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MARIA E OS SANTOS NÃO SÃO ONIPRESENTES COMO PODEM OUVIR E ATENDER NOSSOS PEDIDOS ?

Written By Beraká - o blog da família on sábado, 6 de setembro de 2014 | 20:30





Deus está em todo lugar(Onipresença), sabe de tudo (Oniciente) e tem todo poder (Onipotente), pois é Deus. E Maria e os Santos, para atender todos os pedidos, teriam de ser igual a Deus?


Os santos atuam no céu em Deus, ou seja, eles fazem parte da Igreja celeste, triunfante na glória do céu: 


''...da assembleia festiva dos primeiros inscritos no livro dos céus, e de Deus, juiz universal, e das almas dos justos que chegaram à perfeição(Hebreus 12, 23)

Na glória do céu eles não estão ociosos e indiferentes:



Eles aplicam todo seu ser, toda sua vontade para realizar coisas boas, e aqui o que eles podem fazer é interceder por nós.Se nós rezamos aqui na terra, porque Deus quer que nós colaboremos na realização de sua vontade, então os anjos e os santos no céu podem também orar, interceder por nós e o fazem, porque Deus assim quer, pois Deus poderia fazer tudo independente de nós, mas na sua graça e na sua glória, ele quer fazer as coisas através também da nossa ação, nós somos cooperadores da graça de Deus e essa cooperação não acaba depois que a pessoa morre (se a alma do indivíduo for para o céu), pois nem a morte nos separa do amor de Cristo (Romanos 8, 38-39)


Jesus quis realizar seu primeiro milagre por meio de Maria, ao pedido de Maria, nas bodas de Caná (Jo. 2,  3-5).Cristo é o nosso único Redentor, porque, sendo Deus, Ele teve méritos inifinitos, e sendo homem, assumiu nossas culpas e morreu por nós, apagando a culpa original.


Os protestantes se esquecem que, mesmo sendo Deus e único Redentor  Ele quis estabelecer intermediários entre Ele e nós. Por exemplo, os Apóstolos, dizendo a eles:


“Quem vos ouve, a Mim ouve”.


E disse aos Apóstolos:


“A quem perdoardes os pecados, eles serão perdoados, aqueles a quem retiverdes os pecados, ser-lhes-ão retidos” ( Jo 20 , 23).     


Quando, a mulher da Fenícia pedia diretamente a Jesus que lhe curasse a filha, Jesus não a atendia. Quando os Apóstolos pediram por ela, Ele os atendeu, e, depois, atendeu a mulher fenícia.


Jesus é nosso único Redentor e é pois a escada que une a terra ao céu. Só que a escada tem muitos degraus. O protestante quer subir ao céu por escada de um só degrau.


Deus gosta que se o invoque por meio de outros mais santos do que nós. Já no Antigo Testamento se lê que Coré, Datan e Abiron quiseram tratar diretamente com Deus recusando a intercessão de Moisés. Eles foram punidos por Deus por causa disso. Coré foi devorado por fogo que caiu do céu e Datan e Abiron foram engolidos pela terra como todos os seus familiares e bens.


Também Deus disse aos amigos de Jó:


“Ide a meu servo Jó e oferecei um holocausto por vós; e o meu servo Jó orará por vós, e admitirei propício a sua intercessão” (Jó, XLII, 8).



Desde os tempos apostólicos a Igreja ensina que os que morreram na amizade do Senhor, não só podem como estão orando pela salvação daqueles que ainda se encontram na terra. Tal conceito é conhecido como a intercessão dos santos.





Sobre a doutrina da intercessão dos santos, o Catecismo da Igreja Católica ensina:


"Pelo fato que os do céu estão mais intimamente unidos com Cristo, consolidam mais firmemente a toda a Igreja na santidade... Não deixam de interceder por nós ante o Pai. Apresentam por meio do único Mediador entre Deus e os homens, Cristo Jesus, os méritos que adquiriram na terra... Sua solicitude fraterna ajuda, pois, muito a nossa debilidade." (CIC 956).



Por tanto para a Igreja Católica, os santos intercedem por nós junto ao Pai, não pelos seus méritos, mas pelos méritos de Cristo Nosso Senhor, o único Mediador entre Deus e os homens.



