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Em matéria de fé e Moral quem é infalível ? O Gnóstico e Esotérico OLAVO DE CARVALHO, ou a Igreja ?

Written By Beraká - o blog da família on sexta-feira, 4 de setembro de 2015 | 14:52







Olavo avisa que não é contra a Maçonaria:


"Portanto, que fique claro: Se de um lado rejeito categoricamente toda tentativa de imputar à Maçonaria a autoria dos males modernos, de outro lado me parece um fato que a ruptura entre Maçonaria e tradição católica está na raiz desses males como pretendia aliás o próprio René Guénon, não exclusivamente, decerto, mas ao menos significativamente" (Olavo de Carvalho, op, cit. p. 338, nota 209). E Olavo declara, em outra nota ao pé de página, que não é "nem maçom, nem antimaçom" (Cfr. Olavo de Carvalho, O Jardim das Aflições, p. 316, nota 180).




Olavo não é nem contra, nem a favor. O que ele deve dizer é o que ele é. Mas isso é coisa difícil para ele, que prefere esconder-se no “não sou nem contra e nem a favor, muito pelo contrário.”


A dificuldade de Olavo dizer qual é a sua religião é sintomática:


Quando alguém pergunta a você: "Qual é a sua religião?", você, como todo o mundo, não vacila em responder. Essa pergunta se responde, em questionários, colocando um x num quadradinho.Ninguém precisa levar um mês pensando na resposta a essa pergunta.A dificuldade de Olavo em responder qual é a Fé a que ele adere, qual é a sua religião, me lembra a dificuldade da velha solteirona em responder a quem lhe pergunta a idade.Pergunta difícil que exige dela uma longa meditação.Ela tem que escolher um número, entre o real e o desejado, que pareça plausível ao interlocutor.


Sei bem que o sr. Olavo já deu respostas rápidas a essa mesma pergunta, que não lhe exigiram um mês de meditação.Há ou pouco mais de um ano ele deu uma entrevista, publicada na revista República (distribuída no supermercado de Abílio Diniz), e quando o entrevistador lhe perguntou:


"Qual é a sua religião?" Olavo respondeu incontinenti:



"Eu sou ecumênico radical: católico-protestante-islâmico-judaico-budista-hinduísta. Eu acredito que essas religiões têm todas um núcleo de verdade metafísica que é eterno, revelado, que o ser humano não poderia ter inventado" (Olavo de Carvalho, A Miséria do Materialismo, entrevista à revista República, Ano IV, n* 40, fevereiro de 2000, p. 96).



Dizer-se católico-protestante-islâmico-judaico-budista-hinduísta equivale a dizer que não se é nada.Olavo diz isso em seus artigos para a imprensa, isto é, em seus artigos exotéricos, escritos para o vulgo.


Assim se poderia pensar da resposta exotérica de Olavo: ele quereria não magoar ninguém e, demagogicamente, agradar a todo o mundo. A razão que leva Olavo de Carvalho a se dizer adepto de todas as religiões é mais profunda, e ele a dá parcialmente, é claro em suas aulas ou escritos esotéricos, aqueles que são só para alguns, mais iniciados em sua doutrina oculta.Olavo afirma que por trás das religiões haveria um núcleo comum esotérico. É o que se pode ler em seu livro "Fronteiras da Tradição":


"Assim, quem está numa religião já está na Tradição, quem dentro dessa Tradição encontra um caminho espiritual um esoterismo está ‘mais dentro’. E quem chega à suprema realização está ‘no centro’ dessa Tradição, o qual coincide então com o centro da Tradição universal e primordial".E prossegue Olavo, dizendo: "Chegar ao esoterismo sem um exoterismo é tão impossível quanto chegar ao centro de um país sem penetrar as suas fronteiras e percorrer seu território. Se alguém desligado de um exoterismo tem por acaso a felicidade de contatar um mestre espiritual autêntico, a primeira coisa que este vai fazer é mandá-lo aprender e praticar o exoterismo: "É um princípio geral do Sufismo que um firme embasamento no exoterismo é indispensável como preparação no caminho esotérico; e, na Tariqah Darqáwi..., todos os noviços eram obrigados a decorar o Guia dos Elementos Essenciais do Conhecimento Religioso (NB- famoso catecismo islâmico em versos), de Ibn ‘Ashir, como meio de assegurar que possuíam o mínimo necessário de instrução religiosa" (Olavo de Carvalho, Fronteiras da Tradição, Editora Nova Stella- coleção Eixo, São Paulo, 1985, pp. 11 e 12).



Faço-lhes um esquema para elucidar o que disse Olavo repetindo, aliás, o ensinamento de René Guénon.A citação de Guénon está no livro "O Esoterismo de Dante". Como já se sabe agora, Olavo de Carvalho, tal como Guénon, se afirma esotérico e tradicionalista em religião. Ora, Guénon diz o seguinte:


"A questão, para Aroux, foi assim colocada: Dante era católico ou albigense? Para outros, a questão parece por-se mais nestes termos: ele era cristão ou pagão?" [repare que essas perguntas, feitas por Guénon com relação a Dante, são paralelas às que fazemos sobre Olavo: ele é católico ou muçulmano? Cristão ou Gnóstico?] Continua a citação de Guénon: "Pela nossa parte, não pensamos que se deva colocar num tal ponto de vista, porque o verdadeiro Esoterismo é outra coisa diferente da religião exterior, e que, se tem algumas relações com esta, só pode ser enquanto encontra nas formas religiosas um modo de expressão simbólico; pouco importa, aliás, que estas formas sejam as desta ou daquela religião, visto que se trata da unidade doutrinal essencial que se dissimula atrás da sua aparente diversidade. É essa a razão pela qual os antigos iniciados participavam indistintamente em todos os cultos exteriores, segundo os costumes estabelecidos nos diversos países onde se encontravam; é também porque ele via essa unidade fundamental, e não devido a um "sincretismo" superficial, que Dante utilizou indiferentemente, segundo os casos, uma linguagem própria do Cristianismo ou da Antigüidade greco-romana. A Metafísica pura não é pagã, nem cristã, é universal" (René Guénon, "O Esoterismo de Dante", Editorial Vega, Lisboa, 1978, p. 17).



Se os antigos iniciados no esoterismo participavam de todos os cultos e de todas as religiões exotéricas, então Olavo de Carvalho, que é um esotérico e que defende as iniciações esotéricas, pode dizer que sua religião exotérica é o Catolicismo-Judaísmo-Islamismo-Hinduísmo e etc.:


As religiões exotéricas para Olavo de Carvalho:Catolicismo, Judaísmo, Islamismo, Hinduísmo, etc, formariam o círculo exterior da "Tradição", isto é, da Gnose, que seria o Centro desse círculo, e que Guénon chama também de "Metafísica" (Olavo de Carvalho adota o termo "Metafísica" no mesmo sentido que Guénon, ou ainda, como vimos, "Sabedoria", como sinônimo de Gnose). Da circunferência exterior, exotérica, partiriam caminhos, raios, que conduziriam ao centro, à Gnose. Esse caminhos seriam os vários esoterismos, cada um com seus métodos. Sendo a Gnose o Conhecimento inefável, é impossível traduzí-lo em fórmulas racionais.


