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ORIGEM da Língua hebraica

Written By Beraká - o blog da família on quarta-feira, 7 de abril de 2010 | 09:32




Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.Hebraico ou hebreu (em hebraico עברית) (עִבְרִית Ivrit)


Região:IsraelGlobal (como uma língua litúrgica do Judaismo), na Cisjordânia, e Gaza[1]


Total de falantes:Total de falantes 10,000,000 IsraelPrimeira língua 5,300,000 (2009);[2]Segunda língua 2,000,000 - 2,200,000 (2009) Estados UnidosLíngua doméstica 200,000 (aprox.) nos Estados Unidos falam hebraico em casa11United States Census 2000 PHC-T-37. Ability to Speak English by Language Spoken at Home: 2000. Table 1a.PDF (11.8 KB)Território PalestinoSegunda língua 500,000 - 1,000,000Extinto como uma língua falada regularmente pelo século 4 d.C, mas subexistiu como uma língua litúrgica e literária; reviveu em 1880






Hebraico ou hebreu (em hebraico עברית)O hebraico (עברית, ivrit) é uma língua semítica pertencente à família das línguas afro-asiáticas.



A Bíblia original, a Torá, que os judeus ortodoxos consideram ter sido escrita na época de Moisés, cerca de 3.300 anos atrás, foi redigida no hebraico dito "clássico".Embora hoje em dia seja uma escrita foneticamente impronunciável, portanto indecifrável, devido à não-existência de vogais no alfabeto hebraico clássico, os judeus têm-na sempre chamado de לשון הקודש, Lashon haKodesh ("A Língua Sagrada") já que muitos acreditam ter sido escolhida para transmitir a mensagem de Deus à humanidade.



Por volta da primeira destruição de Jerusalém pelos babilônios em 586 a.C., o hebraico clássico foi substituído no uso diário pelo aramaico, tornando-se primariamente uma língua franca regional, tanto usada na liturgia, no estudo do Mishná (parte do Talmude) como também no comércio.



O hebraico renasceu como língua falada durante o final do século XIX e começo do século XX como o hebraico moderno, adotando alguns elementos dos idiomas árabe, ladino, iídiche, e outras línguas que acompanharam a Diáspora Judaica como língua falada pela maioria dos habitantes do Estado de Israel, do qual é a língua oficial primária (o árabe também tem status de língua oficial).



História

Enquanto o termo "hebreu", refere-se a uma nacionalidade, ou seja especificamente aos antigos israelitas, a língua hebraica clássica, uma das mais antigas do mundo, pode ser considerada como abrangendo também os idiomas falados por povos vizinhos, como os fenícios e os cananeus. De facto, o hebraico e o moabita são considerados por muitos, dialectos da mesma língua.O hebraico assemelha-se fortemente ao aramaico e, embora menos, ao árabe e seus diversos dialetos, partilhando muitas características linguísticas com eles.O hebraico também mudou. A diferença entre o hebraico de hoje e o de três mil anos atrás é que o antigo era um abjad ou seja, não possuía vogais para formar sílabas. As vogais foram os sinais diacríticos inventados pelos rabinos para facilitar na pronúncia de textos muito antigos e posteriormente desativados, nos meios de comunicação atuais.História antigaVer artigo principal: Hebraico bíblicoO hebraico é uma língua afro-asiática. Essa família linguística provavelmente se originou no Nordeste da África, e começou a divergir nos meados do oitavo milênio a.C.; de qualquer forma, existe grande debate em relação à data.(A teoria é defendida pela maioria dos linguistas e arqueólogos mas contraria a leitura tradicional da Torá).Os falantes do proto-afro-asiático expandiram-se para norte e acabaram por chegar ao Médio Oriente.No fim do terceiro milénio a.C. as línguas ancestrais como o aramaico, o ugarítico e várias outras línguas cananitas eram faladas no Levante ao lado dos influentes dialectos de Ebla e Acádia. À medida que os fundadores do hebraico migravam para o sul, onde receberiam influências do levante, tal como outros povos que empreenderam o mesmo caminho, como os filisteus, adoptaram os dialectos cananeus.A primeira evidência escrita do hebraico, o calendário de Gezer, data do século X a.C., os tempos dos reinados dos reis Davi e Salomão. Apresenta uma lista das estações e de actividades agrícolas com elas relacionadas. O calendário de Gezer (que recebeu o nome da cidade em cujas proximidades foi encontrado) está escrito em um alfabeto semítico antigo, aparentado ao fenício, o qual, passando pelos gregos e pelos etruscos, deu origem ao alfabeto latino usado hoje em quase todas as línguas europeias.O calendário de Gezer é escrito sem nenhuma vogal, e não usa consoantes substitutas de vogais mesmo nos lugares onde uma soletração mais moderna o requer (ver abaixo).A verga Shebna, da tumba de um camareiro real achado em Siloé, datado do século 7 a.C.Numerosas tabuletas mais antigas foram encontradas na região com alfabetos similares em outras línguas semíticas, por exemplo o proto-sinaítico.Acredita-se que as formas originais das letras do alfabeto são mais antigas que os hieróglifos da escrita egípcia, embora os valores fonéticos sejam sempre inspirados em princípios acrofónicos.O antepassado comum do hebraico e do fenício é chamado cananeu, e foi o primeiro a usar um alfabeto semítico distinto do egípcio. Um dos documentos cananeus antigos é a famosa Pedra Moabita; a inscrição de Siloam, encontrada próximo de Jerusalém, é um exemplo antigo do hebraico. Outros escritos hebraicos menos antigos incluem o óstraca encontrado perto de Laquis (Lachish) e que descreve os eventos que precedem a captura final de Jerusalém por Nabucodonosor II e o cativeiro na Babilónia de 586 a.C..O escrito mais famoso originalmente em hebraico é o Tanakh, base das Escrituras Sagradas hebraicas, apesar de as datas em que teria sido escrito ainda sejam disputadas (Ver datar a bíblia). As cópias existentes mais antigas foram encontradas entre os manuscritos do Mar Morto, escritos entre o século II a.C. e o século I d.C..



A língua formal do império babilónico era o aramaico (cujo nome deriva de Aram Naharayim, "Mesopotâmia", ou de Aram, "terras altas" em cananeu e o antigo nome da Síria).



O Império Persa, que conquistou o império babilónico poucas décadas depois do início do exílio judeu, adoptou o aramaico como língua oficial.


O aramaico é também uma língua semítica norte-ocidental, bastante semelhante ao hebraico. O aramaico emprestou muitas palavras e expressões ao hebraico, principalmente devido a ser a língua utilizada no Talmude e noutros escritos religiosos.



