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EUGENIA DA POBREZA - SOLUÇÃO FÁCIL PARA PROBLEMA DIFÍCIL ?

Written By Beraká - o blog da família on quarta-feira, 21 de março de 2012 | 15:18



FEMINISTA:  Margaret Sanger - A EUGENIA DA POBREZA : A IDEOLOGIA DA CULTURA DA MORTE contra os pobres e seu direito de procriar

"Aplicar(o governo) uma política firme e séria de esterilização e de segregação àquele segmento da sociedade,cuja herança é suscetível de transmitir traços controvertidos à sua descendência.”

Solução fácil para problema difícil ?

O que é eugenia?

Quadro "Redenção de Cam" de Modesto Brocos y Gomes - (1895, avó negra, filha mulata, genro e neto brancos).

Para o governo da época, a cada geração o brasileiro ficaria mais branco.



Eugenia é um termo cunhado em 1883 por Francis Galton (1822-1911), significando "bem nascido". Galton definiu eugenia como o estudo dos agentes sob o controle social que podem melhorar ou empobrecer as qualidades raciais das futuras gerações seja física ou mentalmente. Em outras palavras, melhoramento genético.


O tema é bastante controverso, particularmente após o surgimento da eugenia nazista, que veio a ser parte fundamental da ideologia de pureza racial, a qual culminou no Holocausto. Mesmo com a cada vez maior utilização de técnicas de melhoramento genético usadas atualmente em plantas e animais, ainda existem questionamentos éticos quanto a seu uso com seres humanos, chegando até o ponto de alguns cientistas declararem que é de fato impossível mudar a natureza humana.


Desde seu surgimento até os dias atuais, diversos filósofos e sociólogos declaram que existem diversos problemas éticos sérios na eugenia, como a discriminação de pessoas por categorias, pois ela acaba por rotular as pessoas como aptas ou não-aptas para a reprodução...


História

Sir Francis Galton iniciou o desenvolvimento de idéias sobre eugenia a partir de estatísticas sociais.Já na Grécia antiga, Platão descrevia, em República, a sociedade humana se aperfeiçoando por processos seletivos (sem falar que em Esparta já se praticava a eugenia frente aos recém-nascidos, já que não existiam pré-natais, abortivos eficientes, eutanásia e afins), já conhecidos na época. Modernamente, uma das primeiras descrições sobre a eugenia foram feitas pelo cientista inglês Francis Galton.


Galton foi influenciado pela obra de seu primo Charles Darwin, A Origem das Espécies, onde aparece o conceito deseleção natural. Baseado nele Galton propôs a seleção artificial para o aprimoramento da população humana segundo os critérios considerados melhores à época.


Foi também Galton quem lançou as bases da genética humana e cunhou o termo eugenia, para designar a melhoria de uma determinada espécie através da seleção artificial, em sua obra Inquiries into Human Faculty and Its Development(Pesquisas sobre as Faculdades Humanas e seu Desenvolvimento), de 1883. Esta obra foi largamente elogiada em matéria da revista americana "Nature", em 1870.


Ao escrever seu livro Hereditary Genius (O gênio herdado) em 1869, Galton observou, compilou dados e sistematizou ainteligência em vários membros de várias famílias inglesas durante sucessivas gerações. Sua conclusão foi de que a inteligência acima da média nos indivíduos de uma determinada família se transmite hereditariamente.


Bulmer argumenta que Galton estava tão tendencioso a explicação pela hereditariedade que nem sequer tomou o cuidado de analisar os meios neuro-sociais de forma imparcial, isenta e proporcional. Por acreditar que a condição inata, e não o ambiente, determinava a inteligência, Galton propôs uma eugenia positiva através de casamentos seletivos.


Na época, a população inglesa crescia nas classes pobres e diminuía nas classes mais ricas e cultas, e se temia umadegeneração biológica. Portanto, a eugenia logo se transformou num movimento que angariou inúmeros adeptos entre a esmagadora maioria dos cientistas e principalmente entre a população em geral na sua época áurea (1870-1933). Trouxe, porém, em função do simplismo e arcaísmo de análise, o seu próprio declínio. No entanto, suas idéias sobrevivem, pois seus métodos estatísticos foram incorporados na teoria Darwiniana nos anos30 e sintetizados com a genética Mendeliana.


Contrariamente a uma crença popular, a eugenia é inglesa (não alemã) em invenção e estadunidense (não alemã), em pioneirismo legislativo. Outra crença é que a eugenia fosse uma doutrina aplicada ou propagada pela direita política.


Alemanha nazista


As idéias alemãs sobre eugenia vieram do Ensaio sobre as desigualdades das raças humanas, do Conde de Gobineau, publicado em 1854. Em 1935 as Leis de Nuremberg proibiram o casamento ou contato sexual de alemães com judeus, pessoas com problemas mentais, doenças contagiosas ou hereditárias, mas em 1933 já era lei a esterilização de pessoas com problemas hereditários e a castração de delinqüentes sexuais, ou de pessoas que a cultura nazista assim classificasse, como era o caso dos homossexuais.


Segundo alguns historiadores a Alemanha Nazista levou as políticas eugênicas ao extremo, porém, segundo outras fontes, acredita-se que o que ocorreu com osjudeus durante o Terceiro Reich foi genocídio, e não foi a aplicação de idéias eugênicas que causou o holocausto e sim o ódio racial entre dois grupos étnicos distintos.


O único consenso é que a eugenia foi praticada com alemães que possuiam deficiências físicas ou mentais, através do extermínio, e da esterilização.

Entretanto, existem distinções entre as formas de eugenia, como a eugenia positiva (que incentiva pessoas saudáveis a terem mais filhos) e a eugenia negativa (que impede que pessoas com certas limitações se reproduzam), sendo a positiva praticada também no Terceiro Reich, com a criação de centros de reprodução humana.


Estados Unidos

Nos EUA surgiu a eugenia negativa - aliança entre as teorias eugênicas européias e o racismo já existente naquele país -, que consiste na eliminação das futuras gerações de incapazes (doentes, de raças indesejadas e empobrecidos) através da proibição de casamento, esterilização coercitiva e eutanásia. Como teoria, vicejou no final do século XIX, quando os imigrantes não-germânicos eram mal vistos pelos descendentes dos primeiros colonizadores.


O patrocínio privado à eugenia começou nos EUA, nos anos iniciais do século XX. Financiadores tanto do racismo nos EUA, como da Revolução Russa eram os milionários americanos John D. Rockefeller, Harriman, Carnegie e tantos outros. Ao capital uniram-se cientistas de Harvard, Yale, Princeton e Stanford. De uma forma rapida e eficaz podemos dizer que Eugenia é a Ciência que se ocupa com o estudo e cultivo de condições que tendem a melhorar as qualidades físicas e morais de gerações futuras.


Charles Davenport dirigia o laboratório de biologia do Brooklin Institute of Arts and Science, em Cold Spring Harbor, em 1903, e lá ao Instituto Carnegie instalou uma estação experimental de eugenia. Apoiado por criadores de animais e especialistas em sementes que participavam do movimento eugenista, criou em 1909 o Eugenics Record Office, registro de antecedentes genéticos de americanos com que pretendia pressionar o governo a criar leis propícias à prevenção do nascimento de indesejáveis. O estado de Indiana foi o primeiro a legalizar a esterilização coercitiva, seguido por outros 27 estados. Foram esterilizadas por determinação legal, nos EUA, cerca de 60 000 pessoas, metade delas na Califórnia.



O escritório de imigração de Nova York era mantido por doações da companhia Harriman de trens, e submetia imigrantes judeus, italianos e outros à deportação, confinamento ou esterilização.

Em 1912 foi criado o Comitê Internacional de Eugenia, dominado pelos EUA, e o centro em Cold Spring Harbor era base de treinamento de eugenistas do mundo todo.


Século XXI


Começando na década de 1980, a história e conceito de eugenismo foram amplamente discutidos como avançados conhecimentos sobre genética. Empreendimentos, como o Projeto Genoma Humano, fez com que a alteração efetiva da espécie humana parecesse possível novamente (como ocorreu com teoria da evolução de Darwin em 1860, juntamente com a redescoberta de leis de Mendel no início do século XX). A diferença no início do século XXI foi a atitude cautelosa da sociedade em relação ao eugenismo, que tinha se tornado um lema a ser temido e não apoiado, principalmente depois do fim da Segunda Guerra Mundial.


Companhias de seguro, planos de saúde e centros de imigração estão usando descobertas científicas para detectar características genéticas. Diagnóstico pré-natal de possíveis defeitos permite a opção pelo aborto. Estima-se que entre 91% e 93% das crianças diagnosticadas com Síndrome de Down sejam abortadas. Estes temas, bem como a AIDS, têm sido discutidos com base em pressupostos eugênicos, sem que se explicite essa referência.


O filme estadunidense "Gattaca", de 1997, descreve um futuro onde a maioria das crianças são selecionadas a partir de embriões fertilizados in vitro, e só os perfeitos são implantados no útero. As pessoas que não são geneticamente planejadas ("in-válidas") são discriminadas pela sociedade.


Idéias e sugestões


Pesquisadores científicos, como os psicólogos Richard Lynn e Raymond Cattell e o cientista Gregory Stock apoiam abertamente políticas eugênicas utilizando a tecnologia moderna, mas eles representam uma opinião minoritária nos atuais círculos científicos e culturais. Uma tentativa implementação de uma forma de eugenismo era um "banco de esperma de gênios" (1980–99) criado por Robert Klark Graham, partir do qual quase 230 crianças foram concebidas (os doadores conhecidos eram ganhadores do Prêmio Nobel como William Shockley e J.D. Watson). Nos Estados Unidos e Europa, no entanto, estas tentativas frequentemente têm sido criticadas como formas racistas de eugenismo, como as que ocorriam na década de 1930. Devido à sua associação com esterilização obrigatória e os ideais raciais do partido nazista, a palavra "eugenismo" é raramente usada pelos defensores desses programas.


Eugenicistas argumentam que a imigração proveniente de países com baixo Quociente de inteligência (QI) é indesejável. De acordo com Raymond Cattell "quando um país abre suas portas à imigração de diversos países, é como um agricultor que adquire suas sementes de diferentes fontes, com sacos com conteúdos de diferentes qualidades."


A CONEXÃO EUGENISTA

O enfoque de Thierry Lefèvre está baseado na metodologia científica que ele põe em prática na sua atividade como engenheiro: buscar vínculos, estabelecer conexões, descobrir as redes de funcionamento. Nos textos dos atores da política eugenista do Século XX, encontrou os fundamentos da sua busca: criar um mundo novo onde os homens que nascem com igualdade de direitos não nasçam e sobrevivam somente conforme os critérios de direito e dignidade que a sociedade lhes reconhece. Aqueles que não passam o exame ou cujo grupo não é reconhecido na sua total humanidade, já não têm direito de nascer ou.


Dali surge o temor de Axel Kahn, genetista, membro do Comitê nacional consultivo de Ética, "O que diferencia os homens, sua diversidade genética, poderia ser mais importante que aquilo que os une, sua humanidade".



A eugenia é a ideologia da cultura da morte, cujas conseqüências mais assassinas são hoje o aborto e a eutanásia. É obra de homens e mulheres que odeiam o Criador e portanto amam a morte (Pv. 8:36). É preciso desmascará-la, especialmente nas organizações que inspira, como o Movimento Francês de

Planejamento Familiar.


A eugenia é a filha dileta de Darwin: se as espécies se transformam por "seleção natural", há raças inferiores e raças superiores. Darwin declarava: "Entre os selvagens, os corpos ou as mentes doentes são rapidamente eliminados, os homens civilizados, entretanto, constroem asilos para os imbecis, os incapacitados e os doentes e nossos médicos põem o melhor de seu talento em conservar a vida de todos e cada um até o último momento, permitindo assim que se propaguem os membros fracos das nossas sociedades civilizadas. Ninguém que tenha trabalhado na reprodução de animais domésticos, terá dúvidas de que isto é extremamente prejudicial para a raça humana".



Galton, primo de Darwin, inventou a teoria eugenista aplicada aos seres humanos:

A substituição da seleção "natural" por uma seleção mais voluntarista. Com efeito, as organizações caritativas, ao assumir o cuidado dos pobres e dos doentes (qualificados como tarados, incapazes e inferiores), impedem o funcionamento da "seleção natural".


Exagerou-se enormemente, portanto, o impacto da transmissão das "taras", o "atavismo", para justificar dois objetivos complementares:

    * favorecer as raças chamadas superiores, eugenia positiva;
    * fazer desaparecer as raças chamadas inferiores, eugenia negativa.


Esta visão cientificista, exclusivamente materialista, onde o homem é apenas uma engrenagem de um mecanismo maior: a sociedade ou o Estado pretendem "melhorar" a raça humana até gerar o "super-homem". A eugenia nasceu na época em que a ciência triunfante revolucionava o mundo da técnica.


No materialismo existia uma grande tentação de utilizar o homem como um material ou animal, que pode ser melhorado por meio de cruzamentos e uma seleção "científica". A sociedade deve tratar àqueles que considere vítimas de taras, "disgênicos", inferiores, inadaptados, mal desenvolvidos, como membros gangrenados e amputá-los por razões de higiene social, sem levar em conta as proibições de uma moral "burguesa" derivada da superstição "judeu-cristã". A relação com o médico ou o biólogo se transforma, então, numa relação que envolve três partes: o Estado, o médico e o doente.



As aplicações atuais da eugenia

* O denominado aborto "terapêutico": não tem nada de terapêutico porque não cura ninguém e porque os progressos da obstetrícia fazem com que já não seja absolutamente necessário para "salvar a mãe". Os médicos, porém, exercem pressão psicológica nas mulheres grávidas, especialmente nas maiores de 35 anos. O diagnóstico pré-natal (que, aliás, pode prejudicar o bebê) tem a finalidade quase exclusiva de propor o aborto se o bebê tiver alguma probabilidade de malformação. Em forma hipócrita, preferiram chamá-lo de aborto "terapêutico" em lugar de aborto "eugenésico".


* O aborto legalizado sob a denominação de "Interrupção voluntária da gravidez": veremos numa segunda parte como a interrupção voluntária da gravidez provém de uma manipulação das mentes, normalmente acompanhada de pressões econômicas e psicológicas, cuja finalidade é impedir que os pobres tenham filhos.


Para a imposição deste tipo de aborto, foram utilizados diversos mitos. O principal é do filho "desejado" (ver o anexo "Filho desejado e eugenia").O aborto provocado involuntário: em geral é praticado nos países ocidentais com o nome de "contracepção", mas mediante procedimentos que na verdade são abortivos, (mecânicos ou químicos), já que intervêm depois da concepção. Entre estes, destaca-se o D.I.U., dispositivo abortivo intra-uterino, que começou a ter difusão durante a primeira metade do século. Sua criação foi financiada pelos movimentos para o Controle da Natalidade (especialmente por Margaret Sanger). Na França, o D.I.U. foi erroneamente classificado, como um contraceptivo.


Supõe-se que as pílulas "anticoncepcionais" de mini ou microdose, por sua escassa dosagem hormonal, têm um efeito "preventivo" impedindo a concepção e eventualmente "curativo" destruindo o fruto; ou seja, um efeito 'abortivo', que os fabricantes e os publicitários se cuidam muito bem de explicar a seus clientes. A pílula abortiva, RU 486 e outras drogas abortivas, como NORPLANT, estão destinadas a ser difundidas como anticoncepcionais na parte pobre do hemisfério, no Sul.


Têm a vantagem de ser mais baratas e fáceis de administrar, e, portanto, mais acessíveis para a população que as pílulas diárias. O pretexto invocado é o risco que correm as mulheres, devido aos abortos ilegais, supõe-se que numerosos. (Para a OMS 200.000 mulheres morrem anualmente no mundo devido a abortos ilegais). Estas mentiras já foram utilizadas para obter a legalização do aborto.



* A fecundação in vitro com transferência de embriões: Realiza-se assim o sonho dos eugenistas: separar totalmente a procriação da sexualidade. Se o pai receptor é estéril, seleciona um doador de "qualidade" e depois entre os embriões, é escolhido aquele que será implantado em função de critérios de "qualidade". Testard denunciou esta "eugenia democrática". A Fecundação in vitro com transferência de embriões, mesmo não havendo seleção, é muito mortífera: são fecundados uma quantidade de óvulos, procriando assim uma quantidade de seres humanos embrionários. Deles apenas uma minoria tem alguma probabilidade de chegar a termo.




* A esterilização involuntária ou forçada: surgiu nos Estados Unidos, na Grã Bretanha e na Suécia, países onde houve uma eclosão da eugenia. Também foi praticada na Alemanha sob o Terceiro Reich, período em que foram realizadas muitas pesquisas sobre meios de esterilização de massa, que foram continuadas depois da guerra pelos movimentos eugenistas nos países anglo-saxões. A esterilização forçada é aplicada hoje na China pelo governo comunista, no contexto de uma política abertamente eugenista. A esterilização involuntária é praticada em muitos países do Sul: quer seja esterilizando as mulheres sem elas saberem, por ocasião de outras operações, quer seja submetendo-as a campanhas de "vacinação" que incluem um esterilizador na vacina.




