensível. É tirar o sorvete da menina, bater na velhinha ou matar de fome as pobres e famintas crianças africanas. A palavra maniqueísmo é a que melhor representa 99% das discussões sobre o assunto.  “Capitalismo malvado!”, “Capitalismo Tirano!”, “Imperialismo!”. Tente ir contra e logo será chamado de Fascista Nojento ou Puxa-saco dos Estados Unidos. Se você for pobre então e mesmo assim não acha que o Capitalismo é a reencarnação de Judas, automaticamente se torna um traidor do movimento ou um pobre iludido, sem personalidade.




As correntes mais comuns atualmente são as pró-comunismo. Diga que nenhum sistema baseado no comunismo deu certo e logo dirão que não aplicaram a coisa direito. União Soviética? Nhá! Stalin estragou tudo... Cuba? Cuba é um mero paraíso tropical...China? Ela abriu as pernas pro Tio Sam, etc, etc...


 
Muitos propõem a migração para outro sistema, mas complicado mesmo é apontar para qual ???Do jeito que alguns falam, até parece que é só trocar Windows por Linux. A verdade é que o comunismo teve sua vez e se mostrou ineficaz.


 
Ao invés de sair por aí gritando e exigindo um mundo melhor, com nuvens de algodão doce e rios feitos de Nescau, considero muito mais produtivo discutir reformas. A história da humanidade mostra que revoluções no âmbito das economias tendem a ser, mais do que qualquer outra coisa, desastrosas. Claro que também há aqueles, um pouco mais moderados (ou menos radicais) que falam de uma revolução gradativa (não sei se isso existe),mas a questão aqui é que acredito piamente que o sistema vigente é melhor do que qualquer outro que já tenha sido tentado, levanto em conta, obviamente, o nosso contexto. Ele possui inúmeras falhas, sim, mas nada é perfeito.

 


Nesse ponto sou obrigado a concordar com as seguintes frases de Winston Churchill:


 
"O vício inerente ao capitalismo é a distribuição desigual de benesses; o do socialismo é a distribuição por igual das misérias."



"A democracia é a pior forma de governo, salvo todas as demais formas que têm sido experimentadas de tempos em tempos".


 
Voltemos então às reformas: não precisamos nos acomodar com os males do capitalismo, com suas falhas, e deixar por isso mesmo. E, aliás, não deixamos. Reformas é o que mais fazemos, exatamente por não se tratar de um modelo estático e imutável e com soluções de alguns notáveis como quer o Comunismo.Desde 1929, data da maior crise econômica já vista, inúmeras reformas foram adotadas. E estamos aí, firmes e fortes, e olha que Estados Unidos e Europa ainda não se recuperaram da crise que teve seu início em 2008, o que parece uma ironia, considerando o que eu acabei de dizer. Aí está outra diferença fundamental entre Capitalismo e Socialismo. O modelo atualmente predominante passa por essas crises e sai delas fortalecido e aprimorado.



No Socialismo qualquer leve intempérie era motivo para o fim do mundo. Não podemos nos esquecer de que já passamos por algo em torno de 46 grandes crises e que cada uma delas resultou no aprimoramento do sistema ou ao menos numa adaptação necessária apara a superação da crise.Ou seja, o capitalismo e a democracia se adaptam e se fortalecem, enquanto o comunismo, quando sofre um tremor, desfragmenta-se.



Os Socialistas berram: “Nunca houve tanta miséria como agora!"



Mentira! Proporcionalmente falando a miséria, a expectativa de vida, a participação social e demais aspectos melhoraram imensamente. Não faz sentido analisar a partir de um raciocínio unicamente quantitativo. Seis décadas atrás aproximadamente três bilhões (um pouco menos) de pessoas andavam sobre a terra, hoje, quase sete bilhões. Os números mudaram e poderíamos dizer que hoje mais pessoas morrem em comparação com o ano de1950, mas afirmar isso desconsiderando a alteração na quantidade de habitantes seria um ato de parcialidade manipulativa e leviana. Proporcionalmente falando, hoje a miséria é muito menor do que era antes.