Além de numerosas palavras e expressões, o hebraico também recebeu do aramaico o seu alfabeto. Apesar de as letras aramaicas originais terem origem no alfabeto fenício que era usado no antigo Israel, divergiram significativamente, tanto às mãos dos judeus como dos mesopotâmios, assumindo a forma que hoje nos é familiar cerca do século I a.C.. Escritos desse tempo (especialmente notáveis são os manuscritos do Mar Morto encontrados em Qumran) foram redigidos com um alfabeto muito semelhante ao "quadrático" ainda hoje usado.Os judeus que viviam mais ao norte ou no Império Persa aos pouco foram adotando o segmento aramaico, e o hebraico rapidamente caiu em desuso. Contudo, como essa literatura é parte integrante das escrituras, os caracteres ainda hoje permanecem preservados em outros idiomas. Pelos seguintes 700 anos, o aramaico tornou-se a língua vernácula da Judéia restaurada. Obras famosas escritas em aramaico incluem o Targum, o Talmude e diversos livros de Flávio Josefo, embora muitos desses últimos não
foram preservados em sua forma original. No seguimento da destruição de Jerusalem e do Segundo Templo, no ano 70 d.C., os judeus começaram gradualmente a dispersar-se da Judeia para o resto do mundo conhecido à época.




Por muitos séculos o aramaico permaneceu como a língua falada pelos judeus da Mesopotâmia, e o Lishana Deni[3], conhecido também como "judaico-aramaico", é um moderno descendente que ainda é falado por uns poucos milhares de judeus (e muitos não-judeus) na região conhecida como Curdistão; contudo, essa língua gradualmente cedeu lugar ao árabe, como deu lugar a outros falares locais em países para os quais os judeus emigraram.



O hebraico não foi usado como uma língua falada por aproximadamente 2.300 anos, ou seja, foi considerada uma língua morta, assim como o latim. Contudo, os judeus sempre dedicaram muito esforço para manter altos níveis de alfabetização entre eles, com o principal propósito de permitir a todo judeu consultar como se estivesse manipulando os originais da Bíblia hebraica e as obras religiosas que a acompanham. É interessante notar que as línguas que os judeus adotaram em seus países de residência, nomeadamente o ladino e o iídiche não estavam diretamente relacionadas com o hebraico (a primeira baseada no espanhol peninsular com empréstimos árabes, e a última um antigo dialeto do alemão medieval), contudo, ambas foram escritas da direita para a esquerda, utilizando o alfabeto hebraico.




O hebraico foi também usado como uma língua de comunicação entre os judeus de diferentes países, particularmente com o propósito de facilitar o comércio internacional.A mais importante contribuição para a preservação da leitura (sem pronúncia) do hebraico tradicional nesse período foi aquelas dos eruditos chamados massoretas (da palavra masoret, que significa "folclore" ou "tradição"), ocorrida a cerca do século VII ao X criou algumas marcações suplementares para indicar a posição onde deveriam existir vogais, assim como a acentuação tônica e os métodos de recitação. desse modo, os textos originais hebraicos que usavam apenas as consoantes passaram a contar com as vogais, entretanto, algumas consoantes foram usadas para indicar vogais longas. Na época dos massoretas esse texto era considerado muito sagrado para ser alterado, assim todas as marcações foram adicionadas na forma de diacríticos (pontinhos e pequenos traços) dentro e ao redor das letras.



Ressurreição do HEBRAICOO reviver do hebraico como língua mãe foi iniciado com os esforços de Eliezer Ben-Yehuda.Anteriormente um ardente revolucionário na rússia czarista, Ben-Yehuda juntou-se ao Movimento Nacional Judaico e emigrou para a Palestina em 1881.Motivado pelos ideais que o circundavam de renovação e de rejeição do estilo de vida dos judeus da diáspora, dedicou-se a desenvolver uma nova língua que os judeus pudessem usar para a comunicação do dia-a-dia.Eliezer Ben-YehudaApesar de a princípio o seu trabalho ter sido desprezado, a necessidade de uma língua comum começou a ser entendida por muitos. Em breve seria constituido o Comité da Língua Hebraica. Mais tarde tornar-se-ía a Academia da Língua Hebraica, uma organização que existe actualmente. Os resultados do seu trabalho e do do comité foram publicados num dicionário (O Dicionário Completo de Hebraico Antigo e Moderno).




O trabalho de Ben-Yehuda acabou por encontar solo fértil e no princípio do século XX, o hebraico estava a tornar-se a principal língua das populações judias.História recenteBen-Yehuda baseou o hebraico moderno no hebraico bíblico. Quando o comité decidia inventar uma nova palavra para um determinado conceito, Yehuda procurava em índices de palavras bíblicas e dicionários estrangeiros, particularmente de árabe. Enquanto que Yehuda preferia as raízes semíticas às europeias, a abundância de falantes europeus de hebraico levou à introdução de muitas palavras estrangeiras. Outras mudanças que tiveram lugar à medida que o hebraico voltava à vida foram a sistematização da gramática, uma vez que a sintaxe biblica era por vezes limitada e ambígua; e a adopção da pontuação ocidental.A influência do russo é particularmente evidente no hebraico. Por exemplo, o sufixo russo -ácia é usado em nomes onde o português usa o sufixo -ação. Isto aconteceu tanto em empréstimos directos do russo, como por exemplo "industrializacia", industrialização, e em palavras que não existem em russo. A influência do inglês é também muito forte, parcialmente devido à administração britânica da palestina, que durou cerca de 30 anos, e devido a laços fortes com os Estados Unidos. A influência do iídiche é também notada, nomeadamente nos diminuitivos. Finalmete o árabe, sendo a língua de numerosos judeus Mizraicos e Sefarditas imigrados de países árabes, assim como dos palestinianos e árabes israelitas, teve uma influência importante no hebraico. especialmente no calão.O hebraico moderno é escrito com um alfabeto conhecido como " quadrático". É o mesmo alfabeto, em última análise derivado do aramaico, que foi usado para copiar livros religiosos em hebraico durante dois mil anos. Este alfabeto tem também uma versão cursiva, que é usada para a escrita à mão.O hebraico moderno têm um jargão rico, que resulta de uma florescente cultura de juventude. As duas características principais deste jargão são os empréstimos do árabe (por exemplo, sababa, "excelente", ou kussémek, expressão de forte dissatisfação que é extremamente obscena tanto em árabe como em hebraico).Devido ao tamanho relativamente reduzido do vocabulário básico, numerosos empréstimos estrangeiros e a regras gramaticais relativamente simples, o hebraico é uma língua simples de aprender.




