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A DIFERENÇA ENTRE TRINITARISMO E O "TRITEÍSMO" - VOCÊ CONHECE ???

Written By Beraká - o blog da família on quarta-feira, 19 de setembro de 2012 | 11:05

O TRINITARIANISMO: UMA INTRODUÇÃO A DOUTRINA DA TRINDADE





Trinitarianismo ou doutrina da Trindade é o ensino de que Deus é tríuno, que Ele tem Se revelado em três Pessoas co-iguais e co-eternas. Neste trabalho abordaremos questões fundamentais relativas ao seu ensino, que é considerado pela maioria das Igrejas cristã, um dogma de fé, buscando fundamentar sua crença na Santíssima Trindade nos escritos bíblicos e em construções teológicas.Logo no primeiro capítulo, ressaltamos que embora grande parte das Igrejas oriundas do cristianismo acreditar na existência das três Pessoas da Divindade, religiões dissidentes do mesmo ramo religioso, tais como o Judaísmo e o Islamismo, rejeitam veementemente tal doutrina em virtude do MONOTEÍSMO.





Algumas pessoas equivocadamente atribuem uma mesma natureza ao cristianismo e ao judaísmo, entretanto, apesar de várias semelhanças ambas as religiões são essencialmente diferentes. Como princípio básico, o judaísmo tem o monoteísmo que é a crença em um único Deus, rejeitando que Este seja dividido em partes, mesmo se essa divisão Divina seja misteriosa ou não.Monoteísta também aos extremos, o Islamismo, nega a idéia da Santíssima Trindade, porque segundo seus defensores, vai contra a natureza unicista de Deus (Alá). O que é então monoteísmo? É a crença na existência de apenas um só Deus, o que faz com que seja diferente de crenças como, por exemplo, politeísta que acreditam em vários deuses e, do henoteísmo que aceitam preferencialmente um deus, em detrimento de outros.



Aceitando uma Divindade trina, o cristianismo é uma religião monoteísta trinitária, não sendo de forma alguma uma religião triteísta. O triteísmo é uma perversão da doutrina da trindade, inclusive, é visto como uma espécie de politeísmo.




O dogma da Santíssima Trindade está inserido em um contexto histórico, isto é, possui uma história de crenças que se concretiza como um artigo de fé, proclamado em 325 no concílio de Nicéia, o primeiro concílio ecumênico do cristianismo, onde foram discutidas questões cristológicas, por exemplo, as levantadas pelo arianismo que negava a existência da consubstancialidade entre Jesus e Deus.



Dentro deste contexto histórico em que nasce a doutrina da Trindade, destacaremos sinteticamente, os chamados padres da Igreja, que são divididos em padres apostólicos e padres apologistas. Também denominados, Pais da Igreja, estes homens foram influentes teólogos, professores e mestres cristãos, que proporcionaram a interpretação das Escrituras, distinguindo assim, diferenças entre autênticas doutrinas, e heresias.A estrutura da formulação dogmática da Trindade ou do Trinitarianismo, foi feita através de conceitos elaborados pela Tradição, pela Autoridade e pela Revelação.



É por isso que para seus defensores, ela é simplesmente uma questão de fé, o que extrapola todo limite da compreensão humana.



Assim, eles respondem as críticas ao Trinitarianismo, que dentro de uma visão unicista de Deus, pregam que há apenas um único Deus; o ataque das Testemunhas de Jeová que percebe o dogma da Trindade como ensinamento antibíblico; os movimentos gnósticos que negam a Divindade de Jesus e, o ensinamento dos pioneiros Adventista do Sétimo Dia.Enfim, dentro de uma trajetória de discussões acirradas, o Trinitarianismo foi se estruturando como doutrina cristã, sendo que nem todos os cristãos verdadeiro, creem por completo nela, porque segundo estes, do Trinitarianismo, basta apenas aceitar a Divindade de Jesus, para ser salvo.A conclusão deixa claro que não é fácil explicar definitivamente o dogma da Santíssima Trindade, que todas elas dadas até o momento são insuficientes para abranger tão grande mistério devido à natureza infinita de Deus, restando ao crente, apenas crer.Todas essas questões serão analisadas no decorrer deste trabalho, que como qualquer outro, possui erros e lacunas e, obviamente, não tivemos a mínima pretensão de esgotar o tema, mas, de dá o ponta pé inicial, deixando o seu desenvolvimento para outros que demonstrarem interesse no assunto.



PROVAS DA TRINDADE




HÁ UM SÓ DEUS VIVO E VERDADEIRO


A Doutrina da Trindade não é uma forma de Triteísmo, ou seja, não é uma crença em três Deuses.



O MONOTEÍSMO PRIMORDIAL JUDAICO-CRISTÃO:


1)- “Ouve, Israel, o Senhor nosso Deus é o único Senhor” (Dt 6.4)



2)- Um Anjo foi adorado (Ex 3.5,6), se Ele não fosse Cristo, seria blasfêmia um anjo receber adoração que é devida só a Deus (Ap 22.8-9).


3)- Em Gênesis 1.1 vemos o nome Eloim. Este Nome é plural na forma, mas singular no significado. Os versículos seguintes demonstram isso (Gn 1,26-27; 3.22); indicando então uma Trindade.


4)- Há vários versos que Deus aparece falando consigo mesmo e com isso demonstrando conselho dentro da Trindade. Sabemos que Deus não se aconselha e nem pede conselhos (Gn ,26-27; 3.22; 11.7; Is 6.8); indicando assim uma Trindade. Essa auto-conversa não pode ser atribuída aos anjos, pois eles não estavam associados com Deus na criação.


5)- “Assim diz o Senhor, Rei de Israel, seu Redentor, o Senhor Deus dos Exércitos: Eu sou o primeiro, e eu sou o último, e além de mim não há Deus” (Is 44.6)


6)- “Não terás outros deuses diante de mim” (Ex 20.3)


7)- “Eu e o Pai somos um” (Jo 10.30)


8)- “Crês, tu que Deus é um só? Fazes bem” (Tg 2.19)


9)- “Sabemos que o ídolo de si mesmo nada é no mundo, e que não há senão um só Deus” (1Co 8.4)


10)- “Há um só Senhor, uma só fé, um só batismo, um só Deus e Pai de todos, o qual é sobre todos, age por meio de todos e está em todos” (Ef 4.5,6)


11)- “Eu sou o Alfa e o Ômega, o primeiro e o último, o princípio e o fim” (Ap 22.13)


A TRINDADE NO NOVO TESTAMENTO


No Novo testamento a Trindade é perfeitamente identificada. Por isso ela pode ser facilmente formulada pelas passagens que se seguem:



A. NA FÓRMULA BATISMAL


As instruções de Cristo de batizarem “em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo” declaram a Trindade (Mt 28.19).




B. NO BATISMO DE CRISTO


As Três Pessoas da Divindade são evidenciadas distintamente em Seu Batismo (Mt 3.16,17).




C. NA BÊNÇÃO APOSTÓLICA


As Três Pessoas são vistas (2Co 13.14).




D. O FILHO E O ESPÍRITO É DEUS


Juntamente com o próprio Deus eles formam uma Unidade (Jo 6.27; 10.30; At 5.3,5).



