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TIRAR TEXTO DO CONTEXTO PARA SERVIR DE PRETEXTO A HERESIAS - Eis as características principais do movimento FUNDAMENTALISTA Protestante e Católico (que fazem uma Interpretação Sociológica das Escrituras).

Written By Beraká - o blog da família on sábado, 23 de fevereiro de 2013 | 23:12




O Livro, a letra, e o intérprete:

Todo fundamentalista que se prese baseia sua vida sobre um livro, ou ideologia de importância capital, em que procura as verdades que alimentam e justificam a sua conduta ,bem como os princípios que norteiem o seu comportamento e as diretrizes para a sua vida. Tal livro, para os judeus, é a Torah; para os muçulmanos, o Corão; para muitos cristãos, a Bíblia; para outros grupos, é um livro, ou ideias deixadas por algum idealista, ou filósofo, tido como pessoa profundamente sábia ou altamente inspirada para interpretar a Bíblia .

Seus idealizadores exigem dos outros, mas eles mesmo não se requerem ciências exegéticas (lingüística, arqueologia, história e geografia antigas, a tradição dos Santos Padres) para decifrá-lo corretamente, que não sejam na perspectiva de seus mestres.


O fundamentalista tanto Protestante como católico, vê em cada palavra e em cada sentença da Bíblia a Palavra e a linguagem de Deus, sem levar em conta o instrumento ou o canal humano do qual Deus se tenha servido para comunicar-se aos homens; o estudo da personalidade do autor humano de um livro sagrado (Isaías, Jeremias, São João. . .) torna-se desnecessário e desprezível, o importante é adaptá-lo com malabarismos mutiladores, achológicos e hermenêuticos à sua causa pessoal.

Apenas uma autoridade é reconhecida na interpretação do texto sagrado: A de seus mestres e gurus. A este os discípulos atribuem um prestígio indiscutível, de modo que as interpretações da Bíblia por ele formuladas têm quase a mesma autoridade que a Palavra de Deus e até mais que o próprio magistério da Igreja, que é sempre considerado retrógrado.

Tal mestre pode ser uma pessoa ou um colegiado de estudiosos (Teólogos e ou anciãos), como ocorre entre as Testemunhas de Jeová , seitas Pentecostais e a Corrente da Teologia da Libertação Católica. Em conseqüência, prevalece entre os fundamentalistas o argumento da autoridade: "A Bíblia diz, ou o teólogo fulano de tal Mestre em bíblia assim interpreta...”portanto, é incontestável.E ai daquele que ousa questionar,ou é rotulado que é Contra Deus, ou é contra os Pobres e um alienado.

É preciso entender que:

A Bíblia tem seus gêneros literários (narrativas históricas, tradições de família, parábolas, alegorias, profecias, partes apocalípticas. . .). Estes constituem sempre um desafio para os estudiosos sérios.

Tomar todo e qualquer texto ao pé da letra implica, não raro, é trair ou reduzir o pensamento do autor sagrado, pois, se este teve em mira uma parábola ou uma alegoria, não deve ser entendido literalmente. Como então interpretar adequadamente as páginas bíblicas, redigidas entre o século XIII a.C. e o século I d. C?

Os grupos fundamentalistas atribuem aos seus Teólogos e  mestres a única autoridade segura para expor o sentido da Bíblia. Muitas vezes, porém, tem-se a impressão de que tal mestre, em vez de deduzir da Bíblia a respectiva mensagem (Exegese), nela introduz o que ele pensa de maneira simplista e arbitrária(Einsegese).

Tenha-se em vista o que ocorre com os relatos da criação em Gn 1-2: os líderes fundamentalistas valem-se destes textos para rejeitar as teses da ciência sobre a origem do mundo e do homem; não levam em conta nem o gênero literário nem a finalidade estritamente religiosa do texto sagrado. Ou utilizar-se dos Profetas e do Livro do Êxodo para injetar a perspectiva libertadora, como se esta fosse a única e absoluta forma de interpretar corretamente as escrituras.

Algo de semelhante se dá com o Apocalipse de São João, tido como repertório de profecias relativas a catástrofes e fim do mundo, por parte de milenaristas, adventistas, testemunhas de Jeová e a grande maioia das Seitas Pentecostais.

