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Quem são os VICENTINOS ?

Written By Beraká - o blog da família on quarta-feira, 7 de setembro de 2011 | 01:06


Quem são os vicentinos?
Retorno as origens da Sociedade de São Vicente de Paulo.


Intenções primeiras, intenções de sempre
 


Em 1833, em Paris, Antônio Frederico Ozanam, então estudante com 20 anos de idade, e alguns jovens amigos sentiram com Emanuel Bailly, o mais idoso, a inspiração de se unirem para o serviço aos pobres, da maneira mais humilde e discreta, no âmbito de sua vida familiar e profissional dos leigos. 

Fundadores da SSVP - Da esquerda para a direita (Foto acima):

1)-Augusto Le Taillandier (1811-1886)
2)-E. J. Baylli (1793-1861)
3)-François Lallier (1814-1886)
4)-Antônio Frederico Ozanam (1813-1853)
5)-Jules Devaux (1811-1880)

6)- Paul Lamache (1810-1892)
7)-Félix Clavé (1811-1853)


Sentiam, primeiramente, a necessidade de dar testemunho de sua fé cristã, mais por atos que com palavras. Consideravam como seus irmãos, os infelizes, quaisquer que fossem eles e a espécie de seu sofrimento. Neles viam o Cristo sofredor. Amavam-nos como homens confrontados com o mundo e suas misérias, e também a dignidade daqueles aos quais, em primeiro lugar, é dado o Reino de Deus. 


Desde que entraram em contato pessoal com os pobres, perceberam que a caridade é inseparável das exigências da justiça. Assim, reivindicaram-na para os pobres.

Mas, se nem sempre é possível obter justiça aqui na Terra, quiseram fazer, ao menos, o que dependia dos próprios, simples estudantes: dar, pessoalmente, aquilo que o mais pobre pode dar, a partilha do seu tempo, de seus modestos recursos, de sua presença, de seu diálogo, e tudo o que pode ser feito para tentar ajudar eficazmente. Partindo daí, pareceu-lhes que para compreender os pobres é preciso primeiramente ser pobre com eles. 


Assim vivida, aquela que ia tornar-se a Sociedade de São Vicente de Paulo, não podia senão chamá-.los ao aprofundamento de sua vida espiritual. 
Viver em contato pessoal com os que sofrem, viver unidos em comum e com tal espírito, é a própria essência, o caráter original da Sociedade de São Vicente de Paulo. Para a época e da parte de leigos, a iniciativa de Ozanam e seus amigos exprime uma antecipação profética. Aspiravam nas próprias fontes da Palavra de Deus e da tradição cristã. 


Enraizamento da Sociedade de São Vicente de Paulo na mensagem evangélica 


Basta reler o Evangelho para encontrar a inspiração que animou a Sociedade de São Vicente de Paulo desde sua fundação.

Em resumo: o Reino de Deus já está aí: os pobres, os pequenos aí estao e aí tem sido chamados os primeiros (Lc 6,20; Mt 5,3; Lc 18,15ss; 16,19-31).

O Reino de Deus é o mandamento do amor, o coração da mensagem evangélica (Mt 22,34-40; Mc 12,28-33; Jo 13,34s).

O testamento do Cristo é o amor fraterno vivido conjuntamente através do amor de Deus, e ele começa pelo serviço ao próximo (Jo 15,12-14). A caridade é universal e recíproca: os pobres servem os pobres, e também fazem esmola e seu testemunho é mais alto (Mc 12,41-44).

O serviço aos pobres é o serviço ao próprio Cristo (Mt 25,34-36), esses pobres com os quais seremos sempre confrontados (Mt 26,11) e a quem nós serviremos com amor e justiça (Mt 23,23). Na vida de pobreza - quer dizer, de partilha -- encontra-se a verdadeira fecundidade de nossa vida, de homens, assim como de cristãos (Lc 12,22-32). 

A história da cristandade ilustra a preocupaçao com a dignidade e com o serviço aos pobres: percebe-se, na obra universitária e literária de Ozanam, o lugar ocupado pelo testemunho de pobreza vivida com os pobres por São Francisco de Assis e o exemplo de incansável devotamento e de eficiência de São Vicente de Paulo, escolhido como patrono da Sociedade nascente.



A Sociedade de São Vicente de Paulo - conhecida pelas iniciais SSVP, é uma organização e um movimento católico internacional de leigos, muito conceituada, com 176 anos de funcionamento foi fundada em Paris, França, no ano de 1833, por Antônio Frederico Ozanam (na época com 20 anos de idade) e alguns companheiros. Organizada sob forma de Federação Internacional, é acreditada junto à Santa Sé e à ONU como instituição que se dedica ao serviço voluntário de promoção humana e assistência social nos 145 países em que atua através de seus 1.000.000 de membros colaboradores (vicentinos e vicentinas).


No Brasil a data em que se considera a implantação oficial da Sociedade de São Vicente de Paulo no Brasil é 16.11.1872, data da agregação da Conferência São José do Rio da Janeiro.