Daí, os dogmas das religiões,a Fé,serem desprovidos valor maior. "É tudo bobagem" diz Olavo:


"Mas a fé não tem importância nenhuma, isso é negócio kantiano, é tudo bobagem" (Olavo de Carvalho, Aula do Seminário de Filosofia de Olavo de Carvalho, 6 de Junho de 1998, Bloco 8, p. 21 da Apostila existente no site de Olavo de Carvalho –, sem revisão do autor, in http://www.olavodecarvalho.org/forum/Forum17/HTLM./000053-2.html).


E nisso Olavo concorda exatamente com a Teologia gnóstica do Modernismo. O ex Frei Boff concorda com ele nesse ponto.



Para Olavo, "É evidente que a dimensão metafísica [e veremos que para Olavo Metafísica é igual a Gnose] não pode ser totalmente abrangida pelo discurso legalista da moral religiosa e pelos símbolos de um culto público; que ela subentende, para além do véu simbólico dos ritos e das leis, um sentido, captável pela pura inteligência metafísica [a Intuição] mas irredutível tanto à representação concreta quanto às tentativas de uma formulação doutrinal acabada" (Olavo de Carvalho, O Jardim das Aflições", p. 241. O negrito é meu.).



As religiões seriam como vasos de formatos diferentes, mas seu conteúdo seria sempre o mesmo: a "Tradição", isto é, a Gnose:


"A realidade divina foi muitas vezes comparada à água, que momentaneamente toma a forma do copo, para metamorfosear-se, conservando-se não obstante intacta, ao ser vertida em outro recipiente. Os cultos públicos são vastos sistemas de símbolos, ritos e mitos, que contêm essa água ao mesmo tempo que a ocultam." (Olavo de Carvalho, O Jardim das Aflições, p. 241).As religiões seriam os "vasilhames". A Tradição, isto é a Gnose, seria a "água"...esotérica.


Você me diria que estou me precipitando ao identificar a "Tradição" com a Gnose? Pois veja o que diz o mesmo Olavo, em outro livro dele, numa nota ao pé de página:


"Usa-se às vezes para nomeá-lo o termo gnose, mas esta palavra serve para designar de modo mais genérico e sem qualquer conexão com a resistência greco-romana ao cristianismo, o elemento intelectivo e cognoscitivo de qualquer tradição religiosa e espiritual, cristã inclusive". (Olavo de Carvalho, O Jardim das Aflições, editora Diadorim, Rio de Janeiro, 1995, p.247, nota 127. O negrito é nosso. Os itálicos são do autor).



Ora, é exatamente isto o que ensina a Gnose Rosa Cruz. Segundo Jean Robin em sua biografia de René Guénon, quem fosse Rosa Cruz poderia participar de qualquer religião exotérica:



"Não se trataria, com efeito, para os membros dessa élite, de aderir a uma tradição estrangeira e, portanto, de praticar os ritos dela (pelo menos até que não tenham alcançado o grau de Rosacruz, onde evidentemente é possível participar indiferentemente de todas as formas). (Jean Robin, René Guénon, testimone della Tradizione, ed, Il Cinabro, Catania , 1993, p. 200).



Para Olavo de Carvalho, a Fé expressa pela Igreja Católica, por exemplo, é algo que, em face do esoterismo, não tem valor real. A única coisa que importaria seria o CONHECIMENTO, isto é, a Gnose.É exatamente isso que está, na aula dele:


"Para algumas pessoas, buscar a sabedoria eliminaria a fé, o mistério. Mas a fé não tem importância nenhuma, isso é negócio kantiano, é tudo bobagem" (Olavo de Carvalho, Aula do Seminário de Filosofia de Olavo de Carvalho, 6 de Junho de 1998, Bloco 8, p. 21 da Apostila existente no site de Olavo de Carvalho, sem revisão do autor in http://www.olavodecarvalho.org/forum/Forum17/HTML./000053-2.html).



Embora sem revisão do autor, o fato dessa apostila estar há tempo no site de Olavo, sem restrição alguma, demonstra que o autor não se preocupou em corrigir os excessos de linguagem de sua exposição oral. A vantagem desse texto, sem correção do autor, é que ele dá uma idéia mais correta de qual é o verdadeiro pensamento de Olavo de Carvalho, sem retoques "exotéricos".



Não gostaria de encerrar esta primeira carta, tratando de Guénon e de Olavo de Carvalho, sem mostrar como essa doutrina esotérica - exposta por Olavo, recebida de Guénon - é semelhante à do Modernismo, condenada por São Pio X. Porque o Modernismo dizia exatamente a mesma coisa:


A revelação divina se dava no interior de cada homem. Ao tentar traduzir o sentimento religioso em palavras, deformava-se a revelação. Como resultado, todos os credos de todas as religiões seriam deturpações de uma única revelação interior. Todas as religiões poderiam se unir, se deixassem de lado as discussões teológicas, e procurassem unir-se no que tinham de comum: a revelação inefável interior, o Conhecimento divino inefável.



Ora, Olavo de Carvalho defende um princípio que se poderia dizer idêntico ao do Modernismo gnóstico:


"As religiões não falam da mesma coisa. É preciso ter compreendido isto para atinar que é a mesma Voz que fala por meio de todas elas" (Olavo de Carvalho, artigo Lembrete de Natal, in O Globo, 23 - XII- 2.000).


E essa doutrina prova que ele continuou a defender em dezembro de 2.000, o que afirmara não aceitar mais em junho de 2.000 que o esoterismo tradicionalista seria o núcleo esotérico de todas as religiões exotéricas.


Olavo se diz católico-judeu-maometano-hinduista, porque acredita que há um núcleo comum por trás de todas as religiões instituídas, o que lhe permitiria ser radicalmente ecumênico e não favorável a um ecumenismo eclético. Ora, esse núcleo comum é a Gnose.


A posição de Olavo é então a mesma que a do shiismo:


"É isto mesmo que nos mostra que a noção shiita do Imamato, o Imamismo, mergulha suas raízes na idéia de uma religião profética universal, da qual nós constatamos aqui a floração, ao mesmo tempo que distinguimos ainda mal a "corrente de transmissão" que a trouxe até o ecumenismo esotérico do shiismo que engloba a totalidade da hierohistória" (Henry Corbin, En Islam Iranien, Gallimard, Paris, 1971, I vol. p. 63).E "A doutrina shiita é por excelência a Gnose do Islam" (Henri Corbin, En Islam Iranien, vol. I, p. 128)



Uma última questão a abordar referente ao Catolicismo, nesta primeira carta, que já vai longa: o que pensa realmente o sr. Olavo de Carvalho da Religião Católica? 



Quem lê e assiste algumas publicações de Olavo de Carvalho fica com a impressão de que ele é católico. A mesma impressão se tem quando se lê seus artigos exotéricos anti comunistas, seus ataques a Frei Betto e a Frei Boff, e suas críticas ao Vaticano II. Olavo de Carvalho, nesses artigos, quer dar a idéia de que é defensor do Catolicismo, e de um Catolicismo tradicional . Ele seria até capaz de mandar algum discípulo dele, em que ele tivesse mais confiança, assistir a missa tradicional com os chamados "tradicionalistas" Lefebvrianos. Porém, quando ele fala a um círculo mais restrito.ou mais esotérico ele então não mostra nada de Católico, e mesmo desrespeitoso com tudo aquilo que é mais sagrado na Fe Católica: Os dogmas, a tradição, palavra e Magistério Petrino que inclui o Vaticano II.