O mundo as estruturas e as elites como inimigos:

Alguns  fundamentalistas Protestantes professam geralmente a tese de que o mundo moderno é regido por Satanás, o "Príncipe deste mundo" (cf. Jo 12,31).

Já para os seguidores da TEOLOGIA DA LIBERTAÇÃO CATÓLICA assim assim interpretam a realidade e a práxis Cristã:

O método desta teologia é indutivo: não parte da Revelação e da Tradição eclesial para fazer interpretações teológicas e aplicá-las à realidade, mas partem da interpretação da realidade da pobreza e exclusão e do compromisso com a libertação para fazer a reflexão teológica e convidar à ação transformadora desta mesma realidade.

Ocorre também uma crítica à teologia moderna e sua pretensão de universalidade. Consideram esta teologia eurocêntrica e desconectada da realidade dos países periféricos.

Na Igreja Católica, a Congregação para a Doutrina da Fé publicou dois documentos sobre esta teologia: 


Neles, a Igreja, apesar de defender a importância do seu compromisso radical para com os pobres, considerou-a como heterodoxa.

Isto principalmente porque a Igreja acha que a disposição da teologia da libertação em aceitar postulados do marxismo ou de outras ideologias políticas não era compatível com a doutrina católica, especialmente ao afirmar que "só seria possível alcançar a redenção cristã com um compromisso político".

Nestes documentos, a Igreja salienta muito o risco da instrumentalização política da .

O Cardeal Ratzinger, no retiro espiritual que pregou ao Papa João Paulo II e aos Cardeais em 1986, demonstrou que a Teologia da Libertação repete o desafio do demônio a Cristo na primeira tentação que fez ao Verbo Encarnado, no deserto:

"Se és o Filho de Deus, transforma essas pedras em pães". E Nosso Senhor lhe respondeu que: "Não só de pão vive o homem , mas de toda a palavra que sai da boca de Deus". Isto é, que um homem pode estar passando fome material, e ter vida espiritual perfeita, aderindo à Palavra de Deus, que é um alimento superior. Escreveu o então Cardeal Ratzinger: "Sem resposta para a fome da verdade, sem cura das doenças da alma ferida por causa da mentira ou, numa palavra, sem a verdade e sem Deus, o homem não se pode se salvar. Aqui descobrimos a essência da mentira do demônio. Deus aparece na sua visão do mundo como supérfluo, desnecessário à salvação do homem. Deus é um luxo dos ricos. Segundo ele, a única coisa decisiva é o pão, a matéria. O centro do homem seria o estômago" (Cardeal Joseph Ratzinger, O Caminho Pascal, Curso de Exercícios Espirituais realizado no Vaticano na presença de S.S. João Paulo II, Loyola, São Paulo, 1986, p. 14-15).

E perguntou o Cardeal Ratzinger, falando aos Cardeais:

"Porventura não existe uma tendência, também entre nós, de adiar o anúncio da verdade de Deus, para antes fazer as coisas "mais necessárias"? Vemos, porém, que um desenvolvimento econômico sem desenvolvimento espiritual destrói o homem e o mundo"
(Cardeal Joseph Ratzinger, O Caminho Pascal,-- Curso de Exercícios Espirituais realizado no Vaticano na presença de S.S. João Paulo II, Loyola, São Paulo, 1986, p. 15).

Aos crentes tocaria a tarefa de reconquistar o mundo, arrancando-o das garras de Satanás. Tenha-se em vista o significativo título do livro de Susan Rosa: Keeping them out of the hands of Satan (New York 1988): esta autora aponta, como sinais evidentes do domínio de Satanás no mundo, o materialismo que degrada o homem ao nível dos animais irracionais, o libertinismo sexual, a prática do aborto, da eutanásia, a criminalidade em alta escala.


De modo geral, a cultura moderna é rejeitada pelo Fundamentalismo, que a tem freqüentemente na conta de diabólica.

Dogmatismo ideológico:


O fundamentalista tanto protestante como Católico,dificilmente admite o diálogo religioso ou a análise objetiva de suas idéias com moderados e conservadores,só diáloga com progressistas.

A verdade está com ele, e somente com ele. Interessa-lhe, sim, ganhar adeptos para seu modo de pensar, inspirado pela Bíblia entendida segundo as diretrizes de sua ideologia ou de  sua denominação.

