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A interpretação nacionalista das escrituras em contraposição com um mundo globalista

Written By Beraká - o blog da família on quinta-feira, 19 de outubro de 2023 | 15:57

 


 



Por *Francisco José Barros Araújo 




O que é nacionalismo?




Existem muitas definições de nacionalismo e um debate intenso sobre a melhor forma de conceituá-lo. Revisando a literatura acadêmica padrão sobre nacionalismo, encontrei vários temas recorrentes. A maioria dos estudiosos concorda que "o nacionalismo começa com a crença de que a humanidade é divisível em grupos culturais distintos e internamente coesos, definidos por traços compartilhados como idioma, religião, etnia ou cultura". Partindo disso, segundo os estudiosos, os nacionalistas acreditam que cada um desses grupos deve ter seu próprio governo; que os governos promovam e protejam a identidade cultural de uma nação; e que grupos nacionais soberanos forneçam significados e propósito para os cidadãos e povos de sua nacionalidade, bem como, propaguem aqueles propósitos de caráter mais universalistas a todos.





 

Nas Escrituras Hebraicas, "como movimento Teãndrico", é preciso separar o elemento humano daquilo que é revelação divina. Ali encontramos o povo de Israel na marcha ascendente da revelação. Os israelitas nesse contexto, viam o mundo dividido em mocinhos e bandidos. O povo de Israel era o mocinho, porque tinha uma aliança especial com Deus, e muitas vezes achavam que isso lhes davam o direito de excluir os demais povos do contato com o verdadeiro Deus.



Alguns livros do Antigo Testamento, como: Isaias, jeremias, Rute e Jonas, desafiaram essa visão nacionalista fechada e sectária:  




-Um dos autores de Isaías, conhecido pelos estudiosos das Escrituras como "Trito-Isaías", lembra ao povo de Israel que "Deus chama todas as pessoas". Em Isaías 66,18 o Senhor diz: “Eu venho para reunir nações de todas as línguas; eles virão e verão a minha glória.” 



 

-Jeremias 1,4-12: “A mim me veio, pois, a palavra do Senhor, dizendo: Antes que Eu te formasse no ventre materno, Eu te conheci, e, antes que saísses do ventre de tua mãe, Eu te consagrei, e te constituí profeta das nações. Então, lhe disse eu: ah! Senhor Deus! Eis que não sei falar, porque não passo de uma criança. Mas o Senhor me disse: Não digas: Não passo de uma criança; porque a todos a quem Eu te enviar irás; e tudo quanto Eu te mandar, falarás. Não temas diante deles, porque Eu Sou contigo para te livrar, diz o SENHOR. Depois, estendeu o Senhor a mão, tocou-me na boca e o Senhor me disse: Eis que ponho na tua boca as minhas palavras. Olha que hoje Te constituo sobre as nações e sobre os reinos, para arrancares e derribares, para destruíres e arruinares e também para edificares e para plantares...”

 

 

- Jonas nutria certa repugnância e desdém para com outras nações que não serviam ao único e verdadeiro Deus. Como muitos outros livros da Bíblia, Jonas começa afirmando sua mensagem como Palavra de Deus: “Veio a palavra do Senhor a Jonas, filho de Amitai” (cf. Jn 1, 1). A ordem dada a Jonas por Deus não foi só soberana e repentina, mas também, difícil! Nínive se encontrava longe dali, no centro de um império pagão e violento. Era uma das maiores e mais importantes cidades do mundo  antigo, razão pela qual Deus se refere a ela como “a grande cidade de  Nínive”. O capítulo 3 do livro de Jonas, nos conta que “… Nínive era cidade mui importante diante de Deus, e de três dias para percorrê-la” (cf. Jn 3,3). Sua distância ficava a mais ou menos 900 km ao nordeste de  Israel, perto da cidade de Mosul, no atual Iraque. E Deus estava enviando Jonas a sós, ordenando-lhe proclamar uma mensagem de conversão com ameaças de completa destruição: “Ainda quarenta dias, e Nínive será subvertida!” (cf. Jn 3,4). Imagine você, sendo um Judeu nacionalista, receber um chamado desse tipo! Imagine as dificuldades que passariam pela sua mente, os obstáculos e rejeições que se oporiam a qualquer tipo de êxito!

 

 

-A tocante história de Rute "situa-se no quadro do declínio de Israel", no fim do período dos Juízes. Rute era estrangeira, não era Israelita, não tinha filhos, e ainda para piorar, era viúva, o que a deixou na total pobreza, sem nenhuma fonte de sustento. Contudo, Rute aceitou a palavra de Deus revelada aos Judeus, e uniu-se a fé do povo da primeira aliança do Senhor. Embora não pudesse se livrar de sua situação de pobreza, no final ela foi “redimida” por um parente, Boaz, um homem de Belém. É possível que tenha sido Samuel o escolhido para escrever esta curta narração, no momento em que Davi recebia a unção real, visto que o autor tem o cuidado de estabelecer a ligação genealógica entre Rute e o grande chefe de Israel (cf. Rute 4,18-22). É uma maravilhosa imagem do plano redentor de Deus: Por amor Ele convida os pagãos, que somos nós, a fazerem parte de Seu povo escolhido, porque no messias Jesus, o Cristo por excelência, é Aquele que tem “o verdadeiro "direito de resgate” sobre nossas almas! (confira Rute 4, 1-8 em paralelo com Apocalipse 5,1-9).

