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DESABAFO DE UM EX-ATEU: Escritor e filósofo suíço Alain De Botton

Written By Beraká - o blog da família on segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012 | 12:41



(Fonte:Jornal  Il Sole 24 Ore)


Eu cresci em uma família de ateus convictos, filho de judeus não observantes que colocam a fé religiosa no mesmo plano da fé no Papai Noel.

Meu pai tinha conseguido fazer a minha irmã chorar quando havia tentado extirpar da sua mente a ideia, nem tão enraizada, de que, em algum lugar do universo, se escondia um deus solitário.

Eu tinha oito anos, na época. Se os meus familiares descobrissem que alguém, no seu círculo de conhecidos, nutria secretamente um sentimento religioso, começavam a tratá-lo com a comiseração  que, em geral, se reserva a quem sofre de uma doença degenerativa. A partir desse momento, para eles, era impensável recomeçar a levá-lo a sério.

Embora eu tenha sido fortemente influenciado pela atitude dos meus pais, passados os 20 anos, o meu ateísmo me pôs em crise.

As dúvidas surgiram quando eu ouvi pela primeira vez as cantatas de Bach e se desenvolveram enquanto eu observava algumas Madonnas de Bellini.

No entanto, foi apenas muitos anos depois da morte de meu pai – enterrado sob uma lápide gravada em hebraico em um cemitério judeu de Willesden, zona noroeste de Londres, porque, detalhe interessante, ele tinha se esquecido de deixar instruções mais seculares – que eu comecei a aceitar o peso da minha ambivalência com relação aos princípios ateus indiscutíveis que me haviam sido incutidos durante a infância.

A minha certeza de que Deus não existe permanecia intacta. Eu me sentia simplesmente mais livre para a ideia de que havia um modo de se aproximar da religião sem ter que aceitar também, por força, o lado sobrenatural; um modo, em termos mais abstratos, de pensar nos Padres sem ofuscar a memória do meu pai.

Dei-me conta de que a minha prolongada resistência às teorias sobre o além ou sobre os habitantes do paraíso não era uma justificação suficiente para descartar a música, os edifícios, as orações, os rituais, as celebrações, os santuários, as peregrinações, as refeições em comum e os manuscritos iluminados.


Depois de ter perdido toda uma série de práticas e de tradições que os ateus consideravam insuportáveis por causa daquilo que Nietzsche definia de “o mau cheiro da religião”.

A sociedade secular se empobreceu injustamente. Agora, o termo “moralidade” nos causa medo, e, ao pensamento de ouvir um sermão, preferimos dar no pé.


Evitamos a ideia de que a arte pode nos elevar ou ter uma missão ética. Não vamos em peregrinação. Não sabemos mais construir templos. Não temos instrumentos para expressar gratidão. A ideia de ler um manual de autoajuda nos parece estar em contraste com os nossos nobres princípios.


Rejeitamos o exercício mental. Raramente vemos desconhecidos cantando juntos. Infelizmente, estamos diante de uma escolha: abraçar a estranha ideia de que existem divindades imateriais, ou abandonar em bloco uma série de rituais reconfortantes, refinados ou simplesmente fascinantes dos quais custamos para encontrar um equivalente na sociedade secular.

Talvez, chegou o momento de liberar as nossas necessidades espirituais do verniz religioso que os recobre, embora, paradoxalmente, muitas vezes, é o estudo das religiões que nos fornece a chave para redescobrir e reformular essas necessidades.


A minha tentativa é a de ler as fés, principalmente a cristã, e, em menor medida, a judaica e a budista, em busca de intuições que possam ser úteis na vida secular, sobretudo com relação aos problemas levantados pela convivência dentro de uma comunidade e dos sofrimentos mentais e físicos.

Longe de negar os valores do secularismo, a minha tese é de que, muitas vezes, secularizamos mal, muito mal mesmo...

Enquanto buscávamos nos libertar de ideias impraticáveis, também renunciamos erroneamente a alguns dos aspectos mais úteis e fascinantes da religião.


(Fonte:Jornal  Il Sole 24 Ore)

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13 de fevereiro de 2012 16:19

Srs. Beracats.
O que me consola, lendo tudo isso que consta do blog, é imaginar que exista algum objetivo, ou social, ou econômico, para que pessoas de bom nível intelectual defendam a existência do sobrenatural.
Considero completamente impossível que um bispo católico, um padre, um homem intelectualizado possa cultivar tais crenças.
Como pode um teólogo ser créu?

13 de fevereiro de 2012 16:33

Prezado Reinaldo,

Devolvo sua missiva no mesmo nível que a sua:

POR QUE O ATEÍSMO É TÃO “ ABORRECIDO e MAÇANTE ” ?


1)- “Aborrecido” - É talvez dos mais elegantes adjetivos que eu vi serem usados recentemente para se referir – com propriedade – ao ateísmo.


