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Por que se diz: A Esperança é a última que morre ?"

Written By Beraká - o blog da família on quarta-feira, 18 de janeiro de 2012 | 00:34


A esperança é a última que morre ?

“Acreditar que as coisas podem ser diferentes é fundamental para a manutenção da própria existência...”
(Por Eugênio Mussak | foto André Spinola e Castro)
Creio que foi a cena mais impressionante que presenciei em toda minha vida. Eu era um estudante do curso de medicina e estava acompanhando a visita de um experiente professor à enfermaria de cirurgia cardíaca.

No lugar estavam os pacientes em recuperação, após terem sido operados. Em geral, as visitas eram de aprendizado meio protocolar, pois víamos pacientes em estado de controle clínico.Mas naquele dia foi diferente.
Quando entramos, a enfermeira estava acionando o sinal de alarme,pois um paciente já operado havia sofrido uma parada cardíaca naquele instante. Foi uma coincidência que salvou uma vida.Mas não foi fácil, pois minutos preciosos já tinham sido perdidos. O médico iniciou o procedimento de ressuscitação, com três tipos de ações: massagem cardíaca, choque e injeção de drogas cardiotônicas. Só que nada funcionava.
Para tornar o trabalho mais eficiente, o médico colocou o homem no chão, pois na cama o molejo absorvia parte da massagem. Por mais de uma hora nos revezamos entre a massagem e a respiração boca-a-boca, até que o desânimo começou a tomar conta de todos.

Foi quando o professor pediu uma tesoura. Diante de olhares atônitos, ele removeu os grampos que fechavam o corte no peito recém-operado, cortou os pontos e simplesmente tomou o órgão com a mão e iniciou uma tentativa desesperada: uma massagem cardíaca direta. E então, como um milagre, o coração começou a responder.
Depois, olhando para as caras assustadas dos estudantes, o professor disse algo como:

