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A Nova ONDA protestante: “Cristo Sim, Igreja não ?”

Written By Beraká - o blog da família on quinta-feira, 6 de agosto de 2015 | 09:22







Comentários do blog Beraká: Jesus advertiu que haveriam escândalos na Igreja e foi muito severo a esse respeito. Por quê? Por acaso rejeitou a Igreja? Pelo contrário! Morreu por ela. A Igreja sempre precisa de renovação. Porém, não pode ser renovada com sua destruição, para ser criada novamente. O que Jesus fez não pode ser alterado. Não é possível alterar a doutrina e a natureza da Igreja, já que são de Cristo:


"Cristo amou à Igreja e se entregou por ela, para santificá-la, purificando-a através do batismo, em virtude da palavra, e apresentá-la resplandescente a si mesmo, sem qualquer mancha, ruga ou coisa semelhante, mas para que seja santa e imaculada" (Efésios 5,25-27).



Se amamos a Cristo não podemos deixar de amar a Igreja e obedecê-la totalmente, já que Ele é a sua cabeça e nos fala através dos seus pastores (cf. Lucas 10,16):


"Sob seus pés submeteu todas as coisas e o constituiu Cabeça suprema da Igreja" (Efésios 1,22).


"Para que a multiforme sabedoria de Deus seja agora manifestada aos Principados e Potestades nos céus, através da Igreja" (Efésios 3,10).


"Quem vos ouve, a mim ouve; e quem vos rejeita, a mim rejeita; e quem me rejeita, rejeita aquele que me enviou”(Lc 10,16)


Por isto São Paulo o apóstolo predileto dos protestantes afirma sobre a Igreja:


“ A IGREJA É COLUNA E SUSTENTÁCULO DA VERDADE – I Tim 3,15 “








O grupo que se auto denomina como os “Sem Igreja” (Cristo sim igreja não)se dizem salvos também. E você o que acha ? Eles estão salvos ou a Caminho da Condenação ?



Se os “sem igreja” estão salvos, tal como aqueles que frequentam denominações, podemos dizer que igrejas protestantes não servem para nada já que não são essenciais para a salvação? Sim ou não ???...



O mesmo grupo dos “Sem Igreja” justifica sua decisão em função de que constatou diversas heresias nas milhares de denominações protestantes.Pergunta-se: Os “Sem Igreja” tomaram a decisão correta em abandonar as igrejas por suas práticas heréticas ? Eles estão salvos ? Eles agradaram ou desagradaram a DEUS ?


E os que permaneceram nas igrejas que praticam heresias ? Estão salvos ou condenados ?


Qual dos grupos está salvo ? Os “Sem Igreja” ou os “Com milhares de Igrejas” ?


Se ambos estão salvos, para que então frequentar Igrejas? E tentar fazer proselitismo ? Tentando ganhar pessoas para uma denominação ?



Qual dos grupos está interpretando a Bíblia corretamente ?



"Não deixando a nossa congregação, como é costume de alguns, antes admoestando-nos uns aos outros; e tanto mais, quanto vedes que se vai aproximando aquele dia" - Hb 10,25.


Ajuntai-vos, e vinde, todos os gentios em redor, e congregai-vos. Ó Senhor, faze descer ali os teus fortes - Joel 3,11


Alegrei-me quando me disseram: Vamos à casa do Senhor. Salmos 122,1


Lc 24,53: E estavam sempre no templo, louvando e bendizendo a Deus.
 






Do Protestantismo ao Ateísmo Moderno e Relativismo Contemporâneo - Uma leitura dos acontecimentos históricos:


Por Daniel Marques*


É possível fazer uma leitura dos acontecimentos históricos que percorrem desde o surgimento do Luteranismo até o relativismo atual através da chave de interpretação da quádrupla negação. Sendo que uma negação prepara o sucessivo “não”. Vejamos de modo concreto para entender a questão.


