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AFINAL POR QUE OS PROTESTANTES QUESTIONAM TANTO A DATA DO NASCIMENTO E MORTE DE CRISTO ? ISTO IMPORTA À SALVAÇÃO ?

Written By Beraká - o blog da família on quinta-feira, 2 de junho de 2011 | 17:14


I - O Significado do Nascimento de Cristo (Mais importante que a data):







Tito 3,9: “Quanto a questões tolas, genealogias, contendas e disputas relativas à lei, foge delas, porque são inúteis e vãs. “


Colossenses 2,16: “Ninguém, pois, vos critique por causa de comida ou bebida, ou espécies de festas ou de luas novas ou de sábados. “




No mundo cristão, a celebração do nascimento de Cristo tem um significado muito maior do que a comemoração da Sua morte e ressurreição na Páscoa.


A história do nascimento de Jesus é contada apenas nos Evangelhos de Mateus e Lucas, sendo a preocupação dos escritores do Evangelho salientar o significado teológico do nascimento do Salvador do mundo, ao invés de fornecer os detalhes históricos do evento.

Em contrapartida, todos os quatro Evangelhos dedicam quase um terço de sua narrativa aos acontecimentos da última semana da vida de Jesus.


No entanto, é o nascimento de Cristo que tem capturado a imaginação e o interesse do mundo cristão. Uma possível razão é que os nascimentos são eventos mais alegres e atraentes do que a morte.

Nós celebramos o nascimento de um filho, mas lamentamos a morte de uma pessoa.


Não há indicações de que durante os primeiros dois séculos a igreja primitiva celebrava o nascimento de Cristo. O evento que era amplamente comemorado todos os anos era a morte e ressurreição de Jesus na Páscoa.



II - Deus é Emanuel: Deus conosco


Em primeiro lugar, o nascimento da Segunda Pessoa da Trindade como um indefeso bebê humano me diz que Deus estava disposto a entrar, não só nas limitações do tempo humano na criação e comunhão com Adão e Eva, mas também nas limitações, sofrimento e morte da carne humana na encarnação para se tornar Emanuel, Deus conosco.


João exprime esta verdade eloquentemente dizendo: “E o Verbo se fez carne e habitou entre nós” (João 1:14).

Para apreciar toda a força desse versículo, é importante notar que a palavra – “habitou – Skené” em Grego, significa “barraca, tenda”. 



Isso não significa que Cristo tomou habitação temporária entre nós.

Na Bíblia a palavra não implica residência temporária. Por exemplo, em Apocalipse 21:3 os novos céus e a nova terra são descritos, dizendo: “Eis aqui o tabernáculo (tenda!) de Deus com os homens. Ele vai morar (armar a sua tenda!) Com eles, e eles serão o seu povo.”

A noção de Deus, levantando uma tenda entre nós, implica que Ele quer estar perto de nós e interagir conosco.

É por isso que Cristo nasceu como um bebê. Ele queria estar perto de nós e se identificar conosco. Levantou a sua tenda como se fosse no nosso quintal.



III - Tudo que Deus fez e Criou é bom:


Em segundo lugar, o nascimento de Cristo como um bebê humano me diz que Deus vê o nosso corpo humano como Sua boa criação.

Esta verdade da Bíblia era inaceitável para os pensadores dualistas do NT que viam o corpo material humano como mal e a ser descartado no momento da morte. Essas pessoas formaram influentes seitas “cristãs” conhecidas como gnósticas ou Docéticas.

Elas ensinavam que Cristo tinha uma aparência humana, mas não um corpo material humano, porque o corpo físico humano é mau.

Em seus pensamentos, Cristo não poderia ter assumido um corpo humano, sem se contaminar. A divindade não poderia assumir a humanidade sem perder sua natureza divina.


João condena essas pessoas como “falsos profetas”, possuídos pelo espírito do anticristo. “Todo espírito que confessa que Jesus Cristo veio em carne é de Deus, mas todo espírito que não confessa a Jesus não procede de Deus. Este é o espírito do anticristo” (1 João 4:2-3).


O fato de que Cristo nasceu como um bebê humano e viveu como um ser humano, nos diz que Deus vê a nossa natureza humana como Sua boa criação. A finalidade da encarnação não foi mudar a natureza dos nossos corpos de físico para espiritual, mas para redimir e restaurar-lhe a sua perfeição original.

Isso nos dá razão para acreditar que se a nossa natureza humana era “muito boa” na criação e na encarnação, também será boa na restauração final. Em outras palavras, no fim, Deus não vai mudar o nosso corpo humano em algo totalmente diferente, porque Ele descobriu uma falha na sua criação original, mas restaurá-lo à sua perfeição original.


IV - Nosso Deus estava disposto a se humilhar para Nossa Salvação:


Terceiro, a vontade de Cristo de deixar de lado Sua glória, posição e prerrogativas divinas para nascer como um bebê indefeso na família humana, me diz que Ele estava disposto a se humilhar para a nossa salvação.


Paulo expressa esta verdade com clareza, dizendo:

“Tende em vós aquele sentimento que houve também em Cristo Jesus, o qual, subsistindo em forma de Deus, não considerou o ser igual a Deus coisa a que se devia aferrar, mas esvaziou-se a si mesmo, tomando a forma de servo, tornando-se semelhante aos homens; e, achado na forma de homem, humilhou-se a si mesmo, tornando-se obediente até a morte, e morte de cruz. Pelo que também Deus o exaltou soberanamente, e lhe deu o nome que é sobre todo nome; para que ao nome de Jesus se dobre todo joelho dos que estão nos céus, e na terra, e debaixo da terra, e toda língua confesse que Jesus Cristo é Senhor, para glória de Deus Pai.” (Filipenses 2:5-11).

