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Como será a apostasia? Professor Felipe Aquino explica

Written By Beraká - o blog da família on domingo, 9 de agosto de 2020 | 21:09

























Sinceramente, fico a me questionar se com estas catequeses, formações, homilias e cultos recheadas de CARIDADE SEM VERDADE, nos motivarão a sermos capazes de suportar esta grande provação que já começa com o Comunismo ateu batendo às nossas portas? Será que esse tipo de Cristão, tolerante com o pecado, ecumênico, beneficente, filantrópico, cristãos nutellas com uma fé de botequim, sem verdade, sem virtudes exercitadas, sem nervo, simpático ao liberalismo moral.Com seminaristas, sacerdotes e até bispos mais vítimas que cúmplices de erros aos quais já nasceram dentro dele, e não conseguem percebê-lo, e são ensinados em muitos seminários, paróquias e dioceses do Brasil e mundo afora. Uma Igreja que acaba tolerando tudo, e com espaços para tudo, parecendo mais uma casa de tolerância (um prostíbulo), uma torre de Babel. Uma igreja beneficente e filantrópica, preocupada só com o social, que tolera todos os erros, uma igreja indiferente ao erro e ao mal. Parecendo com um hospital que tolerasse e "desse espaço" a todos os vírus e bactérias. Claro que um falso hospital assim, tolerante de todas as enfermidades, ia morrer todo o mundo. Esse pseudo-hospital, aliado de todas as doenças, faria mais mal que bem. Um hospital traidor da vida, que mais se parece com a torre de Babel, onde todos falavam e ninguém se entendia. Igreja que não tem amor nenhum à verdade, porque não tem nenhum ódio ao erro, não tem nenhum amor à virtude, pois nem odeia e nem condena o vício, pelo contrário, é amigo dele. Igreja que mais parece um super-mercado de palpites achológicos, onde todo mundo tem a sua verdade, uma igreja enfim,sem muros de separação, mas claro que existe sim esta igreja: no inferno. Ela é a igreja que satanás quer implantar no mundo no lugar da Igreja de Cristo coluna e sustentáculo da Verdade e Mãe de todas as virtudes. É no inferno onde o diabo tolera e apoia todos os erros, pecados, odeia toda a verdade e todo o bem. Porque quem tolera a mentira, não ama a verdade. Quem não condena o vício, odeia a virtude, quem não denuncia o erro o aprova. Que formam Cristãos que se tivessem vivido no tempo de Cristo, teriam pedido a libertação de Barrabás, e teriam condenado Jesus à crucificação, pois Jesus foi intolerante com os erros, nada ecumênico e nem politicamente correto, pois condenou os fariseus chamando-os de hipócritas e raça de víboras. Uma igreja que tem a Pilatos como o modelo do cristão tolerante, que não é contra e nem a favor, muito pelo contrário, e que prefere lavar as mãos no conflito entre a verdade e a mentira, diplomático, que prefere não usar farpas contra os fariseus, e nem o chicote contra os vendilhões do templo, fazendo com que o templo fique cheio de vendilhões e de fariseus, e a expulsar os que querem uma Igreja santa e lutam com suas renuncias em vista da santidade.Será que estes vão aguentar o tranco?




FUNDAMENTAÇÃO BÍBLICA SOBRE A APOSTASIA DA FÉ



Mateus 10, 32-33: "Quem, pois, me confessar diante dos homens, eu também o confessarei diante do meu Pai que está nos céus. Mas aquele que me negar diante dos homens, eu também o negarei diante do meu Pai que está nos céus”.





2 Tessalonicenses 2,3-4: “Não deixem que ninguém os engane de modo algum. Antes daquele dia virá a apostasia e, então, será revelado o homem do pecado, o filho da perdição. Este se opõe e se exalta acima de tudo o que se chama Deus ou é objeto de adoração, chegando até a assentar-se no santuário de Deus, proclamando que ele mesmo é Deus”.




1 Timóteo 4,1-3: “O Espírito diz claramente que nos últimos tempos alguns abandonarão a fé e seguirão espíritos enganadores e doutrinas de demônios. Tais ensinamentos vêm de homens hipócritas e mentirosos, que têm a consciência cauterizada e proíbem o casamento e o consumo de alimentos que Deus criou para serem recebidos com ação de graças pelos que creem e conhecem a verdade”.




Hebreus 6,4-6: “Ora, para aqueles que uma vez foram iluminados, provaram o dom celestial, tornaram-se participantes do Espírito Santo, experimentaram a bondade da palavra de Deus e os poderes da era que há de vir, mas caíram, é impossível que sejam reconduzidos ao arrependimento; pois para si mesmos estão crucificando de novo o Filho de Deus, sujeitando-o à desonra pública”.




Hebreus 10,26-27: “Se continuarmos a pecar deliberadamente depois que recebemos o conhecimento da verdade, já não resta sacrifício pelos pecados, mas tão somente uma terrível expectativa de juízo e de fogo intenso que consumirá os inimigos de Deus”.




2 Pedro 2,20-21: Se, tendo escapado das contaminações do mundo por meio do conhecimento de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo, encontram-se novamente nelas enredados e por elas dominados, estão em pior estado do que no princípio. Teria sido melhor que não tivessem conhecido o caminho da justiça, do que, depois de o terem conhecido, voltarem as costas para o santo mandamento que lhes foi transmitido”.




Lucas 8,13: “As sementes que caíram sobre as pedras são aqueles  que recebem a palavra com alegria quando a ouvem, mas não têm raiz. Creem durante algum tempo, mas desistem na hora da provação”.




Hebreus 2,1: “Por isso é preciso que prestemos maior atenção ao que temos ouvido, para que jamais nos desviemos”.






Jesus não nos enganou; Ele disse com clareza:



“Então naquele tempo haverá grande tribulação, tal como não houve desde o princípio do mundo até agora, nem tornará a haver jamais” (Mt 24,21).



A maioria dos cristãos não gosta de meditar sobre isso, mas não podemos fugir desta realidade!



A Igreja é o Corpo de Cristo; a Cabeça passou pela Paixão e morte para entrar na glória (Lc 24,26). “Porventura não era necessário que Cristo sofresse essas coisas e assim entrasse na Sua glória?” Assim disse Jesus aos discípulos de Emaús. Então, o Corpo da Igreja também passará pela Paixão final e última. É verdade que nesses 2000 anos ela já sofre a Paixão; os seus mártires derramaram o seu sangue em toda a Terra; em todos os lugares onde a semente do Evangelho foi lançada ao solo, teve de ser regada pelo sangue dos mártires; isto foi em todos os séculos, e é mais ainda hoje diante do Estado Islâmico no Oriente e do laicismo anticatólico no Ocidente.





Os cristãos foram massacrados pelos judeus no primeiro século, e por três séculos seguidos pelos romanos; e depois pelo nazismo, comunismo. A Espanha e o México foram banhados com o sangue dos cristãos nos anos de 1930; e também na Rússia, China, Laus, Camboja, Vietnã e Cuba no século XX. Cristo continua e agonizar e sofrer a Paixão até ele voltar para dar o triunfo definitivo à Igreja.



Sempre houve guerra contra a Igreja, e hoje não é diferente, e conforme as escrituras vai piorar! Não nos iludamos. A provação final será do tipo que abalará a fé de muitos crentes:



Jesus perguntou: “Mas quando vier o Filho do homem, acaso achará fé sobre a terra?” (Lc 18,8). E disse que: “Levantar-se-ão muitos falsos profetas que seduzirão a muitos. E, ante o progresso crescente da iniquidade, o amor de muitos esfriará. Aquele, porém, que perseverar até o fim será salvo. E este Evangelho do Reino será proclamado no mundo inteiro, como testemunho para todas as nações. E então será o Fim” (Mt 24,11-14).






