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Com os fracos me fiz de fraco para conquista-los para Cristo- “Quando o contra testemunho se torna um grande testemunho ?”

Written By Beraká - o blog da família on domingo, 19 de outubro de 2014 | 21:50





A homilia final do papa Francisco na missa de envio da Jornada Mundial da Juventude (JMJ) deixou um pouco de lado o cunho social para se voltar ao aspecto religioso do lema do evento:


"Ide e fazei discípulos entre todas as nações"


O Pontífice pediu que os jovens não tenham medo da missão que Jesus ordena a cada um deles. "É uma ordem, sim, mas que não nasce da vontade de domínio ou de poder, mas nasce da força do amor", afirmou Francisco, pedindo atenção especial para os jovens do Brasil e da América Latina, pedindo que levem Cristo a todos os ambientes:



"Até as periferias existenciais, incluindo a quem parece mais distante, mais indiferente"


Disse isto pedindo que a união demonstrada por eles durante a JMJ não se perca a partir de amanhã.


"Jesus não chamou os Apóstolos para viverem isolados, chamou-lhes para que formassem um grupo, uma comunidade".


Afirmou o papa Francisco advertindo aos sacerdotes que não deixem de estar lado a lado com a juventude.Ele desafiou os jovens a partilhar a experiência vivida no Rio de Janeiro durante esses dias de JMJ na volta para casa, dizendo que a missão não tem fronteiras nem limites.


"A experiência desse encontro não pode ficar trancafiada na vida de vocês ou no pequeno grupo da paróquia, do movimento e da comunidade de vocês. Seria como cortar o oxigênio a uma chama que arde".


Afirmou, lembrando como exemplo de missão o beato José de Anchieta e citando o profeta Jeremias, que disse que não é preciso temer o desafio.


"Alguém poderia pensar que não está preparado. Mas Deus responde: não tenham medo, pois estou contigo para te defender."



No fim, o Papa abriu as portas da Igreja para o serviço ao próximo, para uma nova Igreja:


"Evangelizar significa testemunhar pessoalmente o amor de Deus, significa superar os nossos egoísmos, significa servir, inclinando-se para lavar os pés dos nossos irmãos, tal como fez Jesus".


Disse o papa Francisco deixando claro o novo estilo que quer da Igreja Católica:


"Para construir um mundo novo, é preciso levar a força de Deus para devastar e derrubar as barreiras do egoísmo, da intolerância e do ódio; e também para extirpar e destruir o ódio e a violência".



COMO FAZER ISTO ?


Mas, a quem assemelharei esta geração? É semelhante aos meninos que se assentam nas praças, e clamam aos seus companheiros,e dizem: Tocamo-vos flauta, e não dançastes; cantamo-vos lamentações, e não chorastes.Porquanto veio João, não comendo nem bebendo, e dizem: Tem demônio.Veio o Filho do homem, comendo e bebendo, e dizem: Eis aí um homem comilão e beberrão, amigo dos publicanos e pecadores. Mas a sabedoria é justificada por seus filhos.(Mateus 11,16-19).



Nos revela exemplarmente a palavra de Deus, sobre o despojamento em 2 Cor 8,9:


“Com defeito, conheceis a generosidade de  nosso Senhor Jesus Cristo, que por causa de vós se fez pobre, embora fosse rico, para vos enriquecer com a sua pobreza.”


Nessa passagem temos um claro exemplo da motivação que Paulo usa para a sua concepção de moral cristã:


O comportamento Cristão deve ser motivado pelo exemplo de Cristo. Nesse caso, Paulo usa o desapego de Cristo da sua condição divina, abandonando tudo, aceitando o empobrecimento radical de morte degradante na cruz.Outra passagem que mostra o despojamento de Cristo encontramos, sempre em Paulo, na sua epístola aos Filipenses (2,6-11). Num hino cristológico, ele diz:



“Ele, sendo de condição de divina,não usou de seu direito de ser tratado como um Deus,mas se despojou,tomando a forma de escravo.Tornando-se semelhante aos homense reconhecido em seu aspecto como um homem,humilhou-se,tornando-se obediente até a morte,e à morte sobre uma cruz.”


