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É possível um argumento com premissas verdadeiras e uma CONCLUSÃO FALSA?

Written By Beraká - o blog da família on quinta-feira, 7 de junho de 2012 | 01:26


O que é lógica ?


Lógica, originalmente, é a ciência formal que estuda as leis necessárias à construção de um raciocínio perfeito. Hoje seu campo de estudo é muito mais amplo, abrangendo das ciências da computação à matemática. Mas trataremos primeiramente da questão dos raciocínios.



A lógica foi desenvolvida para, entre outras coisas, determinar quais raciocínios são ou não válidos, e quais métodos de derivação garantem raciocínios válidos. 




Mas o que é um raciocínio válido? Bem, vários critérios de validade podem ser estipulados, tais como a relevância da conclusão em relação às premissas, ou a disponibilidade das premissas para a recursão durante a derivação.


Existem vários sistemas de lógica que formalizam estes critérios. Primeiramente, e durante boa parte dos nossos estudos, vamos nos ater ao critério mais fundamental: 


"Um raciocínio é lógicamente válido se e somente se, tiver uma forma na qual, qualquer que seja o conteúdo das premissas, se estas forem verdadeiras, a conclusão será necessariamente verdadeira."

Os lógicos desenvolveram, portanto, os diversos métodos valendo-se de todo rigor matemático, a fim de determinar a validade e a invalidade de raciocínios, assim como os métodos de derivação que nos permitem construir raciocínios válidos.

A Lógica é, portanto, uma disciplina matemática.

Aplicações da Lógica:


Além de determinar a validade de raciocínios, a Lógica possui diversas aplicações.

Dentre elas convém listar:

1)- Análise da consistência de sistemas:

Uma das mais antigas aplicações da Lógica é analisar a consistência de sistemas (filosóficos, científicos, matemáticos etc.). Isto é, determinar se todas as sentenças que compõe um sistema podem ser verdadeiras (simultaneamente) sem se contradizerem.


Não custa salientar que, assim como um argumento pode ser válido, mas conter premissas falsas, um sistema pode ser consistente, mas nem todas sentenças que o constitui serem verdadeiras. 




Por exemplo, o sistema planetário de Ptolomeu, mesmo contendo sentenças falsas acerca do número de astros, do movimento destes e de suas posições, é internamente consistente, pois as sentenças que o compõe não se contradizem. 




Afinal, um sistema ser internamente consistente (não conter proposições que se contradizem) e um sistema ser consistente com os fatos são duas coisas distintas.


Uma posição freqüente na história do pensamento é de que sistemas inconsistentes devam ser rejeitados ou ao menos reformulados. 




Ainda assim, a história é pontuada por correntes de pensamento mais flexíveis acerca da inconsistência. 




No século XX apareceram sistemas de lógica que lidam com esta flexibilidade.

2)- Análise das sentenças

A Lógica é usada para determinar quais as condições para que uma sentença seja verdadeira ou falsa.

Por exemplo, a sentença “todo corvo é preto” é verdadeira se cada elemento do conjunto “corvos” verificar a propriedade “ser preto”.

A mesma sentença é falsa se ao menos um elemento do conjunto “corvos” não verificar a propriedade “ser preto”.

E ainda, pela Lógica podemos especificamente determinar quais as estruturas de sentenças sempre garantem que uma sentença seja verdadeira.

Por exemplo, “Todo A é A”. O que quer que substituirmos por “A” nesta estrutura, se fizer sentido, então teremos uma sentença verdadeira.

Por exemplo: “Todo corvo é corvo”, “Todo cavalo é cavalo”, “Todo dragão é dragão” etc.

3)- Fundamentação da Aritmética

No fim do século XIX e início do século XX, filósofos e matemáticos como Gottlob Frege, Giuseppe Peano e Bertrand Russell tinham um projeto em comum chamado "logicismo", o qual consiste na fundamentação da Aritmética sobre a Lógica.


A motivação para tal: a Aritmética é um sistema composto por infinitas sentenças e por conceitos difíceis de definir (você provavelmente sabe somar dois números Naturais, mas sabe definir "adição" e "Número Natural"?). A Lógica lhes parecia a solução para estas dificuldades, tanto pelos recursos que ela oferece acima citados, quanto pela concepção filosófica que estes pioneiros tinham da própria lógica.


Apesar dos logicistas terem obtido bons resultados e aperfeiçoado a lógica com novos conceitos e sistematizações, nem todas suas pretensões foram atingidas devido a paradoxos nos quais eles se depararam e ao Teorema da Incompletude de Gödel.

4)- Testes de raciocínio:

A lógica pode ser entendida como uma característica em uma pessoa, onde é possível testar o nível de lógica por testes de Q.I. 




A lógica não pode ser entendida como "inteligência" por total, já que existem outros tipos, mas atualmente é a mais importante. Pessoas com alta lógica são superdotadas, ou seja, conseguiram uma pontuação acima de 126 no teste de Q.I.

A pessoa superdotada pode ser melhor entendida como uma pessoa que tem maior eficiência nos raciocínios.

O QUE  SÃO ARGUMENTOS ?


Na lógica, um argumento é um conjunto de uma ou mais sentenças declarativas, também conhecidas como proposições, ou ainda, premissas, acompanhadas de uma outra frase declarativa conhecida como conclusão.



Um argumento dedutivo afirma que a verdade de uma conclusão é uma consequência lógica das premissas que a antecedem.



Um argumento indutivo afirma que a verdade da conclusão é apenas apoiada pelas premissas.



Toda premissa, assim como toda conclusão, pode ser apenas verdadeira ou falsa; nunca pode ser ambígua.



Em função disso, as frases que apresentam um argumento são referidas como sendo verdadeiras ou falsas, e em consequência, são válidas ou são inválidas.



Alguns autores referem-se à conclusão das premissas usando os termos declaração, frase, afirmação ou proposição.



A razão para a preocupação com a verdade é ontológica quanto ao significado dos termos (proposições) em particular. 




Seja qual termo for utilizado, toda premissa, bem como a conclusão, deve ser capaz de ser apenas verdadeira ou falsa e nada mais: elas devem ser truthbearers ("portadores de verdade", em português).