 

 




Este mesmo tema universalista, rompendo com o nacionalismo judaico, é retomado no Evangelho de Lucas 13,29 -  onde Jesus nos diz que:  




“As pessoas virão do leste e do oeste, do norte e do sul, e tomarão seus lugares na festa do reino dos céus”








A vontade salvífica de Deus é universal; estende-se a todas as pessoas. A cada pessoa na terra é oferecido o amor e a graça de Deus! Na medida em que responderem, serão envolvidos no amor de Deus. Na medida em que disserem sim a Deus, estarão unidos a Deus. Isto é o que a Igreja Católica afirmou no Concílio Vaticano II (1962-1965). O ecumenismo consiste em reconhecer que Deus pode falar a todas as pessoas, mesmo aquelas fora da Igreja Católica e mesmo aquelas fora do cristianismo. Os Evangelhos nos pedem para olhar além das fronteiras de nossa comunidade, além das fronteiras de nossos bairros e além das fronteiras de nossa nação. Um cristão deve ver todas as pessoas como irmãos e irmãs capazes de ouvir o Espírito de Deus. 











Podemos aprender a ouvir melhor a Deus, ouvindo e respeitando uns aos outros, como fez Jesus com o Centurião romano e a mulher Cananéia, e as escrituras dizem que Jesus ficou perplexo e admirado, a ponto de os elogiar!












É disso que se trata o "ecumênismo" (entre cristãos) e "diálogo inter-religioso" (com as demais religiões) - Sejamos claros: 




O nacionalismo nunca pode ser confundido com o patriotismo! Com efeito, enquanto o patriota se orgulha do seu país por aquilo que faz de bom e bem, o nacionalista orgulha-se do seu país, faça o que fizer, e como fizer! O primeiro contribui para criar sentido de responsabilidade, enquanto o segundo, conduz a uma arrogância cega que conduz à guerra. 





O papa Francisco expressou-se em relação à relevância religiosa perante os perigos de hoje nestes termos: 




«As religiões têm uma tarefa educativa: ajudar a extrair do ser humano o melhor de si! Enquanto emergem cada vez mais as reações rígidas e fundamentalistas de quem, com a violência da palavra e dos gestos, quer impor atitudes extremas e radicalizadas, e as mais distantes do Deus vivo...»







Os textos do Antigo Testamento "são muito ambíguos" em relação ao nacionalismo (o que permite interpretações hermenêuticas equivocadas)






Por um lado, sustêm o exclusivismo religioso-cultural de Israel e o seu correlato sentimento de ser favorito de Deus; por outro, retratam a visão do amor universal de Deus que cuida de todos os povos. Ou seja, por um lado temos a denominada «trajetória de consolidação real», tendente a favorecer, defender e justificar o papel da classe dirigente judaica e a sua teologia. Por outro, é expressiva a denominada «trajetória de libertação profética», caracterizada pela autêntica crítica quando aos estilos de vida egoístas e centralizadores dos governantes, com a previsão do juízo, do castigo, e de uma sucessiva reconstrução de Judá no âmbito de uma providência universal de Deus.





Até os profetas, com efeito, relativizam a proximidade exclusiva de Israel a Deus: 




«Porventura não sois vós para mim, ó filhos de Israel, como os filhos dos cuchitas? Oráculo do Senhor. Acaso, não fiz sair Israel da terra do Egito, os filisteus de Caftor, e os arameus de Quir?» (Amós 9,7)




Esconjurando uma visão tipicamente exclusivista, com a repetida evocação da mescla de raças que caracteriza a história judaica, do rei pagão Ciro que é «o eleito do Senhor» (Isaías 45,1), do rei Nabucadonosor que é «o servo do Senhor» (Jeremias 27,6), e de Deus, que não é Deus do seu povo «só ao perto», mas também «ao longe» (Jeremias 23,23). Ler estes textos no interior de um quadro global da justiça e do amor de Deus como são revelados pelo acontecimento Cristo comporta a denúncia inequívoca de toda a opressão e exploração de qualqer ser humano, em qualquer circunstância. Qualquer visão que não se coloque neste nível vai, certamente, contra o querer salvífico universal de Deus.

 



O "próximo" em vez do nacionalismo




Neste sentido, é iluminador tomar em consideração a parábola do bom samaritano (cf. Lucas 10,25-37). O seu impacto reside na idealização do samaritano, em vez da de um (bom) judeu. Ainda que criticando o sacerdote e o levita pela sua religiosidade sem a caridade fraterna, a parábola poderia ter exaltado aqueles judeus como exaltou em Macabeus os sacerdotes e Levitas no templo quando eram massacrados e mortos, sem parar de fazer a liturgia ( II Macabeus 4-7). Porque é que, em vez disso, exalta um samaritano? A nova categoria, do “próximo”, é um antídoto para autojustificação nacionalista. O próximo não coincide com o correligionário e o conacional. A parábola do bom samaritano destrói o mito de um nacionalismo que se propõe construir uma nação sobre os escombros de alguns dos seus cidadãos e dos seus vizinhos. O empenho em fazer-se próximo seja de quem for, como é exaltado na parábola, exige passos concretos. Diante do próximo necessitado, o nacionalismo e o patriotismo hipócrita acabam no esquecimento, e emerge a verdade concreta de cada ser humano criado à imagem e semelhança de Deus.





