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AS PROVAS BÍBLICAS SOBRE A TRINDADE UNA E SANTA NO ANTIGO E NOVO TESTAMENTO ASSEGURAM QUE TRINDADE NÃO É TRITEÍSMO

Written By Beraká - o blog da família on segunda-feira, 10 de junho de 2013 | 14:49





I - A TRINDADE  No Antigo Testamento:


Alguns são de opinião que o Antigo Testamento não contém quaisquer indicações da Trindade, mas isso não é verdade.

É mais correto dizer que o Antigo Testamento não contém uma revelação completa da existência trinitária de Deus em relação ao Novo Testamento.

Todavia, que o Deus Triúno está presente no AT é inquestionável,só cego para não querer ver.

Há passagens que indicam que existe mais de uma pessoa em Deus, como por exemplo, naquelas em que Deus fala de si mesmo no plural (Gn 1.26; 11.7); quando o Anjo do Senhor é apresentado como uma pessoa divina, recebendo adoração (Ex 3.2-6; Jz 13.12-22; Ml 3.1); e também nas passagens em que se personifica a Palavra ou Sabedoria de Deus (Sl 33.4,6; Pv 8.12-31). 





Em alguns casos menciona-se mais de uma pessoa (Sl 33.6; 45.6,7, compare com Hb 1.8,9), e em outros Deus fala acerca do Messias e do Espírito Santo, ou o Messias fala de Deus e do Espírito (Is 48.16; 61.1; 63.9,10).

Desse modo, o Antigo Testamento contém uma clara antecipação da revelação da Trindade, que no Novo Testamento aparece plenamente desenvolvida.

II- A TRINDADE No Novo Testamento:

É perfeitamente natural que as provas neotestamentárias sejam ainda mais claras que as do Velho Testamento, uma vez que o Novo registra a encarnação do Filho de Deus e o derramamento do Espírito Santo.

Há diversas passagens em que as três pessoas são expressamente mencionadas, como em relação ao batismo de Jesus (Lc 3.21,22); no discurso de despedida de Jesus (Jo 14.16); na Grande Comissão (Mt 28.19); na bênção apostólica (2Co 13.13), e também em passagens como estas: Lucas 1.35; 1Coríntios 12.4-6; 1Pedro 1.2.

O Novo Testamento oferece a revelação clara do Deus que envia seu Filho ao mundo (Jo 3.16; Gl 4.4; Hb 1.6; 1Jo 4.9); e os dois, Pai e Filho, enviam o Espírito Santo (Jo 14.26; 15.26; 16.7; Gl 4.6).


Encontramos o Pai dirigindo-se ao Filho (Mc 1.11; Lc 3.22), o Filho se comunicando com o Pai (Mt 11.25,26; 26.39; Jo 11.41; 12.27,28) e o Espírito Santo orando a Deus nos corações dos crentes (Rm 8.26). Dessa maneira, as pessoas da Trindade se perfilam melhor em nosso entendimento.

Comparação da TRINDADE UMA E SANTA entre o Antigo e o Novo Testamentos:

No Antigo Testamento Deus é apresentado como o Redentor e Salvador do seu povo (Jó 19.25; Sl 19.14; 78.35; 106.21; Is 41.14; 43.3,11,14; 47.4; 49.7,26; 60.16; Jr 14.3; 50.14; Os 13.3).

No Novo Testamento o Filho de Deus claramente se destaca nessa obra (Mt 1.21; Lc 1.76-79; Jo 4.42; At 5.3; Gl 3.13; 4.5; Fp 3.30; Tt 2.13,14).


No Antigo Iaveh habita no meio de Israel e nos corações dos que o temem (Sl 74.2; 135.21; Is 8.18; 57.15; Ez 43.7-9; Jl 3.17,21; Zc 2.10,11). No Novo o Espírito Santo é quem habita nos crentes (At 2.4; Rm 8.9,11; 1Co 3.16; Gl 4.6; Ef 2.22; Tg 4.5).

CONCEITOS ERRADOS E INCOMPREENDIDOS SOBRE A TRINDADE UNA E SANTA:

Na Igreja Cristã Primitiva algumas heresias apresentaram as três pessoas da Trindade como sendo três deuses, outras um só Deus e uma só Pessoa(Persona).