Antes de Sua encarnação Jesus Cristo era “em forma de Deus”(v. 6), isto é, Ele tinha a natureza de Deus e esta Divindade essencial nunca poderia deixar de existir.

Mas, para nascer como um bebê: “Ele se humilhou”, deixando de lado temporariamente Sua majestade, glória e posição como o Filho de Deus. Somente a eternidade revelará a profundidade de significado nas palavras, “humilhou-se a si mesmo” ( Em Grego: Kênosis = Esvaziou-se).


O nascimento de Cristo como um bebê humano a fim de se identificar conosco, me diz que nós adoramos um Deus que é transcendente e imanente, isto é, que habita além de nós no céu glorioso, mas também com a gente nesta terra. Ele é tanto El Shaddai – o Deus Todo-Poderoso, como Emmanuel – Deus conosco.



V - Nosso Deus escolheu revelar-Se através de um bebê indefeso:


Durante todo o Antigo Testamento, Deus quis fazer-Se conhecido ao seu povo. Mas isso era impossível. Antes do pecado entrar no mundo, Adão e Eva desfrutavam de uma relação perfeita com Deus. Eles moravam na presença de Deus. Mas uma vez que o pecado entrou no mundo, ver Deus face a face se tornou impossível. Os seres humanos perderam a capacidade de viver em segurança na presença de Deus.


Quando Moisés disse a Deus que queria vê-lo, Deus respondeu:

“Você não pode me ver e viver.” Estar na presença plena de Deus era impossível para os seres humanos pecaminosos. Então Deus disse a Moisés para se esconder numa rocha enquanto Ele passava. Moisés capturou uma breve visão de Deus, e retornou ao seu povo com o rosto brilhando, tão brilhante que o povo o fez colocar um véu para protegê-los da glória de Deus refletida no rosto de Moisés.


Quando os israelitas vagaram rumo à Terra Prometida, Deus escolheu revelar-Se num pilar de nuvem de dia, e numa coluna de fogo à noite. Essa foi uma maneira de Deus estar com seu povo, sem destruí-los com a glória da Sua presença.


Mas Deus desejava revelar-Se mais plenamente para a família humana. Ele fez isso através da encarnação de Seu Filho, nascido neste mundo como um bebê com carne e sangue como um ser humano. É assim que Deus se revelou a nós.


Os Hebreus explicam que no passado Deus revelou-Se de “várias maneiras.” Visões, colunas de fogo, e anjos. “Mas, nestes últimos dias, Ele nos falou por seu Filho. . . O Filho é o resplendor da glória de Deus e a expressão exata do seu ser, sustentando todas as coisas por sua palavra poderosa” (Hebreus 1:1-3).

O bebê Jesus é a revelação mais próxima da perfeita santidade de Deus que Ele poderia revelar a este mundo pecaminoso. Por isso, somos eternamente gratos que Deus escolheu revelar-Se através do menino Jesus.



João exprime a mesma verdade dizendo: “E o Verbo se fez carne, e habitou entre nós, cheio de graça e de verdade; e vimos a sua glória, como a glória do unigênito do Pai.” (João 1:14). É através da encarnação do Filho de Deus que contemplamos a glória de Deus.

A mesma observação é feita no versículo 18. “Ninguém jamais viu a Deus. O Deus unigênito, que está no seio do Pai, esse o deu a conhecer.” Aqui a questão é que embora Deus seja invisível, Ele tem agora Se revelado de uma forma mais original através da encarnação de Si mesmo em Seu Filho Jesus. Em Jesus vemos Deus. É por isso que Jesus podia dizer: “Aquele que vê a mim vê o Pai” (João 14:9).


Em suma, o nascimento de Cristo como um bebê indefeso diz que Deus é Emanuel, no sentido de que Ele quer estar perto de nós e se identificar conosco.

Ele nos diz que Deus vê a nossa natureza humana como Sua boa criação, porque ela foi assumida pelo seu próprio Filho. Ele nos diz que Deus é um Deus humilde.

Ele estava disposto a Se humilhar para a nossa salvação. Ele nos diz que Deus escolheu revelar a Sua santidade, pureza e glória através do rosto e da natureza de uma criança indefesa.


O nascimento de Cristo como um bebê indefeso, nos diz que nós adoramos um Deus maravilhoso, profundamente interessado em nos devolver a uma relação harmoniosa com Ele.


VI - A Celebração do Nascimento de Cristo:


A celebração do nascimento de Cristo coloca dois problemas:

A data e a forma da celebração ?

1)- Quanto à data do nascimento de Cristo:

Logo veremos que a adoção da data de 25 de dezembro pela Igreja Ocidental, para comemorar o nascimento de Cristo foi interposta estrategica e propositalmente pela Igreja para substituir a celebração pagã do retorno do sol após o solstício de inverno, em referência a adoração do deus Sol,feita pelos Romanos, pois agora para os Cristãos Jesus é o verdadeiro Sol da Justiça (Mateus 17,2; Apocalipse 1,16), portanto, é a Ele que devemos adorar.


Diversos estudos acadêmicos sugerem que a Festa dos Tabernáculos em Setembro / Outubro fornece uma data bíblica e tipológica muito mais precisa para comemorar o nascimento de Cristo do que a data pagã de 25 de dezembro, porém é compreensível esta celebração nesta data fixada pelos primeiros Cristãos em virtude do contexto que ainda estavam expostos de politeísmos e supertições Romanas estes primeiros Cristãos.

É evidente que a partir da perspectiva dos escritores do Evangelho, a morte de Cristo é mais importante para a nossa salvação do que o Seu nascimento.

A razão é que através da Sua morte expiatória Cristo garantiu a nossa salvação eterna. No entanto, os cristãos de hoje tendem a celebrar mais o nascimento de Cristo do que Sua morte.

