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A EXISTÊNCIA E AÇÃO DO DEMÔNIO NA VISÃO DE TRÊS ESPECIALISTAS: Pe. Oscar Quevêdo - Dom Estêvão Bittencurt e Orlando Fedelli

Written By Beraká - o blog da família on segunda-feira, 20 de junho de 2011 | 22:41


Pe. Quevedo




Dogma e Possessão


(Por Oscar G. Quevedo S.J.)


A Intervenção Demoníaca

Nem teológica e nem cientificamente se poderá jamais demonstrar validamente uma possessão, uma intervenção ou um "milagre" do demônio. Tudo o que na ordem natural tem-se atribuído ao demônio (possessões, íncubos ou súcubus, aparições do demônio, casas ou lugares "mal-assombrados", feitiços, doenças, etc) tem explicação completamente natural e não se encaixam de maneira nenhuma numa ação demoníaca.


Dogma de Fé ?

Isto só indiretamente pertence à Parapsicologia. Mas a parapsicologia, para não ser manca, deve ter em conta outros ramos do saber, e concretamente, a Teologia. A existência (não a atuação) do demônio é tema exclusivamente teológico. A ciência não pode afirmar nem negar.E a Sagrada Escritura, à luz e acompanhada pela Tradição judaico-cristã, assim como pelo Magistério Eclesiástico, constitue uma base suficientemente firme para que o judeu, o cristão e o católico possam acreditar na existência (não a atuação) dos demônios.Mas não é lícito qualificar de herege a quem negue a existência dos demônios. Nem herege do judaísmo, nem herege do cristianismo e nem herege do catolicismo.Objetam que Cristo, nos Evangelhos e a Bíblia em geral falam muitas vezes dos demônios. É de fato, esse, o principal argumento em que se fundamenta a Teologia; e sem esta base, perderia muitíssimo do seu valor, a Tradição da existência do demônio. 



Mas será esta mesma a intenção de Cristo, afirmar a existência do demônio tal como a Tradição e o Magistério Eclesiástico o entendem?



Os judeus e protestantes deixam muita liberdade na interpretação. Para os católicos, a interpretação autêntica (isto é, autorizada) da Bíblia pertence à Tradição.Ora, a Tradição para ser infalível (dogma) segundo os católicos, tem que ser clara, universal, entre todos os católicos (Igreja), constante e ininterrupta desde as origens do Cristianismo.Por sua vez, como porta-vozes e intérpretes autênticos dessa Tradição, estão os Concílios e o Magistério da Hierarquia Eclesiástica. Mas nem tudo quanto afirmam os Concílios ou os pronunciamentos da Hierarquia da Igreja é definitivo(Ex-catedra).



Para que um Concílio seja infalível deve ser ecumênico (da Igreja Universal com o Papa); deve pretender definir com toda sua autoridade recebida de Cristo e diretamente aquela proposição. O mesmo se dá com a suprema autoridade eclesiástica da Igreja, o papa ("ex-cátedra").Isto suposto, o que eu sempre afirmei e afirmo é que não existe definição papal ex-cátedra ou de algum Concílio Ecumênico claramente pretendida e direta, a respeito da existência dos demônios (com respeito a possessões, intervenções, etc, certamente não há nenhum dogma).



No texto do Concílio Lateranense IV, não há certeza nenhuma de que se pretenda dar alguma definição sobre a existência dos demônios. No texto Conciliar ("Os diabos foram criados por Deus bons por natureza; eles, porém, fizeram-se maus pelo pecado") é realmente muito mais provável que se pretendesse condenar a teoria de que Deus fosse responsável pela criação de seres maus por natureza, como alguns pretendiam acerca dos demônios: tudo o que Deus criou é bom; se alguém se torna mau é tão somente pelo uso indevido de sua liberdade.Afirmar que com esse texto clara e diretamente se pretenda definir a existência do demônio, é no mínimo, discutível.Portanto não é certo qualificar de herege a quem negar a existência dos demônios.



Grandes teólogos negaram a possibilidade da possessão demoníaca. E o exorcismo não é uma lei disciplinar universal da Igreja. A bula que o proclamou tem apenas um sentido de exortação e não o obriga dogmaticamente em termos de fé, nem sequer como ordem disciplinar universal. Ela foi publicada no tempo das bruxarias e das superstições, quando a ciência não tinha condições de interpretar fatos de fundo parapsicológico e os atribuia ao diabo. A possessão de uma pessoa pelo demônio é filosoficamente e psicológicamente impossível. É impossível que o corpo seja animado por outro espírito que não seja a alma. Mesmo o diabo existindo é heresia acreditar que ele possa fazer milagres. Todos os teólogos afirmam que o milagre é exclusivo de Deus: Não se pode deturpar Sua "assinatura". A Bíblia também afirma que ninguém pode ser tentado acima de suas forças.



Nunca vi uma pessoa emocionalmente equilibrada ficar possuída pelo "demônio". Só os histéricos, epilépticos e outros doentes acreditam estar possuídos. As mulheres parecem acreditar mais que os homens, e a puberdade é a idade mais vulnerável a essas ilusões. Trata-se sempre de distúrbios psicofisiológicos.É a ciência, e não a Igreja que cabe dizer, se um fato pertence ou não, aos fenômenos naturais deste mundo.



FONTE: http://oepnet.sites.uol.com.br/boletim_de_parapsicologia40.htm



Sobre a existência do demônio

 

 

 


Revista: “PERGUNTE E RESPONDEREMOS”

Autor: Estevão Bettencourt, Osb.,

Nº 191 - Ano 1975, Pág. 490.


Em síntese: Dadas as recentes hesitações de pensadores sobre a existência e a ação do demônio, a Sagrada Congregação para a Doutrina da Fé pediu a um de seus peritos estudasse o assunto; donde resultou um documento publicado no jornal “L’Osservatore Romano” de 4/07/75 (ed. Francesa) pp. 5-8.







O autor, examinando o texto do Novo Testamento, observa que os judeus não tinham crença definida a respeito da existência do demônio (os fariseus a admitiam, ao passo que os saduceus a negavam); por conseguinte, não se deveria dizer que Jesus, ao afirmar claramente no Evangelho a realidade e a ação do Maligno, se tenha adaptado à mentalidade dos judeus. Cristo era assaz independente em relação a esta; veja, por exemplo, o sermão da montanha (Mt 5-7).


Passando à Tradição cristã, o autor se detém principalmente sobre o texto do Concílio Ecumênico do Latrão IV (1215), evidenciando que se trata de uma profissão oficial de fé, e não de uma declaração disciplinar ou reformável da Igreja.


