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Por que a esquerda anda tão desesperada?

Written By Beraká - o blog da família on segunda-feira, 5 de janeiro de 2015 | 00:03



A nossa incomodada ESQUERDA CAVIAR, título extremamente oportuno que nos remete a uma expressão de nossos irmãos mais velhos os Portugueses, para descrever a “esquerda festiva” (como dizia o grande Nelson Rodrigues), é a marca de um grande desvio de caráter no mundo contemporâneo: A esquerda Caviar é exatamente este tipo de gente que frequenta jantares inteligentes, seminários,defendendo a África,falando  dos pobres e excluídos da sociedade, enquanto bebem suas cervejas e vinhos caros,cercados em seus condomínios fechados.São pessoas,que nunca tiveram o desprazer de usar o SUS como única alternativa a tratamento de saúde,pois tem seus planos de saúde,também nunca pegaram um coletivo, ou transporte urbano,pois andam com seus carrões importados,usam roupas de marca caríssimas, e só matriculam seus filhos nas escolas particulares e ainda humilham as amigas menos magras. Enfim, são aqueles, da classe média e alta, que se consideram fora deste universo, como a guru deles: a filósofa  Marilena Chauí.Os membros da esquerda caviar adoram criticar o Capitalismo, mas hipocritamente não renunciam a nenhum dos benefícios trazidos pelo mesmo.Nelson Rodrigues usava a expressão para esta esquerda de: “amante espiritual de Che Guevara” para nomear a esposa de um casal burguês com “afetações revolucionárias”, o típico “casal caviar”. Em meio às festas da “festiva”, o casal de grã-finos, donos da casa, levava Nelson até o pequeno altar onde uma foto de Che posava para os suspiros da esposa apaixonada pelo revolucionário.De onde vem este fenômeno? Antes de tudo, estamos diante do velho problema de caráter. Nada de questões políticas. Apenas questões morais de fundo: mentira, hipocrisia, luta por autoestima social, narcisismo, oportunismo carreirista, mamadores do sistema paralisante da estabilidade estatal,na tentativa de se ver como pessoa pura de coração, enfim, uma fogueira de vaidades. Como dizia o filósofo britânico Edmund Burke, do século XVIII: "antes de qualquer problema político, existe um drama moral.”









O baixo nível de boa parte da esquerda sempre foi um fato. Mas, de uns tempos para cá, parece estar batendo desespero. Estão deixando a tentativa de se manter as aparências de lado, e partindo para ofensas pessoais – o que mais sabem fazer – com uma fúria impressionante.



Primeiro a ombudsman da Folha partiu para um desnecessário ataque a Reinaldo Azevedo após sua estreia no jornal, rotulando-o de “rotweiller” gratuitamente. Depois a jornalista Míriam Leitão endossou tal rótulo, e me incluiu em ofensas sem sentido. Aí veio Barbara Gancia demonstrar que não saiu do jardim de infância ainda. Fora tantos outros que em seus canais de Twitter e Facebook ficam xingando a turma da direita.



O que acontece?


“A esquerda é hegemônica na cultura, nas academias e na política. A direita começa a ensaiar uma reação, e isso já basta para levar os esquerdistas ao pânico? Não estavam mais acostumados a serem rebatidos, expostos, confrontados com ideias, fatos e argumentos?”



Vejam o caso mais recente e também chocante. O filósofo Paulo Ghiraldelli, professor e colaborador esporádico da própria Folha, teria feito aquela abjeta e infeliz declaração em seu canal do Facebook, desejando que Rachel Sheherazade fosse estrupada.



Como todos sabem, eu mesmo já tive (e ainda tenho) várias divergências com Olavo de Carvalho. Concordo que há excessos também, às vezes típicos de uma caricatura de direita, e não de um filósofo culto como ele. Mas considero o ataque feito por Helinho Saboya pesado demais e desnecessário. Olavo tem dado importante contribuição ao pensamento brasileiro e, acima de tudo, alertado como poucos para o risco bolivariano do PT.



E essa é minha principal crítica ao texto de Saboya:


Entendo que ele deseje separar o “joio do trigo” na direita, mas somos tão poucos e o inimigo é tão mais poderoso, que vejo o momento delicado como propício para uma união da direita, não para fogo amigo.A longo prazo é saudável fazer distinções, preservar a imagem dos mais moderados. Mas há um incêndio a ser apagado com urgência, e essa deve ser a prioridade. Helinho diz:



Constantino, Diogo Mainardi, Denis Rosenfield, Luiz Felipe Pondé, Guilherme Fiuza e Reinaldo Azevedo fazem um respeitável contraponto ao colunismo de esquerda formado por: Verissimo, Vladimir Safatle, Luiz Carlos Azenha, Paulo Henrique Amorim, Luiz Nassif e Emir Sader.



