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Afinal: A Igreja e Palavra de Deus são Sacramentos, ou Sacramentais ? Se são apenas Sete os Sacramentos da Igreja ?

Written By Beraká - o blog da família on sábado, 6 de outubro de 2012 | 12:16




1)- O QUE É SACRAMENTO?

O catecismo diz que "sacramento é um sinal sensível, instituído por Nosso Senhor Jesus Cristo, para produzir a graça em nossas almas e santificá-las." 

Desta definição resulta que três coisas são exigidas para constituir um sacramento: 

a) "Um sinal sensível", representativo da natureza da graça produzida. Deve ser "sensível" porque se não pudéssemos percebê-lo, deixaria de ser um sinal. Este sinal sensível consta sempre de "matéria" e de "forma", isto é, da matéria empregada e das palavras pronunciadas pelo ministro do sacramento. 


b) Deve ser "instituído por Jesus Cristo", porque só Deus pode ligar um sinal visível a faculdade de produzir a graça. Nosso Senhor, durante a sua vida mortal, instituiu pessoalmente os sete sacramentos, deixando apenas à Igreja o cuidado de estabelecer ritos secundários, realçá-los com cerimônias, sem tocar-lhe na substância. 


c) "Para produzir a graça". Isto é, distribuir-nos os efeitos e méritos da redenção que Jesus Cristo mereceu por nós, na cruz... Os sacramentos comunicam esta graça, "por virtude própria", independente das disposições daquele que os administra ou recebe. Esta qualidade, chamada pela teologia "ex opere operato", distingue os sacramentos da "oração", das "boas obras" e dos "sacramentais", que tiram a sua eficácia "ex opere operantis" das disposições do sujeito.

São sete os sacramentos adotados pela Igreja Católica: batismo, confirmação do batismo (ou crisma), confissão (ou penitência), eucaristia, ordem (sacerdotal), matrimônio e unção dos enfermos.

Para os católicos, os sacramentos são sinais nos quais, por sinais sensíveis, a graça de Deus em Cristo é representada, selada e aplicada aos crentes, que, por sua vez, expressam a fé e obediência a Deus.
Estes sinais eficazes são muito importantes para a salvação de cada crente e marcam as várias fases de vida espiritual e religiosa do crente.

Segundo o Compêndio do Catecismo da Igreja Católica, "os sacramentos são sinais eficazes da graça, instituídos por Cristo e confiados à Igreja, mediante os quais nos é concedida a vida divina"(n. 224).

"Os sacramentos não apenas supõem a fé, como também, através das palavras e elementos rituais, a alimentam, fortificam e exprimem. Ao celebrá-los, a Igreja confessa a fé apostólica. Daí o adágio antigo: «lex orandi, lex credendi», isto é, a Igreja crê no que reza" (n. 228).


O Espírito Santo prepara para a recepção dos sacramentos por meio da Palavra de Deus e da fé, que acolhe a Palavra nos corações bem dispostos. Então, os sacramentos fortalecem e exprimem a fé.

O fruto da vida sacramental é, ao mesmo tempo, pessoal e eclesial. Por um lado, este fruto é, para cada crente, uma vida para Deus em Jesus; por outro, é para a Igreja o seu contínuo crescimento na caridade e na sua missão de testemunho.


Sacramentos são gestos de Deus na vida de cada crente, expressando-se simbolica e espiritualmente, por conseguinte, eles são considerados:


1)- Sinais sagrados, porque exprimem uma realidade sagrada, espiritual;
2)- Sinais eficazes, porque, além de simbolizarem um certo efeito, produzem-no realmente;
3)- Sinais da graça, porque transmitem dons diversos da graça divina;
4)- Sinais da fé, não somente porque supõem a fé em quem os recebe, mas porque nutrem, robustecem e exprimem a sua fé;

Perspectiva protestante:

Na maioria das Igrejas protestantes históricas, são apenas dois os sacramentos, que são o Batismo e a Eucaristia .

Martinho Lutero definiu sacramento como um elemento, uma coisa material, que através da palavra de Deus, vira uma coisa diferente. Não no sentido material, pois o vinho continua a ser vinho e pão continua pão, mas pela promessa divina é atribuido um poder vinculado a essa matéria.

Muitos outros grupos protestantes, como Batistas e grupos pentecostais vêem os sacramentos apenas "como sinais que estimulam a fé".

Há ainda algumas denominações protestantes como os Quakers que negam qualquer instituição de sacramentos por Jesus Cristo.

Vários desses grupos que estão historicamente mais afastados da ligação direta com a Igreja Católica, evitam a palavra "sacramento", porque ela está associada a prática sacerdotal católica.

Outras Igrejas:

As Igrejas nomeadas Ortodoxas tem muitos sacramentos, mas destaca sete sacramentos. Eles são quase os mesmos da Igreja Católica, porém em lugar do Crisma existe a unção com crisma de crianças novas e recem-batizadas.

A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias tem cinco sacramentos, e de certo modo bem diferentes.

A Comunidade de Cristo tem oito sacramentos,

A Ciência Cristã pratica o sacramento em cultos especiais, mas só em forma espiritual, sem pão, vinho ou água.

O Exército de Salvação não pratica sacramentos, mas não proibe que seus membros recebam os sacramentos em outras igrejas.

2)- O QUE É SACRAMENTAL ?

