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Como Cuidar de uma pessoa com Câncer de forma Cristã e dignamente humana?

Written By Beraká - o blog da família on sexta-feira, 24 de julho de 2020 | 20:35





Quando alguém que amamos se depara com algo tão desconhecido e imprevisível quanto um diagnóstico de câncer, tudo a sua volta parece desmoronar! O que você faz? O que você diz? Como você pode ajudá-lo? Como você pode se ajudar? Quando uma pessoa recebe um diagnóstico de câncer, receber o apoio de familiares e amigos é muito importante. Porém, é comum que estas pessoas próximas queiram dar suporte, mas sem saberem exatamente como. Uma primeira dica muito importante é que antes de mais nada você compreenda seus próprios sentimentos em relação à situação e esteja ciente de como suas experiências podem afetar a forma como você reage. Assim, você conseguirá lidar melhor com este momento e estará mais tranquilo(a) para dar este suporte, ajudando a pessoa que ama a carregar a sua Cruz.É importante ressaltar que cada paciente lida com o próprio diagnóstico de uma maneira específica, pois somos únicos, irrepetíveis, e com experiências de vida diferentes, no entanto algumas dicas podem ajudar você, familiar e amigo, a se preparar melhor para este momento de suporte e acolhimento:




1)-O que fazer?

•Passe tempo com a pessoa.

•Pergunte se ela gostaria de falar sobre a experiência.

•Deixe-a decidir o que e quanto compartilhar.

•Esteja disposto a falar sobre suas experiências e permitir que ela compartilhe seus medos.

•Esteja disponível para conversar quantas vezes ela quiser.

•Respeite se a pessoa precisar de espaço.

•Fale sobre outras coisas além do câncer.

•Ofereça assistência mesmo com pequenas tarefas e pergunte em que poderia ser mais útil.


2)-O que dizer?


•Pergunte olhando nos olhos dela(e) como a pessoa está, e se ela quer falar sobre o assunto.

•Seja sincero(a) e diga que não sabe o que dizer e fazer, mas que a pessoa pode contar com você.

•Ofereça-se para ouvi-la sem interrompê-la mostrando atenção.

•Peça desculpas se sentir que disse ou fez algo errado.



4)-O que evitar?

•Evite comparar a situação dela com a de outras pessoas.

•Evite falar nas generalidades sobre as chances de recuperação e sobrevivência, ou minimizar a situação.

•Tente não mostrar falso otimismo ou falsa esperança, a pessoa percebe.

•Evite usar linguagem que pode fazer com que a pessoa se sinta culpada (por exemplo: “Você pode vencer isso”, “Você deve lutar”, “Não desista”).
•Evite mencionar novidades terapêuticas ou curas alternativas sobre as quais você tenha lido.

•Não conte sobre o estado de saúde para outras pessoas, deixe que a pessoa conte a quem ela quiser, ou se ela pedir orações.

•Evite impor ou propor sua opinião sobre tratamentos e cuidados.



•Esqueça tudo o que você acha que sabe sobre o câncer.



Cada caso é um caso. Não existe uma regra quando se fala de câncer. E a interpretação também pode variar. Você encara a situação de um jeito, mas seu ente querido pode encarar de outro, completamente diferente. Você pode ler inúmeros livros e artigos sobre a doença, mas a verdade é que cada caso é um caso, afinal o câncer se comporta de maneira imprevisível, seja para melhor ou para pior.


5)-Pessoas com câncer não querem falar apenas sobre o câncer


As pessoas que estão enfrentando um câncer não querem conversar apenas sobre a doença. Muitas vezes elas só querem falar sobre as mesmas coisas que pessoas saudáveis falam, como, por exemplo, seu time favorito ou o último filme que assistiram. Guarde a "conversa sobre o câncer”  para a próxima consulta médica, a menos que ela queira falar sobre a doença.


6)-Às vezes a única coisa que você precisa fazer é escutar


Uma pessoa com câncer provavelmente entende que você não compreende de fato o que ela está passando, assim como também não espera conselhos que não foram pedidos, muito menos  uma enxurrada de mensagens motivacionais. Algumas vezes essas pessoas precisam apenas de alguém para ouvi-los. Ser essa pessoa é mais importante do que você imagina.


7)-Alguém com câncer precisa de encorajamento, não de conselhos



Se seu ente querido tem um médico de confiança, ele provavelmente irá aconselhá-lo adequadamente sobre a doença. De você, ele pode querer apenas força: alguém que segure a barra com ele. Alguém que diga "eu estarei sempre ao seu lado, nós vamos passar por isso”.


8)-Um pequeno gesto pode ser um grande gesto



Um gesto simples como pegar o jornal ou dar uma passada pra ver se está tudo bem pode significar para ele muito mais do que você imagina. São as pequenas coisas as que realmente fazem a diferença.


9)-Esteja atento


Seu ente querido nem sempre se sente confortável ou capaz de pedir ajuda. Fique atento, por suas palavras ou sua expressão corporal que podem dizer muitas coisas. Alguém acostumado a ser independente pode não se sentir confortável quando percebe que está começando a depender dos outros para fazer coisas que antes faziam sozinhos. Ofereça ajuda. Pergunte o que ele precisa!


10)-Seja paciente


Assim como você, a pessoa com câncer também não sabe como lidar com a doença na maioria das vezes. Muitas vezes as pessoas acabam frustradas e isso também acaba refletindo. Seja paciente. Respire fundo e siga em frente. Cuidar de alguém com câncer é uma tarefa cheia de reviravoltas e becos aparentemente sem saídas. Não é fácil, mas você pode tornar as coisas um pouco menos difíceis!


11)-Seja positivo


Isso não significa que você precisa manter um discurso motivacional o tempo todo ou evitar falar sobre as coisas negativas que estão acontecendo. Apenas ajude a deixar o ambiente mais leve. Dê incentivo quando perceber que ele está passando por um momento particularmente difícil, assim como você gostaria que fizessem com você. Avise que você está ali para ajudar, no que precisar.


12)-Saiba o momento de dar espaço



Não leve para o lado pessoal se o seu ente querido aparenta estar querendo te afastar. Provavelmente não é a intenção dele. Todo mundo sofre do seu jeito, e as vezes, a pessoa pode estar precisando apenas ficar sozinho. Respeite as suas necessidades e deixe claro que, se precisarem, você está disposto ajudar. Mas não insista.


13)-Não diga que você sabe o que o outro está passando



Cada câncer é um câncer e cada um lida com isso da sua maneira. O mesmo tipo de câncer pode afetar os indivíduos de forma diferente. Você pode até ter passado por experiências traumatizantes ou até mesmo ter vencido um câncer, mas essa não é a hora de resgatar essas experiências para mostrar a seu ente querido que você entende o que ele está passando.