Talvez a razão é que o nascimento de uma criança Libertadora capture a imaginação muito mais do que a morte de um Salvador. Nossa sociedade comemora nascimentos, não mortes.

Uma grande controvérsia eclodiu na última parte do segundo século sobre a data da Páscoa, mas a data do nascimento de Cristo não se tornou um problema, até o século IV.

Naquela época a disputa centrava-se principalmente em duas datas do nascimento de Cristo: 25 de dezembro promovido pela Igreja de Roma e 06 de janeiro, conhecido como Epifania, observado pelas igrejas orientais. “Ambos os dias”, como Oscar Cullmann destaca, “eram festas pagãs cujo significado forneceu um ponto de partida para a concepção especificamente cristã do Natal.”[1]

Muito provavelmente Cristo nasceu no final de setembro ou início de outubro


Se, como é geralmente aceito, o ministério de Cristo começou quando ele tinha cerca de trinta anos de idade (Lucas 3:23) e durou três anos e meio, até sua morte na Páscoa (março / abril), retrocedendo, chegamos aos meses de setembro / outubro, ao invés de 25 de dezembro.[2]

Indireto suporte para a datação de Setembro / Outubro como nascimento de Cristo é fornecido também pelo fato de que de novembro a fevereiro os pastores não assistiam os seus rebanhos durante a noite nos campos.

Eles o traziam para uma área protegida chamada curral. Assim, 25 de dezembro é a data mais provável para o nascimento de Cristo.[3]



Alguns suportes históricos para o nascimento de Cristo na Festa dos Tabernáculos




No sermão sobre a Natividade, Gregório de Nazianzo (329-389 dC) conecta a Festa da Natividade de 25 de dezembro com a Festa do Tabernáculo:

“O tema da festa de hoje (25 de dezembro) é a verdadeira festa dos Tabernáculos. Com efeito, nesta festa, o tabernáculo humano foi construído por Ele que se colocou sobre a natureza humana por causa de nós. Nossos tabernáculos, que foram abatidos pela morte, são levantados novamente por Ele, que construiu a nossa habitação desde o início. Portanto, harmonizando as nossas vozes com a de Davi, vamos também cantar o Salmo: ‘Bendito o que vem em nome do Senhor‘ [Sl 118. Este verso foi cantado durante o cortejo da Festa dos Tabernáculos]” [9].



A ligação entre o nascimento de Cristo e a Festa dos Tabernáculos foi gradualmente perdida já que a simbologia pagã do sol deslocou a tipologia bíblica da Festa dos Tabernáculos, que era da ANTIGA ALIANÇA e estamos na NOVA ALIANÇA e para os Cristãos Jesus é o VERDADEIRO SOL DA JUSTIÇA , (Mateus 17,2; Apocalipse 1,16), portanto, é a Ele que devemos adorar.


A tentativa dos pais da Igreja para se conectar a Festa dos Tabernáculos com o Natal não foi bem sucedida porque as duas festas eram diferentes em origem, significado e autoridade.

Ao adotar a data de 25 de dezembro, que era a festa pagã do nascimento do Sol Invencível (dies natalis Solis Invicti), [12] .

A referência Critã agora era AO VERDADEIRO Sol da Justiça: Cristo, contrapondo-se adoração do deus Sol,feita pelos Romanos pagãos e Cristãos nominais (Não convertidos), pois agora para os verdadeiros Cristãos Jesus é o verdadeiro Sol da Justiça (Mateus 17,2; Apocalipse 1,16), portanto, é a Ele que devemos adorar.


2)- A maneira de sua celebração:


A comercialização do Natal obscurece o significado do nascimento de Cristo.

Cristo nasceu em uma manjedoura humilde para nos ensinar humildade e abnegação, não para celebrar o Seu nascimento, comendo e bebendo, comprando e vendendo.


A boa notícia da data do nascimento de Cristo, não é um feriado, com os seus presentes, festas, diversão, e árvores de Natal iluminadas – pois isso são apenas vestígios de uma cultura pagã que nada sabe do verdadeiro Deus.

A boa notícia do nascimento de Cristo gira em torno de uma pessoa – um dom inefável de Deus, um Salvador que é Cristo o Senhor, e não em torno de Papai Noel, ou outras figuras, precisamos como Cristãos resgatar o sentido e a celebração do Natal Cristão.


VII - Uma oportunidade de esclarecimentos:



O reconhecimento histórico da data de origem pagã do dia 25 Dezembro referente ao Natal, como fora esclarecido acima, com todas as suas luzes, decoração, festa e celebração, não significa que é errado dar um tempo para lembrar o nascimento de Jesus nesta época do ano.

Afinal seria bom para nós nos lembrarmos a cada dia que Jesus estava disposto a deixar sua posição gloriosa, a fim de nascer na família humana como um bebê indefeso para se tornar nosso Salvador.


Refletir sobre o mistério da encarnação é um digno exercício espiritual diário, que pode ser feito também de forma especial em 25 de dezembro, conhecido no mundo cristão como o “tempo do Advento”, isto é, a temporada que se comemora o Primeiro Advento do Senhor.


De certa forma o tempo do Advento oferece uma oportunidade única para os Cristãos compreenderem o sentido último do Natal, que se encontra no fato de que Jesus que veio pela primeira vez como um bebê indefeso em Belém, e voltará a segunda vez como o Senhor dos senhores e o Rei dos Reis.




A comemoração do nascimento do deus Sol, não foi facilmente esquecida pelos cristãos neo-convertidos e principalmente por aqueles que não se se converteram, mas fizeram apenas uma mera adesão estratégica ao Cristianismo em virtude do Imperador e por consequência seu império ter-se tornardo Cristão, o Cristianismo passava da Clandestinidade para a oficialidade com Teodósio a religião oficial do Estado, de perseguidos agora são defendidos por autoridades e homens cultos.

