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O ECUMENISMO NO DOCUMENTO DE APARECIDA

Written By Beraká - o blog da família on sábado, 20 de novembro de 2010 | 11:36

NO VERDADEIRO ECUMENISMO NÃO HA ESPAÇO PARA O FALSO ECUMENISMO: SINCRETISTA,IRENISTA E PROSELITISTA.

(Por Paulo Suess - Assessor Teológico do Cimi)






Nos últimos 40 anos, o magistério latino-americano e a prática pastoral da Igreja Católica têm insistido no diálogo ecumênico.



O ecumenismo, a relação fraterna entre todos aqueles que adoram Deus como Pai e “que foram regenerados pelo batismo” [228], não é algo optativo entre especialistas, mas é “irreversível” e “irrenunciável para o discípulo e missionário”.
O contrário seria um “escândalo” e um “atraso no cumprimento do desejo de Cristo” [227] (cf. UR 1, SD 132).



Aparecida segue no diálogo ecumênico as linhas mestras do Vaticano II e assume o magistério latino-americano das Conferências anteriores, que tem no pobre sua OPÇÃO PREFERENCIAL, porém não excludente, nem exclusiva, pois Cristo acolheu a todos [cf. 231].

"Do contrário, enquanto estivermos com esta Praxis exclusivista e excludente de querer trabalhar somente com o Pobre de maneira exclusiva,por ser mais fácil e instrumentalizadora, deixando a classe média e as elites sem pastoreio (Don Euder Câmara falava da necessidade de se criar uma pastoral das elites, ou pastoral dos ricos), eles estarão debandando por falta de pastoreio da Igreja Católica, e sendo acolhidos pelas seitas que os vêm não como inimigos, mas aliados na construção de uma nova sociedade, onde um trabalhe em favor do outro, suprindo suas necessidades, partilhando dons e talentos sem ideologias, mas movidos unicamente pelo amor. Precisamos entender que não precisamos ideologizar as elites ou idiotiza-los em favor da causa do pobre, mas na caridade Cristã tê-los como aliados.

Não podemos pensar apenas no conceito de Luta de Classes, isto não resolve a questão da desigualdade, mas tão somente torna cada vez mais complexa a frágil questão da busca conjunta por uma sociedade fraterna, justa  e solidária. Precisamos partir do exemplo de Cristo e da Tradição milenar confirmada da Igreja neste campo. Não ha necessidade de se reiventar a roda. "


O Credo comum da fé cristã “no Deus uno e trino, no Filho de Deus encarnado, nosso Redentor e Salvador” nos permite dar “o testemunho da nossa esperança” ao mundo e nossa “cooperação no campo social” (UR 12).
Aparecida “insiste no caráter trinitário e batismal do esforço ecumênico, onde o diálogo emerge como atitude espiritual e prática, num caminho de conversão e reconciliação” [228].



A unidade dos discípulos missionários é unidade na “comunhão no Espírito Santo” (2 Cor 13,13), no plural dos dons, das vocações e dos significados históricos [155].
O Espírito Santo é não só o protagonista da missão, mas também o promotor da unidade na diversidade das culturas e do diálogo ecumênico a partir de um Credo trinitário comum com seus desdobramentos históricos diferenciados.
Guiado pelo Espírito Santo, o movimento ecumênico produziu muitos frutos: “favorece a estima recíproca, convoca a escuta comum da palavra de Deus e chama aos que se declaram discípulos e missionários de Jesus Cristo à conversão” [232].



A unidade dos cristãos será um “dom do Espírito Santo” [230], um dom que envolve oração, participação e partilha dos agraciados. Em sintonia com o Vaticano II, o DA afirma que uma das bases importantes do movimento ecumênico é a oração e a conversão.
Em questões de fé, que permitem tantas divergências, o ecumenismo sociológico do “movimento” necessita do apoio do “ecumenismo espiritual” (UR 8 [230]).
O ecumenismo, que nasce da oração de Jesus, só é sustentável através da oração, conversão e reconciliação dos discípulos [234, 228].