1º)-DEUS SIM, IGREJA NÃO


É a negação surgida e instaurada por Lutero. Permite uma visão mais subjetivista da fé, onde realça o caráter pessoal da salvação em detrimento do caráter institucional. É possível seguir a Deus, sem seguir uma instituição em concreto. Nega-se o caráter necessário da Igreja para a salvação, para isto, será necessário defender um conjunto de conceitos epistemológicos que será à base do pensamento da filosofia moderna.


2º)-DEUS SIM, CRISTO NÃO


Esta segunda grande negação é própria do século da ilustração, onde se busca uma fé fundada apenas na razão. Aceita-se a Deus, mas apenas como um grande relojoeiro que fez sua obra prima (o cosmos), a dotou das forças necessárias para se autogerir e foi embora. A providência é jogada no lixo, surge o DEISMO. Um Deus sem culto e despersonalizado. O homem é senhor total e absoluto de seu próprio destino. Nega-se a transcendência. A realidade não é apreendida objetivamente pelo ser humano, mas construída intelectualmente através das percepções sensitivas que são próprias a toda raça humana.


É no contexto desta segunda negação que surge a Revolução Francesa, retirando dos templos católicos a presença dos santos e de Cristo eucaristia, e erigindo altares à Deusa Razão. Uma “contraditio terminis”, pois “mitologizam” a fé católica, retiram dos evangelhos tudo que seja milagroso e sobrenatural e ao mesmo tempo criam culto e templo para a “Deusa Razão”.


É um racionalismo fundando na irracionalidade do caos e da violência. Destinada intelectualmente ao fracasso, a revolução tinha seus dias contados, apesar da propaganda massiva da revolução perpetrada por Jacques-Louis David criando obras como o Juramento de Horácio (cena dramática que convida a população a pegar em armas) e perpetuando o mártir da revolução no quadro “A morte de Marat”.


A revolução francesa nasce de exigências legítimas de uma população que sofria pela fome, crise nas colheitas e impostos sufocantes. No entanto, conduzida não pela razão que tanto defendia, mas pelo terror das guilhotinas. O lema “liberdade, igualdade e fraternidade”, pese seu caráter evangélico e de se propor como novo evangelho, era escrito pelo sangue de muitos homens e mulheres que não se alinhavam. Vemos a expropriação das propriedades do clero, a assassinato de sacerdotes, religiosos e religiosas. A Fé católica é vista como fundamento do Ancient Regime e como tal deve ser varrida do mapa, como principal inimiga da revolução e de seus ideais.


Surge, então, como resposta a esta barbárie um novo absolutismo que se espalha por toda a Europa. Mas, o mundo já não era mais monárquico, a semente do pensamento revolucionário já tinha sido plantada. E mais tarde crescerá com mais furor através da revolução marxista que veremos a seguir na terceira negação.


3º)-DEUS NÃO, O HOMEM SIM


É a última negação presente no séc. XIX. Deus já não é necessário para garantir a ordem do mundo. A única realidade é a material e a este senhor devemos prestar contas. Seu fundamento é a filosofia Hegeliana. Onde o espirito absoluto é traduzido à matéria. E os indivíduos são apenas um momento, uma ocasião para o desenvolvimento da matéria, do mundo perfeito sem classes e de total igualdade.


Na filosofia marxista, não há pessoas, existe apenas o estado, que se desenvolve através da dialética de lutas de classes. O novo homem e nova humanidade marxista é a síntese final do processo dialético, onde a tese são os sistemas econômicos burgueses e a antítese é a classe operária explorada. O marxismo acelera o confronto entre ambas que ocorrerá de modo necessário.A visão de pessoa humana como um momento do processo dialético materialista é o que justifica a barbárie de mais de 100 milhões de pessoas exterminadas por Stalin. Os comunistas alegam que isto ocorreu porque Stalin desvirtuou a revolução. Em realidade, ele se apresenta como aquele que leva até as últimas consequências os pressupostos filosóficos da revolução.


