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Jesus Cristo era Socialista como afirma o representante da esquerda Caviar: Gregorio Duvivier ?

Written By Beraká - o blog da família on quarta-feira, 24 de junho de 2015 | 15:40







COMENTÁRIOS DO BLOG BERAKASH: Em tempos de Papa Francisco, voltaram à baila, com toda a força, certas doutrinas ultrapassadas, que procuram relacionar com tentativas malabarescas os ensinamentos de Jesus aos princípios do socialismo.  Não por acaso, adeptos da Teologia da Libertação estão alvoroçados, desde a “posse” do jesuíta Francisco e a divulgação de algumas descontextualizadas citações anticapitalistas por parte da TL em causa própria. E claro que como todo legítimo e genuíno representante da Esquerda Caviar, propõe a reforma agrária e doações (como a proposta de Cristo a um melhor seguimento D’ele ao jovem rico) sempre aos outros, jamais em suas propriedades e condomínios superprotegidos (dos pobres, que tanto dizem amar e defender).




Desde criança tenho convivido com os sofismas da Teologia da Libertação e sua intenção de conciliar os ensinamentos de Cristo com as bobagens de Marx, ainda que, em lugar nenhum, Ele tenha sequer sugerido que o Estado deva ser utilizado pelos homens de bem para operar uma “caridade” coercitiva.  Pelo contrário.  As Escrituras estão repletas de passagens que vão absolutamente de encontro a essa bobagem, pois para Cristo assim como Sábado:


“O homem não foi feito para o estado, mas o estado para o homem.”



Que tal começarmos pela famosa passagem encontrada no Evangelho de Mateus (capítulo 22, versículos 15-22), em que Jesus diz “Dai a César o que é de César, e a Deus o que é de Deus“, quando os fariseus tentam colocá-lo contra o governo de Roma, ao denunciar os impostos romanos.


Aquela frase de Jesus talvez seja a mais perfeita síntese da separação que deve vigorar entre Igreja e Estado. é nítido que Ele não estava interessado nos cargos públicos “caridosos” nos quais os fariseus, legalistas e hipócritas, gostavam de se engajar. Ao contrário, Ele descartou os serviços deles, assim como a sua conversinha fiada.


Apesar das tentativas de muitos socialistas modernos de transformá-lo num Robin Hood, Ele jamais endossou a caridade coercitiva.  Ou ela é voluntária ou caridade não é.



A afirmação de que Jesus era socialista foi recentemente feita no Washington Post, por Gregory Paul, que tenta argumentar em favor de um socialismo ordenado biblicamente a partir dos primeiros capítulos de Atos.[1]


As afirmações de Paul não têm nada de novo e provavelmente surgiram de um debate abrangente que está sendo travado nos EUA em relação a socialismo versus mercados livres. O presidente Obama e seu grupo querem o socialismo, enquanto o restante da nação quer se mover para longe do controle governamental da economia.



O que é socialismo?


Precisamos primeiramente iniciar este exame com uma definição exata de socialismo:The Oxford English Dictionary define socialismo como “uma teoria política e econômica de organização social que defende que os meios de produção, distribuição e troca devem ser de posse da comunidade como um todo e regulados por ela”.[2]


O fato de ser uma teoria política e econômica sempre significa que, na realidade, o governo possui ou regula a economia. Quando o governo regula, mas não possui os meios de produção, isso é chamado de fascismo, como na Alemanha nazista. Quando o governo possui e controla os meios de produção, isso é chamado de comunismo, como na antiga União Soviética. As duas versões se encaixam na idéia mais ampla de socialismo.


Onde é que a Bíblia fala sobre uma teoria política e econômica?


De acordo com Gregory Paul, a idéia é abordada nos primeiros capítulos de Atos. Paul diz que Atos 2 e 4 mostram o socialismo:


Bem, amigos, esta é uma afirmação direta do socialismo do tipo descrito milênios mais tarde por Marx, que provavelmente obteve a idéia geral a partir dos evangelhos.[3]Paul também declara que “a Bíblia contém a primeira descrição de socialismo da história”. Não satisfeito por ter massacrado a Palavra de Deus em Atos 2 e 4, Paul segue adiante para Atos 5, dizendo:


O capítulo 5 detalha a ocasião em que um membro da igreja não entrega toda a sua propriedade à igreja e “cai morto”. Mais tarde, quando sua mulher fez o mesmo, “cai morta”.[4]



E Paul ainda continua com suas barbaridades:



Prezados leitores, isto não se parece com uma forma de comunismo imposta pelo terror por um Deus que acha que os cristãos que não se juntam à coletividade merecem morrer?