De resto, o Concílio do Vaticano II, nas Constituições “Lumen Gentium” e “Gaudium et Spes”, reiterou a crença na existência e na ação de Satanás.Se hoje em dia a Igreja, fazendo eco à constante Tradição, reafirma a realidade do Maligno, Ela não o faz para restaurar filósofos dualistas ou crendices e teses de magia, nem para isentar o homem de suas responsabilidades. Apenas tenciona ser fiel ao Evangelho e lembrar ao homem, fascinado pela técnica contemporânea, que nem tudo se explica natural e cientificamente; há, sim, o mistério da iniqüidade, ao qual nenhum ser humano sucumbe se não o quer, pois foi libertado por Cristo, que venceu o Príncipe deste mundo.


 



Comentário: O jornal “L”Osservatore Romano”, em sua edição francesa de 4/07/1975, publicou um estudo elaborado por perito em nome da S. Congregação para a Doutrina da Fé (Roma) a respeito da existência do demônio. A mencionada S. Congregação “recomenda vivamente esse estudo como base segura para reafirmar a doutrina do Magistério sobre o tema “Fé cristã e demonologia” (1. c., p. 5).


“Verdade é que a existência e a ação do demônio no mundo não constituem artigos centrais ou principais da doutrina de fé católica. “




Esta se volta, antes do mais, para Deus e a riqueza de sua vida, Jesus Cristo, a S. Igreja, os sacramentos e sua eficácia santificadora, e a vida eterna. Trata-se de uma Boa-Nova, que eleva e regozija os homens. Todavia em 1973 e 1974 o romance e o filme “O Exorcista” puseram em foco o demônio suscitando questões bíblicas, teológicas, filosóficas, psicológicas relacionadas com o assunto. Eis por que a Santa Sé houve por bem mandar elaborar a interessante pesquisa publicada oficialmente no “L’Osservatore Romano”. Eis também por que nos parece oportuno comunicar aos nossos leitores, em termos sucintos, o conteúdo desse amplo estudo.






1. O problema


A existência do demônio, constantemente afirmada pela Igreja através dos séculos, hoje em dia tem sido discutida.




Há os que, estudando as Escrituras Sagradas, não ousam afirmar ou negar algo a respeito, ao passo que outros rejeitam explicitamente a realidade do demônio.Em particular, há quem afirme que as palavras de Jesus, em caso algum, são suficientes para assegurar a existência dos anjos maus. O que os Evangelhos atribuem a Jesus sobre o assunto, não proviria de Jesus Cristo mesmo, mas de escritos judaicos anteriores ou de idéias de cristãos posteriores a Cristo.Outros estudiosos reconhecem o peso das afirmações bíblicas concernentes ao demônio, mas julgam ser inaceitáveis aos homens de hoje, mesmo aos cristãos. Por conseguinte, rejeitam-nas.





 


Outra corrente assevera que a noção de Satã, qualquer que seja a sua origem, perdeu hoje a sua importância. Quem a queira hoje propor, cai em descrédito.Há ainda aqueles para os quais os nomes de Satã e diabo são meras reminiscências míticas, que significam de maneira dramática a ação do mal e do pecado sobre o gênero humano. Procure-se outra maneira - dizem - de incutir aos cristãos o dever de lutar contra as expressões do mal no mundo.



 


Tais teses, difundidas com aparato de erudição em revistas e dicionários de teologia, vêm perturbando os cristãos. Enquanto uns se sentem inseguros e vacilantes, os outros as rejeitam e, perplexos, interrogam a que ponto chegará o processo de “desmitização” empreendido em nome de certa corrente de filosofia e hermenêutica.A fim de elucidar a questão, o estudioso começa por examinar os textos do Novo Testamento.


 

2. O testemunho do Novo Testamento



2.1. Observação preliminar


Seria precipitado afirmar que Jesus, ao falar do demônio, se tenha simplesmente adaptado à mentalidade dos judeus contemporâneos. Estes, na verdade, divergiam entre si sobre esse assunto.
Enquanto os fariseus admitiam os anjos e demônios, os saduceus recusavam a realidade dos mesmos; cf. At 23, 8. Donde se vê que não se deveria crer facilmente que Jesus ao expulsar os demônios, e os escritores do Novo Testamento, ao relatarem tal fato, estavam simplesmente adotando concepções e práticas do seu tempo. 







Embora Jesus compartilhasse a cultura da sua época, ultrapassava-a como Deus e, quando necessário, mostrava-se independente em relação à mesma; tenha-se em vista, por exemplo, o sermão da montanha (Mt 5-7), em que o Senhor desconcerta os seus ouvintes, propondo uma “justiça melhor” do que a dos fariseus e escribas.Mais: se Jesus se tivesse acomodado a crendices de correntes judaicas antigas sem as abonar interiormente, teria traído a sua missão e o seu ser divino. Ele veio para dar testemunho da verdade, como o afirma em Jo 18,37.




 

2.2. O testemunho do próprio Cristo


a)- Jesus iniciou o seu ministério público aceitando ser tentado pelo demônio; cf. Mt 4,111; Mc 1,12s; Lc 4,1-13.


b)- Logo no sermão da montanha (Mt 5-7), quis que os seus discípulos se acautelassem contra o Maligno; cf. Mt 5,37. No final do “Pai Nosso”, aparece a cláusula “Mas livrai-nos do poneróu”, onde a palavra poneróu tem sido - e até hoje é - entendida como alusão ao Maligno; cf. Mt 6,13 e comentários (tanto modernos como antigos) do “Pai Nosso”.


c)- Em suas parábolas, Jesus atribuiu a Satã os obstáculos encontrados pela pregação da Palavra de Deus, assim como o joio disseminado no campo de trigo; cf. Mt 13,18. 28. 38s. O pecado significa “fazer as obras do diabo”, que é homicida e mentiroso desde o início e ao qual se filia o pecador (cf. Jo 8,44).



d)- Aproximando-se a Paixão, Cristo declarou a Simão Pedro que Satanás pedira os apóstolos para os joeirar, mas Ele, o Senhor, intercedera por Pedro, a fim de que a fé deste não desfalecesse; cf. Lc 22, 31.



e)- Ao deixar o cenáculo, o Senhor afirmou que a vinda do “Príncipe deste mundo” era iminente; sabia, porém, que este já se achava condenado; cf. Jo 14, 30; 16, 11. Como que para testemunhar esta verdade em termos sensíveis, Jesus expulsava os demônios dos possessos; estas curas de endemoninhados esclareciam o sentido da missão do Senhor, como Ele mesmo declarava: “Se é pelo Espírito de Deus expulso os demônios, chegou ate vós o Reino de Deus” (Mt 12,28).


f)- A esta altura, comenta o autor do estudo citado:“Estes fatos e estas declarações , não são o resultado do acaso.”Não é possível tratá-los como dados fabulosos que deveríamos desmitizar. Se não, teríamos de admitir que nessas horas críticas a consciência de Jesus (cuja lucidez e autodomínio perante os juízes são atestados pelos Evangelhos) era vítima de fantasias ilusórias e que a sua palavra carecia de firmeza.




g)- Ora isto contradiria às impressões colhidas pelos primeiros ouvintes e pelos atuais leitores dos Evangelhos. Por conseguinte, impõe-se a conclusão: “Satã, que Jesus enfrentou nos seus exorcismos,que Jesus encontrou no deserto e na sua Paixão, não pode ser o simples produto da faculdade humana de forjar e projetar fábulas, nem é o resquício aberrante de uma linguagem de cultura primitiva” (art. Citado, p. 5, colunas 3 e 4).




