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Mais RACHAS e dissidências na Seita Cismática e Sedevacantista: FSSPX no Brasil

Written By Beraká - o blog da família on segunda-feira, 25 de novembro de 2013 | 10:25




Comunicado do Reverendo Padre Daniel Maret,
Prior de São Paulo

“Não há nada de escondido que não venha a ser revelado.”

São Paulo, 15 de setembro de 2012


Seguindo o triste curso dos recentes acontecimentos no Brasil aos quais se referiu o Superior de Distrito no seu último comunicado, e para que nada se faça em cumplicidade com a dissimulação e as trevas, denuncio abertamente a reunião organizada neste final de semana (15 e 16 de setembro) por alguns membros do priorado e o Pe. Ernesto Cardozo.

A respeito do padre Cardozo: ele não hesita em nos qualificar como seita por continuarmos a seguir Dom Fellay e os legítimos superiores que a Providência nos colocou.

http://spessantotomas.blogspot.com.br/2012/09/disse-o-padre-cardozo-em-vitoria-es.html

É evidente que todos os padres, até o último dos vigários, exercem um poder que lhes vem de seu superior. O Padre Cardozo rompeu com o seu superior e agora não é enviado por ninguém para exercer o seu sacerdócio, senão por si próprio.

Ele se comporta como um sacerdote “vagus” (em latim), quer dizer, sem missão. Ele certamente invocará o caso de necessidade, mas qual caso de necessidade, visto que a FSSPX continua o seu combate como antes?


A respeito da reunião: Poderia ter sido organizada com maior discrição e cuidado? Por que esta discrição?

A resposta está nas palavras do convite: “palestra sobre a situação hodierna da Tradição e nossa conduta estratégica neste contexto”. Isto não é outra coisa senão planejar a revolução “intra muros”, ou complô, eis o seu nome verdadeiro. Sobram os comentários.


A respeito do(s) organizador(es): Eis o ponto mais doloroso, “o que mete comigo a mão no prato”. Nós, sacerdotes, queremos ser pais espirituais no pleno sentido da palavra, por isso nos chamam de padres. A isto nos chamou Nosso Senhor. Um padre tem direito à piedade filial e à confiança de um filho, uma vez que o padre não é senão para os filhos. Por isso, todos os fiéis estejam prevenidos a respeito da gravidade deste modo de proceder nas “trevas”, modo indigno de verdadeiros filhos e homens católicos.


Que Nossa Senhora das Dores se digne aceitar estes sofrimentos e juntá-los aos de Jesus na cruz. Que Deus os abençoe.


Fonte: http://www.fsspx.com.br/exe2/comunicado-padre-daniel-maret/


Luiz Eduardo Silva Parreira disse:

Caro Padre Marcelo e colaboradores, poderiam dar uma explicação de como estão divididos os movimentos conservadores do Brasil, no que tange ao Rito Tridentino, seus seguidores, os mais alinhados com o a Santa Igreja, e os movimentos que mais se afastam da Santa Igreja, etc.? Muito obrigado!

Prezado Luiz Eduardo, Salve Maria!

Faço antes um pequeno preâmbulo. Não considero muito adequado o uso de nomes para distinguir entre “correntes católicas”, por passar a impressão de que a Igreja Una teria “divisões” até mesmo no campo doutrinal. Cristo não desejou divisões, mas suplicou ao Pai que, de Seu rebanho, fossem todos um. Neste sentido, a distinção correta é “católico” ou “não católico”, razão pela qual só eventualmente usarei algumas expressões corriqueiras, apenas a título de curiosidade.

Acerca dos católicos aderidos à Missa Tridentina, no Brasil a situação atual é mais ou menos a descrita a seguir. Tratarei principalmente do clero, fazendo breve citação dos leigos ao final (visto que são a parte submetida ao clero).

Quanto ao clero em plena submissão ao Papa, há tanto padres diocesanos ou religiosos adscritos a dioceses ou congregações originalmente adeptas das reformas pastorais, como também religiosos aderidos exclusiva ou preferencialmente à Missa Tridentina:

1. Apesar do “espírito de imposição” da ladainha antropoteísta da CNBB, muitos padres diocesanos (e alguns religiosos, i.e., de ordens ou congregações) têm procurado nadar contra essa corrente modernista, de modo (diria eu) heroico, vez que conseguem se manter obedientes ao Bispo diocesano (e/ou ao Superior provincial, no caso dos religiosos) apesar de sua adesão à Missa Tridentina. Alguns destes chegam a ser mais críticos à atual onda de “inovações pastorais”. São submissos ao Papa e mais próximos do que a Igreja ensina; maioria destes padres se viu incentivada a celebrar a Missa Tridentina logo após a promulgação do Motu Proprio Summorum Pontificum em 2007, o qual reforçou que a Missa de São Pio V jamais fora abrogada, além de estipular medidas para garantir sua liberdade de uso. É o caso de alguns padres de Anápolis, Belém, Brasília, Campo Grande, Curitiba, Niterói, Recife e São Paulo (capital), nesta última havendo ao menos 7 opções de Missa Tridentina semanal.

2. No Brasil, o principal instituto religioso aderido preferencialmente à Missa Tridentina é a Administração Apostólica São João Maria Vianney, que por um bom tempo foi uma comunidade amiga da Fraternidade São Pio X e em 2002 se reintegrou à plena submissão ao Romano Pontífice, chegando a ganhar um Bispo próprio e status semelhante ao de uma Diocese particular. Do bem pouco que sei, há nesta circunscrição certa tendência de aceitação à letra do Concílio Vaticano II (embora alguns de seus padres se mantenham críticos ao Concílio) e alguns abusos litúrgicos, mas têm o mérito de manter a Missa Tridentina e estarem submissos ao Papa. São mais presentes no território da Diocese de Campos/RJ, e apenas eventualmente assumem missões noutras cidades.

3. Há outros Institutos religiosos aderidos à Missa Tridentina e fiéis à sã doutrina e submissos ao Papa, estabelecidos ou em processo de fixação no Brasil. Em Atibaia, há os Carmelitas Eremíticos (seu Rito, na verdade, é o Carmelitano tradicional); em Anápolis, os Franciscanos da Imaculada; o Instituto do Bom Pastor está em processo de fixação no Brasil, este sendo formado por padres exclusivamente aderidos à Missa Tridentina.

Com relação ao clero ainda irregular (ou seja, padres impedidos de exercer seu múnus) - não sendo muito submissos a Roma - a situação é mais complexa:

1. A Fraternidade Sacerdotal São Pio X (FSSPX), atualmente comandada pelo Bispo Bernard Fellay, ainda está irregular perante a Santa Sé. É incorreto dizer que sejam “excomungados” (porque o Papa “suprimiu” esta pena aos Bispos, e a pena, se é que existiu – há controvérsias canônicas nesse sentido – não afetou ao resto da Fraternidade), mas estão suspensos a divinis de exercerem o ofício. Estão buscando um acordo com Roma que lhes garantam liberdade de apostolado e de críticas às ambiguidades presentes no Concílio Vaticano II (não pregam ser um Concílio inválido, como muita gente pensa, mas exigem a correção dos pontos controversos). Querem se submeter ao Papa, mas sem adesão aos erros pastorais da atualidade. Até que a situação da Fraternidade se resolva, a última recomendação dada pela Comissão Ecclesia Dei (ainda no tempo do Card. Castrillón Hoyos) é evitar a freqüência a suas Missas, embora celebrem Missas válidas; o problema, de fato, são algumas idéias particulares de seus membros que tendem, entre outras coisas, a um distanciamento prático do Papa. No Brasil, estão presentes principalmente em Santa Maria/RS e em São Paulo/SP.

2. Atualmente vários grupos dissidentes estão abandonando a FSSPX, ou ao menos exercendo apostolado à revelia da Fraternidade. O principal pretexto deles é o eminente acordo entre a FSSPX e a Santa Sé, pois pregam que a Fraternidade não deve aderir a acordo algum, esperando antes a conversão da “Roma modernista”. Percebe-se que são os mais hostis ao Papa (se é que não são, enrustidamente, sedevacantistas). Têm especial apreço pelos Bispos Richard Williamson (atualmente impedido pela FSSPX de exercer o ministério) e Bernard Tissier de Mallerais (ainda na FSSPX, mas de fortes tendências maurrasiana e neogalicana, é o mais hostil ao Papa). No Brasil, estão principalmente presentes no Mosteiro da Santa Cruz de Nova Friburgo/RJ (beneditinos “tradicionais”) e em alguns grupos assistidos pelo padre argentino Ernesto Cardozo, que faz apostolado à revelia de seus superiores da FSSPX.

Estes, com certeza, estão a um passo do cisma formal.

Com relação aos leigos:

1. Há grupos fiéis ao Papa e ao clero local que não fazem parte das “estruturas pastorais” obviamente para garantirem sua liberdade de ensinar a sã doutrina livre da cartilha antropoteísta da CNBB. Apesar disso, na medida do possível cooperam com o clero, ora promovendo a Missa Tridentina e os padres diocesanos aderidos à Missa Tridentina, ora até mesmo exercendo apostolado nas Paróquias em caráter individual. Alguns destes se organizam em sociedades civis. Destes, no Brasil, se destacam os grupos filiados às Federações Una Voce (mais presente) e Juventutem (mais raramente), bem como a Montfort em São Paulo (noutros Estados, há grupos amigos da Montfort, mas não qualificados como membros).

2. O principal grupo leigo aderido à FSSPX (cuja situação já expliquei linhas atrás) é o “Movimento de Juventude Católica do Brasil” (MJCB), em certo aspecto “irmão” do francês MJCF.

Espero que tenha conseguido explicar.


Apolônio Maria de Jesus disse...

A paz de Cristo.

Pedimos a Deus que tenha misericórdia de todos, e os conduza de volta à comunhão com a Igreja, assim como conduziu Pete Vere, que testemunha em seu desabafo de consciência, conforme abaixo transcrito na íntegra:

Testemunho de Pete Vere - parte 1

MINHA JORNADA DE SAÍDA DO CISMA DE LEFEBVRE

Por Pete Vere

Se você é um católico fiel ao Magistério da Igreja, você provavelmente já se encontrou com alguns seguidores do arcebispo Marcel Lefebvre que, em 1988, criou o cisma conhecido como a Fraternidade Sacerdotal S. Pio X (FSSPX).

Eles são cheios de devoção para com a Santa Mãe Igreja, extremamente conservadores com respeito à maioria dos assuntos morais que afligem o mundo Ocidental atual, e bastante reverentes diante do Santíssimo Sacramento durante a antiga liturgia latina. Em resumo, na superfície, os partidários do cisma do arcebispo Lefebvre parecem ser católicos devotos.

É fácil simpatizar com este pessoal, já que a maioria deles se uniu à FSSPX depois de se escandalizarem com abusos atuais na doutrina e liturgia em algumas de nossas igrejas católicas na América do Norte. De fato, foi justamente por causa dessas afinidades, como também pela beleza da Missa Tridentina, que eu me vi frequentando capelas da FSSPX há cerca de oito anos. Na época, como a maioria dos partidários da FSSPX, eu pensava que minha separação de Roma era meramente temporária.

Eu não percebia, porém, que na raiz de todo cisma, como o Código atual da Lei Canônica explica está a recusa de sujeição ao Sumo Pontífice ou de comunhão com os membros da Igreja a ele sujeitos. (Can. 751).

Este rompimento de comunhão com a Igreja, como mostra o Catecismo da Igreja católica, fere a unidade do Corpo de Cristo (CCC 817). Por isso, no centro de minha jornada de retorno à comunhão completa com Roma, existem muitas questões sobre a unidade da Igreja como uma instituição fundada por Cristo.

O que se segue é uma reflexão prática sobre questões relativas à Tradição Católica que preocupou minha consciência durante minha curta estada no cisma da FSSPX:

As respostas para estas perguntas me levaram a concluir que a Tradição Sagrada só pode ser completamente atualizada em comunhão com Roma. Minhas conclusões tiradas em oito anos de experiência pessoal dentro do Movimento Tradicionalista - os últimos cinco após minha reconciliação com Roma.

Além disso, durante os últimos dois anos fiz curso de licenciatura em lei canônica da Igreja, estudos que culminaram na publicação de um artigo de pesquisa chamado Uma história canônica do cisma do arcebispo Lefebvre.

A seguir mostrarei um breve relato do que eu aprendi e como isto me conduziu à minha reconciliação com Roma.

TESTEMUNHO DE PETE VERE - parte2

1. QUEM FOI O ARCEBISPO LEFEBVRE?

O arcebispo Marcel Lefebvre foi ordenado missionário espiritano e depois se tornou o primeiro Arcebispo de Dakar, África. Neste cargo ele fundou muitas dioceses missionárias na África e, de fato, sob o Papa Pio XII, ele foi designado o legado papal para a África de língua francesa.

Antes de se aposentar em Roma logo após o Segundo Concílio Vaticano, ele também serviu como superior geral dos missionários espiritanos.

Porém, certos problemas começaram a surgir nos seminários franceses durante este tempo, e muitos jovens seminaristas foram desencorajados pela confusão que havia surgido dentro de seu programa de formação.

 Assim eles se aproximaram do arcebispo Lefebvre em 1970 e o persuadiram a deixar a aposentadoria em Roma. Preocupado com a falta de disciplina que havia em muitos seminários franceses e as muitas fraquezas doutrinais no programa de formação dos seminaristas, em 1969 Lefebvre fundou uma Casa de Estudos que logo evoluiu para um seminário e sua Fraternidade Sacerdotal S. Pio X (FSSPX).

Estas instituições receberam aprovação canônica em uma base experimental perto de Econe, Suíça. Porém, o uso continuado da Missa Tridentina por Lefebvre se tornou um ponto de atrito com o Vaticano.

Por volta de 1974, a controvérsia tinha ficado tão aquecida que Lefebvre fez uma famosa declaração dentro do círculo Tradicionalista questionando a validez e a ortodoxia do Concílio Vaticano II.

Vendo que esta declaração era problemática, o Papa Paulo VI suprimiu canonicamente a FSSPX e seu seminário em 1975.

Ainda assim Lefebvre ignorou a supressão canônica e começou a ilicitamente ordenar seus seminaristas ao sacerdócio, uma ação que levou mais tarde à suspensão de suas faculdades no mesmo ano.

Durante os próximos treze anos, Lefebvre continuou a operar ilicitamente e ampliar a FSSPX, enquanto negociações eram realizadas de vez em quando com Roma.

As relações entre Roma e a FSSPX na verdade permaneceram estáticas até 5 de maio de 1988.

Neste dia, foi finalmente realizado um acordo entre a FSSPX e Roma, reconciliando a FSSPX com a Igreja.

O acordo protocolar foi assinado pelo cardeal Joseph Ratzinger e o arcebispo Lefebvre. Todavia, alguns dias depois, o arcebispo Lefebvre retratou sua assinatura e anunciou sua intenção de consagrar bispos sem a permissão de Roma.

Em 30 de junho de 1988, o arcebispo Lefebvre procedeu com esta intenção em violação da lei canônica, incorrendo em excomunhão automática sob a lei.

“No dia seguinte, o cardeal Bernadin Gantin, da Congregação dos Bispos, declarou a excomunhão de Lefebvre. Em um motu próprio de 2 de julho de 1988, o Santo Papa João Paulo II também confirmou a excomunhão de Lefebvre por cisma e por ter consagrado bispos, apesar das advertências da Santa Sé para não o fazer.”

Infelizmente Lefebvre faleceu em Econe em março de 1991, sem ter se reconciliado formalmente com a Igreja.

Hoje, a SSPX inclui aproximadamente quatrocentos padres em mais de vinte e sete países que representam todos os cinco continentes.

A maioria das estimativas coloca o número de partidários do cisma do arcebispo Lefebvre na marca de um milhão.


TESTEMUNHO DE PETE VERE - parte 3

2. O PAPA SÃO PIO V E O "QUO PRIMUM TEMPORE"

O primeiro argumento que eu encontrei por um apologista da FSSPX, de fato o mesmo argumento que me levou ao cisma deles, foi uma citação da bula papal do Papa S. Pio V, do séc. XVI, a Quo Primum Tempore. Em resumo, o proponente da FSSPX afirmou que S. Pio V promulgou a Missa Tridentina em perpetuidade, significando para sempre. A FSSPX afirmava - e eu achei a afirmação convincente na época - que todo padre tem o direito de usar o missal romano classificado por S. Pio V em Quo Primum Tempore, e que este direito não pode ser retirado.

Como eu descobri depois, porém, o problema com o argumento do Quo Primum Tempore falha por não levar em conta a Tradição canônica. Primeiro, este argumento não distingue entre a doutrina e a disciplina da Igreja católica. E a distinção é crítica.

Em suma, um dogma é uma doutrina que a Igreja declara com certeza como infalível. Por exemplo, tome o dogma da Assunção da Santa Mãe ao céu. O papa Pio XII não o declarou de repente como uma nova verdade em 1950 que Maria foi assunta ao céu; afinal de contas, esta verdade já existia há quase dois milênios antes, quando Maria foi assunta. Na verdade, o Papa declarou este dogma porque a Igreja chegou a uma certeza de que Maria foi assunta ao céu.

Em essência, a Santa Sé não concordou com a análise de Lefebvre da situação na Igreja católica, isto é, que existia uma emergência suficiente para garantir a consagração de bispos sem a aprovação de Roma.

Este é um ponto importante para resolver a disputa entre o arcebispo Lefebvre e o Papa João Paulo II, pois é onde existe uma diferença de interpretação da aplicação da lei canônica, cânon 16 que reza:

“as Leis são autenticamente interpretadas pelo legislador e por aquela pessoa a quem o legislador confia o poder de interpretação autêntica”.

Na situação de Lefebvre, ele sabia com antecedência que sua interpretação da lei canônica neste caso não era aceitável ao Pontífice Romano, que é o legislador mais superior.

Assim, embora Lefebvre discordasse da interpretação da lei canônica dada pelo Pontífice Romano, ainda assim competia ao Papa João Paulo II interpretar autoritariamente a lei.

Então, como a ideia de um estado de necessidade nas circunstâncias de Lefebvre foi rejeitada pelo Papa João Paulo II, eu vim a perceber que eu não podia invocar legitimamente o estado de necessidade da lei canônica em defesa da consagração de bispos por Lefebvre sem a permissão de Roma.


TESTEMUNHO DE PETE VERE - parte 4

3. O "NOVUS ORDO MISSAE": INTRINSECAMENTE MAU?

Um argumento comum agora proposto pela FSSPX é que a liturgia revisada pelo Papa Paulo VI é intrinsecamente má, ou que ao menos é uma ameaça de perigo para a fé católica.

Isto significaria que a liturgia pós-Vaticano II é em e por si mesma contrária à lei de Deus (?)

As abordagens lefebvristas sobre este assunto podem variar, mas eles tipicamente insistem que a Missa Nova contêm heresia, blasfêmia ou ambiguidade. Para resolver esta questão, eu cheguei à conclusão pessoal que Cristo tem um senso de humor, pois o mesmo texto da Tradição católica que a FSSPX cita em defesa desta afirmação é o mesmo texto que a refuta.

Vou fazer uma observação preliminar. A Missa não mudou desde que Cristo instituiu este sacramento na noite antes de Sua crucificação.

Em essência, não há uma “velha” Missa nem uma “nova” Missa, mas só a Missa.

De fato, o que mudou depois do Segundo Concílio Vaticano não foi a Missa, mas a liturgia.

Isto significa que enquanto os “acidentes” (para usar um termo teológico clássico) diferiam um pouco entre a liturgia de pré-Vaticano II e a liturgia reformada do Papa Paulo VI, a essência dela permanece a mesma: o Corpo, Sangue, Alma e Divindade transubstanciada de Jesus Cristo na Eucaristia.


Este mistério central da Missa acontece independentemente se o padre celebra de acordo com os livros litúrgicos antes do Segundo Concílio Vaticano ou de acordo com os livros litúrgicos revisados pelo Papa Paulo VI. De fato, os dois livros litúrgicos são formas do mesmo rito litúrgico romano.

Quando eu era filiado à FSSPX, para defender a afirmação que a liturgia reformada é intrinsecamente má, eu citava o sétimo cânon no Sacrifício da Missa do Concílio de Trento. Este cânon declara:

“Se alguém disser que as cerimônias, as vestimentas e os sinais externos de que a Igreja Católica usa na celebração da Missa são mais incentivos de impiedade do que sinais de piedade, seja excomungado”.

Olhemos isto mais de perto. Como a definição de intrinsecamente má é “algo que em e por si mesmo é mau” vemos do Concílio de Trento que uma liturgia aprovada da Igreja não pode ser tal.

Pois algo que é intrinsecamente mau é naturalmente um incentivo a impiedade, enquanto o Concílio de Trento declara dogmaticamente que as cerimônias litúrgicas aprovadas da Igreja Católica não podem ser incentivos a impiedade.

Mas espere um segundo: a liturgia revisada do Papa Paulo VI não era uma liturgia aprovada da Igreja? Claro que era!


Assim, de acordo com a Tradição da Igreja como dogmaticamente definida no Concílio Ecumênico de Trento, eu somente poderia concluir que a liturgia reformada do Papa Paulo VI não poderia ser um incentivo a impiedade.

Segue-se, então, que não poderia ser intrinsecamente má. Assim, em minha defesa da posição cismática, eu fui refutado pela mesma Tradição católica do Concílio de Trento que eu estava buscando preservar por aderência ao cisma da FSSPX.


TESTEMUNHO DE PETE VERE - parte 5

4. CONSAGRAÇÃO ILÍCITA DE BISPOS: UM ATO DE CISMA?

“Um argumento comumente apresentado dentro dos círculos da FSSPX é que o ato de consagrar bispos sem permissão papal é um ato de desobediência, mas não um ato de cisma.”


Embora nunca tivesse pensado muito sobre esse argumento, seja antes ou depois de meu envolvimento com a FSSPX, deve ser abordado porque isto frequentemente é feito entre graus cismáticos.

O pessoal da FSSPX geralmente afirma que eles não retiraram a sujeição para com o Pontífice romano. Na verdade, eles recusam obediência em alguns assuntos.

Deveríamos reiterar aqui o cânon 752 que define cisma como:

“a retirada de submissão para o Supremo Pontífice ou de comunhão com os membros da Igreja sujeitos a ele”.

Note que o cânon não distingue entre graus de retirada de submissão ao Pontífice romano. Em outras palavras, uma pessoa não precisa retirar completamente a submissão para o Pontífice romano para entrar em um estado de cisma.


Na verdade, a retirada parcial de obediência em certos assuntos - e consagrar bispos sem mandato papal é um assunto sério - consiste em um ato pelo qual uma pessoa retira submissão para o Pontífice romano.

Em resumo, o Santo Padre disse para o arcebispo Lefebvre que não consagrasse os bispos sem a permissão de Roma, e o arcebispo Lefebvre recusou a se submeter.

Eu nunca dei muita atenção a este argumento durante meu tempo nas capelas da FSSPX.

Mas posteriormente eu percebi que a alegação da FSSPX - de que eles não retiraram a submissão ao Pontífice romano, mas na verdade só tinham meramente suspendido temporariamente a obediência a ele em certos assuntos - não podia ser sustentada pela Tradição católica, pois este ato de desobediência em um assunto sério consiste ao menos uma retirada temporária de submissão ao Pontífice romano.

Então, com certeza moral suficiente eu poderia concluir que o ato de consagrar bispos contra o desejo do Papa João Paulo II era um ato de cisma, de acordo com a lei canônica.


TESTEMUNHO DE PETE VERE - parte 6

5. PAPA LIBÉRIO

Provavelmente a alegação mais comum com a qual me deparei nos meios da SSPX foi a alegação de que o Papa Libério (pontificado 352-366 D.C.) era um herege, simpatizante do arianismo, que falsamente excomungou São Atanásio.

Por essa razão, afirma a SSPX, o Papa Libério tornou-se o primeiro papa na história da Igreja a não ser reconhecido como santo. Logicamente, por analogia, a SSPX considera o arcebispo Lefebvre um São Atanásio moderno, e o Papa João Paulo II um moderno Papa Libério.

O argumento deles é de que se isso aconteceu uma vez, pode acontecer novamente. No entanto, como Nosso Senhor me mostrou de maneira divertida, essas afirmações têm pouco fundamento na Tradição Católica.

Convencido de que as afirmações da SSPX a respeito dessa situação eram verdadeiras, eu estava, um dia, lendo meu exemplar de Fontes dos Dogmas Católicos, de Henri Denzinger quando notei que Denzinger listou o Papa Libério como “São Libério”.


Dizer que fiquei surpreso seria um eufemismo ironicamente, aquela edição em particular de Denzinger que estava lendo, eu a tinha adquirido da SSPX, pois eles consideram suspeitas todas as edições subsequentes.

Esse trecho de Denzinger, porém, claramente não concordava com o que estava sendo pregado do nosso púlpito da SSPX. Dessa forma, simplesmente desprezei essa listagem como um provável erro de digitação e continuei lendo.

Somente dez páginas depois, me deparei com uma epístola de autoria do Papa Santo Atanásio cujo subtítulo era “A Ortodoxia do Papa Libério”

Nela, o Papa Santo Atanásio claramente afirma:

“a facção ariana não conseguiu, mediante insinuação herética, introduzir as suas torpezas pela providência de Deus, segundo cremos, para que não viesse a ser contaminada aquela santa e imaculada fé por algum vício da doutrina blasfema de homens maléficos, a fé que fora examinada e definida, na assembléia do Sínodo de Nicéia, por homens santos e por bispos que já estão na paz dos santos.” (ver art. 93 da 30ª edição).

Até então, tudo bem; Deus tinha claramente preservado a Igreja do Arianismo através das ações e orações dos homens santos. Mas quem eram esses homens santos, e o que isso tem a ver com o Papa Libério?

Eu me perguntava. Para minha surpresa, Papa Santo Atanásio respondeu a questão no parágrafo seguinte desta forma:

“Por essa fé aqueles que eram então estimados como bispos sagrados com satisfação suportaram o exílio, tais como... Libério, Bispo da Igreja de Roma”.


Eu fiquei pasmo com a resposta desse papa, uma vez que havia claramente uma contradição aqui:

Eu deveria acreditar no arcebispo Lefebvre e em seus seguidores como autêntico magistério da Tradição Católica? Ou eu deveria acreditar no ensinamento de Atanásio em sua epístola papal Dat mihi plurimum - a afirmação de um homem que era santo papa, e um escritor contemporâneo da heresia Ariana?

Quando o meu sacerdote local da SSPX não logrou dar uma solução adequada para essa indagação, eu não pude fazer outra coisa a não ser aceitar a afirmação do Papa Santo Atanásio como voz autêntica da Tradição Católica.