Os sabelianos do  sec III da era Cristã, negaram a existência das três pessoas na divindade, e afirmaram que Deus se revelou como Pai na criação e na transmissão da lei, como Filho na encarnação e como Espírito na regeneração e santificação. As três pessoas eram reduzidas em uma SÓ PESSOA E NATUREZA ( O Dógma verdadeiro é: Uma só Natureza divina em três pessoas distintas: Pai, Filho e Esp. Santo).


AS HERESIAS CRISTOLÓGICAS (QUE NEGAM A DIVINDADE DE CRISTO):

Jesus é Deus e afirma em  João 10:30: “Eu e o Pai somos um.” Em um primeiro olhar, isto pode não parecer uma afirmação de Jesus em ser Deus. Entretanto, perceba a reação dos judeus a Sua afirmação: “Os judeus responderam, dizendo-lhe: Não te apedrejamos por alguma obra boa, mas pela blasfêmia; porque, sendo tu homem, te fazes Deus a ti mesmo” (João 10:33).


Os judeus compreenderam a afirmação de Jesus como uma declaração em ser Deus.

Nos versículos seguintes Jesus não corrige os judeus dizendo: “Eu não afirmei ser Deus.”

Isto indica que Jesus realmente estava dizendo que era Deus ao declarar: “Eu e o Pai somos um” (João 10:30).

João 8:58 nos dá outro exemplo:

“Disse-lhes Jesus: Em verdade, em verdade vos digo que antes que Abraão existisse, eu sou.” Mais uma vez, em resposta, os judeus tomaram pedras em uma tentativa de apedrejar Jesus (João 8:59). Por que os judeus iriam querer apedrejar Jesus se Ele não tivesse dito algo que criam ser uma blasfêmia, ou seja, uma afirmação em ser Deus?

João 1:1 diz que “o Verbo era Deus.” João 1:14 diz que “o Verbo se fez carne.” Isto claramente indica que Jesus é Deus em carne.

Atos 20:28 nos diz: “...Olhai, pois, por vós, e por todo o rebanho sobre que o Espírito Santo vos constituiu bispos, para apascentardes a igreja de Deus, que ele resgatou com seu próprio sangue.”

Quem comprou a igreja com Seu próprio sangue? Jesus Cristo. Atos 20:28 declara que Deus comprou a igreja com Seu próprio sangue. Portanto, Jesus é Deus!


Tomé, o discípulo, prostrado em adoração, declarou a respeito de Jesus: “Senhor meu, e Deus meu!” (João 20:28). Jesus não o corrige. Tito 2:13 nos encoraja a esperar pela volta de nosso Deus e Salvador, Jesus Cristo (veja também II Pedro 1:1).

Nas Escrituras, várias vezes Jesus recebe adoração (Mateus 2:11; 14:33; 28:9,17; Lucas 24:52; João 9:38):

Ele nunca reprova as pessoas quando recebe adoração. Se Jesus não é Deus, Ele teria dito às pessoas para não ser adorado, assim como fez o anjo em Apocalipse. Há muitos outros versículos e passagens das Escrituras que atestam a favor da divindade de Jesus.

A razão mais importante para Jesus ser Deus é que se Ele não o fosse, Sua morte não teria sido suficiente para pagar a pena pelos pecados do mundo inteiro (I João 2:2).

Somente Deus poderia pagar preço tão infinito. Somente Deus poderia carregar os pecados do mundo (II Coríntios 5:21), morrer e ressuscitar, provando Sua vitória sobre o pecado e a morte.

SOBRE A ENCARNAÇÃO DE CRISTO – VERDADEIRO DEUS E VERDADEIRO HOMEM:

A doutrina cristã da encarnação é o ensinamento que Jesus, que é a segunda pessoa da Trindade, adicionou a si mesmo uma natureza humana, e se tornou um homem.

A Bíblia diz que Jesus é Deus encarnado, "No princípio era o Verbo, e o Verbo estava com Deus, e o Verbo era Deus.....E o Verbo se fez carne, e habitou entre nós..." (João 1:1,14); e "porque nele habita corporalmente toda a plenitude da divindade,"(Cl 2:9). Jesus, portanto, tem duas naturezas. Ele é Deus e homem.

Jesus é completamente humano, mas Ele também é Deus?