 

2.3. Os demais escritos do Novo Testamento


 


Nas cartas paulinas, Satã aparece como “o deus deste mundo” (2 Cor 4,4). Age na história através do que o apóstolo chama “o mistério da iniqüidade” (2Ts 2,7); exerce também a sua influência mediante a incredulidade que recusa o Senhor Jesus (2Cor 4,4),mediante a aberração dos ídolos (1Cor 10,19s ; Rm 1,21s), a sedução dos erros que ameaçam a fidelidade da Igreja ao Cristo, seu esposo (2Cor 11,3).


 


Quanto ao Apocalipse, é o livro em que por excelência o leitor depreende o sentido da história: esta vem a ser o grande embate entre o Senhor Jesus e Satã, terminando com a vitória do Cristo ressuscitado; leve-se em conta principalmente o capítulo 12 desse escrito, em que os nomes e símbolos do adversário são elucidados.Após a análise dos textos bíblicos, o documento em foco considera os testemunhos da Tradição e do Magistério da Igreja. É o que passamos a transmitir em síntese.




 

3. Os testemunhos da Tradição


 


Os antigos escritores da Igreja, desde o século II, professaram a convicção, incutida pela Bíblia, de que o demônio é o adversário da obra de cristo e do gênero humano.Os escritores que elucidaram o desígnio de Deus sobre a história, puseram em foco a ação do Maligno; muito especialmente o fizeram S. Ireneu (+ 202 aproximadamente), Tertuliano (+ após 220), que refutaram o dualismo gnóstico e o marcionismo.




Para S. Ireneu, por exemplo, o diabo é um anjo decaído, que Cristo quis enfrentar desde o início do seu ministério; assumiu assim a luta que aos homens competia e compete travar (Adv. Haer. V, 21,2; 24,3).Pode-se mesmo dizer que quase não há escritor antigo que não se tenha referido ao demônio, afirmando a sua ação no mundo.

 



No século V, S. Agostinho (+ 430) apresentou a visão das duas cidades: A de Deus e a do diabo , que tiveram origem no instante em que os anjos maus se declararam infiéis ao Senhor (“De Civitate Dei” XI, 9). A sociedade dos homens que pecam, parecia-lhe ser o “corpo místico” do diabo (“De Genesi ad litteram” XI, 24, 31) - imagem esta que ocorre mais tarde nos “Moralia in Job” de S; Gregório Magno (+ 604).


Em suma, a doutrina dos Padres ou escritores antigos da Igreja fez eco fiel às diretrizes do Novo Testamento.


 

4. O Magistério


No decorrer dos seus quase vinte séculos de história, o Magistério da Igreja poucas vezes se pronunciou sobre o demônio em termos dogmáticos. A razão disto é que tais pronunciamentos supõem sempre especial ocasião (o surto de alguma heresia, uma controvérsia...).



Ora em duas fases houve, de fato, motivo para que a Igreja proferisse explicitamente a sua doutrina sobre o demônio:



A primeira ocorreu no século VI (563 ou 566), quando o Maniqueísmo e o Priscilianismo ensejaram uma afirmação solene do Concílio regional de Braga I (Portugal).



A segunda se deu no século XIII (1215), quando o Concílio ecumênico do Latrão IV se opôs ao novo surto de Maniqueísmo encabeçado pelos cátaros ou albigenses.


 



O Concílio de Braga I, retomando os ensinamentos dos mestres dos séculos anteriores (principalmente os de S. Leão Magno, + 461), assim se exprimia no seu cânon 7:


“Se alguém disser que o Diabo não foi primeiramente um anjo bom feito por Deus e que a sua natureza não foi a obra de Deus; se, ao contrário, afirma que o diabo saiu do caos e das trevas e que não tem autor do seu ser, mas é ele mesmo o princípio e a substância do Mal, como disseram Maniqueu e Prisciliano, seja anátema” (Denzinger-Schönmetzer, “Enquirídio” nº 457 [237]).


 



O Concílio não tinha necessidade de afirmar a existência do demônio, pois esta não era controvertida então; mas, supondo-a, professou que o demônio é uma criatura de Deus inicialmente boa; a sua perversão há de ser explicada por abuso da liberdade de arbítrio desse anjo infiel a Deus.No século XI o surto do Catarismo ou dos Cátaros, também ditos “Albigenses”, que reavivavam o maniqueísmo, provocou outra Declaração do Magistério da Igreja, desta vez reunido no Concílio ecumênico do Latrão IV (1215). Eis o teor do documento então redigido:


“Cremos firmemente e professamos simplesmente: Um Princípio único do universo, Criador de todas as coisas visíveis e invisíveis, espirituais e corporais: por sua onipotência, desde o começo do tempo, Ele criou do nada uma e outra criatura - a espiritual e a corporal , a saber: os anjos e o mundo. A seguir, criou o homem, que se constitui de uma e de outra, pois é composto de espírito e corpo. Pois o diabo e os outros demônios foram criados por Deus naturalmente bons, mas por si mesmos tornaram-se maus. Quanto ao homem, pecou por instigação do diabo” (Denzinger-Schönmetzer, “Enquirídio” 800 [428]).


 



O problema ao qual esta declaração devia responder em sua época, era, como foi dito, o do dualismo. Com efeito, os hereges julgavam haver um princípio subsistente do mal oposto a Deus, que seria o princípio do bem. Em vista disto é que o Concílio declara haver um só Criador, ao qual se reduzem até mesmos os anjos maus; estes, embora bons por natureza, se perverteram por abuso de sua liberdade. Assim o Concílio não define explicitamente a existência dos demônios, mas supõe-na aceita e indiscutida; apenas se interessa por explicá-la,o que equivale implicitamente a uma afirmação da existência dos anjos maus.



 


O Concílio não diz quantos são nem como pecaram nem qual o alcance da sua ação entre os homens, pois estas questões ficavam fora do questionamento levantado pelos Cátaros. A afirmação do Concílio do Latrão IV é de importância capital; não tem valor disciplinar apenas, mas seu estilo é o de uma solene profissão, que exprime estritamente a fé da Igreja oficial e universal. Os procedentes desta formulação dogmática se encontram esparsos por toda a Tradição cristã (escritores e Concílio), que o recente documento da S. Congregação para a Doutrina da Fé passa em revista, minuciosa e exaustivamente.