14)-Respeite suas decisões, mesmo não concordando



Uma coisa é fato: as decisões sobre o tratamento são do paciente. Se ele tomou uma decisão sem pedir a sua opinião, ou até mesmo se você não concorda com a conduta do tratamento, essa não é a hora de dar a sua opinião. As pessoas que estão passando por isso acabam perdendo o controle de muitas coisas na sua vida, então deixe que pelo menos isso ele possa decidir. Esse momento pertence a eles.




15)- ATENÇÃO!!! Você que cuida também precisa de apoio (mas não de seu ente querido que está com câncer)




O diagnóstico da doença de um ente querido pode realmente nos abalar muito. Não é fácil cuidar de alguém querido e ter que lidar com seus próprios sentimentos e seus conflitos ao mesmo tempo. Você também pode precisar de apoio, isso é normal, mas buscar ou esperar esse apoio justamente dessa pessoa que precisa tanto do seu apoio não é oportuno. Procure outra pessoa, um amigo, um familiar, ou até mesmo um profissional se achar necessário. Essa ajuda pode ser essencial para te dar forças para ajudar quem mais precisa de você.




16)-Ainda existe uma pessoa atrás de tanto sofrimento


E é uma pessoa muito querida. O tratamento e a doença por si só já são capazes de mudar uma pessoa. As vezes esse impacto é tão grande que você não é mais capaz de reconhece-la. Mas ela ainda está lá. Ainda é a mesma pessoa que você conhece e tanto ama. Releve as mudanças negativas. Acima de tudo, lembre que apesar do que possa acontecer, vocês vão passar por isso juntos e logo as coisas voltarão a ser como antes, ou até melhor.


17)-Cinco Tipos de Câncer Curáveis



Sabemos que não existem garantias quanto à cura e recuperação do câncer. Entretanto, sabemos também que, atualmente, muitos diagnósticos de câncer têm sido tratados com sucesso. Isso quer dizer que, lentamente, estamos começando a usar outra palavra que começa com "C", de câncer: "Cura"! Alguns especialistas não usam essa palavra, já que você não pode ter certeza de que o câncer desaparecerá para sempre após o tratamento. Eles preferem dizer "remissão", ou seja, uma palavra que represente uma chance de que a doença possa retornar. Mas, calma! Em geral, uma pessoa que fica livre do câncer por 5 anos após um diagnóstico tem maiores chances de cura. E para alguns tipos de câncer, existe uma esperança maior de cura. Conheça-os:



1)-Câncer de Próstata: O que faz com que as chances de cura sejam altas? Muitos tumores de próstata crescem lentamente em alguns pacientes. Quando isso acontece, eles não são prejudiciais o suficiente para iniciar o tratamento imediatamente. Muitos homens com câncer de próstata vivem anos sem qualquer problema.

Quando a cura é menos provável? Quando existe disseminação da doença (metástases). Entretanto, apenas uma pequena porcentagem dos cânceres de próstata pode se disseminar rapidamente para outras partes do corpo. A boa notícia é que os médicos geralmente diagnosticam a maioria dos cânceres de próstata antes que se disseminem.

O rastreamento ajuda? Há duas maneiras principais para diagnosticar o câncer de próstata. Uma é o toque retal, e a segunda é o teste do PSA, que mede os níveis de uma proteína que se apresenta aumentada em homens com câncer de próstata. É importante ressaltar que o PSA pode subir por outros motivos além do câncer de próstata, por isso, alguns médicos dizem que homens que têm um risco normal para a doença não deveriam realizar o exame. Converse com seu médico para saber se você tem indicação para o teste. Informe-o também se notar quaisquer problemas, como dificuldade para urinar ou presença de sangue na urina. Esses podem ser sinais e sintomas de câncer ou de outros problemas na próstata.


2)-Câncer de Tireoide: O que faz com que as chances de cura sejam boas? A tireoide é uma glândula em forma de borboleta localizada no pescoço e, entre outras funções, é responsável pela produção de hormônios que o corpo precisa para queimar calorias e controlar os batimentos cardíacos. O tipo mais comum de câncer de tireoide é o papilar, que cresce lentamente. Mesmo quando os tumores são grandes ou começam a invadir outros tecidos adjacentes, podem ser tratados apenas cirurgicamente, com a retirada da glândula. Após a cirurgia, o paciente deve tomar medicamentos para substituir os hormônios que a tireoide produzia. Atualmente, o diagnóstico desse tipo de câncer está sendo realizado mais precocemente, o que os torna mais fáceis de serem tratados e curados.

Quando a cura é menos provável? Um tipo denominado câncer anaplásico de tireoide tem uma taxa de sobrevida em 5 anos de apenas 7%, mas é muito raro.

O rastreamento ajuda? Existem exames de triagem recomendados para câncer de tireoide. A maioria das pessoas descobrem que tem um tumor quando eles (ou um médico) sentem um caroço ou inchaço em seu pescoço ou ainda quando fazem um ultrassom por alguma outra razão clínica. Entre em contato com seu médico imediatamente se perceber um caroço no pescoço ou se apresentar alguns sintomas, como dificuldade para respirar ou engolir.


3)-Câncer de Testículo: O que faz com que as chances de cura sejam boas? Em estágios iniciais (quando o tumor não se disseminou para outros órgãos), é possível curar este tipo de câncer com cirurgia para retirar um ou ambos os testículos que contém o tumor. Se apenas um testículo for removido, o outro produzirá hormônios em quantidades suficientes para ter relações sexuais e ter filhos. Para estágios mais avançados a cirurgia, radioterapia ou quimioterapia muitas vezes funcionam bem. Os médicos dão crédito à cisplatina (droga quimioterápica introduzida na década de 70), como a responsável pelo aumento das taxas de sobrevida do câncer de testículo avançado.

Quando a cura é menos provável? Existem tratamentos que respondem muito bem, mesmo para o câncer de testículo avançado.

O rastreamento ajuda? Não existem exames de rastreamento para o câncer de testículo. Os homens devem consultar seu médico se sentirem uma protuberância em um testículo ou se um deles se tornar maior que o outro. Estes podem ser sinais precoces de um tumor.


4)-Melanoma: O que faz com que as chances de cura sejam boas? Você geralmente pode detectar um câncer de pele melanoma a olho nu e ainda em estágios iniciais. Se não se disseminou além da superfície da pele, os médicos podem remover e curá-lo com cirurgia.

Quando a cura é menos provável? Se não é diagnosticado precocemente, o melanoma provavelmente se disseminou para outras partes do corpo. Uma vez que a doença esteja disseminada, é difícil de ser tratada.

O rastreamento ajuda? Sim. Você pode verificar se sua pele tem manchas grandes, escuras, de formatos diferentes ou sobressalientes. É especialmente importante verificar as costas, o couro cabeludo, os testículos e entre os dedos dos pés. Informe seu médico imediatamente se notar qualquer alteração nessas áreas do corpo. Consulte um dermatologista periodicamente caso você tenha um risco aumentado para o melanoma, por exemplo, se você ou alguém de sua família já teve melanoma.