1)- Argumentos formais e argumentos informais:

Argumentos informais são estudados na lógica informal. São apresentados em linguagem comum e se destinam a ser o nosso discurso diário.

Argumentos Formais são estudados na lógica formal (historicamente chamada lógica simbólica, mais comumente referida como lógica matemática) e são expressos em uma linguagem formal. 


Lógica informal pode chamar a atenção para o estudo da argumentação, que enfatiza implicação, lógica formal e de inferência.

2)- Argumentos dedutivos:

Um argumento dedutivo é aquele cuja validade depende unicamente da sua forma lógica. Isto é, o argumento é válido se a conclusão for sustentada e apoiada logicamente pelas premissas. 




Mesmo que as premissas sejam falsas, supondo que são verdadeiras, se a conclusão que se segue for também verdadeira (sendo de facto falsa) o argumento é válido. 




A validade do argumento dedutivo não depende do conteúdo mas sim da forma lógica.



3)- Validade

Argumentos tanto podem ser válidos ou inválidos. 




Se um argumento é válido, e a sua premissa é verdadeira, a conclusão deve ser verdadeira: Um argumento válido não pode ter premissa verdadeira e uma conclusão falsa.



A validade de um argumento depende, porém, da real veracidade ou falsidade das suas premissas e e de sua conclusões. No entanto, apenas o argumento possui uma forma lógica. 


A validade de um argumento não é uma garantia da verdade da sua conclusão. 




ATENÇÃO !!!Um argumento válido pode ter premissas falsas e uma conclusão falsa.

A Lógica visa descobrir as formas válidas, ou seja, as formas que fazer argumentos válidos. 


Uma Forma de Argumento é válida se e somente se todos os seus argumentos são válidos. 




Uma vez que a validade de um argumento depende da sua forma, um argumento pode ser demonstrado como inválido, mostrando que a sua forma é inválida, e isso pode ser feito, dando um outro argumento da mesma forma que tenha premissas verdadeiras mas uma falsa conclusão. Na lógica informal este argumento é chamado de contador.

A forma de argumento pode ser demonstrada através da utilização de símbolos. Para cada forma de argumento, existe um forma de declaração correspondente, chamado de Correspondente Condicional. Uma forma de argumento é válida Se e somente se o seu correspondente condicional é uma verdade lógica. 




A declaração é uma forma lógica de verdade, se é verdade sob todas as interpretações. Uma forma de declaração pode ser mostrada como sendo uma lógica de verdade por um ou outro argumento, que mostra se tratar de uma tautologia por meio de uma prova.



O correspondente condicional de um argumento válido é necessariamente uma verdade (verdadeiro em todos os mundos possíveis) e, por isso, se poderia dizer que a conclusão decorre necessariamente das premissas, ou resulta de uma necessidade lógica.

A conclusão de um argumento válido não precisa ser verdadeira, pois depende de saber se suas premissas são verdadeiras.Tal conclusão não precisa ser uma verdade: se fosse assim, seria independente das premissas.

Exemplo: Todos os gregos são humanos e todos os seres humanos são mortais, portanto, todos os gregos são mortais. 


ANÁLISE:Argumento válido, pois se as premissas são verdadeiras a conclusão deve ser verdadeira.

Exemplos:



1)- Alguns gregos são lógicos e alguns lógicos são chatos, por isso, alguns gregos são chatos.

ANÁLISE: Este argumento é inválido porque todos os chatos lógicos poderiam ser romanos!

2)- Ou estamos todos condenados ou todos nós somos salvos, não somos todos salvos por isso estamos todos condenados.

ANÁLISE: Argumento válido,pois as premissas implicam a conclusão. (Lembre-se que não significa que a conclusão tem de ser verdadeira, apenas se as premissas são verdadeiras e, talvez, eles não são, talvez algumas pessoas são salvas e algumas pessoas são condenadas, e talvez alguns nem salvos nem condenados!)



Argumentos podem ser invalidados por uma variedade de razões.



Existem padrões bem estabelecidos de raciocínio que tornam argumentos que os seguem inválidos; esses padrões são conhecidos como falácias lógicas.

4)- Solidez de um argumento

Um argumento sólido é um argumento válido com as premissas verdadeiras. Um argumento sólido pode ser válido e, tendo ambas as premissas verdadeiras, deve seguir uma conclusão verdadeira.

5)- Argumentos indutivos

Lógica indutiva é o processo de raciocínio em que as premissas de um argumento se baseiam na conclusão, mas não implicam nela. 


Indução é uma forma de raciocínio que faz generalizações baseadas em casos individuais.



Indução matemática não deve ser incorretamente interpretada como uma forma de raciocínio indutivo, que é considerado não-rigoroso em matemática. 




Apesar do nome, a indução matemática é uma forma de raciocínio dedutivo e é totalmente rigorosa, porque trata-se de uma Ciência Exata.


Exemplo: Se 2 + 2 = 4, logicamente podemos afirmar que 2 x 2 = também é igual a 4



6)- Argumentação convincente

Um argumento é convincente se e somente se a veracidade das premissas tornar verdade a provável conclusão (isto é, o argumento é forte), e as premissas do argumento são, de fato, verdadeiras.

7)- Argumentos elípticos

Muitas vezes um argumento não é válido, porque existe uma premissa que necessita de algo mais para torná-lo válido. Alguns escritores, muitas vezes, deixam de fora uma premissa estritamente necessária no seu conjunto de premissas se ela é amplamente aceita e o escritor não pretende indicar o óbvio.

Exemplo: Ferro é um metal, por isso, ele irá expandir quando aquecido. (premissa descartada: todos os metais se expandem quando aquecidos).

Por outro lado, um argumento aparentemente válido pode ser encontrado pela falta de uma premissa - um "pressuposto oculto" - o que se descartou pode mostrar uma falha no raciocínio.

Exemplo: Uma testemunha fundamentada diz :


“Ninguém saiu pela porta da frente, exceto o pastor, por isso, o assassino deve ter saído pela porta dos fundos”. (hipótese que o pastor não era o assassino).