 

O mesmo estudo cita ainda os Concílios ecumênicos de Florença (1439-1445) e Trento (1545-1563), que se pronunciaram em consonância com o do Latrão IV. E finalmente lembra que também o Concílio do Vaticano II professou a existência e a ação do demônio, chegando mesmo a referir-se aos milagres e exorcismos praticados por Jesus como sendo sinais de que o Reino de Deus chegara sobre a terra:







 



“Uma luta árdua contra o poder das trevas perpassa a história universal da humanidade, iniciada desde a origem do mundo, vai durar até o último dia, segundo as palavras do Senhor (cf. Mt 24,13; 13,24-30. 36-43). Inserido nesta batalha, o homem deve lutar sempre para aderir ao bem; não consegue alcançar a unidade interior senão com grandes labutas e o auxílio da graça de Deus” (Const. “Gaudium et Spes” nº 37).


 


“O mistério da Santa Igreja manifesta-se na sua própria fundação. Pois o Senhor Jesus iniciou sua Igreja pregando a Boa-Nova, isto é, o advento do Reino de Deus prometido nas Escrituras havia séculos... Este Reino manifesta-se lucidamente aos homens na palavra, nas obras e na presença de Cristo. Pois a palavra do Senhor é comparada à semente semeada no campo (Mc 4,14): os que a ouvem com fé e são contados no número da pequena grei de Cristo (Lc 12,32), receberam o próprio Reino: depois, por sua própria força e semente germina e cresce até o tempo da messe (cf. Mc 4,26-29). Também os milagres de Jesus comprovam que o Reino já chegou à terra: “Se expulso os demônios pelo dedo de Deus, certamente é chegado a vós o Reino de Deus” (Lc 11,20; cf. Mt 12,28). Sobretudo, porém, o Reino é manifestado na própria pessoa de Cristo. Filho de Deus e Filho do homem, que veio “para servir e dar a sua vida em redenção por muitos” (Mc 10,45)” (Const. “Lúmen Gentium” nº 5).


Podem-se citar ainda as Constituições “Lúmen Gentium” 35a. 48d, “Gaudium et Spes” 37b e o decreto “Ad gentes” 3.14.Examinemos ainda outro documentário da teologia da Igreja.

 

5. O testemunho da Liturgia


 



Os textos (orações, hinos, invocações) utilizados no culto divino ou na Liturgia são expressões da fé oficial da Igreja ou do povo de Deus. Eis porque interessa averiguar o testemunho dos mesmos no tocante ao demônio:


A Liturgia oriental é, sem dúvida, exuberante em suas alusões a Satanás e à ação diabólica entre os homens. A Liturgia latina, que também era rica em tais menções, passou ultimamente por reformas, que a simplificaram.Assim já não se confere habitualmente o ministério do exorcismo (poder de expulsar os demônios), que antes da reforma constituía uma Ordem menor. Apenas em casos esporádicos é facultado aos bispos pedir à Santa Sé a ordenação de exorcistas para as dioceses respectivas. Isto, porém, não quer dizer que os sacerdotes não possam ou não devam praticar o exorcismo, desde que as circunstâncias o indiquem. Todavia a reforma litúrgica neste ponto manifesta que a Igreja não atribui aos exorcismos a importância que eles tinham nos primeiros séculos.


 


No rito de batismo de crianças os vários exorcismos não foram de todo supressos, como se tem dito, mas, sim, substituídos por uma única fórmula de exorcismo (“oratio exorcismi”), que antecede a unção pré-batismal. Esta prece não significa que a Igreja julgue serem as criancinhas possessas do demônio; mas Ela crê que, antes do Batismo, todo ser humano (adulto ou criança) traz em si a marca do pecado e da ação de Satanás.No ritual de iniciação cristã dos adultos, também se registram modificações. O demônio não é interpelado com a veemência de outrora. Todavia não faltam aí preces de exorcismo “maiores” e “menores” disseminadas por toda a extensão do catecumenato, sendo que algumas dessas preces foram aí introduzidas precisamente pela reforma litúrgica.


 


No novo rito de Unção dos Enfermos, pede o sacerdote que o paciente “seja livre de todo pecado e tentação”. O óleo santo é considerado “proteção do corpo, da alma e do espírito”. As preces de encomendação dos agonizantes pedem a Cristo, queira receber o moribundo entre as suas ovelhas e os seus eleitos; não mencionam demônio nem inferno, a fim de evitar traumatismos desnecessários, mas aludem discretamente ao mistério da iniqüidade como a fé da Igreja sempre o entendeu.Deve-se ainda referir que na Liturgia de vários domingos do ano a Igreja lê seções do Evangelho que narram a ação do demônio e a luta de Jesus contra o mesmo; assim, por exemplo, no primeiro domingo da Quaresma ocorre sempre o episódio das tentações de Jesus.Vê-se, pois, que também através da Liturgia se depreende o pensamento da Igreja relativo à existência e à sanha do demônio neste mundo.Resta agora, deste breve percurso de dados, tirar uma...


6. Conclusão:


 

Não há dúvida de que a Igreja tenciona hoje reafirmar, como sempre fez, a realidade do Maligno e dos anjos maus que o seguiram. A Igreja, com isto, não deseja, em absoluto, restaurar a mentalidade dualista ou maniquéia de épocas passadas proposto pelas Escrituras, pelo próprio Cristo e por toda a Tradição cristã. É questão de fidelidade da Igreja ao Evangelho e às suas exigências. Tenham-se em vista as palavras de Paulo VI proferidas aos 15/XI/72:


 


“Afasta-se do quadro do ensinamento bíblico e da Igreja aquele que recusa reconhecer a existência do diabo... Ou aquele que admite seja este um princípio existente por si, que não teria origem em Deus, como a tem toda criatura... Ou quem explica o demônio como sendo uma pseudo-realidade, uma personificação conceitual e imaginária das causas desconhecidas de nossas misérias” (audiência geral de 15/XI/72; ver também homilia de Paulo VI aos 29/VI/72).




 



Professando consciente a existência e a ação de Satanás, a Igreja não deixa de afirmar a grandeza e a liberdade do homem, assim como a responsabilidade deste diante das tarefas que lhe incubem. São contrárias à fé quaisquer teses de superstição, magia ou fatalismo, como também qualquer teoria que insinue a capitulação do homem perante o mal.Mais: sempre que se fala de intervenção diabólica, a Igreja exerce o seu senso crítico (como se dá também em se tratando de milagres); reserva, prudência e discrição são indispensáveis no caso, a fim de se evitarem concessões à imaginação ou à alucinação doentia.