Os israelitas toleram bastante os sotaques estrangeiros.O hebraico tem sido a língua de numerosos poetas, os quais incluem Raquel, Bialik, Shaul Tchernihovsky, Lea Goldberg, Avraham Shlonsky e Natan Alterman. O hebraico é ainda a língua de numerosos autores, um dos quais é o escritor Shmuel Yosef Agnon, laureado com o Prémio Nobel.Distribuição geográficaO hebraico é falado principalmente em Israel pelos seus cerca de 6 milhões de judeus tal como pelos dois milhões de árabes que lá vivem. No entanto, fora de Israel, judeus sefarditas, principalmente em França (com mais de meio milhão de judeus), e israelitas expatriados, principalmente nos Estados Unidos (cerca de meio milhão de pessoas), usam-na domesticamente. Normalmente, a maioria dos judeus asquenazes não nascidos em Israel (cerca de 8 milhões) consideram difícil usar o hebraico coloquialmente. A minoria (no máximo 20%) que frequenta escolas judaicas (yeshivas) normalmente tem uma familiaridade maior com o hebraico e consegue ler e até escrever hebraico mas só falam com fluência quando passam tempo suficiente em Israel e falam com falantes nativos de hebraico.Muitos judeus europeus e americanos nunca visitaram Israel e não conseguem dizer muito em hebraico. Desse modo o hebraico não é falado por eles nem entendido pela maioria dos judeus em muitas áreas fora de Israel onde há uma grande população judia, nomeadamente na Argentina, na Austrália, no Canadá, na França, no Brasil, na Alemanha, na Rússia, na África do Sul, Ucrânia, no Reino Unido e nos Estados UnidosComo parte do judaismo, o hebraico é usado em vários graus nos estudos religiosos e orações. Normalmente são os judeus ortodoxos que frequentam escolas de hebraico e escolas religiosas, enquanto que a maioria dos judeus tendem a ser fluentes nas línguas dos países onde vivem e menos interessados em aprender hebraico. Apesar disso, na América do Norte, iniciativas como o Programa de Aproximação Judia Nacional e as sinagogas oferecem cursos intensivos de hebraico a dezenas de milhares de judeus todos os anos para introduzir judeus adultos à leitura de hebraico pela primeira vez.DialectosDe acordo com o Ethnologue, os dialectos do hebraico incluem o hebraico padrão (israelita padrão, hebraico europeizado), hebraico oriental (hebraico arabizado e hebraico iemenita).Na prática há também o hebraico asquenaze, ainda usado de forma vasta nas cerimónias judaicas e nos estudos em Israel e no estrangeiro. Foi influenciado pelo iídiche.O hebraico sefardita é a base do hebraico padrão e não é muito diferente deste, mas tradicionalmente tem maior variedade de pronúncias. Foi influenciado pelo ladino.O hebraico mizrahi (oriental) é na realidade um grupo de dialectos falados liturgicamente por judeus em várias partes do mundo árabe e islâmico. Foi influenciado pelo árabe.Quase todos os emigrantes em Israel são encorajados a adoptar o hebraico moderno como a sua língua diária. Como dialecto, o hebraico padrão foi inicialmente baseado no hebraico sefardita, mas foi influenciado pela fonologia asquenaze até formar um dialecto moderno único. Por exemplo, o som da consoante resh no hebraico padrão atual se aproxima mais do som gutural que a letra "r" possui no alemão, no iídiche e no francês, que do seu som no dialeto sefardita, ou de seus equivalentes nas outras línguas semíticas. Assim como o som da letra "tz" (tzadi) que no hebraico moderno possui o som duplo semelhante ao "z" do alemão, e não a pronúncia sefardita e mizrahita que é semelhante ao "çad" do árabe.Línguas fortemente influenciadas pelo hebraicoO iídiche, o ladino, o quaraim e o judeo-árabe foram todas muito influenciadas pelo hebraico. Nenhuma é completamente derivada do hebraico, mas todas estão cheios de empréstimos dele.[carece de fontes?]

* As várias representações ortográficas de cada um dos fonemas attests to the broader phonemic range de vogais em recentes formas de hebraico. Alguns linguistas acalmam a gramática hebraica individualmente de Schwa na—marcando como Schwa (ְ)—representando um sexto fonema, /ə/.Cada vogal tem três formas: curta, longa e interrompida (hataf). Não há distinção audível entre as três no hebraico moderno de Israel, e o tipo de uma vogal é determinado inteiramente por sua posição em uma palavra.O hebraico antigo não tinha ditongos. Embora eles existam no hebraico moderno falado, as regras de gramática desencorajam seu uso. Assim, a raiz Y-Kh-L, segunda pessoa do singular do tempo futuro, será conjugada tuykhal, embora a forma correta seja tukhal.A fonética hebraica inclui um dispositivo especial chamado schwa. Há dois tipos de schwa: de repouso (nakh) e de movimento (na' ). O schwa de repouso é pronunciado como uma breve parada da fala. O schwa de movimento soa muito parecido com o schwa da língua inglesa.O hebraico também tem o dagesh, um "enfatizador". Há dois tipos de enfatizadores: o brando (qal, conhecido também como dagesh lene) e o forte (chazaq ou dagesh fortis). Há duas subcategorias de dagesh forte: forte estructural (chazaq tavniti) e o forte complementar (chazaq mashlim). O brando afeta os fonemas /v/ /g/ /d/ /kh/ /f/ /t/ no início de uma palavra, ou depois de um schwa de repouso. As ênfases do tipo forte estructural pertencem a certos padrões vocálicos (mishkalim e binyanim; ver a secção sobre gramática, a ser incluída a seguir). O dagesh forte complementar é acrescentado quando ocorre uma assimilação vocálica. Como mencionado antes, a ênfase influencia qual de um par de alófonos é pronunciado. Bastante interessante, evidência histórica indica que /g/, /d/ and /t/ costumavam ter versões de ênfase próprias, contudo elas desapareceram de virtualmente todos os dialetos falados do hebraico. Todas as outras consoantes, exceto as aspiradas, podem receber uma ênfase, mas seus sons não sofrerão mudanças.As transcrições gregas apresentam indicações de que o hebraico bíblico manteve as consoantes gh e kh do proto-semítico por mais tempo do que o sistema de escrita pode sugerir. Assim, 'Amorá é traduzido como Gomorra para grego, enquanto que 'Eber é transcrito como Eber, sem o g intrusivo; dado que evidências comparativas semíticas mostram que ambos o *gh e o *' do proto-semítico se tornaram 'ayin no hebraico tardio. Isto sugere que a distinção ainda era mantida em tempos clássicos.VerbosA palavra hebraica para verbo é po'al.Os verbos no hebraico são declinados pelo género, pessoa, número e tempo. A forma base para os verbos é a terceira pessoa masculina singular do passado activo do indicativo.Pessoa, número, e gêneroHá três pessoas na língua hebraica: a primeira pessoa, também chamada a "falante"; a segunda pessoa, a "presente"; e a terceira, a "escondida" (no presente todas as pessoas têm formas idênticas, diferindo apenas no número e género). Para cada pessoa há formas singulares e plurais. O dual arcaico presente no sistema nominal não é usado no sistema verbal.Usualmente a pessoa afecta o sufixo do verbo. Assim, lamadti significa "aprendi", lamadta significa "aprendeste", lamdu significa "aprenderam". A raiz lamd- mantém-se constante.




