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O CRISTÃO E A HOMOSEXUALIDADE

Written By Beraká - o blog da família on sexta-feira, 13 de janeiro de 2017 | 09:03





Depois de ler vários posts, artigos, vídeos e timelines cheias de arco-íris devido à aprovação do casamento igualitário pela Suprema Corte americana, decidi dar a minha opinião. Deixo aqui bem claro que não faço isso como um jurista, filósofo ou especialista em direitos humanos, mas como um discípulo de Jesus O povo da minha Comunidade sempre espera de mim um posicionamento claro sobre assuntos polêmicos, sinto-me no dever de atendê-los. Dividirei esta reflexão em três partes. Em primeiro lugar, apresentarei qual é a real relação entre Bíblia e Homossexualidade. Segundo, deixarei claro como deve ser a relação entre cristãos e homossexuais. Terceiro, darei a minha opinião sobre a questão do casamento entre pessoas do mesmo sexo diante o Estado.




1. BÍBLIA X HOMOSSEXUALIDADE. Muitos “cristãos coloridos” tentam provar que na Bíblia a homossexualidade não é um pecado. Eles geralmente argumentam que o contexto cultural em que Bíblia foi registrada era extremamente machista, por isso as mulheres, homossexuais e tantos outros absurdos eram permitidos. No entanto, sendo a cultura alterada, práticas que antigamente eram proibidas naturalmente deixam de ser. Os textos ditos machistas são:


1. Gênesis 1,27: “Deus criou o homem e mulher”;
2. Gênesis 19,5-7: “Existência de homossexuais em Sodoma e Gomorra”;
3. Lev 18,22: “Proibição de um homem deitar-se com outro homem”;
4. Juízes 19,22-23: “Homens querendo abusar sexualmente de um viajante”;
5. Romanos 1,27: “Homens e mulheres mudaram o jeito natural das relações sexuais”;
6. 1Coríntios 6,9: “Homossexualidade passiva e ativa como um pecado”;
7. 1Timóteo 1,10: “Sodomia (homossexualidade ativa) é vista como um pecado”



Contrariando essa ideia, Robert A. J. Gagnon escreveu um livro de 500 páginas nomeado: ”A Bíblia e a prática homossexual: Textos e hermenêutica” no ano de 2001. No livro ele analisa todos os textos bíblicos em seu contexto cultural e teológico chegando a conclusão de que a homossexualidade é uma distorção da sexualidade criada por Deus, logo é inaceitável que a prática não seja um pecado sexual.Por outro lado, existem muitos “cristãos cinzentos”, histéricos e sisudos esbravejando como se a homossexualidade fosse o pior pecado do mundo. Temos que banir tal hipocrisia de nosso meio. Para alguns religiosos de nosso tempo é bem provável que Jesus dissesse:


"Fariseus hipócritas! Vocês elegem a homossexualidade como o pior pecado do mundo, mas ignoram os demais. Vocês lutam contra a homossexualidade, mas toleram os corruptos. Vocês condenam os homossexuais, mas aliviam a barra e avareza dos empresários injustos. Vocês boicotam os comerciais da Boticário, mas continuam se vestindo com roupas da Zara, M. Officer e Hering, que respondem processos de trabalho escravo”.



Na perspectiva bíblica a homossexualidade é vista como um pecado. Na verdade, a Bíblia é contra qualquer tipo de distorção da prática sexual heterossexual-monogâmica. Assim o adultério, a fornicação, a zoofilia, o incesto, a pedofilia, a prostituição e a homossexualidade são distorções da sexualidade projetada originalmente por Deus. Qualquer cristão, “colorido ou cinzento”, que ir além do que foi dito acima não entende muita coisa sobre sexualidade bíblica. Muito menos conhece Jesus — tão amado pela comunidade LGBT , pois ele também pensava assim, veja o que ele disse:


“Não tendes lido que o Criador, desde o princípio, os fez homem e mulher e que disse: Por esta causa deixará o homem pai e mãe e se unirá a sua mulher, tornando-se os dois uma só carne?” (Mateus 19,4-5).



Vamos falar com mais clareza. Não somos “coloridos”, tão pouco “cinzentos-sisudos”, somos seres humanos e, aos olhos dele, somos todos farinha do mesmo saco. A luta do homossexual não é diferente da minha como heterossexual casado, ou solteiro. Eu também luto diariamente para ser fiel a minha esposa, ser verdadeiro e justo em minhas relações, não cair na avareza e egoísmo, trabalhar duro para ganhar meu sustento de forma honesta e sem prejudicar a ninguém, etc. Somos todos iguais e seremos salvos por Jesus pelo mesmo caminho independente do nosso pecado seja ele qual for, pois nenhum pecado é maior que a misericórdia de Deus, bastando apenas: reconhecimento da própria culpa, arrependimento e fé na cruz e ressurreição do nosso Salvador Jesus Cristo por nossos pecados.



2. CRISTÃOS X HOMOSSEXUAIS. Vou tentar ser rápido e dizer como um cristão deve se relacionar com homossexuais. Os cristãos estão sendo acusados por pelo menos 3 coisas:

1. Ódio declarado;

2. Preconceito, intolerância e homofobia;

3. Interferir nos direitos humanos.


Por outro lado, os ativistas LGBT igualmente são acusados pelos cristãos em 2 coisas:

1. Tentar criminalizar a opinião contrária da Igreja;

2. Promover ataques contra o cristianismo. Esse é o confronto real que a gente vê se repetindo diariamente.



Meu ponto é que nenhum dos dois grupos está totalmente certo ou errado. A discussão ficou muito polarizada e violenta. Existe pouco respeito e inteligência em ambos os lados. Por exemplo, existem “cristãos” que odeiam gays e gays que odeiam cristãos; existem cristãos que manifestam amor e vice-versa. Existe preconceito e homofobia por parte de alguns cristãos e também existe o pessoas do movimento LGBT atacando o cristianismo. Existem cristãos intolerantes e gays intolerantes, mas existem também cristãos tolerantes e gays respeitosos. O que não pode existir é a ilusão de que se vence intolerância com mais intolerância e o ódio com mais ódio. Precisamos urgentemente aprender a conversar como seres inteligentes e amorosos, sem essa dupla bem afinada, a briga não terminará jamais. E, ao que tudo indica, parece que a guerra não vai terminar.


Vamos aprender uma coisa: cristãos de verdade não odeiam homossexuais; cristãos de verdade acolhem, amam, querem amizade e existem para servir o Evangelho aos homossexuais; cristãos de verdade oram e trabalham pela salvação de todos, inclusive homossexuais. Creia junto comigo que cristãos verdadeiros lutam para combater a injustiça e a violência contra os homossexuais. Creia comigo também que por causa do amor de Jesus, todo pecador, heterossexual ou homossexual, pode ser perdoado e receber a vida eterna. Esse é o amor que realmente vence no final.


O QUE DIZ O MAGISTÉRIO DA IGREJA CATÓLICA ?


§2358 Um número não negligenciável de homens e de mulheres apresenta tendências homossexuais profundamente enraizadas. Esta inclinação objetivamente desordenada constitui, para a maioria, uma provação. Devem ser acolhidos com respeito, compaixão e delicadeza. Evitar-se-á para com eles todo sinal de discriminação injusta. Estas pessoas são chamadas a realizar a vontade de Deus em sua vida e, se forem cristãs, a unir ao sacrifício da cruz do Senhor as dificuldades que podem encontrar por causa de sua condição.



§2359 As pessoas homossexuais são chamadas à castidade. Pelas virtudes de autodomínio, educadoras da liberdade interior, às vezes pelo apoio de uma amizade desinteressada, pela oração e pela graça sacramental, podem e devem se aproximar, gradual e resolutamente, da perfeição cristã.



3. ESTADO X HOMOSSEXUALIDADE. Por fim, vou dar a minha opinião sobre aquilo que a Suprema Corte americana decidiu a respeito do casamento entre pessoas do mesmo sexo. Por 5 votos a 4, a Corte Suprema decidiu que tribunais estaduais não podem mais proibir o casamento de casais do mesmo sexo e derrubou as emendas constitucionais estaduais de Michigan, Kentucky, Ohio, Tennessee que definiam o casamento apenas entre um homem e uma mulher.Como cristão acho a homossexualidade uma distorção da sexualidade criada por Deus, mas sou a favor de que eles tenham o direito de morarem juntos, terem direito à herança e a partilha de bens.Para promover igualdade não é necessário ressignificar a instituição milenar que fundamentou o convívio social da civilização atual. Acho a garantia dos direitos de união civil para os homossexuais justa, mas a forma arbitrária como foi feita, muito ruim.


Tenho certeza que alguns vão contra -argumentar: “mas vocês não são a favor do amor?...Então deixem as pessoas se amarem e serem felizes do jeito que quiserem!”


Sim, como Cristãos nós somos a favor do VERDADEIRO amor, porém, não das paixões depravantes, promíscuas, escravizantes e meramente sentimentais(erotizadas) a definir tudo, e gerando desequilíbrios nas famílias e na sociedade. Hoje, quando uma pessoa diz:


“Amo outro homem,ou mulher e tenho o direito de me casar com ele(a)”, e o Estado dá o direito de unir e chamar a isto de casamento. Será que isso não abre o precedente para daqui a pouco uma pessoa possa dizer: “Amo ter relações com a minha mãe, tenho o direito de casar-me com ela”? Ou: “Amo ter relações com um animal, tenho o direito de me casar com ele”? Ou ainda mais: “Amo um menino de 7 anos, tenho o direito de me casar com ele”? Se é ESTE TIPO DE AMOR (Eros e não ÁGAPE), que determina tudo, qual é o problema de aceitarmos o incesto, zoofilia e a pedofilia? Ora, simplesmente nenhum!!!Hoje em dia não há palavra mais desgastada que a palavra amor. Hoje, o amor que está em voga, é apenas aquele que significa "tô afim", significa apenas desejos momentâneos. Os membros do Estado Islâmico dizem que "amam" matar os infiéis, os drogados "amam" as drogas,os defensores da poligamia também querem se casar porque se amam. Daqui a pouco os defensores do incesto e da pedofilia dirão o mesmo. A  palavra "amor" deveria sofrer uma moratória, pela sua vulgarização, e fosse apenas usada com o mesmo respeito que os judeus usam a palavra Deus (no tetragrammaton YWHW). Eles têm um santo temor de falar a palavra Deus, por receio de usar a palavra em vão. Deveríamos hoje também reverenciar a palavra AMOR, pois o mundo hoje "ama" os pecados e odeia as virtudes.



Você pode usar todas as lógicas que puder para me contradizer, mas terá que concordar que o amor precisa de uma moral sadia,do contrário, não é o VERDADEIRO AMOR.O amor sem princípios éticos é um sentimento destrutivo e irracional, logo, não é amor. Já tiramos a moral judaico-cristã da maioria das esferas sociais, agora, infelizmente, é só uma questão de tempo para mais coisas começarem a acontecer. Se você é cristão, espero que tenha entendido qual deve ser seu papel diante dos seus amigos homossexuais: amar e abençoar. Se você é homossexual, estou rezando para que também entenda sua missão para conosco: respeitar o diferente.E que em todos nós possa permanecer o verdadeiro amor, não o sentimentalizado e erotizado, mas o daquele que deu a sua vida pelos que queriam a sua morte: Jesus.




Uma Perspectiva Cristã Sobre a Homossexualidade


(William Lane Craig)


(Neste artigo ele desenvolve uma perspectiva cristã sobre a delicada, e contemporânea, questão da homossexualidade. Originalmente publicado como: "A Christian Perspective on Homosexuality". Texto disponível na íntegra em: http://www.reasonablefaith.org/a-christian-perspective-on-homosexuality.A tradução foi extraída da obra Apologética para questões difíceis da vida, publicada em 2010 por Edições Vida Nova, e utilizada com autorização).



Uma das questões mais difíceis e importantes que a igreja enfrenta hoje é a questão da homossexualidade como um estilo de vida alternativo. A igreja não pode se esquivar dessa questão. Eventos como o assassinato brutal de Matthew Shepherd, o estudante homossexual, no Wyoming, e outros mundo afora, são suficientes para trazer essa questão para o centro dos debates atuais.Os cristãos que rejeitam a legitimidade do estilo de vida homossexual são geralmente taxados de homofóbicos, intolerantes, e até mesmo de odiosos. Por causa disso, a questão do homossexualismo tem provocado uma grande intimidação, ao ponto de algumas igrejas terem aprovado o estilo de vida homossexual e até mesmo aceitado aqueles que o praticam para serem seus ministros.


