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Será que com Temer a esperança vai vencer o medo?

Written By Beraká - o blog da família on sexta-feira, 20 de maio de 2016 | 14:22






Verdade seja dita: O Brasil estava quebrado( e continua), e encontrava-se ingovernável, completamente travado, com uma presidente que não governava para o conjunto da nação, mas para sua militância, com um discurso ainda de campanha recheado de mentiras sempre na casa dos   milhões de benefícios fictícios. Mas a dura realidade é bem outra: desemprego, violência crescente e a saúde um verdadeiro caos. O Brasil nestes dias se divide entre dois sentimentos conflitantes que se misturam e se justificam: Esperança e medo.




Quando Lula chegou à Presidência da República em 2003 dizia que “a esperança venceu o medo”. Agora, no fim melancólico do governo Dilma e dos mais de 13 anos de governo do PT, será o vice Michel Temer um símbolo de medo ou de esperança? O Brasil nestes dias se divide entre esses dois sentimentos conflitantes que se misturam e se justificam, pois o momento delicadíssimo para o futuro da nação de fato inspira ambos.


Os temores


Ao mesmo tempo, Temer inspira um medo justificável, por conta de seu histórico “temerário”, profundamente vinculado às piores práticas fisiológicas, as quais desde os anos 1990 o PMDB representa como nenhum outro partido – e quem melhor simboliza o PMDB senão seu presidente licenciado? Temer tem falado em governar com todas as forças políticas (exceto, é claro, os derrotados que passarem à oposição). Mas o que ele realmente quer dizer com isso desperta fundado receio. “Governar com todos” não pode significar pôr em prática, do outro lado do balcão, o que o PMDB tem de pior: o loteamento da máquina e a distribuição de cargos a aliados.



Temer sempre mostrou perfil de hábil alfaiate de alianças de bastidores:


Terá que provar esse talento costurando acordos suprapartidários que coloquem em primeiro lugar os interesses da nação, não mesquinhos acordos de varejo que beneficiem apadrinhados e aliados de ocasião. Se fizer isso, iremos mal. Cogita-se que, para atrair confiança, ele formará um ministério de notáveis nas respectivas áreas. Se o fizer, iremos bem.



Outro receio fundado passa, é claro, pela nuvem de suspeitas que paira sobre  Temer e que põe uma interrogação sobre a legitimidade com que ele chegará ao cargo. Primeiro, preside ele há muitos anos o PMDB, sócio majoritário do governo do PT desde o segundo governo Lula e tão beneficiário quanto o PT do esquemão na Petrobras e outros órgãos. Ora, neste caso, as mesmas restrições valem para ambos.


E mais: Temer foi diretamente envolvido na delação de Delcídio do Amaral como suposto beneficiário do esquema do etanol ainda no governo FHC. Além disso, as suspeitas de crime eleitoral que pesam contra Dilma relativas a 2014 também se aplicam a seu vice, e a chapa Dilma-Temer ainda pode ser cassada pelo TSE. Por tudo isso, Temer talvez não esteja apto a fornecer ao país a estabilidade que vende, tão necessária no momento.



Por fim, há um fundado temor de que o governo Temer represente retrocesso em conquistas sociais inegáveis das últimas duas décadas. O vice já avisou que serão exigidos “sacrifícios”, mas não especificou a que exatamente se refere. Pressionado pela retórica petista ditada “diuturnamente” pela presidente Dilma, ele já apressou-se a jurar seu compromisso com a manutenção, a expansão e o aprimoramento de programas e benefícios sociais.


Para o país se salvar da quebradeira, concessões serão necessárias de todas as partes. Agora, o grande desafio do peemedebista será conciliar esse arrocho anunciado com a preservação de políticas públicas importantes, primordialmente para os mais necessitados. Em suma, ou Temer faz a esperança vencer o medo, ou o cinismo, o escárnio e a baderna tomarão conta de vez deste país.


A esperança


Por um lado, se o Senado não reverter a decisão da Câmara, Temer virá com o signo da esperança. O governo Dilma há muito já não governa. Perdeu a credibilidade, perdeu a governabilidade, não reúne mais as mínimas condições de levar o país para qualquer lado que seja. O país parou. A economia está estagnada; os investimentos, congelados, aguardando o desatamento do nó político.


Por mais que Dilma falasse em “repactuação”, o ponto sem retorno para isso já foi ultrapassado. Se crise é oportunidade de mudança, a nossa chegou tão fundo que Dilma já não mostrava autoridade alguma para liderar qualquer transformação. É aí que entra Temer.


Nele, por um lado, concentra-se a esperança de devolver ao país a estabilidade política sem a qual não é possível recuperar a estabilidade econômica. Se Temer confirmar a manifesta predisposição de promover a reconciliação nacional, se provar-se mesmo um pacificador, se transferir à prática o discurso de “reunificação do país”, pode mesmo ser a mão que conduzirá o Brasil para a superação do atual impasse – o que, por si só, será uma mudança positiva. Poderá, como Macri na Argentina, despertar o efeito positivo de resgate da confiança do país junto ao mercado e à comunidade internacional, pela simples mudança de direção para a qual aponta a nau.


Para isso, essa nova direção dada por  Temer terá que ficar bem clara desde os primeiros dias de governo, aproveitando o voto de confiança que na certa lhe concederão o Congresso e a sociedade nos primeiros meses. E essa direção deverá passar por reformas inadiáveis que ele não poderá tangenciar, arcando com o ônus que as medidas poderão trazer à sua já minguada popularidade. Reformas que incluam mudanças nas regras previdenciárias, contenção real do gasto público, um ajuste fiscal rigoroso, a reorganização do sistema tributário brasileiro. Se for por aí, irá bem.


“A esperança vencerá a desconfiança” - Marta Suplicy (PMDB-SP), senadora, numa releitura da frase “A esperança vai vencer o medo”, dita por Lula ao chegar à Presidência, em 2002


“O lado certo da história é a democracia” - Ricardo Ferraço (PSDB-ES),


Oremos pelo bem do Brasil e de todo povo brasileiro!!!
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