TESTEMUNHO DE PETE VERE - parte 7

6. ROMA TRADICIONAL X ROMA MODERNISTA

A questão de Roma finalmente pesou em minha consciência, como deveria pesar na de qualquer um que deixa a Igreja.

Levando em consideração tudo o que a Tradição Católica ensina, de forma consistente, sobre fidelidade a Roma, como poderia eu justificar meu afastamento do Pontífice Romano?

De fato, mesmo cinco anos depois de me reconciliar com Roma, a questão da comunhão com Roma e com o bispo local continua sendo o catalisador para grande parte da minha exploração teológica e canônica.

Quando eu estava com a SSPX, entretanto, eu aceitei a solução deles para esse problema. A SSPX alegava que o comportamento questionável dos papas pós-Vaticano II tinha dividido os fiéis em dois grupos:

a)-Um grupo, a Igreja institucional, fiel a Roma contemporânea, que a SSPX alega que sofreu infiltração dos modernistas e liberais.

b)- No outro grupo estaria a SSPX, que naturalmente eram fiéis à Roma Tradicional.

Apesar de tudo, eu fui incapaz de enganar minha consciência. Então eu continuei me perguntando se a Tradição Católica realmente sustentava o argumento de que um Católico poderia ser fiel à Roma Tradicional, sem continuar fiel à Roma temporal ?.

"Inquieto está o nosso coração, enquanto não repousa em ti", nos diz Santo Agostinho na abertura de suas Confissões. Meu coração estava espiritualmente inquieto porque não estava em plena comunhão com o Corpo Místico de Cristo, a Igreja. Contudo, Cristo também nos promete nos Evangelhos que se buscarmos a verdade, a encontraremos. (ver Mt 7, 7).

No meu caso, a verdade jazia nos fundos do porão da casa de meus pais:

Lá encontrei uma caixa abandonada cheia de velhas encíclicas papais, da época de faculdade de meu pai. No fundo desta caixa estava a magistral encíclica "Mystici Corporis", do Papa Pio XII.

Curioso quanto a seu conteúdo, eu imediatamente abri essa obra na seguinte passagem:

"De quanto até aqui expusemos, veneráveis irmãos, é evidente que estão em grave erro os que arbitrariamente ungem uma Igreja como que escondida e invisível; e não menos aqueles que a consideram como simples instituição humana com determinadas leis e ritos externos, mas sem comunicação de vida sobrenatural.” (par. 62).

Essa descoberta teológica vinda da Tradição Católica como expressada pelos papas anteriores ao Vaticano II me surpreendeu ainda mais que minha prévia descoberta sobre Santo Atanásio na obra de Denzinger.

Aqui, da Tradição da Igreja, estava o ensinamento de que não se pode dividir a Igreja entre uma comunhão meramente espiritual em oposição a uma mera instituição humana.

“Em resumo, a Roma da Tradição e a Roma de hoje eram a mesma Roma.”

Tudo subitamente fez sentido para mim no que se refere à Eclesiologia Católica. Assim como na Encarnação, Cristo era verdadeiro homem e verdadeiro Deus, sem sacrificar nenhuma das duas naturezas, assim também a Igreja, como Corpo Místico de Cristo, deve ser uma união perfeita do visível e invisível.


TESTEMUNHO DE PETE VERE - parte 8


Eu me lembrei de que São Paulo tinha feito em alguma parte de suas epístolas a pergunta "Então estaria Cristo dividido?" (ver 1Cor 1,13).

Obviamente, a resposta é não. Então, porque em nome da Tradição Católica eu estava dividindo o Corpo Místico de Cristo em uma comunhão espiritual e uma comunhão humana?

Ademais, em participando do Santo Sacrifício da Missa fora da comunhão visível da Igreja, por que eu estava separando o Corpo Sacramental de Cristo (Corpo, Alma e Divindade) presente na Eucaristia do Corpo Místico de Cristo, a Igreja?

Expressões tais como "Corpo de Cristo" e "Comunhão" carregam esse duplo sentido: o primeiro, sacramental, significando o sacramento da Sagrada Eucaristia, e o segundo eclesiológico, significando a sagrada unidade da Igreja!

Cativado por essas questões que se formavam em minha consciência, eu continuei lendo a Mystici Corporis e me deparei com a seção seguinte:

“Não se julgue, porém, que o seu governo se limita a uma ação invisível, ou extraordinária. Ao contrário, o divino Redentor governa o seu corpo místico de modo visível e ordinário por meio do seu vigário na terra”. E realmente, sapientíssimo como era, não podia deixar sem cabeça visível o corpo social da Igreja que instituíra.... Que Cristo e o seu vigário formam uma só cabeça ensinou-o solenemente nosso predecessor de imortal memória Bonifácio VIII, na carta apostólica "Unam Sanctam" e seus sucessores não cessaram nunca de repeti-lo (par.39).

Claro, eu disse a mim mesmo, o Pontífice Romano e Jesus Cristo formam uma só cabeça da Igreja Católica.

A palavra "tradição" que eu rememorava de tantas homilias nas capelas da SSPX, vem do verbo latino "tradere", que significa "transmitir". Em última análise, raciocinei, deve haver uma fonte da qual a Tradição foi primeiramente transmitida, e essa fonte é Jesus Cristo.

No fim eu percebi que Tradição é uma pessoa - a Segunda Pessoa da Santíssima Trindade que se encarnou no ventre de uma Virgem imaculadamente concebida.

Como Cristo e Seu Vigário constituem somente uma Cabeça da Igreja, então a voz da Tradição deve falar por São Pedro e seus legítimos sucessores na Primazia Romana.

Portanto, eu tinha que fazer uma escolha por seguir a Tradição Católica e abraçar a rocha sobre a qual Cristo fundou seu Corpo Místico aqui e agora.

Como o filho pródigo, eu percebi meu erro em seguir o arcebispo Lefebvre em cisma, e estava agora fazendo meu caminho de volta à Santa Madre Igreja.

Por seu generoso indulto papal em Ecclesia Dei Adflicta, João Paulo II foi exatamente como o pai na parábola de Cristo: Ele estava fazendo jus ao seu título de "Papa", que quer dizer "Pai", ao acolher na Igreja os filhos e filhas Tradicionalistas que em 1988 tinham seguido o arcebispo Lefebvre saindo da vinha da autêntica Tradição Católica.


TESTEMUNHO DE PETE VERE - parte 9

7. O ARCEBISPO LEFEBVRE FOI EXCOMUNGADO?

O último argumento com o qual eu regularmente me deparava nos meios da SSPX é de caráter mais técnico que nunca afetou minha decisão de se reconciliar com a Igreja.

Na verdade, eu mesmo nunca pensei em pesquisar uma resposta para esta questão; entretanto, tropecei na resposta acidentalmente enquanto pesquisando para minha tese. Ainda assim, o argumento é levantado com frequência suficiente para merecer uma menção.

Trata-se da alegação de que a Igreja nunca de fato excomungou o arcebispo Lefebvre, mas sim o informou de que ele estava automaticamente excomungado em virtude da lei canônica em si.

A Igreja pode excomungar um indivíduo de duas formas:

1)- A primeira é por meio de excomunhão latae sententiae. Isso quer dizer que o infrator está automaticamente excomungado em virtude da lei, e, portanto, a sentença não precisa ser imposta por um magistrado da Igreja. Ainda assim, para que tal excomunhão seja reforçada pelo direito canônico, uma autoridade eclesiástica legítima deve declarar que a excomunhão aconteceu.

2)- O segundo método de impor a alguém uma excomunhão é por ferendae sententiae. Essa ocorre por meio de uma decisão de um juiz em um Tribunal Eclesiástico.

O arcebispo Lefebvre foi excomungado em virtude de lei, e não por qualquer penalidade imposta por um juiz.

No entanto, os defensores de Lefebvre falham em observar, ao usar este argumento, que sua excomunhão foi posteriormente declarada pela Igreja.

Em um decreto da Congregação dos Bispos datada de 1 de julho de 1988, o Cardeal Gantin declarou, em nome da Igreja, a excomunhão do Arcebispo Lefebvre como se segue:

“Monsenhor Marcel Lefebvre, Arcebispo-Bispo emérito de Tulle, tendo - apesar da advertência canônica formal de 17 de junho último e das repetidas interpelações pedindo-lhe que renunciasse ao seu propósito - realizado um ato de natureza cismática ao proceder à consagração episcopal de quatro bispos sem mandato pontifício, e contra a vontade do Sumo Pontífice, incorreu na pena prevista pelo cânone 1364, par. 1, e pelo cânone 1382 do Código de Direito Canônico.....Declaro que os efeitos jurídicos são os seguintes: o sobredito Monsenhor Marcel Lefebvre, Bernard Fellay, Bernard Tissier de Mallerais, Richard Williamson e Alfonso de Galarreta incorreram ipso facto na excomunhão latae sentenciae reservada à Sé Apostólica.”

Sem entrar nos pormenores canônicos, podemos entretanto vislumbrar, nesse enunciado, que a Igreja claramente excomungou o arcebispo Lefebvre.

Roma falou claramente como voz da Tradição Católica e, portanto o caso está agora encerrado.


TESTEMUNHO DE PETE VERE - parte 10

8. ASUBSTÂNCIA DA TRADIÇÃO CATÓLICA

Em minha trajetória de volta à Igreja, pela Graça de Deus eu fui conduzido a partir de meros "acidentes" da Tradição Católica até a substância (essência) da Tradição Católica.

Embora eu aprecie a liturgia reformada do Papa Paulo VI, que eu agora reconheço como a liturgia normativa da Igreja Latina, estou tão firmemente comprometido com a preservação do missal litúrgico de 1962 hoje, quanto estava em minha época no movimento Lefebvrista.

Todavia, eu percebo que nossa tradição litúrgica como Católicos não pode ser preservada apartada de João Paulo II e todos os outros sucessores legítimos de São Pedro, pois sua voz é a voz da Tradição Católica na Igreja hoje - uma Tradição que lhe foi transmitida desde Jesus Cristo e os Apóstolos.

Pete Vere, The Catholic Legate Data, 2004


Eder Moreira da Silva disse:

“A responsabilidade recai sobre aqueles que ‘no lugar de uma liturgia’ entendida como participatio actuosa, preferiram colocar ‘uma Liturgia fabricada’, saída das mãos de professores e não de confessores, como já em 1985 o então cardeal Ratzinger havia lamentado. A Liturgia – digo – da teatralidade coletiva, da liberdade criativa, da comunhão na mão, das canções tolas e a até mesmo semi-heréticas, do ostracismo em relação à posição ‘versus Domino’, à sacralidade do rito, ao seu significado latrêutico, à funcionalidade insubstituível do gregoriano, á solenidade dos gestos e dos paramentos, ao ajoelhar, agora incomparável com o orgulho do altivo estar de pé, de igual para igual, diante do Senhor do céu e da terra” (Concílio Ecumênico Vaticano II: um debate a ser feito. Brasília: Pinus, 2011, p. 143).

Pelo que sei, Brunero Gherardini ainda não sofreu repreensões da Santa Sé por apontar elementos heterodoxos na Missa Nova. Muito pelo contrário. Essa sua obra foi escolhida como base das discussões entre Roma e a FSSPX.

Ora, se essas autoridades do clero romano atacam livremente a Missa Nova e seu Concílio fabricador, sem sofrerem quaisquer reprimendas, quem são esses coitados, pretendentes ao título de teólogo, para censurar aqueles que, após diligente estudo, tecem criticas ao Novus Ordo Missae?

E por que não atacam essas autoridades do Vaticano que parecem simpatizantes das posições tradicionalistas da FSSPX?

Ora, por acaso Monsenhor Klaus Gamber, Cardeal Ratzinger, Monsenhor Ranjith, Cardeais Ottaviani e Bacci, Monsenhor Brunero Gherardini, seriam, na concepção do Sr. Rui, cismáticos, desobedientes, excomungados, imprudentes, ou qualquer coisa similar à rebeldia de Lefebvre e seus colaboradores?

Se o tal Pete Vere se afastou da FSSPX por causa das críticas ao Vaticano II e à Missa Nova, também deveria se afastar da cúria romana e atacar algumas de suas ilustres dignidades. Entretanto, silêncio absoluto!

Assim cria-se uma farsa que só entra na cabeça de certos ignorantes.

Com esse conjunto de declarações de autoridades do clero, reforçadas pelos testemunhos insuspeitos de autores protestantes, vemos que não é preciso fazer todo um trabalho hermenêutico para comprovar a ruptura litúrgica operada na Missa Nova.

Dessa mudança litúrgica, denunciada por Nossa Senhora de Fátima, sobreveio a terrível crise de Fé e de autoridade, que afeta tanto os fiéis quanto o cume da Igreja.

Percebe-se que o Sr. Rui usa evoca o princípio do fruto ruim para comprovar a malignidade da árvore geradora. Portanto, se atualmente a FSSPX está esfacelada pela divisão, toma-se esse fato como prova de que o ato “desobediência” de Lefebvre foi perverso.

Já demonstramos com larga citação que a “desobediência” não é em si mesma condenada, pois dependendo da ordem, o súdito não está obrigado a obedecer.


Eder Moreira da Silva disse - Parte I:


Reverendo Padre Marcelo Tenório,
Salve Maria Santíssima!

Parece que nosso adversário divagador quer nos vencer pelo vício da tautologia. Apresentamos uma variedade de estudos e citações que denotam a fragilidade das objeções e acusações detrativas contra Dom Marcel Lefebvre e sua Fraternidade Sacerdotal.

Contudo, por ignorância ou por uma teimosia invencível, o contendor replica suas velharias obsoletas como se fossem a incontestável prova de um suposto cisma lefevriano e da ortodoxia da Missa Nova.

Permita-me, caríssimo padre, insistir nessa polêmica que acredito ter excedido os limites do suportável, visto que nada de novo se acrescenta, senão tolices mil vezes refutadas, apesar do estrabismo de quem perpetua o que já está liquidado.

Nessa próxima resposta, que submeto à sua erudita análise, reverendo padre, darei enfoque a um dos pontos que considero fundamentais para encerrar a disputa:

1) A intenção, a participação e a conclusão protestante na Missa Nova.


Um terceiro objetivo será demonstrar que as críticas ao Vaticano II e à liturgia “reformada” de Paulo VI não parte unicamente dos clérigos da FSSPX.

Lendo o “Testemunho de Pete Vere”, tem-se a impressão de que, fora do âmbito da Fraternidade São Pio X, inexistem oposições ao Novus Ordo, sobretudo entre os clérigos da cúpula romana.

Quando os críticos são sacerdotes da Congregação de Lefebvre, não se poupa censuras, rotulando-os de cismáticos, sectários ou excomungados. Porém, quando as mesmas críticas aparecem em discursos, entrevistas e livros de prelados da cúria romana, simplesmente silenciam, a fim de insinuar que a oposição ao Vaticano II e a Missa Nova é rebeldia típica de tradicionalistas desobedientes.

No decorrer dessa resposta esperamos desfazer essa simplificação tendenciosa que faz de tudo para esconder o crescente repúdio às inovações conciliares.

Eder Moreira da Silva disse - Parte II


Demonstrar a intenção protestante na elaboração da “Missa atualizada” é, ao mesmo tempo, tarefa simples e aflitiva, pois, sem possibilidades de contestações, confirma-se que a chamada forma ordinária do rito romano é uma produção que contou com a participação de hereges protestantes.

Antes que os indignados vociferem, advertimos que não se trata de interpretação ou ponto de vista nosso. Como explicitaremos a seguir, o objetivo de aproximar a Missa Católica da herética missa luterana, sob auxílio de hereges protestante, encontra-se nas intenções de Paulo VI, segundo nos revela seu amigo e confidente, Jean Guitton:

“Em Paulo VI havia a intenção ecumênica de eliminar, ou pelo menos de remover ou atenuar, o que na missa era demasiado católico em seu sentido tradicional, com o fim de aproximar missa católica a missa calvinista” (Jean Guitton apud Padre Dominique Bourmaud. Cien Años de Modernismo. Edição PDF, p. 211).

No debate “Lumière 101” da rádio Courtoise (19/12/1993), Jean Guitton reafirmou a intencionalidade protestante do Papa Paulo VI ao promover a reforma da Missa:

“... a intenção de Paulo VI em relação à liturgia, ou à vulgarização da Missa, era para reformar a liturgia católica para aproximá-la da liturgia protestante… à Ceia protestante. […] repito que Paulo VI fez tudo o que estava em seu poder para aproximar a Missa católica — apesar do Concílio de Trento — à Ceia protestante”.


Para executar essa “reforma de ruptura” com a tradição católica, o Papa elegeu o Monsenhor Annibale Bugnini, cujo nome consta na lista de maçons tornada pública por Mino Peccorelli, fato que lhe custou a vida logo no dia seguinte.

Eder Moreira da Silva disse - Parte III


No dia 5 de maio de 1964, Bugnini é nomeado por Paulo VI Secretário da Comissão responsável pela elaboração do Novo Ordo. Em março de 1965, o Osservatore Romano divulgou as declarações desse monsenhor:

“Desejo eliminar [do futuro Rito em elaboração] cada pedra que pudesse se tornar ainda que só uma sombra de possibilidade de obstáculo ou de desagrado aos irmãos separados” (L’Osservatore Romano, de 11 de março de 1965; Doc. Cath. Nº 1445, de 4/4/1965, coll. 603-6040).

Atendendo a vontade protestante de Paulo VI, Bugnini transformou o sacrifício católico da Missa num festivo banquete luterano.

“Para realizar essa protestantização do culto católico, Monsenhor Bugnini contou com a colaboração direta de seis pastores protestantes que, participando ativamente enquanto consultores, ajudaram a produzir uma Missa tanto quanto possível nos moldes da liturgia protestante.”

Em 10 de abril de 1970, a comissão responsável pelo novo Ordo Missae foi recebida em audiência pelo Papa. Na oportunidade, o Pontífice aproveitou para registrar o importante momento, deixando-se fotografar juntamente com os seis pastores que participaram da referida Comissão. O discurso de agradecimento de Paulo VI pela colaboração protestante é revelador:

“Nós temos de agradecer-vos muito vivamente [...]. O que vos era pedido, não era fácil com efeito [...]: redigir de uma maneira nova textos litúrgicos provados por um longo uso, ou estabelecer fórmulas inteiramente novas” (La Documentation Catholique apud padres tradicionalistas de Campos. A Missa Nova: um caso de consciência. São Paulo: Artpress, 1982).

É o próprio Papa que confessa ter solicitado a uma comissão de hereges protestantes, a reformulação da liturgia católica pela introdução de fórmulas inteiramente novas.

Essa intervenção protestante no projeto arquitetônico de um novo edifício litúrgico, também pode ser confirmada pelo testemunho de Monsenhor W. W. Baum, diretor-executivo para os assuntos ecumênicos da Conferência Episcopal Norte-americana:

Eder Moreira da Silva disse - Parte IV


“Eles [os pastores protestantes] ali estão não simplesmente como observadores, mas também como consultores, e participaram nas discussões sobre a renovação litúrgica católica. Não teria muito sentido se se contentassem com escutar, mas contribuem de fato” (Detroit News apud apud padres tradicionalistas de Campos. A Missa Nova: um caso de consciência. São Paulo: Artpress, 1982).

O que pensar de um Papa que admitiu hereges na fabricação de um rito que se promulgou como ordinário da Igreja?

Evidentemente, não seremos nós a responder essa questão. Mas, o que esperar de uma Missa modelada por mãos heréticas?

Quanto a essa pergunta podemos fornecer, não nossa interpretação pessoal, mas as preciosas confissões de eruditos católicos e, como era de esperar, dos próprios protestantes que não economizaram louvores de contentamento pela nova versão do Ordo Missae.



“Antes de sua “reforma”, a Missa era objeto de desprezo e ódio dos hereges por sua inequívoca expressão da Fé Católica. Porém, pela introdução de novas fórmulas equívocas no Novus Ordo, o rito tornou-se ecumenicamente agradável pela possibilidade de uma interpretação protestante da Missa.”

Nas blasfemas palavras de Lutero podemos visualizar o sentimento protestante relativo ao Rito Romano em sua versão antiga:


“Quando a missa for revirada, acho que nós teremos revirado o papado! Porque é sobre a missa, como sobre uma rocha, que o papado se apoia totalmente, com seus mosteiros, seus bispados, seus colégios, seus altares, seus ministérios e sua doutrina [...] Tudo isto desabará quando desabar sua missa sacrílega e abominável” (Lutero apud Daniel Raffard de Brinne. Lex Orandi: La Nouvelle Messe et la Foi, 1983).

No entanto, toda essa fulminação iria mudar após a reforma litúrgica operada pela comissão protestante do Vaticano II.

De odiada, a Missa de Paulo VI emergiu sob os aplausos dos inimigos da Igreja. Os hereges jactaram-se diante da reforma litúrgica que provocou a destruição da piedade católica.

Eder Moreira da Silva disse - Parte V:


A conclusão protestante da Missa foi consumada. Os pronunciamos decorrentes são de causar perplexidade em qualquer católico.

Max Thurian, um dos pastores colaboradores da Missa Nova, concluiu que, a partir da reforma, protestantes e católicos podem, doravante, recitar as mesmas orações litúrgicas:

"As comunidades não católicas poderão celebrar a Santa Ceia com as mesmas orações que a Igreja católica [da Nova Missa de Paulo VI] : teologicamente, isto é possível". (Max Thurian, pastor protestante de Taizé. Citado no jornal "La Croix" du 30 mai 1969).

O Doutor Siegwalt, professor de Teologia Dogmática na faculdade protestante de Strasburgo, também exprimiu sua satisfação:

“Não há nada na Missa renovada – [a Missa Nova de Paulo VI] — que possa incomodar realmente ao cristão evangélico. Falta saber se a esse rito se pode chamar de Missa católica” (Apud Padre Dominique Bourmaud, Cien Años de Modernismo, Ediciones Fundación San Pio X, Buenos Aires, 2006, p. 374).


No Consistório superior da Confissão de Augsburgo y Lorena, chamada Igreja “evangélica”, verificamos semelhante aprovação que garantiu a Paulo VI e a sua Comissão, o resultado esperado, quanto a intenção e a elaboração da Missa Nova:


“Tendo em vista as formas atuais da celebração eucarística na Igreja católica [a Missa Nova de Paulo VI], e em razão das convergências teológicas existentes, muitos obstáculos que poderiam impedir a um protestante de participar desta celebração litúrgica parecem em vias de desaparecer. Poderia ser possível, hoje, a um protestante reconhecer na celebração litúrgica católica a Ceia instituida pelo Senhor” (Augusto del Río. El Drama Litúrgico. Buenos Aires:Editorial Santiago Apóstol, 2003, p.5).

Eder Moreira da Silva disse - Parte VI


A conclusão protestante do Novus Ordo foi amplamente reconhecida. Mas essa verificação não se restringiu ao orbe dos hereges. Também entre os clérigos da alta cúpula da Igreja Católica muitos emitiram críticas severas contra a nova versão da Missa Romana.

Monsenhor Klaus Gamber, perito em liturgia, publicou um livro no qual fez uma análise negativa da estrutura reformada da Missa. Nessa obra, o famoso liturgista declarou que a Missa Nova é um tumor canceroso que precisa ser extirpado da vida litúrgica da Igreja:

“Onde estão os bispos que tenham o valor de fazer desaparecer este tumor canceroso, que é a teologia modernista, implantada no tecido da celebração dos santos mistérios, antes que se prolifere mais e mais?” (A Reforma da Liturgia Romana.Teresina: Edição PDF, 2009, p. 43).

Monsenhor Klaus Gamber, que não foi excomungado, nem repreendido, nem contestado, e tampouco suspeito de cisma ou heresias por sua pesada acusação contra a Missa Nova, disse mais:

“A ruptura com a tradição está consumada: pela introdução de uma nova forma de celebração da missa e os novos livros litúrgicos” (A Reforma da Liturgia Romana.Teresina: Edição PDF, 2009, p. 13).


“Porém a meta dos reformadores não era obter a mencionada maior participação ativa dos fieis, mas fabricar um rito que interpretasse sua nova teologia” (A Reforma da Liturgia Romana.Teresina: Edição PDF, 2009, p. 19).


No prefácio desse livro, encontramos críticas igualmente severas contra a Missa Nova. Seu autor, na época o Cardeal Ratzinger, hoje Papa Bento XVI, acusou a Missa fabricada do Vaticano II de “falsificação e produto banal de um instante” (In Monsenhor Klaus Gamber. A Reforma da Liturgia Romana.Teresina: Edição PDF, 2009, p.8).

Eder Moreira da Silva disse - Parte VII:


No livro “Lembranças de Minha Vida”, o mesmo Cardeal classificou o Novus Ordo de “... ruptura e uma decadência na história da liturgia” (Cardeal Joseph Ratzinger. Lembranças da Minha Vida. São Paulo: Paulinas, 2006, pp.128-131).

Os Cardeais Alfredo Ottaviani e Antonio Bacci, no intitulado “Breve Exame Crítico”, enviado ao Santo Padre por ocasião do novo Ordinário da Missa, chegaram à seguinte conclusão:

“O seguinte Estudo Crítico é o trabalho de um grupo seleto de bispos, teólogos, liturgistas e pastores de almas. A despeito de sua brevidade, o estudo demonstra de forma bastante clara que a Novus Ordo Missae – considerando-se os novos elementos amplamente suscetíveis a muitas interpretações diferentes que estão nela implícitos ou são tomados como certos – representa, tanto em seu todo como nos detalhes, um surpreendente afastamento da teologia católica da Missa tal qual formulada na sessão 22 do Concílio de Trento” (Carta introdutória, nº 1).


Essa constatação teológica da Missa prosseguiu sendo sustentada por autoridades de grande importância na Cúria Romana. É o caso do Secretário da Congregação para o Culto Divino e Disciplina dos Sacramentos, à época D. Albert Malcolm Ranjith (hoje Cardeal Arcebispo de Colombo – Sri Lanka), o qual denunciou a intenção reformista de obscurecer a Fé na liturgia da Missa:

“Creio que nos crescentes pedidos para a liberalização da Missa de São Pio V, o Papa tenha visto sinais de um certo esvaziamento espiritual causado pelo modo com o qual os momentos litúrgicos, são até hoje celebrados na Igreja. Tal dificuldade nasce tanto de certas orientações da reforma litúrgica pós conciliar, que tendiam a reduzir, ou melhor ainda, a confundir aspetos essenciais da fé...” (Agenzia fides, 16/11/2007)


Eder Moreira da Silva disse - Parte VIII:


“A reforma pós conciliar não é de todo negativa; antes, há nela muitos aspetos positivos naquilo que foi realizado. Mas há também mudanças introduzidas abusivamente que continuam a ser levadas avante não obstante seus efeitos nocivos à fé e sobre a vida litúrgica da Igreja” (Agenzia fides, 16/11/2007)


O insuspeito Jean Guitton, confidente amicíssimo de Paulo VI, não só testemunhou a intenção protestante do Papa, como também exprimiu seu parecer conclusivo, afirmando que ”a Missa de Paulo VI parece ser a tradução de um serviço protestante” (L’infinito in fondo al cuore).