E continua:”Não apenas o socialismo é uma invenção cristã, mas também sua variação extrema, o comunismo. A afirmação de muitos cristãos, de que Cristo odeia o socialismo, não é verdadeira, uma vez que nenhuma descrição explícita do capitalismo pode ser encontrada na Bíblia (o que não é surpresa, já que o capitalismo ainda não havia se desenvolvido).[5]”


Propriedades privadas em Atos


Onde é que, em Atos, o governo estava envolvido, exceto na tentativa de suprimir a pregação do Evangelho?Não existe sequer uma sombra de socialismo no livro de Atos pelos seguintes motivos: primeiro, se o socialismo estivesse em Atos, não poderia ter havido nenhuma propriedade privada porque a posse de todas as propriedades pelo governo está no coração do socialismo. Onde é que, em Atos, o governo estava envolvido, exceto na tentativa de suprimir a pregação do Evangelho? Não eram funcionários do governo que estavam tratando com a Igreja Primitiva; eram os Apóstolos. Visto que o Deus do Antigo Testamento é o mesmo do Novo Testamento, deve haver continuidade em qualquer que seja o assunto.


Wayne Grudem observa: “A Bíblia pressupõe e reforça um sistema no qual as propriedades pertencem aos indivíduos, não ao governo ou à sociedade como um todo”.[6] Mais adiante, Grudem observa que o direito à propriedade privada está pressuposto no oitavo e no décimo mandamentos e por toda a Lei dada por meio de Moisés.


Como alguém poderia roubar ou cobiçar as posses de seu próximo se não houvesse propriedades pessoais?


No livro de Atos, como seria possível que alguém vendesse suas propriedades pessoais e desse o dinheiro aos Apóstolos se não houvesse propriedades individuais? Se não existissem propriedades pessoais, então o governo possuiria tudo e as pessoas não teriam propriedades para vender.


Se os Apóstolos eram de alguma forma os cabeças de um ajuntamento comunitário, então eles é que teriam tido controle sobre as propriedades de todos os demais e não os indivíduos livremente, e sem serem coagidos a que vendessem suas propriedades.


Segundo, Paul argumenta em favor do socialismo baseado na afirmação que está em Atos 2.44-45:


“Todos os que creram estavam juntos e tinham tudo em comum. Vendiam suas propriedades e bens, distribuindo o produto entre todos, à medida que alguém tinha necessidade”.


Como é que isto, de alguma maneira, modo ou forma, apóia o socialismo? O contexto é claro:


Por causa da fé comum que esses convertidos tinham em Cristo (ver versículos 41-43), eles estavam unidos em seu objetivo de espalhar a nova fé entre outros. Entretanto, sabemos, a partir do contexto anterior (At 2.5-11) que muitos dos novos convertidos estavam visitando Jerusalém, vindos de muitos outros países. Portanto, a fim de proporcionar apoio para as necessidades físicas dos que eram de outras localidades enquanto estes estavam sendo instruídos na nova fé, o grupo todo cooperava para ajudar a pagar pelas necessidades deles. A afirmação de que os crentes “tinham tudo em comum” significa que muitos deram suas propriedades privadas para a causa de sustentar a nova congregação.


Essa afirmativa demonstra o fruto do Espírito em operação na vida deles, de forma que davam espontaneamente de suas riquezas materiais da mesma forma que hoje fazem muitos cristãos com suas propriedades pessoais, e não de forma ideológica ou imposta como quer o Socialismo e Comunismo, é fruto da conversão e não de imposições ideológicas.Portanto,Ananias e Safira não foram mortos por não serem bons socialistas, ou traidores da causa, mas porque o próprio Deus percebeu e puniu a falta e coerência e testeminho entre a fé professada e praticada pela sua omissão da verdade, ou seja: mentiram.