O hebraico declina ainda com o género, distinguindo, por exemplo, entre lamadet ("aprendeste", no feminino) e lamadta ("aprendeste", no masculino).Referências bibliográficas:Hoffman, Joel M, In the Beginning: A Short History of the Hebrew Language. New York: NYU Press. ISBN 0-8147-3654-8.Izre'el, Shlomo, "The emergence of Spoken Israeli Hebrew", in: Benjamin Hary (ed.), The Corpus of Spoken Israeli Hebrew (CoSIH): Working Papers I (2001)Kuzar, Ron, Hebrew and Zionism: A Discourse Analytic Cultural Study. Berlin & New York: Mouton de Gruyter 2001. ISBN 3-11-016993-2, ISBN 3-11-016992-4.Laufer, Asher. "Hebrew", in: Handbook of the International Phonetic Association. Cambridge University Press 1999. ISBN 0-521-65236-7, ISBN 0-521-63751-1.Sáenz-Badillos, Angel, 1993 A History of the Hebrew Language (trans. John Elwolde). Cambridge, England: Cambridge University Press. ISBN 0-521-55634-1Hebraico Bíblico (BEREZIN)

Período Bíblico(de 1200 até aproximadamente 130 a.E.C.)Histórico: O hebraico pertence ao ramo das línguas semíticas. Quando os Patriarcas hebreus chegaram a Canaã (por volta do século XII a.E.C.), encontraram uma terra onde predominava o idioma canaanita, que se aproximava da língua falada pelos fenícios.As Cartas de Tel-El-Amarna, datadas de época anterior à conquista da terra de Canaã pelos hebreus, constituem uma fonte muito importante para a pesquisa da pré-história da língua hebraica. Trata-se de uma correspondência de centenas de cartas, trocadas entre os faraós e os monarcas cananeus, no período que medeia entre 1450 e 1360 a.E.C.. Essas cartas, encontradas em Tel-El-Amarna, fornecem ampla informação sobre a cultura, a língua e a literatura da época. Escritas em acádio, língua internacional naquela região, fácil se tornou decifrá-las, graças à colaboração, não intencional, dos escribas da época. Estes, talvez por insegurança, ao traduzirem as palavras para o acádio, anotavam, à margem, palavras em canaanita. Tão abundantes são essas anotações, que é possível reconstituir, com base nelas, o verbo canaanita da época. Essa língua canaanita não é propriamente o hebraico, mas uma forma muita antiga e próxima dele. Contém muitas propriedades que desapareceram no decorrer do tempo e outras que comprovam ser o hebraico um desenvolvimento ou uma continuação da língua de Tel-El-Amarna. Isso suscita a questão da origem do hebraico sobre a qual divergem as teorias.Documentação: A fonte mais antiga do hebraico clássico em nosso poder (não levando em conta alguns recentes achados arqueológicos) é a Bíblia. Do ponto de vista científico, existem divergências quanto ao início exato do período bíblico, mas, quanto ao seu término, é amplamente aceita a data aproximada do século II a.E.C.. Tanto o conteúdo como a linguagem das Escrituras são variados.




Nota-se a diferença entre os relatos em prosa, os cantos e poemas e a linguagem dos profetas. Do ponto de vista cronológico, há uma grande distância entre a linguagem dos primeiros livros e dos livros finais. Até os mesmos relatos são apresentados, em linguagem diferente, no livro de Juizes e nos das Crônicas. Há, ainda, uma pequena parte escrita em aramaico (livro de Daniel e parte do livro de Esdras). A diferença entre as diversas partes da Bíblia manifesta-se no vocabulário, nas estruturas gramaticais e sintáticas. Entretanto, não há um critério objetivo para estabelecer, com precisão, a data da elaboração dos livros bíblicos.

HebraicoBíblico Arcaico

Trata-se de remanescentes antigos, datando do período da Conquista, que constituem uma amostra da linguagem épica dos primeiros colonizadores. Essa linguagem sofre influência do aramaico e do ugarítico que supõe-se que tenha predominado no norte de Canaã.Aparece na poesia bíblica antiga como: Canção de Débora (Jz 5), Haazinu (Dt 2,43), Canção do Mar (Ex 15,1-9).Linguagem do período do Primeiro Templo(desde cerca de 1055 até 586 a.E.C.)O período do Primeiro Templo termina com o exílio da Babilônia (586 a.E.C.), quando os portadores da cultura hebraica foram exilados, permanecendo na Judéia apenas as pessoas de classe mais humilde.A prosa bíblica, como aparece, principalmente, nos relatos do Pentateuco e nos livros dos Primeiros Profetas (Josué, Juizes, Samuel e Reis).Hebraico BíblicoPosterior