Completando essa lista de pareceres sobre a querida e concluída ruptura, presente nas fórmulas equívocas da Missa atual, reproduzimos o atualíssimo parecer do cônego da Basílica de São Pedro, o Monsenhor Brunero Gherardini:

“O novo rito da Santa Missa colocava à surdina a natureza sacrifical, tornava-a funcional ao reunir-se o povo de Deus em assembleia e reduzia o celebrante à função de presidente para um experiência de comuns interesses humanitários, e a assembleia eucarística ganhava o sentido de um simples encontro convivial” (Concílio Ecumênico Vaticano II: um debate a ser feito. Brasília: Pinus, 2011, p. 70).

Essa importante personalidade do Vaticano acusa a reforma litúrgica de introduzir na Nova Missa uma perspectiva antropocêntrica em função do homem, rebaixando o rito sagrado ao nível deste (Concílio Ecumênico Vaticano II: um debate a ser feito. Brasília: Pinus, 2011, p. 139).

Eder Moreira da Silva disse - Parte IX:


Também diz que o Novus Ordo pode ser criticado nos seguintes pontos:

1) Rebaixamento do rito sagrado, reduzido a sinal e instrumento da total adesão ao homem;

2) Improvisação das orações dos fieis conforme ao mais descontrolado horizontalismo, não raramente permeado pelas orientações políticas de vanguarda;

3) Redução drástica do ofertório para não antecipar a parte sacrifical do rito;


4) Multiplicação dos cânones, alguns de baixa qualidade linguística e teologicamente falando – e sempre, especialmente os últimos em ordem cronológica, concebidos no quadro da mencionada ‘simpatia pelo homem’ e do ‘novo humanismo’;

5) Discussões intermináveis sobre a epiclese, sobre a colocação do Pater noster, sobre o canto gregoriano, sobre a renovação do canto popular e muito mais” (p. 141).

E as criticas prosseguem sem atenuações ou eufemismos:

“A responsabilidade recai sobre aqueles que ‘no lugar de uma liturgia’ entendida como participatio actuosa, preferiram colocar ‘uma Liturgia fabricada’, saída das mãos de professores e não de confessores, como já em 1985 o então cardeal Ratzinger havia lamentado. A Liturgia – digo – da teatralidade coletiva, da liberdade criativa, da comunhão na mão, das canções tolas e a até mesmo semi-heréticas, do ostracismo em relação à posição ‘versus Domino’, à sacralidade do rito, ao seu significado latrêutico, à funcionalidade insubstituível do gregoriano, á solenidade dos gestos e dos paramentos, ao ajoelhar, agora incomparável com o orgulho do altivo estar de pé, de igual para igual, diante do Senhor do céu e da terra” (Concílio Ecumênico Vaticano II: um debate a ser feito. Brasília: Pinus, 2011, p. 143).


Eder Moreira da Silva disse - Parte XI:


Já demonstramos com larga citação que a “desobediência” não é em si mesma condenada, pois dependendo da ordem, o súdito não está obrigado a obedecer.

Mas quanto a isso o cego Rui passa despercebido ou simplesmente finge nada ver.

Aplicando o mesmo princípio do fruto como prova da perversidade da árvore, podemos dizer com base na anarquia litúrgica que se seguiu posterior a reforma, que a Missa Nova é uma árvore ruim ou cancerosa, segundo a expressão de Monsenhor Klaus Gamber.

Como disse Nosso Senhor: “Pelo fruto se conhece a árvore”.

Eder Moreira da Silva disse - Parte XII:


Diante da clara comprovação de ruptura, alguns concluirão pela vacância da Sé de Pedro, evocando a impossibilidade de equívocos nas leis universais da Igreja.

Evidentemente não serei eu a dar uma solução a essa questão de grande complexidade teológica. A única coisa que fiz foi demonstrar de modo cabal que os reformadores, submetidos à vontade do Papa, tiveram a intenção de fazer uma Missa com fórmulas equívocas.Impossível impugnar as provas apresentadas.

Não obstante, como o Sr. Rui parece ser versado nas dissertações sedevacantistas espalhadas pelo vasto mundo virtual, gostaria de vê-lo fornecer uma solução para a inegável ruptura litúrgica consumada pela promulgação de um equívoco Novus Ordo Missae...


Eder Moreira da Silva disse - Parte XIII


Quando ainda ocupava o cargo de Secretário de Estado do Papa Pio XI, o Cardeal Paccelli escreveu o seguinte texto ao Conde Enrico Pietro Galleazzi:

“Estou obcecado pelas confidências da Virgem à pequena Lúcia de Fátima. Essa obstinação de Nossa Senhora diante do perigo que ameaça a Igreja, é um aviso divino contra o suicídio que representaria a alteração da fé, em sua liturgia, sua teologia e sua alma...”.

O Cardeal Silvio Oddi, que também leu o conteúdo do segredo, garantiu:

“Não tem nada a ver com Gorbachev. A Virgem Abençoada nos alertou contra a apostasia na Igreja” (http://www.devilsfinalbattle.com/port/content2.htm)

O Cardeal Ciappi, que também teve acesso ao segredo, escreveu pouco antes de morrer:

“No terceiro segredo se profetiza, entre outras coisas, que a grande apostasia na Igreja partirá de seu cume”. (http://www.devilsfinalbattle.com/port/content2.htm)

Juntando todas essas revelações, podemos deduzir que a advertência da Virgem Maria diz respeito a um Papa que iniciará a mudança da Fé na teologia e liturgia, causando uma grande apostasia na Igreja.

Eder Moreira da Silva disse - Parte XIV:


No Vaticano II houve exatamente uma alteração da Fé na teologia e na liturgia.Nossa Senhora chamou essa alteração de “suicídio”. O Papa Paulo VI confessou que, após o Vaticano II, a Igreja entrou em um processo suicida de auto demolição. A Virgem anunciou o suicídio. Paulo VI constatou.

Agora, note, caro Rui, que a designação “cume”, como referência a autoridade máxima na Igreja, permanece na revelação de Nossa Senhora, apesar da mudança da fé na liturgia.

Ora, como conciliar a mudança da Fé na liturgia com a manutenção do” “cume”, o inclui o Romano Pontífice? Então o cume pode mudar a Fé e continuar sendo cume? É o que se deduz da revelação de Fátima!

Eu apenas coloquei o problema evidenciando fatos que dizem por si.

Por enquanto, findo a resposta que terá continuação sobre a questão do suposto “cisma” de Dom Lefebvre.Agradeço novamente ao Reverendo Padre, que nos acompanha espiritual e doutrinariamente.

In Corde Jesu, semper
Eder Silva

Apolônio Maria de Jesus disse - A paz de Cristo!

Querido Eder, aquele que ataca também deve respeitar o direito do atacado se defender. Você afronta o Magistério da Igreja ao desdenhar o Concílio Vaticano II e o Novus Ordo.


"o Vaticano II é sustentado pela mesma autoridade que sustenta o Vaticano I e o Concílio de Trento, a saber, o Papa e o Colégio dos Bispos em comunhão com ele...Também com respeito ao seu conteúdo, o Vaticano II está na mais estreita continuidade com ambos os concílios anteriores e incorpora os seus textos palavra por palavra nos pontos decisivos." (Cardeal Ratzinger)

Os Concílios Ecumênicos para serem legítimos (como foi o Vaticano II) necessitam de:

1º)- Ter sido convocado por um papa legítimo;

2º)- Ter tido seus documentos finais aprovados pelo papa.

“Os decretos do Concílio Ecumênico somente têm força obrigatória se, havendo sido aprovados pelo Romano Pontífice juntamente com os Padres conciliares, são confirmados pelo Papa e promulgados por mandato seu” (CDC, 341, §1).


O Papa Paulo VI, pessoalmente, aprovou TODOS os 16 documentos do Concílio, com semelhante forma que aparece no final de TODOS os documento:

"E nós, pela Autoridade Apostólica por Cristo a Nós confiada, juntamente com os Veneráveis Padres, no Espírito Santo, o APROVAMOS, DECRETAMOS E ESTATUÍMOS. Ainda ordenamos que o que assim foi determinado em Concílio seja promulgado para a glória de Deus". Roma, junto a São Pedro, no dia 7 de dezembro de 1965 (para a Lumen Gentium)

Carta de encerramento do Concílio Vaticano II (1965) do Papa Paulo VI:


"Assim, pois, com a graça de Deus, estando neste momento terminado tudo quanto diz respeito ao mesmo sagrado Concílio Ecuménico e tendo sido aprovadas por deliberação conciliar e por nós promulgadas todas as constituições, decretos, declarações e votos, com a Nossa autoridade apostólica decidimos e estabelecemos encerrar, para todos os efeitos, o mesmo Concílio Ecuménico, convocado pelo nosso predecessor de feliz memória João XXIII no dia 25 de Dezembro de 1961, inaugurado no dia 11 de Outubro de I962, e por Nós continuado depois da sua piíssima morte. MANDAMOS TAMBÉM E ORDENAMOS QUE TUDO QUANTO FOI ESTABELECIDO CONCILIARMENTE SEJA OBSERVADO SANTA E RELIGIOSAMENTE POR TODOS OS FIÉIS, para glória de Deus, honra da santa mãe Igreja, tranquilidade e paz de todos os homens.Isto sancionamos e estabelecemos, decretando que a presente carta seja e permaneça plenamente firme, válida e eficaz; que tenha e consiga os seus efeitos plenos e íntegros; que seja apoiada por aqueles a quem, agora ou no futuro, diz ou poderá dizer respeito; que assim se deve julgar e definir; e que desde este momento se deve ter como nulo e sem valor tudo quanto se fizer em contrário, por qualquer indivíduo ou autoridade, conscientemente ou por ignorância." (In Spiritu Sancto – Paulo VI)

Na Carta ao Congresso de Teologia pós-conciliar (21-9-1966), Sua Santidade (Papa Paulo VI) deu aos teólogos a seguinte recomendação:

 "É necessário manter religiosamente toda a doutrina legada pelo Concílio. Pois ela foi aprovada pela autoridade do Concílio Ecumênico e portanto faz parte doravante do Magistério Eclesiástico e, por seguinte, constitui, em matéria de fé e de costumes, uma norma mui direta e universal de verdade, norma da qual os teólogos jamais têm o direito de se apartar nos seus estudos". (Apud Compêndio do Vaticano II, Editora Vozes, Petrópolis, 2000, p. 32)


Apolônio Maria de Jesus disse:


E foi o Concilio Ecumenico Vaticano II que abriu caminho para a liturgia do Novus Ordo que temos hoje. Como a Igreja aprovou esta liturgia, e quando o faz é infalível, ninguém pode desmerecê-la:

"Cân. 6. Se alguém disser que o cânon da Missa contém erros e, portanto, deve ser ab-rogado: seja excomungado" (Sacrifício da Missa, Doutrina do Sacrifício da Missa Cap. IX. Sessão XXII celebrada no dia 17 de setembro de 1562. DENZINGER 1756).

"Cânon 13. Se alguém disser que os ritos recebidos e aprovados pela Igreja Católica, que se costumam empregar na administração solene dos sacramentos podem, sem pecado, ser desdenhados pelos ministros, segundo, seu arbítrio, ou mudados em outros novos por qualquer pastor da Igreja: seja anátema" (Cânones sobre os sacramentos em Geral, 13. DENZINGER 1613) (Concílio de Trento).


Eis o que diz o Concílio de Trento:

"O Santo Sínodo declara que existe perpetuamente na Igreja este poder para, na dispensação (ministério) dos sacramentos, salva a substância deles, estatuir e mudar aquelas coisas que julgar melhor para a utilidade dos que os recebem ou veneração dos próprios sacramentos, segundo a variedade das coisas, tempos e lugares" (DENZINGER 1728).

Rui


Eder Moreira da Silva disse:

Muito Prezado Ângelo,
Salve Maria!

“Fico feliz em saber que meus comentários estão contribuindo para seu conhecimento. Perceba, caro amigo, que procurar preenchê-los mais com citações de autoridades da Igreja, evitando, ao máximo, interpretações pessoais minhas. Assim, se os opositores não aceitam, não estão afrontando minha posição, mas a autoridade e o ensino do próprio clero romano.”

O Sr. Rui pensa que suas ilações temerárias atingem a minha pessoa. Ele está redondamente enganado. Quando ele diz que estou afrontando o Magistério da Igreja, com transcrições que ele distorce sutilmente, como fazem os sedevacantistas, ele, na verdade, está acusando Monsenhor Klaus Gamber, Cardeal Ratzinger, Cardeais Ottaviani e Bacci, Cardeal Biffi, Monsenhor Ranjith, Pe. Laguérie (superior do IBP), Monsenhor Gehardini, Papa Bento XVI, e muitos outros eminentes prelados, cujas declarações e livros fiz questão reproduzir contra a falsa noção de infalibilidade do desesperado Rui.

Logo mais mostrarei que ele oculta certos dados para favorecer suas conclusões apressadas e forjadas.

Sobre a Renovação Carismática “Católica”, existe uma carta em meu site que responde precisamente esse questionamento seu. Peço, então, que consulte essa carta minha no seguinte endereço:

http://www.defesacatolica.org/index.php?option=com_content&task=view&id=106&Itemid=28


As declarações do Papa Paulo VI você pode encontrar no site do Vaticano.Se tiver dificuldade, pode me escrever que eu providencio a você.Seria bom se você adquirisse a obra de Monsenhor Brunero Gherardini (Concílio Vaticano II: um debate a ser feito).

Um abraço amigo!
In Corde Jesu, semper


Eder Moreira da Silva disse - Parte I


Prezado estarrecedor e cabeça dura Rui,
Salve Maria!

Tudo o que você diz acerca do desprezo ou crítica ao Vaticano II e ao Novus Ordo Missae, não deve ser direcionado especificamente a mim, que apenas replico o que eminentes autoridades da cúpula da Igreja propalaram abertamente sobre o assunto.

Por que o senhor não faz uma carta-denúncia ao Vaticano contra o livro de Monsenhor Brunero Gherardini? Quem sabe Roma leve em conta sua queixa e assim restabeleça o Index dos livros proibidos, colocando nele todos os atrevidos que ousaram colocar em dúvida os textos do Vaticano II.

Além de teimoso é vesgo - Pobre Rui, como um mosquitinho desorientado quer invadir a arena dos elefantes. Logo, logo será esmagado!

Você me apresenta um texto do Cardeal Ratzinger no qual ele diz:

“O Vaticano II é sustentado pela mesma autoridade que sustenta o Vaticano I e o Concílio de Trento, a saber, o Papa e o Colégio dos Bispos em comunhão com ele...Também com respeito ao seu conteúdo, o Vaticano II está na mais estreita continuidade com ambos os concílios anteriores e incorpora os seus textos palavra por palavra nos pontos decisivos”.Assim disse Ratzinger em 1985.


O senhor, infelizmente, esqueceu ou propositadamente omitiu uma outra afirmação desse Cardeal, a saber, não muito harmoniosa com a declaração anterior:

“A verdade é que o próprio Concílio não definiu nenhum dogma e conscientemente quis expressar-se em um nível muito mais modesto, meramente como Concílio pastoral; entretanto, muitos o interpretam como se ele fosse o super dogma que tira a importância de todos os demais Concílios.” (Cardeal Joseph Ratzinger, Alocução aos Bispos do Chile, em 13 de Julho de 1988, in Comunhão e Libertação, Cl, año IV, Nº 24, 1988, p. 56).


Eder Moreira da Silva disse - Parte II


Nesse sentido, parece que o Cardeal não considera que o Vaticano II possua a mesma autoridade de Trento ou do Vaticano II, pois como bem destacou, se deteve em um nível de autoridade muito mais modesto, embora tenha sido Ecumênico. Entendeu, Rui cabeça dura?

O senhor também esqueceu de reproduzir as duras críticas do Cardeal Ratzinger ao Vatincao II. Não se lembra, o senhor, que Ratzinger chamou o documento Gaudium et Spes de anti-Syllabus? Não se recorda que esse mesmo cardeal acusou o Vaticano II de ter sido o 1789 na Igreja, isto é, uma revolução liberal? Estaria por isso o Cardeal afrontando o Magistério da Igreja? E você ignora ou por ignorância desconhece que o Papa Bento XVI afrontou o Magistério do Vaticano II ao dizer que não existem sementes do Verbo nas falsas religiões, contrariando assim, o Decreto Ad Gentes do Vaticano II?

Ora, como poderia o Vaticano II ser posto em discussão caso possuísse autoridade equivalente ao Infalível Concílio de Trento? Por acaso é possível fazer uma crítica construtiva aos textos do Vaticano I?

Rui, Rui, segure sua língua imprudente para não dizer bobagem! O senhor deveria voltar para o “B A-BA” do Catecismo para não escorregar tão vergonhosamente em matéria tão profunda.Nem mesmo o Vaticano II afirma suas firulas pseudoteológicas.

E para confirmar a suposta inquestionável autoridade do Vaticano II, você me apresenta um trecho da carta de Paulo VI, por ocasião do encerramento do Concílio, em 1965.


Eder Moreira da Silva disse - Parte III


Isso o Papa disse... em 1965.Vamos para o ano de 1966.

O que disse Paulo VI sobre a autoridade do Vaticano II? Abra os olhos Rui, e se precisar de lentes, peça-me que faço a gentileza de encaminhar de graça por correio. Disse o Papa:

“Há quem se pergunte que autoridade, que qualificação teológica o Concílio quis atribuir aos seus ensinamentos, pois bem, sabe-se que ele evitou dar solenes definições dogmáticas envolventes da infalibilidade do Magistério Eclesiástico. A resposta é conhecida, se nos lembrarmos da Declaração Conciliar de 6 de Março de 1964, confirmada a 16 de Novembro dese mesmo ano: dado o caráter pastoral do Concílio, evitou este proclamar em forma extraordinária dogmas dotados da nota de infalibilidade. Todavia conferiu a seus ensinamentos a autoridade do Supremo Magistério ordinário” (Paulo VI, Discurso na audiência de 12 de Janeiro de 1966. Os destaques são nossos).

Portanto, é o Papa quem diz que o Vaticano II nada definiu dogmaticamente. Confirma que o ensino do Concílio não envolveu a infalibilidade Pontifícia. Logo, o que não está protegido pela infalibilidade, pode, em princípio, errar.

E como diz Santo Tomás: “O que pode não ser, nem sempre é”.

Na outra citação, o Papa elucida o princípio geral, ou seja, deve-se receber com docilidade o ensino de um Concílio Ecumênico, embora ele não tenha manifestado a intenção de definir ou de empregar sua infalibilidade.

Mas, como defendem muitos teólogos, existe a possibilidade de romper o silêncio, quando elementos contrários a Fé aparecem em um ensino não infalível.

Eder Moreira da Silva disse - Parte IV


Ainda sobre a autoridade do Vaticano II, temos essa outra declaração:

“Observando o costume conciliar e a finalidade pastoral do presente Concílio, esse Santo Sínodo define somente as coisas concernentes à Fé ou à Moral, e a Igreja se atem a professar somente as que o mesmo Sínodo tenha abertamente declarado como tais” (Monsenhor Brunero Gherardini. Concílio Ecumênico Vaticano II: um debate a ser feito. Brasília: Pinus, 2011, p. 44-45).

Sobre a liturgia, ensinou o Papa Paulo VI:

“O rito e a respectiva rubrica por si não são de uma definição dogmática; São susceptíveis de uma qualificação teológica de valor diverso, segundo o contexto litúrgico a que se referem...” (Papa Paulo VI fez no dia 19 de novembro de 1969, grifo meu).

Ficou claro para sua cabeça dura, Sr. Rui? Qualificação teológica da Missa Nova segundo o contexto litúrgico vai muito longe de infalibilidade.O senhor está vendo pelo em ovo!

É por não serem infalíveis as fórmula ambíguas da Missa Nova, que muitas autoridades resolveram escrever contra o Novus Ordo e contra o Vaticano II.

Replico o escrito de Monsenhor Brunero Gehardini, que não foi repreendido, nem excomungado, nem advertido, nem contestado:

“É portanto lícito reconhecer ao Vaticano II uma índole dogmática somente lá onde ele torna a propor como verdade de Fé dogmas definidos nos precedentes Concílios. Em vez disso, as doutrinas que são próprias do Concílio [Vaticano II] não poderão ser consideradas absolutamente como dogmáticas, em razão de que estão privadas da ineludível formalidade definitória, e pois, da relativa “voluntas definiendi”(Mons. Brunero Gherardini. Concílio Vaticano II: um debate a ser feito, 2011, p. 46).


Todas as suas citações sobre a liturgia valem quando a Igreja emprega sua infalibilidade, sua intenção de definir, porque, embora infalível em determinadas circunstância, o Papa não tem sua liberdade anulada.

Eder Moreira da Silva disse:

E como disse Nossa Senhora em Fátima:

“A Fé seria alterada na liturgia e na teologia pelo cume da Igreja”. Portanto, segundo a Virgem Maria, é possível a crise atual sem que o “cume” deixe de ser “cume”.
Espero que sua cabeça dure tenha assimilado algo!

Passar muito bem
In Corde Jesu, semper
Eder Silva

Eder Moreira da Silva disse:

Sr. Rui,

Uma pena que tenha recusado meu convite de debate presencial. Estando tão próximo geograficamente, poderia realçar com mais luz seus equívocos. Mas quem sabe, tomando coragem, você mude de ideia.

Sobre a docilidade, saiba que Nosso Senhor também foi dócil. Mas, nem sempre a docilidade é o melhor remédio, dependendo da circunstância. Assim como não se combate câncer com cafune na cabecinha, mas com a violência do bisturi, assim também, dependendo do estado do pecador, é mais eficaz umas boas palmadas do que palavras suaves. Por isso Nosso Senhor, que foi manso e humilde de coração, também pegou no chicote e expulsou violentamente os vendilhões do Templo. Noutra ocasião, o doce Verbo de Deus também acusou amargamente os Fariseus de “Filhos do Diabo, serpentes, guias cegos, sepulcros caiados, hipócritas... etc.”

Santo Inácio também tratava docilmente seus inimigos, chamando-os de:

“Bestas ferozes ,lobos rapaces,cães danados que atacam traiçoeiramente,bestas com rostos de homens,ervas do diabo, plantas destinadas ao fogo eterno”.

Atitude bem oposta a de João Paulo II, que procurava reunir-se docilmente com os hereges, chamando-os de “irmãozinhos separados”. E o próprio São Francisco de Assis mostrou sua docilidade diante do sultão, que ele amargamente afrontou, terminando por desafiá-lo a entrar em uma fogueira.

Dócil quando convém. Violento e amargo quando necessário.Dócil com os de boa vontade. Amargo com os teimosos.Por isso o pai deve ser dócil, mas também amargo com os filhos cheios de teimosia.
Deus o ajude a enxergar o óbvio!

In Corde Jesu, semper
Eder Silva


Eder Moreira da Silva disse:


A Sagração de Lefebvre sem mandato pontifício: detrações de um teimoso inconformado.

O Sr. Rui insiste no suposto cisma de Lefebvre, desprezando o Direito Canônico, a Santa Sé e o parecer superior de inúmeros canonistas da Igreja.Comecemos pelo Direito Canônico que diz:

“Não é passível de nenhuma pena, ao violar lei ou o Preceito [...] quem agiu forçado por medo grave, embora relativo, ou por necessidade, ou por grave incômodo, a não ser que se trate de ato intrinsecamente mau ou que redunde em dano das almas” (Cân. 1323).

Com base na Lei Canônica, muitos canonistas chegaram a conclusão de que Lefebvre não incorrei formalmente em cisma.

Segundo o professor Emeritus de FLORENÇA (DOUTOR DE LEIS) da lei de Canon na universidade de Florença, tido como um ADVOGADO DA ROTA ROMANA, afirmou que "o fato é esse: Msgr. Lefebvre disse simplesmente: 'eu estou sagrando bispos a fim de que minha ordem de padre possa continuar. Não está criando uma igreja paralela.' Conseqüentemente, este ato (não) era, por si mesmo, cismático."

Segundo o Rev. Francos. PATRICK VALDINI, J.C.D. da faculdade da lei de Canon no instituto católico de Paris afirma: "não é a consagração de um bispo que cría um cisma. O que faz o cisma é o ato de dar ao bispo uma missão apostólica.

Eder Moreira da Silva disse...

Segundo o Rev. Franco. O E. MURRAY de GERALD, título de J.C.D. (UNIVERSIDADE GREGORIAN PONTIFICAL) em sua TESE DE DOUTORADO declarou: "segundo o status canônico, tanto a FSSPX como Monsenhor Lefebvre não são excomungados como cismáticos, porque o Vaticano nunca disse que são.... Você pode... mostra que Lefebvre ele mesmo não foi excomungado e conseqüentemente ninguém mais era.... Eu venho à conclusão que, falando canônicamente, não é culpado de um ato cismático punível pela lei de canon. No exemplo da sociedade de Saint Pius X, o Vaticano nunca declarou todo o padre ou pessoa da sagração ter-se transformado num ato cismático."

Seguindo esse mesmo parecer, o Prefeito da Congregação para o Clero e Presidente da Pontifícia Comissão Ecclesia Dei, excelentíssimo Cardeal Darío Castrillòn Hoyos, em uma declaração à televisão Canal 5 em 13 novembro de 2005, afirmou da seguinte forma sobre a FSSPX:

“Não estamos perante a uma heresia. Não se pode dizer em termos corretos, exatos, precisos que haja um cisma. Há, no fato de consagrar bispos sem o mandato pontifical uma atitude cismática. “Estão dentro da Igreja”.

Fonte: http://qien.free.fr/20051113_hoyos.htm (original em italiano)


Eder Moreira da Silva disse:


E que algumas excomunhões podem ser inválidas, sem efeito ou valor sob a lei canônica, declaram os seguintes canonistas romanos: Cardial Castillo Lara, J.C.D., presidente da comissão pontifical para a interpretação autêntica da lei de Canon * Cardeal Edward Idris Cassidy, presidente do conselho pontifical para a unidade dos cristãos * Cardeal Alfons Stickler, Prefeito anterior dos arquivos e da biblioteca de Vatican * Quadro Gerard E. Murray, J.C.D., dos Estados Unidos * Quadro Patrick Valdini, J.C.D., da faculdade da lei de Canon * Quadro Rudolf Kaschewski da Alemanha * Contagem Neri Capponi, D.Cn.L., Ll.D, professor da lei de Canon * Professor Geringer, J.C.D.

Recentemente, por ocasião das sagrações sem mandato pontifício na China, a Santa Sé declarou que a pena pode ser mitigada, caso o ato tenha sido movido por medo ou necessidade. E observa que:

“Cada um deles sabe em seu coração o nível de envolvimento pessoal, e a reta consciência indicará a cada um se incorreu em uma pena latae sententiae”
(Fonte: http://www.zenit.org/p-28191).