Essa aula de Olavo que pode ser encontrada no site de Olavo, criticando e dando conselhos à Igreja Católica, mostra muito bem como, de católico, ele não tem nada. Foi dito que essa aula escandalizou até alguns católicos ingênuos que a assistiram. Tratando de "Filosofia" e haverá o que comentar na estranha definição de Filosofia de Olavo de Carvalho, na segunda parte da aula, se lê o seguinte subtítulo, (que muito provavelmente não é de autoria de Olavo, mas de quem transcreveu o texto da fita gravada da aula, mas que bem indica o que Olavo de Carvalho vai dizer com relação à Igreja Católica):


"Crítica e Conselhos à Igreja católica"- (Olavo de Carvalho, Aula do seminário de Filosofia de Olavo de Carvalho, junho de 1998, bloco n* 8).


Embora, como salientamos, o subtítulo acima citado não seja de Olavo, o que ele fez a partir desse ponto, na aula citada, foi exatamente dar "conselhos" e criticar a Igreja Católica.Poder-se-ia, então, imaginar coisa mais pretensiosa e atrevida? Um católico de verdade jamais ousaria tomar essa atitude.Quem é que pode dar conselhos à Igreja Católica? É muita pretensão! E que crítica, e que conselhos, poderia dar Olavo de Carvalho à Igreja Católica do alto do pedestal de sua imensa presunção?


Vejamos:


"Se se quer ajudar a Igreja, é preciso falar a verdade com ela: é preciso pedir para eles pararem de mentir, de falar besteira e reconhecer que têm de cumprir seus deveres, sendo o primeiro deles o de não perder a hegemonia intelectual. A Igreja só começou a entender, por exemplo, o idealismo alemão apenas no século XX, porque até então estava tontinha, desorientada" (Olavo de Carvalho, Aula do seminário de Filosofia de Olavo de Carvalho, junho de 1998, bloco n* 8, p. 19 da apostila).


Já percebeu como o que ele diz pelos jornais é o oposto do que ele diz em aulas mais reservadas?


Aliás, não poderia ser diferente num autor que se confessa esotérico.E continua ele:


"O primeiro dever da Igreja é entender tudo, porque o clero é um guia [Note bem: um guia, e não o guia] espiritual e intelectual da humanidade, é a mãe e a mestra. Agora, minha mãe [a Igreja] não está entendendo nada, está desesperada, está abaixo dos acontecimentos, e ainda fica querendo segurar-me e amarrar-me e fazer de conta que manda em mim. É uma palhaçada que tem que acabar" (Olavo de Carvalho, aula citada, p. 20 da apostila).

Palhaçada ???...Usar a palavra palhaçada para referir-se ao que faz a Igreja Católica é um insulto.Veja ainda o desrespeito escandaloso de Olavo de Carvalho por vários Papas:


"A primeira coisa que o Vaticano II colocou em prática foi o Pacto de Metz: o compromisso de não falar mal do comunismo. Basta colocar isso em prática, para dizer que toda essa Igreja está condenada: não se faz acordo com o diabo. João XXIII, Paulo VI são palhaços e chamo-os de palhaços, de idiotas para não chamar de coisa pior. Estou supondo a inocência do imbecil. E o inocente, o idiota, o que não sabe nada é quem vai guiar-me?" (Olavo de Carvalho, aula citada p. 20 da Apostila. - Os negritos são meus).



Nenhum verdadeiro católico ainda que condenando o pacto de Metz jamais insultaria Papas desse modo tão baixo e tão grosseiro, além de cometer uma tremenda injustiça com o Papa João Paulo II que combateu duramente o Comunismo do qual foi vítima ele e toda sua família. Essas frases portanto, atentam contra a Igreja e contra o Papado. O que diz Olavo de Carvalho é uma injúria grosseira à Igreja e aos Papas, representantes de Cristo na terra.Olavo de Carvalho não é Católico. Dizer-se ele católico, maometano, judeu, etc. é que é uma indução a falso testemunho, pois católico, pelo menos, ele não é.E mais:



"Existe um limite para nossa capacidade de engolir bobagens em nome de uma autoridade. Mais do que isto estamos diante de uma tentação: vou-me jogar num precipício, vou afundar, foi Deus quem mandou, sou papa e sou infalível. Espere aí! Jesus Cristo nunca fez isso!" ( Olavo de Carvalho, aula citada, p. 25).


"Temos que agüentar tudo e dizer que o papa é infalível? Claro que não! Poderíamos dizer que o papa deveria ser infalível, mas não está sendo..." (Olavo de Carvalho, idem, p. 25).


E quando o Papa não foi infalível, segundo Olavo?

Mateus 16,18: “ O que ligares na terra será ligado nos céus” – Isto que disse foi Cristo a Pedro Sr. Orlando Fedeli, ou o Sr não ler a bíblia? Achando que ela é baixa e insignificante demais para vossa senhoria ?


"Sob vários aspectos tenho problemas com a Igreja Católica que não consegui resolver até hoje. Por exemplo, há uma bula papal do século passado que nega a liberdade de consciência, proclamando que ela é uma coisa execrável. Ora, se o sujeito faz isso, e depois diz que é infalível, ah, vá lamber sabão!" (Olavo de Carvalho, idem p. 19).



Quem proclamou a infalibilidade papal como dogma, no Concílio Vaticano I, e condenou a liberdade de consciência e de religião em encíclicas, e não em bula, foi Pio IX.É a Pio IX que Olavo manda grosseirissimamente "lamber sabão". É claro que Olavo de Carvalho não crê na infalibilidade papal, e que, portanto, não é católico de modo algum. Veja mais esta "pérola" olaviana:


"Além disso, a infalibilidade papal é decretada no século XIX, a mesma época em que o papa negou a liberdade de consciência. Uma coisa e outra não valem nada." (Olavo de Carvalho, idem, p. 19)


Depois de passar longo tempo insultando a Igreja e os Papas, no final de sua aula de Filosofia, Olavo tem o atrevimento de dizer:


"Veja que não estou negando em princípio a infalibilidade papal, estou dizendo que o princípio está mal compreendido e que, pelo menos, não entendemos direito ainda..." (Olavo de Carvalho, idem p. 27).


Pode haver maior contradição?


Você vê que discutir com uma pessoa tão dúplice e MUTANTE em suas afirmações, e tão claramente contraditória, é perda de tempo. Ele estará pronto a afirmar qualquer coisa numa página, para depois negá-la na outra. Quando se fizer uma citação do que ele defendeu num mês, ele argumentará que já não defende mais aquela doutrina, para, seis meses depois, voltar a expor um pensamento baseado nela. Non solo "la donna è mobile". Também Olavo muda "d’acento e di pensiero".