Nos locais em que atuam, os vicentinos prestam assistência voluntária e absolutamente gratuita através de visitas domiciliares semanais a mais de 150 mil famílias carentes (cerca de 600 mil pessoas), sobretudo idosos, doentes, viúvos e desamparados.

Nessas visitas semanais, distribui 900 mil quilos de suprimentos (em média 6 kg/semana por família) e encaminha providências para as necessidades de atendimento médico-hospitalar, de orientação cívica e religiosa, de cursos profissionalizantes e de construção de moradias para essas pessoas carentes.

A SSVP não discrimina ninguém. Ajuda a todos que dela necessitam sem distinção de raça, cor, posição social e credo político ou religioso. Nenhuma forma de ajuda ou obra de caridade é estranha ao trabalho da SSVP, que mantém ainda o funcionamento de 580 asilos e 41 hospitais públicos (Santas Casas) localizados em diversos estados da federação.


A voluntariedade, a seriedade e o espírito de doação e partilha situaram a SSVP no rol das entidades mais respeitadas e reconhecidas no campo da promoção humana e assistência social em todo o mundo.

A natureza da Sociedade de São Vicente de Paulo - Colocada sob o patrocínio de São Vicente de Paulo, inspira-se no pensamento e na obra deste Santo, esforçando-se, impelida por um profundo sentimento de justiça e de caridade, para aliviar os sofrimentos do próximo, mediante o trabalho coordenado de seus membros.

Fiel a seus fundadores, tem a preocupação de renovar-se constantemente e adaptar-se às condições mutáveis do mundo. De caráter católico, está aberta a quantos desejam viver sua fé no amor e no serviço a seus irmãos.

A unidade da SSVP no mundo é representada por sua REGRA (Regulamento) e busca sempre em sua ação um trabalho de maior contato e aproximação com a Igreja, através do Clero.

Nenhuma obra de caridade é estranha à SSVP. Sua ação compreende qualquer forma de ajuda, por contato pessoal, no sentido de aliviar o sofrimento e promover a dignidade e a integridade do homem.

A SSVP não somente procura aliviar a miséria, mas também descobrir e remediar as situações que a geram. Leva sua ajuda a quantos dela precisam, independentemente de raça, cor, nacionalidade, credo político ou religioso e posição social: daí a existência das chamadas Obras Unidas (asilos, creches, orfanatos, abrigos para migrantes, hospitais, centros sociais comunitários, dispensários etc.).

Os membros da SSVP, confrades e consócias (ou simplesmente Vicentinos), são unidos entre si pelo espírito de pobreza e de partilha. Formam, no mundo inteiro, com aqueles a quem prestam auxílio, uma só família, buscando contato com todos os demais movimentos e organizações inspirados em São Vicente de Paulo: a FAMÍLIA VICENTINA.

Os vicentinos procuram, pela oração, pela meditação da Sagrada Escritura e pela fidelidade aos ensinamentos da Igreja, ser testemunhas do amor a Cristo, em suas relações com os mais desprovidos, bem como, nos diversos aspectos da vida.

O vicentino insiste na promoção integral do assistido, orientando-o no plano material, mas muito mais no plano espiritual, para levá-lo à participação no Reino de Deus.

Assim sendo, os vicentinos sempre buscam orientações e atualizando-se nas modernas maneiras de assistir os homens de nossos dias em suas misérias.

As Conferência Vicentinas e sua Sistemática Operacional - As Conferências Vicentinas são grupos de pessoas, formadas, de no máximo, 15 (quinze) membros para dar maior agilidade e organização à assistência às famílias, que têm sua sede preferencialmente em uma paróquia católica.

Sua sistemática de operação é simples: reuniões e visitas semanais às famílias assistidas. Tudo em um clima fraterno de disponibilidade, humildade, simplicidade, zelo, afeto e espiritualidade.

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Neste Apostolado promovemos a “EVANGELIZAÇÃO ANÔNIMA", pois neste serviço somos apenas o Jumentinho que leva Jesus e sua verdade aos Povos. Portanto toda honra e Glória é para Ele.Cristo disse-nos:Eu sou o caminho, a verdade e a vida e “ NINGUEM” vem ao Pai senão por mim." ( João, 14, 6).Como Católicos,defendemos a verdade, contra os erros que, de fato, são sempre contra Deus.Cristo não tinha opiniões, tinha verdades, a qual confiou a sua Igreja, ( Coluna e sustentáculo da verdade – Conf. I Tim 3,15) que deve zelar por elas até que Cristo volte.Quem nos acusa de falta de caridade mostra sua total ignorância na Bíblia,e de Deus, pois é amor, e quem ama corrige, e a verdade é um exercício da caridade.Este Deus adocicado,meloso,ingênuo, e sentimentalóide,é invenção dos homens tementes da verdade, não é o Deus revelado por seu filho: Jesus Cristo.Por fim: “Não se opor ao erro é aprová-lo, não defender a verdade é nega-la” - ( Sto. Tomáz de Aquino)

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