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Afinal de contas : Quem são os Mórmons ou Santos dos últimos Dias ?

Written By Beraká - o blog da família on sexta-feira, 13 de janeiro de 2012 | 00:21


(Revista Pergunte e Responderemos, PR/067 1963)

D. ESTEVÃO BETTENCOURT O.S.B

«Quem são os Mórmons ou Santos dos últimos Dias, que visitam as casas distribuindo escritos e livros de uma nova crença religiosa?»


Exporemos abaixo o currículo de vida do fundador da seita dos Mórmons, a sua doutrina e o seu significado dentro da história do Cris­tianismo.

1. O Fundador. Joseph Smith


Aos 23 de dezembro de 1805 nascia em Sharon (U.S.A.) Joseph Smith, filho de piedosa família de colonos que professa­vam o protestantismo sob a forma do Metodismo.


Aos poucos o jovem revelou ter uma índole pessoal bem característica, que um de seus mais abalizados biógrafos moder­nos, Lemonnier, assim descreve:


«Meigo e amável, não deixava de falar quando estava com amigos, e a sua eloqüência ardente se expandia em histórias intermináveis que ele inventava a gosto; não podia contar o mais simples incidente da sua vida sem o transformar em aventura maravilhosa... Não era muito amigo de leitura, e mal conhecia a Bíblia;... em casa chamavam-no, por vezes, de iletrado. Era, porém, o filho predileto de seu pai, que o considerava como o gênio da família. Com seu pai, José andava à busca de tesouros, de tal modo que os arredores da fazenda estavam cheios de escavações» (Hístoíre des Mormons 1948, pág. 13).
Aos quinze anos de idade, fez a sua primeira grande experiência religiosa. A população local se via então abalada por novo despertar religioso, que se manifestava em contradições entre as denominações religiosas protestantes. A família de Smith fez-se então, em parte,pres­biteriana; quanto a Joseph mesmo, hesitava... Resolveu conseqüente­mente ir pedir luzes a Deus, orando em alta voz num bosque. Transcor­ria uma manhã da primavera de 1820, quando lhe apareceram dois anjos, que lhe deram a ordem de não se filiar a crença religiosa alguma, pois ele um dia haveria de restaurar a «Igreja Cristã primitiva».


Uma segunda visão deu-se aos 21 de setembro de 1822, quando José foi visitado por figura fulgurante, que dizia ser o anjo Moroni: este lhe anunciou que ele (José) havia de desco­brir placas de ouro ocultas, nas quais se achava escrita a histó­ria maravilhosa do povo de Deus na América.

Finalmente, aos 22 de setembro de 1827, o mesmo anjo o levou a encontrar as famosas placas após haver cavado o cume da colina de Cumorah.

O texto da mensagem respectiva era atribuído pelo anjo a um rei chamado Mórmon (daí o nome «mórmon» que a José Smith e seus discípulos foi dado posteriormente).

O documento estava redigido em idioma que Smith chamava «língua egípcia reformada» e que ele desconhecia.

Para o entender, Moroni for­neceu ao vidente duas pedras maravilhosas («Urim» e «Thum­min»), que comunicavam a necessária compreensão do texto.

Dizia o jovem José que quem ousasse lançar um olhar para as placas de ouro, morreria imediatamente. Por isto, Smith nos tempos subseqüentes se colocava por detrás de uma cortina e ia ditando a tradução da mensagem das placas a um secretário, modesto camponês chamado Martin Harris.

Em junho de 1829 estava terminada a tradução inglesa do livro de Mórmon, a qual foi impressa e publicada em 1830. Sem demora o anjo arrebatou as placas, de sorte que jamais foram vistas pelo público. Apenas (diz uma declaração colocada no inicio de cada exemplar do re­ferido livro) três discípulos de Smith as puderam contemplar numa visão posterior, e atestaram esta visão com juramento.

A título de informação, consignamos também o seguinte: existe, entre os historiadores, uma versão que visa explicar de maneira mais plausível e verossímil a origem do «Livro de Mórmon».


Certo escritor presbiteriano, Salomão Spaulding, no século passado, redigiu um romance em torno dos primórdios das populações aborígi­nes da América, apresentando-as como descendentes dos hebreus. Esse romance não chegou a ser publicado, mas caiu nas mãos de um pre­gador batista, depois campbellista, chamado Sidney Rigdon. Sidney foi associar-se a José Smith na fundação da nova Igreja; deu então à obra romanceada de Spaulding aspectos e estilo bíblicos... Dai terá resultado o «Livro de Mórmon».



Juntamente com a mensagem de Mórmon, José recebia a missão de fundar uma Igreja, que seria a restauração da antiga Igreja de Cristo e dos Apóstolos. Com alguns poucoscompanhei­ros, portanto, o vidente fundou a nova comunidade, aos 6 de abril de 1830, no Estado de Nova Iorque.

Esse núcleo de crentes começou a propagar ardorosamente as suas idéias por todas as regiões vizinhas. Apresentavam-se como os arautos, da religião de um povo santo, escolhido por Deus para converter o mundo nos últimos dias, ou seja, nos dias anteriores à definitiva vinda de Cristo; a sociedade, até mesmo os cristãos, estariam todos mergulha­dos em erros de doutrina e moral; em conseqüência, quem não seguisse a mensagem de Mórmon deveria ser tido como gentio ou pagão.

Bem se compreende que tal pregação tenha suscitado represálias por parte do público. Os companheiros de Smith tiveram então que pe­regrinar por diversas localidades dos Estados de Ohio e Missouri desde 1831 a 1839. Finalmente em 1840 estabeleceram-se no Illinois, fundando a cidade de Nauvoo, que seria a «Nova Sião», verdadeiro Estado teocrá­tico (isto é, todo regido por leis religiosas ou por «revelações» divinas); aí se aguardaria o Cristo, que estava para voltar em breve sobre a terra. O território de Nauvoo foi oficialmente concedido aos crentes pelo Governo do Estado de Illinois; os Mórmons lá constituíram poder legislativo, judiciário e executivo próprio, com direito de manter um exército para sua defesa sob o comando de José Smith. Este fundou também um grandioso templo e uma Universidade.
Desdobrando logicamente as suas idéias, José Smith chegou a pro­clamar-se candidato à presidência dos Estados Unidos em fins de 1843; disseminou apóstolos e pregadores que divulgassem o seu programa, no qual estava incluído, entre outras coisas, o resgate dos escravos.


Contudo a situação evoluiu desfavoravelmente aos novos crentes... Com efeito; Smith resolveu apregoar em público uma doutrina que lhe fora «revelada» particularmente e que já era posta em prática na sua comunidade: a doutrina do «matrimô­nio celeste» ou da poligamia. Esta inovação provocou a animosi­dade das populações vizinhas de Nauvoo, populações que haviam recebido com simpatia os «santos dos últimos dias».
Os jornais da região incitaram então os cidadãos a guerra contra os crentes. Estes responderam arregimentando as suas tropas. Isto bastou para que o Governador do Estado acusasse Smith de alta traição.

O vidente assim apontado concebeu o plano de fugir. Não o fez, porém, visto que seus companheiros o consideravam como covarde; resolveu mesmo entregar-se aos juízes civis, que o colocaram no cárcere. Contudo a multidão não se conteve: invadiu a prisão aos 27 de junho de 1844 e pôs termo violento a vida de José e seu irmão Hyrum Smith. O pro­feta tinha nessa ocasião 39 anos de idade.


A sua figura, que já gozava de grande autoridade entre os discípulos, cresceu na mente destes: José Smith veio a ser tido como mártir e símbolo sagrado.

Quem havia de lhe suceder?

O mais antigo companheiro de Smith - Sidney Rigdon - nutria pretensões. Foi, porém, eliminado pelos discípulos. Em breve tornou-se Presidente e Profeta da «Igreja» um jovem enérgico e fanático (mais equilibrado, porém, do que o fundador da seita) chamado Brigham Young. Este fora outrora metodista; tendo-se passado ao Mormonismo, em 1835 havia sido constituído um dos doze Apóstolos da nova seita. Sua eleição encontrou oposição por parte de membros da comunidade, entre os quais um dos filhos de Smith, que resolveu então separar-se para fundar a «Reorganizada Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias».
A situação era tão tesa em Nauvoo que Young decidiu deixar o território do Illinois, de mais a mais que em janeiro de 1845 um decreto do Governo abolia os privilégios concedidos à colônia dos Mórmons. Retirou-se, pois, com a sua comunidade de crentes para o deserto de Utah, região então pertencente ao México. A custa de energia férrea, conseguiram em 1847 aí fundar a Cidade de Salt Lake (ou do Lago Sal­gado). A legislação da cidade permitia a poligamia (o próprio Young teve mais de vinte esposas celestes!) ; organizava meticulosamente o trabalho e a economia, de modo que em breve o deserto se tornou terra fértil e produtora. Em 1848, o México entregou o território de Utah aos Estados Unidos; a poligamia tornou-se então grave pomo de discórdia entre o Governo norte-americano e os Mórmons. Somente em 25 de setembro de 1890, o Presidente da seita, Woodruff, empreendeu a con­ciliação: declarou que em visão recebera ordem de abolir a poligamia; isto permitiu que finalmente em 1896 Utah se tornasse Estado da Con­federação norte-americana. Contudo a poligamia ainda é aí praticada, embora em termos discretos; a maioria da população de Utah professa a crença de Mórmon.
Atualmente o Mormonismo parece contar cerca de um milhão de crentes, dos quais dois terços residem em Utah. Têm missionários espa­lhados pelo mundo em intensa atividade proselitista. O governo da seita toca a um Presidente («Profeta, Vidente e Revelador») assistido por dois conselheiros e doze Apóstolos.

Pergunta-se agora:

2. Qual a mensagem dos Mórmons ?

1. Os Mórmons relatam do seguinte. modo o seu histórico:


Após a confusão das línguas em Babel (cf. Gên 11), a tribo de Jared emigrou da Ásia para a América. Contudo, já que se constituía de homens maus, Deus permitiu fosse punida por muitas guerras e calamidades públicas, de modo que estava para se extinguir em 600 a. C.


Nesta época, porém, vivia na Palestina um profeta chamado Lehi, da tribo israelita de Manassés; foi avisado por Deus de que, em breve (586 a. C.), Jerusalém cairia sob os golpes de Na­bucodonosor; por isto veio com outros israelitas para a América, onde encontrou os últimos descendentes de Jared.


Uma vez morto Lehi, houve divergências entre os seus dois filhos Nefi e Lamã, ou quais em conseqüência se separaram. A tribo de Nefi conservou-se fiel a Javé, ao passo que osdescen­dentes de Lamã prevaricaram; em castigo Deus deixou que a cor de sua pele se tornasse vermelha; são hoje em dia os índios ou aborígines da América. Quando Cristo esteve sobre a terra, visitou os Nefitas na América após a sua ressurreição. Dois ou três séculos depois de Cristo, também os Nefitas (de pele branca) pecaram gravemente e foram exterminados pelos La­manitas ou índios. Contudo o último rei e patriarca nefita, Mórmon, antes de morrer escreveu a história do seu povo sobre pla­cas de ouro, que ele entregou a seu filho Moroni; este escondeu tão precioso depósito no alto da colina de Comorah, onde final­mente José Smith no século passado, sob a guia do anjo (Moroni), o devia descobrir. Daí se origina o «Livro de Mórmon», que é a terceira Revelação (enumerada após o Antigo e o Novo Testamento), autentica Palavra de Deus, à luz da qual a Bíblia Sagrada mesma deve ser interpretada.

Além do «Livro de Mórmon» e da Bíblia, os discípulos de Smith admitem mais dois livros sagrados: «A Pérola de Grande Preço» e «Doutrinas e Pactos da Igreja de Jesus Cristo dos San­tos dos últimos Dias». Estas obras contem uma coletânea de passagens, autênticas e não autênticas, da Escritura Sagrada, assim como a autobiografia de José Smith e revelações que este recebeu de Deus.


2. É por tais escritos que se transmitem as doutrinas e as práticas do Mormonismo, as quais se podem resumir nos seguin­tes itens:


a) Existe um Deus, que é dito «Pai, filho e Espírito Santo». O Pai, porém, tem carne e ossos; quanto ao Filho e ao Espírito Santo, são apenas emanações do Pai.