Apesar disso, esse autor esotérico vem se proclamar escandalizado e a protestar contra a afirmação de Marie-France James de que Guénon foi toxicômano.Refutou ele, por escrito, o livro de Marie-France James? Vamos analisar o que é a Moral conforme Guénon e conforme Olavo:


Algumas observações sobre a Moral segundo Guénon e Olavo de Carvalho:


Olavo mostrou-se especialmente indignado com a informação de Marie-France James de que Guénon era toxicômano. O que, repito, é secundário diante da acusação de Gnose e de apostasia. Ser toxicômano é violar a ordem moral, pecando contra a caridade. Ser gnóstico e apóstata é pecar contra a Fé, o que é imensamente mais grave. Suponha-se que Guénon não tivesse sido toxicômano. Ele continuaria totalmente condenável por seu pensamento gnóstico que o levou à apostasia de seu batismo e de sua fé original.


Que dizem a Gnose sobre a Moral e o uso de tóxicos?


Conforme a Gnose, a lei natural e os dez mandamentos que a expressam são a Lei imposta pelo Demiurgo criador do mundo. Através da Lei e dos dez mandamentos, assim como através da matéria e da razão, o Demiurgo procurou manter as partículas divinas, os éons, aprisionados. Para que o homem voltasse a seu estado divino original, ele deveria violar a Lei do demiurgo, deveria desobedecer a todos os mandamentos. Daí o antinomismo comum às seitas gnósticas. Por isso, muitas seitas gnósticas incentivavam o uso de drogas, vendo nelas a libertação, quer da servidão da razão, quer da escravidão da Lei. Por exemplo, é muito sabido que o ismaelismo de Alamut ,uma das seitas islâmicas derivadas do Shiismo, fazia largo uso do hashishe, palavra que deu origem ao termo designativo da seita fundada por Hassan Ibn Sabbah, em Alamut: "Assassinos."


E que dizia Guénon da Moral? Admitia ele a Moral fundamentada na Lei natural e explicitada no Decálogo? Vejamos:


"Quanto à moral, falando do ponto de vista religioso, notamos em parte o que ela é, mas nos resevamos então a falar do que se liga à sua concepção propriamente filosófica, enquanto ela é nitidamente diferente de sua concepção religiosa. Em todo o domínio da filosofia, não há nada que seja mais relativo e contingente do que a moral; para falar a verdade, nem se trata de mais de um conhecimento de ordem mais ou menos restrita, mas simplesmente de um conjunto de considerações mais ou menos coerente, cujo objetivo e alcance só poderiam ser puramente práticos, ainda que, muitas vezes, se tenha a ilusão a esse respeito. Com efeito, trata-se exclusivamente de formular regras que sejam aplicáveis à ação humana, cuja razão de ser reside inteiramente, aliás, na ordem social, porque essas regras não teriam nenhum sentido fora do fato que os indivíduos humanos vivem em sociedade, constituindo coletividades mais ou menos organizadas; e elas ainda são formuladas colocando-se sob um ponto de vista especial, que, em vez de ser apenas social como entre os Orientais, é o ponto de vista especificamente moral, estranho à maioria da humanidade...Fora do ponto de vista religioso que dá um sentido à moral, tudo o que se liga a esta ordem deveria logicamente se reduzir a um conjunto de convenções puras e simples, estabelecidas e observadas unicamente para tornar a vida em sociedade possível e suportável; entretanto, reconhecendo-se francamente este caráter convencional e tomando seu partido, não haveria mais moral filosófica."( ...) Aliás, se a moral, como tudo o que pertence às contingências sociais, varia grandemente em função da época e dos países, as teorias morais que aparecem num meio dado, por mais opostas que possam parecer, tendem todas à justificação das mesmas regras práticas, que sempre são aquelas que se observa em geral nesse mesmo meio; isto deveria bastar para mostrar que essas teorias são desprovidas de qualquer valor real, só sendo construídas por cada filósofo para posteriormente colocarem a sua conduta e a de seus semelhantes, ou, pelo menos daqueles que são os mais próximos em acordo com suas próprias idéias, e, sobretudo, com seus próprios sentimentos". É notável que a eclosão dessas teorias morais se produza sobretudo nas épocas de decadência intelectual ( ...)" (René Guénon, Introdução Geral ao estudo das Doutrinas Hindús, Ciências Tradicionais Michel F. Veber, São Paulo ,1989p. 164-165. O negrito é meu).



Ver-se que para Guénon, a Moral é relativa, convencional, condicionada apenas ao mundo dos fenômenos e sem relação com a "Metafísica", isto é com a "Intelectualidade", entendidas no sentido gnóstico. 



Se a Moral é um conjunto de convenções, o homem que atingiu seu "Centro", através do "Conhecimento", está acima das determinações da moral convencional.Como diziam os gnósticos, o homem perfeito, o homem pneumático ou divino, está acima da lei do Demiurgo.



Quanto a Olavo, que diz ele sobre moral?


No Jardim das Aflições,nome bem escolhido para um livro que aflige por sua chatice,depois de criticar a Contra Reforma dizendo que "É preciso ser cego para não ver no seio mesmo da Contra Reforma (..) o influxo de novas concepções racionalistas e platonizantes", Olavo escreveu:



"A racionalização do dogma, que se anuncia no Concílio de Trento, completa-se alguns séculos mais tarde na Teologia Moral de Santo Afonso de Ligório. Aí pela primeira vez na história do Cristianismo, dezoito séculos após a vinda do Salvador, os cristãos recebem o formulário completo de seus deveres e direitos, segundo uma hierarquia lógica rigorosa que não admite exceções, dúvidas ou nuanças de qualquer espécie: a moral cristaliza-se num sistema axiomático, salvação torna-se um problema de lógica jurídica, resolvido por métodos matemáticos. Se uma perfeita clareza teorética com relação aos deveres morais fosse absolutamente necessária à salvação, como teria podido esperar tantos séculos para vir à luz? Que teria sido de tantas gerações de cristãos dos séculos anteriores, vivendo na incerteza de um mero empirismo bem intencionado? A resposta é: a racionalização do código moral não é necessária à salvação, mas é necessária à economia interna da mentalidade racionalista. Depois disso, o espírito de formalismo legalista vai tomando posse da religião cristã em medida tal, que hordas de almas oprimidas sob o peso dos regulamentos encontrarão mais tarde alívio no protestantismo romântico". (Olavo de Carvalho, O Jardim das Aflições, p. 187).



É claro que um homem que escreve tais coisas não tem noção do que é a moral católica:


Para a Gnose, a salvação advém do Conhecimento de que o homem é Deus. O homem se salvaria pelo simples fato de conhecer que seu espírito mais profundo seu atma, diria Guénon, é uma parcela da Divindade. Ao ter esse Conhecimento, pelo próprio fato de conhecer isso, ele reúne seu atma à Divindade e se torna a Divindade, identificando e unindo seu atma e Brahman. Para salvar-se, a moral e a prática da virtude são absolutamente desnecessárias.


Portanto, para Olavo é preciso desprezar a virtude e as leis morais. Ora, é exatamente isso que se depreende da leitura das aulas de Olavo de Carvalho:


No final da aula, ele diz que o essencial para salvar-se é ter o que ele chama de "Sabedoria", que ele conceitua como sendo o que está por trás, e que é comum a todas as religiões, isto é, como vimos a Gnose (cfr. texto já citado de Olavo de Carvalho in Astrologia e Religião, p. 24).