“Às vezes o paciente parece que morre, mas a esperança não. Dessa forma conseguimos trazer a vida de volta”.
Nunca mais esqueci, pois aprendi na prática. As coisas só acabam quando não há mais esperança, por isso dizemos que ela é a última que morre.
A esperança é um mal?
Os gregos da Antiguidade, que têm respostas para tudo a partir de sua mitologia, dizem que quem criou a humanidade foi o titã Prometeu. Além disso, ele fez mais duas coisas: roubou o fogo do Olimpo para ser usado pelos homens e prendeu em uma caixa todos os males, como a doença, a loucura, a guerra e a morte. E entre todos esses males, encolhida em um canto, estava a esperança.
Zeus, bravo com o roubo do fogo, prendeu Prometeu e o condenou a um castigo perpétuo: acorrentou-o a uma rocha, para que seu fígado fosse comido por um abutre feroz durante o dia e se recuperasse durante a noite. Assim Prometeu pagaria durante toda a eternidade pela insolência de tentar comparar-se a um deus. E Zeus fez mais: criou uma belíssima mulher, a quem chamou de Pandora, e a mandou à Terra, onde acabou por casar-se com Epimeteu, irmão de Prometeu. Quando encontrou a caixa que aprisionava os males, Pandora a abriu, liberando-os todos, que passaram a afligir a humanidade. A partir de então, os humanos começaram a sofrer com sua condição de fracos, incompletos e mortais, que só conseguem continuar vivendo e povoando a terra porque da caixa também saiu a esperança, que passou a habitar entre eles.
Na Grécia, podemos encontrar a estátua dedicada à deusa Elpis – “esperança”, na língua de Homero. Seu mito é um dos mais repetidos até os dias de hoje, e também é um dos que suscitam dúvida. Afinal, se a esperança é uma coisa tão boa, o que estaria ela fazendo junto com os males humanos, dentro da mesma caixa?
A versão mais aceita para essa questão diz que os criadores dos mitos acreditavam que a esperança era filha da mentira e, por isso, considerada má. Segundo eles, a verdade jamais pode ser ignorada, por mais cruel que seja, e a esperança muitas vezes desvia a atenção dos homens, afastando-os da realidade, deixando-os ainda mais fracos.
A esperança é boa?
Essa é a questão mais dolorosamente aguda a respeito da esperança. Até quando devemos nutrir uma esperança sem que ela nos paralise e nos impeça de tomarmos outro caminho? Será que a esperança só é boa quando é baseada em probabilidades concretas? Ou ela é boa em si mesma, por manter a vida ao assumir a forma de uma tocha que nos permite encontrar algum caminho antes de se apagar? Há defensores para ambas as alternativas.
A doutrina cristã, por exemplo, relaciona a esperança à fé e à caridade, para criar as três principais virtudes teologais, ou seja, aquelas que, por terem origem divina, não carecem de entendimento lógico. De acordo com essa idéia, temos fé, acalentamos esperança e praticamos caridade pelos atos em si mesmos. Se tentarmos entender a nossa fé e justificar nossa caridade, estaremos tentando racionalizar o que não precisa de razão para existir. E o mesmo aconteceria com a esperança.
Dessa forma, a esperança é parte do ser humano, como são os seus cinco sentidos, e só percebemos que a possuímos quando, por algum motivo a perdemos. Temos esperança de a vida melhorar, de arrumar um emprego, de a doença sarar, e nos apegamos a ela para tolerar a dureza do cotidiano, a falta do emprego, a saúde abalada. A esperança é o ungüento que, se não cura a inflamação, pelo menos diminui a dor.
Mas é claro que há outros pontos de vista. Nietzsche é um dos que pensam diferente. Em seu livroHumano, Demasiado Humano, ele afirma que a esperança é o pior dos males, pois ela se refere à expectativa de um futuro incerto, e por isso é enganosa. O filósofo interpreta que foi o próprio Zeus que ordenou que ela permanecesse entre os seres humanos apenas para prolongar seu tormento.“ Atinge-se a verdade”– disse o cáustico filósofo alemão –, “através da descrença e do ceticismo, e não do desejo infantil de que algo aconteça de certa forma.”
Acontece que a esperança é uma qualidade demasiadamente humana, e imensamente necessária à própria manutenção da existência. Entretanto, cumpre melhor seu papel ao se ancorar na realidade. Quando a esperança de sarar de uma doença é prescrita com a caneta da medicina, reforça nosso ânimo sobre a própria esperança. Mas, quando quem a propõe é o misticismo ou a superstição, pode morrer a esperança – e o paciente.
Ela é dispensável?
Nunca foi fácil viver. A visão romântica que temos das décadas ou dos séculos passados não passa de licença poética dos romancistas e dos cineastas, acobertando a vida dura de nossos antepassados. As benesses científicas e as conquistas sociais são frutos colhidos do alto da árvore da história, nos ramos do século 20. Antes, as doenças e as injustiças matavam com intensidade e com precocidade. No início do século passado, a esperança – e é assim mesmo que se diz – de vida de um recém-nascido no Brasil era de apenas 40 anos, e hoje é de cerca de 72 anos.
Entretanto, viver parece ser uma aventura cada vez mais perigosa, mas isso se deve ao fato de que a caixa de Pandora moderna tem controle remoto, e despeja sobre nosso sofá tudo o que “dá notícia”. Tsunâmis inesperados, furacões esperados mas subestimados, terroristas armados de bombas e de loucura; políticos corruptos livrando suas caras através de manobras e conchavos. A própria esperança se surpreende e se assusta quando é usada como cabo eleitoral, sendo nomeada para vencer o medo.
Apesar de tudo isso, a esperança não é dispensável. Ter esperança é acreditar no amanhã. É supor que a vida vai melhorar, que o dinheiro vai dar, que a febre vai diminuir, que a lavoura vai crescer, que o sorriso vai perdurar. E tudo isso porque nós vamos fazer nossa parte. Ter esperança é assumir nosso lado divino e nos responsabilizarmos pela continuação da obra de criação, pondo o cérebro para pensar, o braço para trabalhar e o coração para amar o que se quer, o que se faz e o que se sonha.
A pessoa que perde a esperança perde-se a si mesma, porque esperança pertence à sua essência. O viver tem a esperança do ser. O sonho tem a esperança da realização.O trabalho tem a esperança do resultado e do pagamento. O olhar furtivo tem a esperança do sorriso malicioso. A piada tem a esperança do riso. A música tem a esperança da emoção. O beijo roubado tem a esperança de mais um beijo apaixonado.
A verdadeira esperança é aquela que acalanta sem enganar, que motiva sem iludir, que apóia com bases sólidas, construídas pela responsabilidade. Essa é a esperança que não morre. E, se morrer, será a última, pois depois dela não há mais nada.
Eugênio Mussak é consultor em desenvolvimento humano e colunista de VIDA SIMPLES desde o primeiro número – e tem a esperança de continuar sendo. www.eugeniomussak.com.br.