Eles alegam que a Bíblia não proíbe a prática homossexual ou que seus mandamentos não são válidos para hoje, uma vez que são apenas reflexo da cultura em que foram escritos. Essas pessoas, apesar de serem ortodoxas com relação a Jesus e a qualquer outra área de ensino, acreditam que é correto ser um homossexual praticante. Assim, quem somos nós para dizer que esses cristãos aparentemente sinceros estão completamente errados?


Tal questionamento suscita uma pergunta ainda mais profunda, que precisa ser respondida antes de tudo: o certo e o errado realmente existem? Antes que você possa determinar o que está certo e o que está errado, você tem de saber se o certo e o errado realmente existem.



Bem, qual é a base para dizer que o certo e o errado existem, e que há realmente uma diferença entre esses dois? Tradicionalmente, a resposta tem sido que a base dos valores morais está em Deus. Deus é, por natureza, perfeitamente santo e bom. Ele é justo, amoroso, paciente, misericordioso, generoso — tudo que é bom vem dele e reflete seu caráter. Ora, a natureza perfeitamente boa de Deus chega até nós em seus mandamentos que se tornam nosso dever moral: por exemplo, “Amarás ao Senhor teu Deus de todo o teu coração, alma e força”, “Amarás ao teu próximo como a ti mesmo”, “Não matarás, não furtarás, não cometerás adultério”. Essas coisas são certas ou erradas com base nos mandamentos de Deus, e os mandamentos de Deus não são arbitrários, mas fluem necessariamente de sua perfeita natureza.



Esse é o entendimento cristão de certo e errado. Há realmente um criador, Deus, que fez o mundo e nos permitiu conhecê-lo. Ele realmente tem ordenado certas coisas. E, de fato, estamos moralmente obrigados a fazer certas coisas (e não fazer outras). A moralidade não é apenas um produto de sua mente. Ela é real. Quando falhamos em guardar os mandamentos de Deus, realmente nos tornamos, do ponto de vista moral, culpados perante ele e carentes de seu perdão. A questão não está apenas no fato de nos sentirmos culpados; nós realmente somos culpados, a despeito de como nos sentimos. Se tenho uma consciência insensível, uma consciência entorpecida pelo pecado, posso não me sentir culpado; mas, se transgredi a lei de Deus, sou culpado, a despeito de como me sinto.



Assim, por exemplo, se os nazistas tivessem vencido a Segunda Guerra Mundial e tivessem tido sucesso em sua lavagem cerebral ou no extermínio de todos que discordassem deles, de forma que todo o mundo pensasse que o Holocausto tinha sido bom, tal atitude ainda assim teria sido errada, porque Deus diz que é errada, a despeito da opinião humana. A moralidade está baseada em Deus, e assim o certo e o errado têm existência real e não são afetados por opiniões humanas.



Tenho enfatizado esse ponto porque ele é muito estranho ao pensamento de uma boa parte das pessoas em nossa sociedade atual. Hoje muitas pessoas encaram o certo e o errado não como uma questão de fato, mas de gosto. Não há uma questão objetiva, por exemplo, em se achar que o brócolis é gostoso. Ele é gostoso para algumas pessoas, mas ruim para outras. Ele pode ser gostoso para você, mas não para mim! As pessoas pensam que o mesmo acontece com os valores morais. Alguma coisa pode ser errada para você, mas certa para mim. Não há nada objetivamente certo ou errado. É apenas uma questão de gosto.



Ora, se Deus não existir, então creio que essas pessoas estão absolutamente corretas. Na ausência de Deus, tudo se torna relativo. Assim, o certo e o errado se tornam valores relativos para diferentes culturas e sociedades. Sem Deus, quem pode dizer que os valores de uma cultura são melhores do que os da outra? Quem é que pode dizer quem está certo e quem está errado? De onde vêm o certo e o errado? Richard Taylor, renomado filósofo americano — que, a propósito, não é cristão —, defende esse argumento com veemência. Observe cuidadosamente o que ele diz:



A ideia de obrigação moral está clara o suficiente, desde que subentendida a referência a um legislador que esteja acima dos demais. Em outras palavras, nossas obrigações morais podem ser entendidas como obrigações impostas por Deus. Mas o que acontece se esse legislador que está acima dos seres humanos não for mais levado em conta? O conceito de uma obrigação moral ainda faz sentido?



Segundo o moralista Taylor, a resposta é não. Em suas palavras: “O conceito de obrigação moral é ininteligível quando dissociado da ideia de Deus. As palavras permanecem, mas o significado delas se perde.” E continua dizendo:Apesar de a era moderna repudiar em maior ou menor grau a ideia de um legislador divino, ela tem tentado manter as ideias do que é certo e errado moralmente, sem perceber que, ao colocar Deus de lado, ela também aboliu o caráter do que significa o certo e o errado. Assim, mesmo pessoas instruídas, algumas vezes, declaram que coisas como a guerra, o aborto ou a violação de certos direitos humanos são moralmente erradas, e imaginam ter dito algo de verdadeiro e significativo. Entretanto, não é preciso que se diga a pessoas instruídas que questões como essas nunca foram respondidas fora do campo da religião.


Você consegue compreender o que quer dizer até mesmo um filósofo não cristão como esse? Se não existir Deus, se não existir um legislador divino, então não existe lei moral. Se não existe lei moral, então o certo e o errado não têm existência real. O certo e o errado são apenas costumes e convenções humanos que variam de sociedade para sociedade. Ainda que todos esses costumes e convenções sejam os mesmos, continuam sendo apenas invenções humanas.Assim, se Deus não existir, o certo e o errado também não existem. Vale qualquer coisa, inclusive a homossexualidade. Logo, um dos melhores modos de defender a legitimidade do estilo de vida homossexual é se tornar um ateu. Mas o problema é que muitos defensores da homossexualidade não querem se tornar ateus. Na verdade, querem afirmar que o certo e o errado existem. Assim, você os ouve fazendo julgamentos morais o tempo todo. Por exemplo: “É errado discriminar os homossexuais”. Esses julgamentos morais não pretendem ser justos em relação a uma dada cultura ou à sociedade. Eles condenariam uma sociedade como a sociedade nazista alemã que lançou homossexuais nos campos de concentração, com judeus e outros marginalizados. Quando o estado do Colorado aprovou uma emenda proibindo direitos especiais para homossexuais, Barbara Streisand promoveu um boicote ao estado, dizendo que o clima moral no estado tinha se tornado “inaceitável”.



No entanto, temos visto que esses juízos de valor não podem ser feitos de modo significativo, a menos que Deus exista:


Se Deus não existe, vale qualquer coisa, incluindo a discriminação e a perseguição a homossexuais. Todavia, isso não para por aqui: assassinato, estupro, tortura, abuso infantil, nenhuma dessas coisas seria errada, porque, sem Deus, o certo e o errado não existem. Se Deus não existe tudo é permitido conforme dizia Dostoievski.


Assim, se queremos ser capazes de fazer julgamentos morais superiores a nós a respeito do que é certo e do que é errado, temos de afirmar que Deus existe.


Contudo, a mesma questão com que iniciamos — “Quem é você para dizer que a homossexualidade é errada?” — pode ser devolvida aos ativistas homossexuais: “Quem são vocês para dizer que a homossexualidade é certa?”. Se Deus existir, então não podemos ignorar o que ele tem a dizer a respeito do assunto. A resposta correta à pergunta “Quem é você para dizer...?” é replicar: “Eu? Não sou ninguém! É Deus quem determina o que é certo e o que é errado. Estou apenas interessado em aprender o que ele diz e obedecer-lhe”.



Deixe-me recapitular o que vimos até aqui. A questão da legitimidade do estilo de vida homossexual está em saber o que Deus tem a dizer a respeito dele.


Ora, se não há Deus, então não há certo ou errado, e não faz qualquer diferença o estilo de vida que você escolhe. Por essa perspectiva, aquele que persegue os homossexuais teria a mesma razão daquele que defende a homossexualidade. Contudo, se Deus existir, não mais podemos viver com base em nossas próprias opiniões. Temos que descobrir o que ele pensa sobre a questão.


Assim, como você descobre o que Deus pensa? O cristão diz: olhando na Bíblia. E a Bíblia nos diz que Deus proíbe a prática homossexual. Portanto, os homossexuais estão errados.O raciocínio é basicamente este:


(1) Temos obrigação de fazer a vontade de Deus.
(2) A vontade de Deus está expressa na Bíblia.
(3) A Bíblia condena a prática homossexual.
(4) Logo, a prática homossexual é contrária à vontade de Deus, ou seja, é errada.


Ora, se alguém rejeita esse raciocínio, então tem de negar que a vontade de Deus está expressa na Bíblia ou, então, que a Bíblia condena a prática homossexual.


Primeiro, olhemos para o ponto (3): A Bíblia, de fato, condena a prática homossexual?


Agora observe como faço a pergunta. Não pergunto, “A Bíblia condena a tendência homossexual?”, mas sim “A Bíblia condena a prática homossexual?”. Essa é uma distinção importante. A tendência homossexual é um estado ou uma orientação; uma pessoa que tem uma orientação homossexual pode jamais vir a expressá-la na prática. Em contrapartida, uma pessoa pode praticar atos homossexuais mesmo tendo uma orientação heterossexual.


O que a Bíblia condena é a prática, e não a orientação homossexual em si. Essa ideia de alguém ser homossexual por orientação é característica da psicologia moderna e pode ter sido desconhecida das pessoas no mundo antigo. O que elas conheciam eram as práticas sexuais, e é isso o que a Bíblia condena.



Ora, isso tem inúmeras implicações. No final das contas, pouco importa o debate para saber se a tendência homossexual é algo com o qual o ser humano nasce ou é fruto do ambiente em que a pessoa foi criada. O mais importante não é saber como você adquiriu sua orientação sexual, mas o que você faz com ela. O que alguns defensores da homossexualidade mais querem provar é que seus genes, e não sua educação, determinam se você é homossexual — porque, assim, a prática homossexual seria vista como normal e correta. Entretanto, essa conclusão não procede. O simples fato de você ter uma predisposição genética para alguma prática não significa que tal prática seja moralmente correta.


A título de exemplo, alguns pesquisadores suspeitam que pode haver um gene que predispõe algumas pessoas ao alcoolismo. Isso significa que é correto para alguém, com tal predisposição, sair e beber o quanto quiser e se tornar um alcoólatra? Obviamente não! Se há alguma coisa que podemos fazer é alertar essa pessoa a se abster do álcool para evitar que isso aconteça.



Ora, a verdade nua e crua é que nós não entendemos plenamente os papéis da hereditariedade e do ambiente na constituição da homossexualidade. Mas isso realmente não importa. Ainda que a homossexualidade fosse de caráter completamente genético, esse fato isolado não a torna diferente em nada de um defeito de nascimento, como a fenda palatina ou a epilepsia. Ou seja, isso não significa que seja normal e que não devamos tentar corrigi-la.



De qualquer modo, tanto faz se a tendência homossexual resulta da genética ou da educação, o fato é que as pessoas geralmente não optam por ser homossexuais. Muitos homossexuais relatam o quanto é angustiante descobrir-se com esses desejos e como é difícil lutar contra eles. Eles certamente lhe diriam que nunca escolheriam ser homossexuais. Veja, a Bíblia não condena uma pessoa que tem essa tendência homossexual. O que ela condena é a prática homossexual. É plenamente possível alguém lutar contra sua tendência homossexual e ser um nascido de novo, um cristão cheio do Espírito.



Exatamente como um alcoólatra que, deixando de beber, chega a uma reunião dos Alcoólicos Anônimos e diz “Sou um alcoólatra”, alguém que possua uma tendência homossexual, e que não a tem colocado em prática, mantendo-se casto, deve ser capaz de dizer numa reunião de oração: “Sou alguém que luta contra a tendência homossexual, e que, pela graça de Deus e pelo poder do Espírito Santo, tem vivido castamente por Cristo”. Espero que tenhamos a coragem e o amor para dar boas-vindas a essa pessoa como um irmão ou uma irmã em Cristo.