8)- Retórica, dialética e diálogos argumentativos:

Considerando que os argumentos são formais (como se encontram em um livro ou em um artigo de investigação), os diálogos argumentativos são dinâmicos. Servem como um registro publicado de justificação para uma afirmação.



Argumentos podem também ser interativos tendo como interlocutor a relação simétrica. As premissas são discutidas, bem como a validade das inferências intermediárias.

RETÓRICA:

A retórica é a técnica de convencer o interlocutor através da oratória, ou outros meios de comunicação. 




Classicamente, o discurso no qual se aplica a retórica é verbal, mas há também — e com muita relevância — o discurso escrito e o discurso visual.

DIALÉTICA:

Dialética significa controvérsia, ou seja, a troca de argumentos e contra-argumentos defendendo proposições.

O resultado do exercício poderá não ser pura e simplesmente a refutação de um dos tópicos relevantes do ponto de vista, mas uma síntese ou combinação das afirmações opostas ou, pelo menos, uma transformação qualitativa na direção do diálogo.

Argumentos em várias disciplinas:

As declarações são apresentadas como argumentos em todas as disciplinas e em todas as esferas da vida. 




A Lógica está preocupada com o que consititui um argumento e quais são as formas de argumentos válidos em todas as interpretações e, portanto, em todas as disciplinas.



ATENÇÃO !!! ATENÇÃO !!!Não existem diferentes formas válidas de argumento, em disciplinas diferentes.

Argumentos matemáticos:

A base de verdade matemática tem sido objeto de um longo debate. 




Frege procurou demonstrar, em particular, que as verdades aritméticas podem ser obtidas a partir de lógicas puramente axiomáticas e, por conseguinte, são, no final, lógicas de verdades.

Se um argumento pode ser expresso sob a forma de frases em Lógica Simbólica, então ele pode ser testado através da aplicação de provas. Este tem sido realizado usando Axioma de Peano.

Seja como for, um argumento em Matemática, como em qualquer outra disciplina, pode ser considerado válido apenas no caso de poder ser demonstrado que é de uma forma tal que não possa ter verdadeiras premissas e uma falsa conclusão.

Argumentos políticos

Um argumento político é um exemplo de uma argumentação lógica aplicada a política. Argumentos Políticos são utilizados por acadêmicos, meios de comunicação social, candidatos a cargos políticos e funcionários públicos. 


Argumentos políticos também são utilizados por cidadãos comuns em interações de comentar e compreender sobre os acontecimentos políticos.

 

9)- Sobre os Raciocínios


Quando falamos em raciocínios, devemos deixar claro que para a lógica são irrelevantes quaisquer considerações psicológicas acerca do ato de raciocinar. 




O que importa é a forma dos raciocínios. Portanto, vamos defini-los assim:

Um raciocínio é uma lista de proposições, sendo que a última é chamada de conclusão (geralmente distinguida das outras por palavras como “logo” e “portanto”, ou pelo símbolo _\therefore ) e é derivada das demais, as quais são chamadas de premissas.

10)- SILOGISMOS:

Um silogismo (do grego antigo συλλογισμός, "conexão de idéias", "raciocínio"; composto pelos termos σύν "com" e λογισμός "cálculo") é um termo filosófico com o qual Aristóteles designou a argumentação lógica perfeita e que mais tarde veio a ser chamada de silogismo, constituída de três proposições declarativas que se conectam de tal modo que a partir das duas primeiras, chamadaspremissas, é possível deduzir uma conclusão. 




A teoria do silogismo foi exposta por Aristóteles em Analíticos anteriores.

Silogismo regular é o argumento típico dedutivo, composto de 3 proposições - Premissa Maior (P), Premissa Menor (p) e Conclusão (c) - onde 3 termos, Maior (T), Médio(M) e Menor (t), são compostos 2 a 2

Num silogismo, as premissas são um ou dois juízos que precedem a conclusão e dos quais ela decorre como consequente necessário dos antecedentes, dos quais se infere a consequência. 




Nas premissas, o termo maior (predicado da conclusão) e o termo menor (sujeito da conclusão) são comparados com o termo médio, e assim temos a premissa maior e a premissa menor segundo a extensão dos seus termos.

Um exemplo clássico de silogismo é o seguinte:

Todo homem é mortal.
Sócrates é homem.
Logo, Sócrates é mortal.

O silogismo e sua estrutura:
O silogismo é estruturado do seguinte modo:

Todo homem é mortal (premissa maior)
homem é o sujeito lógico, e fica antes do verbo ;
é representa a ação , isto é, o verbo que exprime a relação entre sujeito e predicado;
mortal é o predicado lógico, e fica após o verbo.
Sócrates é homem (premissa menor)
Logo, Sócrates é mortal (conclusão).

Conforme Kant, silogismo é todo juizo estabelecido através de uma característica mediata. 


Dito de outra forma: silogismo é a comparação de uma característica de uma coisa com outra, por meio de uma característica intermediária.

Tábua de oposições:

A tábua de oposições, também chamado quadrado lógico ou quadrado dos opostos, tem origem obscura mas geralmente se aceita que Boécio lhe deu a forma final. Trata-se de um artifício didáctico que indica as relações lógicas fundamentais.

Assim, temos o seguinte esquema de premissas:

A - universal afirmativa (Todo homem é mortal)
E - universal negativa (Nenhum homem é mortal)
I - particular afirmativa (Algum homem é mortal)
O - particular negativa (Algum homem não é mortal)

Exemplo de tábua de oposição:

Todo ser vivo é mortal
Contrária: Nenhum ser vivo é mortal
Sub-contrária: Algum ser vivo é mortal
Contraditória: Algum ser vivo não é mortal


Leis de oposição:


As leis de oposição regem as relações entre as premissas.

Contraditoriedade: se um modo é verdadeiro, o outro é falso;

Contrariedade: ocorre apenas nos modos A e E. 


ATENÇÃO !!! ATENÇÃO !!!As premissas contrárias entre si não podem ser verdadeiras ao mesmo tempo, mas podem ser falsas ao mesmo tempo.


Pois, se assim forem,a particular afirmativa será falsa por ser a contraditória da universal negativa e verdadeira, por ser a conversão da universal afirmativa.

