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As HERESIAS encontradas na música de Aline Barros: “Ressuscita-me”

Written By Beraká - o blog da família on domingo, 25 de junho de 2017 | 20:39



"Tomado, novamente, de profunda emoção, Jesus foi ao sepulcro. Era uma gruta, coberta por uma pedra. Jesus ordenou: Tirai a pedra. Disse-lhe Marta, irmã do morto: Senhor, já cheira mal, pois há quatro dias que ele está aí. Respondeu-lhe Jesus: Não te disse Eu: Se creres, verás a glória de Deus? Tiraram, pois, a pedra..." (João 11,38-40)




A canção “Ressuscita-me” tem sido bastante entoada pelos Cristãos sejam Católicos, ou evangélicos. Sua melodia é bonita e envolvente, admito, mas a sua letra está de acordo com as Escrituras?


Adianto-me em dizer que esta ANÁLISE TEOLÓGICA respeita a liberdade  poética, mas prioriza a veracidade e centralidade da Palavra de Deus. Afinal, como Cristãos espirituais, devemos discernir bem tudo (canções, pregações, profecias, milagres, manifestações, filosofias, ideologias, etc.), a fim de ao pesarmos tudo, conforme os Critérios de Cristo e seu evangelho, retermos somente o que é bom (1 Cor 1 Tessa 5,21).

VAMOS A ANÁLISE TEOLÓGICA DE ALGUMAS ESTROFES DA MÚSICA:


“Mestre, eu preciso de um milagre. Transforma minha vida, meu estado. Faz tempo que eu não vejo a luz do dia. Estão tentando sepultar minha alegria, tentando ver meus sonhos cancelados...”


Não vejo problemas no início da composição em análise, visto que todos nós, mesmo alcançados e tendo experimentado de seu amor misericordioso, passamos por momentos difíceis em que nos sentimos perseguidos, isolados, como que presos em um lugar escuro, sufocante, “no vale da sombra da morte” (Sl 23,4) principalmente quando acometidos por uma depressão, perda de uma pessoa que amamos, etc. Nessas circunstâncias, é evidente que ansiamos por uma intervenção divina, ou seja, um milagre.


“Lázaro ouviu a sua voz, quando aquela pedra removeu. Depois de quatro dias ele reviveu”.


Aqui, como se vê, a construção frasal não ficou teologicamente boa quando perguntamos: Quem removeu a pedra? Com base na licença poética, prefiro acreditar que o compositor referiu-se aos homens que removeram a pedra, naquela ocasião (Jo 11, 39-41), haja vista Lázaro, morto e amarrado, não ter a mínima condição de fazer isso, ainda mais por dentro, enfaixado e sozinho. Segundo os historiadores, aquela pedra pesava cerca de quatro toneladas.


 “Remove a minha pedra, me chama pelo nome”.


Os problemas começam aqui. Se o compositor tomou a ressurreição de Lázaro como exemplo, deveria ter sido fiel à narrativa bíblica. É claro que Deus remove pedras grandes, como ocorreu na ressurreição do Senhor Jesus (Mc 16,1-4). Mas, no caso de Lázaro, quem tirou a pedra foram os homens, e não Deus (Jo 11,41).


Aprendemos lições diferentes com as circunstâncias que envolveram as aludidas ressurreições. Fazendo uma aplicação espiritual, há algumas pedras que Deus remove (como na ressurreição do próprio Jesus), mas há outras que competem ao próprio ser humano revolver (como na ressurreição de Lázaro). Em outras palavras, Deus faz a parte d’Ele, mas nós devemos fazer a nossa:

“Chegai-vos a Deus, e ele se chegará a vós. Limpai as mãos pecadores; e, vós de duplo ânimo, purificai os corações”
(Tiago 4,8).
  

"Se retornares, eu te farei retornar...” (Jeremias 15,19)


Assim, meus caríssimos, vós que sempre fostes obedientes, trabalhai na vossa salvação com temor e tremor...” (Filip 2,12)


“Muda a minha história. Ressuscita os meus sonhos. Transforma a minha vida, me faz um milagre, me toca nessa hora, me chama para fora.Ressuscita-me”


É importante que os compositores cristãos aprendam que os hinos devem ser prioritariamente cristocêntricos e teologicamente corretos. Aqui vejo a principal incongruência teológica do cântico, a qual não pode ser creditada à liberdade poética. Pedir a Deus: “ressuscita os meus sonhos”, no sentido de que eu me lembre das suas promessas e volte a “sonhar”, a ter esperança, a aspirar por dias melhores, etc, até que é aceitável. Mas não posso concordar com a súplica: “Ressuscita-me”. Por quê? Porque a pessoa já alcançada por Cristo, que experimentou sua salvação através de sua misericórdia, e vive sob seu senhorio, já ressuscitou espiritualmente, e não precisa ressuscitar de novo, simples assim!!!