1667. «A Santa Mãe Igreja instituiu também os sacramentais. Estes são sinais sagrados (Instrumentos) por meio dos quais, imitando de algum modo os sacramentos, se significam e se obtêm, pela oração da Igreja, efeitos principalmente de ordem espiritual. Por meio deles, dispõem-se os homens para a recepção do principal efeito dos sacramentos e são santificadas as várias circunstâncias da vida».

TRAÇOS CARACTERÍSTICOS DOS SACRAMENTAIS:

1668. São instituídos pela Igreja com vista à santificação de certos minis­térios da mesma Igreja, de certos estados de vida, de circunstâncias muito variadas da vida cristã, bem como do uso de coisas úteis ao homem. Segundo as decisões pastorais dos bispos, podem também corresponder às necessidades, à cultura e à história próprias do povo cristão duma região ou duma época. Incluem sempre uma oração, muitas vezes acompanhada dum sinal determinado, como a imposição da mão, o sinal da cruz, a aspersão com água benta (que recorda o Baptismo).


1669. Eles decorrem do sacerdócio baptismal: todo o baptizado é chamado a ser uma «bênção» e a abençoar. Por isso, há certas bênçãos que podem ser presididas por leigos. Porém, quanto mais uma bênção disser respeito à vida eclesial e sacramental, tanto mais a sua presidência será reservada ao ministério ordenado (bispos, presbíteros ou diáconos).

1670. Os sacramentais não conferem a graça do Espírito Santo à maneira dos sacramentos; mas, pela oração da Igreja, preparam para receber a graça e dispõem para cooperar com ela. «Portanto, a liturgia dos sacramentos e sacramentais oferece aos fiéis bem dispostos a possibilidade de santificarem quase todos os acontecimentos da vida por meio da graça divina que deriva do mistério pascal da paixão, morte e ressurreição de Cristo, mistério onde vão buscar a sua eficácia todos os sacramentos e sacramentais. E assim, quase não há uso honesto das coisas materiais que não possa reverter para este fim: a santificação dos homens e o louvor a Deus».


FORMAS VARIADAS DOS SACRAMENTAIS:


1671. Entre os sacramentais figuram, em primeiro lugar, as bênçãos (de pessoas, da mesa, de objectos e lugares). Toda a bênção é louvor de Deus e oração para obter os seus dons. Em Cristo, os cristãos são abençoados por Deus Pai, «com toda a espécie de bênçãos espirituais» (Ef 1, 3). É por isso que a Igreja dá a bênção invocando o nome de Jesus e fazendo habitualmente o santo sinal da cruz de Cristo.


1672. Certas bênçãos têm um alcance duradoiro: são as que têm por fim consagrar pessoas a Deus e reservar objectos e lugares para usos litúrgicos. Entre as que são destinadas a pessoas (e que não devem confundir-se com a ordenação sacramental) figuram a bênção do abade ou abadessa dum mosteiro, a consagração das virgens e das viúvas, o rito da profissão religiosa e as bênçãos para certos ministérios da Igreja (leitores, acólitos, catequistas, etc.). Como exemplo das que dizem respeito a objectos, pode apontar-se a dedicação ou bênção de unta igreja ou de um altar, a bênção dos santos óleos, dos vasos e paramentos sagrados, dos sinos, etc.


2)- A IGREJA “COMO QUE” (ANALOGICAMENTE) SACRAMENTO UNIVERSAL DE SALVAÇÃO (LG 48):


“Simão, doravante sois PEDRA e sobre esta pedra eu edificarei A MINHA IGREJA”(Mateus 16,18).


Com essas palavras Jesus se dirigiu a Pedro ao confiar-lhe o mandato de governar a Sua Igreja, deixando claro que a Igreja é "propriedade" Dele.

Na verdade, a Igreja é, por desejo de Deus, o próprio Corpo do Senhor. Ele a quis como que o Seu Corpo Místico, constituído como o "Sacramento universal da salvação da humanidade" (LG,48), isto é, o meio escolhido por Deus para salvar a todos.

Ela é o prolongamento da Encarnação de Jesus no meio dos homens, para formar, Nele, a grande família dos filhos de Deus. "A Igreja é a trajetória do Cristo através dos séculos", como disse Denis Bourgerie.

Ou ainda, "a Igreja é o Corpo do Senhor, e o ostensório do Seu coração", como disse Maurice Zundel.
Bossuet preferiu dizer que: "A Igreja é Jesus Cristo derramado e comunicado a toda a terra".

Tudo pode ser resumido na palavra de um grande Padre do primeiro século, Santo Inácio de Antioquia (110), ao dizer que:"Onde está o Cristo Jesus está a Igreja Católica".

O pecado, desde a origem, dispersou a humanidade, quebrou a unidade e a comunhão dos homens com Deus, rompeu o belo plano de amor que o paraíso terrestre nos mostra.
Deus Pai nos criou para Si, para que fossemos a Sua família, destinados a participar da Sua comunhão íntima e desfrutar da Sua vida bem-aventurada.

O pecado - a mais triste realidade - rompeu esse belo Plano de amor e "dispersou" os filhos de Deus, dilacerou a Sua família e feriu o próprio Deus. Por Jesus e pela Igreja, o Pai quis então refazer a Sua obra e trazer de volta os seus filhos para a Sua Comunhão. É nesse sentido que o Catecismo da Igreja Católica (CIC), afirma que:


"A convocação da Igreja é por assim dizer a reação de Deus ao caos provocado pelo pecado" (CIC,761).