Sobre as injustas penalizações, também ensinou Santo Agostinho:

“Por vezes, permite a própria divina Providência que homens justos sejam desterrados da Igreja católica por causa de alguma violência partidária muito turbulenta da parte de homens carnais” (Santo Agostinho. A verdadeira Religião. São Paulo: Paulinas, 1987. P. 45).

Com quem ficar? Santa Sé, Direito Canônico, Canonistas, Presidente da Pontifícia Comissão Ecclesia Dei, na época o Cardeal Darío Hoyos, ou o teimoso e cabeçudo Rui? A escolha é óbvia!

In Corde Jesu, semper
Eder Silva

Apolônio Maria de Jesus disse:

A paz de Cristo.

Querido Eder, devido a diversas responsabilidades pessoais que tenho, não será possível lhe responder por completo como eu gostaria, pois os comentários deste blog provavelmente serão encerrados antes que eu chegue lá, assim como ocorreu no post anterior "FSSPX condena visita de Dom Williarson".

“Entendo perfeitamente que a mecânica e a dinâmica de um blog exigem que discussões antigas sejam encerradas, caso contrário o blog se torna inadiministrável. Mesmo assim, vamos caminhando.”

Eder, novamente você erra, e pior, agora julga temerariamente:

Em nenhum momento eu escrevi que o Concílio Vaticano II fosse dogmático ou infalível. Nem em momento algum eu disse que ele declarou algum dogma. Mas vou ajudá-lo:

“o que eu disse é que o Vaticano II é um concílio legítimo, devidamente aprovado pelo legítimo Magistério da Igreja, e que por isso mesmo devemos respeitá-lo e não querer ficar incutindo heresias e erros nele, como você constantemente insinua (a Fspx faz o mesmo), a fim de pregar a desobediência ao mesmo.”


Eder, como vejo que você pretende ser professor, você precisa melhorar muito em intepretação de texto:

Pelo menos espero que seja deficiência de interpretação, e não distorção intencional da verdade. Quando Ratzinger diz que o Vaticano II não é um superdogma, ele não está se contradizendo, já que isto demonstraria irracionalidade ou burrice.

Se alguém diz que é a mesma autoridade que sustenta, então, É A MESMA AUTORIDADE QUE SUSTENTA, ou seja, um Concílio Ecumênico válido e legítimo.

E como é a mesma autoridade que sustenta, o ensinamento entre os Concílios é contínuo, e JAMAIS, NUNCA, uma ruptura da Doutrina como você quer fazer parecer. Declarar que o Vaticano II não é um superdogma, significa que ele está em continuidade, harmonia e equilíbrio aos outros concílios, e que por isso mesmo ele não elimina os ensinamentos dos concílios anteriores.

Seu cardeal preferido Eder, fala a mesma coisa:

"Foi-me perguntado se o Concílio Vaticano II tem um valor magisterial. A questão está mal colocada. Um Concílio – qualquer que seja seu caráter, e qualquer que seja a finalidade ou a necessidade contingente à qual ele queira responder – é sempre Magistério Supremo da Igreja. O mais solene, no mais alto nível. Desse ponto de vista, e abstração feita da matéria examinada, cada uma de suas déclarações é sempre magisterial. E ele é magisterial no sentido o mais próprio e o mais nobre do termo." ( Mons. Brunero Gherardini).

Depois continuamos, se me for permitido. Comentei até aqui só sua "Parte I".

Rui

Eder Moreira da Silva disse - Parte II

Se estivéssemos em outro ambiente, transcreveria todos os textos e argumentações dessa tese de Arnaldo. Mas, como tenho esperança que nessa sua cabeça dura ainda remanesce algum pingo de bom senso, acredito que você mesmo fará uma superficial consulta.

Vamos aos textos de Ratzinger:

“O Vaticano II é sustentado pela mesma autoridade que sustenta o Vaticano I e o Concílio de Trento, a saber, o Papa e o Colégio dos Bispos em comunhão com ele...Também com respeito ao seu conteúdo, o Vaticano II está na mais estreita continuidade com ambos os concílios anteriores e incorpora os seus textos palavra por palavra nos pontos decisivos”.

Tiremos as conclusões desse primeiro texto.

1) Autoridade do Vaticano I e Trento = Vaticano II

Que autoridade é esse? Acrescenta o Cardeal:

2) Papa e Colégio dos Bispos em comunhão com ele

Pois bem.

A equivalência de autoridade evocada pelo Cardeal refere-se ao fato de o Vaticano II, assim como Vaticano I e Trento, terem sito convocados e aprovados pelo Papa, juntamente com os Bispos. Ou seja, a igualdade deriva do fato de Trento, Vaticano I e Vaticano II terem sido Concílios Ecumênicos.


Eder Moreira da Silva disse - Parte III

Mas como disse, disso não sucede inelutavelmente que o Vaticano II tenha sido infalível como Trento e o Vaticano I. E como se confirma pela declaração do Papa Paulo VI, também ignorada por você, o Vaticano II não quis empregar em seus textos o carisma da infalibilidade.

Vamos para o outro texto:

“A verdade é que o próprio Concílio não definiu nenhum dogma e conscientemente quis expressar-se em um nível muito mais modesto, meramente como Concílio pastoral; entretanto, muitos o interpretam como se ele fosse o super dogma que tira a importância de todos os demais Concílios.” (Cardeal Joseph Ratzinger, Alocução aos Bispos do Chile, em 13 de Julho de 1988, in Comunhão e Libertação, Cl, año IV, Nº 24, 1988, p. 56).

O Cardeal afirma categoricamente que o vaticano II quis expressar-se em um nível mais modesto, meramente como Concílio pastoral.

É nesse ponto que tudo muda em relação ao Concílio Vaticano I e Trento, pois esses dois Concílios anteriores foram infalíveis e não pastorais. E se o Vaticano II foi mais modesto, isso quer dizer que sua autoridade é muito inferior à autoridade do Vaticano I e de Trento. Portanto, não se pode comparar a infalível autoridade de Trento e do vaticano I com a imprudente pastoralidade falível do Vaticano II.

A autoridade que sustenta Trento e o Vaticano I é, além do caráter ecumênico desses Concílios, o Magistério Ex-Cathedra do Papa, motivo pelo qual não é permitido tecer críticas ou simples discussões sobre o ensino infalível desses Concílios. Ora, com o Vaticano II é absolutamente diferente.


Como já disse, o Papa Bento XVI erigiu um Instituto (IBP) cuja finalidade é criticar os textos do Vaticano II, além do privilegio de rezar unicamente e exclusivamente a Missa no rito de São Pio V. Ora, se é permitido criticar o Vaticano II, sua autoridade é bem inferior à autoridade de Trento e do Vaticano I.

Eder Moreira da Silva disse:

Sr. Rui da visão estrábica
Salve Maria!

“Suas” argumentações são para mim um apanhado de velharias obsoletas. Nesses quase dez anos de estudo e apostolado, deparei-me com as mais mirabolantes escusas destinadas a salvar um defunto que tão logo esperamos seja definitivamente enterrado. Em todo caso, não me incomodo de refutar tolices mil vezes refutadas.

Sobre o espaço e tempo para expor seus comentários, proponho duas vias:

1) Criar um blog pessoal.

2) Debater no âmbito de meu site: www.defesacatolica.org

A escolha é sua!

O Sr. diz que eu tenho certa deficiência em interpretação de textos. Pois veremos a seguir quem realmente sofre desse mal.

Antes de prosseguir, faço uma pertinente ponderação que sua cegueira ou má fé insiste em desprezar:

Eu apenas reproduzo o que grandes prelados disseram contra o Vaticano II e a Missa Nova. Portanto, ao invés de me acusar, direcione suas detrações contra essas personalidades: (Monsenhor Klaus Gamber, Monsenhor Ranjith, Cardeal Ratzinger, Cardeal Biffi, Pe. Laguérie, Cardeal Ottavianni, Cardeal Bacci, Monsenhor Brunero Gherardini, etc.).

Ponto!

Vamos a hermenêutica “Ruiniana...”

Seu erro se fundamenta num falso silogismo, a saber: “Todo Concílio Ecumênico é infalível. O Vaticano II foi ecumênico. Logo foi infalível”. A premissa maior é falsa. Logo, a conclusão também é falsa.

Insisto que você leia o monumental trabalho de Arnaldo Xavier sobre o Novus Ordo Missae. Nesse estudo o erudito autor prova:

1) Na Missa Nova e no Vaticano II houve de fato uma ruptura
2) É possível erros no Magistério não infalível
3) É possível erros mesmo em Concílio Ecumênico não infalível
4) É possível romper o silêncio e acusar os erros de um magistério não infalível



Eder Moreira da Silva disse:


É o Papa quem autorizou criticar o Vaticano II. Quem é você, Sr. Rui, para contestar uma determinação do Papa? Coloque-se no seu lugar de pequeno ignorante cabeçudo, que pretende contestar canonistas, grandes teólogos, eminentes Cardeais, a Santa Sé, e o próprio Papa, inventando coisas que são fábulas de seus péssimos estudos.

Ora, se o Vaticano II foi a continuidade, porque o Cardeal Ratzinger acusou o documento Gaudium et Spes de ser o Anti-Syllabus de Pio IX? Por que esse Cardeal acusou o Vaticano II de ser o 1789 na Igreja? Por que acusou a Missa Nova de falsificação e produto banal de um instante? Por que enquanto Papa Bento XVI corrigiu o Decreto Ad Gentes do Vaticano II, contrariando a famigerada “Sementes do Verbo” nas falsas religiões? Sou eu quer interpreto mal ou é você que enxerga mal? Tem certeza que o Sr. não sofre de miopia?

Desconheço esse Cardeal citado por você: “Monsenhor Brunero Gherardini”. E tenho certeza que você também não o conhece. E sabe por quê? Porque ele não é Cardeal coisíssima nenhuma. O senhor fala do que não sabe e dá provas de sua ignorância a cada linha escrita. Pobre Rui, melhor seria ter ficado calado, pois em boca fechada não entra moscas, e nem elefantes.


Monsenhor Brunero Gherardini não é Cardeal! E o senhor tem o livro dessa autoridade ou apenas fez um garimpo pela internet? Leu todo o livro dele ou apenas pincelou na internet um pequeno recortezinho que supostamente o favorece? Que feio seu Rui, vai estudar para não transformar o blog de um Padre Sério num picadeiro de atrapalhadas.

Eder Moreira da Silva disse:


Percebeu cabeçudo Rui? Não existe seu silogismo: Magisterial = Incontestável.

Mas continuemos com Gherardini, esse Monsenhor que esperamos chegue ao posto de Cardeal e se Deus quiser, de Papa:

“Sobre a base desses princípios hermenêuticos de S.E. Mons. Felici, não se permite a ninguém – nem a um Bispo, nem a um padre ou a um teólogo, nem ao povo de Deus – a liberdade de «snobar» os ensinamentos do Vaticano II. Enquanto provém do Magistério Supremo, eles gozam de fato todas de uma dignidade e de uma autoridade fora do comum. Ninguém poderá impedir ao sábio de verificar o seu fundamento – pelo contrário, a hermenêutica teológica mencionada o exige – mas ninguém não deveria também ousar lhe recusar uma consideração religiosa interna e externa”.


Até aqui bradaria Rui: “Viva o Vaticano II!.

Guarde os fogos, pois o texto não acabou:

“ Há que colocar nisso um “mas” e um «se». Façamos a hipótese de que num dos dezesseis documentos do Vaticano II, ou mesmo em todos, se notem erros. Abstratamente isso é de se considerar: sempre se discutiu se era possível que um Concílio não alcançasse suas intenções declaradas e suas finalidades, ou se, num caso limite, ele poderia cair em heresia. Minha humilde opiião é de que isso não é de exluir, sendo dada a fragilidade e a malícia do coração humano. Penso, entretanto, que, no caso em que isso se verificasse, um Concílio cessaria de ser tal. Quanto ao Vaticano II, há cinquenta anos a atenção crítica como que dormitou diante dele, abafada pelo hosanna contínuo que o cercou. E todavia os problemas não faltam, e eles são extremamente sérios. Não falo, é evidente, de heresia, mas de sugestões doutrinárias que não estão na linha da Tradição de sempre e que não se podem facilmente coligar ao «quod semper, quod ubique, quod ab omnibus» [ o que se acreditou sempre, em toda parte e por todos] do Padre de Lérins, pois que lhes falta a continuidade do «eodem sensu eademque sententia» [no mesmo sentido e na mesma sentença] de seu Commonitorium.

Eder Moreira da Silva disse:


O que você poderia alegar é: Mesmo que um Concílio não fale infalivelmente, é preciso abraçar docilmente seu ensino, mesmo que contenha erros”.

Quanto a esse ponto, sugiro o estudo de Arnaldo Xavier, que prova com larga citação, a possibilidade de romper o silêncio ou assentimento piedoso, quando, após apurado estudo, o erudito detecta erros nos documentos ministeriais não infalíveis!

Rui, suas bobagens são de estarrecer. Procure ler livros de grandes autoridades ao invés de se pautar em recortes de internet.
Passar bem

Marcel disse:

Caro Rui,

você disse:

"Mas vou ajudá-lo: o que eu disse é que o Vaticano II é um concílio legítimo, devidamente aprovado pelo legítimo Magistério da Igreja, e que por isso mesmo devemos respeitá-lo e não querer ficar incutindo heresias e erros nele, como você constantemente insinua (a Fspx faz o mesmo), a fim de pregar a desobediência ao mesmo."

Essa é a tese do Monsenhor Ocáriz, do Opus Dei, adotada por Roma para as recentes discussões doutrinais com a FSSPX. Eu li o texto dele, que não faz nada mais que empurrar goela abaixo uma contradição: a de que um Concílio não infalível, embora incorrendo não no Magistério Ordinário mas no Prudencial, também obriga a uma aceitação obrigatória de seu conteúdo, no todo.

À parte da linguagem de duplo sentido do Opus Dei (creio não ser aqui o lugar para explicar essa nuance), a tese do Mons. Ocáriz é derrubada pelo Pe. Stefano Carusi, do Instituto do Bom Pastor (em plena comunhão com Roma, embora critique o Concílio). Convido-o a ler os artigos deste bom padre (malgrado estejam em italiano e em francês, o Google Tradutor pode te dar uma ligeira noção do conteúdo):

Em italiano: http://disputationes-theologicae.blogspot.com.br/2012/02/la-tesi-ocariz-contraddetta-anche-dalla.html


Você também disse:

"Eder, como vejo que você pretende ser professor, você precisa melhorar muito em intepretação de texto."

Por uma questão de justiça, devo esclarecer: Eder tem Licenciatura Plena em História. Portanto, ele já é um professor habilitado (ao menos para o Nível Médio), independente do que você pense a respeito.

Não é teólogo, mas a disciplina de História o ajuda sobremaneira a entender a História da Igreja e também perceber em que contexto se deram as mudanças "pastorais" dos últimos anos.


Quanto à "interpretação de texto", esse é justamente o mote dos textos do Vaticano II, que se valem de letra fenomenológica.

A Fenomenologia é uma falsa corrente filosófica que força a leitura de palavras e fatos sob dois ou mais pontos de vista (tal como a língua bífida da serpente tentadora do Éden), por isso o texto fenomenológico nunca pode ser claro, e o sentido das palavras se dá "ao gosto do freguês".

Um texto eclesiástico, se quer se pautar pela infalibilidade doutrinal, não pode ser dúbio, deve necessariamente ser claro e literal.

A verdadeira fé não é em função de "versões", mas de certezas. Doa a quem doer; Cristo não mandou que se agradassem a gregos e a troianos, mas que nosso sim fosse sim, e nosso não fosse não - não tem espaço para "talvez" ou "depende"!


In Christo et Maria,
Marcel.

Eder Moreira da Silva disse:
Caro Marcel,

Agradeço por suas palavras em relação a minha pessoa. Deus lhe retribua pela amizade e caridade.Para provar, novamente, que o Sr. Rui não sabe de nada, indico abaixo a resposta de Arnaldo Xavier:

http://www.arnaldoxavierdasilveira.com/_/III_Grave_lapso_teologico_de_Mons_Ocariz_%28port%29.html

Boa leitura, seu Rui!


Apolônio Maria de Jesus disse:

A paz de Cristo.

Querido Marcel, você entendeu meu pensamento.Penso exatamente isto:

“O Magistério Ordinário, ainda que teologicamente se classifique como falível, não erra. Não erra simplesmente porque não pode errar. Se a Igreja errar na pessoa do Magistério Ordinário que obrigatoria e oficialmente a representa, então estamos perdidos(Pois neste caso ,não vai valer também todas as encíclicas Papais Citadas aqui antes de Concílio Vaticano II, pois todas pertencem ao magistério Ordinário e não extraordinário )”.

Quantos por cento da doutrina católica foi declarada dogmaticamente?


Será que chega a Cinco por cento? E os outros 95 por cento então estão cheios de erros e não se pode confiar neles?

“Esta é a grande temeridade que vejo nos pensamentos do Eder quando escancaradamente anuncia que podemos desobedecer ao que não foi definido infalivelmente. O fato do Concílio Vaticano II não ter tido intenção de ser dogmático, mas pastoral, não faz com que ele tenha erros.”

É muito bom que o Eder seja professor de História, pois precisamos de professores de História que defendam a Igreja. O que mais existe poraí são professores de História que atacam a Igreja com as mais diversas mentiras, calúnias e boatos. Simplesmente ignoram que a Igreja é Pura, Santa, Imaculada, e que ela NÃO ERRA.


Utilizar teses acadêmicas de doutorandos como base para julgar a Santa Sé é o mesmo que estar se negando à justa submissão ao papa, submissão necessária para a Salvação. Acaba-se nisto por utilizar uma série de juízos temerários para se colocar a doutrina em dúvida, buscando uma definição dogmática.

A reta interpretação do Vaticano II deve ser dada pelo Romano Pontífice, e não pelo Eder e seus "doutores universitários" É a Santa Sé quem dá a definição de qual é o sentido real da coisa.


O problema é a soberba, que faz com que se ache plausível que qualquer um, seja ele leigo ou clérigo, possa julgar e condenar por heresia um Concílio Ecumênico, ou a Santa Sé, ou o Papa João Paulo II, tendo a petulância de dizer que se João Paulo II fosse canonizado "o diabo encaminhará uma carta de reclamação ao Vaticano".

O problema é o desespero de alguns, que faz crer que Cristo abandonou a Igreja permitindo que Ela errasse em um Concílio

O problema é a acatolicidade de toda a raiz destes pensamentos que leva uma pessoal a imprudencialmente aderir ao erro de atribuir erros a quem não lhe compete julgar.

Do mesmo modo que os protestantes "justificam" heresias usando a Bíblia e interpretando como querem, e atribuindo aos textos sagrados as idéias que querem, muitos ditos católicos fazem o mesmo com o Concílio Vaticano II.

Com este tipo de interpretação se poderia atribuir heresias até a Trento,pois nem tudo que foi declarado em Trento tem caráter dogmático.

A verdade é que existem muitas teses por aí a fora. Não existe nenhuma prova de erros e heresias do Concílio Vaticano II. Sabe porquê?

A definição do sentido deste Concílio ainda não foi dada pela Santa Sé, A QUEM ÚNICA E EXCLUSIVAMENTE COMPETE FAZÊ-LO. Portanto, até lá, o Concílio Vaticano II não contém erros.

Rui

Eder Moreira da Silva disse...

Prezado Rui,
Salve Maria!

Cristo não prometeu uma infalibilidade absoluta ao Romano Pontífice. Ora, se existem condições em que ele se pronuncie de modo QUE NÃO ERRE, é porque, na ausência dessas condições, ele pode errar.

Isso não significa que, necessariamente, um ensino falível contenha erros. Mas que, o Magistério não assegurado pelo carisma da infalibilidade, pode vir a prescrever doutrinas não ortodoxas. Isso, em hipótese alguma, significa a corrupção da Igreja.

Assim como o erro de um médico – parte da Igreja - não significa a corrupção da medicina, do mesmo modo, o erro no ensino de um Papa não infalível não significa a maculação da Santa Igreja. Isso é um erro primário de quem não sabe a distinção entre o Corpo Místico da Igreja e os membros que dela fazem parte.

Para elucidar a questão, vale transcrever o ensino do Cardeal Charles Journet:

“Nem sempre é exato dizer de maneira um pouco simplista: ‘onde está o Papa está a Igreja’, ou ‘é necessário obedecer ao Papa sem restrições mesmo no âmbito em que ele não é infalível’. Esta solução é mais fácil e mais cômoda. De fato, quando o Papa aborda certos assuntos reformáveis, mesmo em união com um Concílio, ele não pode engajar e de fato não engaja, a plenitude de sua Autoridade Suprema. Ele não é, portanto, Papa em toda a extensão do sentido em que entendemos a fórmula ‘onde está Pedro está a Igreja’. Em tempos tranqüilos e serenos, isto não suscita nenhum problema especial. Em tempos de crise, porém, a coisa já não é mais assim. É, portanto, perfeitamente concebível, em certos momentos difíceis, que um cristão que goze de especial clarividência, como Santo Atanásio no tempo do Arianismo, se separe das opções oficiais feitas pela Hierarquia em sua maioria(…) Isto não significa de modo algum que se separe da Igreja ou mesmo da comunhão com o Papado, no sentido mais misterioso e profundo da palavra, mesmo se, em tal caso particular, esse Papa decretasse o contrário e proferisse uma excomunhão” (citado em L’Obéissance dans l’Eglise, Lucien Méroz, Ed. Martin , conf. Le Chardonnet, jun/1990)

Eder Moreira da Silva disse:

O Cardeal Journet também ensinou:

"Ao contrário, de ensinamentos que não são propostos nem com esta universalidade, nem com esta constância, soluções a problemas recentes que a Igreja ainda não generalizou, e nos quais mais precisamente, ela [a Igreja] não entende engajar plenamente sua autoridade prudencial, nós diremos que o Magistério não os propõe senão de modo falível" (Cardeal Journet, L´Église du Verbe Incarné, Desclée de Brouwer Friburgo, 1955, vol. I, p. 456).

E complementando, o ensino do célebre Suarez (+1617), chamado de “Doctor Eximius” por diversos Papas:

“Se o Papa baixar uma ordem contrária aos bons costumes, não se há de obedecer-lhe; se tentar fazer algo manifestamente contrário à justiça e ao bem comum, será lícito resistir-lhe” (De Fide, dist. X, sect. VI, n.16).

Esses textos nos fornecem as mais precisas conclusões:

1) O Papa, mesmo em união com um Concílio, pode prescrever doutrinas contrárias;

2) Sucedendo erros no ensino de um Papa, o católico não deve obedecer;

3) Quando assim acontece, não se pode dizer “Onde está Pedro está a Igreja”;

4) Como o Papa é membro da Igreja, apenas sobre ele recai a culpa de seu erro.

O Rui quer silenciar os maiores doutores da Igreja por um vil interesse particular.

Eder Moreira da Silva disse:


Para desqualificar as colocações simplista do pseudo teólogo Rui, reproduzo as considerações de Arnaldo Xavier sobre esse tema de possibilidade de erro e oposição do fiel ao Magistério não infalível da Igreja:

“O artigo sustenta, como absoluto e incondicional, o princípio de que mesmo os ensinamentos não infalíveis do Magistério papal ou conciliar exigem necessariamente o assentimento interno do fiel. Ora, grandes autores da neoescolástica estabelecem importantes ressalvas a essa tese, mostrando que não se pode tomá-la, de modo simplista, como regra que não admite exceções”.

Até aqui Arnaldo apenas expõe o problema. A seguir, sua resposta:

“Com efeito. ― Diekamp declara que a obrigação de aderir aos ensinamentos papais não infalíveis “pode começar a cessar” no caso raríssimo em que um expert, após análise diligentíssima, “chegue à persuasão de que na decisão introduziu-se o erro” (Th. Dog. Man., I, 72)”

Prossegue o autor:

“Pesch admite o referido assentimento “enquanto não se torne positivamente claro que houve erro em decreto da Cúria Romana ou do Papa” (Pr. Dogm., I, 314/315)”


Eder Moreira da Silva disse:

“Merkelbach ensina que a doutrina proposta de forma não infalível pode, acidentalmente e numa hipótese raríssima, admitir a suspensão do assentimento interno (S. Th. Mor., I, 601)”

“Hurter afirma que, perante decisões não infalíveis, pode ser lícito “recear o erro, assentir condicionalmente, ou mesmo suspender o assentimento” (Th. Dogm., I. 492)”

“Cartechini sustenta que o assentimento interno às decisões não infalíveis pode ser negado caso o fiel “tenha a evidência de que a coisa ordenada é ilícita, podendo nessa hipótese suspender o assentimento (...) sem temeridade e sem pecado” (Dall’Op. al Dom., 153-154)”

“Dom Paul Nau explica que o assentimento pode ser suspenso ou negado se houver “uma oposição precisa entre um texto de encíclica e os demais testemunhos da tradição” (Une source doct., 84)”.

E sobre a possibilidade de um Papa cair em heresia, Arnaldo nos fornece algo precioso:

“Pietro Ballerini, cuja obra foi importante para as definições da infalibilidade no Vaticano I, via na hipótese de um Papa herege “um perigo iminente para a fé e entre todos o mais grave”, diante do qual quaisquer fieis poderiam “resistir-lhe em face, refutá-lo e, se necessário, interpelá-lo e pressioná-lo a arrepender-se”, “para que todos pudessem precaver-se em relação a ele” (De Pot. Eccl., 104/105)”.

Mas o Sr. Rui, com toda sua soberba de pretenso teólogo, quer soterrar todos os doutores da Igreja com seus palpites virtuais.

Eder Moreira da Silva disse:

Estamos procedendo segundo o que nos fornecem dos doutores e grandes comentadores do assunto, pautados, além do mais, em eminentes prelados da Igreja. Rui, pelo contrário, quer nos convencer com suas interpretações pessoais. Ele quer dar uma autoridade inexistente a um Concílio que, segundo ele, ainda não foi definido.

O que precisamos saber é:

1) Se o Vaticano II foi dogmático ou infalível

2) Se mesmo não ensinando infalivelmente, pode ensinar erros

3) Se ensinando erros, pode o católico criticar esses erros

Com relação a esses três pontos existem as respectivas respostas:

1) O próprio Papa Paulo VI declarou não se tratar de um Concílio infalível.

2) Como demonstrado, grandes personalidades são de parecer que é possível haver erros em um Magistério não infalível.