Objeções protestantes:


Os adeptos do fundamentalismo bíblico normalmente apresentam uma série de objeções à doutrina da intercessão dos santos. Neste artigo iremos confrontar as principais:


1a. objeção: Cristo é o único mediador entre Deus e os homens.


Esta é a principal objeção à doutrina da intercessão dos Santos. Os adeptos desta objeção fundamentam sua posição em 1 Tim 2,5 onde lemos: "Pois há um só Deus, e um só mediador entre Deus e os homens, um homem, Cristo Jesus". Para eles, a Sagrada Escritura não deixa dúvidas de que só Jesus pode interceder pelos homens junto a Deus.



Se isto é verdade, por que São Paulo ensinaria que nós Cristãos devemos dirigir orações a Deus em favor de outras pessoas? Vejam:


1Tim 2,1: "Acima de tudo, recomendo que se façam súplicas, pedidos e intercessões, ações de graças por todos os homens, pelos reis e por todos os que estão constituídos em autoridade, para que possamos viver uma vida calma e tranqüila, com toda a piedade e honestidade."



No exposto acima não está São Paulo nos pedindo para que sejamos intercessores (mediadores) junto a Deus por todas as pessoas da terra? Estaria então o Santo apóstolo se contradizendo? É claro que não. A questão é que a natureza da mediação tratada no versículo 1 é diferente da do versículo 5.



A mediação tratada em 1Tm 2,5 refere-se à Nova e Eterna Aliança:


No AT a mediação entre Deus e os homens se dava através da prática da Lei. No NT, é Cristo que nos reconcilia com Deus, através de seu sacrifício na cruz. É neste sentido que Ele é nosso único mediador, pois foi somente através Dele que recuperamos para sempre a amizade com Deus, como bem foi exposto por São Paulo: "Assim como pela desobediência de um só homem foram todos constituídos pecadores, assim pela obediência de um só todos se tornarão justos."(Rom 5,19).



Por tanto, a exclusividade da medição de Cristo refere-se à justificação dos homens. A mediação da intercessão dos santos é de outra natureza, referindo-se à providência de Deus em favor do nosso semelhante. Desta forma, o texto de 1Tm 2,5 dentro de seu contexto não oferece qualquer obstáculo à doutrina da intercessão dos santos.



2a. objeção: os santos não podem interceder por que após a morte não há consciência



Os defensores desta objeção usam como fundamento as palavras do Eclesiastes:


"Com efeito, os vivos sabem que hão de morrer, mas os mortos não sabem mais nada; para eles não há mais recompensa, porque sua lembrança está esquecida" (Ecl. 9,5).


E ainda "Tudo que tua mão encontra para fazer, faze-o com todas as tuas faculdades, pois que na região dos mortos, para onde vais, não há mais trabalho, nem ciência, nem inteligência, nem sabedoria" (Ecl. 9,10).



Já que a Bíblia é um conjunto coeso de livros, não podemos aceitar a doutrina da dormição ou inconsciência dos mortos simplesmente pelo fato de que há versículos claros na Sagrada Escritura que mostram que os mortos não estão nem "dormindo" e nem "inconscientes" (cf. Is 14, 9-10; 1Pd 3,19; Mt 17,3; Ap 5,8; Ap 7,10; Ap 6,10); o que faria alguém pensar que há contradições na Bíblia.



A questão é que os versículos citados do Eclesiastes não fazem referência a um estado mental dos mortos, mas sim ao infortúnio espiritual em que se encontram por causa do lugar onde estão. Os mortos os quais os textos se referem são aqueles que morreram na inimizade de Deus, e não a qualquer pessoa que morreu. Vejamos os versículos abaixo:



"Ignora ele que ali há sombras e que os convidados [da senhora Loucura] jazem nas profundezas da região dos mortos" (Prov 9,18)



"O sábio escala o caminho da vida, para evitar a descida à morada dos mortos" (Prov 15,24)



Os versículos acima mostram que a região dos mortos é um lugar de desgraça, onde são encaminhados os inimigos de Deus. Isto é ainda mais evidente em Prov 15,24. O sábio é aquele que guarda a ciência de Deus, este quando morrer não vai para a "morada dos mortos?. As expressões morada dos mortos ou região dos mortos fazem alusão a um lugar de desgraça, onde os inimigos de Deus estão privados da Sua Graça.