JESUS REVELADO COMO DEUS ENCARNADO:

Ele é adorado (Mt 2:2,11; 14:33; 28:9)
As pessoas oram pra ele (Atos 7:59; 1 Co 1:2)
Ele é chamado de Deus (João 20:28; Hb 1:8)
Ele é chamado de Filho de Deus (Marcos 1:1)
Ele não tem pecado (1 Pe 2:22; Hb 4:15)
Ele sabia de todas as coisas (João 21:17)
Ele dá a vida eterna (João 10:28)
Toda a plenitude da divindade habita nele (Cl 2:9)       Ele adorava ao Pai (João 17)

JESUS PLENAMENTE HUMANO:

Ele orava ao Pai (João 17:1)
Ele foi chamado de homem (Marcos 15:39; João 19:5)
Ele foi chamado de Filho do Homem (João 19:35-37)
Ele foi tentado (Mt 4:1)
Ele cresceu em sabedoria humana(Lucas 2:52)
Ele morreu (Rm 5:8)
Ele teve um corpo de carne e ossos (Lucas 24:39)
Como homem, Jesus precisava orar. Quando Ele orava, ele não estava orando para Si mesmo, mas para Deus o pai.

A DIVINDADE DA PESSOA DO ESP. SANTO:

Existem 3 características que são ÚNICAS e EXCLUVISAS de Deus:

1)-ONISCIÊNCIA (Sabe tudo)
2)-ONIPRESENÇA (Está em todo lugar)
3)-ONIPOTÊNCIA(Pode Tudo).

O E.S. é Deus pois Ele existe antes da criação, (Gênesis 1), Ele é pré-existente, Só Deus é pré-existente, sendo assim Ele É Deus, A Bíblia nos relata em vários trechos que o Espírito livrou, curou, libertou da prisão e entre outras coisas.

1)- O E.S. é ONIPRESENTE , pois Ele está em todos os lugares, e Ele mora (residência fixa) em todos os que crêem em Deus e em Jesus Cristo e Nele E.S., E ao mesmo tempo Ele estava em Paulo, que era pregava o evangelho aos gentios, e também estava em Pedro, que pregava o Evangelho aos Judeus, e a Bíblia diz algumas vezes, que foram “cheios do Espírito Santo”, e pregavam o Evangelho no mesmo período, já que Paulo pregava nas sinagogas e depois de expulso das sinagogas se dirigia aos gentios, vemos isso claramente em Atos dos Apóstolos. O E.S. conheça as necessidades de todos, pois intercede POR nós até com gemidos inexprimíveis.

2)- O E.S. te ONISCIENTE, Ele sabe de todas as coisas, pois Por meio Dele as coisas foam criadas, o texto diz que o “Espírito de Deus” pairava sobre a face das águas, e disse Deus...

Se o E.S. não é Deus, porque o ÚNICO pecado que não é perdoado é blasfêmia contra o E.S. (Mt 12:32; Mc 3:29; Lc 12:10) ???


Se o E.S. não é Deus, porque a Bíblia afirma no Antigo Testamento que Moisés, Davi, Saul, Alias, Samuel e outros foram cheios do Espírito Santo, outras versões usam Espírito de Deus ou Espírito do Senhor, e o termo que é usado no hebraico (huach) foi traduzido para Paracletos ou Pneumatos, que é um referência ao clara os Espírito Santo, e todos os hebraístas dizem que é a mesma coisa. ???

Se o E.S. não é Deus porque a Bíblia lhe dá tanta ênfase, principalmente no N.T., somente o termo E.S. aparece 93 vezes na Bíblia, além dos termos Espírito do Senhor (75) e Espírito de Deus (92). Além de referências implícitas acerca do E.S. ???.

Se o E.S. não é Deus, porque Jesus nos ensina em Mateus 28:19 a Irmos batizar, as pessoas em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo? Jesus disse que o mandamento é amar a deus acima de todas as coisas, e o mesmo Jesus, disse que Ele (Jesus) e o E.S. nessa declaração tem o mesmo poder que Deus (YHWH), pois é “em nome do” E.S. que se batiza.???

Jesus disse que o Pai, lhes enviaria outro Consolador, que o termo “outro” aqui significa “igual a mim”, com os mesmos “poderes”, a mesma divindade, a mesma essência.

Se o E.S. não é Deus, como podemos afirmar princípios básicos acerca das Escrituras tais como:  A Inerrância das Escrituras, a própria existência de Deus? E a nossa Salvação ???.

OU Deus, Jesus e o E.S. são uma ÚNICA pessoa, ou somos os maiores idólatras da FACE da Terra, que o próprio Deus Pai condena veementemente em TODA a Bíblia!!!