Como nos diz o papa Francisco:

“Devemos ser canais do amor divino,não apenas reservatório”


Deus sonha e tem como uma de suas grandes prioridades, talvez a maior, que o Seu grande amor chegue a toda criatura, pois Ele não quer que nenhum se perca.  Por isso ele nos chama para sermos pescadores de homens:



Mateus 4,17-20: “Desde então começou Jesus a pregar, e a dizer: Arrependei-vos, porque é chegado o reino dos céus. E Jesus, andando junto ao mar da Galiléia, viu a dois irmãos, Simão, chamado Pedro, e André, os quais lançavam as redes ao mar, porque eram pescadores; E disse-lhes: Vinde após mim, e eu vos farei pescadores de homens. Então eles, deixando logo as redes, seguiram-no.”



O apóstolo Paulo mostra o seu esforço, e com isso sua prioridade, e meios em procurar “pescar ”vidas para o Senhor. Veja I Cor 9,19-22:



"Porque, embora seja livre de todos, fiz-me escravo de todos, para ganhar o maior número possível de pessoas. Tornei-me judeu para os judeus, a fim de ganhar os judeus. Para os que estão debaixo da lei, tornei-me como se estivesse sujeito à lei,embora eu mesmo não esteja debaixo da lei, a fim de ganhar os que estão debaixo da lei.  Para os que estão sem lei, tornei-me como sem lei,embora não esteja livre da lei de Deus, mas sim sob a lei de Cristo, a fim de ganhar os que não têm a lei.Para com os fracos tornei-me fraco, para ganhar os fracos. Tornei-me tudo para com todos, para de alguma forma salvar alguns.”



A lista poderia ser acrescentada:Fiz-me de louco para me aproximar dos loucos, fiz-me fraco para me aproximar dos fracos, fiz-me escravo,fiz-me sem lei,fiz-me “palhaço”para me aproximar e ganhar os palhaços.Não só para se aproximar, mas se aproximar com uma intenção muito séria: de ganhar essas vidas para Jesus Cristo , ou seja,PESCAR.


Conta-se uma estória de um missionário que não quis comer na mesa com os índios porque estavam nus. Como consequência, ele foi rejeitado pelos índios, teve que ir para a palhoça com fome, sem amigos, e sem oportunidade de pescar índios para Cristo.



COMO JESUS PESCAVA PESSOAS PARA SUA VINHA ?


Mateus 9,9-13: “Passando por ali, Jesus viu um homem chamado Mateus, sentado na coletoria, e disse-lhe: "Siga-me". Mateus levantou-se e o seguiu. Estando Jesus em casa, foram comer com ele e seus discípulos muitos publicanos e "pecadores".Vendo isso, os fariseus perguntaram aos discípulos dele: "Por que o mestre de vocês come com publicanos e ‘pecadores’? "Ouvindo isso, Jesus disse: "Não são os que têm saúde que precisam de médico, mas sim os doentes.



Como sempre, Jesus se aproximava das pessoas para oferecer a graça e o favor d’Ele, para qualquer tipo de pessoa,sem acepção, se rico ou pobre, judeu ou não, e dessa vez como Jesus estava passando pela coletoria, onde ficavam coletores de impostos, os publicanos, Jesus chamou Mateus, e ele imediatamente veio.  Não só se levantou e veio, como também convidou Jesus para comer em sua casa.



Como Jesus Cristo chamou Mateus ?


Ele estava sentado na coletoria como de costume, pois ele era um publicano.Ele era um oficial da alfândega no porto de Cafarnaum, ou coletor de impostos na cidade. Mateus  estava em seu emprego, não era desocupado como também os demais a quem Cristo chamou.Note como é interessante a diferença entre os chamados pelo diabo e por Jesus. Satanás escolhe para atrair a ele, com suas tentações, aqueles que estão ociosos; enquanto Cristo escolhe para vir a Ele, aqueles que estão ocupados.