Quer dizer, então, que esta aplicação feita pelo compositor é contraditória?


Sim, pois, em Colossenses 3,1 está escrito:

“Se já ressuscitastes com Cristo, buscai as coisas que são de cima, onde Cristo está assentado à destra de Deus”.


Essa analogia da nossa preciosa salvação alcançada pela fé, através do seu sacrifício misericordioso e redentor, e pela qual temos a certeza de que já não somos mais escravos do pecado, pois ele cancelou toda nossa dívida na cruz:

“Havendo riscado a cédula que era contra nós nas suas ordenanças, a qual de alguma maneira nos era contrária, e a tirou do meio de nós, cravando-a na cruz..."(Colossenses 2,14)

Esta verdade não pode ser posta em dúvida para atender a anseios antropocêntricos. Por isso, a ptição “Ressuscita-me” se torna, no mínimo, despropositada.


Alguém poderá contra argumentar:


“Ora, a Bíblia não diz, em 1 Coríntios 15, que vamos ressuscitar? Por que seria errado pedir isso para Deus?”


Bem, o sentido da ressurreição, no aludido texto paulino, é completamente diferente do mencionado na composição em análise. Paulo referiu-se à ressurreição literal daqueles que morrerem em Cristo (vv.51-55; 1 Ts 4,16-17). Hoje, em vida, não esperamos ser ressuscitados, pois já nos consideramos “como mortos para o pecado, mas vivos para Deus em Cristo Jesus nosso Senhor” (Rm 6,11).


CONCLUSÃO:


Por um lado, a primazia da Palavra de Deus deve sempre ser claramente afirmada. Por outro, é preciso afirmar também que a Escritura não pode jamais ser separada da vida da Igreja, que lhe deu origem e que, assistida pelo Espírito Santo, determinou, com decisões solenes, baseadas em uma longa tradição, quais livros deveriam ser considerados inspirados pelo Espírito Santo e que entrariam, portanto, no cânon das Escrituras. O princípio "lex orandi, lex credendi", ou seja: “a lei da oração é a lei da fé", aplica-se também aqui (Cantamos na liturgia e na vida, a fé da Igreja) e nos mostra o lugar privilegiado que a Escritura tem na vida da Igreja, e que por conseguinte, deve ter na vida de todo fiel cristão.

“Louvado Seja Nosso Senhor Jesus Cristo”

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Neste Apostolado APOLOGÉTICO (de defesa da fé, conforme 1 Ped.3,15) promovemos a “EVANGELIZAÇÃO ANÔNIMA", pois neste serviço somos apenas o Jumentinho que leva Jesus e sua verdade aos Povos. Portanto toda honra e Glória é para Ele.Cristo disse-nos:Eu sou o caminho, a verdade e a vida e “ NINGUEM” vem ao Pai senão por mim" (João14, 6).Defendemos as verdade da fé contra os erros que, de fato, são sempre contra Deus.Cristo não tinha opiniões, tinha a verdade, a qual confiou a sua Igreja, ( Coluna e sustentáculo da verdade – Conf. I Tim 3,15) que deve zelar por ela até que Ele volte(1Tim 6,14).Deus é amor, e quem ama corrige, e a verdade é um exercício da caridade. Este Deus adocicado, meloso, ingênuo, e sentimentalóide, é invenção dos homens tementes da verdade, não é o Deus revelado por seu filho: Jesus Cristo.Por fim: “Não se opor ao erro é aprová-lo, não defender a verdade é nega-la” - ( Sto. Tomás de Aquino).Este apostolado tem interesse especial em Teologia, Política e Economia. A Economia e a Política são filhas da Filosofia que por sua vez é filha da Teologia que é a mãe de todas as ciências. “Não a nós, Senhor, não a nós, mas ao vosso nome dai glória...” (Salmo 115,1)

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