O acontecimento pascal, da morte e ressurreição de Jesus, marcará depois definitivamente a passagem a um novo Povo de Deus




Seus membros se reconciliaram no sangue de Cristo independentemente das suas pertenças e culturas. Como diz S. Paulo, «a nossa cidadania (…) está nos céus, e de lá esperamos como salvador o Senhor Jesus Cristo» (Filipenses 3,20). Esta “cidadania celeste” transcende quaisquer cidadanias facciosas. Além disso, o amor do próximo é verdadeiramente o amor do “outro”, em contraste com «o amor de si próprio ou do semelhante» sustentado pelo nacionalismo, porque este último é «amor por mim», um amor narcisista, que o cristianismo não pode aprovar. Justamente, portanto, a parábola do bom samaritano estabelece a prioridade não do meu povo ou da minha nação, mas do necessitado, quem quer e onde quer que esteja. Ao contrário, o facciosismo do nacionalista só beneficia aos seus compatriotas e simpatizantes da sua causa. Jesus ensina um amor radical que reconhece o valor igual de cada pessoa criada à imagem de Deus, e proíbe um tratamento especial para mim e para os meus, e nada para os outros. Se a construção dos significados se dá em uma determinada sociedade, a partir de sua experiência e de sua práxis social, torna-se importante reconhecer o contexto histórico de produção dos discursos por meio dos quais se constroem esses significados. A redação da Bíblia Sagrada, completa, totaliza 73 livros, sendo 46 do Antigo Testamento e 27 do Novo Testamento, foi escrita num período de aproximadamente 1500 anos, teve cerca de 40 autores, das mais variadas profissões e atividades, viveram e escreveram em países, regiões e continentes distantes uns dos outros, em épocas e condições diversas, entretanto seus escritos formam uma harmonia perfeita. 




QUEM FORAM alguns OS SUPOSTOS ESCRITORES HUMANOS (DIRETOS OU INDIRETOS) DO ANTIGO TESTAMENTO?



-Dois eram pastores (Moisés e Amós)


-Três eram sacerdotes (Esdras, Jeremias e Ezequiel). 


-Dois eram reis (Davi e Salomão). 


-Samuel era um Juiz (o último, o qual ungiu Saul como rei).


-Daniel era de linhagem nobre e real (Dn 1,3), levado cativo de Judá para a Babilônia pelo rei Nabucodonosor no terceiro ano do reinado de Joaquim, rei de Judá (Dn 1,1). Na Babilônia, foi educado para o serviço no Império Babilônico, sendo instruído sobre a língua e a civilização dos caldeus (Dn 1, 4), tornou-se governador.


-Josué era um comandante de guerra e sucessor de Moisés na condução do povo escolhido.


-Neemias era mordomo. 





QUEM FORAM alguns OS SUPOSTOS ESCRITORES HUMANOS (DIRETOS OU INDIRETOS) DO NOVO TESTAMENTO?





-Mateus era cobrador de impostos (não era pobre materialmente).


-Lucas era médico (portanto, também, não era pobre materialmente)


-Paulo era Judeu, da seita dos fariseu, comprou o título de cidadão romano, fazia e comerciava Tendas (também não era pobre materialmente).


-Pedro e João eram pescadores (tinham barcos próprios, e também, não eram pobres materialmente).



A pluralidade de autores muito contribuiu para a riqueza do próprio texto, o qual deixa de apresentar o ponto de vista de um indivíduo ou grupo, e passa a representar crenças de um povo ao longo de muitos séculos. Além das qualidades literárias, inclusive poéticas, que a Bíblia apresenta em muitos de seus textos, temos também informações históricas e lingüísticas da maior importância. Mesmo porque a organização que lhe deram seus compiladores e editores acabaram gerando novas informações.




Os cinco primeiros Livros do Antigo Testamento foram escritos por Moisés (ou discípulos seus), por volta de 1400 a.C., e o último Livro da Bíblia, foi escrito pelo apóstolo João por volta do ano 90 d.C. 




Portanto, alguns dos Livros foram escritos há mais ou menos 3400 anos, sendo que o último deles há cerca de  2020 anos. Isto mostra a dificuldade que temos que transpor para compreender a Palavra de Deus. Em meio a essa diversidade cronológica, cultural, geográfica, e idiomática. Vários são os abismos se apresentam pelo fato de termos em mãos uma "coleção de livros" (bíblia) muito antiga.




O ABISMO CRONOLÓGICO




A Bíblia foi escrita há milênios atrás. Seu último Livro foi escrito no final do primeiro século da Era Cristã, o que nos separa temporalmente, em dois milênios. Como não estávamos presente quando estes textos foram escritos, não podemos perguntar aos autores o que eles queriam realmente dizer quando os escreveram. A história da interpretação das Escrituras visa mostrar como, desde cedo, o estudioso da Bíblia procurou condições de transpor esse abismo temporal.