3) Corroborando a segunda questão, o Papa Bento XVI erigiu um Instituto (IBP) cuja finalidade é criticar o Vaticano II. Também autorizou e iniciou discussões sobre pontos doutrinais do Vaticano II. O livro base dessas discussões (Brunero Gherardini) afirma a existência de elementos modernistas nos textos desse Concílio. Vários Cardeais se manifestaram de modo crítico ao Concílio (Cardeal Biffi, Brunero Gherardini, Monsenhor Ranjith o próprio Cardeal Ratzinger, hoje Papa Bento XVI).


Eder Moreira da Silva disse:

Ora, se nada podemos dizer contra o Concílio, porque segundo a interpretação do Rui ele não foi definido, como pode o Papa ter estabelecido um Instituto com a finalidade de criticar o Vaticano II, mesmo antes de tê-lo definido? Portanto, mais uma vez a fraude Ruiniana fica em evidência!

E Rui diz, sem maiores pormenores, que, mesmo o Magistério falível não erra.

Ora, se todo Magistério necessariamente é infalível, isto é, se não pode errar, então não há porque distinguir Magistério Ordinário de Magistério Extraordinário.( E realmente não erra, pode sofrer evolução e melhor entendimento).


Todavia, se o Vaticano I estabeleceu quando um Magistério do Papa é infalível, isso quer dizer que pode existir um Magistério que não seja infalível, e que, por isso, pode vir a errar.

Por exemplo, uma das condições para que haja Magistério infalível é a clara intenção do Papa nesse sentido. Ora, no Vaticano II temos a manifesta vontade do Papa de que ele quis um Concílio não infalível, não dogmático, mas meramente pastoral.


Seu ensino foi colocado ao nível de “diálogo” e não propriamente de Magistério. Aliás, o diálogo se opõe à natureza de um magistério que impõe uma superioridade daquele que ensina (docente) em relação àquele que é ensinado (discente). Mas o Vaticano II, segundo os documentos ecumênicos, quis colocar a Igreja em pé de igualdade com as seitas, fazendo um intercambio ou troca de Dons em busca da verdade. Dai as reuniões escandalosas e heréticas de Assis, levadas a cabo por João Paulo II.

Não existe esse absolutismo do Sr. Rui de tornar infalível qualquer atitude ou ensino do Papa, mesmo que o Pontífice não manifeste essa intenção.

O Papa não tem sua vontade anulada pelo cargo de Vigário de Cristo. Ele é livre para falar ou ensinar de modo falível ou infalível. A formula do Sr. Rui é FALSA!

E o Sr. Rui manipula novamente minhas palavras.

Eder Moreira da Silva disse:

Auto lá, Sr. Rui!

Eu não disse de modo simplista que podemos desobedecer ao que não foi definido infalivelmente. O que digo, com base na doutrina católica, na história da Igreja e na autoridade de grandes prelados, é que, existindo erros em um ensino não infalível, o católico não está obrigado a obedecer.

Isso é bem diferente de desobedecer qualquer ensino não infalível. Segure sua língua, Sr. Rui. Não fale além do que está nas linhas de minha digitação.

E que a Santa Sé já se manifestou sobre como devemos proceder em relação ao Vaticano II, provo com o seguinte texto:

Comissão Teológica do Concílio Vaticano II interrogada sobre a autoridade dos pronunciamentos conciliares declarou em 16 -XI - 1964:

"Tendo em conta a praxe conciliar e o fim PASTORAL do presente Concílio, este sagrado Concílio só define aquelas coisas relativas à fé e aos costumes que abertamente declarar como de fé. Tudo o mais que o Sagrado Concílio propõe, como doutrina do Supremo Magistério da Igreja, devem-no os FIÉIS receber e INTERPRETAR segundo a mente do mesmo Concílio, a qual se deduz quer do assunto em questão, quer do modo de dizer, segundo as normas de interpretação teológica". (Compêndio do Vaticano II, ed. Vozes, Petrópolis 1969, p. 21-22. sublinhados nossos).



Eder Moreira da Silva disse:

Você disse de sua cátedra virtual:

“A reta interpretação do Vaticano II deve ser dada pelo Romano Pontífice, e não pelo Eder e seus "doutores universitários"

Mas a Comissão do Vaticano II diz:

“Tudo o mais que o Sagrado Concílio propõe, como doutrina do Supremo Magistério da Igreja, devem-no os FIÉIS receber e INTERPRETAR...”

Portanto, é a própria comissão do Vaticano II que permite aos leigos interpretar a doutrina do Magistério pastoral do Vaticano II.

Afinal, quem devemos seguir: Rui que nega aos leigos a possibilidade de interpretação ou a comissão do Vaticano II, que faculta aos leigos a possibilidade de interpretar os textos do Vaticano II?

Rui ou Vaticano II? Quem tem mais autoridade?

Pretendendo se esquivar de um mosquito, Rui engoliu um camelo!Que feio!Parece então que o soberbo aqui é o Sr. Rui, que pretender contrariar até mesmo a Comissão teológica do Vaticano II. E depois diz respeitar o Vaticano II.

Papo furado!

E para realçar a mentira do Sr. Rui, reproduzo a declaração do Padre Pierre Blet S. J., professor de História Eclesiástica na Universidade Gregoriana e autor de um famoso livro sobre Pio XII, recomendado pelo próprio Papa João Paulo II:


Eder Moreira da Silva disse:


"Há tendências atuais que tendem para um entendimento. Os tradicionalistas foram bem recebidos no Jubileu. Depois, é verdade que isso foi um tanto freado..."[por causa de "posicionamentos referentes ao Vaticano II"]

Continua Padre Blet:

"Isso não é dirimente, considerando que o Concílio [Vaticano II] não proclamou nenhuma definição dogmática que seja obrigatória. Cada um tem então o direito de examinar o que pode aceitar" (Padre Pierre Blet, entrevista publicada em Una Voce, Julho-Agosto de 2002. O negrito e o destaque são de nossa responsabilidade).

Claríssimo!Quero encerrar essa resposta colocando alguns probleminhas virtuais ao Sr. Rui.Vamos lá!

Papa João Paulo II na Encíclica Ut Unum Sint:

“Por isso, as Igrejas e Comunidades separadas [seitas protestantes], embora creiamos que tenham defeitos, de forma alguma estão despojadas de sentido e de significação no mistério da salvação. Pois o Espírito de Cristo não recusa servir-se delas como de meios de salvação...” (Ut Unum Sint).

Erros condenados pelo Papa Pio IX no Syllabus ( Mas o Syllabus é dogmático? É ordinário? Ou extraordinário? Se é ordinário, não está passível também de erros?):

“16º No culto de qualquer religião podem os homens achar o caminho da salvação eterna e alcançar a mesma eterna salvação”

“17º Pela menos deve-se esperar bem da salvação eterna daqueles todos que não vivem na verdadeira Igreja de Cristo”.

Eder Moreira da Silva disse...

Ensino do Papa Gregório XVI na Encíclica Mirari Vos ( Mas a Mirari Vos é dogmática? É ordinária? Ou extraordinária? Se é ordinária, não está passível também de erros?):


“Outra causa que tem acarretado muitos dos males que afligem a Igreja é o indiferentismo, ou seja, aquela perversa teoria espalhada por toda a parte, graças aos enganos dos ímpios e que ensina poder-se conseguir a vida eterna em qualquer religião, contanto que se amolde à norma do reto e honesto. Podeis com facilidade, patentear à vossa grei esse erro tão execrável, dizendo o Apóstolo que há um só Deus, uma só fé e um só batismo (Ef. 4,5): entendam, portanto os que pensam poder-se ir de todas as partes ao Porto da Salvação que, segundo a sentença do Salvador, eles estão contra Cristo, já que não estão com Cristo (Luc. 11,23) e os que não colhem com Cristo dispersam miseravelmente, pelo que perecerão infalivelmente os que não tiverem a fé católica e não a guardarem íntegra e sem mancha (Simb. Sancti Athanasii).(...)".


Com qual ensino devemos ficar Sr. Rui: com o relativismo de João Paulo II ou com a tradicional doutrina de Pio IX e Gregório XVI?

Referindo-se positivamente as seitas protestantes, no intuito de justificar o ecumenismo, o Papa João Paulo II escreveu:

“O que nos une é maior do que aquilo que nos separa” (Ut Unum Sint).

Referindo-se negativamente aos hereges, contrariamente ao intento ecumênico, escreveu Santo Agostinho, cujo ensino foi ratificado pelo Papa Leão XIII:

“Em muitos pontos eles estão comigo, somente em alguns não estão comigo; mas por causa destes certos pontos nos quais se separam de mim, não lhes serve de nada estarem comigo em tudo o resto” (apud Papa Leão XIII. Satis Cognitum).


Eder Moreira da Silva disse:


Com quem devemos ficar Sr. Rui: Com João Paulo II ou com o ensino tradicional da Igreja?

Eu poderia elencar mais uma avalanche de oposições entre o ensino dos Papas do Vaticano II e a doutrina tradicional da Igreja. Mas acredito que esses sejam suficientes, por enquanto!

Uma pena, Sr. Rui que você perdeu uma excelente aula de Padre do IBP sobre Magistério da Igreja. Quem sabe, esse Padre vindo a Campo Grande, você possa com toda sua sapiencial teologia, ouvir o ensino desse Padre em plena comunhão com Roma, apesar de suas eruditas críticas ao Vaticano II e a Missa Nova.

Passar bem!

In Corde Jesu, semper
Eder Silva

Apolônio Maria de Jesus disse:

A paz de Cristo.

Querido Eder, você acusa, julga e condena João Paulo II, a ponto de sugerir cartas de reclamação do Inferno numa futura canonização. Também os FSPX que você defende, lançam na Internet textos horripilantes acusando Roma de apostasia, de modernista, e tantas outras coisas mais.

“The Remnant” (30/4/2006) a respeito de um texto da Conferência Episcopal Francesa que insistia sobre a necessidade da comunhão com Roma Dom Tissier de Mallerais afirma:

“O problema não é a comunhão. Isso é uma idéia estúpida dos bispos depois do Vaticano II, não existe problema de comunhão e sim problema da profissão de fé. A comunhão é nada, é uma invenção do Vaticano II, Comunhão não significa nada para mim, é um slogan da nova Igreja”


Dom Bernard Fellay, se referindo dos padres de Campos no Brasil:

” Um pouco como o barco que chegou no meio do rio e, levado pela corrente, se distancia da margem, docemente, assim vemos, em vários indícios, uma separação entre nós cada vez maior... A tendência é que eles se afastem cada vez mais de nós, já que se mostram cada dia mais apegados ao Magistério de hoje” (Carta aos amigos e benfeitores, 6/1/2003). Enquanto que um certo número de padres se aproximam de nós, Campos se aproxima de Roma (Carta aos benfeitores 7/6/2002).

Dom Richard Williamson:

Campos caiu... nas garras da Roma neo-modernista” Os padres de Campos “afundam nas águas da apostasia” (Carta aos amigos e benfeitores, julho de 2002).

Isto é um erro grave, pois nenhuma pessoa tem o direito de julgar o Soberano Pontífice. O chefe supremo da Igreja não pode ser julgado senão por Deus.

Os bispos convocados por Carlos Magno para decidir sobre as acusações de que era vítima São Leão III, protestam unanimemente e invocam a tradição da Igreja:

"Não ousamos julgar a Sé Apostólica. Por ela e por seu Vigário somos julgados, porém ela não é julgada por ninguém, como sempre e desde antigamente foi esse costume".

São Nicolau I, na carta "Proposueramus quidem", ao Imperador Miguel, do ano 865, diz:

"... o juiz não será julgado nem por Augusto, nem por todo o clero, nem pelos reis, nem pelo povo... A primeira Sé não será julgada por ninguém..." (Dz. 330)


Apolônio Maria de Jesus disse:


São Leão IX na carta "In terra pax hominibus", a Miguel Cerulário e Leão de Acrida de 2 de Setembro de 1053, diz:

"... Dando um juízo antecipado contra a Sé suprema, da qual nem pronunciar juízo é lícito a nenhum homem, recebestes anátemas de todos os Padres de todos os veneráveis Concílios... Como o gonzo, permanecendo imóvel puxa e empurra a porta: assim Pedro e seus sucessores têm livre juízo sobre toda a Igreja, sem que ninguém deva fazer-lhes mudar de lugar, pois a Sé suprema por ninguém é julgada'. (Dz. 352-353).

No século XI, São Gregório VII formula isso num texto imperioso: "quod a nemine (romanus Pontifex) judicari ebeat" (Dictatus papae, n.19).

A mesma afirmação aparece na Bula Unam Sanctam de Bonifácio VIII:

"... Se a potestade terrena se desvia, será julgada pela potestade espiritual; se se desvia a espiritual inferior, por seu superior; mas, se a suprema se devia, não poderá ser julgada por homem, mas somente por Deus" (Dz. 469).

Clemente VI, na carta "Super quibusdam" a Consolador Católico dos armênios, de 29 de Setembro de 1351, pergunta:

 "Se crestes e crês que em tanto tenha existido, exista e existirá a suprema e preeminente autoridade e jurídica potestade dos Romanos Pontífices que foram, de Nós que somos e dos que em adiante serão, por ninguém puderam ser julgados, nem podemos Nós nem poderão em adiante, mas que foram reservados, se reservam e se reservarão para serem julgados somente por Deus, e que de nossas sentenças e demais juízos não se pôde, nem se pode, nem se poderá apelar a nenhum juiz". (Dz. 570 g).

Paulo IV, na Bula Cum ex Apostolatus Officio, do 15 de fevereiro de 1559, parágrafo 1, diz:


"considerando a gravidade particular desta situação e seus perigos, ao ponto que o Romano Pontífice... que a todos julga e não pode ser julgado por ninguém neste mundo, se fosse surpreendido em um desvio da fé, poderia ser impugnado (redargui)..."

São Roberto Bellarmino, em seu De Romano Pontífice, livro segundo, capítulo XXVI, prova com testemunho de concílios, de pontífices, de imperadores e doutores da Igreja que o Romano Pontífice não pode ser julgado por ninguém na terra.

Rui

Apolônio Maria de Jesus disse:


A paz de Cristo.

Querido Eder, você e os FSPX insistem em divulgar na PUBLICAMENTE na Internet, textos contra o Concílio Vaticano II e o Novus Ordo, insinuando erros e heresias nestes textos aprovados pelo Magistério da Igreja.

Dom Tissier de Mallerais:

 “Não se pode ler o Vaticano II como uma obra católica. Um dia a Igreja vai suprimir completamente este concílio. Ela não falará mais dele. Ela o esquecerá. Tê-lo-á como uma folha em branco, um nada, uma tabula rasa” (Dom Tissier de Mallerais, em entrevista concedida no dia 30 abril de 2006, a Stephen L.M. Heiner, publicada pelo Jornal Americano “The Remnant”).

De forma semelhante Eder, você ansiou por eliminar o Novus Ordo.Isto é também é um erro grave, pois ninguém SENÃO AO PRÓPRIO MAGISTÉRIO, cabe interpretar corretamente estes documentos.

“Só é autêntica e autoritativa a interpretação dada pelo Magistério, que é assim o intérprete de seus próprios atos : pois os textos conciliares não são os escritos de tal ou tal perito ou de quem quer que seja que tenha podido contribuir para sua origem, eles são documentos do Magistério.”(Carta do Cardeal Ratzinger, atual Papa Bento XVI, a Dom Lefebvre, em nome de Sua Santidade Papa João Paulo II).

Catecismo da Igreja Católica no número 85:

 "O ofício de interpretar autenticamente a Palavra de Deus escrita ou transmitida foi confiado unicamente ao Magistério vivo da Igreja, cuja autoridade se exerce em nome de Jesus Cristo", isto é, foi confiado aos bispos em comunhão com o sucessor de Pedro, o bispo de Roma."

CIC no número 100: "O encargo de interpretar autenticamente a Palavra de Deus foi confiado unicamente ao Magistério da Igreja, ao Papa e aos bispos em comunhão com ele."

E ainda que algum leigo ou alguém do clero, depois de um profundo e sistemático estudo, encontre algo que suponha esteja errado, JAMAIS DEVE ACUSAR PUBLICAMENTE os documentos da Igreja.

Nosso querido Pe. Expedito Tenório, bem lembrou em sua ótima homilia dominical que ao se criar escândalos públicos se afasta os fiéis da Igreja:

E ele não erra, pricipalmente quando estas manifestações denigrem um Concílio Ecumênio válido como o Vaticano II, ou um papa que está em vias de canonização como João Paulo II.

"Ainda que a doutrina da fé não esteja em questão, o teólogo não apresentará as suas opiniões ou as suas hipóteses como se se tratasse de conclusões indiscutíveis. Esta discrição é exigida pelo respeito à verdade, assim como pelo respeito pelo Povo de Deus (cf.Rm 14, 1-15;1 Cor 8, 10. 23-33). PELOS MESMOS MOTIVOS ELE RENUNCIARÁ A UMA EXPRESSÃO PÚBLICA E INTEMPESTIVA DELAS." (DONUM VERITATIS)

"Se, apesar de um leal esforço, as dificuldades persistem, é dever do teólogo fazer saber às autoridades magisteriais os problemas suscitados pelo ensinamento em si mesmo, pelas justificações que lhe são propostas, ou ainda pela maneira com a qual é apresentado. Ele o fará com um espírito evangélico, com un profundo desejo de resolver as dificuldades. As suas objeções poderão contribuir, então, para um real progresso, estimulando o Magistério a propor o ensinamento da Igreja de uma maneira mais aprofundada e melhor argumentada. Nestes casos o TEÓLOGO EVITARÁ RECORRER aos « mass-media » ao invés de dirigir-se à autoridade responsável, porque não é exercendo, dessa maneira, pressão sobre a opinião pública, que se pode contribuir para o esclarecimento dos problemas doutrinais e servir a Verdade." (DONUM VERITATIS)

Apolônio Maria de Jesus disse:


Aqui vão ótimas regras de Santo Inácio para ouvir o Magistério da Igreja:

"Regra. Renunciando a todo juízo próprio, devemos estar dispostos e prontos a obedecer em tudo à verdadeira esposa de Cristo Nosso Senhor, isto é, à santa Igreja hierárquica, nossa mãe. (S. Inácio de Loyola. Exercícios espirituais. São Paulo: Loyola, 2004, p.188)

Regra. Para em tudo acertar, devemos estar sempre dispostos a crer que o que nos parece branco é negro, se assim o determina a Igreja hierárquica; persuadidos de que entre Cristo Nosso Senhor, o Esposo e a Igreja, sua esposa, não há senão um mesmo Espírito, que nos governa e dirige para a salvação das nossas almas. Porque é pelo mesmo Espírito e mesmo Senhor, autor dos dez mandamentos, que se dirige e governa a santa Igreja, nossa Mãe. (Idem, p.192)"

"O orgulhoso jamais obedece" (S. Catarina de Siena, Carta 76)

Primeira questão: Terá o Concílio Ecuménico Vaticano II modificado a precedente doutrina sobre a Igreja?

Resposta: O Concílio Ecuménico Vaticano II não quis modificar essa doutrina NEM SE DEVE AFIRMAR QUE TENHA MUDADO; apenas quis desenvolvê-la, aprofundá-la e expô-la com maior fecundidade.

Foi quanto João XXIII claramente afirmou no início do Concílio. Paulo VI repetiu-o e assim se exprimiu no ato de promulgação da ConstituiçãoLumen gentium:

“Não pode haver melhor comentário para esta promulgação do que afirmar que, com ela, a doutrina transmitida não se modifica minimamente. O que Cristo quer, também nós o queremos. O que era, manteve-se. O que a Igreja ensinou durante séculos, também nós o ensinamos. Só que o que antes era perceptível apenas a nível de vida, agora também se exprime claramente a nível de doutrina; o que até agora era objecto de reflexão, de debate e, em parte, até de controvérsia, agora tem uma formulação doutrinal segura”. Também os Bispos repetidamente manifestaram e seguiram essa mesma intenção.(Sagrada Congregação para a Doutrina da Fé - Respostas a questões relativas a alguns aspectos da doutrina sobre a Igreja – 29-06-2007)

Rui

Eder Moreira da Silva disse:

Prezado Rui

Salve Maria!

Conheço há anos essas suas citações. Como disse, esses quase dez anos de estudo e apostolado me foram suficientes para conhecer os mais extravagantes malabarismos dos míopes defensores do Vaticano II.

O Sr. precisa se atualizar, fazer um aggiornato, seguindo os passos ambíguos e pastorais do Vaticano II.

A doutrina que afirma a imunidade judicial do Romano Pontífice não significa, segundo sua distorção absurda, que o Papa em nada possa ser criticado. Uma coisa é julgar um Papa herege, outra, bem diferente, é criticar certos procedimentos ou mesmo o ensino de um Papa não revestido pelo carisma da infalibilidade.

Assim como São Paulo repreendeu publicamente São Pedro, acusando de agir contra a verdade do evangelho, também acusamos João Paulo II, PUBLICAMENTE, de ter agido contra o Evangelho de Nosso Senhor.

É o que ensina Santo Tomás ao comentar esse trecho da Escritura, ou seja, que os súditos estão obrigados a repreender o superior, mesmo que seja o Papa, quando este se desvia do reto caminho. E toda repreensão procede de um julgamento!



Francamente, o Sr. é um fracasso em teologia.Mesmo o Cardeal Ratzinger ensinou:



“É possível e até necessário criticar os ensinamentos do Papa, se não estiverem suficientemente baseados na Escritura e no Credo, ou seja, na fé da Igreja Universal” (O Novo Povo de Deus, S. Paulo, Paulinas, 1974, pg. 140).



E São Godofredo de Amiens e Santo Hugo de Grenoble, que juntamente com outros bispos reunidos no Sínodo de Vienne resistiram ao Papa São Pascoal II na questão das investidura, direcionando ao Pontífice a seguinte ameaça:



“Se, como absolutamente não cremos, escolherdes uma outra via, e vos negardes a confirmar as decisões de nossa paternidade, valha-nos Deus, pois assim nos estareis afastando de vossa obediência” (citado por Bouix, Tract. de Papa, t. II, p. 650).



Julgaram o Papa de proceder mal e ainda afirmaram que, caso persistisse no erro, estariam dispensados da obediência ao Romano Pontífice.

Eder Moreira da Silva disse:

Está claro, seu Rui?



O Papa não pode ser julgado herege ou deposto, porque ele é Vigário de Cristo e não da Igreja, e sendo o poder máximo, não existe poder na terra que possa condená-lo.

Mas disso não se deduz aprioristicamente que não se pode criticá-lo em seus atos e ensinos equivocados. Do contrário, Santo Tomás, Suarez, e muitos outros santos doutores da Igreja teriam apregoado um grave erro!



O fato de apoiar a FSSPX na pessoa de seu superior não significa que aprove as posturas e afirmações de Dom Tissier e Dom Williamson.



O mesmo Papa Bento XVI colocou em discussão o Magistério falível do Vaticano II. Ele não disse a FSSPX:

“É a Santa Sé quem interpreta, é ela quem decide”. Pelo contrário, provou que a doutrina do Vaticano é discutível, pode ser posta em discussão. Também a fundação do “IBP” provou isso, isto é, que o Vaticano II pode ser analisado e criticado. Logo, existe essa liberdade de análise e crítica de um Concílio meramente pastoral. E o livro base das discussões entre Roma e a FSSPX prova isso, porque discute o Vaticano II, analisa e interpreta seus textos e ainda o acusa de modernismo. O Vaticano II quis ser tratado em forma de diálogo. Ele se colocou em discussão. Aliás, uma coisa é interpretar um texto, outra coisa é demonstrar que sua letra diverge, ao menos materialmente, da letra anterior.



E volto a publicar o ensino da Comissão Teológica do Vaticano II, desprezado pelo Rui:



"Tendo em conta a praxe conciliar e o fim PASTORAL do presente Concílio, este sagrado Concílio só define aquelas coisas relativas à fé e aos costumes que abertamente declarar como de fé. Tudo o mais que o Sagrado Concílio propõe, como doutrina do Supremo Magistério da Igreja, devem-no os FIÉIS receber e INTERPRETAR segundo a mente do mesmo Concílio, a qual se deduz quer do assunto em questão, quer do modo de dizer, segundo as normas de interpretação teológica". (Compêndio do Vaticano II, ed. Vozes, Petrópolis 1969, p. 21-22. sublinhados nossos).

Eder Moreira da Silva disse:


O Sr. distorce textos, seleciona alguns fragmentos e ignora o que não lhe beneficia.O Sr é realmente um cego manipulador.



Provei que os grandes estudiosos da “neoescolástica” argumentam em favor da suspensão do assentimento piedoso. Mas Rui cabeça dura teima com seu biquinho e insiste em sua livre interpretação.



A questão “escândalo” precisa ser bem estudada. O Sr. Já leu sobre isso no ensino de Santo Tomás? Duvido:



“Santo Tomás ensina que, quanto ao que é essencial para a salvação, não se deve deixar de ensinar, mesmo que cause escândalo. Pois diz esse ilustre doutor que o escândalo ou é fruto da ignorância ou dá malícia. Se provém da ignorância, imediatamente se apresenta as razões para suspender o escândalo. Se provem da malícia, não deve deixar de ensinar, mesmo que escandalize. Quanto ao Vaticano II, é preciso denunciar seus erros, pois contém em si o germe do liberalismo que faz muito mal as almas.”



Aliás, falando em Padre Marcelo Tenório, meu diretor espiritual, pergunte diretamente a ele qual a posição que ele sustenta em relação a Missa Nova e ao Vaticano II. Tenho certeza que a resposta desse ótimo Padre não soará agradável aos seus ouvidos.



E você cita Santa Catarina de Sena.

Pobrezinho Rui, só escolhe o que supostamente lhe favorece. Essa grande Santa ensinou que não se deve obedecer quando o ensino não corresponde a verdade. E fez mais. Criticou violentamente os bispos italianos porque haviam aderido a Urbano VI. Ela os chamou docemente de “mentirosos, demônios, idólatras e concluiu dizendo que se dirigia a eles sem reverencia, porque, pelo mau exemplo, estavam privados de reverencia”



E viva Santa Catarina de Sena!!!



E mais uma ponderação: jamais obedecer é diferente de negar obediência em casos legítimos. Como sempre você distorce os fatos.



João XXIII e Paulo VI não definiram infalivelmente que o falível Vaticano II não teve erros. São meros discursos.



Mas, e como fica a intenção de Paulo VI de aproximar a Missa Nova da ceia protestante? Como fica seu agradecimento a seis hereges protestantes por terem colaborado na fabricação do Novus Ordo Missae? Como fica a conclusão protestante da Missa Nova, garantida por grandes prelados e por uma grande quantidade de peritos protestantes?