 



De outro lado, a Igreja julga que é sempre oportuna a exortação de São Pedro Apóstolo a que os fiéis se conservem sóbrios e vigilantes frente à ação do Maligno. O fascínio das conquistas da ciência e da técnica sugere ao homem que já não há mistérios ou que todos os problemas da história se explicam e resolvem racionalmente - o que é ilusório. Despertando a consciência dos fiéis para o “mistério da iniqüidade” (2Ts 2,7), a Igreja deseja incutir-lhes a modéstia humilde, que é outra faceta da procura da verdade e da autêntica conduta do homem inteligente.

 



Pertence ainda ao ensinamento da Igreja lembrar que Satanás existe, mas é semelhante a um cão acorrentado, que pode ladrar, mas não morde senão a quem dele se aproxima voluntariamente (S. Agostinho). O demônio pode tentar, não porém, arrancar o consentimento do homem; este estará sempre apto a resistir-lhe, principalmente  se recorrer à oração e à vigilância, pois Deus não permite seja o homem tentado acima de suas forças (1Cor 10,13). Toda tentação tem sentido providencial, contribuindo, nos desígnios de Deus, para acrisolar as virtudes e fortalecer a fidelidade da criatura humana.Em suma, a crença na existência e na ação do demônio não é verdade de primeira linha no horizonte da fé cristã, mas é função da obra da Redenção. É inseparável de firme confiança no Cristo Jesus, que venceu o Príncipe deste mundo e a todos os homens oferece a salvação adquirida por seu sangue.



Prof. Orlando Fedelli



O demonio existe ?

Se existe,qual sua finalidade ?


No que importa que eu acredite na existência deste ser ?


Qual a diferença se eu acredito ou não na existência dele?




Carta de um padre católico respondendo a questão da existência do demônio a um paroquiano:


"Prezado leitor  irmão, ficamos felizes por estarmos ajudando-o com nossos boletins diários e agradecemos a sua pergunta.Filho você coloca um questão intrincada sobre a existência ou não do nomeado diabo, satanás, lúcifer e outros nomes que a cultura religiosa foi atribuindo à figura do mal.
Temos que deixar claro que figura dos demônios e outras coisas desde gênero são muito antigas do ser humano. Muito antes do filho de Deus passar pela terra muitas outras culturas já disseminavam esta idéia para diversos fins.Você esta correto quando diz que o diabo não existe, já é tão difícil para nós padres fazer nossos irmãos acreditarem em Deus imagine se tivéssemos que faze-los acreditarem também no diabo.Entretanto, você deve ter muito cuidado quando defende a tese contrária em face deste seu amigo. Se este seu amigo esta ajudando ao próximo, em principio, não há nenhum perigo, Jesus deixa muito claro que se alguém esta ajudando não interessa em nome de quem esta falando e sim à ajuda ao próximo. Não podemos negar a ajuda de um amigo só porque suas ideologias são diversas da nossa.Os pensadores antigos da igreja dizem que o satanás existe mas entenda filho a razão: Para alguns a única forma da vida fazer sentido seria acreditando nesta figura mal, caso contrário eles não conseguiriam viver. Imagine dizer para ser humilde de poucas capacidades intelectuais que o diabo não existe, a pessoa poderia nunca mais acreditar na igreja e colocar tudo a se perder. Estas pessoas confundem o temor de Deus com o medo do diabo, concordo que a diferencia é muito tênue. Assim, somente por isso, em alguns casos, diz a igreja que o diabo existe. Eu particularmente não concordo, mas também sei que seria difícil atrair irmãos, principalmente as crianças e os velhos ao cristianismo sem esta alegação.Veja só que absurdo filho até o Pai Nosso que se conserva na liturgia tem graves erros, que seria bom corrigir.A primeira novidade desta oração é que Jesus nos convida a dirigir-nos a Deus como a um pai e que anunciamos aos quatro ventos esse nome novo de Deus ("proclame-se esse teu nome").O texto da oração que rezamos diz "santificado seja teu nome", expressão cujo significado é difícil de determinar. A esse Pai Deus pedimos que venha o seu reino, ou, o que é igual, que reine sobre nós e sobre a comunidade cristã na qual não devem reinar outros senhores. A tradução que rezamos diz "venha a nós teu reino", expressão que deu lugar à imaginação de que um dia virá sobre nós o reino de Deus, como se se tratasse de uma realidade sobreposta ao nosso mundo. A oração que rezamos prossegue: "Nosso pão de cada dia dá-nos hoje", separando-se também da tradução correta do texto grego que diz nosso pão da manhã dá-nos a cada dia, isto é, que o banquete anunciado para os tempos messiânicos pelos profetas se faça realidade na comunidade presente, que celebra a eucaristia.Aqueles que comem juntos como irmãos e celebram a eucaristia devem demonstrá-lo no perdão fraterno, como garantia e prova do perdão que recebemos de Deus (perdoa-nos os nossos pecados, que também perdoamos a todos os nossos devedores). A tradução atual diz "perdoa-nos as nossas ofensas", como se Deus pudesse ser ofendido com nosso comportamento. Finalmente pedimos a Deus para não cair em tentação, a tripla tentação que Jesus venceu desde o princípio de seu ministério: a de não agir sem atender ao plano de Deus (faça que essas pedras se transformem em pão), a da ambição de glória e de poder (Eu te darei toda essa autoridade e sua glória, se me renderes homenagem, será tudo teu) e a de não cair no providencialismo irresponsável (atira-te daqui abaixo, porque está escrito: "Dará ordens a teus anjos para que te protejam). Pena que a oração cristã por excelência está mal traduzida!E há alguns ainda que interpretam esta tentação como se fosse o demônio, a tentação foi a de não agir conforme a determinação de Deus e não a favor de outro ser.Portanto filho, você só deve verificar se este seu amigo tem alguma razão de acreditar nisso, tente extrair o que de bom ele tem para passar com isso, conforme sua descrição acredito que você vai encontrar. Entretanto, caso não encontre nada continue tentando plantar a raiz do amor no coração deste seu amigo que certamente ele vai esquecer esta bobagem de diabo e vai passar a acreditar somente em Jesus Cristo filho de Deus..."

 


RESPOSTA:




Com prazer atendo a seu pedido, explicando-lhe sobre a existência do diabo, e aproveitarei seu pedido para criticar essa carta cheia de absurdos que você me enviou, carta escrita por um padre sem fé, para um seu conhecido.Pena que a carta do Padre não esteja assinada. Ou pena que você tenha retirado o nome desse padre, de doutrina tão errada, do final da carta.