Terceiro, Paul diz que o motivo pelo qual Ananias e Safira foram mortos pelo Espírito Santo em Atos 5 foi que eles se recusaram a entregar o preço de toda a sua propriedade às autoridades porque a comunidade deveria possuir tudo.Tal visão, à luz do contexto, é ridícula! Paul ignora o versículo 4, no qual Pedro diz ao casal:


“Conservando-o, porventura, não seria teu? E, vendido, não estaria em teu poder?” Tais palavras ditas por Pedro não dão suporte à noção de Paul de que Ananias e Safira foram mortos por não serem bons socialistas. Pelo contrário, o que Pedro diz se encaixa perfeitamente com o ponto de vista do restante da Bíblia, de que o campo do casal era propriedade do casal. Bem como o dinheiro recebido da venda de sua terra. O problema foi que eles mentiram sobre a quantia que estavam doando à Igreja Primitiva.


Ananias e Safira fizeram com que parecesse que eles haviam ofertado todo o valor obtido com a venda de sua propriedade, quando, na verdade, haviam ficado com parte do dinheiro para eles mesmos. Tal enganação não era fruto do Espírito Santo, e o Senhor demonstrou logo que, de fato, o Espírito de Deus estava no meio deles porque apenas Ananias e Safira sabiam que estavam mentindo aos Apóstolos.




Na verdade este tipo de afirmação e outras semelhantes a ela têm sido feitas comumente por progressistas por, pelo menos, os últimos cento e cinqüenta anos. Os progressistas não acreditam que a Bíblia é a Palavra de Deus inspirada e infalível e, portanto, tentam tomar partes da narrativa do Novo Testamento (Mateus, Marcos, Lucas, João e Atos) e manipular o significado desses textos a fim de defender suas idéias pré-concebidas.


Aparentemente eles acham que tal abordagem atrairá aqueles que estão dentro da Igreja que, de outra forma, não estariam abertos a seus pontos de vista. Portanto, quando Jesus faz afirmações sobre os pobres e contra os ricos, eles não conseguem perceber através do contexto qual era a intenção de Jesus. Em vez disso, apelam para sua noção socialista de luta de classes como se os pobres e os ricos não fossem igualmente pecadores e não necessitassem ambos da graciosa provisão de Cristo, pois Cristo não morreu apenas por uma classe social (a dos pobres), mas por todos os pecadores (pobres ou ricos).



Os progressistas freqüentemente retiram palavras e frases do contexto (Tanto bíblicas, como do papa Francisco,mas progressistas não são os únicos que fazem isto) e as reempacotam dentro da estrutura de suas próprias idéias (isto foi demonstrado no artigo de Gregory Paul). Eles freqüentemente tentam se opor a Jesus através de outras partes da Bíblia, pintando uma figura de Jesus que a Bíblia não apóia. Depois, eles fazem perguntas sobre esse Jesus ridículo, por exemplo: “Que carro Jesus dirigiria?” Eles têm certeza de que não seria uma SUV. O mesmo acontece quando tentam fazer de Jesus um líder do socialismo. Adoram pegar palavras da Bíblia, como “justiça”. Eles a reempacotam com seus padrões de justiça em vez de usarem o padrão de justiça de Deus, ao qual não dão a mínima.


Você não precisa ser cristão para ser sensível à falsidade deste boato. Você pode ser uma pessoa de qualquer fé, ou de nenhuma fé afinal. Você só precisa ser sensível aos fatos.Eu ouvi algo semelhante a este clichê cerca quarenta anos atrás. Como cristão, fiquei perplexo. Na visão de Cristo, a decisão mais importante que uma pessoa tomaria em sua vida terrena era aceitá-lo ou rejeitá-lo pelo que Ele afirmou ser – Deus encarnado e o Salvador da humanidade. Esta decisão era claramente uma decisão muito pessoal – uma escolha individual e voluntária. Ele constantemente enfatizou a renovação interior, espiritual, como muito mais decisiva que o bem estar material.


Pensei: “Como Cristo poderia defender o uso da força para tomar coisas de alguns e dá-las a outros?” Eu simplesmente não conseguia imaginá-lo apoiando uma sentença de multa ou prisão para pessoas que não quisessem entregar seu dinheiro para programas de “bolsa família”.Pior ainda: Ser capaz de matar o seus inimigos em nome da famigerada LUTA DE CLASSES,ora Cristo disse: Amai os vossos inimigos, e um verdadeiro Cristão a exemplo de Cristo não mata, mas dar vida.


“Espere um momento”, você diz. “Ele não respondeu: 'Dai a César o que é de César e a Deus o que é de Deus' quando os fariseus tentaram pegá-lo no truque de denunciar os impostos romanos?”