Voltando aos versículos do Eclesiastes, o escritor sagrado ao escrever que para os mortos não há mais recompensa,não há mais trabalho, nem ciência, nem inteligência, nem sabedoria, refere-se unicamente ao infortúnio que existe na região dos mortos, para onde eles vão. Eles quem? Os que estão mortos para Deus.



Por tanto, dentro de seu contexto, os versículos do Eclesiastes também não oferecem qualquer imposição à doutrina da intercessão dos santos.



3a. objeção: os santos não podem ouvir as orações dos que estão na terra porque não são oniscientes e nem onipresentes


São Paulo nos ensina que a Igreja é o corpo de Cristo . Desta forma, os que estão unidos a Cristo através de seu ingresso na Igreja, são membros do Seu corpo. Isso quer dizer que tantos nós que estamos na terra, quanto os que já morreram na amizade do Senhor, todos somos membros do Corpo Místico de Cristo, onde Ele é a cabeça. São Paulo ensina que a Igreja é corpo de Cristo:


"Agora me alegro nos sofrimentos suportados por vós. O que falta às tribulações de Cristo, completo na minha carne, por seu corpo que é a Igreja" (Col 1,24)



São Paulo ensina que somos membros do corpo de Cristo e por isto os cristãos estamos ligados uns aos outros: "assim nós, embora sejamos muitos, formamos um só corpo em Cristo, e cada um de nós é membro um do outro" (Rom 12,5)



São Paulo ensina que Cristo é a cabeça do seu corpo que é a Igreja: "Ele é a Cabeça do corpo, da Igreja" (Col 1,18)



Isso quer dizer que nós e os santos (que estão na presença de Deus) estamos ligados, pois somos membros de um mesmo corpo, o corpo de Cristo, que é a Igreja:


Assim como minha mão direita não pode se comunicar com a esquerda sem que esse comando tenha sido coordenado pela minha cabeça (caso contrário seria um movimento involuntário), da mesma forma, no Corpo de Cristo os membros não podem se comunicar sem que essa comunicação aconteça através da cabeça que é Cristo.


Desta forma, quando nós pedimos para que os santos intercedam por nós junto a Deus (comunicação de um membro com o outro no corpo de Cristo), isso acontece através de Cristo. Assim como a nossa cabeça pode coordenar movimentos simultâneos entre os vários membros de nosso corpo, Cristo que é a cabeça da Igreja e é onisciente e onipresente possibilita a comunicação entre os membros do Seu corpo.



Portanto, a falta de onipresença e onisciência dos santos não apresenta qualquer impedimento para que eles conheçam ou recebam nossos pedidos e então possam interceder por nós junto a Deus.


4a. objeção: nós não podemos dirigir nossa orações aos santos pois isto caracteriza evocação dos mortos que é severamente proibida na Bíblia.


Esta objeção baseia-se principalmente nos versículos abaixo:



"Não se ache no meio de ti quem pratique a adivinhação, o sortilégio, a magia, o espiritismo, a evocação dos mortos: porque todo homem que fizer tais coisas constitui uma abominação para o Senhor" (Dt 18, 9-14)


"Se uma pessoa recorrer aos espíritos, adivinhos, para andar atrás deles, voltarei minha face contra essa pessoa e a exterminarei do meio do meu povo. (...) Qualquer mulher ou homem que evocar espíritos, será punido de morte" (Lev 20, 6 - 27).



Conforme vimos, Deus abomina a evocação dos mortos. No entanto, há uma diferença tremenda entre evocar os mortos e dirigir nossos pedidos de orações aos santos:


A evocação dos mortos é caracterizada pelo pedido de que o espírito do defunto se apresente e então se comunique com os vivos como se ainda estivesse na terra.


Esta prática é condenada por Deus, pois em vez de confiarmos na Providência Divina quanto ao futuro e às coisas que necessitamos, deseja-se confiar nas instruções dos espíritos. Conforme a Sagrada Escritura dá testemunho em I Samuel 28.



Na intercessão dos santos, não estamos pedindo que o santo se apresente para bater um papo a fim obter qualquer tipo de informação, mas sim, dirigimos a eles nossos pedidos de oração, como se estivéssemos enviando uma carta solicitando algo (o que é bem diferente de evocar mortos). Na intercessão dos santos continuamos confiando na Providência Divina, pois os santos são apenas mediadores, logo, quem atende aos nossos pedidos é Deus.



Desta forma, as proibições divinas quanto à prática de espiritismo não se aplicam à doutrina da intercessão dos santos.