ATENÇÃO!!! ATENÇÃO !!!Subcontrariedade: as premissas não podem ser falsas ao mesmo tempo, mas podem ser verdadeiras ao mesmo tempo.


Pois se assim forem,as contrárias de quem elas são contraditórias serão simultaneamente verdadeiras, o que é um absurdo.

Figuras e modos do silogismo:

 

Um raciocínio dedutivo é composto por proposições. 




As proposições, por sua vez, são compostas por termos. A maneira pela qual as proposições estão dispostas é chamada de modo do silogismo. 


A posição que o termo médio assume no argumento (sujeito ou predicado), origina a figura do silogismo.


Existem quatro espécies de proposições: A, E, I, O. Entre estas proposições, é possível 64 combinações na estrutura do silogismo. 


Deste total, apenas 19 combinações são válidas, sendo que as demais violam uma ou mais regras do silogismo. 




Estas 19 combinações distribuem-se nas quatro figuras do silogismo.

Primeira figura



A primeira figura não muda, por ser perfeita. Aqui, o termo médio ocupa a posição de sujeito na premissa maior e predicado na premissa menor.

1º Su-pré
Todo metal é corpo.
Todo ferro é metal.
Todo ferro é corpo. 

Segunda figura

Na segunda figura, o termo médio ocupa a posição de predicado em ambas as premissas.
2º Pré-Pré
Todo círculo é redondo.
Nenhum triângulo é redondo. 
Nenhum triângulo é círculo.

Terceira figura


Na terceira figura, o termo médio ocupa a posição de sujeito nas duas premissas.
3ºSu-Suoi
Nenhum mamífero é pássaro.
Algum mamífero é animal que voa.
Algum animal que voa não é pássaro. 

Quarta figura

Na quarta figura, o termo médio ocupa a posição de predicado na premissa maior e de sujeito na premissa menor.
4ºPré-Su
Pedro é homem.
Todo homem é mortal. 
Algum mortal é Pedro. 

Regras do silogismo:
Para que um silogismo seja válido, sua estrutura deve respeitar regras. Tais regras, em número de oito, permitem verificar a correção ou incorreção do silogismo. As quatro primeiras regras são relativas aos termos e as quatro últimas são relativas às premissas. São elas:

1.      Todo silogismo contém somente 3 termos: maior, médio e menor;
2.      Os termos da conclusão não podem ter extensão maior que os termos das premissas;
3.      O termo médio não pode entrar na conclusão;
4.      O termo médio deve ser universal ao menos uma vez;
5.      De duas premissas negativas, nada se conclui;
6.      De duas premissas afirmativas não pode haver conclusão negativa;
7.      A conclusão segue sempre a premissa mais fraca;
8.      De duas premissas particulares, nada se conclui.


Estas regras reduzem-se às três regras que Aristóteles definiu. 


O que se entende por “parte mais fraca” são as seguintes situações: entre uma premissa universal e uma particular, a “parte mais fraca” é a particular; entre uma premissa afirmativa e outra negativa, a “parte mais fraca” é a negativa.

11)- Inferência:

Inferência, em Lógica, é o ato ou processo de derivar conclusões lógicas de premissas conhecida ou decididamente verdadeiras. A conclusão também é chamada de idiomática. O processo pelo qual uma conclusão é inferida a partir de múltiplas observações é chamado processo indutivo.

A conclusão pode ser correta , incorreta, correta dentro de um certo grau de precisão, ou correta em certas situações. Conclusões inferidas a partir de observações múltiplas podem ser testadas por observações adicionais.


Exemplo de Inferência



Filósofos gregos definiram uma série de silogismos, corrigir três inferências de peças, que podem ser usados ​​como blocos de construção para o raciocínio mais complexo. Começamos com o mais famoso de todos eles:


Todos os homens são mortais Sócrates é um homem Portanto, Sócrates é mortal.



O leitor pode verificar que as premissas e a conclusão são verdadeiras, mas a lógica segue junto com inferência: a verdade da conclusão segue da verdade das premissas? 




A validade de uma inferência depende da forma da inferência. Isto é, a palavra "válido" não se refere à verdade das premissas ou a conclusão, mas sim a forma da inferência. 




ATENÇÃO!!! ATENÇÃO !!!Uma inferência pode ser válida, mesmo se as partes são falsos, e pode ser nulo, mesmo se as peças são verdadeiras. Mas uma forma válida e com premissas verdadeiras sempre terá uma conclusão verdadeira.


Sinônimos de Inferência

Consequencia,   conclusão,  indução , acabamento, apercebido,   complemento,   confecção,   dedução,   desfecho,   despedida,   epílogo,   fechamento,   fecho,  fim , final, finalização   ilação, proposição,   remate ,  resultado,   sequela,  solução,  teorema,  terminação, termo   tese,   corolário,  efeito ...

Significados de inferência:
             
1. Inferência: Algo que se deduz de uma pesquisa empírica; conclusão teórica, um dos critérios da inferência é a incerteza. O pesquisador não pode ter certeza do que será inferido.

Inferência descritiva: tenta inferir o que aconteceu a partir de fatos.

Inferência causal: porquê - tenta descrever relações através de comparações.

"... pesquisas científicas requerem especialistas que tenham conhecimento do fato e estimem um grau de incerteza em suas inferências". BRADY, Henry E., COLLIER, David. Rethinking Social Inquiry. Tradução livre..

2. Inferência:(do latim inferentia), S.F. - ato ou efeito de inferir, indução, conclusão. Lógica: admissão da verdade de uma proposição, que não é conhecida diretamente, em virtude da ligação dela com outras proposições já admitidas como verdadeiras.

São casos especiais de inferência: o raciocínio, a dedução, a indução: faltam-me elementos para inferir a sua honestidade.


O QUE SÃO FALÁCIAS ?


Na lógica e na retórica, uma falácia é um argumento logicamente inconsistente, sem fundamento, inválido ou falho na capacidade de provar eficazmente o que alega. Argumentos que se destinam à persuasão podem parecer convincentes para grande parte do público apesar de conterem falácias, mas não deixam de ser falsos por causa disso.