Agostinho e Leão Magno fortemente repreenderam estes pseudo- cristãos que no dia 25 de dezembro persistiam e adoravam o Sol e não o nascimento de Cristo.[15]




Conclusão:

O nascimento de Jesus é de importância inigualável para a fé cristã. Sem o nascimento de Cristo não haveria batismo, morte, ressurreição, ascensão, efusão do Espírito Santo, a intercessão de Cristo no santuário celestial, e o Segundo Advento.



De uma perspectiva bíblica o nascimento de Jesus está relacionado com três temas principais: (1) adoração e culto (Lucas 2:8-12), (2); a doação de presentes a Deus (Mateus 2:1-11), e a proclamação da paz e boa vontade (Lc 2:13-14).

Que a nossa celebração do nascimento de Cristo, em qualquer época do ano, incorpore estes elementos essenciais: adoração, doação, e louvor.



O Dia da Morte e Ressurreição de Jesus Cristo ?:


Qual o verdadeiro dia da morte de Cristo, se a cada ano a SEXTA-FEIRA SANTA cai num dia diferente?

Lembremos que: O nosso aniversário também cai em dias diferentes (da semana) todos os anos, não é o dia que é importante, mas o que e quem se comemora: A Páscoa de Cristo e a nossa salvação, pois está escrito:

Tito 3,9: “Quanto a questões tolas, genealogias, contendas e disputas relativas à lei, foge delas, porque são inúteis e vãs. “

Colossenses 2,16: “Ninguém, pois, vos critique por causa de comida ou bebida, ou espécies de festas ou de luas novas ou de sábados. “



Sexta-feira Santa trata-se da data em que os cristãos lembra a morte de Jesus Cristo após a sua crucificação no Calvário. A sexta-feira Santa é a última Sexta-feira antes da Páscoa.

Nos registros religiosos, a ressurreição de Cristo aconteceu no primeiro domingo de lua cheia depois do equinócio de outono no hemisfério sul (ou equinócio de primavera no hemisfério norte). A determinação desta data começou a valer por decreto do papa Gregório XIII em 1582, seguindo o Primeiro Concílio de Nicéia de 325 d.C., convocado pelo imperador romano Constantino.

Por isso, para calcular a data da Páscoa, no Brasil, basta prestar atenção ao início do outono, marcado pelo equinócio. Como a entrada da estação cai sempre entre os dias 20 ou 21 de março e a primeira lua cheia depois do equinócio acontece no máximo 29 dias depois, o limite máximo para a Páscoa é 25 de abril. A data mínima para a Páscoa é sempre 22 de março, pois o primeiro dia da lua nova antes do equinócio fica, necessariamente, entre 8 de março e 5 de abril. O domingo de Carnaval cairá sempre no sétimo domingo que antecede o domingo de Páscoa, desta forma se tem 7x7=49 dias.

A partir do Domingo de Páscoa se conta quarenta e seis dias para trás para chegar à Quarta-Feira de Cinzas, início da Quaresma. Para a Igreja Católica, esta data marca o começo de um jejum de carne que se prolonga durante quarenta dias até a ressurreição de Cristo. Esse jejum está hoje reduzido a somente dois dias: a Quarta-feira de Cinzas (primeiro dia da Quaresma) e a Sexta-feira Santa.

A Ressurreição como feito histórico que afirma a fé



(S.S. João Paulo II, 25 de janeiro, 1989)

1. Nesta catequese confrontamos a verdade culminante de nossa fé em Cristo, documentada pelo Novo Testamento, acreditada e vivida como verdade central pelas primeiras comunidades cristãs, transmitida como fundamental pela tradição, nunca esquecida pelos cristãos verdadeiros e hoje aprofundada, estudada e pregada como parte essencial do mistério pascal, junto com a cruz; quer dizer a ressurreição de Cristo. Dele, em efeito, diz o Símbolo dos Apóstolos que 'ao terceiro dia ressuscitou dentre os mortos'; e o Símbolo niceno-constantinopolitano precisa: 'Ressuscitou ao terceiro dia, segundo as Escrituras'.
É um dogma da fé cristã, que se insere em um fato acontecido e constatado historicamente. Trataremos de investigar 'com os joelhos da mente inclinados' o mistério enunciado pelo dogma e encerrado no acontecimento, começando com o exame dos textos bíblicos que o testemunham.

2. O primeiro e mais antigo testemunho escrito sobre a ressurreição de Cristo se encontra na primeira Carta de São Paulo aos Coríntios. Nela o Apóstolo recorda aos destinatários da Carta (por volta da Páscoa do ano 57 d.C.): 'Porque lhes transmiti, em primeiro lugar, o que por minha vez recebi: que Cristo morreu por nossos pecados, segundo as Escrituras; que foi sepultado e que ressuscitou ao terceiro dia, segundo as Escrituras; que se apareceu a Cefas e logo aos Doze; depois se apareceu a mais de quinhentos irmãos de uma vez, dos quais ainda a maior parte vivem e outros morreram. Logo se apareceu a Tiago; mais tarde a todos os Apóstolos. E em último lugar a mim como a um abortivo' (1 Cor 15, 3-8).
Como se vê, o Apóstolo fala aqui da tradição viva da ressurreição, da qual ele teve conhecimento após a sua conversão às portas de Damasco (Cfr. At 9, 3). Durante sua viagem a Jerusalém se encontrou com o Apóstolo Pedro, e também com o Tiago, como o precisa a Carta aos Gálatas (1,18 ss.), que o apóstolo aponta como as duas principais testemunhas de Cristo ressuscitado.