5a. objeção: não há sequer uma única referência bíblica em relação à intercessão dos santos



Há diversos versículos bíblicos que mostram que os santos oram na presença de Deus. Vejamos:


"Quando abriu o quinto selo, vi debaixo do altar as almas dos homens imolados por causa da palavra de Deus e por causa do testemunho de que eram depositários.  E clamavam em alta voz, dizendo: Até quando tu, que és o Senhor, o Santo, o Verdadeiro, ficarás sem fazer justiça e sem vingar o nosso sangue contra os habitantes da terra?  Foi então dada a cada um deles uma veste branca, e foi-lhes dito que aguardassem ainda um pouco, até que se completasse o número dos companheiros de serviço e irmãos que estavam com eles para ser mortos" (Ap 6,9-11).



No trecho acima, os santos estão clamando a Deus por Justiça. Alguém poderia dizer: mas eles estão intercedendo por eles mesmos e não pelos que ficaram na terra. Ora, e o que impede que o façam pelos que estão na terra?


São Paulo mesmo não recomenda que oremos pelos outros? (cf. 1Tm 2,1). Por alguma razão estariam os santos incapazes de continuarem orando pelos que estão na terra?


Ora, alguém que esteja no seu juízo perfeito, há de convir que, o fato dos santos estarem na presença de Deus, não é motivo impeditivo para que intercedam pelos outros, muito pelo contrário, não há melhor lugar e momento para fazê-lo. Veja ainda:



"Os quatro viventes e os vinte e quatro anciões se prostraram diante do Cordeiro. Tinha cada um uma cítara e taças de ouro cheias de perfumes, que são as orações dos santos" (Ap 5,8). "A fumaça dos perfumes subiu da mão do anjo com as orações dos santos, diante de Deus. (Ap 8,4).



Nos versículos acima os santos oram para Deus. Por que estariam orando, já que estão salvos e gozando da presença do Senhor?


Oram em nosso favor, para que os que estão na terra também possam um dia estar com eles na presença do Senhor.



No livro do profeta Jeremias lemos:



"Disse-me, então, o Senhor: Mesmo que Moisés e Samuel se apresentassem diante de mim, meu coração não se voltaria para esse povo. Expulsai-o para longe de minha presença! Que se afaste de mim!? (Jr 15,1).



No tempo do profeta, ambos Moisés e Samuel estavam mortos. Que sentido teria este versículo caso não fosse possível que os dois intercedessem por Israel?



O Testemunho dos primeiros cristãos:


Vejamos agora o que professava os cristãos no tempo em que não havia divisão na Cristandade, em relação à doutrina da intercessão dos santos:


"O Pontífice [o Papa] não é o único a se unir aos orantes. Os anjos e as almas dos juntos também se unem a eles na oração" (Orígenes, 185-254 d.C. Da Oração).


"Se um de nós partir primeiro deste mundo, não cessem as nossa orações pelos irmãos" (Cipriano de Cartago, 200-258 d.C. Epístola 57)



"Aos que fizeram tudo o que tiveram ao seu alcance para permanecer fiéis, não lhes faltará, nem a guarda dos anjos nem a proteção dos santos". (Santo Hilário de Poitiers, 310-367 d.C).


"Comemoramos os que adormeceram no Senhor antes de nós: patriarcas, profetas, Apóstolos e mártires, para que Deus, por suas intercessões e orações, se digne receber as nossas." (São Cirilo de Jerusalém, 315-386 d.C. Catequeses Mistagógicas).



"Em seguida (na Oração Eucarística), mencionamos os que já partiram: primeiro os patricarcas, profetas, apóstolos e mártires, para que Deus, em virtude de suas preces e intercessões, receba nossa oração" (São Cirilo de Jerusalém, 315-386 d.C. Catequeses Mistagógicas).
"Se os Apóstolos e mártires, enquanto estavam em sua carne mortal, e ainda necessitados de cuidar de si, ainda podiam orar pelos outros, muito mais agora que já receberam a coroa de suas vitórias e triunfos. Moisés, um só homem, alcançou de Deus o perdão para 600 mil homens armados; e Estevão, para seus perseguidores. Serão menos poderosos agora que reinam com Cristo? São Paulo diz que com suas orações salvara a vida de 276 homens, que seguiam com ele no navio [naufrágio na ilha de Malta]. E depois de sua morte, cessará sua boca e não pronunciará uma só palavra em favor daqueles que no mundo, por seu intermédio, creram no Evangelho?" (São Jerônimo, 340-420 d.C, Adv. Vigil. 6).