Julgam os historiadores que Smith admitia outrossim umcerto politeísmo; testemunho disto seria o fato de que no fim da vida tra­duzia o nome hebraico «Elohim» por «deuses».


b) O homem é eterno: viveu no Reino de Deus antes de aparecer sobre a terra. Neste mundo os indivíduos não têm recordação dessa sua existência passada, a fim de poder aceitar ou recusar livremente o Evan­gelho. Caso não cheguem a conhecer o Evangelho na vida presente, os homens o poderão conhecer após a morte e se salvarão mediante um batismo póstumo.


c) O batismo póstumo constitui uma das práticas mais estranhas do Mormonismo. É administrado, por presumida procuração, aos des­cendentes dos defuntos. A descendência é meticulosamente examinada em tabelas genealógicas que os mórmons consultam (se necessário) em arquivos espalhados pelo mundo inteiro. Assim os descendentes podem obter a graça de Deus para seus antepassados que não tenham conhe­cido a Revelação.
d) Há mesmo uma certa identidade de natureza entre o homem e Deus. «Tal como Deus é, tal pode o homem tornar-se».


e) Não existe pecado original. O homem se vai continuamente aperfeiçoando pelo arrependimento de suas faltas. O único castigo que o aguarda, é a dor de ter perdido oportunas ocasiões de melhorar.


f) No Mormonismo foi restaurada a primitiva Igreja, que os ho­mens dos séculos passados deturparam. Estabelecer-se-á uma nova Sião na América; Cristo virá pessoalmente reinar sobre a terra, cuja face será renovada, tornando-se o paraíso.


g) Na Igreja dos Santos dos últimos Dias, o Espírito Santo se manifesta de maneira extraordinária e permanente por meio dos dons de línguas, profecias, revelaçõescuras,visões, etc. O Presidente da Igreja é sempre inspirado por Deus ao realizar os atos mais importan­tes de seu governo.


h) A ceia do Senhor é celebrada sob duas espécies: pão e água. Não se usa vinho, embora a revelação n° 20 o prescreva. E por que não? -- Muitos crentes respondem:... porque há cerca de cento e vinte anos os adversários dos mórmons tentaram envenená-los com o vinho da santa ceia; contudo água e vinho não fazem grande dife­rença no caso, porque se trata de meros símbolos destinados a lembrar apenas o Senhor Jesus.

O Mormon Bill e suas Três esposas

i) No que se refere ao casamento, José Smith em 1831 recebeu a revelação de que seria lícita a poligamia; todavia só a consignou por escrito em 1843. Ao ter notícia desta disposição, Brigham Young ex­clamou: «Pela primeira vez na vida desejei então estar no túmulo»; inclinou-se, porém, diante da determinação. - Os historiadores acham o fato particularmente estranho, pois que o «Livro de Mórmon» proíbe explicitamente a poligamia; julgam que Smith a deve ter admitido por razões estritamente pessoais; embora tal praxe fosse fadada a provo­car reação e repulsa da própria comunidade de crentes, ela se terá implantado por razões preponderantemente econômicas, pois a popu­lação recém-estabelecida em Utah só poderia sobreviver caso se impu­sesse pela multidão e pela força de seus cidadãos; ora tal condição exigia prole numerosa. O êxito que os Mórmons em seus primeiros decênios obtiveram no plano financeiro e político, parece ter corres­pondido as expectativas. A vida civil e econômica em Utah foi religio­samente organizada, isto é, organizada segundo o rigor e a precisão que somente a religião poderia inspirar; um sistema de dízimos e taxas fielmente observado pelos crentes assegurou a Igreja não só a subsistência, mas até mesmo alta prosperidade material. Todavia, já que a poligamia contrariava as leis norte-americanas, foi, por inti­mação das autoridades civis da nação, abolida (ao menos em teoria e de maneira oficial) pelo quarto Presidente da Igreja, Woodruff, em 1890 (Woodruff justificava sua atitude apelando para especial reve­lação recebida do céu).


A legislação mormônica prevê também matrimonio «pelos mor­tos»: uma mulher que faleça sem se ter casado nesta vida pode ser, pelos seus familiares sobreviventes na terra, ligada a um varão no Além. Em caso contrário, seria prejudicada em sua bem-aventurança póstuma; diz, com efeito, a revelação n° 132: «Aqueles que não passam por esse sacramento (do matrimônio) só podem aspirar a dignidade de anjos, ao passo que os eleitos podem esperar elevar-se até a digni­dade de deuses».


i) A Igreja Mormônica dirige os seus fiéis não somente no plano espiritual, mas também no material, prescrevendo até o regime ali­mentar (estão proibidos o chá, o café, o fumo e as bebidas alcoólicas). Tal atitude é justificada nos seguintes termos pelo sexto Presidente da Igreja, José Smith, sobrinho-neto do fundador: «Uma religião que não pode salvar os homens no plano temporal, tornando-os prósperos e felizes neste mundo, também não é capaz de os salvar no plano espi­ritual, levando-os a vida futura».


Note-se, por fim, que cada mórmon fiel tem a obrigação de con­tribuir com 20 % de suas rendas para a Igreja, além das horas de trabalho que ele lhe dedica todas as semanas.
Procuremos agora formular sobre tais assuntos


3. Uma reflexão final:


Os historiadores não costumam pôr em dúvida a boa fé ou a sinceridade de José Smith, fundador da Congregação Mormônica; terá sido uma alma profundamente religiosa.

A obra, porém, de Smith se ressente de um defeito radical, que contamina os seus principais traços: aparece qual mero fruto da imaginação ou de um temperamento desequilibrado.

G.-H. Bousquet, escritor tido por autoridade no assunto, colabo­rando em uma enciclopédia que não tem caráter religioso, alude a Smith como «iluminado mitomaníaco, provavelmente ciclotímico» (Les Mormons pag. 61, na coleção «Que sais-je?». Presses Universitaires de Frunce).


Bousquet chega a comparar Smith com Maomé, asseverando que o Mormonismo e o Islamismo são fenômenos análogos; constituem, sim, manifestações psicológicas e sociais dentre as que periodicamente no decorrer da história vem a tona, exprimindo uma das grandes ca­racterísticas da alma humana, a saber: o desejo de possuir algo mais do que a felicidade material imediata,... o desejo de tocar uma rea­lidade nova, transcendente, introduzida por visões e revelações. 

Na verdade, tanto o Mormonismo como o Islamismo possuem seu código revelado: o Livro de Mórmon, o Corão;admitem que Deus tenha intervindo repetidas vezes na vida do respectivo fundador;constituíram comunidades teocráticas, visando, por assim dizer, instaurar um Reino de Deus visível aqui na terra;Consentiram na poligamia.«por ordem de Deus» lançaram-se a conquista do mundo, recor­rendo ou as armas ou a pregação. 


O fato de que Smith não tenha encontrado a aceitação e o sucesso que Maomé conseguiu, deve-se as circunstancias do século passado e do ambiente norte-americano em que ele lançou a sua obra.


Em última análise, o Mormonismo exprime em termos exu­berantes e fantasistas a sede do paraíso ou da vida eterna que todo homem possui em si, qualquer que seja a época ou anacio­nalidade a que pertença. Infelizmente, porém, Smith traduziu essa sede de maneira pouco sadia: construiu a sua obra sobre a base de premissas tão arbitrárias e inconsistentes que o Mormonismo como tal carece de autoridade.


Contudo o ideal que no momento ele apregoa, é suficiente para mover profundamente a alma humana; o título de «Santo dos últimos Dias», a função de arauto de uma mensagem nova e mais perfeita para a humanidade, a sensação de haver desco­berto um grande tesouro espiritual ou religioso, o ideal de pre­parar a vinda iminente do Reino de Deus são elementos que falam ao mais íntimo de todo ser humano, podendo provocar mudança de vida, entusiasmo, fervor, etc., que muito impres­sionam a sociedade.

Por isto, o cidadão do século XX, ao contemplar o fenômeno do Mormonismo, não tem motivo para se deixar atrair pelo con­teúdo de sua doutrina (é algo de demasiado vão). Dê, antes, atenção ao significado geral desse fenômeno: é mais uma afir­mação, no decorrer da história, de que o homem não foi feito para se contentar com a felicidade natural que os bens deste mundo podem proporcionar. Ele tem, sim, a sede do Absoluto ou de Deus, embora nem sempre acerte ao procurar o caminho para chegar ao Reino de Deus.

Ao observar os mórmons, portanto, o fiel católico apren­derá deles não a doutrina, mas o fervor religioso; e renovará seu zelo por viver em máxima fidelidade à genuína mensagem do Evangelho, mensagem que de Cristo pelos Apóstolos chegou até nós sem interrupção, mensagem que por isto tem a garantia da autenticidade prometida pelo Senhor:

«Estarei convosco (convosco, Apóstolos, e com os vossos sucessores) até a consu­mação dos séculos» (Mt 28,20).


D. ESTEVÃO BETTENCOURT O.S.B. - (Revista Pergunte e Responderemos, PR/067 1963)


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Anônimo
13 de janeiro de 2012 14:56

blá, blá, blá, blá retirado de sites anti-mormons e desprovidos da verdade. Muitos fatos relatados aqui já foram mais que explicados, inclusive com provas históricas, mas continuam a divulgar mentiras. Seria isto uma atitude cristã, divulgar mentiras? Os Mórmons tem suas peculiaridades, mas você postou muitos equívocos anti-mormons, além da tradução ser de péssima qualidade. Pesquisar quem são os mórmons nestes sites é o mesmo que pesquisar sobre o Flamengo no site da torcida do Vasco. Descrédito total.

13 de janeiro de 2012 19:20

Prezado anônimo Mormon: Blá,blá, blá.

Ora meu caro, uma coisa é discordar, outra é ter argumentos, fatos e dados para nos apresentar, como apresentou um mero blá, blá,blá. Preferimos ficar com o estudo de um dos maiores apologetas já falecido e exposto nesta matéria: Dom Estevão Bitencurt, que encerrou de forma muito interessante. Se não leu, veja agora em destaque:

" Ao observar os mórmons, portanto, o fiel católico apren­derá deles não a doutrina, mas o fervor religioso; e renovará seu zelo por viver em máxima fidelidade à genuína mensagem do Evangelho, mensagem que de Cristo pelos Apóstolos chegou até nós sem interrupção, mensagem que por isto tem a garantia da autenticidade prometida pelo Senhor:

Estarei convosco (convosco, Apóstolos, e com os vossos sucessores) até a consu­mação dos séculos» (Mt 28,20).

Shalom !!!

Anônimo
17 de janeiro de 2012 10:19

Grande Bekará – O Blog da Família,

Já que uma coisa é discordar e outra é ter argumentos. Vamos então para argumentos, caso a caso. Vou então combater alguma falta de informação (ou informação errada) do grande apologeta já falecido: Dom Estevão Bitencurt. A qual li e vejo que tem boa intenção no texto, mas comete equívocos.

1 - Aos 23 de dezembro de 1805 nascia em Sharon (U.S.A.) Joseph Smith, filho de piedosa família de colonos que professa¬vam o protestantismo sob a forma do Metodismo.

Resposta: A família de Joseph Smith professava o protestantismo na forma do Presbiterianismo, e não do Metodismo. O que não faz muita diferença, mas já é um erro.
Em Joseph Smith História diz: “7 Nessa época eu estava com quatorze anos de idade. A família de meu pai fora convertida à fé presbiteriana e quatro deles uniram-se a essa igreja, a saber: minha mãe, Lucy, meus irmãos Hyrum e Samuel Harrison e minha irmã Sophronia.” O próprio Joseph não era membro de nenhuma denominação religiosa Fonte: http://scriptures.lds.org/pt/js_h/1 e http://pt.wikipedia.org/wiki/Joseph_Smith_Jr.

2 - Não era muito amigo de leitura, e mal conhecia a Bíblia;... em casa chamavam-no, por vezes, de iletrado. Era, porém, o filho predileto de seu pai, que o considerava como o gênio da família. Com seu pai, José andava à busca de tesouros, de tal modo que os arredores da fazenda estavam cheios de escavações» (Hístoíre des Mormons 1948, pág. 13).

Resposta: Utilizarei sempre o famigerado Wikipédia, que nos dá uma noção mais real daquilo que realmente aconteceu, com fontes precisas e tudo mais.
Sobre Caça ao tesouro leia: http://pt.wikipedia.org/wiki/Inf%C3%A2ncia_e_juventude_de_Joseph_Smith_Jr.
Lá tem um tópico específico sobre isso. Joseph e seu pai não eram caçadores de tesouros. Eles foram contratados para um serviço muito explorado na região, o que os anti-mormons adoram é distorcer os fatos e colocá-los de forma a causar má impressão.

Sobre a Leitura da Bíblia por Joseph Smith deixo o seguinte parágrafo: “Joseph Smith Jr. tinha pouca escolaridade formal;[6] em vez de ir à escola, trabalhava na fazenda de seu pai, caçava, pescava e vendia refeições e bebidas em eventos públicos de Palmyra.[4] Aprendeu a ler com a ajuda da mãe, que o ensinava a ler a Bíblia desde os oito anos.[2] Era descrevido por outros como "notavelmente quieto e taciturno".[2] Teria tido interesse e aptidão em debater as questões morais e políticas em um local da cidade dedicado a esse tipo de causa.”

Anônimo
17 de janeiro de 2012 10:21

3 - Transcor¬ria uma manhã da primavera de 1820, quando lhe apareceram dois anjos, que lhe deram a ordem de não se filiar a crença religiosa alguma, pois ele um dia haveria de restaurar a «Igreja Cristã primitiva».

Eis o relato da Primeira Visão: “vi um pilar de luz acima de minha cabeça, mais brilhante que o sol, que descia gradualmente sobre mim.
17 Assim que apareceu, senti-me livre do inimigo que me sujeitava. Quando a luz pousou sobre mim, vi dois Personagens cujo esplendor e glória desafiam qualquer descrição, pairando no ar, acima de mim. Um deles falou-me, chamando-me pelo nome, e disse, apontando para o outro: Este é Meu Filho e Amado. Ouve-O!”