O Catecismo já no seu início, nos ensina esta grande verdade:


"Deus, infinitamente Perfeito e bem aventurado em si mesmo, em um desígnio de pura bondade, criou livremente o homem para fazê-lo participar de sua vida bem´aventurada.Eis por que, desde sempre e em todo lugar, está perto do homem. Chama-o e ajuda-o a procurá-lo, a conhecê´lo e a amá-lo com todas as suas forças. Convoca todos os homens, dispersos pelo pecado, para a unidade da sua família, a Igreja" (CIC, 1).

Esse primeiro parágrafo do Catecismo contém, em síntese, a História da salvação. Deus criou a humanidade como a "sua família"; mas o pecado dispersou os seus filhos; e agora Deus os reúne novamente pela Igreja, o próprio Corpo de Jesus, enviado aos homens. É nesse contexto que sobressai toda a realidade e importância da Igreja - a família de Deus.

E o Catecismo, ainda no primeiro parágrafo, explica como Deus refaz a sua família:


"Faz isto através do Filho, que enviou como Redentor e Salvador quando os tempos se cumpriram. Nele e por Ele, chama os homens a se tornarem, no Espírito Santo, seus filhos adotivos, e portanto os herdeiros da sua vida bem-aventurada" (nº 9).


É preciso analisar essas palavras com muita atenção. É pelo Filho que o Pai refaz a comunhão da humanidade consigo. O Filho se faz a Igreja (Corpo Místico de Cristo). Pelo Batismo entramos nesse Corpo, e pelo Espírito Santo nos tornamos filhos adotivos e, como conseqüência, herdeiros, de novo, da vida bem´aventurada de Deus, que o pecado havia cancelado. Assim, voltaremos ao Paraíso.


Esta é a gloriosa história da nossa salvação que se completará pela Igreja, quando ela estiver plenamente glorificada em Deus. É por isso que Santo Agostinho dizia que:


"A Igreja é o mundo reconciliado".

Como a Igreja gloriosa é a consumação do Plano de Deus para a humanidade, nada mais importante do que conhecê-la, amá-la e servi-la com todas as nossas forças.
Quando Jesus a instituiu sobre Pedro e os Apóstolos, deixou claro que ela lhe pertence:
"Sobre esta Pedra edificarei a MINHA Igreja" (Mt 16,18).

Ela é a Esposa de Cristo, que ele ama com um amor eterno. Por ela sofreu a paixão e derramou o seu sangue. Ele a ama como um Esposo apaixonado:


"Maridos, amai as vossas mulheres, como Cristo amou a Igreja e se entregou por ela, para santificá-la, purificando-a pela água do batismo, para apresentá-la a si mesmo toda glorificada, sem mácula, sem ruga, sem qualquer outro defeito semelhante, mas santa e irrepreensível" (Ef 5,25-27).

Essas palavras expressam o amor profundo de Jesus para com a "sua" Igreja. Esse amor é tão grande e tão fundamental, que Deus quis que cada casal na terra, pelo amor mútuo, refletisse na realidade cotidiana do matrimônio, esse amor. É por isso que São Paulo ao falar aos efésios, do matrimônio, diz que " é grande esse mistério, quero dizer, com referência a Cristo e a Igreja".

A vida cotidiana do casamento nos ajuda a compreender melhor o amor de Cristo para com a sua Esposa : A  Igreja, e vice-versa.

São Paulo, que entendeu profundamente essa maravilha, exortou os maridos a amarem as suas esposas, "como a seu próprio corpo" (Ef 5,28). Com isto, quer dizer também que a Igreja é o próprio Corpo de Cristo. "Quem ama a sua mulher ama a si mesmo" (28). Quem ama a Igreja, ama a Cristo; é a mesma realidade.


O Papa Paulo VI, cujo amor à Igreja era imenso, assim se referiu a ela:

"A Igreja! Ela é nosso amor constante, nossa solicitude primordial, nosso pensamento fixo! ...Não se ama a Cristo se não se ama a Igreja; e não amamos a Igreja se não a amamos como a amou o Senhor: "Amou a Igreja e por ela se entregou" (Ef 5,25)".

É preciso destacar o que disse o Papa:

"Não se ama Cristo se não se ama a Igreja", e podemos ir mais longe ainda e dizer: não se conhece a Cristo, se não se conhece a Igreja; não se serve a Cristo, se não se serve a Igreja; não se obedece a Cristo se não se obedece à Igreja; não se sujeita a Cristo, se não se sujeita à sua Igreja, não está na verdade de Cristo quem não está na verdade da Igreja.”

O Concílio Vaticano II a chamou de "Lumen Gentium", isto é "Luz das Nações", pois a sua Luz é a mesma Luz de Cristo.

"Assim [Deus] estabeleceu congregar na Santa Igreja os que crêem em Cristo. Desde a origem do mundo a Igreja foi pré-figurada. Foi admiravelmente preparada na história do povo de Israel e na antiga aliança. Foi fundada nos últimos tempos. Foi manifestada pela efusão do Espírito Santo. E no fim dos tempos será gloriosamente consumada quando, segundo se lê nos Santos Padres, todos os justos desde Adão, "do justo Abel ao último eleito", serão congregados junto ao Pai na Igreja universal" (LG , 2).