Reconhecer as falácias é por vezes difícil. Os argumentos falaciosos podem ter validade emocional, íntima, psicológica, mas não validade lógica. É importante conhecer os tipos de falácia para evitar armadilhas lógicas na própria argumentação e para analisar a argumentação alheia.


É importante observar que o simples fato de alguém cometer uma falácia não invalida toda a sua argumentação.

Ninguém pode dizer: "Li um livro de Rousseau, mas ele cometeu uma falácia, então todo o seu pensamento deve estar errado".


A falácia invalida imediatamente o argumento no qual ela ocorre, o que significa que só esse argumento específico será descartado da argumentação, mas pode haver outros argumentos que tenham sucesso.

Por exemplo, se alguém diz:

"O fogo é quente e sei disso por dois motivos: 1. ele é vermelho; e 2. medi sua temperatura com um termômetro".


Nesse exemplo, foi de fato comprovado que o fogo é quente por meio da premissa 2. A premissa 1 deve ser descartada como falaciosa, mas a argumentação não está de todo destruída.

Tipologia das falácias:

1)- Acidente:

Quando se considera essencial o que é apenas acidental.
Ex.: A maior parte dos políticos é corrupta. Então a política é corrupta.

2)- Inversão do acidente:

Tomar uma exceção como regra.
Ex.: Se deixarmos os doentes terminais usarem heroína, devemos deixar todos usá-la.

3)-Afirmação do consequente:

Essa falácia ocorre quando se tenta construir um argumento condicional que não está nem do modus ponens (afirmação do antecedente) nem do modus tollens (negação do consequente). A sua forma categórica é:
Se A, então B.
B             
Então A.
Ex.: Se há carros, então há poluição. Há poluição. Logo, há carros.
Carros são uma causa para poluição, não a única causa.

4)- Negação do antecedente:

Essa falácia ocorre quando se tenta construir um argumento condicional que não está nem do modus ponens (afirmação do antecedente) nem do modus tollens (negação do consequente). A sua forma categórica é:
Se A, então B.
Não A         
Então não B.
Ex.: Se há carros, então há poluição. Não há carros. Logo, não há poluição.
Carros são uma causa suficiente para poluição, não a única causa.


5)- Anfibologia ou ambiguidade:

Ocorre quando as premissas usadas no argumento são ambíguas devido à má elaboração sintática.
Ex.:
1.         Venceu o Brasil a Argentina.
2.         Ele levou o pai ao médico em seu carro.
Quem venceu? Que carro?

6)- Apelo à autoridade anônima:

Fazer afirmações recorrendo a autoridades sem citar a fonte.
Ex.: Os peritos dizem que a melhor maneira de prevenir uma guerra nuclear é estar preparado para ela.
Que peritos?

7)- Apelo à emoção:

Recorrer à emoção para validar o argumento.
Ex.: Apelo ao júri para que contemple a condição do réu. Um homem sofrido que agora passa pelo transtorno de ser julgado emtribunal.

8)- Apelo à novidade:

Argumentar que o novo é sempre melhor.
Ex.: Na filosofia, Sócrates já está ultrapassado. É melhor Sartre, pois é mais recente.

9)-Apelo à antiguidade ou tradição:

Afirmar que algo é verdadeiro ou bom porque é antigo ou "sempre foi assim".
Ex.: Se o meu avô diz que Garrincha foi melhor que Pelé, deve ser verdade.

10)- Apelo à vaidade:

Provocar a vaidade do oponente para vencê-lo.
Ex.: Não acredito que uma pessoa culta como você acredita nesta teoria.

11)- Apelo ao preconceito:

Associar valores morais a uma pessoa ou coisa para convencer o adversário.
Ex.: Uma pessoa religiosa como você não é capaz de argumentar racionalmente comigo.
A pessoa é estigmatizada.

12)- Apelo ao ridículo:

Ridicularizar um argumento como forma de derrubá-lo.
Ex.: Se a teoria da evolução fosse verdadeira, significaria que o seu tataravô seria um gorila

13)-Apelo à força:

Utilização de algum tipo de privilégio, força, poder ou ameaça para impor a conclusão.
Ex.: Acredite no que eu digo, não se esqueça de quem é que paga o seu salário.

14)- Apelo à consequência:

Considerar uma premissa verdadeira ou falsa conforme sua consequência desejada.
Ex.:
1.         Se Deus existe, então temos direito à vida eterna. Cobiçamos a vida eterna. Então Deus existe.
2.         Se Deus não existe, não precisamos temer punições no pós-vida. Não cobiçamos penas no pós-vida. Então, Deus não existe.
A premissa é válida porque a conclusão nos agrada.
15)- Apelo à riqueza:

Essa falácia é a de acreditar que dinheiro é fator de estar correto. Aqueles mais ricos são os que provavelmente estão certos.
Ex.: O Barão é um homem vivido e conhece como as coisas funcionam. Se ele diz que é bom, há de ser.

16)-Ataque ao argumentador:

Em vez de o argumentador provar a falsidade do enunciado, ele ataca a pessoa que fez o enunciado.[1] [2]
Ex.: Se foi um burguês quem disse isso, certamente é engodo.

17)- Apelo à ignorância:

Tentar provar algo a partir da ignorância quanto à sua validade.
Ex.: Ninguém conseguiu provar que Deus existe, logo ele não existe.
Ou o contrário,
Ex.: Ninguém conseguiu provar que Deus não existe, logo ele existe.

18)- Argumentum ad lapidem:

Desqualificar uma afirmação como absurda, mas sem provas.
Ex.: João, ministro da educação, é acusado de corrupção e defende-se dizendo: 'Esta acusação é um disparate'.
Baseado em quê?

19)- Apelo à pobreza:

Oposto ao ad Crumenam. Essa é a falácia de assumir que, apenas porque alguém é mais pobre, então é mais virtuoso e verdadeiro.
Ex.: Joãozinho é pobre e deve ter sofrido muito na vida. Se ele diz que isso é uma cilada, eu acredito.

20)- Apelo ao medo:

Apelar ao medo para validar o argumento.
Ex.: Vote no candidato tal, pois o candidato adversário vai trazer a ditadura de volta.