Para provar que existe o demônio, é preciso, antes, provar que existem anjos, visto que o demônio é um anjo decaído. São Tomás de Aquino trata dessa questão na Suma Teológica, I parte, Questão 50 artigos 1 a 5. No artigo I dessa questão 50 da suma, São Tomás prova que existem anjos, dizendo:





O que Deus se propôs ao criar é o bem, consistente em criar seres que se assemelhassem a Ele, Deus, Bem Absoluto.Ora, toda causa produz efeitos que lhe são semelhantes. Ora, Deus produz suas criaturas por meio de seu entendimento e de sua vontade. Logo, para a perfeição do universo deveriam existir criaturas intelectuais.E como o entender não pode ser ato de corpo material, nem de nenhuma faculdade de um corpo material, deveria existir uma criatura incorpórea, assim como Deus é incorpóreo. Logo, existem criaturas puramente espirituais como Deus é só espírito. E essas criaturas puramente espirituais são os anjos.”



Os anjos, sendo seres espirituais, dotados, como Deus, de inteligência e vontade, são seres livres, já que somente os seres puramente materiais é que não têm liberdade. Logo, os anjos são seres que possuem livre arbítrio, e portanto, seres que são capazes de fazer o bem ou o mal. Sendo assim, os anjos podem ser premiados ou castigados por Deus.




Ora, a Sagrada Escritura nos revela que alguns anjos se tornaram maus. Logo, existem dois tipos de anjos: os anos bons, ou simplesmente anjos, e os anjos maus, ou demônios.Deus tudo fez com hierarquia, e, quanto mais perfeito é um tipo de ser, mais desigualdades há em sua ordem. Sendo os anjos as criaturas mais perfeitas que deus criou, a maior desigualdade que existe, existe nos seres angélicos. Há, portanto, entre os anjos e demônios uma hierarquia. Logo, deve existir um demônio mais importante que todos os demais, e que, por isso mesmo, tem a maior culpa, e este é Lúcífer ou Satã como o chama Deus na Sagrada Escritura.

   



Mas para esse padre que nada tem de católico, os nomes de diabo, Satã, Lúcifer são simples nomes que "a cultura religiosa foi atribuindo à figura do mal".E esse padreco, temendo enfrentar a opinião do mundo nécio, afirma rotundamente o contrário do que Deus disse na revelação ao escrever:  "Você está correto quando diz que o diabo não existe".



É assim que se perde a Fé. É assim que se corrompe o povo.



O que esse padre afirma é então uma negação da doutrina católica, e uma recusa em aceitar o que Deus revelou na Bíblia.Esse pobre padre, bem ignorante, escolhe, na Bíblia, o que ele acha certo, e o resto ele recusa. Ora, quem escolhe na Revelação divina o que quer acreditar e o que quer recusar, esse é exatamente o herege.




Herege é aquele que escolhe, na Bíblia, o que deseja crer. Portanto, esse padre é um herege, pois está convencido de sua tese errada e ainda pior: a ensina erradamente ao seu rebanho.




E gostaria que você mostrasse a seu amigo esta minha carta, e que ele a levasse a esse padre, com minha acusação de ignorância e de heresia que faço a ele.Esse pobre sacerdote já não acredita em nada. E não sou que afirmo isto, mas  é ele mesmo que confessa:





"já é tão difícil para nós padres fazer nossos irmãos acreditarem em Deus, imagine se tivéssemos que faze-los acreditarem também no diabo".


É ele quem já não crê em Deus, pois que não crê no que Deus ensinou: “Que o diabo existe.”Este padre comete dois pecados Graves, e merece a correção fraterna: 



Faz errado em não crer no magistério, e ainda ensina errado contradizendo o Santo magistério.Se ele não crer, que fique com suas convicções e incredulidade, ele mesmo, mas não venha a ensinar erros e confundir os demais.




Na Sagrada Escritura, Deus mostra que, no Éden o demônio tentou nossos primeiros pais, Adão e Eva. (e não me surpreenderia que esse padre dissesse que também Adão e Eva não existiram, porque ele deve crer mais nas mentiras de Darwin do que nas verdades de Deus).O livro de Jó, que é todo um ensinamento de Deus sobre a ação diabólica no mundo e sobre os homens, para esse pobre sacerdote deve ser uma lenda, um mito.




Você vê como ele nega a ação do demônio ao negar que o diabo tenha tentado realmente a Jesus Cristo, no deserto. Tudo o que Deus conta no Evangelho, para ele devem ser histórias da carochinha.E ele logo convida seu amigo a participar da fraude que ele diz que a Igreja comete,( Como se toda a Tradição e os Santos doutores fossem mal intencionados, perversos e mentirosos para com o rebanho que Deus lhes confiou), fazendo os ignorantes pensarem que o diabo existe, ao aconselhar:


"Entretanto, você deve ter muito cuidado quando defende a tese contrária em face deste seu amigo".




Noutras palavras, o padre diz para seu amigo:  


"Você está certo. O diabo não existe mesmo Mas não desiluda seu amigo. Deixe-o na ilusão e no erro, se com isso, ele age bem, tudo bem".
   

Esse padre, agindo desse modo, isto é, enganando e aconselhando a enganar, mais parece ser membro de uma igreja da mentira, portanto, da igreja de Lúcifer, o Pai da mentira.E que ele não se ofenda com o que digo, porque, para ele Lúcifer não existe. Lúcifer para este padreco, existe tanto quanto o bicho papão, para assustar criancinhas e tolos, como você e como eu.Ele o diz, sem cerimônia, que a Igreja engana o povinho ignorante:







"Para alguns a única forma da vida fazer sentido seria acreditando nesta figura mal, caso contrário eles não conseguiriam viver.Assim, somente por isso, em alguns casos, diz a igreja que o diabo existe. Eu particularmente não concordo, mas também sei que seria difícil atrair irmãos, principalmente as crianças e os velhos ao cristianismo sem esta alegação". 



Para esse Padre, a Igreja engana, burla, ilude, seria mentirosa. E se ele pertence a essa igreja, ele é cúmplice da enganação, da mentira e da fraude.Ou então se julga um iluminado acima dos normais, não um santo, pois todos os Santos foram submissos a Igreja e seu Santo magistério infalível.E depois de negar o que Deus ensinou sobre a existência do demônio, ele se mete a acusar a Igreja de deturpar a oração ensinada por Cristo, de ter mal traduzido o Pai Nosso. 



E o coitadinho proclama sua limitação intelectual e doutrinária ao escrever, sem nenhuma vergonha:


"O texto da oração que rezamos diz "santificado seja teu nome", expressão cujo significado é difícil de determinar".
   



Concordo: para um padre que não estuda, e que provavelmente assiste a telenovela, é bem difícil determinar o que quer dizer "santificado seja o vosso Nome". Mais adiante ele revela que foi iniciado na heresia modernista ao escrever:
    

"A tradução atual diz "perdoa-nos as nossas ofensas", como se Deus pudesse ser ofendido com nosso comportamento". 