5)-Câncer de Mama: O que faz com que as chances de cura sejam boas? A medicina moderna tem feito grandes progressos contra o câncer de mama. Os médicos hoje sabem mais sobre como diagnosticá-lo e tratá-lo. Isso quer dizer que compreendemos a doença melhor do que nunca. Por exemplo, sabemos que existem mais de 100 subtipos de câncer apenas para o câncer de mama e que os pesquisadores contam com uma série de medicamentos para tratamento desses tipos específicos.

Quando a cura é menos provável? Detectado precocemente, o câncer de mama é mais fácil de tratar e ser curado do que em estágios avançados, quando a doença já está disseminada para outros órgãos. Alguns tipos da doença são também mais tratáveis do que outros. Por exemplo, um tumor de mama "receptor de estrogênio positivo" se beneficiará de medicamentos que diminuem os níveis de estrogênio. Por outro lado, "triplo negativos" tendem a ser mais agressivos e não se beneficiam de terapias alvo.

O rastreamento ajuda? Sim. A mamografia, também denominada mamograma ou mamografia digital, é um raios X das mamas e é realizado para verificar se existem sinais de doença, mesmo na ausência de sintomas ou alterações na mesma. No Brasil, existe uma lei que instrui o início do exame para mulheres a partir dos 50 anos.






18)-APOIANDO PACIENTES E CUIDADORES:


O dia a dia de quem cuida de um paciente com câncer é bastante atarefado. Diante do diagnóstico, algumas mudanças e adaptações deverão ser feitas por todos os membros da família. É muito importante que cada um compreenda sua função nesse momento. Consideramos que existem dois tipos de cuidador:



a)-Cuidador formal:Aquele que possui habilidades técnicas específicas na área da saúde ou nos serviços sociais, como enfermeiro, auxiliar de enfermagem, psicólogo, etc. Geralmente, recebem pagamento pelos seus serviços.


b)-Cuidador informal: Aquele que provê cuidados e assistência para o paciente em seu cotidiano. Na maioria das vezes, essa função é desempenhada em um contexto familiar ou de amizade próxima, sem remuneração. Quando você, cuidador informal, sentir-se cansado e sem condições físicas e emocionais para oferecer esse auxílio, deve procurar a ajuda de um cuidador formal. Portanto, preste atenção às suas próprias necessidades. Estabeleça limites para o que você pode fazer e, principalmente, peça ajuda antes de se sentir esgotado. Lembre-se que o cuidador formal poderá ajudar muito nesse momento. Aprender a dividir as tarefas é fundamental em tal período. Delegue tarefas e pergunte quem pode fazer o quê. É fundamental que você saiba que não precisa dar conta de tudo sozinho.


19)-Algumas dicas para os cuidadores:


a)-Que cuidados devo ter para proteger meu paciente e as pessoas que ajudam a cuidar dele?

•Lave sempre as mãos com água e sabão antes e depois que cuidar do seu paciente.
•Retire anéis, pulseiras e relógios porque eles podem transmitir doenças ao paciente.
•Dê banhos regulares no paciente.
•Mantenha a casa limpa e arejada, principalmente o quarto do paciente.
•Mantenha roupas de cama limpas e troque-as regularmente.
•Procure não deixar que pessoas com gripe, resfriado ou outra virose fiquem abraçando e beijando o seu paciente.


b)-Como diminuir o risco de queda?


•Retire tapetes do caminho do paciente.
•Evite que o paciente ande de meia.
•Dê preferência ao uso de calçado de borracha.
•Não deixe os pisos encerados ou molhados.
•Mantenha os locais por onde o paciente anda bem iluminados.
•Afaste os móveis para facilitar a locomoção do paciente.
•Coloque tapetes antiderrapantes dentro e fora do banheiro, principalmente no local do banho.
•No caso de uso de cama hospitalar, mantenha sempre as grades elevadas, especialmente na ausência do cuidador formal.
•No caso de cadeira de rodas, antes de mobilizar o paciente, confira se as rodas estão travadas.
•Evite que o paciente fique desacompanhado em casa.


c)-Como fazer a higiene bucal do paciente?


•A limpeza da boca (dentes e língua) deve ser feita pelo menos duas vezes por dia (manhã e noite) e após cada refeição.
•Se o paciente não conseguir usar a escova, deve fazer bochecho com cepacaína.


d)-Como faço para virar o paciente na cama?


•Fique do lado correspondente ao movimento de rolar, para evitar a queda do paciente.
•Se ele estiver de barriga para cima, peça que dobre os joelhos. Caso não tenha forças, faça isso por ele.
•Peça que gire os joelhos dobrados para o lado desejado junto com o tronco (virada em bloco). Você poderá ajudá-lo apoiando uma mão no quadril dele e a outra atrás do ombro.


e)-Como faço para levantar meu paciente da cama?


•Vire o paciente para o lado desejado antes de levantá-lo.
•Evite levantá-lo de barriga para cima, para que ele não machuque a coluna.
•Quando for virá-lo de lado, vire o tronco e pernas num só movimento (em bloco), evitando assim torções de coluna.
•Para chegar até a posição sentada, levante o paciente abraçando-o pelo tronco.
•Evite puxar ou segurar o paciente por um braço ou perna. Dessa forma você diminui o risco de machucá-lo.


f)-Que cuidados devo ter ao ajudar o paciente a sentar-se?

•Sempre que for sentar seu paciente, dê preferência a assentos mais altos, próximos à altura dos joelhos.
•Lembre-se de encostar a parte de trás dos joelhos do paciente no sofá, na cama ou na cadeira antes de sentá-lo.


g)-Falta de apetite do paciente: como alimentá-lo?


•Não force muita comida na hora da refeição.
•Use pratos pequenos.
•Ofereça alimentação variada, mesmo que seja em pequena quantidade.
•ATENÇÃO!!! Faça do momento da refeição uma hora prazerosa e tranquila.


h)-O que fazer quando o paciente tem prisão de ventre?


•Use corretamente a medicação laxativa que o médico prescrever.
•Estimule-o a beber líquidos (água, suco, água de coco).
•Estimule-o a se movimentar sempre que possível.
•Use alimentos laxativos conforme orientação do nutricionista.


Uma tarefa que requer uma atenção especial é quando o paciente está acamado. Devido ao estado de saúde, essas pessoas, na maioria dos casos, encontram-se debilitadas e precisam de apoio, paciência e compreensão.


Os cuidados com a higiene, alimentação e transporte são fundamentais para evitar problemas durante o tratamento. Manter a limpeza do ambiente, do leito e o cuidado nas trocas de roupas, no banho e no preparo dos alimentos deve ser rotina para evitar infecções e complicações. Não só o cuidador, mas todas as pessoas que têm contato com o acamado devem manter a higiene e sempre lavar bem as mãos antes de tocar em qualquer utensílio ou alimento do paciente.Mais do que cuidar do corpo, as pessoas doentes precisam também de apoio moral para não se sentirem um “peso” para seus familiares e cuidadores. Trabalhar a autoestima pode ajudar muito na melhora do estado do paciente. Por isso, é função de todos que convivem com ele garantir que se sinta querido e, sempre que possível, integrá-lo às atividades da família.