21)- Apelo à misericória:

Consiste no recurso à piedade ou a sentimentos relacionados, tais como solidariedade e compaixão, para que a conclusão seja aceita, embora a piedade não esteja relacionada com o assunto ou com a conclusão do argumento. Do argumento ad misericordiam deriva oargumentum ad infantium - "Faça isso pelas crianças". A emoção é usada para persuadir as pessoas a apoiar (ou intimidá-las a rejeitar) um argumento com base na emoção, mais do que em evidências ou razões.

22)- Repetição nauseante:

É a aplicação da repetição constante e a crença incorreta de que, quanto mais se diz algo, mais correto está.
Ex.: Se Joãozinho diz tanto que sua ex-namorada é uma mentirosa, então ela é.

23)- Apelo ao povo ou à maioria:

É a tentativa de ganhar a causa por apelar a uma grande quantidade de pessoas.
Ex.: Inúmeras pessoas acreditam em Deus, portanto Deus existe.

24)- Apelo à temperança:

Recorrer ao meio-termo sem razão.
Ex.: Não temos relógio, mas alguns estão dizendo que são dez horas e outros dizem que são seis horas, então é mais acertado supor que são oito horas.

25)- Apelo à autoridade ou Magister dixit (Meu mestre disse):

Argumentação baseada no apelo a alguma autoridade reconhecida para comprovar a premissa.
Ex.: Se Aristóteles disse isto, então é verdade.


26)- Argumentum verbosium (prova por verbosidade):


Tentativa de esmagar os envolvidos pelo discurso prolixo, apresentando um enorme volume de material. Superficialmente, o argumento parece plausível e bem pesquisado, mas é tão trabalhoso desembaraçar e verificar cada fato comprobatório que pode acabar por ser aceite sem ser contestado.

27)- Bola de neve:

Elaborar uma sucessão de premissas e conclusões que conduzem ao absurdo.
Ex.: Se aprovarmos leis contra as armas automáticas, não demorará muito até aprovarmos leis contra todas as armas e então começaremos a restringir todos os nossos direitos. Acabaremos por viver num estado totalitário. Portanto não devemos banir as armas automáticas.

28)- Bulverismo:

Argumentar partindo do pressuposto de que o oponente já está comprovadamente errado.
Ex.:
1.         Você está dizendo que a Bíblia é correta? Nem vou discutir com você, parei. Sabemos que a ciência comprovadamente explica tudo corretamente.
2.         Se você não acredita que a Bíblia é infalível, já perdeu o argumento, pois é óbvio que ela é.
É egocentrismo ideológico.

29)- Causa complexa:

Supervalorizar uma causa quando há várias, ou um sistema de causas.
Ex.: O acidente não teria ocorrido se não fosse a má localização do arbusto.
Houve muitas outras causas.

30)- Causa diminuta:

Apontar uma causa irrelevante.
Ex.: Fumar causa a poluição do ar em Edmonton.
A causa maior é a poluição industrial e dos automóveis.

31)- Complexo do pombo enxadrista:

Proclamar vitória, dando a entender que venceu a discussão, sem ter conseguido realmente apresentar bons argumentos.

32)- Conclusão irrelevante:

Obter uma conclusão com que nem todos concordam.
Ex.: A lei deve estipular um sistema de cotas nas eleições para que as mulheres possam ocupar mais cargos políticos. Os cargos são dominados por homens e não fazer algo para mudar essa situação é inaceitável. Necessitamos de uma sociedade mais igualitária.


33)- Definição circular:


Definir um termo usando o próprio termo que está sendo definido.
Ex.: A Bíblia é a Palavra de Deus porque ela diz que é.

34)- Definição contraditória:

Definir algo com termos que se contradizem.
Ex.: Para serem livres, submetam-se ao sistema.

35)- Definição muito ampla:

Ex.: Uma maçã é um objeto vermelho e redondo.
Mas o planeta Marte também é vermelho e redondo.

36)- Definição muito restrita:

Ex.: Uma maçã é uma fruta vermelha e brilhosa
Mas há maçãs que não são vermelhas.

37)- Definição obscura:

Definir algo em termos imprecisos ou incompreensíveis.
Ex.: Vida é a borboleta sublime que bate suas asas dentro de nós.

38)- Deus das lacunas:

Responder a questões sem solução com explicações sobrenaturais e/ou que não podem ser comprovadas.
Ex.: Os passageiros do avião sobreviveram porque Deus interveio no acidente.

39)- Dicto simpliciter (regra geral):

Ocorre quando uma regra geral é aplicada a um caso particular onde a regra não deveria ser aplicada.
Ex.: Se você matou alguém, deve ir para a cadeia, ou morrer também.
Não se aplica a certos casos, pois pode ter matado em legítima defesa própria ou de alguém indefeso.

40)- Generalização apressada (falsa indução):

É o oposto do Dicto simpliciter. Ocorre quando uma regra específica é atribuída ao caso genérico.

Ex.: “Minha namorada me traiu descaradamente, logo, as mulheres  são traidoras, descaradas...Ou então: Não existe falsa religião, pois todas religiões nos levam a amar a Deus e ao próximo,portanto, todas as religiões são boas.”

Na primeira generalizou todas as mulheres por baixo, na segunda generalizou todas as religiões por cima, ora o satanismo é uma religião, e o satanismo não é uma religião boa, ou seja, que pregue o bem, o amor a Deus e ao próximo, portanto, nem todas as religiões são boas.


41)- Distorção de fatos:

Mascarar os verdadeiros fatos.
Ex.: O segredo da minha força são os cabelos.
É omissão de informação.

42)- Egocentrismo ideológico, ou de apelo a autoridade :

Realizar um argumento de forma parcial e tendenciosa.
Ex.: O comunismo é o ideal, pois Trotsky disse que...

43)- Ênfase:

Acentuar uma palavra para sugerir o contrário.
Ex.: Hoje o capitão estava sóbrio (sugerindo embriaguês).

44)- Equívoco:


Usar uma afirmação com significado diferente do que seria apropriado ao contexto.
Ex.: Os assassinos de crianças são desumanos. Portanto, os humanos não matam crianças.
Joga-se com os significados das palavras.