É preciso termos bem claro que Deus decidiu estabelecer o seu Reino entre nós, através da Igreja. Ensina-nos a "Lumen Gentium" que a Igreja tem "a missão de anunciar e estabelecer em todas as gentes o Reino de Cristo e de Deus, e constitui ela própria na terra o germe e o início deste Reino" (LG ,5).


Sem a Igreja não há, portanto, Reino de Deus


Santo Agostinho escreveu que:


"A Igreja recebeu as chaves do Reino dos Céus para que se opere nela a remissão dos pecados pelo sangue de Cristo e pela ação do Espírito Santo. É nesta Igreja que a alma revive, ela que estava morta pelos pecados".


O Catecismo mostra toda a realidade, beleza, missão e identidade da Igreja, ao ensinar que ela é:


"Um projeto nascido no coração do Pai" (nº 759),
"Prefigurada desde a origem do mundo" (nº 760),
"Preparada na Antiga Aliança" (nº761),
"Instituída por Jesus Cristo" (nº 763),
"Manifestada pelo Espírito Santo" (nº 767),
"A ser consumada na glória" (nº769),
"Mistério da união dos homens com Deus" (nº772),
"Sacramento universal da salvação" (nº774),
"Comunhão com Jesus" (nº787),
"Corpo de Cristo" (nº787),
"Esposa de Cristo" (nº796),
"Templo do Espírito Santo" (nº797),
"Povo de Deus" (nº781).


Todas essas expressões são profundíssimas e precisam ser analisadas e conhecidas para podermos compreender o desígnio de Deus em relação à Igreja. Sem isto não a amaremos como é necessário e como pediu o Papa Paulo VI.


Alguns perguntam: por que a Igreja ? Não basta a fé em Jesus Cristo?


A resposta é, que foi o próprio Jesus quem quis a Igreja como prolongamento de sua presença salvadora no meio dos homens. Ele nos deu a Igreja e o seu Credo, como garantia de que não estamos seguindo apenas o nosso bom senso, ou uma religiosidade amorfa, mas estamos seguindo o caminho de Deus.

A Igreja é conseqüência direta do mistério da Encarnação, seu prolongamento.

Muitos querem hoje dizer Sim à Cristo, e Não à Igreja; mas isto afeta a própria identidade do Cristianismo. A Igreja, instituída por vontade de Cristo, com suas normas, como prolongamento da Encarnação do Verbo de Deus, se tornou o lugar privilegiado do encontro dos homens com Cristo e com o Pai.

Quem pergunta: "Por que a Igreja?", incorre no mesmo erro de quem pergunta: "Por que Cristo?"

Cristo veio do Pai e deixou a Igreja. O Pai enviou Jesus para a salvação do mundo, e Cristo enviou a Igreja.

Muitos hoje querem a Igreja na forma de uma "democracia moderna", onde tudo se decida pela vontade da maioria. Ela seria então como um grande Clube religioso, de normas "flexíveis", mais assimiláveis.

A conseqüência disso ´ e o grande engano ´ é que neste caso o homem seria guiado unicamente por si mesmo, e não por Deus. Não seria mais "a Igreja de Deus" (1Tm3,15).

Pelo fato da Igreja ter a sua vida guiada pela Tradição que vem de Cristo e dos Apóstolos, dá-nos a garantia de que é o próprio Jesus, presente nela, que a conduz.

"Não pode ter a Deus por Pai quem não tiver a Igreja por mãe", diz São Cipriano (De cathol. Eccl. Unitate, 6). Veio Jesus salvar e santificar o mundo, mas, de modo geral, o faz por meio da Igreja.

Deu pelos homens a vida, derramou o sangue, pôs à disposição deles seus méritos preciosíssimos, deu-lhes os sacramentos e o patrimônio de sua doutrina. Mas quis fosse a Igreja a única depositária e dispensadora destes bens. Cristo, diz o Concílio, constituiu a Igreja "como que universal sacramento de salvação" (LG, 48), ou seja, "sinal e instrumento" da santificação dos homens e de sua "íntima união com Deus" (ibidem, 1).


De fato, pregando a palavra de Deus, difunde a Igreja a fé; e administrando os sacramentos, comunica e alimenta a vida da graça. Assim são os homens enxertados em Cristo como membros vivos de seu Corpo místico. Deste modo, torna-se cada fiel, por sua vez, "Igreja", ou seja, célula viva desta grande família que, enquanto une os homens a Deus, une-os também entre si, como filhos do mesmo Pai e da mesma mãe, como irmãos unidos pelos vínculos do amor recíproco.

Exatamente porque membro vivo da Igreja, não pode o cristão contentar-se com desfrutar dos benefícios que dela recebe: deve empenhar-se em compartilhar de sua vida, de seus anseios, de seus sofrimentos e contribuir para o seu incremento.

É assim também que nas famílias tomam os filhos parte ativa em sua vida, e participam de sua sorte. Sentir e viver com a Igreja é sentir e viver com Cristo que nela continuamente vive e age, salva e santifica, unindo todos os homens a si e unindo-os uns aos outros, para que cheguem à vida eterna. Ir à Igreja é ir a Jesus; amar e servir a Igreja é amar e servir a Cristo, sua Cabeça. E como amou Cristo a Igreja até dar por ela a vida "com seu sangue" (At 20,28).