Deus pode, sim, ser ofendido por nosso comportamento, pois que lhe diminuímos a glória extrínseca que se lhe deve prestar.E esse herege modernista dá, no final de sua carta seu último e péssimo conselho, cheio de engano e de mentira:




   



"Entretanto, caso não encontre nada, continue tentando plantar a raiz do amor no coração deste seu amigo, que certamente ele vai esquecer esta bobagem de diabo e vai passar a acreditar somente em Jesus Cristo filho de Deus".

   


Agora, para ele, crer no diabo, seria "bobagem".Para ele, dever-se-ia "passar a acreditar somente em Jesus Cristo filho de Deus".Mas como acreditar em Jesus Cristo, Filho de Deus, se não se crê no que Ele nos ensinou no Evangelho, que o diabo existe?. Como esse padreco diz crer em Jesus, se ele considera uma "bobagem" crer no que é revelado no Evangelho por Jesus Cristo? 


Orlando Fedeli
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20 de dezembro de 2015 17:10

Onde está escrito que o diabo é um anjo caído? Que balela, o diabo nao está na biblia e, portanto, nao existe. Tonto é quem acredita nisso

21 de dezembro de 2015 15:11

Prezado Jacques,

Falar sem conhecimento das escrituras e de causa, dá nisto: Falar besteiras e idiotices como você fez acima. Vamos então aos devidos esclarecimentos a você e a nossos internautas:


A Origem e Queda de Satanás
Na história do Universo nunca houve – nem haverá – traição maior. A criatura que representava a mais magnificente obra de seu Criador ressentiu-se de que sua glória era apenas emprestada, de que o papel que lhe estava destinado era o de tão somente refletir a infinita majestade do Deus que lhe deu o fôlego da vida. Dessa maneira, nasceu no coração de Lúcifer – e, em última análise, no recém-criado universo moral – o desprezível impulso da rebelião. Esse impulso originou a insurreição angélica que foi a mais terrível sedição na história em todos os tempos.Por mais importante e original que tenha sido essa rebelião angélica, as Escrituras não incluem um registro específico do evento. No Antigo Testamento, Satanás aparece pela primeira vez no relato da queda de Adão (Gn 3). Ali, no entanto, ele já era o tentador caído que seduziu os primeiros seres humanos ao pecado. Dessa forma, já no início das Escrituras, a queda de Satanás é tratada como fato. Mas, por razões que não são esclarecidas em nenhum lugar, o próprio relato de sua queda está ausente nesse registro.
Ainda assim, o evento é lembrado duas vezes nos escritos dos profetas: por Isaías, em meio a uma inspirada diatribe contra a Babilônia (Is 14.11-23), e, mais tarde, por Ezequiel, quando ele repreende duramente o rei de Tiro (Ez 28.11-19). Essas duas passagens contam-nos a maior parte do que sabemos sobre a queda de Satanás.
Entretanto, aqui temos algumas dificuldades exegéticas. Em ambas as passagens, a menção da rebelião de Lúcifer aparece abruptamente num contexto que não trata, especificamente, de Satanás. Esse fato levou muitos estudiosos da Bíblia a rejeitar a idéia de que as passagens se referem a uma rebelião luciferiana e a insistir que elas focalizam exclusivamente os governantes humanos das nações pagãs às quais são dirigidas.
Apesar disso, é preferível entender que Isaías e Ezequiel propositalmente queriam levar os leitores para além dos crimes de reis humanos, guiando-os até a percepção do grande arquétipo do mal e da rebelião, o próprio Satanás. Essas passagens incluem descrições que, mesmo levando em conta a inclinação ao exagero por parte de governantes da Antiguidade, não poderiam ser atribuídas a qualquer ser humano. O emprego da primeira pessoa do singular (por exemplo: “Eu subirei...”; “exaltarei o meu trono...”; “me assentarei...”) em Isaías 14.13-14 refletiria um nível de ostentação indicativo de insanidade, caso fosse proferido por um mero ser humano, mesmo em se tratando de um dos monarcas pagãos babilônicos, que a si mesmos divinizavam. E qual rei de Tiro poderia ser descrito como “cheio de sabedoria e formosura... Perfeito... nos teus caminhos, desde o dia em que foste criado...” (Ez 28.12,15)?


Continua...

21 de dezembro de 2015 15:12

Além disso, a Bíblia ensina explicitamente que a perversidade do mundo visível é influenciada e animada por um domínio povoado por espíritos caídos, invisíveis (Dn 10.12-13; Ef 6.12), e que, em sua campanha traiçoeira e condenável de frustrar os propósitos do Deus verdadeiro, esses espíritos maus são dirigidos por Satanás, o “deus deste século” (2 Co 4.4).
É característico dos escritores bíblicos fazer a conexão entre o mundo visível e o invisível, e isso de forma tão abrupta que pega o leitor momentaneamente desprevenido. Quando Pedro expressou seu horror ante o pensamento da morte de Jesus, o Senhor lhe respondeu “Arreda, Satanás!” (Mt 16.23; cf. 4.8-10). De forma semelhante, repentinamente e sem aviso, o profeta Daniel pula de uma descrição profética sobre Antíoco Epifânio (Dn 11.3-35) para uma descrição similar do Anticristo dos tempos do fim (Dn 11.36-45). Antíoco, governante selêucida no período intertestamentário, precede o vilão maior que conturbará a terra nos últimos dias. Um salto abrupto e não-anunciado do mundo político ganancioso, auto-engrandecedor, visível, para o drama arquetípico que se desenrola num mundo invisível aos seres humanos – mas que, apesar de não ser visto, deu origem às atitudes denunciadas nessas passagens –, tal salto não está fora de lugar nas Escrituras.
Finalmente, por trás das conexões feitas nessas duas passagens pode muito bem estar um tema que freqüentemente retorna nas Escrituras. Nos tempos primitivos da Terra após a queda, os rebeldes de Babel estavam determinados a construir “uma cidade e uma torre” (Gn 11.4). A cidade era um centro de atividade comercial, enquanto a torre representava o ponto focal do culto pagão. Essa dupla caracterização do cosmo como expressão de egoísmo (o espírito ganancioso do comercialismo não-santificado) e de rebelião (a busca por ídolos) ressoa ao longo de toda a Palavra de Deus, chegando a um clímax em Apocalipse 17-18, onde anjos que se mantiveram fiéis a Deus anunciam a tão esperada e muito merecida destruição da Babilônia religiosa e comercial.
É instrutivo notar que enquanto todo o trecho de Ezequiel 26-28 repreende severamente a Tiro – o mais importante centro de comércio e de riqueza nos dias desse profeta – Isaías 14 denuncia Babilônia, que representa o centro da falsa religião ao longo de toda a Escritura. Talvez essa caracterização do cosmo caído como “cidade e torre” – tão importante naquilo que a Escritura afirma em relação ao mundo em rebelião contra Deus – ajude a explicar o salto dado pelos profetas nas passagens que consideramos. Quando contemplavam a cultura de seu tempo, que incorporava perfeitamente um elemento do cosmo caído, cada um deles se sentiu compelido pelo Espírito superintendente de Deus a focalizar a rebelião angélica dos tempos primitivos, a qual animava a rebelião humana que estavam denunciando.
Dessa forma, essas duas críticas severas, que identificam os espíritos perversos de cobiça inescrupulosa e rebelião espiritual, ajudam a explicar por que tais espíritos predominam tantas vezes ao longo da história humana. Os textos referidos, ao mesmo tempo, também antecipam a destruição profeticamente narrada em Apocalipse 17 e 18.