Por conseguinte,no meio Protestante dentro dos quadros do Fundamentalismo há pouco lugar para levantar dúvidas ou questionamentos. Existe, antes, a certeza absoluta e a convicção de que cada adepto do grupo pertence à elite dos verdadeiros intérpretes das escrituras.

Já entre os adeptos da Teologia da Libertação,esta aparente segurança não raro esconde o medo mórbido e justificador de seus pecados e condutas pessoais,que não querem e não aceitam uma verdadeira conversão e mudança de vida, então se justificam com uma práxis meramente social para tranquilizar suas consciências principalmente quando estas  estão a abusar  e justificar a liberdade e o próprio progresso.Medo que produz certo esclerosamento,secularismo e imobilismo diante dos pecados pessoais e a uma letargia e frieza na fé.


Avaliação:

Proporemos alguns pontos relativos ao Fundamentalismo entre cristãos:

1. Fidelidade aos valores da Fé: O Fundamentalismo parte, sem dúvida, de uma premissa muito válida: o Cristianismo implica fidelidade à Palavra de Deus, que pode parecer loucura e escândalo ao homem moderno (cf. 1Cor 1,23). É preciso não ceder à tentação de esvaziar a Palavra de Deus, adaptando-a arbitrariamente às diretrizes do pensamento racionalista,hedonista e ideológico seja ele qualfor. O fiel católico é conservador na medida em que se mantém fiel à Tradição de vinte séculos através da qual recebeu a mensagem do Evangelho; tal fidelidade não vem a ser motivo de vergonha, mas, antes, de louvor e estímulo.A história está ai para mostrar que muitas das tentativas de adaptar o Evangelho ao mundo contemporâneo fracassaram, redundando em erros doutrinários e desvios morais, guerras, revoluções desumanas e ditaduras tanto de direita como de esquerda.

Ora o Cristianismo é, antes do mais, uma mensagem positiva e alvissareira. Professa a verdade do Evangelho e, somente em função da verdade, denuncia o erro. A verdade bem explanada entusiasma e nobilita o homem; ela possui em si mesma uma força defensiva. Para dissipar o erro, muitas vezes basta expor com clareza e firmeza o teor da verdade. — É certo que, em muitos momentos da sua história, o cristão tem que refutar erros doutrinários, cultivando a Apologética da fé; mas a sua missão é, antes do mais, voltada para a verdade de Cristo, e não para os erros dos hereges.O Cristianismo reconhece a existência do pecado no mundo; reconhece também Satanás e sua ação sedutora. Mas não considera o mundo inteiro como presa do demônio. O cristão sabe que Deus amou o mundo a ponto de lhe dar seu Filho único (cf. Jo 3,14s); sabe igualmente que Satanás é um cão acorrentado, que pode latir fortemente, mas só morde a quem se lhe chega perto.

2. Iluministas de Plantão: Em particular, o entendimento da S. Escritura não deve depender de um líder "iluminado" subjetivamente, mas, sim, de pesquisa científica realizada em consonância com a S. Igreja, que berçou a Bíblia e goza de especial assistência do Senhor para a entregar genuinamente aos seus filhos.

O Concílio do Vaticano II enunciou os critérios de interpretação da S. Escritura, que conciliam entre si análise científica e atitude de fé. Ei-los, reproduzidos com palavras da Constituição Dei Verbum (sobre a Palavra de Deus) no 12:

1. Intenção do autor sagrado: "O intérprete da Escritura deve estudar com atenção o que os autores sagrados querem dizer e Deus queria manifestar mediante tais Palavras".
2. Gêneros literários: "Para descobrir a intenção dos autores sagrados, é preciso levar em conta, entre outras coisas, os gêneros literários".
3. A cultura do autor sagrado: "Faz-se mister considerar atentamente os modos de pensar, exprimir-se e narrar que estavam em voga na época do escritor sagrado e também as expressões que então eram mais habituais no colóquio ordinário dos homens".
4. A função do Espírito: "A S. Escritura há de ser lida e interpretada segundo o mesmo Espírito pelo qual foi escrita".
5. Escritura-Tradição-Fé: "Para descobrir o verdadeiro sentido do texto sagrado, é necessário dar muita atenção ao conteúdo e à unidade de toda a Escritura, à Tradição viva da Igreja e à analogia da fé".([5])
Em suma, o Fundamentalismo se apresenta aos fiéis como um alerta contra tentativas de acomodação e concessões ao secularismo ([6]) de nossos dias, mas ressente-se de perspectivas unilaterais e exageradas que disseminam o pânico e certo irracionalismo.