Sim, de fato, Ele disse isto. Pode ser encontrado no Evangelho em Mateus, capítulo 22, versículos 15 a 22 e depois em Marcos, Capítulo 12, versículos 13 a 17. Mas note que tudo depende somente do que pertenceria a César e do que não, o que é atualmente, mais propriamente, um endosso do direito de propriedade. Cristo não disse nada como “isto pertence a César se César simplesmente disser que pertence, não importa quanto ele queira, como ele pega ou como ele escolha gastá-lo”.


O fato é que alguém pode passar um pente fino nas Escrituras, e não encontrará uma palavra sequer de Cristo endossando a redistribuição forçada de riqueza por autoridades políticas. Uma sentença sequer.


“Mas Cristo não disse que veio confirmar a lei?”


Sim, em Mateus 5:17-20, Ele declara, “Não pensem que Eu vim para abolir a lei dos Profetas. Não vim para aboli-los, mas para levá-los à perfeição”. Em Lucas 24:44, Ele esclarece quando diz:


“Isto é o que vos dizia quando ainda estava convosco: era necessário que se cumprisse tudo o que de mim está escrito na Lei de Moisés, nos Profetas e nos Salmos”. Ele não estava dizendo: “Qualquer lei que o governo aprove, Eu apoio”. Ele estava falando especificamente da Lei de Moisés (primeiramente os Dez Mandamentos) e das profecias de Sua vinda.


Não adianta querer unir luz e trevas



Considere o oitavo dos Dez Mandamentos:


“Não roubarás”. Observe o período após a palavra “roubarás”. Esta admonição não é lida como “Não roubarás a menos que a outra pessoa tenha mais que você”, ou “Não roubarás a menos que você esteja absolutamente certo de poder gastar melhor que a pessoa de quem você roubou”. Nem se diz “Não roubarás mas tudo bem se empregar alguém, como um político, para fazer isso por você”.



No caso das pessoas ainda estarem tentadas a roubar, o décimo mandamento corta o mal pela raiz num dos principais motivos para o roubo (e para redistribuição): “Não cobiçarás a casa de teu próximo, não cobiçarás a mulher de teu próximo, nem o seu servo, nem a sua serva, nem o seu boi, nem o seu jumento, nem coisa alguma de teu próximo”. Em outras palavras: se não é seu, mantenha suas mãos longe.


Em Lucas 12:13-15, Cristo é confrontado com uma solicitação de redistribuição. Um homem com uma queixa aproxima-se Dele e reclama: “Mestre, fale com meu irmão e faça-o dividir sua herança comigo”. O Filho de Deus, o mesmo Homem que realizou curas milagrosas e acalmou as ondas, respondeu deste modo: “Homem, quem fez de mim juiz ou árbitro entre vós? Tenha cuidado e abstenha-se de controvérsias, a riqueza de um homem não consiste na abundância material que ele possui”. Uau! Ele poderia ter igualado a riqueza dos dois homens com um movimento de Suas mãos, mas em vez disso, Ele escolheu denunciar a inveja.


E a respeito da referência, nos Atos dos Apóstolos, aos primeiros cristãos vendendo seus bens mundanos e compartilhando este procedimento comunitariamente?


Isto soa como uma utopia socialista. Analisando de perto, entretanto, fica claro que aqueles cristãos não venderam tudo que tinham e não foram obrigados a fazer isso. Eles continuaram encontrando-se em suas próprias casas, por exemplo. Em seu capítulo de contribuição ao livro “For the Least of These: A Biblical Answer to Poverty” de 2014, Art Lindsey, do Institute for Faith, Work and Economics, escreve:


“Novamente, na passagem dos Atos dos Apóstolos, não há menção ao estado sob qualquer condição. Estes primeiros contribuíram com seus bens livremente, sem coerção, voluntariamente. Alhures nas Escrituras nós vemos que os cristãos são instruídos a doar somente desta maneira, livremente, “Dê cada um conforme o impulso de seu coração, sem tristeza nem constrangimento. Deus ama o que dá com alegria” (2 Coríntios 9:7). Há abundância de indicação de que os direitos de propriedade ainda estavam valendo...”



Isto pode frustrar os socialistas a aprender que as palavras e feitos de Cristo, repetidamente sustentadas desta maneira criticamente importante, referem-se às virtudes do capitalismo como contrato, lucro e propriedade privada.