4 - O texto da mensagem respectiva era atribuído pelo anjo a um rei chamado Mórmon (daí o nome «mórmon» que a José Smith e seus discípulos foi dado posteriormente).

Resposta: De acordo com o relato do próprio livro, ele foi escrito por muitos profetas antigos, pelo "espírito de profecia e revelação". Suas palavras, escritas originalmente em placas de ouro, foram resumidas por um profeta-historiador chamado Mórmon e por este motivo o livro tem este nome até hoje. O registro contém um relato de duas grandes civilizações. "'Uma' veio de Jerusalém no ano 600 a.C. e posteriormente se dividiu em duas nações, conhecidas como nefitas e lamanitas. A 'outra' veio muito antes, quando o Senhor confundiu as línguas na Torre de Babel. Este grupo é conhecido como jareditas. Milhares de anos depois (segundo a obra) foram todos destruídos, exceto os lamanitas, que (de acordo com os relatos descritos na obra) são os principais antepassados dos índios americanos".[1]
Estes registros teriam sido mantidos por profetas que viveram entre esses povos, até que Mórmon, um desses profetas, fez uma compilação desses anais num único volume, gravado em placas de metal. Morôni, filho de Mórmon, recebeu essas placas e acrescentou nas mesmas o seu próprio registro, e ocultou-as segundo orientação que acreditava ser divina.

Mórmon era um profeta historiador, que resumiu a história do povo e compilou-o nas placas. O apelido mórmons, veio do “Livro de Mórmon”.

5 – “a tradução da mensagem das placas a um secretário, modesto camponês chamado Martin Harris”.

Resposta: O Secretário era Oliver Cowdery e não era camponês.

Anônimo
17 de janeiro de 2012 10:22

6 – Em junho de 1829 estava terminada a tradução inglesa do livro de Mórmon, a qual foi impressa e publicada em 1830. Sem demora o anjo arrebatou as placas, de sorte que jamais foram vistas pelo público. Apenas (diz uma declaração colocada no inicio de cada exemplar do re¬ferido livro) três discípulos de Smith as puderam contemplar numa visão posterior, e atestaram esta visão com juramento.

Resposta: Mais pessoas viram as placas. São oito testemunhas que viram as placas do Livro de Mórmon, mais três que além de ver as placas, viram um anjo do Senhor. Os testemunhos estão registrados no próprio Livro de Mórmon.

DEPOIMENTO DE TRÊS TESTEMUNHAS
Saibam todas as nações, tribos, línguas e povos a quem esta obra chegar, que nós, pela graça de Deus, o Pai, e de nosso Senhor Jesus Cristo, vimos as placas que contêm este registro, que é um registro do povo de Néfi e também dos lamanitas, seus irmãos, e também do povo de Jarede, que veio da torre da qual se tem falado. E sabemos também que foram traduzidas pelo dom e poder de Deus, porque assim nos foi declarado por sua voz; sabemos, portanto, com certeza, que a obra é verdadeira. E também testificamos que vimos as gravações feitas nas placas; e que elas nos foram mostradas pelo poder de Deus e não do homem. E declaramos solenemente que um anjo de Deus desceu dos céus, trouxe-as e colocou-as diante de nossos olhos, de maneira que vimos as placas e as gravações nelas feitas e sabemos que é pela graça de Deus, o Pai, e de nosso Senhor Jesus Cristo que vimos e testificamos que estas coisas são verdadeiras. E isto é maravilhoso aos nossos olhos. E a voz do Senhor ordenou-nos que prestássemos testemunho disto; portanto, para obedecer aos mandamentos de Deus, prestamos testemunho destas coisas. E sabemos que, se formos fiéis a Cristo, livraremos nossas vestes do sangue de todos os homens e seremos declarados sem mancha diante do tribunal de Cristo e habitaremos eternamente com ele nos céus. E honra seja ao Pai e ao Filho e ao Espírito Santo, que são um Deus. Amém.
Oliver Cowdery
David Whitmer
Martin Harris

DEPOIMENTO DE OITO TESTEMUNHAS
Saibam todas as nações, tribos, línguas e povos a quem esta obra chegar, que Joseph Smith, Jr., o tradutor desta obra, mostrou-nos as placas mencionadas, que têm a aparência de ouro; e que manuseamos tantas páginas quantas o dito Smith traduziu; e que também vimos as gravações que elas contêm, as quais nos parecem ser uma obra antiga e de execução esmerada. E isto testemunhamos solenemente: que o dito Smith nos mostrou as placas, pois nós as vimos e seguramos; e sabemos com certeza que o dito Smith possui as placas de que falamos. E damos nossos nomes ao mundo para testificarmos ao mundo o que vimos. E não mentimos, Deus sendo testemunha disto.
Christian Whitmer
Jacob Whitmer
Peter Whitmer, Jr.
John Whitmer
Hiram Page
Joseph Smith, Sênior
Hyrum Smith
Samuel H. Smith

Anônimo
17 de janeiro de 2012 10:22

7 – Certo escritor presbiteriano, Salomão Spaulding, no século passado, redigiu um romance em torno dos primórdios das populações aborígi¬nes da América, apresentando-as como descendentes dos hebreus. Esse romance não chegou a ser publicado, mas caiu nas mãos de um pre¬gador batista, depois campbellista, chamado Sidney Rigdon. Sidney foi associar-se a José Smith na fundação da nova Igreja; deu então à obra romanceada de Spaulding aspectos e estilo bíblicos... Dai terá resultado o «Livro de Mórmon».

Resposta: O manuscrito Spaulding é uma história de ficção sobre um grupo de Romanos que, enquanto navegavam para a Inglaterra no quarto século A.D., foram soprados para fora do curso e aportaram no leste da América do Norte. Um deles guardou um registro de suas experiências entre as tribos de índios do leste e meio-oeste americano.
O manuscrito de 175 páginas foi primeiramente publicado como uma monografia de 115 páginas em 1885, uns 70 anos após a morte do seu autor, Solomon Spaulding (algumas vezes soletrado Spalding). O único manuscrito conhecido esteve perdido de 1839 até sua descoberta em Honolulu, Havaí, em 1884. Foi prontamente publicado tanto pelas Igrejas SUD e Reorganizada para refutar a teoria de alguns críticos que serviu como um documento original fonte para o Livro de Mórmon, supostamente fornecido a Joseph Smith através de Sidney Rigdon.
Spaulding nasceu em Ashford, Connecticut, em 21 de Fevereiro de 1761. Ele serviu na Revolução Americana, mais tarde graduou-se na faculdade Dartmouth, e tornou-se um clérigo. Ele subseqüentemente perdeu sua fé na Bíblia, deixou o ministério, e trabalhou sem sucesso numa variedade de ocupações em Nova York, Ohio e Pensilvânia até sua morte em Pittsburgh em 1816. Mais ou menos em 1812 ele escreveu o Manuscrito Encontrado, o qual ele procurou publicar para aliviar alguns débitos.
Há algumas semelhanças entre o Manuscrito Encontrado e o Livro de Mórmon. A introdução da obra de Spaulding declara que seu autor estava caminhando perto de Conneaut, Ohio (cerca de 250 km a oeste do local em Nova York onde Joseph Smith obteve as placas de ouro), quando ele descobriu uma pedra chata inscrita. Ele a levantou com uma alavanca, descobrindo uma caverna na qual jaziam numa caixa de pedra com vinte e oito rolos de pergaminhos, os escritos estavam em Latim. A história é primariamente secular, tendo virtualmente nenhum conteúdo religioso (refletindo a fase agnóstica da vida de Spaulding). Um dos personagens no romance possuía uma pedra vidente, semelhante aos objetos utilizados por Joseph Smith. No entanto, nenhum dos muitos nomes encontrados em quaisquer dos volumes corresponde a algum outro nome do outro, nem existe a mínima semelhança nos estilos literários.
O primeiro a afirmar que uma conexão direta existia entre o Livro de mórmon e o Manuscrito Encontrado foi o Dr. Philastus Hulburt, que foi excomungado da Igreja em 1833. Desejando desacreditar seus antigoscorregelionários, Hulburt pôs-se nos meses subseqüentes a refutar as declarações de Joseph Smith sobre as origens do Livro de Mórmon. Ele entrevistou membros da família Spaulding, que juraram que existiam similaridades precisas entre o Livro de Mórmon e a obra de Spaulding. Ele também localizou o manuscrito abandonado, mas deve ter ficado desapontado em descobrir que não tinha qualquer conexão demonstrável com o Livro de Mórmon. Em 1834, Hulburt esteve envolvido com Eber D. Howe em preparação para uma significante publicação antimórmon, "Mormonism Unveiled" (Mormonismo Desvendado). Seu capítulo final trata da teoria Spaulding da origem do Livro de Mórmon. Howe admite no livro que o único documento conhecido como tendo sido da autoria de Spaulding havia sido descoberto, mas ele declarava que este não era o Manuscrito Encontrado. O Título marcado a lápis na capa de papel marrom era Manuscrito História – Conneaut Creek. (Nenhum dos familiares de Spaulding citavam qualquer outro manuscrito escrito antes desta descoberta...)

Anônimo
17 de janeiro de 2012 10:23

Howe especulou que Spaulding deveria ter então composto um outro manuscrito que serviu como fonte para o Livro de Mórmon, todavia nenhum escrito adicional de Spaulding sequer veio à tona. Nos anos de 1840, a tão chamada teoria Spaulding havia se tornado na principal explicação antimórmon para o Livro de Mórmon.
O manuscrito Spaulding, perdido por quarenta e cinco anos, estava entre os itens embarcados do escritório Telegráfico de Painesville Ohio, pertencente a Eber D. Howe, quando aquele escritório foi comprado em 1839 por L. L. Rice, que mais tarde se mudou para Honolulu. Rice descobriu o manuscrito em 1884 enquanto procurava sua coleção de material abolicionista para o seu amigo James H. Fairchild, presidente da Faculdade Oberlin. Os crentes no Livro de Mórmon sentiram-se justificados por esta descoberta, e publicaram a obra de Spaulding para mostrar ao mundo que ela não era a fonte do Livro de Mórmon.
Desde 1946, nenhum estudante sério do Mormonismo tem dado muito crédito à teoria do Manuscrito Spaulding. Naquele ano, Fawn Brodie publicou "No Man Knows My History" (Nenhum Homem Conhece Minha História). Esta biografia de Joseph Smith, hostil a suas pretensões proféticas, descartou a idéia de qualquer conexão entre Spaulding e Smith ou entre seus escritos. Rigdon encontrou Joseph Smith pela primeira vez em dezembro de 1830, após o Livro de Mórmon ter sido publicado.
Não obstante, alguns continuaram a promover a teoria Spaulding (e.g., ver Holley). Em 1977, grafologistas alegavam ter detectado algumas semelhanças entre a caligrafia de Spaulding e de uns dos escribas que transcreveram algumas partes do Livro de Mórmon a medida que Joseph Smith ditava. Após considerável atenção da mídia e posterior escrutínio, porta-vozes de anti-mórmons reconheceram que eles haviam chegado a conclusões precipitadas. A evidência da caligrafia não apoiava uma conexão entre Solomon Spaulding e Joseph Smith.
Bibliografia
Bush, Lester E., Jr. "The Spaulding Theory Then and Now." Dialogue 4 (Autumn 1977):40-69.
Bushman, Richard L. Joseph Smith and the Beginnings of Mormonism. Urbana, Ill., 1985.
Fairchild, James H. "Manuscript of Solomon Spaulding and the Book of Mormon." Bibliotheca Sacra, pp. 173-74. Cleveland, Ohio, 1885.
Holley, Vernal. "Book of Mormon Authorship: A Closer Look." Ogden, Utah, 1983; this booklet is reviewed by A. Norwood, Review of Books on the Book of Mormon 1 (1989):80-88.
Encyclopedia of Mormonism, Vol. 3, Spaulding Manuscript

Anônimo
17 de janeiro de 2012 10:23

8 – a sociedade, até mesmo os cristãos, estariam todos mergulha¬dos em erros de doutrina e moral; em conseqüência, quem não seguisse a mensagem de Mórmon deveria ser tido como gentio ou pagão.

Resposta: A afirmação de que é Doutrina da Igreja SUD que “quem não seguisse a mensagem mórmon deveria ser tido como gentio ou pagão” é uma grande mentira.

Se a salvação é vista como "viver eternamente em um 'céu'", os Mórmons acreditam que a salvação é quase universal, independente da fé ou das obras (ou seja, na teologia mórmon poucas pessoas vão para o inferno). Se a salvação é vista em termos de progressão eterna (ou seja, viver na presença de Deus e progredir espiritualmente sob a sua tutela direta, o que os mórmons chamam de "exaltação"), então os homens são "salvos pela fé, depois de tudo que podem fazer", o que significa que as obras são insuficientes para salvar e os homens não podem ganhar/merecer a salvação. No entanto, Deus exige um esforço de boa-fé e uma vida justa e correta, a fim de satisfazer as exigências da justiça. Veja em:
http://www.allaboutmormons.com/Blog/comparacao_mormonismo_catolicismo_protestantismo_investigando_PORT_56.php
Os retos membros de outras religiões, muitos dos quais estão honestamente procurando Deus, de nenhuma maneira serão condenados ao inferno. De fato, os mórmons acreditam que parte da verdade de Deus pode ser encontrada em todas as religiões. Como explicou uma mensagem oficial da primeira presidência da igreja do ano 1978, "Os grandes líderes religiosos do mundo tais como Maomé, Confúcio e os reformadores, e também filósofos como Sócrates, Platão e outros, receberam uma parcela da luz de Deus...