O que abalará a fé de muitos crentes?




Tudo indica que será uma “impostura religiosa” de falsos profetas, isto é, uma falsa religião, uma falsa doutrina, que trará uma “solução aparente dos seus problemas” e, sobretudo a “apostasia da verdade”. A grande mentira será a “glorificação do homem” no lugar de Cristo.






Não há como negar que vemos tudo isso acontecer hoje, aumentando a cada dia!



Essa provação já começou há muito tempo, e se intensifica. Já o ateu Ludwig Fuerbach (†1872), filósofo alemão discípulo de Engels, já dizia que “o homem é a medida de todas as coisas”.



Nietsche, discípulo de Fuerbach, filósofo ateu, que morreu num hospício, falava da “morte de Deus” e do evento do “super homem”. Esses filósofos ateus e materialista impregnaram o mundo, sobretudo universitário, desse messianismo em que “o homem se glorifica a si mesmo” no lugar de Cristo. Eles são lidos por muitos universitários hoje.


Quando São Paulo escreveu aos tessalonicenses falando da segunda vinda de Cristo, deixou claro que os que se perderem, será por causa da “apostasia da verdade”. Leia com atenção o que São Paulo disse:



“Porque primeiro deve vir a apostasia, e deve manifestar-se o homem da iniquidade, o filho da perdição, o adversário, aquele que se levanta contra tudo o que é divino e sagrado, a ponto de tomar lugar no templo de Deus, e apresentar-se como se fosse Deus”.



São Paulo alerta que:


“O homem da iniquidade” “usará de todas as seduções do mal com aqueles que se perdem, “por não terem cultivado o amor à verdade que os teria podido salvar… Desse modo, serão julgados e condenados todos os que não deram crédito à verdade, mas consentiram no mal” (2Ts 2, 9-11).



São Paulo insiste na questão da verdade:


“Serão condenados todos os que não deram crédito à verdade”


Jesus ensinou que:


“A verdade vos libertará”. Ele disse a Pilatos que “veio ao mundo para dar testemunho da verdade”



O demônio é “o pai da mentira” (Jo 8,44), e é especialista nesta arte de enganar os homens; mas Cristo o desmascara. O demônio usará de todas as seduções e mentiras para desviar os fiéis da “verdade que salva”, que Jesus trouxe ao mundo.


Vemos o que diz o Catecismo:


Há um “levante contra tudo o que é divino e sagrado”.



A verdade que nos salva, que Jesus pregou, os Apóstolos registraram nos Evangelhos e a Igreja ensina pelo seu Sagrado Magistério que Jesus institui para não nos deixar errar o caminho da salvação. Ele confiou esta Verdade salvífica aos Apóstolos, e lhes garantiu na Santa Ceia que nunca se enganariam:


“Quando vier o Paráclito, o Espírito da Verdade, ensinar-vos-á toda a verdade” (João 16,13).


“Quem vos ouve a Mim ouve, quem vos rejeita a Mim rejeita” (Lc 10,16).


“Não temas pequeno rebanho, foi do agrado do Pai dar-vos o Reino” (Lc 12,32).



O nosso Catecismo garante que:


“Cristo quis conferir à Sua Igreja uma participação em sua própria infalibilidade, ele que é a Verdade” (n.889).


“O ofício pastoral do Magistério está, assim, ordenado ao cuidado para que o Povo de Deus permaneça na verdade que liberta. Para executar esse serviço Cristo dotou os pastores do carisma de infalibilidade em matéria de fé e de costumes” (n. 890).


“E diz que goza dessa infalibilidade o Papa quando proclama um dogma e o Colégio dos Bispos quando se manifesta em um Concílio Ecumênico (cf. n.891).



Então, para nos livrarmos dos enganos e seduções de Satanás, pela mentira, pelo erro de doutrina que se propaga cada vez mais, pelos falsos profetas, cada vez mais abundantes, um meio seguro para a nossa salvação é o Catecismo da Igreja, que nos explica as verdades da Sagrada Escritura. Quando o Papa São João Paulo II o aprovou, em 1992, disse:


“Este Catecismo lhes é dado a fim de que sirva de texto de referência, seguro e autêntico, para o ensino da doutrina católica” (Const. Fidei Depositum).



É aqui, meus irmãos e irmãs, que temos a âncora da verdade que nos livrará de todas as seduções mentirosas do mal, hoje e na hora da volta gloriosa de Cristo Nosso Senhor.



O Catecismo nos fala claro da perseguição final que ela vai sofrer:



“Antes do Advento de Cristo, a Igreja deve passar por essa provação final que abalará a fé de muitos crentes (Lc 18,8; Mt 24,12). “Mas quando vier o Filho do Homem, acaso achará fé sobre a Terra?” (Lc 18,8). “E ante o progresso crescente da iniquidade, a caridade de muitos esfriará” (Mt 24,12).A perseguição que acompanha a peregrinação dela na Terra desvendará o ‘mistério da iniquidade’ sob a forma de uma impostura religiosa que há de trazer aos homens uma solução aparente a seus problemas a custa da apostasia da verdade. A impostura religiosa suprema é a do Anticristo; isto é, a de um pseudo messianismo em que o homem glorifica a si mesmo em lugar de Deus e de Seu Messias que veio na carne” (2 Ts 2, 4-12) (1 Ts 5,2-3; I Jo 2, 18-22) (Catecismo n. 675).



O Catecismo termina dizendo que:


“A Igreja só entrará na Glória do Reino por meio desta derradeira Páscoa, em que seguirá seu Senhor em Sua Morte e Ressurreição. (Ap 19,1-9) (CIC n. 677).



Portanto, o Reino de Deus não se realizará por um triunfo histórico da Igreja (Ap 13,8)


Segundo um progresso ascendente da iniquidade, mas por uma vitória de Deus sobre o desencadeamento último do mal (Ap 20,7-10) que fará sua esposa descer do Céu” (Ap 21,2-4).


O triunfo de Deus sobre a revolta do Mal assumirá a forma do Juízo Final, depois do derradeiro abalo cósmico deste mundo que passa” (2 Pe 3, 12-13).



São Paulo fala claro da “apostasia da verdade” da fé que muitos cairão:



“A manifestação do ímpio será acompanhada graças ao poder de Satanás, de toda a sorte de portentos, sinais e prodígios enganadores. Ele usará de todas as seduções do mal com aqueles que se perdem por não terem cultivado o amor a verdade, que s teria podido salvar… Desse modo serão julgados e condenados todos os que não deram crédito à verdade, mas consentiram no mal” (2 Ts 2,9-12).



Não é sem razão que o Catecismo diz categoricamente que:


“A salvação está na verdade” (CIC n. 851).


O mundo está dividido em duas partes:


1ª)-Os que creem no “Espírito da Verdade” (Jo 16,13), o Espírito Santo,


2ª)-E os que seguem o espírito da mentira, Satanás, o “pai da mentira” (Jo 8,44), como o chamou Jesus.



Esta provação final é que separará, definitivamente, o joio do trigo. Deus permitirá ao Príncipe das trevas uma última investida contra a Igreja, como nunca houve:


“Então naquele tempo haverá grande tribulação, tal como não houve desde o princípio do mundo até agora, nem tornará a haver jamais” (Mt 24,21).