Assim, uma vez mais, a questão é: a Bíblia condena a prática homossexual? Lógico, eu já disse que ela condena. A Bíblia é tão voltada para a realidade! Pode ser que você não esperasse que um assunto como a prática homossexual fosse tratado na Bíblia, mas, na verdade, há seis lugares na Bíblia — três no Antigo Testamento e três no Novo Testamento — em que essa questão é tratada — isso sem mencionar todas as passagens que tratam do casamento e da sexualidade e que têm implicações para essa questão. Em todas as seis passagens, as práticas homossexuais são inequivocamente condenadas.



Levítico 18,22 diz que é uma abominação para um homem deitar-se com outro homem como se fosse uma mulher. Em Levítico 20,13, a pena de morte é prescrita em Israel para tal ato, assim como nos casos de adultério, incesto e bestialidade. Ora, algumas vezes os defensores do homossexualismo equiparam essas proibições às proibições contra animais imundos, como os porcos, relatadas no Antigo Testamento. Como os cristãos de hoje não obedecem a todas as leis cerimoniais do Antigo Testamento, assim, dizem eles, não temos de obedecer às proibições referentes às práticas homossexuais.


Mas a questão com esse argumento é que o Novo Testamento reafirma a validade das proibições do Antigo Testamento com respeito à prática homossexual, como veremos a seguir. Isso mostra que as proibições não eram apenas parte das leis cerimoniais do Antigo Testamento, as quais foram deixadas de lado, mas eram parte da lei moral perene de Deus. A prática homossexual é, aos olhos de Deus, um pecado sério. Outra passagem em que as práticas homossexuais são mencionadas no Antigo Testamento está em Gênesis 19, um terrível relato sobre a tentativa de estupro dos visitantes de Ló por parte dos homens de Sodoma, da qual a nossa palavra sodomia se deriva. Deus destruiu a cidade de Sodoma por causa da impiedade deles.Como se isso não bastasse, o Novo Testamento também proíbe a prática homossexual. Em 1Coríntios 6,9-10, Paulo escreve: “Não sabeis que os injustos não herdarão o reino de Deus? Não vos enganeis: nem imorais, nem idólatras, nem adúlteros, nem os que se submetem a práticas homossexuais, nem os que as procuram, nem ladrões, nem avarentos, nem bêbados, nem caluniadores, nem os que cometem fraudes herdarão o reino de Deus”. (Como eu disse, a Bíblia é muito voltada para a realidade!). A segunda vez em que a palavra “homossexuais” aparece listada é em 1Timóteo 1,10, junto a imorais, sequestradores, mentirosos, assassinos. Tais práticas são “contrárias” à sã doutrina do evangelho. O tratamento mais longo dispensado à prática homossexual aparece em Romanos 1,24-28. Ali Paulo fala a respeito de como as pessoas se afastaram do Deus Criador e começaram a adorar deuses falsos que eles próprios fabricaram. Paulo diz: “É por isso que Deus os entregou à impureza sexual, ao desejo ardente de seus corações, para desonrarem seus corpos entre si; pois substituíram a verdade de Deus pela mentira e adoraram e serviram à criatura em lugar do Criador, que é bendito eternamente. Amém. Por isso, Deus os entregou a paixões desonrosas. Porque até as suas mulheres substituíram as relações sexuais naturais pelo que é contrário à natureza. Os homens, da mesma maneira, abandonando as relações naturais com a mulher, arderam em desejo sensual uns pelos outros, homem com homem, cometendo indecência e recebendo em si mesmos a devida recompensa do seu erro.  Assim, por haver rejeitado o conhecimento de Deus, foram entregues pelo próprio Deus a uma mentalidade condenável para fazerem coisas que não convêm...”



Os acadêmicos liberais têm feito verdadeiros malabarismos acrobáticos hermenêuticos para tentar esquivar-se do sentido claro desses versículos. Alguns têm dito que Paulo está somente condenando a prática pagã de homens que exploram sexualmente garotos. Mas tal interpretação é obviamente errônea, visto que o que Paulo condena, nos versículos 24 e 27, são os atos homossexuais praticados por “homem com homem”. No verso 26, ele fala também de lesbianismo. Outros acadêmicos têm dito que Paulo está somente condenando heterossexuais que se envolvem em práticas homossexuais, mas não condenando os homossexuais que as praticam. Mas essa interpretação é fantasiosa e anacrônica. Já dissemos que foi somente nos tempos modernos que a ideia de orientação homossexual ou heterossexual se desenvolveu. O que Paulo está condenando são as práticas homossexuais, a despeito da orientação. Em função do pano de fundo do Antigo Testamento para essa passagem, assim como do que Paulo diz em 1Coríntios 6,9-10 e 1Timóteo 1,10, fica claro que Paulo está aqui proibindo todos esses atos. Ele vê essa prática como evidência de uma mente corrompida que se afastou de Deus e foi abandonada por ele à degeneração moral, até mesmo porque a ciência comprova que a próstata natural mente não foi feita para suportar o impacto do ato sexual anal, provocando sérios problemas de saúde, incluindo câncer. As próprias tribos mais primitivas, e sem contato com o homem, não apoiam o homossexualismo por não verem utilidade alguma, e geralmente sacrificam pessoas com esta tendência, pois não servem nem para a caça e nem para a reprodução(claro que como Cristãos não apoiamos estes sacrifícios, citamos aqui apenas como exemplo de utilidade prática).



Assim, a Bíblia é direta e clara quando trata a respeito da prática homossexual. Esta é contrária ao desígnio de Deus e é pecado. Mesmo se não houvesse essas passagens explícitas tratando das práticas homossexuais, estas ainda seriam práticas bestiais, depravadas,não naturais e sem utilidade prática. Alguém poderia dizer que, se Deus pretendesse que o sexo fosse exclusivo para o casamento, então era só deixar acontecer o casamento entre homossexuais e eles não estariam cometendo adultério. Mas essa sugestão entende de modo completamente errado a intenção de Deus para o casamento. A história da criação em Gênesis nos diz como Deus fez a mulher para ser uma companheira idônea para o homem, o seu perfeito complemento proporcionado por Deus. Então, o texto diz: “Portanto, o homem deixará seu pai e sua mãe e se unirá à sua mulher, e eles serão uma só carne” (Gn 2,24). Esse é o padrão de Deus para o casamento.O que foi dito, anteriormente, também mostra quão tolas e infundadas são algumas ideias dos defensores do homossexualismo.


Alguns deles dizem: “Jesus nunca condenou a prática homossexual, por que nós deveríamos condená-la?”. Jesus não mencionou especificamente muitas coisas que sabemos serem erradas, como a brutalidade e a tortura, mas isso não significa que ele as tenha aprovado. O que Jesus realmente faz é citar Gênesis para afirmar o padrão de Deus para o casamento, como a base de seu próprio ensino sobre o divórcio. Em Marcos 10.6-8, ele diz: “Mas desde o princípio da criação, Deus os fez homem e mulher. Por isso o homem deixará seu pai e sua mãe [e se unirá à sua mulher]; e os dois serão uma só carne. Assim, já não são mais dois, porém uma só carne.” O fato de dois homens se tornarem uma só carne numa relação homossexual seria uma violação da ordem criada e do plano de Deus. Ele criou homem e mulher, não dois homens ou duas mulheres, para serem indissoluvelmente unidos em casamento para a perpetuação da espécie humana.


Mas suponha que alguém negue que a vontade de Deus está expressa na Bíblia. E suponha que essa pessoa diga que as proibições contra a prática homossexual eram válidas para aquele tempo e para aquela cultura, mas não são mais válidas hoje. Afinal de contas, a maioria de nós provavelmente concordaria que certos mandamentos na Bíblia são relativos à cultura. Por exemplo, a Bíblia diz que as mulheres cristãs não deveriam usar joias, e os homens não deveriam usar cabelos longos. Porém, ainda que esses mandamentos tenham um núcleo válido que independe de conotação temporal — como, por exemplo, a ordem de vestir-se modestamente —, a maioria de nós diria que esse núcleo essencial pode ser expresso de diferentes formas em diferentes culturas. Do mesmo modo, algumas pessoas dizem que as proibições da Bíblia contra a prática homossexual não são mais válidas para o nosso tempo.Contudo, creio que essa objeção apresenta um equívoco muito sério.



Não há evidência de que os mandamentos de Paulo a respeito das práticas homossexuais sejam culturalmente relativos. Longe de ser um reflexo da cultura em que ele escreveu, os mandamentos de Paulo são completamente contraculturais. A prática homossexual era tão difundida nas antigas sociedades grega e romana como é hoje nos Estados Unidos, e, todavia, Paulo se posicionou contra a cultura e se opôs a ela, que já estava estabelecida.



Mais importante ainda, temos visto que as proibições da Bíblia contra a prática homossexual não estão enraizadas na cultura, mas no padrão dado por Deus para o casamento estabelecido na criação. Não se pode negar que a proibição bíblica das relações homossexuais expressa a vontade de Deus, a menos que também se negue que o casamento, tal como é concebido pela Bíblia, expressa a vontade de Deus.



Bem, vamos supor que alguém diga: “Creio em Deus, mas não no Deus da Bíblia. Assim, não creio que a Bíblia expresse a vontade de Deus”. O que dizer a tal pessoa?



Parece-me que há dois modos de responder a essa questão:


1)- Em primeiro lugar, você poderia tentar mostrar que Deus se revelou na Bíblia. Essa é a tarefa da apologética cristã. Você poderia falar a respeito da evidência da ressurreição de Jesus ou das profecias cumpridas. A Escritura realmente nos ordena, como cristãos, a ter tal defesa pronta a fim de que sejamos capazes de compartilhar o porquê de crermos do jeito que cremos com qualquer pessoa que nos pergunte (1Pe 3,15).



2)- Em segundo lugar, você poderia tentar mostrar que a prática homossexual é errada, apelando para verdades morais geralmente aceitas — mesmo por pessoas que não creem na Bíblia(Como os índios sem contato com nossa cultura). Apesar de essa abordagem ser mais difícil, creio que ela seja crucial uma vez que, como cristãos, devemos impactar nossa cultura contemporânea. Vivemos numa sociedade cada vez mais secularizada, cada vez mais pós-cristã. Não podemos simplesmente apelar para a Bíblia se queremos influenciar os legisladores ou as escolas públicas, ou outras instituições, porque a maioria do povo não mais crê na Bíblia. Precisamos dar razões que tenham um apelo mais palpável e natural, e não somente de fé.



Por exemplo, creio que muitas pessoas concordariam com o princípio de que é errado envolver-se em uma prática autodestrutiva, porque tal prática destrói o ser humano que é valioso em si mesmo. Assim, penso que muitas pessoas diriam que é errado se tornar um alcoólatra ou um fumante inveterado. Diriam que é bom comer de forma correta e ser saudável. Além disso, acredito que quase todo mundo concordaria com o princípio de que é errado se envolver em práticas que prejudiquem outra pessoa. Por exemplo, restringimos o fumo a certas áreas ou o banimos de outras áreas, de forma que outras pessoas não tenham de inalar a fumaça, tornando-se fumantes passivos. Aprovamos leis contra a prática de beber ao dirigir um veículo, para evitar que pessoas inocentes sejam feridas. Quase todo mundo concorda que você não tem o direito de se envolver numa prática que seja nociva a outro ser humano.


Contudo, não é difícil mostrar que a prática homossexual é uma das práticas mais autodestrutivas e nocivas com a qual alguém pode se envolver. Mas esse fato não é amplamente divulgado. Hollywood e a mídia estão inflexivelmente inclinados a dar uma cara de felicidade às relações homossexuais, quando na realidade o homossexualismo é um estilo de vida autodestrutivo, ilegítimo e perigoso, exatamente como o alcoolismo e o tabagismo, que são viciantes e autodestrutivos. As estatísticas consistentes que vou compartilhar com vocês são fartamente documentadas pelo Dr. Thomas Schmidt em seu notável livro Straight and Narrow? [Hetero e medíocre?].



Para começar, há uma promiscuidade quase compulsiva associada à prática homossexual. Por exemplo, 75% dos homens homossexuais têm mais de 100 parceiros durante sua vida. Mais da metade desses parceiros são estranhos. Somente 8% de homens homossexuais e 7% das mulheres homossexuais têm tido relacionamentos que duram mais de três anos. Ninguém sabe a razão para essa promiscuidade estranha e obsessiva. Pode ser que os homossexuais estejam tentando satisfazer uma profunda necessidade psicológica por meio de relações sexuais, e não estejam conseguindo. A média dos homens homossexuais tem mais de 20 parceiros num ano. De acordo com o Dr. Schmidt: “...estatisticamente falando, é quase inexpressivo o número de homens homossexuais que experimentam algo parecido com fidelidade para a vida toda.”