O ABISMO GEOGRÁFICO




Os lugares onde ocorreram os fatos das Escrituras estão distantes da maior parte dos seus leitores. Foi no Oriente Médio, no Egito e nas nações mediterrâneas e meridionais da Europa, de hoje, que os personagens bíblicos viveram, pensaram, peregrinaram, e escreveram.




O ABISMO CULTURAL



O mundo em que os escritores da Bíblia viveram não é o mesmo da atualidade! Muita coisa mudou!  Seus costumes, tradições e crenças estão num passado distante. A falta de conhecimento de tais hábitos gera interpretações errôneas. Os intérpretes das Escrituras devem observar atentamente os traços culturais, onde o texto sagrado foi gerado, da qual preservam ainda vestígios significantes.




O ABISMO LINGÜÍSTICO




Além dos abismos cronológico, geográfico e cultural, o intérprete vai se deparar com o abismo lingüístico. A forma de falar e de escrever dos autores sagrados já não existe. Não se fala mais o hebraico, o aramaico e o grego bíblicos nos dias de hoje, mesmo em países onde as Escrituras foram escritas. Para se ter uma noção, os verbos e substantivos que se referem a um mesmo núcleo de significados derivam de uma mesma raiz. Assim, por exemplo, as três consoantes MLK formam o substantivo MeLeK (rei) ou a forma verbal MaLaK (ele reinou). Para reconhecer qual das duas formas deve ser lida numa determinada passagem, o intérprete, sem os recursos da escrita vocálica, não tem alternativa senão recorrer ao contexto. As formas para indicar tempo e pessoa se formam mediante flexão interna e flexão por prefixação, sufixação ou de infixo: MeLaK-TeM (vós reinastes), HiMLîK (ele fez reinar) etc. Qualquer estudante de hebraico sabe como é difícil algumas vezes identificar a raiz de uma forma verbal. Não é de admirar que o próprio texto bíblico apresente algumas vezes duas leituras variantes, ocasionadas pela diferente identificação da raiz verbal. O hebraico é uma língua relativamente pobre em adjetivos. Carece também de formas específicas para expressar o comparativo e o superlativo. Em seu lugar utiliza a forma do construtor ou outro tipo de expressão. Assim, por exemplo, “o Santo dos Santos”, designa o espaço mais sagrado do Templo e “o Cântico dos Cânticos”, o cântico por antonomásia. Além disso, tanto o hebraico quanto o aramaico são lidos da direita para a esquerda, e não da esquerda para a direita. Ademais, não havia separação entre as palavras. As palavras escritas nessa língua bíblica emendavam-se umas às outras. As cópias do Novo Testamento chegaram até nossos dias em uma quantidade incomparavelmente maior do que qualquer outra obra do mundo clássico. “Conhecem-se cerca de 5.000 manuscritos gregos do Novo Testamento, aos quais é preciso acrescentar uns 10.000 manuscritos das distintas versões antigas, assim como milhares de citações nos Padres da Igreja”. Outra dificuldade imposta pelo abismo lingüístico é o fato de que as línguas bíblicas originais continham expressões incomuns de sentido obscuro, difíceis de compreender em nosso idioma. A ciência que busca descobrir quais textos são originais é conhecida pelo nome de "crítica textual".




O ABISMO LITERÁRIO




A Bíblia Sagrada é um conjunto de escritos produzidos por pessoas reais que viveram em épocas históricas diferentes. Essas pessoas usaram suas línguas nativas e as formas literárias então disponíveis para a auto-expressão, criando, no processo, um material que pode ser lido e apreciado nas mesmas condições que se aplicam à literatura em geral, onde quer que seja encontrada, sem jamais se esquecer que as Escrituras é um repositório da verdade religiosa. A Bíblia não é um Livro no sentido comum do termo, mas "uma antologia – um conjunto de seleções de uma biblioteca de escritos religiosos e nacionalistas produzidos ao longo de um período de 1500 anos." Não houve uniformidade na composição dos Livros da Bíblia. Uns foram escritos na cidade, outros no campo, no palácio, em ilhas, em prisões e no deserto, por classes: sacerdotais, proféticas, palacianas e populares. Apesar de tantas diferentes condições a mensagem das Escrituras é sempre única. Embora a Bíblia seja, num sentido geral, literatura, tais como o são os produtos dos escritos modernos, as suas formas literárias são bastante diferentes das nossas para exigir um estudo particular. Os estilos e formas de escrita dos tempos bíblicos são diferentes do mundo ocidental moderno. Os escritores bíblicos, naturalmente, estavam cônscios disso, de modo que escolheram as palavras e formas literárias que melhor poderiam transmitir o significado pretendido. Quando o propósito era compartilhar informações de natureza histórica, a melhor forma era a narrativa, como, por exemplo, as de Paulo, Pedro e João. Vários Livros das Escrituras empregaram este gênero (de Gênesis à Ester e de Mateus a Atos). Até mesmo na linguagem profética encontramos narrativa, como por exemplo, em Jeremias 26-29; 32-45; 52; Ageu 1-2; Daniel 1-6. Vale, ainda, ressaltar que em muitas narrativas há, também, poesia (Êxodo 15; Juízes 5; 1 Samuel 2). Está claro, portanto, que existem várias formas literárias na Bíblia, cada uma com suas próprias regras de interpretação.