Eder Moreira da Silva disse:

Papa Paulo VI faz um “minha culpa” e acusa o Vaticano II

(A voz de um Papa contra a voz de um teimoso pertinaz)





Após constatar que a fumaça de Satanás invadiu o Templo de Deus, Paulo VI enumerou as causas dessa invasão:

“Não se tem mais confiança na Igreja; põe-se confiança no primeiro profeta profano que nos vem falar em algum jornal ou em algum movimento social, para recorrer a ele pedindo-lhe se ele tem a fórmula da verdadeira vida. E não advertimos, em vez disso, sermos nós os donos e os mestres [dessa fórmula]”.

Note que nesse trecho, Paulo VI constata os péssimos frutos do Concílio e anuncia o que podemos chamar de seu primeiro “mea culpa”. Afirmou o Papa que não se tem mais confiança na Igreja. Mas de quem é essa máxima culpa?


Exercendo uma autocrítica, Paulo VI se culpa na primeira pessoa do plural. E quem está incluído neste “nós” que se culpa por não ter advertido ser a Igreja Católica a mestra da verdade?

Continua o Papa:

“Entrou a dúvida nas nossas consciências, e entrou pelas janelas que deviam em vez disso, serem abertas à luz..." [Negrito nosso].

Então Paulo VI confessa que a dúvida entrou pelas janelas que deveriam se abrir para a luz do Espírito Santo e da Verdade, e não para a fumaça de Satanás.




Ora, o Vaticano II pretendia ser um novo sol para o mundo. Uma nova primavera. Porém, em sua imprudente pastoralidade, acabou se abrindo não para a luz do Espírito Santo, mas para os princípios negros da civilização moderna, como bem notou o Cardeal Joseph Ratzinger, hoje Papa Bento XVI. E por se abrir ao erro, trouxe fumaça negra do Diabo.

Eder Moreira da Silva disse:

Mas quem abriu essas janelas? O Espírito Santo? Evidentemente que não.

Declara o Papa:


“Acreditava-se que, depois do Concílio, viria um dia de sol para a história da Igreja. Em vez disso, veio um dia de nuvens, de tempestade, de escuridão, de busca, de incerteza. Pregamos o ecumenismo, e nos distanciamos sempre mais dos outros. Procuramos cavar abismos em vez de aterrá-los. Como aconteceu isso ? Confiamo-vos um Nosso Pensamento: houve a intervenção de um poder adverso. Seu nome é o Diabo" (Paulo VI, Discurso em 29 de Junho de 1972. Negrito nosso).

Esperava-se um dia de sol. Veio escuridão e tempestade. Mas de quem é a culpa? Paulo VI confessa: “Pregamos o ecumenismo”. Mas quem pregou o ecumenismo no século XX, senão o Vaticano II, que dividiu os católicos?

Ora, quem divide os bons é o Diabo e não é o Espírito Santo.

Disse o Papa: “Procuramos cavar abismos”, ou seja, o Vaticano II cavou abismos, ao invés de aterrá-los. Mas abismos são próprios para se perder almas, e não para salvá-las. Daí o Papa dizer que houve a intervenção de um poder adverso, chamado Diabo.



Portanto, é o próprio Papa que acusa o Concílio!



O que fazemos? Apenas concordamos com o Papa!




Eder Moreira da Silva disse:



Um “diálogo” imaginário entre o Papa João Paulo II, e os Papas anteriores e os Santos da Igreja:

(Dedicado ao cego e pertinaz Sr. Rui)





Papa João Paulo II: “Quero que todos participem do trabalho ecumênico” (Ut Unum Sint).



Papa Pio XI: “Santidade, esses esforços ecumênicos não tem nenhum direito à aprovação dos católicos porque eles se apoiam sobre esta opinião errônea que todas as religiões são mais louváveis naquilo que elas revelam, e traduzem todas igualmente” (Mortalium Animus – Encíclica Ordinária ? Ou Extraordinária ? Falível ou infalível ?)



João Paulo II: “Mas as Igrejas e Comunidades separadas, embora creiamos que tenham defeitos, de forma alguma estão despojadas de sentido e de significação no mistério da salvação. Pois o Espírito de Cristo não recusa servir-se delas como de meios de salvação cuja virtude deriva da própria plenitude de graça e verdade confiada à Igreja Católica” (Ut Unum Sint).



Papa Pio IX: “Santidade, é necessário admitir de fé que, fora da Igreja Apostólica Romana, ninguém pode ser salvo. [...] No entanto é preciso reconhecer, por outro lado, com certeza, que aqueles que estão em relação à verdadeira religião numa ignorância invencível, não têm falta diante do Senhor. Agora, na verdade, quem irá, na sua presunção, até marcar as fronteiras dessa ignorância?” (Alocução Singulari Quadam, 9/12/1854, Dz 1647 – Alocução Extraordinária ? Falível ou infalível ?)




Papa João Paulo II: “Mas o Concílio diz que ‘a Igreja de Cristo subsiste na Igreja Católica, governada pelo sucessor de Pedro e pelos Bispos em comunhão com ele’, e contemporaneamente reconhece que ‘fora da sua comunidade visível, se encontram muitos elementos de santificação e de verdade, os quais, por serem dons pertencentes à Igreja de Cristo, impelem para a unidade católica” (Ut Unum Sint).



Concílio de Florença: “Santidade, a Igreja Católica professa que a unidade do corpo da Igreja tem tal poder, que os sacramentos da Igreja não têm utilidade em vista da salvação senão para aqueles que nela permanecem” (Bula Cantate Domino, para os jacobitas, DzH 135 – Bula Ordinária ? Ou Extraordinária ? Falível ou infalível ?)


Papa João Paulo II: “Mas não poucas ações sagradas da religião cristã são celebradas entre os nossos irmãos separados. Por vários modos, conforme a condição de cada Igreja ou Comunidade, estas ações podem realmente produzir a vida da graça. Devem mesmo ser tidas como aptas para abrir a porta à comunhão da salvação” (Ut Unum Sint).



Santo Agostinho: “Santidade, não há senão uma Igreja, só ela chamada católica, e é ela que, nas comunidades separadas da sua unidade, engendra pela virtude o que, nessas seitas, permanece sua propriedade, seja o que for que ali possua. Além do mais, essas ações ou elementos não lhes pertencem, pois o que é vosso é que tendes sentimentos maus e práticas sacrílegas, e que tivestes a impiedade de separardes de nós” (De baptismo contra donatistas, liv. 1, cap. 10, nº 14 – Definição Ordinária ? Ou Extraordinária ? Falível ou infalível ?)




Papa João Paulo II: “Mas é muito mais forte aquilo que nos une do que quanto nos divide” (Ut Unum Sint).



Santo Agostinho: “Santidade, em muitos pontos eles estão conosco, mas em alguns pontos não estão. E por causa destes certos pontos nos quais se separam de nós, não lhes serve de nada estarem conosco em tudo o resto” (Citado por Leão XIII, Satis cognitum – Citação Ordinária ? Ou Extraordinária ? Falível ou infalível ?)




Papa João Paulo II: “Mas na medida em que tais elementos se encontram nas outras Comunidades cristãs, a única Igreja de Cristo tem nelas uma presença operante. Por este motivo, o Concílio Vaticano II fala de uma certa comunhão, embora imperfeita” (Ut Unum Sint).



Papa São Pio X: “Santidade, todos os que não reconhecem o Romano Pontífice por seu chefe , não pertencem à Igreja de Jesus Cristo”.



Santo Agostinho: “Santidade, o que pertence nas seitas é a impiedade de terem se apartado de nós; porque, se em tudo o resto pensam elas possuir a verdade, perseverando, apesar disso, na separação [...] não falta a elas senão o que falta àquele a quem a caridade faz falta” (De baptismo contra donatistas – Definição Ordinária ? Ou Extraordinária ? Falível ou infalível ?)


Papa João Paulo II: “Mas Cristo suplicou pela unidade dos cristãos: ‘para que todos sejam um’ (Ut Unum Sint).



Papa Pio XI: "Santidade, os artesãos dessas empresas não cessam de citar ao infinito essa Palavra de Cristo: ‘Que todos sejam um. Haverá um só rebanho e um só pastor’( Jo XVII,21; X,16), e eles repetem esses texto como um desejo e um voto de Cristo que ainda não teria sido realizado [...] Assim sendo, é manifestamente claro que a Santa Sé, não pode, de modo algum, participar dessas assembléias ecumênicas e que, aos católicos, de nenhum modo é lícito aprovar ou contribuir para estas iniciativas: se o fizerem concederão autoridade a uma falsa religião cristã, sobremaneira alheia à única Igreja de Cristo” (Mortalium Animus – Encíclica Ordinária ? Ou Extraordinária ? Falível ou infalível ?)




Papa João Paulo II: “Mas acrescenta-se a isto a comunhão de orações e outros bens espirituais; mais ainda, existe uma certa união verdadeira no Espírito Santo, o qual neles actua com os dons e graças do seu poder santificador, chegando a fortalecer alguns deles até ao martírio” (Ut Unum Sint).



Santo Agostinho: “Santidade, se alguém permanecendo separado da Igreja, é perseguido por um inimigo de Cristo [...] e que o inimigo de Cristo diz ao separado da Igreja de Cristo: ‘Oferece incenso aos ídolos, adora os meus deuses’, e o mata porque não os adora, poderá derramar o seu sangue, mas não receber a coroa do martírio” (Santo Agostinho, Sermão ao Povo de Cesaréia – Sermão de Caráter Ordinário ? Ou Extraordinário ? Falível ou infalível ?)




Papa João Paulo II: “Em todo caso, devem desaparecer as manifestações de confrontação recíproca. Somente assim o diálogo ajudará a superar a divisão e poderá aproximar da unidade” (Ut Unum Sint).



Papa Pio XI: “Santidade, é justamente isso o que dizem os defensores do ecumenismo herético, isto é, que é necessário colocar de lado e afastar as controvérsias e as antiquíssimas variedade de sentenças que até hoje impedem a unidade do nome cristão” (Mortalium Animus - Ordinária ? Ou Extraordinária ? Falível ou infalível ?)

São Francisco de Sales: “Ademais, Santidade, os inimigos declarados de Deus e da Igreja devem ser difamados tanto quanto se possa, desde que não se falte à verdade, sendo obra de caridade gritar ‘eis o lobo!’ quando está entre o rebanho ou em qualquer lugar onde seja encontrado” (Filotéia, cap. 28, parte III - Ordinária ? Ou Extraordinária ? Falível ou infalível ?)




Papa João Paulo II: “Mas acontece, por exemplo, que — segundo o espírito mesmo do Sermão da Montanha — os cristãos pertencentes a uma confissão já não consideram os outros cristãos como inimigos ou estranhos, mas vêem neles irmãos e irmãs...” (Ut Unum Sint).



São Jerônimo: “Com todo respeito, Santidade, mas em minhas polêmicas jamais poupei os hereges e empreguei todo o meu zelo para fazer dos inimigos da Igreja meus inimigos pessoais” (apud Papa Bento XV. Spiritus Paraclitus, nº. 41 - Ordinária ? Ou Extraordinária ? Falível ou infalível ?)




Papa João Paulo II: “Mas os protestantes são cristãos” (Ut Unum Sint).



Papa São Pio X: “Santidade, ensina o Catecismo que verdadeiro cristão é aquele que é batizado, crê e professa a doutrina cristã e obedece aos legítimos Pastores da Igreja. Portanto, não são cristãos os protestantes”.( Determinação Ordinária ? Ou Extraordinária ? Falível ou infalível ?)




Papa João Paulo II: “Mas se os cristãos, apesar das suas divisões, souberem unir-se cada vez mais em oração comum ao redor de Cristo, crescerá a sua consciência de como é reduzido o que os divide em comparação com aquilo que os une” (Ut Unum Sint).

São João Evangelista: “Santidade, Cristo nos ensinou que, se alguém vem a nós e não traz esta doutrina, não devemos recebê-lo em casa e nem lhes dizer uma saudação. Portanto, tampouco devemos nos unir em oração com os hereges declarados" (2 Jo. 10 – Passagem de caráter Ordinária ? Ou Extraordinária ? Falível ou infalível ?)




Rei Davi: “Santidade, permita-me discordar, mas entre os homens iníquos não me assento, nem me associo aos trapaceiros. Detesto a companhia dos malfeitores, com os ímpios não me junto” (Salmo XXV, 3-5 - Ordinária ? Ou Extraordinária ? Falível ou infalível ?)



Eder Moreira da Silva disse:

"Com efeito, há muitos insubmissos, charlatães e sedutores, principalmente entre os da circuncisão. É necessário tapar-lhes a boca..." (Tito 1, 10-13).

Reverendo Padre,
Salve Maria!

Permita-me fazer a dilação desse debate que, embora se torna cada vez mais insuportável pela cegueira, teimosia, divagação, distorção e omissão do oponente desorientado, permite elucidar sobre algo extremamente importante no contexto da crise atual: “O Magistério do Vaticano II”.

Para tanto, recorro a obra do Pe. Álvaro Calderón, intitulada “A Candeia Debaixo do Alqueire”.

De modo simplista e ignorante, o Sr. Rui pretende expor o que seria a verdadeira doutrina sobre a infalibilidade de um Magistério Ordinário Universal. Pretende ele esclarecer o verdadeiro assentimento que os católicos devem às medidas pastorais do Vaticano II.
Como fundamento, apresenta apenas algumas vagas declarações que, de si, não consuma seu pretendido.

Para entrarmos na questão disputada, lançamos um primeiro clarão que irá dirimir as conclusões subsequentes.

Sobre o Magistério do Vaticano II, observa o Pe. Calderón:

“Não propõe suas novidades como infalíveis, nem como certas, nem como opináveis, mas como ‘discutíveis’, crendo equivocadamente que alcançam a infalibilidade através do ‘diálogo em comunhão’ do Povo de Deus. Portanto, o católico dócil ao magistério, ao não reconhecer claramente a voz do Mestre no novo e estranho modo do magistério conciliar, não aceita nada que lhe pareça diferente do Evangelho anunciado pelo magistério infalível anterior; e, como os próprios Pastores o convidam ao diálogo, vendo a fé em perigo, vê-se obrigado a entrar numa discussão inconcebível no marco do magistério tradicional” (A Candeia Debaixo do Alqueire. Rio de Janeiro: Angelicum, 2009, p.80).

O Magistério Pastoral do Vaticano II colocou-se em nível de diálogo. Isso pode ser atestado na primeira Encíclica do Papa Paulo VI que versa enfaticamente sobre o diálogo. Nesse documento, classificado pelo Papa de “conversa despretensiosa”, ele disse: “A Igreja deve entabular o diálogo com o mundo em que tem que viver. A Igreja torna-se palavra. A Igreja torna-se mensagem. A Igreja torna-se colóquio [...] o diálogo deve caracterizar o nosso ministério apostólico” [59-62]. Paulo VI disse mais: “A autoridade do diálogo é intrínseca pela verdade que expõe, pela caridade que difunde, pelo exemplo que dá; não é ordem, não é imposição” [75]. Além de um diálogo com o mundo, Paulo VI também propõe um diálogo doméstico dentro da Igreja [106].

Também no Documento Gaudium et Spes fica patente essa intencionalidade meramente dialogal em um Magistério da Igreja:

 “A Igreja, em virtude da missão que tem de iluminar todo o mundo com a mensagem evangélica e de reunir num só Espírito todos os homens de qualquer nação, raça ou cultura, converte-se em sinal de fraternidade que permite e consolida o diálogo sincero. O que requer, em primeiro lugar, que se promova no seio da Igreja a mútua estima, respeito e concórdia, reconhecendo todas as legítimas adversidades, para abrir, com fecundidade sempre crescente, o diálogo entre todos os que integram o único povo de Deus, tanto os pastores como os demais fieis” [92].

E o Cardeal Ratzinger constatou essa democratização na Igreja pela implantação de um Magistério que, ao invés de ensinar, preferiu o diálogo fraterno com o povo:

“Depois do Concílio, a dinâmica dessa evolução prosseguiu; os teólogos sentiram-se cada vez mais os verdadeiros mestres da Igreja e até os mestres dos bispos” (L’Osservatore Romano, 1 de julho de 1990).

Em suma, o Vaticano II abandonou o “Ide e ensinai” do Magistério precedente, para adotar o inovador e democrático “ide e dialogai” de Paulo VI.

Nesse sentido, observa Pe. Calderón:

“O Papa renunciou à sua autoridade em benefício dos bispos; os bispos renunciaram à sua em benefício dos teólogos; os teólogos tinham renunciado à sua ciência para escutar o homem; e a voz do homem – supostamente dotada de infalibilidade do sensu fidei – não era outra senão a publicidade” (p. 87).


O Vaticano II não quis falar dogmaticamente, não quis ser infalível, não quis ensinar com sua potestas docendi, mas exclusivamente com a potesta regendi, a qual nem sempre devemos obediência porque está subordinada a Fé (p. 87).


Sobre isso, atentemo-nos à explicação do Pe. Calderón:

“A potesta regendi não pode exigir a obediência da vontade da mesma maneira, porque suas decisões não incidem sobre verdades reveladas, mas sobre pessoas e fatos particulares, com respeito a que não há infalibilidade” (p. 92).

É Santo Tomás de Aquino ensina:

“Naquelas outras sentenças que pertencem a fatos particulares, como quando se trata de posses, crimes ou coisas que tais, é possível que o juízo da Igreja seja errado por causa dos falsos testemunhos” (Quodlibetal IX).


Segundo a doutrina católica, o Magistério Ordinário Universal dotado de infalibilidade realiza-se quando os bispos em comunhão com o Papa ensinam uma doutrina com a firmeza equivalente á de uma definição ex cathedra, ou seja, quando a impõem por sua própria autoridade para que seja defendida por seus fiéis sem deixar nenhum espaço para discussão (p. 94)


Ora, o Magistério do Vaticano II não impôs suas novidades com firme autoridade doutrinal, mas as propôs em clima de diálogo e pluralismo teológico (p. 96).

A partir desse caráter democrático marcado pelo diálogo e pela ausência de intenção de obrigar, o Pe. Calderón parte para a questão se um Magistério pode ser posto em discussão.

Primeiro ponto: “O Magistério conciliar permite o diálogo”

“A melhor maneira de ensinar consiste em que o mestre dialogue com o discípulo levando-o a chegar por si mesmo à verdade. Pois bem, o magistério conciliar adotou por fim esta maneira de ensinar. Portanto, o magistério conciliar permite o diálogo, isto é, permite a discussão enquanto não termine em dissensão” (p. 106).


“Deve-se dizer que o magistério conciliar pode e deve ser posto publicamente em discussão. Porque a Hierarquia eclesiástica pode propor seu magistério de diversas maneiras, implicando cada uma diversos graus de autoridade. Pois bem, a atitude liberal adotada pela Hierarquia conciliar a leva a propor seu magistério á maneira de diálogo público – do Povo de Deus – o que implica grau zero de autoridade. Portanto, os simples fieis vêem-se obrigados a participar dessa discussão pública em defesa dos ensinamentos antiliberais e antimodernistas do magistério tradicional” (p.108).

Portanto, é o próprio Vaticano II que desejou ser discutido. Por isso a Comissão Teológica do Vaticano II delegou aos próprios fiéis a interpretação quanto a doutrina do Magistério do Vaticano II:

"Tendo em conta a praxe conciliar e o fim PASTORAL do presente Concílio, este sagrado Concílio só define aquelas coisas relativas à fé e aos costumes que abertamente declarar como de fé. Tudo o mais que o Sagrado Concílio propõe, como doutrina do Supremo Magistério da Igreja, devem-no os FIÉIS receber e INTERPRETAR segundo a mente do mesmo Concílio, a qual se deduz quer do assunto em questão, quer do modo de dizer, segundo as normas de interpretação teológica". (Compêndio do Vaticano II, ed. Vozes, Petrópolis 1969, p. 21-22. sublinhados nossos).

O Vaticano II foi o Magistério do diálogo, da busca da verdade, da democratização, da elevação do leigo, da pluralidade, da liberdade, e por tudo isso, podem os leigos discutirem suas determinações pastorais.

Querer impor, de modo tirânico, uma obrigatoriedade de aceitação dos textos do Vaticano II, quando foram propostos em nível de discussão, é atentar contra a própria natureza do Concílio.

Eder Moreira da Silva disse:

Segundo ponto.

O Vaticano II colocou-se em nível de dialogo. Ele quis dialogar com o mundo, fazer-se servo do homem, como declarou o Papa Paulo VI. Desse modo, ele se colocou no nível do homem, razão pela qual evitou falar solenemente. Assim sendo, não exige assentimento de Fé divina dos católicos. E como quis ser tratado como mero diálogo, sua autoridade e textos podem ser postos em diálogo.

Terceiro ponto.

Um Magistério que precisa ser interpretado é Magistério inútil, para não dizer nulo! A finalidade do Magistério é confirmar na verdade de sempre. É iluminar os católicos com a luz da Fé.


Mas o Magistério do Vaticano II precisa ser definido, precisa ser interpretado, em suma, precisa ser iluminado, porque confundiu os católicos pela obscuridade de seus textos, pela ambigüidade de seus termos, pelo aggiornamento, pelo qual adotou as expressões e fórmulas da flutuante filosofia moderna.

Mais uma prova de que esse Concílio obscuro não pode ser equiparado à luz infalível do Vaticano I e do Concílio de Trento.
In Corde Jesu, semper
Eder Silva

Apolônio Maria de Jesus disse:

A paz de Cristo.

Querido Eder, sim ficou claro. Obrigado.

Ficou muito claro, em sua desesperada tentativa de acusar Joâo Paulo II, que as suas interpretações Eder, pinçando textos ao seu bel prazer, o levam a todo e qualquer lugar distante do Magistério da Igreja, como fazem os protestantes.

Ficou claro também, que suas interpretações pessoais Eder, rompem tanto com o Magistério da Igreja pós Concílio Vaticano II, quanto com o Magistério da Igreja pré Concílio Vaticano II.

“Entre a sua interpretação Eder, e a dada pela Igreja, FICO COM A DA IGREJA.”

Para te ajudar nisto, invoco a quem tem autoridade para dirrimir seus erros doutrinários e interpretativos.

Autoridade PRÉ Vaticano II, datado de 1949, sob reinado do papa Pio XII.

Abaixo na íntegra _ Parte1:

A SALVAÇÃO DOS NÃO-CATÓLICOS:

CARTA DA SAGRADA CONGREGAÇÃO DO SANTO OFICIO AO ARCEBISPO DE BOSTON - (MASSACHUSETTS, USA), 8 DE AGOSTO DE 1949.

CONTROVÉRSIA QUE SURGIU NO COLÉGIO DE BOSTON SOBRE O DOGMA QUE DIZ:

"FORA DA IGREJA CATOLICA NÃO EXISTE SALVAÇÃO".


Estamos obrigados pela fé católica e divina a crer em todas as coisas contidas na Palavra de Deus, ou seja as Sagradas Escrituras e a Tradição e que são propostas pela Igreja para serem acreditadas como divinamente reveladas, não só através da solene declaração, mas também por meio de Seu ofício de ensinar ordinário e universal. Entre todas as coisas que a Igreja sempre ensinou e nunca deixará de ensinar é o conteúdo dessa declaração infalível pela qual somos instruídos de que fora da Igreja Católica não existe a salvação.

Todavia esse dogma deve ser entendido no mesmo sentido em que o é entendido pela Igreja, já que não foi para um juízo privado que Nosso Senhor Jesus Cristo manifestou as verdades contidas no Depósito da Fé, mas sim para que fossem transmitidas pela autoridade encarregada de ensiná-las, ou seja, a Igreja.

Bem, em primeiro lugar, a Igreja ensina que nessa matéria existe uma questão da mais estrita ordem de Jesus Cristo. Posto que Ele explicitamente enviou os seus apóstolos para pregar a todas as nações a prática de todas as verdades que Ele mesmo ordenou.

OBRIGAÇÃO DE PERTENCER À IGREJA CATÓLICA

Bem, um dos mandamentos de Deus, o qual não ocupa um último lugar, é aquele pelo qual estamos obrigados a pertencer por meio do Batismo ao Corpo Místico de Cristo, a saber, a Igreja Católica, e permanecermos unidos a Jesus Cristo e a seu Vigário, por meio do qual Ele mesmo, de uma maneira visível governa a Igreja neste mundo. Portanto não se salva aquele que sabendo que a Igreja Católica foi divinamente estabelecida por Jesus Cristo, se negue submeter-se a ela ou obstinadamente renegue a obediência devida ao Soberano Pontífice, Vigário de Jesus Cristo na Terra. Jesus Cristo não só ordenou que todas as nações deveriam pertencer à Igreja que Ele mesmo fundou, a Igreja Católica, mas também declarou essa mesma Igreja como meio de salvação, sem a qual ninguém pode entrar no Reino da glória eterna.

O "DESEJO" DE PERTENCER À IGREJA, PODE SER SUFICIENTE

Em sua Infinita Misericórdia, Deus quis que os efeitos necessários para que alguém se salve, ou seja, os meios de salvação os quais estão direcionados para a salvação do homem como seu fim último, não por necessidade intrínseca, mas por instituição divina, podem também ser obtidos em determinadas circunstâncias, quando estes forem utilizados somente como um "desejo persistente".

Isto foi claramente estabelecido pelo Concílio de Trento, tanto com referência ao Sacramento do Batismo como o da Penitência. O mesmo se deve declarar sobre a Igreja em seu próprio nível, porquanto Ela é o meio geral da salvação.

Portanto para que alguém obtenha a salvação de sua alma, nem sempre se requer que esse alguém esteja incorporado de fato à Igreja como membro, mas sim se faz necessário que pelo menos, esteja unido à Igreja por um desejo persistente e sincero de está-lo.

Parte II - SAGRADA CONGREGAÇÃO DO SANTO OFÍCIO

O DESEJO IMPLÍCITO

De qualquer forma, o "desejo" não necessita ser sempre "explícito", como o é o dos catecúmenos; pois quando uma pessoa está envolvida por uma ignorância invisível, Deus aceita de igual modo o "desejo implícito", assim chamado porque está incluído dentro desse a boa disposição da alma por meio da qual uma pessoa deseja que sua vontade seja conforme a vontade de Deus.


Estes ensinos estão claramente manifestos na Encíclica Dogmática " O Corpo Místico de Jesus Cristo", emitida pela Soberano Pontífice, Papa Pio XII, em 29 de junho de 1948.


Nesta Encíclica, o Papa distingue claramente quem está verdadeiramente incorporado à Igreja como membro e aqueles que a essa pertencem apenas pelo "desejo" de assim sê-lo.


Discorrendo sobre aqueles que são os membros que de fato pertencem ao Corpo Místico, o mesmo Pontífice declara:

"Na realidade, todos aqueles que foram batizados e professam a fé verdadeira e que não tiveram a infelicidade de separar-se por vontade própria da unidade do Corpo ou que foram excluídos pela autoridade legítima devido a alguma falta grave cometida, devem ser considerados como membros da Igreja".