Tudo que os cristãos já sofreram até hoje será repetido e piorado:


-A perda dos bens.

-As perseguições.

-Exílios

-Mortes







O Senhor Jesus  disse que:


“O irmão entregará o irmão, o pai denunciará o filho, os filhos levantar-se-ão contra os pais e os farão morrer” (Mt 10,21).



Certamente:


-Os mosteiros serão destruídos, as Congregações religiosas e Comunidades fechadas, como foi no passado (durante a revolução Francesa),

-A hierarquia da Igreja será abalada e perseguida.

-As Igrejas serão profanadas e incendiadas como na Rússia comunista e na França da Revolução Francesa (1789), e transformadas em lugares de devassidão.


“Quando portanto, virdes a abominação da desolação, de que fala o profeta Daniel, instalada no lugar santo então os que estiverem na Judeia fujam para as montanhas” (Mt 24, 15).


(Cristãos já hoje, preferem a morte a renunciar a fé)


Então, os fracos na fé vão se escandalizar de Jesus e da doutrina da Igreja e vão apostatar:



-Aderir aos erros (Mt 24,10).


-Dirão como Pedro: “Não conheço esse homem” (Mt 26,74). Não conheço a Igreja(Não sou cristão).


-As almas fracas não entenderão que Jesus continua a obra da Redenção na Igreja e em cada alma e que todos devem participar da Sua Paixão (Cl 1,24).


-Os que por amor do Mestre, beberem com Ele aquele cálice do Getsemani, serão salvos e ajudarão a salvar almas. Mas esses fortes na fé já não serão perturbados. O Senhor os sustentará.


Que importará aos cristãos dos últimos tempos, fortalecidos pela Eucaristia e por Maria, serem perseguidos e verem toda a maldade se abater sobre a Igreja?Que importa? A Igreja não pode morrer; não pode ser vencida. 


Apenas está fazendo a sua mais bela colheita para a eternidade.Quando terminar a colheita, o Cristo aparecerá e com o sopro de sua boca matará o Anticristo e dispersará o seu exército.



“Então, aparecerá o ímpio, aquele que o Senhor destruirá com o sopro da Sua boca e o suprimirá pela manifestação de sua Vinda” (2 Ts 2,8).



Cristo preparará os seus para o último combate – que ninguém sabe quando será – mas que já começou!


“Por isso diz: Desperta, tu que dormes, e levanta-te dentre os mortos, e Cristo te esclarecerá” (Efésios 5,14)



“Que são os penas presentes! Elas não têm proporção alguma com a glória que nos espera no céu” (Rm 8,18).






Esses heróis dos últimos tempos já estarão, como os primeiros cristãos, despojados de tudo:


-Bens

-Familiares

-Prazeres, e tudo o mais que os prendia no mundo.


Será o exército invencível de Cristo, os que vão com Ele até o Calvário, felizes como os mártires, por uma graça especial. Será o tempo mais belo da Igreja, porque, os seus algozes, sem o saberem, encherão os celeiros do céu. É exatamente no tempo da mais terrível perseguição da Igreja, que Jesus faz as suas mais belas conquistas; o céu se enche de almas santas.



Cristo está em cada uma delas para ampará-las e fortalece-las!


“Eis que estou convosco todos os dias, até o fim dos tempos.” (Mt 28,20).


Em cada alma Ele sofre as injúrias, escárnios, açoites, para completar a obra da Redenção. É porque a alma tem consciência desta Presença divina em sua alma, que ela tem toda a consolação. E ela, então, agradece por tê-la feito digna de poder participar, sem mérito de sua parte, dos sofrimentos de Sua Paixão, e de participar, em breve do triunfo de Sua Ressurreição.


Prof. Felipe Aquino






















Supliquemos a Têmpera dos Mártires!




Narrativa de II Macabeus 7 (Conforme a bíblia Septuaginta - O Martírio de uma família):


"1. Havia também sete irmãos que foram um dia presos com sua mãe, e que o rei, por meio de golpes de azorrague e de nervos de boi, quis coagir a comerem a proibida carne de porco.*2. Um dentre eles tomou a palavra e falou assim em nome de todos: “Que nos pretendes perguntar e saber de nós? Estamos prontos a morrer, antes de violar as leis de nossos pais”.3. O rei, fora de si, ordenou que aquecessem até a brasa assadeiras e caldeirões.4. Logo que ficaram em brasa ordenou que cortassem a língua do que falara por todos e, depois, que lhe arrancassem a pele da cabeça e lhe cortassem também as extremidades, tudo isso à vista de seus irmãos e de sua mãe.5. Em seguida, mandou conduzi-lo ao fogo inerte e mal respirando, para assá-lo. Enquanto o vapor da assadeira se espalhava em profusão, os outros, com sua mãe, exortavam-se mutuamente a morrer com coragem.6. “O Senhor nos vê – diziam – e certamente terá compaixão de nós, como o diz claramente Moisés no seu cântico de admoestações: Ele terá compaixão de seus servos.”*7. Desse modo, morto o primeiro, conduziram o segundo ao suplício. Arrancaram-lhe a pele da cabeça com os cabelos e perguntaram-lhe: “Comerás carne de porco, ou preferes que teu corpo seja torturado membro por membro?”.8. Ele respondeu: “Não” – no idioma de seu país. Por isso, padeceu os mesmos tormentos do primeiro.9. Estando prestes a dar o último suspiro, disse: “Maldito, tu nos arrebatas a vida presente, mas o Rei do universo nos ressuscitará para uma vida eterna, pois morremos por fidelidade às suas leis”.10. Após este, torturaram o terceiro. Reclamada a língua, ele a apresentou logo, e estendeu as mãos corajosamente.11. Declarou com nobreza: “Do céu recebi estes membros, mas eu os desprezo por amor às suas leis, e dele espero recebê-los um dia de novo”.12. O próprio rei e os que o acompanhavam ficaram admirados com o heroísmo desse jovem, que reputava por nada os sofrimentos.13. Morto este, aplicaram os mesmos suplícios ao quarto,14. e este disse, quando estava a ponto de expirar: “É uma sorte desejável perecer pela mão humana com a esperança de que Deus nos ressuscite. Para ti, porém, certamente não haverá ressurreição para a vida!”.15. Arrastaram, em seguida, o quinto e torturaram.16. Encarando o rei, lhe disse: “Ainda que mortal, tens poder sobre os homens, e fazes o que queres. Não penses, todavia, que nosso povo esteja abandonado por Deus!17. Espera, verás quão grande é a sua potência e como Ele te castigará a ti e à tua raça”.18. Após este, fizeram achegar-se o sexto, que disse antes de morrer: “Não te iludas. Nós mesmos merecemos estes sofrimentos, porque pecamos contra nosso Deus. Em consequência, recebemos estes flagelos surpreendentes.19. Mas não creias tu que ficarás impune, após haveres ousado combater contra Deus”.20. Particularmente admirável e digna de elogios foi a mãe que viu perecer seus sete filhos no espaço de um só dia e o suportou com heroísmo, porque sua esperança repousava no Senhor.21. Ela exortava a cada um no seu idioma materno e, cheia de nobres sentimentos, com uma coragem varonil, realçava seu temperamento de mulher.22. “Ignoro – dizia-lhes ela – como crescestes em meu seio, porque não fui eu que vos dei o espírito e a vida, não fui eu que ajuntei os vossos membros.23. Mas o Criador do mundo, que formou o homem na sua origem e deu existência a todas as coisas, vos restituirá, em sua misericórdia, tanto o espírito como a vida, se agora fizerdes pouco caso de vós mesmos por amor às suas leis.”24. Receando, todavia, o desprezo e temendo o insulto, Antíoco solicitou em termos insistentes o mais jovem, que ainda restava, prometendo-lhe com juramento torná-lo rico e feliz, se abandonasse as tradições de seus antepassados, tratá-lo como amigo e confiar-lhe cargos.25. Como o jovem não lhe prestava nenhuma atenção, o rei mandou que a mãe se aproximasse e o exortasse com seus conselhos, para que o adolescente salvasse sua vida.26. Como ele insistiu por muito tempo, ela consentiu em persuadir o filho.27. Inclinou-se sobre ele e, zombando do cruel tirano, disse-lhe na língua materna: “Meu filho, compadece-te de tua mãe, que te trouxe nove meses no seio, que te amamentou durante três anos, que te nutriu, te conduziu e te educou até esta idade.28. Eu te suplico, meu filho, contempla o céu e a terra. Reflete bem: tudo o que vês, Deus criou do nada, assim como todos os homens.29. Não temas, pois, este algoz, mas sê digno de teus irmãos e aceita a morte, para que no dia da misericórdia eu te encontre no meio deles”.30. Logo que ela acabou de falar, o jovem disse: “Que estais a esperar? Não atenderei às ordens do rei. Obedeço àquele que deu a Lei a nossos pais, por intermédio de Moisés.31. Mas tu, que és o inventor dessa perseguição contra os judeus, não escaparás à mão de Deus.32. Quanto a nós é por causa de nossos pecados que sofremos. 33. e se, para nos punir e corrigir, o Deus vivo e Senhor nosso se irou por pouco tempo contra nós, ele há de se reconciliar de novo com seus servos.34. Ímpio, não te exaltes sem razão, embalando-te em vãs esperanças, enquanto levantas a mão sobre os servos do céu.35. Tu ainda não escapaste ao julgamento do Deus Todo-poderoso que tudo vê!36. Enquanto meus irmãos participam agora da vida eterna, em virtude do sinal da Aliança, após terem padecido um instante, tu sofrerás o justo castigo de teu orgulho, pelo julgamento de Deus.37. A exemplo de meus irmãos, entrego meu corpo e minha vida pelas leis de nossos pais, e suplico a Deus que ele não se demore em apiedar-se de seu povo. Oxalá tu, em meio aos sofrimentos e provações, reconheças nele o Deus único.38. Enfim, que se detenha em mim e em meus irmãos a cólera do Todo-poderoso, que se desencadeou sobre toda a nossa raça”.39. Abrasado de ira e enraivecido pela zombaria, o rei maltratou este com maior crueldade do que os outros.40. Morreu, pois, o jovem purificado de toda mancha e completamente entregue ao Senhor.41. Seguindo as pegadas de todos os seus filhos, a mãe pereceu por último.42. Terminamos aqui nossa narração concernente aos banquetes rituais e a estas atrozes perseguições."