Anônimo
17 de janeiro de 2012 10:24

9 – Contudo a situação evoluiu desfavoravelmente aos novos crentes... Com efeito; Smith resolveu apregoar em público uma doutrina que lhe fora «revelada» particularmente e que já era posta em prática na sua comunidade: a doutrina do «matrimô¬nio celeste» ou da poligamia. Esta inovação provocou a animosi¬dade das populações vizinhas de Nauvoo, populações que haviam recebido com simpatia os «santos dos últimos dias».

Os jornais da região incitaram então os cidadãos a guerra contra os crentes. Estes responderam arregimentando as suas tropas. Isto bastou para que o Governador do Estado acusasse Smith de alta traição.

Resposta: Após muita perseguição, devido a intolerância religiosa, os Mórmons escolheram a sua nova sede nas margens do Mississipi, no Condado de Hancock, Commerce, Illinois. Joseph Smith renomeou a cidade com o nome de Nauvoo e assim começa o capítulo Nauvoo da história Mórmon. Os Mórmons transformaram um verdadeiro pântano em uma cidade industriosa. Por um tempo, Nauvoo era a maior cidade do estado de Illinois. Os conversos da Igreja Mórmon estavam imigrando do leste dos Estados Unidos, Canadá e Europa para Nauvoo. Em 1840, exatamente dez anos após a organização da Igreja, o número de membros era de 16.000. No outono eles começaram a construir outro templo. Durante todo esse progresso, os inimigos dos Mórmons continuaram a persegui-los. O Missouri tentou extraditar Joseph Smith e alguns Mórmons apostatas escreveram cartas o condenando. Nessa época a doutrina da poligamia se tornou mais conhecida. Alguns poucos começaram a praticar a poligamia em segredo para evitar grandes perseguições Muitos membros que se recusaram a aceitar tal doutrina deixaram a Igreja e começaram a persegui-la.
Em junho de 1844 um ex-Mórmon publicou a única edição do Nauvoo Expositor. Ele atacou Joseph Smith com a poligamia e muitos outros pontos e pediu que ele fosse enforcado. Joseph Smith, prefeito de Nauvoo, e o conselho da cidade decidiram que Nauvoo Expositor possuía uma ameaça eminente à segurança de Nauvoo e ordenou que o jornal fosse destruído. O xerife do condado procurou Joseph Smith sobe acusação de incitar uma revolta e Joseph Smith se rendeu com um pedido do Governador Ford. No dia 27 de junho de 1844 uma turma invadiu a prisão onde Joseph e alguns outros membros estavam presos e mataram Joseph Smith e seu irmão Hyrum Smith. Os inimigos dos Mórmons pensaram que a religião acabaria depois da morte de Joseph Smith e o povo voltaria para o lugar de onde vieram, mas Brigham Young assumiu a liderança dos Mórmons juntamente com os outros doze apóstolos e eles ficaram. A perseguição contra os Mórmons foi retomada e a escritura de Nauvoo foi revogada em janeiro de 1845. Os líderes estavam falando sobre mudar para as Montanhas Rochosas antes da morte de Joseph Smith. Brigham Young preparou os Mórmons para se mudar para o oeste e assim determinarem o seu próprio território. Em fevereiro de 1846 a primeira companhia dos pioneiros Mórmons cruzou o Rio Mississipi.

Anônimo
17 de janeiro de 2012 10:24

10 - O vidente assim apontado concebeu o plano de fugir. Não o fez, porém, visto que seus companheiros o consideravam como covarde;

Resposta - Joseph não fugiu e não tinha intenções de fugir. Ele foi preso e a cadeia foi invadida por anti-mórmons que assassinaram ele e seu irmão a sangue frio.

11 – A sua figura, que já gozava de grande autoridade entre os discípulos, cresceu na mente destes: José Smith veio a ser tido como mártir e símbolo sagrado.

Resposta – Joseph Smith foi um profeta de Deus, mas não tornou-se um símbolo sagrado para os mórmons. Ele não é adorado. Nenhuma pessoa responsável conhecedora de nossa doutrina diria que adoramos Joseph Smith, pois de fato essa idéia é para nós repugnante. Só Deus merece a nossa adoração cristã.
É verdade que os Mórmons têm muito respeito para com Joseph Smith, já que Deus o utilizou para restaurar a antiga igreja de Cristo nos dias modernos. Graças a esta restauração, o evangelho de Cristo está novamente na terra. Se Joseph Smith é grande, é só porque os ensinamentos que ele nos deixou nos ajudam a conhecer melhor o Salvador Jesus. Não é lógico pensar que os mórmons adoram Joseph Smith só porque ele é elogiado ou porque há livros escritos sobre ele. Sabe quantos livros já foram escritos sobre o papa João Paulo? Ele é adorado, então? O povo elogia muito a Madre Taresa, com razão. Ela é adorada como uma Deusa, então? Obviamente não. O povo comenta muito sobre figuras históricas interessantes. Isso não é nada surpreendente.

12 - O mais antigo companheiro de Smith - Sidney Rigdon - nutria pretensões. Foi, porém, eliminado pelos discípulos. Em breve tornou-se Presidente e Profeta da «Igreja» um jovem enérgico e fanático (mais equilibrado, porém, do que o fundador da seita) chamado Brigham Young. Este fora outrora metodista; tendo-se passado ao Mormonismo, em 1835 havia sido constituído um dos doze Apóstolos da nova seita. Sua eleição encontrou oposição por parte de membros da comunidade, entre os quais um dos filhos de Smith, que resolveu então separar-se para fundar a «Reorganizada Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias».

Resposta: Com a morte de Smith, o próximo presidente e profeta deveria ser o apóstolo sênior,ou seja que teria mais tempo como apostolo, que no caso era Brigham Young mas muitos homens queriam o cargo de presidente alegando outros tipos de sucessão descumprindo a vontade de Deus, e então foram expulsos da Igreja e por isso muitos deles revoltados formaram outras igrejas com seus seguidores; surgindo a partir daí dissidências e criações de diferentes organizações religiosas, embora mantendo a crença comum no livro de Mórmon, mas cerca de 90% dos mórmons seguiram Brigham Young e aceitaram como seu novo líder, de acordo com a vontade de Deus, passando este a ser considerado o segundo profeta de entre os membros da A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias. Um outro grupo, cerca de 5%, após várias tentativas de iniciarem um nova igreja, apoiaram Joseph Smith III, filho de Joseph Smith Jr., como seu sucessor, pois acreditavam que deveria ser pela ordem da família, assim como reis nas monarquias. Este segundo grupo ficou conhecido como A Igreja Reorganizada de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias, que foi fundada 16 anos depois da morte de Joseph Smith, sendo seu nome alterado para Comunidade de Cristo no início da década de 2000, hoje conta com 200.000 membros.
http://pt.wikipedia.org/wiki/Crise_na_sucess%C3%A3o_do_Movimento_dos_Santos_dos_%C3%9Altimos_Dias

Anônimo
17 de janeiro de 2012 10:24

13 - A situação era tão tesa em Nauvoo que Young decidiu deixar o território do Illinois, de mais a mais que em janeiro de 1845 um decreto do Governo abolia os privilégios concedidos à colônia dos Mórmons.

Resposta: A realidade dos fatos era muito diferente. O governador Liburn Boogs decretou a ordem de extermínio aos mórmons. Sendo assim, expulson, foram para o Oeste sob a presidência de Brigham Young, atravessando às pressas, no intenso inverno, os EUA até o vale de Salt Lake City.


14 - Contudo a poligamia ainda é aí praticada, embora em termos discretos; a maioria da população de Utah professa a crença de Mórmon.

Resposta: Parece muito maldosa esta afirmação, pois não há poligamia na Igreja desde 1890.
O falecido Presidente da Igreja SUD, Gordon B. Hinckley, afirmou em uma conferência geral da Igreja em 1998.
4ª Pergunta -- Qual é a posição da Igreja em relação à poligamia? Recentemente nos defrontamos com vários artigos de jornal com esse tema. O assunto foi trazido à tona por causa de um possível caso de maus-tratos a crianças por parte de praticantes do casamento plural.
Desejo declarar categoricamente que esta Igreja nada tem a ver com os que estão praticando a poligamia. Eles não são membros da Igreja; em sua maior parte, nunca foram. Eles estão violando a lei civil. Eles sabem que estão violando a lei e estão sujeitos às respectivas penalidades. Esse assunto, portanto, está completamente fora da jurisdição da Igreja.
Se algum de nossos membros for descoberto praticando o casamento plural, será excomungado, a penalidade mais séria que a Igreja pode impor. Quem estiver envolvido nessa prática estará violando frontalmente não só a lei civil, mas também a lei desta Igreja. Uma das Regras de Fé deixa isso bem claro quando diz: "Cremos na submissão a reis, presidentes, governantes e magistrados; na obediência, honra e manutenção da lei". (Regras de Fé 1:12) Não se pode obedecer e desobedecer à lei ao mesmo tempo.
Não existe o que alguns chamam de "fundamentalistas mórmons". Há uma contradição no uso simultâneo dos dois termos.
Há mais de um século, Deus revelou claramente a Seu profeta, Wilford Woodruff, que a prática do casamento plural deveria ser abolida, o que significa que agora ela é contrária à lei de Deus. Mesmo em países em que a lei civil ou religiosa permita a poligamia, a Igreja ensina que o casamento deve ser monogâmico e não aceita como membros os que praticam o casamento plural.

Anônimo
17 de janeiro de 2012 10:25

15 – Atualmente o Mormonismo parece contar cerca de um milhão de crentes, dos quais dois terços residem em Utah. Têm missionários espa¬lhados pelo mundo em intensa atividade proselitista. O governo da seita toca a um Presidente («Profeta, Vidente e Revelador») assistido por dois conselheiros e doze Apóstolos.

Resposta: A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias é uma igreja mundial. Possui mais de 14 milhões de membros, sendo que, mais da metade moram fora dos EUA.

16 - Existe um Deus, que é dito «Pai, filho e Espírito Santo». O Pai, porém, tem carne e ossos; quanto ao Filho e ao Espírito Santo, são apenas emanações do Pai.

Resposta: "Cremos em Deus, o Pai Eterno, e em Seu Filho, Jesus Cristo, e no Espírito Santo”. A doutrina Mórmon ensina sobre Deus, o Pai, Jesus Cristo, o Filho, e o Espírito Santo. O cristianismo com freqüência se refere a esses três personagens de a Santa Trindade.
A doutrina Mórmon ensina que a Trindade é formada por três seres distintos e separados. Deus, o Pai, é literalmente o pai espiritual de toda a humanidade. Ele tem um corpo glorificado de carne e ossos. Os Mórmons acreditam que o que está escrito em Gênesis 1:27: “E criou Deus o homem à sua imagem; à imagem de Deus o criou; homem e mulher os criou” seja também literal. Se Deus se revelasse ao mundo hoje, ele apareceria como um homem, pois o homem foi criado à sua imagem. Embora a imagem seja a mesma, seu corpo não é um corpo mortal, mas um corpo perfeito e imortal. Como nosso Pai, Deus compartilha de paixões e de personalidades comuns aos homens. Ele nos ama como um pai ama a seus filhos. Ele se alegra com a retidão e sofre com nossos pecados. Deus é todo poderoso, tudo sabe, é benevolente e justo. Ele é perfeito e o seu desejo para nós é que nos tornemos com Ele é.
Jesus Cristo é o primeiro espírito nascido de Deus, de acordo com a doutrina Mórmon. Porque todos somos filhos espirituais de Deus, isso faz com que Jesus Cristo seja o nosso irmão mais velho. Jesus Cristo foi escolhido antes de o mundo ser criado para ser o Salvador de toda a humanidade. Sob a direção de Seu Pai, ele criou a Terra e se tornou Senhor de todas as coisas. Ele governou como Jeová no Velho Testamento e veio para a Terra como Jesus de Nazaré. Ele teve uma mãe mortal, Maria, mas Seu Pai foi Deus. Com esses pais sagrados ele era capaz de fazer o Sacrifício Expiatório pelos pecados do mundo, sendo sacrificado para limpar os pecados de todos caso se arrependessem. Depois de três dias ele ressuscitou e agora senta ao lado direito de Deus, possuindo um corpo imortal e glorificado como Deus, o Pai. A doutrina Mórmon diz que Jesus Cristo será nosso mediador no dia do julgamento. Porque ele sofreu todas as coisas, Ele saberá como nos julgar com misericórdia. Nossos pecados são perdoados através do arrependimento e obediência a Jesus Cristo.
O Espírito Santo é um personagem distinto dentro da Trindade, de acordo com a doutrina Mórmon, mas não tem um corpo físico como Deus e Jesus Cristo. Ele é um personagem de espírito e assim Sua influência pode estar em todos os lugares ao mesmo tempo. É através do Espírito Santo que o poder de Deus é forjado. O Espírito Santo é o revelador da verdade. Ninguém pode saber as verdades sobre Deus e Jesus Cristo a menos que seja pelo poder do Espírito Santo. Ele é o confortador de quem Jesus Cristo falou em João 14:26: “Mas aquele Consolador, o Espírito Santo, que o Pai enviará em meu nome, esse vos ensinará todas as coisas, e vos fará lembrar de tudo quanto vos tenho dito”. Graças ao Espírito Santo, o poder e influência de Deus podem sempre estar conosco. A Igreja Mórmon ensina que o dom do Espírito Santo pode ser dado somente por quem tenha a autoridade do Sacerdócio apropriada.