Em um dos parágrafos finais desta mesma encíclica, quando de um modo mais efetivo, convida à unidade aqueles que não pertencem ao corpo da Igreja Católica, menciona aqueles que "estão vinculados ao corpo místico do Redentor por uma "certa moção forte de desejo inconsciente".


A estes por nenhum motivo os exclui da salvação eterna, mas estabelece que estes se encontram numa condição "na qual não podem estar seguros de sua salvação", posto que "eles ainda permanecem privados de todos esses benefícios celestes (Sacramentos) que só podem ser obtidos dentro da Igreja Católica".


Com estas sábias palavras, rechaça ambas as posições, ou seja, a daqueles que excluem da salvação eterna todos os que estão unidos à Igreja Católica apenas por um desejo implícito e a daqueles que falsamente afirmam que o homem pode se salvar do mesmo modo, em qualquer tipo de religião.

NECESSIDADE DA FÉ

Mas de modo algum se deve ensinar que qualquer tipo de "desejo" de pertencer à Igreja, seja suficiente para que alguém possa se salvar.

É necessário que o desejo pelo qual se vincula à Igreja seja animado por uma caridade perfeita. Nem tampouco pode um desejo implícito produzir seus efeitos, a menos que a pessoa tenha afé sobrenatural "porque quem quer que seja que se aproxime de Deus, deve crer que Deus existe e recompensará àqueles que o buscam".


O Concílio de Trento declara: "A fé é o princípio da salvação do homem, o fundamento, a raiz de toda a justificação, sem a qual é impossível agradar a Deus e obter o título de filhos adotivos de Deus".

SUBMISSÃO À IGREJA

Portanto deixemos que aqueles que perigosamente se posicionem contra a Igreja , tenham seriamente em mente que depois que "Roma falou" não pode haver desculpas, mesmo que estejam bem intencionados ao fazer tais declarações.

A união e obrigação de obediência daqueles que estão formalmente vinculados à Igreja, é muito mais grave e séria do que a daqueles que o estão apenas "por um desejo inconsciente".


Aqueles que são filhos da Igreja, e que amorosamente foram nutridos com o alimento de sua doutrina e os Sacramentos, que escutaram a voz clara de sua Mãe-Igreja, não podem ser excluídos da ignorância culpável e portanto para esses aplica-se sem restrições o princípio: a submissão à Igreja e ao Soberano Pontífice é necessária para a Salvação.


O bom é que agora todo mundo pode escolher se toma as suas interpretações pessoais contra o Vaticano II e contra o papa João Paulo II, ou se acolhe o ensino e a correta interpretação dada pela Sagrada Congregação do Santo Ofício (1949), atualmente chamada de Sagrada Congregação para a Doutrina da Fé.

Bem-aventurado João Paulo II, rogai por nós !!!


Prezado Rui - Salve Maria!


Parece que o Sr. perdeu o foco!

Após reler esse seu último texto, sem nexo com o debate corrente, cheguei a conclusão que, de modo simplista ou grosseiro, ignorando todos os nuances e fórmulas complementares, o Sr. quer ainda nos enfiar goela abaixo todo o Vaticano II com a seguinte expressão:

“Portanto deixemos que aqueles que perigosamente se posicionem contra a Igreja, tenham seriamente em mente que depois que ‘Roma falou’ não pode haver desculpas, mesmo que estejam bem intencionados ao fazer tais declarações’.


Aceito plenamente essa proposição! Verdadeiramente exprimiu Santo Agostinho:

“Roma Locuta, cauda finita est”. Acontece que o Vaticano II falou de modo desconhecido. Como já demonstrado, sobretudo pelo Pe. Álvaro Calderón, o Vaticano II, na intenção de seus protagonistas, falou em nível de diálogo, colocou deliberadamente sua doutrina em discussão, recusou a falar com autoridade infalível, recusou definir solenemente, não quis falar nem de modo extraordinário, nem de modo Ordinário Universal no sentido de fechar uma doutrina. Ele foi um Magistério democrático, colocando-se no nível puramente intelectual, permitindo, por isso, que os simples fieis analisem e interpretem suas proposições pastorais.

O Vaticano II, por meio de sua Comissão Teológica, delegou aos leigos a livre interpretação da doutrina proposta pelo seu Magistério. Também nesse sentido o Vaticano II representa uma ruptura com o Magistério precedente. Jamais Nosso Senhor instituiu um Magistério para dialogar. Sua ordem foi enfática: “Ide e ensinai”.

Para destruir de uma vez por todas seus sofismas ridículos, evoco novamente a finalidade do “Instituo do Bom Pastor”, erigido pelo Papa Bento XVI.

Esse Instituto goza do privilégio que consiste:

1) Celebrar unicamente e exclusivamente a Missa Tridentina

2) Fazer uma crítica construtiva aos textos do Vaticano II

O segundo item prova que o próprio Papa admite análises e críticas ao Magistério do Vaticano II. Prova, portanto, que esse Magistério é falível e que permite ser coloca em discussão. É o Papa quem assim desejou. É o Papa quem assim autorizou.

Discorda, Sr. Rui? Vá protestar contra Bento XVI.

Se o Vaticano II tivesse engajado em seu Magistério ao menos a intenção de ensinar de modo conclusivo, teríamos então a consumação de um Magistério que, por sua própria natureza, dispensa especulações daqueles que lhe devem submissão. Mas o Vaticano II não quis ser assim.

E se o Papa autorizou um Instituto – que não é o Magistério da Igreja – fazer críticas e dar interpretação ao Vaticano II, é porque existe essa liberdade!

Discorda, Rui? Vá protestar contra o Papa!

E que existe de fato esse direito de crítica no Instituto do Bom Pastor, explicitou o Padre Stefano Carusi, na seguinte artigo-resposta:

“Este posicionamento não exclui – aprioristicamente – que alguns pontos problemáticos de certos pronunciamentos possam ser interpretados segundo uma leitura de “continuidade da hermenêutica teológica”, ainda que apresentando algumas vezes expressões ambíguas. A crítica “séria e construtiva” não exclui forçosamente a eventualidade, sempre que possível, de ler em continuidade com o Magistério anterior algumas passagens recentes; mas quer exprimir também a possibilidade – e o dever filial – de dizer abertamente à Santa Sé que certas coisas poderiam pedir uma reconsideração. Em razão do poder das Chaves, no supremo obséquio à Verdade e no interesse da Igreja, o Sumo Pontífice pode fazê-lo com textos magisteriais não infalíveis, especialmente onde a continuidade fosse não demonstrada” (CARUSI, Stefano. O “rito próprio” e a “hermenêutica da continuidade” são suficientes? Disponível em

Ainda que o Rui se oponha, o Papa Bento XVI reafirmou que o Vaticano II é falível e que seu Magistério não proíbe a discussão e crítica de sua doutrina.

Discorda, Rui? Vá protestar contra o Papa! Peça a extinção do IBP, fundado especialmente para mostrar aos cegos, que o Vaticano II é passível de críticas!

Diante desse fato, tem-se, de modo patente, a ignorância e o orgulho do Sr. Rui. Não adianta querer impor conclusões arbitrárias que desprezam as determinações do Papa reinante.

Fico com o Papa!Fico com o IBP!

Por amor e fidelidade a Fé de sempre, fico com o Magistério precedente!

Fico com Nossa Senhora de Fátima que advertiu contra uma suicida mudança da Missa e contra um Concílio diabólico. Fico com a Comissão Teológica do Vaticano II, que concedeu liberdade aos leigos para interpretar o Magistério Conciliar.

Fico com Paulo VI, que declarou ser pastoral o Vaticano II e falível suas sentenças. Fico com o Cardeal Ratzinger, que afirmou ser a Missa Nova uma falsificação e produto Banal de um instante.

E com plena submissão, repito as acusações de Paulo VI contra o Vaticano II:

“Acreditava-se que, depois do Concílio, viria um dia de sol para a história da Igreja. Em vez disso, veio um dia de nuvens, de tempestade, de escuridão, de busca, de incerteza. Pregamos o ecumenismo, e nos distanciamos sempre mais dos outros. Procuramos cavar abismos em vez de aterrá-los. Como aconteceu isso ? Confiamo-vos um Nosso Pensamento: houve a intervenção de um poder adverso. Seu nome é o Diabo" (Paulo VI, Discurso em 29 de Junho de 1972).

Fico com Santo Tomás de Aquino, que ensina o dever de repreender os superiores quando estes se afastam do reto caminho, quando colocam a Fé em perigo, a exemplo de São Pedro, publicamente repreendido por São Paulo.

Isso denota, como bem afirma o Aquinate, que a Graça não destrói natureza. A razão não é anulada pela virtude da Fé. É próprio da natureza racional examinar e julgar. E se o Magistério Conciliar claramente rompeu com a Tradição, falando em nível de diálogo, não podemos nos escusar com desculpas de obediência a autoridade. Contra isso declara São Bernardo: “Aquele que faz o mal sob pretexto de obediência, faz antes um ato de rebeldia”.

Se o Vaticano II quis dialogar, sua doutrina é essencialmente diálogo. E enquanto tal, pode ser examinada pela razão natural, pois pelo diálogo, o mestre se coloca no mesmo nível do aluno, concedendo ao interlocutor a possibilidade de questionar.

Contra o cego Rui, fico com o Papa Bento XVI - E que Deus nos livre dessa cegueira tipicamente protestante que, ignorando todos os fundamentos visíveis, pretende impor uma interpretação privada e sem valor.

Aqui encerro minhas palavras!

Rogando vossa benção, Padre Tenório, despeço-me,


In Corde Jesu, semper


Apolônio Maria de Jesus disse:


A paz de Cristo.

Querido Eder, o IBP foi criado para dar aos FSPX arrependidos a chance de voltar à plena comunhão com a Igreja, este é o objetivo principal.


E como misericordiosamente Bento XVI estende sua mão para tirar as ovelhas FSPX do buraco, ele também os dá a chance de fazerem criticas construtivas, sim, mas para que possam ser devidamente catequisados pelo Bom Pastor que é Bento XVI, onde o papa sempre mostra que o Vaticano II em nada mudou a doutrina precedente da Igreja.


Porém, se você não percebeu ainda, eles foram autorizados a fazer suas críticas construtivas internamente, e não pública e externamente espalhando o escândalo pela internet e pelo mundo afora.

As suas interpretações Eder, pinçando textos de seu interesse daqui e dali, mostram que você rompe com todo o Magistério da Igreja pós Concílio Vaticano II, inclusive com Bento XVI.

Abaixo na íntegra a Sagrada Congregacao para a Doutrina da Fé estirpa os ataques mais propalados pelos anti Concilio Vaticano II, mostrando que não há a mínima mudança quanto a Doutrina precedente:



CONGREGAÇÃO PARA A DOUTRINA DA FÉ

RESPOSTAS A QUESTÕES RELATIVAS A ALGUNS ASPECTOS DA DOUTRINA SOBRE A IGREJA

INTRODUÇÃO

É de todos conhecida a importância que teve o Concílio Vaticano II para um conhecimento mais profundo da eclesiologia católica, quer com a Constituição dogmática Lumen gentiumquer com os Decretos sobre o Ecumenismo (Unitatis redintegratio) e sobre as Igrejas Orientais (Orientalium Ecclesiarum). Muito oportunamente, também os Sumos Pontífices acharam por bem aprofundar a questão, atendendo sobretudo à sua aplicação concreta: assim, Paulo VI com a Carta encíclica Ecclesiam suam (1964) e João Paulo II com a Carta encíclica Ut unum sint(1995).


O sucessivo trabalho dos teólogos, tendente a ilustrar com maior profundidade os múltiplos aspectos da eclesiosologia, levou à produção de uma vasta literatura na matéria. Mas, se o tema se revelou deveras fecundo, foi também necessário proceder a algumas chamadas de atenção e esclarecimentos, como aconteceu com a Declaração Mysterium Ecclesiae (1973), a Carta aos Bispos da Igreja Católica Communionis notio (1992) e a Declaração Dominus Iesus (2000), todas elas promulgadas pela Congregação para a Doutrina da Fé.


A complexidade estrutural do tema, bem como a novidade de muitas afirmações, continuam a alimentar a reflexão teológica, nem sempre imune de desvios geradores de dúvidas, a que esta Congregação tem prestado solícita atenção. Daí que, tendo presente a doutrina íntegra e global sobre a Igreja, entendeu ela dar com clareza a genuína interpretação de algumas afirmações eclesiológicas do Magistério, por forma a que o correcto debate teológico não seja induzido em erro, por motivos de ambiguidade.

RESPOSTAS ÀS QUESTÕES

Primeira questão: Terá o Concílio Ecuménico Vaticano II modificado a precedente doutrina sobre a Igreja?

Resposta: O Concílio Ecuménico Vaticano II não quis modificar essa doutrina nem se deve afirmar que a tenha mudado; apenas quis desenvolvê-la, aprofundá-la e expô-la com maior fecundidade.


Foi quanto João XXIII claramente afirmou no início do Concílio[1]. Paulo VI repetiu-o[2] e assim se exprimiu no acto de promulgação da Constituição Lumen gentium: "Não pode haver melhor comentário para esta promulgação do que afirmar que, com ela, a doutrina transmitida não se modifica minimamente. O que Cristo quer, também nós o queremos. O que era, manteve-se. O que a Igreja ensinou durante séculos, também nós o ensinamos. Só que o que antes era perceptível apenas a nível de vida, agora também se exprime claramente a nível de doutrina; o que até agora era objecto de reflexão, de debate e, em parte, até de controvérsia, agora tem uma formulação doutrinal segura"[3]. Também os Bispos repetidamente manifestaram e seguiram essa mesma intenção[4].

Segunda questão: Como deve entender-se a afirmação de que a Igreja de Cristo subsiste na Igreja católica?

Resposta: Cristo "constituiu sobre a terra" uma única Igreja e instituiu-a como "grupo visível e comunidade espiritual"[5], que desde a sua origem e no curso da história sempre existe e existirá, e na qual só permaneceram e permanecerão todos os elementos por Ele instituídos[6]. "Esta é a única Igreja de Cristo, que no Símbolo professamos como sendo una, santa, católica e apostólica […]. Esta Igreja, como sociedade constituída e organizada neste mundo, subsiste na Igreja Católica, governada pelo Sucessor de Pedro e pelos Bispos em comunhão com ele"[7].


Na Constituição dogmática Lumen gentium 8, subsistência é esta perene continuidade histórica e a permanência de todos os elementos instituídos por Cristo na Igreja católica[8], na qual concretamente se encontra a Igreja de Cristo sobre esta terra.

Enquanto, segundo a doutrina católica, é correcto afirmar que, nas Igrejas e nas comunidades eclesiais ainda não em plena comunhão com a Igreja católica, a Igreja de Cristo é presente e operante através dos elementos de santificação e de verdade nelas existentes[9], já a palavra "subsiste" só pode ser atribuída exclusivamente à única Igreja católica, uma vez que precisamente se refere à nota da unidade professada nos símbolos da fé (Creio… na Igreja "una"), subsistindo esta Igreja "una" na Igreja católica[10].

Terceira questão: Porque se usa a expressão "subsiste na", e não simplesmente a forma verbal "é"?


Resposta: O uso desta expressão, que indica a plena identidade da Igreja de Cristo com a Igreja católica, não altera a doutrina sobre Igreja; encontra, todavia, a sua razão de verdade no facto de exprimir mais claramente como, fora do seu corpo, se encontram "diversos elementos de santificação e de verdade", "que, sendo dons próprios da Igreja de Cristo, impelem para a unidade católica"[11].


"Por isso, as próprias Igrejas e Comunidades separadas, embora pensemos que têm faltas, não se pode dizer que não tenham peso ou sejam vazias de significado no mistério da salvação, já que o Espírito se não recusa a servir-se delas como de instrumentos de salvação, cujo valor deriva da mesma plenitude da graça e da verdade que foi confiada à Igreja católica"[12].



Quarta questão: Porque é que o Concílio Ecuménico Vaticano II dá o nome de "Igrejas" às Igrejas orientais separadas da plena comunhão com a Igreja católica?


Resposta: O Concílio quis aceitar o uso tradicional do nome. "Como estas Igrejas, embora separadas, têm verdadeiros sacramentos e sobretudo, em virtude da sucessão apostólica, o Sacerdócio e a Eucaristia, por meio dos quais continuam ainda unidas a nós por estreitíssimos vínculos"[13], merecem o título de "Igrejas particulares ou locais"[14] , e são chamadas Igrejas irmãs das Igrejas particulares católicas[15].


"Por isso, pela celebração da Eucaristia do Senhor em cada uma destas Igrejas, a Igreja de Deus é edificada e cresce"[16]. Como porém a comunhão com a Igreja católica, cuja Cabeça visível é o Bispo de Roma e Sucessor de Pedro, não é um complemento extrínseco qualquer da Igreja particular, mas um dos seus princípios constitutivos internos, a condição de Igreja particular, de que gozam essas venerandas Comunidades cristãs, é de certo modo lacunosa[17].


Por outro lado, a plenitude da catolicidade própria da Igreja, governada pelo Sucessor de Pedro e pelos Bispos em comunhão com ele, encontra na divisão dos cristãos um obstáculo à sua realização plena na história[18].


Quinta questão: Por que razão os textos do Concílio e do subsequente Magistério não atribuem o título de "Igreja" às comunidades cristãs nascidas da Reforma do século XVI?


Resposta: Porque, segundo a doutrina católica, tais comunidades não têm a sucessão apostólica no sacramento da Ordem e, por isso, estão privadas de um elemento essencial constitutivo da Igreja. Ditas comunidades eclesiais que, sobretudo pela falta do sacerdócio sacramental, não conservam a genuína e íntegra substância do Mistério eucarístico[19], não podem, segundo a doutrina católica, ser chamadas "Igrejas" em sentido próprio[20].


O Santo Padre Bento XVI, na Audiência concedida ao abaixo-assinado Cardeal Prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé, ratificou e confirmou estas Respostas, decididas na Sessão ordinária desta Congregação, mandando que sejam publicadas.


Roma, Sede da Congregação para a Doutrina da Fé, 29 de Junho de 2007, Solenidade dos Apóstolos São Pedro e São Paulo.
William Cardeal Levada
Prefeito
Angelo Amato, SDB,
Arcebispo tit. de Sila
Secretário

Eder Moreira da Silva disse:

Prezado Rui,
Salve Maria!

Já havia decidido finalizar o debate que se prolonga por causa de suas fugas divagantes. Mas não posso deixar uma escandalosa mentira sua triunfar como se fosse uma absoluta verdade. Como demonstrarei, novamente ficará patente sua colossal ignorância e imprudência, porque, além de mentir, fala do que não sabe.

Você disse: “... eles foram autorizados a fazer suas críticas construtivas internamente, e não pública e externamente espalhando o escândalo pela internet e pelo mundo afora”.


Quem você pretende enganar com essa mentira facilmente refutada? Os leitores desse blog? Seus pupilos? Perdoe-me a sinceridade, mas você é apenas um desesperado que a todo custo quer salvar seus palpites virtuais em matéria teológica.

Então os clérigos do IBP não possuem autorização para criticar publicamente o Vaticano II?Vamos colocar um pouco de luz nas trevas de sua ignorância (ou seria má fé?).Em entrevista concedida em 21/07/2007, o Superior do IBP declarou PUBLICAMENTE:

FOLHA - Quais as principais diferenças entre a missa tradicional e a missa rezada hoje?


PADRE LAGUÉRIE: “Há muita, muita, muita diferença. Em primeiro lugar, na missa antiga, todos rezam voltados para Deus e voltados para o Oriente, onde nasce o sol, que simboliza a luz de Cristo e o surgimento da verdade. Somente na explicação do Evangelho, nas leituras e no sermão, o padre se volta para o povo, pois está se dirigindo a ele. Na missa nova, o padre reza sempre voltado para o povo. A segunda diferença é a língua sagrada, o latim. Nós não nos dirigimos a Deus na mesma língua que usamos nas compras, nos negócios, no dia-a-dia. Sempre houve na igreja, mesmo no Oriente, uma língua sagrada para falar com Deus. Na Síria, rezava-se a missa em aramaico; na Judéia, rezava-se a missa em siríaco. Em terceiro lugar, os próprios textos da missa são diferentes: na missa nova não se fala mais do sacrifício nem do pecado nem da vida eterna nem da redenção...(???)”

(http://www.defesacatolica.org/index.php?option=com_content&task=view&id=50&Itemid=27)

Primeira crítica construtiva PÚBLICA contra a Missa Nova pelo superior do IBP.Mas isso ainda não á nada, se comparado com o primeiro sermão PÚBLICO do Superior do IBP.

E novamente vamos fechar a boca mentirosa do Sr. Rui:

“Há questões teológicas pontiagudas, em particular aquelas concernentes ao Concílio Vaticano II. Sobre este ponto nós temos a OBRIGAÇÃO, também, o que é inesperado, de trabalhar, sob a condução do Papa, pois somente ele pode fazer isso, de restabelecer a autenticidade da doutrina católica”.

Continua o Superior do IBP:

“Quero dizer com essas palavras que tudo o que há de ambíguo, e até de falso [no Vaticano II] deve ser restabelecido POR NÓS, tendo em vista dar por fim uma autêntica interpretação desse Concílio. O que supõe de outro lado que essa interpretação não existe totalmente ainda, e vou dar alguns exemplos: a liberdade religiosa fez escorrer muita tinta, vós o sabeis, e efetivamente, há coisas aparentemente e TEXTUALMENTE CONTRADITÓRIAS com o Magistério precedente. O Papa Bento XVI, quando era ainda o Cardeal Prefeito da Congregação para a Doutrina da Fé, retificou essa doutrina, quando esteve na Argentina em 1988, por ocasião das sagrações feitas por Monsenhor Lefebvre” (Primeiro sermão do Pe. Laguérie como Superior do Instituto do Bom Pastor).


Vamos explicitar ao enganador Sr. Rui.

PUBLICAMENTE, em seu primeiro sermão PÚBLICO, Pe. Laguérie – Superior do IBP – confirma que os clérigos do IBP receberam diretamente do Papa o direito de criticar o Vaticano II PUBLICAMENTE. E, exercendo esse direito, o Superior do IBP acusou elementos contraditórios em alguns textos do Vaticano II.

Criticou o Vaticano II e assim o fez PUBLICAMENTE!

Rui, se você não quiser ser chamado de mentiroso, existe ainda uma saída: assuma que você foi imprudente ao emitir um juízo temerário sobre algo que você desconhece. Do contrário, vai ter que assumir a culpa de mentiroso mesmo!

E você não sabe ainda, desinformado Rui, que o Padre Stefano Carusi do IBP mantém um blog de crítica PÚBLICA ao Vaticano II? O blog se chama “Disputationes Theologicae”. Eu inclusive publiquei no decorrer de nosso debate um artigo desse Padre do IBP reafirmando a autorização de crítica pública ao Vaticano II.


Encerro, portanto, definitivamente meus comentários, na certeza de que Rui, ou é um ignorante imprudente, metido a teólogo, ou, em última hipótese, um mentiroso movido apenas pelo orgulho de sua má fé!

Que os leitores tirem a conclusão!


Apolônio Maria de Jesus disse:

A paz de Cristo.

Querido Eder, não preciso usar de nenhuma das saídas por você citada.O que escrevo sempre o faço com reta intenção. Tenho escrito para você Eder, apenas para defender a Igreja.E se há alguém aqui com intenção de enganar o leitores, logo abaixo está comprovado que não sou eu.

Como você sofre de graves problemas de interpretação, vou dar mais uma ajuda:

EVITANDO TODA POLÊMICA. = não é para fazer escândalo
POR ESTUDOS E PUBLICAÇÕES INTERNAS DO INSTITUTO = significa interna, justamente para não se fazer escândalo

No mesmo site que você citou, está escrito... (7 de Maio de 2009 – entrevista de M. Abbé Hery, pela redação de "Disputationes theologicae") * M. Abbé Hery foi um dos principais participantes da concepção do Instituto Bom Pastor.

D.T. Será esse o sentido da fórmula de compromisso que os senhores assinaram no dia da fundação de vosso Instituto:

«A propósito de certos pontos ensinados pelo Concílio Vaticano II ou concernentes às reformas posteriores da Liturgia e do Direito, e que nos parecem dificilmente conciliáveis com a Tradição, nos nos comprometemos a ter uma atitude positiva de estudo e de comunicação com a Sé Apostólica, EVITANDO TODA POLÊMICA. Essa atitude de estudos quer participar, par uma crítica séria e construtiva, da preparação de uma interpretação autêntica por parte da Santa Sé desses pontos do ensinamento do Vaticano II» ?


Abbé Hery : Com efeito, nós obtivémos essa liberdade de contribuir, de nossa parte, inicialmente POR ESTUDOS E PUBLICAÇÕES INTERNAS DO INSTITUTO, para esse trabalho titanesco de marcação dos textos e das teorias que trazem dificuldade, há 40 anos, referentes, não só ao Concílio, mas também às reformas litúrgicas (ou outras) que se seguiram a ele. Nós preparamos estudos sobre a liturgia, e sobre pontos litigiosos clássicos do Concílio. A realização de sessões de trabalho e de troca com outros interlocutores deve ainda vir.

Fonte:(7 de Maio de 2009 – entrevista de M. Abbé Hery, pela redação de "Disputationes theologicae") * M. Abbé Hery foi um dos principais participantes da concepção do Instituto Bom Pastor.

Mas em seus escritos Eder, em muitas vezes se dá entender que o objetivo do IBP é atacar o Vaticano II. Vamos desfazer este grave pensamento torto:


"Bento XVI afirma que ele pretende submeter o Vaticano II a uma releitura para dar dele uma interpretação autentica, ainda por vir. Nessa perspectiva, nós somos convidados a conduzir de maneira construtiva, em nosso modesto nivel, um trabalho critico". http://www.ibp-la.org/ibp/?ss=perguntas&l=pt

A para concluir, deixando claro quais os reais objetivos para que o IBP foi fundado, e que caminho ele deve seguir, com a palavra O Secretário da Comissão Ecclesia Dei , Monsenhor Guido Pozzo, ao Padre Philippe Laguérie.

"ISSO VAI SER ÚTIL PARA REFLETIR SOBRE O PASTORADO DE CRISTO"

No que diz respeito à formação sacerdotal, desde seminário Courtalain (Eure-et-Loire), a comissão Ecclesia Dei avaliação juiz "positivo", mas pede IBP "INTEGRAR O ESTUDO DE MAGISTÉRIO ATUAL DOS PAPAS E VATICANO II".

"A formação pastoral deve ser feita à luz da Pastores Dabo Vobis e de formação doutrinal incluem um cuidadoso ESTUDO DO CATECISMO DA IGREJA CATÓLICA" sugere a comissão. "Você pode ser guiado por ele como um guia muito seguro", diz Dom Pozzo também Laguérie Pai na Exortação Apostólica do Papa João Paulo II.