"Portanto, como bem sabem os fiéis, a disciplina eclesiástica prescreve que, quando se mencionam os mártires nesse lugar durante a celebração eucarística, não se reza por eles, mas pelos outros defuntos que também aí se comemoram. Não é conveniente orar por um mátir, pois somos nós que devemos encomendar suas orações" (Santo Agostinho, 391-430 d.C. Sermão 159,1)



"Não deixemos parecer para nós pouca coisa; que sejamos membros do mesmo corpo que elas (Santa Perpétua e Santa Felicidade) (...) Nós nos maravilhamos com elas, elas sentem compaixão de nós. Nós nos alegramos por elas, elas oram por nós (...) Contudo, nós todos servimos um só Senhor, seguimos um só Mestre, atendemos um só Rei. Estamos unidos a uma Cabeça; nos dirigimos a uma Jerusalém; seguimos após um amor, envolvendo uma unidade" (Santo Agostinho, 391-430 d.C. Sermão 280,6)



"Por vezes, é a intercessão dos santos que alcança o perdão das nossas faltas [1Jo 5,16; Tg 5,14-15] ou ainda a  misericórdia e a fé" (São João Cassiano. 360-435 d.C. conferência 20).

 
''Há um só mediador entre Deus e os homens: Jesus Cristo'' (I Timóteo 2, 5)


Pois bem, Jesus é o único mediador entre Deus e os homens e aqui então se cria um problema. Só que esse problema não é só de nós os católicos não, é um problema também para os protestantes. Por quê?


Se Jesus é o único mediador, se só Ele intercede por nós diante de Deus, o que é que nos fazemos rezando um pelos outros?


Por que o problema da intercessão dos santos, é simplesmente um problema:

“se é possível ou não interceder depois da morte ? Depois a gente resolve esse problema.”



Mas o problema de insistir, de dizer e afirmar que Jesus é o único mediador, se você bate muito nessa tecla, você acabou com a oração de intercessão de nós já aqui na terra, vivos. Porque se só Ele é o único mediador, o que nós estamos fazendo rezando um pelos outros? Não está desobedecendo a Palavra de Deus que diz claramente:

''Há um só mediador entre Deus e os homens: Jesus Cristo'' (I Timóteo 2, 5)


Mas qual é a saída?


Eu não faço ideia como é que os protestantes resolvem esse tipo de problema.O fato é o seguinte: é que nós católicos cremos que realmente, É VERDADE SÓ EXISTE UM MEDIADOR DIANTE DE DEUS E O HOMENS! Não tem dois! SÓ EXISTE UM, ÚNICO, UM SÓ. Acontece que este único mediador, que é o Cristo não é sozinho. Em que sentido? Cristo tem um Corpo, esse corpo é a Igreja (Colossenses 1, 18), ou seja, nós cremos ou não cremos naquilo que está na Sagrada Escritura que Cristo é a Cabeça e nós somos os membros do seu corpo?

Ora, se nós somos os membros do Corpo de Cristo, então nós somos membros deste único mediador, nós somos membros deste único intercessor! Então, é por isso, que por exemplo, São Pedro pode falar que nós cristãos temos um sacerdócio santo (I Pedro 2, 9), então é por isso que o Apocalipse pode dizer que nós somos um reino de sacerdotes (Apocalipse 5, 10).


Mas vão dizer: Como é possível? O único sacerdote é Jesus diz a Carta aos Hebreus! É verdade, o único sacerdote é Jesus, mas esse único sacerdote não é sozinho, Ele é a Cabeça de um Corpo.


Só existe um mediador entre Deus e os homens e é o Cristo. Mas por favor, o Cristo total, não somente um pedaço do Cristo. O Cristo todo: Cabeça e membros. Porque nós somos membros do Corpo de Cristo! Então é isso que permite a mim interceder e os protestantes intercedem um pelos outros! Mas mesmo se ele muda-se a práxis deles, seria impossível você ler a Sagrada Escritura de outra forma. Por quê?

O que é que explica que a sombra de São Pedro curava as pessoas? O que explica que quando se pegava um guardanapo que São Paulo limpou a boca, as pessoas ficavam curadas? Isso tudo está nos Atos dos Apóstolos!