A promiscuidade entre os homens homossexuais não é um mero estereótipo, e não é meramente a experiência mais importante, é virtualmente a única experiência. A fidelidade para a vida toda é quase inexistente na experiência homossexual. Associado a essa promiscuidade compulsiva, difunde-se, entre os homossexuais, o uso de drogas como um meio de intensificar suas experiências sexuais. Em geral, os homossexuais representam um número três vezes maior do que a população que tem problemas com alcoolismo. Estudos mostram que 47% dos homossexuais masculinos têm em seu histórico de vida o uso excessivo de álcool, e 51%, uso excessivo de drogas. Há uma correlação direta entre o número de parceiros e a quantidade de drogas consumidas.



Além disso, de acordo com Schmidt, “há uma evidência avassaladora de que certos distúrbios mentais ocorrem com frequência muito mais elevada entre homossexuais.”Por exemplo, 40% dos homens homossexuais apresentam um histórico de depressão profunda. Esse número ainda se torna mais impressionante quando comparado com o dado de que apenas 3% dos homens em geral enfrentam o problema de depressão profunda. De modo semelhante, 37% das mulheres homossexuais apresentam um histórico de depressão. Tal fato, por sua vez, resulta no aumento das taxas de suicídio. Os homossexuais são 3 vezes mais inclinados a praticar o suicídio do que a população em geral. De fato, homens homossexuais têm tentado o suicídio seis vezes mais do que homens heterossexuais, e mulheres homossexuais tentam o suicídio duas vezes mais do que mulheres heterossexuais. A depressão e o suicídio não são os únicos problemas. Estudos mostram que homens homossexuais têm mais tendência a ser pedófilos do que homens heterossexuais. Quaisquer que sejam as causas dessas desordens, permanece o fato de que qualquer um que tem ponderado sobre o estilo de vida homossexual não deve ter ilusões a respeito do problema em que está se metendo.



Outro dado não revelado diz respeito ao quanto a prática homossexual é fisicamente perigosa. Não vou descrever as espécies de atividades sexuais praticadas pelos homossexuais, mas apenas me permita dizer que os corpos, tanto masculino quanto o feminino, foram anatomicamente feitos para a relação heterosexual, o que não acontece com os corpos de dois homens. Em decorrência disso, a atividade homossexual — 80% da qual é praticada por homens — é muito destrutiva, resultando futuramente em problemas tais como dano à próstata, úlceras e fissuras, fezes nas coronárias, incontinência crônica e diarreia.
Além desses problemas físicos, as doenças sexualmente transmissíveis são preponderantes entre a população homossexual. Por exemplo, 75% dos homens homossexuais são portadores de uma ou mais doenças sexualmente transmissíveis, e isso sem mencionar a Aids. Elas incluem todas as espécies de infecções não virais como: gonorreia, sífilis, infecções bacterianas e parasitas. Também são bem comuns entre os homossexuais as infecções virais como a herpes e a hepatite B (que afligem 65% dos homens homossexuais), que são incuráveis, e como a hepatite A e as verrugas anais, que afligem 40% dos homens homossexuais.


Talvez a estatística mais estarrecedora e mais amedrontadora seja a da expectativa de vida: deixando de lado aqueles que morrem de aids, a expectativa de vida de um homem homossexual é de aproximadamente 45 anos, o que já é assustador, levando-se em consideração o fato de que a expectativa de vida de homens em geral é de 70 anos. Agora, se você incluir aqueles que morrem de aids, cuja estatística é de 30% dos homens homossexuais, a expectativa de vida cai para 39 anos. Passar deste período de vida não é a regra, mas a exceção.



Assim, creio que uma boa argumentação pode ser feita com base nos princípios morais geralmente aceitos de que a prática homossexual é terrivelmente autodestrutiva e prejudicial. Assim, deixando de lado a proibição da Bíblia, há razões concretas e palpáveis para se considerar a atividade homossexual como nociva, depravante e escravizante ao ser humano.



Ora, tais informações têm implicações muito importantes para a política pública em relação à prática homossexual, visto que as leis e políticas públicas estão baseadas em tais princípios morais geralmente aceitos. Essa é a razão pela qual, por exemplo, nós temos leis regulando a venda de álcool de vários modos, leis proibindo o jogo ou regras restringindo o fumo. Essas restrições sobre a liberdade individual são impostas para o bem comum. Do mesmo modo, em alguns estados americanos, como o estado da Geórgia, temos leis proibindo a sodomia. Embora tal lei seja indubitavelmente não compulsória, ela pode ser considerada justificável à luz dos riscos à saúde impostos por tal conduta.



Por outro lado, leis compulsórias que regulamentem a homossexualidade poderiam ser propostas, e os cristãos terão de pensar seriamente a respeito delas em termos individuais. Por exemplo, é óbvio que um Cristão se oponha a uma proposta de lei que garanta igualdade de oportunidades de emprego a homossexuais, não por preconceito, mas porque alguns empregos podem não ser adequados a homossexuais. Por exemplo, como você lidaria com a possibilidade de uma lésbica praticante ser a professora de educação religiosa de sua filha na escola? Ou ser enviada como babá de seus filhos por uma agência de empregadas? Como você reagiria se o professor de educação física de seu filho, que frequenta o mesmo lugar onde seu filho troca de roupa com outros meninos, fosse um homossexual? Por mais preconceituoso que isto possa parecer, mas na realidade não é, particularmente, eu não apoiaria uma lei que pudesse levar as escolas públicas a contratar essas pessoas declaradamente homossexuais.


Além do mais, deveriam as aulas sobre saúde nas escolas públicas ensinar que o homossexualismo é um estilo de vida legítimo? Deveriam os alunos receber leituras como Heather Has Two Mommies? [Heather tem duas mamães?]. Deveriam as uniões homossexuais obter o mesmo reconhecimento legal dos casamentos heterossexuais? Deveria ser permitida a adoção de crianças por homossexuais sem um devido e profundo debate pela sociedade? Em todos esses casos, alguém poderia argumentar a favor de certas restrições à liberdade dos homossexuais com base no bem comum e na saúde pública. Isso não é uma questão de impor valores pessoais de uns sobre outros, visto que se baseia nos mesmos princípios morais geralmente aceitos que são usados, por exemplo, para proibir o consumo de drogas ou aprovar leis sobre o uso de armas de fogo. Liberdade não significa licença para se envolver em ações que prejudiquem outras pessoas que não concordem.



Em síntese, vimos, em primeiro lugar, que o certo e o errado têm existência real, uma vez que se baseiam em Deus. Assim, se queremos descobrir o que é certo ou errado, devemos olhar o que Deus diz sobre o assunto. Em segundo lugar, vimos que a Bíblia, de forma clara e consistente, proíbe as práticas homossexuais, exatamente como proíbe todos os atos sexuais fora do casamento. Em terceiro lugar, vimos que a proibição que a Bíblia faz de tal prática não pode ser descartada apenas levando em conta o tempo e a cultura em que ela foi escrita, pois está baseada no plano de Deus para o casamento entre homem e mulher. Além do mais, mesmo deixando a Bíblia de lado, há princípios morais geralmente aceitos que indicam que a prática homossexual é errada.



Ora, que aplicação prática cada um de nós pode fazer sobre tudo isso que refletimos?



Primeiro, se você é um homossexual ou tem essa tendência, mantenha-se casto, busque uma vida de santidade. Você deve se abster de toda prática sexual. Sei que isso é difícil, mas na verdade o que Deus tem lhe pedido para fazer é exa¬¬tamente a mesma coisa que ele exige de todas as pessoas solteiras. Isso significa manter não somente a pureza do corpo, mas em especial da mente. Exatamente como os homens heterossexuais devem evitar a pornografia e a fantasia sexual, você também precisa manter limpo seu pensamento. Resista à tentação de racionalizar o pecado, dizendo: “Deus me fez assim”. Deus deixou muito claro que não quer que você faça as suas vontades, mas quer que você o honre, mantendo sua mente e seu corpo puros. Procure aconselhamento cristão profissional. Com tempo e esforço, pode ser que você venha a sentir prazer em relações heterossexuais normais. Há esperança!
Segundo, para os que são heterossexuais, é preciso lembrar mais uma vez que a tendência homossexual, em si, não é pecado. A maio¬ria dos homossexuais não escolheu tal orientação e gostaria de mudá-la, se pudesse. Precisamos aceitar e acolher irmãos e irmãs que têm lutado contra essa tendência. Precisamos estender o amor e o perdão de Deus às pessoas que enfrentam esse problema. Palavras vulgares ou piadas a respeito de homossexuais nunca deveriam passar pelos lábios de um cristão. Se você sente prazer quando alguma aflição sobrevém a uma pessoa homossexual ou se sente ódio em seu coração em relação aos homossexuais, então você precisa refletir muito sobre as palavras de Jesus registradas em Mateus: “no dia do juízo, haverá menos rigor para a terra de Sodoma e Gomorra do que para aquela cidade” (ver Mt 10.15; 11.24).



A PALAVRA DOS MÉDICOS CRISTÃOS SOBRE A HOMOSSEXUALIDADE



Preocupados com a questão da homossexualidade, os médicos católicos da “Associação de Médicos Católicos” (ACM) dos Estados Unidos e Canadá – publicaram uma importante Declaração “Homossexuality and Hope” (Homossexualidade e Esperança”), após terem estudado a questão com base na medicina, nas pesquisas e na lei de Deus.Nessa profunda Declaração os médicos católicos, com rigor científico, mostram que ninguém nasce homossexual, indicam como deve ser a prevenção para evitar a atração por pessoa do mesmo sexo, mostram o caminho a seguir para se deixar a prática homossexual, e fazem uma série de recomendações aos que possuem a tendência homossexual. Falam também aos padres, bispos, médicos católicos e às famílias católicas.  Segue a Declaração.



“HOMOSEXUALIDADE  E ESPERANÇA”



A Associação Médica Católica (AMC) se dedica a sustentar os princípios da fé católica, no que se refere à prática da medicina e à promoção da ética médica católica para a profissão médica, inclusive os profissionais de saúde mental, o clero e o público em geral.



Nenhuma questão provocou mais preocupação na década passada do que a homossexualidade. Portanto, a AMC oferece o seguinte resumo e análise da situação da questão. Esse resumo se apóia intensamente nas conclusões de vários estudos e aponta para a coerência dos ensinos da Igreja com esses estudos.


Espera-se que essa análise também sirva como uma ferramenta de educação e referência para todos os católicos: o clero, os médicos, os profissionais de saúde, os educadores, os pais e o público em geral.



A AMC apóia os ensinos da Igreja Católica conforme aparecem na versão revista do Catecismo da Igreja Católica, principalmente os ensinos sobre a sexualidade:


“Todas as pessoas batizadas são chamadas para a castidade”( §2348). “Os casados são chamados a viverem a castidade conjugal, outros praticam a castidade em continência” (§2349). “…a tradição sempre declarou que os atos homossexuais são intrinsecamente desordenados… Sob nenhuma circunstância eles podem ser aprovados”. (§2357)



É possível, com a graça de Deus, todas as pessoas viverem uma vida casta, inclusive as pessoas que experimentam atração pelo mesmo sexo, conforme declarou de modo tão corajoso o Cardeal George, Arcebispo de Chicago, em seu discurso na Associação Nacional de Ministérios Diocesanos Católicos para Gays e Lésbicas:


“Negar que o poder da graça de Deus capacita aqueles que têm atração pelo mesmo sexo a viver de maneira casta é negar, em realidade, que Jesus ressuscitou dos mortos”. (George 1999)



Com certeza, há circunstâncias tais como desordens psicológicas e experiências traumáticas que podem, às vezes, tornar essa castidade mais difícil e há situações que podem seriamente diminuir a responsabilidade de um indivíduo por deslizes na castidade.Essas circunstâncias e condições, porém, não neutralizam a livre vontade nem eliminam o poder da graça. Embora muitos homens e mulheres que experimentam atrações pelo mesmo sexo digam que seu desejo sexual é uma inclinação “natural” (Chapman 1987), isso de forma alguma indica uma predeterminação genética ou uma condição imutável. Alguns se entregaram a atrações pelo mesmo sexo porque lhes disseram que eles já nasceram homossexuais e que é impossível mudar o estilo sexual de alguém. Tais pessoas podem sentir que é inútil e perda de tempo resistir aos desejos pelo mesmo sexo, e acabam adotando uma “identidade gay”. Essas mesmas pessoas podem então se sentir oprimidas com o fato de que a sociedade e as religiões, de modo particular a Igreja Católica, não aceitam a expressão desses desejos nos atos homossexuais. (Schreier, 1998).A pesquisa mencionada neste relatório se opõe ao mito de que a atração pelo mesmo sexo é geneticamente predeterminada e imutável, e oferece esperança para a prevenção e o tratamento.