* A eutanásia: (ver "Eutanásia e eugenia"). Atualmente é praticada em grande escala na França e em todos os países ocidentais, legal e ilegalmente. Sua finalidade é reduzir o custo de manutenção das pessoas de idade avançada e de aquelas que se tornaram socialmente "inúteis" e por não alcançar certas normas de "qualidade de vida", são consideradas "indignas de viver". O sistema permite perpetuar os sistemas de aposentadoria para as pessoas ativas com boa saúde. Aqui também há uma grande hipocrisia: fala-se em redução do sofrimento dos doentes, de qualidade de vida, de morte digna.




* O projeto do genoma humano: é um velho projeto dos eugenistas. Foi lançado pela Sociedade Americana de Genética Humana (ASHG), fundada pelo Dr. Franz J. Kallmann (membro da Sociedade de Eugenia Americana) que trabalhou com os nazistas. O conhecimento do mapa do genoma humano permitirá afinar a seleção dos filhos antes do nascimento, e inclusive sua produção industrial, dentro da visão de Francis H. Crick (prêmio Nobel em 1962 junto com James D. Watson pela descoberta do DNA): "Nenhum recém-nascido deveria ser declarado humano enquanto não houver passado com êxito certos testes relativos a seu patrimônio genético, e em caso de fracasso frente a tais controles, deveria ser privado do direito de viver." (Pacific News Service, 01/1978). Estas pesquisas são apresentadas como animadas pela finalidade da "terapia genética"; mas na verdade a "terapia genética" é a morte do doente; neste caso, a de seres humanos embrionários.




* A ingerência do estado na família: é exercida de várias maneiras. Na China, o Estado, com ajuda da I.P.P.F., obriga as famílias a terem um único filho, às vezes dois, por meios coercitivos (abortos ou esterilização forçados) e de propaganda (forte repressão dos rebeldes). Outras nações implementam políticas que prejudicam as famílias numerosas ou as estimulam à esterilização.


Na mesma ordem de idéias, costuma acontecer que o Estado pretenda se intrometer na educação dos filhos, sendo que este âmbito pertence aos pais e eles somente delegam sua autoridade.



"A ameaça dos homens inferiores. Os delinqüentes masculinos têm uma média de 4,9 filhos, um casal de delinqüentes: 4,4 filhos ; pais de filhos fracos na escola (3,5) ; a família alemã: 2,2 filhos; um casal de boa extração, 1,9 filhos" de Otto Helmut, em Volk in Gefahr (Povo em perigo), Munique, 1937.




Esta imagem mostra bem as raízes da eugenia e as origens do preconceito contemporâneo contra as famílias numerosas. Os nazistas aplicaram métodos brutais. Os cripto-eugenistas de hoje têm a mesma mentalidade que os nazistas, mas preferem manipular suas vítimas para que elas acreditem que o aborto e a contracepção constituem o exercício da liberdade de escolha para atingir o bem-estar.



Quem são os eugenistas?




Entre os eugenistas encontramos duas grandes famílias (ver o anexo "Alguns eugenistas famosos"):

    * capitalistas oportunistas ou livre-pensadores (Rockefeller, Kellog, Mellon, Ford, Carnegie, Agnelli, Mac Cormick, etc.), que encontram na eugenia uma justificativa a seu egoísmo e um pretexto para destruir povos que são competidores potenciais (com o pretexto de seu progresso e felicidade);



    * os socialistas materialistas, internacionalistas ou nacionalistas (mais tarde denominados nacional-socialistas, nazistas), que se tratavam nos ambientes intelectuais das grandes cidades.


Logo depois os primeiros financiaram os segundos.Teria sido possível pensar que a revelação das atrocidades nazistas teria criminalizado definitivamente a eugenia. No entanto, "os anos posteriores à guerra não foram de uma condena horrorizada e enérgica à eugenia. O discurso eugenista é mais infreqüente, porém, não desapareceu e quando se expressa, ele o faz sem grandes dificuldades" (1).



O ativismo eugenista na França é praticado mais por extremistas neomalthusianos (libertários e socialistas) que por médicos. Estas minorias garantiram e garantem a propaganda e o apoio da eugenia anglo-saxã, que produz uma associação muito mais fácil entre dinheiro, médicos e ativistas. Isso não significa que os médicos franceses não sejam eugenistas. Não o são abertamente, mas muitos adquiriram os reflexos eugenistas através da sua formação, como conseqüência das ações que realizou o lobby pró-aborto a partir dos anos 50.



Na França, a propaganda dos eugenistas, que se confundem com os neo-malthusianos, foi reprimida a partir de 1920, devido à preocupação do Estado pela população. Recomeçou nos anos 50, principalmente por iniciativa da franco-maçonaria. Os militantes do "Controle da Natalidade", com efeito, encontraram há muito tempo importantes apoios e um terreno favorável entre as correntes que o M.F.P.F. qualifica como "racionalistas": a Franco-maçonaria, a Liga dos Direitos do Homem, os Livres-pensadores, e a União Racionalista. O conjunto destas correntes é na verdade uma aliança de seitas esotéricas e anticlericais violentas, que compartilham o ódio pelo cristianismo.




A Grã Bretanha, por sua parte, oficializou desde os anos 20 as práticas neomalthusianas. A Suécia também. Os Estados Unidos e o Japão também não conheceram uma verdadeira repressão da eugenia. Isso talvez explique por que estes países são os principais promotores da eugenia no mundo.



A Sociedade Eugenista inglesa fundou, com a colaboração de eugenistas notáveis (entre os que se encontram Margaret Sanger e C.P. Blacker), a Federação Internacional de Planejamento Familiar (I.P.P.F.), com sede nos mesmos escritórios da Eugenics Society em Londres. De 1969 a 1975, o presidente do comitê de diretoria da I.P.P.F. foi George Cadbury, membro da Sociedade Eugenista inglesa.



A I.P.P.F. continua sendo membro da Eugenics Society inglesa em 1977. A I.P.P.F. é uma federação internacional de todos os movimentos de Planejamento Familiar, em especial o Movimento Francês para o Planejamento Familiar.



A I.P.P.F. e seus satélites nos diferentes países, obtiveram:

    * a legalização da contracepção artificial e mais tarde do aborto, nos países ocidentais, como ferramentas de "liberdade de escolha" na revolução sexual (o termo "escolha" é sinônimo de "seleção"...);


    * a esterilização involuntária e a disseminação de abortivos sob a aparência de serviços de saúde no Sul;



    * a esterilização e o aborto obrigatórios na China comunista.

Pode-se resumir em alguns pontos a política geral da I.P.P.F.:

    * Violação e exploração da lei: "As associações de Planejamento Familiar e as outras O.N.G. não devem utilizar a falta de leis ou a existência de uma lei desfavorável como desculpa para sua inação; a ação fora da lei, e inclusive em violação da lei, faz parte do processo que estimula a mudança." (2).



    * A coerção: a I.P.P.F. apóia a política de abortos forçados na China, "a mais notável de todas as políticas de planejamento familiar " (3).



    * O apoio governamental: A I.P.P.F. sustenta-se com o dinheiro dos contribuintes britânicos desde 1967, ano de introdução do aborto na Inglaterra. Em 1980 o governo britânico doou à I.P.P.F. 22 milhões de francos; em 1987, 66 milhões de francos.



    * Os ataques a outras culturas nacionais: "Especial prioridade foi dada, dentro da região européia, à ajuda da I.P.P.F. a países que têm barreiras culturais ou religiosas contra o planejamento familiar, a países com políticas favoráveis ao nascimento..." (4).



* O estímulo à promiscuidade sexual: mediante a literatura e a distribuição sem controle de meios chamados "contraceptivos". A homossexualidade e a pedofilia são comportamentos sexuais também fomentados, por serem estéreis. A I.P.P.F. e suas filiais pretendem lutar contra a AIDS, reduzir a gravidez na adolescência, melhorar as condições de vida das mulheres. Mas os resultados que se observam são exatamente os opostos, com efeitos não difundidos que concordam com os objetivos eugenistas: por exemplo, o aumento da taxa de abortos na população negra dos EUA. (5).




* Os lobbies no plano internacional: a I.P.P.F. tem grande influência na ONU e nas suas agências, como por exemplo a UNICEF (a UNICEF subsidia as atividades de planejamento familiar), a OMS e a UNESCO (o primeiro secretário geral da UNESCO, Sir Julian Huxley, era presidente da Sociedade Eugenista inglesa). As conferências internacionais sobre população, organizadas pela ONU, devem-se a iniciativas eugenistas.

A grande reorganização estratégica da eugenia: a cripto-eugenia



A mais famosa das eugenistas foi Margaret Sanger, ao mesmo tempo socialista extremista e com o dinheiro de seu marido capitalista (Slee, do óleo "Três em um", ver foto na capa) à sua disposição, fundadora do "Planejamento Familiar", que teve vários nomes ao longo deste século:



    * de 1922 a 1939, American Birth Control League (Liga americana para o controle da natalidade);



    * de 1939 a 1942, Birth Control Federation of America (Federação americana para o controle da natalidade);



*de 1942 a nossos dias, Planned Parenthood (A paternidade planejada), ou bem "Planejamento Familiar"; todas as associações nacionais se agruparam a partir de 1952 na I.P.P.F. (International Planned Parenthood Federation, federação internacional para o planejamento familiar).




Veremos depois, no capítulo "A herança eugenista e racista do Planejamento Familiar" como, seguindo os conselhos de um consultor em relações públicas, o movimento aceitou, embora a desgosto, abandonar em público o discurso revolucionário e eugenista para aparecer como promotor dos valores nacionais e familiares. Esta manipulação trouxe ao Planejamento Familiar, a admiração e o respeito de quase todo o país, e em especial de todas as pessoas envolvidas nos serviços sociais.




Depois da segunda guerra mundial, a Sociedade Eugenista Americana muda também a estratégia: passa à cripto-eugenia sem modificar nada de seus objetivos.


Frederick Osborn, que tinha presidido a Eugenics Society americana de 1946 a 1952, declarava em abril de 1956:



"Faz 86 anos Galton publicou "Le génie héréditaire"; faz 86 anos (...) ele via o movimento eugenista como algo que varreria o mundo e tornaria o homem amo de seu próprio destino sobre a terra. Isso não aconteceu. O movimento eugenista é apenas um pequeno punhado de homens em vários países; aqui na Inglaterra, nos Estados Unidos, na Índia, na França. Eles não têm influência na opinião pública. Inclusive a palavra "eugenia" está desacreditada em alguns lugares. Eu, entretanto, continuo acreditando no sonho de Galton. A maioria de vocês também, acho. Devemos nos perguntar: - qual foi nosso erro?Penso que não levamos em conta um traço de caráter quase universal, muito instalado na natureza humana. As pessoas simplesmente se negam a aceitar a idéia de que a base genética que forma seu caráter é inferior e que não deveria repetir-se na geração seguinte. Pedimos a grupos inteiros de pessoas que aceitassem esta idéia. E têm se negado em forma constante, e com isso, o que fizemos foi matar o movimento eugenista.As pessoas podem aceitar a idéia de um defeito hereditário específico. Eles vão a uma clínica de genética e perguntam qual é o risco que eles têm de ter um filho defeituoso. Comparam este risco com a probabilidade de ter um filho são e, em geral, acabam tomando uma decisão inteligente. Mas não aceitarão a idéia de que, em geral, são de segunda classe. Temos que nos apoiar em outras motivações.Em circunstâncias normais, os homens têm uma quantidade de filhos proporcional à sua capacidade para cuidá-los. Se eles se sentem financeiramente seguros, se gostam de assumir responsabilidades, se têm uma resposta afetiva cálida, se são fisicamente fortes e competentes, é provável que tenham famílias grandes, contanto que estejam psicologicamente preparados para isso. No entanto, os que não podem alimentar os filhos que têm, temem as responsabilidades, se sua resposta afetiva é escassa, não vão querer ter muitos filhos. Se dispõem de meios eficazes de planejamento familiar, não terão muitos. Nossos estudos demonstraram que isto é válido em todo o mundo. Com base nisso, é certamente possível construir um sistema de seleção voluntária inconsciente Mas os argumentos invocados devem ser aceitáveis de maneira geral. Devemos parar de dizer a todos que eles têm uma qualidade genética globalmente inferior, porque eles não concordarão jamais. Devemos apoiar nossas propostas no desejo de ter filhos (nascidos) em famílias onde serão cuidados com carinho e com responsabilidade, talvez assim nossas propostas sejam aceitas.Acho que se a eugenia quer progredir como deveria, tem que ter políticas novas e reafirmar-se, e deste renascimento talvez possamos, em vida, ver como atinge os elevados objetivos que Galton estabeleceu". (Eugenics Review, abril 1956, v.48 Nro.°1).
Em general, Osborn é considerado responsável pela reforma do movimento eugenista depois da segunda guerra mundial; dizem que ele o purgou do racismo. Ao mesmo tempo que efetuava esta "reforma", porém, ele foi presidente em forma secreta do Pioneer Fund, de 1947 a 1956.



O Pioneer Fund é uma organização muito conhecida por apregoar a supremacia branca. Logicamente, um racista encoberto não pode purgar o racismo; pode purgar o racismo aberto conservando ao mesmo tempo, uma política que pode ser considerada "cripto-racista".



Em 1973, a Sociedade de Eugenia Americana modifica seu nome: atualmente se chama: Sociedade para o Estudo da Biologia Social.

Em finais dos anos 50, o doutor Carlos Paton Blacker, que tinha sido dirigente da Eugenics Society desde 1931 (Secretário primeiro, depois secretário geral e finalmente diretor e presidente), fez esta proposta:



"Que a Sociedade de [Eugenia] deveria perseguir objetivos eugenésicos por meios menos visíveis, ou seja, uma política de cripto-eugenia, que aparentemente é um êxito na Eugenics Society americana".



Em 1960, esta proposta de Blacker foi adotada pela Eugenics Society inglesa. Esta resolução declarava, entre outras coisas:



"As atividades da Sociedade em cripto-eugenia deveriam ser continuadas com energia, em particular, a Sociedade deveria aumentar o apoio econômico à F.P.A. [Associação de Planejamento Familiar, área inglesa de planejamento familiar] e a I.P.P.F. [International Planned Parenthood Federation] e entrar em contato com a Sociedade para o Estudo da Biologia Humana [Society for the Study of Human Biology], que já tem grande quantidade de membros ativos, para ver se lá havia projetos interessantes com os quais a Eugenics Society pudesse colaborar.




A I.P.P.F. nasceu da Eugenics Society. No momento em que esta resolução foi adotada pela Eugenics Society inglesa, Blacker era o presidente administrativo da I.P.P.F.


O número de setembro de 1994 do Correio da UNESCO (cujo primeiro secretário geral foi presidente da Eugenics Society inglesa) trata sobre a bioética, ou mais exatamente, sobre "a ética da engenharia no homem".


Georges B. Kutukdjian, filósofo e antropólogo, chefe da unidade de bioética da UNESCO, explica ali a posição da UNESCO:



"A primeira pergunta que se deve formular está referida ao diagnóstico prévio à implantação, realizado em embriões fecundados artificialmente, que em virtude de sua maior simplicidade e do menor custo tem todas as possibilidades de substituir a terapia gênica nos casos, escassos, de doenças genéticas. Isto implica uma escolha [compreender "seleção" NDLR] cujo marco já foi definido em termos éticos.A segunda pergunta é saber se o trabalho que se faz atualmente não corre o risco de concentrar-se exclusivamente nos genes que se referem ao comportamento das pessoas: "sua sexualidade, por exemplo", seus talentos e capacidades e inclusive seus "desvios". Isto poderia conduzir a uma espécie de reducionismo genético no qual as pessoas seriam definidas exclusivamente em termos de seu genoma, ou bem a uma situação na qual alguns indivíduos ou grupos poderiam ser estigmatizados pela sociedade, isolados ou inclusive eliminados. Isto implicaria adotar uma política eugenista."
  


Este discurso é uma notável tentativa de subversão da linguagem: a eugenia já não seria a seleção dos seres humanos conforme métodos reservados aos animais, constituiria apenas excessos eventuais da alta tecnologia, quase irrealizáveis hoje. Este deslocamento semântico é compartilhado por boa parte da mídia e da população que não vê a "eugenia democrática" que denuncia Testard.

A HERANÇA EUGENISTA E RACISTA DO PLANEJAMENTO FAMILIAR:


O "planejamento familiar", propaganda e realidade



Na França, quando escutamos falar as pessoas, ouvimos a palavra "planning". O "planning" - planejamento familiar - parece fazer parte das instituições aceitas e oficiais. Quando a analisamos em detalhe, porém, descobrimos coisas inquietantes.




O planejamento é na França o MFPF (Movimento Francês para o Planejamento Familiar); sem dúvida alguma um movimento militante. Em 1973-74, nos primeiros números de "Libération", um jornal em aquele momento abertamente de extrema esquerda, o Planejamento aparecia em todas as campanhas da extrema esquerda, que promovia numerosas reclamações e que, em especial, deu impulso a toda a campanha para impor o aborto.




