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A graça de Deus para operar em nós com eficácia, depende do tempo, local e disposições interiores

Written By Beraká - o blog da família on quarta-feira, 4 de outubro de 2017 | 20:43



Deus é livre e soberano em sua vontade e decisões, mas quer a nossa colaboração com a sua graça, para que não a recebamos em vão. (II Cor 6,1: “Como cooperadores de Deus, insistimos com vocês para não receberem em vão a graça...”). Para isto o testemunho das escrituras, tradição e magistério da Igreja nos confirma que o próprio Deus a condiciona ao tempo favorável, local e disposições interiores e exteriores para recebe-la eficazmente.




 O TESTEMUNHO DAS ESCRITURAS:



Atos 2,1: “Chegando O DIA de Pentecostes, estavam todos reunidos no mesmo LUGAR”



Lucas1,26: “No sexto mês, foi o anjo Gabriel enviado por Deus a uma cidade da Galileia, chamada Nazaré...”



Isaias 4,2-3: “Vem o Dia em que o Renovo de Yahweh, o SENHOR, será belo e glorioso, e o Fruto da Terra será a felicidade e a glória dos sobreviventes de Israel. E aqueles que restarem em Sião e permanecerem em Jerusalém serão chamados santos, isto é, todo o que estiver inscrito para viver em Jerusalém...”



Isaías 49,8-11: Assim diz o SENHOR: No tempo da graça eu te escutei no dia da salvação eu te ajudei. Eu te guardei e coloquei como aliança entre o povo, para reergueres o país, devolveres as propriedades arrasadas, para dizeres aos cativos: Saí livres!, aos presos em cárcere escuro: Vinde para a luz! Por todo o caminho terão o que comer, em qualquer chão seco poderão se alimentar; jamais terão fome ou sede, sol ou calor não os atingirá, pois Aquele que deles se condoeu é que vai conduzindo este povo, ele os guia para as fontes de água. Transformarei minhas montanhas em caminhos, vão surgindo os aterros de minha estrada.”



Salmos 95,8: “Se ouvires hoje a vóz de Deus,não endureçais o vosso coração, como em Meribá, e ainda como aquele dia em Massá, no deserto...”




A GRAÇA SEGUNDO O MAGISTÉRIO DA IGREJA:




Sacramentos: sinais eficazes da graça de Deus


§1131 Os sacramentos são sinais eficazes da graça, instituídos por Cristo e confiados à Igreja, por meio dos quais nos é dispensada a vida divina. Os ritos visíveis sob os quais os sacra- mentos são celebrados significam e realizam as graças próprias de cada sacramento. Produzem fruto naqueles que os recebem com as disposições exigidas.



Conforme o Catecismo da Igreja Católica, os sacramentos são sinais sensíveis, instituídos por Cristo, a fim de produzir a graça em nossas almas e santificá-las. Em outras palavras, são eventos de salvação pelos quais Deus intervém na vida dos homens, através de seu Filho Jesus Cristo e do Espírito Santo, na Igreja. Segundo Santo Agostinho, os sacramentos no Antigo Testamento prometiam a salvação, já no Novo Testamento a comunicam, ou seja, são eficazes.É pela Igreja, a fiel administradora dos Sacramentos, que se manifesta e continua a salvação que Deus realizou em Cristo, de modo que não pode haver Igreja sem sacramentos, nem sacramentos sem Igreja. Ainda segundo o Catecismo da Igreja, os sacramentos foram instituídos por Cristo e são sete, a saber:  Batismo, Confirmação, Eucaristia, Penitência,  Unção dos Enfermos,  Ordem e o Matrimônio. Esses sete sacramentos são ainda divididos em Sacramentos da Iniciação Cristã, Sacramentos de Cura e Sacramentos de Serviço.Conforme o Catecismo da Igreja, “os fieis, de fato renascidos no Batismo, são fortalecidos pelo Sacramento da Confirmação e, depois, nutridos com o alimento da vida eterna na Eucaristia” (1212). Os Sacramentos de Cura, isto é, Penitência e Unção dos enfermos, concedem aos fieis a libertação do pecado e o fortalecimento nas debilidades do corpo e da alma. Esses sacramentos são sinais eficazes da graça de Deus, mas somente produz fruto na vida de quem o recebe à medida que este se abre na fé, devoção, e com a intensidade do coração, de acordo com a generosidade. Portanto, abramo-nos nosso coração neste tempo em que Cristo nos toca, assim como tocou em tantos pecadores em tempos terrenos, agora nos seus sete sacramentos.