1) Ninguém nasce biologicamente homossexual



Muitos pesquisadores têm tentado descobrir uma causa biológica para a atração pelo mesmo sexo. Os meios de comunicação promovem a idéia de que já foi descoberto o “gene gay” (Burr, 1996). Mas, apesar de várias tentativas, não se testou cientificamente nenhum dos estudos bem divulgados (Hamer, 1993; LeVay 1991). Muitos escritores analisaram esses estudos cuidadosamente e descobriram que eles não só não provam uma base genética para a atração pelo mesmo sexo, mas também nem chegam a afirmar possuir provas científicas para tal alegação. (Byrne 1963; Crewdson 1995; Goldberg 1992; Horgan 1995; McGuire 1995; Porter 1996; Rice 1999).



Se a atração pelo mesmo sexo fosse geneticamente e biologicamente predeterminada, então deveríamos supor que gêmeos idênticos teriam de ser idênticos em sua atração sexual. Há, porém, muitos registros de gêmeos idênticos que não são idênticos em sua atração sexual. (Bailey 1991; Eckert 1986; Friedman 1976; Green 1974; Heston 1968; McConaghy 1980; Rainer 1960; Zuger 1976).



As situações individuais registradas revelam fatores ambientais que explicam a causa do desenvolvimento de diferentes estilos de atração sexual em crianças geneticamente idênticas, apoiando a teoria de que a atração pelo mesmo sexo é um produto da ação e efeito recíproco de uma variedade de fatores ambientais. (Parker 1964)



Há, porém, tentativas de convencer o público de que a atração pelo mesmo sexo tem base genética. (Marmor 1975). Tais tentativas podem ter como causa motivações políticas porque as pessoas se sentem mais inclinadas a aceitar sem dificuldades reivindicações pedindo mudanças nas leis e nos ensinos religiosos quando crêem que a atração sexual é geneticamente determinada e imutável. (Emulf 1989; Piskur 1992). Outros têm procurado provar uma base genética para a atração pelo mesmo sexo, a fim de poderem apelar para os tribunais em busca de direitos baseados na teoria da “imutabilidade”. (Green 1988)



Os católicos crêem que a sexualidade foi projetada por Deus como um sinal do amor de Cristo, o noivo, por sua noiva, a Igreja. Portanto, a atividade sexual só é apropriada no casamento. O desenvolvimento psicosexual saudável conduz naturalmente, nas pessoas de cada sexo, à atração pelo outro sexo. O trauma, uma educação errada e o pecado podem causar um desvio desse modelo normal e natural da perpetuação da espécie humana.Não se deve identificar as pessoas com base em seus conflitos emocionais ou dificuldades de desenvolvimento, como se isso fosse a essência de sua identidade.


No debate entre essencialismo e o construcionismo social, os que crêem na lei natural sustentariam que os seres humanos têm uma natureza essencial – macho ou fêmea – e que inclinações ao pecado – tais como o desejo de se envolver em atos homossexuais – são formados nas pessoas e podem, pois, ser removidos.



Portanto, provavelmente seria prudente termos a atitude de evitar, sempre que possível, usar as palavras “homossexual” e “heterossexual” como normas, pois a utilização desses termos sugere um estado fixo e equivalência entre o estado natural do homem e mulher criados por Deus e indivíduos que experimentam atração ou conduta pelo mesmo sexo.



2) A atração pelo mesmo sexo como sintoma



As pessoas experimentam a atração pelo mesmo sexo por razões diferentes. Embora haja semelhanças nos tipos de desenvolvimento, cada pessoa tem uma história de vida diferente e pessoal. Na história de vida de indivíduos que experimentam a atração pelo mesmo sexo, freqüentemente encontramos um ou mais dos seguintes elementos:



1)- Distanciamento do pai na infância, porque a criança o via como hostil ou distante, violento ou alcoólatra. (Apperson 1968; Bene 1965; Bieber 1962; Fisher 1996; Pillard 1988; Sipova 1983). Mãe superprotetora (meninos). (Bieber, T. 1971; Bieber 1962; Snortum 1969). Mãe emocionalmente distante (meninas). (Bradley 1997; Eisenbud 1982).


2)- Pais não conseguiram incentivar identificação do mesmo sexo. (Zucker 1995). Falta de brincadeiras mais duras (meninos). (Friedman 1980; Hadden 1967a)



3)- Incapacidade de se identificar com colegas do mesmo sexo. (Hockenberry 1987; Whitman 1977).



4)- Antipatia por esportes de equipe (meninos). (Thompson 1973). Falta de coordenação manual e visual e resultante provocação dos colegas (meninos). (Bailey 1993; Fitzgibbons 1999; Newman 1976)


5)- Abuso sexual ou estupro. (Beitchman 1991; Bradley 1997; Engel 1981; Finkelhor 1984; Gundlach 1967).


6)- Fobia social ou acanhamento extremo. (Golwyn 1993)


7)- Perda dos pais através de morte ou divórcio. (Zucker 1995)


8)- Separação dos pais durante decisivas fases de desenvolvimento. (Zucker 1995)



Em alguns casos, a atividade ou atração pelo mesmo sexo ocorre num paciente com outros diagnósticos psicológicos, tais como depressão profunda (Fergusson 1999), idéias de suicídio (Herrell 1999) desordens generalizadas de ansiedade, abuso de drogas, conduta anormal na adolescência, desordens de personalidade (Parris 1993; Zubenko 1987); esquizofrenia (Gonsiorek 1982); narcisismo patológico (Bychowski 1954; Kaplan 1967).



Em poucos casos, a conduta homossexual aparece mais tarde na vida como reação a um trauma tal como aborto (Berger 1994; de Beauvoir 1953) ou profunda solidão (Fitzgibbons 1999).



3) Há prevenção para a atração pelo mesmo sexo



Se as necessidades emocionais e de desenvolvimento de cada criança forem supridas corretamente pela família e pelos amigos, é bem improvável que a criança desenvolva a atração pelo mesmo sexo. As crianças precisam de afeição, elogios e aceitação do pai e da mãe, dos irmãos e dos colegas. Nem sempre, porém, é fácil estabelecer tais situações sociais e familiares, e nem sempre dá para identificar logo as necessidades das crianças. Alguns pais podem estar em luta com os próprios problemas e assim sem condições de dar a atenção e o apoio que a criança precisa.Às vezes os pais se esforçam muito, mas a personalidade particular da criança torna esse apoio e cuidado mais difíceis. Alguns pais viram os primeiros sinais do problema, buscaram assistência e aconselhamento profissional, mas receberam conselhos inadequados e em alguns casos até errados.



O Manual Estatístico e Diagnóstico IV (APA 1994) da Associação Americana de Psiquiatria define “Desordem de Identidade de Gênero” (DIG) nas crianças como uma persistente e forte identificação transsexual, um desconforto com o próprio sexo e preferência por papéis transsexuais nas fantasias.Alguns pesquisadores (Friedman 1988, Phillips, 1992) têm identificado outro sintoma menos evidente nos meninos – sentimentos crônicos de falta de masculinidade. Embora não se envolvam em nenhuma atividade ou fantasia transsexual, esses meninos se sentem profundamente deficientes em sua masculinidade e têm uma reação quase de fobia a brincadeiras mais duras na infância e muita antipatia por esportes de equipe.



Vários estudos têm mostrado que crianças com a “Desordem de Identidade de Gênero” e meninos com problemas crônicos de falta de masculinidade correm o risco de adquirir atração pelo mesmo sexo na adolescência. (Newman 1976; Zucker 1995; Harry 1989).



A desordem de identidade de gênero pode muitas vezes ser vencida quando, com o apoio dos pais, o problema é identificado cedo e recebe intervenção profissional adequada (Rekers 1974; Newman 1976).



Infelizmente, muitos pais que relatam essas preocupações para seus pediatras são orientados a não se preocuparem. Em alguns casos, os sintomas e as preocupações dos pais podem parecer diminuir quando a criança entra na segunda ou quarta série. Mas, a menos que sejam tratados de forma adequada, os sintomas poderão reaparecer na puberdade como intensa atração pelo mesmo sexo. Essa atração parece ser a conseqüência da incapacidade de se identificar bem com outras pessoas do mesmo sexo.



É importante que aqueles que estão envolvidos na educação e cuidados de crianças se conscientizem dos sinais da desordem de identidade de gênero e dos problemas de falta de masculinidade nos meninos, e busquem acesso aos recursos disponíveis a fim de encontrarem a ajuda adequada para essas crianças (Bradley 1998; Brown 1963; Acosta 1975).


Quando são convencidas de que a atração pelo mesmo sexo não é uma desordem geneticamente determinada, as pessoas conseguem ter esperança na prevenção e também conseguem ter esperança num modelo de terapia para suavizar, ou até mesmo eliminar, a atração pelo mesmo sexo.




4) Em perigo...não predestinados



Embora muitos estudos tenham mostrado que as crianças que foram abusadas sexualmente, que exibem os sintomas da DIG e meninos com problemas de falta de masculinidade correm perigo de desenvolver a atração pelo mesmo sexo na adolescência e na vida adulta, é importante notar que uma percentagem significativa dessas crianças não se tornam homossexualmente ativas quando se tornam adultas (Green 1985; Bradley 1998).Para alguns, os relacionamentos sadios e positivos mais tarde na vida vencem as experiências negativas da infância. Alguns fazem a decisão consciente de evitar a tentação. A presença e o poder da graça de Deus, embora nem sempre possam ser medidos, não podem ser desconsiderados como um fator que ajuda as pessoas em risco a se afastar da atração pelo mesmo sexo. O ato de rotular um adolescente ou, pior, uma criança como imutavelmente “homossexual” prejudica gravemente a pessoa. Tais adolescentes ou crianças podem, com intervenção positiva e adequada, receber orientação apropriada para lidar com traumas emocionais logo no começo.



5) Terapia



Aqueles que promovem a idéia de que a orientação sexual é imutável freqüentemente citam um debate publicado entre o Dr. C.C. Tripp e o Dr. Lawrence Hatterer. Nesse debate o Dr. Tripp declarou: “…não há um único exemplo registrado de mudança na orientação sexual que tenha sido confirmado por especialistas ou testes externos. Kinsey não conseguiu achar um. O Dr. Pomeroy também não conseguiu achar tal paciente. Ficaríamos felizes de ter um do Dr. Hatterer” (Tripp & Hatterer 1971). Eles não mencionaram a resposta do Dr. Hatterer:


“Tenho curado muitos homossexuais, Dr. Tripp. O Dr. Pomeroy ou qualquer outro pesquisador pode examinar meu trabalho, pois está todo documentado em 10 anos de fitas gravadas. Muitos desses pacientes ‘curados’ (prefiro usar a palavra ‘mudados’) se casaram, tiveram famílias e vivem uma vida feliz. O mito “uma vez homossexual, sempre homossexual” é destrutivo. Além disso, não só eu, mas também outros renomados psiquiatras (Dr. Samuel B. Hadden, Dr. Lionel Ovesey, Dr. Charles Socarides, Dr. Harold Lief, Dr. Irving Bieber, e outros) têm registrado seus tratamentos bem sucedidos dos homossexuais tratáveis” (Tripp & Hatterer 1971).



Muitos terapeutas têm escrito extensivamente sobre os resultados positivos da terapia para a atração pelo mesmo sexo. Tripp escolheu ignorar a grande quantidade de literatura sobre o tratamento e pesquisas de terapeutas. As análises do tratamento para a atração indesejada pelo mesmo sexo mostram que esse tratamento tem tanto êxito quanto o tratamento para problemas psicológicos semelhantes: quase 30% experimentam libertação dos sintomas e outros 30% experimentam melhora. (Bieber 1962; Clippinger 1974; Fine 1987; Kaye 1967; MacIntosh 1994; Marmor 1965; Nicolosi 1998; Rogers 1976; Satinover 1996; Throckmorton; West ).