3. Deve também notar-se que, no texto chamado, São Paulo não fala só da ressurreição ocorrida o terceiro dia 'segundo as Escrituras' (referência bíblica que toca já a dimensão teológica do fato), mas que ao mesmo tempo recorre às testemunhas aos que Cristo se apareceu pessoalmente. É um sinal, entre outros, de que a fé da primeira comunidade de crentes, expressa por Paulo na Carta aos Coríntios, apóia-se no testemunho de homens concretos, conhecidos pelos cristãos e que em grande parte viviam ainda entre eles. Estes 'testemunhas da ressurreição de Cristo' (Cfr. At 1, 22), são principalmente os Doze Apóstolos, mas não só eles: Paulo fala da aparição de Jesus inclusive a mais de quinhentas pessoas de uma vez, além das aparições a Pedro, a Tiago e aos Apóstolos.


4. Diante deste texto paulino perdem toda admissibilidade as hipóteses com as que se tratou, em maneira diversa, de interpretar a ressurreição de Cristo abstraindo-a da ordem física, de modo que não se reconhecia como um fato histórico; por exemplo, a hipótese, segundo a qual a ressurreição não seria outra coisa que uma espécie de interpretação do estado no qual Cristo se encontra depois da morte (estado de vida, e não de morte), ou a outra hipótese que reduz a ressurreição ao influxo que Cristo, depois de sua morte, não deixou de exercer (e mais ainda recomeçou com novo e irresistível vigor) sobre seus discípulos. Estas hipótese parecem implicar um prejuízo de rechaço à realidade da ressurreição, considerada somente como 'o produto' do ambiente, ou seja, da comunidade de Jerusalém. Nem a interpretação nem o prejuízo acham comprovação nos fatos. São Paulo, pelo contrário, no texto citado recorre às testemunhas oculares do 'fato': sua convicção sobre a ressurreição de Cristo, tem então uma base experimental. Está vinculada a esse argumento 'ex-factis', que vemos escolhido e seguido pelos Apóstolos precisamente naquela primeira comunidade de Jerusalém. Efetivamente, quando se trata da eleição do Matias, um dos discípulos mais assíduos do Jesus, para completar o número dos 'Doze' que tinha ficado incompleto pela traição e morte do Judas Iscariote, os Apóstolos requerem como condição que quem for eleito não só tenha sido 'companheiro' deles no período em que Jesus ensinava e atuava, mas sobre tudo possa ser 'testemunha da sua ressurreição' graças à experiência realizada nos dias anteriores ao momento no que Cristo (como dizem eles) 'foi subido ao céu entre nós' (At 1, 22).


5. Portanto não é possível apresentar a ressurreição, como faz certa crítica neotestamentaria pouco respeitosa dos dados históricos, como um 'produto' da primeira comunidade cristã, a de Jerusalém. A verdade sobre a ressurreição não é um produto da fé dos Apóstolos ou de outros discípulos pré ou pós-pascais. Dos textos resulta mas bem que a fé 'pré-pascual' dos seguidores de Cristo foi submetida à prova radical da paixão e da morte em cruz de seu Mestre. O mesmo tinha anunciado esta provação, especialmente com as palavras dirigidas ao Simão Pedro quando já estava às portas dos acontecimentos trágicos de Jerusalém; 'Simão, Simão! Olhe que Satanás solicitou o poder crivar-te como trigo; mas eu roguei por ti, para que a tua fé não desfaleça' (Lc 22, 31-32). A sacudida provocada pela paixão e morte de Cristo foi tão grande que os discípulos (ao menos alguns deles) inicialmente não acreditaram na notícia da ressurreição. Em todos os Evangelhos encontramos a prova disto. Lucas, em particular, faz-nos saber que quando as mulheres, 'retornando do sepulcro, anunciaram todas estas coisas (ou seja, o sepulcro vazio) aos Onze e a todos outros..., todas estas palavras lhes pareceram como desatinos e não lhes acreditavam' (Lc 24, 9. 11).


6. Pelo resto, a hipótese que quer ver na ressurreição um 'produto' da fé dos Apóstolos, cai também, por tudo quanto é referido quando o Ressuscitado 'em pessoa se apareceu em meio deles e lhes disse: Paz a vós!'. Eles, de fato, 'acreditavam ver um fantasma'. Nessa ocasião Jesus mesmo deveu vencer suas dúvidas e temores e convence-los de que 'era Ele': 'Me apalpem e vejam, que um espírito não tem carne e ossos como vêem que eu tenho'. E posto que eles 'não acabavam de acreditá-lo e estavam assombrados' Jesus lhes disse que lhe dessem algo de comer e 'comeu-o diante deles' (Cfr. Lc 24,36-43).


7. Além disso, é muito conhecido o episódio de Tomé, que não se encontrava com os outros Apóstolos quando Jesus veio a eles pela primeira vez, entrando no Cenáculo apesar de que a porta estava fechada (Cfr. Jo 20, 19). Quando, a sua volta, outros discípulos lhe disseram: 'Vimos ao Senhor', Tomé manifestou maravilha e incredulidade, e respondeu: 'Se não ver em suas mãos o sinal dos pregos e não coloco meu dedo no buraco dos pregos e não coloco minha mão em seu flanco não acreditarei. Oito dias depois, Jesus veio de novo ao Cenáculo, para satisfazer a petição de Tomé 'o incrédulo' e lhe disse: 'Aproxima aqui teu dedo e olha minhas mãos; traz a tua mão e coloca-a em meu flanco, e não seja incrédulo mas sim crente'. E quando Tomé professou sua fé com as palavras 'Meu senhor e meu Deus', Jesus lhe disse: 'Porque me viste acreditaste. Felizes os que não viram e acreditaram' (Jo 20, 24-29).
A exortação a acreditar, sem pretender ver o que se esconde pelo mistério de Deus y de Cristo, permanece sempre válida; mas a dificuldade do Apóstolo Tomé para admitir a ressurreição sem ter experimentado pessoalmente a presença do Jesus vivo, e que depois acontece diante das provas que lhe subministrou o mesmo Jesus, confirmam o que resulta dos Evangelhos sobre a resistência dos Apóstolos e dos discípulos para admitir a ressurreição.
Por isso não tem consistência a hipótese de que a ressurreição tenha sido um 'produto' da fé (ou da credulidade) dos Apóstolos. Sua fé na ressurreição nasceu, pelo contrário (baixo a ação da graça divina), da experiência direta da realidade de Cristo ressuscitado.