Como é possível isto? Se só existe um Mediador, só existe um Salvador, só existe um Nome no qual todos são salvos, só existe um que opera os milagres, Jesus! Como é possível isto? E isso é uma mediação!

Então, vamos ser objetivos: Só existe sim, um único mediador, mas esse único mediador é um corpo, ou seja, tem a Cabeça que é Cristo e tem os membros, que são os membros da Igreja. Então é por isso que eu posso rezar, e eu rezo!

Por que São Paulo diz que a Igreja é o Corpo de Cristo?


Porque São Paulo, quando era Saulo perseguia os cristãos (a Igreja), Jesus Ressuscitado e glorioso lá do céu diz a ele:


''Saulo, Saulo, por que me persegues? Eu sou Jesus, a quem tu persegues'' At 9, 4-5


Jesus poderia ter dito: Saulo, Saulo por que persegues a minha Igreja?


Podemos concluir que Cristo está vivo no seu Corpo, que é a Igreja. São Paulo diz aos Efésios (1, 23) ''A Igreja é o Corpo de Cristo, é o receptáculo daquele que enche todas as coisas sob todos os aspectos''. Em uma outra tradução diz que a Igreja é o complemento, em vez de receptáculo. É porque Cristo só é completo pela união com sua Igreja.

É por isso que São Tiago diz: ‘’Orai uns pelos outros para serdes curados. A oração do justo tem grande eficácia. ’’ (Tiago 5, 16)
É por isso que São Paulo diz à Timóteo:


‘’Acima de tudo, recomendo que se façam preces, orações, súplicas, ações de graças por todos os homens, pelos reis e por todos os que estão constituídos em autoridade, para que possamos viver uma vida calma e tranqüila, com toda a piedade e honestidade.Isto é bom e agradável diante de Deus, nosso Salvador. ‘’ (I Timóteo 2, 1-3)


Agora, aqui nós entramos na segunda parte da questão. Bom, aqui na terra a gente pode ser mediador, porque somos membros do único mediador. Mas isso continua depois de morto?



A Igreja tem uma práxis de Intercessão que vem desde o tempo das catacumbas. Vá as catacumbas de São Sebastião em Roma, lá você encontra grafites antiquíssimos do I e II século onde o fulano foi lá com um preginho e raspou na telha da catacumba dizendo:


''Pedro e Paulo ora por fulano, intercede por beltrano''. Veja: pedido de intercessão nos primeiríssimos séculos, ou seja, se essa Igreja estava tão errada, estava errada desde o seu início!


Uma inscrição diz "Pedro e Paulo, rogai por Victor". Uma outra: "Pedro e Paulo, lembrai-vos de Zozamon".


Existem várias outras iguais a estas. Elas não são estranhas. Elas não são esquisitas. Elas são típicas.


Escreve S. Clemente (séc. I):

"Os que suportaram com confiança, herdaram glória e honra; foram exaltados, e Deus os inscreveu no seu memorial pelos séculos dos séculos. Amém" (S. Clemente de Roma, aos Coríntios, n. 45.8).


Orígenes, pelo ano 250 d.C. afirmava que:

As virtudes nesta vida são definitivamente aperfeiçoadas no além. Ora, a mais valiosa de todas é a caridade; esta, portanto, na outra vida é ainda mais ardente do que na vida presente. Por conseguinte, os santos exercem seu amor sobre os irmãos na terra, mediante a intercessão dirigida a Deus em favor das necessidades destes peregrinos.




Santo Inácio, já no ano 107 d.C., - na iminência de seu martírio - escreveu:

"Meu espírito se sacrifica por vós, não somente agora, mas também quando eu chegar a Deus" (Santo Inácio de Antioquia, tralianos, n. 13,3)


Leia Romanos 8, 38-39 - A morte não nos separa do amor de Cristo, senão do que adiantaria ser batizado, ser membro do Corpo de Cristo aqui e depois da morte não vale mais, do que adiantou? Para que é que serve esse negócio de Igreja se não for para depois da vida? Para que serve a Igreja se não for para a salvação eterna? Se o que a gente faz aqui e não serve nada para depois, então ''comamos e bebamos, porque amanhã morreremos'', já dizia São Paulo (I Coríntios 15,32)! Então o batismo serve para alguma coisa, eu sou membro do Corpo de Cristo de alguma forma.