Na época do Segundo Templo (536 a.E.C. a 70 E.C.), o povo começa a falar aramaico e hebraico sendo que, a partir de então, o aramaico vai acompanhando de perto o hebraico. Essa ligação iniciou-se no exílio babilônico. O aramaico é uma língua muito próxima do hebraico e do grupo das línguas canaanitas.No período do Segundo Templo, o hebraico era falado somente na Judéia e nas demais regiões falava-se o aramaico e o grego.O hebraico constituía a língua sagrada e era usada sempre para fins religiosos.Encontrado, principalmente, nos livros do Segundo Templo, como os de Crônicas, Neemias, Eclesiastes, Ester e os de alguns profetas, como Ezequiel, Esdras e Daniel; os dois últimos, escritos em grande parte, em aramaico.No livro de 2 Reis 18,19, a língua aramaica já é mencionada no diálogo com um alto funcionário assírio, Rabsaqué. Na Babilônia, nessa época, predominava o aramaico; portanto, os exilados não encontraram mais o acádio como língua falada.No livro de Ezequiel, observa-se a influência aramaica tanto no vocabulário como no estilo, se bem que se trata de um aramaico ainda com traços acádios.Adaptado de: BEREZIN, Rifka. As origens do léxico do hebraico moderno. São Paulo: EDUSP, 1980. p.13-30.Pequena História da Língua Hebraica1 – Um Panorama GeralChaim RabinPor cerca de mil e trezentos anos, desde a conquista da Palestina, até após a guerra de Bar-Kohba, os judeus falaram o hebraico.Passaram então a falar outras línguas por mais de dezesseis séculos, até que o hebraico voltou a ser novamente falado na Palestina, há cerca de noventa anos.As causas da interrupção da utilização do hebraico como língua falada devem ser encontradas no fato de que, a partir do Exílio da Babilônia, grande parte do povo judeu falava outras línguas. Os judeus da Babilônia falavam o aramaico, e os do Egito falavam o grego durante o período helenístico.Mesmo na Palestina havia regiões, como a Galiléia e a planície costeira, em que os judeus falavam o aramaico e o grego. O hebraico falado prevaleceu somente na Judéia e em algumas regiões um pouco mais ao sul, próximas à cidade de Hebron.Este hebraico estava longe de ser a linguagem da Bíblia. Era a linguagem que atualmente denominamos de hebraico mishnaico ou a língua dos Sábios. Quando, nas guerras de 66-70 (destruição de Jerusalém) e de Bar-Kohba (131-134), a Judéia foi arrasada e o remanescente dos habitantes judeus, inclusive os sábios, foi se estabelecer na planície costeira e na Galiléia, o som do hebraico falado cessou e os imigrantes foram aos po ucos adotando o aramaico.Os judeus, entretanto, através de todos os períodos do Exílio (70 E.C. a 1948), nunca deixaram de ler e escrever hebraico. Uma vasta literatura foi se acumulando nesses períodos, incluindo livros de sabedoria religiosa, filosofia, ciência, assim como de leve entretenimento, poesia religiosa e secular, peças teatrais, livros de viagens e obras históricas.Houve mesmo países nos quais os judeus mantiveram a tradição de escrever suas cartas e documentos particulares em hebraico. Os judeus da Inglaterra medieval (séc. XII e XIII), por exemplo, registravam em hebraico até mesmo os títulos referentes a empréstimos feitos a não judeus.Muitos falavam o hebraico esporadicamente. Há relatos sobre judeus de países diferentes, que falavam hebraico quando se encontravam e não dominavam, em comum, nenhuma outra língua. Os judeus falavam hebraico nas feiras para não serem entendidos por seus clientes não judeus. Aos sábados, os homens pios falavam somente hebraico. Com tudo isso ninguém pensou em adotar o hebraico na linguagem cotidiana.Os judeus são o Povo do Livro; que importância poderia ter a conversação diária diante da língua do Livro?Naquela época, na Idade Média, a língua ainda não era um atributo de nacionalidade, pois não existiam ainda nações na concepção atual do termo.Muito tempo depois de os povos da Europa terem iniciado suas lutas pela independência nacional nos assuntos públicos e governamentais, os judeus ainda não se consideravam uma nação como outras.Tinham começado a produzir uma literatura ocidentalizada moderna em hebraico, mas não aspiravam a funções oficiais para a Língua de Eber, e tampouco lhe haviam definido um lugar em sua vida, além dos limites religiosos e literários.No século XIX, o hebraico só era falado em Jerusalém e, em escala menor, no resto da Palestina. Ali encontravam-se judeus de diversas comunidades: os aschkenazitas de fala iídiche, os sefarditas de fala árabe ou espanhola, e, como os judeus da Idade Média, falavam hebraico entre si, pois esta era a única língua mais ou menos compreensível para todos. Visto que os sefarditas eram comerciantes e artesãos, os aschkenazitas acabaram adotando a pronúncia sefardita quando falavam o hebraico nas transações comerciais. Ninguém pensava nela como língua nacional.Em 1881, chegou à Palestina um jovem judeu lituano, que adotara o nome hebraico de Eliezer Bem-Yehuda. Ainda na Europa, tinha concebido a idéia da nacionalidade judaica, e o hebraico como sua língua oficial. Em 1879, publicou na revista trimestral Haschahar, de Viena, um artigo em hebraico denominado Uma Questão Candente. Ali divulgava suas idéias revolucionárias. Ainda em Paris começou a falar em hebraico. Encontrou judeus da Palestina e com eles aprendeu a pronúncia sefardita.