3)- A PALAVRA DE DEUS “COMO QUE” SACRAMENTO DE SALVAÇÃO ? NO MESMO NÍVEL DA TRANSUBSTANCIAÇÃO EUCARÍSTICA ?

É preciso entender que:


“Na transubstanciação temos a presença real nas espécies eucarísticas por ocupação, ou antonomásia, e não por transformação como foi nas bodas de Caná,ou seja, transformação de uma matéria em outra, e na palavra de Deus e Igreja reunida a presença é espiritual, ou consubstancial, e não transubstanciada, fazendo apenas cumprir sua promessa: "Onde dois ou mais reunir-se em meu nome, eu estarei no meio deles."

A Relação Entre a Palavra e os Sacramentos:

Em distinção da Igreja Católica Romana, as igrejas da Reforma salientam a prioridade da Palavra de Deus.

Enquanto aquela parte do pressupostos de que os sacramentos contêm tudo que é necessário para a salvação dos pecadores e não precisam de interpretação.

Alguns luteranos alegam que uma graça específica, diferente da que é produzida pela Palavra é transmitida pelos sacramentos.

Isso é quase universalmente negado pelos reformados (calvinistas), exceto por uns poucos teólogos  formando exceções à regra.

Eles assinalam o fato de que Deus criou o homem de tal maneira, que ele obtém conhecimento particularmente pelas avenidas dos sentidos da visão e da audição.

A Palavra está adaptada aos ouvidos e os sacramentos aos olhos.

E, desde que os olhos são mais sensíveis que os ouvidos, pode-se dizer que Deus, ao acrescentar os sacramentos à Palavra, vem em auxílio do pecador.

A verdade dirigida aos ouvidos através da Palavra está representada simbolicamente nos sacramentos para os olhos.

Deve-se ter em mente, porém, que, enquanto a Palavra pode existir e também é completa sem os sacramentos, os sacramentos nunca são completos sem a Palavra. Há pontos de semelhança e de diferença entre a Palavra e os sacramentos.

1. PONTOS DE SEMELHANÇA. Eles concordam: (a) no autor, visto que Deus mesmo instituiu ambos como meio de graça; (b) no conteúdo, pois Cristo é o conteúdo central tanto da Palavra como dos sacramentos; e (c) na maneira pela qual o conteúdo é assimilado, isto é, pela fé. Esta constitui o único modo pelo qual o pecador pode tornar-se participante da graça oferecida na Palavra e nos sacramentos.

2. PONTOS DE DIFERENÇA. Eles diferem: (a) em sua necessidade, sendo que a Palavra é indispensável, ao passo que os sacramentos não; (b) em seu propósito, desde que a Palavra visa a gerar e a fortalecer a fé, enquanto que os sacramentos servem somente para fortalecê-la; e (c) em sua extensão, visto que a Palavra vai pelo mundo inteiro, ao passo que os sacramentos só são ministrados aos que estão na igreja.

B. Origem e Sentido da Palavra
Sacramento:


A palavra sacramento não se encontra na Escritura. É derivada do termo latino sacramentum , que originariamente denotava uma soma de dinheiro depositada por duas partes em litígio. Após a decisão da corte, o dinheiro da parte vencedora era devolvido, enquanto que a da perdedora era confiscada. Ao que parece, isto era chamado sacramentum porque objetivava ser uma espécie de oferenda propiciatória aos deuses.

A transição para o uso cristão do termo deve ser procurada:

a)- No uso militar do termo, em que denotava o juramento pelo qual um soldado prometia solenemente obediência ao seu comandante, visto que no batismo o cristão promete obediência ao seu Senhor, e viver sob seu senhorio.

b)-  No sentido especificamente religioso que o termo adquiriu quando a Vulgata o empregou para traduzir o grego mysterion . É possível que este vocábulo grego fosse aplicado aos sacramentos por terem eles uma tênue semelhança com alguns dos mistérios das religiões gregas.

c)- Na Igreja Primitiva a palavra sacramento era empregada primeiramente para denotar todas as espécies de doutrinas e ordenanças. Por esta mesma razão, alguns se opuseram ao nome e preferiam falar em sinais ou mistérios. Mesmo durante e imediatamente após a Reforma, muitos não gostavam do nome sacramento. Melanchton  empregava signi , e tanto Lutero como Calvino achavam necessário chamar a atenção para o fato de que a palavra sacramento não é empregada em seu sentido original na teologia.

d)- Mas o fato de que a palavra não se encontra na Escritura e de que não é utilizada em seu sentido original quando aplicada às ordenanças instituídas por Jesus, não tem por que dissuadir-nos, pois muitas vezes o uso determina o sentido de uma palavra.

e)- Pode-se dar a seguinte definição de sacramento:Sacramento é uma santa ordenança instituída por Cristo, na qual, mediante sinais perceptíveis, a graça de Deus em Cristo e os benefícios da aliança da graça são representados, selados e aplicados aos crentes, e estes, por sua vez, expressam sua fé e sua fidelidade a Deus.