Por exemplo, considere a “Parábola dos Talentos”. Dos muitos homens na estória, o único que pega o dinheiro e o enterra é repreendido, enquanto o que investiu e gerou maior retorno é aplaudido e recompensado, vemos ai uma parábola nada socialista, e bem capitalista por sinal.


Ainda que não seja central à estória, boas lições de oferta e demanda bem como a SANTIDADE DO CONTRATO FIRMADO, são evidentes em Cristo na “Parábola dos Trabalhadores na Vinícola”:


Um proprietário de terras oferece salário para atrair trabalhadores para um dia de trabalho urgente na coleta de uvas. Próximo ao fim do dia, ele percebe que precisa rapidamente empregar mais gente, e oferece por uma hora de trabalho o que havia previamente oferecido pagar aos primeiros trabalhadores por um dia de serviço. Quando um dos que tinham trabalhado o dia todo queixou-se, o proprietário de terras respondeu:


“eu não estou sendo injusto com você, amigo. Você não concordou em trabalhar por um denário? Pegue seu pagamento e vá. Eu quero dar ao que foi empregado por último o mesmo que dei a você. Eu não tenho o direito de fazer o que quero com meu dinheiro? Ou você está com inveja porque estou sendo generoso?”



Em Mateus 19:18, Cristo diz: “ame a teu próximo como a ti mesmo”. Em nenhuma outra parte Ele remotamente sugeriu que você repugnasse seu próximo por sua riqueza, ou que procurasse tomar a riqueza dele. Se você não deseja que sua propriedade seja confiscada (e muitas pessoas não desejam, e não precisariam de um ladrão à disposição para dividir com ele de maneira alguma), então claramente você não deveria querer confiscar a propriedade de outros.


A doutrina cristã adverte contra a ganância. Como o faz em nossos dias o economista Thomas Sowell:


“eu nunca entendi porque é “ganância” possuir o dinheiro que você mereceu mas não é ganância querer tirar o dinheiro de outros sem mérito como querem os socialistas”


Utilizar o poder do governo para roubar a propriedade de outra pessoa não é exatamente altruístico. Cristo nunca sugeriu que acumular riqueza através do comércio pacífico era de alguma forma errado. Ele simplesmente suplicou às pessoas que não permitissem que a riqueza os dominasse ou corrompesse seu caráter. Por isto seu grande Apóstolo, Paulo, não disse que o dinheiro era mal na famosa referência em 1Timóteo 6:10. Aqui vai o que Paulo verdadeiramente disse: “Porque a raiz de todos os males é o amor ao dinheiro. Acossados pela cobiça, alguns se desviaram da fé e se enredaram em muitas aflições”.


De fato, os próprios socialistas não abandonaram o dinheiro de modo abnegado, eles estão clamando é pelo dinheiro de outras pessoas, especialmente o dos “ricos”, claro com todos os seus benesses, querem os bônus do Capitalismo sem nenhum ônus para eles, assim é bom demais.



Em Mateus 19:23, Cristo diz: “Em verdade vos digo, é difícil para um rico entrar no Reino dos Céus”. Um socialista poderia dizer: “Eureka! Aqui está! Ele não gosta de pessoas ricas !!! Mas este conselho é inteiramente consistente com tudo o que Cristo falou. Não é um convite para tomar dos ricos e dar celulares “grátis” aos pobres. É um conselho para o caráter. É uma observação de que muitas pessoas deixam-se dominar pela riqueza, tanto quanto por outros meios em torno. É um alerta contra tentações (as quais vêm de muitas formas, não só pela riqueza material).


Todos nós já não notamos que entre os ricos, como igualmente entre os pobres, existem boas e más pessoas?


Nos ensinamentos de Cristo e em muitas outras partes do Novo Testamento, os cristãos,e, na verdade, todas as pessoas, são aconselhadas a serem “espíritos generosos”, a cuidar da família de alguém, a ajudar os pobres, assistir as viúvas e os órfãos, a revelar bondade e manter altivez de caráter. Como tudo isso pode ser traduzido no negócio sujo de coerção, compra de votos, esquemas de redistribuição politicamente dirigidos é um problema para prevaricadores .


Cristo não era estúpido. Ele não estava interessado em profissionais públicos da caridade, postura na qual os fariseus legalistas e hipócritas se engajavam. Dificilmente faria sentido para Ele defender os pobres apoiando políticas que minam o processo de criação de riqueza necessário para ajudá-los. Numa análise final, Ele nunca endossaria um esquema que não funciona e é orientado pela inveja e pelo roubo. A despeito das tentativas dos socialistas modernos em transformá-lo num Robin Hood, Ele nunca foi desses.