E. PRINCIPAIS DECLARAÇÕES BÍBLICAS NEOTESTAMENTÁRIAS:


1. Em João 1.1 encontramos uma das maiores provas de que Cristo é Deus. No original grego diz: “e Deus era a palavra”, declarando assim explicitamente que Cristo é Deus.


2. Sabemos que Deus é o Criador das coisas, em Jo 1.3; Hb 1.2; Cl 1.16, vemos que Cristo é o Criador de todas as coisas.


3. Tomé declara em relação a Cristo: “Senhor meu e Deus meu!” (At 20.28).




AS TRÊS PESSOAS RECEBEM OS MESMOS ATRIBUTOS DIVINOS:



* Eternidade: Pai (Sl 90.12); Filho (Ap 1.8,17; Jo 1.2; Mq 5.2); Espírito Santo (Hb 9.14).


* Poder infinito: Pai (1Pe 1.5); Filho (2Co 12.9); Espírito Santo (Rm 15.19).


* Onisciência: Pai (Jr 17.10); Filho (Ap 2.23); Espírito Santo (1Co 2.11).


* Onipresença: Pai (Jr 23.24); Filho (Mt 18.20); Espírito Santo (Sl 139.7).


* Santidade: Pai (Ap 15.4); Filho (At 3.14); o Espírito é chamado de Espírito Santo, foi por isso que os anjos clamaram: “Santo, santo, santo é o Senhor dos Exércitos” (Is
 6.3).

* Verdade: Pai (Jo 7.28); Filho (Ap 3.17); Espírito Santo (1Jo 5.6).


* Benevolentes: Pai (Rm 2.4); Filho (Ef 5.25); Espírito Santo (Ne 9.20).



* Comunhão: Pai (1Jo 1.3); Filho (idem); Espírito Santo (2Co 13.14).



Definição conceitual do Trinitarianismo



Apesar de algumas semelhanças, há várias diferenças entre judaísmo e cristianismo que chegam até ser substancias.Basicamente, o cristianismo seguiu outro caminho desde sua origem, rompendo com o judaísmo e formando uma nova religião. Portanto, é um grande equívoco acreditar que ambas as religiões têm a mesma essência, ou ver o cristianismo como uma continuação natural do judaísmo.Portanto o Cristianismo é Ruptura com o Judaísmo.



O principal fundamento do judaísmo é a noção de monoteísmo, isto é, a idéia de que existe um único Deus. De acordo com este, “Deus não é feito de partes” (?), mesmo se porventura essas partes estivessem misteriosamente unidas.




Por sua vez, o Islamismo, também monoteísta, nega a idéia da Trindade cristã, por acreditar que ela enfraquece a idéia da unicidade de Deus. Sua doutrina resume-se em acreditar em um único Deus. Ala (Deus) é único e cada capítulo do Alcorão começa com "Em nome de deus....."



O Monoteísmo



O que é monoteísmo? O monoteísmo vem do grego mónos = único e théos = Deus, ou seja, Deus único. É a crença na existência de apenas um só Deus onde este é onipotente, oniciente e onipresente.



ATENÇÃO !!! O monoteísmo se diferencia do politeísmo que conceitua a natureza de vários deuses, como também se diferencia do Henoteísmo por ser este a crença preferencial em um deus reconhecido entre muitos.



O monoteísmo possui outras formas, como definidas a seguir:



1)- O Monoteísmo ético



Que é a afirmação de um só Deus com fundamento ético. Desde o princípio Javé foi considerado um Ser de propósito ético, que exige completa obediência. O javinismo era uma religião de vida e conduta, segundo as leis que expressam a vontade Divina. Essas leis, em que a vontade de Deus assumiu forma concreta, incluem sobretudo as normas de condutas apodicamente formuladas.



2)- Monoteísmo místico



É a afirmação de um só Deus por razões místicas. Transcende todos os reinos do ser e do sentido, e seus representantes divinos, em favor do fundamento e abismos divinos, dos quais ele provê e no qual desaparecem. Todos os conflitos entre os deuses, entre o divino e o demoníaco, entre os deuses e as coisas, são superadas naquele que é último e que transcende a todos eles.



3)- Monoteísmo monárquico



Afirmação de um só Deus com soberania absoluta. Esta concepção monoteísta está no limite entre o politeísmo e monoteísmo. O deus-monarca impera sobre os deuses inferiores e sobre os seres da natureza divina. Ele representa o poder e o valor da hierarquia. Seu fim seria o fim de todos aqueles sobre os quais ele impera. Os conflitos entre os deuses estão reduzidos através de seu poder. Ele determina a ordem dos valores. Foi isto que os estóicos, fizeram quando identificaram Zeus como última cidade ontológica.




4)- Monoteísmo trinitário



Afirmação de um só Deus em três pessoas distintas. Não é uma questão com o número três. É uma tentativa de falar no deus vivo: o Deus em que estão unidos o último e o concreto. O monoteísmo trinitário é o monoteísmo concreto, isto é, a afirmação do Deus vivo.




O que é Triteísmo?




O bispo Marcelo de Ancira, pai desta doutrina considerada herética, numa tentativa de defender o Monoteísmo, afirmava que havia em Deus três pessoas e três naturezas distintas, e duas  forças, que saiam de Deus e a Ele retornavam.



É uma perversão da doutrina cristã da trindade (cristianismo) que pode ser vista como uma espécie de politeísmo. Essa doutrina visa Deus como três deuses iguais e distintos.Ainda na visão triteísta, o que existe é uma divindade trigêmea, isto é, composto por três seres separados, que não só um apenas no aspécto da união entre si, ou seja, estão perfeitamente unidos pelas metas, planos, propósitos e objetivos, porque trabalham sempre juntos. Enfim, na visão triteísta, Deus não é um indivíduo, mas um grupo de três indivíduos, ou uma comunidade. 



O Triteismo é o conceito de que o Deus da Bíblia é realmente composto de três seres separados, que são só um porque eles estão perfeitamente unidos nas suas metas, planos e propósitos, mas porqque eles trabalham juntos. Neste conceito, Deus não é um indivíduo, mas um grupo de três indivíduos, ou uma comunidade. 



Novamente, gostaríamos de nos referir e apontar o item número 4 do Credo de Atanásio, que diz: "Nem confundir as pessoas; nem dividir a substância." A frase "nem dividir a substância" refere-se diretamente a essa compreensão triteísta de Deus.De acordo com o Trinitarianismo Ortodoxo, o Triteísmo divide a substância de Deus conseqüentemente em três Seres separados. Assim, seriam três deuses e isto é rotulado como "Triteísmo".



Note a seguinte definição da "Trindade ortodoxa" da qual a definição do Triteísmo foi tirada: 



“… o termo pessoa [hipóstase] não deve ser levado aqui como uma comparação entre homens, como se as três pessoas fossem três indivíduos diferentes, ou três seres conscientes agindo separadamete. A idéia trinitariana de personalidades baseia-se  em meio caminho entre uma mera forma de manifestação, ou uma personificação que conduziria ao Sabelianismo e a idéia de uma personalidade humana independente limitada que resultaria em Triteísmo. Em outras palavras, Isto é para evitar a… Trindade unitária de uma concepção de três e aspecto de um ser, e a… trindade dos Triteistas de três seres distintos e separados. (Philip Schaff, História da Igreja Cristã, Volume 3, Seção 130, págs. 676-677.)   