Devemos distinguir três partes nos sacramentos:

1. O SINAL EXTERNO OU VISÍVEL.

Cada sacramento contém um elemento material, palpável aos sentidos. Num sentido bem livre, este elemento às vezes é chamado sacramental. Contudo, no sentido estrito da palavra, o termo é mais inclusivo e denota o sinal e aquilo que é significado ou simbolizado. Para evitar mal-entendido, deve-se ter em mente este uso diferente. Isto explica por que se pode dizer que um descrente pode receber, e, todavia, não receber de forma eficaz o sacramento.

Não o recebe no sentido pelo da palavra. O objeto externo do sacramento inclui, não somente os elementos que se usam, a saber, água, pão e vinho, mas também o rito sagrado, aquilo que se faz com estes elementos. Segundo este ponto de vista externo, a Bíblia denomina os sacramentos sinais e selos, Gn 9.12, 13; 17.11; Rm 4.11.

2. A GRAÇA ESPIRITUAL INTERNA, SIGNIFICADA E SELADA.

Os sinais e selos pressupõem algo que é significado e selado e que geralmente é chamado matéria interna do sacramento. Esta é variadamente indicada na Escritura como aliança da graça, Gn 9.12, 13; 17.11, justiça da fé, Rm 4.11, perdão dos pecados, Mc 1.4: Mt 26.28, fé e conversão, Mc 1.4; 16.16, comunhão com Cristo em Sua morte e ressurreição, Rm 6.3, e assim por diante. Declarada resumidamente, pode-se dizer que consiste de Cristo e todas as Suas riquezas espirituais.

Os católicos romanos a vêem na graça santificante acrescentada à natureza humana, capacitando o homem a praticar boas obras e a subir às alturas da visio Dei (visão de Deus).

Os sacramentos não significam meramente uma verdade geral, mas uma promessa dada a nós e por nós aceita, e servem para fortalecer a nossa fé com respeito à realização dessa promessa, Gn 17.1-14; Ex 12.13; Rm 4.11-13. eles representam visivelmente e aprofundam a nossa consciência das bênçãos espirituais da aliança, da purificação dos nossos pecados e da nossa participação na vida que há em Cristo, Mt 13.11; Mc 1.4, 5; 1 Co 10.2, 3, 16, 17; Rm 2.28, 29; 6.3, 4; Gl 3.27.

Como sinais e selos, eles são meios de graça, isto é, meios pelos quais se fortalece a graça interna produzida no coração pelo Espírito Santo.

3. UNIÃO SACRAMENTAL ENTRE O SINAL E AQUILO QUE É SIGNIFICADO:

Geralmente se lhe chama forma sacramenti , forma dos sacramentos ( forma significando aqui essência), porque é exatamente a relação entre o sinal e a coisa significada que constitui a essência do sacramento.


Segundo o conceito reformado (calvinista), esta:


a)-  Não é física, como, como se a coisa significada fosse inerente ao sinal e o recebimento da matéria externa incluísse necessariamente a participação na matéria interna ;

b)- Nem local, como a descrevem os luteranos, como se o sinal e a coisa significada estivessem presentes no mesmo espaço, de sorte que tanto os crentes como os incrédulos recebessem o sacramento completo ao receberem o sinal;

c)-  Mas espiritual , ou , moral e relativa , de modo que, quando o sacramento é recebido com fé, a graça de Deus o acompanha. Conforme este conceito, o sinal externo torna-se um meio empregado pelo Espírito Santo na comunicação da graça divina.

d)- A estreita relação existente entre o sinal e a coisa significada explica o emprego daquilo que geralmente se chama linguagem sacramental, na qual o sinal é mencionado em lugar da coisa significada, ou vice-versa , Gn 17.10; At 22.16; 1 Co 5.7.

Necessidade dos Sacramentos:

Os católicos romanos afirmam que o batismo é absolutamente necessário para todos, para a salvação, pois todos sem exceção foram instituídos pelo próprio Cristo,e que o sacramento da penitência é igualmente necessário para aqueles que cometeram pecado mortal depois do batismo; mas que a confirmação  e a extrema unção são necessárias somente no sentido de que foram ordenadas por Cristo e são eminentemente úteis.

Por outro lado, os protestantes ensinam que os sacramentos não são absolutamente necessários para a salvação, mas são obrigatórios em vista do preceito divino.


A negligência voluntária do seu uso redunda no empobrecimento espiritual e tem tendência destrutiva, precisamente como acontece com toda desobediência persistente a Deus.

Que não são absolutamente necessários para a salvação, segue-se:

1)- Do caráter espiritual e livre da dispensação do Evangelho, na qual Deus não prende a Sua graça ao uso de certas formas externas, Jo 4.21, 23; Lc 18.14;

2)- Do fato de que a Escritura menciona unicamente a fé como condição instrumental da salvação, Jo 5.24; 6.29; 3.36; At 16.31;

3)- Do fato de que os sacramentos não originam a fé, mas a pressupõem, e são ministrados onde se supõe a existência da fé, At 2.41; 16.14, 15, 30, 33; 1 Co 11.23-32; (Exceto o batismo de Crianças defendido por Calvino).

4)- Do fato de que muitos foram realmente salvos sem o uso dos sacramentos. Pensemos nos crentes anteriores ao tempo de Abraão e no ladrão penitente na cruz.(Apesar de que são exceções à regra, e que não podemos transformar a exceção em regra como a imaculada conceição de Maria, em virtude da circunstãncia).