A ESPERANÇA NA TEOLOGIA DE SANTO TOMÁS DE AQUINO:

1)- O amor não poderia ser reto se não tivesse estabelecido de início o justo fim da esperança, e isso não é possível se falta o conhecimento da verdade. Deves ter de início a fé para conhecer a verdade, em seguida a esperança para colocar teu desejo no verdadeiro fim, enfim a caridade pela qual teu amor será totalmente retificado.
Compendium I 1

2)- A fé mostra o fim, a esperança faz tender para ele, a caridade realiza a união com ele.
Super I Tim. 1,5, n. 13

3)- A fé é certo aperitivo (praelibatio quaedam) desse conhecimento que será nossa felicidade na vida eterna. Por isso o Apóstolo (Hb 11, 1) diz que ela é “a substância das realidades que esperamos”, como se ela fizesse subsistir em nós de uma maneira começada as realidades que esperamos, isto é, a bem-aventurança futura. O Senhor ensinou que esse conhecimento beatificante consiste em duas coisas: a divindade da Trindade e a humanidade de Cristo, quando ele se dirigia ao Pai dizendo (Jo 17, 3): “A vida eterna é que eles te conheçam, tu, o único verdadeiro Deus, e aquele que enviaste, Jesus Cristo”. É a respeito dessas duas realidades, a divindade da Trindade e a humanidade de Cristo, que se refere todo conhecimento da fé. Isso nada tem de admirável, porque a humanidade de Cristo é o caminho por onde se chega à divindade. Deve-se, pois, quando se está a caminho conhecer a estrada para chegar ao termo, e quando se está na pátria a ação de graças a Deus não seria suficiente se os homens não tivessem conhecimento das vias pelas quais são salvos.

Compendium I 2


4)- Uma vez que o ser humano tem um desejo natural de saber, esse desejo pode-se apaziguar no conhecimento de toda a verdade, uma vez que se trata de um conhecimento qualquer; [a verdade procurada] sendo conhecida, o desejo se acalma. Mas, quando se trata do conhecimento da fé, o desejo está sem repouso, porque a fé é um conhecimento imperfeito: aquilo que se crê é aquilo que não se vê. Por isso o Apóstolo (Hb 11, 1) diz que ela é “a indicação das coisas que não se vêem”. A presença da fé deixa, portanto, na alma uma tendência para outra coisa, para ver perfeitamente a verdade que se crê e para compreender o que pode levar a esta verdade. E, uma vez que entre os ensinamentos da fé dizemos crer que Deus dirige as coisas humanas por sua providência, por esta razão ele eleva no coração do crente em elã de esperança, para obter com a ajuda da fé os bens que deseja naturalmente e que ela lhe faz conhecer. Por isso, depois da fé, a esperança é necessária para a perfeição da fé cristã.
Compendium theol. II 1


5)- Assim, o que é verdadeiramente a virtude da esperança não é a esperança que se tem de si mesmo, nem mesmo a de outro homem, mas somente a que se tem de Deus … Por isso, as realidades que o Senhor nos ensina a pedir em sua oração [o Pai Nosso] se revelam desejáveis e possíveis, tão árduas algumas vezes que não se pode alcança-las apenas pelas forças humanas mas [somente] pela ajuda divina.
Compendium theol. II 7