Os ideais socialistas de promoção do bem-estar dos pobres, à primeira vista, parecem concordar com alguns princípios cristãos. Um olhar mais atento, porém, deixa evidente que socialismo e cristianismo caminham para pontos completamente divergentes. Sobre isso, o Papa Leão XIII mandou na lata:


“Na verdade, embora os socialistas, abusando do próprio Evangelho para enganar mais facilmente os incautos, tenham o costume de distorcê-lo para atender a seus propósitos, tão grande é a discordância entre suas perversas opiniões e a puríssima doutrina de Cristo, que não se poderia imaginar uma maior: “Que união pode haver entre a justiça e a iniqüidade? Ou que comunidade entre a luz e as trevas? (2 Cor 6,14)”.– Encíclica Quod Apostolici Muneris. 1878



O socialismo (que, de forma resumida, seria uma etapa para se chegar ao comunismo) não se reduz a uma teoria econômica, como muitos pensam. É uma FILOSOFIA que engloba toda uma cadeia de valores; uma filosofia que pretende dominar todas as instâncias da vida das pessoas, não só as relações econômicas e de trabalho. Do socialismo brota toda uma cultura anticristã!


“Jesus Cristo foi o primeiro comunista”, papagueiam muitos por aí. Mas o Filho de Deus jamais poderia ser comunista/socialista, pois:


1) - pregava a solidariedade voluntária, não a igualdade imposta e sem méritos:

Mateus 25,21: “E o seu senhor lhe disse: Bem está, servo bom e fiel. Sobre o pouco foste fiel, sobre muito te colocarei; entra no gozo do teu senhor.”

Jesus pregava o desapego dos bens e a solidariedade voluntária, enquanto o comunismo prevê o confisco da propriedade privada (no caso das ditaduras) ou a redistribuição artificial de renda baseada em altíssimos impostos, sem critérios de mérito (no caso dos países social-democratas).


Para o cristianismo, é natural que haja pessoas com mais bens materiais do que outras, por seus méritos justos e honestos. A Doutrina Social da Igreja condena, isso sim, a excessiva acumulação de bens, especialmente quando essa o acumulador nada faz para produzir bens sociais que favoreçam a independência econômica e a dignidade dos mais pobres. Sobre isso, já falamos no post:



2)- A divisão igualitária de bens sem méritos jamais esteve presente nas pregações de Jesus. Isso fica evidente nesta passagem:


Disse-lhe então alguém do meio do povo: Mestre, dize a meu irmão que reparta comigo a herança. Jesus respondeu-lhe: Meu amigo, quem me constituiu juiz ou árbitro entre vós? (Lc 12,13-14)

Portanto,Jesus não condenava uma pessoa pelo simples fato de ela ser rica.Jesus olhava o coração das pessoas, não sua condição social ou material; já o comunismo demoniza os ricos e romantiza a pobreza e promove o ódio de classes.


Ao nascer, Jesus receber presentes caros e homenagens de três pessoas ricas: os Reis Magos. E em vários trechos dos Evangelhos vemos Jesus citando respeitosamente Davi, que era um rico e um poderoso rei.


É bem verdade que pessoa com muito dinheiro (e poder) tem muito mais facilidade de dar asas a suas maldades e tentações. Também os ricos têm mais possibilidade de se iludir com a aparente segurança e “felicidade” que seus bens lhe dão, e assim muitos podem ter dificuldade para reconhecer sua necessidade de Deus. Foi nesse contexto que Jesus disse: “É mais fácil passar o camelo pelo fundo de uma agulha do que entrar o rico no Reino de Deus” (Mc 10,25).



Tanto isso é verdade que muitas pessoas ricas alcançaram a santidade. É o caso da popularíssima Santa Edwiges, que, depois de ter filhos e em acordo com seu marido, fez voto de castidade, mas não fez voto de pobreza: preferiu se manter à frente da administração de seu amplo patrimônio, com o qual ajudava os endividados, construía hospitais e sustentava conventos.