20)-Para melhor auxiliar no cuidado do paciente acamado, confira as sugestões abaixo:



a)-Como dar banho no paciente acamado?

•Separe os seguintes materiais: 2 vasilhas, 1 toalha de banho, 1 sabonete líquido ou em barra, 2 panos pequenos e 1 lençol.

•Coloque água morna nas duas vasilhas.

•Molhe o pano na água que estiver com sabão.

•Comece lavando o rosto e ensaboando a parte da frente do corpo do paciente.
•Com o outro pano molhado em água limpa, enxague.
•Seque o corpo do paciente com a toalha de banho.
•Vire o paciente de lado e lave as costas repetindo o mesmo procedimento.
Como trocar a fralda do meu paciente?
•Vire o paciente totalmente de lado e coloque a fralda o máximo que puder por baixo dele.
•Vire-o totalmente para o outro lado e puxe a fralda.
•Coloque o paciente de barriga para cima e feche a fralda.


b)-Higiene corporal


•Deixe que o paciente escolha a melhor hora para seu banho.
•Se ele puder fazê-lo sozinho, organize todo o material necessário e coloque–o próximo dele.
•Não o deixe completamente só, pois ele pode precisar de sua ajuda se algo errado acontecer.
•Verifique a temperatura da água. O paciente pode não perceber a temperatura, se alguma parte do corpo dele estiver menos sensível.
•Aproveite para, depois do banho, massagear a pele dele com um creme hidratante.


c)-Cuidados com a pele e a prevenção de escaras


•Observe se há lugares em que a pele pareça avermelhada (ombros, nádegas, calcanhar etc.).
•Caso observe essas regiões avermelhadas, talvez seja necessário providenciar um colchão do tipo “caixa de ovo”. Coxins bem macios ou protetores de espuma também podem ser úteis.
•As feridas devem permanecer cobertas para que não pousem moscas e fiquem com larvas. Caso isso aconteça, leve o paciente imediatamente para a emergência.
•Use luvas.
•Mude o paciente de posição de três em três horas, de forma que fique sempre confortável.
•ATENÇÃI!!!Massageie os locais de maior contato com o colchão para ativar a circulação.
•Hidrate a pele do paciente conforme orientação do enfermeiro.


d)-Como cuidar das escaras?


•Retire o curativo sujo com cuidado, sempre molhando com água limpa ou soro fisiológico.
•Lave bem as mãos.
•Lave bem a ferida com uma gaze umedecida com água limpa ou soro fisiológico, passando ao redor. Use outra gaze para o meio da ferida. Por fim, seque com uma gaze sem esfregar.
•Cubra a ferida com gaze umedecida na solução orientada pelo enfermeiro.
•Use esparadrapo ou atadura de crepom para prender a gaze.
•Jogue as gazes no lixo e lave as mãos novamente.

•A higiene bucal deve ser feita pela manhã, noite e após cada refeição.Procure uma escova dental bem macia, que se adapte melhor às necessidades do paciente.


e)-Cuidados nas refeições


•Estimule o paciente a fazer suas refeições sozinho, sempre que isso for possível, mesmo que no começo ele o faça muito lentamente.
•O prato, os talheres, o copo ou a xícara devem estar adaptados para facilitar o seu uso.
•Coloque-o com a cabeceira bem elevada se a refeição for feita no leito (travesseiros podem ajudar a alcançar a melhor posição).
•Não se esqueça de oferecer líquidos, mesmo que ele não os solicite. Lembre-se de que é importante mantê-lo hidratado.
•Observe a temperatura do alimento antes de servi-lo. Lembre-se de que o paciente pode ter alguma redução na sensibilidade, o que dificulta a percepção da temperatura.
•Observe se as refeições estão sendo bem aceitas. Caso contrário, procure a nutricionista para conhecer outras opções de dieta.
•A dor desestimula o apetite. Portanto, certifique-se de que o paciente esteja medicado com os analgésicos prescritos pelo médico para que a dor não dificulte a alimentação.
•Se for possível, ofereça sempre pequenas quantidades de comida e permita que o paciente escolha entre várias opções de alimentos.
•No caso dos pacientes com problemas na movimentação dos braços, lembre-se de sempre colocar os alimentos e a água próximos.


f)-Cuidados na hora dos remédios


•A organização dos remédios (com suas doses e horários) deve ser feita com muita atenção. Esclareça suas dúvidas com os médicos antes de oferecer os remédios.
•Não se esqueça de verificar sempre a data de validade dos medicamentos.
•Não ofereça comprimidos, cápsulas ou outros medicamentos que devem ser engolidos, quando o paciente estiver deitado. Mantenha a cabeceira bem elevada. Se não for possível conseguir uma cama adaptada, use travesseiros ou almofadas grandes.
•Se não for possível elevar a cabeceira, vire-o de lado.
•Se houver dificuldade de engolir os comprimidos, triture-os e dissolva o pó em uma pequena quantidade de água.


g)-Transporte para a cadeira de rodas ou para a cama


•Coloque a poltrona ou cadeira de rodas bem próxima à cama, de preferência do lado não afetado.
•Quando for transferir o paciente para a poltrona, traga-o para a beirada do leito. Não se afaste nesse momento, pois ele poderá ter tonturas e cair.
•Para ter uma boa base de apoio, mantenha seus pés um pouco afastados: um apontando para a cama e o outro para a cadeira de rodas.
•Apoie os braços dele sobre os ombros.
•Os seus joelhos devem estar um pouco flexionados e suas mãos devem segurar a cintura do paciente.
•Se quiser melhorar o apoio, coloque nele um cinto bem largo para poder segurá-lo com mais firmeza.
•Caso ele não possa sair do leito, procure mudá-lo de posição várias vezes durante o dia (deitar de lado ou de costas).
•Para colocá-lo novamente no leito é só seguir esses passos em sequência invertida.


h)-Como ajudar a ir ao banheiro


O paciente vai precisar frequentemente de ajuda para ir ao banheiro. Ele deve sentir-se à vontade para chamar o cuidador quando precisar. Procure lhe dar a maior privacidade possível.