6)- Se o homem deve se apegar à esperança como o navio à âncora, há entretanto uma diferença entre a âncora e a esperança: a âncora está fixada abaixo; a esperança, ao contrário, está fixada no mais alto, isto é, em Deus. Nada há aqui embaixo que seja bastante sólido para que a alma possa aí se fixar e repousar. É lá que o nosso chefe … fixou nossa esperança, como se diz na coleta da vigília e do dia da Ascensão.
Super ad Hebraeos 6,18, lect. 4, n. 325


7)- “Nós nos gloriamos na esperança da glória de Deus. … E a esperança não decepciona, porque o amor de Deus foi derramado em nossos corações pelo Espírito Santo que nos foi dado” (Rm 5, 3-5). Essa glória que se revelará no século futuro começou em nós desde agora pela esperança. Com efeito, aquele que espera ardentemente alguma coisa suporta naturalmente por ela provas difíceis e penosas. O doente que deseja fortemente a saúde bebe de bom grado o remédio amargo para ser curado. O sinal do ardor de nossa esperança no nome de Cristo é que não somente nós nos gloriamos na esperança da glória futura, mas ainda nas tribulações que suportamos por ela. Por isso diz: “Não somente nós nos gloriamos nas tribulações” pelas quais chegamos à glória (At 14, 21): “Devemos passar por muitas tribulações para entrar no Reino dos céus” … É bem conhecido, com efeito, que suportamos facilmente as dificuldades por aquilo que amamos. Se, pois, alguém suporta com paciência as adversidades deste mundo para obter os bens eternos, prova por isso mesmo que ama mais os bens eternos do que os deste mundo.
Super ad Rom. 5, 2-5, lect. 1, n. 385-386 e 388


8)- A caridade não significa somente amor a Deus, mas também certa amizade com ele. Essa amizade acrescenta ao amor a reciprocidade no amor, uma comunhão mútua, como explica o livro VIII da Ética. E que isso pertença à caridade consta claramente na primeira carta de João (4, 16): “Quem permanece na caridade permanece em Deus e Deus permanece nele”, e na primeira carta aos Coríntios (1, 9): “Fiel é o Deus que vos chamou à comunhão com seu Filho”. Ora, essa comunhão do homem com Deus, que consiste no trato familiar com ele, começa aqui na vida presente pela graça, mas se consumará na futura pela glória, e essas duas realidades, nós as obtemos pela fé e pela esperança. Portanto, assim como não se pode ter amizade com alguém se não se confia nem se espera poder manter alguma comunidade de vida ou familiaridade com ele, assim também não se pode ter amizade com Deus, que é a caridade, se não se tem a fé que faz crescer nessa comunhão e trato familiar e se não se espera pertencer a essa sociedade. E assim a caridade não pode existir de forma alguma sem a fé e a esperança.
Suma Teológica I-II, q.65, a.5





A Virtude da Esperança

(Josefa Alves - Celibatária consagrada na Comunidade de Vida Shalom)
Em meio às dificuldades e sofrimentos do tempo presente, Deus nos alimenta, consola e fortifica com a esperança.
Esta é uma Virtude Teologal (diferente das virtudes humanas que são disposições habituais que permitem o homem escolher e praticar o bem) e refere-se diretamente a Deus. “Dispõe o cristão a viver em relação com a Santíssima Trindade e tem Deus Uno e Trino por origem, motivo e objeto.

As Virtudes Teologais são infundidas por Deus na alma dos fiéis para serem capazes de agir como seus filhos e merecer a vida eterna. São o penhor da presença e da ação do Espírito Santo nas faculdades do ser humano” (Cat 1812-1813).

As tribulações da vida não apagam a esperança, ao contrário, fazem com que esta desperte com uma força admirável e nos empurre para frente, sempre nos mostrando que ainda há possibilidades.

A Sagrada Escritura afirma isso quando diz:

 “A tribulação produz a perseverança; a perseverança, a fidelidade provada; e a fidelidade provada, a esperança. E a esperança não decepciona” (Rm 5,3-5a).


“A Virtude da Esperança responde à aspiração de felicidade colocada por Deus no coração de todo homem; assume as esperanças que inspiram as atividades dos homens; purifica-as para ordená-las ao Reino dos Céus; protege contra o desânimo; dá alento em todo o esmorecimento; dilata o coração na expectativa da bem-aventurança eterna. O impulso da esperança preserva do egoísmo e conduz à felicidade da Caridade” (Cat 1818).