"UM ESPÍRITO DE COMUNHÃO EM TODA A VIDA DA IGREJA NA DIOCESE"

Na parte inferior do curso, "mais do que uma crítica, mesmo" sério e construtivo "do Concílio Vaticano II, os esforços dos formadores devem se concentrar sobre a TRANSMISSÃO DO PATRIMÔNIO INTEIRO DA IGREJA, ENFATIZANDO A HERMENÊUTICA DA RENOVAÇÃO NA CONTINUIDADE e levando para apoiar a integridade da doutrina católica exposta pelo Catecismo da Igreja Católica ", diz Ecclesia Dei .

Secretário da Comissão Ecclesia Dei , Monsenhor Guido Pozzo, ao Padre Philippe Laguérie.

FONTE:http://www.la-croix.com/Religion/Urbi-Orbi/France/Rome-demande-a-l-institut-du-Bon-Pasteur-de-mieux-integrer-Vatican-II-_NP_-2012-04-17-795546

Como você bem sabe Eder, o Catecismo da Igreja Católica acima citado, está totalmente atualizado com TODOS OS CONCÍLIOS ECUMÊNICOS DA IGREJA, inclusive é claro o Vaticano II.

Portanto, fica claro que nada inventei.

E agora Eder, como anda sua consciência?

Bem-aventurado João Paulo II, rogai por nós!!!

Marcel disse:

A pedido de Eder, posto seus comentários.

Prezado Rui,
Salve Maria!


Como já enunciei em resposta anterior, suas pretensas “pérolas” salvadoras não me são novidades.Comecemos por Monsenhor Guido Pozzo, citado na conclusão de sua resposta.

A carta dessa autoridade destinada ao Superior do IBP (Pe. Laguérie) pode ser acessada no seguinte link:

http://www.montfort.org.br/index.php/secoes/cartas/comentario-tratativas-acordo-fsspx/

Antes do “xeque-mate final”, cabe destacar uma visível CONTRADIÇÃO do embromador e pseudo teólogo Rui.

Disse o Rui: “...o que eu disse é que o Vaticano II é um concílio legítimo, devidamente aprovado pelo legítimo Magistério da Igreja, e que por isso mesmo devemos respeitá-lo e não querer ficar incutindo heresias e erros nele [...] O Magistério Ordinário, ainda que teologicamente se classifique como falível, não erra. Não erra simplesmente porque não pode errar” (Rui).


Com absoluta convicção, o intrépido divagador declara que o Vaticano II não errou, porque o Magistério não pode errar, e que, portanto, deve ser respeitado.Ora, o que não erra, evidentemente deve ser respeitado. Trento foi infalível. Não errou e nem poderia errar. Portanto, não pode ser discutido e muito menos criticado.

Entretanto, Rui muda de parecer. De uma posição de absoluta defesa do Vaticano II como Magistério incriticável - porque supostamente isento de erros e sem possibilidade de errar – Rui confirma que o Papa Bento XVI concedeu ao IBP o direito de criticar o Vaticano II.

Assim declarou o confuso e contraditório divagador:

“...ele [Papa Bento XVI] também os dá a chance de fazerem criticas construtivas [...] eles foram autorizados a fazer suas críticas construtivas...” (Rui)

Colocando as duas afirmações do Rui em paralelo, nota-se a mudança de posição ou patente contradição.

Primeiro: “O Vaticano II não erra e deve ser respeitado”

Segundo: “O Papa deu liberdade para criticar o Vaticano II”

Ora, ora, se o Papa deu liberdade de crítica, ainda que privada, como diz o Rui que o Vaticano II não pode errar? Ora, só pode ser criticado o que em princípio pode errar. Portanto, se o Papa garantiu pelo seu ato que o Vaticano II pode ser criticado, é porque seu Magistério pode ter ensinado erros. Do contrário, isto é, se não houvesse possibilidade de erro no Magistério Conciliar, jamais ele poderia ser alvo de críticas. Logo, de existe a liberdade, como garantiu o Papa, o Vaticano II é falível e vulnerável ao erro.

A tese primeira do Rui é então desmentida pelo Papa!

Enquanto o Rui diz que “o Magistério Ordinário, ainda que teologicamente se classifique como falível, não erra, e, não erra simplesmente porque não pode errar”, o Papa responde autorizando o IBP a criticar.

Ora, como poderia o Papa autorizar criticas ao que, segundo Rui, é incriticável? Como autorizar críticas ao que, segundo Rui, é impossível haver erros? Quem estaria em contradição: Rui ou Bento XVI? Bento XVI que autoriza criticar um Magistério que não pode ser criticado porque não pode errar, ou Rui que pretende tornar inerrante um Concílio errante e criticável?

Rui afirma e nega ao mesmo tempo: “O Concílio não errou e nem pode errar”. (Proposição nº 1)...”O Papa autorizou criticar o Concílio” (Proposição nº 2).

Rui, portanto, acusa o Papa de afrontar o Magistério do Vaticano II, porque autoriza criticar o que é incriticável porque não pode errar.

Mas eu prefiro a segunda hipótese, na qual fica claro que o Papa rebate a mentira do Rui, afirmando, pela autorização de crítica, que o Vaticano II pode sim errar!

Vamos ao Pozzo!

Monsenhor Guido Pozzo escreveu uma carta ao Superior do IBP. Nessa carta, novamente é destruída a primeira proposição de Rui, segundo o qual, o Vaticano II não pode errar, e que, por isso, não pode ser criticado.

Na carta Pozzo recorda o direito de crítica ao Vaticano II:

“Mais do que uma CRÍTICA, mesmo “séria e construtiva”, SOBRE O CONCÍLIO VATICANO II,...” (carta)

Ora, nessas palavras fica patente que existe, de fato, o direito de crítica ao Concílio. Portanto, Rui mente ou erra feio quando diz que o Vaticano II não pode errar, sendo, portanto, incriticável.

Monsenhor Pozzo destrói a falsa tese do Sr. Rui.

E viva Monsenhor Pozzo (Que não é bem aventurado formal).


Mas, o que devemos responder com relação ao restante da carta de Monsenhor Pozzo? Evidentemente, não serei eu a responder.

Mas, o ignorante e desinformado Rui deveria ter pesquisado um pouco mais para encontrar a resposta a essa carta de Monsenhor Pozzo. E sabe quem respondeu ao Pozzo, cego Rui? O Pe. Stefano Carusi do INSTITUTO DO BOM PASTOR.

Vejamos como respondeu o Padre Carusi do IBP, conforme publicado em seu blog “Disputationes Theologicae”:

De início, Pe. Carusi esclarece que: “... a Comissão parece ter querido, em seu conjunto, apresentar SEU PRÓPRIO PONTO DE VISTA teológico-litúrgico e, sempre SEM SE TRATAR DE ORDENS FORMAIS, ELA DEIXA A ESCOLHA AO CAPÍTULO GERAL.

É enfático o simples caráter de recomendação do Presidente da Pontifica Ecclesia Dei. Mas dispenso minha análise pessoal, visto que o competentíssimo Padre do IBP, que tive o privilégio de conhecer pessoalmente, esclarece a questão.

Em sua carta resposta, omitida astutamente pela cobra Rui, Pe. Carusi reafirma o que o Papa já havia concedido, isto é, a possibilidade de crítica ao Vaticano II, porque, sendo pastoral, pode em princípio errar.

Vamos lá, Pe. Carusi responde à serpente atrapalhada:

“O documento é o resultado da visita canônica efetuada após o prazo de seis anos desde a fundação do Instituto. Nós lembramos que o reconhecimento desse último foi querido pessoalmente pelo Santo Padre Bento XVI, para oferecer a possibilidade da “experiência da Tradição”, com duas especificidades expressamente previstas pelos Estatutos (aprovados por Roma) e em virtude das quais se falou de um “avanço” da causa tradicional: a celebração exclusiva da “Missa gregoriana” (conforme a expressão do Cardeal Castrillon Hoyos) e a POSSIBILIDADE EXPLÍCITA de uma “CRÍTICA séria e construtiva” dos pontos do Concílio Vaticano II que parecem DIFICILMNTE CONCILIÁVEIS COM A TRADIÇÃO”.


A afirmação é enfática: “POSSIBILIDADE DE CRÍTICA EXPLÍCITA. Portanto, não se trata nem de uma crítica implícita, para o desespero da serpente Rui!

Vamos ao texto chave, presente na resposta de Pe. Carusi ao Monsenhor Pozzo:

“Com efeito, nestes seis anos nos esforçamos – também no cumprimento dos compromissos assumidos com a Santa Sé – por analisar os documentos mais recentes em um espírito sereno, obsequioso, mas que não esconde aprioristicamente nenhuma real dificuldade de conciliação com a Tradição. Teria sido esconder essas dificuldades uma atitude não só pouco científica teologicamente, mas sobretudo desleal em relação à Igreja. Isso não basta? Este posicionamento não exclui – aprioristicamente – que alguns pontos problemáticos de certos pronunciamentos possam ser interpretados segundo uma leitura de “continuidade da hermenêutica teológica”, ainda que apresentando algumas vezes expressões ambíguas. A crítica “séria e construtiva” não exclui forçosamente a eventualidade, sempre que possível, de ler em continuidade com o Magistério anterior algumas passagens recentes; mas quer exprimir também a possibilidade – e o dever filial – de dizer ABERTAMENTE à Santa Sé que certas coisas poderiam pedir uma reconsideração”.

Resposta clara!!!

Após reconhecer a possibilidade de uma interpretação ortodoxa para certos pontos controversos do Vaticano II, Pe. Carusi reafirma o dever filial de proclamar ABERTAMENTE a Santa Sé que certas coisas poderiam pedir uma reconsideração...” Ou seja, faz a crítica NO TEXTO e pede a sua correção.

Portanto, a hermenêutica da continuidade pode caminhar junto com a hermenêutica crítica que o papa delegou ao IBP. Crítica que o IBP realizará ABERTAMENTE, e não somente veladamente ou indiretamente.



Analisemos agora o texto sugerido pelo Rui em sua defesa.

Na resposta do Abbé Hery – QUE NÃO É A VOZ DO SUPERIOR DO INSTITUTO – está dito:

“Com efeito, nós obtivémos essa liberdade de contribuir, de nossa parte, INICIALMENTE por estudos e publicações internas do instituto...”.

A serpente cega passou batido,e cantou vitória antes da hora – Primeiro:

Eu apresentei os discursos, afirmações e posturas do Superior do Instituto, o Pe. Laguérie. Ora, a cobra Rui quer contrapor com um discurso inferior? Rui, só não digo para você ir plantar batata porque senão você aceita e vai desistir do debate. Portanto, deixa para plantar batata depois do próximo Xeque Mate!

Vamos ao Abbé Hery.

Pergunta o Disputationes Theologicae:

“Como uma tal «crítica construtiva » do Concílio será possível, já que o Vaticano II é um ato do magistério autêntico, na prática intocável?

Responde Abbé Hery:

“Certamente, o Concílio é um ato do magistério autêntico. MAS ELE NÃO INTOCÁVEL [...] Há um espaço de LIBERDADE deixado à controvérsia teológica sobre o TEXTO DO MAGISTÉRIO CONCILIAR, mantendo salva a Tradição dogmática e apostólica…”

Mais uma vez Rui é desmascarado! Duas confirmações:

1) O Vaticano II não é intocável

2) Existe liberdade com relação aos textos do Vaticano II

Prossegue Abbé Hery ( É Papa ? Ou tem autoridade Papal ?)

“... o Vaticano II não se impõe à Igreja como objeto de obediência absoluta para a fé (cfr. Canon 749)”

Mas Rui quer nos impor o Vaticano II, sob pena de desobediência.


Agora vamos a principal fraude da serpente Rui - O texto sobre a questão “interna”:

Abbé Hery: “Com efeito, nós obtivémos essa liberdade de contribuir, de nossa parte, inicialmente por estudos e publicações internas do Instituto, para esse trabalho titanesco de marcação dos textos e das teorias que trazem dificuldade, há 40 anos, referentes, não só ao Concílio, mas também às reformas litúrgicas (ou outras) que se seguiram a ele. Nós preparamos estudos sobre a liturgia, e sobre pontos litigiosos clássicos do Concílio. A realização de sessões de trabalho e de troca com outros interlocutores deve ainda vir”.


Fui acusado de interpretar mal os textos que publico. Mas será que o Rui é um exímio intérprete? Será mesmo que ele tem sempre reta intenção? Pois bem.

No texto supra ele astutamente deixou de destacar dois termos que liquidam sua falsa interpretação. Seria descuido ou má fé? Veremos...

Vamos colocar o texto novamente com os termos chave em destaque:

Abbé Hery: “Com efeito, nós obtivémos essa liberdade de contribuir, de nossa parte, INICIALMENTE por estudos e publicações internas do Instituto, para esse trabalho titanesco de marcação dos textos e das teorias que trazem dificuldade, há 40 anos, referentes, não só ao Concílio, mas também às reformas litúrgicas (ou outras) que se seguiram a ele. Nós preparamos estudos sobre a liturgia, e sobre pontos litigiosos clássicos do Concílio. A realização de sessões de trabalho e de troca com outros interlocutores DEVE AINDA VIR”.

Agora sim é possível interpretar corretamente o texto, colocando em ênfase os vocábulos que propiciam essa reta interpretação.

Se a serpente enganadora pode verificar, o Abbé Hery frisa que, INICIALMENTE, serão realizados estudos e publicações no âmbito interno do Instituto. Ora, INCIALMENTE NÃO QUER DIZER ETERNAMENTE, OU SEMPRE, MAS UNICAMENTE NO PRINCÍPIO, O QUE, POSTERIORMENTE, PASSARÁ PAPA UM ÂMBITO EXTERNO E PÚBLICO.

Ora, isso é perfeitamente fácil de entender. Falta ao Sr. Rui não só bom senso, mas também um pouco de lógica. É evidente que, para se emitir críticas públicas ao Concílio, é preciso antes fazer um trabalho interno de intenso exame dos textos Conciliares, para, somente depois, iniciar a exposição pública.


Ninguém ataca sem antes fazer o devido estudo do objeto que pretende criticar. E todo estudo é, antes de tudo, em regime fechado. Mas, tirada as conclusões, as críticas que, INICIALMENTE ERAM INTERNAS, podem vir ao público. É o que se entende quando o Abbé diz que, depois de preparados os estudos sobre a liturgia e sobre o Concílio, dar-se-á início a uma nova etapa de sessões de trabalhos e trocas com outros interlocutores.

O Sr. Rui eternizou o vocábulo INICIALMENTE.

Seria ignorância? Seria má fé?

Ora, no mesmo blog Disputationes Theologicae, foram publicadas as críticas e considerações de Monsnehor Brunero Gherardini sobre o Vaticano II, confirmando que também haverá o momento de CRÍTICA PÚBLICA, depois da fase meramente INICÍAL DE ESTUDO E PREPARAÇÃO.


E o que significa evitar polêmica?

Ora, as polêmicas surgem não da parte que critica com autorização do Papa, mas da parte inconformada que sustenta – CONTRA O PAPA – uma inexistente infalibilidade do Vaticano II, pela qual ele seria indiscutível e incriticável.

Então os criadores de polêmicas são as cobras cegas, da espécie Ruiniana, que desobedecem ao Papa, e, pior ainda, o chamam de mentiroso, pois querem dogmatizar o Concílio enquanto o Soberano Pontífice diz que o Vaticano II está em nível mais modesto, podendo sem discutido e criticado.

O IBP quer contribuir fazendo críticas públicas. Mas os desobedientes inconformados querem polemizar, dizendo que o Vaticano II não erra e, por isso, não pode ser discutido ou criticado.

Novamente, ficamos com o Papa!


E para finalizar lembramos que o SUPERIOR DO IBP, em seu primeiro Sermão, acusou PUBLICAMENTE o Vaticano II, dizendo que em seus textos existem CONTRADIÇÕES.

Teria o Superior do IBP violado os fins de seu Instituto ao fazer, desde já, uma crítica pública ao Vaticano II? E o Superior repetiu o mesmo ato posteriormente, e assim, sucessivamente! Ademais, Laguérie não descreveu especificamente quais são esses pontos de divergência. Ele apenas adiantou que a divergência existe, e que elas estão dos textos do Vaticano II. O trabalho mais específico, de crítica pública, aconteceria, como disse Abbé Hery, depois de um estudo interno e minucioso.

Portanto, não se trata de condenar a crítica pública, mas de fundamentá-la INICIALMENTE através de um prévio estudo interno. Assim, antes de fazer juízos públicos, o crítico faz antes um estudo interno para ter mais segurança em suas formulações públicas.

Quanto ao Papa pedir uma hermenêutica da continuidade, certamente ela existe. Mas como enfatizou o Pe. Carusi, tal hermenêutica não exclui a possibilidade de crítica e reconsiderações no próprio texto do Vaticano II.

E terminamos esse debate com um Definitivo XEQUE-MATE (????):

Ao Rui, apenas a vergonha da ignorância, ou, em ultima hipótese, orgulho e má fé?Terminamos o debate com a consciência limpa.


Apolônio Maria de Jesus disse:


A paz de Cristo.

Querido Eder, é muito fácil inventar contradições em qualquer lugar, usando sua técnica infalível de distorção dos fatos.

Ou seja, basta pinçar pedaços de frases, para dar a falsa interpretação desejada.


“O que falei sobre as criticas do IBP e sobre o Vaticano II não ter erros, é que o Vaticano II em nada mudou a doutrina precedente da Igreja e dos concílios anteriores. Se não mudou a doutrina, fica claro que não tem erro.”

O que falei também é que a autorização das críticas é para trazer os críticos para perto, catequizando-os, e não incutindo erros e heresias no Vaticano II.Basta ler o que escrevi na íntegra nos comentários anteriores, que se vê exatamente o que expliquei acima.

Aliás, o próprio IBP se pronunciou:

"Graças ao instrumento hermenêutico, que ofereceu o Papa Bento XVI, os ensinos do Vaticano II se colocam na continuidade dos ensinos de todos os Concílios. Os debates futuros entre os responsáveis da Fraternidade São Pio X e as autoridades romanas não podem não ter êxito"

Aqui está um claro exemplo do didática de Bento XVI com a utilização do IBP. Abbé Guillaume de Tanoüarn, que era contra o Concílio Vaticano II, dá uma entrevista com o seguinte título "Reuni-me a Roma por causa de Bento XVI.”

Entrevistador: O senhor pensa como o Bispo Monsenhor Tissier de Mallerais que não se pode ler o Concílio à luz da tradição?

Abbé de Tanouarn: Ele derrapou.

Entrevistador: Mas o senhor mesmo, o senhor pensa ainda, como o senhor escreveu em Vaticano II e o Evangelho, que o Concílio é o Ebola? Que é um espaço no qual se concentraram todos os erros teológicos característicos de nosso tempo? O senhor faz ainda profissão de ser anticonciliar? Pensa o senhor ainda que a revolução conciliar é uma verdadeira meia volta da igreja, uma inversão de sua mensagem?



Abbé de Tanouarn: Hoje, eu diria as coisas de outro modo. O Vaticano II ousou colocar as questões que era preciso colocar enquanto católico face à modernidade: liberdade religiosa, ecumenismo, questão judaica... O Vaticano II abre pistas a explorar, por vezes a limpar de minas explosivas. Havia um trabalho teológico a fazer, mas o trabalho teológico do século XXI não é o do século XX. Em seus cumprimentos de Natal à Cúria, em 22 de Dezembro de 2.005, Bento XVI descarta a hermenêutica da discontinuidade e da ruptura, que freqüentemente pode contar com a simpatia de uma parte da teologia moderna, e que arrisca fazer uma ruptura entre a Igreja pré conciliar e a Igreja pós conciliar. Ele considera que não houve ainda uma interpretação autêntica do Concílio. Ele propõe uma hermenêutica da reforma, da renovação na continuidade da Igreja,a qual cresce no tempo e se desenvolve, permanecendo sempre a mesma: o Povo de Deus em marcha. A Igreja teve a oportunidade de ter um Papa teólogo. Ele reavaliou já fórmulas na Dominus Jesus. Por exemplo:a Igreja de Deus= a Igreja Católica.


O Presidente da Pontifica Ecclesia Dei deixou tudo muito claro de qual deve ser o foco do IBP:

“Mais que uma crítica, ainda que “séria e construtiva”, do Concílio Vaticano II, os esforços dos formadores deverão se concentrar sobre a transmissão da integralidade do patrimônio da Igreja, insistindo sobre a hermenêutica da renovação na continuidade tendo por suporte a integridade da doutrina católica exposta pelo Catecismo da Igreja Católica”.


Continuo portanto de ouvidos abertos ao ensino do Magistério da Igreja:

"O Concílio Ecuménico Vaticano II não quis modificar essa doutrina NEM SE DEVE AFIRMAR QUE TENHA MUDADO; apenas quis desenvolvê-la, aprofundá-la e expô-la com maior fecundidade." (Sagrada Congregação para a Doutrina da Fé – 2007)


"O Catecismo da Igreja Católica, pondo-se nesta linha, é, de um lado, “verdadeiro fruto do Concílio Vaticano II”, e de outro pretende favorecer a sua assimilação. O Sínodo Extraordinário dos Bispos de 1985, convocado por ocasião do vigésimo aniversário da conclusão do Concílio Vaticano II e para efetuar um balanço da sua assimilação, sugeriu que fosse preparado este Catecismo a fim de oferecer ao Povo de Deus um compêndio de toda a doutrina católica e um texto de referência segura para os catecismos locais. O Papa João Paulo II acolheu a proposta como desejo “de responder plenamente a uma necessidade verdadeira da Igreja Universal e das Igrejas particulares”. Redigido em colaboração com todo o Episcopado da Igreja Católica, este Catecismo “exprime verdadeiramente aquela a que se pode chamar a ‘sinfonia da fé’”.


Sagrada Congregação para a Doutrina da Fé – 2012 – indicações para o ano da fé http://www.vatican.va/roman_curia/congregations/cfaith/documents/rc_con_cfaith_doc_20120106_nota-anno-fede_po.html

Eu teria muitas contraposições a colocar em várias colocações suas presentes em seus extensos textos de todos estes dias, mas no momento não há disposição para isto.

Como já por três vezes você declara que que está encerrando os comentários, aproveito para, por hora, também encerrar os meus. Como provavelmente você vai sentir saudades, uma hora apareço novamente.

Deus te abençoe, e Maria te proteja.

Bem-aventurado João Paulo II, rogai por nós!!!

Marcel disse:

A pedido de Eder, posto a resposta a seguir.

Prezado Rui,
Salve Maria!

Novamente você divagou - Lamentável!

Resumindo:

Você disse que o Vaticano II não pode errar. Ora, o que não pode errar não pode ser criticado.Bento XVI, embora priorize a hermenêutica da continuidade, concedeu liberdade oficial de crítica ao Vaticano II. Ora, o que pode ser criticado é porque em princípio pode errar.(Evoluir seria o mais correto, ou melhor entendido, errar jamais,Pois o Espírito santo não erra).

Portanto temos duas afirmações opostas:

"O Vaticano II não pode errar" (Rui)

"O Vaticano II pode errar" (Bento XVI – Onde esta afirmação clara e formal de Bento XVI ???).

Fico com o Papa!Fico com as afirmações do Superior do IBP.Fico Pe. Carusi, que, reconhecendo a hermenêutica da continuidade, afirma a possibilidade de uma hermenêutica crítica ao Vaticano II.

Enfim, o debate foi divertido. Mas não tenha esperanças de me encontrar novamente neste blog, embora seja de meu estimado pai espiritual, o qual acompanha meu apostolado.

Mas, caso sinta minha falta, você pode acompanhar meus escritos em: www.defesacatolica.org

Querendo, pode me escrever.

O pensamento pessoal deste ou daquele membro de um Instituto religioso não pode ser confundido com o caráter geral do Instituto, mais espelhado em seus Estatutos e em seu Superior-Geral que no resto.

Atribuir divergências internas como "caráter do Instituto" soa como dizer que o fígado ou os pulmões de um corpo humano podem agir como cérebro (enquanto definidor do caráter, das ações e do metabolismo), quando na verdade não o podem! Quem diz "o que fazer" é o cérebro, os outros (fígado, pulmões, etc.) atuam dentro de sua respectiva competência - aliás, quando não dão conta de arcar com sua competência exclusiva, é porque funcionam mal, pondo a perder o resto do corpo.

Nesse sentido, não dá para dizer que a FSSPX não seja católica, malgrado dentro dela haja membros que tenham tendência e mesmo impulsos cismáticos, os quais não representam o caráter da Fraternidade, sobremaneira expressa pela vontade de seu Superior Geral.


Este post sobre novos rachas na FSSPX, aliás, denuncia o estrago feito por aqueles que, por provável espírito de cisma (e não propriamente pela questão de "crítica" ou "aceitação" ao Vaticano II), pretendem agir no lugar do Superior Geral da Fraternidade.

Idem em relação ao IBP, que nasceu voltado para a crítica aos pontos controversos dos documentos do Vaticano II. Malgrado (e vai saber por quê?!) haja lá dentro quem preste desserviço ao Instituto e à Igreja:


O que é bem o caso do Pe. De Tanoüarn, que se esperava ser o mais ferrenho crítico do Concílio no Instituto e, nem bem ajudou a fundar o IBP, passou do nada a atacar escandalosamente a quem critique a Missa nova e a fazer comentários um tanto ambíguos sobre a questão Vaticano II tal como o que você nos expôs (isso, para eu ser bonzinho).


Apesar disso, Pe. De Tanoüarn não fala pelo Instituto, pelo contrário, o caráter do IBP é definido por seus Estatutos e seu Superior-Geral, atualmente críticos do Concílio.

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CIDADÃO DO MUNDO, NORDESTINO COM ORGULHO, Brazil
Neste Apostolado promovemos a “EVANGELIZAÇÃO ANÔNIMA", pois neste serviço somos apenas o Jumentinho que leva Jesus e sua verdade aos Povos. Portanto toda honra e Glória é para Ele.Cristo disse-nos:Eu sou o caminho, a verdade e a vida e “ NINGUEM” vem ao Pai senão por mim." ( João, 14, 6).Como Católicos,defendemos a verdade, contra os erros que, de fato, são sempre contra Deus.Cristo não tinha opiniões, tinha verdades, a qual confiou a sua Igreja, ( Coluna e sustentáculo da verdade – Conf. I Tim 3,15) que deve zelar por elas até que Cristo volte.Quem nos acusa de falta de caridade mostra sua total ignorância na Bíblia,e de Deus, pois é amor, e quem ama corrige, e a verdade é um exercício da caridade.Este Deus adocicado,meloso,ingênuo, e sentimentalóide,é invenção dos homens tementes da verdade, não é o Deus revelado por seu filho: Jesus Cristo.Por fim: “Não se opor ao erro é aprová-lo, não defender a verdade é nega-la” - ( Sto. Tomáz de Aquino)

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