8. É o mesmo Jesus o que, depois da ressurreição, fica em contato com os discípulos com o fim de lhes dar o sentido da realidade e dissipar a opinião (ou o medo) de que se tratasse de um 'fantasma' e portanto de que fossem vítimas de uma ilusão. Efetivamente, estabelece com eles relações diretas, precisamente mediante o tato. Assim é no caso de Tomam, que acabamos de recordar, mas também no encontro descrito no Evangelho do Lucas, quando Jesus diz aos discípulos assustados: 'me apalpem e vejam que um espírito não tem carne e ossos como vêem que eu tenho' (24, 39). Convida-lhes a constatar que o corpo ressuscitado, com o que se apresenta a eles, é o mesmo que foi martirizado e crucificado. Esse corpo possui entretanto ao mesmo tempo propriedades novas: há-se 'feito espiritual' (e 'glorificado' e portanto já não está submetido às limitações habituais aos seres materiais e por isso a um corpo humano. (Em efeito, Jesus entra no Cenáculo apesar de que as portas estivessem fechadas, aparece e desaparece, etc.) Mas ao mesmo tempo esse corpo é autêntico e real. Em sua identidade material está a demonstração da ressurreição de Cristo.


9. O encontro no caminho do Emaus, referido no Evangelho do Lucas, é um fato que faz visível de forma particularmente evidente como amadureceu na consciência dos discípulos a certeza da ressurreição precisamente mediante o contato com Cristo ressuscitado (Cfr. Lc 24, 15-21). Aqueles dois discípulos do Jesus, que ao início do caminho estavam 'tristes e abatidos' com a lembrança de tudo o que tinha acontecido ao Mestre o dia da crucificação e não escondiam a desilusão experimentada ao ver derrubá-la esperança posta no como Messias liberador ('Esperávamos que seria O que ia liberar ao Israel') experimentam depois uma transformação total, quando lhes fica claro que o Desconhecido, com o que falaram, é precisamente o mesmo Cristo de antes, e se dão conta de que Ele, portanto, ressuscitou. De toda a narração se deduz que a certeza da ressurreição de Jesus fazia deles quase homens novos. Não só tinham readquirido a fé em Cristo, mas também estavam preparados para dar testemunho da verdade sobre sua ressurreição.



Bibliografias:

http://www.acidigital.com/fiestas/pascoa/papa.htm


Texto de autoria de Samuele Bacchiocchi, publicado no site Biblical Perspectives: (O Significado, Celebração e Data do Natal – Por Samuele Bacchiocchi)