E sendo assim NINGUÉM absolutamente NINGUÉM, é nascido do Espírito, como Jesus ensinou (Quem não nascer da água e do Espírito NÃO verá a Deus), sendo assim continuamos mortos em nossos pecados e delitos, somos cegos condutores de cegos (como Paulo ensina, e critica os fariseus de sua época).

Sendo assim, sequer podemos afirmar que Deus existe, já que a Biblia diz que o espírito inspirou os profetas, e usou Reis para abençoar e derribar os povos,

Não podemos afirmar que a Biblia diz a verdade sobre quem é Deus.

AS HERESIAS CRISTOLÓGICAS (QUE NEGAM A DIVINDADE DE CRISTO):

As 7 Heresias cristológicas:

1) Docetismo: dizia que Jesus não tinha um corpo real;
2) Adocionismo: dizia que Jesus era filho adotivo de Deus;
3) Arianismo: dizia que Jesus era inferior ao Pai;
4) Apolinarismo: dizia que Jesus não tinha alma humana;
5) Nestorianismo: dizia que, em Jesus, havia duas pessoas;
6) Monofisismo: dizia que Cristo tinha uma só natureza;
7) Monotelismo: dizia que Jesus não tinha vontade humana, ou o “querer humano”.

1) Docetismo: dizia que Jesus não teve corpo real - O docetismo surgiu no final do primeiro século. Ensinava que Jesus não teve um corpo real, mas um corpo aparente. Cristo teria descido do Céu e passado pelo seio de Maria, sem que tivesse recebido a mínima partícula de corpo de mãe. Por isso, Jesus parecia um homem, mas não o era. Segundo essa doutrina, a morte e ressurreição do Senhor teriam sido também “aparentes”, uma vez que seu corpo não era real.Os docetas acreditavam no Mistério da encarnação de Jesus e na Virgindade de Maria, mas eram “moralistas”. Para eles, o corpo humano estava intimamente ligado ao pecado. Era coisa indigna do filho de Deus.


2) Adocionismo: dizia que Jesus era filho adotivo de Deus - Paulo de Samósata, bispo de Antioquia ensinou uma heresia chamada adocionismo. Para ele, Jesus não passava de um ser humano. Deus teria iluminado Jesus de maneira extraordinária. Então, Jesus foi sendo aperfeiçoado progressivamente até atingir o grau da divindade. Aí Cristo se tornou Filho de Deus. Mas Filho de Deus por “adoção”, não por natureza. Para os adocionistas, Cristo não teve uma existência eterna como o Pai. Ele começou a existir.
Nessa ocasião, o Papa São Félix escreveu o seguinte:
“Nossa fé na Encarnação é a que nos transmitiram os apóstolos.Cremos que Jesus Cristo, nascido da Virgem Maria, é o Verbo, oFilho eterno de DeusE não um simples homem elevado por Deus a semelhante honra,e diferente de Deus.O Verbo, Deus Perfeito, fez-se homem perfeito, ao encarnar-se no seio da Virgem.”


3) Arianismo: ensinava que Jesus era inferior ao Pai-O “arianismo” surgiu no ano 318, fundado por Ario, sacerdote de Alexandria. Ensinava que Jesus era “semelhante” ao Pai, e não Deus como o Pai, pois Cristo havia dito: ” O Pai é maior do que eu” (Jo 14, 28). Ário interpretou essas e outras frases de maneira absoluta, e fora do seu contexto bíblico. Na verdade, Cristo disse: “O Pai é maior do que eu”. Mas Ele estava referindo-se à sua condição humana, como “servidor” do Pai na Redenção da humanidade.

Não fazendo essa distinção, Ário passou a ensinar que Jesus era uma criatura, e não Deus, como o Pai Criador. Tal seita espalhou-se rapidamente, até mesmo entre padres e bispos.

Santo Atanásio foi o primeiro a defender a fé cristã. Isso aconteceu no ano 325, no concílio de Nicéia (1º Concílio Ecumênico). O Concílio acrescentou, ao símbolo dos Apóstolos, algumas afirmações sobre a divindade de Cristo. Declarou que Jesus é:
“Deus de Deus, Luz da Luz,Deus verdadeiro de Deus verdadeiro,gerado, não criado, consubstancial ao Pai.Por Ele todas as coisas foram feitas,E, por nós, homens, e por nossa salvação, desceu dos Céus.”