45)- Estilo sem substância:


Validar um argumento por sua beleza estética ou pela elegância do argumentador.
Ex.: Trudeau sabe dirigir as massas. Ele deve ter razão.


46)- Evidência anedótica:


Refere-se a uma evidência informal na forma de anedota (conto, episódio, derivado do grego anékdota, significando 'coisas não publicadas'), ou de "ouvir falar". A evidência anedótica é chamada de testemunho.


47)- Explicação incompleta:


Ex.: As pessoas tornam-se esquizofrênicas porque as diferentes partes dos seus cérebros funcionam separadas.Explicação superficial.


48)- Usar classificações para tirar conclusões.

Ex.: A minha gata Elisa gosta de atum porque é uma gata.

49)- Expulsão do Grupo (falácia do escocês):

Fazer uma afirmação sobre uma característica de um grupo e, quando confrontado com um exemplo contrário, afirmar que este exemplo não pertence realmente ao grupo.
Ex.:
- Nenhum escocês coloca açúcar em seu mingau.
- Ora, eu tenho um amigo escocês que faz isso.
- Ah, sim, mas nenhum escocês de verdade coloca.


50)- Falácia da divisão (tomar a parte pelo todo):


Oposto da falácia de composição. Supõe que uma propriedade do todo é aplicada a cada parte.
Ex.: Você deve ser rico, pois estuda em um colégio de ricos.(Ora a pessoa pode ter simplesmente ganhado uma bolsa de estudos).

51)- Falácia de composição (tomar o todo pela parte):
É o fato de concluir que uma propriedade das partes deve ser aplicada ao todo.
Ex.: Todas as peças deste caminhão são leves; logo, o caminhão é leve.


52)- Falácia da pressuposição maliciosa:

Consiste na inclusão de uma pressuposição que não foi previamente esclarecida como verdadeira, ou seja, na falta de uma premissa.
Ex.: Você já parou de bater na sua esposa?
É uma pergunta maliciosa.

53)- Falácia do espantalho:


Consiste em criar ideias reprováveis ou fracas, atribuindo-as à posição oposta.
Ex.:
1.         Penso que deveríamos abolir todas as armas do mundo. Só assim haveria paz verdadeira.
2.         Meu adversário, porém, por ser de um partido de esquerda, é a favor do comunismo radical e quer retirar todas as suas posses, além de ocupar as suas casas com pessoas que você não conhece.
O outro é convertido num monstro, num espantalho.

54)- Falácia nomotética:

Consiste na crença de que uma questão pode ser resolvida simplesmente dando-lhe um novo nome, quando na realidade, a questão permanece sem solução.


55)- Falacia non causae ut causae (falácia da falsa proclamação de vitória ou tratar como prova o que não é prova):


Consiste na declaração de vitória, servindo-se de respostas fracas ou incompletamente respondidas pelo adversário, quando efetivamente os argumentos próprios não provaram logicamente a posição.

56)- Falácias tipo "A" baseado em "B" , ou de conclusão sofismática:


Ocorrem dois fatos. São colocados como similares por serem derivados ou similares a um terceiro fato.
Ex.:
1.         O islamismo é baseado na fé.
2.         O cristianismo é baseado na fé.
3.         Logo, o islamismo é igual ao cristianismo.
É uma falsa aplicação do princípio do silogismo.


57)- Falsa causa:

Afirma que, apenas porque dois eventos ocorreram juntos, eles estão relacionados.

Ex: Nota-se uma maior frequência de erros de português em sala de aula desde o início das redes sociais e o uso do internetês. O advento das redes sociais vem degenerando o uso do português correto.
Falta mostar uma pesquisa que o comprove.

58)- Falsa dicotomia (bifurcação)Também conhecida como falácia do branco e preto ou do falso dilema:

Ocorre quando alguém apresenta uma situação com apenas duas alternativas, quando de fato outras alternativas existem ou podem existir.

Ex.: Se você não é de esquerda então é de direita, portanto não é confiável.


59)- Ignoratio elenchi, ou falácia da conclusão irrelevante:


Consiste em utilizar argumentos que podem ser válidos para chegar a uma conclusão que não tem relação alguma com os argumentos utilizados.


Ex.: Os astronautas do Projeto Apollo eram bem preparados, todos eram excelentes aviadores e tinham boa formação acadêmica e intelectual, além de apresentarem boas condições físicas. Logo, foi um processo natural os EUA ganharem a corrida espacial contra a União Soviética, pois o povo americano é superior ao povo russo.
Só a conclusão é discutível.


60)- Inconsistência confusa:

Construir um raciocínio com premissas contraditórias e confusas.
Ex.: John é maior do que Jake e Jake é maior do que Fred, enquanto Fred é maior do que John. Eu nem sou contra nem a favor, muito pelo contrário.
Qual é maior? E você está de que lado afinal de contas?

61)- Invenção de fatos:


Consiste em mentir ou formular informações imprecisas.
Ex.: A causa da gripe é o baixo consumo de arroz.

62)- Inversão de causa e efeito:

Considerar um efeito como uma causa.
Ex.: A propagação da SIDA foi provocada pela educação sexual.

63)- Inversão do ônus da prova:

Quando o argumentador transfere ao seu opositor a responsabilidade de comprovar o argumento contrário, eximindo-se de provar a base do seu argumento.

Lembrando que o ônus da prova inicial cabe sempre a quem faz a afirmação primária positiva.
Ex.: Dragões existem, porque ninguém conseguiu provar que eles não existem.
No caso acima, o ônus da prova recairá sobre quem fez a afirmação de que dragões existem.

Ex.: Dragões não existem porque ninguém conseguiu provar que eles existem.

Ausência de evidência não significa evidência de ausência, no entanto o ônus da prova permanece subentendido para quem afirma que dragões existem, enquanto não houver a defesa da tese primária positiva.


64)- Indução  por meio de pergunta:

Ex.: Apoias a liberdade e o direito de andar armado?
São duas peguntas numa só.