2)- A miséria intelectual auto-elevada – ridicularmente – ao patamar de única posição socialmente aceitável, provocando os maçantes jantares aos quais o filósofo Pondé se refere com tanto bom humor.

2)- Como se fossem uma decrépita cerimônia ritual onde os velhos fiéis de uma religião sem fé bajulam-se mutuamente, em um mecanismo de auto-afirmação que é a antítese perfeita dos cultos religiosos onde os fiéis confortam-se uns aos outros. Nem mesmo nisso eles são originais.Realmente, o diabo só faz mesmo tocar cover das canções do Céu aqui na terra.

3)-E o ateísmo é aborrecido, porque auto-limitado. Porque pobre, raso, estéril. Incapaz de satisfazer aos anseios humanos mais profundos – insistindo em ficar às margens e negar a existência do oceano que se descortina diante dele.

4)- Um bufão que se julga rei, emitindo ordens disparatadas em sua estultície e rasgando as vestes, espantado, ao perceber serem bem poucos os que o levam minimamente a sério para além das mesas dos “jantares inteligentes”,que é um mecanismo encontrado de auto-afirmação que é a antítese perfeita dos cultos religiosos onde os fiéis confortam-se uns aos outros.

Trocaram seis por meia dúzia.


Por gentileza, quando o último ateu sair, apague a luz por favor.

Shalom !!!

13 de fevereiro de 2012 20:14

Que seja aborrecido e maçante, como dizem, a verdade dói, sequer deve ser muito explorada.
E, realmente, há miséria intelectual no ateísmo, que não se rebusca e floreia a realidade para que sejam mais aceitáveis, não inclui as artes como elemento.
Bajulem-se, os ateus, auto-afirmem-se.
Tão abjetos, são escudeiros da verdade inexorável,cruel:
Todos são ateus, uns dissimulados, outros assumidos.
Até mesmo os ingênuos se revelam, volta e meia.

13 de fevereiro de 2012 21:57

Prezado ateu Reinaldo,

Acho que você está delirando ou tergiversando e saindo pela tangente: Onde existem este ateus Tão abjetos, são escudeiros da verdade inexorável ? Só em sua mente cauterizada provavelmente pelo ateísmo militante, capaz de matar em nome da deuza razão como fizeram os regimes totalitaristas ateus recentes.

Poucas coisas me admiram mais, neste mundo, do que a assombrosa fé dos ateus.Eles não acreditam em Deus, mas acreditam PASMEM !!! “CEGAMENTE “ no Acaso !!!???

1)- Se você lhes perguntar: “Como surgiu o mundo? Como apareceu a vida? Como se processaram as coisas para que se desse algo de tão extraordinariamente complexo, preciso, ordenado e fantástico como é o organismo de um besouro ou de uma gazela?Como se produziu a maravilha extasiante de um olho humano ?” invariavelmente o ateu responderá: “Foi por Acaso”.

2)- Você pode perguntar: “Um acaso só?” Ele sorrirá com ar de suficiência e esclarecerá, como se segredasse a sabedoria aos ignorantes: “Milhões, milhões de Acasos, meu amigo, ao longo de milhões de anos”. E a palavra milhões — que não explica, sozinha, absolutamente nada — o deixará perfeitamente satisfeito, como se fosse a explicação genial, “racional” e completa de toda a questão.

3)- No entanto, os que se têm dado ao trabalho de analisar cientificamente as possibilidades de que apenas duas dúzias desses milhões de acasos se produzissem, chegam à conclusão de que, pelo cálculo de probabilidades, essa conjunção de eventos fortuitos, perfeitamente concatenados, é tão improvável que, na prática, fica sendo impossível.


4)- Só pelo raciocínio, sem necessidade de fé, grandes filósofos pagãos como Platão e Aristóteles — insuperados em muitas das suas idéias — chegaram à conclusão de que o mundo postula, racionalmente, a existência de uma INTELIGÊNCIA SUPREMA, ou de um GRANDE ARQUITETO.


5)- Há algo que nos permita afirmar se o dia é claro ou escuro, se perto de nós há gente ou não, se pela rua vem vindo carros, se alguém nos aponta uma arma?”, a resposta deverá ser sempre: “Sim, a nossa vista”.Só que essa resposta, enunciada de maneira tão simplista, é uma estupidez. Todos sabemos que a vista pode ser boa ou má, sadia ou doente, nítida ou confusa, ou até cega e nula.Exatamente a mesma coisa acontece com a consciência. Em princípio, poderia e deveria enxergar o bem, o justo, o certo, mas para isso precisaria estar sadia, e não moralmente doente.

Continua...