Nessa mesma época, e nos mesmos meios da extrema esquerda, aparece a promoção de Wilhelm Reich, teórico comunista da revolução sexual, e o Livrinho Vermelho do Estudante Secundário, onde, juntamente com as receitas para fumar haxixe e maconha, encontram-se indicações para praticar uma sexualidade em diferentes sentidos, fora dos desprezíveis laços do matrimônio, com todo o barato discurso contraceptivo.




Hoje, a extrema esquerda daquela época se encontra instalada nas instâncias do poder político e nos meios de comunicação. Suas idéias, em outra época extravagantes e extremistas, são difundidas na mídia como expressões da normalidade. E deste modo, o "planejamento" é reconhecido agora como uma instituição útil à sociedade e respeitável em seus fundamentos.




No entanto, esta observação do passado recente mostra apenas a parte emergente do iceberg. Para entender devidamente a natureza do "planejamento familiar", é preciso remontar aos inícios do século XX, especialmente à sua célebre e conceituada fundadora, Margaret Sanger, a quem um homem como Baulieu, o conhecido promotor do RU 486, homenageia na televisão.




A criação do planejamento na França, nos anos 50, é relatada no capítulo "História de uma mulher...". Nós nos limitaremos aqui a conhecer a fundadora do movimento nos Estados Unidos, e a estudar suas características. Utilizaremos então, de preferência a sigla P.P.F.A. (Planned Parenthood Federation of America, Federação americana para o Planejamento Familiar) e I.P.P.F. (International Planned Parenthood Federation, Federação Internacional para o Planejamento Familiar).



   A P.P.F.A. foi criada em 1942, ano do lançamento da Solução Final na Alemanha nazista, o que não é uma coincidência.



  A I.P.P.F. foi criada em 1952 e agrupa todas as associações de planejamento familiar de igual espírito, entre as que se encontra o M.P.P.F. de França.



   Na verdade, a P.P.F.A. não nasceu em 1942. É apenas a continuação da A.B.C.L. (Liga Americana pró-Controle da Natalidade) (6) fundada em 1919 pela mesma Margaret Sanger. [Do mesmo modo, a I.P.P.F.ocupou em Londres as sedes da Eugenist Society].

Retrato de Margaret Sanger


Não se trata de uma sufragista qualquer, mas de uma mulher inteligente, completamente orientada para o mal, com um gênio satânico, que desde o início e até a atualidade é a causa original de massacres em escala industrial. Será por pertencer ao rosa-cruzismo? (7)


Uma socialista revolucionária




Sanger era uma mulher rebelde, formada junto a socialistas revolucionários como Eugène Debs, Emma Goldman (agitadora feminista), Francisco Ferrer etc., cuja "teologia" se fundava nos escritos de Ellen Key, feminista sueca, sobre Nietzsche, com sua moralidade subjetiva (ética situacionista, diríamos hoje), e sobre a eugenia.


Para ela, "o leito matrimonial é a influência mais deletérea da ordem social", a maternidade é uma escravidão, e a sexualidade fora do matrimônio, algo imprescindível. Destruiu seu primeiro matrimônio em seu primeiro adultério com o sexólogo Havelock Ellis.


Teve como amigos, amantes ou camaradas, toda classe de socialistas, todos eles eugenistas: Havelock Ellis, discípulo de Galton, os leninistas H.G. Wells, George Bernard Shaw, Julius Hammer, os nacional-socialistas (nazistas) Ernst Rüdin, Léon Whitney, Harry Laughlin, etc.


Imagem simbólica do movimento de Margaret Sanger: uma burguesa libertina que crê pertencer à raça superior e quer eliminar os  pobres impondo-lhes o controle da natalidade.


Para eles não há Deus. O Estado é o princípio supremo, que decide fora de toda consideração de uma moral intangível.


É preciso destruir a família, vista como uma "instituição burguesa", e substitui-la por um controle estatal da reprodução e da educação, o Lebensborn. Assim, o Estado poderá exercer seu controle da "produção" dos futuros indivíduos, tanto no plano quantitativo como no "qualitativo" (8).


A idéia racista e eugenista



A doutrina eugenista de Francis Galton deu origem a um pensamento que esteve muito na moda no início do século, entre os anos 1920 e 1940. Já em 1904 se criou uma cátedra de eugenia na universidade de Londres. A simpatia pelas idéias eugenistas se difundiu então muito rapidamente nos meios universitários, particularmente na Alemanha, Inglaterra e nos Estados Unidos.


Uma das motivações principais de Margaret Sanger, evidenciada durante toda sua vida, foi a obsessão por uma espécie de retorno à "seleção natural "dos habitantes dos bairros pobres "que, devido a sua natureza animal, reproduzem-se como coelhos e logo poderiam ultrapassar os limites de seus bairros ou de seus territórios, e contaminar então os melhores elementos da sociedade com doenças e genes inferiores" (9).


IDÉIAS EUGENISTAS ADOTADAS PELO MATERIALISMO COMUNISTA E ATEU:


"O ato mais piedoso que pode realizar uma família numerosa por um de seus filhos menores, é matá-lo" (1920).


"Os serviços de maternidade para as mulheres dos bairros miseráveis são prejudiciais para a sociedade e para a raça. A caridade não faz senão prolongar a miséria dos inaptos" (1922).



"Nenhuma mulher e nenhum homem terá direito de ser mãe ou pai sem uma licença de procriação " (1934).



A política racista



Na Revista Controle da Natalidade (10), Sanger escreveu em maio de 1919: "Mais nascimentos entre as pessoas aptas e menos entre as não aptas, esse é oprincipal objetivo do controle da natalidade". A capa do número de novembro de 1921 dizia: "Controle da natalidade, para criar uma raça de puros-sangues!".



Os vínculos entre o movimiento eugenista e o movimento de controle da natalidade são numerosos e visíveis até 1942. Margaret Sanger o explica assim:


"O controle da natalidade, que foi criticado como negativo e destrutivo, é na verdade o mais importante e autêntico dos métodos eugenésicos, e sua integração ao programa de Eugenia outorga de maneira imediata um poder concreto e realista a essa ciência. De fato, o controle da natalidade já foi aceito pelos eugenistas mais lúcidos e sagazes, como a medida mais necessária e construtiva para a saúde racial" (11).



"Antes de que possam atingir seu objetivo, os eugenistas e todos aqueles que trabalham na melhoria da raça, devem em primeiro lugar facilitar o controle da natalidade. Igual que os promotores do controle da natalidade, os eugenistas, por exemplo, procuram assistir à raça mediante a eliminação dos inaptos. Ambos buscam o mesmo objetivo, mas insistem em métodos diferentes" (12).


O apoio aos nazistas




A Revista Controle da Natalidade estava cheia de escritos elitistas produzidos pelos eugenistas mais célebres e respeitados (cientistas, médicos, psicólogos).



Um deles, o Dr. Lothrop Stoddart, diplomado em Harvard, diretor da Liga americana pró-controle da natalidade, escreveu em 1940 um livro (13) cujo capítulo titulado "No tribunal eugenésico" expressava admiração pela forma em que os alemães purificavam sua raça mediante a esterilização dos inaptos: "A lei de esterilização extirpa os traços genéticos mais negativos da raça germânica, de uma maneira científica e realmente humanitária".



No editorial da Revista Controle da natalidade de abril 1932, encontra-se um "Plano para a paz" que recomenda, entre outras, as seguintes medidas:


1. "Aplicar uma política firme e séria de esterilização e de segregação àquele segmento da sociedade...cuja herança é suscetível de transmitir traços controvertidos à sua descendência.




2. Preparar terrenos agrícolas e prédios para essas pessoas segregadas, onde aprenderiam a trabalhar, sob a supervisão de instrutores idôneos, durante o resto de suas vidas".




É o projeto do campo de concentração! Existe alguma diferença com este outro texto da mesma época: "Aqueles que têm má saúde física e mental não devem perpetuar seus sofrimentos nos corpos de seus filhos. O Estado deve colocar a raça no centro de toda a vida" ? Apenas o autor é diferente: este é Adolfo Hitler em Mein Kampf. Foi o regime nazista, aliás, quem legalizou e alentou a contracepção e o aborto entre os judeus e os eslavos, considerados como raças inferiores.



Não é, por tanto, surpreendente, que tenha se estabelecido uma conivência entre o movimento do "controle da natalidade" e os nazistas. A conexão aparece mais claramente ainda em certos artigos da Revista Controle da Natalidade: em 1933, "A esterilização eugenésica: uma necessidade urgente" de Ernst Rüdin, diretor de esterilização genética sob o regime de Hitler, e mais tarde fundador da Sociedade Nacional-Socialista pela higiene racial. Também em 1933, "A esterilização seletiva" de Léon Whitney, que elogia e defende a política racial do Terceiro Reich.



O número de novembro de 1939 da Revista inclui um estudo comparativo das políticas de controle da natalidade da Itália e da Alemanha, (14) e aprova o programa alemão, porque foi "realizado de maneira mais cuidadosa. Reconhece tanto a necessidade de qualidade, como de quantidade".




Harry Laughlin, um dos militantes mais ativos da Liga americana pró-controle da natalidade, é autor de uma lei-marco de esterilização eugenésica que foi diretamente adotada por Hitler, e valeu a Laughlin o título de Doutor Honoris Causa da Faculdade de Medicina da Universidade de Heidelberg, na época, centro do racismo "científico".



Houve outras relações deste tipo, e continua havendo, com movimentos racistas pela supremacia branca.

Uma estratégia pode ocultar outra





Atualmente, este racismo continua atuando no planejamento familiar, mas de maneira oculta:

    * Ato Iº: o "Projeto Negro" de 1939, que se preocupava porque "A massa dos negros, particularmente no Sul, continua se reproduzindo em forma catastrófica sem freio algum, com o resultado de que este crescimento entre os negros vem da fração menos inteligente e apta, ainda maior que entre os brancos". A proposta que se fazia (15) era a de contratar três ou quatro pastores negros, com boa experiência no trabalho social e com facilidade para a comunicação, para que percorressem o Sul pregando o controle da natalidade (16). A motivação racista ficaria assim oculta por trás de uma motivação religiosa.



* Ato IIº: os negros representam hoje 11% da população dos Estados Unidos, e 32 a 43% dos abortos (17). É uma "coincidência" ?




As intenções, às vezes, se tornam transparentes: "Cada país decidirá sua própria forma de coerção, e determinará quando e como deverá será utilizada. Atualmente, os meios são a esterilização e o aborto obrigatórios. Talvez um dia seja possível impor o controle da natalidade." (18). Infelizmente, essas intenções às vezes transformam-se em atos. Exemplo: o aborto forçado na China socialista (19).



O gênio do marketing




Seguindo os conselhos de um consultor em relações públicas, o movimento se resignou a abandonar o termo "controle da natalidade". A Liga americana pró-controle da natalidade, chamada a partir de 1939, Federação americana pelo controle da natalidade (20), se transformou na Federação americana para o planejamento familiar (21), porque a opinião norte-americana começava a comover-se com os campos de concentração e o anti-semitismo, de maneira que abandonou suas diatribes eugenistas, racistas, anti-semitas e revolucionárias, substituindo-as por um novo projeto:



    * campanha de afiliação de grupos locais e recrutamento em massa na base;
    * lançamento de uma campanha de propaganda orientada às classes médias, baseada no patriotismo e nos valores familiares (22);
    * ofensiva para obter a aliança dos grupos de influência: corpo médico, clero, trabalhadores sociais, docentes...;
    * invenção do mito da "superpopulação" (23).


Rapidamente, esta estratégia lhe valeu, de igual forma que ao planejamento familiar, a admiração e o respeito de quase todo o país, e especialmente de todas as pessoas envolvidas nos serviços sociais.




Não surpreende, então, que nos anos 50 as Igrejas Metodistas (24) promovessem o uso do dispositivo intra-uterino, instrumento abortivo, sendo que antes de 1930 todas as Igrejas se opunham à contracepção (25).




O domínio do planejamento se estende rapidamente. Trata-se de explorar os vícios de uma humanidade em decadência: ávida de facilismo, receosa das responsabilidades.

A subversão



Desde o início, Margaret Sanger se lançou às relações sexuais ilícitas (26), que ela considerou conformes à nova moral que ela queria instaurar. Ainda hoje, o planejamento estimula a promiscuidade sexual e a homossexualidade. Para fazê-lo, dispõe de várias ferramentas:



    * a educação sexual nas escolas;
    * as clínicas com base nas escolas, que distribuem "contraceptivos" e praticam abortos sem o consentimento dos pais;
    * a distribuição gratuita de camisinhas e pílulas... para a prevenção da AIDS !


O método mais usado para disfarçar a sórdida realidade é usar termos reconhecidos como "positivos" e inclusive valores cristãos, associados a uma linguagem degradante. Exemplos:

    * a promiscuidade sexual torna-se LIBERDADE sexual,
    * o domínio de si mesmo torna-se REPRESSÃO sexual,
    * os homossexuais tornam-se uma MINORIA OPRIMIDA, e a homossexualidade uma manifestação da DIVERSIDADE,
    * a abstinência torna-se MISÉRIA sexual,
    * o aborto (assassinato de uma criança) torna-se DIREITO da mulher, uma OPÇÃO MORAL,
    * a eliminação das pessoas improdutivas torna-se uma morte DIGNA, ou um homicídio por COMPAIXÃO,
    * o veneno RU 486 torna-se propriedade MORAL das mulheres,



Coletar o dinheiro público



Margaret Sanger sempre soube tomar o dinheiro onde ele se encontrava. Seu primeiro marido foi um burguês abastado, seu segundo marido um industrial rico (Noah Slee, dono da fábrica de óleo "Três-em-Um",ver foto de capa), que foi o principal doador para as campanhas de sua mulher.




Ela conseguiu inclusive subverter entidades previamente cristãs, como as Fundações Mellon, Rockefeller, Ford... cujo dinheiro serviu para branquear sua reputação de racista e para abrir portas em Washington a fim de liberalizar a contracepção e pôr em funcionamento bombas de sucção dos dinheiros públicos: cada dólar privado que se recebe, multiplica-se financiando lobistas e arrecadadores de fundos.


HISTÓRIA DE UMA MULHER, OU OS INÍCIOS DO "PLANEJAMENTO" NA FRANÇA



Em inícios de 1994, o falecimento da Doutora Marie-Andrée LAGROUA WEILL-HALLÉ passou relativamente inadvertida. Porém, o papel determinante que teve esta mulher na criação do Planejamento Familiar na França deveria ter sido, pelo menos para alguns, e numa época tão afeta às comemorações, uma boa ocasião para evocar as grandes linhas de seu ativismo ininterrompido. Se não foi assim, é porque em 1967, depois de dez anos de ativismo militante, esta médica de hospital percebeu que tinha servido a uma causa que não era a dela.



Podia não tê-lo mostrado, o que lhe teria valido honras públicas, prestígio e cargos relevantes (sem dúvida teria podido ocupar o Ministério da Saúde no lugar e a função de sua quase homônima Simone Veil, e seus livros de êxito lhe teriam aberto as portas da Académie Française (Academia Francesa), antes que à feminista Marguerite Yourcenar); podia inclusive ter-se afastado sem dizer uma palavra, o que lhe teria valido um cargo honorífico e gratificante como a presidência da Cruz-Vermelha, que, em algum momento, teve que ocupar Georgina Dufoix, ou inclusive, a presidência da França ou a embaixada francesa na UNESCO como Gisèle Halimi.


Mas não foi assim; quando esta médica tomou consciência, um pouco tarde, que seus ideais tinham sido distorcidos pela ideologia da I.P.P.F., pelos fundamentos racistas, eugenistas e libertários, reagiu e decidiu denunciar as manipulações, como aconteceu com Benard Nathanson, o promotor do aborto nos Estados Unidos, no dia em que percebeu que ter tomado partido pela causa da "mulher", o transformava no assassino da criança, seu segundo paciente.


Maternidade Feliz



Desde seu primeiro ano no curso de medicina, na década de trinta, Marie-Andrée Lagroua percebeu a gravidade do problema dos nascimentos e não apenas do aborto, como quis mostrar um importante jornal vespertino no artigo necrológico. Era a época da grande crise econômica, o acesso à moradia era difícil, o desemprego crescia e era escassa a preocupação pelas famílias, prova disso, é que o primeiro Código da Família surge só em 1939.



Era o desamparo para os casais jovens que enfrentavam a chegada do filho e ao mesmo tempo o egoísmo da sociedade. A jovem estudante era muito sensível às angústias e injustiças que gerava o problema dos nascimentos e decidiu iniciar uma ação visando a encontrar soluções ao problema. A idéia da Doutora Lagroua era a de "satisfazer os desejos do casal com relação ao nascimento, ao casal em si mesmo e à família; ou seja, a fecundidade, a esterilidade, a concepção, o controle da procriação, a aceitação de uma gravidez já iniciada" (27).