Aqui Helinho comete um deslize novamente:


Para elogiar o que considero, modéstia às favas, um belo time de pensadores de direita, o autor inclui como contraponto um time patético de esquerda.


Não dá para achar que Verissimo, Vladimir Safatle, Paulo Henrique Amorim, Nassif e Emir Sader representem um “contraponto respeitável” a nada, pois são figuras menores, alguns claramente vendidos, outros um tanto limitados. Há nomes bem mais respeitáveis na esquerda, a começar por FHC, Demétrio Magnoli, entre outros.



Mas além de Helinho comparar alhos com bugalhos, em minha opinião reduzindo e até ofendendo o valor desse time de direita citado, ele acha que nos perdemos em besteiras, coisas menores, enquanto há toda uma luta mais importante contra o intervencionismo e a favor da liberdade individual.





Diz ele:


“A dimensão paquidérmica da máquina oficial e seus escândalos fazem praticamente irretorquíveis os argumentos de uma direita que, mesmo com material tão fértil a ser explorado, desperdiça energia com questões completamente insignificantes, polemizando bobagens com verniz de erudição e entusiasmo de hora do recreio.”



O caso usado para ilustrar seu ponto foi a Valesca Popozuda citada como “pensadora contemporânea”, e Helinho mostrou como há exemplos similares nos Estados Unidos. Em primeiro lugar, os Estados Unidos também vivem momentos preocupantes de decadência dos valores morais e concomitante avanço do estado sobre as liberdades individuais.



Em segundo lugar, não concordo que as mensagens nas letras de funk, o relativismo estético e moral da nossa sociedade, as bizarrices do mundo contemporâneo vistas como coisas absolutamente normais, sejam “completamente insignificantes”, polêmicas e bobagens de hora do recreio. A luta é cultural antes de tudo, como sabia a Escola de Frankfurt. Resgatar certos valores morais é prioridade para defender a liberdade.



Hélio Saboya acha ainda que, enquanto essa direita perde tempo com “besteiras”, ignora coisas mais sérias:



“Por outro lado, no recente caso Petrobras, ícones do empreendedorismo independente que concorreram com seus votos para aprovar a polêmica operação Pasadena não sofreram quaisquer críticas por aqueles que pregam a iniciativa privada como a solução de todos os males que afligem a humanidade. Um silêncio difícil de explicar.”



De fato, houve um relativo silêncio. Mas a explicação me parece outra. Os empresários conhecidos que ocupavam assentos no Conselho de Administração da Petrobras estão ali lidando com o dinheiro da viúva, e o mecanismo de incentivos não é o mais adequado. Não seriam, provavelmente, tão negligentes nas decisões estratégicas envolvendo bilhões em suas próprias empresas. Eis o xis da questão. Se a Petrobras fosse privatizada, a situação seria totalmente diferente.



Dando continuidade ao estilo “morde e assopra”, Helinho ridiculariza a ideia de que há uma hegemonia da esquerda em nosso país:



Finalmente, não há mais lenço (nem saco) para o interminável choramingo contra a hegemonia da esquerda na política (na imprensa, como visto, não há), um “coitadismo” em causa própria que desautoriza o discurso da meritocracia. Eleições se ganham por mérito; não há cotas para excluídos. E o mais incensado liberal acidental, Demóstenes Torres, saiu do Senado por feitos de gravidade mensaleira.




Mesmo na imprensa ainda há, meu caro! Sim, é verdade que alguns jornalistas e pensadores conquistaram espaços, mas não dá para comparar isso com a presença maciça de esquerdistas nas redações, colunas e, principalmente, na televisão. Para cada programa com viés mais de direita, haverá uns dez sobre Fidel, Che, Lênin ou escritores de esquerda.


Na academia ocorre a mesma coisa: para cada professor como Pondé há uns vinte marxistas!


Eleições não se ganham por mérito necessariamente. Ainda mais em países com muita ignorância e miséria. Qual o mérito de Chávez, além de ser demagogo ao extremo, carismático e populista, um bufão na era midiática? Por isso mesmo a luta liberal é, acima de tudo, cultural.