Diz ele textualmente na aula de Filosofia:



"A sabedoria é eterna e o amor à sabedoria é premiado, independentemente de você ser cristão, muçulmano, judeu, ateu." "É no plano da sabedoria que pode haver um diálogo inter religioso: cristão, judaico, mussulmano, só aí. Fora disso, não, em matéria de fé se embanana (sic) tudo, encontrando-se diferenças. É evidente que todas essas fés pressupõem a sabedoria, não a substituem de maneira alguma" (Olavo de Carvalho, aula do Seminário de Filosofia de Olavo de Carvalho, Junho de 1998, Bloco 8, no subtítulo Elogio da Sabedoria, p. 26 do texto. As variações ortográficas são do original.).


E, depois, comparando a "sabedoria" com a moral e as virtudes, diz ele:


"A sabedoria é necessidade básica do homem. E a santidade? A santidade vem depois, é perfeição, é para alguns. Uns conseguem, outros não, para isto mesmo é que existe o perdão, que existe a misericórdia" (Olavo de Carvalho, aula citada, p. 21).


"Isso [a Sabedoria] é o essencial para poder ser cristianizado. A virtude, por si, não quer dizer nada" (Olavo de Carvalho, aula citada, p. 26. O negrito e o sublinhado são meus).


E ele diz ainda:


"A partir do século XIX começa a haver uma ênfase cada vez maior nos aspectos rituais e sentimentais, e na moral exterior, uma bobajada" (Olavo de Carvalho, aula citada, p.22 - O negrito é meu).


Para Olavo, o importante é confiar no "Espírito Santo",sabe-se lá o que ele entende por "Espírito Santo", e não ter apego às regras morais:


"Se o sujeito quer saber, vai entender. Esse mínimo de confiança no Espírito Santo é preciso ter. Se você não tem esse, não adianta apegar-se a sua maldita bem, a sua maldita moral, a sua maldita santidade tudo isso é lixo, perto da falta de confiança no Espírito Santo" (Olavo de Carvalho, aula citada, p. 22. O negrito e o sublinhado são meus).


Sem dúvida, essa imprecação raivosa contra a moral e a santidade lembra o conhecido princípio luterano: "Crê firmemente e peca muitas vezes".



Daí, desse desprezo da moral, vem a opinião absurda que Olavo emite sobre Santo Afonso de Ligório:


"Santo Afonso de Ligório platonizou a moral cristã, transformando-a num sistema dedutivo, axiomático, fazendo um mal desgraçado" (Olavo de Carvalho, aula cit. p. 19. O negrito é meu).



É assim que ele trata o maior Doutor da Igreja em Teologia Moral.E como sabe Olavo o que é mal e o que é bem, se, para ele e para Guénon, a moral é relativa; se ele recusa a moral, e julga que ela é lixo, bobagem, etc.Dispenso-me de citar as grosserias que Olavo de Carvalho diz sobre adultério, e como ele considera tal pecado coisa de somenos.Mas uma coisa que impressiona nos escritos de Olavo de Carvalho é seu desprezo pelas pessoas. Veja, por exemplo, seu preconceito depreciativo das empregadas domésticas, e seu relativismo moral, nesta frase:


"Eu não acho nada desonesto o que faz a Igreja Universal, acho apenas uma santa babaquice e não agüento cinco minutos daquele rito. Acho aquilo muito bom para empregadinha doméstica. Mas errado moralmente? Não tem nada de errado, está tudo certo, não havendo desonestidade nenhuma" (Olavo de Carvalho, aula cit. p. 19).Isso caro Olavo, é que é coar o mosquito e engolir o camelo.


Há dois anos, Olavo escreveu um artigo intitulado Virtudes e Vícios, no qual se pode ler algo ilustrativo do que ele entende por moral:

"Virtude’ é termo em desuso. E quando se fala de "vício", todo mundo entende apenas algo material como o fumo, a bebida e as drogas , esquecendo o ensinamento de Jesus de que o bem e o mal não estão naquilo que entra pela boca para o pulmão o estômago, mas naquilo que vem de dentro do coração" (Olavo de Carvalho, Virtudes e Vícios, artigo in O Expressionista. com, Rio de janeiro, junho de 1998).


Você compreendeu como o autor do artigo distorceu a palavra de Cristo?:


Se alguém lesse apenas o texto de Olavo, poderia concluir que a fumaça da maconha ou o pó da cocaína não tornam o homem impuro, e que não é pecado tomar drogas. Ora, Cristo se referia aos alimentos proibidos pela lei mosaica, não negando por exemplo, que seja ilícito tomar veneno, embebedar-se ou comer demais.


O texto de São Marcos deixa isso mais claro:


"Não compreendeis que tudo o que, de fora, entra no homem, não o pode contaminar, porque não entra em seu coração, mas vai ter ao ventre e lança-se num lugar escuso? Com isto declarava puros todos os alimentos." (Mc. VII18-19).


Num artigo intitulado "Fórmula de minha composição Ideológica", publicado em 15-1-2001, Olavo de Carvalho afirma o seguinte com relação à moral:


"Em moral, sou anarquista. Acredito que há princípios morais universais, permanentes, que a inteligência discerne por baixo da variação acidental das normas e costumes, e acredito, enfim, que há o certo e o errado. Mas, por isso mesmo, impor o certo é errado, a não ser em caso de vida e de morte." E mais adiante Olavo continua: "Mas como podemos aprender, se um tirano paternalista nos proíbe de errar?"


Como se ver Olavo é  um anarquista em moral. Ninguém pode impor o certo. O que leva a concluir que ele não aceita os Mandamentos de Deus, que, sendo Mandamentos, nos são impostos.


O post scriptum de Olavo me incentivou a fazer um estudo mais fundo da vida de Guénon.Também vou fazer uma análise de suas doutrinas e provar que René Guénon foi um gnóstico e um apóstata. Para concluir, vou fazer um estudo das "doutrinas" de Olavo de Carvalho, para ver em que sentido ele é um seguidor de Guénon, isto é, em que medida Olavo é um gnóstico.


Além disto para Olavo o sujeito não ficar 24 hs do dia digitando textos e falas contra o Comunismo, torna-se um opositor do anticomunismo, como se não levasse em conta os ensinamentos da Igreja e as mensagens papais. Além de ele ser mestre em julgar e desmerecer seus opositores, tentando transformá-los em estúpidos e caricatos, agora quer conhecer e lançar conclusões sobre as nossas consciências. 


O mais irônico é que Olavo cita de vez em quando Nossa Senhora de Fátima, será que ele não sabe que a Virgem pediu a conversão, a oração, a penitência? Por caso não sabe ele que a Santíssima Virgem receitou a piedade e fidelidade como os melhores remédios contra o terror anticomunista, tanto que pediu a consagração da Rússia ao Seu Imaculado Coração, afinal o sentimento de entrega ao Senhor cura todas as chagas e destrói todos os inimigos?


Provavelmente, para o Olavo, a Ir. Lúcia deveria ter se tornado a fundadora de alguma associação internacional anticomunista, mas, para a sua tristeza e nossa alegria, a vidente portuguesa entrou para o Carmelo, onde foi concretizar a sua vocação através da oração e penitência, rezando pela conversão dos corações, já que “É pela oração que a alma se arma para toda espécie de combate. Em qualquer estado em que se encontre, a alma deve rezar.”, como disse Santa Faustina Kowalska em seu diário.