É, sem dúvida, necessário preservar os valores do homo religiosus, sem, porém, esquecer que este também é animal rationale (vivente racional).

O FUNDAMENTALSIMO PROTESTANTE QUE RETIRA TEXTOS DO CONTEXTO:



Na realidade a maioria dos protestantes carrega a bíblia debaixo do braço e nas mãos, mas não leem a bíblia como uma pessoa interessada na verdade.

Eles são instruídos e direcionados pelos doutrinadores das seitas a ignorar versículos e capítulos inteiros. São ensinados a decorar expressões que se transformam em jargões repetidos exaustivamente. Tudo sempre fora de contexto.

Um exemplo disto é da mediação única de Jesus Cristo:

O protestante não lê até o final. A mediação ali descrita refere-se a redenção do gênero humano e não a intercessão para obtenção de favores de DEUS.

Eles são estimulados a leitura da Bíblia para se julgarem mestres e decorarem textos que impressionam os desconhecedores das escrituras Mas na verdade não sabem o que estão lendo.

Pode reparar que Protestante  nunca põe nos filhos nomes como Maria ou Pedro. Reparem que nunca se lê em um culto protestante o texto de Tiago que diz que a fé sem obras é morta.

Nada de gastar com outras coisas fora da sua denominação para que sobre mais recursos para os “desafios” da seita.

Reparem ainda que os protestantes nunca pregam sobre a Bem Aventurança de Maria. Nem explicam porque ela é bem-aventurada.

Percebam que os protestantes repetem e repetem, pregam e pregam muito sobre o velho testamento. Por que ? Para que não fique claro que vivemos debaixo de uma nova aliança que nos remeteria automaticamente ao ligar e desligar de Pedro ou a ordem de Jesus a Pedro sobre apascentar as ovelhas.


Eles ficam muito no velho testamento para justificarem a ausência da Eucaristia, cujo texto claro e cristalino também não é lido em qualquer culto protestante.

A leitura da Bíblia deles não é objetiva, mas sim direcionada com a assistência de técnicas de convencimento. A pregação de um pastor não é  igual em sentido a de outro.

Dedução lógica:“Se dois tem a mesma bíblia e não concordam, é evidente que pelo menos um deles está errado.”

O protestante diz já está salvo e salvação não pode ser perdida, nem mesmo seria necessária a Igreja.E depois se cada crente conta com a assistência do Espírito Santo para “interpretar” a Bíblia, por que preciso de pastor ?


Nenhum deles conseguem explicar o que significa a Igreja ser a Coluna e Sustentáculo da Verdade ( I Tim 3,15).Quando perguntava a algum “mestre” logo desconversavam.

Em resumo, o protestante não lê a Bíblia toda, mas só o que lhe interessa:

Ele é doutrinado e estimulado a se achar um iluminado pelo Próprio Espírito Santo, mesmo com interpretações contraditórias entre eles mesmos.

E quando alguém lê com honestidade, e provavelmente não entende o que lê ? Ora para isto existem os cd´s, livros,dvd´s e palestras de seus pastores de plantão.Estes veículos tratam de dar interpretações distorcidas para tudo aquilo que o crente leu e não entendeu.

Agora porém, graças aos meios de comunicação, é comum vermos acusações e excomunhões mútuas entre pastores televisivos e de maior notoriedade.

Outro exemplo de TEXTO FORA DO CONTEXTO  é o slogam evangélico “aceitar Jesus” é uma afronta as sagradas escrituras.

O refutação a esta heresia é simples: Jesus é quem nos escolhe. Não temos mérito algum, mas ele por amor e misericórdia se inclina até nós, se faz homem, se deixa humilhar e entrega a sua vida pela redenção do gênero humano.

E o protestante acha que fazendo este favor de “aceitar” Jesus já está salvo quando o próprio Jesus deixa claro que haverá um julgamento e que ele é o juíz perfeito e justo e alerta dizendo que naquele dia nem todo aquele que diz Senhor !Senhor, entrará no reino dos Céus.

Nós Católicos seguimos a Bíblia, o magistério da Igreja e a tradição recomendada por São Paulo e que o protestante finge não saber.