Vimos aí uma palavra muito importante na profissão da nossa fé. É a palavra grega “oμooυσιoζ” (omooúsius), que significa “consubstancial”.

Quer dizer que Jesus tem a mesma substância divina do Pai, o mesmo Ser do Pai, a mesma natureza divina. É Deus como o Pai. O evangelho afirma:
“No princípio era o Verbo e o Verbo estava em Deus.E o Verbo era Deus.Tudo foi feito por meio d’Ele e sem Ele nada foi feito de tudo o que existe”. (Jo 1,1-3).

O arianismo foi uma das piores heresias.

De fato, se Cristo não fosse Deus, a sua morte na cruz não teria poder de salvar a humanidade, pois só Deus pode nos salvar.
Ainda hoje temos algumas seitas modernas que negam a divindade de Jesus.
4)- Apolinarismo: dizia que Jesus não teve alma humana- No início do século quarto, em Laodicéia, na Ásia Menor, o bispo Apolinário, ensinava que Jesus Cristo não possuía alma racional humana.A Pessoa divina do Filho de Deus supria a falta de uma alma humana em Jesus Cristo. Apolinário era moralista, como os docetas. Dizia que a alma humana era pecaminosa. E Jesus, por ser filho de Deus, era impecável. Por isso, não podia ter alma humana. Esta viria a “manchar” a divindade de Cristo.

O primeiro a denunciar tal heresia foi Santo Atanásio, seguido por São Basílio e pelo Papa São Dâmaso. A seita foi condenada no concílio de Constantinopla, em 381 (2º concílio ecumênico).
Nesse concílio, Atanásio disse a famosa frase: “Ubi Petrus, ibi Ecclesia”, isto é, “Onde está Pedro, aí está a Igreja”.

5) Nestorianismo: em Cristo havia duas pessoas - De 422 a 432, Nestório foi bispo de Constantinopla. Dado que a fé Cristã afirmar em Jesus duas naturezas (humana e divina), ele achou que em Cristo havia também duas pessoas: uma Pessoa humana unida à Pessoa divina. Segundo seu pensamento, umas coisas eram feitas por Jesus-Deus e outras por Jesus-Homem.

Partindo daí, Nestório passou a ensinar que Maria não seria Mãe de Deus, mas apenas Mãe de Jesus-Homem.

Contra essa heresia, levantou-se São Cirilo, bispo de Alexandria. O erro estava nisto:

Jesus tem duas naturezas, mas uma só pessoa. A natureza humana é assumida pela Pessoa Divina do Filho de Deus. Essa união chama-se união “hipostática”.

O sujeito ou agente da ação é a pessoa, não a natureza. O assassino não pode falar:

“Não fui eu quem matei; foi minha natureza, ou minha mão”. Por isso, podemos dizer: “Deus encarnou-se totalmente em  no útero de Maria,nasceu em Belém; Deus morreu na Cruz”.

É claro que Deus nasceu ou morreu enquanto homem, pois enquanto Deus não podia falecer nem morrer. Igualmente se diz: Maria é a mãe de Deus segundo a sua humanidade. Maria não é Mãe do Pai Eterno, mas do Filho de Deus.

No concílio de Éfeso, 431 (3º concílio Ecumênico), a Igreja declarou que Maria é a Mãe de Deus, porque é Mãe de Jesus Cristo que é Deus. Afirmou também:

“Maria é Mãe de Deus, não porque Jesus tivesse tirado dela a sua natureza divina, mas porque é dela que Jesus formou o seu corpo sagrado, dotado de uma alma racional”.

Ao Papa São Celestino atribui-se a introdução da segunda parte da ave-maria, isto é:
“Santa Maria, Mãe de Deus, rogai por nós, pecadores, agora e na hora de nossa morte.”

6) Monofisimo: dizia que, em Cristo, havia uma só natureza- Eutiques, monge de Constantinopla, ensinava que, em Jesus, a natureza divina “absorvia a natureza humana. Era como se Jesus tivesse só a natureza divina. Sua heresia chamou-se monofisismo, que significa uma só natureza. Vem de “μoυoζ” (mono=um) e de “φυσιζ” (phisis), que significa uma só natureza. Para o monofisismo, em Cristo existia somente a natureza divina. Portanto, negava o valor e a autenticidade dos atos humanos de Jesus cristo.