•Se houver pessoas no quarto, peça para saírem por um instante.
•ATENÇÃO!!!Em vez de fazer suas necessidades no leito, é preferível que o paciente vá ao banheiro (sozinho ou acompanhado) mesmo que seja com alguma dificuldade.
•Coloque no banheiro todo o material de higiene de que ele poderá precisar em um lugar de fácil acesso.
•Peça orientações à equipe de enfermagem sobre como limpar o paciente após as evacuações.



i)-Algumas Recomendações importantes:


•Faça uma lista das tarefas do dia e procure fazer primeiro as relacionadas com o seu paciente.
•Talvez ele tenha dificuldade em se expressar. Tenha paciência.
•Repita as perguntas quantas vezes forem necessárias. Pode ser que ele tenha tido dificuldade em entendê-las.
•Não permita que outras pessoas ou membros da família falem sobre problemas na sua presença. Isso pode deixá-lo angustiado.
•Quando se sentir cansado ou estressado, divida com outro familiar as tarefas. • O trabalho de cuidar é de toda a família.
•Se tiver dificuldades ou dúvidas sobre os cuidados a serem prestados, entre em contato com a equipe médica. Um profissional poderá orientá-lo por telefone (talvez não haja necessidade de comparecer à clínica).
•Se for necessário, o Setor de Emergência dos hospitais funciona 24 horas por dia, todos os dias.






21)-Algumas coisas que você nunca deve falar para uma pessoa com câncer


Qual você acha que é a pergunta mais comum feita a uma pessoa que tem ou teve câncer?



Se pensou: "Como você está?”, acertou!!!


Um diagnóstico de câncer, porém,  pode dar um "nó na língua” de amigos e familiares ou levá-los a fazer comentários inapropriados, apesar de bem-intencionados. Algumas pessoas que simplesmente não sabem o que dizer simplesmente evitam o paciente de câncer por completo, um ato que pode ser mais doloroso do que falar ou fazer algo errado. No livro "Loving, Supporting, and Caring for the Cancer Patient” (Amar, apoiar e cuidar do paciente de câncer), escrito por um homem que foi tratado de um câncer potencialmente fatal e que aconselhou dezenas de outros que lidam com a doença, tem várias abordagens sobre as melhores maneiras de falar com a pessoa que precisa encarar o câncer – assim como seu diagnóstico, tratamento e consequências. O autor do livro, Stan Goldberg, é um especialista em comunicação, professor emérito de Distúrbios da Comunicação na Universidade Estadual de San Francisco.Aos 57 anos, Goldberg descobriu que tinha um tipo agressivo de câncer de próstata. Ele disse em uma entrevista que os pacientes de câncer muito frequentemente encontram pessoas que assumem o papel de líder da torcida, dizendo coisas como "Não se preocupe”, "Você vai ficar bem”, "Vamos lutar contra isso juntos”, "Eles vão encontrar a cura”.


No entanto, "palavras de otimismo podem funcionar no curto prazo, mas com o tempo acabam levando o paciente a sentir culpa se o câncer for mais virulento e derrotar os esforços da pessoa”, afirmou ele.



"Estava lidando com a possibilidade de minha vida terminar em breve ou, se isso não acontecesse, dela mudar dramaticamente. O falso otimismo só desvalorizava o que estava se passando com o meu corpo. As pessoas são insensíveis, não por falta de compaixão, mas porque não sabem o que realmente ajuda”, explicou ele. O que ele e aqueles a quem aconselhou descobriram ser mais útil não eram palavras, mas as ações; não "Diga-me se eu puder ajudar”, que coloca o peso sobre o paciente, mas "Vou trazer o jantar para sua família esta semana. Qual o melhor dia para você?”Como um autodenominado "sujeito independente”, relutante a pedir ajuda a qualquer pessoa, Goldberg contou que seu filho lhe ensinou uma lição importante."Ele veio a minha casa quando eu estava me recuperando de uma cirurgia, e falou: ‘Pare de levantar essas caixas, pai. Eu faço isso para você’.” Outra autora de livros muito úteis sobre a vida com câncer é a doutora Wendy Schlessel Harpham, que teve um câncer recorrente por mais de duas décadas.


Ela explica que as pessoas devem sugerir maneiras específicas de ajudar. Podem, por exemplo, se oferecer para fazer as compras, cuidar das crianças, levar o cachorro para passear ou acompanhar o paciente ao médico e, claro, cumprir a oferta prometida.


Harpham diz que chegou a temer a pergunta "Como você está?”, porque "não importa a intenção, essa questão mexia com a minha já imensa sensação de vulnerabilidade. Eu me via consolando as pessoas que perguntavam e depois lutando contra o medo e o sofrimento contagiantes. Mesmo quando a notícia era boa, não tinha energia para incluir todas as pessoas que queriam saber”. Goldberg sugeriu que quando for visitar um paciente de câncer, a pessoa fale menos e ouça mais.


"Muitas vezes o maior apoio vem de testemunhar silenciosamente o que uma pessoa com câncer está experimentando. Algumas vezes precisamos apenas uma presença calma e alguém ouvindo de modo incondicional. O silêncio se torna o espaço para respirar no qual as pessoas com câncer podem começar conversas difíceis”, escreveu ele.


Em um artigo para a revista Prevention, Melissa Fiorenza dá uma sugestão útil para o que dizer a alguém com quem você realmente se importa:


"Tudo bem chorar comigo, ou falar, ou não dizer nada. Você é quem manda”.



Ao conversar, disse Goldberg, "envolva-se mais nos assuntos e menos em interações com perguntas e respostas”. Mas se perguntas forem feitas, elas devem ser abertas, como "Você quer me contar sobre seu câncer e sobre o que está passando? Talvez eu possa encontrar uma maneira de ser útil”.


22)-Entre as várias coisas que não devem ser feitas estão:


1) Não chame a atenção para as mudanças físicas do paciente dizendo coisas como "Pelo menos você finalmente perdeu aqueles quilinhos extras”.


2) Não fale sobre outros pacientes com cânceres similares, mesmo que tenham se curado; dois cânceres não são parecidos. Tudo bem, no entanto, perguntar se o paciente gostaria de conversar com alguém que já passou pela doença.


3) Não diga que o paciente tem sorte de sofrer de um tipo de câncer e não de outro, o que minimiza o sofrimento pelo qual a pessoa está passando. Não há nada de sorte em ter câncer, mesmo que seja um câncer "bom”.


4) Não diga "Eu sei como você se sente”, porque você não pode saber. Melhor perguntar: "Você quer falar sobre como está se sentindo, como tudo isto está lhe afetando?”...


5) Não dê informações sobre tratamentos não comprovados ou médicos com credenciais questionáveis.


6) Não sugira que o estilo de vida da pessoa é responsável pela doença, mesmo que possa ter contribuído. A culpa não vai ser útil. Muitos fatores influenciam os riscos de câncer; mesmo para quem fumou a vida toda, ter câncer como consequência, a culpa não vai ajudar.


7) Não pregue que o paciente deve pensar de maneira positiva, o que pode causar sentimentos de culpa se as coisas não correrem bem. Melhor dizer, "Estou do seu lado não importa o que aconteça”, e realmente estar.


8) Não pergunte sobre o prognóstico. Se o paciente resolver falar sobre isso, não tem problema conversar sobre as implicações. Se não, melhor é conter sua curiosidade.