Ao chegar à Palestina procurou falar hebraico com todas as pessoas que encontrava, descobrindo que sabiam responder-lhe nesse língua.Imediatamente após sua chegada, começou a proclamar dois novos princípios: o hebraico devia ser falado em casa, em família, e devia tornar-se a língua oficial nas escolas. Ele próprio colocou ambos em prática: ensinou durante um período, em hebraico, na escola da Alliance Israélite Universelle, de Jerusalém, e utilizou em casa somente o hebraico. Quando nasceu seu primogênito, empenhou-se em dar à criança o hebraico como sua primeira língua. Itamar-Ben-Avi, como foi chamado mais tarde o filho, foi assim a primeira criança a Ter o hebraico como língua materna.2 – O Desenvolvimento do HebraicoChaim RabinSupõe-se, em geral, que o hebraico morreu após a destruição do Segundo Templo (ano 70 E.C.), passando a servir então, principalmente, como língua das orações; acredita-se também que, embora alguns livros tenham sido depois escritos em hebraico, a língua não sofreu acréscimos e permaneceu estagnada.Este ponto de visto é falho em vários aspectos. Primeiramente, apesar de ser verdadeiro que o hebraico deixou de ser falado, a atividade literária no período da diáspora foi imensa.O número de livros escritos neste período (70 E.C. a 1948) atinge dezena de milhares, incluindo alguns volumes bastante alentados, e cada livro contribuiu com algo para o desenvolvimento da língua, ao tratar de diferentes temas e problemas.Em segundo lugar, é certamente errôneo supor que somente línguas faladas se desenvolvem e crescem.Ao contrário, mesmo nas línguas vivas o enriquecimento do vocabulário se dá, principalmente, na linguagem escrita.No caso do hebraico, dezenas de milhares de palavras foram criadas, no período da diáspora, para designar idéias, instituições e invenções surgidas naquele decurso de tempo.Além disto, muitas palavras novas foram criadas, sem qualquer razão externa aparente, já que, em todos os idiomas, palavras deixam de ser usadas e são substituídas por outras.O vocabulário criado no período da diáspora não foi até agora totalmente coletado, pois está disperso em grande número de livros, muitos dos quais existem só em manuscritos; somente o Dicionário Histórico, que está sendo atualmente preparado pela Academia da Língua Hebraica, poderá incluir todas essas riquezas.Um dicionário do hebraico contemporâneo contém material formado de várias camadas lingüísticas superpostas. Em suas páginas encontram-se palavras com mais de três mil anos, algumas criadas há apenas mil anos, e outras que penetraram na língua bem recentemente.Aparecem todas lado a lado, e em conjunto formam uma unidade: o vocabulário em uso em nossa geração. O atual falante hebraico não está consciente de que estas palavras são de diferentes períodos. Para ele são todas a mesma coisa, ou seja, todas são palavras hebraicas. No conjunto, não é possível reconhecer pela aparência externa se a palavra é antiga ou recente.Somente o estudo de livros escritos em diferentes períodos revelará quando determinado vocábulo começou a Ter curso na língua. Há alguns dicionários que indicam, até certo ponto, a época em que uma palavra entrou em uso. Estes são o grande Thesaurus de Ben Yehuda, os dicionários de Y.Gur, de Y.Kenaani e a Segunda edição de A.Even-Shoschan .Nas cartas de Tell-El-Amarna, escritas na língua babilônica, antes da conquista israelita da Palestina, que contêm algumas palavras da língua local, aprendemos que, no século XIV a.C., tais palavras já tinham o mesmo significado de hoje; navio, verão, pó, gracioso, muralha, gaiola, tijolo, falta, portão, campo, agente comercial, cavalo, imposto e mais cerca de quinze outras palavras, que eram correntes na fala da Palestina.Esta são, portanto, as primeiras palavras hebraicas atestadas em documento escrito. Subentende-se naturalmente, que àquela época eram correntes também milhares de outras palavras dentre as quais, algumas encontradas na Bíblia, mas não mencionadas nas cartas de Tell-El-Amarna, por falta de oportunidade.O mesmo se aplica à própria Bíblia. A Bíblia emprega cerca de 8.000 palavras hebraicas diferentes (das quais 2.000 aparecem apenas uma vez), mas certamente este não era o vocabulário completo disponível para o falante hebraico no período bíblico.Esse vocabulário atingia, sem dúvida, 30.000 ou mais vocábulos, mas os autores dos vários livros da Bíblia não tinham motivos para usar a maioria deles. A Bíblia trata de um número restrito de temas e não é uma enciclopédia.O número de palavras diferentes nas partes hebraicas na Mischná, Tosefta, nos Talmudes, e nos Midraschim, que denominamos em conjunto Hebraico Mischnaico, é muito maior, porque a variedade de temas é maior.É bem viável que muitas das palavras existentes no Hebraico Mischnaico, eram usadas no período bíblico, mas não foram empregadas na Bíblia. Uma apalavra encontrada nas cartas de Tell-El-Amarna, nos dá uma prova disso: é masch-hezet (mó).Apesar de numericamente pobre, o vocabulário contido na literatura bíblica é de especial importância para o hebraico atual. Como é sobejamente sabido, nem todas as palavras de uma língua são usadas com igual freqüência.Algumas são constantemente empregadas como homem, coisa, casa, fazer, falar; outras são usadas em ocasiões extremamente raras, embora a média dos que usam o hebraico como língua nativa esteja familiarizada com seu significado. A pesquisa científica demonstrou que, em qualquer língua, 1.000 palavras compõem cerca de 85% de todo o material de um texto médio.Entre essas 1.000 palavras mais freqüentes em hebraico, 800 são da época bíblica. A lista dos 1.000 vocábulos mais usados, como ensinam os Ulpanim também inclui cerca de 800 palavras hebraicas bíblicas.Assim, a importância do vocabulário bíblico é desproporcional à sua participação numérica entre os 60.000 ou mais vocábulos que compõem o hebraico atual.A análise de textos de jornal demonstrou que 60 a 70% das palavras usadas nos noticiários comuns são bíblicos, enquanto cerca de 20% são encontradas somente na literatura mischnaica, e a pequena percentagem restante é composta de termos de origem medieval e invenções modernas. Uma recente pesquisa numa mostragem de 200.000 palavras correntes, selecionadas ao acaso em jornais e periódicos, demonstra que entre as palavras que ocorrem mais de cinco vezes ( o que compõe quase metade do vocabulário inteiro encontrado em tais textos), as palavras bíblicas formam 61% das ocorrências. A diferença é devida à inclusão de artigos de fundo, comentários, etc., onde palavras recentemente criadas ocorrem em maior número.Cerca de 14.000 palavras do dicionário hebraico provêm da linguagem mischnaica. Isto não constitui o número total de palavras usadas naquela época, pois o hebraico mischnaico tem mais de 6.000 palavras em comum com o hebraico bíblico. Assim, as fontes do hebraico mischnaico (Mischná, Tossefta, partes hebraicas do Talmude e Midraschim) usam um vocabulário total de cerca de 20.000 palavras.A edição recente do dicionário de A.Even-Schoschan, de acordo com a estimativa de seu autor, inclui 6.500 palavras de fontes medievais. Estas derivam principalmente do Piyut (poesia litúrgica), dos escritos judaicos medievais da Alemanha e França (principalmente dos comentários de Raschi), e das traduções feitas no sul da França nos séculos XII a XIV. Estas não são obviamente todas as palavras que foram criadas durante o longo período que decorreu entre o Talmude e o renascimento da língua hebraica. Este material está apenas parcialmente registrado.Algumas milhares de palavras, de uso comum atualmente, foram tomados do aramaico talmúdico. A aramaico difere totalmente do hebraico na fonética, e na gramática mas o constante trato dos judeus com o Talmude Babilônico, e, mais tarde também com o Zohar, obra mística escrita em aramaico, levou à absorção de muitas palavras do aramaico, já na Idade Média, com pequenas alterações formais, para lhes dar aparência de palavras hebraicas.Os estudiosos responsáveis pela ampliação do vocabulário técnico do hebraico, nos tempos modernos, têm continuado este processo e palavras desta origem têm passado para o hebraico constantemente.O próprio Even Schoschan apresenta perto de 15.000 palavras criadas desde o renascimento da língua hebraica. Uma vez que este dicionário não contém termos puramente técnicos, das ciências naturais e da tecnologia, o número de palavras adicionadas nestes noventa anos é provavelmente muito maior, embora tenhamos que deduzir uma certa porcentagem de palavras que não obtiveram aceitação.O hebraico, como outras línguas, cresceu por camadas, sendo que cada uma corresponde a um período da língua, e podemos encontrar fortes traços de todas elas na nossa atual linguagem falada e escrita.Não apenas o vocabulário foi acrescido, mas cada período também contribuiu com sua parcela de formas gramaticais e de estruturas sintáticas. Algumas das inovações dos vários períodos caíram em desuso, mas algumas das palavras e das características gramaticais que desapareceram foram subseqüentemente recuperadas, e algumas estão sendo revividas atualmente.No hebraico moderno, todos estes elementos estão sendo combinados numa nova unidade orgânica. O falante do hebraico em Israel não está consciente da diferente idade das palavras que usa, assim como poucos falantes do inglês têm consciência da origem histórica das palavras de sua língua e da época em que penetraram no inglês.O interesse em esclarecer estas origens é histórico e intelectual e não influi sobre o modo como estas palavras e estruturas são usadas. Em Israel há autores de assuntos lingüísticos que acreditam que a origem de uma palavra deve influir em matéria de estilo, e, devido ao intenso estudo da Bíblia, e em alguns círculos, da Literatura Rabínica, a consciência da origem das palavras torna-se mais viva em israel do que na maioria dos outros países.Fonte:RABIN, Chaim. Pequena história da língua hebraica.1.ed. Trad. Rifka Berezin. São Paulo,Summus, /1973/. p.11-20.