Deu a este projeto o nome de Maternidade Feliz, uma vontade de respeitar a vocação da mulher e um desejo de liberá-la das vicissitudes físicas e sociais que a afetam. A mesma preocupação que encontraremos depois, nos Papas contemporâneos que propõem o conceito e a prática de uma "paternidade responsável".


Em março de 1955, a comunicação da Dra. Lagroua Weill-Hallé para o Instituto da França acerca da Maternidade voluntária teve grande repercussão e constituiu o início de uma campanha que concluiu no ano seguinte com a fundação de Maternité Heureuse (Maternidade Feliz).


A apropriação filosófica




A partir desse momento iniciam-se as tentativas de apropriação que concluirão, quatro anos mais tarde, em 1960 com sua afiliação à Federação Internacional do Planejamento Familiar,. mais conhecida por sua sigla inglesa I.P.P.F. Esta apropriação de Mme. Weill-Hallé será essencialmente obra "de mulheres da Franco-maçonaria que entraram em contato com Mme.-A. Weill-Hallé, já que a adesão da Franco-maçonaria às lutas pela maternidade voluntária data de muito tempo atrás, (...) Os deveres da mulher e a liberdade da concepção constituem o tema de trabalho escolhido pela Grande Loja feminina para sua reflexão durante 1956" (28).


Os membros desta sociedade anunciam o que depois será sua filosofia profunda, separar a sexualidade da procriação. "afirmam o desejo de liberdade das mulheres e dos homens para poder tomar a decisão de ter ou não filhos e desfrutar da vida sexual indispensável, base da união de um casals." (29).




Esta filosofia será depois, desenvolvida pelo Dr. Pierre Simon, duas vezes Grande Mestre da Grande Loja maçônica da França. Desempenhou-se igualmente como diretor de gabinete de Robert Boulin, Ministro da Saúde (em geral não são os ministros os que escolhem seus diretores mas a Administração a que os "recomenda"; mas quem recomendou Simon, sendo que ele não pertencia à Administração?) e seu trágico decesso suscitou não poucos comentários enquanto sua família se negava a aceitar a tese do suicídio.



Simon, que foi também e coincidentemente vice-presidente de Planejamento Familiar e presidente da ordem dos médicos, desenvolve esta reivindicação da filosofia dos Franco-mações no livro "A vida ante tudo": "De um lado, o casal afetivo e sexual, a mulher procriadora e o homem não-procriador (...), de outro lado, a sociedade mediatizada pelo médico que associa a procura de um filho com a disponibilidade de esperma anônima, centralizada e governada por um banco de esperma.



A sexualidade será dissociada da procriação e a procriação da paternidade". Esta posição está nas antípodas da visão de Marie-Andrée Weill-Hallé quem, entretanto, quer evitar que o médico e a ciência que ele representa, substituam o casal.



Da contracepção ao aborto



Paradoxalmente, a sanção da lei que autoriza a contracepção em 1967 lhe revela a extensão do "mal-entendido" e a leva a pedir a demissão da organização Planejamento Familiar e rejeita a presidência honorífica da instituição. Numa carta ao Ministro da Saúde, Robert Boulin, em 1969, ela diz: "A modificação da lei sobre a contracepção é percebida pelo conjunto da população como uma luz verde que tem gerado uma crescente demanda da sua parte.Uma verdadeira neurose se apoderou de muitos meios que traduzem sua angústia propondo, sem formação prévia, cursos de educação sexual e métodos contraceptivos".



Consciente de que "o nome de "Planejamento Familiar" tem uma implicação reivindicatória e malthusiana que não é desejável ver adaptada a nosso país ", propõe "substitui-la na medida mais ampla possível por Estudo dos problemas de nascimento" sem conotação ideológica. Ela mesma põe em funcionamento uma experiência-piloto, a partir de outubro de1968, no Centro Hospitalar Universitário La Pitié-Salpêtrière, com mulheres que assistem a uma Maternidade, e se dedica, a partir da sanção da lei sobre contracepção, à busca das maneiras mais pertinentes para responder à demanda da população numa perspectiva de Higiene Mental.




Marie-Andrée Weill-Hallé será a observadora pela França no Congresso Internacional de Planejamento Familiar realizado em Dacca, Paquistão, de 28 de janeiro a 5 de fevereiro de 1969, em caráter de responsável pela missão do Ministério das Relações Exteriores. O tema do congresso era: os meios mais adequados para aplicar um programa de planejamento familiar no Terceiro Mundo e as técnicas mais pertinentes de avaliação do mesmo.



O congresso reuniu quatrocentos participantes, pertencentes a dezoito países em vias de desenvolvimento e nove países industrializados, dos quais trinta e oito representantes correspondiam aos Estados Unidos. Cinco deles, eram representantes do Departamento de Estado e outros dez eram universitários de renome. Os organizadores, essencialmente anglo-saxões, homogêneos na sua ideologia, estavam flanqueados por uma importante representação norte-americana das dezesseis organizações internacionais intervinientes no congresso, em particular a Fundação Ford (12 delegados), o Conselho da População (16 delegados) e o Comitê de crise da população (6 delegados).




Mme. Weill-Hallé destaca que "os conselheiros de Planejamento Familiar no Terceiro Mundo não são mais que agentes de propaganda contraceptiva" pagos por peça "já que eles cobram em função da quantidade de sujeitos captados". Entretanto, os resultados são insuficientes para diminuir a natalidade na visão destes organismos cujo "programa parece ter alcançado um caráter de urgência quase paroxística". "É assim como, pela primeira vez vários relatórios são apresentados propondo um novo meio para a redução da natalidade: o aborto provocado".



O Dr Malcom Potts, secretário geral do comitê médico do I.P.P.F., não duvida em afirmar que "a contracepção e o aborto não se contrapõem, porém, se complementam". A Dra. Sushila Gore, do comitê médico do I.P.P.F., propõe como única solução, um programa de ação de urgência em duas etapas: Aborto e esterilização, depois contracepção e educação para o planejamento familiar, o aborto é sempre o remédio em caso de: fracasso da contracepção, de desconhecimento da contracepção, de falta de informação ou de ausência de um serviço de Planejamento Familiar.




Alguns meses mais tarde, em setembro e nas mesmas condições, a Dra. Weill-Hallé participará em Budapeste da VIº Conferência da I.P.P.F para a Europa, África do Norte e o Oriente Próximo, sobre: demografia social e responsabilidade médica. É aí onde ela afirma que: "o aborto provocado está considerado, doravante, como um meio de luta contra uma taxa elevada de natalidade "e "pela primeira vez, com grande surpresa, o aborto cirúrgico de contracepção". Ora bem, "até o momento, nos congressos da I.P.P.F., os meios contraceptivos constituiam um item claramente diferenciado do item correspondente ao aborto; há uma mudança evidente de atitude ". Na discussão, o representante da I.P.P.F. declara que "o aborto deveria ser considerado como um meio de contracepção".



O congresso produz, a partir de seus trabalhos,"dois lemas de ação imediata: a extensão sistemática dos programas de Planejamento Familiar a todas as populações e a liberalização das leis sobre o aborto". A Dra. Lagroua Weill-Hallé assinala no relatório ao ministro: "Se tais conclusões fossem retomadas na França e dentro das perspectivas do Congresso, o futuro da população se veria gravemente comprometido"




Finalmente um ano depois, em outubro de 1970, em Tóquio, a Dra. Lagroua Weill-Hallé representa de novo a França por ocasião do IIº congresso da I.P.P.F. para a região Oeste do Pacífico, sendo o tema geral do congresso: o Planejamento Familiar e a mudança social. Mais uma vez, ela constata que "dá-se ênfase ao fracasso dos programas contraceptivos e a prioridade ao aborto em massa". (...), é adotada a destruição do feto para o programa de ação do Planejamento Familiar internacional, como o principal remédio contra o superpovoamento. As alusões feitas, a cada momento, à democracia, ao respeito à vida, à dignidade humana, aos direitos do homem e à liberação feminina têm um caráter eleitoral que não fazem senão minimizar o valor do conjunto dos trabalhos apresentados, salvo que dê a medida real."




A Dra. Weill-Hallé apresentará o resumo de seus trabalhos nos estados Gerais da Mulher em Versalles, em 22 de novembro de 1970, no seu discurso: "a verdadeira ou a falsa liberação feminina através da contracepção e o aborto"



Para Maurice Schumann, que lhe escreveu, trata-se de um trabalho"absolutamente notável, o mais inteligente e honesto que eu já ouvi (...) Este trabalho objetivo faz referência a toda a argumentação sobre a qual você se baseou para desenvolver o Planejamento, e assume com lucidez suas implicações".



O discurso começa assim:


"Em 1956, quando junto com um pequeno grupo de amigos contribuímos para a promoção do Planejamento Familiar, a nossa idéia era trabalhar para melhorar a vida dos casais e para a liberação feminina. Pelo menos nós o víamos assim.


Atualmente, entretanto, assistimos a uma exploração demagógica da mesma idéia que só pode oferecer à mulher uma imagem de falsa liberação.



É assim como na França nos encontramos em plena campanha eleitoral em favor da liberalização da lei sobre o aborto, enquanto que a implementação da contracepção não está nem nos textos de aplicação da lei nem nas farmácias, simplesmente porque, na verdade, não está nem sequer na nossa cabeça.



As campanhas em favor da liberalização do aborto se multiplicam no mundo inteiro para tentar atenuar o fracasso geral da aplicação de medidas contraceptivas e também para disfarçá-lo.



O fato de que diversas organizações e que os médicos tenham assumido o problema contraceptivo provocou, sobretudo, uma renúncia coletiva dos povos em lugar de despertar sua responsabilidade. É natural então, que a contracepção assumida pelos outros, 'o médico, por exemplo' seja satisfeita finalmente com o aborto reclamado como uma legítima reivindicação dirigida ao médico, que falhou na contracepção e que deste modo, transfere completamente a responsabilidade à rejeição da criança. O "direito da mulher" ao aborto é na verdade uma expressão destinada à sua escravidão".


Em diante, a Dra. Marie-Andrée Lagroua Weill-Hallé já não será mencionada.


EUTANÁSIA E EUGENIA



Ultimamente tem se falado muito de "morte com dignidade", "suicídios assistidos", "interrupção da gravidez", "reduções embrionárias", "abortos terapêuticos". Nada disso é realmente novo já que o século vinte é fértil em imaginação e buscou a capacidade técnica necessária para levar a cabo suas ambições. O clã eugenista não se limitou a garantir os meios, soube também prover-se dos mesmos para alcançar seus objetivos. Poderíamos ver os extermínios em massa do Terceiro Reich sob este enfoque, especialmente "a eutanásia" aplicada aos doentes mentais na Alemanha, sendo os psiquiatras os responsáveis diretos. A opinião pública e os psiquiatras de hoje desconhecem, em general, este capítulo da sua História.

O projeto



Até esse momento, o tratamento dos doentes mentais tinha significado um notável progresso para os pacientes. Os alemães tiveram importante participação.


Ora bem, em finais de 1939, quatro homens foram exterminados com óxido de carbono, na presença de um grupo de médicos e de um químico. Não se tratava sequer de criminosos ou perturbadores. Cooperavam e confiavam. Eram pacientes comuns de um hospital psiquiátrico estatal, que era o responsável por seu bem-estar.


Esta experiência "bem-sucedida" `promoveu a instalação de câmaras de gás num número importante de hospitais psiquiátricos. (Grafeneck, Brandenburg, Hartheim, Sonnenstein, Hadamar, Bernburg).




O extermínio dos doentes mentais era um projeto bem organizado, como qualquer outro projeto psiquiátrico, e inclusive melhor. Tudo tinha sido preparado e planejado. Depois foram aperfeiçoados os métodos. Uma agência de transporte especializada foi criada, construíram-se os fornos crematórios nos hospitais psiquiátricos, etc. Nesta organização estavam envolvidos toda uma série de hospitais e instituições psiquiátricas, professores de psiquiatria, diretores de estabelecimentos e pessoal dos hospitais. A eliminação em massa se transformou num trabalho rotineiro. Estes psiquiatras, sem que ninguém os forçasse, agiam conforme o mesmo princípio que o tristemente conhecido comandante do campo de concentração Koch: "No meu campo não há doentes. Há apenas pessoas sãs e mortos".

O vocabulário

Recorreu-se, porém, a uma artimanha semântica para designar esta operação: "ajuda aos moribundos", "liberação através da morte", "destruição das vidas sem valor", "eutanásia", "ação caritativa" ou mais brevemente "ação".




O maior erro que poderíamos cometer seria acreditar que se tratava de um programa que contemplava o plano social, moral e médico e que somente se castigavam os excessos. De fato, não houve nenhum excesso. Tratou-se de uma das operações civis melhor planejada, organizada e levada a cabo com a maior precisão.



Com o decorrer do tempo, o óxido de carbono era aplicado por motivos cada vez mais leves: mal-formações diversas, incontinência, dificuldades na aprendizagem, presença supérflua, uma boca a mais para alimentar, improdutividade, desprezo. Poderíamos encontrar um comum denominador: a eliminação dos débeis. Atualmente estima-se que as vítimas ascendem a 275.000 neste contexto hospitalar.


Os atores



Poderíamos pensar que as pessoas que levaram a cabo este extermínio são selvagens com instintos bestiais ou pessoas possivelmente forçadas pelo sistema nazista. Nada disso. Trata-se de pessoas normais, que receberam boa educação, com alto nível de formação, bons pais de família. Os médicos que organizaram esta operação atuaram por própria vontade e convicção. Os que não queriam participar não foram forçados a fazê-lo.
O diretor da instituição de Hadamar foi pessoalmente responsável pelo assassinato de "mais de 1000 pacientes". Era ele quem abria os botijões de gás e observava pelo postigo como morriam seus pacientes, incluídas as crianças. Ele mesmo declarou: "É claro que tudo isso me angustiava. Mas saber que cientistas eminentes como o Prof. Carl Schneider, o Prof. Hiede,o Prof. Nitsche participavam na ação, me tranqüilizava". Para justificar-se, o Dr. Karl Brandt, diretor médico do projeto de eutanásia diz: "E os professores universitários não eram a favor deste programa? Quem mais qualificado que eles?" Com efeito, foram os psiquiatras mais eminentes os que lançaram o programa.


Como pôde surgir e se desenvolver semelhante mentalidade? Deveríamos remeter-nos aos anos 20 para encontrar as idéias que deram origem a tudo isso.

As idéias



Em psiquiatria (não apenas a alemã) havia uma tendência a emitir juízos de valor sobre indivíduos e grupos, baseados em teorias médicas ou médico-sociológicas. Alguns escritos considerados científicos (inclusive hoje) tinham preparado o terreno. A obra mais significativa é "La liberté de destruction des vies indignes d'être vécues" publicado em Leipzig em 1920, escrita pelo célebre psiquiatra Alfred Hoche e pelo respeitado juíz Karl Binding. O livro teve um êxito tão grande que foi reeditado em 1992. Este livro defendia a tese conforme a qual a eliminação das "pessoas sem valor" devia ser legalizada. Foi assim como os conceitos de "vida sem valor" ou "vida que não merece ser vivida" introduzidos neste livro foram depois utilizados pelos nazistas. Binding e Hoche falam de "seres humanos sem valor". Reclamam "a eliminação de aqueles que não têm salvação e cuja morte é uma necessidad urgente". Falam de aqueles que estão por baixo do nível das bestas e que não têm "vontade de viver nem de morrer". Evocam aqueles que estão"mentalmente mortos" e que formam "um corpo alheio à sociedade dos homens".


Os autores insistem especialmente no fator econômico, no "esbanjamento" de dinheiro e de trabalho na assistência médica aos retrasados. Reclamam uma "atitude heroica", supostamente perdida.



Hoche foi professor de psiquiatria e diretor da clínica psiquiátrica de Freiburg de 1902 a 1934. Por outra parte, realizou valiosas contribuições em neuropsiquiatria. Muitos especialistas eminentes se formaram na sua clínica (o Dr Robert Bartenberg, por exemplo). Sua saudável visão da classificação das doenças mentais exerceu importante influência na psiquiatria americana, especialmente através de Adolf Meyer, professor de psiquiatria na John Hopkins. Ele mesmo afirmava La liberté de destruction des vies indignes d'être vécues como uma de suas obras mais importantes.


A outra corrente intelectual que contribuiu para o massacre de doentes mentais dava uma ênfase desmesurada à influência da herança das doenças mentais. Ernest Ruedin, professor de psiquiatria na universidade de Bâle, na Suíça e em Munich, é o mais representativo desta tendência. Foi quem forneceu a justificativa "científica" da esterilização em massa de incapacitados. Ele é o principal artífice da lei de esterilização forçosa, de 1933.



Os resultados dos estudos sobre as castrações forçosas de 1933 a 1945 são ainda citadas na literatura psiquiátrica atual, em geral, sem espírito crítico. Poderíamos relacionar, sem lugar a discussão, esta corrente intelectual com a Eugenics Society de Londres que cedeu suas sedes à Birth Control Society, setor inglês de Planejamento Familiar Internacional (I.P.P.F.). Os porta-vozes do movimento eugenista (Margaret Sanger e Mary Stopes) efetivamente utilizavam uma linguagem racista e promoviam a esterilização forçosa dos débeis.