A escolha de Jesus foi uma escolha de alguém de má fama, pois os cobradores de impostos eram mal vistos em primeiro lugar porque representavam Roma, e cobravam impostos para o opressor, Cesar.  Além disso, eram pessoas que viviam em meio a corrupção e a tentação de suborno.   Muitos poucos entre os coletores de impostos eram considerados homens honestos. 



Ninguém pode dizer que olhou antes de Jesus Cristo olhar, para atraí-lo.  Em nenhum lugar vemos Mateus indo atrás de Jesus, clamando por Ele; pelo contrário, Mateus estava sentado trabalhando,por isso podemos dizer que não fomos nós que escolhemos a Cristo primeiro, mas Cristo nos amou e nos escolheu primeiro.



Cristo chamou Mateus para ser um pescador de homens, e os peixes que estavam mais próximos para serem pescados eram os seus colegas de profissão, coletores de impostos.  Em Mateus 9,10 vemos que Jesus estava à mesa em casa.  Os outros evangelistas dão maior detalhe, mostrando que Mateus fez uma grande festa, em sua casa, (Mc.2,15, Luc.5,29); um banquete que serviu de evento de colheita, que os pescadores pobres chamados por Jesus para serem também discípulos não foram capazes de fazer.   Interessante que quando Mateus escreve não diz que é a sua própria casa, e nem que era uma festa.  Talvez por humildade, ele centra atenção sobre a presença de Jesus, e sentar-se à mesa com pecadores.



Quando Mateus convidou Cristo, ele convidou seus discípulos para virem juntos com ele. Isso significa que nós também, quando acolhemos a Cristo em nosso coração, devemos acolher a todos os que são dEle também.



Mateus convidou muitos publicanos e pecadores para irem com ele e conhecer a Jesus o Cristo. Nesse ato, Mateus estava facilitando a aproximação entre os amigos pecadores e Jesus Cristo. Ele sabia por experiência própria que a graça de Cristo poderia libertar e salvar, o contrário do que pecadores e cobradores de impostos pensam em função da pressão do pecado.   Note que, aqueles que são de fato trazidos a Jesus Cristo, automaticamente ficam incomodados e desejosos de que outros também possam ser levados a Ele, e ambiciosos de contribuir com a causa de Jesus, pois peixes pescados quando estão vivos desejam pescar outros para o Reino. A pessoa que experimentou a verdadeira graça não fica satisfeito em comer seu jantar sozinho,está a procura de convidar alguém para se deliciar junto. 



O descontentamento dos fariseus vendo Jesus comer com os pecadores, com a mente fixa em preconceitos (Mat 9,11), disseram: “por que come o vosso Mestre com publicanos e pecadores?“  nos mostra:



a). Não seria a primeira e nem a única vez em que Jesus seria criticado por estar com os pecadores. Para os senhores da lei, era como uma contradição, mas Jesus estava preparado para suportar qualquer acusação.  Jesus assumia uma disputa para trazer ao Pai os que estavam no lixo do mundo, segundo o parecer dos religiosos.  Jesus estava se negando à honra de divindade para se colocar ao lado do homem, para resgatá-lo e levar consigo, embora muitas vezes acusado e rejeitado, nada movia seu coração do alvo de resgate.   Assim, Jesus nos ensinava também a enfrentar qualquer acusação ou sofrimento pacientemente para alcançar seus objetivos.



b) Os que não aceitavam a forma de Jesus agir, e por isso brigaram com Ele eram principalmente os legalistas fariseus; uma classe de pessoas orgulhosas de seus conhecimentos deturpados, vaidosos de si mesmos, instigados pelo diabo, o acusador.   Grupo que constantemente evitavam os pecadores, mas não o pecado; fanáticos com prioridade para a aparência de piedade; e sempre procurando manter as tradições legalistas dos anciãos nos mínimos detalhes.