9) Não sufoque o paciente com seu próprio sentimento de angústia, embora não tenha problema dizer: "Sinto muito que isso tenha acontecido com você”. Se você está se achando sobrecarregado com a perspectiva de interagir com uma pessoa com câncer, melhor falar, "Não sei o que dizer”, do que não dizer nada ou evitar a pessoa, que pode se sentir abandonada e pensar que você não se importa.




23)-O que não dizer para uma pessoa com câncer?


a)- Ahhh...Cabelo é o de menos! (principalmente se for mulher).

b)-O que você sentiu mesmo? Acho que estou sentindo o mesmo. Morro de medo de ter o que você tem!

c)-Deus sabe o que faz. Eu não suportaria, é porque você é forte!

d)-Deus dá o frio conforme o cobertor!




Ninguém nasce forte para sofrer, mas escolhe não se enfraquecer diante do câncer, porque escolhe a vida



Essas frases não tem nada de consoladoras! Portanto, se uma pessoa que você conhece descobrir que tem câncer, por favor, tire essas palavras da sua lista quando for conversar com ela. Especialmente, se for uma mulher. Começo falando da frase sobre o cabelo. Sinto muito, mas cabelo não é o de menos! Para a mulher, muito mais do que apenas estética, o cabelo representa boa parte da identidade feminina, e algumas trazem uma história com suas madeixas; então, perdê-las, de um dia para o outro, não é tarefa simples, mas não é impossível também.


Lembro-me de que, quando soube que ia passar pela quimioterapia, fiquei pensando o que faria com meus cabelos. Na época, ele estava no meio das costas e aloirados, como eu tanto gostava! Meu esposo levou-me ao salão e, delicadamente, convenceu-me de que eu ficaria linda com um cabelo mais curto. Foi uma experiência estranha, mas, ao fim, senti-me bem. Porém, aquele corte duraria pouco. A quimioterapia logo começaria.Ganhei da minha mãe uma peruca moderna, daquelas que colam na cabeça e imitam couro cabeludo. Com ela, eu passaria pela multidão e me livraria dos olhares de piedade do tipo: “Pobre moça, tão jovem e com câncer!”. Resolvi me “disfarçar”. Um dia antes da primeira sessão, raspei a cabeça, para depois colocar a peruca. Foi divertido ver a cara de espanto do meu marido, olhando-me careca. Aí falei: “O que foi? Nunca viu?”. Pergunta óbvia! E ele (para meu total espanto) falou:


“Agora, tenho certeza de uma coisa: você é realmente linda, porque, mesmo careca, você fica bonita. Como pode?”. Achei tão engraçado aquilo! Ele era mesmo apaixonado por mim! E eu fiquei ainda mais por ele.



“O que então dizer nessa hora?”


Estou contando tudo isso para lhe dizer que não é tarefa simples para uma mulher perder os cabelos, eles não são “o de menos”. Por isso, sugiro que você, ao presenciar alguém perder os cabelos, especialmente uma mulher, lembre-se de que, só ela sabe o que isso significa para ela.Frases do tipo:


a)-“Como você quer que eu a ajude se sentir melhor?”


b)-“O que você acredita que vai combinar com você? Uma peruca ou um lenço? Quer experimentar antes?”



Estas podem fazer mais efeitos benéficos. Se não souber o que falar, o silêncio não é sinônimo de vazio, ele pode falar mais do que palavras. As demais frases que citei acima, referem-se naturalmente ao fato de que, quando uma pessoa passa por um câncer, ela se torna um “para-raio” de informações sobre a doença. As pessoas têm medo de ter o que você teve e algumas querem, com uma ideia hipotética de controlar a própria vida, saber detalhes do que aconteceu para prevenir a doença em si mesmo. Até certo ponto, isso é bom, e eu mesma tenho a alegria em  ajudar e alertar as mulheres. O ruim é sempre o exagero, quando olham para você e fazem o sinal da cruz, com medo.


Elas se esquecem de que o sofrimento é inerente ao ser humano, e que, no dia anterior ao meu diagnóstico, eu também lia nas revistas as histórias de mulheres com câncer e, igualmente, não imaginava que um dia seria um delas. Creio que falta para alguns mais naturalidade à percepção de que somos mortais.


“As escolhas diante do sofrimento”


Dizer “Eu não suportaria”; “É porque você é forte”,  é um verdadeiro engano! Ninguém gosta de sofrer e ninguém se programa para isso, mas quando o sofrimento bate à nossa porta, temos de fazer uma escolha: deixamos que ele defina quem somos, esmagando-nos e nos vitimando ou decidimos que ele só reforçará o que temos de melhor, e aproveitaremos a vida após essa experiência de uma maneira muito mais sábia e interessante.


Então, ninguém nasce forte para sofrer, mas escolhe não se enfraquecer diante das dores, porque escolhe a vida.



Lembro-me de que, as frases que mais me faziam bem eram:

“Comunguei por você hoje na Missa!” ou “Lá em casa, um mistério do Terço é em sua intenção”. Nossa! Ouvir isso era como um bálsamo:


Primeiro, porque a força da oração é capaz de nos sustentar em situações humanamente impossíveis de suportar.


Segundo, porque saber que alguém lembrou-se de nós numa oração, mesmo com tantas outras intenções em sua vida, é prova de que realmente, ela se importa conosco, e isso faz com que nos sintamos amadas; e o amor cura.


O sofrimento assusta a todos nós



Apesar de ter citado essas frases, entendo perfeitamente que o sofrimento assusta a todos nós. Quantas vezes, diante de uma pessoa que sofria, fiquei sem palavras e até falei besteiras! Então, ouvi frases felizes e infelizes durante meu tratamento, mas não trago nenhum rancor, porque olhei para mim mesma e vi o quanto sou despreparada para lidar com o sofrimento alheio. Assim, não tenho o direito de exigir de ninguém as melhores palavras. Hoje, quando lembro de algumas situações, até me divirto e tento me rever quando me aproximo de algum sofredor. Mas, de qualquer forma, fica a partilha da minha experiência.


Renata Vasconcelos - Missionária da Comunidade Canção Nova








24)- ENTREVISTA: “Por um Tratamento Paliativo mais digno e com menos sofrimento”


Em algumas situações, um médico honesto pode desagradar um paciente e seus familiares. Mas a melhor medicina para todos os pacientes é a verdade. Como médicos, devemos fazer o melhor trabalho para explicar o que está acontecendo, mesmo quando as notícias são difíceis de ser ouvidas. Durante boa parte da vida, as pessoas não estão próximas da morte. Mas em algum momento a maioria de nós desenvolverá problemas de saúde. Quando a hora chega, queremos que os profissionais de saúde cuidem de nós e falem a verdade da forma que desejamos ouvir – com compaixão e respeito para as nossas decisões do fim da vida. A verdade é que possibilita a um paciente entender a real situação. É o que o ajuda a fazer o que é necessário e importante enquanto ele tem tempo. Mas, falar aos pacientes a verdade sobre os riscos e benefícios de uma terapia agressiva, se manifesta a cada um de forma diferente. Informar aos pacientes com doença avançada que eles estão próximos da morte tornou-se um debate ético-político. Alguns confundem essa situação com o racionamento ou retenção dos cuidados médicos. Não é uma coisa nem outra. Falar aos pacientes a verdade sobre os problemas de saúde é o que a maioria de nós quer ouvir, e o que todos os pacientes têm o direito de saber.