65)- Plurium interrogationum:

Ocorre quando se exige uma resposta simples a uma questão complexa.
Ex.: O que faremos com esse criminoso? Matar ou torturamos ?
É um falso dilema.


66)- Depois disso, por causa disso:


Consiste em dizer que, pelo simples fato de um evento ter ocorrido logo após o outro, eles têm uma relação de causa e efeito. Porém,correlação não implica causalidade.
Ex.: O Japão rendeu-se logo após a utilização das bombas atômicas por parte dos EUA. Portanto, a paz foi alcançada devido à utilização das armas nucleares.


67)- Red Herring:


Falácia cometida quando material irrelevante é introduzido no assunto discutido para desviar a atenção e chegar a uma conclusão diferente.
Ex.: Será que o palhaço é o assassino? No ano passado, um palhaço matou uma criança.


68)- Redução ao absurdo:


Consiste em averiguar uma hipótese, chegando a um resultado absurdo, para depois tentar invalidar essa hipótese.
É um jogo de raciocínios para tentar fazer o primeiro contraditório.
Ex.:
- Você deveria respeitar a crença do outro porque todas as crenças são de igual validade e não podem ser negadas.

- Eu recuso que todas as crenças sejam de igual validade. De acordo com sua declaração, essa minha crença é válida tanto quanto o satanismo?
O outro caiu em contradição.

69)- Redução ao nazismo:

Invalidar um argumento pela comparação com Hitler ou o nazismo.
Ex.: Hitler acreditava em Deus, então os crentes não devem ser boas pessoas.

70)- Teoria irrefutável:

Informar um argumento com uma hipótese que não pode ser testada.
Ex.: Ganhei na loteria porque estava escrito no livro do destino.

71)- Terceira causa:


Ignorar a existência de uma terceira causa não levada em conta nas premissas.
Ex.: Estamos vivendo uma fase de elevado desemprego, que é provocado por um baixo consumo.
Há uma causa tanto para o desemprego, não necessariamente o baixo consumo.

Sofisma:




Sofisma ou sofismo (do grego antigo σόϕισμα -ατος, derivado de σοϕίξεσϑαι "fazer raciocínios capciosos") em filosofia, é um raciocínio aparentemente válido, mas inconclusivo, pois é contrário às próprias leis. Também são considerados sofismas os raciocínios que partem de premissas verdadeiras ou verossímeis, mas que são concluídos de uma forma inadmissível ou absurda. Por definição, o sofisma tem o objetivo de dissimular uma ilusão de verdade, apresentando-a sob esquemas que aparentam seguir as regras da lógica.


É um conceito que remete à ideia de falácia, sem ser necessariamente um sinônimo.


Historicamente o termo sofista, no primeiro e mais comum significado, é equivalente ao paralogismo matemático, que é uma demonstração aparentemente rigorosa que, todavia, conduz a um resultado nitidamente absurdo.

Atualmente, no uso frequente e do senso comum, sofisma é qualquer raciocínio caviloso ou falso, mas que se apresenta com coerência e que tem por objetivo induzir outros indivíduos ao erro mediante ações de má-fé.


Origens:

A designação de sofista, do grego Σοφιστής(sophistés), substantivação da forma adjetiva e verbal que remete a sophia e a sophos, utilizada para identificar aquele grupo de pensadores, filósofos e letrados da sofística helénica, recolhe em si o polissemantismo bem significativo de uma diversa apreciação dos sofistas.

Por um lado, é neste sentido típico e dominantemente pejorativo que foi dado a Platão como:

 "...um impostor, caçador interessado em jovens ricos, comerciante didático e atleta em combate verbalístico ou erístico, purificador de opiniões, mas também malabarista de argumentos, mais verosímeis do que verdadeiros, mais sedutores do que plausíveis".


O sofista é, neste sentido, menos o filósofo como amigo ou amante do saber do que o «sábio» na acepção não pedagógica de uma descoberta da verdade, mas segundo o modelo da transmissão de um ensinamento e, por conseguinte, segundo a forma tradicional de uma didáskalos, ou seja, de uma didáctica. Para o paradigmático entendimento que Platão faz dos sofistas, tal transmissão dos ensinamentos reduz-se a comércio interesseiro de saberes mnemotécnicos, retóricos e sempre relativos.


As palavras sofista, sofística[1] (do grego antigo: σοφιστής, σοφιστικός; derivada σοφός - "sábio", "instruído"), assumem diferentes significados ao longo da história da filosofia, que merecem ser distinguidos:


Chama-se sofista ou sofístico, um conjunto de pensadores, oradores e professores gregos do século V a.C. (e do início do século seguinte).


Em Platão, seguido da maior parte dos filósofos até aos nossos dias, uma perversão voluntária do raciocínio demonstrativo para fins geralmente imorais.


O desenvolvimento da reflexão e o ensino da retórica, em princípio a partir do século I d.C., na prática a partir do século II, no Império romano.


Exemplo de sofisma: “Todo cavalo raro é caro. Um cavalo barato é raro. Logo; um cavalo caro é barato...”


FONTE: Wikipedia




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Neste Apostolado promovemos a “EVANGELIZAÇÃO ANÔNIMA", pois neste serviço somos apenas o Jumentinho que leva Jesus e sua verdade aos Povos. Portanto toda honra e Glória é para Ele.Cristo disse-nos:Eu sou o caminho, a verdade e a vida e “ NINGUEM” vem ao Pai senão por mim." ( João, 14, 6).Como Católicos,defendemos a verdade, contra os erros que, de fato, são sempre contra Deus.Cristo não tinha opiniões, tinha verdades, a qual confiou a sua Igreja, ( Coluna e sustentáculo da verdade – Conf. I Tim 3,15) que deve zelar por elas até que Cristo volte.Quem nos acusa de falta de caridade mostra sua total ignorância na Bíblia,e de Deus, pois é amor, e quem ama corrige, e a verdade é um exercício da caridade.Este Deus adocicado,meloso,ingênuo, e sentimentalóide,é invenção dos homens tementes da verdade, não é o Deus revelado por seu filho: Jesus Cristo.Por fim: “Não se opor ao erro é aprová-lo, não defender a verdade é nega-la” - ( Sto. Tomáz de Aquino)

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