Na atualidade




Esta história não terminou, já que não faltam os êmulos contemporâneos e sem temor a exagerar, poderíamos vincular Binding e Hoche com Caillavet ou Schwarzenberg. Nós os reconhecemos ocultos detrás da mesma fraseologia humanitária, os mesmos sórdidos motivos econômicos e a mesma indiferença com a pessoa humana.




De fato há apenas duas concepções da medicina: a primeira delas considera que a vida humana é sagrada e fará o que for para protegê-la: pesquisas, assistência médica, acompanhamento terapêutico, etc. Nós a consideramos até aqui a vocação intrínseca da medicina.



O outro enfoque não vê no ser humano mais que um material que pode ser administrado e cuja primeira preocupação é a rentabilidade. Seu ideal é geralmente o homem que evolui para uma melhoria da raça; Henri Laborit o explica assim no livro L'homme imaginant (10/18, 1970, pág.187-188):



 "O indivíduo pertence a uma espécie que é em si mesma o resultado de uma longa linhagem evolutiva. (...) O que caracterizava essencialmente esta espécie era o fato de possuir no córtex, zonas associativas particularmente desenvolvidas, o funcionamento dessas zonas dirige a imaginação criadora. Ora bem, parece que, em definitiva, depois de milhares de anos de evolução humana, hoje são muito poucos os homens capazes de utilizar estas zonas cervicais privilegiadas. Pode se dizer então que envelhecem inclusive antes de nascer à sua humanidade. Por outras palavras, não se encontram ainda no estado evolutivo, não de seus avós ou ascendentes, mas no estado evolutivo dos ascendentes da sua própria raça? Não são verdadeiros anciãos? De que serve então proteger a existência, não de mortos diferidos, mas de representantes de uma raça pré-humana que não termina de extinguir-se? Não alcançará com algumas reservas como para conservar o mostruário?".


O jornal Libération elogia este homem apresentando-o como um espírito independente e anarquista. [É de salientar que recebeu o prêmio Lasker, como o Dr Baulieu, grande admirador de Margaret Sanger].




O mesmo jornal (12 dez.1990) abre suas páginas a Louis Thaler, professor na Universidade de Montpellier, Diretor do "Instituto de Ciências da Evolução":


"Parece-me indiscutível que o homem evolui sob o efeito do que eu chamaria "um descuido da seleção". Este fenômeno...é um dos efeitos dos progressos...da medicina. (...) Este descuido da seleção permite prever uma acumulação de defeitos genéticos ao longo de gerações... produzindo despesas em saúde cada vez mais importantes. Esta perspectiva chama à reflexão sobre as práticas médicas e especialmente sobre aquelas referidas à procriação...".


A eutanásia está em vias de ser legalizada nos Estados Unidos, Austrália, Países Baixos, Grã Bretanha; já é amplamente praticada na França, como declara, por exemplo, Anne Seys. (30).


O PLANEJAMENTO FAMILIAR, BRAÇO ARMADO DA NEW AGE


O Planejamento Familiar, inspirado na teoría pseudo-científica da eugenia pertence à família da seita mais perigosa do século: A New Age que nada tem de novo, já que existiu na Europa entre 1933 e 1945.



O que é uma seita?



A palavra seita provém do verbo latino sequir, seguir; o membro de uma seita segue um guru, uma ideologia ou uma religião. Ultimamente, o termo "seita" tem adquirido uma conotação negativa enquanto que anteriormente designava simplesmente um grupo de partidários de uma doutrina.




Há pouco tempo que os meios de comunicação de massa se interessam pelas seitas, não só para mostrar o bizarro mas para denunciar os riscos que acarretam, a partir dos "suicídios" coletivos da Ordem do Templo Solar e dos assassinatos com gás sarin perpetrados no Japão pela seita Aoum.

No dia 18 de abril de 1996, a cadeia televisiva Arte dedicou às seitas toda uma emissão representativa da concepção mediática das seitas; a seguir fazemos um breve resumo:


As seitas são grupos isolados, autárquicos; separam os filhos de suas famílias; recrutam seguidores utilizando esquemas de pensamento simplistas, realizam uma lavagem de cérebro de seus adeptos que assegura sua dependência; estas seitas escondem uma parte do que são e manipulam seus adeptos para explorá-los de diversas formas (econômica, sexual, etc.) Uma das técnicas utilizadas é o processo de sedução/destruição/reconstrução: são seduzidos com a promessa da felicidade, apelando aos sentimentos, são destruídos através do cansaço, da privação do sono e do alimento e do isolamento e mais tarde são adoutrinados.



As seitas dizem ter uma preocupação religiosa, inclusive absurda, na qual a experiência prevalece sobre a doutrina, seu interesse principal, porém, parece ser mais financeiro que religioso. Organizam-se como formas alternativas de sociedade; buscam infiltrar-se através da ação social, a capacitação profissional, a educação, etc.



A emissão de Arte esbarra com a definição da seita: Não são também atividades sectárias o exército, a escola, a empresa, os esportes, as igrejas, as atividades militantes?



A principal proposta de solução frente aos perigos das seitas consiste no controle de todas as religiões por parte do Estado, e os responsáveis políticos que rejeitarem essa via serão qualificados de cúmplices das seitas.



Deste modo e a partir de um preconceito totalmente materialista, a emissão não conseguiu dar uma definição das seitas nem analisar os perigos concretos que acarretam e muito menos contestar com uma argumentação coerente. Por acaso, as principais seitas que são denunciadas nessa emissão são seitas anticomunistas (cientologia, Moon) e se produz uma amálgama entre as seitas e o Cristianismo, embora um religioso tente explicar que as seitas, à diferença da Igreja, são nocivas para a liberdade e a dignidade humana.



Este enfoque sociológico está ligado à análise marxista, para a qual a verdade não é relevante; com efeito, não é possível falar de seitas sem fazer referência aos múltiplos conflitos históricos entre o verdadeiro Cristianismo e as seitas gnósticas, entre o verdadeiro e o falso. Na verdade, o conceito moderno de "seita" corresponde ao conceito mais antigo de "heresia". Mas os materialistas não podem utilizar a palavra "heresia" já que para isso, deveriam falar de "ortodoxia".


As heresías são de diversa índole; com freqüência trata-se de corrupções do Cristianismo por uma mistura contra natura com:

    * a filosofia grega ou do Extremo- Oriente;
    * o paganismo e o ocultismo (idolatria).



As seitas heréticas mais típicas são as seitas gnósticas (do Grego: gnosis, conhecimento,) Sua doutrina fundamental está baseada na salvação pelo conhecimento, totalmente oposta à doutrina cristã da salvação pela graça de Deus. Nas seitas, os novos adeptos são iniciados em segredos que devem calar fora das mesmas; a organização está estratificada por níveis ou graus de conhecimento mas as lições no nível superior com freqüência se contradizem com as que foram dadas nos níveis inferiores, demonstrando seu caráter manipulador. As doutrinas dos níveis mais altos são secretas e inacessíveis para os níveis inferiores e muito mais para os "profanos". Essas doutrinas correspondem geralmente à adoração de divindades (idolatria), sendo inclusive possível chegar a mortes rituais e sempre em violenta oposição ao Cristianismo.




As duas seitas gnósticas mais importantes e com maior peso no nosso país são a Franco-maçonaria e a New Age. Existem Franco-mações entre os fundadores da New Age, já que as doutrinas gnósticas têm o dom de misturar e integrar todas as contribuições, inclusive aquelas que se contradizem.

A Franco-maçonaria




A Franco-maçonaria francesa atual foi fundada em 1717 pela fusão entre os "mações livres", pertencentes à fraternidade que celebra igualmente os "mistérios de Ísis" e os "rosa-cruz"; eles compartilham uma doutrina secreta, a gnose, reservada aos graus mais altos. Arrogam-se a filiação dos Templários (gnósticos condenados pela Igreja) através dos Templários refugiados na Escócia.




A Franco-maçonaria está dividida em várias obediências cismáticas com uma base comum: continuar a tradição de Hiram Abif, suposto arquiteto do templo de Salomão. Nascido na cidade de Tiro e de mãe viúva, era o único ser na Terra que conhecia os segredos de um mestre mação, em particular a "Grande Palavra Maçônica". Três de seus colegas tentaram se apropriar de seu segredo e, como não o conseguiram, mataram-no e enterraram-no no mesmo lugar, depois retiraram-no e marcaram seu túmulo com um ramo de acácia.



Salomão enviou os "irmãos" de Hiram na su busca, e assim foi possível encontrar seu cadáver e ressucitá-lo. Hiram tinha esquecido a palavra secreta, mas a primeira palavra que ele pronunciou serviu-lhe como substituição. Essa é a palavra que é transmitida atualmente aos franco-mações e o irmão que se transforma em "mestre" (terceiro grau) através de uma ceremônia de iniciação, identifica-se com Hiram Abif.





Mas só a minoria dos altos graus conhece o sentido real. A lenda de Hiram Abif coincide na verdade com a lenda de Osíris. Osíris, deus do Sol e rei de Egito, tinha iniciado uma viagem para abençoar as nações vizinhas com suas artes e sua ciência. Seu irmão Tifão (deus do inverno), por ciúmes, matou-o e roubou-lhe o reino. Ísis, filha e esposa de Osíris, deusa da lua, encontrou finalmente o corpo ao pé de uma acácia e enterrou-o à espera de mais digna sepultura. Tifão roubou o corpo e cortou-o em catorze pedaços que depois escondeu. Ísis buscou novamente e encontrou os catorze pedaços com exceção do falo que substituiu por uma prótese, transformada depois em objeto de culto. Finalmente Osíris ressucitou em Horus, filho de Ísis.



Esta mesma versão do nascimento virginal de Cristo e de sua ressurreição aparece em outros paganismos antigos: Nemrod / Semíramis, Baal / Astarté, etc. O sacrifício de crianças é um dos traços comuns entre esses paganismos.


A maçonaria não é mais que um sincretismo das antigas religiões iniciáticas e com dois sentidos; um aparente, destinado aos profãos e ao povo; outro, totalmente diferente, reservado a uma minoria de iniciados (31). Adoram o sol, fonte provedora de vida na Terra cujos raios a penetram e fecundam; a religião maçônica, fálica e solar está simbolizada pelo esquadro (feminino) e o compasso (masculino).



A franco-maçonaria, promotora do aborto



A Franco-maçonaria, fortemente arraigada na classe política, reivindica a legalização do aborto e da contracepção, meios revolucionários para uma mudança de mentalidades.


Em "De la vie avant toute choses", (op.cit) em 1979, Pierre Simon conta como construiu a estratégia de legalização do aborto na França, quando era Grande Mestre da Grande Loja da França, e explica o tipo de sociedade que projeta a partir desta revolução: o modelo polinésio segundo o qual o verdadeiro pai de uma criança é a sociedade, representada pelo Estado.


Em "D'une révolte à une lutte, 25 ans d'histoire du Planning Familial", 1982, o MFPF escreve:


 "Presentes desde a fundação do MFPF, são muitos os franco-mações que ocupam cargos-chave no MFPF desde a inauguração dos Centros. Sua vocação humanista e progressista os levou naturalmente a apoiar a luta por uma paternidade responsável. (...)Devemos lembrar seu objetivo: "... imprimir a nossa ética, o espírito da nossa Ordem deve inspirar a realização dos trabalhos a partir do método de trabalho e do método de pensamento..." Esta vontade de controle os incita a estarem presentes em todo lugar onde "se trate de" ou onde "se atue sobre"o humano". Tentam compreender e analisar as necessidades dos indivíduos e a partir daí, trabalham na preparação de leis que respondam em parte, aos desejos reais ou supostos do "Homem"".



A New Age



A New Age tem atualmente a forma de uma rede de múltiplas organizações descentralizadas que efetuam diferentes práticas de espiritualidades gnósticas, basicamente o hinduísmo e o budismo (ioga, hipnose, auto-hipnose, rosa-cruzismo, medicinas "holísticas", drogas, ÓVNIS, o poder dos cristais, a bruxaria, etc.). É uma empresa ampla que profetiza a chegada de um novo Cristo na "era de Aquário".



Algumas organizações proclamam-se abertamente como pertencentes à New Age: Lucis Trust (32) (incluindo Bonne Volonté Mondiale, Écoles Arcane, Triangles, Nouveau Groupes de Serviteurs du Monde), Amis de la Terre, Amnesty International, Greenpeace, Sierra Club, Enfants de Dieu, Zero Population Growth (neo-malthusianos), People for the American Way (anticristãos pró-aborto), Citoyens Planétaires, Initiative Planétaire pour le Monde que nous choisissons, Conseil de l'Unité dans la Diversité, Corporation Sutphen, Mouvement du Développement du Potentiel Humain, Méditation Transcendantale, Église de la Nouvelle Compréhension (Cientologia), Earth First, a sofrologia, etc.



Existem outros que se ocultam: Pacific Institute (formação em empresas), W.W.F. (fundado por um eugenista).Outros esqueceram: Jim Jones (massacre de Guiana).Todas as religiões do mundo compartilham verdades que transcendem suas diferenças; a New Age, entretanto, "não aceita nenhum deus das religiões pretendidamente monoteístas" (Livre d'or de la Société Théosophique, 1925).


O objetivo pessoal do teósofo consiste em alcançar a iluminação, mudando de estado de consciência, o que lhe permite liberar-se do karma (33), depois de haver compreendido que ele é uma parte da divindade infinita e impessoal. Ele aceita a teoria da evolução darwiniana e acredita na existência de "mestres" (espíritos ou seres humanos mais "evoluídos" que pertencem à "Grande Fraternidade Branca").

ÍCONES DA TEOSOFIA:

Helena Petrovna Blavatsky, fundadora da Sociedade Teosófica em 1875, autora da "bíblia" da New Age: A obra racista "La Doctrine Secrète";


Rudolf Steiner, dissidente de seu movimento que prefere falar de "antroposofia"; a seita fundada por ele conta com numerosas escolas, na atualidade, sobretudo na Alemanha.

" La Doctrine Secrète" de H.P.Blavatsky, obra base da New Age, fundamentalmente racista, explica que as raças se originam na Atlântida e que uma das sete raças que ali surgem, é a raça ária. Com relação às outras seis ' os Toltecas, os Rmoahals, os Tlavatlis, os Torás, os Acádios e os Mongóis', os Ários eram a raça dominante, os super-homens das raças da Atlântida.




Os Ários não se transformaram em super-homens através de evoluções ou mutações naturais na evolução mas por um salto repentino destinado a dotá-los das faculdades necessárias para viver num mundo pós-diluviano. Perderam seus poderes mágicos sobre as forças da natureza e o desenvolvimento psíquico, adquiriram, entretanto, faculdades de desenvolvimento cerebral e uma "inteligência superior" à das outras raças sobreviventes, descritas como inferiores quanto a suas faculdades intelectuais e a sua herança genética.




Foram supostamente instruídos por homens-deuses ou por super-homens mais avançados, que lhes ensinaram a proteger, a todo custo, sua herança genética superior; os Ários deviam distinguir-se do resto das raças "inferiores", por seu intelecto. No entanto, estes intelectos "superiores" tinham se desenvolvido à custa da natureza psíquica ou pretendidamente "espiritual". A fim de remediar esta "deficiência" e evitar que se perdessem os poderes psíquicos na raça ária, o processo iniciático foi desenvolvido por seus "mestres".





A iniciação transformou-se então no pré-requisito (sine qua non) para ser dirigente na sociedade ária, já que só os iniciados ou os adeptos podiam comunicar-se com os supostos super-homens ou "poderes superiores" necessários para conduzir a raça. Os iniciados constituiam a "Hierarquia", futuro governo espiritual planetário.




Os adeptos da New Age acreditam que graças à meditação e a outras "disciplinas espirituais", puderam transformar-se numa "nova espécie" homo noeticus em oposição ao homo sapiens considerado uma espécie em extinção. Proclamam uma doutrina intrinsecamente anti-semita e racista: os Judeus provêm de outro sistema solar (Alice A. Bailey), os Orientais e os Negros provêm de outra raça-mãe, as raças ocidentais devem controlar o mundo já que fazem parte da raça-mãe mais evoluída.




A doutrina, que abrange todo o campo da "Hierarquia", desde uma atitude hostil com os Judeus até conselhos para as dietas, deve ser aplicada etapa por etapa, num Plano: guerra de religiões, redistribuição forçosa dos recursos mundiais, iniciações luciferinas, iniciações planetárias de massa, campanha para o desarmamento, eliminação ou bloqueio das ortodoxias religiosas.




Com efeito, estas últimas devem ser substituídas pela Religião do Mundo Novo que o Instrutor Mundial virá instaurar, unificando assim todas as religiões que terão preparado sua chegada. Esta religião garantirá a instituição de uma Nova Ordem Mundial. A partir disso, a Hierarquia (os intermediários entre os "mestres" e a "humanidade") tomará o poder, abolirá as fronteiras e instaurará o desenvolvimento de uma consciência planetária, um governo mundial.