Os relatos de terapeutas individuais têm sido igualmente positivos. (Barnhouse 1977; Bergler 1962; Bieber 1979; Cappon 1960; Caprio 1954; Ellis 1956; Hadden 1958; Hadden 1967b; Hadfield 1958; Hatterer 1970; Kronemeyer 1989). Isso é só uma amostra representativa dos terapeutas que relatam resultados bem sucedidos no tratamento de pessoas que experimentam atração pelo mesmo sexo.Há também muitos relatos autobiográficos de homens e mulheres que uma vez criam estar irremediavelmente destinados à conduta e atração pelo mesmo sexo. Muitos desses homens e mulheres (Exodus 1990-2000) agora se descrevem como livres da conduta, fantasias e atração pelo mesmo sexo. A maioria dessas pessoas se libertou participando de grupos de apoio de natureza religiosa, embora alguns também tivessem recorrido a terapeutas.



Infelizmente, muitos indivíduos influentes e grupos profissionais ignoram essa evidência (APA 1997; Herek 1991) e parece haver uma campanha unida por parte dos “apologistas homossexuais” para negar a eficácia do tratamento da atração pelo mesmo sexo ou afirmar que tal tratamento é prejudicial. Barnhouse expressou estar surpreso com essas campanhas: “A distorção da realidade inerente no fato de que os apologistas homossexuais negam que a atração pelo mesmo sexo seja curável é tão imensa que ficamos pensando qual é a motivação por trás disso” (Barnhouse 1977).



O Dr. Robert Spitzer, renomado pesquisador psiquiátrico da Universidade de Columbia, esteve diretamente envolvido na decisão de 1973 de remover o homossexualismo da lista de desordens mentais da Associação Psiquiátrica Americana (APA). Recentemente, ele se envolveu em pesquisa sobre a possibilidade de mudança. O Dr. Spitzer declarou numa entrevista: “Estou convencido de que muitas pessoas fizeram mudanças substanciais para se tornarem heterossexuais… Acho que isso é notícia… Cheguei cético a esse estudo. Mas agora afirmo que há evidências que podem sustentar essas mudanças”. (NARTH 2000)



6) As metas



Aqueles que afirmam que a mudança da orientação sexual é impossível, geralmente definem a mudança como libertação total e permanente de toda conduta, fantasias ou atração homossexual numa pessoa que anteriormente tinha sido homossexual em conduta e atração (Tripp 1971). Até mesmo quando se define mudança de acordo com esse método extremo, a afirmação não é verdadeira. Numerosos estudos relatam casos de total mudança. (Goetz 1997).Aqueles que negam a possibilidade de total mudança confessam que a mudança de conduta é possível (Coleman 1978; Herron 1982) e que os indivíduos que estiveram sexualmente envolvidos com ambos os sexos parecem mais propensos a mudar (Acosta 1975). Uma leitura cuidadosa dos artigos que se opõem à terapia de mudança revela que os autores que vêem a terapia de mudança como não ética (Davison 1982; Gittings 1973) têm essa opinião porque eles vêem tal terapia como opressiva para aqueles que não querem mudar (Begelman 1975; 1977; Murphy 1992; Sleek 1997; Smith 1988) e vêem aqueles indivíduos com atração pelo mesmo sexo que expressam desejo de mudar como vítimas da sociedade ou opressão religiosa (Begelman 1977; Silverstein 1972).



Deve-se observar que quase sem exceção aqueles que consideram tal terapia como não ética também rejeitam a abstinência da atividade sexual fora do casamento como meta mínima (Barrett 1996).


ATENÇÃO!!! ATENÇÃO !!!Entre os terapeutas que aceitam os atos homossexuais como normais, muitos não vêem nada de errado com a infidelidade nos relacionamentos selados por compromisso (Nelson 1982), encontros sexuais anônimos, promiscuidade sexual geral, auto-erotismo (Saghir 1973), sadomasoquismo e várias parafilias. Alguns até apóiam uma diminuição das restrições no sexo entre adultos e menores (Mirkin 1999) ou negam o impacto psicológico negativo do abuso sexual contra as crianças (Rind 1998; Smith 1988).



Alguns dos que consideram a terapia como não ética também contestam as teorias há muito aceitas de desenvolvimento infantil (Davison 1982; Menvielle 1998). Esses tendem a culpar a opressão da sociedade pelos problemas inegáveis que os adolescentes e os adultos homossexualmente ativos sofrem. Deve-se avaliar todas as conclusões de pesquisas à luz dos preconceitos que os pesquisadores trazem para seus projetos. Quando a pesquisa se inspira em agendas políticas confessas, seu valor é seriamente reduzido.



Deve-se indicar que os católicos não podem apoiar formas de terapia que incentivam os clientes a substituir uma forma de pecado sexual por outra (Schwartz 1984). Alguns terapeutas, por exemplo, não consideram um cliente “curado” até que ele consiga se envolver bem em atividade sexual com o sexo oposto, ainda que o cliente seja solteiro (Masters 1979). Outros incentivavam os clientes a se masturbar usando imagens do sexo oposto (Blitch 1972; Conrad 1976).



Para o católico que sente atração pelo mesmo sexo, a meta da terapia deve ser libertação para viver de modo casto de acordo com o próprio estilo de vida pessoal.


Alguns daqueles que enfrentam lutas com a atração pelo mesmo sexo crêem que eles são chamados para uma vida de celibato. Mas não se deve fazê-los sentir que eles não conseguiram alcançar a libertação, só porque eles não experimentam desejos pelo sexo oposto.


Outros desejam casar e ter filhos. Há todo motivo para esperar que muitos, com o tempo, poderão alcançar essa meta. Eles não devem, porém, ser incentivados a entrar apressadamente no casamento, pois há ampla evidência de que o casamento não é cura para a atração pelo mesmo sexo.Com o poder da graça, os sacramentos, o apoio da comunidade e terapeutas experientes, a pessoa determinada terá condições de alcançar a libertação interior que Cristo promete.


Os terapeutas experientes poderão ajudar as pessoas a descobrirem e entenderem as causas do trauma emocional que deram origem à sua atração pelo mesmo sexo e então trabalharem em terapia para solucionarem seu sofrimento. Os homens que experimentam a atração pelo mesmo sexo muitas vezes descobrem o modo como sua identidade masculina foi afetada negativamente por sentimentos de rejeição por parte dos pais ou colegas ou uma imagem negativa do próprio corpo físico que resultam em tristeza, revolta e insegurança. À medida que esse sofrimento é curado através da terapia, a identidade masculina é fortalecida e a atração pelo mesmo sexo diminui.


COM RELAÇÃO ÀS MULHERES:

As mulheres que sentem atração pelo mesmo sexo poderão descobrir como os conflitos com os pais ou outros homens importantes as levaram a não confiar no amor masculino ou como a falta de afeição maternal as levou a ansiar profundamente o amor feminino. Espera-se que a descoberta das causas da revolta e tristeza as conduza ao perdão e à libertação. Tudo isso leva tempo. Nesse aspecto, as pessoas que sofrem de atração pelo mesmo sexo não são diferentes dos muitos outros homens e mulheres que sofrem emocionalmente e precisam aprender a perdoar.



Os terapeutas católicos que trabalham com pessoas católicas devem ser livres para usar a riqueza da espiritualidade católica nesse processo de cura. Aqueles que sofrem feridas emocionais causadas pelo pai podem ser incentivados a desenvolver seu relacionamento com Deus como um pai amoroso. Aqueles que foram rejeitados ou ridicularizados pelos colegas na infância podem meditar em Jesus como irmão, amigo e protetor.



Há toda razão para se ter esperança que com o tempo aqueles que buscam libertação a encontrarão, mas devemos reconhecer quando incentivamos as pessoas a ter esperança, que há algumas que não alcançarão suas metas plenamente, mas que podem se santificar na luta diária contra estas tendências arraigadas.Poderemos nos encontrar na mesma posição de um oncologista pediátrico que contou como era no começo do seu trabalho. Ele disse que não havia esperança para as crianças atingidas pelo câncer e que era o dever do médico ajudar os pais a aceitarem o inevitável e não desperdiçarem seus recursos atrás de uma “cura”. Hoje quase 70% dessas crianças se recuperam, mas cada morte deixa a equipe médica com um terrível sentimento de fracasso. À medida que melhorar a prevenção e o tratamento da atração pelo mesmo sexo, as pessoas que ainda enfrentam lutas, mais do que nunca, precisarão de apoio compassivo e sensível.


RECOMENDAÇÕES


1) Ministrando para pessoas que experimentam atração por pessoas do mesmo sexo.



É muito importante, para todo católico que experimenta atração pelo mesmo sexo, saber que há esperança, e que há ajuda. Infelizmente, essa ajuda não é prontamente disponível em todos os lugares. Os grupos de apoio, os terapeutas e os conselheiros espirituais que inequivocamente apóiam o ensino da Igreja são componentes essenciais da ajuda necessária. Já que as noções da sexualidade em nosso país são tão variadas, os clientes que buscam ajuda devem ser cautelosos e verificar se o grupo ou conselheiro apóia os imperativos morais católicos.Uma das melhores e mais conhecidas agências católicas de apoio é uma organização conhecida como Courage e sua organização filial Encourage.



Embora qualquer tentativa de ensinar a pecaminosidade da conduta homossexual ilícita possa ser saudada com acusações de homofobia, a realidade é que Cristo chama todos para a castidade conforme a situação específica de vida de cada pessoa. O desejo de a Igreja ajudar todos a viverem de modo casto não é uma forma de condenar os que acham a castidade difícil. Pelo contrário, é a resposta compassiva de uma Igreja que busca imitar Cristo, o Bom Pastor: Pobre, casto e obediente.




É essencial que todo católico que experimenta a atração pelo mesmo sexo tenha acesso fácil aos grupos de apoio, terapeutas e conselheiros espirituais que apóiam inequivocamente o ensino da Igreja e estão preparados para oferecer ajuda da mais elevada qualidade. Em muitos lugares os únicos grupos de apoio disponíveis são dirigidos por cristãos evangélicos ou por pessoas que rejeitam o ensino da Igreja. O fato de que a comunidade católica não está conseguindo suprir as necessidades desse segmento da população é uma omissão séria que não se deve deixar continuar.É particularmente trágico que Courage que sob a liderança do Pe. John Harvey tem desenvolvido uma excelente e autenticamente católica rede de grupos de apoio, não esteja presente em toda diocese e grande cidade.



Nota: Courage é um apostolado da Igreja Católica Romana para pessoas que tem atração por pessoas do mesmo sexo. É apoiada pelo Pontifico Conselho da  Família,  do Vaticano. Disse o Papa João Paulo II que “Courage está fazendo o trabalho de Deus”. Courage tem uma filial chamada Encourage que trabalha com pais, parentes e amigos de pessoas com tendência homossexual. (http://www.couragerc.net – Email: NYCourage@aol.com).Pode ser acessado em espanhol: http://www.courage-latino.org/



É bem doloroso ouvir piadas sobre organizações individuais, sob autoridade católica ou diretamente associadas com a Igreja Católica, aconselhando pessoas com a atração pelo mesmo sexo a praticar a fidelidade no relacionamento com o mesmo sexo em vez de incentivá-las a praticar a castidade conforme seu estado de vida.



É muitíssimo importante que os conselheiros ou grupos de apoio ligados à Igreja sejam bem claros sobre a natureza e a formação da atração pelo mesmo sexo. Essa condição não é genética ou biologicamente determinada. Essa condição não é imutável. É enganoso aconselhar pessoas que experimentam a atração pelo mesmo sexo que é aceitável se envolver em atos sexuais contanto que estes ocorram dentro do contexto de um relacionamento fiel.Os ensinos da Igreja Católica sobre a moralidade sexual são explicitamente claros e não permitem exceções. Os católicos têm o direito de saber a verdade e aqueles que trabalham com ou para as instituições católicas têm a obrigação de expor essa verdade claramente.