13 de fevereiro de 2012 22:00

Continuando caro ateu abjeto e escudeiro da verdade inexorável,


6)- Não nos esqueçamos de que, afinal, a consciência é um juiz, que avalia uma decisão a tomar, uma conduta, uma omissão, e diz: “Isto está certo”, “Isto não tem nada demais”, “Isto está errado”. Mas, nesta avaliação, o que é absolutamente decisivo é saber qual é o referencial, a “norma de valor” que permite julgar o certo e o errado ?.


7)- Tudo é permitido?Justamente pela relação que tem com este assunto, vem a propósito lembrar um bem conhecido episódio do romance de Dostoievski, Os Irmãos Karamázovi. Os três irmãos estão no centro do enredo, juntamente com um criado do pai, filho bastardo deste e, portanto, meio-irmão dos três. O intelectual da família, Ivã Karamazov, repete filosoficamente a famosa frase: “Se Deus não existe, tudo é permitido”.


8)- Sem lei nem rei : É impossível falar em bem e mal, em verdades morais que sejam normativas, em valores válidos e estáveis num mundo assim; isso seria tão absurdo como falar da rota certa de um barco que não tem rumo predeterminado, nem bússola, nem carta de navegação, e se limita a rodopiar loucamente no centro de um redemoinho.


9)- Se não se admite a existência de UMA INTELIGÊNCIA CRIADORA E OREDENADORA, não há modo de encontrar uma base sólida, um fundamento firme para uma lei moral digna de ser tomada em consideração pela nossa consciência. E, realmente, até agora, todas as tentativas de elaborar uma ética sem Deus têm sido falhas.


10)- Deste modo, sendo tudo relativo, chega-se a aberrações como as que o nosso século vem contemplando: hoje o racismo é um mal abominável — e é mesmo, aos olhos de Deus —, mas já foi julgado um bem gloriosíssimo em vários países, em pleno século XX (veja-se o Terceiro Reich, a África do Sul e parte sensível da população da América do Norte); hoje, matar crianças não-nascidas e acabar com velhos e doentes incômodos (eutanásia) é considerado um bem, um avanço das sociedades “progressistas”, mas, durante milênios, foi julgado um assassinato covarde e vil.

11)-Se A VIDA NÃO TEM SENTIDO, E NEM EXISTE UMA INTELIGÊNCIA ORDENADORA tudo fica no ar, tudo é relativo: vale qualquer coisa, ou seja, impera o caos. No epicentro do caos, que espécie de consciência terá a possibilidade de julgar?

"Se enxerguei além dos outros, é por que estava no ombro de gigantes" (Isaac Newton)

Shalom !!!

Anônimo
13 de fevereiro de 2012 23:32

Gostei da formatação.

Parágrafo com letra grande, parágrafo negrito-itálico-com-letra-grande.

Mas logo no segundo parágrafo você comeu mosca, e deixou dois parágrafos "normais" em seguida.

Mas o que gostei foi o negrito-itálico-sublinhado. Melhor que isso só se estivesse como gif animada de um verde limão piscante.

Muito bom gosto.

Ah, o conteúdo? Não é mal. Mas representa a experiência do tio aí.

E qualquer um que não reconheça a beleza nas maravilhas criadas por Bach & cia, independente da religião (ou não religião) tem sérios problemas com o bom gosto.

Como o template deste blog.

14 de fevereiro de 2012 19:47

Beraká, por enquanto, pois não pude ainda ler seu testamento, afirmo apenas que a complexidade das coisas e da vida são demonstração da auto-suficiência da Natureza.
Houvesse o criador divino, ao contrário do que se diz, um corpo humano seria simples ao ponto de ser mero barro ôco, sem fígado e rim, sem coração, e funcionaria divinamente, melhor do que funciona esse monte de sistemas frágeis e vulneráveis.
Seria como descrito no Gênesis.

14 de fevereiro de 2012 20:23

Prezado Reinaldo o ateu abjeto e escudeiro da verdade inexorável,

Olha só a sua afirmativa vazia e vaziva(A repetição é minha a idiotice é sua):"...afirmo apenas que a complexidade das coisas e da vida são demonstração da auto-suficiência da Natureza.Houvesse o criador divino, ao contrário do que se diz, um corpo humano seria simples ao ponto de ser mero barro ôco, sem fígado e rim, sem coração, e funcionaria divinamente, melhor do que funciona esse monte de sistemas frágeis e vulneráveis.Seria como descrito no Gênesis..." ???

Caro Reinaldo,

Foi o autor da formosura que criou todas as coisas (...) e pela grandeza e formosura da criatura se pode visivelmente chegar ao conhecimento do seu Criador, diz a Sabedoria de Deus (Sab., XIII, 3 e 5). E São Paulo, na Epístola aos Romanos, ensinou que as perfeições invisíveis de Deus, depois da criação do mundo, tornaram-se visíveis pela compreensão das coisas criadas (Cfr. Ep. aos Rom., I, 20).