Em 450, reuniram-se 600 bispos no concílio de Calcedônia (4º Concílio Ecumênico), em que ficou definido que, em Cristo, há uma só Pessoa, na qual existem duas naturezas “sem confusão e sem mudança, sem divisão e sem separação”.
O concílio de Calcedônia definiu:

“Jesus Cristo é perfeito em divindade e perfeito em humanidade, verdadeiramente Deus e verdadeiramente homem, composto de uma alma racional e de um corpo, consubstancial a nós segundo a humanidade, semelhante a nós em tudo, com exceção do pecado (Hb 4,15), gerado do Pai antes de todos os séculos segundo a sua divindade, e nesses últimos dias, para nós e para nossa salvação, nascido da Virgem Maria, Mãe de Deus, segundo a humanidade.”

7) Monotelismo: em Cristo havia uma só vontade:

O monotelismo, também chamado monotelitismo, foi ensinado pelo Patriarca Sérgio. Vem de “μoυoζ” (mono= um) e de “τελησιζ”, que significa vontade.
Portanto, o monotelismo significa “uma só vontade”. Ensinava que, em Cristo, havia somente a vontade divina. Desaparecia, assim, o “querer humano” de Jesus.
Sérgio, bispo de Constantinopla, quis encontrar uma fórmula de reconciliação entre os monofisistas (que afirmavam haver uma só natureza em Cristo) e os católicos fiéis (que afirmavam haver duas naturezas em Cristo). Então disse que, em Cristo havia duas naturezas, mas uma só vontade. Tal doutrina pareceu ser uma fórmula de intermediária entre os contrários. Então, o imperador, Heráclito, decretou o monotelismo “doutrina oficial do Estado”. Quem não aceitasse seria punido.
O Papa são Martinho foi a primeira vítima. Em 19-6-649, embarcava prisioneiro para Constantinopla. Algemado e com vestes reduzidas, foi conduzidos pelas ruas da cidade, sob vaia dos monotelistas. Em março de 655 seguiu para o exílio, na ilha de Quersoneso, por ordem do Imperador constante II. Aí veio a falecer, no mesmo ano, tendo passado frio e fome.

Em 681, com o terceiro concílio de Constantinopla, foi encerrada a questão:

Era o Papa Santo Agaton. Ficou definido que Jesus tem vontade divina e a vontade humana, tal qual o Papa São Martinho havia ensinado no Sínodo de Latrão, no ano 649.

PRINCIPAIS HERESIAS RELACIONADAS Á PESSOA DO  ESPÍRITO SANTO

Movimentos principais:

A personalidade e/ou divindade do Espírito Santo foi negada na igreja primitiva pelos monarquistas sabelianos, pelos pneumatomaquianos, arianistas e outros:

1)- Monarquismo: A divindade e pessoalidade do Espírito Santo foram negadas por Sabellius no terceiro século desta era e deu origem ao movimento chamado monarquismo. Sabellius sustentava que não existiam três pessoas na deidade, mas um só Deus que se manifestava em três “FORMAS” diferentes (modalismo).

2)- Arianismo,ou,TRITEÍSMO: O bispo Árius, da igreja de Alexandria, também no terceiro século, sustentava que Cristo foi criado por Deus como um deus de menor poder, que por sua vez trouxe à existência o Espírito Santo. Dessa forma existiam três deuses diferentes (triteísmo).

3)- Pneumatomaquianos: Também chamados macedônios, em referência ao bispo Macedônio, opunham-se à divindade do Espírito Santo, isto foi no final do século IV.

4)- Socinianos: Durante a reforma, os socinianos, baseados nas idéias de Lélio Socínio, propagadas por seu sobrinho Fausto Socínio, consideram que em Deus há uma única pessoa e que Jesus Cristo é um homem comum.

5)- Unitarianismo: Foi inicialmente uma manifestação dentro da reforma protestante, o intelectual espanhol Miguel de Servetto discordou da doutrina da Trindade e publicou vários livros a este respeito dando início às primeiras igrejas unitárias, os anabatistas. Este unitarismo pode se manifestar como uma forma de modalismo, ou seja, Deus é um só que se manifesta de várias formas ao longo da história, ou ainda pode também considerar Deus como uma só pessoa que é o pai de Jesus, um homem que foi elevado à divindade no seu batismo, ou ainda uma forma de arianismo. Esta vertende existe até hoje e não há uma definição única em sua manifestação.