São eles que estão obrigados ao “Só a Bíblia” porque copiaram a doutrina de um  homem falho e pecador e sem nenhuma autoridade legítima: Lutero.

A Bíblia não ensina “Só a Bíblia.” Eles é que escolheram seguir a doutrina de Lutero. Justamente o homem que chamou Jesus de adúltero. Eles é que estão obrigados e são exatamente eles que não seguem a Bíblia, mas escolhem os textos que pretendem seguir.

“Texto fora do contexto é pretexto para uma heresia”:

E de fato isso é uma grande verdade. As pessoas decoram uma série de versículos e os verbalizam adequando-os aos seus objetivos pessoais, mas se esquecem que o escritor o registrou em outro contexto.

Vez por outra ouvimos por ai:

“Tudo posso naquele que me fortalece”. Este versículo fora do contexto é uma frase triunfalista, de alguém que pode conquistar seus alvos, que pode obter todas as coisas. Por esta razão, este versículo é o mais repetido pelos pregadores da teologia da prosperidade, que apregoam a idéia do super Cristão “Você pode ter saúde, você pode ter dinheiro, você pode ter sucesso, pois está escrito: “tudo posso naquele que me fortalece!”

Mas será que era essa a intenção de Paulo quando registrou tais palavras?

Vejamos o contexto:

“Digo isto, não por causa da pobreza, porque aprendi a viver contente em toda e qualquer situação. Tanto sei estar humilhado como também ser honrado; de tudo e em todas as circunstâncias, já tenho experiência, tanto de fartura como de fome; assim de abundância como de escassez; tudo posso naquele que me fortalece. Todavia, fizestes bem, associando-vos na minha tribulação.” (Flp 4,11-14)


Paulo estava dizendo que: Quer eu seja humilhado, quer eu seja honrado, quer eu esteja na fartura, quer eu esteja na fome, quer eu esteja na abundância, quer eu esteja na escassez, “tudo posso naquele que me fortalece”. Em outras palavras ele estava dizendo “tudo posso suportar”.

Outro bastante usado é:

“Somos mais do que vencedores”.

Usado fora de seu contexto, esta frase transmite a falsa idéia de que a vida do crente “é só vitória”, como costumam dizer alguns. Mas o apóstolo Paulo especificou em quais situações é que somos mais do que vencedores.

O versículo completo diz o seguinte:

“Mas em todas estas coisas somos mais do que vencedores, por aquele que nos amou.” (Rm 8.37).

“Em todas estas coisas...” Quais coisas?

A resposta, bem como o entendimento para este versículo, está em seu contexto:

“Quem nos separará do amor de Cristo? A tribulação, ou a angústia, ou a perseguição, ou a fome, ou a nudez, ou o perigo, ou a espada? Como está escrito: Por amor de ti somos entregues à morte todo o dia: fomos reputados como ovelhas para o matadouro. Mas em todas estas coisas somos mais do que vencedores, por aquele que nos amou.” (Rm 8.35-37)


Ao contrário de uma vida isenta de lutas e sofrimento, o apóstolo Paulo declara que somos mais do que vencedores nas seguintes circunstâncias: Tribulação, angústia, perseguição, fome, nudez, perigo, ou espada.

Vencedores em que ? Novamente, o contexto nos responderá:

“Mas em todas estas coisas somos mais do que vencedores, por aquele que nos amou. Porque estou certo de que nem a morte, nem a vida, nem os anjos, nem os principados, nem as potestades, nem o presente, nem o porvir, nem a altura, nem a profundidade, nem alguma outra criatura nos poderá separar do amor de Deus, que está em Cristo Jesus, nosso Senhor!” (Rm 8.37-39)

Somos mais que vencedores em não duvidar deste amor que Deus tem por nós, provado em nosso Senhor Jesus Cristo. Ainda que venha tribulação, quedas, angústia, perseguição, fome, nudez, perigo, ou mesmo a morte, nada poderá nos poderá separar do amor de Deus, que está em Cristo Jesus, nosso Senhor!

Abram os olhos Cristãos !!! E Apartai-vos dos falsos profetas  e falsos intérpretes das escrituras que a deturpam para a própria perdição, pois foi em virtude de grupos como este que São Pedro escreveu: 

"Nelas [as epístolas de São Paulo] há pontos de difícil compreensão que homens ignorantes e sem firmeza deturpam, assim como fazem com outras Escrituras, para sua própria perdição" (2Pd 3,16).