Note que o Triteísmo está definido como a idéia que Deus existe em três pessoas que são "três indivíduos diferentes, ou três seres autoconscientes e separados." 





Eles são chamados "um" porque eles são um em propósito e caráter. O Triteísmo é a idéia de que o Deus da Bíblia não é um Ser individual, mas uma comunidade de três Seres separados, que trabalham junto em unidade perfeita, enquanto o Modalismo é a idéia que o Deus da Bíblia é uma pessoa que se manifesta de três modos diferentes.




A Trindade Ortodoxa busca achar um "caminho do meio" entre esses dois extremos, inventando uma espécie de existência chamada hipóstase que não é uma manifestação nem um ser individual.   



Com o conceito do Triteísmo, não pode haver nenhum Filho real de Deus. A única definição cabível é a de um ser que é divino e está representando um papel, ou fingindo ser o Filho de um dos outros Seres divinos.   O Triteísmo, como o Modalismo, nega a morte de Cristo, porque é dito que os três Seres divinos são exatamente iguais e nenhum deles poderia morrer ou poderia separar-se um do outro.




Novamente, o crente fica com uma percepção fria do amor de Deus, enquanto imagina que Deus (a comunidade de três deuses) amou o mundo de tal maneira que eles enviaram um deles para a Terra a fim de fingir ser o Filho de um dos outros que para trás ficaram, e fingir morrer e revelar o amor de todos os três, inclusive os dois que tinha ficado atrás.



Gênese da experiência e da reflexão trinitária:



Desde os acontecimentos pascualinos até a sua proclamação como dógma de fé, a conceptuação do mistério trinitário, trilhou um longo percurso.Observamos isso desde a primitiva declaração da morte e ressureição de Jesus de Nazaré , passando pelas primeiras afirmações do Novo Testamento da plena divindade de Jesus , da personalidade do Espírito Santo  e o surgimento das primeiras formas trinitárias até ao Credo Niceno-Constantinopolitano.




A formulação dogmática:



A primeira formulação dogmática da reflexão teológica cristã trinitária, referente a relação entre cada uma das três Pessoas divinas, foi elaborada em um primeiro momento, como um artigo de fé pelo Credo de Niceia (proclamado em 325 no Concílio de Niceia) objetivando dirimir as questões levantadas por Ário, criador do arianismo, que por sua vez, negava a natureza divina de Jesus, ou seja, a plena divindade de Jesus e, em um segundo momento, pelo Concílio de Constantinopla (381), realizado com a finalidade de opor-se as ideias do movimento denominado pneumatômico, reafirmando a plena natureza divina do Espírito Santo, formulação apresentada depois (ano 500 dC) no Credo de Atanásio.Estes Credos foram progressivamente formulados e ratificados pela Igreja dos séculos III e V, em reação a algumas ideias que envolviam a natureza da Trindade, ensinadas por movimentos como, o arianismo e os pneumatômicos- dos quais já falamos -, docetismo e modalismo.Movimentos que negavam a divindade pessoal da terceira pessoa da Trindade e que foram depois declarados heréticos por atentar contra a essência da Revelação.




De modo que, esses Credos foram mantidos não só pelo Catolicismo e a Ortodoxia, mas também, de algum modo, pelo Protestantismo, sendo inclusive citados liturgicamente nas Igrejas Luteranas e Reformadas.



Escritos dos padres da Igreja



1)- Deus uno e criador nos padres apostólicos:



As ideias acerca de Deus uno e criador dos padres apostólicos derivam quase que em sua totalidade da fonte bíblica e do judaismo dos últimos séculos, e raramente recorrem ao pensamento dos gregos, a eles contemporâneo. Conquanto, na primeira epístola de São Clemente aos Coríntios, ao ser feita no capítulo 20 referência a Deus como ordenador do Kósmos, pode-se perceber um eco do estoicismo.



2)- Deus uno e criador nos padres apologéticos :



No entanto, nos padres apologistas a influência do pensamento filosófico ou pensamento dos gregos, se torna evidente. Aristide de Atenas fundamenta sua apologia com uma demonstração da existência de Deus retirada do argumento filosófico de Aristóteles baseado no movimento. São Justino, por sua vez, acreditava que os pensadores gregos teve acesso aos livros de Moisés.



3)- Justino afirmava também, que Deus era a causa de toda existência, tendo criado todas as coisas no início a partir da matéria informe - ex nillo - conforme o ensimanento do Platonismo, que justino supunha ter sido retirado do livros dos Gêneses. Embora, entretanto, Platão considerasse a matéria pré - existente como eterna, Justino, provavelmente, a interpretou como se Deus a tivesse criado primeiro e a partir dela formou o Cósmos. Assim, Justino, igualmente afirmava que criando e sustentando o Universo, Deus usou o seu Logos como instrumento.



4)- Os demais apologistas concordam com com as colocações de Justino, emboram sejam mais definidos a respeito da criação a partir do nada.



5)- Taciano coloca que a matéria a partir do qual o Universo foi feito, foi ela mesma criada pelo "Único artífice do Cósmos", que a criou através do seu Verbo. Teófilo, por sua vez, afirmou que "Deus criuo tudo do modo que ele quis, do modo que ele o quis", e que Deus era "sem início porque incriado". Criticou a noção platônica de eternidade da matéria afirmando que, se isto fosse verdade, Deus não seria o criador de todas as coisas, e nesse caso a sua posição de único e primeiro princípio não teria validade.



6)- Santo Irineu, mesmo não sendo um apologista, refutou a teoria agnóstica de uma hierarquia de Eons criados por um Deus supremo incognocível, um dos quais, o criador do restante do Universo ou Demiurgo, também seria uma criatura. Santo Irineu, ensinou ainda que Deus exercia suas atividades criativas através de seu Verbo e sua Sabedoria ou Espírito, e que a criação foi a partir do nada, afirmando que enquanto os homens não podem fazer nada a partir do nada, mas apenas a partir do material que lhes são oferecidos, Deus é em relação a isto superior aos homens, porque ele mesmo ofereceu o material para a sua criação, embora este não tivesse existência anterior. Santo Irineu procurou também expor peremptoriamente as contradições que envolviam a colocação de uma série de emanações hierarquizadas de divindades.



Funções e operações das pessoas da Trindade



As três pessoas da Trindade estabelecem uma comunhão e união perfeita, formando um só Deus, e constituem um perfeito modelo transcendênte para as relações interpessoais. Elas possuem a mesma natureza divina, a mesma grandeza, a mesma sabedoria, são iguais em poder, em bondade e santidade, mas, em certas ocasiões, em algumas atividades, certas funções são mais reconhecidas em uma pessoa do que em outra. Essas funções, suas principais atividades desempenhadas ou o modo perculiar de operação de cada um, está registrado nas Escrituras Sagradas e "perimpitoriamente resumino no Credo Niceno-Constantinopolitano, o credo oficial de muitas denominações cristã".




Desse modo, o trinitarianismo ensina que há diferentes ações para as pessoas da Santíssima Trindade, mas o Pai, Filho e Espírito Santo compartilham a mesma natureza. O que é o Pai, também é o Filho e o Espírito Santo.