Anônimo
17 de janeiro de 2012 10:25

Reconhecer a prova das escrituras de que os membros da Trindade, perfeitamente unidos em todos os outros sentidos, são, não obstante, seres separados e distintos não nos torna culpados de politeísmo. Trata-se, sim, de parte da grande revelação que Jesus veio conceder-nos sobre a natureza de seres divinos. Talvez o Apóstolo Paulo tenha-se expressado melhor, ao dizer: “Cristo Jesus (...) sendo em forma de Deus, não teve por usurpação ser igual a Deus”.16
Uma razão correlata pela qual A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias é excluída, por certas pessoas, da categoria de igreja cristã é o fato de acreditarmos, tal como os antigos apóstolos e profetas, em um Deus corpóreo, mas, sem dúvida, glorificado.17 Para aqueles que criticam essa crença tendo por base as escrituras, pergunto, ao menos retoricamente: se o conceito de um Deus corpóreo é ofensivo, por que as doutrinas fundamentais e particularmente características de toda a cristandade são a Encarnação, a Expiação e a Ressurreição física do Senhor Jesus Cristo? Se ter um corpo é algo não apenas desnecessário mas também indesejável para Deus, por que o Redentor da humanidade redimiu Seu corpo das garras da morte e do sepulcro, garantindo que ele jamais voltaria a separar-se de Seu espírito, tanto nesta vida quanto na eternidade?18 Todo aquele que rejeita o conceito de um Deus corpóreo rejeita tanto o Cristo mortal quanto o ressuscitado. Ninguém que afirme ser verdadeiramente cristão faria isso.
http://lds.org/conference/talk/display/0,5232,49-2-776-15,00.html

Anônimo
17 de janeiro de 2012 10:25

18 – Há mesmo uma certa identidade de natureza entre o homem e Deus. «Tal como Deus é, tal pode o homem tornar-se».

Resposta: A ideia que "Deus tem um pai" não é bem estabelecida no Mormonismo. Mórmons, como muitas outras denominações cristãs (especificamente os cristãos ortodoxos e os ramos orientais católicos do cristianismo), acreditam em "teosis," a ideia que o homem pode evoluir até se tornar mais parecido com Deus, sob a autoridade do Pai e com sua ajuda e permissão. Historicamente, esse conceito (que se encontrava entre os primeiros cristãos) levou alguns membros da igreja a especular que se um homem pode tornar-se mais semelhante a Deus, talvez Deus uma vez era um homem como nós. Talvez Ele também tenha tido um criador, um "Pai". Outros pensam que o Pai nunca era um homem caído como nós, mas que Ele escolheu passar por um período de mortalidade, como fez o Salvador Jesus Cristo. Já outros, como eu, duvidamos que Deus uma vez era um homem mortal. Como esta ideia não é “doutrina”, cada membro da igreja tem a sua própria opinião.
Embora essa ideia seja interessante, não é bem estabelecida na teologia mórmon. Eu a classificaria como "uma questão teológica", não uma "doutrina mórmon". Gordon B. Hinckley, um presidente daIgreja SUD que recentemente faleceu, respondeu essa pergunta em várias ocasiões. Aqui estão algumas de suas respostas (exatas ou parafraseadas), citadas por vários jornais e programas de televisão:
"Conheço um pequeno ditado, ‘Como o homem é, Deus já foi. Como Deus é, o homem pode se tornar'. Agora isso é só um ditado. Entra em uma teologia muito profunda que não conhecemos bem... Bem, como Deus é, o homem pode se tornar. Acreditamos na progressão eterna. Acreditamos mesmo. Cremos que a glória de Deus é inteligência e qualquer princípio de inteligência que alcançarmos nesta vida estará conosco na ressurreição".
"O presidente Gordon Hinckley diz que o conceito que Deus uma vez foi um homem não é enfatizado na igreja, mas ele acredita que os seres humanos podem tornar-se [mais semelhante a Deus] na vida após a morte".
"Ao falar se sua igreja ainda mantém que Deus o Pai uma vez era um homem, ele parecia incerto. ‘Não sei que ensinamos isso. Não sei que enfatizamos isso... Eu entendo o fundo filosófico por trás deste conceito, mas não sei muito sobre o assunto, e creio que os outros também sabem muito pouco sobre isso."
Tendo dito isso, tenho certeza que você pode encontrar Mórmons que acreditam que Deus uma vez era um homem e que Ele tinha um Criador/Pai. Eu pessoalmente sou cético. Não é algo que é frequentemente discutido na igreja. Eu tenho ouvido o conceito mencionado pouquíssimas vezes na igreja durante os 30 anos que sou membro.

Anônimo
17 de janeiro de 2012 10:26

19 – Não existe pecado original. O homem se vai continuamente aperfeiçoando pelo arrependimento de suas faltas. O único castigo que o aguarda, é a dor de ter perdido oportunas ocasiões de melhorar.

Resposta: Esta está nas Regras de Fé da Igreja: Cremos que os homens serão punidos pelos seus próprios pecados e não pela transgressão de Adão.

20 – A ceia do Senhor é celebrada sob duas espécies: pão e água. Não se usa vinho, embora a revelação n° 20 o prescreva. E por que não? -- Muitos crentes respondem:... porque há cerca de cento e vinte anos os adversários dos mórmons tentaram envenená-los com o vinho da santa ceia; contudo água e vinho não fazem grande dife¬rença no caso, porque se trata de meros símbolos destinados a lembrar apenas o Senhor Jesus.

Resposta: Os Mórmons acreditam que Deus fala com os profetas e apóstolos modernos assim como Ele falava antigamente. Na época de Jesus, Deus permitia o vinho. No entanto, em nossos dias Deus tem mandado através de seus profetas e apóstolos que usemos água. É possível imaginar vários motivos por esta mudança, mas o motivo não é tão importante. O importante é que Deus tem mandado que usemos água, então usamos água.
D&C 27:2 - Pois eis que vos digo que não importa o que se come ou o que se bebe ao participar do sacramento, se o fizerdes com os olhos fitos na minha glória—lembrando perante o Pai o meu corpo, que foi sacrificado por vós, e o meu sangue, que foi derramado para a remissão de vossos pecados.

Anônimo
17 de janeiro de 2012 10:26

21 - No que se refere ao casamento, José Smith em 1831 recebeu a revelação de que seria lícita a poligamia; todavia só a consignou por escrito em 1843. Ao ter notícia desta disposição, Brigham Young ex¬clamou: «Pela primeira vez na vida desejei então estar no túmulo»; inclinou-se, porém, diante da determinação. - Os historiadores acham o fato particularmente estranho, pois que o «Livro de Mórmon» proíbe explicitamente a poligamia; julgam que Smith a deve ter admitido por razões estritamente pessoais; embora tal praxe fosse fadada a provo¬car reação e repulsa da própria comunidade de crentes, ela se terá implantado por razões preponderantemente econômicas, pois a popu¬lação recém-estabelecida em Utah só poderia sobreviver caso se impu¬sesse pela multidão e pela força de seus cidadãos; ora tal condição exigia prole numerosa. O êxito que os Mórmons em seus primeiros decênios obtiveram no plano financeiro e político, parece ter corres¬pondido as expectativas. A vida civil e econômica em Utah foi religio¬samente organizada, isto é, organizada segundo o rigor e a precisão que somente a religião poderia inspirar; um sistema de dízimos e taxas fielmente observado pelos crentes assegurou a Igreja não só a subsistência, mas até mesmo alta prosperidade material. Todavia, já que a poligamia contrariava as leis norte-americanas, foi, por inti¬mação das autoridades civis da nação, abolida (ao menos em teoria e de maneira oficial) pelo quarto Presidente da Igreja, Woodruff, em 1890 (Woodruff justificava sua atitude apelando para especial reve¬lação recebida do céu).

Resposta: O Livro de Mórmon não proíbe explicitamente a poligamia, veja Jacó 2:
27 Portanto, meus irmãos, ouvi-me e atentai para a palavra do Senhor: Pois nenhum homem dentre vós terá mais que uma esposa; e não terá concubina alguma.
28 Porque eu, o Senhor Deus, deleito-me na castidade das mulheres. E as libertinagens são para mim abominação; assim diz o Senhor dos Exércitos.
29 Portanto este povo guardará os meus mandamentos, diz o Senhor dos Exércitos, ou a terra será amaldiçoada por sua causa.
30 Porque se eu quiser suscitar aposteridade para mim, diz o Senhor dos Exércitos, ordenarei isso a meu povo; em outras circunstâncias meu povo dará ouvidos a estas coisas.

Anônimo
17 de janeiro de 2012 10:26

É lícito o homem ter só uma esposa, a menos que o Senhor revele um mandamento em contrário (Jacó 2:27–30). Por revelação e sob a direção do profeta, que possuía as chaves do sacerdócio, o casamento plural foi praticado na época do Velho Testamento e nos primeiros tempos da Igreja restaurada (D&C 132:34–40, 45); Já não é praticado na Igreja (D&C DO—1); hoje, ter mais de uma esposa é incompatível com a condição de membro de A Igreja de Jesus Cristo dos Santos dos Últimos Dias.

Aqui estão alguns fatos sobre a poligamia no século 19:
Poligamia não era praticada pela grande maioria dos membros da Igreja. Menos que 5% dos mórmons na época de Brigham Young pertencia a famílias polígamas.
Poligamia não era usada para oprimir as mulheres, como é atualmente feito em grupos fundamentalistas não-mórmons em Utah.
Dra. Martha Hughes Cannon era a primeira senadora estadual na história dos Estados Unidos e fazia parte de uma família polígama.
Utah, um estado americano onde a maioria é mórmon, era o segundo estado nos Estados Unidos que deu às mulheres o direito de votar, e isso na época de poligamia quando, alegam os anti-mórmons, as “mulheres em Utah eram oprimidas”.
Quando o governo americano passou uma lei proibindo a poligamia, milhares de mulheres mórmons protestaram em Salt Lake City.
Porque a poligamia? Infelizmente, como é geralmente o caso, Deus nunca explicou o porquê. Eu pessoalmente acredito que Deus permitiu a poligamia para fortalecer a jovem Igreja ao mandar crianças para poucas famílias fortes no evangelho e possuidoras dos recursos necessários para suster muitos filhos. Foi por isso, por exemplo, que Deus permitiu que Abraão praticava a poligamia (para fortalecer a casa de Israel) e que Daví praticava a poligamia (para fortalecer a casa de Daví, em que nasceu o Salvador). Deus nunca se explicou, mas se foi por este motivo que permitiu a poligamia então o plano dEle deu muito certo. Muitos membros fortes na Igreja de hoje são descendentes das poucas famílias polígamas do século 19.

Anônimo
17 de janeiro de 2012 10:27

22 - A Igreja Mormônica dirige os seus fiéis não somente no plano espiritual, mas também no material, prescrevendo até o regime ali¬mentar (estão proibidos o chá, o café, o fumo e as bebidas alcoólicas). Tal atitude é justificada nos seguintes termos pelo sexto Presidente da Igreja, José Smith, sobrinho-neto do fundador: «Uma religião que não pode salvar os homens no plano temporal, tornando-os prósperos e felizes neste mundo, também não é capaz de os salvar no plano espi¬ritual, levando-os a vida futura».

Resposta: A Igreja possui uma Lei chamada Palavra de Sabedoria que é mais abrangente do que proibição de bebidas alcoólicas, café e fumo. É uma lei de saúde, onde os membros são incentivados à prática de exercícios e ao consumo de itens que fazem bem à saúde. Pois nosso corpo é o templo de Espírito Santo e devemos cuidar bem dele.

23 - Note-se, por fim, que cada mórmon fiel tem a obrigação de con¬tribuir com 20 % de suas rendas para a Igreja, além das horas de trabalho que ele lhe dedica todas as semanas.

Resposta: Sobre o trabalho voluntário está certo. Nosso clero é voluntário, não-remunerado e leigo, entretanto guardamos a Lei do Dízimo, no qual a própria palavra diz, se traduz em 10% da renda bruta da pessoa, seguindo o estabelecido no livro de Malaquias.
Se tiver dúvidas, é só ler aqui http://scriptures.lds.org/pt/gs/d/39. O dicionário da Igreja falando sobre dízimo.

24 - Ao observar os mórmons, portanto, o fiel católico apren¬derá deles não a doutrina, mas o fervor religioso; e renovará seu zelo por viver em máxima fidelidade à genuína mensagem do Evangelho

Resposta: Obrigado pelo elogio e convido-o para visitar uma de nossas capelas. As reuniões costumam acontecer às 9 horas, todos os domingos.

www.murilovisck.blogspot.com

19 de janeiro de 2012 12:10

Prezado anônimo superficial Mormon,

Vc é rápido para responder, mas lento para ler o artigo na sua íntegra. Se tivesse lido direito, ao invés de copiar respostas de sites Mormons, não teria cometido a gafe de dizer que seu fundador, era Presbiteriano, mas a familia dele era Metodista - Leia direito e verá, e depois é que ele vira Presbiteriano.