01 - [ ] A Bíblia: Palavra de Deus ou de Homem? São Paulo: STVBT. 1989.
02 - [ ] A Verdade Que Conduz à Vida Eterna. São Paulo: STVBT. 1968.
03 - A BÍBLIA Anotada. São Paulo: Mundo Cristão, 1991.
04 - A BÍBLIA Vida Nova. 3ª ed. São Paulo: Vida Nova, 1980.
05 - BÍBLIA de Estudo Pentecostal. São Paulo: CPAD, 1995.
06 - BÍBLIA Scofield. 2ª ed. São Paulo: IBR, 1986.
07 - BITTENCOURT, Benedito de Paula. Problemas de Uma Igreja Local. Rio de Janeiro: JUERP. 1986.
08 - BROW, Colim (ed.). Dicionário Internacional de Teologia do Novo Testamento. São Paulo: Vida Nova, 1989.
09 - CHAEFER, Lewis Sperry. Teologia Sistemática. São Paulo: IBR. 1986.
10 - CHAMPLIN, R. N. Enciclopédia de Bíblia Teologia e Filosofia vl. 5. 3ª ed. São Paulo: Candeia.
11 - _______________. O Novo Testamento Interpretado Versículo por Versículo vl 1-6. São Paulo: Candeia.
12 - COFFMAN, Carl. Triunfo no Presente e Glória no Futuro. 3º Trim. Lição da Escola Sabatina. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira. 1989.
13 - COMENTÁRIO bíblico Broadman. 3ª Ed. Rio de Janeiro: JUERP, 1987. v. 8 a 12.
14 - COMENTÁRIO bíblico Moody. 4ª Ed. São Paulo: IBR, 1990. v. 4 e 5.
15 - CONRADO, Naor G. Cristo, O Único Caminho. 2º Trim. Lição da Escola Sabatina. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira. 1990.
16 - CRABTREE, Asa Routh. Teologia do Velho Testamento. 5ª Ed. Rio de Janeiro: JUERP, 1991.
17 - DUSILEK, Darci. A nova Vida em Cristo. 24ª Ed. Rio de Janeiro: JUERP, 1995.
18 - [ ]. É Esta Vida Tudo o Que Há? São Paulo: STVBT. 1975.
19 - ESTUDO Perspicaz das Escrituras. Vl. 1 e 2. São Paulo: STVBT. 1990.
20 - FILHO, Caio Fábio de Araújo. Mensagem ao Homem do Século XX. 3ª ed. Niterói: Vinde. 1991.
21 - FILHO, Carlos Ribeiro Caldas. Os Dez Mandamentos. vl. 34. Manhumirim: Didaquê, 1996.
22 - ___________________. Sofrimento e Esperança. vl. 31. Manhumirim: Didaquê, 1995.
23 - FILHO, Isaltino Gomes C. Gênesis I: capítulos 1-11. 2ª ed. Rio de Janeiro: JUERP, 1992
24 - ___________________. Malaquias Nosso Contemporâneo. 2ª ed. Rio de Janeiro: JUERP, 1994.
25 - FOSTER, George. O Poder Restaurador do Perdão. Venda Nova: Betânia, 1993.
26 - GARDNER, E. Clinton. Fé Bíblica e Ética Social. 2ª ed. Rio de Janeiro: JUERP, 1982.
27 - GINGRICH, F. Wilbur. Léxico do N.T. Grego/Português. São Paulo: Vida Nova. 1984.
28 - GONZALEZ, Lourenço. Assim Diz o Senhor. 4ª Ed. São Paulo: ADOS, 1990.
29 - HOLANDA, Aurélio Buarque Ferreira de. Médio Dicionário Aurélio. Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 1980.
30 - KIESLER, Herbert. A Carta aos Romanos. 4º Trim. Lição da Escola Sabatina. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira. 1990.
31 - KORNFIELD, David. Implantando Grupos Familiares. São Paulo: Sepal,1995.
32 - LIMA, Delcyr de Souza. Êxodo II: capítulos 20-40. Rio de Janeiro: JUERP, 1994.
33 - MCALISTER, Roberto. As Dimensões da Fé Cristã. 3ª Ed. Rio de Janeiro: Carisma. 1982.
34 - MENDES, Genésio. Doutrinal. 6ª Ed. São Paulo: A Voz do Cenáculo. 1993.
35 - ________________. Lições Bíblicas. 3º Trim. São Paulo: A Voz do Cenáculo. 1991.
36 - MENDES, Genésio. et al. Luz Para o Teu Caminho. 3ª Ed. São Paulo: DECR. 1987.
37 - MENDONÇA, Ezequiel V. de. Evangelho & Doutrina Passo a Passo. Votuporanga: São Bento. 1995.
38 - MILNE, Bruce. Estudando as Doutrinas da Bíblia. 3ª Ed. São Paulo: ABU. 1993.
39 - OLIVEIRA, Valdeci Nunes de. O Ministério da Última Semana. São Paulo: DECR, 1996.
40 - PEARLMAN, Myer. Conhecendo as Doutrinas da Bíblia. 12ª Ed. São Paulo: Vida. 1987.
41 - RAMOS, Estível et al. Lições Bíblicas. 4º Trim. São Paulo: A Voz do Cenáculo. 1997.
42 - RICE, George E. I Pedro – Viva Esperança. 3º Tim. Lição da Escola Sabatina. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira, 1992.
43 - RIGGS, Ralph M. O Espírito Santo. 3ª Ed. São Paulo: Vida,1988.
44 - ROPS, Henri Daniel. A Vida Diária nos Tempos de Jesus. 2ª ed. São Paulo: Vida Nova, 1986.
45 - SANTOS, Enéias Manoel dos. Lições Bíblicas. 4º Trim. São Paulo: A Voz do Cenáculo. 1987.
46 - SCHULTZ, Samuel J. A História de Israel. São Paulo: Vida Nova, 1986.
47 - SHELDON, Jean. Convite Para o Reino. 1º Trim. Lição da Escola Sabatina. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira. 1990.
48 - SIZEMORE, Denver. Doutrina Cristã. Brasília- DF: FTCB. 1991.
49 - SPANGLER, J. Robert. et al. Deus Revela Seu Amor. 4º Trim. Lição da Escola Sabatina. Tatuí: Casa Publicadora Brasileira. 1988.
50 - SPERANDIO, Ismail. Integração na Vida Cristã. 4ª Ed. São Paulo: SEPAL, 1993.
51 - THIESSEN, Henry Clarence. Palestras em Teologia Sistemática. 3ª Ed. São Paulo: IBR. 1994.
52 - TOGNINI, Enéias. O Período Interbíblico. 5ª Ed. São Paulo: Louvores do Coração. 1980.
53 - VIRKLER, Henry A. Hermenêutica, Princípios e Processos de Interpretação Bíblica. São Paulo: Vida. 1987.
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16 de fevereiro de 2017 09:22

Foi no ano 30 dia 5 de Abril, que Cristo morreu, com quase 34 anos, numa 4ª feira, dia 14 de Nisan do ano judaico 3790.
Ressuscitou no fim de um Sábado,( Mateus cap 28 verso 1 JFA), antes de algumas mulheres irem ao sepulcro, quando já despontava o primeiro dia da semana.

http://www.bing.com/search?q=data+morte+cristo&src=IE-SearchBox&pc=EUPP_&first=41&FORM=PORE
.




https://www.timeanddate.com/calendar/monthly.html?year=30&month=4&country=34




3790-30+2017=5777.




No nosso calendário não há ano zero ....

Assim, Cristo nasceu cerca do ano -5 (30 - 34 -1 = -5) do nosso calendário, no fim do verão ou inicio de Outono, por ocasião das festas das Trombetas, Expiação e dos Tabernáculos.

A sua segunda vinda também é esperada por alguns, por esta altura, talvez neste ano de 2017, quando começa o ano 5778 judaico.

http://www.apalavraviva.org.br/festas-e-celebracoes/
As datas oficiais da ICAR estão relacionadas com festividades do paganismo e têm objetivo comercial.