Alguns clérigos, talvez pelo fato de erroneamente crerem que a atração pelo mesmo sexo é geneticamente determinada e imutável, têm encorajado as pessoas que experimentam a atração pelo mesmo sexo a se identificar com a comunidade gay, publicamente proclamando-se como gays ou lésbicas, mas a viverem de modo casto em sua vida pessoal. Há várias razões por que esse modo de agir é errado:



1) É baseado na idéia incorreta de que a atração pelo mesmo sexo é um aspecto imutável da pessoa e desanima os indivíduos de buscar ajuda;


2) A comunidade gay promove uma ética de conduta sexual que é totalmente antiética aos ensinos católicos sobre a sexualidade e não esconde seu desejo de eliminar a “erotofobia” e o “heterossexismo”. Não há realmente nenhuma maneira de se poder reconciliar a posição que os porta-vozes do movimento gay declaram e a Igreja Católica;


3) Esse modo de agir coloca indivíduos facilmente tentados em lugares que se deve considerar quase ocasiões para o pecado;


4) Cria uma falsa esperança de que a Igreja acabará mudando seu ensino sobre a moralidade sexual.


Os católicos devem, é claro, alcançar pessoas que experimentam a atração pelo mesmo sexo, aqueles que estão ativamente envolvidos em atos homossexuais e de modo particular os que estão sofrendo de doenças sexualmente transmissíveis. Devem alcançá-los com amor, esperança e a autentica e inalterável mensagem de libertação do pecado através de Jesus Cristo.


2) O Papel do Padre



É de suprema importância que os padres, quando enfrentarem paroquianos perturbados com a atração pelo mesmo sexo, tenham acesso a informações sólidas e recursos genuinamente benéficos. O padre, porém, deve fazer mais do que simplesmente encaminhar as pessoas a outras agências (Courage e Encourage). Ele está numa posição única de dar assistência espiritual específica para aqueles que experimentam a atração pelo mesmo sexo. Ele deve, é claro, ser bem sensível aos intensos sentimentos de insegurança, culpa, vergonha, ira, frustração, tristeza e até mesmo medo nesses indivíduos. Isso não o impede de falar bem claramente sobre os ensinos da Igreja (veja Cat. §2357-2359), a necessidade de perdão e cura na Confissão, a necessidade de evitar ocasiões para o pecado e a necessidade de uma forte vida de oração.


Muitos terapeutas crêem que a fé religiosa desempenha uma parte crucial na recuperação da atração pelo mesmo sexo e de vícios sexuais. Quando uma pessoa confessa fantasias ou atos homossexuais ou atração pelo mesmo sexo, o padre deve estar consciente de que essas manifestações são muitas vezes sintomas de traumas na infância e adolescência, abuso sexual na infância ou necessidades que a criança tem de amor e afirmação do pai do mesmo sexo, necessidades que não foram supridas. A menos que esses problemas secretos sejam tratados diretamente, a pessoa poderá sentir as tentações voltando e cair assim em desespero.


Aqueles que rejeitam os ensinos da Igreja e incentivam os indivíduos com a atração pelo mesmo sexo a entrar nas chamadas “uniões homossexuais estáveis e amorosas” não conseguem entender que tal arranjo não resolverá esses problemas secretos.


Embora deva incentivar esses indivíduos a procurar terapia e a se tornarem membros de um grupo de apoio, o padre deve se lembrar que através do sacramento, ele poderá ajudar penitentes individuais a lidarem não só com o pecado, mas também com as causas da atração pelo mesmo sexo.



A lista seguinte, embora não seja completa, ilustra algumas das maneiras pelas quais o padre poderá ajudar as pessoas com esses problemas que vêm até o Sacramento da Reconciliação:


a) Os indivíduos, com atração pelo mesmo sexo ou que confessaram pecados nessa área, quase sempre carregam um peso de profundo sofrimento emocional, tristeza e ressentimento para com os que os rejeitaram, negligenciaram ou magoaram, inclusive os pais, amigos e estupradores. O primeiro passo para a cura pode ser ajudá-los a perdoar. (Fitzgibbons 1999).


b) As pessoas que experimentam a atração pelo mesmo sexo muitas vezes relatam uma longa história de experiências sexuais precoces e trauma sexual (Doll 1992). Os indivíduos que estiveram envolvidos em atividade sexual com outro indivíduo na infância são mais propensos a se tornarem homossexualmente ativos (Stephan 1973; Bell 1981). Muitos jamais contaram a alguém sobre essas experiências (Johnson 1985) e carregam tremenda culpa e vergonha. Em alguns casos, aqueles que foram abusados sexualmente se sentem culpados porque reagiram ao trauma vivenciando sexualmente esses incidentes. O padre poderá delicadamente perguntar sobre experiências na infância, garantindo a esses indivíduos que seus pecados foram perdoados, e ajudá-los a encontrar libertação através do perdão aos outros.



c) As pessoas envolvidas em atividade homossexual poderão também sofrer de vício sexual (Saghir 1973; Beitchman 1991; Goode 1977). Aqueles que se engajaram em formas extremas de conduta sexual ou trocaram sexo por dinheiro têm mais probabilidade de se envolver em atividade homossexual (Saghir 1973). Não é fácil vencer os vícios, assim recorrer à Confissão pode ser um primeiro passo para a libertação. O padre deve lembrar aos penitentes que até os pecados mais extremos nessas áreas podem ser perdoados, incentivando-os a resistir ao desespero e a perseverar, e ao mesmo tempo recomendar grupos de apoio criados para lidar com o vício.



d) Os indivíduos com a atração pelo mesmo sexo muitas vezes abusam do álcool, drogas de prescrição e drogas ilegais (Fifield 1977; Saghir 1973). Tal abuso poderá enfraquecer a resistência à tentação sexual. O padre poderá recomendar que essas pessoas se tornem membros de um grupo de apoio que trata desses problemas.



e) O desespero e pensamentos de suicídio são também freqüentemente parte da vida de uma pessoa perturbada com a atração pelo mesmo sexo. (Beitchman 1991; Herrell 1999; Fergusson 1999) O padre poderá assegurar ao penitente que há toda razão para se ter esperança de que a situação mudará e que Deus os ama e quer que eles vivam uma vida plena e feliz. Repetimos o que já dissemos antes: perdoar os outros pode ser extremamente útil.



f) Os indivíduos que experimentam a atração pelo mesmo sexo poderão sofrer de problemas espirituais tais como inveja (Hurst 1980) ou autopiedade (Van den Aardweg, 1969). É importante que a pessoa que experimenta a atração pelo mesmo sexo não seja tratada como se as tentações sexuais fossem seu único problema.



g) A maioria esmagadora dos homens e mulheres que experimentam a atração pelo mesmo sexo relatam um relacionamento bem insatisfatório com o pai ( notas 17 a 23). O padre, como uma figura paterna amorosa e acolhedora, poderá mediante o sacramento começar o trabalho de consertar os danos e facilitar um relacionamento de cura com Deus Pai.



O padre precisa estar consciente da profundidade da cura que precisam essas pessoas que sofrem de sérios conflitos internos. Ele precisa ser fonte de esperança para os desesperados, perdão para os que erram, força para os fracos, ânimo para os corações desanimados e às vezes uma figura paterna amorosa para os emocionalmente feridos. Em resumo, ele deve ser Jesus para esses amados filhos de Deus que se acham nas situações mais difíceis. Ele deve ser pastoralmente sensível, mas deve também ser pastoralmente firme, imitando, como sempre, o Jesus compassivo que curava e perdoava setenta vezes sete, mas sempre lembrava: “Vá e não cometa mais esse pecado”.



3) Os Profissionais Médicos Católicos



Os pediatras precisam conhecer os sintomas da Desordem de Identidade de Gênero (DIG) e o problema crônico da falta de masculinidade na infância. Quando é identificado e tratado logo no começo, há toda razão para se ter a esperança de que se possa resolver o problema com sucesso (Zucker 1995; Newman 1976).



Embora o motivo principal para tratar crianças seja aliviar sua infelicidade do momento (Newman 1976; Bradley 1998; Bates 1974), o tratamento da DIG e do problema crônico da falta de masculinidade na infância podem impedir o desenvolvimento da atração pelo mesmo sexo e os problemas ligados à atividade homossexual na adolescência e vida adulta.



A maioria dos pais não quer que seu filho se envolva na conduta homossexual, mas os pais de filhos em risco muitas vezes hesitam buscar tratamento (Zucker 1995; Newman 1976). Mas há algo que pode ajudar a vencer sua oposição à terapia: informá-los de que 75% das crianças que exibem os sintomas da DIG e do problema crônico de falta de masculinidade na infância experimentarão a atração pelo mesmo sexo, se não houver nenhuma intervenção (Bradley 1998). É preciso informá-los também dos riscos ligados à atividade homossexual. (Garafalo 1998; Osmond1994; Stall 1988b; Rotello 1997; Signorille 1997).



A cooperação dos pais é extremamente importante para que a intervenção na infância tenha sucesso. Os pediatras devem se familiarizar com a literatura sobre tratamento. George Rekers escreveu vários livros sobre o assunto (Rekers 1988). Zucker e Bradley fazem uma análise abrangente da literatura em seu livro “Gender Identity Disorder and Psychosexual Problems in Children and Adolescents” (1995), bem como de muitos casos individuais registrados e recomendações de tratamento.


DICA OPORTUNA AOS MÉDICOS:


Ao encontrarem pacientes com doenças sexualmente transmissíveis adquiridas através da atividade homossexual, os médicos poderão informar aos pacientes da disponibilidade de terapia psicológica e grupos de apoio, e de que aproximadamente 30% dos clientes motivados conseguem alcançar uma mudança em sua orientação sexual.




Em termos de prevenção de doenças, outros 30% conseguem permanecer celibatários ou eliminar as condutas de alto risco. Eles devem também questionar esses pacientes sobre o abuso de álcool e drogas, e recomendar tratamento quando for conveniente, já que muitos estudos associam ao abuso de drogas a infecção de doenças sexualmente transmissíveis (Mulry 1994).Até mesmo antes da epidemia da AIDS, um estudo de homens que tinham relações sexuais com homens revelou que 63% haviam contraído doenças sexualmente transmissíveis através da atividade homossexual (Bell 1978).Apesar de todas as campanhas educativas sobre a AIDS, os epidemiologistas prevêem que para o futuro próximo 50% dos homens que têm relações sexuais com homens terão o HIV. (Hoover 1991; Morris 1994; Rotello 1997). Eles também correm o risco de pegar sífilis, gonorréia, hepatite A, B, C, HPV e muitas outras doenças.


AOS PSICÓLOGOS:


Os profissionais de saúde mental devem se familiarizar com as obras de terapeutas que tiveram sucesso no tratamento de indivíduos que experimentavam a atração pelo mesmo sexo. Pelo fato de que essa atração não tem origem numa única causa, pessoas diferentes poderão precisar de diferentes tipos de tratamento. Uma opção que se deveria considerar também é combinar a terapia incentivando o paciente a se tornar membro de um grupo de apoio.



4) Os Professores nas Instituições Católicas
Os professores nas instituições católicas têm o dever de defender os ensinos da Igreja sobre a moralidade sexual, de se opor a informações falsas sobre a atração pelo mesmo sexo e de informar os adolescentes em risco ou já homossexualmente envolvidos da disponibilidade de ajuda. Eles devem continuar a resistir à pressão de incluir informações sobre a camisinha no currículo para favorecer os adolescentes homossexualmente ativos.Numerosos estudos têm revelado que informações sobre a camisinha são ineficazes na prevenção da transmissão de doenças na população de risco (Stall 1988a; Calabrese 1987; Hoover 1991).



Os ativistas dos direitos dos gays têm insistido em que os adolescentes em risco sejam entregues a grupos de apoio que os ajudarão a assumir sua homossexualidade. Não há evidência de que a participação nesses grupos impeça as conseqüências negativas de longo prazo ligadas à atividade homossexual. Tais grupos com certeza não incentivarão os adolescentes a evitar o pecado nem os animarão a viver de modo casto de acordo com seu estado de vida.



Deve-se levar a sério os sintomas da DIG e do problema crônico da falta de masculinidade nos meninos. As crianças em risco, porém, precisam de ajuda especial, de modo particular as que foram vítimas de abuso sexual na infância. Os educadores também têm o dever de parar de provocar e ridicularizar as crianças que não vivem conforme as normas sexuais. É necessário criar e suprir recursos para professores em instituições católicas, programas CCD e outras instituições. Esses recursos devem educar os professores, suprir planos de lições e estratégias para lidar com a questão da ridicularização das crianças em risco.