EM QUE LÍNGUA FORAM ESCRITO OS 10 MANDAMENTOS ?





É provável que Moises conhecesse a ecrita egípicia pois foi educado no palácio.


Porém um sinal claro que a TRADIÇÃO ORAL pode funcionar sem modifições no que é essencial e CONSTITUIÇÃO INGLESA que não escrita.


Se o original Dez Mandamentos foram escritos, eles têm que estar em sumério, e a partir dai o povo judeu teria que tê-los traduzidos.



As primeiras versões atestadas do Velho Testamento em que os Dez Mandamentos aparecem são em hebraico. It is likely that Moses, if he was a real person, also spoke ancient Hebrew (and probably also ancient Egyptian).É provável que Moisés também falou em hebraico antigo (e provavelmente também egípcio antigo).The Ten Commandments were written by God in the Hebrew language.



Os Dez Mandamentos foram escritos na língua hebraica antiga.If Moses lived around 1300 bc, then the likely alphabet of the Hebrews was, in today's terms, called Proto-Canaanite - the parent language of Hebrew and a descendant language of Egyptian hieroglyphs. Se Moisés viveu por volta de 1300 aC, o alfabeto provável dos hebreus era, em termos de hoje, chamado de proto-cananita - a língua-mãe do hebraico, uma linguagem descendente de hieróglifos egípcios.Porém não esqueçamos que às vezes as palavras ao longo do tempo mudam o formato não o conteúdo, por exemplo: Pharmacia, permutado para Farmácia,mudou-se a forma não o significado que continua o mesmo.







A Constituição “NÃO ESCRITA “do Reino Unido



Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.http://pt.wikipedia.org/wiki/Constitui%C3%A7%C3%A3o_do_Reino_Unido




A Constituição do Reino Unido é o conjunto de leis e princípios debaixo do qual o Reino Unido é governado.Não é constituido de um único documento constitucional como a Constituição dos Estados Unidos. É muitas vezes dito que o país tem uma constituição "não-escrita" ou De facto ("na prática").[1]A maior parte da constituição britância não existe na forma escrita de estatutos, jurisprudência e Tratados.A Constituição não-escrita possui outras fontes, incluindo Parlamentar, Convenções constitucionais (mais do que muitos países, exceto a Nova Zelândia, Israel) e as prerrogativas reais.



Os alicerces da constituição britânica tem sido, tradicionalmente, a Soberania parlamentar, segundo a qual os estatutos são aprovadas pelo Parlamento do Reino Unido supremo e última fonte de direito.[2] Isto significa que os membros do Parlamento podem mudar a constituição simplesmente por passar novas leis pelo Parlamento. No entanto, membros da União Européia tem dificultado esse princípio. A Decreto das Comunidades Européias de 1972 coloca o Reino Unido sob todas leis da União Européia (e desabilita quaisquer disposições acerca de seus próprios conflitos) que se passa em comun com outros estados-membros.[3]A mudança de atitudes também podem ser vistos entre o poder judicial: por exemplo, o julgamento da Corte de apelações e a Câmara dos Lordes no caso Jackson v Attorney General decorrente da Lei de caça de 2004 indica que altos juízes podem não estar necessariamente preparados para ver os Decretos Parlamentares. O antigo Lord Chief Justice da Inglaterra e Gales e Lord Woolf, fizeram comentários para o mesmo efeito fora da corte.[4]FontesDecretos ParlamentaresDecretos Parlamentares são leis (ou estatutos) que recebem o aprovação do Parlamento - Isto é, o Soberano, a Casa dos Lordes e a Casa dos Cidadãos. Em raras ocasiões, a casa dos comuns usa os "Atos Parlamentares" (o Ato Parlamentar 1911 e o Ato Parlamentar 1949) para passar a legislação sem a aprovação da Casa dos Lordes. Nunca se ouviu falar nos tempos modernos do Soberano se recusar a consentir com uma tarifa, apesar de a possibilidade ter sido contemplada em relação os Ferozmente controversos Irlandeses Ato de regra da casa 1914.



Decretos Parlamentares estão entre as mais importantes fontes da constituição. De acordo com a visão tradicional, o Parlamento tem a habilidade de legislar o que desejar em qualquer assunto que quiser. Por exemplo, a maior parte do estatuto medieval iconico conhecido como Magna Carta foi deixado de lado desde 1828, independente de ter sido previamente resguardado como sacrosanto. É tradicional o caso em que Cortes são barradas por questionar qualquer decreto parlamentar, um principio que pode ser encontrada desde a era medieval. [5] Por outro lado, este princípio teve seus dissidentes e críticos durante os séculos, e atitudes na área judicial desta área podem estar mudando[6]Como todas as Constituições não-codificadas, a do Reino Unido é o conjunto de vários documentos, convenções e precedentes. As fontes têm importância variada, com as Leis do Parlamento (estatutos) e o Direito da Comunidade Européia, de grande importância, que regulam vários aspectos do governo, e sistemas mais amplos e vagos, como o regulamento eleitoral. Tratados internacionais, que são incorporados como Atos do Parlamento, também têm freqüentemente importância constitucional.Como o Reino Unido trabalha com o sistema jurídico de Direito Consuetudinário, precedentes estabelecidos por juízes também são uma fonte da Constituição. Outra importante fonte não-escrita consiste em convenções constitucionais, que, por exemplo, (tentam) governar a conduta ministerial. No entanto, várias destas convenções se encontram hoje em forma escrita. Regras escritas de conduta para ministros e membros do Parlamento são hoje disponíveis com algum detalhe. A prerrogativa real é regulada pelas convenções, o que é muito significativo.Este poder era historicamente executado pelo soberano, derivando da sua autoridade.



Hoje este poder é exercido em nome do monarca pelo Primeiro Ministro, e inclui o poder de declarar guerra. Estes poderes são controversos, e é frequente haver pedidos para torná-los mais claros por escrito, e ter o seu ambito reduzido.