O ABISMO DA "MATURIDADE ESPIRITUAL E HUMANA" EM CONTÍNUA EVOLUÇÃO



O fato de sermos, limitados, humanos, imperfeitos e pecadores impõe limites à nossa capacidade de interpretar as Escrituras. O apóstolo Paulo escreveu sobre isso dizendo:




“Ora, o homem natural não aceita as coisas do Espírito de Deus, porque lhe são loucura; e não pode entendê-las, porque elas só se discernem espiritualmente..."(1 Coríntios 2,14-15).




Conforme nos revela o Catecismo da Igreja Católica (CIC Nº 81): “A Sagrada Escritura é a Palavra de Deus enquanto redigida sob a moção do Espírito Santo” - Muitas pessoas desanimam após iniciar a leitura da Bíblia porque encontram dificuldades na compreensão dos textos, não acham conexão entre os livros e se escandalizam diante de certos fatos bíblicos relatados no A.T. em comparação com a imagem de um Deus bondoso, justo e misericordioso. 




ATENÇÃO! Para se saber o que realmente o autor sagrado queria revelar é necessário levar em consideração alguns detalhes:





1)- Quais as condições e contexto da época em que o texto foi escrito?




2)- Qual a cultura do autor ? A quem ele dirigia sua mensagem? Qual era seu objetivo?




3)- Que gênero literário predominava na época; a forma de falar; os sentimentos de então; como era a narrativa, a forma de expressão?






CIC Nº 111: “Há de considerar também que a Sagrada Escritura deve ser lida e interpretada com a ajuda daquele mesmo Espírito em que foi escrita”. - O cristão ao ler os Livros Sagrados, para bem entendê-lo deve ter um mínimo de informações sobre o gênero e as particularidades literárias da obra; situar o escrito em seu contexto histórico; compreender bem as modalidades do ensino religioso dado pelo escritor; e saber colocar esse ensino no quadro da revelação total em vista da perfeição cristã. Estes aspectos estão dispostos na introdução a cada livro de algumas Bíblias, e é muito importante, também, a sua leitura. É necessário que se entenda o que acontecia em cada época das narrações, em cada história narrada havia uma percepção diferente de mundo. A cultura de cada povo, em determinada época e espaço geográfico influenciava, e ainda influencia, a maneira de se escrever, a forma de expressar-se.  O que em uma época era importante, deixava de ser em outro momento ou para outros povos. Logo, os textos podem enfatizar algo em um livro e em outro não dar a mesma importância.É preciso principalmente entender que os homens da antiguidade, mesmo os mais chegados a Deus, tinham mentalidade primitiva e, praticavam o que hoje para nós seriam “escândalos morais”, tais como: A mentira, fraude, crueldade para com os adversários, concubinato, poligamia. - "Deus respeita o lento desabrochar da natureza. Esse desabrochar da consciência humana deveria acontecer pela reflexão dos homens de todos os tempos, e pela meditação da Revelação de Deus. Assim, por esses meios: Experiência, Reflexão e Revelação, a consciência do povo de Deus foi se aperfeiçoando, desde a moralidade simples dos Patriarcas do Antigo Testamento (com a lei do olho por olho) até à lei de Cristo da caridade (de dar vida em favor do outro). Este caminho ascendente foi lento, gradual e árduo por causa das consequências do pecado original que enfraqueceram a inteligência e a vontade do homem. Veja a fé de Abraão e de Moisés, o fervor da oração de Davi, o zelo de Elias, são modelos que devemos imitar em algumas de suas ações. A Igreja, porém, não os coloca nos altares porque nem sempre suas atitudes servem de modelo de vida para nós Cristãos”.





D. Estevão Bettencourt em seu livro: “Para entender o Antigo Testamento” (editora Lúmen Christi), nos ajuda a entender esta realidade: 