3)- Jesus ensinava que as coisas materiais eram secundárias:


Jesus queria que as pessoas a buscassem o Reino dos Céus acima de tudo. O sustento é algo importante, mas não deve ser a prioridade da vida de uma pessoa: a quem busca a Deus, os bens materiais são dados por acréscimo (Mt 6,33). Já o comunismo leva as pessoas ao materialismo, a buscar um paraíso sem Deus aqui nesta terra.Já em seu tempo, Jesus frustrou as expectativas materialistas de muitos de seus seguidores. Depois que Ele multiplicou os pães e peixes, a multidão empolgada queria fazê-lo rei. Mas Ele deu um fora em geral:


“Em verdade, em verdade vos digo: buscais-me, não porque vistes os milagres, mas porque comestes dos pães e ficastes fartos. Trabalhai, não pela comida que perece, mas pela que dura até a vida eterna, que o Filho do Homem vos dará.”(Jo 6, 26-27)


4)- Jesus ensinava a não cobiçar as coisas alheias:


Jesus pregava a paz e a conciliação, mesmo com aqueles que são injustos conosco. Já o comunismo se baseia na luta de classes, promovendo a inveja e o ódio dos pobres contra os ricos, e até justifica o roubo dos ricos.


5)- Jesus era a favor da família e da castidade:


Jesus era submisso a seus pais, e condenava o adultério e o divórcio. Enquanto isso, o comunismo visa enfraquecer (até eliminar) a autoridade dos pais sobre os filhos, debocha da fidelidade conjugal e defende a abolição da família monogâmica – que seria nada mais do que uma estrutura alienante burguesa.


Para o Comunismo a monogamia seria mais uma expressão do conceito de “propriedade privada”, nesse caso, de dominação do homem sobre a mulher  (sobre isso, ver o Manifesto Comunista e os escritos de Engels, Gramsci e Lukacs).


No socialismo, portanto, deve-se promover uma cultura de promiscuidade, a começar pelas crianças e jovens:


Para isso, é fundamental enfraquecer a influência da religião e da família sobre o indivíduo, para que cada vez mais as pessoas dependam e confiem, acima de tudo, no Estado.


É preciso enfraquecer a família para fortalecer o Estado socialista (o livro “1984”, de George Orwell, mostra bem essa realidade).


 

Conclusão


Por isso há inúmeros entre os que são chamados Cristãos que são defensores do socialismo, como Jim Wallis, dos Sojourners, Brian McLaren, Ron Sider e Tony Campolo, para falar apenas de uns poucos. Essas idéias estão sendo semeadas gradativamente nas denominadas faculdades e universidades ditas Cristãs como sendo questões “de justiça social”.


Independentemente do que essas idéias possam ser ou de onde elas vêm, uma coisa é certa: a Palavra de Deus não é a fonte delas. De fato, as fontes de tais idéias são claramente humanas e diabólicas.


De acordo com a profecia bíblica, o mundo está sendo preparado para um tempo em que o socialismo realmente virá a dominar sob o governo do Anticristo. Dessa forma, não é Jesus que é socialista; mas será o Anticristo que posará como “anjo de luz” a fim de usar o socialismo como veículo para fazer surgir temporariamente um período no qual o governo tentará possuir todos os bens dos homens, inclusive seus corações. Afirmamos categoricamente:Não, Jesus não é, nem nunca foi e também jamais será socialista


Notas:


1.      Gregory Paul, “From Jesus’ Socialism to Capitalistic Christianity” [Do Socialismo de Jesus ao Cristianismo Capitalista], The Washington Post (12 de agosto de 2011).
2.      Soanes, C., & Stevenson, A. (2004). Concise Oxford English Dictionary [Dicionário Conciso de Inglês Oxford] (11ª ed.). Oxford: Oxford University Press, s. v. “socialism”.
3.      Paul, “From Jesus’ Socialism”.
4.      Paul, “From Jesus’ Socialism”.
5.      Paul, “From Jesus’ Socialism”.
6.      Wayne Grudem, Politics According to the Bible: A Comprehensive Resource for Understanding Modern Political Issues in Light of Scripture [A Política de Acordo com a Bíblia: Um Recurso Extensivo para o Entendimento das Modernas Questões Políticas à Luz das Escrituras] (Grand Rapids: Zondervan, 2010), p. 262.


Adaptado de: Mídia sem Máscara
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10 de agosto de 2015 20:21

Mark Zuckerberg, dono do Facebook, doa 992 milhões de dólares para entidade que financia a maior rede de clínicas de aborto dos EUA http://cinenegocioseimoveis.blogspot.com.br/2015/08/mark-zuckerberg-dono-do-facebook-doa.html

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