5) As Famílias Católicas




Quando pais católicos descobrem que seu filho ou filha está experimentando a atração pelo mesmo sexo ou está envolvido em atividade homossexual, eles muitas vezes se sentem devastados. Temendo pela saúde, felicidade e salvação da criança, os pais geralmente ficam aliviados quando são informados de que é possível tratar e prevenir a atração pelo mesmo sexo. Eles poderão procurar o apoio de outros pais na organização Encourage. Eles também precisarão compartilhar seus problemas com amigos e famílias amorosas.Os pais devem ser informados dos sintomas da Desordem de Identidade de Gênero e da prevenção dos problemas de identidade de gênero. Eles também devem ser incentivados a levar esses sintomas a sério e encaminhar os filhos com problemas de identidade de gênero a profissionais de saúde mental qualificados e moralmente preparados.



6) A Comunidade Católica



Havia uma época no passado não muito distante em que a gravidez fora do casamento recebia críticas e duras. A legalização do aborto [nos EUA] forçou a Igreja a confrontar essa questão e suprir um ministério ativo para as mulheres que estavam passando por uma gravidez “indesejada” e para as mulheres com experiências de trauma pós-aborto. Em poucos anos, a abordagem das dioceses, paróquias individuais e os fiéis católicos foi transformada e hoje a verdadeira caridade cristã é a norma, em vez de exceção. Do mesmo modo, as atitudes para com a atração pelo mesmo sexo poderão ser transformadas, contanto que cada instituição católica faça sua parte.



Aqueles que experimentam a atração pelo mesmo sexo, aqueles que se engajam em conduta homossexual e suas famílias muitas vezes se sentem excluídos da preocupação amorosa da comunidade católica. Uma das maneiras de mostrar para essas famílias que a comunidade se importa com elas é oferecer, como parte das intenções durante a missa, orações pelos indivíduos que experimentam a atração pelo mesmo sexo e por suas famílias.



Os membros dos meios de comunicação católicos precisam ser informados sobre a atração pelo mesmo sexo, sobre os ensinos da Igreja e sobre os recursos para a prevenção e o tratamento. Deve-se desenvolver e distribuir, a partir das próprias igrejas, panfletos e outros materiais que expressam claramente o ensino da Igreja e dão informações sobre recursos para aqueles que estão em necessidade imediata nessa área.



Quando um membro dos meios de comunicação católicos, um professor numa instituição católica ou um padre faz declarações inexatas sobre o ensino da Igreja ou dá a impressão de que a atração pelo mesmo sexo é geneticamente determinada e imutável, os leigos poderão oferecer informações com o objetivo de corrigir esses mal entendidos.



7) Os Bispos



A Associação Médica Católica reconhece a responsabilidade que o bispo diocesano tem de fiscalizar a ortodoxia do ensino dentro de sua diocese. Com certeza isso inclui instrução clara sobre a natureza e propósito das relações sexuais íntimas entre os indivíduos e a pecaminosidade das relações impróprias. A AMC espera trabalhar com bispos e padres para auxiliar a estabelecer adequados grupos de apoio e modelos terapêuticos para aqueles que lutam com a atração pelo mesmo sexo. Embora vejamos os programas Courage e Encourage como bem úteis e valiosos e os promovamos ativamente, estamos certos de que há outros tipos de apoio e estamos dispostos a trabalhar com qualquer programa psicológica, espiritual e moralmente bom.



8) Esperança



O Dr. Jeffrey Satinover escreveu de sua vasta experiência com clientes que experimentam a atração pelo mesmo sexo:



“Tenho tido a felicidade extraordinária de encontrar muitas pessoas que saíram do estilo de vida gay. Quando vejo as dificuldades pessoais, a clara coragem que eles mostram não só para enfrentar essas dificuldades, mas também para confrontar uma cultura que usa todos os meios possíveis para negar a validade de seus valores, metas e experiências, fico verdadeiramente admirado… São essas pessoas – ex-homossexuais e aqueles que ainda estão lutando, em todos os lugares dos EUA e em outros países – que permanecem para mim como um modelo de tudo o que é bom e possível num mundo que leva a sério o coração humano, e o Deus desse coração. Em minhas várias pesquisas no mundo da psicanálise, psicoterapia e psiquiatria, realmente nunca antes vi tal profunda cura”. (Satinover 1996)



Aqueles que desejam se libertar da atração pelo mesmo sexo freqüentemente recorrem primeiro à Igreja. A AMC quer se certificar de que eles encontrem a ajuda e esperança que estão buscando. Há toda razão para se ter esperança de que todo indivíduo que experimenta a atração pelo mesmo sexo, que busca a ajuda da Igreja, poderá encontrar a libertação da conduta homossexual e muitos encontrarão muito mais, mas eles virão só se virem amor em nossas palavras e atitudes.Se os profissionais médicos católicos no passado não conseguiram suprir as necessidades dessa população cliente, se eles não conseguiram trabalhar diligentemente para desenvolver terapias eficientes de prevenção e tratamento ou se eles não conseguiram tratar clientes que experimentavam esses problemas com o respeito devido a cada pessoa, pedimos perdão.A Associação Médica Católica reconhece que os profissionais da área da saúde têm o dever especial nessa área e espera que essa declaração os ajude a cumprir esse dever conforme os princípios da fé católica.



A pesquisa mencionada neste relatório foi obtida de uma ampla variedade de fontes. Na maioria dos casos, poderia-se citar numerosas outras fontes. Para os que desejam fazer um estudo profundo das questões levantadas, pode-se obter uma bibliografia abrangente pela Internet (74747.2241@compuserve.com) junto com análises da literatura que vem ao caso.



Deve-se indicar que muitos dos autores citados não aceitam o ensino da Igreja sobre a natureza intrinsecamente anormal dos atos homossexuais. Não fizemos nenhum esforço para distinguir entre os que aceitam e os que não aceitam, já que os que favorecem a prevenção e o tratamento e os que apóiam a terapia de aceitação do estilo de vida gay apresentam relatórios de casos e evidência estatística essencialmente coerentes, diferindo só na interpretação e relevância da evidência”.





Tenho um filho homossexual. O que faço?






Existem passos a serem dados quando se toma consciência da homossexualidade de um filho. O que fazer quando se descobre que um filho é homossexual é algo relativo a cada situação, que é sempre única. Por isso não é fácil falar disso como se fosse uma receita de bolo. Não é receita de culinária.



O que vamos apresentar nesse artigo é apenas uma reflexão que poderá iluminar um pouco quem está com esta realidade em casa. Também é muito difícil dizer sobre esse assunto sem o embasamento teórico acoplado, para podermos compreender o que é a homossexualidade, como se desenvolve numa pessoa, em que época, e quais as causas. Vamos então tentar algo prático:


1)- Primeiro passo: precisamos partir para o diálogo claro, objetivo, acolhedor e compreensivo sobre esse aspecto do (a) jovem ou adolescente. Sem diálogo franco tudo fica mais difícil. Se o filho (a) tem dificuldades em falar abertamente sobre isso, nós pais e mães, precisamos aos poucos ir tentando derrubar as barreiras que estão impedindo a franqueza, a abertura e a liberdade da filha (o) para que haja esse diálogo.



2)- Segundo passo: No diálogo, que não será só uma vez ou outra, mas muitas vezes, vamos então, tentar detectar se esta (e) jovem é realmente homossexual, ou seja, a sua homossexualidade é estruturada por processos de identificação com pessoas do sexo oposto, sendo assim, se apaixonando e se envolvendo verdadeiramente com pessoas do mesmo sexo, ou é apenas uma pseudo-homossexualidade (falsa homossexualidade), muito comum nos dias de hoje. Nesse caso trata-se de uma homossexualidade não verdadeira, mas devido às influências culturais da escola, dos colegas, das modas, das mídias, e assim ser uma forma do (a) adolescente ou jovem mostrar “revolta” típica destas idades contra os pais. Se antes essas manifestações contra autoridade no adolescente era o uso de maconha, ou ser comunista, hoje pode ser a homossexualidade uma delas.



Também é bom saber que, exceto em caso de hermafroditismos que deverão ter acompanhamento de um especialista sério, a homossexualidade nada tem a ver com hormônios ou gens. Existem rapazes com excesso de hormônios femininos que não são homossexuais como já havia constatado Freud em sua época. O mesmo pode se falar das meninas. O excesso de hormônios masculinos não vai torná-la homossexual. O que confunde muito é que muitos homossexuais, tanto meninos ou meninas, começam a tomar hormônios. Por isso a tendência é inverter o processo de causa e efeito.



3)- Terceiro passo: após checar se é uma homossexualidade real ou uma pseudo-homossexualidade, poderemos então, falar de atitudes concretas. Agora vem a questão-chave: o (a) jovem ou adolescente homossexual deseja mudar essa condição? Certamente NÃO. Isso deve ser esclarecido no diálogo. É claro que se for uma homossexualidade real a pessoa não vai mesmo desejar mudar, pois se uma pessoa heterossexual desejar ser gay, ela conseguirá? NÃO. A mesma situação da pessoa heterossexual que se apaixona e sente atração física por pessoas do sexo oposto, ocorre com a pessoa homossexual com pessoas do mesmo sexo. Nesses casos não adianta acreditar em mudança. Embora todos são livres, e a pessoa homossexual é livre para querer mudar de opção sexual1, normalmente uma mudança verdadeira e profunda é muito rara.



4)- Quarto passo: Supomos que a pessoa não aceite mudar de opção e não queira isso, que é o mais comum, então agora a questão é com os pais:


1- Separar a homossexualidade (que para nós pode ser algo muito complicado de aceitar), da pessoa do filho (a), pois acolher o filho (a) não precisa querer dizer acolher a homossexualidade;


2- Explicar isso á filha (o) homossexual;


3- Ter uma atitude de compreensão, acolhimento, afeto, e pensar como Cristo agiria, como Ele se comportaria, o que Ele faria! O que Cristo diria para esta pessoa? O que o Espírito santo poderia nos ensinar com isso, o que Ele poderia colocar em nossa mente para dizermos ao nosso filho ou filha com esta cruz para carregar, pois para ele (a) também será uma cruz, e nada leve.


5)- Quinto passo: Chegou a hora de dizer a esse filho ou filha o que Cristo talvez, em nosso lugar diria:


“meu filha ou minha filha, você é muito mais do que homossexual, a homossexualidade assim como a heterossexualidade não precisa moldar suas atitudes e seu caráter perante o mundo, perante a vida, perante o outro.”



Os pais poderão cuidar da conduta desse filho ou filha e mostrar que a boa conduta, o bom caráter, a veracidade na fala, nos comportamentos, os valores e princípios de uma pessoa de boa vontade é que fazem a vida da pessoa e não um aspecto da sexualidade.


ATENÇÃO !!! ATENÇÃO !!!Devemos mostrar a essa (e) jovem ou adolescente que a sexualidade pode ser discreta como é a sexualidade de uma pessoa heterossexual. Por que a necessidade de chocar? Para que a necessidade de ir contra regras, contra o povo, contra instituições? Isso só irá trazer mais danos para esta pessoa. Ser homossexual não precisa ser “perseguido”. Caso os pais não tenha condição de trabalhar essas questões com o próprio filho (a), então talvez seria interessante encaminhar a um terapeuta sério para que esta pessoa possa, também saber lidar com sua condição, pois muitos não sabem e acabam por cavar a própria cova com comportamentos persecutórios.



E por fim, dizer a este (a) filho (a) que ele(a) não precisa se afastar de Deus, de Jesus, da Igreja, pois Deus irá trabalhá-lo (a) se ele ou ela deixar, como dizia santo Inácio de Loyola:


“Um tronco de árvore grosso e disforme nunca sonharia poder transformar-se em obra de arte, e por isso nunca se submeteria ao escopro e ao martelo do escultor, capaz de ver nele o que dele pode ser feito (Santo Inácio).




*Esse conteúdo é dedicado às pessoas que seguem a Doutrina Católica que diz que a tendência homossexual não é pecado, mas que a PRÁTICA DOS ATOS SEXUAIS é pecado grave (cf. Catecismo da Igreja Católica §2357).

*Autora: Arlene Denise Bacarji - Possui graduação em filosofia pela Universidade Católica Dom Bosco (1991), mestrado em Sociologia pela Universidade Federal do Paraná (2000), mestrado em Teologia pela PUC (RS) e doutorado em Teologia sistemático-pastoral pela PUC-Rio. Foi professora e coordenadora adjunta da Faculdade Palotina de Santa Maria (RS) no curso de Teologia. Atualmente, é coordenadora do Curso de Teologia da Faculdade Canção Nova em Cachoeira Paulista (SP).




Fonte: presbiteros.com.br



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