A oferta de si mesmo pelos pecadores na tradição da Igreja



Colossenses 1,24: “Agora me alegro nos sofrimentos suportados por vós. O que falta às tribulações de Cristo, completo na minha carne, por seu corpo que é a Igreja”.




Por: Enzo Franchini - Tradução: P. António Tomás Correia, SCJ



Dar a vida pelos amigos, mas também pelos inimigos do nome cristão: foi o preceito que levou os mártires a oferecerem-se sacerdotalmente – como vítimas insignes – para que o mundo tivesse vida.A tradição, a este respeito, é tão forte que não se hesitará, a certo momento, em colocar o confessor sobrevivente à execução capital entre os presbíteros (como melhor explicará o texto). Aquele que, como Jesus, é vítima, por isso mesmo é sacerdote.


É à luz desta grande tradição que ocorre explicar a oblatividade reparadora. Não só os mártires, mas todos os que sofrem perseguição do Inimigo têm o poder de intercessão pela salvação.



Se a Igreja tivesse esquecido a sua função sacerdotal que a torna continuadora do sacrifício de Cristo, teria sido infiel à sua própria indefectibilidade. O termo “reparação” pode ser recente, ligado a formas de devoção que, entre outras coisas, introduzem na grande espiritualidade algumas acentuações originais, e mesmo por isso, não comuns ao conjunto do sentir cristão.


Mas o serviço reparador é uma constante no ministério da Igreja.São sobretudo os mártires os modelos de referência para o exercício desta função sacerdotal: e é aos mártires que nos deveremos referir com empenho particular nesta breve síntese, longe de ser completa.



Mas antes parece necessário lembrar – ao menos com alguns acenos – o serviço reparador que compete a todo o povo de Deus:


É a Comissão Teológica Internacional (no seu documento preparatório ao Sínodo sobre a Penitência) que refere a célebre afirmação de S. Agostinho:


“A caridade da Igreja que está derramada nos nossos corações por meio do Espírito Santo perdoa os pecados de todos os que lhe estão unidos”.


Para Agostinho é indubitável que a intercessão eclesial tem um verdadeiro poder, uma sacerdotalidade efetiva, assim como ela tem verdadeira eficácia sacrificial: Deus não perdoa os pecados sem a cooperação, não só do conjunto eclesial, mas também de cada crente:


“Ouso dizer que as chaves (o poder de absolver) recebemo-las todos nós. Nós ligamos e desligamos. E também vós ligais e desligais”.



É esta a convicção que leva o texto sinodal Reconciliatio et poenitentia (42) a recomendar a todos os crentes de “implorar incessantemente a reconciliação para todo o corpo de Cristo e para o mundo”. O que permite a João Paulo II (Salvifici doloris, 19) afirmar:


“Cada um é chamado a… tornar-se participante no sofrimento redentor de Cristo”.


A convicção da Igreja primitiva sobre este assunto era categórica. Entre tantas, é forte esta afirmação de Justino que retoma a convicção de que só pela oração dos cristãos o mundo é salvo, na tribulação escatológica que o aflige:


“Se Deus não cumpriu ainda ou não cumpre o juízo é porque sabe que cada dia há quem, instruído no nome de Cristo, abandona o caminho do erro e recebe os seus dons”.



No contexto deste trecho fala-se muito conscientemente de uma espécie de ministério cumprido a favor do mundo da parte destes consagrados a Deus.



“Quem de vós – confirma Orígenes (nas homilias sobre Josué) – pedras vivas, está apto e pronto para a oração e para oferecer súplicas a Deus, dia e noite, pertence àqueles com os quais Jesus edifica o altar… pedras inteiras, intactas, não talhadas pelo cinzel… que puderam rezar unânimes, com uma única voz e um só espírito… dignos de formar juntos o único altar sobre o qual Jesus oferece ao Pai o seu sacrifício”.



Era doutrina comum, se já S. Clemente Romano via como totalmente “normal” esta solidariedade dos santos com os pecadores:



“Andáveis aflitos pelas faltas do próximo, como se os defeitos dos outros fossem vossos”.



E S. Leão Magno:



“Perdoados os pecados, termina a severidade da vingança e fica suspensa toda a punição… O homem deve fazer como Deus”.