Uma comparação entre a doutrina Cristã e a doutrina Mórmon:

"Pegue a Bíblia. Compare-a com a religião da Igreja dos Santos dos Últimos Dias e veja se ela passará no teste." (Brigham Young, 18 de maio de 1873, Journal of Discourses, vol. 16, p. 46)

A seguir, veremos uma comparação entre a doutrina Cristã e a doutrina Mórmon. Esta comparação deixará muito claro que o Mormonismo não está em concordância com a Bíblia. Na verdade, o Mormonismo simplesmente usou as mesmas palavras usadas pelo Cristianismo e deu a elas um novo significado. Mas tendo um entendimento adequado do que o Mormonismo ensina realmente, você poderá ver além destes significados e será capaz de enxergar as verdadeiras diferenças entre o Cristianismo e o Mormonismo.

A diferença é a diferença entre vida eterna e condenação:

1)- VERDADEIRA DOUTRINA Cristã:
Há somente um Deus (Isaías 43.11; 44.6, 8; 45.5). Deus sempre foi Deus. (Salmo 90.2; Isaías 57.15).
Deus é um espírito sem carne e ossos. (João 4.24; Lucas 24.39)
Trindade é a doutrina de que existe somente um Deus em todo o universo e que Ele existe, simultaneamente, em três pessoas eternas. O Pai, o Filho e o Espírito Santo.

Jesus nasceu da virgem Maria. (Isaías 7.14; Mateus 1.23)

Jesus é o Filho eterno. Ele é a segunda pessoa da Trindade. Ele possui duas naturezas. Ele é Deus encarnado e homem (João 1.1, 14; Colossenses 2 e 9). É o criador de todas as coisas (Colossenses 1.15-17)
O Espírito Santo é a terceira pessoa da Trindade. Ele não é uma força. Ele é uma pessoa. (Atos 5.3-4; 13.2)

A Salvação é o perdão de pecados e o livramento da condenação eterna do pecador. É um presente gratuito que recebemos por causa da graça de Deus (Efésios 2.8; Romanos 6.23) e que não se pode fazer por merecer (Romanos 11.6).

É a Palavra inspirada e inerrante de Deus. (2 Timóteo 3.16). É autoridade em todos os assuntos que aborda.

19 de janeiro de 2012 12:11

E para seu desespero continuamos...

2)- DOUTRINA Mórmon:
“E eles (os deuses) disseram: ‘Que haja luz: e foi feita luz...’" (Livro de Abraão 4:3)

“Deus já foi como nós somos agora, é um homem exaltado, e está entronizado acima dos céus!!! (...) Imaginávamos que Deus era Deus desde a eternidade. Mas vou refutar essa ideia e retirar o véu para que você possa ver,” (Teachings of the Prophet Joseph Smith, p. 345).

"O Pai tem um corpo de carne e ossos tão tangível como o do homem..." (Doutrinas e Convênios 130:22; compare com Alma 18:26-27; 22:9-10)

"Assim sabemos que ambos, o Pai e o Filho, são homens perfeitos em forma e estatura; cada um deles possui um corpo tangível... de carne e ossos." (James Talmage, Articles of Faith, p. 38)"

A Trindade são três deuses distintos: O Pai, o Filho e o Espírito Santo. "O fato de que esses são três indivíduos diferentes, fisicamente distintos um do outro, é demonstrado pela aceitação dos registros das intervenções divinas com o homem.” (James Talmage, Articles of Faith, p. 35)

“O nascimento do Salvador foi tão natural como o de nossos filhos; foi o resultado de uma ação natural. Ele compartilhou carne e sangue - foi gerado por seu Pai, assim como nós fomos gerados pelos nossos pais.” (Journal of Discourses, vol. 8, p. 115)

“Cristo foi gerado por um Pai imortal da mesma forma que homens mortais são gerados por pais mortais.” (Bruce McConkie, Mormon Doctrine, p. 547)

encarnado e homem (João 1.1, 14; Colossenses 2 e 9). É o criador de todas as coisas (Colossenses 1.15-17) Jesus é literalmente um espírito-irmão de Lúcifer, uma criação. (Gospel Through the Ages, p. 15)

O Mormonismo faz distinção entre o Espírito Santo (o terceiro deus da trindade Mórmon) e Espírito de Deus (a presença de Deus como uma essência). "Ele [O Espírito de Santo] é um ser dotado de atributos e poderes divinos, não uma mera força ou essência." (James Talmage, Articles of Faith, p. 144)

A salvação tem um duplo significado no Mormonismo: ressurreição universal e... "O primeiro propósito [da redenção] é assegurar igualmente a toda humanidade, a isenção da punição pela queda, oferecendo, assim, um plano de salvação geral. O segundo propósito é abrir um caminho para a salvação individual, pela qual a humanidade pode ter a segurança da remissão dos pecados pessoais." (James Talmage, Articles of Faith, p. 78-79)

'Porque estes pecados são o resultado de atos individuais, é justo que o perdão destes dependa da submissão individual às condições pré-estabelecidas - 'obedecer às leis e ordenanças do evangelho." (Articles of Faith, p. 79)

"Acreditamos que a Bíblia é a Palavra de Deus até onde sua tradução for correta..." (8th Article of Faith of the Mormon Church).

19 de janeiro de 2012 12:12

Sincero Mormon enganado,

Esta é apenas uma amostra das inúmeras diferenças entre o Cristianismo e o Mormonismo. Como se vê, são doutrinas bem diferentes. Não é possível que Deus tenha sido criado e não criado ao mesmo tempo. Não é possível haver um Deus e muitos deuses ao mesmo tempo. A Trindade não pode ser um Deus em três pessoas e três deuses em um ofício denominado trindade, etc. Ambos os ensinos não podem ser, ao mesmo tempo, verdade.

Trata-se de algo muito importante, porque a fé só é válida se o objeto da fé também for. O Deus Mórmon é o deus verdadeiro? Ou é o Deus do Cristianismo histórico e bíblico?

O Mormonismo não é, visivelmente, uma representação bíblica do Cristianismo. O Mormonismo não é cristão, e os mórmons servem a um deus diferente do Deus dos cristãos - um deus que não existe. Paulo fala sobre isso em Gálatas 4.8: "Antes, quando vocês não conheciam a Deus, eram escravos daqueles que, por natureza, não são deuses". Somente o Deus da Bíblia existe. Não existem outros deuses. O Mormonismo coloca a fé em um deus que não existe.

Não condeno pessoas, mas DOUTRINAS E HERESIAS – A sinceridade não é o critério da verdade meu caro Mórmon,pois uma pessoa pode estar SINCERAMENTE EQUIVOCADA e enganada.

Freqüentar uma organização que prega erros e heresias (Poligamia, etc), nada tem a me acrescentar, obrigado pelo convite, mas não preciso. Convido-o a voltar para a única e verdadeira Igreja fundada por Cristo (Conf. Mateus 16,18): ICAR e abandone esta seita.

Depois não diga que não foi avisado.

Shalom !!!

Anônimo
24 de janeiro de 2012 13:17

Não sei porque me chamou de “anônimo superficial mórmon”.
Vou desconsiderar sua ironia.

Sobre o presbiterianismo ou metodismo. Joseph não se filiou a nenhuma destas igrejas. Acho que isso ficou claro para você.

"Pegue a Bíblia. Compare-a com a religião da Igreja dos Santos dos Últimos Dias e veja se ela passará no teste." (Brigham Young, 18 de maio de 1873, Journal of Discourses, vol. 16, p. 46)

A outra ironia dita: “e para seu desespero”, também desconsidero. Se fosse aqui relatar todas as doutrinas heréticas, fusões com o paganismo, e proezas papais gastaria muita energia e muitas e muitas laudas, mas este não é meu objetivo.

Anônimo
24 de janeiro de 2012 13:17

SOBRE DEUS

A idéia de que Deus, o Pai, foi uma vez um homem como foi Deus, o Filho, não é bem estabelecida no Mormonismo. Mórmons, como muitas outras denominações cristãs (como, por exemplo, os ramos Ortodoxos e Católicos Orientais da Cristandade), acreditam em “teósis”, a ideia de que um homem pode progredir para se tornar mais como Deus, mas nunca igual à Ele. Historicamente, este conceito, comum entre os antigos cristãos do primeiro século depois de Cristo, fez com que alguns mórmons especulassem que se o homem pode progredir para ser mais como Deus, de repente Deus uma vez foi um homem também.

Embora essa ideia seja interessante, é apenas uma “curiosidade teológica”, não uma “doutrina Mórmon oficial”. É raramente mencionada nos discursos e livros oficiais da igreja. Gordon B. Hinckley, o presidente da Igreja SUD agora falecido, respondeu essa sua pergunta em várias ocasiões. Aqui são algumas de suas respostas:

"Havia um poema que dizia, 'Assim como o homem é, Deus uma vez era. Assim como Deus é, o homem pode se tornar'. Olhe, isso é só um poema. O poema fala em teologia profunda que não entendemos bem...Bem, como Deus é, o homem pode se tornar. Acreditamos no progresso eterno. Acreditamos mesmo. Acreditamos que a glória de Deus é a inteligência e que qualquer princípio de inteligência que conseguimos nesta vida se levantará conosco na ressurreição.”

“O presidente Gordon Hinckley diz que a idéia de que Deus uma vez era um homem não é enfatizada hoje em dia, mas ele acredita sim que os homens podem se tornar mais como Deus na pós-vida.”

“Ao explicar se sua igreja ainda ensina que Deus o Pai uma vez era um homem, ele [o presidente Hinckley] não tinha muita certeza. 'Não ensinamos isso hoje em dia... Não enfatizamos este ensinamento tanto...Eu entendo o pano de fundo filosófico atrás essa idéia, mas não entendo muito sobre o assunto, e creio que outros também não entendem muito sobre o assunto.”

A palavra "Elohim" tem também outros significados. Também pode significar "entidades com características divinas, anjos, etc." Por exemplo, a palavra “Elohim” é também usada em Salmos 82:6, que diz: “Eu disse: Vós sois deuses, e filhos do Altíssimo, todos vós.” Neste caso, claramente não está ensinando sobre Deus o Pai nem Deus o Filho. Provavelmente está ensinando sobre anjos ou outros tipos de seres que têm características divinas, mas que são inferiores ao Altíssimo. Então no Velho Testamento, a palavra “deuses” pode significar Deus (Jeová) ou pode significar outros seres sujeitos a Jeová. Já no Novo Testamento, que foi escrito principalmente em Grego, não há essa confusão, pois palavras diferentes são usadas para descrever Deus, anjos e os seres humanos que podem, através da graça de Cristo, ser “transformados de glória em glória na mesma imagem [de Cristo], como pelo Espírito do Senhor” (2 Coríntios 3:18).

Por motivos que não entendo, por muitos anos os mórmons escolheram usar a linguagem do Velho Testamento, e isso tem causado muita confusão. Creio eu que os mórmons já estão abandando essa linguagem confusa, mas de vez em quando ainda ouço o povo falar em “deuses”. Quando falam isso, não querem dizer que existem outras entidades com o mesmo poder e glória do Pai, Filho e Espírito Santo. Querem dizer que existem outras entidades-como anjos ou seres humanos transformados pelo Espírito do Senhor (2 Coríntios 3:18)-que podem até ter algumas características divinas, mas que são sempre sujeitos ao Altíssimo. Assim pode ver que, embora usemos linguagem confusa às vezes, o conceito mórmon dos céus é em muitos aspectos igual ao conceito de outros cristãos: nos céus há Deus o Altíssimo e também outros seres como anjos que fazem a Sua vontade.

Então, é possível que o Livro de Abraão usa a palavra “deuses” porque quer indicar que Deus e os anjos (digamos) sob sua direção juntos criaram o mundo. Veja que no próprio livro de Genesis é utilizado a primeira pessoa do plural em menção à Deus.

Anônimo
24 de janeiro de 2012 13:18

SOBRE DEUS TER UM CORPO
Há muitas passagens bíblicas que ensinam que Deus possui um corpo físico. O homem foi criado na imagem de Deus, então Deus não pode ser uma força misteriosa ou um ser imaterial; Deus possui um corpo físico, e nós fomos criados como seres físicos na sua imagem (Gênesis 1:26-27).

O profeta Jacó do Velho Testamento viu Deus face a face, também demonstrando que Deus tem um corpo físico (Gênesis 32:30). Moisés também viu Deus face a face e falou com Ele (Êxodo 33:11). Além disso, Moisés também viu a mão, as costas, os pés e a boca de Deus, demonstrando que Deus tem um corpo físico (Êxodo 33:21-23, Êxodo 24:9-11, Números 12:6-8, Deuteronômio 8:3 e Deuteronômio 9:10). O salmista também descreve o corpo físico de Deus quando menciona as mãos, os braços e o rosto de Deus (Salmos 44:3). O Novo Testamento descreve uma visão da mão direita de Deus (Atos 7:55-56). O apóstolo João descreve o rosto de Deus, também indicando que Ele tem um corpo físico (Apocalipse 22:3-4).