16 de fevereiro de 2017 10:50

Prezado protestante papagaio de pastor Manuel Portugal,


A escritura e a história arqueológica contradiz completamente suas palavras:


Tito 3,9: “Quanto a questões tolas, genealogias, contendas e disputas relativas à lei, foge delas, porque são inúteis e vãs. “


Colossenses 2,16: “Ninguém, pois, vos critique por causa de comida ou bebida, ou espécies de festas ou de luas novas ou de sábados. “

Quanto àquele dia e àquela hora, ninguém o sabe, nem mesmo os anjos do céu, mas somente o Pai. (Mateus 24,36)

O primeiro testemunho indireto de que a natividade de Cristo foi em 25 de dezembro partiu de Julio Africano no ano 221.A primeira referência direta de sua celebração aparece no calendário litúrgico filocaliano do ano 354 (MGH, IX, I, 13-196): VIII kal. Ian. natus Christus in Betleem Iudeæ (“no dia 25 de dezembro nasceu Cristo em Belém da Judéia”). A partir do século IV, os testemunhos deste dia como data do nascimento de Cristo tornam-se comuns na tradição ocidental. Na oriental, prevalece a data de 6 de janeiro.Coincidentemente, em 25 de dezembro, celebra-se em Roma o die natalis Solis invicti, o dia do nascimento do Sol invicto, a vitória da luz sobre a noite mais longa do ano. A liturgia de Natal e os Padres da época estabeleciam um paralelismo entre o nascimento de Jesus Cristo e expressões bíblicas como “sol de justiça” (Ml 4, 2) e “luz do mundo” (Jo 1, 4ss.)

NOVAS DESCOBERTAS CONFIRMAM ESTA NATIGA TRADIÇÃO CRISTÃ


Nos dias de hoje, graças aos documentos de Qumran*, podemos estabelecer o dia 25 de Dezembro como o dia preciso do nascimento de Jesus. Essa é, de fato, uma descoberta extraordinária feita por Shemarjahu Talmon, docente judeu, da Universidade Hebraica de Jerusalém.Procuremos compreender o mecanismo, que é complexo, mas fascinante:


1)- Se Jesus nasceu no dia 25 de Dezembro, a sua concepção virginal ocorreu, obviamente 9 meses antes. E, com efeito, os calendários cristãos colocam no dia 25 de Março a Anunciação do Anjo S. Gabriel a Maria.

2)- Mas sabemos pelo próprio Evangelho de S. Lucas que, precisamente seis meses antes, tinha sido concebido por Isabel, João, o precursor, que será chamado o Baptista. A Igreja Católica não tem uma festa litúrgica para esta concepção, mas a Igreja do Oriente celebra-a solenemente entre os dias 23 e 25 de Setembro; ou seja, seis meses antes da Anunciação a Maria.


Continua...

16 de fevereiro de 2017 10:50

4)- De fato, é precisamente da concepção do Baptista que devemos partir. O Evangelho de S. Lucas abre-se com a história do velho casal, Zacarias e Isabel, já resignado à esterilidade – considerada uma das piores desgraças em Israel. Zacarias pertencia à casta sacerdotal e, um dia, em que estava de serviço no Templo de Jerusalém, teve a visão de Gabriel (o mesmo anjo que aparecerá seis meses mais tarde a Maria, em Nazaré), o qual lhe anunciou que, não obstante a idade avançada, ele e a mulher iriam ter um filho. Deviam dar-lhe o nome de João e ele seria grande «diante do Senhor».

5)- Lucas teve o cuidado de precisar que Zacarias pertencia à classe sacerdotal de Abias e que quando teve a aparição «desempenhava as funções sacerdotais no turno da sua classe». Com efeito, no antigo Israel, os que pertenciam à casta sacerdotal estavam divididos em 24 classes, as quais, alternando-se segundo uma ordem fixa e imutável, deviam prestar o serviço litúrgico no Templo, por uma semana, duas vezes por ano. Já se sabia que a classe de Zacarias – a classe de Abias – era a oitava no elenco oficial. Mas quando é que ocorriam os seus turnos de serviço?

6)- Ora bem, o enigma foi desvendado pelo professor Shemarjahu Talmon, docente na Universidade Hebraica de Jerusalém, utilizando investigações desenvolvidas também por outros especialistas e trabalhando, sobretudo, com textos encontrados na Biblioteca essena de Qumran.


7)- O estudioso conseguiu precisar em que ordem cronológica se sucediam as 24 classes sacerdotais. A de Abias prestava serviço litúrgico no Templo duas vezes por ano, tal como as outras, e uma das vezes era na última semana de Setembro. Portanto, torna-se verossímil a tradição dos cristãos orientais que coloca entre os dias 23 e 25 de Setembro o anúncio a Zacarias.


8)-Mas esta verossimilhança aproximou-se da certeza porque os estudiosos, estimulados pela descoberta do Professor Talmon, reconstruíram a “fileira” daquela tradição,das Igrejas do Oriente que é tão firme quanto antiga, tal como se confirma em muitos outros casos.


Eis, portanto, como aquilo que parecia mítico assume, improvisamente, uma nova feição apodítica – Uma cadeia de acontecimentos que se estende ao longo de 15 meses: em Setembro o anúncio a Zacarias e no dia seguinte a concepção de João; seis meses depois, em Março, o anúncio a Maria; três meses depois, em Junho, o nascimento de João; seis meses depois, o nascimento de Jesus. Com este último acontecimento, chegamos precisamente ao dia 25 de Dezembro; dia que não foi, portanto, fixado ao acaso.


FONTE: TOLLEY, Thomas J. The origins of the liturgical year, 2nd ed., Liturgical Press, Collegeville, MN, 1991 (tradução italiana: Le origini dell’anno liturgico, Queriniana, Brescia, 1991).


Shalom !!!

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