É preciso mudar a mentalidade dos eleitores, o que leva muito tempo


E os partidos políticos abraçam bandeiras claramente intervencionistas. Basta ver que nenhum sequer endossa algo tão básico para o liberalismo como a defesa da privatização da Petrobras.Hélio Saboya cai, ainda, na falácia de comparar o caso de Deméstenes Torres, corrupção, com o mensalão do PT, algo muito maior, uma tentativa de golpe na democracia, de compra de parlamentares para não precisar contemporizar com os partidos no Congresso. Outro erro grave em seu artigo.



Por fim, ele diz:



“Se sobrevive a espécie dos esquerdopatas, há também destropatas que, ressentidos e autoritários, festejam o golpe militar, tietam Bolsonaros e Felicianos, e se arrepiam ao ver uma foto do Che Guevara. Será que não basta ter o Lobão como muso e a Sheherazade como musa?”



Concordo que há os tais “destropatas”, mas creio que Helinho jogou muita gente no mesmo saco. Celebrar 20 anos de regime militar é algo realmente indefensável para um liberal como eu.



Mas reconhecer que nos idos dos anos 1960 um contragolpe ao avanço comunista era necessário, isso são outros quinhentos. Castello Branco contou com amplo apoio popular e da imprensa, não vamos esquecer.



Arrepiar-se com uma foto do Che Guevara é sinal de saúde mental, de caráter, nada mais. É, sim, revoltante ver um assassino frio e cruel, um porco psicopata sendo idolatrado por uma massa de idiotas úteis (que votam, não custa lembrar). Alguém como Che ainda despertar tantas emoções positivas demonstra nosso atraso ideológico e nossa ignorância histórica.



Podemos ter Lobão como muso e Sheherazade como musa, o que não vejo mal algum, pois são pessoas que defendem pontos de vista bem razoáveis. Mas não basta. É preciso repudiar aqueles que escolhem, como muso, um sujeito asqueroso que sentia tesão em fuzilar inocentes. Não coloque todos esses no mesmo saco, meu caro Helinho!



Fechando, entendo que Helinho tem as melhores intenções, e que pretende traçar uma linha divisória na direita, para que o lado que considera bom não seja contaminado pelo lado que considera ruim, ou exagerado.


Mas gostaria de lembrar apenas que temos poucas vozes da direita ainda, conquistando espaços recentes, contra um uníssono avassalador da esquerda.


Deixemos o fogo amigo para depois, quando a ameaça bolivariana for coisa do passado.



Rodrigo Constantino




Ferreira Gullar responde : Por que o capitalismo venceu?




O capitalismo do século XIX era realmente uma coisa abominável, com um nível de exploração inaceitável. As pessoas com espírito de solidariedade e com sentimento de justiça se revoltaram contra aquilo. O Manifesto Comunista, de Marx, em 1848, e o movimento que se seguiu tiveram um papel importante para mudar a sociedade.A luta dos trabalhadores, o movimento sindical, a tomada de consciência dos direitos, tudo isso fez melhorar a relação capital-trabalho.



O que está errado é achar, como Marx diz, que quem produza riqueza é o trabalhador e o capitalista só o explora. É bobagem. Sem a empresa, não existe riqueza. Um depende do outro. O empresário é um intelectual que, em vez de escrever poesias, monta empresas. É um criador, um indivíduo que faz coisas novas.A visão de que só um lado produz riqueza e o outro só explora é radical, sectária, primária. A partir dessa miopia, tudo o mais deu errado para o campo socialista.




Mas é um equívoco concluir que a derrocada do socialismo seja a prova de que o capitalismo é inteiramente bom. O capitalismo é a expressão do egoísmo, da voracidade humana, da ganância. O ser humano é isso, com raras exceções.




O capitalismo é forte porque é instintivo. O socialismo foi um sonho maravilhoso, uma realidade inventada que tinha como objetivo criar uma sociedade melhor. O capitalismo não é uma teoria. Ele nasceu da necessidade real da sociedade e dos instintos do ser humano. Por isso ele é invencível.A força que torna o capitalismo invencível vem dessa origem natural indiscutível. Agora mesmo, enquanto falamos, há milhões de pessoas inventando maneiras novas de ganhar dinheiro. É óbvio que um governo central com seis burocratas dirigindo um país não vai ter a capacidade de ditar rumos a esses milhões de pessoas. Não tem cabimento.




*Caso queira saber mais e participar de nosso apostolado, bem como agendar palestras e cursos em sua paróquia, cidade,pastoral, e ou movimento da Igreja, entre em contato conosco  pelo e-mail:  


filhodedeusshalom@gmail.com
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