O católico não é um homem que escolhe a oração em detrimento da ação, ou vice-versa, as duas estão intimamente ligadas dentro da realidade católica, o que as diferencia é a vocação, o chamado que cada batizado tem para viver a fé.



Posteriormente Olavo começou a ofender o Concílio Vaticano II. Concílio que é radicalmente defendido pelo Santo Padre, que o considera norte e farol do seu pontificado, convidando a todos a manterem “vivo o espírito do Concílio Vaticano II”. O pensador brasileiro ainda afirma que houve uma aliança do Vaticano com a URSS para que o comunismo não fosse citado nos documentos conciliares. Provavelmente faz ele referência ao Pacto de Metz. (Já havia feito uma reflexão sobre isso, inclusive, se não me falha a memória, depois de certos comentários do Olavo).



Tudo isso nos lembra os conspiradores e judeus liberais que dizem que o grande Pio XII era o “Papa de Hitler”. O motivo?


Não teria se levantado e lutado duramente contra o nacional-socialismo. Entretanto, sabemos muito bem que essa estratégia foi vital não só para a salvação de muitos crentes que viviam nas regiões ocupadas, mas, principalmente, para impedir que o Holocausto se tornasse mais desumano do que foi.


Qual o motivo de S.S Pio XII não ter enfrentado de forma escancarada e explícita o Nazismo?


Simplesmente temia pela vida do povo católico que vivia sob o jugo do regime nazista. Como disse Marcus Melchior, rabino chefe da Dinamarca:


"se o Papa tivesse tomado explicitamente uma posição, Hitler provavelmente teria massacrado bem mais do que seis milhões de judeus e talvez dez vezes dez milhões de católicos, se tivesse oportunidade para isso".



A Igreja, mesmo sendo uma instituição, tem um fim claramente espiritual. Óbvio que a condenação ao comunismo sempre é oportuna e essencial, ainda mais no mundo de hoje, mas além da Mater Ecclesia já ter-lo condenado - o que não faz de extrema necessidade outra condenação - a vida eclesial no Leste Europeu, nos tempos comunistas, estava em risco.


Quer dizer que o Vaticano deveria ter priorizado a REAFIRMAÇÃO daquilo que já tinha sido afirmado dezenas de vezes do que a salvação dos fiéis humilhados pelo regime comunista – apenas modernistas, que são hereges, desmerecem os ensinamentos passados da Igreja ?


Isso me lembra a história do próprio Wojtyla. Em toda a sua vida apostólica na Polônia jamais proferiu críticas diretas ao comunismo institucionalizado, e por quê?


Simplesmente acreditava que a derrubada do totalitarismo ateu se fazia pela conscientização do Amor de Deus aos homens, a defesa radical do cristianismo, o zelo eucarístico e doutrinário. Tudo isso, inevitavelmente, desaguava no claro entendimento da incongruência essencial entre o socialismo e a catolicidade, muito melhor do que a adoção de um caminho onde o anticomunismo seria apenas vivido enquanto política e não experimentado e entendido em sua raiz, ou seja, destruidor da fé cristã - o que se obtém através do conhecimento espiritual e contemplativo. Alguém chamaria João Paulo II de aliado dos comunistas, logo ele que fez da derrubada da Cortina de Ferro quase um apostolado pessoal?


Esse exemplo apenas mostra que, diferentemente do que querem, a Igreja não é uma mera organização anticomunista como quer o infalível Olavo de Carvalho e, mesmo parecendo absurdo para alguns, as atitudes da Esposa de Cristo sempre se fundamentam na Verdade que se impõe por si mesma.




O Pacto de Metz teria sido um acordo, assinado em Metz, na França, entre a Igreja, representada pelo Cardeal Tisserant (que tinha junto consigo o então Cardeal Montini, futuro Paulo VI) e a URSS, através do Patriarca de Moscou, Nikodim, testa de ferro do regime comunista. Com a formalização desse pacto, ficaria acordado que a igreja cismática enviaria observadores ao Concílio e, em contrapartida, haveria total silêncio acerca do comunismo. Da mesma forma, com o mesmo espírito conspiratório, rumores afirmam que na verdade o Pacto de Metz não passou de uma invenção da KGB para denegrir a Igreja.



Dois pontos de grande relevância:


1)- O Concílio optou por utilizar um método positivo, sem anatemizar nem recondenar o que já havia sido condenado. Ora, com pacto ou sem pacto o Vaticano II não faria uma taxativa condenação ao comunismo - Até porque, como o tal pacto envolveria diretamente um Papa, João XXIII, o mesmo que proibiu católicos de se aliarem a partidos e políticos comunistas, e dois Cardeais, é legítimo concluir que eles sabiam que mesmo com a omissão do comunismo no Vaticano II, isso em nada modificaria os anátemas já feitos, não teriam a inocência de acreditar que esse silêncio revogaria anos de ensinamentos. Vale lembrar que milhares de instituições religiosas foram questionados sobre os assuntos que queriam que fossem abordados no Concílio; o comunismo nem apareceu na lista.


2)- Outra questão que não podemos nos esquecer; o Magistério da Igreja é contínuo, infalível nos seus ensinamentos, não se anula nem entra em contradição. O comunismo já havia sido condenado desde o Beato Pio IX. Logo, mesmo com o Concílio não relembrando a anatemização do materialismo dialético, este continuaria sendo inimigo mortal da Fé.




O anticomunismo é sim uma causa terceira ao lado de outras de mais importâncias (Hierarquia de valores e verdades) como o seguimento dos Mandamentos de Deus e da Igreja, do estudo do Catecismo, do conhecimento da doutrina, da adoração eucarística, do Rosário, da mortificação etc, entretanto, como tudo se encontra intrinsecamente ligado, quem vivencia de coração, com entrega e confiança os ensinamentos da Mater Ecclesia, torna-se anticomunista naturalmente, justamente pelo anticomunismo se formar através do conhecimento Magisterial e do entendimento da mensagem Cristã.


Claro que, com plena certeza, não menosprezo o apostolado anticomunista, não poderia, pois eu também o faço, como podem ver neste blog, porém, simplesmente não o absolutizo, e os católicos que conhecem as diretas condenações da Igreja ao comunismo, sabem que não é preciso reinventar a roda neste assunto.


CONCLUSÃO:


Quem ama obedece ao Amado, mas vive este amor renegando Seus ensinamentos? Assim, “qualquer ofensa à Igreja – à sua doutrina, aos seus sacramentos e instituições, aos seus Pastores, especialmente à sua Cabeça visível, o Romano Pontífice – constitui um menosprezo pelo próprio Jesus Cristo. Pois a Igreja que contemplamos na Terra, apesar das fraquezas e erros que nós, seus membros arrastamos, sempre é a Igreja de Deus” [1].



Ademais, não poucas vezes tentam usar o Concílio Vaticano II como o promotor desse generalizado relativismo. S.S Paulo VI comentando sobre o “aggiornamento” pensado pelo Beato João XXIII disse que:


ele não queria certamente dar a esta palavra o significado que alguns tentaram dar-lhe, como se fosse lícito considerar tudo na Igreja segundo os princípios do relativismo e o espírito do mundo: dogmas, leis, instituições, tradições; ele, com efeito, de temperamento austero e firme, tinha diante dos olhos a estabilidade doutrinal e estrutural da Igreja, a ponto de nela basear o seu pensamento e a sua actividade” [2].