O Instrutor Mundial é um avatar ' ou seja uma reencarnação' de Cristo e de Krishna e do senhor Maïtreya e do imame Madhî e de Buda e de Boddisatva, etc.




Uma das publicações da Sociedade Teosófica levava como título Lúcifer, revelando provavelmente a origem de sua inspiração malsã e delirante (34), e também a índole do Instrutor Mundial: um Anticristo.

A New Age, breve histórico


A New-Age foi criada por Helena Petrovna Blavatsky (1831-1891), aventureira médium-espírita, com a seita Sociedade Teosófica, fundada em 1875 em Nova York.


Mme. Blavatsky serviu como receptora telepática dos "mestres", desde 1867 até a sua morte. Ela escreveu em "escrita automática" (fenômeno espírita) suas duas obras mais importantes, Isis Dévoilée e La Doctrine Secrète que até hoje são as obras fundamentais da New Age.



Os inícios da Sociedade Teosófica se caracterizaram por alguns fenômenos psíquicos que pareceram milagrosos: aparecimentos de cartas, materializações de objetos, produção de sonos estranhos.




Depois da morte de Blavatsky, a organização continuou prosperando sob a direção de Annie Besant (1847-1933), quem dirigiu também a Liga Malthusiana na Grã Bretanha e tentou suscitar o Anticristo na Índia na pessoa de Krishnamurti, quem se desvinculou da organização em 1929, provocando o desastre da Sociedade Teosófica, que nesse momento esteve a ponto de cair no ridículo.





Outras cisões já tinham acontecido, particularmente com Rudolf Steiner (35) e seus adeptos, com Alice Ann Bailey (1880-1949) quem se separou da Sociedade Teosófica para criar em 1922 o Lucifer Trust (rebatizado em 1923 Lucis Trust) e publicando na linha doutrinária de Blavatsky.



São os herdeiros destes grupos os que continuaram o desenvolvimento da New Age.
  


Bailey desenvolveu as redes e a doutrina sob a direção dos "mestres" conservando sempre um perfil baixo: as doutrinas secretas sobre o "Cristo da New Age" e sobre a "Hierarquia" deviam ser reveladas só em 1975, um século depois da criação da Sociedade Teosófica.



A partir de 1961 com Esalen (Califórnia) e de 1962 com Finhorn (Escócia), a New-Age disporá de lugares preeminentes.


Em 1975, a propaganda da New Age tornou-se pública e visível, através das obras de Marylin Ferguson (la Conspiration d'Aquarius), David Spangler (Révélation: la naissance d'un nouvel âge), Mark Satin (New Age Politics) etc. Alguns artistas conhecidos se somaram também à New Age (Shirley Mc Laine, Paco Rabane, Guy Béart, Demis Roussos...) que contou igualmente com a contribuição do cinema: Dark Crystal, E.T., Dune, Guerra nas Estrelas, Cocoon, 2001, Ghostbusters, Le Grand Bleu, Jonathan le Goëland, Poltergeist, Rencontre du 3ème type, Superman, etc.



A New Age, inspiradora do nazismo (36)




Hitler, quando vivia em Viena, foi fortemente influenciado pelas doutrinas ário-sofistas (doutrina teosófica sobre a supremacia da raça ária), muito em voga nesse momento. Tinha uma importante coleção da revistaOstara (deusa da luz), editada pelo teósofo Jörg Lanz, adepto da Sociedade Teosófica, para quem La Doctrine Secrète de Blavatsky, era sua bíblia. Sua admiração pela doutrina das raças o decidiu a popularizá-la na revista Ostara. Hitler que dizia estar interessado nas teorias raciais de Lanz, visitou-o em 1909 para adquirir velhos números de Ostara com a finalidade de completar sua coleção. Em 1932, Lanz escrevia: "Hitler é um dos nossos alunos".





Lanz, que tinha abandonado os hábitos como monge beneditino, fundou a ONT (Nova Ordem do Templo) e buscava deste modo, uma filiação com os Templários da Idade Média, enquanto ensinava uma doutrina gnóstica misturando a teosofia de Blavatsky, suas doutrinas "teo-zoológicas" e o culto de Wotan e Odin. Entre seus escritos: "Haveria que castrar sem misericórdia ou esterilizar os jovens inservíveis", "os criminosos, os doentes mentais e os portadores de taras hereditárias devem ser excluídos da reprodução", "Intervir na vida sexual permitirá alcançar o reino dos céus".




Hitler foi igualmente influenciado por Guido List (1848-1919) que tinha elaborado uma doutrina gnóstica, fruto da mistura entre o Wotanismo (reescrito em estilo gnóstico) e a teosofia de Blavatsky, que promovia o racismo pangermanista eugenista e uma nova Hierarquia, os Armanos, uma elite de iniciados. Em 1921, Hitler recebeu, como presente de aniversário, um livro com a seguinte dedicatória: "Para Adolf Hitler, meu querido irmão-armano".




Existiram outros casos de conhecidos hierarcas nazistas inspirados pela mesma corrente pagã: Himmler por Wiligut, Alfred Rosenberg, Dietrich Eckart, Rudolf Hess pela Société Thulé (outra seita teosófica, pangermanista e anti-semita).



Como as seitas da New Age, o nazismo ensinou a doutrina do arianismo e da pureza ária pondo em cena uma nova "raça-dominante" ária mutante. O ódio aos Judeus fundado na certeza oculta da sua corrupção genética, impunha uma "solução adequada" final ao "problema judaico" (37).



Não é, portanto, casual que Hitler, que se considerava o Messias encarregado de dirigir o Reino dos Mil Anos, tenha aplicado o programa de "limpeza étnica" da Sociedade Teosófica, no contexto de uma política anti-semita, racial e eugenista que contou com o apoio dos eugenistas de diversos países, especialmente os norte-americanos.




Posteriormente, pelo menos um responsável da New Age reconheceu esta filiação: "Existiu uma tentativa de começar a unir os povos do vale do Reno. Esta tentativa foi realizada por um discípulo, mas sem êxito. Atualmente existe uma nova tentativa em curso" (38).



A New Age, inspiradora do Planejamento Familiar


Para a New Age, a vida humana tem tanto valor como a vida dos animais. Efetivamente, devido ao ciclo de reencarnação (karma), a morte não representa mais que a passagem para um novo nascimento, sob uma forma humana ou animal (em caso de karma negativo). Por isso Alice A. Bailey pensava que a Schoah foi o resultado do karma negativo dos Judeus.



Dentro deste sistema, o aborto não é um crime, mas a oportunidade de encontrar um karma melhor.



Margaret Sanger (1879-1967) fundadora, em 1921, em Nova York, do que depois foi o Planejamento Familiar, era rosa-cruzista, professava um anti-cristianismo violento e pertencia à seita Unity, autodefinida como"um tratamento mental garantido para curar todos os males da carne". Esta seita inscreve-se dentro das seitas da New Age. Ressalta o poder do "Pensamento Criativo" em todos os âmbitos; ensina a transformar-se em "Cristo", ou seja, a realizar em si mesmo o eu divino fundando-se na consciência cósmica. Sanger dedicava-se igualmente à astrologia, à numerologia e consultava os médiuns.




M. Sanger começou a estudar o rosa-cruzismo em decorrência da morte da sua filha em 1915 e das perturbações que isso lhe provocou. Os rosa-cruzistas proclamam um regime oriental de meditação privada, destinada a conectar o indivíduo com os poderes interiores do homem que derivam de uma força superior suprema, um "deus interno", tal como ela o interpretava parafraseando Nietzsche. Aliás, afirmavam que os praticantes que se realizavam na fé se diferenciavam do resto por seus próprios poderes de cura; eles se transformariam numa "força para o bem entre os homens".





Em 1935, a Conferência de Mulheres da Índia convidou M.Sanger a viajar à Índia para falar sobre o controle da natalidade. Os arranjos foram feitos com a intermediação de Margaret Cousins, uma livre-pensadora de origem irlandesa, feminista e nacionalista, discípula de Annie Besant (dirigente da Sociedade Teosófica e da Liga Malthusiana, quem até sua morte em 1933, vivera perto de Madras, conduzindo uma colônia de teósofos britânicos expatriados) e cujas crenças metafísicas e psíquicas tinham interessado M. Sanger, muito tempo antes, como para viajar à Índia.



Margaret Sanger foi racista e eugenista até sua morte. Continua sendo a heroína venerada do Planejamento Familiar.




A eugenia é hoje equivalente a uma crença fantasiosa, desprovista de todo fundamento científico; pior ainda, sua falsidade está provada. Além do aspecto moral (a eugenia é negativa já que leva a tratar os seres humanos como gado), seu "fundamento" científico foi invalidado: a teoria darwiniana não foi provada e a transmissão genética das mutações (39) não existe. A motivação daqueles que persistem, apesar de tudo, na promoção da eugenia (I.P.P.F., Sociedades Eugenistas, etc) é de tipo religiosa e o nome dessa religião é New Age.



Outras organizações dedicadas a difundir o aborto e a contracepção são abertamente seitas New Age:

    * a organização Zero Population Growth cujo objetivo é deter o crescimento da população mundial;



    * os Amis de la Terre que lutam pela criação de uma "licença" para ter filhos. A New Age desterrou as antigas religiões da natureza, principalmente de Gaïa, a Terra, ameaçada pelos homens, excessivamente numerosos na sua opinião.




É por isso que os ecologistas pregam a redução, por todos os meios, da população mundial. Os grupos que conhecemos na Europa não são mais que a versão grande-público de seitas extremistas como Earth First, veneradoras de Gaïa.


É também na New Age onde encontramos os promotores da eutanásia de anciãos e incapacitados.



Tambén Dennis Meadows do Clube de Roma, é um adepto da New Age. No livro em que ele participou (Stratégie pour Demain, 1973) reclama-se, mediante a utilização de modelos matemáticos simplistas, uma redução drástica da fecundidade, embora os meios para consegui-lo sejam imorais do ponto de vista da antiga moral, superada ao seu ver.




As organizações do Planejamento Familiar (membros da I.P.P.F., inscrita por sua vez em 1977 como membro da Eugenics Society inglesa) implementaram o aborto industrializado e o aborto químico encoberto (sob a fachada da "contracepção") a nível mundial. Tais organizações, em coordenação com outros neo-malthusianos e a ONU nos conduziram a mais de 30 milhões de abortos provocados, anualmente no mundo.

A estratégia oculta dos abortistas



É surpreendente constatar a proximidade e as afinidades que existem entre os seguidores da New Age e os "racionalistas" ateus e outros grupos com a mesma ambição de revolucionar as sociedades.




Annie Besant, antes de alinhar-se na Sociedade Teosófica, era uma livre-pensadora marcadamente anti-cristã. Os anarquistas norte-americanos do século XIX eram simultaneamente espíritas.


O mesmo Bakounine explicava que Satã era o "liberador da humanidade". Marx, na sua juventude, escreveu poemas onde se manifestava claramente a sua rebelião contra "aquele que reina ali no alto". Darwin, pai da eugenia, era filho de um franco-mação. Margaret Sanger, fundadora do Planejamento Familiar, tinha um pai "livre-pensador". Nos anos 30 existiram "escolas de verão" que reuniam "livre-pensadores, espíritas, teósofos, ocultistas, anti-vivisseccionistas, vegetarianos, paisagistas urbanos e materialistas" (40).





O próprio M.F.P.F qualifica seus adeptos de "racionalistas": "a Franco-maçonaria, a Liga pelos Direitos do Homem, o Livre-Pensamento e a 'União Racionalista" (41). Também é possível ver os múltiplos vínculos entre o feminismo e a bruxaria, desde algumas feministas para quem o aborto constitui um rito de iniciação e levam no tornozelo tantas pulseiras como abortos já tiveram, até a bruxa que explica por televisão que as bruxas feministas adoram uma deusa e um deus (Arte, 2/6/96).



Podemos inferir, então, a falta de sinceridade destes grupos que se reúnem pelo interesse comum de legalizar sua rebelião, principalmente contra o "Não matarás" com a finalidade de neutralizar a repressão de seus comportamentos criminais.



Na "antiga religião" pagã, promovida pela bruxaria, a Franco-maçonaria e a New Age, encontramos a permanência de dois cultos: o culto fálico do sol fecundo (Osíris, Lúcifer "portador de luz", o deus com cornos dos Celtas) amalgamado com o Estado todopoderoso (Baal-Moloch, Nemrod), e o culto da deusa da fecundidade amalgamada com Gaïa (a Terra) e os modelos de Ísis, Astarté, Semíramis, etc.




No passado, estes dois cultos estavam associados à prostituição ritual e ao sacrifício de crianças, destinados a apaziguar ou pôr de seu lado as divindades: tinham como objetivo alcançar a prosperidade e as boas colheitas. Na atualidade, estes cultos parecem haver encontrado uma expressão moderna, adaptada a um mundo desencantado, na revolução sexual e o aborto em massa. Tal como os eugenistas, eles circulam escondendo seu verdadeiro rosto por temor a serem identificados por aquilo que eles são realmente.



Nenhuma seita antiga tinha atingido a proeza de obter o sacrifício de milhões de crianças cada ano. O banho atual de sangue cujos pretextos demográficos ou ecológicos constituem um logro científico, encontra sua justificativa na necessidade de sacrifícios humanos que têm as divindades pagãs, novamente invocadas pelos adeptos da New Age.



A estrutura em rede das organizações da New Age favorece a difusão de sua propaganda (não dão a impressão de ser uma grande organização) e permite ao conjunto da rede, sobreviver apesar dos fracassos de alguns de seus elos. O fracasso de Hitler não prejudicou as demais organizações da New Age: Foi suficiente condenar verbalmente o nazismo e retificar sua estratégia para não cometer os mesmos erros de comunicação. Por outro lado, Hitler lhes facilitou a tarefa: reprimiu todas as seitas que não fossem seu partido, outorgando-lhes na pós-guerra, uma virgindade de mártires.



O "suicídio" coletivo de Guiana sob a direção de Jim Jones, levou as outras organizações New Age a denunciar que Jones era cristão, embora na verdade não fosse.




O fracasso da Sociedade Teosófica em 1929, com Krishnamurti, não deteve o movimento já que Alice Bailey tinha iniciado Lucis Trust muito antes, dentro de uma unidade de doutrina.


A iniciação e a estratificação em graus constituem um sistema compartimentado que evita as fugas e permite múltiplas manipulações sem nenhum risco para os manipuladores.


CONCLUSÃO
A eugenia é a expressão por excelência do espírito totalitário: administrar os humanos como gado é engenharia social. Isto combina muito bem com um certo intervencionismo de Estado que, ao agravar a pobreza, avassala a sociedade e fortalece a "seleção natural".



O partido pró-aborto, herdeiro de todas as barbáries do presente século, incluindo o nazismo, acusa hoje os que se opõem ao aborto dos seguintes pecados:

    * revisionismo,
    * falta de compaixão pelas mulheres, hipocrisia,
    * integrismo religioso sectário que leva ao nazismo,
    * conspiração internacional com fins políticos antidemocráticos,
    * utilização de fundos norte-americanos com este objetivo,
    * assassinatos e violências.



Cada uma destas acusações corresponde na realidade a suas próprias concepções e métodos. Eles querem aparecer como os defensores da democracia, dos pobres e da humanidade sofredora, desviando assim a atenção de suas próprias obras bárbaras. O mesmo fez a antiga Roma com os primeiros cristãos, acusando-os de homicídios rituais de crianças, quando era ela quem praticava o infanticídio. É muito engraçado. Desde que alguns dos seus colegas nazistas foram condenados pelo tribunal de Nüremberg, eles escolheram avançar ocultos detrás da máscara de uma respeitabilidade construída à base de milhões e de mentiras.




É mister que a verdade seja conhecida. É mister que a justiça seja feita e que os eugenistas, comanditários e ideólogos dos principais genocídios deste século, incluindo os de "purificação étnica", percam sua capacidade de fazer dano.




Para que este dia chegue, é preciso começar por cortar-lhes os víveres. Exigir, principalmente das coletividades territoriais - municipalidades, departamentos, regiões – que deixem de dar subvenções públicas a estas organizações criminais. Isto será ao mesmo tempo uma verdadeira prova para apreciar a sinceridade dos amigos da cultura da vida.




Mas isto não será suficiente para deter a cultura da morte. Seria realmente fácil atribuir a matança atual a um "complô" sectário, esquecendo a nossa própria responsabilidade. Devemos perguntarmos se as acusações dos nossos adversários não terão uma parte de verdade: Não seremos cúmplices seja por omissão, passividade ou covardia? Como esquecer, realmente, o silêncio estrondoso, a inação perseverante, o abandono da luta por parte de tantos cristãos e homens de boa vontade? Por que a solidariedade para com as vítimas não-nascidas é a última preocupação de nossos contemporâneos?


Edmund Burke dizia: “O único que falta para que o mal triunfe é que os homens de bem não façam nada”.