O trinitarianismo afirma também que o Pai é a primeira pessoa da Trindade, que o Filho é a segunda pessoa da Trindade e que o Espírito Santo é a terceira pessoa da Trindade.Ao sustentar essa afirmação,os defensores do trinitarianismo, apresentam que o significado da palavra "pessoa", na modernidade, tem uma significação bem distinta do período em que foi formulado o Dogma da Santíssima Trindade e utilizada pelos patriarcas da Igreja Primitiva.



Pai, Filho e Espírito Santo:



1)- Pai - Não foi criado nem gerado. É o "princípio e o fim" da vida e está em absoluta comunhão com o Filho e com o Espírito Santo. Foi o Pai que enviou o seu Filho, Jesus Cristo, para salvar-nos da morte espiritual, pelo sacrifício vicário. Isto revela o infinito amor de Deus sobre os homens e o não-abandono aos seus filhos adotivos. O Pai, a primeira pessoa da Trindade, é considerado como o pai eterno e perfeito. É atribuído a essa pessoa divina, a criação do mundo.



2)- Filho - Gerado pelo Pai e consubstancial a Ele. Não foi criado pelo Pai, mas gerado na eternidade da substancia do Pai. Encarnou-se em Jesus de Nazaré, assumindo assim a natureza humana. O Filho, a segunda pessoa da Trindade, é considerado como o Filho eterno - filho sob a ótica no sentido de que se tornando homem, deixou sua divindade, tornando-se totalmente dependente de Deus-, com todas as perfeições divinas. A Ele é atribuída a redenção ou salvação do mundo.




3)- Espírito Santo - Não foi criado nem gerado. Esta pessoa divina personaliza o Amor íntimo e infinito de Deus sobre os homens. Manifestou-se primeiramente no batismo de Jesus e na sua Transfiguração, e foi plenamente revelado no dia de Pentecostes. Habita nos corações dos crentes e estabelece entre estes e Jesus uma comunhão íntima, tornando-os unidos num só Corpo. O Espírito Santo, a terceira pessoa a Trindade, é considerado como puro nexo de amor. Atribui-se a essa pessoa divina, a santificação da Igreja e do mundo com seus dons.




Das Críticas ao Trinitarianismo:




Outras religiões e várias denominações cristãs discordam da doutrina da Santíssima Trindade. Obviamente são as Igrejas cristãs não-trinitárias que rejeitam essa doutrina.É claro que esses grupos discordantes, possuem uma visão teológica que serve de baliza para norteiar seus discursos opositores, para analisar as ideias que formulam a doutrina da Trindade defendidas pelas denominações cristã trinitarianas. A seguir abordaremos numa síntese, a visão unicista de Deus, conceito cristão anti-trinitáriano.



Visão unicista de Deus



A visão unicista de Deus entende haver apenas um único Deus, a pessoa divina de Jesus Cristo, que se teria manifestado como Deus Pai na criação, como Deus Filho na redenção e como o divino Espírito Santo nos dias atuais. Ou seja, um Deus único em três manifestações temporais.Outro ramo dessa mesma ideia, isto é, da ideia unicista de Deus, defende que existe apenas um Deus e um só Senhor, nas figuras de Jesus Cristo como senhor dos exércitos e de Deus, o Pai criador e sustentador do Universo. Segundo essa ideia, há vários textos bíblicos indicando a existencia de somente um único Deus tais como (Ex 20:2-3; ICr 8:6; Jo 4:21 e 23).




Os defensores dessa visão, afirmam ainda que a exegese bíblica feita pelos trinitarianos, isto é, os textos extraidos da Bíblia e usado para provar a existencia da Trindade por este grupo, não tratam diretamente da adoração a uma Trindade ou a um Deus triúno, confirmando que esta (adoração) deve ser dirigida somente a um Deus.Para os Cristadelfianos, nem a palavra Trindade e nem o conceito de Trindade aparecem na Bíblia. De modo que, este grupo ensina que Deus é uma só pessoa, o Pai, é maior do que o Filho, e que o Filho é subordinado ao Pai.Na verdade, a doutrina da Trindade é, "simplesmente" uma doutrina revelada. Ou seja, incorpora uma verdade que nunca foi descoberta pelo raciocínio do homem e desta forma nunca será. Por muito que busque, o homem nunca foi capaz de esquadrinhar, de per si, as coisas profunda de Deus.Visto que a doutrina da Trindade não podendo ser descoberta pelo raciocínio humano, também não pode ser provada por meio da razão. Não existem analogias na natureza, nem mesmo na natureza espiritual do homem, feito à imagem e semelhança de Deus. Ele é único na sua maneira de ser trinitária; e, como não há nada no universo semelhante a Ele, em relação a isto, não há nada material que nos possa auxiliar em sua compreensão.Apesar disso, têm-se feito muitas tentativas para edificar uma prova racional da Trindade divina.



Duas provas teológicas, entre tantas são bem atraentes, e que, portanto, têm sido constantemente objetos de estudos de pensadores especulativos. Estas derivam das implicações, num dos casos, da autoconsciência; no outro, do amor.



Tanto a autoconsciência como o amor, diz-se, requerem, para a sua própria existência, um objeto para qual o ser existe como sujeito. Se concebemos Deus, como auto-cônscio e amante, não podemos deixar de O conceber como abrangendo, na Sua unidade, por esse motivo, alguma forma de pluralidade, como requer a sua natureza trinitária.



Dentre estes grupos, destacaremos a seguir as Testemunhas de jeová, o movimento gnóstico e os pioneiros Adventista do Sétimo Dia.



Testemunhas de Jeová( Resquícios dos Cristãos Judaizantes):



As testemunhas de Jeová rejeitam o dogma da Santíssima Trindade como sendo um ensino antibíblico. Argumentam que existe apenas um só Deus verdadeiro que se chama Jeová. Ele é considerado o deus Todo-poderoso. Elas argumentam ainda afirmam que a nação de Israel, a quem supostamente isso foi dito , não acreditavam na Trindade.Para as testemunhas de jeová, o plural aqui no nome hebráico [Elohím] é majestático ou de excelência, portanto, não traz a idéia de pluralidade de pessoas numa deidade. Afirmam que quando em Juízes 16:23 se faz referência ao deus Dagom, emprega-se uma forma do título "elo-hím!, o verbo acompanhante está no singular, o que indica que se refere a apenas um deus. Citam também Gêneses 42:30, que diz que José é "Senhor" (adho-néh, o plural majestático) do Egito.As testemunhas explicam que o idioma grego não possui "plural majestático ou de excelência". Portanto, em Gêneses 1:1, os tradutores da Septuaginta, segundo elas, empregaram "oh Théos" (Deus no singular) equivalente a "Elo-ím". Afirmam ainda que no evangelho de São Marcos 12:29, onde se reproduz uma resposta de Jesus em que ele citou Dt 6:4, emprega-se similarmente o singular "oh Theós" oriundo do grego. Consideram o filho de Deus um ser Divino, poderoso ou (um) Deus. Porém, não o consideram o Deus Todo-poderoso, mas uma pessoa distinta dele, o primogênito de toda a Criação.