A “hermenêutica da ruptura”, como S.S Bento XVI a chama, incentiva um paradigma de descontinuidade, como se o Vaticano II tivesse rompido com todo o passado da Igreja, com a própria Tradição e a Escritura da forma como são entendidas pelo Magistério. Nesse contexto, “Ter uma fé clara, segundo o Credo da Igreja, muitas vezes é classificado como fundamentalismo.




Enquanto o relativismo, isto é, deixar-se levar "aqui e além por qualquer vento de doutrina", aparece como a única atitude à altura dos tempos hodiernos.” [3] O triunfo da “ditadura do relativismo que nada reconhece como definitivo” é tão acentuado em certos ambientes que aqueles que apenas buscam uma sincera fidelidade à Igreja, ou seja, ao Cristo Crucificado, são automaticamente identificados como artífices do mal – do demônio não, já que relativistas conseguem acreditar numa fé totalmente tresloucada, baseada em contradições crassas, mas negam a crença da ação diabólica.




Infelizmente, os relativistas são aqueles que mais tomam o controle de muitas pastorais ecumênicas, deformando completamente o real sentido do diálogo pretendido pela Igreja. Vale frisar, antes de qualquer coisa, que “É absolutamente necessário que a doutrina inteira, incluindo a do Vaticano II, seja lucidamente exposta.



Nada é tão alheio ao ecumenismo quanto aquele falso irenismo, pelo qual a pureza da doutrina católica sofre detrimento e seu sentido genuíno e certo é obscurecido” [4] Ora, é justamente isso que não acontece. Os católicos relativistas que estão dirigindo a relação com as diversas confissões já chegam nos encontros negociando a doutrina e diminuindo a própria crença na busca desvairada por uma “união” que, na forma como é por eles idealizada, não passa de um monstro hibrido.




Assim, "O ecumenismo seria conformar-se com uma dialética relativista porque o Jesus histórico pertence ao passado e, de qualquer modo, a verdade permanece oculta." [5] O ecumenismo católico, que tem como fim a conversão, é fundamentado numa discussão séria e honesta que lança sobre a mesa os tópicos de debate doutrinário entre a Igreja e as seitas e denominações, é um ecumenismo intelectual e espiritual e não um ecumenismo emocional; “Os princípios católicos do ecumenismo, enunciados pelo Concílio Vaticano II e mais tarde pelo Papa João Paulo II, são clara e inequivocadamente opostos a um irenismo e a um relativismo que tendem a banalizar tudo (cf. Unitatis redintegratio, 5, 11 e 24; Ut unum sint, 18, 36 e 79).





O movimento ecuménico não renuncia a nada daquilo que até agora foi precioso e importante para a Igreja e na sua história; ele permanece fiel à verdade que na história é reconhecida e definida como tal, e nada lhe acrescenta de novo. O movimento ecuménico e a finalidade que ele mesmo se propõe, ou seja, a plena unidade dos discípulos de Cristo, permanecem inscritos no sulco da Tradição.” [6] O Santo Padre João Paulo II ainda comentou que “Um alterado respeito pelo pluralismo conduz a um relativismo, que põe em dúvida as verdades ensinadas pela fé e acessíveis à razão humana” [7] Se devemos crer que a Ecclesia foi edificada por Cristo e que apenas transmite os Seus ensinamentos “seria obviamente contrário à fé católica considerar a Igreja como um caminho de salvação ao lado dos constituídos pelas outras religiões” [8]




Os relativistas, além de tudo isso, apelam para um discurso sentimentalista embebido em ignorância que tenta, ao máximo, desmerecer a doutrina da Igreja dizendo que a Misericórdia de Deus estaria na contramão desse “triunfalismo” católico. Primeiro que qualquer fiel honesto que acreditasse, realmente, que a Igreja foi erigida por Cristo jamais apelaria para esse tipo de raciocínio que tem uma clara intenção sofística; a Misericórdia Divina iria atuar por debaixo dos panos, em oposição à ordem de Jesus quando da edificação da Sua Igreja? Obviamente que não. Por outro lado, essa argumentação tenta desmerecer o ensinamento levando em conta a exceção ensinada, aproveitando do sentimentalismo como porta de entrada.


Vejamos:Se Cristo revela que devemos amar ao próximo mas, por acaso, um homem não só não ama como promove o ódio, vamos falar que o indivíduo está certamente condenado ao inferno? Não, afinal o Amor de Deus é arrebatador, o descrente pode muito bem, no leito de morte, ter uma graça tão grande que conseguirá fazer uma contrição perfeita dos seus pecados. Não obstante, sabemos que esse rapaz, com certeza, se encontra num caminho obscuro, de erros, de perdição, assim, tentaremos, ao máximo, ajudá-lo no conhecimento da mensagem de Cristo. A mesma coisa vale para a Igreja; sabemos que foi construída por Jesus e que faz parte dos Seus ensinamentos mais essenciais. Afirmar que aqueles que se opõem à ela estão absolutamente perdidos é um julgamento que não nos cabe, mas devemos sim procurar fazer com que todos vivam a fé guardada pela Esposa de Cristo, já que é o caminho certo, seguro e abençoado.


Assim como dizer que ninguém precisa amar ao próximo para viver a mensagem cristã seria um absurdo, afinal é uma óbvia oposição aos preceitos de Jesus, também seria contrária “à fé católica considerar as várias religiões do mundo como vias complementares à Igreja em ordem à salvação” [16] pois, do mesmo modo, se colocaria na antípoda daquilo que foi transmitido pelo Senhor.



O relativismo é contraditório por natureza – se tudo é relativo, “tudo é relativo” é relativo, logo nem tudo é relativo – e sorrateiro por necessidade. Ataca a Tradição, ataca a Escritura, ataca o Concílio Ecumênico Vaticano II, ataca, até mesmo, o “subsistit in” citado pela Lumen Gentium, documento conciliar.




A Igreja já frisou que “o Concílio Vaticano II quis harmonizar [ com o “subsiste na”] duas afirmações doutrinais: por um lado, a de que a Igreja de Cristo, não obstante as divisões dos cristãos, continua a existir plenamente só na Igreja Católica e, por outro, a de que « existem numerosos elementos de santificação e de verdade fora da sua composição », isto é, nas Igrejas e Comunidades eclesiais que ainda não vivem em plena comunhão com a Igreja Católica. Acerca destas, porém, deve afirmar-se que « o seu valor deriva da mesma plenitude da graça e da verdade que foi confiada à Igreja Católica ». [9]




Vale explicar, porém, que os meios de santificação contidos fora da Igreja não são, em si, plenos caminhos de salvação e que, na verdade, fazem parte da própria Ecclesia, ou seja, não são oriundos do mérito próprio das seitas e denominações.



Assim, "a instituição não é simplesmente um andaime qualquer  desmontável e reorganizável que, como tal, não teria absolutamente nada a ver com a questão da fé. Portanto, essa forma de corporalidade pertence à Igreja mesma. A Igreja de Cristo não pode se ocultar de forma inalcançável  atrás de múltiplas formações humanas, mas que existe realmente como Igreja que se manifesta no Credo, nos sacramentos e na sucessão apostólica.