O Élder Jeffrey R. Holland, um dos líderes de nossa igreja, recentemente explicou mais sobre este assunto: “[Mórmons acreditam] em um Deus corpóreo, mas, sem dúvida, glorificado. Para aqueles que criticam essa crença tendo por base as escrituras, pergunto, ao menos retoricamente: se o conceito de um Deus corpóreo é ofensivo, por que as doutrinas fundamentais e particularmente características de toda a cristandade são a Encarnação, a Expiação e a Ressurreição física do SenhorJesus Cristo? Se ter um corpo é algo não apenas desnecessário mas também indesejável para Deus, por que o Redentor da humanidade redimiu Seu corpo das garras da morte e do sepulcro, garantindo que ele jamais voltaria a separar-se de Seu espírito, tanto nesta vida quanto na eternidade? Todo aquele que rejeita o conceito de um Deus corpóreo rejeita tanto o Cristo mortal quanto o ressuscitado.”

Anônimo
24 de janeiro de 2012 13:18

SOBRE O NASCIMENTO DO SALVADOR
Não vejo problemas nestas citações, que falam sobre a concepção de Jesus.
“O nascimento do Salvador foi tão natural como o de nossos filhos; foi o resultado de uma ação natural. Ele compartilhou carne e sangue - foi gerado por seu Pai, assim como nós fomos gerados pelos nossos pais.” (Journal of Discourses, vol. 8, p. 115)

“Cristo foi gerado por um Pai imortal da mesma forma que homens mortais são gerados por pais mortais.” (Bruce McConkie, Mormon Doctrine, p. 547)

Alguns anti-mórmons dizem que os mórmons acreditam que Deus o Pai teve relações sexuais com Maria para gerar Jesus. Isso é uma mentira contada só para difamar a Igreja SUD. Não é verdade. Os mórmons acreditam que Jesus nasceu da virgem Maria, pois assim afirma tanto a Bíblia quanto o Livro de mórmon.

Alguns anos atrás um canal de televisão americana (Fox News) mandou uma lista de perguntas para a igreja, e essa pergunta estava na lista. Aqui está a resposta que a igreja deu: “A Igreja não tem a pretensão de saber como Jesus foi concebido, mas acreditamos na Bíblia e no Livro de mórmon que ensinam que Jesus nasceu da Virgem Maria.”
Não sabemos como Jesus foi gerado. Não pretendemos saber. Acreditamos que Ele é literalmente o Filho de Deus o Pai, como Ele disse. A Bíblia dá a idéia que o Espírito Santo teve algum papel, mas este papel não é bem descrito. Simplesmente não sabemos os detalhes.

Para finalizar esta questão, gostaria de finalizar com Joseph F. Smith:

“Nosso Senhor é a única pessoa mortal que nasceu de uma virgem, porque ele é a única pessoa mortal que já teve um Pai imortal. Maria, sua mãe, “foi arrebatada no Espírito” (I Néfi 11: 13-21), foi “envolvida” pelo Espírito Santo, e a concepção que aconteceu “pelo poder do Espírito Santo” resultou no surgimento do literal e pessoal Filho de Deus o Pai. (Alma 7: 10; 2 Néfi 17: 14; Isaías 7: 14;Mateus 1: 18-25; Lucas1: 26-38)

Portanto, a Igreja não ensina que houve qualquer tipo de contato físico entre nosso Pai Celestial e a Virgem Maria para que a concepção acontecesse.

Anônimo
24 de janeiro de 2012 13:18

SOBRE JESUS E O ESPÍRITO SANTO.

Também acreditamos que Jesus é o Filho Eterno, a segunda pessoa da Trindade. Que ele é o Criador. Acreditamos que o Espírito Santo é uma pessoa da Trindade. Você pegou uma citação do Elder Talmage fora do contexto e deturpou-a. Não acreditamos no que afirmou, mas cremos que o Espírito Santo tem poderes divino sim, advindo do Pai.

Não é honesto dizer que os Mórmons acreditam que Jesus e Satanás são irmãos sem explicação adicional. Mórmons acreditam que Deus o Pai criou tudo, então Ele criou Jesus (Deus o Filho), Lúcifer (Satanás) e toda a humanidade. Jesus e Satanás são “irmãos” no sentido que Deus criou os dois. São irmãos da mesma forma que Hitler, Madre Teresa de Calcutá e eu somos “irmãos”. Isso não implica nenhuma afinidade entre Jesus e Satanás. Jesus é Deus o Filho e Satanás é o inimigo de Deus.

A Igreja recentemente clarificou esta questão com essa declaração: “Como outros cristãos, acreditamos que Jesus é o Filho divino de Deus. Satanás é um anjo caído. Como escreveu o apóstolo Paulo, Deus é o Pai de todos. Isso significa que todos os seres foram criados por Deus e que todos somos Seus filhos espirituais. Cristo, no entanto, é o unigênito de Deus na carne, e nós O adoramos como o Filho de Deus e o Salvador da humanidade.”

Anônimo
24 de janeiro de 2012 13:18

SOBRE A SALVAÇÃO

Quando você fala em "salvação," suponho que queira dizer o estado de viver eternamente ao lado de Deus no seu reino celestial, o que Mórmons chamariam de "exaltação."

Como todos os Cristãos, Mórmons acreditam que a salvação neste sentido vem só pela graça de Jesus Cristo. Nenhuma obra é suficiente para merecer ou ganhar a vida eterna. No entanto, Deus espera que façamos o nosso melhor para seguir os seus mandamentos, mesmo sabendo que este esforço nosso é totalmente inadequado.
Uma parábola frequentemente usada para explicar este princípio é a parábola da bicicleta. Certo dia, uma moça de cinco anos viu uma bicicleta de R$100 na janela de uma loja. Como ela queria muito aquela bicicleta! Com cada tarefa de casa que fez durante a semana, ela ganhou alguns poucos centavos. Ganhou cinco centavos quando lavou as louças, por exemplo, e mais cinco centavos quando varreu o chão. No entanto, depois de uma semana, só tinha R$1,20. Quando passou pela loja com o pai uma semana depois, ele viu o quanto ela desejava aquela bicicleta. Ele sabia que ela tinha se esforçado ao máximo durante a semana. Ela merecia a bicicleta? Não. Não tinha ganho nem perto do dinheiro suficiente. Os R$1,20 nem chegaram perto do preço da bicicleta. Mas o pai, feliz com o esforço, mesmo inadequado, de sua filha, comprou a bicicleta com felicidade.

É assim com a salvação. Nossos pecados nos desqualificam totalmente para voltar à presença de Deus. Só a expiação de Cristo tem o poder de superar essa desqualificação. No entanto, Deus não seria um Deus justo se ele não requeresse o nosso esforço máximo, mesmo este esforço sendo totalmente inadequado. Mas no final é Cristo que salva. Na Igreja SUD, dizemos que “somos salvos pela graça de Cristo depois de tudo que podemos fazer”.

Respeitamos as denominações cristãs que ensinam que o nosso esforço pessoal não tem papel nenhum no processo de salvação, mas a realidade é que a maioria dos cristãos no planeta não acreditam assim, e há muitos versículos bíblicos que ensinam que o esforço pessoal é sim importante. Da mesma forma, é um erro supor que as nossas fracas obras podem nos salvar. Suponho que você já entenda a importância da graça. Aqui estão alguns versículos que ensinam a importância do esforço pessoal: Provérbios 24:12, Mateus 7:21, Mateus 16:27, Mateus 25:31-46, Lucas 6:46-49, Romanos 2:5-11, Romanos 2:13, Gálatas 5:20-23, Tiago 1:22-25, Tiago 2:14-26,Apocalipse 20:12, Apocalipse 22:12-15, Marcos 16:14-16, João 3:14-18, Efésios 2:8,Romanos 5:1 e 1 Timóteo 4:10.

Vejo que pegou trechos de discurso de líderes proeminentes da Igreja para tão somente deturpá-los e dar a eles um sentido diferente.

Anônimo
24 de janeiro de 2012 13:19

Sobre a Bíblia

Há de se ressaltar o trecho: “Acreditamos que a Bíblia é a Palavra de Deus”. Não desconsideramos a Bíblia, ou a sujeitamos a ficar abaixo em nosso Cânon escriturístico. Ela é estudada sempre na Igreja, nos seminários, escolas dominicais e em todos os cursos temáticos e debates realizados.

A Bíblia é um livro muito sagrado que nos ajuda a entender a vontade de Deus. Assim como Ele faz hoje em dia, no passado Deus chamava profetas que recebiam inspirações e revelações. Estas inspirações se encontram na Sagrada Bíblia.

Com todo respeito por aqueles que acreditam que a Bíblia é perfeita por questões de fé, é muito bem estabelecido no mundo acadêmico e nas mentes da maioria dos cristãos no mundo que a Bíblia não é infalível. Não há questão que há na Bíblia erros de tradução de transmissão. Só Deus é perfeito e infalível; supor que qualquer outro objeto o livro, mesmo um livro sagrado, é perfeito é flertar com idolatria, pois nenhum livro pode tomar o lugar de Deus.

Um erro de tradução ou transmissão não é simplesmente "faltar uma página" na Bíblia. A situação é bem mais complexa. Por exemplo, na Bíblia não há nenhum versículo que ensina o conceito de Trindade como descrito no credo niceno. Como isso é problemático por aquelas igrejas que aceitam o credo niceno, alguns versículos foram simplesmente adicionados no livro de 1 João no século XVI. Esta adição, chamada de "Comma Johanneum", entrou em muitas versões da Bíblia, inclusive o famoso tradução do Rei Tiago em inglês. Sem dúvida, este não é o único exemplo de uma mudança (erro de transmissão).

Erros de tradução também são fáceis para entender. Eu estou atualmente lendo uma versão da Bíblia que frequentemente cita as línguas originais do texto. Fico surpreso pelas muitas frases hebraicas cujos significados originais simplesmente não são conhecidos hoje em dia. Na hora de traduzir frases assim, só podemos adivinhar.

Agora, obviamente não é por isso que a Bíblia deixa de ser um livro super valioso! Podemos sim usar a Bíblia para conhecer melhor a vontade de Deus. Acreditamos que “Toda a Escritura é divinamente inspirada, e proveitosa para ensinar, para redargüir, para corrigir, para instruir em justiça 2 Timóteo 3:16.”

Acredito que podemos sentir se algo vem de Deus ou não, quando analisamos de maneira sincera e honesta, através do Espírito Santo. Certamente, você não sabe nem um milésimo do que é o mormonismo, por tudo que escreveu ou copiou. Por que não visitar uma capela SUD e ver com os próprios olhos o que acontece por lá, ou melhor, conhecer um santo dos últimos dias para ver se ele reflete os princípios cristãos em sua vida ou não. “Pelos seus frutos os conhecerei”.

Tenho certeza de seu “sincero equívoco e engano”.
Eu sei que Cristo Vive! E que ele comanda Sua Igreja – A Igreja de Jesus Cristo.
A recíproca é verdadeira quanto ao irônico “AVISO”.
Felicidades!

24 de janeiro de 2012 14:43

Prezado e Contraditório Mormon,

Vou apenas copiar e colar sua resposta anterior:

Dom Estevão Bitencurt. A qual li e vejo que tem boa intenção no texto, mas comete equívocos.

1 - Aos 23 de dezembro de 1805 nascia em Sharon (U.S.A.) Joseph Smith, filho de piedosa família de colonos que professa¬vam o protestantismo sob a forma do Metodismo.

Resposta: A família de Joseph Smith professava o protestantismo na forma do Presbiterianismo, e não do Metodismo. O que não faz muita diferença, mas já é um erro.Em Joseph Smith História diz: “7 Nessa época eu estava com quatorze anos de idade. A família de meu pai fora convertida à fé presbiteriana e quatro deles uniram-se a essa igreja, a saber: minha mãe, Lucy, meus irmãos Hyrum e Samuel Harrison e minha irmã Sophronia...

Afinal prezado contráditório Mormon: A familia de seu fundador era ou não Presbiteriana ?

Estude mais e depois voltamos a conversar, sem contradições ok ?

Shalom !!!

Anônimo
24 de janeiro de 2012 17:29

(risos) interessante você bater somente nesta tecla... A família dele frequentava o presbiterianismo.

E com todo o respeito, você deve se achar o "grande inteligente", o "sabichão", pelas suas ironias e falta de simpatia.

Encerro minha aventura neste pseudoblog de apologia à fé católica, que na verdade faz é propagar cópia da cópia da cópia de materiais contra outras igrejas.

Shalon!!! E até o dia em que saberemos o que é verdade ou não é.

24 de janeiro de 2012 18:19

Prezado Mormon temperamental e despreparado para debates,

Se esquivou, partiu para agressões pessoais e nada Cristã, por fim, não respondeu nada.

Deixo as palavras finais do saudoso Don Estevão Bittencurt:

Os historiadores não costumam pôr em dúvida a boa fé ou a sinceridade de José Smith, fundador da Congregação Mormônica; terá sido uma alma profundamente religiosa.