Os textos bíblicos que narram coisas desse tipo deixam chocado o leitor que não se dá conta da moral primitiva desses homens. Pode parecer que nem a consciência repreendia os israelitas que assim procediam, e que nem o próprio Deus os censurava. Antes de tudo é preciso saber que nem tudo que o Antigo Testamento narra é proposto como “norma de conduta” para nós. Nem todas as ações de um herói (como Sansão, por exemplo) de um livro inspirado por Deus, são inspiradas. A Bíblia não tem erro de doutrina, e ou de verdades de fé reveladas por Deus para nossa salvação, mas pode ter falhas de outra natureza. A Igreja, assistida pelo Espírito Santo, sabe fazer este discernimento, e é para isto que Jesus deixou o Magistério sagrado do Papa e dos Bispos. A Igreja sabe encontrar as verdades dogmáticas transmitidas mesmo através de histórias às vezes “não edificantes”, pois erros e falhas são acidentais, já as mentiras são propositais, e julgar o passado com a mentalidade do presente chama-se: ANACRONISMO, e só pessoas ignorantes e anacrônicas procedem desta forma. O símbolo, a parábola e o real estão presentes na mente daquele que deseja expressar uma realidade difícil de explicar em linguagem humana. Então muitas vezes o autor se utiliza da linguagem mítica para explicar realidades transcendentes e as interrogações profundas do homem, realidades religiosas e existenciais, que a ciência não tem resposta: Porque existimos? Porque o mal e o sofrimento? Por que uns são mais capacitados e agraciados que outros? Porque a Morte? O que acontece depois da morte? Os sentidos não captam todas as realidades, e certamente não as do “além”, mas, para falar delas, é necessário empregar uma linguagem humana. O mito, a parábola, a profecia, a poesia, e a linguagem apocalíptica por exemplo, é a maneira por excelência de visualizar ao falar dessas realidades transcendentais. Os escritos da Bíblia não recorreram a linguagem filosófica da nossa Cultura Grega ocidental  para falar dessas realidades, mas à linguagem mítica, simbólica e figurada, de imagens tomadas do mundo de suas experiências cotidianas, enfim da cultura oriental judaica, que é mais experiencial que intelectual (Exemplo: Eclesiates 1,2: “Vaidades das vaidades tudo é vaidade...”O autor Judaico antes de escrever fez a experiência da vivência da vaidade para depois narrar).Fala-se de Deus como juiz, pai, rei, Sr. dos exércitos, etc (que são metáforas analógicas). Deus como alguém que fala, age, e se encoleriza, como se fosse um humano, embora Deus não seja humano e esteja acima de nossas categorias de compreensão. São Tomaz de Aquino dizia que a verdade é maior que nossa inteligência, portanto, jamais teremos condições de apreender toda a verdade em nosso intelecto humano limitado.O Fundamentalista nega a possibilidade de erros na bíblia, argumentando que quando se admite que esses existem (fazem coro com os ATEUS) dizendo então, que a bíblia não merece nossa plena confiança e deixaria de ser PALAVRA DE DEUS. A bíblia são ações TEÂNDRICAS, ou seja, ações divino-humanas. Inspirada sim por Deus que é infalível, mas com o elemento humano como seu instrumento que é falível. O termo ERRO para os estudiosos é um tanto equívoco. Melhor seria tratar de verdade bíblica. Verdade é a correspondência AFIRMATIVA entre aquilo que é pensado e expresso e a realidade CONSTATÁVEL. Dai resulta a máxima filosófica: “A verdade não está no observador, mas no objeto observado.” A verdade não depende de pontos de vista, de crenças, gostos, preferências, ou desejos pessoais e comunitários. A “NÃO VERDADE ACIDENTAL” é denominada de ERRO, e pode ser devida à incompreensão, à informação incorreta, ao desconhecimento, ou à distração. Já a NÃO VERDADE “INTENCIONAL” é denominada MENTIRA. Ambos: erro e mentira, contradizem a realidade que se pode verificar e demonstrar. Porém, uma é por acidente, a outra é intencional. É importante não confundir erro com mentira, ou engano. Como veremos a bíblia contém erros acidentais, contudo, não contem mentiras propositais para perdermos a nossa salvação. É preciso esclarecer que quando falamos de verdade, ou erro na bíblia, o fazemos a partir de nosso ponto de vista e segundo nosso conceito OCIDENTAL de verdade, que é de origem filosófica especificamente grega (alétheia). Pois bem, no mundo onde a Bíblia nasceu, o conceito de verdade era diferente: Verdade é tudo que é fiel, estável, e experimentalmente merecedor de confiança. O oposto de tudo isto é a mentira (hipocrisia), e não erro, ou equívoco. O nosso conceito ocidental de verdade é intelectual, o da bíblia é existencial. É com este conceito de verdade ORIENTAL e não OCIDENTAL, que foram compostos os escritos da bíblia. A verdade que se trata nos escritos da bíblia, situa-se no plano da mensagem e não dos dados reais em si mesmo. Portanto, projetar nosso conceito de “verdade OCIDENTAL” nos escritos bíblicos e situá-los em um mundo conceitual e intelectual como o dos gregos, que não era o seu, é esperar deles o que não pretenderam nunca nos oferecer, e cair no anacronismo.





POR FIM, O REAL CONCEITO DE INFALIBILIDADE E INERRÃNCIA DAS ESCRITURAS, é conforme está expresso na DEI VERBUM-Nº 11:





“Deve-se confessar que os livros da Escritura ensinam firmemente, com fidelidade e SEM ERRO, a verdade que Deus quis manifestar nas sagradas letras PARA NOSSA SALVAÇÃO” (Nostrae Salutis Causa).





Deus, que é infinito, não pode ser plenamente compreendido pelo que é finito - A verdade é maior que nossa inteligência!









As Escrituras descrevem os milagres de Deus e suas predições sobre o futuro. Ela também faz menção de verdades difíceis de ser assimiladas, por exemplo, a doutrina da Trindade, as duas naturezas de Cristo, a soberania de Deus e a vontade humana. Existem outros abismos que dificultam a compreensão da Bíblia, mas estes são suficientes para demonstrar os graves problemas que qualquer intérprete enfrenta ao buscar compreender a Palavra de Deus. Isso não nos isenta de buscarmos compreender de forma mais exata e completa a revelação que Deus fez de si mesmo. Com muita oração - o estudo dos princípios de interpretação da Bíblia e outros meios disponíveis - podemos receber iluminação do Espírito Santo de Deus para aclarar muitas passagens difíceis contida nas Escrituras, mas sua mensagem básica é suficientemente simples para qualquer individuo compreender.