O Capitalismo é eficiente porque é um sistema econômico baseado na propriedade privada dos meios de produção e propriedade intelectual, e na liberdade de contrato sobre estes bens (livre mercado ). Estes requisitos motivam às pessoas ao acúmulo de capital e a investir este capital em projetos que aumentam a eficiência produtiva, resultando num aumento do padrão de vida da sociedade. Isto porque os produtos e serviços, devido à maior eficiência decorrente do progresso tecnológico que, por sua vez, foi causado pelo investimento do capital acumulado, se tornam progressivamente mais fáceis de adquirir (mais baratos). É importante notar que o capitalismo não é um sistema propriamente dito, pois ninguém é obrigado a acumular capital. Ele apenas é o resultado natural numa sociedade que respeita a propriedade privada e a liberdade de contrato. Nesse tipo de sociedade as pessoas são altamente motivadas a empregar seu capital da forma mais eficiente possível, minimizando o desperdício e fortalecendo o mérito pelas recompensas.E, se ocorrer o contrário, ou seja, as pessoas investirem mal o seu patrimônio, desperdiçando produção, irão amargurar prejuízos. De maneira geral o tamanho do lucro/prejuízo é proporcional ao acréscimo/decréscimo de riqueza gerado no processo.





Há realmente muito pouca gente interessada em demonstrar as vantagens e, principalmente, o lado moral e ético do capitalismo. Poucos se dão conta, por exemplo, de que, no livre mercado, os indivíduos só são recompensados quando satisfazem as demandas dos outros, ainda que isso seja feito exclusivamente visando aos próprios interesses.


Ao contrário de outros modelos, o capitalismo não pretende extinguir o egoísmo inerente à condição humana, porém nos obriga constantemente a pensar na satisfação do próximo, se quisermos prosperar. Além disso, para obter sucesso em grande escala, você tem de produzir algo que agrade e seja acessível a muitas pessoas, inclusive aos mais pobres, e não apenas aos mais abastados.


Sob todos os aspectos o capitalismo é bem melhor do que o socialismo. Deveríamos bater mais nessa tecla de que a superioridade moral também é espantosa, e que um abismo intransponível separa um modelo baseado em trocas voluntárias de outro voltado para a “igualdade” forçada, que leva ao caos e à degradação de valores básicos da civilização. Quando você abastece seu carro, ou quando o avião aterrissa, escutamos o piloto agradecendo pela escolha da companhia aérea. Não por acaso, quando um cliente entra numa loja, a primeira coisa que ouve do vendedor é: “Em que posso ajudá-lo?”. E a última coisa que ambos dizem, depois de uma compra, é um duplo “obrigado!”. Um sinal inequívoco de que aquela transação foi vantajosa para ambos”, pois nesta relação é satisfeito o princípio: de cada um conforme a sua capacidade, e para cada um conforme a sua necessidade”.


O capitalismo fortalece os laços de cooperação e cordialidade, enquanto o socialismo leva ao cinismo, à inveja e ao uso da força para se obter o que se demanda. É verdade que o capitalismo produz resultados materiais bem superiores, mas esse não é “apenas” seu grande mérito: ele é também um sistema bem melhor sob o ponto de vista moral.

No capitalismo quem chega ao topo elas estão mais ligadas ao mérito individual, enquanto na burocracia socialista elas dependem de favores e coação.No socialismo, os que chegam ao topo são os piores, os mais cínicos e mentirosos, os populistas, os bandidos, os exploradores, os inescrupulosos.Vide no Brasil petista, ou na Venezuela de Chávez e Maduro, ou em Cuba.E é isso que os liberais precisam destacar com mais frequência.


O empreendedorismo que é incentivado  em qualquer pais capitalista, no Brasil é uma prática quase proibitiva, pois abrir uma empresa no Brasil é algo extremamente difícil, com uma burocracia e carga tributária pesadíssima, fechar esta mesma empresa então, é quase impossível.

Não é necessário essa dicotomia no capitalismo como existe no socialismo de mercado-solidariedade, muito pelo contrário, ou seja, não é da benevolência, ou solidariedade do açougueiro que a comida chega a minha mesa, mas da busca recíproca de satisfações minha e dele, ou seja não precisamos da benevolência, ou solidariedade de governos, ou empresários para ter minhas demandas atendidas, mas do mercado competitivo, é assim que devem ser satisfeitas as nossas necessidades e preferências numa economia livre.


 
Em suma, o capitalismo é melhor ou pelo menos mais eficiente, pragmaticamente falando, considerando o momento histórico em que vivemos. Por mais conservador que possa parecer, essa é a verdade. As mentes mais românticas e idealizadoras tendem a discordar. Nada mais compreensível. Não precisamos e não devemos nos submeter a tudo a que nos impõe, não precisamos aceitar tudo de cabeça baixa, mas, por favor, sejamos mais racionais e críticos.





“A economia Capitalista não é ideologia, é ciência prática e Cartesiana. Se você tem três pessoas chegando a conclusões diferentes sobre o mesmo assunto como no Socialismo, então já não é mais ciência, mas sim ideologia...” (Roberto Campos).
 


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