S. Gregório de Nazianzo avança a audaz explicação deste poder sacerdotal cristão, que consiste em tornar-se “uma força vital para o resto dos homens”. As explicações satisfatórias pelas quais o crente estaria encarregado de pagar pelos outros, independentemente dos outros, são aproximações que arriscam de deformar o mistério, mesmo se repetidíssimas na tradição cristã. É muito mais persuasivo ver o princípio da unidade solidária que permite aos crentes tornarem-se alma de quem não tem alma, para que seja o próprio pecador a encontrar dentro de si a capacidade para o regresso. Estamos num ponto delicado, que mereceria ser repensado profundamente, na base dos grandes documentos. Bastam algumas passagens para dar a entender a intencionalidade profunda daquelas afirmações de solidariedade com os pecadores de que, particularmente, os mártires se tornarão expressão.



“Concede-me, antes de mais, ó Senhor – é a lindíssima oração de S. Ambrósio, no seu De poenitentia – ser capaz de compartilhar com participação íntima a dor dos pecadores. Esta de fato é a virtude mais alta… Cada vez que se trata do pecado de alguém que caiu, concede-me experimentar compaixão e não repreendê-lo arrogantemente, mas de gemer e de chorar de tal modo que, enquanto choro sobre outro, eu chore sobre mim mesmo”.



Esta atitude alimentou profundamente toda a espiritualidade oriental. Dos documentos orientais não bastaria citar só algumas passagens, mas seria necessário descrever aquele comportamento de compaixão solidária que é certamente, como exemplo, uma das almas da Filocalia. Comovente, entre muitas, a expressão de Simeão o Novo Teólogo:



“O sacerdote considera os pecados dos outros como seus próprios pecados”



A citar esta passagem é Evdokimov que se esforça por demonstrar como é daqui que a ortodoxia inteira deduz o seu comportamento para com os afastados. “Será salvo aquele que salva os outros”, refere o mesmo autor, citando Soloviev. E ainda (desta vez citando Orígenes):


“Um só santo, com as suas orações, é mais forte na sua luta do que uma multidão de pecadores”


A função dos santos, portanto, é exactamente aquela de levar à salvação as multidões pecadoras. Também G. Dossetti conclui com simplicidade:


“A oração pelos inimigos é a primeira coisa a que se deve dedicar um monge cristão, é aquela que lhe obtém os frutos do Espírito, segundo Silvano de Monte Athos”


Mas é sobretudo na oblação dos mártires que a Igreja continua a encontrar o sentido da oblação da vida, como no gesto que cumpre a plenitude da imitação de Cristo.Talvez o teólogo que mais sublinhou o martírio como oferta de amor pela salvação dos inimigos foi D. Barsotti. Também inspirando-nos na sua interpretação, tratar-se-á de ver como o martírio se deve entender sobretudo como um dar a vida pelos pecadores: porque eles sãos os inimigos por quem rezar.


“O inimigo é por definição aquele que põe obstáculos, atraiçoa, causa dano aos outros. Nós devemos amar a sua alma… e amar o seu corpo” (Basílio).



O martírio não é só a cruz, é a cruz dada aos outros pelos outros



É o cumprimento daquela original ideia cristã – sem paralelo nas outras religiões – que se exprime no modelo daquele Jesus que se fez salvação dos homens, para tornar-nos por nossa vez salvadores. Não é uma observação entre as muitas: é o próprio estatuto da Igreja, é a missão que justifica a sua presença entre os homens.


“Rezai sem cessar também por todos os outros homens. Também para eles há esperança de conversão e de união a Deus… À sua ira, a vossa mansidão; à sua presunção, a vossa humildade; às suas blasfémias, as vossas orações; ao seu erro, a vossa firmeza na fé; à sua ferocidade, a vossa doçura que evita pagar o mal com o mal. Pela nossa bondade mostremo-nos seus irmãos…”



Assim escreve Inácio aos Efésios, mostrando a razão da sua própria atitude martirial. Ele escreve a Policarpo:


“Como atleta perfeito leva o peso das enfermidades de todos… Se amas só os bons discípulos, não tens mérito algum… Eu ofereço em expiação por ti a minha vida e as minhas cadeias”.



Aos cristãos de Tralle:


“A minha vida é oferecida em sacrifício por vós, não só agora, mas também quando tiver alcançado a Deus”.


Ainda aos Efésios:


“Ofereço a minha vida em sacrifício por vós”.


O martírio como amor aos inimigos é também o tema em Policarpo


“cordeiro insigne… escolhido de um grande rebanho para a oferta, holocausto agradável”


Como vem definido nas atas do seu martírio:


“É conforme uma verdadeira e sólida caridade não procurar só a própria salvação, mas a salvação de todos os irmãos… Rezai por todos os crentes, rezai também pelos reis e autoridades e príncipes, por aqueles que vos perseguem e vos odeiam… e pelos inimigos da cruz”.



S. Frutuoso, caminhando para o martírio, manifesta a mais ampla consciência do valor da sua oblação:



“Devo levar no coração toda a Igreja Católica, para que se estenda do oriente ao ocidente”.


Para S. Blandina e os mártires de Lião, o martírio é a continuação da luta de Cristo com o mal e é também a assunção dos sofrimentos dos outros para restituí-los a Deus como oferta.


Na Lettera a Diogneto encontramos reafirmada a convicção de que é pela intercessão dos santos que o mundo é salvo:


“É por eles que o mundo subsiste”.


Daqui uma “regra” para quem deve reproduzir nas suas ações a oblatividade de Jesus:



“Amando a Cristo, tornar-me-ei imitador da sua bondade. Não te admires de que um homem possa tornar-se imitador de Deus: pode sê-lo, porque o próprio Deus o quer… Quem toma sobre si a carga do próximo… este é o imitador de Deus”.



De novo Orígenes, muito fértil neste aspecto da doutrina:



“Nosso Senhor assume os pecados dos cristãos junto com os seus filhos, os apóstolos e os mártires… Os mártires, que foram imolados… estão junto ao altar. Quem está no altar exercita as funções sacerdotais. Elas consistem na oração de intercessão pelos pecados do povo”.


Apoc 6,9-11: “E, havendo aberto o quinto selo, vi debaixo do altar as almas dos que foram mortos por amor da palavra de Deus e por amor do testemunho que deram. E clamavam com grande voz, dizendo: Até quando, ó verdadeiro e Santo Dominador, não julgas e vingas o nosso sangue dos que habitam sobre a terra? E foram dadas a cada um compridas vestes brancas e foi-lhes dito que repousassem ainda um pouco de tempo, até que também se completasse o número de seus conservos e seus irmãos, que haviam de ser mortos como eles foram.”



Para Clemente de Alexandria – sintetiza Evdokimov – o baptizado leva também os estigmas das preocupações sacerdotais de Cristo, também ele desce aos infernos para arrastar, na sua subida, todos os escravos da morte. Move-o:



“a compaixão pelos pecados dos seus irmãos; reza pela confissão e conversão dos seus próximos: deseja tornar participantes dos seus bens os seus amigos”.



Mas, sempre para Clemente, é sobretudo o mártir que cumpre em si esta missão:



“Chamaremos ao martírio perfeição (teleiotes) não porque seja o termo da vida do homem (telos) mas porque testemunha a perfeição da caridade”.



É ele que refere l’agraphon:


“Se o próximo do eleito pecou, então pecou também o eleito”.


Cipriano:



“Agora a paz é necessária não para os fracos, mas para os fortes; a comunhão deve ser concedida não aos moribundos, mas aos vivos, de modo que aqueles que excitam e exortam ao combate não fiquem por nossa culpa privados das armas e desprotegidos, mas sejam por nosso meio protegidos pelo corpo e sangue de Cristo… De outro modo, como torná-los capazes de beber na taça do martírio se não os admitirmos primeiro a beber na Igreja na taça do Senhor?”.