Continua...

21 de dezembro de 2015 15:12

1)- A linhagem de Satanás
De Isaías 14 e Ezequiel 28 emerge um quadro relativamente extenso de Satanás antes de sua rebelião.
Sua pessoa: Ele foi o ser mais exaltado de toda a criação (Ez 28.13,15), a mais grandiosa das obras de Deus, um ser celestial radiante, que refletia da maneira mais perfeita o esplendor de seu Criador. Assim, ele apropriadamente era chamado de Lúcifer. Essa palavra vem de uma raiz hebraica que significa “brilhar”, sendo usada unicamente como título para referir-se à estrela de maior brilho e cujo resplendor mais resiste ao nascimento do Sol. O nome Lúcifer tornou-se amplamente usado como título para Satanás antes de sua rebelião porque é o equivalente latino dessa palavra. Na realidade, é difícil saber com certeza se o termo foi empregado com o sentido de nome próprio ou de expressão descritiva.
Seu lugar: Ezequiel afirmou que esse anjo exaltado estava“no Éden, jardim de Deus” (Ez 28.13). Aqui, a referência não é ao Éden terreno que Satanás invadiu para tentar a humanidade, mas à sala do trono em que Deus habita em absoluta majestade e perfeita pureza (veja Is 6; Ez 1). Ezequiel 28 também chama esse lugar de “monte santo de Deus”, onde Lúcifer andava “no brilho das pedras” (v. 14).Essas descrições não são apropriadas ao Éden terreno, mas adequadas à sala do trono de Deus, conforme representações em outros lugares da Escritura.
Sua posição: Satanás é denominado “querubim da guarda ungido” (Ez 28.14). Querubins representam a mais alta graduação da autoridade angélica, sendo seu papel guardar simbolicamente o trono de Deus (compare os querubins esculpidos flanqueando a arca da aliança – o trono de Javé – no Tabernáculo ou Templo, Êx 25.18-22; Hb 9.5; cf. Gn 3.24; Ez 10.1-22). Lúcifer foi ungido (consagrado) por sentença deliberada de Deus (Ez 28.14: “te estabeleci”) para a tarefa indizivelmente santa de guardar o trono do todo-glorioso Criador. Ele é descrito como sendo dotado de beleza inigualável, vestido de luz radiante, equipado com sabedoria e capacidade ilimitadas, mas também criado com o poder de tomar decisões morais reais. Portanto, a obrigação moral mais básica de Satanás era a de permanecer leal a Deus, de lembrar sempre que, independentemente de quão elevada fosse a sua posição, seu estado era o de um ser criado.


Continua...

21 de dezembro de 2015 15:12

2)- A queda de Satanás
Neste ponto, encontramo-nos diante de um dos mais profundos mistérios do universo moral, conforme revelado nas Escrituras: “Como é que o pecado entrou no universo?” Está claro que a entrada do pecado tem conexão com a rebelião de Satanás. Mas, como foi que o impulso perverso surgiu no coração de alguém criado por um Deus perfeitamente santo? Diante de tal enigma, temos de reconhecer que as coisas encobertas de fato pertencem a Deus; as reveladas, no entanto, pertencem a nós (Dt 29.29). E três dessas realidades claramente reveladas merecem ser enfatizadas:
Primeiro: a queda de Lúcifer foi resultado de sua insondável e pervertida determinação de usurpar a glória que pertence unicamente a Deus. Esse fato é explicitado em uma série de cinco afirmações que empregam verbos na primeira pessoa do singular, conforme registradas em Isaías 14.13-14. Nisto consiste a essência do pecado: o desejo e a determinação de viver como se a criatura fosse mais importante que o Criador.
Segundo: Satanás é inteira e exclusivamente responsável por sua escolha perversa. Nisso existe uma dimensão inescrutável. Alguns têm argumentado que Deus deve ter Sua parcela de responsabilidade por este (e todo outro) crime, porque, caso fosse de Seu desejo, poderia ter criado um mundo em que tal rebelião fosse impossível. Outros dizem que, se Deus tivesse criado um mundo em que apenas se pudesse fazer o que o seu Criador quisesse, nele não poderiam ser incluídos agentes morais feitos à imagem de Deus, dotados da capacidade de tomar decisões reais – e, conseqüentemente, de escolher adorar e amar a Deus. Há verdade nessa observação, mas também há mistério. O relato deixa claro que o orgulho fez com que Lúcifer caísse numa terrível armadilha (Is 14.13-14; Ez 28.17; cf. 1 Tm 3.6), mas nada explica como tal orgulho de perdição pode surgir no coração de uma criatura de Deus não caída e perfeita.
No entanto, não há mistério quanto ao fato de que Satanás é, totalmente e com justiça, responsável pelo seu crime. Ezequiel 28.15 afirma explicitamente que Lúcifer era perfeito desde o dia em que foi criado, “até que se achou iniqüidade em ti”. A culpabilidade moral é dele, e apenas dele. Na verdade, em toda sua extensão, a Bíblia afirma que Deus governa soberanamente o universo moral e controla todas as coisas – inclusive a maldade de homens e anjos – para que correspondam aos seus perfeitos propósitos. Mas ela também ensina que Deus não deve e não será responsabilizado por essa maldade, em qualquer sentido.
Finalmente, por causa de sua rebelião, Satanás tornou-se o arquiinimigo de Deus e de tudo o que é divino. Sua queda – bem como a dos espíritos que se uniram a ele – é irreversível; não há esperança de redenção. Satanás foi privado da comunhão com o Deus santo de forma final e irrecuperável. Para ser exato, Satanás ainda tem acesso à sala judicial do trono do Universo por causa de seu papel de acusador dos irmãos, papel este que lhe foi designado divinamente (Jó 1 e 2; Zc 3; Lc 22.31; Ap 12.10). Tal acesso, no entanto, é destituído da comunhão com Deus ou da Sua aceitação. Devido à sua traição, que foi a mais terrível na história do cosmo, Satanás e seus anjos somente podem esperar a condenação e a punição eternas (Mt 25.41).

Esperando ter elucidado,

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