A pessoalidade(PERSONA) do Espírito Santo:

O Espírito Santo é descrito na Escritura como uma pessoa, tanto quanto o Pai ou o Filho. A negação da pessoalidade ou divindade do Espírito se constitui em heresia grave, pois nega a Trindade Divina e como consequência todo cristianismo.

É necessário muito cuidado com as referências e relações com o Espírito, não é possível ter muito ou pouco de um ser infinito, também não é possível a um ser onipresente estar em um lugar e não estar em outro, também não é possível a um ser onipotente estar em algum lugar com muito poder e em outro com menor poder, não se deve esquecer que o Espírito é Deus e usar o seu nome em vão (Profecias Nominalistas) é desobedecer aos mandamentos divinos, principalmente ao segundo, que é o único mandamento que vem com advertência:

Êxodo 20,7: “Não tomarás o nome do SENHOR, teu Deus, em vão, porque o SENHOR não terá por inocente o que tomar o seu nome em vão”.

Nenhuma igreja ou denominação detém o poder de manipular o Espírito pretendendo fazer uso de seu poder em batismos, curas ou qualquer outra atividade, o batismo é em o nome do Pai, e do Filho e do Espírito Santo e não no Espírito.

Provas bíblicas da pessoalidade do Espírito Santo:

1)- O Espírito Santo Fala:Atos 8,29: “Então, disse o Espírito a Filipe: Aproxima-te desse carro e acompanha-o”.
2)- O Espírito Santo ensina:João 14,26: “Mas o Consolador, o Espírito Santo, a quem o Pai enviará em meu nome, esse vos ensinará todas as coisas e vos fará lembrar de tudo o que vos tenho dito”.
3)- O Espírito Santo Sonda:1 Coríntios 2,10: “Mas Deus no-lo revelou pelo Espírito; porque o Espírito a todas as coisas perscruta, até mesmo as profundezas de Deus”.
4)- O Espírito Santo testemunha:João 15,26: “Quando, porém, vier o Consolador, que eu vos enviarei da parte do Pai, o Espírito da verdade, que dele procede, esse dará testemunho de mim”.
5)- O Espírito Santo determina:1 Coríntios 12,11: “Mas um só e o mesmo Espírito realiza todas estas coisas, distribuindo-as, como lhe apraz, a cada um, individualmente”.
6)- O Espírito Santo intercede:Romanos 8,27: “E aquele que sonda os corações sabe qual é a mente do Espírito, porque segundo a vontade de Deus é que ele intercede pelos santos”.
7)-O Espírito Santo tem afetos:Efésios 4,30: “E não entristeçais o Espírito de Deus, no qual fostes selados para o dia da redenção”.

Conclusão:Estas afirmações somente podem ser dirigidas a um ser pessoal.

As manifestações Pessoais do Espírito Santo nas Escrituras Velho e Neotestamentárias:

O Espírito Santo é representado na Escritura como possuindo a autoridade e os atributos divinos, os Pais da Igreja nunca apresentaram dúvidas quanto à divindade do Espírito e também concordam com o fato de que ele é uma pessoa.
No velho testamento as realizações de Deus e do Espírito são usadas frequentemente de forma intercambiável:
Salmo 51,11: “Não me repulses da tua presença, nem me retires o teu Santo Espírito”.
Salmo 104,30: “Envias o teu Espírito, eles são criados, e, assim, renovas a face da terra”.

A bênção apostólica no NOVO TESTAMENTO:

2 Coríntios 13,14: “A graça do Senhor Jesus Cristo, e o amor de Deus, e a comunhão do Espírito Santo sejam com todos vós”.

A fórmula batismal:
Mateus 28,19: “Ide, portanto, fazei discípulos de todas as nações, batizando-os em nome do Pai, e do Filho, e do Espírito Santo”.
O Espírito Santo é eterno:
Hebreus 9,14: “Muito mais o sangue de Cristo, que, pelo Espírito eterno, a si mesmo se ofereceu sem mácula a Deus, purificará a nossa consciência de obras mortas, para servirmos ao Deus vivo!”
O Espírito Santo é Onipresente:
Salmo 139,7: “Para onde me ausentarei do teu Espírito? Para onde fugirei da tua face?”

As obras de Deus são realizadas pelo Espírito:
1)- Na Criação:

Jó 33,4: “O Espírito de Deus me fez, e o sopro do Todo-Poderoso me dá vida”.