Autor: Thierry LEFÈVRE


ANEXO 1:

Frederick Osborn:Norte-americano, membro associado da Eugenics Society norte-americana a partir de 1937 e membro do seu Conselho Consultor, em 1957.Foi a personalidade de maior destaque da Sociedade de Eugenia norte-americana durante a pós-guerra. Fundou, juntamente com John D. Rockefeller, o lobby pró-aborto Population Council e incentivou a criação de centros de treinamento demográfico na ONU.Depois da Segunda Guerra Mundial, leva a cabo uma substituição estratégica da eugenia pela cripto-eugenia e determina os objetivos da Sociedade de Eugenia: "...buscar os indivíduos geneticamente valiosos... tentando ao mesmo tempo reduzir os nascimentos daqueles que são menos”.


O que ele prega:

   1. Condicionar o ambiente por meio das "pressões sociais e psicológicas concentradas nos jovens e nos pais"


   2. Manipular os comportamentos: "esta proposta seria... falar em oferecer a um maior número de crianças a possibilidade de crescer num ambiente familiar melhor e abster-se de argumentar a favor da eugenia em público"


   3. Introduzir a contracepção e o aborto: "...Existem formas de selecionar que não implicam em humilhação... quando o planejamento familiar tiver alcançado todos os membros da população e os meios eficazes de contracepção estiverem disponíveis com facilidade...". "Os casais terão um número de filhos de acordo com suas possibilidades, ou seja, de acordo com o valor de sua qualidade social".

Dr. Carlos P. Blacker:

Inglês, secretário da Eugenics Society de 1931 a 1943. Secretário geral em 1943, diretor de 1944 a 1946, presidente em 1951 e honorário em 1957.Discípulo de Julian Huxley, forma-se em medicina em 1931. Membro da Comissão Real sobre População, foi delegado dessa comissão na Conferência Mundial sobre a População de 1954 e assessor em assuntos sociais e populacionais do Ministério da Saúde, em 1958. Presidente administrativo do I.P.P.F. de 1959 a 1961.



Num relatório feito para a Eugenics Society, em 1951, referindo-se às experiências nazistas feitas em pessoas vivas para desenvolver um método econômico de esterilização de massas, chega à conclusão de que, embora tais métodos não funcionassem, "seria perfeitamente apropriado continuar a experiência com algumas das drogas esterilizadoras que foram utilizadas pelos médicos nazistas...".

Sir Julian S. Huxley:



Inglês, (1887-1975), membro do conselho da Eugenics Society em 1931, vice-presidente de 1937 a 1944 e presidente de 1959 a 1962. Primeiro Secretário Geral da UNESCO, de 1946 a 1948. Foi também o fundador do World Wildlife Fund.Membro do comitê executivo da Euthanasia Society, foi vice-presidente da Associação pela Reforma da Lei do Aborto (pró-aborto), de 1969 a 1970.Teve quatro filhos. Um deles foi Aldous Huxley, o autor do livro "Um mundo feliz", sistema sonhado pela Sociedade de Eugenia.
Vejamos a opinião deste homem influente, cujos objetivos hoje estão se tornando realidade:


"Grupo social problemático, na minha opinião, são essas pessoas das grandes cidades, que os assistentes sociais conhecem muito bem, que parecem desinteressar-se de tudo e continuam simplesmente sua existência vazia no meio de uma extrema pobreza e sujeira. Com demasiada freqüência têm de ser assistidos por fundos públicos e transformam-se numa carga para a comunidade. Infelizmente, tais condições de existência não lhes impossibilita de continuar se reproduzindo e suas famílias são em média muito grandes, muito maiores do que as do país em seu conjunto.Vários testes, entre eles o de inteligência, revelaram que possuem um Q.I. muito baixo e que, geneticamente, estão por baixo do normal em muitas outras características, como: iniciativa, interesse e afã exploratório comum, energia, intensidade emocional e poder de decisão. Essencialmente, não são culpados por sua miséria e falta de previsão, mas têm o azar de que nosso sistema social aduba o solo que lhes permite crescer e multiplicar-se, sem outra expectativa que a miséria e a sujeira.Aqui também poderia ser útil a esterilização voluntária. No entanto, acho que nossas maiores esperanças devem se concentrar no aperfeiçoamento de novos métodos de controle da natalidade que sejam simples e aceitos, por meio de anticoncepcionais orais, ou, talvez, de preferência, por métodos imunológicos que exigem injeções"."A própria revolução é inevitável. (...) Pode ser feita de diversas maneiras. (...) De modo totalitário...é pouco atrativo, mas é capaz de garantir um rendimento muito alto, como o descobriram por seus próprios meios os adversários da Alemanha nazi. Existem todos os motivos para crer, no entanto, que tais vantagens não são duradouras. (...) A democracia precisa ser "repensada" em função de um mundo que se transforma".Julian Huxley explica então sua concepção keynesiana: a economia liberal deve ser controlada e dirigida pelo Estado."A generalização... de Darwin sobre a seleção natural, tornou possível e necessário eliminar a idéia de que Deus guia as fases da vida evolutiva. Finalmente, as generalizações da psicologia moderna e das religiões comparadas, tornaram possível e necessário eliminar a idéia de que Deus guia a evolução da espécie humana mediante a inspiração ou alguma outra forma de orientação sobrenatural. (...) Freud, acrescentado a Darwin, chega a nos dar uma idéia geral filosófica. (...) [Se o indivíduo] quer aplicar seus valores morais, aparentemente absolutos, a situações particulares, tais valores exigirão a ajuda constante do relativismo. (...) Não se deve matar: mas é mister analisar de modo racional se esse princípio tem relação com a guerra, com certos casos de suicídio e de aborto, com a eutanásia e com a regulamentação da natalidade. (...) A sociedade tem de utilizar, racionalmente, um mecanismo irracional para criar o sistema de valores que ela deseja".



Lord John M. Keynes:



(1883-1946). Economista inglês, fundamentalmente anticristão, diretor da Eugenics Society, de 1937 a 1944, vice-presidente em 1937. Foi quem elaborou a doutrina keynesiana que prega o controle da economia liberal pelo Estado. Primeiro diretor do Banco Mundial, em 1946 (International Bank for Reconstruction and Development). Na Índia, durante o período de fome de 1966, os empréstimos do Banco Mundial estavam condicionados à implantação de uma política de controle da natalidade (aborto, esterilização e contracepção).Keynes acreditava firmemente na eugenia Galtoniana considerada por ele como o ramo mais importante da sociologia.



Prof. Dr. Otmar Freiherr von Verschuer:


(1896-1969). Alemão, membro da Eugenics Society norte-americana, em 1956, e da A.S.H.G. (Sociedade Americana de Genética Humana).Médico, foi diretor da divisão "Herança humana" do Instituto Kaiser Wilhelm de Berlim, em 1934. Lecionou sobre "o contexto completo da antropologia, da herança humana e da eugenia", assim como sobre a "heredopatologia geral e específica". Em 1935, Von Verschuer declarava ser o "responsável por assegurar que os cuidados dos genes e da raça, campo no qual a Alemanha era líder mundial, tivessem uma base tão sólida que pudessem resistir a qualquer ataque exterior". De 1936 a 1942, é o diretor do Instituto do Terceiro Reich para a Herança, a Biologia e a Pureza Racial, em Frankfurt. Trata-se de um criminal de guerra que escapou das perseguições, apesar de sua associação com um de seus alunos, Mengele (o chamado anjo da morte, a quem garantia o financiamento, e a utilização dos resultados, das "pesquisas" em Auschwitz.Foi ele que inspirou Mengele a fazer suas experiências em gêmeos. Recuperava, por exemplo, os olhos dos gêmeos mortos por Mengele para alimentar suas próprias pesquisas sobre a transmissão hereditária dos defeitos oculares.Também buscava financiamento para seu protegido: "Meu colaborador e ajudante no presente estudo é meu assistente Mengele, médico e antropólogo. Presta serviços como Haupsturmführer e médico no campo de concentração de Auschwitz... Com autorização do Reichsführer S.S. Himmler, leva-se a cabo um estudo antropológico das diferentes formas de grupos raciais no campo de concentração. As amostras de sangue serão enviadas ao meu laboratório para serem objetivo de pesquisa”. O dinheiro obtido serviu para construir uma sala de dissecação, localizada entre as câmaras de gás e o forno crematório. Vários órgãos, membros e amostras de sangue (extraídos dos deportados que eram previamente infectados com tifo) foram preparados lá e depois enviados para Von Verschuer e outros cientistas do Instituto Kaiser Wilhelm.Após a derrota nazista, Von Verschuer destruiu sua correspondência com Mengele e pretendeu ignorar tudo sobre Auschwitz e os métodos bárbaros de seu discípulo.O conhecimento tardio destas manobras não permitiu uma condena pelo Tribunal de Nüremberg. Kallmann compareceu para depor a favor de Von Verschuer. O chefe dos especialistas médicos do Tribunal era Leo Alexander, que também tinha sido membro da A.S.H.G. (Sociedade Americana de Genética Humana), em 1954. Depois da guerra, Von Verschuer entrou em contato com os eugenistas ingleses (Bureau of Human Heredity, em Londres): "Espero que o equipamento científico do ex Instituto Kaiser Wilhelm, em Dalhem, que eu trouxe...para Frankfurt, me permita continuar, ou melhor, retomar meu trabalho de pesquisa.... sobre a tuberculose... Não perco a esperança de que existam pessoas, na Inglaterra e nos Estados Unidos, que poderão me ajudar a continuar minhas pesquisas científicas".

Von Verschuer informou-lhes, também, que tinha em seu poder os resultados das pesquisas de Auschwitz.


Em 1968, completou sua carreira como professor emérito no Instituto de Genética Humana da Universidade de Munster. Seu sucessor era Widukund Lenz, filho de Fritz Lenz, inspirador da política eugenista de Hitler.
Já Joseph Mengele, "o anjo da morte", fugiu para a Argentina, onde continuou sua carreira praticando abortos ilegais. Como conseqüência dessa prática, morreu uma jovem e, portanto, Mengele teve de comparecer perante os tribunais que, estranhamente, não o condenaram. (New York Times, 11/02/1992).


Prof. Franz J. Kallmann:



Alemão, membro associado da Eugenics Society norte-americana, em 1955, fundador da A.S.H.G. (Sociedade Americana de Genética Humana), em 1948, juntamente com Von Verschuer. Este médico psiquiatra começa sua carreira em 1919, em Breslau, e continua nos laboratórios de neuropatologia dos hospitais de Berlim, entre 1929 e 1935. Formou-se com Ernst Rüdin, em Munique. [Ernst Rüdin foi diretor de esterilização genética sob o regime de Hitler e logo depois fundou a Sociedade Nacional-socialista pela Higiene Racial]. Por causa de uma ascendência judaica, Kallmann foi expulso da Alemanha em 1936, o que não lhe impediu comparecer perante o tribunal de Nüremberg para prestar depoimento a favor de Von Verschuer (protetor de Mengele).

Kallmann fundou o departamento de genética médica do Instituto Psiquiátrico do Estado de Nova Iorque, em 1936. Ali continuou suas pesquisas sobre a genética da esquizofrenia, com o apoio financeiro dos franco-mações do ritual escocês do Norte (6 milhões de dólares).Quando publicou os resultados de seus trabalhos, em 1938, além de agradecer aos franco-mações do ritual escocês, não esqueceu de agradecer a Ernst Rüdin, arquiteto das leis raciais de Hitler. "O Dr. Franz J. Kallmann, anteriormente associado ao Dr. Ernst Rüdin em pesquisas de psiquiatria genética, está vinculado atualmente ao Hospital e ao Instituto Psiquiátrico de Nova Iorque, onde efetua um trabalho de pesquisa no mesmo campo", declarava com efeito ao Eugenical News, em 1938.Como Mengele, Kallmann se interessa muito pelo estudo dos gêmeos. Ele é um dos principais inspiradores e fundadores da A.S.H.G. (Sociedade Americana de Genética Humana), que deu origem ao desenvolvimento do teste pré-natal, fonte do aborto eugênico.


A família Rockefeller:



Desde John D. Rockefeller Sr., no século XIX, que tinha sido influenciado pelo darwinismo social de Herbert Spencer, esta poderosa família norte-americana financia o ativismo eugenista. E o faz especialmente por intermédio das seguintes organizações:

    * O Population Council, fundado por Frederick Osborn e John D. Rockefeller III e que tem grande influência sobre a política norte-americana de despovoamento (treinamento de "especialistas" em demografia e apoio à pesquisa de contraceptivos e abortivos). Foi para o Population Council que Hoechst-Roussel "doou" a licença do RU486. Também recebe fundos da Fundação Ford.


    * Os relatórios Kinsey transformaram-se numa ferramenta essencial para a revolução sexual, mesmo quando ficou demonstrado que eram uma fraude científica.



    * O World Watch Institute, criado pelo Rockefeller Brothers Fund para "alertar aos decididores e ao público em geral sobre as tendências globais emergentes para a disponibilidade e administração de recursos, tanto humanos quanto naturais", dirigido pelo famoso ativista Lester R. Brown. O World Watch Institute tenta chamar a atenção da imprensa para a "crise" populacional, mediante a publicação de folhetos e livros que anunciam a iminência de calamidades devido à superpopulação. Também é financiado pela ONU e pela Fundação Ford. O World Watch Institute, em seu último relatório (14/01/96), elogia a China e o Irã por sua política anti-família, ao mesmo tempo em que lamenta o desaparecimento de certas espécies de animais selvagens.



    * Catholics for a Free Choice, (Católicos por uma livre escolha), cujo propósito é o de fazer crer que se pode ser católico e, ao mesmo tempo, incentivar o aborto.



    * A Planned Parenthood, (Planejamento Familiar) e todos os seus avatares durante o transcurso do século. Margaret Sanger fazia com que o dinheiro circulasse dos Rockefeller e dos McCormick para Gregory Pincus, para que ele fizesse suas pesquisas sobre a pílula”. Hoje em dia, quem se oculta detrás da camuflagem dos serviços para a saúde reprodutiva é a ramificação ativista da eugenia.



    * O Instituto Kaiser Wilhelm, em Berlim e em Munique. Os Rockefeller ajudaram o arquiteto da política eugenista de Hitler, Ernst Rüdin, quando trabalhava aí.



    * Alexis Carrel, francês, prêmio Nobel de medicina em 1912, trabalhou para o Rockefeller Medical Institute. Em 1935, declarava: "Que motivo impediria a sociedade de resolver o problema dos criminosos e dos dementes de um modo mais econômico?... Na Alemanha, o governo tomou medidas enérgicas contra a multiplicação de indivíduos inferiores, dos loucos e dos criminosos..." (Em Lyon, no início de 1996, a Universidade Alexis Carrel foi "desbatizada"; veremos que acontece com a avenida Rockefeller.)



    * O Council on Foreign Relations (CFR), destinado a incentivar uma "nova ordem mundial" contra as autoridades nacionais.



    * A Fundação Rockefeller, "para incentivar o bem-estar da humanidade em todo o mundo", vem se concentrando no desenvolvimento internacional das "ciências da população". É um instrumento de transferência de dinheiro, destinado especialmente ao Planejamento Familiar.



    * A O.N.U.: a Declaração sobre a População da ONU era uma iniciativa de John D. Rockefeller III. Rockefeller doou o dinheiro e o terreno para o edifício da ONU em Nova Iorque. Entre os representantes norte-americanos, na divisão "População", encontram-se F. Notestein e Kingsley Davis, da American Eugenics Society. A ramificação da área demografia da ONU é uma iniciativa de Frederick Osborn (também membro da A.E.S.). G. Acsadi-Johnson foi responsável pela ramificação "Fertilidade e População", em 1974, e foi também membro da A.E.S.


ANEXO 2:



 "Você, o irmão que eu nunca tive...", tema de uma conhecida e emocionante canção. Quem poderia pensar nesse irmão imaginário com rasgos de um assaltante de bancos, de um tetraplégico, um drogado ou um trissômico, antes de ver Rainman? A imaginação, para encher nossos vazios afetivos, compõe figuras abstratas que podem não corresponder a seres de carne e osso e nunca perfeitos em todos seus aspectos.



Querer um filho não implica reprimir sonhos que vão desembocar, inevitavelmente, em decepção? Um ser humano é tão imprevisível quanto a própria vida. Por isso, depois de haver escolhido tê-lo - admitindo que seja possível escolher tê-lo - podemos fazer outra coisa que aceitá-lo tal como é?


UMA LEGISLAÇÃO EVOLUTIVA



No entanto, em nossa época, a partir da idéia de que cada um pode "fazer" sua vida e a dos outros, especialmente sua vida sexual, dentro do contexto de concepção de uma sociedade "pro-choice" (pró-liberdade de escolha), generaliza-se um enfoque eugenista do que já não é reconhecido como procriação: a liberdade de escolha se estende às características que terão as crianças às quais se aplica o tríplice mandato do "quando eu quiser", "como eu quiser", "como eu o quiser". A evolução da legislação une-se à ciência e à tecnologia para permitir a nossos contemporâneos "selecionar" os filhos. Isto começou com as disposições da lei Veil, sobre aborto terapêutico, associadas às técnicas do diagnóstico pré-natal. E a seleção torna-se especialmente desumana, porque a lei não estabeleceu critérios definidos para separar as "ovelhas” das "cabras".