A negação de Deus só é possível, em última instância, através da negação do ser humano, o que nos conduz a uma quarta negação:


4º)-O HOMEM NÃO


A degradação da razão humana conduz a negação da impossibilidade da existência de qualquer verdade absoluta. A filosofia hermenêutica presente na obra “Verdade e Método” de Gadamer é um exemplo. O homem constrói a verdade segundo seu grupo social e cultura, e este grupo com “suas verdades" é que constrói o homem e a verdade das coisas. Deste modo, a verdade é sempre mutável e não um termo “ad quo”, não há uma finalidade para vida humana, mas apenas uma construção de algo caótico a um nada último.


Esta visão epistemológica se apresenta como fundamento do relativismo moral e do indiferentismo religioso. Quando tudo é verdade, não existe verdade. E quando nada é objetivamente verdadeiro, todas as coisas são colocadas no mesmo plano, perdendo seu valor. Priva a racionalidade humana do principio de não contradição, conduzindo a humanidade a ações bárbaras.


Sobre a bandeira da tolerância, o relativismo implanta uma verdadeira ditadura da força e do poder. Pois quando não há uma verdade como critério e medida de nossas ações, se implanta a verdade subjetiva dos mais fortes. Por isso, as politicas e medidas sociais são implantadas não em vistas a um bem comum, ou um critério de bondade e verdade, mas segundo pressões sociais, econômicas ou interesses privados.Assim vemos a aprovação das uniões homoafetivas, a aprovação do aborto em geral, e do bebê anencéfalo em especifico. O homem volta-se contra o mesmo homem, pois ferido em sua racionalidade, é incapaz de perceber as consequências de seus atos que vão contra a sua própria humanidade.


CONCLUSÃO: A UNIDADE SUBSTANCIAL DO SER HUMANO


Existe uma profunda unidade entre as questões religiosas, econômicas, filosóficas, sociais e politicas. Não são elementos separados, pois quem as elabora, vive e pratica é o homem. O ser humano é o centro das questões.


Por isso, um subjetivismo religioso exacerbado de Lutero nos conduz a uma filosofia moderna que coloca o homem como criador da realidade e a Deus apenas como garantidor de uma ordem. Este racionalismo moderno exige a existência de um Deus impessoal e ordenador, surgindo o Deísmo próprio do iluminismo, com sua expressão mais “gloriosa e nefasta” instaurado no culto à “Deusa Razão” no período da Revolução Francesa. Revolução esta guiada por um desejo de fazer o bem, mas com princípios que levariam ao terror. Neste processo de degradação da razão humana o surgimento de regimes ateus, o indiferentismo e o relativismo presentes nos dias atuais são consequências naturais.


Um processo de negação da objetividade das coisas que "corrói" a razão humana, pois negar a capacidade de transcendência humana, é negar a mesma humanidade. 



* Daniel Marques é formado em Humanidades Clássicas em Salamanca, Espanha, obteve a graduação e o Mestrado em Filosofia em Roma, e atualmente cursa o 2o. ano de teologia na arquidiocese do Rio de Janeiro.





Fonte: Zenit
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Neste Apostolado promovemos a “EVANGELIZAÇÃO ANÔNIMA", pois neste serviço somos apenas o Jumentinho que leva Jesus e sua verdade aos Povos. Portanto toda honra e Glória é para Ele.Cristo disse-nos:Eu sou o caminho, a verdade e a vida e “ NINGUEM” vem ao Pai senão por mim." ( João, 14, 6).Como Católicos,defendemos a verdade, contra os erros que, de fato, são sempre contra Deus.Cristo não tinha opiniões, tinha verdades, a qual confiou a sua Igreja, ( Coluna e sustentáculo da verdade – Conf. I Tim 3,15) que deve zelar por elas até que Cristo volte.Quem nos acusa de falta de caridade mostra sua total ignorância na Bíblia,e de Deus, pois é amor, e quem ama corrige, e a verdade é um exercício da caridade.Este Deus adocicado,meloso,ingênuo, e sentimentalóide,é invenção dos homens tementes da verdade, não é o Deus revelado por seu filho: Jesus Cristo.Por fim: “Não se opor ao erro é aprová-lo, não defender a verdade é nega-la” - ( Sto. Tomáz de Aquino)

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