 

 



Qual é o problema trazido pelo nacionalismo?




A humanidade não é facilmente divisível em unidades culturais distintas. As culturas se sobrepõem e suas fronteiras são confusas. Uma vez que as unidades culturais são difusas, elas não servem como uma boa base para a ordem política. As identidades culturais são fluidas e é difícil traçar suas fronteiras, embora as fronteiras políticas sejam rígidas e semipermanentes. Tentar estabelecer uma legitimidade política com base em semelhanças culturais significa que uma ordem política correrá risco constante de ser vista como ilegítima por um ou outro grupo. O pluralismo cultural é algo em essência revelado em todas as nações. Quando os nacionalistas se dedicam a edificar a sua nação, eles têm de definir quem faz e quem não faz parte dela. Mas sempre há dissidentes e minorias que não se enquadraram ou não conseguiram se conformar ao modelo cultural preferido dos nacionalistas. E na ausência de autoridade moral, os nacionalistas só podem se estabelecer por meio da força. Os estudiosos são quase unânimes em afirmar que os governos nacionalistas tendem a se tornar autoritários e opressores na prática.

 



Os cristãos podem ser politicamente engajados sem serem cristãos nacionalistas?



Sim! O envolvimento político do cristão normal, é humilde, amoroso e sacrificial; rejeita a ideia de que os cristãos tenham direito a um lugar de primazia na arena pública, ou que tenham direito presuntivo de continuidade à sua predominância histórica na cultura. Hoje, os cristãos devem buscar amar sua próxima busca pela justiça na arena pública, inclusive trabalhando contra o aborto, promovendo a liberdade religiosa, fomentando a justiça racial, protegendo o Estado de direito e honrando os processos constitucionais. 




“Podemos amar nosso país, embora reconhecendo que nós, como o povo de Israel no Antigo Testamento, somos um povo pecador que precisa do perdão e da graça de Deus. Amar nosso país não é incompatível com reconhecer o pecado da escravidão, o genocídio contra os povos indígenas e nosso papel no aquecimento global. Como cristãos, somos chamados a confessar nossos pecados, fazer penitência e corrigir nossas vidas”, escreve o jesuíta estadunidense Thomas Reese, em artigo publicado por National Catholic Reporter, 31-08-2022. 





Romanos 13 é um dos vários versículos da Bíblia que parecem apoiar o nacionalismo




Na epístola, o apóstolo Paulo escreve: 



“Todos estejam sujeitos às autoridades governantes, pois não há autoridade senão a que Deus estabeleceu. Quem se rebela contra a autoridade está se rebelando contra o que Deus instituiu, e aqueles que o fizerem trarão julgamento sobre si mesmos.” 




Realmente, essa era a passagem favorita da Alemanha nazista, porque basicamente argumenta que "não há autoridade e não há governo que não seja colocado lá por Deus". Este versículo da Bíblia se aplica à Alemanha nazista ou a outros governos repressivos da história mundial? Isso se aplica à Coreia do Norte hoje? É aqui que as coisas ficam realmente complicadas, porque as pessoas sempre aplicam Romanos 13 para si mesmas, em favor de seu próprio governo e autoritarismos. O patriotismo é bom, desde que não leve a um sentimento de superioridade ou suspeita dos outros. É possível haver um patriotismo saudável. Acho que podemos ter um sentimento de orgulho quando nosso país fez as coisas certas e correspondeu aos nossos valores Cristãos. Mas, é preciso incluir nesse contexto a capacidade e liberdade de protestar. Isso também pode ser uma demonstração saudável de patriotismo. Apesar de que, verdade seja dita, um cristianismo nacionalista nega a fé de Abraão, e do Cristianismo primitivo, porque o nacionalismo demanda o amor pelo chão da terra. A fé de Abraão não nos prende a uma nação, pois nem mesmo Abraão teve uma! E até mesmo seus descendentes, que herdaram a terra prometida, viram a soberania dessa terra atacada várias vezes, e a própria Bíblia sempre deixou claro que era por vontade de Deus. No Novo Testamento, a fé perde de vez o caráter nacional. A ordem de Cristo, em Marcos 16, é pregar o evangelho na Judéia, em Samaria e até os confins da terra. Ordem cumprida a risca pelos apóstolos! E é neste contexto que o autor de Hebreus argumenta para sua comunidade que a esperança da fé não é, e nunca foi nesta terra, mas sim, numa cidade celestial. Misturar evangelho e nacionalismo é negar o elemento transcendental do evangelho. E um Cristão que só espera de Cristo para esta vida, como Paulo disse aos Coríntios, “é o mais miserável de todos os homens". O nacionalismo Judaico também, é rompido formalmente pela comunidade primitiva no Concílio de Jerusalém (Atos 15, 7). E posteriormente, a Carta a Diogneto revela essa universalidade da mensagem Cristã. Vemos isso no capítulo V desta carta que trata sobre: "Os mistérios cristãos": 