Eis porque, para Cipriano, os mártires são advogados, paráclitos para o mundo inteiro. E S. Agostinho:


“Também nós, irmãos, se verdadeiramente amamos, imitamos. Não poderemos de facto trocar um fruto mais excelente do nosso amor do que aquele que consiste na imitação  de Cristo… Os santos mártires seguiram-no até ao derramamento do sangue, até a assemelharem-se a Ele na paixão”.


“Tudo o que sofres da parte daqueles que estão entre os membros de Cristo é aquilo que faltava aos sofrimentos de Cristo. Portanto, vem acrescentado porque faltava”.


Talvez, sem nos apercebermos, dos testemunhos tenhamos passado à doutrina. É preciso voltar ao exemplo dos mártires, aqueles que têm o direito de ensinar com outra voz diferente da dos doutores; mesmo se os doutores da Igreja, muitas vezes, leram a doutrina exatamente a partir do exemplo dos mártires. É ligado a S. Ambrósio – mesmo se de modo mais complexo de quanto seja aqui possível recordar – aquele S. Vigílio que, recordando a paixão dos mártires do Vale de Non, os descreveu como os não-violentos, oferecidos pela salvação dos seus próprios inimigos:



“Da parte dos santos foi aplicada a única forma perfeita de combate: tudo suportar, se provocados ceder, sofrer com paciência, travar o furor público com a própria mansidão, vencer sucumbindo”.



Tanto mais meritório é este testemunho quanto quem o escreve ter-se-ia tornado ele mesmo, dali a pouco, mártir!



A tradição oriental é talvez ainda mais explícita, a este respeito, como já se acenou. Extraordinário aquilo que essa tradição conta do mártir Panteleimon que, antes da decapitação, reza pelo perdão dos pecados próprios e depois pelos dos carnífices. É então que uma voz do Céu declara: O teu nome não é Pantaleão, mas Panteleimon, aquele que tem piedade de todos. É um protótipo, é um emblema: se também certas actas dos mártires parecem desenrolar-se como um desafio orgulhoso entre carnífice e vítima, mais frequentemente a vítima recorda-se de Jesus Cristo, imita-o na morte perdoando, como Estêvão.


“Vós tendes-me ódio de morte – diz S. Josafá protector da Ucrânia – mas eu transporto-vos no coração e ficaria contente por morrer por vós”: é um dos testemunhos mais indicativos, colocado como está entre a Igreja latina e a oriental, testemunho das duas tradições.



Já tinha ensinado Cabasilas que o amor é o verdadeiro sacrifício:


“aquele de que os mártires cristãos, de uma vez por todas, levaram os estigmas impressos na sua carne”. E é mesmo “sacrifício de amor unitivo”, segundo o grande místico, esta oferta que vale não tanto pela intensidade dos sofrimentos, como se a cruz tivesse valor exatamente porque é tormento: vale pela densidade do amor. “Damos a vida por aqueles que devem ser edificados pelo nosso martírio”.



É isto mesmo que não permitirá ligar mais tão intimamente a oferta da vida pelos outros ao facto de suportar fisicamente a pena capital. É sempre necessário, para o cristão, dar a própria vida para tornar completa a salvação: mas não é preciso, para isso, um acontecimento processual.



OS TIPOS DE MARTÍRIOS



“Como muitas são as perseguições, assim são muitos os géneros de martírio… Só Deus sabe quantos sofrem todos os dias o martírio em silêncio!”



É esta uma doutrina muito querida ao santo bispo de Milão:



“Tomemos bem conta de que não são perseguidores somente aqueles que se vêem, mas também aqueles que não se vêem; e são muito mais numerosos… não somente de fora, mas também de dentro das almas de cada um. Desta perseguição foi dito: todos os que querem viver piedosamente em Cristo serão perseguidos (2Tim. 3, 12). Todos, disse, sem exceção. De fato quem pode ser dispensado, quando o próprio Senhor suportou os tormentos da perseguição?”



Coisas muito parecidas escreve S. Agostinho, enquanto começava a firmar-se a convicção de que nem só os mártires merecem entrar no álbum dos santos.Também para S. Leão Magno:



“a ninguém é negada a vitória da cruz”. ”Também vós, se o quiserdes, sofrendo perseguição por Cristo, exatamente como os mártires, sereis mártires todos os dias… Como? Se também vós lutardes contra os demónios perniciosos, se vos levantardes contra o pecado e contra a vossa vontade. Se lutardes, também vós sereis mártires”.



Este morrer todos os dias tem o poder de intercessão como o do martírio de sangue e constitui uma verdadeira “confissão”, pelo que é confessor – em certo sentido equivalente ao mártir, até no título com que vem designado cristãmente – aquele que se opõe ao poder do mundo.


Recorde-se que os lapsi podiam ir ter com os confessores nos seus cárceres para se fazerem dar o libellum que os readmitia imediatamente na comunhão eclesiástica, negada doutro modo.


Não se poderia dar uma prova mais evidente do crédito que, junto da primitiva Igreja, tinha a intercessão de quem rezava em nome do próprio ser participante da paixão de Cristo. E aqueles que, tendo testemunhado em tribunal a sua fé, escapavam depois à morte, obtinham por direito um lugar entre os presbíteros durante a ação eucarística, mesmo se não encarregados de pronunciar a fórmula consacratória: outro modo para indicar, mesmo plasticamente, o respeito eclesial por esta sacerdotalidade martirial que, agora sabemos, compete a todos.



Referimos inteiramente a passagem sobre que tanto se discutiu e ainda se continua a discutir:



“Se um confessor foi preso pelo nome do Senhor, não lhe serão impostas as mãos para o diaconado ou o presbiterado, porque ele possui a honra do presbiterado por causa da sua confissão. Mas se vier a ser constituído bispo então se deverão impor as mãos”.



Não faltaram aqueles que – como Evdokimov – pensaram interpretar o texto no sentido literal de um presbiterado conseguido por direito com a confissão martirial.Não é preciso mais para saber que valor insubstituível tem aquela reparação que – enquanto oferta da vida pela redenção do mundo – é portanto constitutiva do ser cristão.A reparação, ao menos como foi ensinada em Paray-le-Monial, tem condições próprias, a respeito da oferta sacrificial da vida, comum a todos os crentes. De fato, como se terá ocasião de dizer a seu tempo, ela comporta uma particular sensibilidade à dor de Cristo, ao ponto de ser antes de tudo solidariedade com Jesus e com a sua tristeza mortal diante do pecado. Mas, por de baixo destas conotações específicas, fica a substância de sempre: importa dar a vida pela salvação do mundo, no único modo que isso pode ser realizado, isto é, como participação na paixão do Senhor. As conotações específicas não devem fazer perder de vista o que permanece de qualquer modo a substância oblativa.De resto, é difícil não ler no sentido mais “nosso” – e ao mesmo tempo dentro da grande tradição cristã de sempre – aquilo que reza S. Catarina:



“Ó doce Jesus, juntamente manifestas sede e pedes que te seja dado de beber… aquele que ama pede para ser amado! A alma dá de beber ao seu Criador quando lhe dá amor por amor. Mas não lho pode dar mediante um serviço a fazer-lhe a Ele, mas mediante o próximo”.