Comparação entre os Sacramentos do Velho e do Novo Testamentos:

1. SUA UNIDADE ESSENCIAL.

Roma alega que há diferença essencial entre os sacramentos do Velho Testamento e os do Novo. Ela afirma que, à semelhança de todo o ritual da antiga aliança, seus sacramentos também eram meramente típicos.

A santificação produzida por eles não era interna, mas apenas legal, e prefigurava a graça que haveria de ser conferida ao homem no futuro, em virtude da paixão de Cristo. Isso não significa que nenhuma graça interna acompanhava o uso deles, mas simplesmente que isso não era efetuado pelo sacramento propriamente ditos, como acontece na nova dispensação. Eles não tinham eficácia objetiva, não santificavam o participante ex opere operato , mas unicamente ex opere operantis , isto é, por causa da fé e caridade com que eram recebidos.

Uma vez que a plena concretização da graça tipificada por aqueles sacramentos dependia da vinda de Cristo, os santos do Velho Testamento foram encerrados no Limbus Patrum (Limbo dos Pais) até Cristo os tirar de lá.

Para os protestantes porém, não há diferença entre os sacramentos do Velho Testamento e os do Novo,conforme as seguintes considerações:

a)- Em 1 Co 10.1-4 Paulo atribui à igreja do Velho Testamento aquilo que é essencial nos sacramentos do Novo testamento;

b)-  Em Rm 4.11 ele fala da circuncisão de Abraão como selo da justiça da fé;

c)-  Em vista do fato de que eles representam as mesmas realidades espirituais, os nomes dos sacramentos de ambas as dispensações são utilizados uns pelos outros: A circuncisão e a páscoa são atribuídas à igreja do Novo Testamento, 1 Co 5.7; Cl 2.11, e o batismo e a Ceia do Senhor à igreja do Velho Testamento, 1 Co 10.1-4.

2. SUAS DIFERENÇAS FORMAIS.

Não obstante a unidade essencial dos sacramentos das duas dispensações, há certos pontos de diferença.

a)- Em Israel os sacramentos tinham um aspecto nacional em acréscimo à sua significação espiritual como sinais e selos da aliança grega.

b)-  Ao lado dos sacramentos, Israel tinha muitos outros ritos simbólicos, tais como as ofertas e as purificações, que no essencial concordavam com os seus sacramentos, ao passo que os sacramentos do Novo Testamento estão absolutamente sós.

c)-  Os sacramentos do Velho Testamento apontavam para Cristo no futuro, e eram os selos da graça que ainda teriam que ser merecidas, ao passo que os do Novo testamento apontam para Cristo no passado e o Seu sacrifício de redenção já consumado.

d)-  Em harmonia com o conteúdo total da dispensação do Velho Testamento, a porção da graça divina que acompanhava o uso dos sacramentos do Velho Testamento era menor do que a que atualmente se obtém mediante o confiante recebimento dos sacramentos do Novo Testamento.

Número dos Sacramentos:

1. NO VELHO TESTAMENTO:

Durante a antiga dispensação havia dois sacramentos, quais sejam, a circuncisão(Que não implicava fé, pois a circuncisão era feita a criança recém nascida, significando a gratuidade da eleição de Deus) e a páscoa.

Alguns teólogos reformados (calvinistas) eram de opinião que a circuncisão originou-se em Israel e foi auferido deste povo da aliança por outras nações. Mas agora é patentemente claro que esta posição é insustentável.

Desde os tempos mais primitivos, os sacerdotes egípcios eram circuncidados. Além disso, a prática da circuncisão se acha em muitos povos da Ásia, da África e até da Austrália, e é muito improvável que todos a tenham derivado de Israel. Todavia, somente em Israel ela se tornou um sacramento da aliança da graça.

Como pertencente à dispensação do Velho Testamento, era um sacrifício cruento, simbolizando a excisão da culpa e da corrupção do pecado, e constrangendo as pessoas a deixarem que o princípio da graça de Deus penetrasse suas vidas completamente. A páscoa também era um sacrifício cruento.

Os israelitas escaparam do destino dos egípcios com sua substituição por um sacrifício, que foi um tipo de Cristo, Jo 1.29, 36; 1 Co 5.7.

A família salva comeu o cordeiro que fora imolado, simbolizando assim um ato assimilativo de fé, muito parecido com o ato de comer o pão eucarístico na Ceia do Senhor.

NO NOVO TESTAMENTO:

A igreja do Novo Testamento também tem dois sacramentos por excelência a saber : O batismo e a Ceia do Senhor (Eucaristia para os Católicos).

Em harmonia com a nova dispensação em seu conjunto global, eles são sacramentos incruentos. Contudo, simbolizam as mesmas bênçãos espirituais que eram simbolizadas pela circuncisão e pela páscoa na antiga dispensação.

A igreja de Roma vendo a instituição direta de Cristo a mais cinco, totalizou em  sete no Concílio de Trento o número dos sacramentos.

Aos dois que foram instituídos por Cristo ela ratificou : A confirmação, a penitência, a ordenação, o matrimônio e a extrema unção.

Ela fundamenta a instituição pelo próprio Cristo e na Tradição apostólica em base bíblica  para:

1)- A confirmação instituída por Cristo :


Lucas 22,32; Mas eu roguei por ti, para que a tua fé não desfaleça; e tu, quando te converteres, CONFIRMA  teus irmãos.”