Ela não é uma utopia ou uma disposição interior que nos permite construir mundos imaginários; é inteiramente concreta: nas situações em que paralisamos ou desesperamos e pensamos que já não há nada a ser feito, eis que a esperança se ergue dentro de nós e com a força do Espírito Santo diz:
“Tente outra vez; seja mais humilde; reze, reze mais; não desista, ainda há solução; suporte com paciência... ela coloca sempre à nossa frente novas possibilidades. É quem nos mostra o sentido da vida, alimenta a nossa fé e nos conduz à caridade.


Na carta aos Hebreus, o autor compara a esperança a uma âncora:
“Nela temos como que uma âncora da nossa vida segura e firme” (Hb 6,19). Segura e firme porque atirada não na terra, mas no céu, não no tempo, mas na eternidade, “além do véu do santuário”. 


“Essa imagem da esperança tornou-se clássica. Mas temos também uma outra imagem da esperança em certo sentido oposta: a vela.

Se a âncora é aquilo que dá ao barco a segurança e o mantém firme entre o balanço do mar, a vela é, ao contrário, aquilo que o faz avançar no mar. Ambas as coisas fazem a esperança com o barco da Igreja.

Ela é, na verdade, como que uma vela que recolhe o vento e, sem barulho, o transforma em força motora que leva o barco, segundo os casos, para o mar aberto ou para a margem.

Como a vela nas mãos de um bom marinheiro consegue utilizar todos os tipos de vento, de onde quer que ele sopre, favorável ou menos favorável, para fazer o barco avançar na direção desejada, o mesmo faz a esperança. Trata-se agora de ver como orientar essa vela, como utilizá-la para que ela faça mesmo cada um de nós avançar à santidade, e todo o Reino de Deus até os confins da terra” (Cantalamessa).


Temos uma pergunta fundamental:

“Como manter viva a esperança, não só em nossa vida, mas também de modo a transbordá-la para o mundo desesperançado?”

Diariamente, Deus renova na vida de seus amados filhos a graça da esperança, a nós cabe acolhê-la. Isso se dá através dos Sacramentos, da própria Palavra de Deus, da voz de Deus em nosso coração que continuamente nos diz: “Levanta e anda!”. E esta ação do Senhor restaura o que antes era enfermo. 

Antigamente, os fiéis, ao sair da Igreja, passavam a água benta de mão em mão, desejando que, através desse gesto simples, a outra pessoa também recebesse as graças e os dons de Deus. Podemos seguir esse exemplo e passar “de mão em mão”, de pai para filho, de amigo para amigo, a alegria e a paz da esperança.

São Paulo nos fala na carta aos Romanos: “Que o Deus da esperança vos cumule de alegria e de paz na fé” (Rm 15,13); daí temos a certeza de que a alegria e a paz são frutos diretos da esperança, e como vivemos num mundo sem alegria e sem paz, podemos afirmar que o homem de hoje perdeu a esperança, mas deseja reencontrá-la porque não deixa de procurar (ainda que de forma equivocada), alguma coisa que responda a essa sua necessidade.

Não devemos ter medo de parecer ingênuos falando de esperança e com o nosso testemunho contagiando o mundo com a alegria e a paz que vêm de Deus.

“Talvez, em nenhum outro momento, o mundo moderno mostrou-se tão bem-disposto para com a Igreja, tão à escuta dela, como durante os anos do Concílio. E o motivo principal é que o Concílio dava esperança.

A Igreja não pode fazer, no mundo, uma doação melhor do que dar-lhe esperança, não esperanças humanas, efêmeras, econômicas ou políticas, sobre as quais ela não tem competência específica, mas esperança pura e simples, aquela que, mesmo sem o saber, tem por horizonte a eternidade e por avalista Jesus Cristo e a sua Ressurreição.

Essa esperança servirá também de mola para todas as outras legítimas esperanças humanas” (Cantalamessa).
Bibliografia consultada:

Cantalamessa, Raniero. Preparai os Caminhos do Senhor. São Paulo: Loyola

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