Definição e significação da graça:




§1996 Nossa justificação vem da graça de Deus. A graça é favor, o socorro gratuito que Deus nos dá para responder a seu convite: tomar-nos filhos de Deus, filhos adotivos participantes da natureza divina, da Vida Eterna.



§2003 A graça é antes de tudo e principalmente o dom do Espírito que nos justifica e nos santifica. Mas a graça compreende igualmente os dons que o Espírito nos concede, para nos a associar à sua obra, para nos tornar capazes de colaborar com a salvação dos outros e com o crescimento do corpo de Cristo, a Igreja. São as graças sacramentais dons próprios dos diferentes sacramentos. São, além disso, as graças especiais, chamadas também "carismas", segundo a palavra grega empregada por S. Paulo e que significa favor, dom gratuito, benefício. Seja qual for seu caráter, às vezes extraordinário, como o dom dos milagres ou das línguas, os carismas se ordenam à graça santificante e têm como meta o bem comum da Igreja. Acham-se a serviço da caridade, que edifica a Igreja.



§2005 Sendo de ordem sobrenatural, a graça escapa à nossa experiência e só pode ser conhecida pela fé. Não podemos, portanto, nos basear em nossos sentimentos ou em nossas obras para dai deduzir que estamos justificados e salvos. No entanto, segundo a palavra do Senhor: "É pelos seus frutos que os reconhecereis" (Mt 7,20), a consideração dos benefícios de Deus em nossa vida e na dos santos nos oferece uma garantia de que a graça está operando em nós e nos incita a uma fé sempre maior e a uma atitude de pobreza confiante.Acha-se uma das mais belas ilustrações desta atitude na resposta de Sta. Joana d'Arc a uma pergunta capciosa de seus juizes eclesiásticos: "Interrogada se sabe se está na graça de Deus, responde: "Se não estou, que Deus me queira pôr nela; se estou, que Deus nela me conserve".



Graça atual



§2000 A graça santificante é um dom habitual, uma disposição estável e sobrenatural para aperfeiçoar a própria alma e torná-la capaz de viver com Deus, agir por seu amor. Deve-se distinguir a graça habitual, disposição permanente para viver e agir conforme o chamado divino, e as graças atuais, que designam as intervenções divinas, quer na origem da conversão, quer no decorrer da obra da santificação.



§2024 A graça santificante nos faz "agradáveis a Deus". Os carismas, graças especiais do Espírito Santo, são ordenados à graça santificante e têm como alvo o bem comum da Igreja. Deus opera também por graças atuais múltiplas, que se distinguem da graça habitual, permanente em nós.



Graças de estado



§2004 Entre as graças especiais, convém mencionar as graças de estado, que acompanham o exercício das responsabilidades da vida cristã e dos ministérios no seio da Igreja: “Tendo, porém, dons diferentes, segundo a graça que nos foi dada, aquele que tem o dom da profecia, que o exerça segundo a proporção de nossa fé; aquele que tem o dom do serviço, que o exerça servindo; quem tem o dom do ensino, ensinando; quem tem o dom da exortação, exortando. Aquele que distribui seus bens, que o faça com simplicidade; aquele que preside, com diligência; aquele que exerce misericórdia, com alegria.” (Rm 12,6-8).



Oração dom da graça



§2713 Dessa forma, a oração mental é a expressão mais simples do mistério da prece. A oração é um dom, uma graça; não pode ser acolhida senão na humildade e na pobreza. A oração é uma relação de aliança estabelecida por Deus no fundo de nosso ser. A oração é comunhão: a Santíssima Trindade, nesta relação, conforma o homem, imagem de Deus, "a sua semelhança".



AS VIRTUDES DIFEREM DA GRAÇA



§1810 As virtudes humanas adquiridas pela educação, por atos deliberados e por uma perseverança sempre retomada com esforço são purificadas e elevadas pela graça divina. Com o auxílio de Deus, forjam o caráter e facilitam a prática do bem. O homem virtuoso sente-se feliz em praticá-las.



