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ENTENDENDO OS LIMITES E RIQUESAS DA RELIGIOSIDADE POPULAR

Written By Beraká - o blog da família on terça-feira, 27 de setembro de 2011 | 17:43


Se essa religiosidade popular, porém, for bem orientada, sobretudo mediante uma pedagogia da evangelização, ela é algo rico de valores.

Assim ela traduz em si uma certa sede de Deus, que somente os pobres e os simples podem experimentar; ela torna as pessoas capazes para terem rasgos de generosidade e predispõe-nas para o sacrifício até ao heroísmo, quando se trata de manifestar a fé; ela comporta um apurado sentido dos atributos profundos de Deus: a paternidade, a providência, a presença amorosa e constante, etc.

Ela, depois, suscita atitudes interiores que raramente se observam alhures no mesmo grau: paciência, sentido da cruz na vida cotidiana, desapego, aceitação dos outros, dedicação, devoção, etc.

Em virtude destes aspectos, nós chamamos-lhe de bom grado "piedade popular", no sentido religião do povo, em vez de religiosidade.


Porém, o que significou a aceitação da fé cristã para os povos da América Latina e do Caribe? Para eles, significou conhecer e acolher Cristo, o Deus desconhecido que os seus antepassados, sem o saber, buscavam nas suas ricas tradições religiosas. Cristo era o Salvador que esperavam silenciosamente.

Significou também ter recebido, com as águas do batismo, a vida divina que fez deles filhos de Deus por adoção; ter recebido, outrossim, o Espírito Santo que veio fecundar as suas culturas, purificando-as e desenvolvendo os numerosos germes e sementes que o Verbo encarnado tinha lançado nelas, orientando-as assim pelos caminhos do Evangelho.

Com efeito, o anúncio de Jesus e do seu Evangelho não supôs, em qualquer momento, uma alienação das culturas pré-colombianas, nem foi uma imposição de uma cultura alheia. As culturas autênticas não estão encerradas em si mesmas, nem petrificadas num determinado ponto da história, mas estão abertas, mais ainda, buscam o encontro com outras culturas, esperam alcançar a universalidade no encontro e o diálogo com outras formas de vida e com os elementos que possam levar a uma nova síntese, em que se respeite sempre a diversidade das expressões e da sua realização cultural concreta.

A sabedoria dos povos originários levou-os felizmente a formar uma síntese entre as suas culturas e a fé cristã que os missionários lhes ofereciam. Daqui nasceu a rica e profunda religiosidade popular, em que aparece a alma dos povos latino-americanos:
1)- o amor a Cristo sofredor, o Deus da compaixão, do perdão e da reconciliação; o Deus que nos amou a ponto de se entregar por nós;
2)- o amor ao Senhor presente na Eucaristia, o Deus encarnado, morto e ressuscitado para ser Pão de Vida;
3)- o Deus próximo dos pobres e daqueles que sofrem;

A profunda devoção à Santíssima Virgem de Guadalupe, de Aparecida ou das diversas invocações nacionais e locais. Quando a Virgem de Guadalupe apareceu ao índio São João Diogo, disse-lhe estas palavras significativas: "Não estou aqui, eu que sou a tua Mãe? Não te encontras sob a minha sombra e a minha proteção? Não sou eu a fonte da tua alegria? Não te encontras debaixo do meu manto, no cruzamento dos meus braços?" (Nican Mopohua, nn. 118-119).

Esta religiosidade expressa-se também na devoção aos Santos com as suas festas patronais, no amor ao Papa e aos demais Pastores, no amor à Igreja universal como grande família de Deus que nunca pode, nem deve, deixar abandonados ou na miséria os seus próprios filhos. Tudo isto forma o grande mosaico da religiosidade popular que é o precioso tesouro da Igreja Católica na América Latina, e que ela deve proteger, promover e, naquilo que for necessário, também purificar.”