Para ela, aquele que mais tarde se tornou verdadeiramente homem, o Jesus de Nazaré, chamado de o Cristo ou Messias, teria uma existência pré-humana como filho Unigênito de Jeová Deus e seu porta-voz. Na existência pré-humana de Jesus, creem que ele era o Arcanjo Miguel, o principal líder dos anjos de Deus (Jeová).




Creem que ele teve um papel importante quando da Criação, porém, como mestre-de-obra de Deus. Enquanto humano, dizem, Jesus nunca considerou a hipótese de ser igual a seu Pai, o Deus Todo-poderoso. Ele próprio deixou bem claro que seu Pai era maior do que ele . Após a sua ressureição e ascensão ao Ceu, continuou lealmente sujeito ao seu Pai e Deus Todo-poderoso. Afirmam que assim como o homem é a cabeça da mulher e, Cristo é a cabeça de todos os homens, Deus é a cabeça de Cristo. Ensinam que nos fins dos tempos, Jesus será designado juíz e governante do Reino Messiânico. E no término do seu reinado, "quando todas as coisas lhe tiverem sido sujeitas, então o próprio Filho também se sujeitará Áquele que lhe sujeitou todas as coisas, para que Deus (Jeová) seja todas as coisas para todos.




Por fim, as testemunhas do Reino, entendem que o Espírito Santo não é uma Pessoa divina. É apenas a força ativa que procede de Deus. Creem que a personificação do Espírito Santo, encontrada em alguns textos bíblicos, não é suficiente para provar a sua Divindade, mas que se configura apenas em linguagem.




Argumentam que em parte alguma das Escrituras se dá um nome pessoal ao Espírito Santo; dá-se tão somente ao nome pessoal do Pai - Jeová e ao seu Filho Jesus Cristo -. Citam Atos 7: 55 e 56, que relata que Estevão recebeu uma visão do céu, onde viu "Jesus em pé à direita de Deus", mas não diz ter visto o Espírito Santo.



Os movimentos gnósticos:



Esse movimento (neo-gnóstico) contemporâneos, que se autodenominam Cristão, afirmam por sua vez que, Jesus Cristo não é Deus como é o YHVH, pois YHVH surge ao longo do Antigo Testamento como sendo um Deus "vingativo", "cruel" e "sedento de sangue" e, Jesusn como rosto de um "falso Deus" que é amor, misericórdia e perdão.



Defendem que o Espírito Santo é na realidade o "Verdadeiro Deus" que salvou a Humanidade ao ser entregue por Jesus a YHVH quando de sua morte.



AS RELAÇÕES E AS PESSOAS DIVINAS:








*Triteismo e uma perversao da doutrina cristã da Trindade que pode ser vista como uma especie de politeismo.Visa Deus como tres Deuses iguais e distintos ( Heresia do bispo Marcelo de  Ancira).


A definicao dogmatica que parte da fe crista afirma que no Deus Trino sao, simultaneamente, tres pessoas e um unico Deus.



Contudo, o termo “pessoa” se remete para alem do campo trinitario e Cristologico, tocando necessariamente no campo antropologico.




Dai provem dois aspectos relevantes para compreender melhor o conceito de pessoa:




1)- A pessoa, como sujeito de relacao, tema que foi amplamente trabalhando por Santo Agostinho e Santo Tomas de Aquino.


2)- Que o conceito de “pessoa” deve ser tomado como sujeito individual, irrepetivel e nao passivel de ser comunicado.



Alem desses dois aspectos deve se levar em consideracao que o conceito de pessoa evolui, tomando outras perspectivas, gerando assim uma maior complexidade, ao emprega-lo a Deus.



Esse processo evolutivo do conceito de “pessoa” se tornou consideravel desde o inicio da Idade Moderna, donde passou a significar “um ser que se possui a si mesmo em consciencia e liberdade”.



Nesse sentido, e importante tomar em conta a posicao do teologo Karl Barth:




1)- Ele afirma que ao atribuir o termo “pessoa” a Deus, as tres “pessoas divinas”, constituira um grave problema, pois se assim fosse, em Deus haveria: tres consciencias, tres liberdades, tres vontades e tres individuos com a capacidade de se autodeterminar, desembocando inevitavelmente no triteismo.



2)- A partir disso, Barth procura dar uma solucao substituindo o termo “pessoa” (com o sentido moderno) para “modo de ser” ou Seinsweise, defendendo sua teoria de que em Deus existe uma unidade indestrutivel, sendo simultaneamente, no que toca a Trindade Economica e a Revelacao, um Deus revelador e as consequencias desse ato na humanidade.


3)- Ele prossegue tentando amarrar a unidade divina com a multiplicidade das pessoas, reafirmando uma unidade indestrutivel seguida de atribuicoes desse mesmo Deus como revelador e revelado, indicando assim “tres modos de ser”.


4)- Isso significa que, segundo Barth, “Deus é Deus nessa tripla repeticao e só nessa repeticao é o unico Deus”.



Karl Rahner, outro teologo busca cooperar no aprofundamento da teologia trinitaria, combatendo o triteismo:



1)- Rahner toma como ponto de partida a formulacao de que uma vez que Deus queira se comunicar com a humanidade, sera seu Filho que ira aparecer diante dos homens, em carne e osso, assim como sera o Espirito Santo que ira acolher essa dita comunicacao nessa mesma humanidade, por meio das virtudes teologais: fe, esperanca e caridade.


2)- Dentro dessa atuacao do Espirito Santo na humanidade concomitantemente a comunicacao deve-se levar em consideracao que a estrutura humana comporta quatro aspectos que, por sua vez possuem uma dualidade cada um. Sao elas:



I) origem/futuro;

II) historia/transcendencia;

III) oferta/aceitacao;

IV) conhecimento/amor.


3)- Os pontos de dualidade podem ser agrupados de dois pontos diversos:


3.1)- Os primeiros elementos de cada aspecto de um lado em certa “contraposicao” com os ultimos elementos de cada aspecto. O primeiro grupo pode ainda se resumir como verdade e o segundo como amor.


3.2)- Depois de aprofundar um pouco na economia trinitaria, esse teologo passa para o tema da Trindade Imanente. Assim como ele destaca, ja na simplificacao, em dois grandes grupos a estrutura humana que recebe e interage com a comunicacao divina, apontara tambem uma estrutura dividida em duas linhas no que diz respeito a comunicacao interna da Trindade: a comunicacao do Pai ao Filho e a comunicacao do Pai tambem ao Espirito Santo, ou seja, o Pai da a si mesmo ao Filho e ao Espirito Santo.


3.3)- Semelhante também nesse âmbito, pois o Filho como “parte primeira” da autodoacao do Pai.


3.4)- Com esse postulado, o teologo alemao insiste em bater na tecla do perigo de se usar o termo “pessoa” para se referir a Deus no contexto em que este termo e utilizado nos tempos modernos, correndo o risco de se “multiplicar” as essencias como ocorre na aplicacao antropologica do mesmo termo, caindo no triteismo.


3.5)- A resolucao que Rahner da para essa problematica que cerca o termo “pessoa” tem como fonte a definicao que Santo Tomas apresenta para dela formular esta: “O Deus unico subsiste em tres modos distintos de subsistencia”, ou seja, Deus existe em tres formas de subsistencia.