A seleta doutrina denominada works of authority é a menos importante das fontes da Constituição. Esta doutrina é composta por obras que por vezes são citadas a fim de conferir autoridade a uma interpretação de uma área da Constituição. As mais referenciados são as obras de constitucionalistas do século XIX, principalmente A.V. Dicey, Walter Bagehot e Erskine May.SumárioLeis do Parlamento (não-escritos)Tratados (não-escritos)Direito europeu (não-escrito)Lei Comum (não-escrita)Convenções constitucionais (escritas)Prerrogativa real (não-escritas)Trabalhos de Autoridade (não-escritos)PrincípiosOs dois princípios basilares da Constituição do Reino Unido foram estabelecidos como seus "pilares gêmeos" por A.V. Dicey, em sua obra "Uma introdução ao Estudo do Direito Constitucional" (1885). São eles a soberania do Parlamento e o princípio da igualdade.



O primeiro significa que o Parlamento é a instituição legiferante por excelência, e só ele tem competência para legislar em caráter nacional. É um princípio antigo no Direito inglês, de origens claramente identificáveis (destacando-se a restauração monárquica seguinte à Revolução Puritana de Oliver Cromwell). O segundo postula que todos são iguais perante a lei. Embora este ideal seja antigo, desde a Magna Carta de 1215, sua aplicação prática a todos os indivíduos no Estado desenvolveu-se somente no século XIX.A interpretação dos "pilares gêmeos" de Dicey é uma interpretação legal, e foi criticada por comentadores escrevendo sobre o declínio da independencia do Parlamento e do domínio do Executivo na política. Apesar de interpretações políticas da constituição do Reino Unido terem mudado muito desde a era de Dicey, Não há consenso em uma interpretação legal alternativa. Dicey mesmo identificou que ultimamente o eleitorado é a soberania política, o Parlamento é legalmente soberano.Outro princípio importante é o conceito de Estado Unitário, que é corolário a soberania parlamentar, e basicamente significa que ao contrário dos sistemas Federal e Confederal, Poder (supremo) fica apenas com o centro do Estado. Monarquia Constitucional pe o principio chave, significando que o monarca não governa de verdade, eles tem um papel cerimonial apenas.



Este principio data da Restauração, e quando Walter Bagehot escreveu que a monarquia era a parte dignificada da constituição, a situação moderna estava estabelecida. O mais recente principio maior da constituição é a afiliação a União Européia, o princípio de que a lei da União é superior a lei do Reino Unido. Este princípio foi identificado no famoso Caso Factortame bi qual o Decreto da Marinha Mercante 1988 foi revogado. Aparentemente isto aconteceu para minar o principio de sobernaia do Parlamento, mas o Parlamento ainda pode vencer a União Européia repelindo o Decreto de Comunidades Européias 1972, desta forma preservando sua soberania.Summary listPilares gêmeos da Constituição de A.V. DiceySoberania Parlamentar (Origens ancestrais, evolução moderna e começo na Restauração)Regra da Lei (Origens Ancestrais, evolução moderna começou no Século XIX)Outros Principios ImportantesEstado Unitário (origens ancestrais, derivado da monarquia)Monarquia Constitucional (Originou-se na Restauração)Participação na UE (Desde 1972 superioridade das leis da União Européia estabelecida em 1990)Estatutos-chave selecionadosMagna Carta (1215)Decreto de Habeas Corpus 1679Declaração de Direitos 1689Reivindicação de Direitos 1689Decreto de Estabelecimento 1701decreto de união 1707, juntando Inglaterra e Escócia para formar a Grã-BretanhaDecreto de união 1800, juntando Grã-Bretanha e Irlanda para formar o Reino UnidoDecreto de Reforma 1832Decreto de Reforma 1867Decreto de Reforma 1884Atos Parlamentares (de 1911 e 1949)Acordo de liberdade da Irlanda 1922, Constituição de Estado livre da Irlanda 1922, and Provisões Consequenciais da liberdade de Estado da Irlanda Act 1922 reconhecida como País e não mais fazendo parte do Reino Unido.Estatuto de Westminster 1931Decreto de comunidades Européias 1972 (UK)Declaração de Direitos Humanos 1998Decreto da Escócia 1998Decreto do Governo de Galles 1998Decreto da Irlanda do Norte 1998Decreto da Casa dos Lordes 1999Reforma Constitucional 2005Alguns Acordos ImportantesRelativos a MonarquiaDesde o reinado de Rainha Anne, o monarca não se recusou a garantir o consentimento real para decretos passados pelo Parlamento.O monarca não poderá dissolver o parlamento sem a ordem do Primeiro Ministro.



O monarca perguntará ao líder do partido dominante na Casa dos Comuns para formar o governo.O monarca pedirá a um membro da Casa dos Comuns (e não da Casa dos Lordes ou outra fora do parlamento) para formar um governo.



Todos os ministros serão escolhidos das Casas dos Comuns ou dos Lordes.A Casa dos Lordes aceitará qualquer legislação que estiver num manifesto do Governo (a Convenção de Salisbury).Responsabilidade MinisterialResponsabilidade Ministerial Coletiva



Ver tambémDeclaração dos Direitos dos cidadãos BritânicosGoverno ConstitucionalCategoria:Constitucionalistas InglesesHistória da Constituição BritânicaHistória da DemocraciaAcordo estabelecendo uma constituição para a EuropaReferências Barnett, H, Constitutional and Administrative Law, ed5 (2005, London: Cavendish) at 9. Conversly, "A written constitution is one contained within a single document or a [finite] series of documents, with or without amendments", id.



Este princípio foi enunciado pelo famoso erudito jurídico Albert Venn Dicey, e pode ser encontrado, por exemplo, no julgamento de Robert Megarry em 1982 no caso Manuel v Attorney General. Veja Tribunal de Justiça da União Europeia casos Van Gend en Loos e Costa v. ENEL, e o Caso Factortame na Câmara dos Lordes. Para uma perspectiva crítica sobre essas atitudes veja os artigos do Prof. Conor Gearty's 2007 "Are judges now out of their depth?".



Ver o estudo do Prof. Jeffrey Goldsworthy "A soberania do Parlamento", OUP 1999. Veja particularmente Jackson e outros contra Representante Geral.[2005] UKHL 56 http://www.publications.parliament.uk/pa/ld200506/ldjudgmt/jd051013/jack-1.htm



Ligações externasUm Código de Guia e Conduta em Procedimentos para Ministros (Issued formally by the Prime Minister in July 2001)




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+ Comentário. Deixe o seu! + 2 Comentário. Deixe o seu!

2 de novembro de 2016 20:23

Aceito a Versão mais certa de que Os Dez Mandamentos foram escritos em
Proto Sinaitico ou Proto Semítico !!!

5 de agosto de 2017 23:21

aramaico da certo

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