E parece a descrição de alguém que tenha recebido, como seu, o Coração de Cristo aquela esplêndida intercessão que se conta de S. Paissio:



“Paissio rezava por um seu discípulo que tinha renegado a Cristo. O Senhor apareceu-lhe e disse: E não tens em conta que me renegou? Mas o santo continuava a ter piedade e a rezar mais intensamente por aquele discípulo. Então o Senhor disse-lhe: Paissio, tu tornaste-te semelhante a mim com o teu amor”.



O instinto cristão conhece bem que a co-redenção com que nós completamos quanto falta aos sofrimentos de Cristo:



Não é questão de quantidade, não é como um preço a pagar para a equiparação das faltas com que se subtraiu honra ao nosso Deus. É só questão de amor.



Até um protestante como Bonhoeffer – claramente inclinado, exactamente porque é protestante, para uma espécie de substituição vicária na pena a suportar no lugar do pecador – resgata amplamente o possível equívoco, ele que acabará mártir, consciente que “cada vida humana é por essência uma vida vicariamente responsável”.



Ele sabe que a questão, em definitivo, é só questão de amor, questão de coração:



“Substituição e, portanto, responsabilidade são possíveis somente mediante o dom total da própria vida ao próximo. Somente quem não pensa em si vive responsavelmente, ou seja vive… A responsabilidade, entendida como vida e ação vicária, é essencialmente uma relação de pessoa a pessoa… O justo sofre por causa do mundo, o injusto não… Em certo sentido, ele transporta o sensorium Dei [nós diríamos: o coração de Deus] no mundo: por isso sofre do mesmo modo que Deus sofre por causa do mundo… A resposta do justo ao sofrimento que o mundo lhe traz é bênção. Esta foi a resposta de Deus ao mundo… Deus não paga com a mesma medida, e assim deve fazer também o justo. Não condenar, não repreender, mas abençoar… O mundo vive da bênção de Deus e do justo”.



Em Resistência e rendição repete:



“O homem é chamado a partilhar o sofrimento de Deus sofrendo em relação ao mundo sem Deus… Esta é a metànoia: não pensar antes de mais nas suas próprias tribulações, nos próprios problemas, nos próprios pecados, nas próprias angústias, mas deixar-se arrastar com Jesus Cristo pelo seu caminho no acontecimento messiânico constituído pelo facto de que Is 53 se cumpre agora!”



Como se vê, os temas da participação na dor de Deus, e até da consolação a Deus, são aqui repetidos de maneira não muito diferente de quanto pertence à nossa vocação.Mas não é esta possível simultaneidade que aqui convém apreender. Antes ainda – em fidelidade a um carisma que é objectivo e comprometedor, até tornar-se ministério, até dar razão das estruturas operativas da nossa vida – é preciso repetir a importância do dom da vida pelos irmãos.


“O exército espiritual dos crentes, que leva por diante o combate através do jejum e da oração; o duelo silencioso de um homem solitário que luta contra o mal e contra a morte; a coragem de um eremita que atrai sobre si os espíritos maus para libertar os seus irmãos; os cristãos que entoam no coração deste mundo o cântico da fornalha ardente; o mais humilde gesto de penitência e o exorcismo balbuciante de uma oração: eis o que conta antes de mais na gigantesca tensão entre o mundo decaído e o mundo que vem, eis o grande trabalho” (O. Clémont).



CONCLUSÃO




É verdade que o mundo mudou muito. No entanto, o Senhor Jesus continua a nos chamar, e nossa resposta se dá através da fidelidade criativa manifestada nas pequenas histórias quotidianas. É nos pequenos acontecimentos que manifestamos nosso amor por Jesus, ao próximo, e ao exemplo de seus santos. É nos pequenos acontecimentos que descobrirmos e louvamos a Deus por sua ação no reverso da história, no simples e inoperante, na pequenez e no silêncio de tantas vidas ocultas e insignificantes aos olhos do mundo, mas que fazem coisas extraordinárias. Gente simples, fazendo coisas pequenas, em lugares pouco importantes, consegue mudanças extraordinárias, assim como gostas de água que vão formando os grandes oceanos. Uma das características do cristão é o viver o heroísmo. Não, é claro, o heroísmo das armas que destroem e matam. O verdadeiro Cristão não é chamado a matar, mas como Cristo, a dar sua vida em favor dos outros. O heroísmo cristão é o heroísmo da misericórdia. O cristão descobre e vive novas relações com Deus, com os irmãos e irmãs, com a natureza criada, objetivando o bem comum. Por isso, questione-se quanto ao que Jesus faria, em cada situação, pergunte a si mesmo: “O que Jesus faria nesta situação? ”. Quando você não souber o que fazer, reze: “Espírito Santo, iluminai-me! Dai-me sabedoria! Vinde! Mostrai-me o que Jesus faria no meu lugar, neste momento, nesta circunstância”. Sabemos em quem colocamos a nossa confiança (cf. 2Tm 1,12). Porém, sabemos que isso não nos isenta do sofrimento, pois Jesus mesmo disse que, no mundo, haveríamos de ter aflições. (Jo 16,33). No entanto, o sofrimento vivido com Deus não leva ao desespero. A pessoa, mesmo enfrentando dificuldades, sente paz e suporta tudo, porque não está sozinha. Ela é sustentada pela força de Deus.O problema é que, em nossos dias, até mesmo a palavra renúncia causa repugnância. Atualmente, as pessoas estão buscando a felicidade a qualquer custo. Há quem diga que estamos na era da busca da felicidade. Ora, é correto e salutar buscar a felicidade. O problema está no caminho que escolhemos para conquista-la. Se buscamos a felicidade percorrendo o caminho do amor, não há como excluir sacrifícios. Por isso, somos sempre convidados a olhar mais longe (cf. Jo 12,25). É preciso ter fé a todo momento, porém principalmente, nos momentos de grandes dores. Na hora em que nos sentimos prostrados, é que precisamos ainda mais nos agarrar a Jesus Cristo e, desse modo, imitar Jesus Cristo. 









ORAÇÃO PEDINDO A TEMPERA DOS MÁRTIRES (PARA USO PRIVADO):