A ANÁLISE MODERNA DO TERMO PESSOA:




Ao analisar a evolucao do termo “pessoa” atribuido a Deus nota-se que originalmente ele foi posto no intuito tambem de explicitar que Deus e uma comunhão de pessoas que se relacionam entre si.Diante disso, pode-se questionar se a postura de Barth, onde a Trindade e a repeticao do “eu” divino, ou mesmo de Rahner, que exclui a reciprocidade intratrinitaria, seriam validas?


Em resposta a esse questionamento, nao faltaram teologos catolicos para se oporem a esses modelos de Trindade:




1)- Por exemplo, podemos citar Moltmann que aposta na Trindade como sendo uma “Comunhao de pessoas”, sem negar-lhe a unicidade de essencia.

2)- W. Kasper, nessa mesma linha defende a Trindade como “dialogo”.


3)- Heribert Muhlem, inova afirmando que o Pai seria o “Eu”, o Filho seria o “Tu” e o Espírito Santo seria o “nos”.


4)- Por sua vez J. Ratzinger ressalta a Pessoa, sobretudo em Deus, como fenomeno de tal relatividade (relacao).


Por fim, Von Balthasar defende que o Espirito Santo seria o “Nos” como eterno dialogo entre Pai e Filho.



As Relacoes e as Pessoas divinas:


Chamamos de denso porque traz uma linguagem com peso filosofico e teologico, e por isso mesmo, valioso, porque notamos com isso a evolucao do conceito de “pessoa” na teologia trinitaria.E tambem, como ja sabemos, os capadocios basearam sua teologia trinitaria na distincao entre ousia e prósopon, talvez aparentando em suas origens a persona dos latinos.




Notamos nao somente a evolucao, mas o aprofundamento e o aperfeicoamento dessa tematica, aplicando o conceito de “pessoa” a Deus de modo analógico ( Santo Agostinho).




Primeiramente, veremos como Santo Agostinho e Santo Tomas apresentaram as “relacoes” em Deus. Em seguida, ao tratar das pessoas divinas, veremos a nocao de “pessoa” em Agostinho, posteriormente, na mesma tematica, percorreremos as definicoes de “pessoa” em Boecio a Santo Tomas de Aquino.Finalmente, acompanharemos a nocao de “pessoas, propriedades e apropriacoes, logo em seguida, entenderemos como se deu a compreensao a mutua inabitacao das pessoas”.




Ao tratar das relações divinas, temos duas autoridades, Santo Agostinho e Santo Tomas:



1)- Sendo que o bispo de Hipona nos apresenta um problema e uma solução.



O problema esta centrado na aporia  (APORIA-[grego: “caminho inexpugnavel, sem saida”, defendida como uma dificuldade, impasse, paradoxo ou momento de autocontradicao que independem que o sentido de um texto ou de uma proposicao seja determinado) entre substancia e acidente, a qual culmina na simplicidade de Deus.Como solução, para o santo africano é  na simplicidade divina que indica a distincao entre o que se predica de Deus em si (ad se) e o que se predica em relacao ao outro (ad aliquid).Essas coisas nao se dizem segundo a substancia, mas segundo a relacao (relativum), e esse relativo nao e acidente, pois Deus e imutavel.Santo Agostinho, ao tratar das pessoas divinas, buscou utilizar uma expressão entre as varias existentes (hipostase, ousia, persona, essencia, substancia) para se referir a “pessoa”, ele achou coveniente utilizar o termo “persona”.




“O grande bispo de Hipona nao tratou de definir diretamente o que seria a “pessoa”, mas observou e destacou que a “pessoa” e algo singular e individual, aliquid singulare atqueindividuum”.



2)- Ja Santo Tomas, o Doutor Angelico, em sua reflexao sobre as Relacoes Reais nos mostra que ela distingue entre si, mas nao segundo a essencia e sim segundo a relacao.


O “Boi Mudo” compilou e aperfeicoou a doutrina agostiniana das relações, partindo de que tudo o que ha em Deus é absoluto ou relativo:




Essas relacoes sao reais porque ha uma verdadeira paternidade e filiacao, pois, do contrario, nao haveria verdadeiramente um Pai nem um Filho, o que seria a heresia de Sabelio (Sabelio (O pai dos unitaristas -  Essa heresia afirma que o Pai e o Filho sao a mesma pessoa).



Na Trindade há características que se refere as relações reais:



1) Geração;


2) Filiação;


3) Expiração Ativa;


4) Expiração Passiva.



OUTRAS ANÁLISES DO TERMO PESSOA:


1)- Boecio proporcionou a definicao de “pessoa” e que o primeiro elemento da definicao é de substância, o substrato do ser, mas esta tem de ser individualizada, isto é, nao intercambiável com outra.



A natureza racional e precisamente nela que nos, os homens, experimentamos a incomunicabilidade.


Somente os seres humanos são, por conseguinte, “pessoa”, tem a individualidade que nos faz realmente irrepetiveis, definindo como “persona est naturae retionalis individua substantia”.




2)- Contudo, Ricardo de Sao Vitor nao ficou satisfeito com a definicao de Boecio e decidiu, por sua conta em risco, modifica-la, pois para ele a “pessoa” e a “naturae rationalis incommunicabilis existência”, ou seja, a existencia incomunicavel de natureza racional. Se na definicao de substantia ha o risco de pensar que as tres pessoas em Deus sao tres substancias ou essencias, ha ainda o risco de cair no triteismo.Em Deus ha unidade segundo o modo de ser, iuxta modum essendi, mas a pluralidade segundo o modo de existir iuxta modum existendi.


Do diverso modo de existir, em relacao com a procedência ou não procedência, vem as propriedades das pessoas:


1)- O Pai nao procede de nenhum, existe a partir de si mesmo, as outras pessoas procedem dele.


2)- Mas para Santo Tomas, a relação é  o que importa, pois é  ela que une e define a nocao de pessoa para Deus.


3)- A definição de Pessoa de Boécio para o Douto Angélico e uma base para afirmar essa relação perichorese: de esta no outro.


4)- O Pai esta no Filho e o Filho no Pai. As apropriações concorrem para a trindade econômica.


5)- Ainda no aprofundamento do pensamento tomista(Analógico), notamos que o termo “pessoa” nao se aplica a Deus como se aplica as criaturas, pois Deus tudo deve ser de modo mais excelente.


6)- Ao falar da natureza racional significa falar da natureza intelectual em Deus, visto que nele razao nao se implica discurso. E no principio da individuacao Deus nao e materia.


7)- E no que tange as pessoas, propriedades e apropriações nota-se que as pessoas são constituídas pelas relações opostas.


8)- Ao se falar de propriedade, falamos de algo que é próprio de cada um, inclusive de cada pessoa, ou seja, as suas características.


9)- Ja as apropriacoes sao as caracteristicas que se tem em comum, apropriando-se tomando as caracteristicas de outros.


10)- A propriedade é o modo de conhecer a pessoa divina e se deduzem das relacoes de origem, pelas quais aquelas se multiplicam.


11)- O Filho vem do Pai, ou seja, a propriedade ou noção que o caracteriza e a filiação. Junto com as propriedades fala-se de apropriação, as quais se aplicam a uma determinada pessoa devido ao modo como essa pessoa se manifesta.