Setenta por cento dos pacientes querem passar seus últimos dias de vida com seus familiares em casa. A maioria deles gasta seus últimos dias em hospitais longe de onde gostariam. Alguns pacientes com doenças terminais escolhem tratamentos radicais, com a esperança de alguns dias a mais de vida ou uma em 100 chances de ser curado. Mas este não é o caso de muitos pacientes.


E quando médicos não são honestos, eles desrespeitam seus próprios pacientes e a dignidade deles. A maioria dos doentes é mais forte do que muitos médicos imaginam. Estes profissionais devem aos seus próprios pacientes a verdade, ainda mais no final de suas vidas. A despeito de todos os avanços na área de cuidados de saúde e das práticas médicas, nós, como médicos, temos muito a aprender sobre a admissão das nossas limitações. Mesmo quando há pouco a ser feito, podemos oferecer aos nossos pacientes, através do tratamento médico, duas das nossas mais poderosas ferramentas terapêuticas: a verdade e a compaixão.


UTIs modernas são equipadas com os melhores equipamentos que conseguem garantir que o paciente permaneça vivo, mesmo que a respiração seja por ventiladores mecânicos, os rins só funcionem com hemodiálise, a comida chegue por sonda e o paciente permaneça sedado 24 horas por dia para não sentir dor. Se coração e pulmão pararem, médicos e enfermeiros estão a postos para fazer ressuscitação cardiopulmonar. O paciente não responde mais ao tratamento curativo, os recursos terapêuticos se esgotaram e a doença está simplesmente cumprindo seu ciclo natural. São indivíduos com quadros irreversíveis, na maioria das vezes vítimas de câncer avançado, ou pacientes com sequelas de AVC, cardiopatias graves ou algum tipo de demência como Alzheimer.


Num mundo ideal, eles deveriam ser encaminhados aos cuidados paliativos, que garantiriam mais qualidade de vida. Na prática, permanecem na UTI recebendo tratamentos inúteis e morrem longe do convívio da família. Gastam-se recursos para mantê-lo “vivo”, enquanto outros pacientes que realmente precisariam de uma UTI não conseguem vaga. Isso ocorre por diversos motivos: resistência do especialista em encaminhar o paciente a um médico paliativista, falta de diálogo ou de profissionais capacitados. Outro problema é a falta de leitos disponíveis. Em São Paulo o número não chega a 100 nos hospitais públicos.


Em entrevista ao portal Vencer o Câncer, a médica Geriatra Ana Cláudia Arantes, especialista em cuidados paliativos e  que atua no Hospice HC-Jaçanã, fala sobre o papel do Médico Paliativista:



-VOC (Vencer o Câncer): Quando os cuidados paliativos são indicados ao paciente? Ele é recomendado somente em casos graves e terminais?


Ana Cláudia Arantes: Esse tipo de tratamento não é só para quem está morrendo, mas maioria dos pacientes chega para a gente muito tarde. Quando o cuidado paliativo começa após o diagnóstico da doença, é possível prevenir os sintomas desagradáveis que ela acarreta, proporcionando melhor qualidade de vida ao paciente e à família.O propósito do cuidado paliativo é o controle do sofrimento que está vinculado a doença e ao tratamento. Para se ter uma ideia, a probabilidade de o indivíduo com diagnóstico de câncer estar sofrendo é de 100%. Tem a dor física, que pode resultar em falta de ar, fadiga, náuseas, falta de apetite, além de outras dores muito fortes no corpo. E a dor emocional, que gera o medo, a ansiedade, a depressão.Se olharmos na origem da palavra, paliativo deriva do latim “pallium”, que significa “manto” ou “cobertor”. Na época das Cruzadas, os cavaleiros utilizavam o pallium, que era uma capa muito grossa e forte para se proteger do frio, da chuva, do sol.Portanto, esse é o papel do cuidado paliativo: proteger o paciente do sofrimento que a doença necessariamente vai trazer.


-VOC: Chega tarde porque há certa resistência dos médicos em relação aos cuidados paliativos?


Ana Cláudia Arantes: O profissional de saúde é treinado para mostrar o que ele sabe fazer. Entretanto, nem sempre o que ele sabe é o que o paciente necessita. Talvez não seja recomendado porque pode passar a ideia de fracasso, que o tratamento oferecido inicialmente não deu certo. Tem também aquela ideia de “para que investir no paciente se ele vai morrer, mesmo?”. A minha resposta: porque ele está vivo. Mesmo que você tenha convênio, sinto muito, pois o risco de você morrer neste país sem nenhum tipo de tratamento paliativo é alta.


-VOC: Mas o SUS e os convênios não oferecem esse tipo de tratamento?


Ana Cláudia Arantes: Em relação aos hospitais privados, muitas vezes não existe uma equipe suficiente para dar conta do problema, que tem o compromisso com a qualidade do atendimento. Ainda assim, alguns hospitais, “mais diferenciados”, por conta das certificações internacionais, acabam oferecendo — na melhor das hipóteses –, um serviço de interconsulta, como se fosse uma consultoria. O médico titular da equipe chama um outro médico especialista em cuidados paliativos para dar opinião a respeito dos cuidados dos pacientes. Na verdade, para ter acesso a esse tipo de tratamento você tem que passar pelos hospitais públicos. A Santa Casa oferece um serviço para crianças muito bom. O Instituto do Câncer de São Paulo, o Hospital das Clínicas, o hospital do servidor público municipal e estadual, além do Hospice do HC (pronuncia-se “róspice”, é um local que combina a especificidade de um hospital e a hospitalidade de uma casa de repouso), onde eu trabalho, também. Mas as vagas disponíveis nesses locais são poucas.


-VOC: Quanto tempo, em média, o paciente chega a ficar sob seus cuidados?


Ana Cláudia Arantes: É uma média de permanência curta, aproximadamente 15 dias. Mas, ao mesmo tempo, há pacientes que chegam para morrer e vivem meses. Eu já tive um paciente que viveu dois anos aqui. Ele volta a andar, a comer, não sente mais dor. Esse tempo que eles ficam conosco é preenchido de vida. Aqui a família pode ficar ao lado, animais são permitidos. Se ele tem condições de ficar em casa, a gente libera. E eu não trabalho sozinha, é um conjunto. Temos um capelão, assistente social, psicóloga, nutricionista, farmacêutico, enfermeira, terapeuta ocupacional, dentista e fisioterapeuta. Aqui no Hospice são dez vagas, somente. Então, quando o paciente chega, é muito comum a família dizer que ele teve muita sorte. Porque ele sai de uma maca de corredor, numa situação humilhante, e vai para um local tranquilo, onde conseguimos amenizar as dores e ele passa a ter mais dignidade. São cuidados simples, mas com muito esforço humano, que fazem uma enorme diferença. No hospital ele teria morrido fazendo quimio, transfusão, exames invasivos. Sofrimento mata. Por isso, eu espero estar viva no dia em que for antiético você não oferecer cuidado paliativo ao paciente com câncer já no diagnóstico.