Onde existe o diálogo ecumênico, “diminui o proselitismo, cresce o conhecimento recíproco, o respeito e se abrem possibilidades de testemunho comum” [233]. (Isto vale também para o ecumenismo interno da Igreja entre as Pastorais e novos movimentos da igreja).
O ecumenismo nos faz “recuperar em nossas comunidades o sentido do compromisso do batismo” [228], suscita “novas formas de discipulado e missão em comunhão” [233] e inspira a colaboração no campo social [99g].
Pelo amor de Deus e pelo amor aos pobres devemos avançar no diálogo ecumênico, porque uma das finalidades do movimento ecumênico é a concretização do Evangelho testemunhado no meio dos pobres,preferencialmente, porém não exclusivamente, para que olhando para nós todos possam dizer: “Vejam como se amam, ao invés do vejam como se odeiam...”



A unidade, por ter como base a criação do ser humano segundo à imagem e semelhança de Deus, e o desejo de Jesus para que todos “sejam um” (Jo 17,21; [227], cf. SD 132), protege as pessoas contra qualquer discriminação racial, religiosa ou de gênero [cf. 97; 533].



O diálogo ecumênico ainda não se tem desenvolvido “com a mesma intensidade em todas as Igrejas” [99g].
Obstáculos para esse diálogo representam a falta dos devidos discernimentos e a convivência com grupos fundamentalistas que “atacam a Igreja Católica com insistência” [100g].
É importante participar de organismos ecumênicos em todos os níveis da vida eclesial.
Além das “escolas de ecumenismo” já existentes “necessitamos de mais agentes de diálogo e mais bem qualificados” [231s].
Desta forma evitaremos o IRENISMO , ou sincretismo que é contrário a proposta ecumênica do Concílio Vaticano II.



O movimento ecumênico é impulsionado pela energia que corre entre os dois pólos: a desunião de fato existente e a vontade firme de superá-la num diálogo paciente e amplo (Internamente e externamente).
O ecumenismo com base popular avança, geralmente, com mais facilidade do que o ecumenismo meramente doutrinal. “Sustentado pelo Espírito da verdade”, o povo vive em seu conjunto e no corpo a corpo ecumênico o “senso da fé” (LG 12a).
O povo pobre, que é a base preferencial , porém não exclusivista constitutiva das Igrejas, sabe-se situar na “hierarquia de valores” (GS 37a) e na “hierarquia de verdades” (UR 11c), sem trair o próprio e sem desprezar o alheio e diferente.
FONTE: http://formacaododiscipulo.blogspot.com/2009_09_01_archive.html
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Neste Apostolado promovemos a “EVANGELIZAÇÃO ANÔNIMA", pois neste serviço somos apenas o Jumentinho que leva Jesus e sua verdade aos Povos. Portanto toda honra e Glória é para Ele.Cristo disse-nos:Eu sou o caminho, a verdade e a vida e “ NINGUEM” vem ao Pai senão por mim." ( João, 14, 6).Como Católicos,defendemos a verdade, contra os erros que, de fato, são sempre contra Deus.Cristo não tinha opiniões, tinha verdades, a qual confiou a sua Igreja, ( Coluna e sustentáculo da verdade – Conf. I Tim 3,15) que deve zelar por elas até que Cristo volte.Quem nos acusa de falta de caridade mostra sua total ignorância na Bíblia,e de Deus, pois é amor, e quem ama corrige, e a verdade é um exercício da caridade.Este Deus adocicado,meloso,ingênuo, e sentimentalóide,é invenção dos homens tementes da verdade, não é o Deus revelado por seu filho: Jesus Cristo.Por fim: “Não se opor ao erro é aprová-lo, não defender a verdade é nega-la” - ( Sto. Tomáz de Aquino)

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