12)- Quando se falou da inabitação das pessoas, ultima noção teológica suscitada por Ladaria (Ladaria, pp. 255-275) ao tratar dos termos “perichoresis” ou “circumincessio”, os quais indicam que as pessoas divinas nao estao somente em relacao com as outras, que nao se da nelas somente em “esse ad” senao um “esse in”. A base dessa doutrina encontra-se no Novo Testamento. “A mutua inabitacao do Pai com o Filho e a expressao da unidade de potencia e espirito”, segundo Atenagoras.


13)- Ja Hilario de Poitiers afirma que a unidade da natureza do Pai e do Filho e a perfeita geração do segundo, a partir do primeiro.


14)- Sao Joao Damasceno foi o primeiro a utilizar, no sentido trinitario, a expressao perichoresis para expressar a realidade sobre a qual a teologia tinha refletido. Sao Joao Damasceno defende a ideia de que o Pai esteja no Filho e vice versa.


15)- O Concilio de Florenca considera como a conseqüência pericoresis a unidade da essência divina.


16)- Tanto no uso criptológico como no trinitário a circumincessao serve para exprimir a unidade na diversidade. Ela nao é  algo que se junta a uma unidade e a uma distincao ja estabelecida. A unidade e a distinção em Deus são tais que implicam ser um no outro, nao somente com ou junto ao outro. Junto a relacao (esse ad) que se distingue na unidade divina, a perichorese (esse in) une mantendo a distincao.



CONCLUSÃO:



Apesar da Bíblia não fazer menção direta da palavra Trindade, indiretamente este conceito, como vimos, está nas Escrituras representado. E quando a exegese bíblica nos tenta dar uma ideia sobre a Trindade, ela não o faz de forma totalmente precisa. Um Deus infinito não poderá em hipótese alguma ser descrito por completo por um discurso finito, seja ele de qual natureza for: Teológico, Filosófico ou até mesmo Científico. Resta ao crente, focalizar a grandeza Divina e sua natureza infinitamente maior que a nossa.Por fim, vimos quão grande tesouro herdamos de pessoas como Santo Agostinho, Santo Tomas, Tertuliano, Boecio, Ricardo de Sao Vitor, Ladaria e tantos outros, os quais, de diversos modos, contribuíram para que tivéssemos uma teologia mais apurada e sistematizada, mas sem um “veredicto final fechado”, pois estamos tratando de um misterio.Conferimos isso ao tratar da “pessoa”, das Relacoes e das Pessoas divinas, propriedades apropriacoes e da mutua inabitacao das pessoas. E, analogicamente, Deus Trino esta aberto a comunidade, dando o exemplo de vida comunitaria e de aplicacao pastoral, e temos condicoes de colocar isso em pratica, pois somos a imagem e semelhanca de Deus, portanto, nao podemos nos fechar em nos mesmos, na turma, em guetos ou em nosso mundinho mediocre.



A abertura exige comunicação, comunhão, união, ad aliquid. Se me fecho em mim mesmo, no meu mundinho não haverá comunicação nem unidade, e como conseqüência no ministério sacerdotal não será diferente.




A Trindade não se fecha em si mesma. Cada pessoa da Trindade não se isola, ao contrario, se abre para que todos nos participemos de seu  grandioso mistério.




BIBLIOGRAFIA CONSULTADA:



BERNARD SESBOUE, J. WOLINSKI -DEUS DA SALVAÇAO, O - (SECULOS I - VIII) - Page 251

CASTRO, José Pereira de. Bíblia Sagrada Ave Maria. 180ª ed. São Paulo: Ave-Maria, 2008.

HASEL, Gerhard. Teologia do Antigo e do Novo Testamento: Questões básicas no debate atual. Trad. Luís M. Sander e Jussara Marindir P. S. Arias. São Paulo: Academia Cristã, 2007.

NICOLA, Ubaldo. Antologia Ilustrada de Filosofia: Das origens à idade moderna. São Paulo: Globo, 2005.

NUNES, Rizzatto. Manual da Monografia. 4ª ed. São Paulo: Saraiva, 2003.

AZEVEDO, Antonio C. do Amaral. Religião.In: Dicionário Histórico de Religiões. 1ª ed.Rio de Janeiro: Nova Fronteira, 2002.

JAPIASSÚ, Hilton., MARCONDES, Danilo. Filosofia.In: Dicionário Básico de Filosofia. 4ª ed. Rio de Janeiro: Zarah, 2006.Introdução À Metodologia Científica. In:Instituto Teológico Shammah. São Paulo, 2010.

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5 de fevereiro de 2014 16:28

Então Deus seria 1 grupo de 3 indivíduos?

7 de fevereiro de 2014 11:41

Não caro Ton,

Pois ai conforme seu raciocínio seria TRITEÍSMO e não Trindade.


O que é Triteísmo?


O bispo Marcelo de Ancira, pai desta doutrina considerada herética, numa tentativa de defender o Monoteísmo, afirmava que havia em Deus três pessoas e três naturezas distintas, e duas forças, que saiam de Deus e a Ele retornavam.

É uma perversão da doutrina cristã da trindade (cristianismo) que pode ser vista como uma espécie de politeísmo. Essa doutrina visa Deus como três deuses iguais e distintos.

O Triteismo é o conceito de que o Deus da Bíblia é realmente composto de três seres separados, que são só um porque eles estão perfeitamente unidos nas suas metas, planos e propósitos, mas porqque eles trabalham juntos. Neste conceito, Deus não é um indivíduo, mas um grupo de três indivíduos, ou uma comunidade.

Novamente, gostaríamos de nos referir e apontar o item número 4 do Credo de Atanásio, que diz: "Nem confundir as pessoas; nem dividir a substância." A frase "nem dividir a substância" refere-se diretamente a essa compreensão triteísta de Deus.

De acordo com o Trinitarianismo Ortodoxo, o Triteísmo divide a substância de Deus conseqüentemente em três Seres separados. Assim, seriam três deuses e isto é rotulado como "Triteísmo".



O que é então monoteísmo? É a crença na existência de apenas um só Deus, o que faz com que seja diferente de crenças como, por exemplo, politeísta que acreditam em vários deuses e, do henoteísmo que aceitam preferencialmente um deus, em detrimento de outros.


Aceitando uma Divindade trina, o cristianismo é uma religião monoteísta trinitária, não sendo de forma alguma uma religião triteísta. O triteísmo é uma perversão da doutrina da trindade, inclusive, é visto como uma espécie de politeísmo. A Doutrina da Trindade não é uma forma de Triteísmo, ou seja, não é uma crença em três Deuses.No Novo testamento a Trindade é perfeitamente identificada. Por isso ela pode ser facilmente formulada pelas passagens que se seguem:



A. NA FÓRMULA BATISMAL


As instruções de Cristo de batizarem “em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo” declaram a Trindade (Mt 28.19).




B. NO BATISMO DE CRISTO


As Três Pessoas da Divindade são evidenciadas distintamente em Seu Batismo (Mt 3.16,17).