No Apocalipse existem várias passagens que mostram a atividade de pessoas que já morreram que agora estão diante do Trono de Deus

Apocalipse 6, 9-11 - Oração dos mártires. Estão rezando diante do trono de Deus. Note que nessa visão de São João, nós ainda estamos na tribulação, a ressurreição nem aconteceu, ainda estamos na abertura dos selos

Apocalipse 7, 13-16 - Os mortos prestam culto a Deus.

Viu? Morto reza, presta culto a Deus. Nós católicos já sabíamos disso!


No céu os Santos sabem, através da comunhão com Deus, de nossas condições aqui na terra. A sua felicidade no céu consiste em compreender a Deus. Eles participam da comunhão e do interesse de Deus por nós. Deus não é indiferente ao que está acontecendo aos seus filhos da terra por ele criados. Os Santos, que tanto se assemelham a Deus no seu amoroso interesse por nós, também acompanham as nossas lutas.



Podemos invocá-los, e eles podem ouvir as nossas preces. Como?




É claro que os Santos não são oniscientes e nem onipresentes, mas no Céu todos os seus desejos razoáveis são satisfeitos pelo poder de Deus. É razoável que eles desejem conhecer os pedidos a eles dirigidos. Então, Deus habilita-os a conhecer as nossas preces.


A perfeita comunhão com Deus permite aos Santos conhecerem nossos pedidos e interceder por nós. Eles não estão dormindo. A alma não dorme. A Carta aos Hebreus ensina: “Está determimado que cada um morra uma só vez, e em seguida vem o juizo (de Deus)” (Hb 9,27). Ora. é óbvio que logo após a morte a alma não será julgada por Deus dormindo.


O tempo e a distância não são empecilhos para que os Santos ouçam nossas preces e nos socorram com sua intercessão; estas realidades que tratamos são coisas do espírito. Na vida eterna não existe mais a limitação do tempo e do espaço que nos impedem, por exemplo, aqui na terra a bilocação. Por mais secretas que sejam, eles conhecem as nossas preces. Querem ajudar-nos, por mais desesperada que seja a nossa necessidade.E podem ajudar-nos.


Este é talvez o fato mais importante de todos. Eles são amigos de Deus, muito chegados a Ele pela sua santidade, que os fez “participantes da sua natureza divina”, como diz S. Pedro. Eles têm grande influência junto ao “Pai das luzes” de quem vem “todo dom melhor e todo dom perfeito” (Tg 1, 17).


Conclusão


Como pudemos ver, a doutrina da intercessão do santos, não é invenção do catolicismo (como pensam alguns), mas sim, uma legítima doutrina cristã, embasa tanto nas Sagradas Escrituras, quanto na Tradição Apostólica.


Os primeiros cristãos jamais tiverem dúvidas quanto a ela (note que este tema jamais foi centro de disputas conciliares). Esta doutrina confirma o Amor de Deus para conosco e Seu plano de que sejamos uns para outros instrumentos deste Amor.

Que fique claro, o Santo intercede diante de Deus, mas é Deus quem faz o milagre.


Que a Santíssima Virgem Maria interceda por nós!


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Neste Apostolado promovemos a “EVANGELIZAÇÃO ANÔNIMA", pois neste serviço somos apenas o Jumentinho que leva Jesus e sua verdade aos Povos. Portanto toda honra e Glória é para Ele.Cristo disse-nos:Eu sou o caminho, a verdade e a vida e “ NINGUEM” vem ao Pai senão por mim." ( João, 14, 6).Como Católicos,defendemos a verdade, contra os erros que, de fato, são sempre contra Deus.Cristo não tinha opiniões, tinha verdades, a qual confiou a sua Igreja, ( Coluna e sustentáculo da verdade – Conf. I Tim 3,15) que deve zelar por elas até que Cristo volte.Quem nos acusa de falta de caridade mostra sua total ignorância na Bíblia,e de Deus, pois é amor, e quem ama corrige, e a verdade é um exercício da caridade.Este Deus adocicado,meloso,ingênuo, e sentimentalóide,é invenção dos homens tementes da verdade, não é o Deus revelado por seu filho: Jesus Cristo.Por fim: “Não se opor ao erro é aprová-lo, não defender a verdade é nega-la” - ( Sto. Tomáz de Aquino)

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