O Vaticano II quis expressar com a fórmula do **subsistit** - fiel à tradição católica – justamente o contrário desse “relativismo eclesiológico”:


Existe uma Igreja de Jesus Cristo. Ele mesmo a quis e o Espírito Santo a criou contra todo o fracasso humano a partir de Pentecostes e a conserva em sua identidade essencial. A instituição não é uma formalidade inevitável mas teologicamente irrelevante ou prejudicial, mas que pertence a seu núcleo essencial a concreção da encarnação. O Senhor mantém sua palavra: “O poder do abismo não a fará perecer.” [10]




Se o relativismo fosse honesto deixaria de ser relativismo, seria apenas mais uma heresia. Entretanto, o espírito relativista é essencialmente destrutivo, mesquinho, devasso e impudico. Se os relativistas fossem conscienciosos já teriam cismado, criado uma nova denominação ou, então, estruturado algum grande grupo reformista.



A Teologia da Libertação até tentou, de certo modo, a segunda iniciativa. Pautados na “hermenêutica da ruptura” os adeptos do “marxismo dentro da teologia”, como disse Boff no Jornal do Brasil, acreditavam numa Igreja que se reinventava, mesmo que tal reinvenção fosse às custas da negação de dogmas e doutrinas fundamentais desde o início da cristandade, que rementem ao próprio Cristo.





Vale frisar que crer que a Igreja modifica a doutrina em pontos basilares é crer que o Espírito Santo se modifica, afinal é o Paráclito que rege a Esposa. Ora, se o Espírito Santo muda então Ele não é inerrante, logo não é Deus. Não obstante, a alegria da Teologia da Libertação foi muito fugaz; a Igreja se levantou no combate aos erros e excessos, protegeu a correta hermenêutica conciliar dos ataques modernistas, condenou teólogos heréticos e emitiu documentos que ensinavam a sã doutrina.



Os teólogos da libertação alegaram, então, que a Igreja havia traído o espírito do Concílio, o que realmente seria uma proeza; como a Igreja iria trair o Concílio que ela própria convocou e que dentro dela se formou? É muito mais fácil acreditar que os adeptos da Teologia da Libertação, estes sim, corromperam o entendimento do Vaticano II e quiseram impor, no seu término, uma ótica desajustada e incongruente com o Depósito da Fé.





Qualquer pessoa sensata esperaria, então, que os teólogos da libertação manifestassem sua repulsa à Igreja, que eles consideravam “reacionária” e “retrógrada”, através de um cisma. Isto seria, ao menos, honesto. Entretanto, os religiosos que tanto se preocupavam com a crise do capitalismo – ao invés de se preocuparem com a crise de fé – resolveram persistir dentro do rebanho da Mater et Magistra. Ora, como seguir uma fé que não se crê de forma plena? Apela-se para o relativismo.



O pensamento relativista tomou força quando foi requisitado para justificar a posição de muitos religiosos e leigos que, vivendo no seio do Catolicismo, estavam numa situação essencialmente paradoxal; repudiavam a Igreja em muitos pontos mas precisavam da Igreja – mesmo sem saber – na autenticação e garantia de todo o resto que era crido; o mesmo Magistério, com a mesma autoridade, que ensinava sobre a Unidade da Igreja de Cristo e que era contrariado, era o mesmo Magistério, com a mesma autoridade, que legitimava o sacerdócio e o episcopado dos relativistas e que era obedecido.


O relativismo não tem o mínimo sentido, é contraditório por natureza e claramente absurdo para qualquer pessoa de bom senso – nem precisa ser católico para perceber. Aqueles que estão contaminados pelo gérmen do modernismo, mesmo que de maneira indireta, precisam conhecer os ensinamentos da Igreja, já que é junto dela que nós melhor conhecemos a grandeza e perfeição de Cristo e, assim, melhor o adoramos. Os relativistas já conseguiram impor um politicamente correto religioso, onde falar de unidade, salvação, heresia, ortodoxia, é visto como ultrapassado. Ora, os que assim pensam só podem ser desconhecedores do manancial vindo de Roma, a Cidade Eterna.



No Brasil existe uma grande distância entre a doutrina da Igreja e os fiéis. Claro que a ação da Teologia da Libertação, exemplificando, foi crucial nesse propósito, mas também falta uma certa pedagogia pastoral por parte de muitos religiosos que não sabem apresentar a riqueza do Depósito da Fé de uma maneira que consiga atingir grandes grupos sem modificar e macular a integridade do ensino. O triste é pensar que aqueles que se levantam na defesa da Igreja muitas vezes são vistos como monstros arqueológicos e imaturos – maturidade seria compactuar com heresias ou ser omisso no combate ao erro? A imposição de paradigmas relativistas conseguiu mitificar a idéia de ortodoxia doutrinária. Ora, ninguém pode ser jovem, assistir Missas bem celebradas e, ao mesmo tempo, participar de festivais de músicas católicas e frequentar encontros carismáticos?




Esse é o verdadeiro “aggiornamento” pretendido pela Igreja, uma modernidade sadia que não renega a Tradição nem corrompe os ensinamentos:



Esta é a realidade vivida por muitos grupos que crescem com uma força esplendorosa. A luta pelo triunfo da Verdade é eterna; sempre haverá o pecado e o mal, porém, hoje estamos guerreando contra uma sorrateira ação interna, que pretende tomar a própria Igreja, transformado-a em artífice da devassidão e do engano. Entretanto, nada disso nos faz temer, já que é Cristo quem nos protege e guarda, é Cristo quem abençoa a Sua Esposa e ilumina o Seu Vigário, afinal;




"Tu es Petrus, et super hanc petram ædificabo Ecclesiam meam, et portæ inferi non prævalebunt adversus eam" (Mt XVI,18)


“Tu és Pedro, e sobre esta pedra edificarei a Minha Igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela” (Mt 16,18)



REFERÊNCIAS:


[1] Dom Javier Echevarría Rodríguez, “Cartas do Prelado – Novembro 2008”
[2] Paulo VI, 8ª Sessão Solene do Concílio Vaticano II
[3] Cardeal Ratzinger na Homilia na Santa Missa ‘Pro Eligendo Romano Pontifice’
[4] Unitatis Redintegratio, Concílio Vaticano II
[5] Extrato do capítulo "A Eclesiologia da Lumen Gentium" do livro "Convocados en el camino de la fe", de Joseph Ratzinger, Ediciones Cristiandad, 2005
[6] Cardeal Kasper, Conferência no 40° aniversário do decreto conciliar Unitatis Redintegratio, 2004
[7] Discurso do Papa João Paulo II, em 1998, aos Bispos da Austrália
[8] Dominus Iesus, 2000
[9] Congregação para a doutrina da fé, 2001
[10] Dominus Iesus, 2000
[11] Extrato do capítulo "A Eclesiologia da Lumen Gentium" do livro "Convocados en el camino de la fe", de Joseph Ratzinger, Ediciones Cristiandad, 2005


Adaptado de: Veritatis e Montfort


Com a palavra os OLIVALETES , ou o próprio Olavo de Carvalho em seu direito de resposta. Ficamos no aguardo!!!
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