"Os cristãos, de fato, não se distinguem dos outros homens, nem por sua terra, nem por sua língua ou costumes. Com efeito, não moram em cidades próprias, nem falam língua estranha, nem têm algum modo especial de viver. Sua doutrina não foi inventada por eles, graças ao talento e a especulação de homens curiosos, nem professam, como outros, algum ensinamento humano. Pelo contrário, vivendo em casa gregas e bárbaras, conforme a sorte de cada um, e adaptando-se aos costumes do lugar quanto à roupa, ao alimento e ao resto, testemunham um modo de vida admirável e, sem dúvida, paradoxal. Vivem na sua pátria, mas como forasteiros; participam de tudo como cristãos e suportam tudo como estrangeiros. Toda pátria estrangeira é pátria deles, a cada pátria é estrangeira. Casam-se como todos e geram filhos, mas não abandonam os recém-nascidos. Põe a mesa em comum, mas não o leito; estão na carne, mas não vivem segundo a carne; moram na terra, mas têm sua cidadania no céu; obedecem as leis estabelecidas, as com sua vida ultrapassam as leis; amam a todos e são perseguidos por todos; são desconhecidos e, apesar disso, condenados; são mortos e, deste modo, lhes é dada a vida; são pobres e enriquecem a muitos; carecem de tudo e tem abundância de tudo; são desprezados e, no desprezo, tornam-se glorificados; são amaldiçoados e, depois, proclamados justos; são injuriados, e bendizem; são maltratados, e honram; fazem o bem, e são punidos como malfeitores; são condenados, e se alegram como se recebessem a vida. Pelos judeus são combatidos como estrangeiros, pelos gregos são perseguidos, a aqueles que os odeiam não saberiam dizer o motivo do ódio."

 


 





 


*Francisco José Barros Araújo – Bacharel em Teologia pela Faculdade Católica do RN, conforme diploma Nº 31.636 do Processo Nº  003/17

 




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Bibliografia RECOMENDADA: 





 

 

 

-ALMOG, SHMUEL. Hamemad Hahistory shel Haleumiut Hayehudit (ADimensão Histórica do Nacionalismo Judaico). In Zion 53, 4, Sociedade Histórica Israelense, Jerusalém, 1985.

 

 

-BEN, ZEEV; YEHUDA, LEIB. “Otzar Hashorashim” (o Tesouro das Raízes) Vilna 1807 - Academon Jerusalem,1985

 

 

-ETINGER, SHMUEL. Yichuda shel Hatnua Haleumit Hyehudit, (A Singularidad e do Movimento Nacionalista Judaico) in Ideologia Ve Mediniut Tzionit (Ideologia e Política Sionista) Editores: Ben Tzion Yehoshua e A. Keidar, Centro Zalman Shazar, Jerusalém, 1978

 

 

-GOLDSTEIN, JOSEPH. History of Zionism, 1881-1914. (em hebraico) Tel Aviv: The Open University, 1994.

 

 

-KATZ, JACOB. Hatnuá Haleumit Hayehudit, Nituaach Sotzioloy (o Movimento Nacional Judaico, Analise Sociológico) Bitfutzot Hagola, 12, 1/2 (52/53) Departamento de Organização e Propaganda da Agência Judaica, 1970.

 

 

-KOTLER, CARMIA. Israel Sipur Shel Medina (Israel, a História de um País). São Paulo: Renascença,1998

 

 

-ORNAN, UZZI. "Haivrit Keyotzeret Hevra Leumit" (O Hebraico como Criador de Sociedade Nacional) in PELMAN, Jacob. Diun: Eliezer Ben Yehuda ve Tchiat Halashon Haivrit. (Debate: Eliezer Ben Yehuda e o Renascimento da Língua Hebraica) Katedra, 2, 1977.

 

 

-RABIN, HAYIM. Ikarei Toldot Halashon Haivrit (Pequena Historia da Língua Hebraica) Jerusalém: Agência Judaica, 1972

 

 

-ANDERSON, Benedict. Nação e Consciência Nacional. Trad. Lólio de Oliveira. São Paulo: Ática, 1989

 

 

-HABERMAS, Jürgen.  O Estado-nação europeu frente aos desafios da globalização: o passado e o futuro da cidadania. In: Novos Estudos CEBRAP, n. 43. São Paulo, novembro, 1995.

 

 

-HOBSBAWN, Eric. Nações e nacionalismo desde 1780. Trad. Maria Paoli. Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1991.

 

 

-ROSALES, José Maria. Sobre la idea de patriotismo constitucional. In: CARRACEDO, José Rubio; ROSALES, José María; MÉNDEZ, Manuel Toscano. Ciudadania, Nacionalismo y Derechos Humanos. Madrid: Trotta, 2000.



-BARRERA, Julio Trebolle. A Bíblia Judaica e a Bíblia Cristã. 2ª ed. Rio de Janeiro: Vozes, 1999.







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Anônimo
22 de outubro de 2023 às 09:35

Excelente bibliografia! Parabéns a todos pela profundidade e seriedade do trabalho!

Juliete Bravo - MG

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