-VOC: E o sistema Homecare (assistência domiciliar) que alguns convênios oferecem?


Ana Cláudia Arantes: Outra grande cilada. Eles dizem que fazem cuidados paliativos, mas quase nenhum profissional sabe pegar acesso subcutâneo, que é aquele que não precisa ficar furando o paciente para achar a veia. Os profissionais não sabem prescrever morfina. A gente pede a caixinha de medicamento para conforto e eles dizem: “ah, esse remédio nós não temos”, ou ”com esse medicamento nós não trabalhamos”. Isso não é cuidado paliativo. O melhor lugar para morrer é onde você está seguro. E nem sempre é em casa.


-Repórter: Como a senhora fala de morte com seus pacientes?



Ana Cláudia Arantes: A gente fala a verdade e ninguém morre por isso. Se a pessoa está muito doente e eu digo que não é nada sério, ela sabe que eu estou mentindo, porque a doença está nela. Se a gente não fala nada, você nega ao paciente o direito a opinar sobre algumas das escolhas mais importantes da vida dele. Não é que a gente declama o resultado de uma biópsia ou o prontuário médico dele, mas tem que ter a sensibilidade de comunicar da melhor forma e respeitar o limite. Até onde ele quiser saber. Às vezes, a família diz: ”não fala nada, ele não vai aguentar”. Mas, na maioria das vezes que eu tive essas conversas com os pacientes, eu só tive que confirmar uma coisa que ele já sabia. Eu não lembro de ter contado nenhuma novidade, de assustá-lo. Ele sabe que não é só uma bolinha que ele tem no pescoço. Talvez é a família que não está preparada para esse momento, não conseguiu ainda elaborar a dor da perda. Esse processo de morrer é uma arte do cuidado paliativo.



-VOC: E a família, como fica?


Ana Cláudia Arantes: É preciso cuidar da família antes desse processo todo acontecer, para que seja possível elaborar o luto da melhor maneira possível. São eles que ficam e são os que mais sofrem, também.





A oração mais completa por um enfermo e cuidadores



“Esta doença não é para a morte, mas para a Glória de Deus” (João 11,4)


Senhor Jesus, sabemos que as enfermidades muitas vezes entram nos admiráveis planos da vossa sabedoria divina. Quantas vezes debaixo da violência das dores e na dependência do padecimento da enfermidade, o ser humano entra mais facilmente em si, ver suas limitações e considera que tudo é pó, e ao pó retornaremos.E assim Senhor, aprendemos melhor a nos desapegar dos bens e das pessoas deste mundo que passa, onde tudo é vaidade das vaidades, que só nos trazem inquietações e angustias.




Senhor Jesus, fazei que o enfermo, e irmão (nome), por quem nós suplicamos vosso auxílio, compreenda e aceite estas verdades, e que por vosso poderoso nome, alcance a graça da recuperação total do corpo e da alma, afim de que socorrido por vós, diga com gratidão: Servirei sempre a Deus, que é tão bom e generoso. Sabemos também Senhor, que as doenças e enfermidades nos revelam traços da vossa infinita bondade e do vosso amor. Quantas vezes Sr, entre os males do corpo, somem diante de nosso ser a nuvem que esconde também os males da alma. Ahh meu Senhor Jesus, como nessas horas o coração se torna dócil, sensível e aberto às tuas advertências e conselhos da consciência, que fica mais aberta às inspirações do alto, e decidido à prática das virtudes Cristãs. Sr Jesus, fazei este irmão(ã) por quem vos pedimos vosso socorro, deteste suas faltas, corrija seus defeitos, e abrace e receba o teu amoroso perdão. Que doravante Senhor, ele seja fiel aos seus deveres de cidadão e Cristão, e que a vossa graça poderosa devolva a saúde completa do seu corpo e de sua alma, e que após sua cura, totalmente agradecido, recorra e sirva sempre a vós através da tua Igreja com humildade e simplicidade.


Por fim Jesus, sabemos que as enfermidades, são sempre acompanhadas da bondade divina, pois diz tua palavra que aquele a quem amas, corriges. Convencido Sr, de que permitindo ou impedindo, dando-nos ou livrando-nos, estais sempre nos amando e nos levando a amadurecer no teu seguimento.Vemos tudo isto Sr Jesus, nos exemplos dos vossos santos, que já se foram, e que sofreram as suas enfermidades e provações com paciência, mansidão, confiança em Ti, e acompanhadas de ações de graças. Fizeram com isto Sr, valorosos progressos na perfeição e santidade. Sr Jesus, fazei que este(a) irmão(ã) a quem te apresentados com nossas súplicas, se aproveite destes seus sofrimentos e privações, para adquirir a justa recompensa pelo seu padecimento confiante em Ti que tudo ver.


Consiga também Sr, por tudo isto, a salvação e cura perfeita do corpo e da alma, e possa ele(a) ao final, alegrar-se junto dos seus familiares, te glorificando por teus feitos maravilhosos.Te pedimos também, por todos os seus familiares e acompanhantes, para que também, fortalecidos pela tua graça, tenham forças para ajudarem a este(a) que padece, a carregar sua cruz, assim como o Sirineu ajudou a carregar a Tua Sr. Pedimos agora Sr, por todos que cuidam dele: Paciência e sabedoria na aplicação da medicação de forma eficaz e Cristã. Abençoai todos os medicamentos para que façam o efeito necessário na restauração de sua saúde. Amém !!!








“Levantarei os meus olhos para os montes, de onde vem o meu socorro. O meu socorro vem do Senhor que fez o céu e a terra” (Salmos 121,1-2)




FONTES CONSULTADAS:



-http://www.oncoguia.org.br/conteudo/13-coisas-para-lembrar-quando-alguem-que-amamos-tem-cancer/8912/69/

-http://www.cccancer.net/comportamento/cuidando-do-paciente/

https://abrale.org.br/abrale-noticias/427-9-coisas-que-voce-nunca-deve-falar-para-uma-pessoa-com-cancer

-http://berakash.blogspot.com/2017/04/a-oracao-mais-perfeita-por-um-enfermo.html
https://formacao.cancaonova.com/testemunhos/o-que-nao-dizer-para-uma-pessoa-com-cancer/


-https://vencerocancer.org.br/dia-a-dia-do-paciente/por-uma-morte-com-menos-sofrimento/


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