Vemos, aqui, que a própria Bíblia dá a resposta sobre o destino dos deturpadores da Palavra de Deus.

“LOUVADO SEJA NOSSO SENHOR JESUS CRISTO”
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Renan
1 de março de 2013 17:01

A HISTORIA DA IGREJA SE PROCESSA SÉCULOS AFORA COMO SUA SANTIDADE BENTO XVI: O GRANDE DESMISTIFICADOR DE FARSAS!
A 05/12/09 um grupo de bispos do Sul do Brasil, à época em visita "ad limina" ao S Padre Bento XVI, em sua exortação pastoral a eles citou quanto à periculosidade da Teologia da Libertação-TL infestando dioceses no Brasil, ainda em plena vigencia, usando de termos nada diplomáticos, fugindo aos termos usuais, classificando-a de "rebelião, divisão, dissensão, ofensa, anarquia", e que de igual forma redundava em "grande sofrimento e grave perda de forças vivas".
E ainda: "É verdade que desde as origens, mais acentuadamente, porém, nestes últimos anos, o pensamento marxista se diversificou, dando origem a diversas correntes que divergem consideravelmente entre si. Na medida, porém, em que se mantêm verdadeiramente marxistas, estas correntes continuam a estar vinculadas a certo número de teses fundamentais que não são compatíveis com a concepção cristã do homem e da sociedade". (Libertatis Nuntius), daí derrubando as falsas teorias comunistas de igualitarismo e fraternidade entre pessoas e povos.
Sabemos que a Teologia da Libertação é disseminadora do MARXISMO CULTURAL, a doutrina da Igreja socializada, subvertida em ideologia marxista nos laboratorios de engenharia social, sendo intimamente vinculada ao PT como parceira em doutrinamentos, apoios e ações, como no recente congresso na UNISINOS-RS, sendo a TL apenas sob aparencias de sacerdotes católicos, mas de fato agentes comunistas materialistas e ateus a serviço do PT, atuando em muitas paroquias, CEBs, CIMIs, CPTs, em acampamentos do MST...
Também, em sua ida a Erfurt, antiga Alemanha Oriental comunista, o S Padre Bento XVI classificou o nazismo, fascismo e comunismo de "chuvas ácidas"; ao nazismo e fascismo chamou-os de "peste negra" e ao comunismo de "peste vermelha".
Aplicam-se as classificações de igual forma aos apoiadores do marxismo, como eleitores, membros e militantes, sendo o acima apenas algumas de suas ações.
Doutro modo, incluem-se os grupos RCCs "auês", dissensos às normas da Igreja, praticantes do pentecostalismo protestante.

Anônimo
3 de março de 2013 09:41

Prezado Renan.

Concordo apenas em parte com sua missiva, seguem alguns esclarecimentos discordantes:

Sou adepto do Verdadeiro Conservadorismo, este conjunto de bons valores e sentimentos herdados, esta maneira de ver o mundo e compreender a ordem social segundo uma tradição constante e correta de interpretar os acontecimentos à luz da Palavra de Deus e da Sagrada tradição sob o magistério da Igreja.


Ora, segundo o grande teórico do Conservadorismo Russell Kirk, no seu Dez Princípios Conservadores, o conservador acredita na natureza humana, em princípios morais sólidos, fundamentados na tradição de nossa civilização, uma ordem moral que herdamos de nossos antepassados e sobre a qual construímos o nosso presente, tendo em vista o futuro, o conservador crê no valor da tradição, dos costumes, e sobre este alicerce firme assenta sua opinião política, desejosa sempre da ordem social e do bem comum.


O segundo motivo é que sou católico. E como católico, sou adepto e defensor dos princípios morais fundamentais da minha religião. Creio que a Moral Católica é o melhor que há para o desenvolvimento das virtudes, para uma vida digna e para a constituição de uma ordem moral e social justa e certa. Creio piamente nos preceitos morais da Santa Madre Igreja.

Alguns Conservadores fanáticos e de pensamento engessado caem em um erro parecido com o dos protestantes:


Os protestantes falavam da “sola Scriptura” como norma remota da Revelação e do “livre exame” como norma próxima, destruindo a Tradição e o Magistério sob o mesmo princípio.