A obra, porém, de Smith se ressente de um defeito radical, que contamina os seus principais traços: aparece qual mero fruto da imaginação ou de um temperamento desequilibrado.

G.-H. Bousquet, escritor tido por autoridade no assunto, colabo­rando em uma enciclopédia que não tem caráter religioso, alude a Smith como «iluminado mitomaníaco, provavelmente ciclotímico» (Les Mormons pag. 61, na coleção «Que sais-je?». Presses Universitaires de Frunce).


Bousquet chega a comparar Smith com Maomé, asseverando que o Mormonismo e o Islamismo são fenômenos análogos; constituem, sim, manifestações psicológicas e sociais dentre as que periodicamente no decorrer da história vem a tona, exprimindo uma das grandes ca­racterísticas da alma humana, a saber: o desejo de possuir algo mais do que a felicidade material imediata,... o desejo de tocar uma rea­lidade nova, transcendente, introduzida por visões e revelações.

Na verdade, tanto o Mormonismo como o Islamismo possuem seu código revelado: o Livro de Mórmon, o Corão;admitem que Deus tenha intervindo repetidas vezes na vida do respectivo fundador;constituíram comunidades teocráticas, visando, por assim dizer, instaurar um Reino de Deus visível aqui na terra;Consentiram na poligamia.«por ordem de Deus» lançaram-se a conquista do mundo, recor­rendo ou as armas ou a pregação.


O fato de que Smith não tenha encontrado a aceitação e o sucesso que Maomé conseguiu, deve-se as circunstancias do século passado e do ambiente norte-americano em que ele lançou a sua obra.


Em última análise, o Mormonismo exprime em termos exu­berantes e fantasistas a sede do paraíso ou da vida eterna que todo homem possui em si, qualquer que seja a época ou anacio­nalidade a que pertença. Infelizmente, porém, Smith traduziu essa sede de maneira pouco sadia: construiu a sua obra sobre a base de premissas tão arbitrárias e inconsistentes que o Mormonismo como tal carece de autoridade.


Contudo o ideal que no momento ele apregoa, é suficiente para mover profundamente a alma humana; o título de «Santo dos últimos Dias», a função de arauto de uma mensagem nova e mais perfeita para a humanidade, a sensação de haver desco­berto um grande tesouro espiritual ou religioso, o ideal de pre­parar a vinda iminente do Reino de Deus são elementos que falam ao mais íntimo de todo ser humano, podendo provocar mudança de vida, entusiasmo, fervor, etc., que muito impres­sionam a sociedade.

Por isto, o cidadão do século XX, ao contemplar o fenômeno do Mormonismo, não tem motivo para se deixar atrair pelo con­teúdo de sua doutrina (é algo de demasiado vão). Dê, antes, atenção ao significado geral desse fenômeno: é mais uma afir­mação, no decorrer da história, de que o homem não foi feito para se contentar com a felicidade natural que os bens deste mundo podem proporcionar. Ele tem, sim, a sede do Absoluto ou de Deus, embora nem sempre acerte ao procurar o caminho para chegar ao Reino de Deus.

Shalom !!!

Carlos Norman
3 de fevereiro de 2012 15:39

Não respondeu nada com nada. E acho que o mórman não fez agressão pessoal ao autor do site, muito pelo contrário.

3 de fevereiro de 2012 17:07

Ora, ora...se não é o anônimo Mormon,

Assumiu agora um pseudônimo ? Carlos Norman.

Prove-me com fatos e dados onde não respondi as missivas e enriqueceremos o debate.

Com relação aos ataques pessoais vou copiar e colar para sua visão míope enxergar com clareza:

1)- "...você deve se achar o "grande inteligente", o "sabichão", pelas suas ironias e falta de simpatia. "

2)- "...neste pseudoblog de apologia à fé católica, que na verdade faz é propagar cópia da cópia da cópia de materiais contra outras igrejas."

Isto é um debate ? Ou ataques pessoais que não respondem a nada, e muito menos nada Cristão, concorda ?

Seja mais sincero e assuma sua identidade.

Deus tudo ver meu caro.

Shalom !!!

22 de agosto de 2012 19:02

se e pra ver o passado, deles, não esquecemos das nossas, hoje vejo que a igreja, esta permitindo muitas coisas que são ocntra a biblia, parece mentira mais o nosso envangelho esta mudando aos poucos, permitindo isso e aquilo, mudando isso e aqulo, eu estava vendo uma biblia de 50, 30, 10 anos atras, muitos veciculos não aparece mais, frases modificadas, etc.
hoje vejo que a prostituta que veste de vermelho com joias, e deu cria, ea igreja romana, pois todos os cultos, senbleias etc, veio dela, so lendo a biblia, e se vc ler, ela fala de novas escrituras, que aparecerm, não vou falar que veciculo, eu quero vc vc´s leiam ela pra pode entender do inicio ao fim, hoje vou pegar esse livro de mormo, e ler ela, pois não custa nada saber o que esta escrito...

23 de agosto de 2012 07:57

Prezado CombatHacker,

Em primeiro lugar antes de qualquer investigação de sua parte sugiro fazer um curso de gramática Portuguesa, pois sua escrita é pouca e muito ruim.

A Palavra de Deus é imutável, prove-nos com fatos e dados onde houve estas mudanças para que possamos concordar com vc. E a Igreja Católica é a única e verdadeira Igreja fundada por Cristo conf. Meteus 16,18. O resto é seita Protestantem, que não tem valor algum e são ilegítimas.

Com relação às Testemunhas de Jeová seguem material para seu estudo:

1)-Eles escrevem que o homem não tem uma alma imortal, por que ele mesmo é a alma, citam (Gn. 1:20). É bem verdade que a Bíblia em alguns textos faz referência a alma e corpo como um todo, mas em outros ela fala da alma como parte integrante principal do ser humano. Veja I Tessalonicenses 5:23


2)-Dizem que Jesus não é um ser Divino. Mas a bíblia diz que é: Mateus 1:23 - Eis que a virgem conceberá, e dará à luz um filho, E chamá-lo-ão pelo nome de EMANUEL, Que traduzido é: Deus conosco.


3)-Dizem que o Esp. Santo não é uma pessoa,vamos analisar alguns sentimentos do Espírito Santo como pessoa:
A – O Espírito Santo sabe (I Cor. 2: 11, 12).
B – O Espírito Santo ama (Rm. 15:30).
C – O Espírito Santo fala (At. 13:2, Ap. 16; 6, 7)
D – O Espírito Santo intercede (Rm. 8:26).
E – O Espírito Santo comanda (At. 16:6 -7).
F – O Espírito Santo consola e ensina (Jo. 14:26. 15:26)


4)-Eles dizem que só vão para o céu 144 mil. A Bíblia diz que não. Estes 144 mil serão escolhidos dentre as dozes tribos de Israel, para assessorarem o governo de Cristo , acompanhando-o para onde ele for, Apocalipse 14:4 :

Estes são os que não estão contaminados com mulheres; porque são virgens. Estes são os que seguem o Cordeiro para onde quer que vá. Estes são os que dentre os homens foram comprados como primícias para Deus e para o Cordeiro. Estes são somente homens, que não conheceram mulher ( Os verdadeiros padres Celibatários). Conclusão: Nenhum dos membros desta seita será salvo, pois diz a passagem que são todos VIRGENS.

5)-Dizem as Testemunhas de Jeová, que Jesus já voltou desde 1914, e está reinando invisivelmente. Pelos sinais a Bíblia diz que não, vejamos os sinais da vinda: Os anjos tocarão trombetas, os mortos ressuscitarão, os vivos serão transformados e arrebatados, e então terá cumprimento a vinda de Cristo e o arrebatamento da Igreja, (I Tes. 4: 3-17).


6)-Dizem as Testemunhas de Jeová que é errado pregar a salvação no nome de Jesus, veja: (Mt. 1:21, Lc. 24:47, At. 4:12, 16:31, 32). A salvação só existe por intermédio de Jesus, Ele é o único Caminho que nos leva ao Pai. Não há na bíblia lugar que negue esta verdade, somente em uma religião falsa.

7)-Dizem as Testemunhas de Jeová que a Bíblia proíbe fazer transfusão de sangue. Mas na Bíblia não há esta proibição, a Bíblia proíbe comer sangue como alimento como também a gordura (Lv. 3:17, At. 15:20). O Senhor proibiu comer sangue porque é a vida da carne, a transfusão, é para transmitir vida, quem proibiu eles de fazerem a transfusão de sangue não foi a Bíblia, foi Nathan Knor o terceiro presidente da Torre de Vigia, em 1942.




8)-As Testemunhas de Jeová já marcaram três datas para o Apocalipse, o primeiro foi em 1914, segundo foi em 1925 e o terceiro foi em 1975, até hoje não aconteceu. Então está provado que eles fazem parte dos falsos profetas.

9)- As TJ não crêem na ressurreição corporal de Jesus. Nos seus escritos eles falam na ressurreição, mas a maneira deles e não segundo as escrituras. Eles escrevem que Jesus ressuscitou em espírito. A Bíblia discorda com esta declaração, pois quem pois só pode ressuscitar quem morreu. E quem ressuscitou não foi o espírito, mas sim Jesus que foi crucificado. (Mt. 28:25-26). Negam a ressurreição do Senhor, o que todos os apóstolos disseram que eram testemunhas, (At. 2:32).


10)-As Testemunhas de Jeová dizem que não se pode adorar a Jesus. Vejam na Bíblia: (Hb. 1:6, Mt. 28:9, Cl. 1:18).


Estas informações são do livro de propriedade da “TORRE DE VIGIA” intitulado “REVELAÇÕES SEU GRANDIOSO” pág. 142.

Anônimo
17 de setembro de 2012 17:08

Parabéns Beraká!
Eu fico abismado como uma pessoa depois de conhecer as Sagradas Escrituras, pode acreditar em tamanha farsa, sem base histórica ou Divina alguma. Que o Espírito Santo nos ilumine para que consigamos acordá-los.
Tenho uma colega de trabalho Mórmon e estou na luta para tira-la desta lavagem cereral.

Paz e Bem!

27 de janeiro de 2016 16:31

Baraka te dou um conselho "Não fale pelo oquê não viste"

Não tente usar o seu diacurso de ódio para tentar induzir as pessoas a seguir sua opinião.
Cada um devemoa seguir sua religião de maneira que acha melhor, cada um deve estar na igreja que se sente melhor,cada um tem suas escolhas, quem é vc para dizer qual a igreja é certa? Quem sou eu para falar qual a igreja certa? -eu ñ sou ninguem mais sigo minha religiao pq à amo, e pq acredito nas escrituras c vc não gosta não problema, mais vc não sabe a verdade sobre o mundo espiritual, se a vida ou não pós morte.
Mais devemos respeitar independente de religião,raça,etnia e etc.

28 de janeiro de 2016 09:20

Prezado Mormon Murylo Sodré,


Faltou a você nos especificar o que falamos pelo seu suposto ouvi dizer, e onde foi que usamos exatamente o discurso de ódio na matéria inicial.Porém fique sabendo que neste serviço somos apenas o Jumentinho que leva Jesus e sua verdade aos Povos. Portanto toda honra e Glória é para Ele.Cristo disse-nos:Eu sou o caminho, a verdade e a vida e “ NINGUEM” vem ao Pai senão por mim." ( João, 14, 6).Como Católicos,defendemos a verdade, contra os erros que, de fato, são sempre contra Deus.Cristo não tinha opiniões, tinha verdades, a qual confiou a sua Igreja, ( Coluna e sustentáculo da verdade – Conf. I Tim 3,15) que deve zelar por elas até que Cristo volte.Quem nos acusa de falta de caridade mostra sua total ignorância na Bíblia,e de Deus, pois é amor, e quem ama corrige, e a verdade é um exercício da caridade.Este Deus adocicado,meloso,ingênuo, e sentimentalóide,é invenção dos homens tementes da verdade, não é o Deus revelado por seu filho: Jesus Cristo.Por fim: “Não se opor ao erro é aprová-lo, não defender a verdade é nega-la” - ( Sto. Tomáz de Aquino)

Shalom !!!

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Neste Apostolado promovemos a “EVANGELIZAÇÃO ANÔNIMA", pois neste serviço somos apenas o Jumentinho que leva Jesus e sua verdade aos Povos. Portanto toda honra e Glória é para Ele.Cristo disse-nos:Eu sou o caminho, a verdade e a vida e “ NINGUEM” vem ao Pai senão por mim." ( João, 14, 6).Como Católicos,defendemos a verdade, contra os erros que, de fato, são sempre contra Deus.Cristo não tinha opiniões, tinha verdades, a qual confiou a sua Igreja, ( Coluna e sustentáculo da verdade – Conf. I Tim 3,15) que deve zelar por elas até que Cristo volte.Quem nos acusa de falta de caridade mostra sua total ignorância na Bíblia,e de Deus, pois é amor, e quem ama corrige, e a verdade é um exercício da caridade.Este Deus adocicado,meloso,ingênuo, e sentimentalóide,é invenção dos homens tementes da verdade, não é o Deus revelado por seu filho: Jesus Cristo.Por fim: “Não se opor ao erro é aprová-lo, não defender a verdade é nega-la” - ( Sto. Tomáz de Aquino)

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