Preparação para receber a graça



§2001 A preparação do homem para acolher a graça é já uma obra da graça. Esta é necessária para suscitar e manter nossa colaboração na justificação pela fé e na santificação pela caridade. Deus acaba em nós aquilo que Ele mesmo começou, "pois começa, com sua intervenção, fazendo com que nós queiramos e acaba cooperando com as moções de nossa vontade já convertida": Sem dúvida, operamos também nós, mas o fazemos cooperando com Deus, que opera predispondo-nos com a sua misericórdia. E o faz para nos curar, e nos acompanhará para que, quando já curados, sejamos vivificados; predispõe-nos para que sejamos chamados e acompanha-nos para que sejamos glorificados; predispõe-nos para que vivamos segundo a piedade e segue-nos para que, com Ele, vivamos para todo o sempre, pois sem Ele nada podemos fazer.



§2022 A iniciativa divina na obra da graça precede, prepara e suscita a livre resposta do homem. A graça responde às aspirações profundas da liberdade humana; chama-a a cooperar consigo e a aperfeiçoa.




CONCLUSÃO:



Por tudo isto que vimos, podemos concluir que para o recebimento eficaz da graça de Deus, eu preciso estar na hora e local onde Deus me quer, e com as disposições necessárias para o acolhimento da graça que Ele mesmo quer derramar e operar em nós ali naquele momento e lugar, como fez em Pentecostes, ou quer seja: na nossa oração pessoal, leitura da palavra, missa, recebimento dos sacramentos, participando da formação e serviço na Igreja, reuniões comunitárias, nos retiros, e até mesmo nas atividade seculares as quais o próprio Deus nos concedeu, fazendo destes momentos e locais um verdadeiro sacramento, vivendo em docilidade e testemunhando a Cristo. Portanto, se Deus se comprometeu em derramar graças na sua participação na missa, na sua oração, e ou, em outros locais e momentos, porém, você livre e deliberadamente, sem justa causa, não estava lá, a graça passou, se derramou, você não a recebeu. E aquela graça concedida para aquele momento e lugar, você a perdeu.



“Louvado seja Nosso Senhor Jesus Cristo”


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APOSTOLADO BERAKASH: “A mera veiculação, ou reprodução de matérias e entrevistas deste blog não significa, necessariamente, adesão às ideias neles contidas. Tal material deve ser considerado à luz do objetivo informativo deste blog, não sendo a simples indicação, ou reprodução a garantia da ortodoxia de seus conteúdos. Os comentários devem ser respeitosos e relacionados estritamente ao assunto do post. Toda polêmica desnecessária será prontamente banida. Todos os comentários são de inteira responsabilidade de seus autores e não representam, de maneira alguma, a posição do blog. Não serão aprovados os comentários escritos integralmente em letras maiúsculas, ou CAIXA ALTA. A edição deste blog se reserva o direito de excluir qualquer artigo ou comentário que julgar oportuno, sem demais explicações. Todo material produzido por este blog é de livre difusão, contanto que se remeta nossa fonte.”

 



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Neste Apostolado promovemos a “EVANGELIZAÇÃO ANÔNIMA", pois neste serviço somos apenas o Jumentinho que leva Jesus e sua verdade aos Povos. Portanto toda honra e Glória é para Ele.Cristo disse-nos:Eu sou o caminho, a verdade e a vida e “ NINGUEM” vem ao Pai senão por mim." ( João, 14, 6).Como Católicos,defendemos a verdade, contra os erros que, de fato, são sempre contra Deus.Cristo não tinha opiniões, tinha verdades, a qual confiou a sua Igreja, ( Coluna e sustentáculo da verdade – Conf. I Tim 3,15) que deve zelar por elas até que Cristo volte.Quem nos acusa de falta de caridade mostra sua total ignorância na Bíblia,e de Deus, pois é amor, e quem ama corrige, e a verdade é um exercício da caridade.Este Deus adocicado,meloso,ingênuo, e sentimentalóide,é invenção dos homens tementes da verdade, não é o Deus revelado por seu filho: Jesus Cristo.Por fim: “Não se opor ao erro é aprová-lo, não defender a verdade é nega-la” - ( Sto. Tomáz de Aquino) “Não a nós, Senhor, não a nós, mas ao vosso nome dai glória...” (Salmo 115,1)

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