Ó gloriosos Santos Mártires, vós que fostes tão corajosos em viver como um verdadeiro cristão num meio tão adverso à fé, alcançai-nos de Deus, por Jesus Cristo, a graça de uma fé ardente, corajosa, misericordiosa e destemida como a vossa, para que, mesmo nas adversidades da vida, possamos dar testemunho de nosso batismo por atos concretos da fé por nós abraçada. Dai-nos o ardor que preencheu vossos corações no desejo de converter para Cristo todos os povos e nações. Dai-nos o alento para que possamos concretizar o auxílio ao próximo em palavras de vida e esperança! Vós que não temestes as ameaças e torturas dos poderosos, alcançai-nos do Espírito Santo os dons da fortaleza e da temperança para resistirmos ao mal. Suplicai a Jesus também, o dom da sabedoria para difundirmos o bem. Fazei de nós fiéis cristãos destemidos e verdadeiros soldados do grande e único Rei verdadeiro, Jesus Cristo. Vós que sofrestes com perseverante alegria os sofrimentos da injusta, do desprezo, calúnia e perseguição, olhai para as pessoas que, em qualquer parte do mundo, padecem injustiças, que são perseguidos e impedidos de viver sua fé. Obtende para nós fortaleza e amor, abrindo nosso coração a sermos pessoas verdadeiramente consagradas a Jesus Cristo. Vós que fostes vítimas da violência, olhai por nosso mundo tão violento e cruel, muitas vezes sofrendo pelo medo diante da iniquidade que cresce. Valei-nos nos momentos de medo, angústia e dor, livrai a nós, nossas famílias e nossas casas dos males do corpo e da alma, e quando formos atingidos por eles que possamos suportar de forma Cristã.Obtende de Deus a conversão dos pecadores mais empedernidos, a começar pelos de nossa casa e os mais próximos a nós. Que o Espírito Santo possa fortalecer nossas virtudes e carismas e, assim, possamos, como vós, tornarmo-nos luz para este mundo, principalmente em meio às trevas. Que saibamos superar Cristamente todo ódio, preconceito, doenças e a violência das guerra; que possamos testemunhar diante da indiferença, ganância, vaidade e da corrupção; principalmente nos momentos de desunião,desamor e falta de fé. Pedimos santos mártires, que nos animeis com o mesmo espírito que voz  fizeram tão fortes, leias e destemidos. Dai-nos os dons do mesmo Espírito Santo que habitou em vós para nos colocarmos a serviço dos irmãos, fazendo-nos soldados destemidos no amor à santa igreja! Ó Deus, na vossa incansável misericórdia, escutai a nossa oração não permitindo que nos domine o poder das trevas, mas abri os nossos olhos à luz do Espírito Santo, para que amemos cada vez mais a Cristo, vosso filho, com renovado impulso, reconhecendo-o presente nos nossos irmãos como o fizeram vossos santos mártires. Protegei, com a vossa poderosa intercessão, os filhos desta Terra de Santa Cruz. Livrai-nos de toda epidemia corporal, moral e espiritual. Fazei que se convertam aqueles que, por querer ou sem querer,são instrumentos de infelicidade e perdição para os outros. Animai para que o justo persevere na sua fé, e propague o amor de Deus, até o triunfo final. Santos mártires, rogai por nós sem cessar. Alcançai para nossa pátria e nossa cidade o dom da Paz, assisti nossos governantes, autoridades constituídas, e os militares nas arriscadas funções que desempenham, e olhai pelo povo que se confia a vossa defesa. Por fim santos mártires, socorrei-nos em nossas fraquezas e necessidades mais urgentes, as quais nem sabemos,rogando por nós junto a Deus. Por Cristo nosso Senhor, na unidade do Espírito Santo, Amém!







ORAÇÃO PELO SANTO PADRE, O PAPA, SUCESSOR DE PEDRO E PASTOR UNIVERSAL DA IGREJA VISÍVEL


Oremos pelo nosso Santo padre, o Papa, sucessor de Pedro na Igreja Visível de Cristo (conf. Mateus 16,18). Que o Senhor lhe conceda e o sustente sempre com a sua graça, confirme os irmãos, e para que ele possa assistir como Pastor das ovelhas que Deus lhes confiou, e que a ele se submetem, não faltando ao Pastor a obediência do rebanho nem ao rebanho o cuidado do Pastor:


Em Latim:

Oremus...

Deus, ómnium fidélium pastor et rector, fámulum tuum N.N., quem pastórem Ecclésiae tuae praeésse voluísti, propítius réspice: da ei, quaésumus, verbo et exémplo, quibus praeest, profícere; ut ad vitam, una cum grege sibi crédito, pervéniat sempitérnam. Per Dominum nostrum Jesum Christum. Ámen.



Oremos...


Deus, pastor e guia de todos os fiéis, olhai cheio de bondade para o vosso servo, o Papa (Nome), a quem quisestes colocar à frente da vossa Igreja como pastor. Concedei-lhe, Vos pedimos, a graça de fazer, por suas palavras e por seu exemplo, com que progridam na virtude aqueles de quem é chefe, e chegue, com o rebanho que lhe foi confiado, à vida eterna. Por Nosso Senhor Jesus Cristo. Amém.





 REFERÊNCIAS:




1 Comissão Teológica Internacional, A reconciliação e a penitência, in “Il Regno” (1984), 3, p. 74.

2 L’ora di lettura commentata dai padri, IV, EDB, Bologna 1976, p. 618.

3 Justino, Dialogo com Trifone 39, PG 6, 560.

4 Orígenes, Omelie su Giosuè figlio di Nun 9, 1-2, SC 71, 244-246; o texto é referido em CONFERÊNCIA EPISCOPAL ITALIANA, Liturgia delle ore, IV, p. 1497-1498.

5 Clemente Romano, Prima Lettera ai Corinzi 2, in I padri apostolici, Città nuova, Roma 1966, p. 48.

6 Leão Magno, Discorsi 92, 1.2.3, PL 54, 454-455; o texto é referido em CONFERÊNCIA EPISCOPAL ITALIANA, Liturgia delle ore, IV, p. 527-528.

7 Gregório de Nazianzo, Discorsi 39, 20, PG 36, 359; o texto é referido em CONFERÊNCIA EPISCOPAL ITALIANA, Liturgia delle ore, I, p. 615.

8 Cf. P. Evdokimov, Cristo nel pensiero russo, Cittá nuova, Roma 1972, p. 122.

9 G. Dossetti, Testimonianza di un monaco, in “Il Regno” (1986), 19, p. 590.

10 Cf. D. Barsotti, La dottrina dell’amore nei Padri della chiesa fino a Ireneo, Vita e pensiero, Milano 1963.

11 Inácio de Antioquia, Lettera agli Efesini, X, PG 5, 653.

12 Inácio de Antioquia, Lettera a Policarpo, II, PG 5, 720-721.

13 Inácio de Antioquia, Lettera ai Tallesi, XIII, PG 5, 685.

14 Policarpo, Lettera ai Filipesi, XII, PG 5, 1015-1016.

15 Atti dei martiri,Paoline, Roma 1985, p. 475.

16 L’ora di lettura, VII, p. 326-328.

17 Orígenes, Omelie sui Nm 10,2, SC 29, pp. 193-194.

18 Clemente de Alexandria, Stromati, VII, 12, 80,1, PG 9, 512.

19 Clemente de Alexandria, Stromati, VII, 13, 82,1,PG 9, 513.

20 Cipriano,




FONTES DE CONSULTAS:




-https://cleofas.com.br/a-ultima-provacao-da-igreja/



-https://cleofas.com.br/como-sera-a-grande-provacao-da-igreja/


-https://www.dehonianos.org/portal/a-oferta-de-si-mesmo-pelos-pecadores-na-tradicao-da-igreja0/





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Neste Apostolado promovemos a “EVANGELIZAÇÃO ANÔNIMA", pois neste serviço somos apenas o Jumentinho que leva Jesus e sua verdade aos Povos. Portanto toda honra e Glória é para Ele.Cristo disse-nos:Eu sou o caminho, a verdade e a vida e “ NINGUEM” vem ao Pai senão por mim." ( João, 14, 6).Como Católicos,defendemos a verdade, contra os erros que, de fato, são sempre contra Deus.Cristo não tinha opiniões, tinha verdades, a qual confiou a sua Igreja, ( Coluna e sustentáculo da verdade – Conf. I Tim 3,15) que deve zelar por elas até que Cristo volte.Quem nos acusa de falta de caridade mostra sua total ignorância na Bíblia,e de Deus, pois é amor, e quem ama corrige, e a verdade é um exercício da caridade.Este Deus adocicado,meloso,ingênuo, e sentimentalóide,é invenção dos homens tementes da verdade, não é o Deus revelado por seu filho: Jesus Cristo.Por fim: “Não se opor ao erro é aprová-lo, não defender a verdade é nega-la” - ( Sto. Tomáz de Aquino) “Não a nós, Senhor, não a nós, mas ao vosso nome dai glória...” (Salmo 115,1)

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