Em todos os seres, o Criador deixou a sua marca. Nos transcendentais do ser, contemplamos o selo da divina majestade, e nas formas das criaturas, vemos a imagem de sua formosura. Deus é a Verdade. Deus é o Bem. Deus é a Beleza. NEle, Verdade, Bem e Beleza se identificam, pois que Deus é simples, sem composição. Ora, o Criador fez o mundo à Sua imagem e semelhança. Por isso, a verdade, o bem e a beleza existentes no universo são reflexos da Verdade, do Bem da Beleza de Deus.

Podemos encontrar esses reflexos das infinitas qualidades de Deus no finito das criaturas, examinando-as de dois modos diversos:

a) metafisicamente, na consideração dos transcendentais do ser;
b) esteticamente, ao ter em vista suas formas materiais e seus símbolos.

No universo material, todo ser é composto de matéria e forma. Além disso, todo ser reflete analogicamente qualidades de Deus. Todo ser, de algum modo, é símbolo de algum valor. Todas as coisas, de algum modo, falam de Deus. Por isso, São Boaventura disse que Deus escreveu dois livros que falam d'Ele mesmo: A Sagrada Escritura e o Universo (Cfr. S. Boaventura, Brevilóquio). O mundo é uma grande parábola de Deus. Portanto, ao considerar a beleza das coisas naturais ou artísticas, deve-se levar em conta a matéria, a forma e o símbolo delas.

Ainda de um ponto de vista metafisico, verificamos que todo ser é uno, verdadeiro e bom. O verum de cada ente é ele mesmo, enquanto capaz de ser compreendido pela inteligência. O bonum do ens é ele mesmo enquanto apetecível pela vontade. Além disso, todo ser é uno, indiviso. Do unum, verum e bonum do ser decorre seu pulchrum, sua beleza enquanto ser, beleza que é o bem claramente cognoscível. Da unidade, verdade, bondade dos seres se irradia, qual luz agradabilíssima, a beleza deles.

Continua...

14 de fevereiro de 2012 20:24

Prezado Reinaldo,abjeto e escudeiro da verdade inexorável,


A identificação do unum, do verum e do bonum - e portanto do pulchrum - com o ens é um reflexo nas criaturas da Identidade, Verdade e da Bondade absolutas na Unidade de Deus. Disso decorre que, embora o verum e o bonum das criaturas sejam aspectos distintos do ser, sua identificação com o ens e com o unum produz um profundo relacionamento metafísico entre unidade, Verdade, bondade e beleza nas coisas.

É nossa sensibilidade que se agrada racionalmente com a beleza das criaturas, pela compreensão clara do bem que nelas existe.

Essa profunda relação entre verdade, bem e beleza faz com que chamemos de belas as ações que são moralmente boas. Também, por isso, as mães, ao repreenderem os filhos, lhes dizem para não praticarem ações más, porque elas são feias. Por sua vez, toda ação virtuosa é racional, e, quando alguém age mal, diz que errou, isto é, que agiu contra a razão. Por fim, quando a verdade aparece com todo o seu esplendor, dizemos que ela é bela: "Eis aí uma bela verdade". Toda beleza é boa e verdadeira. Em contra-partida, tudo o que é mau é feio e falso. Tudo o que é falso é mau e feio. E o feio lembra o mal e o erro.

Ao contemplar retamente a beleza do universo criado, ao meditar a grandeza e a formosura das criaturas, a alma humana encontra uma felicidade natural que é, de certo modo, uma antecipação - quão apagada embora - da felicidade celestial que nascerá da visão de Deus no Paraíso. Assim, o que Dante disse da felicidade dos bem-aventurados:

LUCCE INTELLECTUAL PIENA D'AMORE
AMOR DI VERO BEN PIEN DI LETIZIA
LETIZIA CHE TRANSCEDE OGNI DOLZORE
(DANTE, Par. XXX)

[Luz inteletual cheia de amor/ Amor do verdadeiro bem cheio de alegria/ Alegria que transcende toda doçura], pode-se aplicar, analogicamente, à felicidade de quem, na Terra, contempla a beleza do universo, vendo nela o reflexo da luz da eterna glória de Deus.

Shalom !!!

21 de fevereiro de 2012 12:43

O ateísmo é apenas fraqueza espiritual. Muitos acham que o ateísmo é fruto da inteligência e intelectualidade, mas isso não existe. A fé em Deus vem de outras percepções e não apenas da ignorância a respeito das questões naturais. Deus existe. A prova disso se encontra simplesmente na fé. O homem ainda está muito distante de entender o que de fato é Deus, mas Jesus veio ao mundo para revelá-lo. Deus é espírito, é energia. Deus está em todo o lugar, basta abrirmos o nosso coração que ele vai entrar.

Hallelu Yah!

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