A monumentalização de diferentes tipos de memória (individual, familiar, comunitária, institucional) nos centros de peregrinação é um fenómeno recorrente nas diferentes culturas.

Os centros de peregrinação assumem-se como locais polarizadores, nos quais têm lugar a mediação e as transacções com as figuras protectoras, referências a que se recorre nas mais diversas situações que marcam o ritmo da vida e da natureza.

Estas sedes da potência sacra atraem mesmo quando se apresentam separados do profano, sendo por isso espaços reservados, de acesso vedado e mesmo perigosos por causa dos seus ritos e interditos - falemos em centros de "alta voltagem" espiritual. Estamos na presença de um mistério que fascina ao mesmo tempo que se apresenta como uma força tremenda, separada.


Para o processo de cristalização de convicções e memórias religiosas contribui em larga medida a presença de uma imagem ou relíquia que reactualiza e concentra a evocação realizada nos centros de peregrinação, rememorando e repetindo a força salvífica e miraculosa que se atribui ao momento de manifestação (teofania) primordial a partir do qual se gerou a ligação entre comunidade e divindade.



Este suporte material da memória, enquanto vestígio concreto e tangível das origens do sagrado contribui para unir a comunidade numa mesma crença, construindo, inclusivamente, uma memória nacional enquanto acontecimento fundador, fundamental para a identidade comum - manifestada também nas práticas de deslocação a lugares de forte investimento simbólico.

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28 de setembro de 2011 09:09

Vcs católicos nunca se baseiam na palavra de Deus, mas sempre se baseiam em opiniões próprias. Nesse aspecto, catolicismo é igual a qualquer outra religião. Só mesmo o protestantismo, do ponto de vista doutrinário, não pode errar, pois nos baseamos no que Deus disse, não no que as pessoas achama.
Esse texto é mais um absurdo católico. Dizer que a religiosidade do povo serve pra alguma coisa. Religiosidade é lixo, e deve ser combatida pela luz da Bíblia, a única fonte de verdade religiosa.
Catolicismo é mesmo algo execrável do ponto de vista da Bíblia. Tudo o que é errado, tudo o que é antibíblico, tudo o que é contra a fé cristã vcs apoiam. Dou graças a Deus, que me libertou desse império de trevas.

28 de setembro de 2011 09:21

Prezado e amargo protestante Soli Deo Glória,

Vendo este seu texto agressivo e nada Cristão, rezei por vc para que Deus retire de seu coração toda esta sua amargura e ódio aos católicos simples.

Tudo isto me fez recordar aquilo que Cristo disse:

“Eu te louvo ó Pai, Senhor do céu e da terra, porque ocultaste estas coisas aos sábios e doutores e as revelastes aos pequeninos…” (Mt 11, 25).

Converta-se!!!

Shalom

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Neste Apostolado promovemos a “EVANGELIZAÇÃO ANÔNIMA", pois neste serviço somos apenas o Jumentinho que leva Jesus e sua verdade aos Povos. Portanto toda honra e Glória é para Ele.Cristo disse-nos:Eu sou o caminho, a verdade e a vida e “ NINGUEM” vem ao Pai senão por mim." ( João, 14, 6).Como Católicos,defendemos a verdade, contra os erros que, de fato, são sempre contra Deus.Cristo não tinha opiniões, tinha verdades, a qual confiou a sua Igreja, ( Coluna e sustentáculo da verdade – Conf. I Tim 3,15) que deve zelar por elas até que Cristo volte.Quem nos acusa de falta de caridade mostra sua total ignorância na Bíblia,e de Deus, pois é amor, e quem ama corrige, e a verdade é um exercício da caridade.Este Deus adocicado,meloso,ingênuo, e sentimentalóide,é invenção dos homens tementes da verdade, não é o Deus revelado por seu filho: Jesus Cristo.Por fim: “Não se opor ao erro é aprová-lo, não defender a verdade é nega-la” - ( Sto. Tomáz de Aquino)

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