c) Note que os fariseus trouxeram suas críticas para os discípulos, não para o próprio Cristo, porque não tinham coragem de enfrentá-lo face-a-face, embora a briga fosse com Ele.   Viam Jesus como o pior dos profetas, que era uma ameaça para as ideias e ensinamentos deles, mas tinham medo de discutir e ouvir de Jesus.   Então, aparece uma aportunidade para os discípulos e também para nós:o de representar Jesus nas críticas e acusações contra Ele, e procurar justifica-lo diante dos opositores. 




d) A queixa dos acusadores foi o fato de Jesus comer com publicanos e pecadores; ou mesmo tornar-se íntimo de pessoas más, o que era contra a lei de Deus (Salmo 119:115  Apartai-vos de mim, malfeitores; quero guardar os mandamentos do meu Deus. Salmo 1:1  Bem-aventurado o homem que não anda no conselho dos ímpios, não se detém no caminho dos pecadores, nem se assenta na roda dos escarnecedores. );por isso vinha a acusação contra Cristo e seus discípulos; com isso os fariseus procuravam destruir a confiança e a fé que os discípulos tinham em seu Mestre, e ainda mais, tenta-los fazerem afastarem-se de Jesus e procurar trazê-los para seu time e tornarem-se seus discípulos, o que é chamado de proselitismo.   Ter amizade com publicanos era contra a tradição dos anciãos, e, portanto, eles consideraram essa atitude uma coisa abominável. 



Na realidade os doutores da lei não estavam protegendo os pecadores e publicanos, pelo contrário odiavam os que não estavam em seus patamares de conhecimento da lei e aparência.  Talvez tivessem inveja de verem que Jesus dava atenção para aquela “ralé”, enquanto “devia” dar atenção para eles os “santos”.  A aflição deles não era pelo arrependimento e salvação dos pecadores.  Era que a lei se cumprisse, esquecendo da lei do amor a Deus e ao próximo. 




Não temamos partilhar nossas fraquezas, não sejamos como os fariseus que viviam de aparências. Não façamos da vida Cristã uma porta fechada, que ninguém possa ter acesso, mas uma porta aberta à misericórdia divina, e teremos muitas surpresas ao partilhar que somos humanos, fracos e falhos, ao invés de pensar que afastaremos as pessoas de Cristo e da vida Cristã mostrando nossas debilidades e limites, estaremos pescando-as para Cristo,pois em muitas circunstâncias partilhar nossas fraquezas e contra testemunhos, tornam-se um grande testemunho para muitos, faça esta experiência!!!.





Louvado seja nosso Senhor Jesus Cristo



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Neste Apostolado promovemos a “EVANGELIZAÇÃO ANÔNIMA", pois neste serviço somos apenas o Jumentinho que leva Jesus e sua verdade aos Povos. Portanto toda honra e Glória é para Ele.Cristo disse-nos:Eu sou o caminho, a verdade e a vida e “ NINGUEM” vem ao Pai senão por mim." ( João, 14, 6).Como Católicos,defendemos a verdade, contra os erros que, de fato, são sempre contra Deus.Cristo não tinha opiniões, tinha verdades, a qual confiou a sua Igreja, ( Coluna e sustentáculo da verdade – Conf. I Tim 3,15) que deve zelar por elas até que Cristo volte.Quem nos acusa de falta de caridade mostra sua total ignorância na Bíblia,e de Deus, pois é amor, e quem ama corrige, e a verdade é um exercício da caridade.Este Deus adocicado,meloso,ingênuo, e sentimentalóide,é invenção dos homens tementes da verdade, não é o Deus revelado por seu filho: Jesus Cristo.Por fim: “Não se opor ao erro é aprová-lo, não defender a verdade é nega-la” - ( Sto. Tomáz de Aquino)

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