2)- Na Encarnação:

Mateus 1,18: “Ora, o nascimento de Jesus Cristo foi assim: Estando Maria, sua mãe, desposada com José, sem que tivessem antes coabitado, achou-se grávida pelo Espírito Santo (*)”.
3)- Na Regeneração:

João 3,5: “Respondeu Jesus: Em verdade, em verdade te digo: quem não nascer da água e do Espírito não pode entrar no reino de Deus”.

4)- A nova vida:

Romanos 8,11: “Se habita em vós o Espírito daquele que ressuscitou a Jesus dentre os mortos, esse mesmo que ressuscitou a Cristo Jesus dentre os mortos vivificará também o vosso corpo mortal, por meio do seu Espírito, que em vós habita”.

5)- Nas profecias:

2 Pedro 1,21: “Porque nunca jamais qualquer profecia foi dada por vontade humana; entretanto, homens santos falaram da parte de Deus, movidos pelo Espírito Santo”.

Isaías 6,5-9: “Então, disse eu: ai de mim! Estou perdido! Porque sou homem de lábios impuros, habito no meio de um povo de impuros lábios, e os meus olhos viram o Rei, o SENHOR dos Exércitos! Então, um dos serafins voou para mim, trazendo na mão uma brasa viva, que tirara do altar com uma tenaz; com a brasa tocou a minha boca e disse: Eis que ela tocou os teus lábios; a tua iniqüidade foi tirada, e perdoado, o teu pecado.  Depois disto, ouvi a voz do Senhor, que dizia: A quem enviarei, e quem há de ir por nós? Disse eu: eis-me aqui, envia-me a mim. Então, disse ele: Vai e dize a este povo: Ouvi, ouvi e não entendais; vede, vede, mas não percebais”.

Atos 28,25-26: “E, havendo discordância entre eles, despediram-se, dizendo Paulo estas palavras: Bem falou o Espírito Santo a vossos pais, por intermédio do profeta Isaías, quando disse: Vai a este povo e dize-lhe: De ouvido, ouvireis e não entendereis; vendo, vereis e não percebereis”.

PECADOS CONTRA O ESPÍRITO SANTO:


1)- Resistir ao Espírito Santo:Atos 7,51: “Homens de dura cerviz e incircuncisos de coração e de ouvidos, vós sempre resistis ao Espírito Santo; assim como fizeram vossos pais, também vós o fazeis”.

2)- A blasfêmia contra o Espírito santo:

Mateus 12, 31-32: “Por isso, vos declaro: todo pecado e blasfêmia serão perdoados aos homens; mas a blasfêmia contra o Espírito não será perdoada. Se alguém proferir alguma palavra contra o Filho do Homem, ser-lhe-á isso perdoado; mas, se alguém falar contra o Espírito Santo, não lhe será isso perdoado, nem neste mundo nem no porvir”.

A perseverança do Cristão somente é possível pela ação do Espírito, o homem natural, ou mesmo o regenerado, não tem capacidade, por si mesmo, para manter sua salvação.



“Existem pouquíssimas pessoas neste mundo que realmente odeiam CEGAMENTE a Igreja Católica, mas infelizmente há milhões que odeiam o que eles PENSAM ser a Igreja Católica... (Fulton J. Sheen)”.
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CIDADÃO DO MUNDO, NORDESTINO COM ORGULHO, Brazil
Neste Apostolado promovemos a “EVANGELIZAÇÃO ANÔNIMA", pois neste serviço somos apenas o Jumentinho que leva Jesus e sua verdade aos Povos. Portanto toda honra e Glória é para Ele.Cristo disse-nos:Eu sou o caminho, a verdade e a vida e “ NINGUEM” vem ao Pai senão por mim." ( João, 14, 6).Como Católicos,defendemos a verdade, contra os erros que, de fato, são sempre contra Deus.Cristo não tinha opiniões, tinha verdades, a qual confiou a sua Igreja, ( Coluna e sustentáculo da verdade – Conf. I Tim 3,15) que deve zelar por elas até que Cristo volte.Quem nos acusa de falta de caridade mostra sua total ignorância na Bíblia,e de Deus, pois é amor, e quem ama corrige, e a verdade é um exercício da caridade.Este Deus adocicado,meloso,ingênuo, e sentimentalóide,é invenção dos homens tementes da verdade, não é o Deus revelado por seu filho: Jesus Cristo.Por fim: “Não se opor ao erro é aprová-lo, não defender a verdade é nega-la” - ( Sto. Tomáz de Aquino)

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