Alguns atuais Conservadores parecem que têm como norma a “sola Traditio” e, como norma próxima, o livre exame, isto é, o que eles mesmos dizem ao selecionarem as partes do magistério mais cômodas e que justifiquem sua conduta, que pertence ou não à Tradição, aplicando o mesmo princípio protestante do “livre exame” à Bíblia e ao Magistério.

Continua caro Renan...

Anônimo
3 de março de 2013 09:43

Por isso, estão em conflito com o que desde sempre foi o próprio coração da Tradição, que é o Primado INTEGRAL dos Papas(Do passado e do presente), desde o “Tu és Pedro e sobre esta pedra edificarei a minha Igreja” (Mt 16,18), passando por Santo Inácio de Antioquia aos cristãos de Roma: “ estejam purificados de todo matiz estranho...e preside na caridade”, até o nosso atual papa a sucessão e tradição é legítima.

E assim como, paradoxalmente, os protestantes com a “sola Scriptura” ficaram sem a Escritura integral os conservadores fanáticos , analogamente, com a “sola Traditio” ficaram sem a Tradição integral e verdadeira, mas apenas com partes dela.

Ora, quem tem autoridade, dada por Cristo, para dizer que algo é ou não é de fé? Os atuais Conservadores que se arrogam tal direito ou os sucessores de Pedro?

Os que estudaram este tema (Cf. F. Marín Solá. O.P., Evolución homogénea del dogma católico, Ed. BAC, Madrid),provam que é o Magistério da Igreja o que torna explícito o que estava implícito.

Além disso, deve-se dizer que esta evolução acidental não pode ser parada, já que é obra do Espírito Santo. Parece-nos que não é nenhuma proposta sábia considerar que tudo se arrumaria voltando o rito codificado por São Pio V, que a Bíblia só fosse lida em latim, que o último catecismo católico fosse o “Catecismo Romano”.

Continua...

Anônimo
3 de março de 2013 09:44

Concluindo caro Renan,

Até um certo ponto acho positivo o VERDADEIRO E INTEGRAL CONSERVADORISMO,mas a partido do momento em que vira puritanismo Cego e descamba para o extremismo excludente ,intransigência,ruptura e descontinuidade com criticas e visões parciais da realidade e da modernidade, fica completamente negativo e mutilado este mesmo conservadorismo manco.

Ser conservador é estar vigilante com relação à manutenção dos bons princípios, da ética e da moral social fundamentada nos valores Cristãos.


Mas ser extremista e Conservador fanático ao meu ver significa não respeitar o livre arbítrio e as liberdades individuais. Ser conservador ao extremista é não respeitar as diferenças é ser preconceituoso com aqueles que pensam diferente, é ser ditador, é querer impor suas ideias e não a Tradição Integral da Igreja a força.

Não é mal ser um bom Conservador,ao contrário, é bom resgatar valores que se perderão ao longo do tempo, mas veja bem “VALORES”. Digo isso, pois junto com esses valores vem muito preconceito, preconceito esse que devemos deixar no passado, junto com tudo de ruim (e sem anacronismos)que alguns de nossos líderes como filhos de seus tempos o fizeram.

O problema do conservadorismo radical é que este trava a igreja em normas e pensamentos que não condizem mais com a nossa realidade. E se seguimos uma única igreja, não podemos ter dois discursos. O que acontece atualmente é que alguns Conservadores radicais falam uma língua e a nossa igreja outra.

E entre esses dois discursos, é mais prudente ficar com o discurso “oficial”da Igreja em seu santo e sagrado magistério de sempre, aliado a tradição e a palavra, do que com discursos isolados, mancos e parciais destes pseudos guardiões da sua própria Tradição.


Apostolado O BERAKASH

30 de janeiro de 2017 22:22

Poderia esclarecer melhor o alcance dessa afirmação? Outro exemplo de TEXTO FORA DO CONTEXTO é o slogam evangélico “aceitar Jesus” é uma afronta as sagradas escrituras.
O refutação a esta heresia é simples: Jesus é quem nos escolhe. Não temos mérito algum, mas ele por amor e misericórdia se inclina até nós, se faz homem, se deixa humilhar e entrega a sua vida pela redenção do gênero humano.
Todo gênero humano é salvo, já que Jesus se entrega pela redenção do gênero humano?

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