Na tradição apostólica: At 8.17; 14.22; 19.6; Hb 6.2;

2)- A penitência ou Perdão dos pecados instituída por Cristo :
“Aqueles a quem perdoardes os pecados, lhe serão perdoados; aqueles a quem os retiverdes, lhes serão retidos" (Jo 20,22-23

Na tradição apostólica: Tg 5.16;

3)- Para a ordenação  Sacerdotal (Ou Presbiterial):

Jesus foi e é o maior e único sacerdote. Pelo pecado, o homem se rebelara contra Deus, havendo assim uma ruptura entre Deus e o homem. O homem, finito e limitado, caído, não podia e não tinha condições de uma reparação de dimensão infinita, já que a ofensa atingira a Deus. Daí vem o Filho de Deus, toma a nossa natureza pecadora, toma sobre si todos os nossos pecado se, como mediador único, faz a grande reparação que só Ele mesmo poderia fazer. É nisto que consiste o grande e único sacerdócio de Jesus, conforme também se pode conferir ainda na oração sacerdotal de Jesus. (Jo 17).
Todos os outros sacerdotes, desde os apóstolos até o último sacerdote do mundo, e também todos os batizados (cf. a diferença do sacerdócio dos batizados para o sacerdócio ministerial ou presbiterial) são participantes do sacerdócio de Cristo.Jesus entregou a mãos humanas os poderes sacerdotais (ou presbiterais, no caso do padre) que Ele mesmo tem. Escolheu seus representantes, seus sucessores como sacerdotes. O Evangelho mostra isso claramente quando Jesus escolhe e, com paciência infinita, prepara os doze apóstolos e, posteriormente, lhes transmite os poderes sacerdotais na condição de presbíteros. (Por que doze? Lembra as doze tribos de Israel; doze é número simbólico na Bíblia; é número de círculo completo, é perfeição. A Igreja é o novo Israel: nos doze está toda a Igreja em germe).

Os poderes sacerdotais são transmitidos juntamente com as palavras de Jesus:


“Ele (Jesus) lhes disse (aos apóstolos) de novo: “A paz esteja convosco! Como o Pai me enviou eu também vos envio. Dizendo isso soprou sobre eles e disse-lhes: recebei o Espírito Santo!”. Jo 20,21-22.

Jesus disse ainda: “Toda autoridade sobre o céu e sobre a terra me foi entregue. Ide, portanto, e fazei com que todas as nações se tornem discípulas, batizando-as em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo e ensinando-as a observar tudo aquilo que vos ordenei: eis que estou convosco todos os dias, até a consumação dos séculos”. Mt 28,18b-20.
Por fim,foi somente ao grupo dos 12 que Cristo disse: Fazei isto em minha memória (Luc 22), para a celebração da memória incruenta de seu sacrifício.

Na Tradição apostólica: 1 Tm 5.17; 2 Tm 1.6; Tito 1,5;Fl 1,1

4)- Para o matrimônio:

Portanto, o que Deus uniu, não separe o homem." (Mc. 10:9)

Na tradição apostólica: Ef 5.32;

5)- Para a Unção dos Enfermos:

Mc 6.7-13:” Então chamou os Doze e começou a enviá-los, dois a dois; e deu-lhes poder sobre os espíritos imundos.Ordenou-lhes que não levassem coisa alguma para o caminho, senão somente um bordão; nem pão, nem mochila, nem dinheiro no cinto;como calçado, unicamente sandálias, e que se não revestissem de duas túnicas.E disse-lhes: Em qualquer casa em que entrardes, ficai nela, até vos retirardes dali.Se em algum lugar não vos receberem nem vos escutarem, saí dali e sacudi o pó dos vossos pés em testemunho contra ele.Eles partiram e pregaram a penitência.Expeliam numerosos demônios, ungiam com óleo a muitos enfermos e os curavam.”


Na tradição apostólica:Tg 5.14;


Concluindo: 


Entende-se portanto  que cada um destes sacramentos comunica, em acréscimo à graça geral da santificação e salvação , uma graça sacramental especial, diferente em cada sacramento, conforme as passagens acima.



 "LOUVADO SEJA NOSSO SENHOR JESUS CRISTO"
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Neste Apostolado promovemos a “EVANGELIZAÇÃO ANÔNIMA", pois neste serviço somos apenas o Jumentinho que leva Jesus e sua verdade aos Povos. Portanto toda honra e Glória é para Ele.Cristo disse-nos:Eu sou o caminho, a verdade e a vida e “ NINGUEM” vem ao Pai senão por mim." ( João, 14, 6).Como Católicos,defendemos a verdade, contra os erros que, de fato, são sempre contra Deus.Cristo não tinha opiniões, tinha verdades, a qual confiou a sua Igreja, ( Coluna e sustentáculo da verdade – Conf. I Tim 3,15) que deve zelar por elas até que Cristo volte.Quem nos acusa de falta de caridade mostra sua total ignorância na Bíblia,e de Deus, pois é amor, e quem ama corrige, e a verdade é um exercício da caridade.Este Deus adocicado,meloso,ingênuo, e sentimentalóide,é invenção dos homens tementes da verdade, não é o Deus revelado por seu filho: Jesus Cristo.Por fim: “Não se opor ao erro é aprová-lo, não defender a verdade é nega-la” - ( Sto. Tomáz de Aquino)

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