Dita eugenia baseia-se na procriação artificial, principalmente pelo custo econômico e psicológico que implica recorrer a este método tão penoso para os casais. Depois de tanto sacrifício, não seria o caso de terminar com um "produto" defeituoso...



Então, por um lado, o aborto é um meio de excluir o filho não desejado, levando em consideração a angústia (às vezes verdadeira) da mãe. Por outro, psicologicamente falando, é algo mais que um simples acidente; as conseqüências sobre o comportamento da mãe, para com as crianças que irão nascer mais tarde (podemos chamá-los de "sobreviventes"), pode ser o reflexo de uma eugenia implícita. Este é o aspecto que propomos levar em consideração, agora.

A SÍNDROME PÓS-ABORTO



Uma síndrome pós-aborto, que normalmente aparece muitos anos depois, manifesta-se por intermédio de um estado depressivo e pela queda das defesas imunológicas, ficou comprovada a partir das observações de pediatras ou psiquiatras infantis. Entre eles encontra-se a doutora Marie PEETERS, pediatra cujo consultório fica no Hospital Necker, que garante que quando uma mulher está sofrendo por um antigo aborto, há vários indícios que permitem aos médicos identificar o porquê de seu sofrimento, antes mesmo que as manifestações típicas desta síndrome apareçam. Ela tem "em seu olhar algo da expressão de uma criança que pede socorro"; é uma mulher que não ouve e com quem é difícil dialogar, porque não se tranqüiliza.


O aborto traz graves repercussões principalmente para a relação mãe e filho: seja porque a mãe se encontra perdida perante uma criança da qual não sabe muito bem como se ocupar, seja porque o transforme num filho substituto do qual se aferra e a quem não dá liberdade para explorar o mundo que o rodeia.
Esta atitude é clara nas mulheres que têm um filho depois de um ou mais abortos. Como a gravidez, nestes casos, foi particularmente difícil, a mulher revive a gravidez anterior e o aborto que a interrompeu.


A criança que nasce é, portanto, muito valiosa. Espera-se que ela seja ajuizada e dócil. E o será, provavelmente até a adolescência, quando surge a oposição e, inclusive, a rebeldia contra uma atitude demasiado possessiva por parte dos pais.


Não é tranqüilizador ser um "filho desejado", diz Marie Peeters. Esta criança, nascida de uma opção deliberada, instintivamente sabe que é um "sobrevivente". Às vezes, mesmo sem ter sido informado que sua mãe fez um, ou mais abortos, a criança, a quem pedimos para desenhar sua família, acrescenta outras crianças aos sobreviventes e que estes correspondem, exatamente, ao número de irmãos e irmãs abortados. Será esta a prova que os pseudo-segredos de família são amiúde segredos conhecidos? Ou a manifestação de algum instinto, comparável ao que permite a uma criança sentir a gravidez de sua mãe muito antes de que lhe seja revelado? Esta é uma verdade comprovada há tempos.



A confissão de um aborto anterior, apesar de ouvida da boca dos próprios pais, será uma experiência difícil de suportar. O medo se instalará, então, com mais força na mente da criança, principalmente naquelas famílias onde tudo é dito sem controle. Por exemplo, frente à ecografia de um bebê esperado, reúne-se um pequeno conselho de família com os outros filhos, e os padres chegam à conclusão de que: "este não é adequado, é anormal, vamos abortá-lo".



Num contexto semelhante, a própria criança compreende que ele mesmo pode chegar a ser rapidamente um "fracasso", fonte de decepções para seus pais. Na escola, talvez, os "amiguinhos" já tenham lhe perguntado: "E você? Escolheram te ter?".



Assim, a criança experimenta os efeitos do pensamento eugênico dos pais e isto repercute dentro dela como uma espécie de auto-eugenia. Por enquanto, são somente atitudes, olhares, palavras... Por isso, não seria exagerado pensar que amanhã, em alguns casos, isto poderia tomar uma forma virulenta. Se, quando num ataque de ira, uma mãe discutir aos gritos com sua filha e lhe disser: "Eu deveria ter te abortado!". Por acaso já não se progrediu até o insuportável? Além disso, costumava-se pensar que, suprimindo as crianças "não desejadas", não haveria mais crianças maltratadas. Mas não foi assim; a curva de sevícias contra os menores parece aumentar, acompanhando a progressão dos abortos.


Marie PEETERS lembra que muito antes do nascimento se estabelecem vínculos de amor muito profundo entre a mãe e a criança. E são esses vínculos que de algum modo a protegem, evitando que a obrigação de se levantar de noite, para dar de mamar a um bebê que berra, seja sentida como um trabalho forçado ou, inclusive, como uma agressão. Mas que poderia acontecer no dia de amanhã se esses laços de amor fossem demasiado deteriorados pelo aborto? Se a mãe ou o pai (ferido ele também pelo aborto), transformassem sua ferida em cólera, em agressividade?



O GRITO DO INDEFESO

Pode-se comprovar com inquietude que o grito do indefeso sempre provoca uma resposta ambivalente entre a compaixão, que é natural do homem, e a violência ou a ira que surgem das profundidades de nossa animalidade. Chegaremos então a uma espécie de eugenia a posteriori sobre aquele, por exemplo, que tenha sido apontado como o patinho feio da família? Ou talvez esta violência, depois de ter sido exercida só contra os que não eram visíveis, afete também a todas as crianças sobreviventes?


Em todo caso, a sombra das crianças mortas continua presente na vida dos que estão implicados no seu desaparecimento e que as eliminaram do mundo dos vivos, mesmo quando as seqüelas nem sempre sejam tão terríveis. Por isso é que durante as terapias específicas, que são as únicas capazes de trazer uma cura verdadeira, começa-se por pedir à mãe que viva realmente o luto por seu filho, depois de ter-lhe "devolvido um rosto humano".


É imprescindível que ela reviva realmente a morte da criança por intermédio das etapas do aborto, para que esta morte lhe pareça bem clara e possa, depois, ser assumida de verdade. Deste modo, depois de ter devolvido sua plena humanidade ao filho abortado, os outros filhos terão toda a oportunidade de serem menos "desejados" e melhor aceitos.


NOTAS DE REFERÊNCIAS:

1. Histoire de l'eugénisme en France, Anne Carol, 1995, p.339. Anne Carol faz observações sobre algumas derivações eugênicas, na França, na PMA, e sobre o aborto. Mas como estuda somente os médicos, não chega a descobrir o amplo desenvolvimento estratégico da eugenia, sob outros nomes, com técnicas muito mais eficazes do que as utilizadas entre 1933 e 1945.
2. in The Human Right of Family Planning, I.P.P.F., Londres, 1984; A Strategy for Legal Change, I.P.P.F., Londres 1981.
3. ver Human Numbers, Human Needs (Suffolk England: I.P.P.F., 1984), ver também Resource Developments, I.P.P.F., julho 1986, pág.1, e Reports to Donors, I.P.P.F., outubro 1983.
4. I.P.P.F. no FPA Annual Report, 1978.
5. Na França, o M.F.P.F. pede que a lei francesa sobre o aborto tenha alcance também sobre as mulheres imigrantes, como uma clara continuidade da política eugenística que sempre considerou os imigrantes como raça inferior.
6. A expressão "birth control" (controle da natalidade em inglês), hoje, na linguagem comum, já é sinônimo de "contracepção". Atualmente, uma nova expressão mais asséptica denomina o anterior «controle da natalidadeö como controle da fertilidade.
7. Assim também a denomina Annie BESANT, fundadora da «Malthusian leagueö (Liga Malthusiana) na Inglaterra, que tinha sucedido à espírita Helena Petrovna BLAVATSKY na direção da sociedade Teosófica. Blavatsky é autora do livro "La Doctrine Secrète" (1888), que serviu como manual de base para o movimento pagão-hinduísta atual, chamado "New Age", e que não é mais que a origem da teoria da superioridade da raça ária.
8. O regime comunista chinês o pratica até nossos dias. Para engravidar, é preciso ter uma licença de gravidez e qualquer gestação ilegal pode terminar em aborto. Nas zonas rurais, o número de filhos por casal limita-se a um ou dois, e estima-se que a quantidade de crianças ilegais chega a 60 milhões. Ao mesmo tempo, foi implantado um amplo programa eugenístico que consiste na esterilização dos deficiente físicos e na eutanásia para os anciãos.
9. Margaret Sanger, The Pivot of Civilization, pág.80 & 179.
10. Birth Control Review, Margaret Sanger foi diretora dessa publicação de 1917 a 1928.
11. Margaret Sanger, The Pivot of Civilization, pág.80 & 1922.
12. "Contrôle des naissances et amélioration de la race", em Birth Control Review, fevereiro 1919.
13. Into the Darkness, Nazi Germany Today.
14. Robert C. Cook, em seu artigo "Birth Rates in Fascist Countries".
15. pelo Dr. Clarence J.GAMBLE, diretor regional da Birth Control Federation of America para os Estados do Sul. Gamble pertence à empresa Procter & Gamble, fabricante de sabão
16. Dois projetos piloto do mesmo tipo tomaram forma, em 1940, em dois estados do sul dos Estados Unidos e os dois foram financiados pelo Albert D. Lasker e senhora.
17. 43%, segundo A.L.Thornton, "U.S. Statistical Survey: A Reanalysis of the 1980 Census Figures for Population Distribution and Composition", em Demographics Today, março 1983, pág.62. Segundo outras fontes, a proporção de abortos de crianças negras, com relação à média norte-americana é de 3 para 1.
18. Alan Guttmacher, Medical World News, 6 de junho de 1969. Alan Guttmacher dirige a área de pesquisa de planejamento familiar norte-americano.
19. sobre este tema, ver o livro publicado por Steven W.Mosher, Broken Earth, The Rural Chinese, édition Robert Hale, Londres 1984. Steven é antropólogo e estudou a vida rural chinesa, entre 1979 e 1980, no sudeste da China. Foi expulso pelo governo comunista, devido às revelações que faz em seu livro sobre o aborto obrigatório.
20. A fusão com o "Departamento de Pesquisas clínicas", outra criação de Margaret Sanger, com um objetivo mais técnico: documentar e desenvolver técnicas para impedir as gestações.
21. Literalmente: federação americana para a paternidade planejada.
22. A propaganda mais eficaz foi, sem dúvida, a de fazer crer que o controle da natalidade preservaria a saúde das mães e das crianças e que a nação continuaria forte.
23. Era uma velha idéia de Margaret Sanger: "Nós que lutamos pelo controle da natalidade... insistimos na interrupção da reprodução dos não aptos, assim como na interrupção de toda a reprodução que ocorrer num lugar no qual não existam suficientes recursos econômicos para dar assistência aos que nascem sadios... Afirmamos que o mundo já está superpovoado." (artigo "Contrôle des naissances et amélioration de la race", em Birth Control Review, fevereiro 1919).
24. Margaret Sanger tirou proveito da velha briga entre católicos e protestantes para demonstrar que somente os católicos se opunham à sua política.
25 A súbita mudança das igrejas protestantes começou em 1930, quando a Conferência de Lambeth, dos bispos anglicanos, aceitou a utilização dos meios artificiais de anticoncepção em situações excepcionais. Foi a obra de uma minoria ativa e, entre eles, estava o Mui Reverendo William R. Inge, influente membro da Sociedade de Eugenia inglesa e porta-voz da igreja anglicana em Londres. Era admirador de Margaret Sanger, de quem tinha lido "Woman and The New Race", desde 1920. A maioria das denominações "liberais" surgiram rapidamente, com a ajuda dos dólares e dos lobistas de Margaret Sanger. Um admirável trabalho de subversão.
26. Depois da eugenia, este constituiu-se em seu segundo motivo de interesse para encontrar fórmulas de contracepção eficientes.
27. Dossier pour la création d'une consultation pour l'étude des problèmes de la naissance, da Doutora Lagroua Weill-Hallé.
28. In "Vingt-cinq ans d'histoire du Planning Familial", publicação do M.F.P.F., 1982, pág.78-79.
29. ibid.
30. Ver Itinéraire d'un objecteur de conscience, Anne Seys, édition TDD, 1995.
31. Voir "The Deadly Deception", Jim Shaw, 1988, éd. Huntington House Inc. Jim Shaw é um antigo franco-mação americano, do 33º grau, que se converteu ao Cristianismo.
32. Inicialmente Lucifer Trust.
33. O karma é o ciclo das reencarnações segundo o Hinduísmo. Um homem que cometesse más ações, após sua morte, reencarnaria em uma casta inferior, ou pior ainda, num animal. A ascensão igualmente é possível se o homem levar uma vida boa. Esta é a teologia que na Índia provoca indiferença social e desprezo pelas castas inferiores. Há uma possibilidade de livrar-se do karma; por intermédio das meditações da ioga que levam o homem a compreender que é apenas uma parte de um grande todo, da divindade imanente e impessoal que Deus representa para o Hinduísmo. A maneira ocidental de difundir esta ideologia é escondendo-a sob a forma da "relaxação" e da "sofrologia".
34. Lúcifer é realmente qualificado por Jesus Cristo como "o pai da mentira" e como «criminal desde o início". São Paulo diz também: "Il viendra un temps où les hommes ne supporteront plus la saine doctrine; mais au gré de leurs propres désirs, avec la démangeaison d'écouter, ils se donneront maîtres sur maîtres; ils détourneront leurs oreilles de la vérité et se tourneront vers les fables".
35 Steiner, que desde 1902 era o secretário geral da Sociedade Teosófica Alemã de Berlim (foi o encarregado de publicar Luzifer, entre 1903 e 1908); mas era adepto de um misticismo "cristão" da Cabala (a gnose dos primeiros hereges) que não era bem vista pela gnose hinduísta da Sociedade Teosófica. Nessa época, em 1912, fundou a Sociedade Antroposófica que inspirou os rosa-cruzes contemporâneos. Ainda hoje as escolas Waldorf, que seguem a doutrina de Steiner, e cuja sede está em Stuttgart, continuam doutrinando crianças.
36. Ver "The Hidden Dangers of the Rainbow, the New-Age movement and our coming age of barbarism" (Os perigos ocultos do arco-íris, o movimento da New Age e a chegada da nossa era de barbárie) de Constance Cumbey, 1983, éd. Huntington House Inc.
37. Hitler mandou trocar a suástica do Partido Nacional Socialista alemão da direita para a esquerda, dando-lhe, assim, uma conotação negativa à suástica que, originalmente, foi o símbolo solar da bondade e da harmonia com a natureza e que já havia sido utilizada pelos teósofos. (New Age).
38. Running God's Plan, de Foster Bailey (viúvo de Alice Ann Bailey), 1972.
39. Depois da segunda guerra mundial, os trabalhos sobre o racismo provaram que não era possível falar realmente de "raças" humanas e as pesquisas sobre as mutações mostraram que um caráter adquirido por mutação não era transmissível.
40. Le Théosophisme, René Guénon, 1973, pág. 258.
41. D'une révolte à une lutte, 25 ans d'histoire du Planning Familial, M.F.P.F., 1982.

BIBLIOGRAFIA:

    * Au nom de l'eugénisme. Génétique politique et dans le monde anglo-saxão, Daniel Kevles, ed. PUF, Coleção "Ciência, histoire et société", de 1995.
    * Bad Choices: Um olhar dentro da FPF. Douglas Scott R., ed. Comunicações Legacy, Tennessee Franklin, 1992.
    * Terra Quebrado: A China rural, Steven W. Mosher, ed. Robert Hale, Londres, 1984.
    * Felizes as estéreis: A Política Social da Planned Parenthood, Marshall et Robert Charles Donovan, ed. Ignatius Press, São Francisco, 1991.
    * De campos de concentração, Documentos derramar uma SERVIR l'Histoire de la guerre, Eugène Aronéanu, Office français d'édition, Paris, 1946.
    * Darwin on Trial, Phillip E. Johnson, InterVarsity Press, Illinois, 2 º Edição 1993 (Edição EXISTE in Francês Pela editora Pierre d'ângulo). Espanhol Em, Proceso um Darwin. Editora Portavoz (Grands Rapids, 1995).
    * De la vie avant toute escolheu, Pierre Simon, ed. Mazarine, 1979.
    * D'une à une lutte Révolte: 25 ans d'histoire du planejamento familiar, MFPF, ed. Tierce, 1982.
    * Eugenia Watch: Seção desenvolvida Pela Organização do Nome MESMO e especialmente Mais Por Katherine O'Keefe, nenhum site de Internet http://www.africa2000.com.
    * Grand Illusion: The Legacy of Planned Parenthood, Grant George, ed. Wolgemuth & Hyatt Publishers, Tennessee, 3 ª edição de 1989.


Fontes: Wikipédia  e  http://www.trdd.org/EUGBRP.HTM
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