CONCLUSÃO:

Apesar da Bíblia não fazer menção direta da palavra Trindade, indiretamente este conceito, como vimos, está nas Escrituras representado. E quando a exegese bíblica nos tenta dar uma ideia sobre a Trindade, ela não o faz de forma totalmente precisa. Um Deus infinito não poderá em hipótese alguma ser descrito por completo por um discurso finito, seja ele de qual natureza for: Teológico, Filosófico ou até mesmo Científico. Resta ao crente, focalizar a grandeza Divina e sua natureza infinitamente maior que a nossa.


Por fim, vimos quão grande tesouro herdamos de pessoas como Santo Agostinho, Santo Tomas, Tertuliano, Boecio, Ricardo de Sao Vitor, Ladaria e tantos outros, os quais, de diversos modos, contribuíram para que tivéssemos uma teologia mais apurada e sistematizada, mas sem um “veredicto final fechado”, pois estamos tratando de um misterio.

Shalom !!!

6 de fevereiro de 2015 13:30

Os cristãos simples, com pouco estudo, não precisam dessas definições letradas e acadêmicas. Para eles, basta:
1) saber que o Pai é Deus, Jesus é Deus, que o Espírito Santo é Deus.
2) usufruir da misericórdia amorosa, da graça maravilhosa que é derramada por Deus, sejam elas identificadas como originárias do Pai, do Senhor Jesus ou do Espírito eterno.

Por que afirmo isto?

Usufruímos da tecnologia eletroeletrônica que nos está disponível, sem qualquer especulação sobre como a engenharia chegou aos avanços que hoje temos na smart TV, nos smartfones, nos microcomputadores, tablets, etc., etc. Não interessa ao leigo em eletrônica qualquer explicação sobre como funciona a transmissão de TV ou como o aparelho receptor capta áudio e vídeo. Ele quer apenas usufruir.

A gente lê sobre impulsos elétricos binários, placas disso e daquilo, mas continuamos sem entender os mistérios da tecnologia moderna.

Às vezes me pergunto: será que inclusive os engenheiros que lidam com isso poderiam mesmo dar explicações satisfatórias sobre o funcionamento de cada componente dos aparelhos eletrônicos?

A religiosidade popular de qualquer tradição tem sua teologia paralela informal, não definida em tratados. O fenômeno sociológico religioso nos alerta que é impossível mudar a teologia popular das massas . Eles continuarão triteístas ou ainda, "quatriteistas", considerando que o fenômeno marianista, na prática, cria uma religiosidade paralela ao incorporar a Virgem Maria como mais uma pessoa divina toda poderosa e concessora de todas as graças.

Quanto ao fenômeno do "quatriteismo", vide meu ensaio: 'UM DEUS EM QUATRO PESSOAS - A FORÇA POPULAR DO MARIANISMO", disponível em http://pt.calameo.com/read/00027572738de74a6afc3

6 de fevereiro de 2015 16:09

Prezado Protestante Marcos Antônio,

Só mesmo, uma mente doentia e querer agir e prejulgar de má fé, considerar que os Católicos consideram Maria uma deusa.Esta dedução é protestante e não Católica.Maria é criatura, e não criador, portanto não pode ser deusa. Até o católico menos informado e menos praticante sabe disto, e vou explicar-lhe porque sem precisar recorrer ao seu artigo:

1)-Em primeiro lugar, os católicos não consideram a Santíssima Mãe do Senhor como deus nem deusa nem nada do gênero,isto é mera acusação revanchista dos protestantes sem fundamentação alguma.
2)- Segundo, Maria, aquela que todas as gerações "chamarão de abençoada." (Lucas 1:48) tem um motivo legítimo para reivindicar o título de Rainha do Céu. Como cristãos, reconhecemos Cristo como o rei do céu (Mat. 19:23-24). e como Rei da linhagem real de Davi: "Ele será grande, será chamado Filhon do Altíssimo, e o Senhor Deus lhe dará o trono de Davi, seu pai (Lucas:1:32). As Sagradas Escrituras referem-se especificamente a Maria como a mãe de Cristo mais de 25 vezes. Além disso, devemos notar que "a mãe do monarca reinante é conhecida como a Rainha Mãe,". Assim, vemos que "Rainha Mãe" denota a mãe (Maria) de um monarca reinante (O Divino Rei, Jesus Cristo).A Rainha Mãe, "Gebi Rah" em hebraico, era uma insigne honraria, e uma tradição iniciada com o filho de Davi, Salomão. As Sagradas Escrituras mostram que na Antiga Israel ou Judá a mãe do herdeiro designado gozava de um estatuto especial. Natã recrutou Betsebéia e não Salomão em seu plano de confirmar Salomão como rei (1 Reis 1:11-40). Rainha Mãe era uma posição oficial em Israel e Judá. Vemos assim que Maria tem direito ao título de "Rainha do Céu". Mas onde nas Escrituras Deus diz que terá uma Rainha? Nos Salmos 45:9,12,17 lemos: "Filhas de reis estão entre suas damas de honra: à tua direita está a RAINHA em ouro de Ofir...mesmo os povos mais ricos IMPLORARÃO TEUS FAVORES. Farei TEU NOME SER LEMBRADO EM TODAS AS GERAÇÕES: portanto os povos TE LOUVARÃO para todo o sempre."

3)- Terceiro: Seu nome será lembrado em todas as gerações. Caiu a ficha? A profecia é realizada em Lucas 1:48: "Pois considerou a humilhação de sua serva: pois sim, doravante TODAS AS GERAÇÕES ME CHAMARÃO abençoada". No Livro do Apocalipse lemos:"Um sinal grandioso apareceu no céu, uma mulher vestida de sol, com a lua sob os pés, e com uma coroa de doze estrelas na cabeça." (Ap. 12:1-2)Que espécie de mulher usa coroa? As rainhas usam coroas, mas essa mulher parece estar coroada das 'mais altas jóias' da criação, as estrelas, tendo o próprio sol como traje real:"Enfurecido com a mulher, o dragão foi guerrear contra o resto dos seus descendentes, os que observam os mandamentos de Deus e mantêm o testemunho de Jesus." (Ap. 12:17)Satã não pôde vencer a mulher [Gen 3:16) então passou a combater seus filhos espirituais, os cristãos, gente que dá testemunho de Jesus Cristo.

4)- Quarto e último:Até Martinho Lutero o FUNDADOR DOS PROTESTANTES pregou, após a ruptura com Roma, na Festa da Visitação (2 de Julho de 1532):"Ela, a Dama acima do céu e da terra, devia ter um coração tão humilde que não se envergonhava de lavar a roupa de baixo ou de preparar um banho para São João Batista, como uma moça servente. Que humildade! Com certeza teria sido mais justo ter preparado para ela uma carruagem de ouro, puxada por 4.000 cavalos, e bradar e proclamar enquanto a carruagem andasse: 'Aqui vai a mulher que está MUITO ACIMA de todas as mulheres e, com certeza, acima de TODA a raça humana”


Shalom !!!

10 de maio de 2017 23:15

Em apocalipse 12: 6 fala assim : E a mulher fugiu para o deserto, onde já tinha lugar preparado por Deus, para que ali fosse alimentada durante mil duzentos e sessenta dias.
(Apocalipse 12:6 )

Sabemos que pra Deus 1 dia é 1 ano (Ezequiel 4:6) (Números 14:34) Maria viveu mil duzentos e sessenta dias ?

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